domingo, 4 de maio de 2014

Novo recorde de incompetência da Dilma: participação da indústria no PIB é a menor nos últimos 60 anos.


O encolhimento da indústria brasileira virou arma comum nas campanhas de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Os dois pré-candidatos da oposição ao Planalto passaram a repetir, nas últimas semanas, que o país passa por um processo grave de desindustrialização e "voltou aos anos 50" no setor.

Eles dizem que o peso da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) recuou ao menor patamar desde o salto iniciado em 1955, quando o presidente Juscelino Kubitschek tomou posse. "O Brasil vive um processo grave de desindustrialização. Voltamos a ser aquilo que éramos na década de 1950", disse Aécio em visita à Firjan (federação das indústrias do Rio) no último dia 14.

No dia seguinte, e na mesma cidade, Campos bateu na mesma tecla em visita a uma universidade particular. "A indústria brasileira de transformação chegou em 2013 ao mesmo patamar que ela tinha no PIB antes do governo JK, em 1955. Nós não podemos imaginar que o país pode se segurar só no setor primário ou no setor de serviços", afirmou.

Em palestras a empresários e estudantes, Campos tem exibido um gráfico com os números que mostram a curva da desindustrialização. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, o peso do setor no PIB caiu para 24,9% no ano passado, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1947. A fatia da indústria de transformação também bateu recorde negativo de 13%, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

CONTESTAÇÃO

O Ministério do Desenvolvimento, responsável pela política industrial do governo, não quis comentar as críticas dos pré-candidatos. O ex-ministro Fernando Pimentel (PT), que deixou o cargo para disputar o governo de Minas, disse não haver desindustrialização no país. "Só posso atribuir as críticas à disputa eleitoral, já que elas não têm relação com a realidade", disse, em nota.

Representantes do setor produtivo pensam o contrário. A CNI se diz preocupada com a queda da participação da indústria na economia. A entidade afirma que houve mudança no perfil da demanda, com o crescimento do setor de serviços, mas reclama de falta de eficiência e perda de competitividade.

"Vivemos num cenário hostil ao ambiente de negócios. O investimento em infraestrutura e logística cresce em ritmo muito inferior ao necessário", disse o diretor de políticas e estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. "O governo atual relutou muito em assumir a importância das concessões de rodovias, por exemplo. Queremos que os candidatos se comprometam com a reforma tributária e com uma agenda de competitividade", afirmou.

A queda da participação da indústria na economia já foi tema da eleição de 2010, quando José Serra (PSDB) acusava o governo Lula de fazer uma "política de desindustrialização". Ele foi derrotado por Dilma no 2º turno.(Folha de São Paulo)

Protagonistas e testemunhas da História reconstituem os turbulentos idos de 1964


Para encerrar a série de reportagens especiais sobre os 50 anos do golpe militar, a coluna republica um vídeo produzido em 2010 para uma linha do tempo que contou a história dos principais partidos políticos brasileiros. Depoimentos de protagonistas como Jarbas Passarinho, Fernando Gabeira, Jorge Bornhausen e Pedro Simon permitem reconstituir o Brasil daqueles turbulentos idos de 1964.

PT mata “volta, Lula”, e, se reeleger Dilma, arma golpe da constituinte exclusiva e regulação da mídia

 
Uma Constituinte Exclusiva (golpe institucional no melhor estilo do socialismo boliviariano do Foro de São Paulo) e o tão sonhado projeto de regulamentação da mídia (nos moldes de leis restritivas à liberdade de informação aprovadas na Argentina e Venezuela). Estas duas prioridades foram claramente definidas no espetaculoso 14º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

Concretamente, o evento petista deu uma travada na autofágica guerra interna no PT que pregava o “volta, Lula”. Boatos chegaram a revelar que Dilma Rousseff teria cometido a bravata de “ameaçar renunciar”, caso sua candidatura não fosse lançada, oficialmente, antes da convenção do PT. O rosto animado de Lula, levantando o braço de sua “campeã”, revela como o subconsciente trai quem falta com a verdade política...

O plano de golpe petralha ficou bem delineado. Além de puxar a votação simbólica para definir, claramente, que a Presidenta Dilma é a candidata è reeleição, sem o risco de ser atropelada pelo Presidentro Lula da Silva (que não poderia voltar de onde nunca saiu de fato), o presidente do PT, Rui Falcão, deixou claro que a reforma constitucional e a intervenção legal no controle dos meios de comunicação de massa são as prioridades do partido, após a prioritária luta pela vitória de Dilma. O plano golpista de Falcão foi endossado por Lula, olhando para Dilma: “Temos que discutir marco regulatório para democratizar os meios de comunicação. O que causa preocupação é que o principal partido de oposição à vossa excelência é a nossa gloriosa imprensa”.

Tem culpa a imprensa?


Lula não conseguiu mentir nem para ele mesmo, ao admitir, psicologicamente, que existe risco de derrota: “Nós estamos com o jogo mais ou menos garantido, mas não podemos entrar de sapato alto”. Só faltou o Presidentro ter a sinceridade de lembrar que os principais adversários de Dilma, que têm tudo para derrotá-la, foram fabricados por seu desgoverno: “aumento real do custo de vida” com “perda do poder de compra dos salários” (vulgo inflação), “juros cada vez mais altos” com “lucros recordes para os bancos e dificuldades para quitar o crédito tomado a fórceps” e “má gestão, excessiva interferência estatal e corrupção descontrolada que causaram enormes prejuízos a grandes investidores, principalmente estrangeiros, que só aceitam fazer novos negócios no Brasil se houver mudança no trono do Palácio do Planalto”.

O presidentro sepultou, definitivamente, a ameaça de ser candidato no lugar de Dilma: “Foi importante o Rui Falcão colocar aqui a Dilma como pré-candidata. Vamos parar de imaginar que existe outro candidato que não a Dilma, os adversários tiram proveito disso. Não podemos gastar energia com coisa secundária. Não teremos campanha fácil”. Lula terminou seu discurso de 35 minutos advertindo: “Dilminha, se me permite chamar assim. É só você preparar a agenda que o Lulinha estará junto com você para ganhar as eleições”.

Dilma abriu o discurso dela, que duraria intermináveis 58 minutos, puxando o saco do Presidentro: “Dirijo a você, presidente Lula, minhas palavras de respeito e carinho. É uma prova forte e contundente da nossa confiança mútua e os laços profundos que nos unem ao povo brasileiro”. Como era esperado, já se sentindo menos pressionada pelo risco de bola nas costas, proclamou que aceitava a “missão honrosa, desafiadora, de ser a pré-candidata do PT à Presidência”. Como boa marxista-brizolista, Dilma não deixou de meter o pau nas tais “elites” e no fantasma que mais a apavora, que é uma improvável volta de um regime militar:

“O rancor que os saudosistas do passado e uma certa elite têm de nós provém do nosso êxito e da nossa visão de Brasil, e não do fracasso pelo qual eles tanto torceram e torcem. Esse é um Brasil que não aceita retrocessos, mesmo que venham travestidos de novidade, da estranha novidade de medidas que se denominam impopulares e que, na verdade, são antipopulares. Vivemos um tempo estranho e temos que ficar atentos. Um tempo em que aqueles que até ontem não tinham a menor sensibilidade pela questão social se apresentam como paladinos da questão social. O Brasil não vai voltar no tempo, porque o povo não vai deixar”.

O discurso com frases negativas – e não afirmativas, como é recomendável pelo mais simplório marketing político em campanhas eleitorais – deixa clara a insegurança dos petistas com a conjuntura reeleitoral. Dilma tem tudo para perder a reeleição. Seus supostos opositores - Aécio Neves e Eduardo Campos – só precisam de algumas gotas de competência política para tirar o PT do poder. O PT no poder é a consolidação do projeto autoritário bolivariano do Foro de São Paulo – que vai consolidar o sistema Capimunista no Brasil. Por isso, a prioridade urgente é tirar a petralhada e seus comparsas do poder. Depois, reconstruir o País, limpando as cagadas que eles fizeram.

Falsa Faxineira para sempre


Psicologicamente, Dilma também deixou claro que seu grande temor é ter a imagem associada a um governo corrupto. Por isso, aproveitando para fazer uma defesa prévia dos escândalos na Petrobras - que mais a atormentam e lhe atingem diretamente, como ex-presidente do Conselho de Administração da estatal -, Dilma repetiu o discurso moralista, de paladina da honestidade e faxineira da corrupção, montado por seus marketeiros:

“Antes de nós, a corrupção era muitas vezes varrida para debaixo do tapete. Engavetava-se muito, investigava-se pouco. Agora que abrimos as gavetas, muito aparece e muito é investigado. Eu nunca admitirei ilícitos”.

Só não ficou claro se o “antes de nós” se referia aos tempos do Presidentro Lula ou aos tempos do FHC – que já deixou o poder há mais de 15 anos...

Para o discurso de falsa faxineira ficar completo, só falta os marketeiros lhe arrumarem um uniforme de fada, com uma vassoura vermelha, tendo a estrelinha do PT na ponta do cabo...

Para quem acredita em pesquisa...

Resultado da recente pesquisa IstoÉ-Sensus, confirmando que Dilma está em queda livre e quais problemas mais afetam a opinião pública.



Ausência nada sentida...

Participaram do evento de apoio a Dilma os dirigentes de PMDB, PSD, PTB, PCdoB, PP, PROS, PTC e PTN.

Só a turma do PR não apareceu, por um motivo simples: não desagradar Dilma.

A mais explícita declaração favorável ao “volta, Lula” partiu de seus dirigentes.

Lula onipresente


Lula da Silva avisou que, a partir de julho, estará “por conta da campanha” eleitoral:

“Temos um pequeno problema para resolver que é o seguinte: a Dilma, por conta dos acordos da aliança, ela não vai poder ir a vários lugares. Eu não sou presidente do PT. Então, não estou subordinado aos acordos que o Rui Falcão fez. Aonde tiver candidato do PT, eu estarei lá”.

Até junho, Lula define até se será candidato ao Senado por São Paulo, para garantir a imunidade parlamentar e foro privilegiado para eventuais broncas judiciais – que vão explodir como bombas atômicas, caso o PT perca o poder federal.

Agora, o “volta, Lula” é a piada do século: Como Lula vai “voltar”, se ele nunca saiu da Presidência, continua lá, Presidentro?

Gozando com a candidata

Os gaiatos do YouTube não perdem a chance de bagunçar com a santa imagem da Presidenta-Candidata...


Sonho complicado do Bolsonaro

Setores conservadores, principalmente ligados aos militares na reserva, podem até sonhar com a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

Mas o partido dele, o PP, controlado por Francisco Dornelles, que é membro da tradicional família mineira Neves, dificilmente deixará de apoiar a candidatura do tucano Aécio.

Assim, a bem intencionada candidatura Bolsonaro já nasce morta, sem a menor chance política, apesar do grande apoio a ele manifestado nas redes sociais.

Cuba Libre no Brasil


Plinio Monte, do Movimento Brasileiro de Resistência, grava um flagrante diretamente de Caraguatatuba, mostrando os doutrinadores cubanos trabalhando no Brasil.

Eike forever

Alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de crimes financeiros, Eike Batista conseguiu ontem duas façanhas econômicas.

O bilionário foi reeleito, junto com todos os seis membros do Conselho de Administração da Óleo e Gás Participações, incluindo seu pai, Eliezer Batista da Silva (vice-presidente).

E ainda garantiu R$ 21,015 milhões (aumento de 11% em relação ao ano passado) para remuneração dos administradores da empresa.

Excelente para uma empresa que está em recuperação judicial e fechou ano passado com R$ 17,5 bilhões de prejuízo...

Investidores se rebelam

Quem perdeu fortunas com as empresas de Eike já aciona o Ministério Público Federal e a Comissão de Valores Mobiliários, para impedir que o empresário fique bem na fita.

Investidores já formalizaram ao MPF denúncias de que Eike manipulação de mercado, insider trading (uso de informação privilegiada) e lavagem de dinheiro.

Agora, investidores suspeitam que Eike esteja comprando a dívida da empresa, com descontos incríveis, com o objetivo de, no final das contas, ficar devendo para ele mesmo – o que significa sumir com o endividamento...

Crítico da Maconha

O presidente do Uruguai, o figuraça esquerdista José Mujica, avisou ontem à agência de notícias Associated Press (AP) que a legislação uruguaia para permitir a comercialização da maconha será bem menos permissiva que a lei aprovada no Colorado (EUA) em relação aos usuários de droga.

Mujica criticou que “a maconha não é algo benéfico, poético e cercado de virtudes”.

Mujica repetiu que a regulamentação da produção, venda e uso da droga no Uruguai será uma forma de controlar o consumo no país, tratando o assunto mais como uma questão de saúde do que de segurança. 

Responsáveis por tudo

Petrobras da Dilma compra caro e vende barato. Metade dos negócios na África, estimados em até U$ 8,5 bilhões, foram vendidos por U$ 1,5 bilhão.


A troca feita pela presidente Dilma Rousseff no comando da Petrobras no início de 2012 mudou o rumo de um negócio bilionário que a estatal analisava, a venda de seus poços de petróleo na África. O negócio, que estava nas mãos de um diretor indicado pelo PMDB, passou a ser tocado por um subordinado da nova presidente da estatal, Graça Foster, depois da troca.

No ano seguinte, o banco BTG Pactual pagou US$ 1,5 bilhão para ficar com metade das operações africanas da Petrobras e se tornar sócio da estatal. O valor obtido pela venda despertou desconfianças, porque a gestão anterior calculava que os ativos valiam quase quatro vezes mais. Os funcionários que participaram do início do processo foram afastados depois que Jorge Zelada, o afilhado do PMDB que dirigia a área internacional da Petrobras, deixou o cargo e Graça Foster repassou a tarefa a outra equipe, de sua confiança.

Mudanças de rota como essa ajudam a entender como o loteamento político da maior empresa do país tem afetado a maneira como ela toma decisões, gerando confusão sobre o que se passa lá dentro. Em março de 2012, pouco depois da posse de Graça Foster, executivos que estudavam a venda dos poços da empresa na África avaliaram uma proposta que projetava captar no mercado US$ 3,5 bilhões com a venda de 25% dos ativos, de acordo com um documento obtido pela Folha. Se o plano fosse adiante, e dependendo das condições do mercado, eles achavam que metade dos poços da Nigéria, Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia poderia valer US$ 7 bilhões.

O projeto, apresentado pelo banco sul-africano Standard Bank e discutido com a diretoria internacional, previa a criação de uma nova empresa para reunir todas as operações da África, que teria o capital aberto na bolsa. Os executivos estudavam alternativas para cumprir a decisão de Graça Foster, que assumiu com a missão de vender operações da empresa para levantar dinheiro.

A vantagem de abrir o capital da nova empresa, a Petrobras Africa, seria separar poços promissores do resto da estatal, cujas ações se desvalorizaram 35% no governo Dilma. Os investidores têm mantido distância da Petrobras por causa das perdas que a ingerência política do governo impôs à companhia.

Os executivos da estatal e do Standard Bank achavam que, por causa da crise da empresa, os poços africanos estavam com valores muito depreciados quando comparados aos de concorrentes que também atuavam na África. De acordo com os cálculos do banco, baseados em premissas otimistas para os campos, o valor da Petrobras Africa na bolsa poderia alcançar algo entre US$ 11 bilhões e US$ 17 bilhões. A ideia era vender 25% da nova empresa.

Esse plano nunca chegou a ser testado. Segundo a Folha apurou, o diretor financeiro, Almir Barbassa, foi contra, argumentando que a companhia prometera aos investidores em 2010 que não abriria o capital de suas subsidiárias separadamente, para não desvalorizar a empresa. Nesse momento, os responsáveis pela transação foram afastados, e seus substitutos contrataram o banco inglês Standard Chartered para organizar um leilão internacional. Os sul-africanos do Standard Bank ficaram fora.

Foram convidados 14 potenciais interessados, mas apenas nove apareceram. Quase todos recuaram depois que a estatal desistiu de vender a totalidade dos ativos e passou a procurar um sócio. Apenas o BTG e a espanhola Cepsa prosseguiram --a oferta dos espanhóis foi inferior. Os ativos foram avaliados em cerca de US$ 4,5 bilhões. Mas dúvidas sobre uma possível mudança na legislação da Nigéria, que poderia diminuir a rentabilidade das petroleiras, diminuiu a avaliação para US$ 3,16 bilhões.


O BTG acabou levando metade por US$ 1,5 bilhão, mas a mudança nas leis nigerianas até agora não saiu. Para o banco, o negócio foi tão bom que, em menos de oito meses, começou a recuperar o capital investido e tirou de lá US$ 150 milhões na forma de dividendos. Procurados pela Folha, a Petrobras, o BTG e os outros bancos envolvidos com a transação não quiseram dar entrevistas sobre o assunto.(Folha de São Paulo)

Neo-paganismo com pele de ambientalista é denunciado na França

Por Luis Dufaur
Raízes anticristãs do ambientalismo no hippismo anárquico
Analisando a parcialidade de certa mídia contra os cientistas que defendem com seriedade a falta de argumentos e de base na realidade da propaganda do “aquecimento global”, o site “Nouvelles de France” foi em busca da causa dessa propaganda tão tergiversadora.

De início, ele descartou aquilo que considerou “teses sempre fáceis demais”, que põem a culpa em lobbies econômicos ou em algum complô internacional.

Pesquisando a origem do mito aquecimentista, o site encontrou, no fim dos anos 1960, sua motivação ideológica. Ele se refere aos tempos da explosão do movimento hippie, do pacifismo e do esquerdismo cultural alimentado por Moscou contra os países livres e prósperos.

Na revista Science (vol. 155, pág. 1203), já em 1967 se encontra a seguinte frase, de autoria do historiador Lynn White Jr.:

“Nós continuaremos padecendo um agravamento da crise ecológica se não recusamos o axioma cristão segundo o qual a única razão de ser da natureza é servir ao homem”.

Para o site francês, essa afirmação condensa o primeiro ponto de partida do ecologismo radical hodierno: a proclamação filosófica de que “o homem não tem direito algum sobre a natureza. Pelo contrário, deve se submeter a ela, e, se não o fizer, a deusa Natureza vingar-se-á, por exemplo com o aquecimento global”.

O site cita também Maurice Strong, secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente de 1970 a 1972; secretário-geral da ECO-92 no Rio de Janeiro, em 1992, e até 2005 conselheiro especial de Kofi Annan (então secretário geral da ONU) para questões ambientais:

“É possível que cheguemos a um ponto em que, para salvar o mundo, 
a solução será o afundamento da civilização industrial”.
Segundo o site, tal pensamento condensa um segundo aspecto da filosofia ambientalista radical: “O ódio da sociedade industrial, que seria culpada de submeter a natureza por meio do trabalho humano”.

O Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas, dirigido também por Maurice Strong e publicado em junho de 1990 com o título “Uma só Terra” (“Only One Earth”), convocava a celebração de um dia de reflexão sobre a atitude dos homens em relação à Terra.

Esse documento, de fato, é um manual de orações que deveriam ser recitadas nesse dia.

Isso já não tem nada que ver com a ciência nem com a política da ONU. O Programa entra decididamente no âmbito religioso, ou – diz o site francês – no neo-paganismo.

Eis o início da primeira prece. As outras são do mesmo teor e concluem com um Aleluia dedicado ao planeta:

“Ato de contrição.

Nós nos esquecemos daquilo que somos.
Nós nos afastamos da evolução do cosmos.
Nós nos separamos dos movimentos da terra.
Nós demos as costas aos ciclos da vida”.

Em 1997, tendo sido atribuído a Christine Stewart, então ministra do Meio Ambiente do Canadá, a apresentação de dados climáticos falsificados, ela respondeu descaradamente:

“Pouco importa que a parte científica seja completamente falsa, há benefícios colaterais para o meio ambiente... A mudança climática nos fornece a melhor chance de trazer justiça e igualdade ao mundo. É um excelente meio para redistribuir as riquezas”.

Eis – conclui o site – a terceira coluna do templo ecologista: a utopia político-social, que acreditávamos varrida da história em 1991 com a queda do comunismo. Ela visa organizar um “decrescimento” com dano para os “ricos”, até que estes fiquem iguais aos “pobres”.

Retrocesso a adoração panteísta da natureza

Em suma:

— naturalismo filosófico;

— recusa da indústria, do trabalho humano, da civilização e do progresso;

— neopaganismo;

— igualitarismo (marxista?)

“Nouvelles de France” conclui, dizendo que há uma coerência nessas colunas: o “retorno à selva”, tão amado nos círculos neopagãos.

Segundo estes, houve um estilo de vida não cristão numa época abençoada onde não havia nem ricos nem pobres.

Naquela época todo o mundo vivia primariamente, com um mínimo de agricultura e de artesanato.

A humanidade, então, estava convencida de que só havia um grande mestre: a Natureza, venerada na figura de certas árvores ou mananciais.

Assim, avançando seus métodos próprios de investigação, uma publicação oriunda do continente europeu chegou a uma conclusão em muitos pontos análogas à do livro de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Psicose ambientalista – Os bastidores do eco-terrorismo para implantar uma religião ecológica, igualitária e anticristã.




Copa do mundo:
Traficantes oferecendo voo, hotel, copa e escravas sexuais por 12 mil dólares

Por Heather Sells e Efrem Graham/CBN News

Comentário de Julio Severo: A TV CBN, de Pat Robertson, estará transmitindo ao Brasil um alerta, em forma de um anúncio educativo, mostrando os perigos ocultos da Copa do Mundo, especialmente prostituição e abuso sexual de crianças. A Copa não será motivo de comemoração e festa para os cristãos. É tempo de orar e vigiar, na presença de Deus, não da tela de futebol, pois vidas inocentes estarão na mira da destruição. Pude colaborar um pouco com esse esforço da CBN, indicando pessoas para as entrevistas que serão mostradas nas próximas semanas, num alerta do lado sombrio e criminoso da Copa. Não olhe pois para o futebol. Olhe para as crianças ameaçadas.

O Brasil espera atrair mais de meio milhão de fãs para a Copa do Mundo neste ano e captar bilhões de dólares de turismo.

Os traficantes sexuais também estão planejando lucrar de um mercado já muito rentável ali e torná-lo ainda mais lucrativo neste ano. Seu modelo de negócio pervertido liga o futebol internacional à exploração sexual de crianças.

“Você pode ir online e ver 12 e 10 mil dólares para o voo, o hotel, o jogo — e a menina,” Diego Traverso, gerente de programas anti-tráfico na América Latina para a Operação Bênção, disse a CBN News.

Muitos acreditam que mostrar para turistas e brasileiros exatamente como o tráfico afeta crianças antes do início dos jogos é o melhor jeito de combatê-lo.

Essa é a ideia por trás de um documentário que a Operação Bênção da CBN lançará no próximo mês no Brasil.

“Estamos tentando levantar o estigma contra isso e educar o povo que está vindo para a Copa do Mundo que isso não é um serviço que você pode comprar sem consequências, que essa crianças estão presas num inferno,” David Darg, vice-presidente de Operações Internacionais da Operação Bênção, explicou.

“Vemos crianças brasileiras de 12 ou 11 anos falando que se você não perdeu sua virgindade aos 11 anos você tem um problema — que algo está errado com você,” continuou ele. “Vejo muitos, muitos casos de mães vendendo suas filhas para vizinhos, na rua, levando-as para a rua, ensinando-as o negócio, para sobreviver.”

Traverso disse que essa mentalidade torcida combinada com a pobreza criou a tormenta perfeita no Brasil, que agora leva uma reputação internacional de tráfico sexual de crianças.
A Operação Bênção espera transmitir seu documentário na televisão nacional brasileira, e também produzirá uma vídeo curto para as empresas aéreas que trarão os fãs da Copa do Mundo para os jogos.

A Operação Bênção também está trabalhando com outros ministérios para alcançar os fãs diretamente nos locais e falar abertamente contra a tragédia do tráfico.



Fonte: Julio Severo


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Traduzido por Julio Severo do artigo da revista Charisma: Traffickers Offering Flight, Hotel, World Cup—and Sex Slave—for $12,000

Odebrecht doa para Dilma, ganha contrato bilionário na Petrobras que, depois, tem superfaturamento apontado por PF e MPF.

Da direita para a esquerda, Fernando Pimentel, Marcelo Odebrecht (presidente do grupo), Dilma Rousseff 
e Graça Foster. Não é um saco de dinheiro que ela está assinando. Mas é como se fosse.
Um contrato entre a Petrobras e a construtora Odebrecht, firmado em outubro de 2010, período eleitoral, teria sido aprovado após acerto de uma doação equivalente a US$ 8 milhões (R$ 17,7 milhões) para a campanha de Dilma Rousseff, segundo reportagem da revista “Época”, publicada neste sábado. O contrato, no valor de US$ 826 milhões ( R$ 1,8 bilhão), previa serviços de segurança, meio ambiente e saúde em unidades da Petrobras no Brasil e no exterior. O contrato é investigado pela PF e pelo MPF. E a Petrobras está na iminência de uma CPI.

Segundo a publicação, o lobista João Augusto Henriques afirmou que montara a operação e que a ideia de que a Odebrecht fosse a construtora do projeto era dele. A doação foi acertada com o tesoureiro informal do PT, João Vaccari. Segundo João Augusto, as negociações tiveram início em 2009, época em que funcionava no Senado a CPI da Petrobras. De acordo com a revista “Época”, pelo acordo, o PMDB ajudaria a enterrar a CPI, relatada pelo senador Romero Jucá. Em troca, a direção da Petrobras, então comandada por José Sérgio Gabrielli, assinaria embaixo do projeto Odebrecht. E o contrato foi fechado.

Pouco mais de um ano, em janeiro de 2012, antes da posse de Graça Foster, auditores encontraram irregularidades graves no contrato. No relatório, os auditores diziam que o contrato deveria ser rescindido. Os auditores entenderam que a contratação fora equivocada, por causa do perfil das empresas convidadas e pelo prazo reduzido para apresentação de propostas. De acordo com auditores, o processo de contratação sequer tinha edital de convocação em língua estrangeira.

A auditoria preliminar apontava que a Petrobras determinara que os serviços relativos às refinarias de Pasadena, nos Estados Unidos, Bahía Blanca, na Argentina, e Okinawa, no Japão, deveriam ser submetidos a autorização específica antes de ser feitos. No caso de Pasadena, isso significou um aditivo de US$ 20,3 milhões ao contrato. Para os auditores, a regra não foi respeita e concluíram que a Odebrecht atribuiu preços elevados a serviços que serão feitos em maior quantidade durante a execução do contrato. A prática é conhecida como “jogo de planilha”, onde a empresa contratada lucra mais e a contratante costuma ficar no prejuízo.

Por causa do relatório, a presidente da Petrobras, Graça Foster, e sua equipe pretendiam anular o contrato. Ao saber disso, João Augusto e o PMDB reagiram. De acordo com a “Época”, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, procurou Graça Foster para impedir a anulação do contrato e chegou a mencionar as “contribuições políticas” decorrentes do contrato.

Depois disso, outra versão de auditora foi apresentada, a qual não recomendava a anulação do contrato. Em janeiro de 2013, a Petrobras anunciou a redução do contrato: de US$ 826 milhões, para US$ 480 milhões. (O Globo) 

BBC: Medo da bolha imobiliária


Emissora inglesa publicou matéria sobre o forte aumento dos preços dos imóveis

A emissora inglesa BBC publicou uma matéria nesta quarta-feira (30) discutindo o aumento no preço dos imóveis, na medida em que os salários cresceram e as hipotecas se tornaram mais fáceis de se obter. Entretanto, enquanto milhões de donos de imóveis se beneficiaram, outros lutam para pagar as contas.

A reportagem lembra que os preços começaram a aumentar quando o Brasil garantiu que hospedaria a Copa do Mundo, e continuaram a subir quando o Rio foi nomeado como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Juliana Guzman, dona da Rio Exclusive, companhia de propriedades luxuosas, afirmou à jornalista que todos falam sobre uma bolha imobiliária, mas que as pessoas continuam comprando no Brasil mesmo que os preços estejam altos, até porque vêem como uma oportunidade de ter um bom retorno no investimento.

De acordo com o índice do FIPE-ZAP, os preços subiram mais de 250% nos últimos seis anos. Em São Paulo, o aumento foi de 200%. Robert Shiller, o homem que preveu a bolha imobiliária que resultou no colapso do mercado nos Estados Unidos já avisou que o Brasil está enfrentando sua própria bolha. Entretanto, há opiniões contrárias. Mailson da Nobrega, ex-ministro das Finanças e fundador da consultoria Tendencias, afirmou à matéria que Shiller está errado. "Não é uma bolha clássica inflada pelo crédito. O crédito não é a fonte do aumento das propriedades no Brasil. A causa é um balanço entre a demanda e a oferta", aponta.

A autora garante que o financiamento imobiliário certamente se tornou mais fácil nos últimos anos. Só no ano passado, houve um crescimento de 32%. De qualquer forma, o financiamento ainda é uma proporção pequena da economia, menos do que 10%. Comparando com o Chile, a 20%, e aos Estados Unidos, com 70%, o Brasil ainda tem um longo caminho para percorrer, diz a matéria.

O economista Luis Vivanco acredita que a bolha é psicológica. "Os brasileiros tem uma mentalidade que, comprando uma propriedade, eles têm mais segurança do que colocando o dinheiro no banco. As pessoas se sentem mais ricas", sugere.


O texto infere que não existe dúvida de que o forte crescimento econômico nos últimos anos foi parcialmente motivado pelo aumento do crédito para o consumo: as pessoas vêm gastando um dinheiro que não têm, o que inclui a propriedade. Por outro lado, o Brasil está enfrentando agora uma diminuição do crescimento econômico e, em um esforço para minar a alta da inflação, a taxa de juros está no nível mais alto dos últimos dois anos. Todos estes fatores poderiam colocar um fim na sensação de riqueza para os donos de propriedade no futuro.  

sábado, 3 de maio de 2014

Desabafo do Sargento PM
O Brasil decente aplaude o Sargento! Assistam e divulguem...

Não tem nada de errado com a pesquisa Sensus. Tanto que ela mostra a mesma tendência dos demais institutos.


Este blog já teve sérias desavenças com o instituto de pesquisas Sensus, pelos seus erros constantes nas eleições de 2010. Errou muito e por muito. Usou a mesma amostra de municípios em pesquisas diferentes. Sempre apresentou o número de brancos e nulos muito acima dos outros institutos. O próprio PSDB apontou uma série de inconsistências em pesquisa realizada na última eleição presidencial. Leia aqui.

No entanto, as críticas do blogueiro do Estadão, José Roberto de Toledo, publicadas hoje estão longe de ter força para desqualificar o levantamento que mostra Aécio crescendo e Dilma caindo, aliás, como todas as pesquisas estão demonstrando. Parece mais uma tentativa de desqualificar o instituto a priori, o que é péssimo em jornalismo.

Toledo diz que o Sensus trabalha para os tucanos, que saiu a campo logo depois do programa do Aécio, que colocou o nome do tucano antes da Dilma, que, enfim, não agiu dentro das “melhores práticas” das pesquisas eleitorais. Não existe nada de errado em usar a ordem alfabética que, aliás, é praxe nos maiores institutos do mundo, como o Gallup e o Ipsos. Para quem acompanha pesquisas e tem memória, em junho de 2002  a Sensus foi  questionada pelo PSDB nacional quanto à lista em ordem alfabética dos candidatos. O TSE deu ganho de causa para o instituto, derrotando a petição dos tucanos.

Quando ao fato do Sensus também fazer pesquisa para o PSDB, assim como para vários outros partidos, Toledo teria a obrigação de registrar que Ibope e Vox Populi têm gordos contratos com o Palácio do Planalto. Isento, o moço não faz a mínima menção ao fato.

O jornalista também não questionou o Datafolha quando, em outubro de 2013, iniciou pesquisa um dia após o programa de Eduardo Campos ter entrado no ar. E também não está questionando o mesmo instituto sair para nova pesquisa no dia seguinte ao do pronunciamento de Dilma Rousseff no Dia do Trabalhador.

Quanto à pesquisa ter sido registrada depois do campo ter sido feito é o mesmo que fez a Vox Populi, recentemente, sem que o blogueiro emitisse qualquer crítica. Aliás, este instituto, vinculado à Carta Capital e ao governo federal, fez este levantamento antes que os comerciais de Aécio entrassem no ar e só a divulgou depois, para dar a impressão de que  as inserções não tinham surtido efeito sobre o eleitorado. O resultado da pesquisa apontou, segundo o Estadão, “estabilidade nos números dos três candidatos”.

Toledo também critica que o questionário tem perguntas conjunturais precedendo intenção de voto e avaliações de popularidade. Ora, o Ibope, que trabalha em parceria com o Estadão, utiliza a mesma estratégia. O blogueiro, se tão especialista em pesquisas eleitorais, em vez de críticas gratuitas e superficiais, poderia explicar aos seus leitores as diferenças entre as metodologias dos institutos, entre as quais:

1) A amostra da Sensus é por setores censitários do IBGE, com variáveis amostrais para urbano/rural, sexo, idade, escolaridade e renda. Os candidatos são apresentados com seus respectivos partidos, como ocorre nas eleições.

2) O Ibope também utiliza amostra por setores censitários do IBGE, com variáveis amostrais para sexo, idade, escolaridade e ramo de atividade, mas sem ir ao rural que representa 14% do eleitorado. Questionário com os candidatos sem os partidos, diferente das eleições.

3) Já o Datafolha utiliza fluxo de pessoas nas ruas, com variáveis amostrais somente para sexo e idade. Não vai ao rural, que representa 14% do eleitorado. A escolaridade é coletada em campo, sem ser previamente uma variável amostral. Na última pesquisa do Datafolha, por exemplo, a escolaridade fundamental de 16 anos que é de 54% no IBGE, apareceu neste instituto com apenas 38%, com significativo desvio amostral. Além disso, o seu questionário não apresenta os partidos dos candidatos, diferente do que ocorre na hora da votação.


O Sensus, como dissemos anteriormente, não é o estado da arte em pesquisas eleitorais. Mas nesta pesquisa apenas confirma o que todos os outros institutos vêm mostrando. Um crescimento consistente de Aécio Neves, uma estabilização de Eduardo Campos e uma queda de Dilma Rousseff. Mais do que metodologias de pesquisa, o que parece estar incomodando o blogueiro do Estadão são os resultados. Aí o caso deixa de ser metodológico e passa a ser ideológico.

Um dia depois da visita de Aécio, a vaia estava à espera de Dilma em Uberaba



Nesta sexta-feira, 2 de maio, o senador tucano Aécio Neves esteve em Uberaba para visitar a Expozebu. Ouviu reivindicações dos empresários, confraternizou com a multidão, reiterou que é o candidato do agronegócio à Presidência da República, respondeu a todas as perguntas dos jornalistas. Disse, por exemplo, o que pretende fazer com o Bolsa Família, ou o que achou do discurso de Dilma Rousseff na véspera do Dia do Trabalho.

Neste sábado, 3 de maio, a presidente em busca da reeleição pousou em Uberaba para estrelar a abertura oficial da Expozebu. Descobriu que, se não convocar plateias amestradas, terá de conviver com o som do descontentamento em todas as aparições públicas. Desta vez, as vaias se distribuíram por três momentos. Começaram quando a visitante recebeu a medalha que celebra os 80 anos da Expozebu. Ressurgiram no início do discurso. E tornaram quase inaudível o fecho do falatório.

Dilma se negou a comentar com jornalistas a recepção constrangedora. Vai esperar o próximo pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para jurar que, de novo, foi hostilizada pelos algozes de sempre: “essa gente que torce pelo quanto pior, melhor”. Um dia talvez descubra que a candidata é vaiada pelo que fez e faz a presidente.

Kátia Abreu denuncia ecoterrorismo do Greenpeace


Em sua coluna de hoje na Folha, a senadora Kátia Abreu levanta importantes questões sobre a postura ideológica do Greenpeace, a partir de declarações feitas por seu diretor-executivo, o ativista sul-africano Kumi Naidoo, que participou recentemente do Global Agribusiness Forum.

Há anos que o Greenpeace se transformou em uma máquina de pregação anticapitalista sob o manto do ambientalismo. Até mesmo um de seus fundadores já o denunciou por isso. O ecoterrorismo – o terrorismo climático – cai como uma luva àqueles que desejam condenar o progresso capitalista por todos os males do planeta.

O ambientalismo virou o refúgio de muita viúva do comunismo, uma nova seita religiosa que incute pânico nos leigos, a partir de profecias catastróficas iminentes, apenas para forçar mais concentração de poder e recursos no estado e destruir o estilo de vida vigente, i.e., o sistema capitalista. Kátia Abreu escreve:

O terror sempre foi a mais perversa das ferramentas políticas. Nesse caso, é também contraproducente, pois acaba impedindo a formação de consensos nas conferências governamentais. A cenografia ambientalista dá mais uma prova de que seu movimento é um fim em si mesmo e não busca soluções. Ruim para todos nós.

O pior vem em seguida. Mirando o agronegócio brasileiro, ele disse que “as grandes fazendas industriais são menos resistentes aos impactos do clima do que as pequenas culturas ecológicas; que grandes terras tomadas por monoculturas e dependentes de fertilizantes e agrotóxicos não são sustentáveis e que é preciso mudanças radicais e urgentes”.

Mais adiante, o sr. Naidoo afirmou que “a abordagem do setor costuma ser a da monocultura voltada ao mercado de commodities e ao consumo animal” e prosseguiu: “O mal está no tamanho da propriedade, que deve ser pequeno, na especialização produtiva, no uso de adubos e de remédios contra as doenças e pragas e na produção de plantas para consumo de animais”.

O viés ideológico fica evidente. Assim como o marxismo, o ecoterrorismo busca um respaldo científico para sua ideologia, mas não passa de uma casca, de pseudo-ciência, de cientificismo marretado até produzir o efeito desejado: uma visão escatológica voltada para um único alvo, o capitalismo. Kátia Abreu conclui:

Na utopia passadista do sr. Naidoo, não há lugar para a liberdade e para o indivíduo. O Estado, em nome da natureza, tudo dirige e controla. É assim que vamos tornar as pessoas mais felizes e o mundo melhor?

Liberdade é valor inarredável. Um paraíso verde, cheio de escravos, é pesadelo com o qual não queremos sonhar.

Lava Jato – Fornecedores da Petrobras sob suspeita doaram R$ 856 milhões a campanhas de 2006 a 2012


Leiam o que vai na VEJA.com. Volto ao assunto mais tarde.

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:

Ao mapear o caminho percorrido pelos mais de 10 bilhões de reais lavados pelo grupo comandado pelo doleiro Alberto Youssef, a operação Lava Jato, da Polícia Federal, encontrou um duto que abastecia diretamente políticos, partidos e campanhas eleitorais. Policiais e procuradores de Justiça já sabem que, para manter a influência e garantir contratos para “amigos”, o doleiro e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, destinavam grandes somas de dinheiro a autoridades. Um levantamento feito pelo site de VEJA, a partir dos registros oficiais de doações de campanha, revela que, de 2006 a 2012, as empresas e seus diretores agora investigados por participação no esquema destinaram pelo menos 856 milhões de reais para financiar candidaturas. O PT lidera com ampla vantagem o ranking de doações do grupo, com 266,4 milhões de reais recebidos. Em seguida, estão PSDB (158,1 milhões), PMDB (149,8 milhões), PSB (70,7 milhões), DEM (43,9 milhões) e PP (34,2 milhões).

A investigação começou a cruzar empresas, siglas, candidatos beneficiados e contratos com a estatal. Um dos negócios esmiuçados pela investigação é a construção da refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, Pernambuco. Costa e Youssef já viraram réus em processo por desvio de verbas da refinaria. Dados bancários e fiscais obtidos pela polícia revelaram que o Consórcio Nacional Camargo Corrêa (CNCC), responsável pela construção do empreendimento, pagou comissões para a subcontratada Sanko Sider. Parte do dinheiro, no entanto, foi parar na MO Consultoria – uma das empresas de fachada do doleiro. Pelo menos 26 milhões de reais foram desviados entre 2009 e 2013 para a firma de Youssef. A Sanko Sider, que forneceria tubos para a obra, fez doações para o PT pelo menos em 2006 – ano em que doou 6.000 reais para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Esta foi a única doação oficial registrada pela empresa desde então.

Já se sabe também que outros doadores de campanhas, como OAS, Galvão Engenharia, Jaraguá Equipamentos e Arcoenge depositaram recursos diretamente em contas da MO Consultoria. Só a OAS repassou 1,6 milhão de reais para a empresa de fachada, bem menos, no entanto, do que efetivamente registrou em doações legais a campanhas políticas desde 2006 (131,3 milhão de reais).

Entre as empresas que Costa anotou como alvo de cobranças de doações, a Andrade Gutierrez foi a que mais fez contribuições oficiais. De 2006 a 2012, o conglomerado distribuiu 189,5 milhões de reais a políticos e partidos. Nesse período, PT, PMDB e PP ficaram com 53% do total doado. Na gestão dele, um único contrato rendeu 958 milhões de reais para a construtora Andrade Gutierrez, depois de prorrogações e aumentos de gastos com 45 aditivos.

O segundo maior doador oficial foi a Camargo Corrêa, que já tem conexão identificada com o esquema de Youssef. O conglomerado doou 176,9 milhões de reais para campanhas desde 2006. Só em 2010 foram distribuídos 56 milhões de reais – dos quais metade ficou com PT, PMDB e PP. No total, em 2010, o grupo financiou oficialmente 83 candidatos a deputado estadual, 70 candidaturas a deputado federal, 16 campanhas a governador e 25 candidatos a senador. O deputado federal Eduardo Cunha, líder do PMDB e comandante dos rebeldes na base do governo, levou sozinho 500.000 reais para sua candidatura naquele ano.

A Polícia Federal suspeita que o ex-diretor da Petrobras agia para abastecer o caixa de políticos mesmo após deixar o cargo na estatal, que ocupou de 2004 a 2012. Em um caderno, ele tinha anotado nomes de sócios e executivos de fornecedores da estatal e a situação de cada cobrança. Aparecem nessa lista empresas como a Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, UTC Engenharia, Engevix, Iesa, Hope e Toyo Setal. Em 2010, Paulo Roberto Costa fez, como pessoa física, uma doação de 10.000 reais ao Comitê Financeiro Único do PT no Rio de Janeiro.

Caixa dois
Investigadores desconfiam que os recursos angariados pelo doleiro e pelo ex-diretor da Petrobras tenham sido destinados ao caixa dois de partidos. Pelo endereço de email paulogoia@hotmail.com, Youssef indicou em 17 de agosto de 2010 uma conta bancária para que Othon Zanoide de Moraes Filho, diretor da construtora Queiroz Galvão, depositasse uma série de valores para políticos e diretórios. Uma parte da lista bate com os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Youssef cobrou 500.000 reais para o PP da Bahia; 250.000 reais para o deputado federal Roberto Teixeira (PP); 500.000 reais para o deputado federal Nelson Meurer (PP); 100.000 reais para o deputado federal Roberto Britto (PP); e 100.000 para o ex-deputado federal Pedro Henry (PP), um dos condenados no escândalo do mensalão. Na Justiça Eleitoral, estes são exatamente os valores doados pelo grupo Queiroz Galvão.

Há outras cobranças, no entanto, com valores divergentes entre o que foi proposto pelo doleiro e efetivamente registrado – o que reforça a tese de que havia também um esquema de caixa dois operado por Youssef. No caso do diretório Nacional do PP, a cobrança era de 2.540.000 reais, mas foram registrados 2.740.000. Há outros valores que, nos registros do TSE, são superiores aos do email enviado pelo doleiro, como o pedido de 250.000 reais para a deputada federal Aline Corrêa (PP), que recebeu oficialmente da empresa 350.000. Já para o PP de Pernambuco, a cobrança era de 100.000, mas foram doados formalmente 1.640.000.

Youssef também fez contato com Cristian Silva da Jaraguá Equipamentos para cobrar dados e emitir recibos de doações. De acordo com os registros do TSE, a Jaraguá doou 250.000 reais para o deputado federal Roberto Teixeira (PP), 250.000 reais para a deputada federal Aline Corrêa (PP), 100.000 reais para o deputado federal Pedro Henry (PP) e 50.000 reais para o deputado federal Roberto Britto (PP). Mas a operação Lava Jato constatou, com base em dados bancários e fiscais oficiais, que a Jaraguá fez depósitos em contas da MO Consultoria, de Youssef. A empresa pagou 1,94 milhão de reais. A polícia desconfia que esse valor foi distribuído como propina para o esquema de Youssef e Costa.

Até o momento, apenas o deputado federal André Vargas (ex-PT), amigo de Youssef, foi diretamente atingido pelas revelações da operação Lava Jato. A Polícia Federal suspeita que o doleiro e o deputado eram sócios em operações, mas o retorno financeiro auferido pelo parlamentar ainda é desconhecido. O Comitê Financeiro Único do PT no Paraná recebeu, na campanha de 2010, pelo menos 1,6 milhão de reais de fornecedores da estatal que aparecem entre os contatos do esquema. Essas empresas garantiram mais da metade da arrecadação do comitê paranaense petista e esse órgão partidário injetou cerca de 20 mil reais na campanha de Vargas. O deputado teve de renunciar à vice-presidência da Câmara e se desfiliar ao PT para minimizar os danos ao partido. Pode também ter o mandato cassado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, porque há indícios de que ele ajudou a Labogen, um laboratório de fachada de Youssef, na assinatura de um contrato milionário com o governo federal. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se o envolvimento de Vargas com o doleiro deve ser investigado no âmbito criminal.

A atuação de Vargas para favorecer o doleiro no Ministério da Saúde respingou no ex-ministro Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo de São Paulo. Subordinados de Padilha assinaram o convênio que permitiria ao laboratório de Youssef faturar até 31 milhões de reais. A operação Lava Jato revelou também que Vargas recebeu a indicação de um ex-assessor de Padilha para ser contratado como lobista da Labogen em Brasília. Em conversa com o doleiro, o deputado federal diz que a indicação para o posto partiu do ex-ministro da Saúde. E Youssef falava a interlocutores como se tivesse capacidade de influenciar a nomeação de cargos em eventual governo de Padilha, como revelou o site de VEJA.

Nos palanques de candidaturas a governos estaduais, os estragos da Lava Jato trazem mais riscos ao PT. Também no Paraná os nervos dos petistas estão à flor da pele. Vargas era cotado para chefiar a campanha da senadora Gleisi Hoffman ao governo paranaense. Ela também faz parte da bancada que recebeu recursos de fornecedores suspeitos de contribuir em doações intermediadas por Costa e Youssef. Oficialmente, Gleisi foi a candidata ao Senado que mais recebeu recursos da Camargo Corrêa, com 1 milhão de reais embolsados na última eleição. Conseguiu ainda doações de outras empreiteiras na lista de Costa. A UTC Engenharia deu 250.000 reais para a campanha da senadora e a OAS repassou 780.000 reais. Angariou ainda 100.000 reais da Contax, uma coligada da Andrade Gutierrez, para sua candidatura.

Tornando-se nobre

Por Haroldo P. Barbosa*
 
Mais de 100% das autoridades governamentais (já estamos incluindo os elementos que serão “promovidos” depois das eleições) acompanham a veloz escalada da violência em nosso território. Em função das medidas sociais que estão engavetadas há 3 décadas ou mais.

Nada fazem por 4 motivos básicos:
- vivem cercados por seguranças durante 24 horas;
- o caos nacional serve como trampolim eleitoral a cada 4 anos;
- 80% recebem propinas do mercado macabro de drogas e armas;
- em caso de revolta nacional integral, seus aviões estão prontos para levá-los a um país próximo para gastarem as fortunas que montaram com tal desprezo pelos seus eleitores.

Mais de 80% deste universo de autoridades apoiam os engodos montados para serem estampados nos jornais e serem exibidos em vídeos além de nossas fronteiras para mandar o seguinte recado: “prezado turista otário. Venha ao nosso país durante a copa e olimpíadas trazendo sua moeda pois os impostos extorsivos que sugamos da população local já não contentam nosso bando de dirigentes incompetentes e vorazes”.

E os tais turistas acreditam que as UPPs exterminaram os portadores das armas de fogo, quando na verdade os empurraram para localidades a 90 minutos de distância do centro de atuação regular.

Acreditam que escolas com goteiras, carteiras quebradas, professores mal pagos são instituições que preparam jovens para recebê-los com educação e conhecimento, quando na verdade muitos deles agora chefiam (armados) segmentos das quadrilhas empurradas acima.

Acreditam que UPAs sem equipamentos, sem curativos e sem equipes bem remuneradas estão prontas para atende-los em caso de acidentes em alguns estádios terminados às pressas apesar de diversos locais prestes a provocar algum acidente previsível.

Acreditam que BRTs, trens e metrô (com a 10ª parte da capacidade de qualquer país europeu) são as mágicas soluções de trânsito, quando na verdade apenas servem como depósitos de “sardinhas” espremidas e suadas durante 4 ou 5 horas por dia.

Mas não fiquem envergonhados de serem enganados por estas manchetes fantasiosas que os iludem por alguns meses. Os nativos daqui são tapeados desde quando nascem em condições precárias. Exaurem suas vidas para cobrir os gastos das mordomias que a “realeza” se concede e nem por isto se organizam para dar um basta a isto.

Nossos habitantes não se reúnem para mudar tal cenário pois suas agendas estão sempre lotadas: para acompanhar o paredão do Big Besta Brasil, programas com dançarinas desnudas, novelas pífias, shows nas praias, ensaios de escolas de samba, filas de ingressos do futebol e pintura de ruas durante a copa para representar mais uma falsa alegria a ser exibida a vocês e atrai-los em busca das meninas que sonham engravidar com vocês para tornarem-se “duquesas” e “condessas” em algum castelo medieval.


Fonte: Alerta Total


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*Haroldo P. Barboza é Professor e Escritor. Autor dos livros Brinque e cresça feliz  /  Sinuca de bico na cuca.

Dilma leva três buuuuuuuu na Expozebu.

 
A presidente Dilma Rousseff foi vaiada em três momentos na abertura oficial da Expozebu, que reúne empresários da agropecuária no Triângulo Mineiro. No evento, ela prometeu que o plano agrícola pecuário 2014-2015 terá mais recursos e mais facilidades na obtenção de crédito. Na versão anterior, a verba para financiamento foi de R$ 136 bilhões. O anúncio não foi suficiente para conter a plateia.

As vaias começaram assim que a presidente recebeu a medalha alusiva aos 80 anos da Expozebu. Voltaram no início e no fim do discurso da presidente. Visivelmente tensa, a presidente não fez nenhum comentário sobre as manifestações. O evento contava com grande número de simpatizantes do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). O parlamentar, também homenageado com a medalha do evento, foi aplaudido pela plateia. (Estadão)