segunda-feira, 27 de julho de 2015

A crise brasileira tem pai e mãe: O padrinho e a afilhada querem jogar no colo da oposição a crise que ele pariu e ela amamentou



Lula e Dilma não sabem o que fazer com o mostrengo que produziram em parceria.

Se eles quiserem salvar alguma coisa, Dilma tem que renunciar para Temer assumir


Abandonada Dilma é socorrida por FHC


Sindicalista instrui agentes penitenciários em greve a simular confronto, manipulando também a imprensa


É do balacobaco!

Se vocês querem saber como costumam começar os tumultos envolvendo grevistas e policiais militares, fiquem atentos ao vídeo que segue no pé deste post.

O busílis é o seguinte: na segunda, começou uma greve de agentes penitenciários no Estado de São Paulo — encerrada nesta sexta. Como a adesão era baixa, o presidente do sindicato, Daniel Grandolfo, instruiu um aliado seu a simular um confronto com a Polícia Militar para mexer com os brios da categoria e aumentar a adesão à paralisação. Diz ele:


“Eduardo, faz o seguinte, meu irmão, é… Vocês fazem a cena, entendeu, do loco. Troca ideia antes com os PMs, se os PMs for invadir memo, troca ideia, entendeu, com eles. Faz a cena. Vê se consegue chamar a imprensa ou alguém para filmar com o celular ou alguma coisa desse tipo, faz uma cena, entendeu? Fala para os PMs empurrá os guarda, entendeu, fazer um bagulho meio louco e pede para alguém filmá, filma com o celular mesmo”.


Vejam. Volto em seguida.


Como se nota, ele pede que tudo seja combinado com a PM. Digamos que se pudesse combinar uma safadeza dessa com alguns PMs. Será possível combinar com todos? Vejam o risco!

É um nojo!

Notem, ademais, que Grandolfo conta com a ajuda da imprensa… Afinal, ele sabe que, para o jornalismo, a PM é quase sempre culpada, não é mesmo? Vejam o caso do Paraná, em que notórios truculentos foram tratados como heróis.

A greve, diga-se,  chegou ao fim. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a volta ao serviço, sob pena de multar o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp) em R$ 100 mil por dia. O Sindasp é filiado à Força Sindical.

A ESSÊNCIA CONSERVADORA DO BRASIL



"A ESSÊNCIA CONSERVADORA DO BRASIL" - Palestra do Prof. Hermes Rodrigues Nery no 1º Congresso Conservador, realizado em Curitiba (PR), no dia 20 de junho de 2015.

Lula é investigado em Portugal


domingo, 26 de julho de 2015

CONVOCAÇÃO PARA O 16 DE AGOSTO


Preparem as panelas: Dilma vai aparecer mais na TV para “melhorar a imagem”


Conforme o Estadão, Dilma está anunciando uma volta aos programas de TV e à mídia em geral, com o intuito de “humanizar sua imagem”. Leia um pouco mais da matéria do UOL:

Além de aparecer mais em programas de TV, Dilma prepara uma ofensiva virtual, a menos de um mês dos protestos previstos para 16 de agosto contra seu governo. Na próxima semana, a Secretaria Geral da Presidência lançará o site “Dialoga Brasil”, uma plataforma que, mais adiante, terá até mesmo um aplicativo para celular. A meta é medir a temperatura da administração e planejar reações com antecedência.

No auge do distanciamento com os eleitores de todas as classes, acuada pela crise, com uma Operação Lava Jato batendo à porta do Planalto e problemas na economia, Dilma recorrerá a um novo canal para divulgar as iniciativas de sua gestão e, ao mesmo, saber o que a sociedade pensa sobre elas. Setenta e três programas de governo, como Bolsa Família, Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida, serão submetidos ao crivo da população. Na primeira leva, quatro temas entrarão em debate: saúde, educação,  segurança pública e combate à pobreza. O site terá ferramentas populares nas redes sociais, como “curtir” e “compartilhar”.

De posse de críticas e sugestões, ministros responsáveis pelos projetos serão acionados para dar respostas aos usuários. Enquanto isso, Dilma concederá entrevistas a apresentadores de TV. Em junho, ela apareceu no Programa do Jô, da TV Globo, e na próxima semana estará no “Mariana Godoy Entrevista”, da Rede TV!


O negócio é não descuidar do embate virtual, pois os MAV’s ficarão ouriçados. E, principalmente, preparem as panelas para a trilha sonora das aparições televisivas da presidente.

Eu não aguento mais a crise


PT usa o Humaniza Redes para promover a pedofilia

Por Eric Balbinus

Antes que se diga que o blogueiro está exagerando, vamos apresentar um fato inquestionável: que governo antes do Partido dos Trabalhadores se esforçou tanto para erotizar e iniciar sexualmente as crianças e adolescentes no Brasil?

Verdade seja dita, Olavo de Carvalho, aquele que é chamado de fascista iletrado por Marco Antonio Villa, sempre alertou sobre essa demanda da agenda da esquerda. Muitos não acreditaram.

Duas postagens da página Humaniza Redes do Governo Federal, causaram indignação e revolta entre os usuários das redes sociais nesta semana. Nas duas publicações, o governo usa uma didática desonesta e um linguajar politicamente correto para promover a pedofilia. Segundo as afirmações ali veiculadas, "é preciso diferenciar abuso sexual de pedofilia, pois nem sempre os dois estão relacionados". 

ptpdflVamos explicar melhor. Segundo a lógica torpe do Humaniza Redes, pedofilia é apenas uma condição clínica do indivíduo que tem distúrbios na personalidade que o leva a enxergar a criança como um ser maduro para o sexo e relacionamento afetivo. Por outro lado, nem todos os molestadores de menores de idade seriam pedofilos, uma vez que nem todos foram devidamente diagnosticados com a doença. A malandragem dessa afirmação se dá exatamente porque partindo de tal princípio, será fácil para qualquer ideólogo absolver um abusador de menores com a justificativa de que "se trata apenas de uma condição, que o sujeito não quer fazer mal à criança com sua prática". Já circula na Internet o termo "portador de pedofilia".

É bom que se diga: todo esse absurdo é financiado com o dinheiro público. O PT e suas hostes engendraram o Humaniza Redes no bojo das manifestações de Março, com o intuito de censurar o debate político com o pretexto de "combater o discurso de ódio". Na ocasião, todos sabíamos das pretensões totalitárias do partido, mas erramos ao subestimar a camarilha vermelha achando que tudo se restringia ao debate político. O PT não é apenas um partido com plano criminoso de poder, como disse o ministro Celso de Mello durante o julgamento do Mensalão.

O PT e seus aliados tem um plano psicopata de poder, e isso passa necessariamente por retirar a nossa dignidade, algo já descrito por Hannah Arendt na ação nazista. Querem nos tirar qualquer traço de esperança, para nos transformarem em escravos, como já foi feito com os judeus no III Reich ou com os norte-coreanos.  Observem o esquema: eles roubam nosso dinheiro, compram aliados e aparelham o Estado. Quando denunciados, alegam que tiraram milhões da pobreza, que só os inimigos dos fazem oposição. Ainda no poder, maquiam a economia, saqueiam a Nação e cometem estelionato eleitoral. Ao serem denunciados publicamente, acionam mecanismos de censura contra o povo com o próprio dinheiro do contribuinte.  De quebra, usam este mesmo dispositivo para promover todo tipo de agenda que vá transformar em escravos sem dignidade, como sempre nos alertou Luciano Ayan. Sim, só mesmo os piores psicopatas irão desejar que pedófilos não sejam presos e que menores que praticam crimes hediondos permaneçam aterrorizando a população. E é essa mais uma das finalidades do Humaniza Redes. A página é usada para promover racismo reverso, feminismo radical, e agora se coloca também na luta contra s redução da maioridade penal e da criminalização da pedofilia.

Antes que se diga que o blogueiro está exagerando, vamos apresentar um fato inquestionável: que governo antes do Partido dos Trabalhadores se esforçou tanto para erotizar e iniciar sexualmente as crianças e adolescentes no Brasil? Houve o Kit Gay do então ministro da Educação Fernando Haddad, depois veio a vacina do HPV em meninas a partir dos 11 anos de idade, além dos recentes livros do MEC incentivando práticas sexuais. E um dos mais bizarros: no ano passado, adolescentes de São Paulo organizaram um "rolezinho do sexo" em um parque público da cidade, com o intuito de praticarem atos sexuais e consumirem drogas. E o que fez a prefeitura administrada por Fernando Haddad?  Acionou a Guarda Municipal ou o Conselho Tutelar? Não. Na contramão da ética e da responsabilidade, mobilizaram agentes de saúde para distribuírem seringas e preservativos para os jovens.

Verdade seja dita, Olavo de Carvalho, aquele que é chamado de fascista iletrado por Marco Antonio Villa, sempre alertou sobre essa demanda da agenda da esquerda. Muitos não acreditaram. Na Europa e nos Estados Unidos, já existem associações civis que reivindicam o direito de adultos se relacionarem sexualmente e afetivamente com crianças. Aqui no Brasil, o presidente do Grupo Gay da Bahia Luiz Mott já declarou várias vezes sua predileção por garotos na puberdade. Agora há um esforço do governo petista para relativizar a barbárie da pedofilia.

Já passa da hora da sociedade se levantar contra esses atos. É preciso ainda estar atento para quando a esquerda fala em "debater com seriedade". Isso significa fazer concessões à agenda política dessa seita de psicopatas. Acrescentando mais um elemento à frase de Thomas Jefferson, o preço da liberdade e da dignidade humana, é a eterna vigilância.


ONDA de DESCONFIANÇA atinge LEVY


CUNHA, O ORGASMO PETISTA


Ser petista ficou dureza. Imagina o sujeito que passou a vida exaltando as elevadas qualidades morais e o discernimento com que o PT oposicionista apontava soluções para os problemas do país. Sonhava com o PT no poder. Nas tendas e barracas em que o PT vendia adesivos, distintivos, camisetas do Che e bandeirinhas de Cuba, o cara tinha conta em caderno. Pagava por mês e ainda contribuía para o caixinha do partido. Era fã do Zé, do Genoíno, da Marta. Entrava em surto cívico até nos discursos do Suplicy. Tinha foto com o Lula na parede da sala, adesivo com estrela no carro e bandeirinha vermelha tremulante na janela. A vida era cheia de certezas. Numa delas, o PT salvaria o Brasil de si mesmo porque o partido tinha aquele caráter que parecia faltar ao eleitor brasileiro, esse vendilhão de votos em troca de favores. O PT seria o fim da estrada para a política do "é dando que se recebe". E, sobre tudo, havia o Lula, o metalúrgico pobretão, apto a mudar o mundo com um megafone.

Lula dizia, o PT repetia e a vida confirmava: do outro lado da cena política atuava um bando de patifes. Contados um a um pelo próprio líder maior, eram mais de 300. Entre eles, o Collor, o Renan, o Maluf, o Sarney, o Barbalho, o Quércia. Santo Deus! Que bênção seria livrar o Brasil do poder dessa gente. E isso só o PT poderia fazer porque só o PT tinha a força moral necessária.

Durante os muitos anos em que fui filiado ao PP, os petistas com os quais participava de debates tentavam colocar na minha conta o fato de ser, este, "o partido do Maluf". E eu me obrigava a dizer que o Maluf jamais pisara na soleira da sede do partido no Rio Grande do Sul, porque sabia não ser, aqui, benquisto nem bem-vindo. Até que um dia, Lula - quem poderia antever? - abraçou-se com Maluf, o procurado pela Interpol, nos jardins de sua mansão. E sorria, sorria muito o Lula, num sorriso deslavado e encardido. De um ou de outro modo, em diferentes cenários e agendas, o mesmo aconteceu com todos aqueles que, nos tempos de oposição, provocavam arrepios éticos na fina sensibilidade dos petistas.

Passaram-se 13 anos. Dezenas foram condenados, presos e estão sendo processados. Bilhões de reais escoaram para bem enxaguadas contas. Escabrosas histórias envolvendo o partido, seus agentes e parceiros são contadas mundo afora. Sob o governo petista, o país enfrenta um pacote de crises endógenas, todas de produção própria, caseira. Na contramão de uma conjuntura internacional favorável (a economia mundial crescerá 3%), o Brasil é assolado por inflação, recessão, desemprego, descrédito e o PIB cairá 2%. Apenas 7,7% dos brasileiros aprovam o governo. Mas o PT vive dias de muita comemoração. Afinal, o arqui-inimigo Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, foi acusado de ser pilantra sem que ninguém se surpreendesse. A alegria petista diante desse fato, faz lembrar o Tavares, o canalha rodriguiano, criado por Chico Anysio: "Sou, mas quem não é?".



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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Tendência de rejeitar contas se mantém no TCU


Justiça decreta nova prisão preventiva de Marcelo Odebrecht e quatro executivos

 
A Justiça Federal no Paraná decretou hoje (24) nova prisão preventiva do presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e de outros quatro diretores da empresa. Alvos da Operação Lava Jato, que apura um esquema criminoso que desviou milhões de reais da Petrobras, os cinco já estão presos, em caráter preventivo, desde o dia 19 de junho, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a 14ª fase da operação.

Em despacho com data desta sexta-feira, o juiz federal Sergio Moro explica que o novo pedido é necessário, porque, após os cinco investigados terem sido detidos, surgiram novas provas do envolvimento dos cinco no esquema. E, segundo o magistrado, embora os elementos que justificaram as primeiras prisões continuem válidos, os investigados vêm tentando obter, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), habeas corpus que os permitam responder em liberdade. Além de Marcelo Odebrecht, estão envolvidos Rogério Santos de Araújo, Márcio Fária da Silva, Cesar Ramos Rocha, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar.

Para Moro, não há como não reconhecer que a libertação dos investigados representa um risco à ordem pública. Na avaliação do juiz, a Odebrecht dispõe dos meios para “interferir de várias maneiras na coleta da provas, seja pressionando testemunhas, seja buscando interferência política”. Assim, o magistrado defende a manutenção das prisões preventivas como necessária para interromper o ciclo de “crimes desenvolvidos de forma habitual, profissional e sofisticada”.

Em sua decisão, Moro ainda comenta que, embora a Petrobras tenha proibido a assinatura de novos contratos com as empreiteiras já investigadas pela Lava Jato, estas mesmas empresas ainda têm contratos com a petrolífera estatal em execução. Moro também adverte que, apesar do afastamento dos diretores sob suspeita, pode ainda não terem sido identificados todos os empregados da Petrobras que participaram do esquema.

“Nesse contexto, em que as empresas do Grupo Odebrecht permanecem ativas, com contratos ativos com a Petrobras, inclusive com suspeitas de sobrepreço, e com outras entidades do Poder Público, sem impedimento de celebrar novos contratos com outras entidades do Poder Público, e não tomaram qualquer providência para apurar internamente os crimes ou para buscar acordos de leniência, é imprescindível, para prevenir a continuidade das práticas corruptas, a prisão cautelar dos executivos desviados”, adverte Moro.

O juiz apontou como “única alternativa eficaz à prisão cautelar dos executivos” a eventual suspensão dos contratos em vigor e a proibição da assinatura de novos acordos. O que, o próprio juiz reconhece, teria “efeitos colaterais danosos para economia e para os empregos, não podendo ser considerada menos danosa”.

Citando declarações do ex-diretor de Refino e Abastecimento da petrolífera, Paulo Roberto Costa, o juiz também manifestou a preocupação de que o esquema criminoso tenha afetado outras estatais e órgãos públicos. Em dezembro de 2014, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras, Costa afirmou que a cobrança de propinas em acertos entre empreiteiros investigados e agentes públicos acontecem em todo o país, da construção de hidrelétricas a rodovias.

Moro repete o temor de que as empreiteiras investigadas possam participar do processo de seleção e ser contratadas para executar obras constantes do recém-lançado Programa de Investimentos em Logística – um pacote de estímulo que visa a conceder à iniciativa privada projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, aeroportos e portos com a justificativa de estimular a atividade econômica e tirar do papel empreendimentos considerados essenciais. Representantes do governo federal, como o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já declararam que seria ilegal tentar impedir qualquer empresa de participar de licitações por mera suspeitas, antes da conclusão dos processos.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Odebrecht informou que os advogados de Marcelo, Márcio Faria da Silva, Cesar Ramos Rocha e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar tomaram conhecimento da decisão há pouco e só irão se pronunciar em momento oportuno, após analisarem a denúncia. A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Rogério Santos de Araújo.

sábado, 25 de julho de 2015

IRRESPONSABILIDADE FISCAL


O desafio de Dilma: Governar sem autoridade politica


A pior recessão dos últimos 25 anos



Nas condições atuais da economia só dá pra esperar mais desemprego. Aliás, a PNAD contínua, que é uma pesquisa mais ampla, feita em 3.500 municípios, já havia registrado, no trimestre encerrado em maio, uma taxa de desemprego de 8,1%. Mas a tendência, independentemente da pesquisa, é de mais cortes, dado o enfraquecimento da atividade. Caminhamos para uma recessão que pode passar dos 2% este ano, contaminando também 2016. 

O anúncio feito pelo governo, da redução da meta fiscal, da meta de superávit das contas, foi o reconhecimento que a economia deve ter desempenho muito fraco até 2018. Com superávits magrinhos, o governo vai tentar, apenas, evitar que a dívida pública cresça demais. Os saldos previstos não devem melhorar a relação dívida/PIB. Ao contrário, essa relação pode até piorar. Perspectiva que aumenta a possibilidade de um rebaixamento do Brasil na avaliação de risco, perdendo o selo de bom pagador, pela incapacidade de gerar saldos melhores nas contas públicas. 

Se isso ocorrer, a situação só vai piorar. O Brasil perde investimentos, o dólar avança, Pra segurar o impacto na inflação, os juros têm de continuar altos, pressionando a dívida, que ainda terá um custo maior para ser financiada. Daí o esforço do governo em passar o recado que, mesmo reduzindo a meta, vai fazer mais cortes e tentar garantir maior receita. 

Só que aí também depende do Congresso, para a aprovação de medidas, como a repatriação de recursos. E depender do Congresso, com a crise política que temos, não é muito animador. Foi esse risco todo que fez o dólar comercial subir 2,17% hoje, com a cotação de venda em quase 3,30 . O Financial Times tem razão ao comparar a situação atual do País a um "filme de terror sem fim". 

Temos a pior recessão dos últimos 25 anos, com desemprego crescente, investimentos em queda, inflação e juros nas alturas, crise política, risco de perda do grau de investimento. Pior: sem ações efetivas que mostrem um caminho para o governo retomar as rédeas da economia. Não pra repetir as bobagens que produziram essa crise, mas pra reverter o ciclo negativo e fazer a economia retomar o caminho do crescimento.

A crise política começou a atingir contornos dramáticos no Brasil


Advogada Catta Preta é convocada para depor na CPI da Petrobras



Para o juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato, não há motivos para a CPI ter convocado a advogada Beatriz Catta Preta para depor. Responsável por 9 acordos de delação premiada, a criminalista pediu desligamento das ações relacionadas à Lava Jato.

Desde o início do segundo mandato, Dilma é alvo de 16 pedidos de impeachment na Câmara


11076283_833241750097869_7139726298825485935_nRecorde absoluto – Somente nos seis primeiros meses do seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff já foi alvo de 15 pedidos de impeachment entregues à Câmara dos Deputados. Esses dados mostram a média de 2,5 pedidos por mês. Vale ressaltar que, mais da metade deles, tem como argumento as revelações feitas pela operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na Petrobras.

O impeachment da petista voltou a ser colocado em pauta por parlamentares da oposição, em meio à crise política e econômica enfrentada pelo país. O último pedido de afastamento contra a presidente foi recebido na última quarta-feira, 22, totalizando 16 pedidos na Câmara.

O número é pouco menor que os 17 pedidos de impeachment contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em oito anos de seus dois mandatos.

Deputados e senadores oposicionistas afirmam que uma eventual rejeição das contas do governo de 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou a reprovação das contas da campanha à reeleição de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderiam abrir caminho para que um pedido de impeachment fosse feito à Câmara.

Desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2011 – faltando ainda três anos e meio para terminar seu governo -, Dilma acumula 30 pedidos de afastamento na Câmara, ou seja, quase o dobro de FHC nos 8 anos. Ela só está atrás de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi alvo de 34 pedidos de afastamento.

Em resumo, quando se somam os pedidos de impeachment que chegaram ao Senado, o cenário é: Lula em primeiro lugar, com 39 pedidos de impeachment (34 na Câmara e cinco no Senado); Dilma em segundo lugar, com 36 (30 na Câmara e seis no Senado); e FHC em terceiro com 23 pedidos de afastamento (17 na Câmara e seis no Senado). Dos 36 pedidos contra Dilma, 17 ainda estão “abertos”, aguardando decisões da presidência da Câmara ou do Senado para continuarem a tramitar ou para serem rejeitados.

Entre os pedidos de afastamento contra Dilma que ainda estão em “processamento” está o que foi impetrado pelo Movimento Brasil Libre (MBL), que de acordo com Eduardo Cunha, presidente da Câmara, terá um parecer do departamento jurídico da Casa até meados de agosto. Na semana passada Cunha pediu que os autores dos pedidos “atualizassem” os processos para que eles possam tramitar na Câmara.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que Cunha anunciou seu rompimento político com o governo. A medida foi vista como uma retaliação ao governo depois que o consultor Júlio Camargo, um dos principais delatores da operação Lava Jato, disse em depoimento que pagou US$ 5 milhões em propina ao deputado. O peemedebista afirma defender a tese de que atos supostamente cometidos em mandatos anteriores não poderiam ser alvo de um pedido de impeachment em um mandato seguinte.

Segundo o deputado federal Izalci Ferreira (PSDB-DR), membro da CPI da Petrobras na Câmara, o número de pedidos de impeachment contra Dilma é resultado das revelações feitas pela operação Lava Jato, que investiga irregularidades em contratos da estatal. “Eu acredito que [a causa] seja o número de irregularidades que são cometidas. As pessoas acabam tomando iniciativa de pedir o impeachment. Na prática, as pessoas se veem no direito de tentar fazer alguma coisa e, na minha opinião, há motivos de sobra para que ela seja afastada”, ressalta o parlamentar.

O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (PT-AC), atribuiu o número de pedidos de impeachment contra a presidente Dilma à “campanha” orquestrada por partidos de oposição e por setores da mídia. “Isso não nos preocupa. O que causa todos esses pedidos é essa campanha sórdida, violenta, macabra e que todo mundo vê. As pessoas assistem à TV e são induzidas a tomar uma atitude qualquer. É fruto desse ódio cujo grande mentor é o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Eles aproveitam que existe uma crise econômica para fazer isso. Se a economia estivesse indo bem, nada dessas coisas aconteceria”, disse Sibá.

O impeachment é um processo de afastamento temporário do presidente da República previsto na legislação brasileira. Qualquer pessoa pode ingressar com um pedido junto ao Legislativo, mas ele precisa ser avaliado pela Câmara e pelo Senado.