terça-feira, 10 de março de 2015

Meu amigo militar da ativa, da reserva e reformado

Por Jos R. de Freitas Freitas

Há muito tempo estamos sendo provocados, desde o governo de FHC, passando pelos governos Lula e agora pelos governos Dilma.

Tudo é motivo de provocação, de chacota, de tentativa de desmoralização, de ameaças e de puro revanchismo desses governos.

A situação piorou com o advento dos governos petistas.

Sofremos e continuamos sofrendo ameaças, retaliações, perseguições e toda a sorte de provocações.Nomes de Presidentes Militares foram retirados de praças, de ruas, de pontes, de escolas e bustos foram derrubados. Em seus lugares colocaram os "heróis deles", como Lamarca, Marighella e outros. Um revanchismo sem limites.

Ministros da Defesa nomeados incompetentes, desconhecedores dos assuntos militares e que tem um passado contra os nossos ideais. Isso é mais uma maneira de nos confrontar.

Há muito tempo nos mantemos calados, sem a voz firme dos nossos comandos, sem as devidas respostas aos questionamentos esquerdistas e com isso a história vem sendo gradativamente invertida.

Companheiros nossos, dignos e grandes militares, sendo perseguidos, uns menos outros mais, a exemplo do Cel Ustra que sofre perseguição cruel e constante dos vermelhos.

Nossos companheiros da ativa são privados de se manifestarem a sombra dos regulamentos mas nós temos e devemos representá-los nas manifestações, é nossa obrigação, à luz da Constituição defendê-los desse revanchismo inexplicável dos que foram derrotados.

Lula, recentemente, ameaçou o país com um tal de "exército de Stédile", o chefete do MST. Isso é provocação! E ninguém faz nada contra o cara e nem contra esse movimento de baderneiros, invasores de terra, pseudos agricultores, forjados na linha vermelha de Cuba e contando com o incentivo mais recente do governo da Venezuela.

Não podemos tolerar isso, temos de reagir e a hora vem chegando.

No dia 15 de Março estarei na praça dos Três Poderes e gostaria de ver meus companheiros da reserva e reformados reivindicando respeito ao país, ao povo honesto e trabalhador do Brasil, respeito aos militares e às instituições.

Amigo da reserva e reformado, no dia 15 de Março participe do movimento em prol do Brasil!


Convide seus familiares e amigos para a nossa causa! Participe, o BRASIL precisa de nós !!! REPASSE !!!


Debaixo da cama como penico


rato2Depois de ameaçar jogar o “EXÉRCITO” do MST contra o povo, LULA se esconde.

São nos momento de dificuldade que os grandes líderes se revelam. Os grandes covardes também. O Brasil enfrenta uma das maiores crises políticas de sua história, desencadeada pela descoberta de um gigantesco esquema de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores.

Há poucos dias, no lugar de tentar manter um pouco de dignidade e enfrentar como homem as consequências dos erros de seu partido, o Líder máximo do PT ousou ameaçar seu povo com guerra. Em um ambiente seguro, repleto de simpatizantes, Lula quis “parecer” valente, quando prometeu convocar o “exército” do MST para combater nas ruas os cidadãos que tentassem se manifestar contra a corrupção.

Diante das fortes repercussões de repúdio à sua ameaça, inclusive de setores do Exército Brasileiro, Lula se acovardou, assim como o líder do MST, que tentou desconversar sobre a clara ameaça feita ao povo em seu nome e de seu movimento. Desde então, Lula tem evitado a imprensa.

Após a divulgação da lista de nomes envolvidos nos desvios da Petrobras, onde absolutamente todos possuem algum tipo de ligação com o PT e o governo, Lula resolveu se esconder de todos.

É como se um chefe de família fosse parar debaixo da cama diante de uma ameaça contra seus filhos. São em momentos como este que se conhece o verdadeiro caráter de um homem.

Panelaço, buzinaço, vaias e xingamentos decretam desgaste completo e fim patético do desgoverno Dilma


Não adiantou nada Dilma Rousseff pedir paciência em seu patético discurso de cadeia (por enquanto, de rádio e televisão), atrapalhando o domingão. Enquanto Dilma misturava a demagogia de exaltar o Dia Internacional da Mulher e a desesperada tentativa de prometer novos rumos a um desgoverno completamente desmoralizado, atendendo a uma convocação relâmpago nas redes sociais, nas ruas escutou-se um impressionante panelaço-buzinaço, acompanhado de vaias e xingamentos à Presidenta manchada pela corrupção do Petrolão e detonada pela crise econômica que sua gestão temerária ajudou a agravar.

A manifestação espontânea de ontem contra Dilma dá bem a dimensão do que será o mega-ato de rua programado para domingo que vem, 15 de março. Tudo indica que será um divisor de águas. A previsão é de esgotamento fatal da Nova República, que nasceu velha em 1985 e se esclerosou com o corrupto sindicalismo de resultados (para os bandidos), a partir de 2003. Como o Executivo e o Legislativo totalmente desmoralizados perante a opinião pública, o impasse institucional exigirá uma postura do que restar do judiciário (também em ritmo de desgaste, por causa da conjuntura de impunidade) e do poder militar (que historicamente sempre interveio em crises incontornáveis, mas não dá qualquer sinal evidente de que possa fazer isto agora). Sobrou para o povão, na base da massa inorgânica, a cobrança derradeira. Este cenário é o caos se avizinhando...

Na economia, a previsão é de derretimento. O mercado deve operar nervoso a semana toda. Dólar subir não será novidade. Sua cotação é incontrolável pela racionalidade econômica, desde 1961, quando o então presidente Jânio Quadros baixou a Instrução 207 da SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito), que depois virou Banco Central do Brasil, promovendo artificiais intervenções sobre a troca da moeda norte-americana, sempre sujeita a especulações. Neste cenário de dólar em alta, o exportador tem ilusão de ganho. E quem importa entra pelo cano, pois paga mais caro e transfere o custo disto para a sociedade. A carestia e a "inflação" completam a bagunça, gerando queda de consumo e desemprego, que causam a concreta insatisfação contra Dilma. Os preços relativos no Brasil estão mais doidos que a equipe econômica...

Por isso, soou como uma piada de mau gosto Dilma vir ontem ao rádio e televisão, com vestidinho verde-esperança, fazer demagogia com a conjuntura econômica e a político-policial. Dilma teve a cara de pau de declarar: "Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos. É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras". Por isso, levou tanta panelada, buzinada, vaia e xingamento.


É o fim do caminho para Dilma, a Presidenta Porcina, que foi sem nunca ter sido Presidente.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Reação ao pronunciamento de Dilma na TV

Minas Gerais - Belo Horizonte
Panelaço na capital mineira


População grita "Fora Dilma" em Belo Horizonte durante pronunciamento


Rio de Janeiro - Barra da Tijuca
Panelaço na capital fluminense


Vaia durante o discurso da Dilma


Paraná - Curitiba
Panelaço na capital paranaense


Panelaço Fora Dilma - Curitiba


Goiás - Goiânia
Panelaço na capital goiana


Fora Dilma Jardim Goiás Goiânia


São Paulo
Panelaço na capital paulista


Protesto em SP "Fora Dilma" após seu pronunciamento


São Paulo – Morumbi
Panelaço na capital paulista


Reação dos Vizinhos no pronunciamento de Dilma!


São Paulo - Moema
Panelaço na capital paulista


Panelaço Fora Dilma


Fonte: YouTube

ELETROLÃO: Esquema no Setor Elétrico é igual ao PETROLÃO


Estrutura administrativa que possibilitou o 
PETROLÃO é exatamente igual nas elétricas
Estrutura que possibilitou o PETROLÃO é o mesmo das elétricas

A corrupção na Petrobras, desmantelada pela Operação Lava Jato, prosperou a partir de estrutura semelhante às estatais do setor elétrico. O esquema montado pelo PT na Petrobras concentrou poder decisório em duas diretorias (Abastecimento e Serviços) definindo compras, licitações, contratos, parcerias, tudo que possibilitasse, digamos, negócios. No setor elétrico, o modelo adotado é exatamente o mesmo.

Quando afirmou, em depoimento, que o escândalo no setor elétrico “é ainda pior”, o ex-diretor ladrão Paulo Roberto Costa sabia o que dizia.

Implantado por Lula, o modelo decisório no setor elétrico se mantém até hoje: quem manda são os diretores de Engenharia, ligados ao PT.

Diretores de Engenharia nem precisam dar satisfações aos presidentes das estatais, que, no máximo, apenas referendam suas decisões.

São os diretores de Engenharia e não seus presidentes os maiorais nas estatais Eletrobas, Eletronorte, Chesf, Furnas e Eletrosul. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto

'Não tenho rabo preso. CPI da Petrobras vai investigar Dilma e Lula', diz Hugo Motta



O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta do PMDB, afirmou que a presidente Dilma e o ex-presidente também serão investigados pela comissão. "O PMDB é aliado do Planalto, não subserviente. Não pode ser convocado só na hora de tomar o remédio amargo". E mais. Os empreiteiros do petrolão também serão convocados para depôr, além de nomes envolvidos até o pescoço com o propinoduto. O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco abre a rodada na próxima terça-feira. Acompanhe a entrevista exclusiva com Joice Hasselmann.

Enquanto Dilma nega realidade na TV, Brasil protesta


Dilma fala em cadeia de rádio e TV no Dia Internacional da Mulher - 08/03/2015
Dilma fala em cadeia de rádio e TV no Dia Internacional da 
Mulher - 08/03/2015(Reprodução/VEJA)
Enquanto presidente usa pronunciamento de rádio e TV para se explicar sobre crise econômica, brasileiros vão às ruas e promovem panelaço contra discurso de tom eleitoral em São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte

Em meio à maior crise política do Brasil desde o escândalo do mensalão, a presidente Dilma Rousseff recorreu na noite deste domingo a um pronunciamento em cadeia nacional de televisão para dizer o que muitos brasileiros demonstraram não ter mais paciência para ouvir. Nas ruas dos maiores Estados do país - São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de Brasília - e nas redes sociais, a população protestou enquanto a petista falava na TV com 'buzinaço', críticas e gritos pedindo sua saída do cargo. Foi um "aperitivo" do que o país deverá vivenciar no próximo dia 15 de março, quando estão agendados protestos nas cinco regiões contra a presidente.

Com raras aparições desde que foi reeleita na mais acirrada disputa presidencial desde a redemocratização do país, Dilma usou uma data internacional - Dia da Mulher - para ir à TV. Mas, como tem feito desde 2014, aproveitou para transformar o espaço num palanque eleitoral fora de época e usar os 16 minutos na tela se defender do lamaçal de denúncias que atinge o Palácio do Planalto, o PT e os partidos satélites da coalizão governista, agravados com a chegada da crise do petrolão à classe política.

Foi a o primeiro pronunciamento de Dilma Rousseff em cadeia de rádio e televisão em seu novo mandato. Alheia à gravidade das crises econômica e política que atingem seu governo, Dilma mencionou o ajuste fiscal proposto pelo governo e o maior propinoduto da história brasileira, que sangrou a Petrobras. Ainda ecoando o discurso eleitoral contra os "pessimistas" - embora os protestos nas ruas e nas redes sociais não tenham sido organizados por nenhum partido --, a presidente afirmou: "Se toda vez que enfrentamos uma dificuldade pensarmos que o mundo está acabando ou que precisamos começar tudo do zero, só faremos aumentar nossos problemas", disse.

Ao tratar da corrupção, a presidente falou de "fortalecimento moral e ético" e tentou vender a imagem de que seu governo é responsável pelas investigações. "É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa dos episódios lamentáveis contra a Petrobras".

Quando defendeu o ajuste fiscal adotado para resolver problema que ela mesma criou, Dilma afirmou que é preciso paciência e prometeu que "um tempo melhor" chegará em breve: "O esforço fiscal não é um fim em sim mesmo, é apenas a travessia para um tempo melhor que vai chegar rápido e de forma ainda mais duradoura".

Ciente da revolta que gerou os reajustes na conta de luz e a volta da inflação, Dilma disse que a população tem o "direito de se irritar", mas que o "aumento e o sacrifício" são "temporários". "Peço paciência e compreensão porque essa situação é passageira."

Dilma também reservou espaço para dar sua contribuição à chamada "batalha da Comunicação", encampando a campanha bolivariana do Partido dos Trabalhadores contra a imprensa livre. Ela criticou os jornais e tentou dar sua versão dos fatos, ainda que elas sejam reeditadas da campanha de 2014. A presidente disparou frases como "os noticiários confundem mais que esclarecem" e disse que o país "nem de longe está vivendo uma crise na dimensão que dizem alguns". Segundo Dilma, as críticas ao governo são "injustas e desmesuradas". Nas redes sociais, o Planalto e o PT, que já haviam detectado a organização do "Fora Dilma", convocaram uma reação para tentar abafar o clamor popular.

Para justificar o ajuste fiscal, ela afirmou que o Brasil agora começa uma segunda etapa de combate à crise econômica mundial, mais uma vez resgatando o argumento de que esta foi a pior da história depois da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. Ela se referia à crise de 2008 e retomou uma escusa que pouco explica: "Não havia como prever que a crise internacional demoraria tanto".

A presidente citou medidas como a redução de subsídios ao crédito, desoneração de impostos dentro dos limites suportáveis e novas concessões e parceiras com o setor privado. Disse que o governo federal projeta uma "primeira reação" no segundo semestre deste ano, mas avisou: "Esse processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia."

Em mais uma afirmação descolada da realidade, Dilma jurou respeitar promessas que já descumpriu. "Não vamos trair nossos compromissos com os trabalhadores e com a classe média nem deixar que desapareçam suas conquistas e seus direitos".


O fim do discurso, em um tom emocional e com uma trilha sonora musical de fundo, a presidente pregou o otimismo: "O Brasil é maior do que tudo isso e já mostrou muitas vezes ao mundo como fazer melhor e diferente".

O exército de Lula em defesa do que é nosso (deles)

Por Guilherme Fiuza - Revista Época

A Operação Lava Jato é como um filme de gângsteres passado na cabeça de algum roteirista de Hollywood.

Lula convocou o "exército" do MST - nas palavras dele para defender o PT nas ruas. Até que enfim alguém faz algo concreto em defesa do nascente e moribundo governo de Dilma 2, a missão. A esta altura dos acontecimentos, talvez só mesmo um exército usando a força bruta possa salvar o mandato da grande dama - porque na legalidade está difícil.

Mas não tem problema, porque o PT sabe que esse negócio de legalidade não tem a menor importância. Pelo menos não para quem tem bons despachantes, doleiros diligentes e militantes bem pagos dispostos a tudo. Lula convocará todos os seus exércitos até o dia 15, se possível com o auxílio sofisticado de alguns depredadores de elite. Entre uma soneca e outra, o Brasil está programando sair às ruas nesse dia. E não é de vermelho.

Cumpre ao grande líder, portanto, reunir todas as forças populares de aluguel para mandar o Brasil de volta para casa, que é o lugar dele.

Tudo isso acontece num momento histórico para o país. Após anos de trabalho exaustivo, o PT conseguiu o que parecia impossível: rebaixar a Petrobras à categoria de investimento especulativo. Não pensem que isso é tarefa fácil, nem para o mais laureado dos parasitas.

Tratava-se da oitava maior empresa do mundo, que ia ficar maior ainda após a descoberta do pré-sal. Jogar a Petrobras na lona, levando-a a perder o grau de investimento e a sair vendendo bugigangas como uma butique em liquidação é façanha para poucos. Os brasileiros que sairão às ruas no dia 15 só podem estar com inveja dessa obra-prima.

O Brasil deu 16 anos consecutivos de mandato presidencial ao PT, e pode-se afirmar com segurança que uma grossa fatia desses votos foi dada em defesa do nacionalismo - em defesa da Petrobras. Lula e o império do oprimido conquistaram o monopólio da defesa do que é nosso e não têm culpa se o povo não entendeu que eles estavam lutando pelo que é "só nosso". No caso, os dividendos bilionários que a Petrobras podia dar a um esquema subterrâneo de sustentação política. É mais ou menos como a situação do padre pedófilo, que guarnece a pureza da criança para poder abusar dela.

Os brasileiros levaram essa curra ideológica e continuam relaxados. Ninguém deu queixa. A Operação Lava Jato continua sendo assistida como um filme de gângsteres, como se isso se passasse na cabeça de algum roteirista de Hollywood. Um mistério insondável permanece impedindo que se entenda por que as vítimas do estupro ainda não botaram os gângsteres para correr. Talvez isso comece a se esclarecer no dia 15 de março de 2015. Ou não.

Em junho de 2013, o petrolão ainda não tinha jorrado nas manchetes em todo o seu esplendor. Mas o mensalão e seus sucedâneos já revelavam a jazida de golpes do governo popular contra o Estado - esse que o PT jurava defender contra a sanha da direita neoliberal. Ou seja: o padre pedófilo já estava escondido com a batina de fora, não via quem não queria. Foi então que o Brasil saiu às ruas indignado, disposto a dar um basta nos desmandos que já lhe custavam, entre outras coisas, a subida da inflação e o aumento do custo de vida. O padre pedófilo assistiu àquela explosão de olhos arregalados, certo de que tinha sido descoberto e de que agora vinham buscar o seu escalpo. Mas os revoltosos nem o notaram, e ele pôde até, tranquilamente, estender seu tempo de permanência na paróquia. Foi o fenômeno conhecido como a Primavera Burra.

Agora o outono se aproxima, com ares primaveris. As vítimas do abuso começam, aparentemente, a entender que o seu protetor é o seu algoz. Como sempre no Brasil, tudo muito lento, meio letárgico e confuso, com as habituais cascas de banana ideológicas largadas no caminho pelo padre - "a culpa é de FHC", "querem a intervenção militar", "é a burguesia contra o Bolsa Família" etc. Como escreveu Fernando Gabeira, o velho truque de jogar areia nos olhos da plateia - única instituição que dá 100% certo no Brasil há 12 anos. O problema é que, mesmo com areia nos olhos, está dando para ver que o petrolão ajudou a financiar a reeleição de Dilma. E agora?

Agora é hora de tirar a batina do padre e mostrar que o rei está nu. Sem medo dos exércitos de aluguel que farão o diabo para defender o que é nosso (deles).


Abertura de inquérito não representa juízo antecipado, diz Teori Zavascki


Em resposta às petições da Procuradoria-Geral da República (PGR) enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), com pedidos de abertura de inquéritos sobre pessoas citadas nos depoimentos em delação premiada da Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos da Petrobras, o ministro Teori Zavascki, do STF, disse que a abertura de inquérito não representa juízo antecipado sobre autoria e materialidade do delito. Zavascki é o relator do processo no Supremo.

“Tais depoimentos não constituem, por si só, meio de prova, até porque, segundo disposição normativa expressa, nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador”, escreveu Teori em seu relatório divulgado sexta-feira (6),

As decisões do ministro acatam pedido da PGR quanto à “suposta prática dos crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro”. Em todos os despachos, o ministro cita os políticos como “possivelmente implicados” na representação criminal formulada pala procuradoria-geral.

Ao autorizar a abertura dos inquéritos, Teori determina também a quebra do sigilo dos procedimentos, a anexação dos documentos já levantados, a reautuação do processo, além do testemunho pessoal dos citados e realização de diligências específicas.

O ministro estabeleceu um prazo de 30 para que os trabalhos de todas as diligências sejam concluídos, inclusive das que correrão no âmbito da Justiça Federal. O juiz Márcio Schiefler Fontes será o responsável pela condução do inquérito criminal nos casos das autoridades com foro privilegiado.

Na lista tornada pública pelo ministro Teori, O PP tem o maior número de políticos citados nos depoimentos em delação premiada da Lava Jato e o de inquéritos abertos. Dos 21 pedidos de investigação aceitos pelo ministro, dez envolvem parlamentares e ex-deputados pepistas, incluindo João Alberto Pizzolatti Júnior (PP-SC), com quatro petições aceitas no STF.

Por meio de nota pública, o PP diz que não compactua com atos ilícitos e confia na apuração da Justiça para que a verdade prevaleça nas investigações da Operação Lava Jato. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também será investigado, deverá se manifestar quando tomar conhecimento dos autos.

domingo, 8 de março de 2015

BREVE RETORNO AO BRASIL CIVILIZADO DE MÉDICI

Por Aileda de Mattos Oliveira

É indispensável que nos reabasteçamos de oxigênio para a decisão de despejarmos os antibrasileiros da casa que nunca foi deles: o Brasil.

Assim, neste mês em que se comemoram os cinquenta e um anos da Contrarrevolução de 1964, fazer um breve retorno à época civilizada do País, é uma maneira de nos fortificarmos, ao rever o trabalho de um Presidente que se voltou, inteiramente, às necessidades de sua gente.

Aqueles que vieram, cheios de “cidadania”, de “diretas”, após “os anos das trevas”, não deram continuidade à volumosa obra dos governos militares.

Benditos “anos de chumbo”, benditos “golpistas”, bendita “ditadura”, que puseram o Brasil em franco desenvolvimento, inclusive, social.

Não ganha jogo quem grita mais alto, mas quem faz o gol.

Médici, o grande presidente castor, fez “golaços” com o seu projeto PROTERRA. Deteve-se no problema de colonização de regiões com vazios demográficos, abrindo possibilidades à exploração agroindustrial, e que viria permitir a migração de contingentes populacionais, como realmente ocorreu, em Rondônia e Roraima.

Essa ocupação da terra brasileira por brasileiros de várias regiões tinha o objetivo de fazer “com que o Brasil cresça dentro de seus próprios limites”, conforme palavras do próprio Presidente. Havia uma certeza de integração e de unidade nacional. Havia uma certeza de que era bom ser brasileiro.

Mas, para a consolidação desse trabalho, era imperativo que obras paralelas fossem postas em execução, e a construção de rodovias era imprescindível, a fim de facilitar a mobilidade, os deslocamentos desses contingentes, alguns saídos do Sul e do Sudeste para o extremo Norte.

As obras saltavam do papel e iam se transformando em realidade, não se limitavam a motes de pronunciamentos irresponsáveis, como os que transformaram o rio São Francisco, o “Velho Chico” da unidade nacional, num canteiro de obras, num monte de destroços. Ficaram satisfeitos os sádicos de esquerda ao destruírem mais uma mítica instituição brasileira.

Médici tinha objetivos sólidos. Ao incrementar a pesquisa no terreno técnico-científico, visava ao desenvolvimento dos estudos no campo da genética, da silvicultura e, mais ainda, o aumento da produtividade agrícola, pelo incentivo à pesquisa referente ao emprego da energia nuclear na agricultura.

Esses estudos, em nível universitário, puseram em grande atividade intelectual, docentes e discentes da Escola Superior de Agricultura “Luís de Queiroz”, em Piracicaba.
Não pensem que o desenvolvimento do solo ficou restrito às regiões citadas. No Rio Grande do Sul, os gaúchos puseram os instrumentos na terra, arregaçaram mangas e bombachas, e a produção de soja e de trigo foi uma beleza de se ver e de se contar.
Porém, concordamos com a esquerda, quando afirma que houve uma revolução dos militares. É verdade, houve sim, uma grande revolução.

Houve uma revolução no modo de governar, nos programas de governo destinados às soluções dos problemas nacionais, os agrários, a ocupação territorial, nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, os exclusivamente sociais como PIS, PASEP, FGTS. No âmbito da educação superior, CNPq, CAPES eram os institutos de pesquisas que abriram as portas ao mestrado e ao doutorado.

O crescimento do Brasil, certamente, causaria apreensão aos países do entorno, já que é mais fácil invejar do que trabalhar para atingir o mesmo patamar de desenvolvimento. Assim, as visitas que Médici fez ao Paraguai (hoje, dando lições de democracia ao Brasil) para a inauguração da ponte internacional sobre o rio Apa, em Bela vista (7/7/1971) e à Colômbia (7/8/1971), contribuíram para eliminar qualquer possibilidade de inquietação por parte dos governos dos dois países.
 
Ao Presidente Misael Pastrana Borrero, da Colômbia, reafirmou o interesse do Brasil em que todos os seus vizinhos, limítrofes ou não, fossem “prósperos”, porque, “Longe de nós está, portanto, a ideia de conquistar, pelo empenho que colocamos em promover o desenvolvimento nacional, qualquer tipo de hegemonia.” As relações internacionais fundamentavam-se no respeito mútuo.

Estes são alguns dados do Brasil civilizado, de ontem, pois as muitas realizações do operoso Presidente estão no livro “Médici, a Verdadeira História”, porém, as aqui citadas, encontram-se registradas, pelo próprio Presidente nas páginas de sua pequena obra “O povo não está só”.

O doloroso é termos que voltar à realidade deste, hoje, envergonhado País, ora destruído por uma criatura incapacitada, até mesmo, de dirigir a própria vida doméstica.

São treze anos de dilapidação do dinheiro público, pelo governo petista. Médici, o presidente militar, não transformou os bens públicos em particulares, apenas desenvolveu projetos, tendo em vista o bem comum, o bem-estar do brasileiro, o desenvolvimento do Brasil.

Conclusão: nada melhor do que uma “ditadura” militar.


Fonte: TERNUMA


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Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa

VAMOS À GUERRA!

Por Gen Ex R1 Rômulo Bini Pereira

Nos conflitos da humanidade, historicamente, a pior e mais sangrenta guerra é aquela entre irmãos. Ela deixa marcas indeléveis que impactam as populações dos países onde ocorre. A Guerra da Secessão nos Estados Unidos e a Guerra Civil Espanhola bem demonstram os reflexos desses conflitos até os nossos dias. Em nosso país as lutas fratricidas das décadas de 60 e 70 deixaram sequelas que impedem uma efetiva reconciliação e que ainda perturbam o atual cenário político.Em manifestações sindicalistas na cidade do Rio de Janeiro o brado de "Vamos à guerra!" foi ouvido. O seu autor foi o ex-presidente Lula e para muitos um ato surpreendente e irresponsável para quem conduziu os destinos deste país por oito anos. De alto e bom som o ex-presidente pregou a necessidade de um posicionamento agressivo para salvar a nossa maior empresa — a Petrobras — que estaria sendo predatoriamente destruída por segmentos políticos oposicionistas. Acresceu ainda em suas palavras os costumeiros e preferidos chavões das esquerdas brasileiras, quanto a um possível golpe institucional em andamento e conduzido pelas "zelites”. Para se equiparar ao seu irmão Maduro, da Venezuela, faltou somente criticar o "Satã do Norte”, os americanos.

Nessa sua defesa ele empenharia o "exército do Stédile", os integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) que, com manifestações em todo o país, poderiam até desestabilizar as instituições democráticas. As duas afirmativas do ex-presidente mais parecem um conto interminável dos que nos governam há mais de doze anos, ou uma fábula surgida de suas férteis imaginações. O povo brasileiro não quer a destruição da Petrobras, um símbolo nacional. Ao contrário, quer que todos corruptos que se apossaram da empresa no seu governo e da sua afilhada — a presidente Dilma — sejam julgados e condenados.

Não é compreensível que essas duas lideranças políticas não tenham tido conhecimento dos graves problemas que existiam na empresa. Os órgãos governamentais que lhes poderiam assessorar ou informar a respeito falharam em suas missões ou não foram ouvidos. O “Eu não sabia!”, a costumeira declaração desses mandatários já se tornou um bordão, e é motivo de ironias e piadas nas redes sociais.

A segunda proposta do ex-presidente — infeliz e semelhante às de agitadores de rua — é para incendiar o país com o "exercito do Stedile" em defesa da Petrobras e da democracia. Não se sabe se é a democracia vigente ou a democracia totalitária preconizada pelo "Fórum de São Paulo". É uma proposta no mínimo preocupante. O MST não é somente um movimento sindical que luta pela reforma agrária, a sua permanente fachada. Mas, ao se ler os seus manuais doutrinários, confirmados pelas palavras de seus líderes, conclui-se que o seu objetivo maior é a conquista do poder, se necessário com o uso da força. A revolução e o regime cubanos são os exemplos a serem seguido por esse movimento.

A recente visita dos líderes dos “campesinos venezuelanos”, ligados ao governo de Nicolas Maduro, bem identifica a postura ideológica das duas organizações, com uma marcante diferença. Os "campesinos” possuem armamentos e são considerados o braço armado do governo venezuelano. O MST, até onde se sabe, não possui armamentos letais.

Em todos os governos da Nova República, as Forças Armadas, particularmente o Exército, foram empregadas em missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). São missões que envolvem riscos significativos como as da força de pacificação nas favelas cariocas e greves de policias militares. Elas se caracterizam como uma medida adotada para se evitar um descrédito e aviltamento dos órgãos governamentais, principalmente dos Estados. Ano a ano este emprego vem crescendo, não só em números de ações, mas, também na sua vigência, caracterizando-se como se diz no jargão militar, a “ultima ratio regis", expressão latina que evoca o derradeiro argumento dos governantes.

Manifestações de movimentos sociais — tais como as de cunho radical ocorridas em meados de 2013 e agora essa convocação do "exército de Stedile” — são verdadeiros fomentos para um real embate de forças e não de ideias. Iniciada por essa nova visão sectária do ex-presidente Lula, uma confrontação em um ambiente conturbado e acéfalo pelo qual passa o Brasil, sem dúvida, poderá nos conduzir a situações extremas. Novamente as Forças Armadas serão chamadas a intervir e não poderão deixar de cumprir o que preconiza o artigo 142 da Constituição Federal.

Os novos comandantes das Forças, que gozam de alto conceito entre seus pares e subordinados, certamente, não se calarão como seus antecessores que adotaram uma postura de silêncio obsequioso. Ela nos impingiu a ignominiosa acusação a chefes militares, como Castelo Branco, Eduardo Gomes, Maximiano e tantos outros, que tiveram suas vidas de integridade e honradez enxovalhadas pela Comissão Nacional da Verdade. Não houve sequer uma nota de repúdio desses antigos comandantes.

As Forças Armadas fazem parte da sociedade brasileira que lhe concedeu o maior índice de credibilidade entre nossas instituições, inclusive superior às religiosas. Elas não podem ser alijadas das grandes decisões nacionais. As suas análises, estudos e pareceres deverão ser obrigatoriamente ouvidos e considerados. Quem quer o seu silêncio são as instituições comprometidas com ideologias retrógradas e objetivos nebulosos como o Fórum de São Paulo. Esta participação não é um ato de indisciplina nem de arroubos golpistas. É um ato democrático de quem preza sobremaneira a paz e ordem.

Entretanto, vale um alerta. Riscos ao nosso sistema democrático vigente, mesmo aqueles de caráter sub-reptício, vindos de partidos políticos ou de quaisquer outras organizações, serão combatidos. Com base em nossa experiência e sem sermos presunçosos, reafirmamos que nossas Forças Armadas estarão à frente daqueles que enfrentarem as ameaças sem pronunciar bravatas, como essa abominável "VAMOS À GUERRA"!


A Embraer realiza com sucesso 1º vôo do novo avião de transporte militar e reabastecimento no ar KC-390

A Embraer realizou em 03 de fevereiro de 2015 o primeiro vôo do novo jato de transporte militar e reabastecimento em vôo KC-390.

O KC-390 é uma aeronave de transporte militar desenvolvida para estabelecer novos padrões de capacidade e desempenho na sua categoria, ao mesmo tempo em que apresenta o menor custo de ciclo de vida do mercado.

Genuíno multimissão, é capaz de transportar e lançar cargas e tropas, realizar evacuação aeromédica e busca e resgate, bem como combater incêndio florestal, entre outras missões. O KC-390 também pode ser utilizado como reabastecedor aéreo e possui grande flexibilidade, reabastecendo desde helicópteros a caças de alto desempenho.

Equipado com um moderno sistema de manuseio de cargas, o KC-390 acomoda cargas de grandes dimensões, como pallets, veículos, helicópteros, além de tropas, paraquedistas, macas para evacuação aeromédica ou configurações mistas.

A pilotagem da aeronave é facilitada por um moderno sistema aviônico integrado e por um sistema de comando de voo do tipo fly-by-wire, que reduz a carga de trabalho dos pilotos e aumenta a eficiência da missão.

O KC-390 também pode ser equipado com um avançado sistema de autodefesa e possui proteção balística de áreas críticas, que aumenta a capacidade de sobrevivência em ambientes hostis.


Fonte: Embraer

Blindada pela PGR no Brasil, Dilma será atacada por investidores na ação contra Petrobras em Nova York

 
Por que motivo tão especial, sempre que possível e a coisa fica institucionalmente insustentável, a Procuradoria Geral da República faz questão de blindar o Presidente da República na hora que estouram escândalos de alto potencial destrutivo, como o Mensalão e o Petrolão? Não foi surpresa alguma que Dilma Rousseff fosse poupada na Lista de Janot, apesar de bastante citada pelos delatores premiados da Lava Jato, simplesmente porque fora presidente do Conselho de Administração da Petrobras na época em que ocorreram as grandes falcatruas na petrolífera.

Se aqui dentro é sempre poupada, lá fora pode não ocorrer o mesmo com a Presidenta que nunca foi Presidente. Na próxima sexta-feira, às 14h, a Corte de Justiça de Nova York vai promover uma teleconferência do magistrado Jed Rakoff, que julga o "Petrolão USA", com os reclamantes-líderes do processo movido contra a Petrobras. Já se comenta abertamente entre investidores que o nome de Dilma Rousseff será citado, claramente, como um dos membros gestores da Petrobras cujas decisões ou omissões causaram prejuízos bilionários a quem detinha ações e títulos de dívida da companhia. Nos States, a previsão é que a blindagem de Dilma não funcionará. O fato de ela agora ser uma chefe de Estado nada tem a ver com o que tenha feito no passado como membro de gestão da Petrobras.

Aqui no Brasil, os políticos perderam qualquer moral. É uma mancha vergonhosa para o Senado que os nomes dos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Collor (PTB-AL) e Ciro Nogueira (PP-PI) apareçam na lista negra de pedidos de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no rastilho de pólvora dos processos e delações premiadas da Lava Jato. A listona de 54 políticos, com 28 pedidos de investigação, é a constatação da falência múltipla da classe política no Brasil. Dez por cento do Congresso suspeitos de falcatrua é um percentual nojento.

O escândalo do Petrolão mexe com o humor dos EUA, conforme informou em primeira mão, ontem, este Alerta Total. Não foi à toa que o governo dos Estados Unidos da América intimou brasileiros que têm empresas abertas na Flórida. A determinação é que só vai permitir a continuidade dos negócios se as empresas comprovarem que não fazem negócios, envolvendo corrupção, com o governo federal ou com "estatais" brasileiras. A ordem ameaça até retirar o Green Card (visto permanente) do empreendedor brazuca que não conseguir comprovar, através de documentos, contratos e extratos bancários, que está limpo e puro.


Eis o desastre gerado pela corrupção institucionalizada sobre a imagem dos próprios brasileiros que moram, trabalham e geram renda lá fora... E tudo ficará ainda mais grave, pois o Tio Sam está seguindo o procedimento indicado pelo juiz Sérgio Moro (que aprendeu por lá, aliás): "Sigam a grana"! Os ladrões e o chefe do bando serão logo localizados...

Democracia é aspiração nacional?

Por General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

"Num hipotético cenário em que a ala radical do PT viesse a controlar o governo, ela tentaria impor um regime, no mínimo, autoritário ao País. A Nação viveria momentos de tensão, em que as liberdades individuais e o regime democrático dependeriam do poder das instituições, o qual resulta de sua força política e da vontade e maturidade da Nação. A manobra da esquerda radical reuniria pressões de cúpula e de base, exercidas por organizações e atores aliados nos Poderes da União, amplamente mobiliados pelo partido; por meio de parcerias com parcela significativa do empresariado e do setor financeiro, fidelizada e controlada via benefícios concedidos no contexto da estratégia de implantação do capitalismo de Estado, adaptado do modelo chinês; e por movimentos revolucionários, eufemisticamente chamados sociais, com suas ligações externas.

A linha de frente para neutralizar tal manobra seria composta pelos setores democráticos do próprio Executivo, pelo Judiciário e pelo Legislativo. Este último, porém, está desgastado, não tem credibilidade e grande parte dos congressistas é aliada ao governo ou dá prioridade a interesses pessoais, às vezes inconfessáveis, sendo suscetível à cooptação. São as instâncias competentes para impedir a alteração do arcabouço legal e, assim, tornar inviável a manobra da esquerda radical.

Numa segunda linha se encontra a imprensa, setor com maior capacidade de projeção na sociedade para conscientizar e mobilizar as forças democráticas para a preservação do regime. Daí ser o alvo principal das manobras da esquerda radical nos campos político e financeiro visando a silenciá-la.

E as Forças Armadas? Elas se subordinam ao poder político do Estado, impropriamente chamado poder civil, e, como disse o presidente Castello Branco, os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de governo, muito menos sua propaganda, mas para garantir os Poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei. Não estão instituídos para declarar solidariedade a este ou àquele Poder.

De fato, a Constituição da República prevê o emprego das Forças Armadas na garantia dos Poderes constitucionais, da lei e da ordem. O equilíbrio dos Poderes é um fator decisivo na democracia e se o Poder Executivo tentar rompê-lo e se impor aos demais, ao arrepio da lei, não cabe às Forças Armadas, e sim ao Legislativo e ao Judiciário - linha de frente já mencionada -, intervir, podendo haver até mesmo o impeachment do presidente. Neste caso, a linha sucessória seria seguida e, se necessário, as Forças Armadas seriam acionadas, sob o comando supremo do novo chefe da Nação, para fazer cumprir a Constituição.

Somente na hipótese de falência total dos Poderes da União, o caos institucional resultante obrigaria as Forças Armadas a exercê-los, temporariamente, para impedir a desintegração da Nação. Nenhum cidadão é obrigado a fazer o que é ilegal ou lesivo ao País. Na hipótese em tela, oportunamente, altos chefes militares tomariam uma digna iniciativa pessoal - sem emprego de tropa nem quebra da hierarquia e disciplina: manifestar publicamente oposição à manobra da esquerda radical, com o risco de retaliações, conscientes de que a omissão seria respaldo, implícito, a ações lesivas à democracia, às instituições e ao Brasil e que a lealdade à Pátria é o maior atestado de disciplina militar. A problemática substituição desses chefes levaria a um impasse e reforçaria a reação democrática.


A sociedade é responsável pelo seu destino e deve organizar-se, como no Movimento Ficha Limpa, para pressionar vigorosamente as instituições, obrigando-as a defender a democracia, se esta for realmente uma aspiração nacional".


Janot não poderia incluir Dilma na lista. É a Constituição


Laryssa Borges é uma excelente jornalista dos quadros da Veja.com. Ela fez uma reportagem esclarecedora sobre se, de acordo com a Constituição, seria possível investigar Dilma Rousseff durante o exercício do mandato presidencial. Os juristas ouvidos por Laryssa Borges disseram que não, e decisões do Supremo Tribunal Federal confirmam a impossibilidade.

Eis um resumo da reportagem:

A decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de não listar a presidente Dilma Rousseff entre as autoridades que poderiam ser investigadas no escândalo do petrolão está fundamentada na Constituição Federal e não significa que a petista não possa ser responsabilizada no futuro.

Na investigação da Operação Lava Jato, as citações que envolvem Dilma remetem à época em que ela era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, entre 2003 e março de 2010, e ministra do governo Lula. O parágrafo 4º do artigo 86 da Constituição proíbe que um presidente da República seja responsabilizado, no exercício do mandato, por atos que não dizem respeito ao exercício de suas funções. Nessa linha, dizem especialistas, como suspeitas de irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, por exemplo, ocorreram antes do primeiro mandato de Dilma à frente do Palácio do Planalto, Janot não poderia agora apresentar um pedido de investigação contra ela.

"Os fatos são anteriores ao exercício do mandato. E aí não pode se fazer nada, mesmo se houver indícios [de irregularidades]. Tem que se aguardar o fim do mandato", explica o advogado Nabor Bulhões, que defendeu o ex-presidente Fernando Collor de Mello no processo que culminou em seu impeachment.

Irregularidades praticadas por Dilma no cargo de presidente da República, mas alheias ao ofício em si, também não poderiam ser investigadas enquanto ela permanecer no maior posto da administração pública federal.

"Tem que esperar terminar o mandato para denunciar, mas pode denunciar, sim, porque senão poderia se criar uma figura de completa isenção da aplicação da lei brasileira a um agente público", diz o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavancanti.

A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) reforça o impedimento de Rodrigo Janot, ainda que quisesse, de pedir investigação contra a presidente. "O artigo 86, ao outorgar privilégio de ordem político-funcional ao presidente da República, excluiu-o, durante a vigência de seu mandato e por atos estranhos ao seu exercício da possibilidade de ser ele submetido, no plano judicial, a qualquer ação persecutória do Estado", disse o ministro Celso de Mello, em 1992.

Portanto, com os testemunhos de que dispõe, mesmo que eles fossem fortes o suficiente para incriminar a presidente, e ainda não o são, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não poderia incluir Dilma Rousseff na lista de políticos enviada ao STF -- seja para denunciar, seja para pedir abertura de inquérito sobre a sua conduta.

O Antagonista quer muito que o PT seja tirado do poder, mas não se cansa de repetir: o impeachment de Dilma Rousseff é um processo POLÍTICO a ser levado a cabo no Congresso Nacional. Cabe à oposição tomar a iniciativa. E, pelo visto até o momento, ela não quer saber de ouvir falar em impeachment. É histeria usar a Justiça como bode expiatório. Pressione-se o PSDB, principalmente.