sexta-feira, 13 de março de 2015

Movimento Cívico de 15/03/2015

Por Robson Merola de Campos

Logo após o resultado do segundo turno escrevi um pequeno artigo sobre o perigo da divisão do Brasil entre “nós” e “eles”, “pobres” e “remediados” (e digo remediados, me referindo à classe média, pois, para os abastados sempre se pode pegar um vôo para Miami), “eleitor do nordeste” e “eleitor do sul”, que foi um dos temas principais da campanha vitoriosa à Presidência da República.

Vendo os pronunciamentos do ex-presidente Lula, convocando o “exército do Stedile” (líder do MST) para uma “guerra”, e depois, assistindo um vídeo onde este senhor discursa em evento realizado em 05/03/2015 em Caracas, ao lado do Presidente venezuelano Nicolás Maduro, fazendo referências ao clamor pelo impeachment da Presidente Dilma e dizendo que o continente sul-americano deve se unir contra a “burguesia” (entre outras assertivas) fica difícil imaginar que se tratava de pura retórica por parte do ex-presidente.

A questão é que sempre que se fala em guerra pressupõe-se a existência de um inimigo que deve ser combatido e levado à derrota por quaisquer meios ao alcance de quem o combate. No caso presente, quem seria o inimigo a ser derrotado pelas “hordas” de João Pedro Stedile citadas pelo ex-presidente Lula? Não se trata de inimigo externo, pois, o próprio Stedile esteve em Caracas e pediu apoio para combater aqueles que pedem o impeachment da Presidente Dilma e que ele classificou como “burgueses”. Se se quer combater o povo que pede o impeachment, o ex-presidente está falando de guerra fratricida, onde irmão combate irmão, vizinho combate vizinho, cidade combate cidade. A última vez que se teve notícia de conflito similar no Brasil ocorreu nos idos de 1932 com a Revolução Constitucionalista deflagrada por São Paulo. Em três curtos meses de combates, estima-se que cerca de dois mil brasileiros perderam a vida…

Esta semana surgiu inteligentemente a figura retórica do terceiro turno citada pela Presidente Dilma e por seu Ministro da Casa Civil Aloísio Mercadante, entre outros. Afirmam que quem pede o impeachment é quem foi derrotado nas urnas em eleições legítimas realizadas no final do ano passado. Ora, o povo brasileiro não concorreu. E é significativa parcela do povo brasileiro, que, acertadamente ou não, com fundamento jurídico ou não, que, cansado dos escândalos diários, cansado das mentiras repetidas em bordão inúmeras vezes por quem nos comanda (“eu não sabia de nada”), ou pelo menos por quem deveria ter autoridade para nos comandar, é quem está pedindo o impeachment. E nem vamos aqui repetir as dúvidas que qualquer pessoa esclarecida tem sobre a lisura de um processo eleitoral eletrônico que não permite a recontagem e conferência dos votos. Quer saber mais? Pesquise no Google sobre Içara – SC e a tentativa frustrada de recontar votos de uma urna eletrônica. A situação atual me lembra a parábola do sapo: jogue um sapo em uma panela de água fervente e ele pulará imediatamente. Mas, coloque o sapo em uma panela e vá aquecendo a água lentamente até a fervura e ele morrerá cozido sem reagir…

Muitos irão às ruas no próximo dia 15/03/2015 para pedir o impeachment da Presidente. Outros vão pedir uma intervenção militar. Mas, a grande maioria vai mesmo é para declarar a sua insatisfação com o atual estado de coisas. É para falar que do jeito que está não dá mais para ficar. Não se pode mais conviver com tantos escândalos assim no país. Não há quem agüente. Não há quem suporte. Não há quem tolere mais essa situação, onde a mentira se institucionalizou no Brasil. E, lá em cima, na cúpula política, eles continuam rindo e debochando do povo entre goles de Romanée Conti, comprado a R$ 8 mil a garrafa…

É evidente que o ex-presidente Lula e sua afilhada, atual Presidente da República, bem como seus principais assessores, sabem que o Brasil está dividido e prestes a explodir. Eles querem isso. Mais: eles contam com isso. O Brasil ainda não explodiu devido à nossa natureza conciliadora e pacata. Somos as ovelhas do rebanho. E inteligentemente, o PT que ocupa o Planalto há mais de uma década tem movido todos os seus recursos, legais e ilegais (basta recordar-se o famigerado “Mensalão”) para aparelhar o estado e manter-se indefinidamente no poder. Para isso, fizeram um cuidadoso trabalho de reescrever nosso passado recente, contando apenas um lado da história. Assim, terroristas que mataram, assaltaram, explodiram bombas visando única e exclusivamente implantar uma ditadura comunista no Brasil tornaram-se lutadores imaculados pela liberdade do povo brasileiro. Militares foram execrados e são olhados com desconfiança por grande parcela de nossos jovens que desconhecem os dois lados da história. Já dizia Rui Barbosa: “uma nação que confia em seus direitos em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda”.

Houve excessos do lado dos militares? Claro que sim. Mas, tais excessos também ocorreram do lado dos guerrilheiros comunistas, que hoje estão à frente do poder no Brasil. Sim, vou repetir: comunistas. Era isso que eram. E é isso que continuam sendo. Mas, na torpe maneira de reescrever nossa história recente apaga-se um lado em benefício do outro. Se, no processo, for preciso mentir, ludibriar ou ocultar fatos é de somenos importância. O importante mesmo é perpetuar-se no poder.

O risco de uma verdadeira guerra no Brasil, interna, fratricida, cruel, sangrenta e prolongada é real. Pode ser que não seja imediata, mas, no atual andar da carruagem parece inevitável. Quem a pede seja do lado do PT (com o exército do Stedile, apoiado por militares venezuelanos e cubanos, infiltrados no Brasil ou prontos para aqui invadir, a pedido/comando de quem ocupa/ocupou o Planalto) seja do lado daqueles que bradam por uma intervenção militar não sabem nem de longe o sofrimento que é uma guerra fratricida. Não conseguem visualizar o futuro sangrento de um país em guerra interna. Mas, é bom lembrar: se não fosse a decisão de combater Hitler e o nazismo que culminou na mais sangrenta guerra da qual se tem notícia, com estimados 60 milhões de mortos, entre pessoal civil e militar, hoje, você caro leitor estaria falando alemão, vivendo sob um dos regimes mais tirânicos e cruéis que o mundo já viu, morando em uma cidade sem negros, pardos, judeus, ciganos, aleijados, incapazes ou qualquer outra pessoa que não comungasse com os ideais nazistas. Conclusão: guerra é acontecimento que deve ser evitado a todo custo, mas, chega um ponto quando não dá mais simplesmente para fechar os olhos e fingir que as coisas estão indo às mil maravilhas…

No próximo dia 15/03 eu irei para a rua e levarei meu filho de oito anos comigo. Quero mostrar-lhe que democrática e pacificamente um povo, se quiser, pode alterar o seu destino. Espero, confio em Deus que as vozes da insensatez se calem e dêem ouvidos à razão. Que a democracia, a verdade e a justiça prevaleçam. Mas, estou também preparado e vigilante. Lembro de uma frase, cujo autor me escapa, que diz: “o verdadeiro soldado não luta porque odeia o que está à sua frente, mas, sim, porque ama o que está atrás dele”. Não é com alegria que escrevo essas linhas. Meu coração está sombrio. Não quero e não desejo uma guerra no meu país. Mas, não me submeterei à mentira. Não me submeterei à ameaça e ao medo. Não me submeterei a quem espolia o Brasil. Não me submeterei a quem, vestido de ovelha tem se revelado lobo. Chega de ignomínia! Basta de corrupção!

Brasil! Acima de tudo!”




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Robson Merola de Campos é Advogado

Dilma e o Panelaço

Por Clóvis Puper Bandeira


Em seu discurso por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a Presidente Dilma reconheceu que o país enfrenta momentos difíceis, diferentes dos que viveu nos últimos anos. No entanto, em sua opinião, nem de longe a crise tem as dimensões que alguns apregoam. Os problemas seriam apenas conjunturais, mas nossos fundamentos continuariam sólidos, enquanto em situações semelhantes, no passado, crises quebravam e paralisavam o país. Por acaso o país não está quebrado e paralisado?

As duras medidas que estão sendo adotadas para superá-las não comprometeriam as conquistas atuais nem o nosso futuro.

Dois fatores seriam responsáveis pelos maus momentos: a crise internacional e a maior seca da história. No entanto, como consequência dos esforços do governo, a reação deverá começar a ser sentida no final do segundo semestre deste ano. Ou seja, em 2016. O ano de 2015 está perdido.

Há, ainda, uma rapidíssima referência ao escândalo de corrupção na Petrobras, onde vem acontecendo uma apuração ampla, livre e rigorosa dos lamentáveis episódios ocorridos “contra” a empresa.

Como vemos, nenhum dos problemas é culpa do governo: a falência geral da economia, os maiores saldos negativos na balança comercial, a iminência da perda do grau de investimento do país, a inflação fora de controle e rompendo todas as metas estabelecidas, não respondendo às crescentes subidas dos juros pelo Banco Central, a queda contínua da produção industrial, a desvalorização acentuada e veloz do real, a extrema dificuldade em cumprir as metas fiscais por todos os níveis do governo, o gigantismo paquidérmico do setor público, os aumentos de rendimentos e vantagens dos servidores públicos – em especial do Legislativo e do Judiciário – e preocupantes sinais de queda nos índices de emprego e salários. E a desconfiança, quase certeza, de que outros escândalos de corrupção estão escondidos nos armários governamentais, a começar pelas mal explicadas operações do BNDES.

Nada disso ocorre no mundo dilmês, devem ser problemas de outro país, não do seu.

Pela oposição, o senador Aécio Neves criticou Dilma e disse que a presidente falta com a verdade: “Novamente, a presidente Dilma Rousseff falta com a verdade ao se dirigir aos brasileiros. Inventa bodes expiatórios, terceiriza responsabilidades que são exclusivamente do governo dela e fornece um enredo irreal à população”, afirmou o senador.

Até mesmo a senadora Marta Suplicy, do PT lulista, que apesar de integrar a base governista vem fazendo críticas ao governo, declarou que a presidente, ao citar a crise internacional, se apoia em uma justificativa ultrapassada para os problemas do país: “Tentando se apoiar na ultrapassada justificativa da crise internacional, Dilma negou, mais uma vez, a gravidade e dimensão da atual crise econômica, as responsabilidades de seu governo e as consequências de seus desdobramentos para o povo brasileiro”, disse a senadora.

Durante o discurso da presidente, em algumas cidades do país, entre elas 13 capitais de estados, ouviram-se gritos, vaias, panelas batendo e buzinas. Os protestos foram convocados pelas redes sociais.

Como costuma fazer, o PT atribui o protesto a golpistas. O vice-presidente e coordenador das redes sociais da legenda, Alberto Cantalice, criticou o movimento. “Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, disse.


Fonte: Alerta Total


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Clóvis Puper Bandeira, General de Divisão na reserva, é Editor de Opinião do Clube Militar.

Projeto de poder do PT atingiu o ponto limite da tolerância popular



Nos regimes democráticos, manifestações populares são formas de exteriorização de desagrado que têm por objetivo provocar mudanças em favor do interesse dos manifestantes.

O atual governo brasileiro, em início de mandato, o quarto do que chamo de “era pós-moral” – como consequência de si próprio e dos que o antecederam –, todos sob a égide do Partido dos Trabalhadores, amarga uma onda crescente de manifestações. Até agora, a mais importante delas foi a dos caminhoneiros que, pela abrangência e importância estratégica, pôs em xeque a utilização do sistema viário nacional, o abastecimento e o próprio desempenho de certas atividades e regiões econômicas.

No mesmo embalo, não com as mesmas consequências mas com abrangência e significado político muito maior, organiza-se pelas redes sociais outro movimento popular de protesto e de contraposição ao governo, a realizar-se em 15 de março próximo.

O projeto de poder petista, nos moldes bolivarianos estipulados pelo Foro de São Paulo, colhe os frutos do seu desprezo a regras mínimas de respeito à inteligência e à paciência da sociedade.

Ambição, desonestidade, corrupção, incompetência, demagogia, malversação, mentira, propina, desvio, estelionato, apropriação, dilapidação, impunidade, destruição e outros, sem restrições à imaginação e à criatividade delituosa, são os substantivos que definem a forma escolhida para gerenciar a coisa pública e que, aparentemente, atingiu o ponto limite da tolerância popular!

Os fins populistas, falsamente conquistados, não justificam os conchavos e as negociatas que levaram o Brasil, como um todo, às portas da bancarrota e sua mais importante empresa à quase insolvência no mercado mundial.

O tempo do Partido dos Trabalhadores esgotou-se junto com a transigência da sociedade brasileira, sua grande vítima. O entusiasmo com que os brasileiros finalmente esclarecidos se preparam para o Movimento Cívico de 15 de Março atesta esta afirmação.

Se as manifestações populares, por definição, visam e reivindicam mudanças, estas, para legitimar-se, devem escudar-se na viabilidade e na processualística estabelecidas na Lei Maior.

A importância do movimento de 15 de março será medida pelos efetivos que conseguir mobilizar, pelo comportamento ordeiro dos participantes e pela veemência da demonstração de repúdio ao engodo de que têm sido vítimas.

Deve servir de base e motivo para que os representantes do povo – eleitos para fazer valer a sua vontade, no exercício de seus mandatos e dentro dos limites da legalidade – assumam o bastão da demanda e deem efetividade às mudanças exigidas pelas ruas!

O processo judicial em curso da Operação Lava Jato, pela exemplar seriedade com que está sendo conduzido, pela abrangência e pela gravidade dos crimes financeiros que está a elucidar, certamente trará à luz verdades e evidências que abraçarão o sentimento nacional e que darão respaldo às decisões e às atitudes legislativas que, finalmente, responderão à vontade popular.


Que assim seja!

'Dilma tem uma liderança inventada por Lula e enlatada por João Santana', afirma Bruno Araújo



Líder da oposição na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PSDB) afirma que o maior erro da presidente Dilma Rousseff foi ter aceitado disputar novamente a presidência da República a qualquer custo. No 'Direto ao Ponto' com Joice Hasselmann, o tucano afirma que "falar em impeachment não é palavrão".

Estou com uma certa pena de Dilma...
A Culpa é do LULA!


As aventuras de Dilma no Mundo do Faz de Conta




No mundo mágico de Dilma, até os aplausos são de mentirinha! A coisa tá tão feia que o Planalto está monitorando os locais onde Dilma será vaiada e enviando militontos para interceder durante as aparições da Presidente.

Cabo Daciolo e Bolsonaro discutem Salário das FFAA



Deputado Bolsonaro cobra votação de Medida Provisória 2215/10 que desde o governo FHC não é votada no Senado.

Exercito Stédile: SEM ÓDIO ?


CARDOZO muda de tom sobre PROTESTOS de domingo


Proibida revista íntima em PRESOS no RJ.
Entenda e veja como votou cada deputado


PROIBIDA REVISTA ÍNTIMA NOS PRESOS. OS VAGABUNDOS AGRADECEM!

Segue a lista de votação de cada deputado estadual:


Meus Amigos,

Foi aprovado ontem na Alerj, com meu voto contra (assista a meu breve pronunciamento sobre o assunto: http://youtu.be/zQRhsdClYDE), o Projeto de Lei nº 77/2015, que proíbe revista íntima de presos.


De autoria dos deputados Marcelo Freixo (PSOL), André Ceciliano (PT) e Jorge Picciani (PMDB), esta lamentável iniciativa atende à população carcerária, e não à população ordeira do Rio de Janeiro, que sofrerá ainda mais com traficantes dando ordens em suas facções de dentro dos presídios e com extorsões mediante uso de celulares, que agora terão acesso facilitado, pois praticamente inviabiliza-se a identificação e apreensão de ilícitos devido à burocracia atribuída ao já escasso contingente de Agentes de Segurança Pública entre outros detalhes.

Acesse o vídeo no youtube abaixo e tenha acesso a mais detalhes ouvindo o debate promovido na Rádio CBN entre os parlamentares; Flávio Bolsonaro e Marcelo Freixo (Partido Socialismo e Liberdade). http://goo.gl/scMDH6

Infelizmente em questionamento pós votação, o Governador Luiz Fernando Pezão (RJ), declarou que sancionará o projeto.


Sigo fazendo minha parte, lutando por direitos humanos para humanos direitos. No caso em tela, infelizmente, os vagabundos agradecem...


Rio de Janeiro, março de 2015.