domingo, 13 de abril de 2014

Escândalo de Pasadena chega em Dilma. TCU quer punir Conselho "por dano aos cofres públicos, ato antieconômico e gestão temerária".


Relatório do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) recomenda que os responsáveis pela negociação de compra da refinaria de Pasadena sejam responsabilizados por eventuais perdas da estatal. O negócio, que contou com o aval da hoje presidente da República, Dilma Rousseff, foi iniciado em 2006 e concluído em 2012, após um longo litígio e gasto superior a US$ 1 bilhão.

O documento da procuradoria de contas, ao qual o Estado teve acesso, e que subsidiará a decisão dos ministros do tribunal, afirma que a alta cúpula da Petrobrás, "incluindo os membros do Conselho de Administração", respondam "por dano aos cofres públicos, por ato antieconômico e por gestão temerária", caso sejam comprovadas irregularidades. Para o MP, as falhas dos gestores da Petrobrás na condução do negócio foram "acima do razoável".

Em 2006, Dilma, que era chefe da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva, presidia o Conselho de Administração da Petrobrás. No mês passado, ao saber que o Estado publicaria uma reportagem que revelaria seu voto favorável à compra de 50% da refinaria naquele ano, a presidente divulgou nota na qual afirmou só ter apoiado o negócio porque foi mal informada sobre as cláusulas do contrato.

Em 2008, ainda como presidente do Conselho de Administração, Dilma passou a ser contra o negócio e atuou para tentar barrar a compra de 100% da refinaria, algo que, em razão de custos judiciais, encareceu ainda mais a transação, que precisou ser concretizada.

Palavra final. O relatório final do TCU, que usará o trabalho da procuradoria de contas como base, deve sair em julho, mês em que a campanha eleitoral será iniciada. Em entrevista no mês passado, o relator da caso de Pasadena no tribunal, ministro José Jorge, afirmou: "Como a compra passou pelo Conselho Administração e pela Diretoria, como regra geral do TCU, eles podem ser chamados a se explicar".

A procuradoria afirma que a Petrobrás foi "vítima" da "inabilidade de seus gestores em firmar acordos contratuais". Para o MP junto ao tribunal, da forma como o negócio foi fechado, o grupo belga Astra Oil adquiriu o direito "líquido e certo" de vender sua participação à Petrobrás, recebendo o valor fixado nos contratos. "Para ela (Astra Oil), tudo era possível, e, para a Petrobrás, ao que parece, restava acatar a decisão da sócia", afirma o relatório do Ministério Público de Contas.

Os auditores designados pelo ministro relator trabalham, ainda, com outra linha de responsabilização. A intenção dos técnicos é se basear no artigo 158 da Lei das S.A., que prevê punição aos gestores quando houver violação "ao dever de cuidado e diligência" ou "imprudência, negligência e imperícia". A legislação impõe que "o administrador da companhia deve empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração dos seus próprios negócios".

Belgas. A Astra impôs várias condições à estatal para firmar a parceria, exatamente o contrário do que deveria ter ocorrido, afirmam os procuradores. "Ela estava fora do negócio e tinha o direito, se não a obrigação, de exigir garantias mínimas da futura sócia, sobretudo ante o preço que se dispôs a pagar", diz o documento. "O poder de decisão não minimizou os riscos do negócio para a estatal brasileira. Ao contrário, só os aumentou", completa o relatório.

Um dos pontos criticados no texto é o fato de a Petrobrás pagar duas vezes pelo combustível estocado na refinaria, já que arcou pela unidade com estoques inclusos e, posteriormente, pagou mais uma vez pelos estoques. Há "evidências consistentes", diz o texto, de que o valor dos produtos estocados não estava incluso nos US$ 360 milhões pela aquisição porque a Petrobrás nem sequer tinha conhecimento do volume e do valor dos estoques.

A análise da operação ainda critica a oposição da estatal de levar adiante uma batalha judicial para não cumprir as cláusulas contidas no contrato de compra da refinaria. Laudo da Justiça dos EUA confirmou o valor de US$ 466 milhões pelo restante da unidades e ainda obrigou a Petrobrás a desembolsar US$ 173 milhões por garantia bancária dos sócios, juros, honorários e despesas processuais, o que fez com que a conta aumentasse para US$ 639 milhões.

O documento afirma que há de se apurar por que a Petrobrás não cumpriu a decisão proferida em abril de 2009. "Ao que parece, essa postura levou a empresa a arcar com milhares de dólares referentes a juros e correção monetária. E mais uma vez pede a responsabilização do Conselho de Administração caso se constate que não havia razões suficientes para o descumprimento da decisão arbitral, deve-se apurar a responsabilidade dos gestores e membros do Conselho de Administração." (Estadão)

Cartinha aos alunos de uma escola na Bahia

Queridos alunos do Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, situado Conjunto Habitacional do Stiep, quadra 1, número 291, em Salvador.

Eu moro tão distante de vocês, mas por conta do Ministério da Justiça, que me mandou um convite, fiquei sabendo da cerimônia de troca do nome de sua escola. Desculpem eu não poder comparecer.

Gostaria muito de dizer, como brasileiro que também sou, que, lastimavelmente, os senhores estão servindo de instrumento para pessoas mal intencionadas que querem tão somente mostrar que estão se vingando dos militares.

Ao substituírem o nome de sua escola trocam um ilustre general que foi presidente do Brasil por um chefe de organização terrorista que - num manualzinho (mini-manual) - pregava o ódio e a morte como meios de melhorar o Brasil. E não só pregava como praticou e influenciou muitos jovens a matarem, como ele.

E isso não está sendo dito por mim. Esse terrorista deixou tudo "por escrito". Pergunto aos senhores alunos: todos - todos - os senhores foram ouvidos para autorizar esta troca? Ou foi por livre e espontânea pressão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e da Secretaria da Educação do Estado da Bahia?

Prezados alunos não tenham dúvidas. Os senhores e sua amada escola estão sendo instrumentos de pessoas revanchistas que os estão usando como "massa" para uma futura comunização do nosso País.

Torço muito para que os senhores tenham sucesso em suas vidas, mas, com certeza, não poderão buscar inspiração nesse novo nome, como poderiam fazê-lo com o antigo.

Felicidades a todos nessa nova etapa de suas vidas escolares. Rezarei por vocês.

Desde Curitiba no Paraná

Jorge Alberto Forrer Garcia
Coronel Reformado


Aliados de Lula apostam que Dilma será forçada a detonar a amiga Graça da presidência da Petrobras

 
Dilma Rousseff não tem mais condições políticas, por pressões internas geradas pelo PT, de manter sua amiga Maria das Graças Foster na presidência da Petrobras. Graça pode ter a vida ainda mais complicada, dependendo do que for obrigada a dizer, em depoimento ao Senado, na terça-feira que vem. Ontem, no Congresso, já se dava como certa a aposentadoria forçada da engenheira de carreira da Petrobras. Aliados do ex-presidente Lula da Silva torcem pela queda de Graça. Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES, pode substituí-la.

Para ampliar a desgraça, Graça foi obrigada ontem, pela Justiça Federal, a fornecer documentos que podem tornar ainda mais explosivas para o governo as investigações da Operação Lava Jato – que apura consistentes suspeitas de lavagem ilegal de R$ 10 bilhões. O escândalo revela ligações entre os envolvidos e membros da alta cúpula do PT, como o deputado federal André Vargas – até outro dia era tratado no partido como herói do deboche contra Joaquim Barbosa, mas, agora, virou peça descartável.

O foco investigativo consiste em reunir provas sobre a ligação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, com o doleiro Alberto Youssef, em negócios de contrato da Petrobras, no valor de R$ 443,8 milhões, com a empresa Ecoglobal Ambiental, sediada Macaé, no Norte Fluminense. A PF e o MPF investigam um documento em que, por R$ 18 milhões em uma transação, 75% da Ecoglobal seriam transferidos às empresas Quality, que pertenceria a Youssef, e Sunset Global Participações, que pertence a Costa e foi constituída em maio do ano passado com capital de apenas R$ 1 mil.

O Palhaço do Planalto joga pesado para que o ex-diretor Internacional da Petrobras e ex-diretor financeiro da BR Distribuidora, Nestor Cerveró, não apareça, quarta-feira que vem, para depor na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Dependendo do que Cerveró revelar, pode ser aberto um caminho para um até então impensável impeachment de Dilma Rousseff. A Presidenta e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já foram acionados por investidores da Petrobras ao Ministério Público Federal.

Cerveró foi detonado após revelações de que fora o autor do “resuminho” no qual Dilma Rousseff, então “presidente” do Conselho de Administração da Petrobras no governo do companheiro Lula da Silva, aprovou a compra da Refinaria Pasadena, no Texas (EUA), gerando prejuízo milionário para a empresa e seus acionistas. As palavras de Cerveró podem manchar, definitivamente, já demolida imagem de “gerentona” da Presidenta Dilma Rousseff, responsabilizando-a, diretamente, pelo mal sucedido negócio.

Ontem, o líder tucano na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), enviou ofícios ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitando informações a respeito da real disposição de Cerveró em prestar informações sobre o escândalo. A oposição deseja que Cerveró fale agora e, depois, na CPI da Petrobras, caso seja instalada.

No caos institucional tupiniquim, com três poderes batendo cabeça e invadindo a atribuição dos outros, será o Judiciário quem dará a palavra final se o Legislativo pode investigar, de forma ampla ou apenas restrita, as lambanças do Executivo. Petistas já programam pressões de bastidores sobre a ministra Rosa Maria Weber para ela relatar contra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito exclusiva sobre a Petrobras. Neutralizando à pressão, Weber ontem deu um prazo de 48 horas para o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, justificar o que realmente pretende com a CPI.

O Desafio é a nossa Poesia

 

Tirada divina

O Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aproveitou ontem o alegre clima receptivo baiano, no Fórum Ruy Barbosa, para advertir que “Deus dirá” se ele vai disputar a eleição para Presidente da República, mas só em 2018:

“Deus, Deus dirá... Sim... As pessoas não sabem que o prazo já se escoou”.

Barbosa lembrou que, para este ano, servidores públicos como ele têm um prazo de desincompatibilização do cargo de seis meses antes da eleição.

Fingimento petista

Os petistas merecem mesmo ganhar um Oscar de Efeitos Especiais:

O governador Jaques Wagner, um crítico ferrenho da condenação de seus companheiros pelo STF no processo do mensalão, dirigiu palavras amáveis ao Joaquim Barbosa, na recepção festiva no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador:

“Vou dar mais uma vez as boas vindas ao ministro Joaquim Barbosa, que já tive oportunidade fazê-lo menos formal, no Festival de Música Clássica de Trancoso (Praia do extremo-sul da Bahia). Para nós, é motivo de orgulho, a presença do presidente do Supremo”

Onde está a honestidade?

Palavras do Chefão Luiz Inácio Lula da Silva, ontem à noite, em Araçatuba, interior de São Paulo, no palanque da Caravana eleitoreira de Alexandre Padinha – em campanha descaradamente antecipada ao Palácio dos Bandeirantes:

“Só existe um jeito de combater a corrupção (...) No tempo deles, a corrupção não aparecia porque eles colocavam debaixo do tapete. Para nós, aparece. Quem não quiser ter problemas, que haja com honestidade”.

Será que os companheiros reeducandos lá Papuda e a turma que agora é alvo de investigações nas Operações Lava Jato, Porto Seguro e outras menos votadas gostaram das palavras do chefão $talinácio?

Mansão desabando

A Comissão de Valores Mobiliários, autarquia do Ministério da Fazenda que regula o mercado de capitais tupiniquim, não tem mais dúvidas de que o bilionário Eike Batista usou “insider information” (informação privilegiada nos bastidores de negócios) para manipular a venda de ações da sua petroleira OGX (agora OGP, Óleo e Gás Participações).

Eike e seus executivos na petroleira, enquanto negociavam ações, esperaram 10 meses para confessar  aos acionistas que quatro de seus campos de exploração não eram comercialmente viáveis.

Repercute, internacionalmente, a reportagem do Valor Econômico de ontem, denunciando a aberração que já fora denunciada, há muito tempo, por investidores que se consideram lesados por Eike.

Guerra eleitoral de verdade

 

A foto de Luciano Santos mostra o empresário Fernando Fantauzzi lançando, de forma inusitada, quinta-feira passada, sua pré-candidatura pelo PMDB ao governo do Estado de São Paulo.

Fantauzzi percorreu as principais ruas da cidade de São Paulo com um tanque repleto de frases contra a violência, em um manifesto que se iniciou na Avenida Paulista e terminou na rua Augusta.

Teve petralha que se borrou de medinho com a presença do tanque pelas ruas...

Criança Esperança?

Relato oficial de uma ocorrência das Forças de Pacificação no Complexo da Maré, na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, mais precisamente na região do Conjunto Esperança, nesta sexta passada, 11 de abril de 2014:

“O Comando da Força de Pacificação Maré informa que no dia 11 de abril de 2014, por volta das 10h 30min, uma patrulha motorizada desta Força realizava um deslocamento quando veio a receber um disparo de arma de fogo, vindo das proximidades de um imóvel na comunidade do Conjunto Esperança. Ao fazer a abordagem do local nossa tropa encontrou o menor G.R.M, que realizou outro disparo na direção da tropa. A patrulha, em sua defesa, dentro dos princípios da proporcionalidade, revidou a agressão, realizando um disparo de fuzil, que atingiu o agressor em uma de suas panturrilhas. O menor foi apreendido, juntamente com uma pistola 9mm e 15 cartuchos, prontamente recebeu os primeiros socorros pela tropa, que o conduziu de viatura à base de operações da Força de Pacificação, onde o médico militar o atendeu imediatamente e o conduziu de ambulância para a Unidade de Pronto Atendimento. Após o atendimento médico, o menor, juntamente com o armamento e a munição, foi conduzido para a 21ª Delegacia de Polícia, para complementação das medidas legais cabíveis, de onde será conduzido para a Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente”.

A turma dos direitos dos manos avalia que seria melhor que a Força de Pacificação tivesse adotado outro procedimento tático padrão: ter mandado umas balas Juquinha para o menor, trocando-as pelos 15 cartuchos de pistola 9 milímetros que o pacífico garotinho portava, certamente como arma de brinquedo...

Joãozinho com a Dilma

A piadinha é velha, é parodia de outra feita sobre o Presidente dos EUA, George Bush, durante o pós-ataque de 11 de setembro, mas agora circula, na versão tupiniquim, para avacalhar com a Dilma do Chefe:

Dilma foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhada de uma comitiva.

Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas
para seu governo, disse que iria responder a perguntas dos alunos.

Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:

- Qual é o seu nome, meu filho?
- Paulinho...
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas, senhora.
A primeira :
"É verdade que a senhora assaltou a casa da amante do Governador Ademar de Barros ?"
A segunda :
"É verdade que a senhora assaltava bancos?"
E a terceira :
"A senhora participou de assassinatos de pessoas ?"

Dilma fica estarrecida e desnorteada,

Mas, neste momento derradeiro, soa a campainha para o recreio e ela aproveita para uma retirada estratégica pela esquerda...

Após o recreio, Dilma indaga, recomposta do susto:

- OK, onde estávamos?

Acho que eu ia responder a algumas perguntas. Quem tem perguntas? Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

- Pode perguntar, meu filho. Como é seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas senhora.
A primeira :
"É verdade que a senhora assaltou a casa da amante do Governador Ademar de Barros?"
A segunda :
"É verdade que a senhora assaltava bancos?"
A terceira :
"A senhora participou de assassinatos de pessoas?"
A quarta :
"Por que o sino do recreio tocou meia hora mais cedo hoje?"
E, finalmente, a quinta:
"Cadê o Paulinho!!!!????? "

Pânico na Petrobras

PT monta operação para impedir que André Vargas dê com a língua nos dentes. Petista ameaça levar mais gente com ele.

André Vargas, em restaurante dos Jardins, com o bombeiro petista Florisvaldo Souza. O deputado 
petista ameaça botar a boca no trombone e afirma que não vai cair sozinho: " eu não sou o Zé Dirceu II"
Ameaçado por delação, o PT já garantiu a André Vargas o apoio total e irrestrito no seu julgamento pelo Conselho de Ética. Até o deputado sócio do doleiro Yousseff não ter ameaçado o partido, a postura era outra. Como primeira parte do planejamento, está a tentativa de desqualificar o relator do caso, afirmando que ele já fez um pré-julgamento. Júlio Delgado, deputado do PSB de Eduardo Campos e mineiro como Aécio Neves, condenou José Dirceu e não é homem para aceitar pressões.O futuro de Vargas é a perda do mandato.

Segundo o jornal O Globo, integrantes do PT estão incomodados com os pronunciamentos públicos feitos pelo deputado Júlio Delgado (PSB-MG), escolhido relator do caso André Vargas (PT-PR) no Conselho de Ética. Nos últimos dias, Delgado deixou claro que seu voto será pela abertura do processo no conselho devido às suspeitas de que ele tenha feito tráfico de influência e usado o mandato para ajudar o doleiro Alberto Youssef, preso há três semanas como suspeito de ter lavado R$ 10 bilhões. Aliados de Vargas dizem que as declarações de Delgado revelam que haverá um “linchamento” e, por isso, confirmam que Vargas deve antecipar o fim de sua licença e voltar à Câmara no dia 22. Inicialmente, ele ficaria dois meses longe da Casa para sair dos holofotes por 60 dias.

— O relator do processo anunciou o resultado de seu relatório sem nem ouvir o André. Por isso, ele tem que voltar para se defender. O Conselho não pode ter um processo de linchamento. O relator disse até que era bom para as eleições presidenciais — afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), amigo de Vargas.

Delgado, no entanto, nega estar violando o direito à defesa, mas reafirma sua disposição a ser rígido. — Não fui eu que fui ao plenário dizer inverdades. O que eu disse é que este caso tem mais questões públicas e notórias para encaminhar a admissibilidade do que tinha no caso do José Dirceu (do qual Delgado também foi relator). Mas os fatos alusivos ao nosso voto só ocorrerão depois do amplo direito de defesa e da oitiva de testemunhas. Talvez eles (do PT) estejam temerários em relação à minha postura, que eles conhecem. Aí, podem continuar temerosos — rebateu.

Após se licenciar temporariamente da Câmara, André Vargas passará este fim de semana em São Paulo preparando a defesa que apresentará ao Conselho de Ética e ao seu partido. Seu encontro com a comissão de três dirigentes do PT designados pela Executiva do partido para ouvi-lo sobre seu envolvimento com Youssef, que ocorreria ontem, foi adiado para segunda-feira.

— Queremos ouvir dele o que realmente ocorreu. Nós não temos nenhuma informação. O que nós sabemos até agora é apenas o que foi publicado pela imprensa, e há informações desencontradas. Vamos ouvi-lo, preparar um relatório e apresentar na próxima reunião da Executiva — explicou Alberto Cantalice, um dos integrantes da comissão.

Dos três integrantes do grupo, dois — Alberto Cantalice e Florisvaldo Souza — integram a tendência petista Construindo um Novo Brasil, a maior da legenda e a mesma de Vargas. O terceiro dirigente do grupo, Carlos Árabe, faz parte da Mensagem ao Partido, considerada mais crítica aos desvios de conduta de petistas.
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A propósito: a revista Isto É publica extensa reportagem afirmando que já há provas para encarcerar André Vargas. Acima, o diagrama da quadrilha montada pelo deputado.  Clique aqui para ler.

Carta endereçada a Ricardo Noblat.

Por Carlos Ilich Santos Azambuja

Você hoje publicou em sua coluna os nomes dos 362 mortos e desaparecidos durante a luta armada que teve início com o atentado no Aeroporto dos Guararapes em 1966, que matou duas pessoas e feriu 17. Então, ainda não havia AI-5.

Você deveria publicar também que o terrorismo teve início em 1961, ainda no governo Jânio Quadros, quando o primeiro grupo de terroristas foi enviado à China para receber treinamento de guerrilhas. Você sabia disso? Se não sabia bastava ler O Globo da época!

Você deveria publicar também os nomes das 130 vítimas do terrorismo aloprado. Para saber seus nomes bastaria ler O Globo!

Você sabia que os terroristas praticaram sequestros de aviões e de autoridades estrangeiras (embaixadores da Alemanha, da Suiça e o Cônsul do Japão) e brasileiras (Salles, Alonso, Beltran Martinez, Olivetto e Abilio Diniz), assaltos, assassinatos e justiçamentos, alguns de seus próprios companheiros? Se não sabia, como o Lula, bastaria ler O Globo da época"!

Você não publicou que a Organização VPR, à qual pertencia a presidentA da República mandou pelos ares o Soldado Mario Kosel Filho, sentinela de uma Organização militar em SP, que trucidou a coronhadas o Ten Mendes, da PMSP, no Vale da Ribeira, o Capitão Chandler, na frente de sua mulher e seus flhos, em São Paulo - um dos matadores, anistiado e recompensado financeiramente, não se cansa de dar entrevistas a jornais, inclusive ao O Globo -, do Major da Alemanha, aluno da ECEME, na Praia Vermelha, do marinheiro inglês (que não me lembro o nome, mas Você pode buscar no google). Você sabia disso? Se não sabia, bastava ler O Globo da época.

Você deveria escrever também sobre os justiçamentos, como os de Hening Boilesen, e dos próprios companheiros, como Marcio Leite Toledo, metralhado nas ruas de São Paulo por um seu companheiro da ALN que nunca foi preso. Se não sabia, bastava ler O Globo da época.

Você deveria escever sobre a insana Guerrilha do Araguaia, onde o primeiro a ser morto foi um militar do Exército, Se não sabia, bastava ler O Globo.

Enfim, O Globo perdeu credibilidade, alegando que o apoio - inclusive em artigo assinado pelo próprio Roberto Marinho - foi "um erro editorial". Agora, como a (C)Omissão da Verdade, o jornal atira em uma única direção para posar de bom moço para o Partido dos petralhas que atualmente desgoverna o país (basta ler O Globo).

O Globo transformou-se em um jornal escroto graças a seus redatores de agora, que ignoram o passado e o seu fundador Roberto Marinho!

Tudo isso eu escrevi ontem em carta para o Globo, mas como a carta não continha elogios, não foi publicada.

Carlos Ilich Santos Azambuja


Brasil, Chiqueiro do PT?


Decididamente o Brasil virou o chiqueiro do Partido dos Trabalhadores (PT). Seus seguidores, corruptos e incompetentes, meteram as quatro patas em tudo e conseguiram em onze anos desestruturar o que ainda funcionava no país, sem falar que levaram as duas maiores empresas nacionais, Petrobras e Eletrobrás à falência. A economia há muito desce a ladeira, a saúde publica é roleta russa, a educação básica virou pornografia, a segurança permite sessenta mil assassinatos por ano, a política internacional fez parceria com o que há de mais podre no mundo. Setenta por cento do que o país arrecada é investido na conta corrente da bandidagem, que compõe os dois maiores partidos do país. Aliás, na minha opinião, esses dois partidos deveriam fundirem-se a adotar a sigla (PL) Partido dos Ladrões.

 A cada dia a sociedade é agredida com mais uma podridão e tudo continua como antes. A megaquadrilha tem matriz em São Bernardo do Campo ( trono do Exu de Garanhuns) e três filiais em Brasília. O Palácio do Planalto, principal executor das ordens da matriz, está sob o comando da gerentona que assina documentos sem ler. O Congresso Nacional, abriga um departamento de compra e venda de interesses tanto no atacado e no varejo; as casas são dirigidas por nobres acima de qualquer suspeita. Por exemplo, na Câmara, o primeiro vice presidente da casa é um ladrão cujo sócio já está trancafiado, e, se o Brasil fosse um pais sério, ele também já estaria preso.

 O presidente do Senado é um embusteiro. Além de já ter um passado reconhecidamente podre, acaba de criminosamente modificar um documento da Suprema Corte e usá-lo em plenário, para tentar convencer a casa de que é permitido a criação de uma CPI envolvendo vários fatos a serem investigados, quando na verdade isso não é permitido. O que realmente o "nobre" Renan, reserva moral do senado ao lado de Jose Sarney, fez foi criminosamente falsificar um documento da Suprema Corte redigido pelo ex-ministro Paulo Brossard. Uma vergonha, melhor dizendo uma falta de vergonha desse indivíduo que dirige o Senado da República, uma das casas responsáveis pela criação e ratificação de nossas leis. Um belo país o nosso, não é verdade? dá orgulho de, ao chegarmos no exterior, batermos no peito e dizer - Somos brasileiros.

 O Supremo Tribunal Federal (STF) está aparelhado para servir ao governo. Por questões ideológicas ultrapassadas e perigosas para a integridade do nosso território, apagou nossas fronteiras Norte (Raposa Serra do Sol); legalizou manifestações publicas que fazem apologia ao uso de drogas contribuindo para a desintegração social;  legaliza os roubos; blinda os corruptos oficiais por interesses inconfessáveis, e cria insegurança jurídica. O STF hoje passou a ser refúgio da bandidagem oficial que, quando por excesso de roubo, caem nas mãos do que ainda resta da imprensa livre e são denunciado juridicamente. A grande maioria dos jornalistas, hoje, está comprometida com a quadrilha e dá espaço para os atuais dirigentes invadirem as nossas casas e nos chamarem de idiotas a todo momento. Vide a rede Globo.

 É impressionante o faro do partido dominante para descobrir e conseguir arrebanhar no submundo do crime o que há de mais bem capacitado para executar sem nenhum pudor as mais sujas e variadas funções dentro dessa organização criminosa que tomou conta do país. O almoxarifado do partido tem nas prateleiras especialistas para qualquer patifaria e são convocados na hora certa para o lugar certo. É verdade que esse ano a organização sofreu algumas baixas, mas o estoque ainda é muito grande, Não foi afetado, daria para povoar a Papuda mesmo com a retirada de todos os antigos apenados. E diga-se de passagem: seria uma retirada extremamente necessária para evitar que os antigos sejam contaminados pelos novos hóspedes. Gente extremamente desclassificada.


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*Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

Graça Foster peita a PF e é advertida: entrega os documentos ou vamos vasculhar a empresa. Governo monta versão para esconder os fatos.

Presidente da Petrobras tenta impedir ação da PF na Operação Lava Jato II

O Estadão revela que, na Operação Lava Jato II, que ontem incluiu até mesmo busca e apreensão na sede da Petrobras, a primeira reação da presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, ao receber os policiais, por volta de 9h, na sede da empresa, foi se recusar a repassar dados sobre um contrato milionário assinado na sua gestão com a empresa Ecoglobal Ambiental Comércio e Serviços. Avisada de que a resistência daria à PF o direito de vasculhar a empresa em busca dos documentos, uma vez que estava autorizada judicialmente por um mandado de busca e apreensão, a executiva recuou e liberou a papelada.
                                         
A negociação levou a permanência de um delegado e de três agentes na sede da Petrobrás por quase seis horas. De acordo com um segurança da sede da Petrobrás, os agentes policiais entraram a pé pela recepção da garagem do prédio, se identificaram e informaram sobre a Ordem Judicial, expedida pela Seção Judiciária do Paraná. Funcionários do setor jurídico da estatal desceram para receber os policiais ainda no estacionamento. Segundo o segurança, os agentes disseram que iriam cumprir "intimações" na estatal.

No final da noite, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, saiu em defesa da presidente da Petrobrás e repetiu o que as duas notas já haviam afirmado de que os documentos foram entregues pela empresa "espontaneamente". A nota divulgada pela Polícia Federal recebeu o aval de Cardozo antes de ser publicada.

Segundo fontes, o ministro compartilhou seu conteúdo com o colega da Casa Civil, Aloizio Mercadante, um dos mais próximos da presidente Dilma Rousseff. O texto apresenta duas explicações em referência aos mandados cumpridos nesta sexta. A Polícia Federal informa que "a Justiça Federal no Paraná expediu mandados de intimação prévia para que a Petrobrás apresentasse documentos. Como houve colaboração, não foi necessário o cumprimento de mandados de busca e apreensão para o êxito na obtenção desses papéis."

Menciona, também, que a "presidência da Petrobrás colaborou com os policiais federais apresentando os documentos, que foram apreendidos e contribuirão para a continuidade das investigações". A PF não explicou porque os agentes ficaram várias horas na sede da estatal, embora a justificativa seja que apenas foram coletados documentos, cuja entrega já havia sido acertada com a empresa.

A nota da Petrobrás informa que a estatal recebeu uma ordem judicial para entrega de documentação sobre um contrato investigado pela Polícia Federal. Segundo o comunicado, a presidente acionou "imediatamente" a gerência jurídica da empresa para dar encaminhamento às solicitações dos agentes. O comunicado informa ainda que a empresa cumpriu as determinações expedidas pela Seção Judicial do Estado do Paraná.

Integra da nota da Polícia Militar de São Paulo

Mais uma vez, somos questionados por um órgão de imprensa sobre o nosso modelo de polícia, o militar. O ponto de início da matéria a ser construída obedece a alguns entendimentos já pacíficos por parte da reportagem e subsidiados pela opinião de "especialistas". Vejamos:

A Polícia Militar trata parte da população brasileira como potencial inimigo;
O sistema de segurança pública é o mesmo da ditadura, guiado pela Lei de Segurança Nacional;
A ditadura ainda está na cabeça dos governantes e principalmente das polícias;
A PM que está aí atira para matar. Ela está servindo a outros interesses.

Como diria o colunista Reinaldo Azevedo, este é mesmo "o ano de satanização dos militares".

É triste ver como a desinformação parece habitar algumas mentes neste nosso Brasil de tantos Brasis. Pior: é mais triste ver como alguns sentimentos se tentam materializar, migrando da quimera à teoria; daí à crença; por fim, daí à "verdade".

Ninguém deveria se ocupar do julgamento do pretérito, especialmente com os olhos do presente, mas não é o que ocorre neste país... Conseguimos anistiar pessoas, mas não conseguimos libertar o passado, que parece um espírito confuso, agarrando-se a um corpo jacente.

Falar em inimigos, em Lei de Segurança Nacional, que a PM atira para matar, se não fosse terrível, seria cômico, porque denota, sim, a construção de um pensamento que se pretende coletivo, a partir de pessoas que se sentem intelectuais.

Seria mais simples pensar o mundo a partir de fatos, mas alguns propagadores de opinião preferem as ideologias, o partidarismo e, até, o oportunismo.

Na maioria das vezes, as polícias militares se desviam do posicionamento político (na essência da palavra); nossos contumazes detratores, não. E essa desigualdade se reflete no açoite cotidiano à categoria que se imbui de receber sobre si todos os pecados do mundo.

Talvez seja oportuno então alertarmos a sociedade quanto ao Brasil que alguns sonham construir, numa versão romântica, e bastante suspeita.

Antes disso, porém, talvez devêssemos informar que, desde 1997, a Polícia Militar de São Paulo se estrutura a partir de conceitos de polícia comunitária.

Pode-se mencionar também que o Método Giraldi de Tiro Defensivo para a Preservação da Vida, criado por um oficial da PM paulista e nela desenvolvido, é recomendado pela Cruz Vermelha Internacional como efetivamente aplicável ao treinamento das polícias.

Nosso Programa Estadual de Resistência às Drogas (Proerd), em vinte anos de atividade, já formou mais de sete milhões de crianças, ensinando-lhes caminhos seguros para fugir ao contato com esse mal que assombra nossa sociedade. Isso significa dizer que já educamos um número de jovens que representa 16% dos 43 milhões de paulistas, segundo estimativa do IBGE para o ano de 2013.

E não seria demais também lembrar que, no ano passado, atendemos 2.450.098 ocorrências, prendemos 183.952 pessoas, apreendemos mais de 80 toneladas de drogas, 13.828 armas de fogo em poder de criminosos, prestamos 2.506.664 atendimentos sociais e resgatamos 619.231 pessoas..

Seria tudo isso fruto de nossa vocação para enxergar a população como inimiga? Seria a ditadura que ainda está em nossa cabeça? A influência da Lei de Segurança Nacional? Ou ainda nossa compulsão de atirar para matar?!

Em que mundo esses "especialistas" fundamentam suas teorias

Muito provavelmente a resposta esteja em outro século e em outro continente, nascida da cabeça de alguém que pregou a difusão de um modelo hegemônico, que se deve construir espalhando intelectuais em partidos, universidades, meios de comunicação. Em seguida, minando estruturas básicas e sólidas de formação moral, como família, escola e religião. Por fim, ruindo estruturas estatais, as instituições democráticas. Assim é o discurso desses chamados "intelectuais orgânicos", como costumam se denominar, em consonância com as ideias revolucionárias do italiano Antonio Gramsci, que ecoaram pelo mundo a partir da década de 1930.

Tão assombrosa quanto esse discurso anacrônico, ou mais, é a teorização formulada por quem, em vez de servir a uma instituição, prefere servir-se dela, desqualificando-a, conspurcando-a. Nesse caso, o problema talvez não esteja na ideologia, mas na conveniência da oportunidade de mercado.

No presente momento em que diversos grupos supostamente democráticos fazem coro para desmilitarizar a nossa polícia, vemos pessoas que aqui passaram a maior parte de sua vida se colocando como arautos das mudanças que urgem. Esse tipo de voz ecoa muito mais pelo inusitado do que pela qualidade de seus argumentos pseudocientíficos. É a chamada crítica à moda Brás Cubas. Saca-se alguém de um determinado meio e essa pessoa recebe chancela de legitimidade por falar de algo que, em tese, conhece por vivência.

É inadmissível que um profissional, que deveria ter compromisso com a verdade, pois assim assumiu em juramento, falar em premiações, medalhas a policiais que matam, como se isso fosse uma prática corrente, cultural. Somos a instituição que mais depura seu público interno, sujeita a regulamentos, códigos rígidos de conduta e com uma corregedoria implacável contra agressores de policiais e contra policiais bandidos. Exoneramos centenas. Só em 2013, foram 349. Como dizer que toleramos o erro? Onde está a responsabilidade no que é dito.

Enfim, parece ser oportuno criticar um modelo de polícia que suporta o tempo e as circunstâncias adversas. Temos história, uma cultura, valores morais, coisa rara nos dias de hoje.

Critica-se, mas, no momento da agrura, sabemos qual é a última instância salvadora, quem pode nos socorrer: "o policial ditador, que nos vê como inimigos, que age conforme a L.S.N., que atira para matar...". É como soava no refrão de Chico Buarque: ".... Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir...". Vem o sufoco, a salvação; passa o sufoco, torna-se ao linchamento. Será que a sociedade prescinde um dia de nós? Uma manhã? Uma hora?

Ainda somos uma democracia, é bom que nos lembremos sempre disso. Se um dia tivermos de mudar nosso modelo, que seja pelo desejo do povo, não de "especialistas".

Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de São Paulo



Lula coloca o PT em campanha aberta contra a Imprensa. Envolvido em casos escabrosos de corrupção, o partido deveria se preocupar menos com jornalistas e mais com policiais e juízes.

Lula, os blogueiros sujos e pagos e, ao fundo, Franklin Martins, coordenador da campanha de Dilma na internet e mentor do famigerado "controle social da mídia"

Ontem, em comício do PT no interior de São Paulo,  Lula  voltou à carga contra a imprensa. "[Os militantes] têm que saber o que cada um tem que fazer [saindo dessa plenária], porque nós não temos a Rede Globo do nosso lado", disse. "Aliás, nós não temos um meio de comunicação nos defendendo. Você não aparece no jornal das 7, no jornal das 8, no jornal das 9, nada! Se você aparece, é com matéria negativa", acrescentou o petista.

Como se a Imprensa tivesse culpa pela lama que envolve o governo Dilma, com denúncias de superfaturamento em obras públicas, propinoduto instalado na Petrobras, economia em queda e nenhuma, absolutamente nenhuma notícia que possa merecer uma notícia de rodapé a favor da gestão petista.

A campanha de Lula contra a liberdade de imprensa e pela volta do controle social de mídia começou exatamente com uma afronta sua ao jornalismo. Reuniu dez blogueiros financiados por debaixo do pano pelo governo para uma coletiva de quase três horas no Instituto Lula. Na verdade, não foi uma coletiva. A claque financiada levantava um assunto e Lula discorria sobre ele, tudo conduzido pelo ex-ministro Franklin Martins. Vejam, abaixo, trechos desta entrevista:

"Acho que os meios de comunicação no Brasil pioraram do ponto de vista da liberdade, do ponto de vista da neutralidade e agora que vocês [os blogs] tão fortemente conquistaram a neutralidade da internet, têm que começar a campanha para conquistar a neutralidade dos meios de comunicação para eles pelo menos serem verdadeiros. Podem ser contra ou a favor, mas que a verdade prevaleça".

"Perdemos um tempo precioso e não fizemos o marco regulatório da comunicação nesse país. Temos que retomar com muita força essa questão da regulação dos meios de comunicação do país. O tratamento à Dilma é de falta de respeito e de compromisso com a verdade".

"Vejo alguns números colocados por pessoas da Petrobras e os números colocados pela imprensa e eles não batem entre si".

"Estamos sendo conduzidos por uma massa feroz de informações deformadas".

"No fundo, no fundo, e vocês todos são pessoas informadas, a imprensa construiu quase que o resultado desse julgamento [do mensalão]. Eu me pergunto como é possível uma CPI que começou investigando o desvio de R$ 3 mil em uma empresa pública [os Correios ], que era dirigida pelo PMDB e que investigava um cara do PTB, terminou no PT? É indescritível!".

"Espero que a história do mensalão seja recontada nesse país e, se eu puder, vou ajudar a reconta-la. Como uma CPI que começou por causa de R$ 3 mil nos Correios terminou no mensalão? Temos que mostrar qual foi o papel da imprensa!".

"O mensalão foi o mais forte processo político desse país em que a imprensa teve papel de condenação explícita antes de cada sessão, de cada ato" E concluiu: "Nunca vi nada igual! O massacre era apoteótico!"


Lula, como se vê, encontrou um culpado para os crimes do PT: a imprensa. Acha que pode manipular a opinião pública, como o fez em governos anteriores. Está certo ao dizer que hoje tem a internet para fazer o contraponto. No caso do PT, ela não vai funcionar, tendo em visto a criminalização crescente do partido e do governo. Lula deveria se preocupar menos com jornalistas e mais com policiais e juízes. E, obviamente, com um eleitor cada vez mais bem informado.

Vou me embora pra Bruzundanga


O Brasil é um país fantástico. Nulidades são transformadas em gênios da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres. Temos ao longo da nossa História diversos exemplos. O mais recente é Dilma Rousseff.

Surgiu no mundo político brasileiro há uma década. Durante o regime militar militou em grupos de luta armada, mas não se destacou entre as lideranças. Fez política no Rio Grande do Sul exercendo funções pouco expressivas. Tentou fazer pós graduação em Economia na Unicamp, mas acabou fracassando,não conseguiu sequer fazer um simples exame de qualificação de mestrado. Mesmo assim,durante anos foi apresentada como "doutora" em Economia. Quis-se aventurar no mundo de negócios, mas também malogrou. Abriu em Porto Alegre uma lojinha de mercadorias populares, conhecidas como "de 1,99″. Não deu certo. Teve logo de fechar as portas.

Caminharia para a obscuridade se vivesse num país politicamente sério. Porém, para sorte dela, nasceu no Brasil. E depois de tantos fracassos acabou premiada:virou ministra de Minas e Energia.Lula disse que ficou impressionado porque numa reunião ela compareceu munida de um laptop. Ainda mais: apresentou um enorme volume de dados que, apesar de incompreensíveis, impressionaram favoravelmente o presidente eleito.

Foi nesse cenário, digno de O Homem que Sabia Javanês, que Dilma passou pouco mais de dois anos no Ministério de Minas e Energia. Deixou como marca um absoluto vazio. Nada fez digno de registro. Mas novamente foi promovida. Chegou à chefia da Casa Civil após a queda de José Dirceu, abatido pelo escândalo do mensalão. Cabe novamente a pergunta: por quê? Para o projeto continuísta do PT a figura anódina de Dilma Rousseff caiu como uma luva. Mesmo não deixando em um quinquênio uma marca administrativa um projeto, uma ideia, foi alçada a sucessora de Lula.

Nesse momento, quando foi definida como a futura ocupante da cadeira presidencial, é que foi desenhado o figurino de gestora eficiente, de profunda conhecedora de economia e do Brasil, de uma técnica exemplar,durona,implacável e desinteressada de política.Como deveria ser uma presidente a primeira no imaginário popular.

Deve ser reconhecido que os petistas são eficientes. A tarefa foi dura, muito dura.Dilma passou por uma cirurgia plástica, considerada essencial para, como disseram à época, dar um ar mais sereno e simpático à então candidata. Foi transformada em "mãe do PAC". Acompanhou Lula por todo o País. Para ela e só para ela a campanha eleitoral começou em 2008. Cada ato do governo foi motivo para um evento público, sempre transformado em comício e com ampla cobertura da imprensa. Seu criador foi apresentando homeopaticamente as qualidades da criatura ao eleitorado.Mas a enorme dificuldade de comunicação de Dilma acabou obrigando o criador a ser o seu tradutor, falando em nome dela e violando abertamente a legislação eleitoral.

Com base numa ampla aliança eleitoral e no uso descarado da máquina governamental, venceu a eleição. Foi recebida com enorme boa vontade pela imprensa. A fábula da gestora eficiente, da administradora cuidadosa e da chefe implacável durante meses foi sendo repetida. Seu figurino recebeu o reforço, mais que necessário, de combatente da corrupção.Também,pudera: não há na História republicana nenhum caso de um presidente que em dois anos de mandato tenha sido obrigado a demitir tantos ministros acusados de atos lesivos ao interesse público.

Como esgotamento do modelo de desenvolvimento criado no final do século 20 e um quadro econômico internacional extremamente complexo,a presidente teve de começar a viver no mundo real. E aí a figuração começou a mostrar suas fraquezas. O crescimento do produto interno bruto (PIB) de 7,5% de 2010, que foi um componente importante para a vitória eleitoral, logo não passou de uma recordação. Independentemente da ilusão do índice (em 2009 o crescimento foi negativo: -0,7%), apesar de todos os artifícios utilizados,em 2011 o crescimento foi de apenas 2,7%.

Mas para piorar, tudo indica que em 2012 não tenha passado de 1%. Foi o pior biênio dos tempos contemporâneos, só ficando à frente,na América do Sul,do Paraguai. A desindustrialização aprofundou-se de tal forma que em 2012 o setor cresceu negativamente: -2,1%. O saldo da balança comercial caiu 35% em relação à 2011, o pior desempenho dos últimos dez anos, e em janeiro deste ano teve o maior saldo negativo em 24 anos. A inflação dá claros sinais de que está fugindo do controle. E a dívida pública federal disparou: chegou a R$ 2 trilhões.

As promessas eleitorais de 2010 nunca se materializaram.Os milhares de creches desmancharam-se no ar. O programa habitacional ficou notabilizado por acusações de corrupção. As obras de infraestrutura estão atrasadas e superfaturadas. Os bancos e empresas estatais transformaram-se em meros instrumentos políticos a Petrobrás é a mais afetada pelo desvario dilmista.

Não há contabilidade criativa suficiente para esconder o óbvio: o governo Dilma Rousseff é um fracasso.E pusilânime: abre o baú e recoloca velhas propostas como novos instrumentos de política econômica. É uma confissão de que não consegue pensar com originalidade. Nesse ritmo, logo veremos o ministro Guido Mantega anunciar uma grande novidade para combater o aumento dos preços dos alimentos: a criação da Sunab.

Ah, o Brasil ainda vai cumprir seu ideal: ser uma grande Bruzundanga. Lá, na cruel ironia de Lima Barreto, a Constituição estabelecia que o presidente "devia unicamente saber ler e escrever; que nunca tivesse mostrado ou procurado mostrar que tinha alguma inteligência; que não tivesse vontade própria; que fosse, enfim, de uma mediocridade total".

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Marco Antonio Villa é Cientista Político – Originalmente publicado no jornal O Estado de SP - em 13 de Fevereiro de 2013.

Nota do Alerta Total – “Os Bruzundangas” é um dos mais incríveis livros escritos pelo negão Lima Barreto. A obra ironiza, justamente, nossa mania nacional de transformar pseudosintelectuais em “gênios da raça”, em um País que vive sempre no mundo imaginário: Bruzundanga. Quem não conhecia o livro, tem obrigação de ler: “OS BRUZUNDANGAS”

A rediscussão da anistia

Lázaro Guimarães* - Correio Braziliense

A arena política não tem lugar para a coisa julgada. É o que indica o furor da discussão, no plano internacional, em torno da eficácia da anistia concedida em consequência de pactos celebrados com o objetivo de encerrar regimes ditatoriais.

A mais nova polêmica se trava na Espanha, eis que José Maria Galante e outros companheiros de presídio sob a ditadura de Francisco Franco, nos anos 1970, recorreram à Justiça da Argentina para postular a condenação por crimes contra a humanidade do seu torturador, Antonio González Pacheco, conhecido como Billy the Kid, porque tinha o hábito, quando servia em unidade de repressão, de se apresentar às vítimas rodando a pistola entre as mãos.

Os Pactos de Moncloa, firmados em 1977, sob inspiração do Rei Juan Carlos e do primeiro-ministro Adolfo Suarez, falecido em março passado, permitiu a redemocratização espanhola, incluindo ampla anistia, que beneficiou tanto os opositores quanto os seguidores de Franco. As cortes espanholas têm rejeitado, desde então, a reabertura de casos envolvendo ações de motivação política anteriores à Lei de Anistia. O juiz Baltazar Garsón até tentou, em 2008, conhecer de denúncias contra autoridades acusadas da prática de tortura, mas terminou afastado de suas funções porque o Conselho da Magistratura acolheu representação em que alegada a produção ilegal de prova.

Para fugir da rigidez da Justiça da Espanha sobre a matéria, Galante se valeu de precedentes da Justiça argentina e lá está processando o seu algoz, em meio a polêmica quanto à possibilidade de o governo de Madri extraditar o acusado ou até mesmo fornecer documentos requisitados pelos juízes de Buenos Aires.

A situação no Brasil não difere da ocorrida na Espanha. O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento quanto à inviabilidade da abertura ou reabertura de processos para apuração de fatos cobertos pela Lei de Anistia, o que não impediu a apresentação de projeto no Congresso Nacional permitindo o julgamento de delitos praticados nos porões do regime militar.

É difícil dizer para a vítima de tortura que esqueça o passado, mas o certo é que houve ampla negociação de âmbito nacional, a partir dos movimentos sociais, unindo partidos políticos, sindicatos, Ordem dos Advogados do Brasil, Igreja Católica e governo militar, que resultou na promulgação da Lei nº 6.683, de 23 de agosto de 1979, cujo art. 1° assim dispõe: "É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário, aos militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em atos institucionais e complementares".

Levadas ao Judiciário pretensões contrárias ao comando legal do esquecimento, manifestou-se a Corte Suprema pela prevalência da anistia. Então, não há mais o que discutir.

Nada impede, é certo, a coleta de dados sobre os fatos, missão das comissões da verdade e da sindicância recentemente aberta pelo Ministério da Defesa, mas sem que se estenda a apuração a qualquer intento punitivo, o que pode causar reação de setores belicosos, de um lado, e, do outro, do espectro político, com resultados desastrosos. E nem se pense em transpor o caso para a Argentina, porque seria muito pior.



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*Lázaro Guimarães é Magistrado - Desembargador Federal

PF encontra planilha de doações com ex-diretor da Petrobras.

Tabela apreendida em documentos de Paulo Roberto Costa mostra relação de empresas com campanhas
Tabela apreendida em documentos de Paulo Roberto Costa mostra relação de empresas com campanhas
Um documento apreendido pela Polícia Federal na casa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa levanta a suspeita de que ele intermediava o repasse de dinheiro de grandes empreiteiras para políticos. Costa foi preso na Operação Lava Jato e é apontado pela Polícia Federal como integrante de um esquema que movimentou de forma suspeita cerca de R$ 10 bilhões.

Uma tabela apreendida, à qual a Folha teve acesso, é escrita a mão e está dividida em três colunas: nome da empresa'', executivo'' (com os nomes dos responsáveis de cada empresa) e solução", em que aparece a descrição do andamento da negociação em questão. "[O documento traz] Diversas anotações que indicam possíveis pagamentos para candidatos', podendo indicar financiamento de campanha", escreve a Polícia Federal no relatório de análise do material apreendido.

As empresas citadas são conhecidas doadoras de campanhas eleitorais. No campo soluções, aparecem relatos como: "Está disposto a colaborar. Iria falar com executivo para saber se já ajudam em algo", "Já está colaborando, mas vai intensificar mais para a campanha a pedido do PR", e "Já teve conversa com candidato, vai colaborar a pedido do PR". No análise do documento, os agentes da PF se questionam sobre se a sigla PR significa Paulo Roberto.

Ainda na tabela, há os seguintes registros: "Empresa passando por processo de venda, vai colaborar a partir de julho" e "já vem ajudando, pediu para certificar se candidato está ciente. Vai ajudar + a pedido PR". As anotações datam de fevereiro, mas não há registro de qual ano se trata.

Um dos focos de apuração da Lava Jato é a transferência de dinheiro de empresas que tinham contrato com a Petrobras para uma conta que, de acordo com a PF, era usada pelo esquema para repassar propina para funcionários públicos e políticos.

No relatório de análise do material apreendido na casa do ex-diretor da estatal, a Polícia Federal registra ainda a existência de um documento com o título "PLANILHA VALORES (Existente/Entradas/Saídas) a partir de 30/11/12 até 03/06/13, que aparenta ser uma contabilidade manual' da empresa Costa Global [empresa de Paulo Roberto]". No texto, os agentes destacam que na rubrica "Entrada" há a inscrição "primo", que é o apelido pelo qual é conhecido o doleiro Alberto Youssef, apontado pela PF como um dos coordenadores do esquema.

'ORGANIZADO'

Conforme a Folha revelou na semana passada, empresários e congressistas descrevem Costa nos bastidores como "organizado", dono de arquivos em que guardaria planilhas detalhadas com os registros do que fazia. Por essa razão, o ex-diretor da Petrobras é um dos focos da oposição, que tenta criar uma CPI no Congresso para investigar a Petrobras e desgastar o governo Dilma Rousseff no ano eleitoral.

Na apreensão na casa do ex-executivo da estatal, os investigadores destacam também a grande quantidade de valores em espécie: US$ 181 mil e R$ 762 mil. Paulo Roberto Costa foi preso em 20 de março sob a acusação de tentar destruir documentos. Ele recebeu de Youssef um Land Rover Evoque, carro no valor de R$ 250 mil. Segundo a Polícia Federal, ambos tinham um relacionamento estreito. (Folha de São Paulo)

sábado, 12 de abril de 2014