domingo, 4 de maio de 2014

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS:
Dilma volta a desabar em pesquisa e Aécio se aproxima da presidente como nunca até agora. Números atuais garantem 2º turno

A pesquisa Sensus é a que mostra a menor distância, até agora, entre Dilma e Aécio (Fotos: Agência Brasil :: O Globo)
A pesquisa Sensus é a que mostra a menor distância, até agora, entre Dilma e Aécio 
(Fotos: Agência Brasil :: O Globo)
Amigas e amigos do blog, a gélida reportagem do Estadão abaixo deixa de fazer qualquer comentário, que faço eu: a presidente Dilma, mesmo com avassaladora exposição pública, sobretudo na TV — na Rede Globo ela aparece, devido ao cargo, 40 minutos para cada 1 minuto do senador Aécio Neves, presidente do maior partido de oposição, o PSDB, e candidato a presidente –, continua desabando nas pesquisas de intenção de voto, estando agora com 35%.

A novidade contida no texto do Estadão é que Aécio, que nos últimos meses teve apenas 10 minutos de recente programa eleitoral do PSDB para se dirigir à população, pulou para 23,8% das intenções de voto. Mesmo Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, candidato do PSB e ainda com menor exposição à mídia do que Aécio, sendo também menos conhecido dos eleitores, já alcançou o nada desprezível índice de 11%.

A única interpretação fornecida pela matéria do Estadão é que o segundo turno estaria praticamente garantido, mantida a situação atual. Que, no entanto, tende a evoluir.

PESQUISA SENSUS: DILMA TEM 35% E AÉCIO 23,7%

Do jornal O Estado de S. Paulo

Pesquisa Sensus divulgada neste sábado, 3, indica que se as eleições fossem realizadas hoje, haveria votação em segundo turno.
Charge de SPONHOLZ
Charge de SPONHOLZ
A presidente Dilma Rousseff (PT) teria 35% das intenções de votos, o senador tucano Aécio Neves (MG) teria 23,7% e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) teria 11%. O total de votos em branco, nulos ou de pessoas que se manifestaram dizendo não saber em quem votar ou não responderam à pesquisa é de 30,4%.

Juntos, Aécio e Campos têm 34,7% dos votos, praticamente a mesma porcentagem de Dilma (diferença de 0,3%). A margem de erro é de 2,2%.

No cenário com outros presidenciáveis, Dilma registra 34%, Aécio 19,9%, Campos 8,3%, Pastor Everaldo (PSC) 2,3%, Randolfe Rodrigues (PSOL) 1,0%, Eymael (PDC) com 0,4%, Mauro Iasi (PCB) 0,3%, Levy Fidelix (PRTB) 0,1%, votos em brancos, nulos e não sabem ou não responderam, 33,9%.

Nas projeções de segundo turno numa eventual disputa entre Dilma e Aécio, a petista aparece com 38,6% e o tucano com 31,9%. Se a disputa for contra Eduardo Campos, a presidente da República registra 39,1% e o ex-governador de Pernambuco, 24,8%.

A pesquisa traz ainda os índices de rejeição dos principais presidenciáveis. Do total de entrevistados, 42% afirmaram que não votariam em Dilma de jeito nenhum. Já a taxa de rejeição de Eduardo Campos ficou em 35,1%; e a de Aécio Neves, em 31,1%.

A pesquisa do Instituto Sensus, de Belo Horizonte, presidido por Ricardo Guedes, está registrada no TSE sob protocolo nº BR-00094/2014. A mostra foi realizada com dois mil entrevistados, no período de 22 a 25 de abril, em todo o Brasil.

Dilma e Jezabel – O que elas têm em comum?

Por Jean César*

A história macabra de uma senhora estrangeira que alcança o principal posto que uma mulher pudesse alcançar na administração de Israel e os seus feitos negativos, bem como seu triste fim, tem muita coisa a ver com história de outra senhora de um passado vergonhoso no qual se envolveu em guerrilhas, assaltos a bancos, homicídios e outros feitos inimagináveis não divulgados no meio comum, porém sabido por muitos, se entrelaçam de uma forma muito coerente.

A primeira surgiu em Israel através de uma aliança política em que o rei Acabe tem como objetivo fortalecer as relações entre Israel e a Fenícia. A segunda, também por conveniências políticas e sem preparo nenhum, é posta no maior cargo dessa nação. Jezabel por não ser israelita trás muita confusão no meio de Israel. Dilma, por ter um coração cubano, de onde não deveria ter saído, faz a mesma coisa.

Jezabel, com dinheiro dos impostos do povo israelita, assalaria sacerdotes de deuses estranhos, o que era uma blasfêmia em Israel. Já Dilma, com impostos do povo brasileiro, tem a maior obra de todo seu governo em Cuba.

Jezabel, para satisfazer a Acabe que a colocou no cargo, falsifica documentos, arregimenta falsas testemunhas e até mesmo mata Nabote, um judeu que simplesmente não queria vender sua terra para o governo. Dilma, antes mesmo de ser Presidente, já fazia tudo isso como veio à tona os escândalos da Petrobrás, depois, sem dar explicações ao Congresso Nacional e à imprensa, manda nosso dinheiro para o exterior, principalmente a países comunistas, e é claro, para que esse dinheiro volte de uma maneira desconhecida para financiar sua campanha a reeleição em 2014.

Jezabel persegue com fúria de morte o profeta de Deus que falava pelo bem e prosperidade daquela nação. Dilma, dominada pelo mesmo espírito, persegue, elabora e sancionam leis que dão às mulheres o direito de matar seus filhos ainda no ventre e de toda maneira tenta censurar o direito de expressão da igreja e da imprensa.

Enfim, Jezabel teve um final triste e foi lançada do alto do seu palácio e foi devorada por cães. Graças a Deus e pelo bom andamento do Brasil, as pesquisas já mostram a queda de Dilma e com certeza desocupará o lugar onde nunca deveria ter chegado.


Fonte: Julio Severo


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*Jean César, Servidor Público do Estado de RO, Concluiu o Curso Nível Médio em Teologia (Eetad) e Acadêmico do Curso de Direito no Celji/Ulbra de Ji-Paraná, RO.

FHC na jugular de Lula e Dilma: mesmo com enorme maioria não fizeram nenhuma reforma importante. Lotearam o governo, mergulhando o país na corrupção.


Artigo de FHC, intitulado "A que ponto chegamos!", publicado hoje nos principais jornais do país:

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em "malfeitos", basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo.

Não escrevo isso para negar responsabilidade de alguém especificamente, nem muito menos para amenizar eventuais culpas dos que se envolveram em escândalos, nem tampouco para desacreditar de antemão as denúncias. Os escândalos jorram em abundância, não dá para tapar o sol com peneira. O da Petrobrás é o mais simbólico, dado o apreço que todos temos pelo que a companhia fez para o Brasil. Escrevo porque os escândalos que vêm aparecendo numa onda crescente são sintomas de algo mais grave: é o próprio sistema político atual que está em causa, notadamente suas práticas eleitorais e partidárias.

Nenhum governo pode funcionar na normalidade quando atado a um sistema político que permitiu a criação de mais de 30 partidos, dos quais 20 e poucos com assento no Congresso. A criação pelo governo atual de 39 ministérios para atender às demandas dos partidos é prova disso e, ao mesmo tempo, é garantia de insucesso administrativo e da conivência com práticas de corrupção, apesar da resistência a essas práticas por alguns membros do governo.

Não quero atirar a primeira pedra, mesmo porque muitas já foram lançadas. Não é de hoje que as coisas funcionam dessa maneira. Mas a contaminação da vida político-administrativa foi-se agravando até chegarmos ao ponto a que chegamos. Se, no passado, nosso sistema de governo foi chamado de "presidencialismo de coalizão", agora ele é apenas um "presidencialismo de cooptação".

Eu nunca entendi a razão pela qual o governo Lula fez questão de formar uma maioria tão grande e pagou o preço do mensalão. Ou melhor, posso entendê-la: é porque o PT tem vocação de hegemonia. Não vê a política como um jogo de diversidade no qual as maiorias se compõem para fins específicos, mas sem a pretensão de absorver a vida política nacional sob um comando centralizado.

Meu próprio governo precisou formar maiorias. Mas havia um objetivo político claro: precisávamos de três quintos da Câmara e do Senado para aprovar reformas constitucionais necessárias à modernização do País.

Ora, os governos que me sucederam não reformaram nada nem precisaram de tal maioria para aprovar emendas constitucionais. Deixaram-se levar pela dinâmica dos interesses partidários. Não só do partido hegemônico no governo, o PT, nem dos maiores, como o PMDB, mas de qualquer agregação de 20, 30 ou 40 parlamentares, às vezes menos, que, para participar da "base de apoio", se organizam numa sigla e pleiteiam participação no governo: um ministério, se possível; senão, uma diretoria de empresa estatal ou uma repartição pública importante. Daí serem precisos 39 ministérios para dar cabida a tantos aderentes. No México do PRI dizia-se que fora do orçamento não havia salvação...

A raiz desse sistema se encontra nas regras eleitorais que levam os partidos a apresentarem uma lista enorme de candidatos em cada Estado para, nelas, o eleitor escolher seu preferido, sem saber bem quem são ou que significado político-partidário têm. Logo depois nem se lembra em quem votou. A isso se acrescenta a liberalidade de nossa Constituição, que assegura ampla liberdade para a formação de partidos.

Por isso, não se podem obter melhorias nessas regras por intermédio da legislação ordinária. Algumas dessas melhorias foram aprovadas pelos parlamentares. Por exemplo, a exigência de uma proporção mínima de votos em certo número de Estados para a autorização do funcionamento dos partidos no Congresso. Ou a proibição de coligações nas eleições proporcionais, por meio das quais se elegem deputados de um partido coligado aproveitando a sobra de votos de outro partido. Ambas foram recusadas por inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.

Com o número absurdo de partidos (a maior parte deles meras siglas sem programa, organização ou militância), forma-se, a cada eleição, uma colcha de retalhos no Congresso, em que mesmo os maiores partidos não têm mais do que um pedaço pequeno da representação total. Até a segunda eleição de Lula, os presidentes se elegiam apoiados numa coalizão de partidos e logo tinham de ampliá-la para ter a maioria no Congresso. De lá para cá, a coalizão eleitoral passou a assegurar maioria parlamentar. Mas, por vocação do PT à hegemonia, o sistema degenerou no que chamo de "presidencialismo de cooptação". E deu no que deu: um festival de incoerências políticas e portas abertas à cumplicidade diante da corrupção.

Mudar o sistema atual é uma responsabilidade coletiva. Repito o que disse, em outra oportunidade, a todos os que exerceram ou exercem a Presidência: por que não assumimos nossas responsabilidades, por mais diversa que tenha sido nossa parcela individual no processo que nos levou a tal situação, e nos propomos a fazer conjuntamente o que nossos partidos, por suas impossibilidades e por seus interesses, não querem fazer - mudar o sistema? Sei que se trata de um grito um tanto ingênuo, pedir grandeza. A visão de curto prazo encolhe o horizonte para o hoje e deixa o amanhã distante. Ainda assim, sem um pouco de quixotismo, nada muda.

Se, de fato, queremos sair do lodaçal que afoga a política e conservar a democracia que tanto custou ao povo conquistar, vamos esperar que uma crise maior destrua a crença em tudo e a mudança seja feita não pelo consenso democrático, mas pela vontade férrea de algum salvador da Pátria


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*Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e foi presidente da República.

A vantagem de ser “reaça” no país do “Esquenta” – e o que está por trás dos casos DG e Victor Hugo Deppman


Michael Jackson“Se a gente faz uma piada de política que envolve o Michael Jackson, por exemplo, atingimos não só a pessoa que gosta de política, mas também a que gosta de Michael Jackson.”

Esta foi uma das lições que Cleyton Boson, coordenador de mídias sociais da Prefeitura de Guarulhos, ensinou aos militantes virtuais do PT no “camping digital” do partido.

Tenho dó dos escoteiros petistas, coitados, obrigados a queimar seus parcos neurônios para estabelecer uma conexão entre estrelas do show business internacional e assuntos corriqueiros da política brasileira. A vantagem de ser “reaça” num país de celebridades de esquerda é nem precisar caprichar na analogia. De Fabio Porchat a Gabriel O Pensador, de Jean Wyllys a Manoel Carlos, de Regina Casé a Caetano Veloso, os próprios “famosos” que eventualmente serviriam como chamarizes são os mesmos que fazem por merecer todas as piadas – embora insistam em trazê-las prontas.

DeppmanSe o PT tem Michael Jackson, eu tenho o “Esquenta” inteiro. Meu artigo sobre a edição especial em homenagem ao dançarino morto DG atingiu 8 milhões de pessoas, entre elas o tio de Victor Hugo Deppman, o jovem assassinado por um menor na porta de casa há um ano, mesmo após entregar o celular. Demerval Riello não mora mais no Brasil “devido ao incidente”, mas comentou aqui: “Eu me revoltei, não com a morte do rapaz, que lamento muito, mas pelo fato de meu sobrinho não ter tido essa mesma exposição, porque talvez ele fosse um loirinho, um trabalhador, que não andava numa favela com traficantes, talvez por não ser gay ou porque o caso dele não envolveu policiais que, cumprindo sua obrigação, são achincalhados pela Rede Globo. Regina Casé esqueceu de citar o bailarino do programa envolvido com tráfico de drogas, mas esse também não dá ibope.”

Os versos “Eu fumo, eu fumo, eu fumo mesmo / Curto minha viagem / E de vez em quando / Até vejo miragem”, da música de DG e um parceiro, cantada por ambos em vídeo no Facebook, tampouco foram citados. Não pega bem mostrar a vítima como um maconheiro confesso, orgulhoso – para não dizer apologista – do hábito. Vai que as pessoas associam o uso de drogas às “saudades eternas” do Cachorrão, aos “amigos” de “bico” na mão, ao suposto churrasco com o foragido Pitbull, à fuga pulando de laje em laje, e concluem que ele não era apenas “um dos dançarinos mais alegres e queridos pelas crianças”, ainda que isto não justifique a sua morte, não é mesmo? Só quem pode chegar a conclusões – muito mais graves e sem provas; e não só morais, mas de culpabilidade – são os acusadores da PM, é claro.

(Ou Wagner Moura, o garoto-propaganda do PSOL para quem a morte do coronel Paulo Malhães “é queima de arquivo” e “mostra como as forças conservadoras são atuantes”. Será que ele viu o caseiro do coronel estudando Thomas Sowell?)
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A irmã de Demerval e mãe de Victor Hugo se tornou, aliás, uma das vozes mais contundentes no combate à lei de maioridade penal, aquela mesma que os exploradores psolistas da morte de DG [ver print] defendem com unhas e dentes. Marisa Rita Riello Deppman não quer que “aquele bandido, aquele verme sem-vergonha” que matou seu filho fique na cadeia por apenas três anos, em muitos casos reduzidos a meros nove meses, porque acha que ele vai voltar lá para o bairro onde ela mora e vai matar outro jovem de celular na mão – assim como o adulto Pitbull, foragido após receber o benefício do regime semiaberto, voltou lá para o PPG e continuou sendo o “frente” do morro. “Prisão é um mau negócio“, diria Marcelo Freixo, de modo que bom mesmo é bandido solto na porta de casa ou em confronto com a polícia, para, quando morrer alguém no fogo cruzado, o PSOL poder culpar a PM e exigir a desmilitarização. O cinismo socialista é assim: explora politicamente o ressentimento de pobres e negros contra o mesmo Estado que se fortalecerá ainda mais com a aprovação de suas propostas, como a PEC 51.

Traficante PPG com menoresEm agosto de 2013, Marisa Deppman afirmou na Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional: “Os traficantes armam os menores para a linha de frente porque eles sabem exatamente disso: o ECA os protege.” Só faltou dizer: a cartilha do Freixo também. A esquerda socialista não se importa que os Pitbulls do Brasil reforcem o seu poder com a turma da “caixa baixa”. Uma semana após a morte de DG, a ‘maldita’ PM prendeu em Cabo Frio outro traficante do PPG, Paulo Vitor Souza da Costa, de 20 anos, conhecido como Pavãozinho, e junto com ele – adivinhe! – dois menores, um de 16 e outro de 17, com 40 pedras de crack, farto material para endolação e um revólver calibre 38 com duas munições intactas. Paulo Vitor teria migrado para a Região dos Lagos exatamente após o início dos conflitos entre bandidos e polícia na favela da Zona Sul e – oh, surpresa! – ele próprio já havia passado pelo Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) por delitos quando menor de idade. Só mesmo em cabeça de traficante ou psolista teria sido mau negócio deixá-lo preso.

A esquerda do PT e do PSOL é assim: o problema são as doações ilegais para campanhas eleitorais, ela quer proibir as doações legais; o problema são as armas ilegais nas mãos dos bandidos, ela quer proibir as armas legais nas mãos da população civil; o problema é o sistema prisional falho, ela quer deixar os bandidos soltos! No país das soluções agravantes, Marisa Deppman é mesmo uma luz. Sobre a matéria “Dirceu tem cela privilegiadana Papuda, diz oposição“, ela comentou: “Além de padrão FIFA na saúde e na educação, deveria haver padrão ZÉ DIRCEU nos demais presídios do Brasil” – quem sabe com micro-ondas, chuveiro quente e TV de plasma para ver a Liga dos Campeões, como na Papuda.

José de Abreu crop
“Agora resta uma pergunta a todas as pessoas e familiares vítimas de violência no país: alguém recebeu visita, telefonema, carta, telegrama, e-mail, ou qualquer outra forma de contato dos membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias???” E quantos terão recebido isso do ator e militante petista José de Abreu, que está firme e forte na disputa para “Puxa-saco do ano de José Dirceu” no Twitter, com todo o seu “nojo” à deputada e cadeirante Mara Gabrilli (PSDB-SP), chamada de “safada sem vergonha” e “venal” em função de seu relato após visita ao presídio? “Pois é, no Brasil os direitos humanos são para os ‘manos’, para a ‘cumpanheirada’; às vítimas e a seus familiares, só os direitos desumanos…”

Enquanto 50 mil brasileiros como Victor Hugo Deppman morrem assassinados por ano, sem que seus familiares recebam um décimo da atenção esquerdista que recebeu a mãe “perita” de DG e, em mais de 90% dos casos, sem que os assassinos sejam presos, o PT ensina aos futuros Zés de Abreu da militância a usar Michael Jackson para fazer piada de política. Eu aproveito, é claro. Como comprova a cada dia o “moonwalk” moral das celebridades, nunca antes na história “deste paíf” o Brasil andou tão perfeitamente para trás.


PS: Em vez de cair em conversa de esquerdista, negros e pobres deveriam assistir a “Mãos talentosas” (“Gifted hands”), o filme — disponível dublado ou com legendas em espanhol no Youtube — que narra a história do Dr. Ben Carson, sobre o qual escrevi no artigo “O mundo inteiroestá cheio de todo mundo“. Que a campanha lançada por Daniel Alves e Neymar – e capa da VEJA desta semana – lhes seja um estímulo para responder à canalhada o que cada um dos brasileiros deveria responder: - #SomosTodosMacacos, mas não somos todos bananas.

Vai pra Copa que o pariu!

 
A cega paixão futebolística prepara sua maior traição contra nós. Os brasileiros já entraram no campo da ilusão marketeira da Copa do Mundo - como otários, é claro! A bola vai rolar, em breve, para o maior espetáculo ludopédico da Terra. Sem condições de entrar no jogo, que vai custar caro direta ou indiretamente, a grande maioria será chutada para escanteio para o negócio privado do futebol, que interessa aos governantes, dar o lucro programado aos acionistas da transnacional Federação Internacional de Futebol Association.

Dá nojo ver o craque da demagogia Luiz Inácio Lula da Silva, Presidentro da Dilma, propagandear as vantagens de um negócio que ele trouxe para cá nos tempos em que vendia o Brasil de forma explícita aos estrangeiros. Lula tem repetido a exaustão: “A gente não faz uma copa do mundo pensando em dinheiro. É um encontro de civilizações, feita através do esporte. A Copa do Mundo é a oportunidade que o Brasil tem demonstrar sua cara, o jeito que o Brasil é, com tudo que ele tem, mas com sua pobreza e também com sua beleza. È hora de colocar os pés no chão. E a gente ainda pode ganhar a copa...”.

Ele já ganhou... A tal “Copa das Copas”, exaltada na marketagem de Lula e Dilma como maravilhosa para os brasileiros, promete muitos problemas. Imagina o que pode acontecer nas tais “Fan Fests” (eventos públicos, mas um grande negócio privado, no qual dezenas de milhares de torcedores pagam ingresso, para assistir aos jogos e a vários shows, com direito a bebida e comida à vontade)? Tente pensar no que vai rolar em uma festinha dessas para 50 mil pessoas, por exemplo, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo? E se algo não sair como o esperado, com bebedeiras, brigas e incontroláveis protestos no entorno da festança?

O Governo está mobilizando contingentes das Forças Armadas, recorrendo até a militares de países estrangeiros, para garantir a segurança do evento futebolístico privado. O Rio de Janeiro, por exemplo, vai parecer um teatro de operações de guerra, já que 2.450 combatentes já cuidam da pacificação da Maré e a eles se juntarão mais 2.480 homens e mulheres do Exército, Marinha e Aeronáutica. A União pode até mandar mais gente, caso seja necessário, principalmente para conter movimentos grevistas, criminosos e grupos que planejam manifestações – todos já sob incessante monitoramento da inteligência militar.

A indagaçãozinha idiota é: a Fifa está pagando por esse serviço de segurança, ou o Ministério da Defesa do Brasil está trabalhando de graça, gastando a grana do minguado orçamento, que mal dá para pagar salários aos militares? Soa como piada a comandanta em chefa Dilma Rousseff colocar seu indefensável ministro Celso Amorim para avisar que o governo federal já tem pronto um plano emergencial para substituir as policiais militares usando até 21 mil homens das Forças Armadas. Nada menos que 14 mil militares ficarão aquartelados, durante a Copa, de prontidão para agir, se for necessário. De novo: quem está pagando essa conta caríssima? Nós ou a Fifa?


Outro absurdo é denunciado pela turma que, desde 1978, se reúne na rua Alzira Brandão até a esquina com a rua Conde de Bonfim, na Tijuca, no Rio de Janeiro. O local, apelidado de “Alzirão”, onde o povo se junta para ver jogo de graça, tomar todas e se divertir, agora é alvo da ganância da empresa presidida por Josef Blatter. O excelentíssimo repórter Aydano André Motta, de O Globo, psicografou uma mensagem da Alzira Brandão metendo o pau no Zé da Fifa: Leia: Carta ao Dono da Bola.

A título de Royalties, e respaldada na Lei Geral da Copa que Dilma e nossos congressistas aprovaram e sancionaram, a Fifa quer cobrar R$ 28 mil da Associação Recreativa e Cultural que cuida da festança realizada há nove copas do mundo. Se não pagar, não pode fazer a brincadeira no espaço público. Será que a Rede Globo, que sempre usou o espaço como referência de torcida pacífica e organizada, vai apoiar a batalha do Alzirão contra o Azarão da Fifa? O Globo já fez sua parte...

Negócio bom é ser dirigente da Fifa. Ano passado, só a título de bônus, a empresa distribuiu US$ 37 milhões aos seus executivos. Será que não vão sobrar nem um dolarzinho de gorjeta para nossos militares, que lutam silenciosamente por melhores salários, enquanto são golpeados pelo revanchismo do desgoverno petralha – e, agora, também, golpeados, no bolso da farda, pela turma do Marechal da Copa?

Por isso, está na hora da gente gritar: Vai pra Copa que o pariu! Ou: Vem pra Copa que o pariu! O Brasil, como mostra a escrota ilustração acima, se transformou no ânus do mundo. Por isso, temos a obrigação de dar um basta à governança do crime organizado e seus associados. Do contrário, será melhor mudar o nome do Brasil para “Prazil”, com P de...


 Aonde a vaia vai... O boi vai atrás?      

Quem te viu, hein Veja?

Nesta capa, Veja exaltou as "virtudes" de Dilma na gestão da Petrobras.
Quem lê Veja, deve ter notado que a revista, no que se refere à Petrobras, tem tido uma posição muito estranha de colocar todos os partidos no mesmo saco, ao mesmo tempo em que tenta livrar a gestão de Dilma no Conselho de Administração da Petrobras, como se tudo fosse culpa da Turma do Lula. Como se Dilma não fosse o mais importante membro do grupo, tanto que virou a sucessora. Explica-se: o atual presidente da Editora Abril, dona da Veja, é Fábio Barbosa, ex-conselheiro da Petrobras na gestão de Dilma, inclusive durante o episódio da compra e venda da refinaria de Pasadena. Vejam, abaixo, trecho de matéria que está no site da revista:


No texto, a revista está misturando doações de empreiteiras, que possuem milhares de obras em estados e municípios, com doações provenientes do propinoduto da Petrobras. Má fé ou tentativa de mostrar uma isenção despropositada? O fato é que a matéria sugere que o PSDB e o DEM também foram beneficiários do esquema de corrupção dentro da estatal, quando todos sabem que estes partidos não têm a mínima ingerência na sua gestão. E que estão, neste momento, empenhados em fazer uma CPI que pode, sim, vir a responsabilizar o senhor Fabio Barbosa, presidente da Editora Abril, por alguns dos maus negócios da estatal. Que demitam o presidente, mas que não acabem com a credibilidade da melhor revista de informação do Brasil.

PT quer aumentar ainda mais nossos absurdos impostos

Fonte: GLOBO
Em fevereiro deste ano, escrevi um texto afirmando que o PT certamente iria propor aumento de impostos. É sua única ferramenta, pois corte de gastos, o caminho mais racional e melhor para o país, parece impensável para quem enxerga o estado como um messias salvador. À época, escrevi:

Não se enganem: o que o PT deverá fazer é expropriar ainda mais recursos do povo brasileiro via aumento de impostos. É que pagamos tão pouco, não é mesmo? O que são quase 40% de tudo que é produzido, quando temos tanto retorno por parte do estado? O que importa que os demais países emergentes tenham carga tributária bem menor que a nossa?

Para quem tem apenas um martelo, tudo se parece com prego. O PT só tem um instrumento: impostos (incluindo o mais nefasto de todos, o inflacionário). Portanto, preparem o bolso, porque vem mais mordida do leão aí…

Pois bem: hoje, há a seguinte notícia no GLOBO: Ministro da Fazenda já admite a hipótese de elevar os impostos sobre bens de consumo para cumprir a meta de superávit fiscal deste ano:

O aumento de impostos sobre bens de consumo pode ser uma das armas do governo para realizar o esforço fiscal prometido para 2014. É o que disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao GLOBO. Ele garantiu que a realização da meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) é um compromisso “irreversível” e será entregue com aumento na arrecadação ou corte nas despesas.

O ministro disse:

Temos uma previsão de aumento de alguns tributos. Foi o que aconteceu, por exemplo, na tabela de bebidas (que serve como base de cálculo para o IPI e o PIS/Cofins do setor de bebidas frias). [...] Haverá alteração no PIS/Cofins sobre importação. Isso nada mais é do que equalizar o tributo do bem importado ao do bem produzido no Brasil. O que também poderíamos fazer é (alterar a) tributação sobre bens de consumo. O IPI dos carros, que foi reduzido no passado, por exemplo, está sendo recomposto. Não há uma decisão ainda, mas ele poderá subir agora em junho. É esse tipo de medida.

Mantega afirma que o governo está “trabalhando para reduzir os gastos” também, mas não é possível enxergar isso em canto algum além da retórica. Não adianta: quem for realista saberá que o PT no governo significará sempre mais impostos. Como se nós brasileiros já não pagássemos muitos impostos, e quase tudo a fundo perdido…

Rio está pacificado?
UPP: a pacificação que não veio


Protestos, violência e insegurança. Enquanto o governo do estado do Rio de Janeiro anuncia um mundo ideal em suas propagandas de TV, pessoas morrem e desaparecem nas favelas cariocas. Os papéis se inverteram: antes, os traficantes andavam armados e disputavam os papeis de vilões e herois entre os moradores da comunidade. Hoje, os policiais das Unidades de Polícia Pacificadora assumiram o comando do fuzil. Mas a esperada paz continua uma promessa distante, e as comunidades acabaram por se transformar num barril de pólvora prestes a explodir.

Este aumento na violência é facilmente constatado no último levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP). De acordo com o balanço divulgado na sexta-feira (2), o número de homicídios de pessoas durante confronto com a polícia no Rio registrou um aumento de 59,3% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao primeiro trimestre de 2013. Apesar de o ISP não confirmar nem negar que estes números se referem a regiões com UPPs, o assustador crescimento comprova que a cidade vive um clima de guerra.

Em 2010, quando foram inauguradas as primeiras UPPs, o cenário já mostrava uma prévia do que se repetiria muitas vezes. No dia 3 de março daquele ano, um grupo de traficantes incendiou um ônibus, ferindo pessoas e espalhando o terror entre a população da Cidade de Deus. Os criminosos continuavam morando na comunidade, mesmo com a pacificação. No mesmo ano, na madrugada do dia 26 de dezembro, policiais da UPP de Cidade de Deus, foram atacados na Travessa 15 por traficantes que ocupavam uma moto.

Um mapeamento independente, realizado por um morador da comunidade de Manguinhos, levanta dados junto aos moradores da comunidade para medir violações de direitos nos territórios com UPPs. Segundo apontado no próprio mapeamento, um dos objetivos é “gerar informações com o olhar de quem sofre as violações e também contrapor as informações”.

Violência contra moradores

O levantamento faz um trabalho de resgate de casos pouco divulgados de mortes de moradores. De fato, o caso Amarildo foi o primeiro grande escândalo a atingir a UPP. Embora a relação entre policiais e moradores não seja a ideal desde a instalação da primeira UPP, foi o desaparecimento do pedreiro que ganhou grande repercussão na mídia. A partir de então, os abusos de autoridade de policiais lotados em UPPs passou a chamar atenção.

O documento conta a história de outras vítimas da violência nas comunidades “pacificadas”.  Em abril de 2013, o jovem Aliélson Nogueira, de 21 anos, foi morto por policiais da UPP Jacarezinho. Segundo a página “Ocupa Alemão”, o rapaz, que trabalhava em um galpão de reciclagem, estava em uma localidade conhecida como Beira do Rio, quando foi assassinado com tiros pelas costas enquanto comia um cachorro quente. A polícia alega que Aliélson foi vítima de uma bala perdida. O jovem seria pai em poucos meses.

Em junho de 2011, André de Lima Cardoso, de 19 anos, foi morto por policiais da UPP Pavão-Pavãozinho. Segundo relatos de moradores, o jovem foi comprar um lanche para a esposa, grávida de 9 meses, quando foi abordado por policiais à paisana e alcoolizados. Após ser agredido com socos e chutes, o rapaz foi liberado. Quando chegou ao final do beco, o jovem foi morto com um tiro nas costas. Os policiais registraram o caso como um auto de resistência. A filha de André nasceu cinco dias após a morte do pai.

Aos 16 anos, Mateus Oliveira Casé foi mais uma vítima da violência policial. Em março de 2013, o adolescente morreu vítima de uma parada cardíaca após uma abordagem violenta de policiais da UPP de Manguinhos, com uso de uma arma teaser. Na ocasião, uma amiga do rapaz contou que eles estavam brincando quando Mateus disse “vai morrer”. Os policiais, então, acreditaram que o garoto se referia a eles e, por trás, deram um choque. Matheus caiu e bateu com a cabeça na calçada. Segundo a jovem, os PMs disseram que ele acordaria em duas horas, mas o adolescente já chegou morto à UPA. Na ocasião, moradores fizeram protestos. Mateus possuía seis anotações como menor infrator: duas por tráfico, duas por furto, uma por tentativa de motim e uma por ameaça.

Em dezembro de 2013, o idoso Joaquim Santana, de 81 anos, foi morto com um tiro no olho. Durante uma abordagem violenta a um grupo de jovens, moradores se revoltaram e causaram um tumulto. Para contê-los, um policial da UPP de Manguinhos deu três tiros para o alto, atingindo o idoso, que estava na sacada de sua casa.

No último dia 20, uma idosa de 72 anos foi baleada e morreu durante um confronto entre policiais e traficantes. Arlinda Bezerra de Assis voltava para casa, na comunidade da Grota, após comemorar o aniversário em um almoço de família. Em meio ao fogo cruzado, a idosa se atirou na frente do sobrinho, de 10 anos, para protegê-lo. Os disparos atingiram a barriga e a virilha. Oito dias depois, um rapaz de 17 anos foi assassinado durante uma operação da Polícia Militar. No dia seguinte, outro jovem, Carlos Alberto de Souza Marcolino (21), foi baleado no peito, também durante um confronto entre PMs e traficantes. Até o fechamento desta reportagem, Carlos permanecia internado em estado grave.

No último dia 22, Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, foi encontrado morto com um tiro e vários ferimentos, na comunidade Pavão-Pavãozinho. De acordo com a Polícia Militar, ele foi encontrado no pátio de uma creche no dia seguinte a um tiroteio entre policiais da UPP e criminosos da comunidade. A família do dançarino aguarda o laudo oficial da perícia para confirmar se houve tortura e se o disparo partiu da arma de policiais.

Em março deste ano, outro caso chocou o Brasil. Cláudia Silva Ferreira foi baleada quando saía para comprar pão, no Morro da Congonha. Após ser ferida, a mulher foi jogada no porta mala de uma viatura e levada para o Hospital Carlos Chagas. Contudo, durante o trajeto, o porta mala abriu e Cláudia foi arrastada por 350 metros. Um vídeo, gravado por um cinegrafista amador, registrou quando os policiais foram avisados e saíram do carro para, novamente, jogar a mulher dentro do porta malas.

No último dia 1° de maio, um tiroteio na comunidade da Rocinha matou uma pessoa e feriu gravemente outra. O episódio começou quando policiais da UPP foram surpreendidos por bandidos enquanto faziam o patrulhamento na Rua 2.

Protestos

Diante dos constantes casos de escândalo envolvendo as UPPs, moradores das comunidades têm realizado constantes protestos. A onda de manifestações começou quando o corpo de Douglas Silva foi encontrado dentro de uma creche. Revoltados, amigos do dançarino e moradores do Pavão-Pavãozinho foram para as ruas e entraram em confronto com policiais.

Durante o protesto, Edilson da Silva dos Santos - um rapaz de 27 anos, que sofria de problemas mentais e era irmão de criação de Douglas – foi morto com um tiro. O caso está sendo investigado. A manifestação teve repercussão mundial. Jornais como Le Monde, Washington Post, New York Times e El País deram destaque para a morte de Douglas e Edilson e questionaram a segurança e as políticas públicas do Rio de Janeiro, em uma época tão próxima à Copa do Mundo.

Após o enterro de Douglas, outro protesto levou amigos e parentes do rapaz às ruas. Os manifestantes seguiram caminhando do Cemitério São João Batista até a comunidade do Pavão-Pavãozinho. A polícia usou bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta. No sábado seguinte à morte de Douglas, outra manifestação tomou às ruas, pedindo paz.

Após a morte de Dona Arlinda, moradores do Complexo do Alemão também protestaram. Eles fecharam a Avenida Itaré, um dos principais acessos da comunidade. Após o ato, a UPP Nova Brasília foi atingida por dois tiros, que não feriram ninguém. A base de Pedra do Sapo também foi atacada, sem vítimas.

Morte de policiais

O mesmo levantamento também aponta o lado social das mortes de policiais lotados em UPPs. De acordo com o documento, a maioria dos policiais de UPPs mortos em confronto com o tráfico é negra. A violência contra policiais coloca em dúvida a segurança destes profissionais nas comunidades “pacificadas”. Em março deste ano, o tenente Leidson Acácio Alves Silva foi morto após ser atingido por um tiro na cabeça. O subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro fazia o patrulhamento na favela Parque Proletário quando foi surpreendido por bandidos armados.

A morte do tenente foi a quarta registrada em um período de um mês entre policiais que trabalham em UPPs. Em fevereiro, a PM Alda Castilho, da UPP Parque Proletário, foi baleada na barriga e morreu. Quatro dias depois, o PM Wagner Vieira da Cruz, da UPP Vila Cruzeiro, foi atingido por um disparo na cabeça e também não resistiu aos ferimentos. No dia seguinte, o PM Rodrigo Paes Leme, da UPP Nova Brasília, também foi ferido no peito e morreu.

No ano passado, o PM Melquisedeque Basílio, de 29 anos, da UPP Parque Proletário, no Complexo do Alemão, foi assassinado em frente ao contêiner, que funciona como sede da unidade. Houve troca de tiros com bandidos, ferindo quatro pessoas, entre elas, dois traficantes.  Também em 2013, o PM Anderson Dias Brazuna foi morto com um tiro no peito enquanto fazia uma ronda na Cidade de Deus.

Na manhã do dia 1º de maio, um policial da UPP Alemão foi baleado no rosto quando fazia um patrulhamento no Largo do Mineiro. O grupo foi vítima de uma emboscada e trocou tiros com os bandidos. Apesar do grave ferimento, o policial não corre risco de morte.

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* Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil

Novo recorde de incompetência da Dilma: participação da indústria no PIB é a menor nos últimos 60 anos.


O encolhimento da indústria brasileira virou arma comum nas campanhas de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Os dois pré-candidatos da oposição ao Planalto passaram a repetir, nas últimas semanas, que o país passa por um processo grave de desindustrialização e "voltou aos anos 50" no setor.

Eles dizem que o peso da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) recuou ao menor patamar desde o salto iniciado em 1955, quando o presidente Juscelino Kubitschek tomou posse. "O Brasil vive um processo grave de desindustrialização. Voltamos a ser aquilo que éramos na década de 1950", disse Aécio em visita à Firjan (federação das indústrias do Rio) no último dia 14.

No dia seguinte, e na mesma cidade, Campos bateu na mesma tecla em visita a uma universidade particular. "A indústria brasileira de transformação chegou em 2013 ao mesmo patamar que ela tinha no PIB antes do governo JK, em 1955. Nós não podemos imaginar que o país pode se segurar só no setor primário ou no setor de serviços", afirmou.

Em palestras a empresários e estudantes, Campos tem exibido um gráfico com os números que mostram a curva da desindustrialização. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, o peso do setor no PIB caiu para 24,9% no ano passado, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1947. A fatia da indústria de transformação também bateu recorde negativo de 13%, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

CONTESTAÇÃO

O Ministério do Desenvolvimento, responsável pela política industrial do governo, não quis comentar as críticas dos pré-candidatos. O ex-ministro Fernando Pimentel (PT), que deixou o cargo para disputar o governo de Minas, disse não haver desindustrialização no país. "Só posso atribuir as críticas à disputa eleitoral, já que elas não têm relação com a realidade", disse, em nota.

Representantes do setor produtivo pensam o contrário. A CNI se diz preocupada com a queda da participação da indústria na economia. A entidade afirma que houve mudança no perfil da demanda, com o crescimento do setor de serviços, mas reclama de falta de eficiência e perda de competitividade.

"Vivemos num cenário hostil ao ambiente de negócios. O investimento em infraestrutura e logística cresce em ritmo muito inferior ao necessário", disse o diretor de políticas e estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. "O governo atual relutou muito em assumir a importância das concessões de rodovias, por exemplo. Queremos que os candidatos se comprometam com a reforma tributária e com uma agenda de competitividade", afirmou.

A queda da participação da indústria na economia já foi tema da eleição de 2010, quando José Serra (PSDB) acusava o governo Lula de fazer uma "política de desindustrialização". Ele foi derrotado por Dilma no 2º turno.(Folha de São Paulo)

Protagonistas e testemunhas da História reconstituem os turbulentos idos de 1964


Para encerrar a série de reportagens especiais sobre os 50 anos do golpe militar, a coluna republica um vídeo produzido em 2010 para uma linha do tempo que contou a história dos principais partidos políticos brasileiros. Depoimentos de protagonistas como Jarbas Passarinho, Fernando Gabeira, Jorge Bornhausen e Pedro Simon permitem reconstituir o Brasil daqueles turbulentos idos de 1964.

PT mata “volta, Lula”, e, se reeleger Dilma, arma golpe da constituinte exclusiva e regulação da mídia

 
Uma Constituinte Exclusiva (golpe institucional no melhor estilo do socialismo boliviariano do Foro de São Paulo) e o tão sonhado projeto de regulamentação da mídia (nos moldes de leis restritivas à liberdade de informação aprovadas na Argentina e Venezuela). Estas duas prioridades foram claramente definidas no espetaculoso 14º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

Concretamente, o evento petista deu uma travada na autofágica guerra interna no PT que pregava o “volta, Lula”. Boatos chegaram a revelar que Dilma Rousseff teria cometido a bravata de “ameaçar renunciar”, caso sua candidatura não fosse lançada, oficialmente, antes da convenção do PT. O rosto animado de Lula, levantando o braço de sua “campeã”, revela como o subconsciente trai quem falta com a verdade política...

O plano de golpe petralha ficou bem delineado. Além de puxar a votação simbólica para definir, claramente, que a Presidenta Dilma é a candidata è reeleição, sem o risco de ser atropelada pelo Presidentro Lula da Silva (que não poderia voltar de onde nunca saiu de fato), o presidente do PT, Rui Falcão, deixou claro que a reforma constitucional e a intervenção legal no controle dos meios de comunicação de massa são as prioridades do partido, após a prioritária luta pela vitória de Dilma. O plano golpista de Falcão foi endossado por Lula, olhando para Dilma: “Temos que discutir marco regulatório para democratizar os meios de comunicação. O que causa preocupação é que o principal partido de oposição à vossa excelência é a nossa gloriosa imprensa”.

Tem culpa a imprensa?


Lula não conseguiu mentir nem para ele mesmo, ao admitir, psicologicamente, que existe risco de derrota: “Nós estamos com o jogo mais ou menos garantido, mas não podemos entrar de sapato alto”. Só faltou o Presidentro ter a sinceridade de lembrar que os principais adversários de Dilma, que têm tudo para derrotá-la, foram fabricados por seu desgoverno: “aumento real do custo de vida” com “perda do poder de compra dos salários” (vulgo inflação), “juros cada vez mais altos” com “lucros recordes para os bancos e dificuldades para quitar o crédito tomado a fórceps” e “má gestão, excessiva interferência estatal e corrupção descontrolada que causaram enormes prejuízos a grandes investidores, principalmente estrangeiros, que só aceitam fazer novos negócios no Brasil se houver mudança no trono do Palácio do Planalto”.

O presidentro sepultou, definitivamente, a ameaça de ser candidato no lugar de Dilma: “Foi importante o Rui Falcão colocar aqui a Dilma como pré-candidata. Vamos parar de imaginar que existe outro candidato que não a Dilma, os adversários tiram proveito disso. Não podemos gastar energia com coisa secundária. Não teremos campanha fácil”. Lula terminou seu discurso de 35 minutos advertindo: “Dilminha, se me permite chamar assim. É só você preparar a agenda que o Lulinha estará junto com você para ganhar as eleições”.

Dilma abriu o discurso dela, que duraria intermináveis 58 minutos, puxando o saco do Presidentro: “Dirijo a você, presidente Lula, minhas palavras de respeito e carinho. É uma prova forte e contundente da nossa confiança mútua e os laços profundos que nos unem ao povo brasileiro”. Como era esperado, já se sentindo menos pressionada pelo risco de bola nas costas, proclamou que aceitava a “missão honrosa, desafiadora, de ser a pré-candidata do PT à Presidência”. Como boa marxista-brizolista, Dilma não deixou de meter o pau nas tais “elites” e no fantasma que mais a apavora, que é uma improvável volta de um regime militar:

“O rancor que os saudosistas do passado e uma certa elite têm de nós provém do nosso êxito e da nossa visão de Brasil, e não do fracasso pelo qual eles tanto torceram e torcem. Esse é um Brasil que não aceita retrocessos, mesmo que venham travestidos de novidade, da estranha novidade de medidas que se denominam impopulares e que, na verdade, são antipopulares. Vivemos um tempo estranho e temos que ficar atentos. Um tempo em que aqueles que até ontem não tinham a menor sensibilidade pela questão social se apresentam como paladinos da questão social. O Brasil não vai voltar no tempo, porque o povo não vai deixar”.

O discurso com frases negativas – e não afirmativas, como é recomendável pelo mais simplório marketing político em campanhas eleitorais – deixa clara a insegurança dos petistas com a conjuntura reeleitoral. Dilma tem tudo para perder a reeleição. Seus supostos opositores - Aécio Neves e Eduardo Campos – só precisam de algumas gotas de competência política para tirar o PT do poder. O PT no poder é a consolidação do projeto autoritário bolivariano do Foro de São Paulo – que vai consolidar o sistema Capimunista no Brasil. Por isso, a prioridade urgente é tirar a petralhada e seus comparsas do poder. Depois, reconstruir o País, limpando as cagadas que eles fizeram.

Falsa Faxineira para sempre


Psicologicamente, Dilma também deixou claro que seu grande temor é ter a imagem associada a um governo corrupto. Por isso, aproveitando para fazer uma defesa prévia dos escândalos na Petrobras - que mais a atormentam e lhe atingem diretamente, como ex-presidente do Conselho de Administração da estatal -, Dilma repetiu o discurso moralista, de paladina da honestidade e faxineira da corrupção, montado por seus marketeiros:

“Antes de nós, a corrupção era muitas vezes varrida para debaixo do tapete. Engavetava-se muito, investigava-se pouco. Agora que abrimos as gavetas, muito aparece e muito é investigado. Eu nunca admitirei ilícitos”.

Só não ficou claro se o “antes de nós” se referia aos tempos do Presidentro Lula ou aos tempos do FHC – que já deixou o poder há mais de 15 anos...

Para o discurso de falsa faxineira ficar completo, só falta os marketeiros lhe arrumarem um uniforme de fada, com uma vassoura vermelha, tendo a estrelinha do PT na ponta do cabo...

Para quem acredita em pesquisa...

Resultado da recente pesquisa IstoÉ-Sensus, confirmando que Dilma está em queda livre e quais problemas mais afetam a opinião pública.



Ausência nada sentida...

Participaram do evento de apoio a Dilma os dirigentes de PMDB, PSD, PTB, PCdoB, PP, PROS, PTC e PTN.

Só a turma do PR não apareceu, por um motivo simples: não desagradar Dilma.

A mais explícita declaração favorável ao “volta, Lula” partiu de seus dirigentes.

Lula onipresente


Lula da Silva avisou que, a partir de julho, estará “por conta da campanha” eleitoral:

“Temos um pequeno problema para resolver que é o seguinte: a Dilma, por conta dos acordos da aliança, ela não vai poder ir a vários lugares. Eu não sou presidente do PT. Então, não estou subordinado aos acordos que o Rui Falcão fez. Aonde tiver candidato do PT, eu estarei lá”.

Até junho, Lula define até se será candidato ao Senado por São Paulo, para garantir a imunidade parlamentar e foro privilegiado para eventuais broncas judiciais – que vão explodir como bombas atômicas, caso o PT perca o poder federal.

Agora, o “volta, Lula” é a piada do século: Como Lula vai “voltar”, se ele nunca saiu da Presidência, continua lá, Presidentro?

Gozando com a candidata

Os gaiatos do YouTube não perdem a chance de bagunçar com a santa imagem da Presidenta-Candidata...


Sonho complicado do Bolsonaro

Setores conservadores, principalmente ligados aos militares na reserva, podem até sonhar com a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

Mas o partido dele, o PP, controlado por Francisco Dornelles, que é membro da tradicional família mineira Neves, dificilmente deixará de apoiar a candidatura do tucano Aécio.

Assim, a bem intencionada candidatura Bolsonaro já nasce morta, sem a menor chance política, apesar do grande apoio a ele manifestado nas redes sociais.

Cuba Libre no Brasil


Plinio Monte, do Movimento Brasileiro de Resistência, grava um flagrante diretamente de Caraguatatuba, mostrando os doutrinadores cubanos trabalhando no Brasil.

Eike forever

Alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de crimes financeiros, Eike Batista conseguiu ontem duas façanhas econômicas.

O bilionário foi reeleito, junto com todos os seis membros do Conselho de Administração da Óleo e Gás Participações, incluindo seu pai, Eliezer Batista da Silva (vice-presidente).

E ainda garantiu R$ 21,015 milhões (aumento de 11% em relação ao ano passado) para remuneração dos administradores da empresa.

Excelente para uma empresa que está em recuperação judicial e fechou ano passado com R$ 17,5 bilhões de prejuízo...

Investidores se rebelam

Quem perdeu fortunas com as empresas de Eike já aciona o Ministério Público Federal e a Comissão de Valores Mobiliários, para impedir que o empresário fique bem na fita.

Investidores já formalizaram ao MPF denúncias de que Eike manipulação de mercado, insider trading (uso de informação privilegiada) e lavagem de dinheiro.

Agora, investidores suspeitam que Eike esteja comprando a dívida da empresa, com descontos incríveis, com o objetivo de, no final das contas, ficar devendo para ele mesmo – o que significa sumir com o endividamento...

Crítico da Maconha

O presidente do Uruguai, o figuraça esquerdista José Mujica, avisou ontem à agência de notícias Associated Press (AP) que a legislação uruguaia para permitir a comercialização da maconha será bem menos permissiva que a lei aprovada no Colorado (EUA) em relação aos usuários de droga.

Mujica criticou que “a maconha não é algo benéfico, poético e cercado de virtudes”.

Mujica repetiu que a regulamentação da produção, venda e uso da droga no Uruguai será uma forma de controlar o consumo no país, tratando o assunto mais como uma questão de saúde do que de segurança. 

Responsáveis por tudo

Petrobras da Dilma compra caro e vende barato. Metade dos negócios na África, estimados em até U$ 8,5 bilhões, foram vendidos por U$ 1,5 bilhão.


A troca feita pela presidente Dilma Rousseff no comando da Petrobras no início de 2012 mudou o rumo de um negócio bilionário que a estatal analisava, a venda de seus poços de petróleo na África. O negócio, que estava nas mãos de um diretor indicado pelo PMDB, passou a ser tocado por um subordinado da nova presidente da estatal, Graça Foster, depois da troca.

No ano seguinte, o banco BTG Pactual pagou US$ 1,5 bilhão para ficar com metade das operações africanas da Petrobras e se tornar sócio da estatal. O valor obtido pela venda despertou desconfianças, porque a gestão anterior calculava que os ativos valiam quase quatro vezes mais. Os funcionários que participaram do início do processo foram afastados depois que Jorge Zelada, o afilhado do PMDB que dirigia a área internacional da Petrobras, deixou o cargo e Graça Foster repassou a tarefa a outra equipe, de sua confiança.

Mudanças de rota como essa ajudam a entender como o loteamento político da maior empresa do país tem afetado a maneira como ela toma decisões, gerando confusão sobre o que se passa lá dentro. Em março de 2012, pouco depois da posse de Graça Foster, executivos que estudavam a venda dos poços da empresa na África avaliaram uma proposta que projetava captar no mercado US$ 3,5 bilhões com a venda de 25% dos ativos, de acordo com um documento obtido pela Folha. Se o plano fosse adiante, e dependendo das condições do mercado, eles achavam que metade dos poços da Nigéria, Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia poderia valer US$ 7 bilhões.

O projeto, apresentado pelo banco sul-africano Standard Bank e discutido com a diretoria internacional, previa a criação de uma nova empresa para reunir todas as operações da África, que teria o capital aberto na bolsa. Os executivos estudavam alternativas para cumprir a decisão de Graça Foster, que assumiu com a missão de vender operações da empresa para levantar dinheiro.

A vantagem de abrir o capital da nova empresa, a Petrobras Africa, seria separar poços promissores do resto da estatal, cujas ações se desvalorizaram 35% no governo Dilma. Os investidores têm mantido distância da Petrobras por causa das perdas que a ingerência política do governo impôs à companhia.

Os executivos da estatal e do Standard Bank achavam que, por causa da crise da empresa, os poços africanos estavam com valores muito depreciados quando comparados aos de concorrentes que também atuavam na África. De acordo com os cálculos do banco, baseados em premissas otimistas para os campos, o valor da Petrobras Africa na bolsa poderia alcançar algo entre US$ 11 bilhões e US$ 17 bilhões. A ideia era vender 25% da nova empresa.

Esse plano nunca chegou a ser testado. Segundo a Folha apurou, o diretor financeiro, Almir Barbassa, foi contra, argumentando que a companhia prometera aos investidores em 2010 que não abriria o capital de suas subsidiárias separadamente, para não desvalorizar a empresa. Nesse momento, os responsáveis pela transação foram afastados, e seus substitutos contrataram o banco inglês Standard Chartered para organizar um leilão internacional. Os sul-africanos do Standard Bank ficaram fora.

Foram convidados 14 potenciais interessados, mas apenas nove apareceram. Quase todos recuaram depois que a estatal desistiu de vender a totalidade dos ativos e passou a procurar um sócio. Apenas o BTG e a espanhola Cepsa prosseguiram --a oferta dos espanhóis foi inferior. Os ativos foram avaliados em cerca de US$ 4,5 bilhões. Mas dúvidas sobre uma possível mudança na legislação da Nigéria, que poderia diminuir a rentabilidade das petroleiras, diminuiu a avaliação para US$ 3,16 bilhões.


O BTG acabou levando metade por US$ 1,5 bilhão, mas a mudança nas leis nigerianas até agora não saiu. Para o banco, o negócio foi tão bom que, em menos de oito meses, começou a recuperar o capital investido e tirou de lá US$ 150 milhões na forma de dividendos. Procurados pela Folha, a Petrobras, o BTG e os outros bancos envolvidos com a transação não quiseram dar entrevistas sobre o assunto.(Folha de São Paulo)