domingo, 10 de agosto de 2014

KGB – Braço armado da ditadura do proletariado

Por Carlos I. S. Azambuja

Quando ainda se encontrava no poder, Gorbachev afirmou que o mercado não era apenas uma invenção capitalista e sim “uma conquista permanente da civilização moderna”. E que, além do mercado, a propriedade privada e o princípio do lucro eram também “aquisições do mundo moderno”. No campo político, Gorbachev reconheceu como incontestáveis a democracia parlamentar e as liberdades individuais. Era, então, o tempo da perestroika e da glasnost.

Alguém já se teria preocupado em analisar as conseqüências desses pronunciamentos do ex-Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética e ex-presidente da ex-URSS?

Se o mercado é uma conquista permanente da civilização moderna, então o socialismo real, que o aboliu, cometeu um ato de barbárie e, por vir exigindo a supressão do mercado desde oManifesto Comunista, ou seja, há mais de 150 anos, o ideal socialista é, ele próprio, uma ameaça à civilização, em vez de ser um corretivo para as mazelas do capitalismo selvagem.

No campo político, o socialismo antepôs a ditadura do proletariado à democracia. Já em 1918, essa ditadura fechou sumariamente a Assembléia Nacional Constituinte e instituiu os Gulags(mais de 4 milhões de vítimas reconhecidas, com dezenas de milhares de mortos, segundo estimativas), as fomes genocidas (7 milhões de mortos somente na Ucrânia), massacres (desde Kronstadt, em 1921, até Vilna, em 1991), sindicalismos de pelegos, hospitais psiquiátricos para os dissidentes e casas de repouso para os membros da nomenklatura e para os dirigentes dospartidos-irmãos.

A partir de tais pressupostos político-econômicos, o socialismo real asfixiou a vida social. O controle estatal da produção científica impôs à URSS e aos países satélites um calamitoso atraso tecnológico. Foram destruídas, quase por completo, as emergentes ciências humanas; a filosofia foi reduzida a serva da propaganda; a religião voltou às catacumbas e áreas inteiras da cultura ocidental foram totalmente censuradas.

As artes, no entanto, sofreram o pior. Os suicídios de Yessenin e de Maiakovski, o assassinato de Meyerhold, a deportação de Soljesnitsyn, a rejeição de Stravinski, são apenas alguns indícios dos assombrosos crimes culturais que deixaram desterradas, ou nos porões, as artes na ex-União Soviética, embora essa história ainda não tenha sido contada por inteiro.

Igualmente, em nome da revolução internacional e da vitória final do socialismo, as nações vizinhas da ex-União Soviética foram sistematicamente agredidas - recordemos as invasões dos países bálticos em 1918 e, posteriormente da Hungria, Checoslováquia, Polônia e Afeganistão -, e o mundo inteiro levado à beira do conflito nuclear.

Conclui-se, portanto, que o chamado socialismo real cometeu uma agressão sem precedentes à civilização, agressão que só pode ser comparada à desfechada, por outro tipo de socialismo, onacional-socialismo. Mas, além das fortes semelhanças, conforme Adolf Hitler afirmou em fevereiro de 1941 - “basicamente, o nacional-socialismo e o marxismo são a mesma coisa” -, existem entre o nazismo e o bolchevismo notáveis diferenças. Uma delas é que o nacional-socialismo permaneceu 12 anos no poder, enquanto o Leviatã do socialismo real governou (governou?) por 70 anos.

Outra diferença é que o Nuremberg dos bolcheviques não aconteceu e, provavelmente, jamais ocorrerá, pois as instituições jurídicas criadas pelo socialismo real que, em parte, ainda permanecem vigentes, foram de tal forma corrompidas a ponto de não permitirem iniciativas nesse sentido. Como não existe um vencedor oficial do socialismo real, não haverá julgamento formal de seus crimes contra a humanidade e, nesse sentido, cabe duvidar que o famosojulgamento da História, consolo vão dos acusadores impotentes faça, algum dia, justiça aos milhões de sacrificados nos arquipélagos Gulag.

Nesse sentido, segundo o jornalista inglês Paul Johnson, da revista “The Spectator” (jornal O Estado de São Paulo de 11 de janeiro de 1998), “O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror, Repressão”, de autoria de um grupo de ex-marxistas, com 846 páginas, lançado em Paris em 1997, pode ser considerado o primeiro livro de consulta sobre o que autor chama de “tragédia planetária”. O livro, logo transformado em um best-seller, mostra com riqueza de detalhes que os crimes do comunismo não apenas superaram de longe os do nazismo em termos de quantidade, mas que os dois sistemas, em todos os pontos básicos morais, foram similares.

Os nazistas foram responsáveis por 25 milhões de mortes, ao passo que os mortos nos vários Estados do socialismo real não ficaram aquém de 100 milhões, dentre os quais 20 milhões na Rússia e 65 milhões na China.

O mais importante, talvez, é que o “Livro Negro do Comunismo” submete esses crimes de Estado aos mesmos critérios judiciais iniciados com o Tribunal de Nuremberg, em 1945, e recentemente aplicados na Bósnia, na Sérvia e demais Estados que se desprenderam da ex-Iugoslávia. Pelo artigo 6º dos Estatutos de Nuremberg, crimes de Estado se enquadram em três grandes categorias: crimes contra a paz, crimes de guerra, e crimes contra a humanidade.

Os autores do Livro Negro mostram com detalhes que os Estados comunistas e seus líderes, individualmente, foram culpados desses três crimes repetidas vezes e em escala colossal. A lista dos crimes de Stalin contra a humanidade é especialmente longa e horripilante, envolvendo mais de 10 milhões de pessoas. Ele cometeu o crime de genocídio, conforme definido pelos tribunais internacionais, em diversas ocasiões: contra os kulaks russos, em que um genocídio de classe substituiu o genocídio de raça, em 1930-1932; contra os ucranianos, em 1932-1933; contra os poloneses, bálticos, moldavos e bessarábios, em 1939-1941, e de novo, em 1944-1945, contra os poloneses; contra os alemães do Volga em 1941; os tártaros da Criméia em 1943; os chechenos em 1944 e os inguches também em 1944.

Grande parte desses crimes foi cometida pela KGB, braço-armado da ditadura do proletariado.


Fonte: Alerta Total


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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

O apelo aos militares é indecente

Por Ayrton Santana Vieira

Eu sempre defendi que a responsabilidade pelas mudanças do Brasil é de todos, não só dos militares. Ocorre que no meio civil a influência do pensamento equivocado do "politicamente correto" controla as manifestações. O apelo aos militares para que quebrem a ordem legal e constitucional é indecente, pois os responsáveis pela péssima situação do Brasil somos nós todos. Cabe a cada um de nós olhar no olho dos adeptos de ideologias ultrapassadas, totalitárias e genocidas e dizer NÃO !!! Não aceitaremos e vamos reagir. Mas parece que o povo está acovardado e obediente ao discurso esquerdopata gramscista. Quanto aos militares, que com coragem salvaram o país em 1964, são hoje desprezados, acusados de serem ditatoriais, assassinos, torturadores etc pelos (des) governos que todos nós, por ação e omissão, colocamos no poder.

É hora de repensarmos nossas atitudes, assumir nossas responsabilidades com a nação e iniciarmos a reação.

“O apelo aos militares é indecente” assim como é revoltante o país ter seus Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e outras Instituições Nacionais tão manchadas por atos de corrupção e por ações comprometidas com partidos políticos.

Os militares não têm vocação de tutores, cabendo ao eleitor o inadiável saneamento da vida pública brasileira. Convém lembrar que cada povo tem o governo que merece. Conchavos, mentiras, união de contrários, uso da máquina governamental em todas as esferas administrativas e muito mais que todos sabem e todos vêm são coisas intoleráveis a merecer repulsa geral da nação.

“Quando falta vergonha na cara, quando existe mau-caráter, não há lei que dê jeito!”(Aristides Junqueira).



O PLANO dos Esquerdistas para DOMINAR as FORÇAS ARMADAS

CADETES DA AMAN - Formação
O  maquiavélico plano dos esquerdistas (e não se trata de ideia de fanáticos), para assumir o comando e dominar as Forças Armadas Brasileiras.

Como dizia a sábia bisa, “as paredes tem ouvidos”, e “nem sempre o que reluz é ouro”.

CADETES Mulheres da Aeronáutica com LULA
Pois é, em um Restaurante parisiense, quatro brasileiros (a fonte não soube identificar nenhum, já que desatualizada sobre as coisas no Brasil, onde morou com o pai diplomata e a mãe, por uns seis anos) sorviam garrafas de vinho e falavam um pouco alto, talvez não se importando com os “amarelos de olhos puxados”, ao lado, que falavam em seu idioma natal.

Assim, o jovem adulto oriental, que dominava razoavelmente o português, não pode deixar de ouvir um deles, mais vaidoso e falastrão, contar, já com a voz alterada, detalhando para um dos comensais que desconhecia o assunto tratado, sobre o plano de longo prazo que um partido de esquerda traçou para dominar as Forças Armadas no Brasil.

CADETES - Entrega de EspadimRecentemente vindo ao Brasil, confidenciou a um ex-colega da Escola Americana o que ouviu, deixando-o muito preocupado.

E não seria para menos: já há mais de sete anos estão sendo infiltrados jovens das Elites de esquerda, de ‘Qi elevado’ e boa formação e até mesmo pessoas mais simples mais de bom ‘Qi”,  através da prestação de concursos oficiais, nas três armas, previamente doutrinados com a ajuda de agentes cubanos.

A ideia é que esses grupos (e não são poucos), hoje a maior parte cadetes e alguns já jovens oficiais, dominem no futuro, com facilidade, o comando das três armas, de onde a alta classe média de centro e de direita se afastaram, há muito.

Este afastamento decorreu da péssima formação que de uns anos para cá passou a ser dada aos cadetes e os baixos soldos pagos aos oficiais (onde um Coronel do Exército ganha menos do que um motorista do Congresso Nacional).

Enfim, isto já se sabia. Mas, no entanto, as Forças Armadas de hoje foram levadas a uma condição (que parece ter sido proposital), de forma a que por elas não mais se interessarem pessoas bem formadas e cultas como no passado, que acabavam por liderar a tropa, mas não com muita facilidade, dada a quantidade de bons oficiais de alta patente.


Fonte: Aqui Não

Versão fantasiosa do Palhaço do Planalto tenta acusar militares de alterar Wikipédia da Miriam Leitão

 
A Vivo garante a segurança total da rede de internet sem fio, criptografada, usada pela Presidência da República. Por isso, especialistas em informática consideram inconsistente a desculpa esfarrapada oficial do governo Dilma Rousseff – cuja assessoria de campanha reeleitoral cometeu ontem a covardia de não comentar a gravíssima denúncia de que algum funcionário no Palácio do Planalto alterou, com mentiras, na Wikipédia, os perfis dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, das Organizações Globo, em maio do ano passado.

Pior que a barbaridade cometida – mais petralhice que tende a dar em nada, mesmo se for investigada com rigor – é a versão fantasiosa que circulou ontem nos bastidores da sede presidencial. Alguns membros do governo chegaram a sugerir uma impossível invasão, por hackers militares, do Internet Protocol do Palácio do Planalto. Na inventiva teoria conspiratória palaciana, teria sido praticada uma vingança fardada contra Miriam Leitão – que vem detonando o regime de 1964, através da exumação histórico-editorial do caso Rubens Paiva. O problema é como aplicar a mesma “tese” maluca para justificar a sacanagem contra o Sardenberg... Os milicos ficarão PTs da vida ou vão morrer de rir com mais esta tortura mental...

O Globo denunciou que o IP 200.181.15.10, da Presidência da República, foi usado na enciclopédia colaborativa virtual para fazer alterações em maio do ano passado. O governo confirmou que “o número do protocolo de internet (IP) citado pela reportagem é o endereço geral do servidor da rede sem fio do Palácio do Planalto”. O triste foi a interpretação oficial para o incidente: “Isso significa que qualquer pessoa que utilizou essa rede via internet móvel terá como endereço de saída este número geral de IP. Por isso, não é possível apontar com segurança a identidade de quem alterou os textos citados pela reportagem a partir deste número de IP em maio de 2013”.

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que tem arquivado sucessivas denúncias contra o governo Dilma, alegando falta de provas, já avisou que tal caso merece investigação rigorosa. Por isso, o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), correu ontem e protocolou uma representação pedindo que se investigue o uso da rede de internet do Palácio do Planalto na alteração criminosa dos perfis dos jornalistas Míriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg na Wikipédia.

O parlamentar também apresentou requerimento na Câmara pedindo a convocação do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Thomas Timothy Traumann, sobre o escândalo – que deveria ser o “Watergate” da Dilma. O líder do DEM, Mendonça Filho, pedirá a convocação de dois ministros: o general José Elito Siqueira, do Gabinete de Segurança Institucional, e Aloísio Mercadante, da Casa Civil, para que expliquem o inexplicável.

Uma brincadeira criminosa dessas só pode ter sido obra do ente ficcional chamado “Palhaço do Planalto”...

Demita-se o “servidor”?

A solução mais recomendável para este caso, no melhor estilo do governo que nunca sabe de nada, seria a imediata “exoneração” do tal "Servidor de IP".

Se já não mandaram ele embora ontem, é alto o risco de se descobrir o autor da petralhice contra Miriam e Sardenberg.

Talvez, uma boa desculpa, seja jogar a culpa em alguém da NSA (a agência de segurança do governo dos EUA) que foi acusada de espionar o governo brasileiro, a Dilma, os petistas e a Petrobras...

Suspeito silêncio

A Assessoria de campanha de Dilma Rousseff preferiu, covardemente, não tratar do assunto.

Mas os três candidatos à Presidência, Aécio Neves, Eduardo Campos e Pastor Everaldo sentaram o verbo no governo:

Bronca do Aécio: “É lamentável o desrespeito que setores do governo demonstram ao contraditório. Talvez ninguém mais do que eu tenha sido vítima da intolerância criminosa de setores do partido do governo, como já comprovado em vários casos. É preciso que essas denúncias sejam investigadas a fundo e os responsáveis punidos. Mas também é necessária uma palavra da presidente da República que, em última instância, é responsável pelas pessoas que nomeia e pelo que ocorre na sede do governo brasileiro”.

Bronca do Campos: "É inaceitável e gravíssimo ver o Palácio do Planalto transformado em bunker para ataques anônimos, e portanto covardes, a qualquer pessoa. Mais ainda quando as vítimas são jornalistas, que devem ser protegidos e respeitados em sua função de analisar, opinar e criticar. Espero que a Justiça aja também para impedir a transformação das instituições da república em porões da disputa eleitoral".

Bronca do Everaldo: “Eu defendo a liberdade de imprensa e sou contra o marco regulatório da mídia. Condeno esse tipo de atitude que não combina com o espírito democrático e se for algo feito pelo Palácio do Planalto, é ainda mais degradante, inadmissível, porque demonstra o espírito totalitário que não permite opiniões contrárias”.

Batismo no Fogo...

 

Convertida reeleitoral

 


Errando na mão

Sardenberg, Miriam Leitão, os “editores” da Presidência e a república dos canalhas


O jornalista Carlos Alberto Sardenberg tem 67 anos. É uma das pessoas que mais trabalham no nosso meio. Tenho a ambição de rivalizar com ele no esforço ao menos. É competente, inteligente, claro, didático e boa-praça. A disposição que muitos jovens de 25 têm para reclamar da vida, ele tem para trabalhar. Sardenberg e Míriam Leitão tiveram seus perfis na Wikipédia editados em computadores da Presidência da República. Acrescentaram-se a suas respectivas trajetórias profissionais mentiras e difamações.

De computadores oficiais partiram outras intervenções — no caso, para acrescentar rapapés e elogios. Entre os beneficiados, estão ministros e ex-ministros como Moreira Franco, Antonio Palocci, Thomas Traumann, Ideli Salvatti e Alexandre Padilha, o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia o vice-presidente Michel Temer. A informação foi publicada ontem pelo jornal O Globo. Representantes de várias entidades protestaram contra a canalhice e pediram a apuração dos fatos: Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Associação Nacional de Jornais (ANJ). Que bom! Achei que elas todas estivessem dormindo em berço esplêndido. Tanto melhor se acordaram. Por que escrevo isso?

Há menos de dois meses, Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e homem do partido encarregado de administrar as redes sociais, tornou pública uma lista negra de nove pessoas, a maioria jornalistas, que ele chamou de “pitbulls da mídia”. Contou, para tanto, com a ajuda de um site conhecido por ter elevado a extorsão à categoria de “jornalismo alternativo”. Escreveu Cantalice:
“Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Gentili, Marcelo Madureira entre outros menos votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes. Seus paroxismos odientos revelaram-se com maior clarividência na Copa do Mundo.”

O maior partido do país, como se vê, pedia cabeças. Não se ouviu um pio por aqui. Nada! A imprensa se calou. A Abert se calou. A ANJ se calou. A ABI se calou. A Fenaj se calou (é claro!; deve até ter aplaudido; afinal, ela e o PT são da mesma enfermaria…). Os jornalistas brasileiros se calaram. O site “Observatório da Imprensa” — contaram-me; eu realmente não li — abrigou um artigo de um canalha qualquer aplaudindo Cantalice e afirmando que fizemos por merecer. O protesto veio de fora: “Repórteres Sem Fronteiras”, a mais importante entidade em defesa da liberdade de imprensa, protestou comfirmeza.

repórteres sem fronteiras

Acreditem: Janio de Freitas, colunista da Folha, como sou, protestou contra o protesto; atacou “Repórteres Sem Fronteiras” e, na prática, endossou a lista negra. Há pessoas que perderam a escala da vergonha.

Há quanto tempo existe uma verdadeira gangue de criminosos atuando na Internet para difamar, caluniar e injuriar pessoas? Há quanto tempo tenho denunciado aqui o farto financiamento que passaram a receber veículos de aluguel — especialmente na Internet — com o propósito de atacar a imprensa independente, os políticos da oposição e figuras do Judiciário? Sim, é claro que é grave usar o aparelho de Estado para difamar dois profissionais. Mas não é igualmente grave financiar com dinheiro público a cadeia do achincalhamento? Por que essas entidades — excluo a petista Fenaj da pergunta por motivos óbvios — nunca se manifestaram? A canalhice vai longe e chega a detalhes.

Entrem no Google e coloquem lá meu nome. Vai aparecer esta foto.

foto reinaldo distorcida

Nunca tentei me impor pela beleza, é verdade, só que eu sou este aqui, ó:

Reinaldo de verdade

O outro lá foi popularizado pela canalha a soldo. Um dos blogs que publicavam reiteradamente aquela “foto” tinha o patrocínio da… Caixa Econômica Federal. Sim, a mesma CEF que é tão minha como de Dilma; tão minha como dos petistas; tão minha como dos vagabundos. Mas, afinal, “eles” estão no governo, não é? Julgam-se os donos do estado. E também dos entes privados. Ou o Santander não entregou as quatro cabeças cobradas por Lula?

Usar computadores da Presidência da República para difamar perfis de jornalistas na Internet é só mais um degrau na ousadia da turma. Eles julgam que podem realmente fazer tudo. E vão além. A reação, com o perdão da expressão, brocha de setores da imprensa diante do Decreto 8.243, aquele dos conselhos populares, evidencia que nem todos estão devidamente equipados para enfrentar a sanha dos autoritários.

Miriam Leitão

Vi Miriam Leitão na televisão, indignada com o que fizeram com o seu perfil. É claro que ela tem razão, e é evidente que a ação é coisa de bandidos. Jamais aplaudiria o que fizeram com ela, mas não posso deixar de registrar aqui uma indignidade de que fui alvo: e uma das agentes foi… Míriam Leitão!

Quando fui contratado como colunista da Folha, em outubro do ano passado, Suzana Singer, a então ombudsman, saudou assim a minha chegada:
“Na semana em que o assunto foram os simpáticos beagles, a Folha anunciou a contratação de um rottweiler. O feroz Reinaldo Azevedo estreou disparando contra os que protestam nas ruas, contra PT/PSDB/PSOL, o Facebook, o ministro Luiz Fux e sobrou ainda para os defensores dos animais.”

Como se vê, o retrato escrito por Suzana Singer é tão fiel como aquela foto adulterada… O petista Cantalice e Suzana, petista ou não, só divergem na raça do cachorro. Ela acha que é rottweiler; ele, pitbull. Como “reação proporcional” é um tema da hora, como eu deveria responder? Chamar um de cão e a outra de cadela? Sou menos “feroz” do que Suzana e Cantalice.  Miriam Leitão, em sua coluna no Globo — sim, no Globo! — me brindou com esta gentileza:
“Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como ‘rottweiller’ um recém-contratado pela ‘Folha de S.Paulo’ para escrever uma coluna semanal. A ombudsman usou essa expressão forte porque o jornalista em questão escolheu esse estilo. Ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou, como fazem os que ladram atrás das caravanas.”

É claro que respondi. E, em minha resposta, lia-se o seguinte trecho (prestem atenção aos números):
Tola. Prepotente. Reitero o que já publiquei em outro post. Em sete anos e meio, Miriam Leitão teve o nome escrito neste blog 29 vezes. Atenção! Com 40.065 posts e 2.286.143 comentários, há VINTE E NOVE MENÇÕES (estão todas reunidas aqui). Dessas 29, 14 são meras referências (“Fulano disse para Miriam Leitão que…”). Em sete das vezes, elogio a jornalista. Em oito posts, contesto opiniões suas — contesto, sem ofensa. O arquivo está aí, e vocês podem fazer a pesquisa.

Eis aí. Não vou aplaudir a canalhice que fizeram com ela, não, embora, em seu texto, sem que eu jamais a tivesse ofendido, ela se refira a mim três vezes como cachorro. Leitão não é, infelizmente, mais tolerante do que aqueles que a agrediram na Wikipédia. Aliás, a linguagem de seus detratores é mais decorosa do que a que ela empregou contra mim. E observem que Miriam me considera o responsável pela agressão que Suzana e ela própria praticam contra mim. Ou por outra: a jornalista está dizendo que sei por que estou apanhando. O fato, no entanto, de ela e seus detratores se irmanarem nos métodos não torna justo o que fizeram com ela, especialmente porque se usou um aparelho público para fazer o serviço sujo.

Ainda voltarei a esse tema, sim. Escrevi ontem o que considero um dos melhores textos dos que produzi para a Folha. Trato de duas categorias de ladrões: os de dinheiro público e os de instituições. Ambas fazem um mal imenso ao Brasil, mas os ladrões de instituições conseguem ser ainda piores.

Uma coisa é a gente ser duro no debate, e eu sou; dizer com clareza o que pensa, e eu digo; não ser ambíguo, e eu nunca sou. Outra, muito distinta, é querer eliminar o adversário da peleja como se fosse inimigo, atribuindo-lhe o que não pensa ou não fez ou expropriando-o até de sua humana condição. Miriam Leitão conhece os dois lados: como agressora e como agredida. Com uma, eu me solidarizo — não por ela, que não precisa de mim, mas em nome de um princípio. A outra, eu apenas lastimo. Deve ser bem chato ser vítima de um método do qual a gente próprio é usuário, não é mesmo?

Mas nunca é tarde para aprender, nem que seja com aqueles que detestamos ou que nos detestam.

Dilma: uso da rede do Planalto para mudar perfis na Wikipédia é inadmissível


A presidenta Dilma Rousseff classificou hoje (9) de inadmissível o uso da rede de internet do Palácio do Planalto para alteração de perfis de jornalistas na Wikipédia, enciclopédia virtual. "A minha opinião é que isso é absolutamente inadmissível por parte do Planalto, do governo federal, ou por parte de qualquer governo. Nesse caso específico é algo que quem individualmente quiser fazer que o faça, mas não coloque o governo no meio”, afirmou Dilma, candidata à reeleição pelo PT, durante evento de campanha em Osasco, na Grande São Paulo.

A presidenta ressaltou que determinou à Casa Civil uma investigação com a participação do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), do Ministério da Justiça, da Polícia Federal, da Secretaria-Geral da Presidência e da Controladoria-Geral da União (CGU). “Eu, particularmente, acho, pela experiência que a gente sabe que existe, que é possível descobrir. Não vou chegar e falar 'vai ser descoberto', mas acho que é possível descobrir”, acrescentou.

Reportagem do jornal O Globo, publicada ontem (8), aponta que os perfis dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, ambos da Rede Globo, na Wikipédia, foram alterados, em maio do ano passado, a partir da rede de internet do Palácio do Planalto. Foram incluídas críticas às atuações dos profissionais como comentaristas econômicos.

Dilma lembrou que já teve o e-mail invadido. “O meu e-mail foi pirateado, a minha conta era UOL. Abriram meu e-mail, abriram totalmente meu e-mail, no final da campanha de 2010, ou no início, não me lembro ao certo. Eu repudio integralmente esse tipo de ação, como o fiz diante de todos os vazamentos.”

Computador do Governo invade e altera palavras de jornalista da Globo na Rede


Cartão de crédito de 1 real, supermercado faz maquiagem, selfie com ladrão


Bolsonaro, o Messias - Rap da Família Bolsonaro


A Mega Quadrilha


sábado, 9 de agosto de 2014

"180" Movie - Você pode mudar de idéia em segundos...



180 é um Documentário premiado contra a prática do aborto.

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A contadora de Alberto Yousseff conta tudo à revista VEJA. Prefeituras do PT eram a grande fonte do doleiro


A revista VEJA desta semana traz uma reportagem com Meire Bonfim Poza. Eis a capa.

capa da veja

Quem é ela? Meire era a contadora do doleiro Alberto Yousseff. Meire viu, ouviu e participou de algumas das maiores operações do grupo acusado de lavar R$ 10 bilhões de dinheiro desviado de obras públicas e destinado a enriquecer políticos corruptos e a corromper outros com pagamento de subornos. Qual era a fonte privilegiada da mamata? Prefeitura do PT.

Meire Poza viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras, sendo embarcadas em aviões e entregues nas mãos de políticos. Durante dois anos, Meire manuseou notas fiscais frias, assinou contratos de serviços inexistentes, montou empresas de fachada, organizou planilhas de pagamento. Ela deu ares de legalidade a um dos esquemas de corrupção mais grandiosos desde o mensalão.

Meire sabe quem pagou, quem recebeu, quem é corrupto, quem é corruptor. Conheceu de perto as engrenagens que faziam girar a máquina que eterniza a mais perversa das más práticas da política brasileira. Meire Poza era a contadora do doleiro Alberto Youssef — e ela decidiu revelar tudo que viu, ouviu e fez nos dois anos em que trabalhou para o doleiro.

“O Beto era um banco de dinheiro ruim. As empreiteiras acertavam com os políticos, e o Beto entrava para fazer o trabalho sujo. Ele passava o tempo todo levando e trazendo dinheiro, sacando e depositando. Tinha a rede de empresas de fachada para conseguir notas e contratos forjados”, diz. Um dos botes mais ousados de Youssef, segundo ela, tinha como alvo prefeituras comandadas pelo PT.

O doleiro pagava propina de 10% para cada prefeito que topasse apostar em um fundo de investimento criado por ele. “E era sempre nas prefeituras do PT. Ele falava: ‘Onde tiver PT, a gente consegue colocar o fundo’”. André Vargas era um parceiro fiel. O deputado estava empenhado em fazer com que dois fundos de pensão de estatais, o Postalis (dos Correios) e a Funcef (da Caixa Econômica Federal), injetassem R$ 50 milhões em um dos projetos do doleiro.

Leiam a reportagem. É de estarrecer. As empreiteiras que fizeram contratos com a Petrobras não se saem bem na história. É um esquema de corrupção que rivaliza com o do mensalão e que, muito provavelmente, o supera no valor movimentado. Vejam qual é o “modus operandi” deles.

REVOLUÇÃO LENTA, GRADUAL E SEGURA

Mudanças sociais importantes se fazem por reforma ou por revolução? Tem-se aí pano para muita manga e a sobra ainda dá um colete razoável. No final do século 19 estabeleceu-se um debate acerca dos caminhos para alcançar a nova ordem social, política e econômica almejada pelos comunistas. Alguns autores passaram a defender que os avanços nessa direção se fizessem através da luta sindical e das cooperativas. Eram os reformistas. Rosa de Luxemburgo postou-se contra eles. Em 1900 publicou "Reforma ou Revolução?", condenando o reformismo e afirmando, entre outras coisas, que os sindicatos ocupam-se com lutar por melhores salários, sendo, portanto, órgãos de defesa do proletariado, mas não de ataque ao capitalismo. Enfim, segundo Rosa, reformar serviria à conveniência do capital e só a revolução seria libertadora.

Essa tese se impôs com tamanha força entre marxistas de diferentes matizes que, passado um século, raros são os adversários das economias livres, de mercado, de empresa, que se assumem como reformistas. A opção revolucionária esteve no foco, por exemplo, de nossos conhecidos Fóruns Sociais Mundiais e de quantos a ele acorriam de toda parte. Em tais eventos renovavam-se, sobre muros e cartazes, os conhecidos dizeres - "Um outro mundo é possível". Duvido que qualquer participante de tão prestigiadas congregações se assumisse reformista. O FSM, em si, era revolucionário. Discutia-se o modo de fazer a revolução. Jamais, substituí-la por reformas. O objetivo, sempre o mesmo: construir o possível "outro mundo".

Ora, edificar onde já existe algo cuja estrutura se considere inaceitável implica demolição. Em palavras da Sociologia: revolução. O processo de desconstrução, demolição ou implosão da ordem social envolve a derrubada de seus pilares. Entre eles, a instituição familiar, a disciplina, o respeito à lei, a religiosidade, e o direito de propriedade. A eliminação deste último pode ser alcançada acabando com ele ao modo cubano de 1959, que tanto encanta nossos governantes de hoje, ou enfraquecendo esse direito, adelgaçando e debilitando esse pilar, até seu ponto de ruptura. Eis o que sempre esteve e está por trás das ações do MST, da Via Campesina, desse novo braço da luta revolucionária denominado MTST e dos muitos aparelhos assemelhados que, no Brasil, encontraram abrigo junto à CNBB, onde muitos confundem cristianismo com revolução social (se assim fosse, Jesus Cristo jamais teria subido à Cruz; teria feito uma revolução e seria merecedor de simples notas de rodapé nos livros sobre a história dos povos à leste do Mediterrâneo).

Está posto aí o motivo pelo qual, em recente invasão de propriedade urbana por militantes do MTST, apesar da ordem judicial de desocupação dada pelo magistrado do feito, a providência não foi autorizada pelo governador Tarso Genro que a retarda quanto pode. O governador chegou a dizer que iria obter uma sustação da ação por noventa dias, ao que o juiz do caso, pacientemente, ensinou: o Estado nada tem a dizer numa ação da qual não é parte. É a mesma intenção revolucionária que explica a ilimitada tolerância dos poderes de Estado com as tropelias do MST e esse jogo de palavras fuleiro, que chama invasão de ocupação. E é também por ela que convivemos com tão excessiva tributação, espécie de desapropriação sem nome nem direito de defesa.

Que ao menos não possam presumir ignorância nossa sobre para onde, aos poucos, nos conduzem.

MILITARES EVITAM PARCEIROS PRIORITÁRIOS DA DIPLOMACIA PETISTA


No primeiro plano o sistema de Defesa Aérea Pechora e ao fundo 
um SU-30MK2 levanta voo na comemoração dos 92 anos da
 Fuerza Aerea Venezoelana -FAV-, em 2012. Foto AVN
Forças Armadas brasileiras e Base Industrial de Defesa ignoram desenvolvimentos pioneiros da Índia e da China, restringem cooperação com a Rússia e se afastam da Venezuela

Alguém pode perguntar por que os parceiros estrangeiros preferenciais da Assessoria Internacional da Presidência da República e da parcela do Itamaraty acumpliciada ao bolivarianismo sul-americano, não conseguem se afirmar como sócios confiáveis das Forças Armadas e dos industriais brasileiros do setor de Defesa.

Nessa área há certa cooperação com a Rússia (bem menos do que Moscou gostaria) e uma notável indiferença em relação aos programas militares de China e Índia. A colaboração mais promissora é com a África do Sul – concentrada, hoje, no setor de desenvolvimento de mísseis.

A opção do governo chavista pela aquisição de tecnologias militares russa, chinesa e iraniana, produziu um afastamento natural entre os aparatos de Defesa do Brasil e da Venezuela.

Entre os bolivarianos, Argentina e Equador se afiguram como clientes potenciais da Base Industrial de Defesa, mas a capacidade de investimento deles é tão limitada – e sujeita a tantas intercorrências (como a que acontece nesse momento, produto da crise financeira platina) –, que o futuro dos relacionamentos com Buenos Aires e Quito não empolga.

A liderança ideológica exercida pelo historiador Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da presidenta Dilma, e pelo ex-embaixador em Caracas Antônio Ferreira Simões – atual chefe dos assuntos relativos às Américas do Sul, Central e Caribe dentro do Ministério das Relações Exteriores – gostaria imensamente que as alardeadas parcerias de Brasília com o BRICS (grupo dos países de economia emergente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e com o Bolivarianismo pudessem reproduzir ambientes de cooperação como os que unem os militares brasileiros à França, Suécia e Estados Unidos. Mas, apesar do empenho pessoal do Ministro da Defesa, Celso Amorim, tal expectativa não encontra amparo na realidade.

Na verdade, o que se verifica é quase um cabo-de-guerra. Os diplomatas e assessores do Executivo petista puxam para um lado; os militares e industriais da área de Defesa puxam para outro.

É isso que explica o desinteresse da Força Aérea Brasileira (FAB) pelo caça multifunção Tejas – que se encontra em fase final de homologação pela aviação militar indiana –, ou a indiferença da Embraer e suas associadas pelo supersônico de combate sino-paquistanês JF-17 e os projetos dele derivados – ou ainda a prudente distância que a Marinha do Brasil guarda da indústria naval russa.

Oficiais da FAB foram convidados a conhecer o programa Tejas, e não ficaram bem impressionados. O aparelho foi oficialmente incorporado ao componente de combate da Força Aérea da Índia em 2013, mas ainda não é completamente operacional. Diferentes testes e avaliações indicaram a conveniência de os militares indianos aguardarem uma versão mais aperfeiçoada da aeronave, que incluirá modificações na capacidade de manobra (em alta performance) do aparelho.

A indústria bélica indiana, que se caracterizou, nas últimas décadas, por implantar programas a partir de projetos russos, tem a fama de apresentar resultados queimando etapas, em busca de uma redução no tempo de desenvolvimento dos seus produtos. Essa metodologia causou sérios problemas durante a construção do “Arihant”, primeiro submarino nuclear do país, e também na fase de acabamento do “Vikramadytia”, um porta-aviões obtido por 942 milhões de dólares junto à esquadra da Rússia. O navio ainda está em fase de aceitação, mas seu custo já cruzou o marco dos 2,5 bilhões de dólares.

Atualmente os indianos tentam vender à Marinha do Brasil o míssil mar-mar BrahMos, que possui uma versão terra-mar, de defesa costeira. O projeto não empolga os chefes navais brasileiros (concentrados em modelos similares fabricados pelo Ocidente), mas é o sonho de alguns almirantes venezuelanos, que gostariam de ver o míssil instalado em seus navios de patrulha oceânica recebidos, na década de 2000, do estaleiro espanhol Navantia.

Em Brasília, militares em postos importantes do Ministério da Defesa não escondem sua predileção pelas tecnologias européia e americana, ainda que elas sejam mais difíceis de se obter, e muito mais caras de se adquirir. O que faz a diferença é o resultado operacional. E o exemplo disso está bem perto de nós.

Após três anos de decepções, o Comando Conjunto das Forças Armadas do Equador finalmente decidiu comprar no Ocidente radares de defesa aptos a substituir os modelos CETC-YLC/2V-3D e YLC-18, comprados por 60 milhões de dólares na China, que nunca funcionaram perfeitamente.

A própria aquisição dos helicópteros russos Mi-35, de ataque, pela FAB, gerou, de parte dos compradores brasileiros, muitas reclamações referentes a atrasos na entrega das aeronaves e a um comportamento dos vendedores que, no Brasil, é educadamente resumido como um “pós-venda sofrível”.

A postura das autoridades do Exército e da Força Aérea tem sido a de optar pelo produto russo somente quando não há esperança de o Ocidente fornecer produto similar a preços competitivos – caso da importação já feita dos mísseis antiaéreos Igla, e da negociação em curso para a encomenda de baterias antiaéreas Pantsir S1.

De resto, é preciso ter em mente que, nos últimos cinco anos, o investimento feito pelo segundo governo Lula e pela administração Dilma no reequipamento das Forças Armadas, distanciaram o aparato de Defesa brasileiro dos seus congêneres argentino e venezuelano. Ainda que, nos últimos 12 anos, Caracas tenha incinerado cerca de 14 bilhões de dólares na substituição de equipamentos de origem americana por produtos russos e chineses, além de investir em áreas de pesquisa (para combustível de mísseis e explosivos de alta potência) que contam com o respaldo iraniano. Hoje as Forças Armadas da Venezuela possuem um dos maiores arsenais das Américas, mas, em Brasília, isso não é interpretado, de forma automática, como elevação do nível de preparo militar.

Os caças supersônicos Sukhoi SU-30MK2 comprados pelos venezuelanos à Rússia na década de 2000, ainda requerem manutenção de uma missão técnica russa em território venezuelano, e a entrada em funcionamento dos chamados centros integrados de defesa regional apresentam problemas.

Foi isso que se observou, por exemplo, na terça-feira, 18 de março deste ano, quando um monomotor Cessna 210 suspeito de estar a serviço do narcotráfico invadiu o espaço aéreo venezuelano (procedente de Honduras), foi perseguido por dois caças F-16 e mesmo assim conseguiu escapar.

De nada valeram os esforços do contra-almirante Edglis Herrera Balza, comandante da Zona Operativa de Defensa Integral de Falcón (ZODI-Falcón), no norte do país, que acionou um helicóptero Super Puma e embarcações da Guarda Costeira local.


Durante quatro horas a torre de controle do Aeroporto Internacional de Las Piedras Josefa Camejo e o centro de defesa aérea sediado em Caracas se esforçaram por rastrear o aviãozinho – um modelo com tecnologia da década de 1980 e grande sucesso, por sua simplicidade, entre proprietários rurais. Voando a muito baixa altitude, o Cessna misturou sua silhueta ao relevo e às copas das árvores, conseguindo evadir-se.

Oval Nacional - Cigano Igor deputado, Dilma perde tempo na TV


A verdade sobre EDIR MACEDO


CRISTÃO É OTÁRIO? Dilma e o PT enganam os cristãos


 

Dilma, os evangélicos, os políticos, Deus e o capeta


Pode haver outros, mas creio que poucos jornalistas combatem com tanta firmeza o preconceito que há no Brasil, nas camadas ditas mais cultas — no geral, são apenas pessoas orgulhosas do pouco que sabem e do muito que não sabem — contra os evangélicos. Na verdade, existe um preconceito muito forte contra os cristãos. Os católicos também são alvos constantes de desconfiança. Mas não vou tratar disso agora. O que me incomoda profundamente em período eleitoral é a busca desesperada dos políticos pelos votos dos crentes.  Muitos chegam a afirmar até uma convicção que não têm só para conquistar o eleitor.

Nesta sexta, por exemplo, a presidente Dilma esteve na Assembleia de Deus do Brás, em São Paulo – um braço da Congregação de Madureira. Foi convidada a discursar no Congresso Nacional de Mulheres da Assembleia de Deus Madureira, que reuniu fiéis de todo o país. Lembrou que o Brasil é um país laico, mas citou o Salmo 33, de Davi: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. Então tá bom. Eu preciso lembrar aqui algumas coisas.

Quando ministra do governo Lula, Dilma concedeu mais de uma entrevista dizendo-se favorável à legalização do aborto. Está tudo documentado. Eu lido com fatos, não com impressões. Notem, leitores: um candidato tem o direito de pensar o que quiser. Não pode, ou não deve, é fingir o que não pensa. A então ministra chegou a comparar a eliminação de um feto com a extração de um dente. Houve uma forte reação dos cristãos — e percebam que, aqui, eu não estou me posicionando sobre o aborto, mas sobre a hipocrisia política. E se inventou uma Dilma que seria contrária ao aborto.

A então candidata foi a um programa de TV e se disse católica — chegando a chamar Nossa Senhora de “deusa”. O cristianismo é monoteísta, vale dizer: crê num único Deus. Nossa Senhora, como se sabe, é uma santa. Chegou a ir a Aparecida e foi filmada persignando-se — de maneira errada, diga-se. Eleita presidente, nomeou para o Ministério da Mulheres Eleonora Menicucci, uma defensora fanática do aborto, que já havia confessado tê-lo feito, em outras mulheres, com as próprias mãos. Fatos. Eu só lido com fatos.

Os cristãos, com mais ênfase os evangélicos, fazem um intenso trabalho de convencimento contra a descriminação das drogas, por exemplo. O governo desta Dilma que vai a um templo evangélico citar um Salmo de Davi pôs em prática uma política pública escancaradamente favorável à descriminação, ainda que o faça de maneira um tanto oblíqua. Em maio de 2013, vários entes federais promoveram um seminário em Brasília, patrocinado com dinheiro público, em favor da descriminação e da legalização das drogas. Não se convidou para o evento um único representante que se opusesse a essas teses. Fatos. O governo Dilma, por intermédio do Ministério da Saúde — especialmente na atual gestão, de Arthur Chioro, combate com unhas e dentes as chamadas comunidades terapêuticas, que atuam com dependentes químicos — algumas são ligadas a igrejas evangélicas. Fatos.

No dia 27 de janeiro de 2012, no Fórum Social de Porto Alegre, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, afirmou que os petistas deveriam se preparar para travar com os evangélicos uma luta ideológica para disputar a chamada “classe C”. Entenderam? Para ele, seu partido e os cristãos dessas denominações têm interesses contraditórios.

Também não demonizo posições. Cada um pense o que quiser e dispute o coração do eleitor. O que estou cobrando é honestidade intelectual. Dilma tem o direito de defender a descriminação do aborto ou sua política simpática à descriminação das drogas. O que me desagrada, e isto vale para qualquer partido, é essa mania de alguns políticos de achar que Deus tem prazo de validade: geralmente, vai de julho a outubro dos anos pares, que são os eleitorais. Depois, quem costuma dar as cartas na política é mesmo o capeta do vale-tudo.

As bananas do Foro de São Paulo, segundo Jair Bolsonaro: “Isso é uma palhaçada, mas é muito sério”


Eu já falei do Foro de São Paulo e do decreto 8.243, ambos detonados abaixo pelo deputado Jair Bolsonaro. Mas nada tenho a dizer sobre o resto do seu discurso. É que, depois de tanto tratar de Gaza, Israel, Hamas, Estados Unidos e agora Iraque, eu queria apenas voltar a falar um pouco do Bananão, e não encontrei tema mais emblemático. Depois do “Mais médicos”, será que chegou a vez do “Mais bananas”? Para o PT, de fato, ”somos todos macacos”. Divirtam-se.

JAIR BOLSONARO (PP-RJ): …Sr. Presidente, eu sou deputado federal do sexto mandato lá do Rio de Janeiro, mas eu fui criado no Vale do Ribeira, mais especificamente [no] Eldorado Paulista. Eu quero voltar pela segunda vez aqui, porque eu estive agora no Vale do Ribeira, em vários municípios; estive lá na Abavar – Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira, e o problema lá beira o terrorismo. Por quê? Acredite se quiser: “Instrução normativa número 3 de 2014″, publicada no D.O. [Diário Oficial] de 21 de março, por coincidência o dia do meu aniversário. Essa instrução é do Ministério da Agricultura.

Permite a importação de bananas do Equador diretamente para o Ceagesp – [Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de] São Paulo. Pelo que eu aprendi nos bancos escolares, Equador sequer faz divisa com o Brasil. A distância em linha reta são 4.300 quilômetros. Por estrada, 6.2oo [na verdade, 6.221] quilômetros. Arredondando os números, um caminhão gastaria para ir e voltar 6.000 litros de óleo diesel. Pagaria pedágio, salário do motorista, manutenção do caminhão, seguro… Eu não entendo como essa banana pode chegar de forma competitiva lá.

Eu não posso falar um palavrão aqui sobre quem teve a ideia de baixar essa instrução normativa. Com toda certeza, foi da companheira Dilma Rousseff, porque o Equador faz parte do Foro de São Paulo.

Além da importação da banana, vamos importar pragas, como o moko da banana e a sigatoka negra. Prejudicam-se no Vale do Ribeira, e mais especialmente Santa Catarina e Bahia, aproximadamente 2 milhões de trabalhadores. Eu sei que no PT não tem trabalhadores. É no nome apenas. É um nome de fantasia. Mas prejudica 2 milhões de trabalhadores.

Outra coisa também que é uma piada. Acabei de conversar agora há pouco com o Tiririca. A questão, já que o Tiririca é de São Paulo, seria pra ele. O certificado fitossanitário, pelo [que está] publicado em D.O., será emitido pelo… Equador! Ou seja: se eu vou vender uma coisa aqui agora pra qualquer um de vocês, pro [deputado federal] Chiquinho Escórcio [PMDB-MA], eu vou falar que essa coisa minha tá ruim? “Tá boa, Chiquinho, pode comprar!”

Isso é uma palhaçada, mas é muito sério.

Só o Vale do Ribeira: cidades como Miracatu, Jacupiranga, Eldorado Paulista, Sete Barras, Juquiá, Iporanga – estariam arruinados seus comércios. Eu entendo que até isto está acontecendo, eu posso supor, porque como ali faz parte da Mata Atlântica, cada vez mais a sanha ecológica se faz presente no local; como agora [que] ampliaram a estação ecológica da Jureia, que não só… Posso concluir, sr. presidente? Um minuto?… prejudica a questão do turismo ali em especial Cananeia, Iguape, Ilha Comprida, mas prejudica os bananicultores, que cada vez mais são impedidos de praticar a cultura da banana.

Assim sendo, sr. presidente, eu espero que depois das eleições… concluindo, sr. presidente… essa casa aqui vote um projeto de decreto legislativo, que não seja tão difícil, como esse, para sustar os efeitos decreto 8.243, o decreto bolivariano que cria os conselhos “sovietes” ou “populares” no nosso país, que anulam o trabalho do Congresso Nacional, e nós podemos então, nós que não [nos] intitulamos, não usamos o nome “trabalhadores”, podemos efetivamente ajudar os trabalhadores do Brasil e em especial os banicultores de Santa Catarina, Bahia e Vale do Ribeira. Muito obrigado, sr. Presidente.


JAIR BOLSONARO (PP-RJ): Sr. Presidente, prezado Deputado Inocêncio Oliveira, eu confesso que eu queria falar sobre outro assunto aqui, mas depois de ouvir o Deputado do PT do Paraná, Dr. Rosinha, praticamente implorar que o Ministério da Agricultura conceda cotas de importação de banana do Equador, confesso que fui obrigado a vir rebatê-lo aqui.

Porque eu sou brasileiro, eu sou patriota. Agora, quando o Dr. Rosinha pede cotas de importação de bananas do Equador equivalente ao que é comercializado por semana em São Paulo, ele comete, no meu entender, uma série de crimes contra os trabalhadores e bananicultores do Brasil.

Em linha reta, da capital do Equador à capital do Estado de São Paulo são 4.300 quilômetros. Por estrada, são 6.221 quilômetros. E ali do lado, em direção a Curitiba, pegando a BR-116, temos o Vale do Ribeira, uma região em que, com exceção de Cajati, basicamente a economia vem da banana. É a primeira região drasticamente afetada, caso o Brasil abra esse precedente de importação de banana do Equador.

Eu perguntaria: como é que ficam ali os bananicultores, a economia de Eldorado, Iporanga, Registro, Sete Barras, Miracatu, Juquiá, entre outras cidades? Estariam arruinando a economia dessa região, que já é uma economia bastante deficiente.

Mais ainda: ao importar banana do Equador, o Governo brasileiro vai estar importando também pragas da banana, como, por exemplo, a sigatoka negra e o moko da bananeira. Tanto é verdade que as pragas estão sendo importadas que, desde o plantio da banana até a sua colheita, aqui no Brasil, fazem-se oito aplicações de fungicidas; enquanto no Equador são de 30 a 40 aplicações.

Eu repito: é mais um crime que o Governo do PT está fazendo contra o trabalhador brasileiro. Por quê? Vejamos as consequências imediatas da importação da banana do Equador: afeta diretamente os bananicultores no equivalente a 2 milhões de empregos; em relação à economia, sabemos que a banana é uma cultura que não é muito rendosa; quanto às questões fitossanitárias, como eu disse, estaremos importando pragas.

Agora, será que Dilma Rousseff, agora com o apoio do Deputado Dr. Rosinha, que é integrante do Parlamento do Mercosul, que em 2008 foi Presidente do Parlamento do Mercosul, quer importar banana do Equador porque esse país faz parte do Foro de São Paulo?

Mais grave ainda, Sr. Presidente, para concluir: há muito, o morador do Vale do Ribeira clama por uma barragem a montante do Rio Ribeira de Iguape, levando-se em conta a de Eldorado, para exatamente conter as enchentes que, de época em época, arrasam a plantação de banana na várzea do Rio Ribeira.

E há 2 anos, agora, o que é que com o dedão da FUNAI foi feito ali na região de Eldorado, especificamente na Barra do Taquari? Centenas de índios foram transportados para lá, ou seja, daqui a pouco vão pedir a demarcação de uma extensa área indígena naquela região, o que inviabilizará qualquer sonho de construir uma barragem naquela região.

Dilma Rousseff, eu não lhe faço um apelo, porque eu conheço o seu passado. Peço a Deus que a tire da Presidência e coloque um patriota, um brasileiro, no ano que vem, caso contrário o Brasil brevemente não será “venezualizado”, será, sim, “cubanizado” com suas propostas de apoio a ditadores e ditaduras da América Latina.


Obrigado, Sr. Presidente.

O vídeo ensina que, num debate eleitoral, é preciso bater com palavras até em mulheres



Se os marqueteiros soubessem exatamente o que fazer para ganhar uma disputa nas urnas, o Brasil teria inventado a eleição sem perdedores. Se s conhecessem a receita que garante a vitória, não seriam marqueteiros; seriam candidatos imbatíveis. É de bom tamanho, convém ressalvar, o acervo que reúne ótimas sacadas dos integrantes da tribo. É tão volumoso quanto o que congestiona a ala que expõe ideias de jerico.

Entre tantas, a mais imbecil é provavelmente a que rebaixa a alunos de curso de boas maneiras os participantes de debates eleitorais transmitidos pela TV. Por determinação dos marqueteiros, todo candidato deve fugir como o diabo da cruz de qualquer coisa que possa parecer “muito contundente” ou “deselegante demais” aos olhos dos espectadores.

Uma pergunta que cause desconforto ao concorrente, uma resposta que mire o fígado do adversário, mesmo uma testa crispada pela irritação ─ tudo isso virou  ”sinal de agressividade”. É pecado mortal, sobretudo se houver mulheres no grupo de debatedores. Graças a essa estratégia, menos lógica que uma análise de Dilma sobre a engorda da inflação e a anemia do PIB, nas campanhas eleitorais como no futebol brasileiro os atacantes são hoje uma espécie em extinção.

Paradoxalmente, os remanescentes vivem desmentindo na prática a teoria forjada pelos apóstolos da pusilanimidade. A discurseira de Lula, por exemplo, é muito mais que agressiva: é uma bisonha aula magna de boçalidade. Se os marqueteiros tivessem razão, a usina de insolências que venceu duas disputas presidenciais não conseguiria sequer o voto dos parentes. Quem prefere a retirada quando todas as circunstâncias imploram pela ofensiva é gente que nunca ouviu falar em Carlos Lacerda, Jânio Quadros, Leonel Brizola e outros especialistas em duelos retóricos.

No vídeo de 2010, sem ultrapassar em nenhum instante a fronteira da civilidade, Plínio de Arruda Sampaio demitiu sem aviso prévio o besteirol covarde, revogou a caricatura eleitoral da Lei Maria da Penha e ensinou como se bate com palavras também em mulheres. As máscaras faciais de Dilma Rousseff vão revelando o pote até aqui de raiva, a temperatura interna a caminho do ponto de combustão.

Os candidatos da oposição precisam rever os 35 segundos em que Plínio associa Dilma Rousseff à corrupção em geral e a Erenice Guerra em particular.  Aécio Neves e Eduardo Campos vão constatar que a grosseria é apenas a a prima paupérrima da combatividade, da firmeza, da contundência, da ironia fina, do sarcasmo desmoralizante. A verdade só soa insultuosa aos ouvidos de gente com culpa no cartório. Não há bala de prata tão mortal quanto a evocação do fato criminoso.

Milhões de brasileiros indignados sonham com um candidato que conte o caso omo o caso foi, que chame coisas e seres pelo nome certo. Quem rouba é ladrão. Quem prospera com vigarices é vigarista. A presidente incapaz de dizer algo que preste é um embuste que foi longe demais. E quer continuar até 2018 no emprego que ganhou do padrinho Lula.


Pouco importa o sexo de quem não se importa com o Brasil. A doutra em nada é uma ameaça à nação, e como tal merece ser tratada.

Na área de TI nada é inviolável, nem as urnas eletrônicas


#VemPraUrna - Repente


Decapitações, crucificações, execuções sumárias: o horror imposto pelos jihadistas no Iraque e na Síria

Por Veja
Imagem divulgada pelo site jihadista Welayat Salahuddin mostra militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) executando dezenas de iraquianos membros das forças de segurança em um local desconhecido
Imagem divulgada pelo site jihadista Welayat Salahuddin mostra militantes do Estado Islâmico do Iraque e do 
Levante (EIIL) executando dezenas de iraquianos membros das forças de segurança em um local desconhecido 
- AFP/Welayat Salahuddin/AFP -
Selvageria do EIIL afastou até mesmo a Al Qaeda. Grupo que está desintegrando o território iraquiano é alvo de ataques aéreos dos EUA

Nem mesmo crianças são poupadas da fúria selvagem dos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). O avanço do grupo terrorista obrigou os Estados Unidos a atacarem o território iraquiano pela primeira vez desde a retirada das tropas, em 2011. Execuções sumárias, decapitações, amputações e crucificações compõem um modus operandi de brutalidade incomensurável, que faz empalidecer até mesmo a violência da Al Qaeda. 

Ao ordenar a ação, o presidente Barack Obama mencionou a necessidade de ajudar a minoria yazidi, que foi encurralada pelos terroristas em regiões montanhosas de Sinjar, onde estão morrendo de fome e sede. Essa minoria segue uma religião pré-islâmica que o EIIL vê como ‘demoníaca’. “Crianças estão morrendo de sede, enquanto isso, o EIIL pede a destruição sistemática de toda a população yazidi, o que constituiria genocídio”, disse Obama.

Em Raqqa, na Síria, o grupo expôs as cabeças de várias vítimas em postes. Em uma das gravações da selvageria postadas no YouTube, um cristão é forçado a se ajoelhar, cercado de homens mascarados que o forçam a se ‘converter’ ao Islã. A vítima é decapitada. Em outro vídeo, um narrador afirma que os corpos expostos são de soldados sírios.

Depois de proclamarem a criação de um Estado islâmico em um vasto território entre a Síria e o Iraque, extorquindo os que quiserem ‘proteção’, os jihadistas divulgaram uma lista de regras para moradores da província de Nínive, no noroeste iraquiano. O jornal The Washington Post reproduziu algumas delas: “todo muçulmano será bem tratado, a menos que esteja aliado com opressores ou ajude criminosos”; “qualquer pessoa que roube ou saqueie enfrentará amputações”; “rivais políticos ou armados não serão tolerados”; “policiais e militares podem se arrepender, mas quem insistir em apostasia será morto”; “a lei da sharia será implementada”; “sepulturas e santuários serão destruídos”; “as mulheres são informadas de que a estabilidade está no lar e, por isso, não devem sair sem necessidade. Elas devem estar cobertas com vestes islâmicas completas”. E ainda, um ‘conselho’: “seja feliz por viver em uma terra islâmica”.

A força mais incivilizada em ação no Oriente Médio usa a violência chocante também como apelo para recrutar radicais islâmicos ao redor do mundo. No Instagram, um jihadista britânico escreve, abaixo de uma foto em que um homem aparece ao lado de várias cabeças decepadas e um esqueleto falso: “Nosso Irmão Abu B do Isis posa com seus dois troféus depois da operação de ontem. O esqueleto não é real”.

A maioria dos recrutados são jovens. E uma nova geração de jihadistas está sendo preparada. A revista Vice divulgou um vídeo em sua página na internet no qual uma criança belga diz ser do Estado Islâmico e afirma que não quer voltar para a Bélgica porque lá há “infiéis que matam muçulmanos”. Ele fala de maneira relutante, ao lado do pai, membro do EIIL. “O que você quer ser, um jihadista ou executar uma operação suicida?”, pergunta o pai. “Jihadista”, responde o menino.

Abaixo, vídeo da Vice com jihadistas do EIIL. ATENÇÃO: algumas cenas são fortes: