domingo, 6 de abril de 2014

GODF promove Palestra histórica com Gen. Ex. HELENO

A noite do dia 31 de março de 2014 entra para a história da Maçonaria do Brasil. Na data que marca a passagem de 50 anos da Contrarrevolução, o Grande Oriente do Distrito Federal recebeu, em Sessão Pública, o General Augusto HELENO Ribeiro Pereira, que proferiu Palestra sobre o período histórico que antecedeu a ação dos Militares em 1964, enriquecendo o tema com muita informação e uma extraordinária apresentação.
   
Estiveram presentes à sede do Grande Oriente do Distrito Federal cerca de 1.500 pessoas, que ocuparam o Templo Nobre e a área coberta, especialmente preparada para o evento. Através do site do GODF, 3.708 internautas tiveram a oportunidade de acompanhar o evento ao vivo.


 
O Grão-Mestre Distrital, Eminente Irmão Jafé Torres, abriu os Trabalhos, agradecendo a disponibilidade do Gen. Heleno em proferir a palestra, e convidou o Gen. Santa Rosa para fazer a leitura do currículo do Exmo. Sr. Augusto Heleno.


 
 
Por exatos noventa minutos o General Heleno conduziu a audiência em uma viagem à história do período anterior a 1964, sendo interrompido várias vezes por salvas de palmas.

 

Outros trinta minutos foram dedicados às perguntas apresentadas pelos presentes, e o Gen. Heleno respondeu aos questionamentos formulados com muita disponibilidade.

 

Na Conclusão da Sessão, o Grão-Mestre Adjunto do GODF, Poderoso Irmão Lucas Galdeano, foi convidado a fazer a entrega da Comenda de Reconhecimento Maçônico do GOB, destinada ao Gen. Heleno por ocasião da Homenagem prestada pelo GODF às Forças Armadas, em 2009.

 

O Gen. Heleno recebeu ainda a Medalha Comemorativa dos 40 anos de Fundação do Grande Oriente do Distrito Federal, ofertada através dos Eminentes Irmãos José Magela do Nascimento e Luiz Gonzaga da Rocha, Presidentes da Assembleia Distrital Legislativa e Tribunal de Justiça do GODF, respectivamente.

 

O Grão-Mestre Jafé Torres fez a entrega de uma placa alusiva à relevante data, com os seguintes dizeres:

O Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal - GODF, tem a elevada honra de passar às mãos do Excelentíssimo Senhor General de Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira, esta placa de agradecimento, através da qual expressa o profundo sentimento de gratidão de toda a comunidade maçônica do Distrito Federal, por sua enriquecedora contribuição aos nossos ideais democráticos, através da brilhante e histórica palestra proferida no dia 31 de março de 2014, em Brasília-DF, sob os auspícios da Obediência Distrital.

Oriente de Brasília-DF, 31 de março de 2014

 Jafé Torres
Grão-Mestre Distrital

Fizeram uso da palavra, saudando o ilustre palestrante os Eminentes Irmãos Luiz Gonzaga da Rocha e José Magela do Nascimento, o Pod. Irmão Lucas Galdeano,  e ainda o Grão-Mestre Distrital, Eminente Irmão Jafé Torres que, celebrando o sucesso do evento, bradou três vivas ao Brasil. A saudação ao Pavilhão Nacional ficou a cargo do Poderoso Irmão Reginaldo Gusmão de Albuquerque, Sec. da Guarda dos Selos do GODF.


 

O Grande Oriente do Distrito Federal agradece o apoio dos Obreiros e Lojas Jurisdicionadas para a realização da Sessão Pública e, em particular aos Irmãos Airton Medeiros, que atuou como Mestre de Cerimônias, ao Poderoso Irmão João dos Reis Neto, Sec. de Orientação Ritualística do GODF, que ofereceu todo o suporte à ritualística, e à Comissão Organizadora, formada pelos Irmãos:

Jafé Torres;
Lucas Francisco Galdeano;
Reginaldo Gusmão de Albuquerque;
Carlos Leger Sherman Palmer;
Airton de Medeiros
Alamir Soares Ferreira;
Moacir Humberto;
Edilon Ferreira; e
Vagner Fernandes.

Agradecemos igualmente a cunhadas, sobrinhos e convidados que abrilhantaram essa noite do dia 31 de março de 2014, engrandecendo de forma toda especial este evento.



Fornecedores da Petrobras ameaçam parlamentares com fim das doações para que não haja CPI. Eles representam 30% do caixa das campanhas eleitorais.

 
O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) é um exemplo das obras superfaturadas da Petrobras. Ali atuam as grandes empreiteiras e maiores fornecedores da estatal. Andrade Gutierrez, por exemplo, a maior doadora eleitoral das campanhas de 2012, lidera o consórcio para implantação de tubos e participa de outro consórcio, para terraplanagem, junto com Odebrecht e Queiroz Galvão, também grande alimentadores de caixas de campanha. Apenas nesta obra, o TCU encontrou indícios de superfaturamento da ordem de R$ 780 milhões.

Segundo o Estadão, de cada R$ 10 doados por empresas a candidatos e comitês nas eleições de 2010 e 2012, R$ 3 vieram de fornecedores da Petrobrás. Maior companhia brasileira, a estatal está no centro da mais ampla rede de financiamento privado de campanhas eleitorais no Brasil. Detentores de contratos com a companhia petrolífera desembolsaram ao menos R$ 1,4 bilhão em contribuições às campanhas de postulantes a presidente, governador, prefeito, deputado e senador. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.

Empreiteiras e outros grandes doadores de campanhas eleitorais estão pressionando deputados e senadores governistas e da oposição a desistir da criação de CPIs no Congresso para investigar os negócios da Petrobras e o cartel acusado de fraudar licitações de trens em São Paulo. De acordo com seis parlamentares que transitam no meio empresarial e um assessor presidencial ouvidos pela Folha, os interlocutores das empresas afirmam que uma CPI pode reduzir o "ânimo" dos empresários para financiar candidaturas na campanha eleitoral deste ano.

Os primeiros contatos começaram há duas semanas, depois que a oposição conseguiu as assinaturas para criação de uma CPI para investigar a Petrobras no Senado. Doadores foram estimulados pelo próprio governo a entrar em campo para convencer senadores a retirar suas assinaturas do primeiro pedido de criação da CPI, apresentado pelo PSDB. A tentativa se revelou frustrada.

Houve conversas com parlamentares governistas e da oposição. Um deles, que pediu para não ser identificado, relatou que os interlocutores das empresas pediram "bom senso" aos congressistas, lembrando que sempre há o risco de uma CPI sair de controle.

"O mundo trocou BBM com o doleiro Alberto Youssef", contou um parlamentar governista, citando o sistema de troca de mensagens do celular do doleiro acusado de participar de um esquema de lavagem de dinheiro desbaratado pela Polícia Federal.

Segundo a PF, Youssef tinha relacionamento estreito com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que está preso em Curitiba e guardava planilhas detalhadas com registros do que fazia. Por essa razão, as empresas temem o que pode acontecer se ele contar o que sabe ou se suas planilhas vierem à tona durante uma CPI, "Ele é muito organizado. É batom na cueca", diz um congressista. Esse congressista sustenta também que uma investigação contra as principais doadoras de campanha num ano eleitoral comprometerá o financiamento dos candidatos.

TEMOR

Depois do mensalão, o setor privado passou a temer ainda mais as CPIs. Nos casos da Petrobras e do cartel de trens paulista, lembram congressistas, as investigações poderiam atingir clientes da estatal e empresas que participaram da construção de metrôs em outros Estados. Representantes das empresas também entraram em contato com assessores presidenciais para pedir ao Planalto que desista de partir para a guerra contra as CPIs.


Em reunião recente com sua equipe para avaliar o clima no Congresso, a presidente Dilma Rousseff afirmou ser contra a criação de comissões parlamentares de inquérito, mas disse que, se a oposição vai criar a dela, o governo não pode ficar na defensiva. (Folha de São Paulo)

Datafolha: Caem expectativa de voto em Dilma e avaliação positiva do governo; população quer mudanças, mas ainda não as identificou com as oposições

Datafolha cenário 1
A Folha Online traz os dados da mais recente pesquisa Datafolha. Se a eleição fosse hoje — ainda bem que não é! —, no cenário mais provável, a presidente Dilma seria reeleita no primeiro turno, com 38% dos votos, contra 16% do tucano Aécio Neves e 10% de Eduardo Campos, do PSB, ex-governador de Pernambuco. Poderia ser um resultado desastroso, já digo por quê. Antes, vamos a alguns outros números (todas as ilustrações e gráficos foram feitos pela Editoria de Arte da Folhapress).

avaliação do governo Dilma

O levantamento foi realizado nos dias 2 e 3. Há pouco mais de dois meses, Aécio tinha os mesmos 16%, e Campos, 9%. Logo, os dois estão onde estavam. Dilma, no entanto, caiu 6 pontos percentuais. Na pesquisa dos dias 19 e 20 de fevereiro, ela aparecia com 44%. Em relação ao levantamento anterior:
1 – houve um aumento de 4 pontos nos que acham o governo “ruim ou péssimo” (de 21% para 25%);
2 – caíram de 41% para 36% os que pensam que ele é ótimo bom, e variaram de 37% para 39% os que o consideram regular;
3-  a maior insatisfação está no Sudeste, onde o “ruim/péssimo” (31%) vence o “ótimo/bom” (28%); 40% acham apenas regular;
4 – a região mais satisfeita é o Nordeste: 51% de “ótimo/bom”, contra 12% de ruim/péssimo — para 36%, é regular;
5 – no Norte/Centro-Oeste, a avaliação positiva ainda supera a negativa: 32% a 25% (com 32% de regular);
6 –  no Sul, os índices tendem a se igualar, mas ainda são favoráveis à presidente: 33% a 29%, com 37% de regular.
7 - Atenção! Nada menos de 72% dizem esperar que o próximo governo aja de maneira diferente desse que está aí;
8 –  torcem pela mesma coisa apenas 24%.

Dito isso, voltemos ao fim do primeiro parágrafo.

Imaginem quão ruim seria eleger mais do mesmo quando, convenham, poucos estão realmente satisfeitos com o governo. Seria garantir a continuidade do que não está bom. Esses não são os únicos indicadores de insatisfação e de preocupação, não. Há outros:
9 –  65% acham que a inflação vai aumentar;
10 – 45% acreditam que haverá aumento do desemprego (só 20% pensam o contrário);
11 –  28% pensam que haverá aumento do poder de compra dos salários, mas 35% pensam o contrário.
1 2 – 9% avaliam que a economia vai piorar, contra 27% que preveem o contrário; 39% acham que ficam tudo na mesma;
13 – 63% dizem que Dilma fez menos do que esperavam.

É claro que esses não são números confortáveis para Dilma. E não há razão para supor que vá haver uma mudança substancial na economia — ao contrário até: alguns índices caminham na contramão dos que mantêm expectativas positivas. Mas…

As oposições

Mas os dois nomes da oposição ainda não empolgaram — ao menos segundo os dados da pesquisa. Se 72% querem um governo que atue de modo muito diferente desse, a soma dos pontos dos dois candidatos que se opõem a Dilma é de apenas 26%. Indagados sobre quem poderia fazer as mudanças esperadas, vejam como se distribuíram os que responderam a pesquisa:
Lula: 32%
Marina: 17%
Dilma: 16%
Aécio: 13%
Campos: 7%

Vale dizer: parte considerável daqueles 72% que esperam um governo diferente ainda aposta que a mudança possa ser conduzida pelos próprios petistas. Eis aí uma evidência de que os candidatos do PSDB e do PSB precisam assumir com mais clareza o discurso mudancista. Até porque, num eventual segundo turno, se a eleição fosse hoje, Dilma venceria Aécio por 51% a 31%, e Campos, por 51% a 27%.

Ruim para Campos

Avalio que o resultado é particularmente ruim para Campos — e talvez os números lhe sirvam de alerta para mudar o rumo de seu estranho discurso. O horário político gratuito do PSB foi ao ar dia 27. Estava bem produzido, foi feito com competência, era coisa de profissionais. Ainda estão no ar as minipropagandas do partido. Mesmo com essa exposição massiva e com a queda de Dilma, ele não se mexeu: continuou nos 10 pontos percentuais.

Será que não há aí um indicador de que esse seu esforço para preservar Lula e o petismo — centrando seus ataques só em Dilma — acaba sendo ineficaz? Tendo a achar que sim. Tenho pra mim já há algum tempo que o ex-governador de Pernambuco ambiciona um lugar no discurso político que é difícil, quase impossível: o de continuador de Lula, mas sem pertencer ao PT. Notem: a maioria concorda, sim, com a pregação de Campos. Nada menos de 72% também acham que o governo precisa mudar. Mas 48% ainda escolhem petistas para fazer isso: 32% acham que Lula é que tem de operar essa transformação, e 16%, a própria Dilma. Só 7% acham que Campos é o homem certo para a missão.

Datafolha mudanças abril-2004

Aécio

O tucano Aécio Neves tem ocupado ativamente o espaço que cabe a um líder oposicionista, especialmente nestes dias de escândalos em série da Petrobras. Os índices ainda não se mexeram, mas é visível que existe potencial para isso. É claro que a exposição dos candidatos de oposição no noticiário ainda é muito menor do que a da já candidata à reeleição Dilma Rousseff.

Não parece plausível que Dilma vença a disputa no primeiro turno. Com índices muito melhores em 2006 e em 2010 em todas as áreas, o governismo não logrou tal intento. De resto, a eleição ainda não está entre as principais preocupações dos brasileiros. Se todos os partidos hoje na base governista se mantiverem unidos, Dilma terá um latifúndio na TV e do rádio: dos 25 minutos diários, terá nada menos de 15min25s — 62%. Aécio ficaria com 4 minutos: 16%, e Campos, com apenas 1min23s: 6%. Trata-se de uma diferença gigantesca. Mesmo assim, a oposição estará mais presente na TV e no rádio do que hoje. Na hipótese de um eventual segundo turno, essa diferença desaparece.

Há outra questão fundamental: 52% dizem conhecer Dilma muito bem, mas apenas 17% dizem o mesmo sobre Aécio, e 7%, sobre Campos. Só 12% nunca ouviram falar da petista, índice que chega a 33% quando é citado o nome do ex-governador de Pernambuco e a 35% quando se trata do senador mineiro. Quando se cruzam esses dados com a rejeição — os três estão com 33% —, chega-se a uma evidência: boa parte dos que rejeitam Dilma a conhecem de fato; no caso de Aécio e Campos, boa parte da rejeição pode se confundir com desconhecimento, o que também pode explicar a adesão ainda baixa às duas candidaturas.

Datafolha grau de conhecimento  abril

A população quer mudanças, mas ainda não encontrou o caminho. Cabe aos que se opõem ao governo esse trabalho de convencimento.

Queda continuada de Dilma nas pesquisas anima Oposição.


A oposição comemorou o resultado da mais recente pesquisa Datafolha de intenção de votos, na qual a presidente Dilma Rousseff aparece com deficit de seis pontos em comparação à enquete anterior. O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), afirmou que, segundo as pesquisas, a cada dia a presidente está perdendo confiança e credibilidade. Para ele, a melhor notícia é o aumento do percentual de entrevistados que manifestaram desejo de mudança: o índice saltou de 63% para 72%.

- Os pontos que a Dilma perdeu migraram para aqueles que querem mudança. A Dilma só não cai mais porque o Aécio Neves (PSDB) e o Eduardo Campos (PSB) ainda não são tão conhecidos quanto ela. A vida dela está ficando dura e difícil - analisou.

O tesoureiro do PSDB na Câmara, deputado Rodrigo de Castro (MG), afirmou que a pesquisa mostra a consciência do brasileiro em relação aos "descuidos" do PT e da má gestão do governo Dilma e procura um caminho novo.

- Cabe a nós, da oposição, apresentarmos essa possibilidade de mudança ao povo brasileiro. Estamos confiantes no trabalho do senador Aécio Neves e sua capacidade de mostrar que o Brasil pode mudar para melhor - disse o parlamentar tucano.

Segundo o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), embora o Datafolha não aponte aumento no desempenho de candidatos da oposição, gradativamente isso acabará acontecendo.

- Quem acompanha pesquisa de opinião sabe que esse processo é assim mesmo, não é uma migração automática dos votos. A oposição vai ganhar (as eleições). Todo processo de migração de votos ocorre dessa maneira: primeiro tem a perda de votos, depois a migração para as alternativas. Isso vai acontecer também com ela (Dilma). Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) tendem a absorver esses votos - analisou Mendonça Filho.


Na avaliação do deputado, o mais importante da pesquisa é constatar a perda de popularidade da presidente. - Ela está num processo de desgaste acentuado, devido ao mau governo que ela está fazendo. Tem uma situação econômica muito ruim, de estagnação econômica e inflação elevada. Também tem uma fortíssima cobrança por serviços públicos, que redundaram nos protestos do ano passado. Não houve resposta do governo, pelo contrário: a educação, a saúde, a segurança pública, os transportes, tudo isso vai muito mal - declarou. (O Globo)

Oposição quer André Vargas fora da vice-presidência da Câmara


Diante de dados que mostram como o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), articulava para ajudar o doleiro Alberto Youssef a obter sucesso em seus negócios, deputados da oposição cobram que o petista se afaste do cargo para que a Casa possa investigá-lo com isenção. Reportagem da edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado mostra que o envolvimento de Vargas com o doleiro, preso em operação da Polícia Federal que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro, rendia benefícios além do empréstimo de um jatinho: o deputado prestava serviços a Youssef, encontrando oportunidades de negócio para o doleiro no governo federal. Vargas, inclusive, ajudou Youssef a obter um contrato de 150 milhões de reais com o Ministério da Saúde.

Em mensagens trocadas em setembro do ano passado e interceptadas pela PF, Youssef fez um apelo a Vargas: “Tô no limite. Preciso captar”. O vice-presidente da Câmara prontamente respondeu: “Vou atuar”. No mesmo dia, técnicos do Ministério da Saúde, então comandados por Alexandre Padilha, hoje candidato ao governo de São Paulo, foram destacados para certificar o laboratório farmacêutico Labogen Química Fina e Biotecnologia, de propriedade do doleiro. A ajuda foi materializada em um contrato inicial de 30 milhões de reais firmado com a pasta.

Tais revelações desmentem a versão apresentada por Vargas na tribuna da Câmara. Na última quarta-feira, o petista negou ter se reunido no Ministério da Saúde para tratar do laboratório e afirmou que apenas “orientou” Youssef – como, diz ele, teria orientado qualquer sindicalista, empresário ou prefeito que o procurasse. Na ocasião, o afirmou ainda que foi um “equívoco” ter viajado em uma aeronave alugada pelo doleiro. O “presente” a Vargas custou 100.000 reais.

“Agora não basta mais discurso, tem que ter um gesto. E esse gesto principal é de se licenciar do cargo para dar condições plenas de a Mesa Diretora avaliar com isenção essas denúncias que o colocam em uma situação muito difícil”, afirmou o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), referindo-se ao fato de que Vargas, por ser o vice-presidente da Câmara, integra a diretoria da Casa. “É óbvia essa relação promíscua e que o doleiro é operador de um dinheiro público desviado para o partido e para o deputado. O André Vargas é de confiança de Dilma e de Lula. Tomara que ele não siga essa cartilha do PT de dizer que não sabe de nada e que não cometeu nenhum crime. A primeira atitude que ele tem de tomar é se afastar da vice-presidência. Depois, renunciar”, completa o vice-líder do PSDB, deputado Nilson Leitão (MT).

Com as novas denúncias contra o petista, a oposição vai ampliar os argumentos para solicitar que a Câmara o investigue. Embora a Secretaria-Geral tenha rejeitado o pedido do PSOL para que a Corregedoria avaliasse o caso do jatinho, o partido planeja incluir as novas revelações no parecer para insistir no pedido de investigação. “Quero uma posição definitiva da Mesa. Justamente porque ele é vice-presidente a diretoria tem de se pronunciar formalmente. É um constrangimento, neste momento, dizer que não há nada”, afirmou o líder Ivan Valente (PSOL-SP).


Em uma segunda investida para que o caso seja apurado, o DEM e o PSDB vão acionar o Conselho de Ética no início da próxima semana. “Nós já tínhamos indicações claras de quebra de decoro com a viagem no jatinho. Agora, a situação assume uma nova dimensão e a gravidade das ocorrências vai ser incluída na representação”, disse o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA). “As versão foram sendo mudadas no curso das notícias e o deputado está em uma situação cada vez mais complicada”, continuou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Paulo Coelho lança livro “Adultério” e se considera traído… pelo PT!


O “mago” Paulo Coelho vai lançar livro novo. Chama-se Adultério. Ao mesmo tempo, em entrevista ao GLOBO, o escritor, que participou da campanha do país para receber a Copa, diz que não vem ao evento, como forma de protesto. Está decepcionado com os rumos do país. Segue um trecho:

É verdade que pela primeira vez você não vai participar da campanha do PT?

Há uma profunda decepção. Eu acho que o poder cega. O PT foi muito bem, é responsável por um grande avanço; mas que não começou com ele, e sim com o FHC. De repente eu vi que a coisa toda começou a virar meio um clientelismo. Acho que o PT infelizmente perdeu o rumo, como qualquer partido que fica muito tempo no poder.

Essa decisão tem algo a ver com as manifestações do ano passado?

Não. Mas acho as manifestações profundamente justas. Foi um momento para o PT se dar conta de que não pensa o Brasil sozinho. E também não vou à Copa, embora tenha ingressos.

Por quê?

Eu não posso estar dentro do estádio sabendo o que se passa lá fora com os hospitais, a educação e tudo o que o clientelismo do PT tem renegado muito.

Ok. Tudo muito legítimo. Qualquer um pode acordar, reconhecer erros. Mas, confesso, Paulo Coelho o faz de maneira muito tímida ainda, como quem não quer assumir que, efetivamente, contribuiu para a criação de um monstro. A crítica feita acima é daquele tipo envergonhado, de quem precisa fazer, ao mesmo tempo, elogios, para não ficar mal na foto.

O PT foi muito bem? É responsável por um importante avanço? Só depois o poder lhe subiu à cabeça e o partido descambou no clientilismo? Piada! Afirmações de quem não quer admitir a responsabilidade por ter, por tanto tempo, defendido um verdadeiro lixo. Paulo Coelho abandona o barco furado e afundando, o que tem seu mérito. Antes tarde do que nunca!

Mas deveria ir mais longe em sua crítica. Não é que o PT tenha, de repente, corrompido-se com o poder; ele sempre foi sedento por poder, e disposto a todos os meios para tanto. Desde o começo tinha ligações obscuras com o jogo do bicho, com fundações, com sindicatos. O poder não corrompeu o PT; o PT sempre se corrompeu pelo poder!

Paulo Coelho pode até se considerar traído pelo PT, mas o fato é que o amante já tinha emitido todos os sinais de que não era confiável, desde o começo do relacionamento. Mas tudo bem. Deixemos esse detalhe de lado para focar no que realmente importa: a partir de agora, o famoso escritor Paulo Coelho pode fazer coro ao grupo de brasileiros que brada, apontando o dedo para o PT: cambada de traidores da Pátria!

Dilma se encontra à socapa com Lula num hotel para debater a Petrobras. Ou: Presidente não é a “Belle de Jour” da política para manter encontros furtivos. Mais institucionalidade, soberana!

hotel neon 
Este post é daquela linhagem que começa assim: “Que gente pitoresca!”.

O presidente de fato, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente de direito, Dilma Rousseff, resolveram se encontrar em São Paulo para debater, a portas fechadas, a crise da Petrobras. Entendo! Ela era a presidente do conselho, a poderosa ministra da Casa Civil e Senhora Absoluta do setor energético quando a lambança foi feita. Ele era o presidente da República. A Petrobras era dirigida por José Sérgio Gabrielli, um lulista fanático. O presidente de fato está furioso com a presidente de direito: acha que ela levou a crise para dentro do Palácio ao afirmar que votou a favor da compra sem dispor de todos os dados. Do ponto de vista estritamente factual, a observação dele faz sentido. O chefão do PT está bravo com o seu poste — que ilumina cada vez menos — porque faltou a ela o devido senso de malandragem: era para agasalhar a questão, sair xingando a oposição e acusar FHC de ter tentando privatizar a Petrobras. É mentira, claro! Para Lula, no entanto, não existem nem verdade nem mentira na política: apenas o que é e o que não é útil ao PT. Trata-se de um gigante moral, como se sabe.

Dilma participou da solenidade de entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, evento para o qual levou Alexandre Padilha a tiracolo — como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Por que trataria a Petrobras como coisa pública quem trata a própria Presidência da República como coisa privada (fica para outro post)? Segundo a agenda, estava previsto que voltaria direto para Brasília. Mas não! Fez uma parada na cidade de São Paulo para se encontrar com Lula num hotel.

É curiosa essa fixação que tem o PT por encontros em hotéis. Já repararam nisso? Existe um escritório da Presidência em São Paulo. O tema da conversa, afinal, é de interesse público. Não há nada de errado no fato de a atual presidente se reunir com o ex. Por que num hotel?

É que a verdadeira república petista é aquela que se movimenta no mundo paralelo, nas esferas não institucionais, nas sombras, nos corredores… Não é casual, já observei aqui, Lula ter criado um ministério que se chama “das Relações Institucionais”, o que só faz sentido porque se supõe que o poder também lida com as “relações não institucionais”. Façam uma pesquisa sobre os escândalos do petismo: o cenário é sempre um hotel. Quando o presidiário José Dirceu arrumou um emprego, ora vejam,! foi como gerente de um hotel, cuja história é mais enrolada do que André Vargas tentando explicar suas relações com um doleiro. Lembram-se da empresa de consultoria do mesmo Dirceu? Fazia reuniões num… hotel!

A presidente não é a “Belle de Jour”. Não tem de ficar se encontrando em hotéis, à sorrelfa e à socapa, com senhores barbudos para discutir os destinos da maior empresa pública brasileira.

Não sei quais explicações Dilma deve a seu chefe. Sei as que ela deve ao povo brasileiro: por que não fez nada quando descobriu o golpe que tinham dado na Petrobras?

Por que, presidente?

A História do Politicamente Correto


Pela primeira vez, os americanos não são livres hoje para dizer o que pensam. Se eles dizem alguma coisa considerada ofensiva, insensível, discurso de ódio, eles podem entrar em sérios problemas.

Documentário que mostra a história do politicamente correto e do programa marxista cultural, a vertente marxista mais bem sucedida no Ocidente, predominando na academia americana e no restante do Ocidente.

NA VEJA DESTA SEMANA – Tchau, ex-deputado André Vargas! Vai renunciar agora ou aguarda a cassação do mandato?

Em seu blog, André Vargas exibe suas amizades influentes; acima, em companhia de Dilma
Em seu blog, André Vargas exibe suas amizades influentes; acima, em companhia de Dilma
 Como lembra a “Carta ao Leitor” da edição de VEJA desta semana, costuma haver uma relação diretamente proporcional entre o ódio à liberdade de imprensa e o apreço pela lambança. Ou por outra: os que têm muito a esconder costumam ser os mais entusiasmados com a censura. E não seria diferente com o deputado André Vargas (PT-PR), ex-secretário nacional de Comunicação do PT, entusiasta do “controle social da mídia” (que é a expressão a que recorrem vigaristas para designar a censura), membro da tropa de choque que saiu em defesa dos mensaleiros e, por um bom tempo, chefe político da rede do subjornalismo delinquente que chama a si mesma, num rasgo de sinceridade, de “blogs sujos”. Pois é… O meteórico André Vargas meteu os pés pelos pés e foi flagrado pela Polícia Federal prestando serviços àquele que pode ser chamado, sem favor, de seu sócio: o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava-Jato. O plano era encher o bolso de dinheiro, fazer a “independência financeira” às custas dos cofres públicos. Reportagem na edição de VEJA desta semana põe um ponto final na questão e, tudo indica, na meteórica carreira de Vargas. Parece que a questão agora é saber se ele renuncia já ou espera a cassação do mandato. Como se sabe, não existe mais voto secreto para proteger gente da sua estirpe.

Amigão de Youssef e “homem muito influente no PT”, Vargas era, nas hostes do governismo, como posso adequar o adjetivo à sua prática?, um fuçador de oportunidades de negócio para o doleiro, que sabia ser grato. Como informou a Folha, alugou um jatinho para levar o deputado e a família em viagem de férias à Paraíba. Custo do mimo: R$ 100 mil. O deputado folgazão definiu o agrado como “coisa de irmão”. Nem diga!

“Empresário” de múltiplos talentos, Youssef é dono de uma “empresa” de nome imponente: “Labogen Química Fina e Biotecnologia”. É um troço que existe no papel, não na vida real. Nem mesmo chega a ter planta industrial. Seu feito mais notável, até agora, segundo a Polícia Federal, é ter enviado para o exterior, de forma irregular, US$ 37 milhões.

Muito bem! Vargas, o parceirão de Yousseff, detectou no Ministério da Saúde, então sob o comando de Alexandre Padilha — agora candidato ao governo de São Paulo pelo PT —, a chance de um contrato milionário para fornecimento de remédio, coisa, assim, de R$ 150 milhões. Mas como é que a Labogen, uma biboca com capital social de R$ 28 mil e folha de pagamentos de R$ 30 mil, poderia se candidatar a tamanha grandeza? É para isso que servem os amigos. É nesse ponto que entrou André Vargas — leiam a reportagem da revista.

A síntese é a seguinte: a Labogen, mera empresa de fachada, conseguiu se associar à EMS, uma gigante na produção de genéricos, o que lhe conferiria um ar de seriedade, e pronto! Tudo resolvido. O diálogo captado pela Polícia Federal entre Vargas e Youssef não deixa a menor dúvida. O deputado petista relata a Youssef sua conversa com Pedro Argese, da Labogen e ouve um prognóstico do interlocutor:

VARGAS – Estamos mais fortes agora. Vi documento com o Pedro. Ele estava no voo de volta de Brasília. Ele estava com o documento da parceria com a EMS.
YOUSSEF – Cara, estou trabalhando. Fique tranquilo. Acredite em mim. Você vai ver quanto isso vai valer. Tua independência financeira e nossa também, é claro!

É claro!

Eis aí. Esse é o doleiro “irmão”, cujas atividades ilícitas Vargas dizia desconhecer. Da parceria estimada em R$ 150 milhões, uma já estava em curso, de R$ 31 milhões — suspensa pelo Ministério da Saúde quando o escândalo veio à tona: a de fornecimento de citrato de sildenafila, a substância ativa do Viagra, que é o remédio oficialmente empregado pelo sistema público de saúde para o tratamento de uma doença grave: a hipertensão pulmonar. Esse contrato contou com a ajuda do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Calos Augusto Gadhelha — a quem Vargas se refere, carinhosamente, num telefonema, como “Gadha”. Padilha, pessoalmente, assinou o contrato.
Relatório da PF fala do parceiro de Youssef que atuava no Ministério da Saúde. Depois ficou claro: era Vargas! 
Relatório da PF fala do parceiro de Youssef que atuava no Ministério da Saúde. Depois ficou claro: era Vargas!
Relatório da PF fala do parceiro de Youssef que atuava no Ministério da Saúde. Depois ficou claro: era Vargas!
Leiam a reportagem. A coisa vai longe. Youssef está preso, como sabem. O deputado está tentando se virar. Já mandou um emissário ao doleiro afirmando que, se ele, Vargas, cair, gente mais graúda vai junto, “gente de cima”. Huuummm… Quem estaria acima de Vargas nessa operação? Eis uma boa questão. E por que Youssef deveria temer essa “gente de cima”? Temer o quê?

Vargas não é o único interlocutor de Youssef no PT. Há outros, como o deputado Vicente Cândido (SP). Vocês já o conhecem. É aquele senhor que ofereceu “honorários“ para um conselheiro da Anatel livrar a Oi de uma multa bilionária. Disse, então, que falava em nome de Lula. Tudo gente fina.

Segunda-feira é bom dia para André Vargas pegar o boné e ir pra casa, refletir sobre os males da liberdade de imprensa. Afinal, até onde se sabe, ele já tem garantida a “independência financeira”. Leiam a reportagem na edição impressa na revista.

No vídeo, Jarbas Vasconcelos e Mário Couto denunciam no Senado a trama forjada para assassinar a CPI da Petrobras

Na sessão de 2 de abril, os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Mário Couto (PSDB-PA) falaram pelos brasileiros decentes. Confira:

Câmara nega aposentadoria por invalidez a Genoino; como pessoa, ele continua “válido”. Que bom!


Após uma bateria de exames e uma sequência de adiamentos, a junta médica da Câmara dos Deputados negou nesta sexta-feira o pedido de aposentadoria por invalidez do ex-deputado José Genoino (PT-SP). O parecer dos médicos aponta que Genoino “não é portador de cardiopatia grave” e, portanto, não deve ser beneficiado com o afastamento laboral. Conforme solicitou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o laudo deve ser enviado à Corte para sustentar a decisão sobre o pedido de prisão domiciliar do mensaleiro.

Com a negativa, Genoino manterá os vencimentos atuais de cerca de 20.000 reais por tempo de serviço. Se conseguisse o benefício, ele teria direito ao salário integral e vitalício de deputado, hoje no valor de 26.700 reais. Condenado a quatro anos e oito meses no julgamento do mensalão, Genoino está provisoriamente em prisão domiciliar em Brasília e aguarda decisão do ministro sobre a necessidade de retornar para o presídio da Papuda. No final de novembro, um laudo médico elaborado a pedido de Barbosa constatou que a prisão domiciliar não era “imprescindível” para o ex-presidente do PT. Ainda assim, Barbosa estendeu o benefício ao mensaleiro. O presidente da Corte, então, solicitou à Câmara um novo laudo dos exames, que definirá o futuro do petista nos próximos dias.

Genoino entrou com o pedido de aposentadoria por invalidez em setembro do ano passado, menos de dois meses após ter passado por uma cirurgia cardíaca e antes de renunciar ao mandato. O primeiro laudo da Câmara já havia revelado o diagnóstico: o mensaleiro sofre de hipertensão, mas não foi diagnosticado com “doença especificada em lei do ponto de vista médico-pericial”. Como ele tinha passado por uma operação, os médicos optaram por adiar a decisão e pediram um prazo de noventa dias para concluir a análise.

No início de fevereiro, o mensaleiro passou por uma nova série de exames – e obteve a mesma negativa. A defesa do ex-presidente do PT, porém, recorreu da decisão e solicitou novos exames a serem anexados na análise. No novo laudo, os médicos da Câmara afirmam ter levado em consideração o Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público, além de diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e apontam que Genoino não apresenta doença que “resulte em incapacidade laboral definitiva”. Não cabe recurso da decisão.

Manifestantes picham asfalto em frente à casa de coronel Brilhante Ustra

Por Eduardo Baretto

 LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE (LPJ)
BRASÍLIA – No dia em que se completam cinquenta anos do golpe militar, manifestantes protestaram em frente à casa do coronel Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi de São Paulo durante o regime. Os participantes do ato nesta segunda-feira, que contou com integrantes de movimentos sociais, passaram cerca de 30 minutos em frente à casa, em um bairro nobre de Brasília, e deixaram pichações no asfalto, cartazes e marcas de tinta vermelha em fotos de pessoas desaparecidas durante a ditadura.

No asfalto, os manifestantes escreveram “aqui mora um torturador”. No muro, foi afixado um cartaz escrito “se não há justiça, há escracho público”.

Segundo os organizadores do ato, 70 pessoas estiveram no local. BÁRBARA LOUREIRO, DO LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, movimento que coordenou o protesto, afirma que havia 150 manifestantes. As juventudes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) participaram do ato simbólico, que começou por volta das 16h e durou aproximadamente meia hora. Em seguida, o grupo foi para o Congresso Nacional, mas a pauta era tortura no campo.

— O Levante Popular da Juventude já organizou cerca de 70 "escrachos" no Brasil desde 2012. O coronel está livre e solto, em uma casa de classe alta, levando uma vida tranquila. Se não há justiça, há escracho público — diz Bárbara Loureiro.

Um morador, que não quis se identificar, disse que a manifestação chegou a fechar a rua e ele ficou impedido de ir para casa enquanto o protesto durou. Segundo os organizadores, a rua foi fechada por motivo de segurança, mas os moradores não foram impedidos de passar. Os outros vizinhos não quiseram falar sobre o ato. A Polícia Militar acompanhou o protesto, mas não se aproximou do grupo.

Procurado, Ustra não falou com a imprensa. A mulher do coronel afirmou, pelo interfone, que ele estava em casa no momento, mas não quis comentar a manifestação.
Sem comentários...

Informação do site www.averdadesufocada.com : Temos já todos os dados de Bárbara identidade, CPF e onde estuda.
Assim que pudermos colocaremos fotos identificadas, que já estão conosco.

Amigos e grupos relacionadas com  BÁRBARA LOUREIRO BORGES ( Líder do protesto )
Levante Popular da Juventude - LPJ

Centro Acadêmico de Engenharia Florestal /UNB

Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF

Convergencia de Trabajadores linares  ou Clasista- CHILE

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)

Colectivo Poder Popular Santiago - CHILE

Coordinadora Nacional de Organizaciones de Mujeres Trabajdoras Rurales/CONAMURI – PARAGUAI

Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF)

Colectivo Cimarrón - Coletivo para organização popular e construção do socialismo – VENEZUELA

União Nacional de Estudantes - UNE

Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA

Via Campesina Sudamerica

Bárbara à direita
Centro de Referência em Direitos Humanos

Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil

Juventude da Articulação da Esquerda/RS, corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT)

Alternativa Estudantil pela Base

Escola de Formação Pastoral Missionária



André Vargas é PT. PT é André Vargas


Circulou nas redes sociais: montagem de André Vargas, com seu gesto já histórico, num jatinho
Circulou nas redes sociais: montagem de André Vargas, 
com seu gesto já histórico, num jatinho
Diga-se em favor do ainda deputado André Vargas (PT-PR) uma coisa: ele não é um qualquer; não é um peixe pequeno, um bagrinho, um petista do baixo clero. Nada disso! No PT, Vargas é grande. Já foi o poderoso secretário de Comunicação do partido, uma espécie de maestro dos blogs sujos, a rede financiada por dinheiro público para difamar as oposições, setores do Judiciário e a imprensa independente. Vargas foi um dos articuladores da queda de Helena Chagas da Secretaria de Comunicação Social. Motivo: ela não era tão generosa — não no nível desejado ao menos — com a turma do subjornalismo do nariz marrom. Ela tinha a ambição de operar com um mínimo de critérios técnicos. É demais pra eles.

Vargas resolveu também ser a linha de frente de defesa dos mensaleiros, como é sabido. O seu protagonismo máximo na área foi erguer o punho na presença de Joaquim Barbosa, quando este foi ao Congresso para participar da solenidade de abertura do Ano Legislativo. Barbosa estava lá como representante do Poder Judiciário. Ele, Vargas, vice-presidente da Câmara e do Congresso, encarnava o Poder Legislativo. O mínimo de decoro informava que, naquela hora ao menos, representava todos os congressistas e todos os partidos. Não com ele! Na Mesa do Congresso, ele decidiu ser petista; como petista, ele decidiu fazer a defesa dos mensaleiros; como defensor dos mensaleiros, ele decidiu afrontar o Judiciário; como afrontador do Judiciário, ele decidiu jogar a institucionalidade no lixo.

Mas não é só isso, não! Vargas obedece a um grande mestre: Luiz Inácio Lula da Silva. Alguém dirá: “Até aí, nada demais; todos obedecem!”. Não! No PT, há uma diferença entre a obediência devida, por juízo,  e a obediência por gosto. Vargas compõe a linha de frente do movimento interno “Volta, Lula”. Essa proximidade faz dele um conhecedor das entranhas do partido, das suas tripas, do seu estômago, do seu intestino. O que quer que Vargas faça, fiquem certos, Lula sabe. O que quer que Vargas faça, sem prejuízo de obter eventuais vantagens pessoais — a ver —, ele o faz também em favor do partido.

Um ingênuo poderia objetar: “Espere aí, Reinaldo, quem se regalou no jatinho pago pelo doleiro foram Vargas e sua família, não o PT inteiro!”. É verdade. A questão é saber por que alguém que se dá a tal desfrute goza de tão alta reputação no partido, foi escolhido para ser o vice-presidente da Câmara e era candidato a presidi-la em 2015, já que sua reeleição para deputado era dada como certa.

André Vargas é PT. PT é André Vargas.