domingo, 30 de março de 2014

Retrato do Brasil hoje

Triste realidade! não sei de quem é a autoria, mas é bem por ai mesmo.
José foi assaltado. Levaram o carro dele. Ao chegar em casa de táxi, ele imediatamente assumiu a culpa pelo roubo: "eu dei bobeira, não deveria ter parado naquele semáforo".

Maria foi estuprada, e quase morreu. Ao prestar depoimento, ela deixou bem clara sua responsabilidade pelo episódio: "eu vacilei, não deveria ter ido comprar pão sozinha".

Um ladrão arrancou o telefone celular das mãos de João enquanto ele atendia uma ligação. Ele - o João, e não o ladrão - assumiu total culpa pelo crime: "eu não sei onde estava com a cabeça quando fui atender uma ligação no meio da rua".

Maria foi morta durante um assalto. Ela gritou e acabou levando um tiro. Por ocasião de seu enterro, Maria foi condenada por todos os presentes: "que estupidez dela ter gritado, todo mundo sabe que durante um assalto o melhor é ficar em silêncio".

Mário, um dedicado Policial Militar, foi morto a tiros por traficantes do morro no qual morava. Seus familiares, entrevistados por um jornalista, o recriminaram duramente: "ele sempre foi cabeça-dura, nunca quis esconder a farda quando voltava para casa".

No mesmo morro Paulo, um líder comunitário, foi esfaqueado até a morte pelos mesmos traficantes. Seus amigos o criticaram ferozmente: "que falta de juízo, procurar a Polícia para denunciar que o crime estava dominando o morro".

Marcos teve sua loja assaltada, e quase levou um tiro. Seus empregados reclamaram dele: "que estupidez, deixar aquele monte de mercadoria exposta na vitrina". Marcos passou a deixar tudo trancado em um cofre. Mas a loja foi assaltada de novo e um de seus funcionários, após quase levar um tiro por ter demorado a abrir o cofre, agrediu-o violentamente: "seu miserável, fica trancando tudo, mais preocupado com as mercadorias do que com a gente, e quase levamos um tiro por sua causa".

Carlos estava jantando com sua namorada em um movimentado restaurante quando uma quadrilha armada saqueou todos os clientes. Seu futuro sogro não gostou: "este rapaz é um irresponsável, ele sabe muito bem que não estamos em época de ficar bestando por aí, jantando fora, e acabou passando por um assalto e traumatizando minha filha".

Joel entrou em um subúrbio com o caminhão da empresa para entregar pacotes de biscoito nos bares de lá. Após ter tido os produtos e o caminhão roubados, e quase ter sido morto, foi despedido por seu chefe: "que sujeito burro, ir com o caminhão lá naquele bairro sem pedir licença para o líder do tráfico local".

Patrícia viajou a negócios. Desembarcou no aeroporto com seu "notebook" e tomou um táxi. Não conseguiu andar dois quarteirões - foi assaltada em um semáforo. Na empresa, foi imediatamente repreendida: "você não poderia ter desembarcado sem antes esconder o "notebook", deste jeito você pediu para ser assaltada".

E é assim, de exemplo em exemplo, todos já fazendo parte do nosso cotidiano, que vamos chegando a uma verdadeira "rotina do absurdo". Aqui no Brasil é tão normal um cidadão ter medo de andar pelas ruas, é tão comum um policial ter que esconder sua profissão para não morrer, é tão usual pessoas terem que pedir permissão a traficantes para subir em morros e é tão rotineiro abrir-se mão da cidadania mais básica que já não causam surpresas as vítimas estarem se transformando em culpadas pelos crimes.

Diante desta tenebrosa realidade, patrocinada pela fraqueza e falta de firmeza (e cumplicidade) das autoridades, talvez já não nos cause surpresa ver um rabo abanando um cachorro...

De fato esse processo de emasculação do brasileiro está tão avançado que as pessoas passam a se achar culpadas e não vítimas. A sociedade é dirigida por vampiros e o povo está sendo treinado para doar sangue.

Cabe a nós fazer o contraponto e reverter esse processo maligno (se der tempo).



Vá desarmar o Lampião!

Por Bene Barbosa*
 
Em 13 de junho de 1927, Lampião aprenderia a sua mais dura lição. Não pelas mãos da polícia, do exército ou de qualquer outra força regular do Estado, que, já naquela época, tinha a obrigação de proteger seus cidadãos e, tal como hoje, não o conseguia fazer a contento. A lição aprendida por Lampião foi enfrentar uma cidade toda armada e disposta a não se entregar.

Por ordem do prefeito Rodolfo Fernandes, velhos, crianças e mulheres foram imediatamente retirados da cidade. Aos aproximadamente 300 homens que se dispuseram a lutar, foram entregues armas, embora já naquela época o Governo Central fizesse pressão para que a população fosse desarmada. Lampião, certo da sua superioridade em armas, não hesitou em avançar sobre a rica cidade de Mossoró.

Tanta era sua certeza que os seus cangaceiros adentraram cantarolando. O canto foi rapidamente calado pela fuzilaria que se seguiu. Bem armados e entrincheirados, muitos em posição elevada sobre as torres das Igrejas e no telhado da casa do prefeito, os resistentes não tiveram qualquer dificuldade em fazer chover balas sobre o bando de Lampião, que em pouquíssimo tempo de luta mandou seus homens recuarem e desapareceu, para nunca mais voltar.

Quase um século depois, em 1º de setembro de 2011, será lançada oficialmente na mesma cidade de Mossoró a Campanha de Desarmamento, tentando, mais uma vez, fazer com que a população se desarme. Não tenho a menor dúvida do fracasso de tal empreitada, que resultará em mais um grande desperdício de verba pública. A certeza vem do número divulgado pela Polícia Federal das armas entregues desde maio - quando do lançamento nacional da atual edição da campanha - até o final de julho: apenas 15 (quinze) unidades em toda a região.


Não há dúvidas que o simbolismo do episódio histórico, que orgulhosamente a população encena todos os anos na peça “Chuva de Balas no País de Mossoró”, foi o fator decisivo para o Ministro da Justiça escolher este local de lançamento.  Não faço ideia do que, quase 100 anos depois, a população e os governantes dirão ao Ministro Eduardo Cardozo, mas tenho certeza que se tal campanha acontecesse na véspera de 13 de junho de 1927 a resposta do prefeito e dos 300 heróis de Mossoró seria um enorme e inconteste: “VÁ DESARMAR É O LAMPIÃO!”


Fonte: LIBERTATUM

Comentário de LIBERTATUM: este artigo, embora se refira ao ano de 2011, continua atual. Publiquei-o porque um fervoroso fã do bandido Lampião, a quem se refere como um herói, postou um sonso comentário no vídeo com o debate entre Bene Barbosa e a pré-candidata à Presidência Denise Abreu, bem como também para homenagear a população de Mossoró, que pegou em armas pera defender a si mesma. 

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*Bene Barbosa é especialista em segurança pública e presidente da ONG Movimento Viva Brasil

Por que Dilma perderá a reeleição?


“O bando tem elevado nível de organização e controle de suas atividades no crime, talvez pelo fato de contar com vários ex-militares em suas fileiras”. (Trecho de um recente relatório reservado da Polícia Federal sobre a prisão do narcotraficante “Menor P” – que teve treinamento de elite na Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, onde passou por curso especial de comando – e que se preparava para seguir o plano estratégico do também “reeducando” Marcola, da famosa facção paulista PCC, unificando os grupos criminosos no Rio de Janeiro).

“O corpo técnico da Petrobrás precisa ser respeitado. O dia a dia da empresa é de crescimento da produção e eu trabalhando para que a autoestima esteja lá em cima. Mas sem fantasia, dentro da realidade da vida. Não fantasie porque o mundo é duro”. (Palavras da Presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em entrevista concedida a O Globo, em 25 de março, comentando o momento de uma estatal de economia mista que sofre questionamentos em sua governança corporativa, sendo alvo de escândalos bilionários de corrupção, capazes de envergonhar a mais safada CPI – cuja sigla real é: Comissão Para Impunidade).

Os dois trechos entre aspas confirmam a importância e necessidade da boa gestão – até para a governança do crime organizado (estamos falando do narcotráfico, e não da administração do capimunismo tupiniquim). Aliás, a prisão do “Menor P”, que liderava o tráfico em 11 favelas da Maré, foi um exemplo de boa gestão pós-moderna. A PF contou com a colaboração da operacionalidade israelense, no uso de um sofisticado veículo aéreo não tripulado, que localizou, com precisão, onde estava o gestor do narcotráfico.

O (mal) exemplo do “Menor P” é uma demanda real do mercado – espaço onde ocorrem as trocas reais e simbólicas de informações, produtos ou serviços. A Era da Comunicação Digital, marcada pela revolução dos smartphones e da difusão instantânea de informações, exige Educação. Escolas, universidades e empresas têm de formar Profissionais de verdade. O Brasil Capimunista, com democracia capenga, cheia de malandragem autoritária, peca neste quesito básico...

O trabalhador produtivo deste presente do futuro precisa combinar humildade para aprender, domínio das línguas e da matemática, alto nível técnico, vontade política, criatividade, motivação, visão empreendedora, bom senso administrativo, capacidade de decidir com base em conceitos corretos, compreensão pragmática de como fazer marketing e visão humana para estabelecer parcerias políticas, táticas e estratégicas focadas em resultados concretos.

Tais qualidades devem ser aplicadas aos indivíduos. Cada um de nós tem obrigação de conhecê-las, descobri-las e desenvolvê-las, aplicando-as ao dia a dia da vida profana – ou sagrada. Só dá para sobreviver, evoluindo para melhor, se aprendermos a gerir. Gestão é a manifestação prática da vontade política e estratégica, aplicada a uma racionalidade administrativa, para mobilizar, organizar, decidir e agir.

A boa gestão depende de Comunicação e Marketing. Comunicação é o intercâmbio de informações entre seres humanos, através de objetos, meios ou sistemas. Marketing é a gestão da política e estratégia de comunicação focada em resultados para o mercado – que lida com sua mercadoria mais valiosa: a informação, com seus valores de uso, troca e estima. Política é a arte de definir o que fazer. Estratégia é a arte de colocar a política em prática, usando os conceitos e os meios corretos.

Governar (algo ou a si mesmo) é uma arte. A governança (pessoal ou corporativa) depende de alguns princípios fundamentais: Vontade Política, Visão Humanista, Ética, Transparência, Equidade, Justiça, Legalidade, Responsabilidade, Prestação de Contas, Qualidade e Verdade. A obra não é fácil. Mas precisa ser tocada com competência, eficiência e senso prático de realidade.

Uma breve análise da situação brasileira mostra que vamos muito mal de governança. Aliás, historicamente, sempre fomos horríveis nisto. O vício capimunista delega ao poder estatal – e a quem parece estar no comando dele – o papel de tocador da História. Na realidade, quem deveria tocar a História, com seu trabalho, é o cidadão-eleitor-contribuinte. O desafio é: como fazer isto no País da Vagabundagem, da Corrupção, da falta de respeito aos valores éticos, humanos e democráticos?

Missão quase impossível... No Brasil, nada funciona direito. A Gestão parece uma utopia. PT da vida na fila de um ônibus para o trabalho – porque a moto resolveu pirar o cabeçote e detonou o motor -, ouvi a queixa de um micro-empreendedor injuriado com a desgovernança em São Paulo – aquele lugar que deveria ser a locomotiva do Brasil, mas onde a governança pública funciona no melhor estilo do Terceiro Mundo:

“Há 12 anos abri uma fabricazinha calçados femininos na Zona Leste. Dou emprego a 44 pessoas. Não aguento mais. Não vejo a hora de poder me aposentar e sair fora. O governo só me rouba. Botei uma faixa anunciando uma promoção. Apareceu um fiscal engravatado, mandou tirar e avisou. Você levou R$ 15 mil de multa. Avisei a ele que não vou pagar. Dane-se. Qualquer hora chuto o balde. Fecho essa merda e vou me embora. O governo fica com ela”.

Eis o incômodo de quem ousa ser empreendedor na Terra arrasada do Nunca, que é o Brasil. Por aqui, os insumos mais altos são energia, salários e impostos. Ninguém aguenta ter o governo – ineficiente e corrupto – como sócio compulsório, indesejável, que rouba do produtor e do cidadão assalariado, em média, 40% do resultado do trabalho e do esforço produtivo, sem proporcionar a devida contrapartida em benefícios sociais: Educação, Saúde, Transporte e Infraestrutura com qualidade.

O pequeno empresário injuriado do final de tarde da última sexta-feira, no bairro paulistano da Saúde, rumo ao aperto em um desconfortável e atrasado microônibus para São Bernardo do Campo, ainda soltou uma outra bronca, antes do embarque: “Todo mundo está falando que o Lula e a família dele estão construindo torres de edifícios e colocando á venda, por valores altíssimos, em São Bernardo. De onde sai tanto dinheiro?”
     
Talvez quem tenha a resposta é o inimigo-aliado número 1 do governo petralha. O deputado federal Eduardo Cunha explicou para um amigo argentino, grande empresário, vizinho de seu prédio na Barra da Tijuca (RJ), por que entrou em guerra com o governo Dilma Rousseff: “Estou de saco cheio do PT. Só eles querem ganhar... Estão ficando bilionários... Estes caras estão acima de tudo... A imprensa sabe e nada fala...”
  
Por causa de desabafos como o de Eduardo Cunha, faz sucesso nas redes sociais o vídeo acima: Juro eu vou embora desse País... As pessoas estão de saco cheio... O senso comum real é este... Ninguém suporta mais o estado caótico, corrupto e violento das coisas no Brasil. Só os beneficiados pelas bolsas vagabundagem e outras benesses clientelistas do governo – nas periferias miseráveis e ignorantes – aceitam o jogo imundo da petralhada como se nada tivessem a ver com a sujeirada.

Outro Eduardo, o Campos, que sonha em tomar o trono da Dilma, também aproveitou a gravação do programa do PSB para detonar a ex-aliada: “O Brasil está cheio desse tipo de governança do compadrio, de botar gente porque fulaninho pediu, gente incompetente, gente que quer  fazer coisa errada. Esse modelo está vencido. É por isso que o Brasil vai mudar 2014 pelo voto”.

Não existe teoria do fato consumado. Não adianta a marketagem e a manipulação de pesquisas – que agora até admitem a queda da Presidenta, ainda no comecinho do desgaste com escândalos na Petrobras – que são de direta responsabilidade dela, na mais generosa hipótese, por incompetência gerencial.

A “faxineira” é foi um blefe. A “gerentona” outra farsa. Tudo criação da marketagem criada em um ambiente de mídia amestrada por mensalões da publicidade e propaganda chapa branca. Dilma Rousseff vai perder a reeleição. Se vencer, na base da fraude, não terá condições de governabilidade. Sofrerá impeachment, rapidinho. Isto não é praga, nem previsão de oposição. É risco concreto. Dilma perdeu credibilidade. Seu desgoverno não tem legitimidade.

Por ironia da História mal contada do Brasil, a velha guerrilheira Dilma não vai cair por força de Golpe Militar. Vai sucumbir pelos golpes dos Meliantes – militantes na governança do crime organizado contra o Brasil. Dilma é a o triunfo da derrota. É a vanguarda do atraso.

Como diria o técnico Joel Santana, abusando de sua arte jocosa de poliglota: “The game is over... Fora you, PT”.

Pânico da Dilma com CPI da Petrobras é tão grande que PT entrega estados ao PMDB para impedir investigações.

Dilma faz a alegria dos caciques do PMDB, obrigando o PT a abrir mão do seu projeto hegemônico para que ela seja blindada na CPI da Petrobras.
A iminência da abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a Petrobrás levou o Palácio do Planalto e o comando da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff a começar um processo de reaproximação com o PMDB, após semanas de uma intensa disputa política com o principal aliado. O objetivo é consolidar apoios no Congresso que ajudem a blindar Dilma durante a investigação. Em troca, o PT cede espaços na elaboração dos palanques regionais.

O primeiro caso a ser revisto foi justamente onde as negociações estavam mais complicadas: Ceará. No Estado, a crise na Petrobrás pôs fim à disputa de meses entre os irmãos Cid e Ciro Gomes e o senador Eunício Oliveira (PMDB), que reivindicava o direito de disputar o governo. Eunício, que chegou a ser convidado para assumir o Ministério da Integração Nacional para abrir caminho para os irmãos Gomes, rejeitou a oferta de Dilma e afirmou que só aceitaria a candidatura ao governo. Passou, desde então, a frequentar todas as reuniões de grupos dissidentes. Mas os problemas na estatal aceleraram a solução. Com o aval da presidente, ele será o candidato da base.

Aos irmãos Gomes restou o lançamento de Ciro ao Senado, numa disputa com seu ex-padrinho Tasso Jereissati (PSDB), apontado nas pesquisas como favorito à única cadeira em jogo. A entrada de Ciro na corrida ao Senado sacrificou o deputado José Guimarães, ex-líder do PT na Câmara e vice-presidente do partido.

A crise na Petrobrás também deverá empurrar o PT do Maranhão para uma aliança com o senador José Sarney (PMDB-AP) e com a governadora Roseana Sarney (PMDB). Até agora, uma forte ala do PT insistia em romper com os Sarney e apoiar Flávio Dino, do PC do B. Mas, por causa da CPI da Petrobrás, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente fechou o acordo para que os petistas desistam de Dino. Com isso, o PSB do governador Eduardo Campos formalizará aliança com o maior adversário de Sarney, lançando ao Senado o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha.

Na Paraíba, a ordem é levar o PT para o PMDB do senador Vital do Rêgo. Escolhido em setembro ministro da Integração pelos senadores peemedebistas, Vital não chegou a ser convidado por Dilma para a função. No auge da crise com o PMDB, há um mês, ela ofereceu a ele o Ministério do Turismo. O senador não aceitou. Na coleta de assinaturas para a criação da CPI da Petrobrás, ele disse que não daria seu apoio por pertencer à base do governo. Dilma decidiu que o PT deverá apoiar o candidato Veneziano do Rêgo ao governo. Ele é irmão de Vital.

A CPI da Petrobrás deverá mudar também o quadro político em Goiás. O PT havia decidido que só se aliaria ao PMDB se o candidato fosse o ex-governador Iris Rezende. Mas o partido passa por uma disputa interna, com favoritismo de José Batista Júnior, o Júnior da Friboi. Há, nesse instante, uma pressão interna do PT para que o partido desista de lançar a candidatura do prefeito de Anápolis, Antonio Gomide, e apoie o nome do PMDB, mesmo que seja Júnior da Friboi.

O Planalto já sente os efeitos da reaproximação. A bancada do PMDB no Senado defende que o foco da CPI seja ampliado e alcance denúncias de cartel e fraudes em licitações de trens em São Paulo e o porto de Suape, o que atingiria partidos da oposição, como PSDB e PSB.

Danos. Com a estratégia de concessões nos Estados, o governo quer reduzir danos políticos que a CPI deverá causar. O mais certo deles é que Dilma vai atravessar a campanha presidencial tendo de administrar as denúncias contra a estatal e as revelações que forem surgindo. A economia também pode ficar mais vulnerável, já que a maior empresa do País estará sob investigação. Outro fator é que as condições da eleição na Bahia, o quarto maior colégio eleitoral do País, ficarão ainda mais difíceis.

"O ex-presidente da Petrobrás era do PT e agora está no governo Jaques Wagner, que era do Conselho de Administração na época em que a refinaria de Pasadena foi adquirida. A crise tem a digital do PT baiano", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), do grupo dissidente, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que pretende concorrer ao governo do Estado contra o PT. "O desenrolar da CPI pode significar uma diminuição no apoio a Dilma. Se ela perder credibilidade, até partido que recebeu ministério na reforma pode pular fora", disse.

Como consequência, o PT da Bahia quer se fortalecer com outros partidos da base. O candidato a governador é o deputado Rui Costa, que terá na vice o deputado João Leão, do PP. Wagner desistiu de disputar o Senado para abrir espaço para o atual vice-governador, Otto Alencar (PSD). (Estadão)

Grande Oriente do Distrito Federal promove Palestra Pública com Gen Ex. Heleno


O Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal - GODF, Eminente Irmão Jafé Torres, e o Grão-Mestre Adjunto, Poderoso Irmão Lucas Galdeano


CONVIDAM

Maçons, familiares e amigos para Palestra Pública, que será proferida pelo Gen. Ex. Augusto Heleno B. Pereira

Com o Tema: "O Movimento de 1964"

O palestrante fará um retrospecto dos fatos históricos que, a partir da revolução russa , liderada por Lenin em 1917, prosseguiu com o projeto expansionista de Josef Stalin, criando o Movimento Comunista Internacional, resultando na implantação do regime comunista em vários países de todos os continentes. E o Brasil não ficou livre da tentativa de comunização, o que provocou uma vigorosa reação, que culminou com o movimento de 31 de março. Mostrará, também, de forma irrefutável, que o país seria literalmente comunizado se não fosse a intervenção providencial das Forças Armadas, com a importante participação do povo, da imprensa e da igreja.

Data:     31/03/2014
Hora:     20h00min
Local:    Templo Nobre do Grande Oriente do Distrito Federal
             SQN 415/416 - Área Especial para Templos, Brasília(DF)
Traje:    Maçom – Paramentado.
             Convidados – Esporte.

O evento será transmitido ao vivo pelo site:






Não vai fazer trem bala e nenhuma nova ferrovia no seu mandato. Hora de mandar embora a "Dilma Maria Fumaça".

 
Descarrilou o plano do Palácio do Planalto de construir 10 mil quilômetros de ferrovias em cinco anos. Lançado em agosto de 2012 com a ousada meta de fazer 12 novas ligações ferroviárias integrando praticamente todo o país, ao custo estimado de R$ 91 bilhões, o plano não terá nem sequer uma obra de ferrovia iniciada até o fim do governo da presidente Dilma Rousseff.

Havia apenas uma ferrovia com chance de ser concedida neste ano, entre Mato Grosso e Goiás. Mas uma disputa empresarial entre gigantes da soja e da construção civil deve emperrar o negócio. O plano de concessão de ferrovias previa um novo sistema, em que a vencedora era remunerada pela obra e pelo serviço prestado. Caso a quantidade de clientes fosse insuficiente para pagar essas despesas, o governo compensaria.

Por outro lado, se houvesse muitos clientes, o governo ficaria com o excedente. As grandes construtoras do país não gostaram do modelo porque, na prática, elas deixariam de ser concessionárias e voltariam a ser apenas construtoras. O governo tirou delas o risco de perder dinheiro, mas também de ganhar, caso o negócio desse certo. Por esse motivo, na visão de um conhecedor do mercado, as ferrovias acabaram ficando sem "padrinho" para ajudá-las a vencer a burocracia estatal.

INTERESSE

No pacote do governo, havia um trecho ferroviário que gerou interesse inicial do mercado: a via que ligava Lucas do Rio Verde (MT) a Uruaçu (GO), onde a ferrovia nova se encontraria com a Norte-Sul. Pelo menos três grandes grupos privados começaram a analisar as possibilidades do trecho.

O governo, que não fez um estudo aprofundado sobre essa ferrovia, imaginava que ela seria um caminho mais rápido e barato para escoar a gigantesca produção de soja de Mato Grosso que hoje desce mais de 2.000 quilômetros de caminhão até os portos do Sul e do Sudeste, elevando os custos de exportação.

Mas as grandes companhias vendedoras de soja do país (Bunge, Cargill, Amaggi e Dreyfus) se aliaram à companhia de logística EDPL (Estação da Luz Participações) para um estudo próprio, iniciado em 2013, que concluiu que essa ferrovia não trazia melhora significativa aos custos de transporte. O grupo passou então a estudar uma alternativa também ferroviária: levar a soja de Mato Grosso direto para o Pará e, de lá, por via marítima, até a Ásia e a Europa. Segundo o estudo encomendado, essa solução reduziria os custos em mais de 30% e teria potencial, aliada a outras ferrovias, para levar quase toda a soja produzida na região por trem.

RODOVIA

Antes que o grupo pudesse apresentar a solução ao governo, o Ministério dos Transportes anunciou, em janeiro deste ano, a abertura de estudos para duplicar quatro novas rodovias, entre elas a estrada que vai de Mato Grosso ao Pará, a BR-163. Até 2013, nenhum desses trechos era cogitado pelos órgãos técnicos do governo como passíveis de concessão. Três deles são complementações de estradas concedidas, no ano passado, para os grupos Odebrecht e Triunfo. Caso os novos trechos venham a ser duplicados, a rentabilidade das concessões existentes será melhorada.

Após o anúncio do governo, as vendedoras de soja decidiram contra-atacar e pediram oficialmente ao Ministério dos Transportes que estudasse a possibilidade de construção da ferrovia no local onde se pretende duplicar a BR-163 no Pará. Os estudos para rodovia e ferrovia serão feitos, mas dificilmente se encontrará viabilidade para as duas construções ao mesmo tempo.

Para um interlocutor do governo, como o projeto original de criar um sistema logístico nacional foi perdido com o fracasso do programa, vão restar brigas por trechos mais lucrativos, como a que está ocorrendo pelo caminho da soja para o Pará. (Folha de São Paulo)

Estudantes se revoltam com ocupação socialista na UFSC


O GIGANTE ACORDOU (pelo menos na UFSC). A Maioria Silenciosa botou a minoria barulhenta pra correr.
Após três dias, bandeira do Brasil voltou ao lugar e arruaceiros foram obrigados a deixar o prédio.

CPI da Petrobras dá resultados antes de ser instalada. Outro diretor envolvido na negociata de Pasadena é demitido.

  

Azevedo e Gabrielli: parentalha saqueando a Petrobras.
Em reunião na última quinta-feira, a diretoria da Petrobras decidiu exonerar o engenheiro José Orlando Azevedo do cargo de diretor comercial de uma de suas subsidiárias, a TAG (Transportadora Associada de Gás). Primo de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, Azevedo presidiu a Petrobras America entre 2008 e 2012 --por indicação do parente--, período em que a petroleira esteve envolvida na disputa judicial com o grupo belga Astra Oil pelo controle da refinaria de Pasadena. Apesar de a reunião ter ocorrido na quinta, a estatal confirmou a informação apenas ontem, por meio de nota. "A substituição do senhor José Orlando Azevedo foi uma mudança de caráter gerencial rotineira", diz o texto. A informação havia sido antecipada pelo jornal "O Globo".

Verdades devem ser divulgadas, doa a quem doer...
Os 5 Generais Presidentes

Por Carlos Chagas

"Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que, no reverso da medalha, foi promovida ampla modernização das nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos."

Mas uma evidência salta aos olhos: a honestidade pessoal de cada um!

Quando CASTELO BRANCO morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.
 
COSTA E SILVA, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana
GARRASTAZU MÉDICI dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.
ERNESTO GEISEL, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio
JOÃO FIGUEIREDO, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado de lamentável conservação.
OBS: foi operado no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.
 
Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos.

Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas. Bem diferente dos tempos atuais, não é?

Pois é... o pior é que ninguém faz nada!

Acrescento: nenhum deles mandou fazer um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de auto-exaltação e culto à própria personalidade!

Nenhum deles usou dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria mãe.

Nenhum deles usou o hospital Sírio e Libanês.

Nenhum deles comprou avião de luxo no exterior.

Nenhum deles enviou nosso dinheiro para "ajudar" outro país.

Nenhum deles saiu de Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões lotados de toda espécie de móveis e objetos roubados.

Nenhum deles exaltou a ignorância.

Nenhum deles falava errado.

Nenhum deles apareceu embriagado em público.

Nenhum deles se mijou em público.

Nenhum deles passou a apoiar notórios desonestos depois de tê-los chamado de ladrões.


Petrobras nega informações ao TCU e impede investigação de numerosos escândalos que envolvem Dilma.


Nos últimos anos, a Petrobras tem travado uma batalha com o TCU (Tribunal de Contas da União), que apontou em várias auditorias manobras jurídicas, sonegação e atraso de informações por parte da estatal. A Petrobras é a maior empresa do país, cujo plano de investimentos prevê gastos de quase R$ 100 bilhões por ano. São os contratos de obras bilionárias que estão no radar do TCU.

A auditoria da polêmica compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, é um dos casos. O autor da denúncia que originou as apurações, o procurador do TCU Marinus Marsico, pediu documentos para fazer a análise da compra em 2012. Segundo ele, a Petrobras deixou de encaminhar vários atos que foram solicitados. "Não foi bacana o que eles fizeram", afirmou o procurador sobre a empresa. As obras das refinarias são o principal foco de problemas entre a Petrobras e o órgão de fiscalização.

Na unidade de Abreu e Lima, no Estado de Pernambuco, onde o TCU aponta suspeitas de irregularidades que alcançam R$ 1,6 bilhão --apenas nos cinco principais contratos da obra--, o órgão diz que a Petrobras obstruiu a fiscalização. Empreiteiras pediram um aditivo à Petrobras no valor de R$ 600 milhões para continuar uma das obras da refinaria, cujo contrato original era de R$ 3,4 bilhões.

O TCU solicitou à companhia as justificativas das empresas para tal pedido, com a intenção de analisá-los antes que o contrato sofresse o aumento dos preços. Alegando que os documentos não estavam prontos e que os daria apenas após passarem por análise interna, a Petrobras se recusou a enviá-los ao órgão. O resultado é que o TCU acabou apontando sobrepreço somente depois de já assinado o aditivo.

A demora na entrega dos pedidos também era algo comum na companhia. Na fiscalização das obras de um terminal no Espírito Santo, a Petrobras demorou 840 dias para encaminhar ao órgão de controle os documentos --dois anos e três meses. Outro subterfugio já identificado foi a empresa se recusar a dar dados de algumas de suas subsidiárias em que ela tem até 49% das ações, alegando que elas não seriam empresas públicas.

HISTÓRICO

A briga entre a Petrobras e o TCU era mais tensa na gestão anterior. Agentes envolvidos com as negociações dizem que na gestão Graça Foster a empresa tem tido uma postura de maior colaboração e parceria com os órgãos de controle, aceitando até algumas mudanças propostas. Mas a principal rusga do passado ainda não está resolvida. Em 2010, a Petrobras conseguiu no STF (Supremo Tribunal Federal) uma liminar para não cumprir uma determinação do TCU para que a empresa seguisse a Lei de Licitações.

O TCU alegava que não há uma lei que ampare uma decisão da companhia de fazer um tipo de procedimento licitatório próprio, mais simplificado, por ser uma empresa de mercado. A estatal afirma que um decreto ampara a decisão. O Supremo ainda não julgou o mérito da matéria. Mas a liminar teve um efeito no órgão de controle que passou, desde então, a auditar a Petrobras conforme os parâmetros que a companhia utiliza nas concorrências, nem sempre os mesmos da Lei de Licitações. Mesmo usando os parâmetros da empresa, irregularidades continuaram sendo apontadas.

VERBA DA CHUVA

O caso mais emblemático é a chamada "verba da chuva". A empresa decidiu pagar às empreiteiras uma verba específica pelos dias parados por causa da chuva em suas obras de grande porte. A fiscalização do TCU apontou que, mesmo com a obra parada, a estatal estava pagando por itens como uso de combustível, o que levava a empresa a ganhar mais quando não trabalhava.

Resultado: nas obras do Comperj, no Rio de Janeiro, a terraplanagem ficou parada por mais dias que os chuvosos na região. Nessa obra, o órgão de controle apontou um superfaturamento de R$ 76 milhões apenas nesse item. A empresa recorreu da decisão, mas teve recurso negado no ano passado.(Folha de São Paulo)

Altitudes seguras

Por Paulo Roberto Gotaç
 
O país está à beira de um ataque de nervos! O cidadão dotado de um mínimo de consciência está tomado há cerca de três anos, por uma apreensão perturbadora.

Não que os problemas relacionados, tanto com o melancólico ambiente político, impregnado de corrupção e de luta desenfreada pelo poder, como com a economia, conduzida com inquietante incompetência, sejam novos. Sempre existiram.

Mas o Brasil, ao longo de sua frágil democracia republicana, parecia possuir meios de manter os atos de lesa-pátria sob um certo controle, seja por uma justiça que funcionava mesmo que espasmodicamente, como pelo próprio constrangimento de que alguns dos executores eram tomados quando descobertos ou reconhecidos como incapazes.

De pouco tempo para cá, no entanto, o pragmatismo e os apegos aos cargos passaram a ser praticados numa taxa inédita, havendo a probabilidade de que o sistema, como um todo venha a se instabilizar, tal qual descarrilamento de um trem com velocidade descontrolada.

Para onde se olha há espanto: suprema Corte, face-dupla, mudando vereditos já decididos, a fim de aliviar penas de meliantes políticos aliados, negociadores de votos no Congresso; transações mal explicadas envolvendo compra de refinaria sucateada, que condenam a empresa que um dia foi o orgulho do povo brasileiro a um derretimento inexorável; política externa autofágica, sem posicionamentos definidos, acolhendo e apoiando aliados equivocados que impedem o crescimento comercial ; falência dos serviços públicos e infraestrutura, simultaneamente a financiamento de porto em país estrangeiro por motivos ideológicos.

Estas são somente algumas entre muitas aberrações.

Com a proximidade das eleições que prometem ser as mais disputadas dos últimos tempos, é previsível uma atmosfera de superlativo vale-tudo, sem falar no que nos espera depois da carnificina eleitoral.

Quem puder ir para altitudes seguras que se prepare porque o tsunami pode ser destruidor.

Fonte: Alerta Total


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Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e guerra, reformado.

Petrobras virou a casa da mãe Dilma.

Em nota oficial de 19 de março passado, sobre a escandalosa compra da sucata de Pasadena, Dilma Rousseff informava, entre outras coisas:

A aquisição pela Petrobrás das ações remanescentes da Refinaria de Pasadena se deu em 13.06.2012, ao ser cumprido o laudo arbitral proferido pela Câmara Internacional de Arbitragem de Nova York e confirmado por decisão das Cortes Superiores do Texas.

Não é o que diz o relatório de demonstrações financeiras da companhia, referente ao ano de 2012. Vejam abaixo:

O negócio foi fechado e pago à vista 16 dias depois do informado por Dilma. Pelo texto acima, a Petrobras já antevia a perda da demanda judicial, já tendo provisionado o prejuízo decorrente. Faltava apenas a "merreca" de U$ 70 milhões, lançado naquele mesmo mês de junho.

Quando uma nota oficial da Presidência da República erra a data do desfecho deste negócio escabroso fica fácil de entender porque o PT e a Dilma têm tanto medo de uma CPI. Aquilo lá virou a casa da mãe Dilma.

Oposição pode ampliar investigação sobre a Petrobras, incluindo as tenebrosas transações da estatal com o BNDES.

Por CoroneLeaks (Coturno Noturno)
Luciano Coutinho, presidente do BNDES e conselheiro da Petrobras, com José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras. Até onde vai esta relação?
Ninguém sabe ao certo o quanto a Petrobras deve ao BNDES. Mas a conta passa fácil dos R$ 50 bilhões. O Tesouro Nacional emite, repassa para o BNDES, que injeta na Petrobras. Especialistas informam que a exposição do banco em relação à petroleira chega perto de R$ 100 bilhões. Endividada, a Petrobras não consegue mais financiamento internacional. Para cumprir seu plano de investimentos, a companhia recorre ao BNDES e até mesmo ao Banco do Brasil e à Caixa, drenando dinheiro público que deveria ser investido em empresas de menor porte. E tudo subsidiado! A grande pergunta é: os empréstimos do BNDES para atividades no exterior, que o governo Dilma teima em manter secretos, envolvem os péssimos e desastrosos negócios da Petrobras?

Além disso, a CPI da Petrobras também quer levantar as perdas da Petrobras com a falida exploração de petróleo em Cuba. Lula prometeu, assinou acordo, colocou a estatal lá e, dois anos depois, ela abandonou o projeto. Puro uso político da Petrobras pela "cumpanherada" do PT, unida com os "camaradas" cubanos. Quem autorizou mais este negócio danoso no Conselho de Administração? Dilma Rousseff. Outra vertente da investigação poderá ser estendida para a Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, para saber o quanto a perda de valor da estatal pode vir a comprometer as aposentadorias futuras. Há muito o que investigar na Petrobras, para limpar a lama que tomou conta da maior empresa do Brasil, durante os governos do PT.

A Lei de Anistia e a “ditadura democrática brasileira” ao estilo bolivariano

Por Amadeu de Almeida Weinmann
 
Esta Lei  tem provocado controvérsias. Pessoas influentes do governo e a esquerda radical, derrotada na luta armada, a todo o custo, querem modificá-la.

A Lei de Anistia é uma lei federal e, portanto, gerada no Congresso Nacional.

O Supremo Tribunal Federal não tem poderes para mudar a Lei de Anistia.

Só o Congresso Nacional pode modificá-la. Contudo, é importante ressaltar que a Constituição da República Federativa do Brasil - CRFB, no parágrafo 4º do artigo 60, estabelece as “cláusulas pétreas” assim chamadas porque compõem o seu núcleo rígido, ou seja, porque estabelecem as limitações materiais ao poder de reforma constitucional do Estado. Dentre essas cláusulas, dá-se destaque àquela que blinda “os direitos e garantias individuais”. Assim, apoiando-se no artigo 5º do Título II da CRFB, destinado exatamente a definir tais direitos e garantias, encontraremos no inciso XXXVI o motivo pelo qual as leis, ao serem aplicadas, devem respeitar três limites: o ato jurídico perfeito; o direito adquirido; e a coisa julgada. Esses limites têm como objetivo cimentar a segurança jurídica na sociedade.

Também, é de se trazer a baila o inciso XL do mesmo artigo 5º, cujo texto dispõe que a lei não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.

Portanto, nenhum agente do Estado que combateu a luta armada, assim como qualquer ex-terrorista que nela lutou, poderá vir a ser julgado e condenado, mesmo que se revogue a Lei de Anistia, posto que ela gerou seus efeitos nos três planos que definem a existência de uma norma jurídica: o da validade, da vigência e da eficácia, estando, assim enquadrada nos limites supracitados.

Nova lei criada para atender instintos revanchistas também não poderiam gerar efeitos retroativos.

Para que isto viesse a acontecer seria necessária uma revolução que quebrasse a ordem constitucional vigente, estabelecendo outra que atendesse aos desígnios ideológicos trazidos pela nova classe dominante.

Neste caso, então, não teríamos mais o direito de viver sob o império da lei e da ordem, pois estaríamos sendo submetidos a uma “ditadura democrática” ao estilo bolivariano, como acontece atualmente na Venezuela, Bolívia, Uruguai, Equador e Argentina e que, pelo visto, estão sendo tomados de exemplo para o Brasil.

O presidente da Corte Interamericana, Garcia-Sayán, ponderou que “o órgão não tem o papel de impor como isso será feito. Para ele, cada país deve encontrar o meio de por a decisão em prática, de acordo com suas leis e instituições. O presidente do órgão lembrou que alguns países investigaram agentes da ditadura sem precisar revogar a Lei de Anistia. Outros fizeram o mesmo com a legislação em vigor”.

Na verdade o que se verifica é que a Justiça no Brasil, em parte, vem desconsiderando a Lei de Anistia e continua julgando os que combateram a luta armada.

Eu, por exemplo, embora amparado pela Lei de Anistia, estou respondendo aos seguintes processos:
a. Por suposta tortura em Maria Amélia Telles, seu marido, seus filhos e sua irmã Criméia Alice Schmidt de Almeida. Fui absolvido da acusação quanto aos filhos e condenado, em 2ª instância, quanto aos outros. O caso não está encerrado (23ª Vara Cível em São Paulo);

b. Por suposta tortura em Luiz Eduardo Rocha Merlino (20º Vara Cível em São Paulo). O caso não está encerrado;

c. Pelo Ministério Público Federal – 8ª Vara Cível da Justiça Federal – Pelas mortes dos terroristas em combate com agentes do DOI/CODI/IIEx e supostas torturas em presos. Fui absolvido;

d. Suposto sequestro de Edgar de Aquino Duarte, em 1971, e que, segundo a Justiça, encontra-se em meu poder até hoje ( 9ª Vara Criminal Federal em São Paulo);

e. Suposto sequestro de Aluizio Palhano Pedreira Ferreira, em 1971 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região – em São Paulo). Fui absolvido; e

f. Suposta ocultação de cadáver de Hirohaki Torigoe, sepultado no Cemitério de Perus , na Rua 15 , Sepultura 65 , logo após ter sido morto em um tiroteio, com o nome falso que usava na ocasião do óbito, conforme as normas existentes . Sua foto  e seus nomes, falso e verdadeiro, foram publicados nos jornais logo após a sua morte. (5ª Vara Criminal Federal - São Paulo). Ainda, em andamento.

Convém ressaltar que em todos estes processos as testemunhas de acusação são ex-terroristas que estiveram presos e que depois de combinarem, juram na Justiça que me viram praticando os crimes de que me acusam.

Se a Anistia é para promover o esquecimento, a paz e a concórdia, isto não está ocorrendo no Brasil. Até hoje não vi o Ministério Público denunciar Carlos Eugênio Sarmento da Paz, o Clemente  da ALN, autor confesso de vários crimes e muitos outros na mesma situação. Mas são ávidos em processar os agentes do Estado que combateram os terroristas e evitaram que o Brasil se tornasse uma imensa Cuba.

Enfim pelo que acabei de demonstrar creio, com muita certeza, de que não estamos mais amparados pela Lei de Anistia e que já vivemos em “plena ditadura democrática”.

Pergunto: - lembram-se quando o juiz espanhol Baltazar Garzón quis fazer na Espanha, com o Pacto de Moncloa, algo semelhante ao que alguns procuradores e juízes brasileiros estão fazendo no Brasil, com a Lei de Anistia?

Garzón foi punido severamente e defenestrado da sua função por não respeitar uma lei espanhola. Bem, mas Espanha é Espanha, um país sério, desenvolvido, culto, enquanto que aqui continuamos com o ranço ideológico e a ideia maluca de seguir os ensinamentos de Fidel ou de Chaves. E o pior: não temos uma autoridade como o rei da Espanha,  para mandar tais bufões se calarem.

Nada melhor, para finalizar, que apresentar a conclusão do trabalho sobre a Lei de Anistia, de autoria do brilhante e conceituado advogado gaúcho Amadeu de Almeida Weinmann, residente em Porto Alegre.

Conclusão

As sucessivas Leis e Medidas Provisórias que dispõem sobre a anistia, têm como anistiados todos aqueles que, de qualquer forma praticaram atos políticos, desde a promulgação da Constituição Federal de 1946, até a de 1988.

Sendo a anistia um ato eminentemente político, tanto que inscrita no capítulo dedicado ao Poder Congressual, e não do Poder Judiciário e nem ao do Executivo, tem caráter amplo, irrecusável, é de per se, irrevogável.

Até porque, os maiores prejudicados com a revogação da lei benéfica, seriam aqueles que teriam sido o alvo principal da lei, pois que, ficariam, sem dúvida, desnudos de sua veste protetora.

E assim sendo, sob o risco de terem que ver suas atitudes examinadas pelo Poder Judiciário.

Sendo, portanto, a anistia, segundo Ruy Barbosa, “o véu de eterno esquecimento”, e de Barbalho a “núncia de paz e conselheira de concórdia, parece antes, do céu prudente aviso, que expediente de homens”, não há como se alterar o ato de benemerência postulado pelo povo e dado pelo Estado, pena de se estar demonstrando, através de casuísmos, a existência daquilo que, paradoxal e ironicamente, Mao Tsé-Tung denominou de “a ditadura democrática.”




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Amadeu de Almeida Weinmann é professor de Direito,  membro da Academia Brasileira de Direito Penal, membro do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul e  dos Advogados do Rio de Janeiro.

Sinuca de Bico

Por Márcio Accioly*
Depois de idas e vindas, e algumas repercussões mais do que negativas, eis que o ex-presidente FHC, carinhosamente chamado “Boca de Tuba”, decidiu apoiar a CPI da Petrobras, tentando inflar a candidatura de seu correligionário, Aécio Neves (PSDB-MG). O escândalo que ora se encontra estacionado na estatal do petróleo deixa à mostra a modalidade de ladroeira praticada no Brasil, envolvendo as principais figuras do governo e da oposição. O país se encontra inteiramente dominado por bandidos.
A Petrobras é a galinha dos ovos de ouro e vem deixando muita gente confortável na vida: governantes que se locupletam nos cargos públicos e roem tudo como se cupins de aço fossem, perpetuando a miséria da população. Ao povo brasileiro, só resta pagar a conta e manter silêncio. O desmonte que acontece na Petrobras (agora na era petista), já teria sido motivo de providências imediatas, não fosse o Brasil um país de faz-de-conta.

Quando era diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (1999), o então genro de FHC, David Zylbersztajn, defendeu a privatização da Petrobras bem como a venda de refinarias daquela empresa. Não fez tal declaração, certamente, sem o conhecimento de FHC, pois se não houvesse concordância seria afastado imediatamente de suas funções. No Brasil, as coisas são sempre assim: os bandidos da oposição denunciam os que estão no poder apenas para lhes substituir e adotar o mesmo procedimento.

Na presidência da Petrobras, o banqueiro Henri Philippe Reichstul tentou até mesmo mudar o nome da empresa (para Petrobrax), ainda na gestão FHC (1995-2003). O presidente da estatal posou ao lado do novo logotipo da empresa, mas a grita foi tão grande que todos terminaram por recolher o trem de pouso e alçar novos voos em busca de outras privatarias. O PT, no governo, não vendeu a Petrobras: destruiu-a nas ações de rapinagem e completa desordem.

Vamos ver se agora é possível tomar novo rumo, quando se fala na possibilidade de CPI para apurar o mar de irregularidades existentes. Mas é difícil instalar a CPI da Petrobras, quando são tantos os envolvidos em falcatruas capazes de derrubar a República, pela exposição de graúdos larápios à frente das decisões. O ex-governador de São Paulo José Serra, cujo governo é acusado de receber propina no escândalo do metrô paulista, já se declarou visceralmente contra a instalação de CPI.

A prisão recente de Paulo Roberto Costa pela Polícia Federal, em operação que apura lavagem de dinheiro, traz outro enorme complicador para a instalação da CPI. Costa, funcionário de carreira da Petrobras, foi diretor de refino e abastecimento e passou por vários governos da República ao longo de 35 anos na companhia. Sabe de tudo e mais alguma coisa. Se abrisse o bico, não restaria pedra sobre pedra. Mas abrir o bico mesmo para quê?

Não se vê nenhum bandido entregando nada, delatando, dizendo o que sabe, porque a rede é bem articulada e envolve pessoas qualificadas em todos os ramos e poderes. Além do mais, as leis são lenientes. Culpa-se o Judiciário, mas quem faz as leis é o Congresso Nacional, que procura aliviar a barra dos envolvidos. Ir para a prisão no Brasil somente depois de milhões de recursos, apelos, marchas e contramarchas.

É melhor ficar calado e gozar benefícios do que se arriscar à toa e colocar a vida em risco. Quem quiser exemplo mais recente que observe a situação do “empresário” Marcos Valério, no caso do mensalão. Único condenado a penas de prisão de fato duras, depois de cansativo processo, calou-se. Ele revelou ter sido agredido e advertido na primeira vez em que esteve preso e a lição lhe foi proveitosa. Em tempos não tão antigos, iríamos para uma revolução. Para quê? Hoje, parece que só teremos desordem.

Fonte: Alerta Total



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* Márcio Accioly é Jornalista.

O aloprado Berzoini ainda não assumiu, mas já promete um dossiê contra FHC.

Até hoje ninguém sabe de onde veio o dinheiro do Dossiê dos Aloprados, que rendeu a demissão de Berzoini.

Anunciado nesta sexta-feira como o novo ministro de Relações Institucionais, responsável pela articulação política, Ricardo Berzoini disse que o governo vai para a ofensiva na CPI da Petrobras. — Não há motivo para ficarmos na defensiva. Vamos para a ofensiva, vamos mostrar o que foi a Petrobras no governo Fernando Henrique (Cardoso) e o que é a Petrobras nos governos Lula e Dilma.

Ligado à ala sindical do PT, Berzoini esteve no centro do escândalo dos aloprados, em 2006, acusado de integrar grupo que teria encomendado um dossiê contra o então candidato ao governo de São Paulo José Serra (PSDB). Ele sempre negou o envolvimento no caso, mas foi afastado naquele ano do comando de campanha à reeleição de Lula, de quem foi ministro da Previdência e do Trabalho.

Como ministro de Lula, comandou o vergonhoso recadastramento dos aposentados, exigindo que velhinhos com 90 anos de idade fossem para a fila do INSS, como prova de vida. Ou teriam o benefício cortado sem dó e nem piedade.


Como sindicalista, Berzoini foi o idealizador da Bancoop, a cooperativa dos bancários que roubou centenas de milhões de trabalhadores, não entregando as casas que vendeu, em um dos maiores escândalos da telebrosa história do PT.