sábado, 14 de março de 2015

Crimes nunca apurados

Por Márcio Accioly

É possível que ninguém jamais tenha mentido tanto numa CPI como José Sérgio Gabrielli (PT-BA) na que investiga a roubalheira sem fim na Petrobras. Ex-presidente daquela empresa, até as pedras das ruas sabem que Gabrielli era um dos chefões da gatunagem, abastecendo campanhas eleitorais como a do ex-governador da Bahia Jacques Wagner (PT). O que impressiona mais ainda, neste país de calhordas, é o fato de Wagner ser atualmente ministro da Defesa. Minha nossa!

O acordo na cúpula petista baiana tinha o ex-presidente da petrolífera como candidato à sucessão governamental de Wagner. Tanto que, depois de sair da empresa, Gabrielli assumiu Secretaria do governo baiano (Planejamento), onde ficou aguardando a hora de desincompatibilizar e mergulhar na campanha. Para se tornar conhecido, comentava programa político de rádio todas as quintas-feiras, onde falava de tudo: desde a formação de ninho de passarinho à construção de arranha-céu e bomba atômica.

Como o povo na maioria vive a se idiotizar, e sempre quer ter no que acreditar, o que Gabrielli dizia passava a figurar como verdade insofismável, em especial para os beneficiados por bolsas pagas com extorsivos impostos, maneira dissimulada de compra de votos. Tudo ia muito bem, até que apareceram as primeiras denúncias da Operação Lava Jato, fulminando a sua candidatura. O operador da roubalheira petista, que respondia a todas as determinações do chefão, Lula da Silva, o Lularápio, soçobrou.

A Petrobras é um “segredo”, entre aspas, que já fez fortuna de muita gente. Basta lembrar “o japonesinho do Geisel”, Shigeaki Ueki, ministro das Minas e Energia (1974-79) e presidente da Petrobras (1979-84). Ele vive hoje no Texas e é considerado uma das maiores fortunas do mundo. Não possuía tanta riqueza, antes de ser cooptado pelo Regime Militar (1964-85).

Um dos maiores mistérios com relação à Petrobras é o fato de o ex-presidente FHC não admitir que haja investigação englobando seu período de governo (1995-2003). Todas as vezes que se fala nisso é um verdadeiro deus nos acuda. Na gestão FHC, o presidente da Petrobras, até 1999, foi Joel Rennó. Ele vinha da gestão Itamar Franco, iniciada em 92. Certo dia, o jornalista Paulo Francis, morto em 97, afirmou num programa de televisão (Manhattan Connection), que havia corrupção na Petrobras.

O programa era transmitido por canal pago (Globo News) e teve ampla repercussão no Brasil, pois Francis afirmou que diretores da empresa tinham contas milionárias na Suíça. Sete diretores da Petrobras, liderados por Joel Rennó, moveram processo em Nova York (deveria ter sido movido aqui no Brasil), e cobraram uma indenização de 100 milhões de dólares. Pouco tempo depois, angustiado, Paulo Francis morreu. Nem o presidente FHC, segundo confessou, conseguiu demover Rennó do propósito de processar Francis.

Pois não seria esta a hora de se empreender investigação profunda e colocar tudo em pratos limpos? Mas FHC, ou o chamado “líder oposicionista”, Aécio Neves (PSDB-MG), não quer saber de encrenca com o PT. Os dois afirmam não ser bom falar em impeachment, que não adianta tirar Dilma e que é preciso ter muito cuidado, embora não se saiba com quê.

O certo é que a Petrobras é sangrada há anos e o desenlace se dá agora na gestão petista, pois o PT aparelhou toda a máquina estatal com bandoleiros inconsequentes! A coisa vai assumir proporção nunca vista, pois a situação climática mundial está promovendo quebra na produção mundial de alimentos. Aos que se apossaram da máquina do Estado, e dominam todos os seus departamentos, resta o consolo de dispor de grande volume de notas fresquinhas para comerem quando a fome apertar.


Fonte: Alerta Total


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Márcio Accioly é Jornalista.

Dilma já ultrapassa FHC em pedidos de impeachment, mas segue atrás de Lula


No caso de Dilma, 17 pedidos foram arquivados e dois estão em processamento -  analisados atualmente pelo núcleo jurídico da presidência da Câmara | Agência Brasil
No caso de Dilma, 17 pedidos foram arquivados e dois estão 
em processamento - analisados atualmente pelo núcleo 
jurídico da presidência da Câmara
Apesar dos vários grupos que marcaram protestos para o domingo, 15, por meio das redes sociais, um processo de impeachment só pode ser instaurado pela legislação brasileira através do processo de abertura na Câmara dos Deputados

Às vésperas das manifestações que prometem levar milhares às ruas do País para protestar contra o governo e pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), ela conta com 19 pedidos formais de impeachment protocolados junto à Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, considerando seu primeiro governo e o segundo mandato em andamento.

Apesar dos vários grupos que marcaram protestos para o domingo, 15, por meio das redes sociais, um processo de impeachment só pode ser instaurado pela legislação brasileira através do processo de abertura na Câmara dos Deputados. Dilma chegou à marca de 19 solicitações na última quinta-feira, 12, com o pedido protocolado pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

O número já é maior que o registrado nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, que ficou no poder de 1995 a 2002, e teve registrados contra ele 17 pedidos. Mas a petista está ainda bem atrás do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que com o boom de pedidos durante o período das denúncias do mensalão, chegou a 34 pedidos nos seus dois mandatos - de 2003 a 2010.

Todos os pedidos para Lula e FHC foram arquivados pela presidência da Câmara, ou seja, não chegaram a ser apreciados pelo Congresso Nacional. No caso de Dilma, segundo constam das informações fornecidas à reportagem pela Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, 17 foram arquivados e dois estão em processamento - são analisados atualmente pelo núcleo jurídico da presidência da Câmara.

O deputado Paulinho (SD-SP) promete levar o número de Dilma para 20, ao ter lançado também nesta última semana, uma campanha do Solidariedade para recolher assinaturas em uma solicitação popular de impeachment da presidente. Tal feito seria inédito, já que todos os pedidos protocolados até hoje foram feitos por indivíduos, parlamentares ou grupos pequenos de pessoas.

Entre os pedidos feitos por políticos, Dilma teve esse último do Bolsonaro e um, feito em 2014, pelo então senador Mário Couto (PSDB-PA). Ela também foi alvo do pedido protocolado por Matheus Sathler, em 2014, que foi candidato a deputado federal pelo PSDB no Distrito Federal. Os demais pedidos são de “cidadãos”. Um único cidadão, o advogado Luis Carlos Crema, é responsável por cinco pedidos contra Dilma. Dos 19 pedidos de impeachment contra a petista, cinco são deste segundo mandato e 14 registrados de 2012 a 2014.

Era Lula

O presidente Lula registrou o dobro de pedidos de impeachment na Câmara que seu antecessor, chegando a 34 solicitações registradas. O número se deveu em grande parte à explosão de protocolos a partir de 2005, quando do escândalo do mensalão. Apenas um pedido foi registrado contra Lula no ano de 2003 e um em 2004. Já 2005 concentrou 13 pedidos e 2006 teve 12.

A partir de 2007, o petista viu os registros caírem, em um momento em que a economia estava em uma maré positiva e quando Lula recuperava estabilidade política no segundo mandato. No ano de 2007, a Câmara recebeu três registros de pedido de impeachment contra Lula, em 2008 não houve pedidos e em 2009 houve um. Em 2010, ano eleitoral, o número voltou a subir um pouco, e foram registrados três pedidos para que Lula fosse afastado da Presidência.

O mesmo cidadão, advogado Luis Carlos Crema, protocolou três pedidos de impeachment de Lula. A maioria dos demais pedidos registrados na Câmara são de “cidadãos”, entre eles um do jornalista D iogo Mainardi - colunista da revista Veja. Apenas um pedido contra Lula foi feito por um parlamentar. Alberto Goldman, em 2005, à época deputado federal pelo PSDB em São Paulo, protocolou o pedido.

Era FHC

O governo Fernando Henrique também viu uma calmaria de pedidos no início de seu primeiro mandato, ainda na fase de “lua de mel” com o eleitorado e com o impulso positivo do início do plano Real. Em 1995 e 1996, o então presidente não viu protocolado nenhum pedido de impeachment contra ele. Em 1997, houve um registro, do então deputado Nilson Gibson (PSB-PE) e em 1998 não houve protocolo contra FHC.


Em 1999, após a reeleição e em um momento econômico e político ruim a partir da adoção do câmbio flutuante, o tucano viu crescerem os processos registrados contra ele. Foram cinco em 1999, um em 2000, 8 em 2001 e dois em 2002. Na era FHC, ao contrário da era petista, a maioria dos protocolos de impeachment foram assinadas por deputados, o que evidencia uma maior atuação da oposição. Dos 17 pedidos, 11 foram feitos por deputados. Em 1999, um dos pedidos era assinado por um conjunto de políticos, entre eles os deputados à época José Genoino (PT-SP), Luiza Erundina (PSB-SP) e Miro Teixeira (PDT-RJ).

sexta-feira, 13 de março de 2015

Movimento Cívico de 15/03/2015

Por Robson Merola de Campos

Logo após o resultado do segundo turno escrevi um pequeno artigo sobre o perigo da divisão do Brasil entre “nós” e “eles”, “pobres” e “remediados” (e digo remediados, me referindo à classe média, pois, para os abastados sempre se pode pegar um vôo para Miami), “eleitor do nordeste” e “eleitor do sul”, que foi um dos temas principais da campanha vitoriosa à Presidência da República.

Vendo os pronunciamentos do ex-presidente Lula, convocando o “exército do Stedile” (líder do MST) para uma “guerra”, e depois, assistindo um vídeo onde este senhor discursa em evento realizado em 05/03/2015 em Caracas, ao lado do Presidente venezuelano Nicolás Maduro, fazendo referências ao clamor pelo impeachment da Presidente Dilma e dizendo que o continente sul-americano deve se unir contra a “burguesia” (entre outras assertivas) fica difícil imaginar que se tratava de pura retórica por parte do ex-presidente.

A questão é que sempre que se fala em guerra pressupõe-se a existência de um inimigo que deve ser combatido e levado à derrota por quaisquer meios ao alcance de quem o combate. No caso presente, quem seria o inimigo a ser derrotado pelas “hordas” de João Pedro Stedile citadas pelo ex-presidente Lula? Não se trata de inimigo externo, pois, o próprio Stedile esteve em Caracas e pediu apoio para combater aqueles que pedem o impeachment da Presidente Dilma e que ele classificou como “burgueses”. Se se quer combater o povo que pede o impeachment, o ex-presidente está falando de guerra fratricida, onde irmão combate irmão, vizinho combate vizinho, cidade combate cidade. A última vez que se teve notícia de conflito similar no Brasil ocorreu nos idos de 1932 com a Revolução Constitucionalista deflagrada por São Paulo. Em três curtos meses de combates, estima-se que cerca de dois mil brasileiros perderam a vida…

Esta semana surgiu inteligentemente a figura retórica do terceiro turno citada pela Presidente Dilma e por seu Ministro da Casa Civil Aloísio Mercadante, entre outros. Afirmam que quem pede o impeachment é quem foi derrotado nas urnas em eleições legítimas realizadas no final do ano passado. Ora, o povo brasileiro não concorreu. E é significativa parcela do povo brasileiro, que, acertadamente ou não, com fundamento jurídico ou não, que, cansado dos escândalos diários, cansado das mentiras repetidas em bordão inúmeras vezes por quem nos comanda (“eu não sabia de nada”), ou pelo menos por quem deveria ter autoridade para nos comandar, é quem está pedindo o impeachment. E nem vamos aqui repetir as dúvidas que qualquer pessoa esclarecida tem sobre a lisura de um processo eleitoral eletrônico que não permite a recontagem e conferência dos votos. Quer saber mais? Pesquise no Google sobre Içara – SC e a tentativa frustrada de recontar votos de uma urna eletrônica. A situação atual me lembra a parábola do sapo: jogue um sapo em uma panela de água fervente e ele pulará imediatamente. Mas, coloque o sapo em uma panela e vá aquecendo a água lentamente até a fervura e ele morrerá cozido sem reagir…

Muitos irão às ruas no próximo dia 15/03/2015 para pedir o impeachment da Presidente. Outros vão pedir uma intervenção militar. Mas, a grande maioria vai mesmo é para declarar a sua insatisfação com o atual estado de coisas. É para falar que do jeito que está não dá mais para ficar. Não se pode mais conviver com tantos escândalos assim no país. Não há quem agüente. Não há quem suporte. Não há quem tolere mais essa situação, onde a mentira se institucionalizou no Brasil. E, lá em cima, na cúpula política, eles continuam rindo e debochando do povo entre goles de Romanée Conti, comprado a R$ 8 mil a garrafa…

É evidente que o ex-presidente Lula e sua afilhada, atual Presidente da República, bem como seus principais assessores, sabem que o Brasil está dividido e prestes a explodir. Eles querem isso. Mais: eles contam com isso. O Brasil ainda não explodiu devido à nossa natureza conciliadora e pacata. Somos as ovelhas do rebanho. E inteligentemente, o PT que ocupa o Planalto há mais de uma década tem movido todos os seus recursos, legais e ilegais (basta recordar-se o famigerado “Mensalão”) para aparelhar o estado e manter-se indefinidamente no poder. Para isso, fizeram um cuidadoso trabalho de reescrever nosso passado recente, contando apenas um lado da história. Assim, terroristas que mataram, assaltaram, explodiram bombas visando única e exclusivamente implantar uma ditadura comunista no Brasil tornaram-se lutadores imaculados pela liberdade do povo brasileiro. Militares foram execrados e são olhados com desconfiança por grande parcela de nossos jovens que desconhecem os dois lados da história. Já dizia Rui Barbosa: “uma nação que confia em seus direitos em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda”.

Houve excessos do lado dos militares? Claro que sim. Mas, tais excessos também ocorreram do lado dos guerrilheiros comunistas, que hoje estão à frente do poder no Brasil. Sim, vou repetir: comunistas. Era isso que eram. E é isso que continuam sendo. Mas, na torpe maneira de reescrever nossa história recente apaga-se um lado em benefício do outro. Se, no processo, for preciso mentir, ludibriar ou ocultar fatos é de somenos importância. O importante mesmo é perpetuar-se no poder.

O risco de uma verdadeira guerra no Brasil, interna, fratricida, cruel, sangrenta e prolongada é real. Pode ser que não seja imediata, mas, no atual andar da carruagem parece inevitável. Quem a pede seja do lado do PT (com o exército do Stedile, apoiado por militares venezuelanos e cubanos, infiltrados no Brasil ou prontos para aqui invadir, a pedido/comando de quem ocupa/ocupou o Planalto) seja do lado daqueles que bradam por uma intervenção militar não sabem nem de longe o sofrimento que é uma guerra fratricida. Não conseguem visualizar o futuro sangrento de um país em guerra interna. Mas, é bom lembrar: se não fosse a decisão de combater Hitler e o nazismo que culminou na mais sangrenta guerra da qual se tem notícia, com estimados 60 milhões de mortos, entre pessoal civil e militar, hoje, você caro leitor estaria falando alemão, vivendo sob um dos regimes mais tirânicos e cruéis que o mundo já viu, morando em uma cidade sem negros, pardos, judeus, ciganos, aleijados, incapazes ou qualquer outra pessoa que não comungasse com os ideais nazistas. Conclusão: guerra é acontecimento que deve ser evitado a todo custo, mas, chega um ponto quando não dá mais simplesmente para fechar os olhos e fingir que as coisas estão indo às mil maravilhas…

No próximo dia 15/03 eu irei para a rua e levarei meu filho de oito anos comigo. Quero mostrar-lhe que democrática e pacificamente um povo, se quiser, pode alterar o seu destino. Espero, confio em Deus que as vozes da insensatez se calem e dêem ouvidos à razão. Que a democracia, a verdade e a justiça prevaleçam. Mas, estou também preparado e vigilante. Lembro de uma frase, cujo autor me escapa, que diz: “o verdadeiro soldado não luta porque odeia o que está à sua frente, mas, sim, porque ama o que está atrás dele”. Não é com alegria que escrevo essas linhas. Meu coração está sombrio. Não quero e não desejo uma guerra no meu país. Mas, não me submeterei à mentira. Não me submeterei à ameaça e ao medo. Não me submeterei a quem espolia o Brasil. Não me submeterei a quem, vestido de ovelha tem se revelado lobo. Chega de ignomínia! Basta de corrupção!

Brasil! Acima de tudo!”




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Robson Merola de Campos é Advogado

Projeto de poder do PT atingiu o ponto limite da tolerância popular



Nos regimes democráticos, manifestações populares são formas de exteriorização de desagrado que têm por objetivo provocar mudanças em favor do interesse dos manifestantes.

O atual governo brasileiro, em início de mandato, o quarto do que chamo de “era pós-moral” – como consequência de si próprio e dos que o antecederam –, todos sob a égide do Partido dos Trabalhadores, amarga uma onda crescente de manifestações. Até agora, a mais importante delas foi a dos caminhoneiros que, pela abrangência e importância estratégica, pôs em xeque a utilização do sistema viário nacional, o abastecimento e o próprio desempenho de certas atividades e regiões econômicas.

No mesmo embalo, não com as mesmas consequências mas com abrangência e significado político muito maior, organiza-se pelas redes sociais outro movimento popular de protesto e de contraposição ao governo, a realizar-se em 15 de março próximo.

O projeto de poder petista, nos moldes bolivarianos estipulados pelo Foro de São Paulo, colhe os frutos do seu desprezo a regras mínimas de respeito à inteligência e à paciência da sociedade.

Ambição, desonestidade, corrupção, incompetência, demagogia, malversação, mentira, propina, desvio, estelionato, apropriação, dilapidação, impunidade, destruição e outros, sem restrições à imaginação e à criatividade delituosa, são os substantivos que definem a forma escolhida para gerenciar a coisa pública e que, aparentemente, atingiu o ponto limite da tolerância popular!

Os fins populistas, falsamente conquistados, não justificam os conchavos e as negociatas que levaram o Brasil, como um todo, às portas da bancarrota e sua mais importante empresa à quase insolvência no mercado mundial.

O tempo do Partido dos Trabalhadores esgotou-se junto com a transigência da sociedade brasileira, sua grande vítima. O entusiasmo com que os brasileiros finalmente esclarecidos se preparam para o Movimento Cívico de 15 de Março atesta esta afirmação.

Se as manifestações populares, por definição, visam e reivindicam mudanças, estas, para legitimar-se, devem escudar-se na viabilidade e na processualística estabelecidas na Lei Maior.

A importância do movimento de 15 de março será medida pelos efetivos que conseguir mobilizar, pelo comportamento ordeiro dos participantes e pela veemência da demonstração de repúdio ao engodo de que têm sido vítimas.

Deve servir de base e motivo para que os representantes do povo – eleitos para fazer valer a sua vontade, no exercício de seus mandatos e dentro dos limites da legalidade – assumam o bastão da demanda e deem efetividade às mudanças exigidas pelas ruas!

O processo judicial em curso da Operação Lava Jato, pela exemplar seriedade com que está sendo conduzido, pela abrangência e pela gravidade dos crimes financeiros que está a elucidar, certamente trará à luz verdades e evidências que abraçarão o sentimento nacional e que darão respaldo às decisões e às atitudes legislativas que, finalmente, responderão à vontade popular.


Que assim seja!

'Dilma tem uma liderança inventada por Lula e enlatada por João Santana', afirma Bruno Araújo



Líder da oposição na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PSDB) afirma que o maior erro da presidente Dilma Rousseff foi ter aceitado disputar novamente a presidência da República a qualquer custo. No 'Direto ao Ponto' com Joice Hasselmann, o tucano afirma que "falar em impeachment não é palavrão".

Estou com uma certa pena de Dilma...
A Culpa é do LULA!


As aventuras de Dilma no Mundo do Faz de Conta




No mundo mágico de Dilma, até os aplausos são de mentirinha! A coisa tá tão feia que o Planalto está monitorando os locais onde Dilma será vaiada e enviando militontos para interceder durante as aparições da Presidente.

Cabo Daciolo e Bolsonaro discutem Salário das FFAA



Deputado Bolsonaro cobra votação de Medida Provisória 2215/10 que desde o governo FHC não é votada no Senado.

Exercito Stédile: SEM ÓDIO ?


CARDOZO muda de tom sobre PROTESTOS de domingo


Proibida revista íntima em PRESOS no RJ.
Entenda e veja como votou cada deputado


PROIBIDA REVISTA ÍNTIMA NOS PRESOS. OS VAGABUNDOS AGRADECEM!

Segue a lista de votação de cada deputado estadual:


Meus Amigos,

Foi aprovado ontem na Alerj, com meu voto contra (assista a meu breve pronunciamento sobre o assunto: http://youtu.be/zQRhsdClYDE), o Projeto de Lei nº 77/2015, que proíbe revista íntima de presos.


De autoria dos deputados Marcelo Freixo (PSOL), André Ceciliano (PT) e Jorge Picciani (PMDB), esta lamentável iniciativa atende à população carcerária, e não à população ordeira do Rio de Janeiro, que sofrerá ainda mais com traficantes dando ordens em suas facções de dentro dos presídios e com extorsões mediante uso de celulares, que agora terão acesso facilitado, pois praticamente inviabiliza-se a identificação e apreensão de ilícitos devido à burocracia atribuída ao já escasso contingente de Agentes de Segurança Pública entre outros detalhes.

Acesse o vídeo no youtube abaixo e tenha acesso a mais detalhes ouvindo o debate promovido na Rádio CBN entre os parlamentares; Flávio Bolsonaro e Marcelo Freixo (Partido Socialismo e Liberdade). http://goo.gl/scMDH6

Infelizmente em questionamento pós votação, o Governador Luiz Fernando Pezão (RJ), declarou que sancionará o projeto.


Sigo fazendo minha parte, lutando por direitos humanos para humanos direitos. No caso em tela, infelizmente, os vagabundos agradecem...


Rio de Janeiro, março de 2015.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Brasil mudou muito


O Exército do Lula já está nas ruas de Porto Alegre


Governo recuou na Tabela do Imposto de Renda


Aqui Entre Nós: Domingo é dia de alegria



Silvio Navarro, editor do site de VEJA, e o colunista Reinaldo Azevedo comentam o desastroso pronunciamento de Dilma em cadeia de rádio e televisão neste domingo. Enquanto a presidente fazia um discurso desconectado da realidade, o brasileiro fez um panelaço em doze estados, numa prévia dos protestos de 15 de março. 'A presidente virou garota propaganda da manifestação', diz Reinaldo Azevedo.

NÃO SOMOS CEGOS NEM MUDOS - AS RAZÕES DO IMPEACHMENT



Descrevo neste vídeo os motivos pelos quais uma nação que se respeite não pode ficar inerte ante tanta improbidade. O impeachment é a solução viável porque emendar-se o governo não vai.

Dilma é recebida no Anhembi em São Paulo com VAIAS e gritos de 'FORA PT!'


A presidente Dilma Rousseff foi vaiada e alvo de gritos como “pega ladrão!” antes mesmo de chegar para a abertura do 21º Salão Internacional da Construção, nesta terça-feira no pavilhão do Anhembi, em São Paulo.


Fonte: YouTube

Nunca houve um começo de governo com tanta cara de fim



O colunista Ricardo Setti comenta com Augusto Nunes o depoimento de Pedro Barusco na CPI da Petrobras, as manifestações de hostilidade a Dilma Rousseff e as declarações de FHC sobre o quadro político. "A presidente vai ter que andar blindada", diz Setti.

O Brasil não aguenta mais tanta mentira!



Como já é tradição no É Mentira do PT, desmascaramos todas as mentiras contadas pela Dilma no pronunciamento de ontem.
Ficou um pouco grande, mas com tanta mentira, não tinha outro jeito. Vale a pena assistir e compartilhar!

IMPEACHMENT - Documento Histórico


'CPI é cabo de guerra político', afirma Hugo Motta



O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB), avalia que o depoimento do ex-diretor da estatal Pedro Barusco foi "elucidativo". Questionado se a comissão pretende investigar a presidente Dilma e o ex-presidente Lula, é taxativo: "Não podemos começar uma investigação protegendo quem quer que seja". Assista a entrevista concedida a Joice Hasselmann, direto de Brasília.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Barusco diz que corrupção na Petrobras foi institucionalizada a partir de 2004

Oitiva com Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, da Polícia Federal
Pedro Barusco (C): "Muita documentação foi destruída antes da delação, mas o trabalho de coletar provas vai 
prosseguir. Eu simplesmente falei o que sabia." (Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)
Delator na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Pedro Barusco se recusou a responder sobre propinas recebidas por ele antes de 2004, por, segundo ele, ainda ser objeto de investigação pela Justiça.

O ex-gerente de Tecnologia da Petrobras Pedro Barusco disse que a corrupção na empresa petrolífera estatal foi institucionalizada a partir de 2004, durante o Governo Lula.

Ele acusou o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, de ter recebido algo entre 150 e 200 milhões de dólares em propinas em nome do partido a partir de 2004. A propina teria sido paga por empresas contratadas pela Petrobras.

Durante audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Barusco fez uma distinção entre a propina recebida antes e depois de 2004. Segundo ele, a partir de 2004 a propina recebida de empresas contratadas pela estatal era “institucionalizada”, ao passo que, antes disso, os pagamentos foram feitos a ele em caráter pessoal.

Barusco afirmou, em mais de cinco horas de depoimento, que essa quantia destinada ao PT é uma estimativa, baseada no cálculo de repartição da propina feito entre ele, Vaccari e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque. Ele disse que metade do dinheiro repassado pelas empresas contratadas era dividida entre ele e Duque. A outra metade ficaria com Vaccari. Os percentuais variavam um pouco em algumas operações.

Ele admitiu não ter como afirmar que Vaccari repassava essa quantia ao PT e disse não ter provas do pagamento de propina ao partido. “Muita documentação foi destruída antes da delação. O trabalho de coletar provas vai progredir. Eu simplesmente falei o que sabia”, disse. E acrescentou: “Eu não sei quem deu procuração para Vaccari operar (o esquema). Só sei que ele operava”.

Ao responder perguntas do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), ele mencionou os partidos destinatários da propina. “Até onde eu sabia a propina ia para o PP, o PMDB e o PT”, disse.

Devolução de US$ 97 bi

Barusco ratificou à CPI o teor dos depoimentos que prestou à Justiça Federal no processo de delação premiada originado da Operação Lava Jato. Ele repetiu que está devolvendo US$ 97 milhões guardados em contas em bancos no exterior, fez uma relação dos bancos com os quais operava, mencionou alguns dos operadores que intermediavam as propinas entre ele e as empresas, admitiu a existência de um cartel de empreiteiras e estaleiros e deu detalhes das operações da empresa privada Setebrasil, criada em 2011 para construir sondas de perfuração que seriam usadas na exploração do petróleo do pré-sal.

Barusco se disse aliviado por ajudar no repatriamento do dinheiro que possui em contas no exterior. Ao responder uma pergunta do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), ele disse que entrou em “caminho sem volta”. ”Eu tive a fraqueza de começar. Primeiro, eu fiquei feliz (com as contas no exterior) e isso virou um pânico. Agora estou aliviado por estar ajudando na repatriação. Eu não recomendo para ninguém. É muito doloroso”, disse.

Críticas do PT

Mas ele não quis entrar em detalhes a respeito do esquema de propina existente antes de 2004, depois de ter admitido, em depoimentos judiciais, ter recebido dinheiro sistematicamente entre 1997 e 2003 da empresa holandesa SBM. “Eu estou sendo investigado pelo Ministério Público e pela justiça holandesa por este caso e não posso falar”, justificou.

A recusa provocou críticas da bancada do PT na comissão. Os deputados Maria do Rosário (PT-RS), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Jorge Solla (PT-BA) queriam saber como funcionava o esquema de pagamento de propina antes de 2004, ou seja, antes do governo Lula.

“Os partidos como o PSDB estão gostando deste depoimento em que o depoente não explica tudo e diz meias verdades. Ele não sabe para onde foi o dinheiro e não quer explicar se tem interesses em empresas internacionais”, disse a deputada Maria do Rosário. Em nota oficial, após a reunião da CPI, o PT negou as acusações de Pedro Barusco




CPI PETROBRAS
Audiência Pedro Barusco

PARTE 1



Nesta primeira parte temos discussões e questionamentos que precederam o depoimento de Pedro Barusco.


PARTE 2



Agora vem a parte que interessa - depoimento de Pedro Barusco.


PARTE 3





Fonte: YouTube/Câmara Federal

FHC é o aliado estratégico do PT



FHC ontem disse que "Não é hora de afastar o PT. Não é covardia a sua omissão, é convicção política. FHC sempre ajudou o PT nas horas decisivas, desde sua fundação e parece invejar o ímpeto revolucionário do partido governante. FHC fez um desserviço à nação, em clara tentativa de esvaziar o movimento de protesto do próximo dia 15 de março. O que conseguiu foi parecer ridículo e extemporâneo aos olhos de quem observa. Mas a manifestação vai acontecer e poderá ser a primeira pedra da avalanche que deverá soterrar o PT brevemente, a despeito de FHC.

DILMA foi obrigada a falar sobre IMPEACHMENT


Fala desastrosa de Dilma provoca disparada do dólar




Moeda americana dispara de novo e ultrapassa R$ 3,10. Protestos preocupam Planalto e Dilma aciona Mercadante. Na CPI da Petrobras, depoimento de Pedro Barusco é aguardado. Acompanhe as principais notícias desta noite com Joice Hasselmann e a equipe de reportagem de VEJA.

Fazer DILMA Sangrar VS Impeachment



País Civilizado é outra coisa...
Armas são as atrações de novo parque temático da Flórida

A cidade de Kissimmee, na Flórida (EUA), inaugurou em meados de fevereiro uma diferente atração, atendendo ao gosto e a cultura do público norte-americano: o primeiro e único do mundo parque temático voltado para as armas.

O Machine Gun America oferece aos visitantes experiências com diversas opções de armas, automáticas e semi-automáticas, além de níveis variados de dificuldade. Entre as atrações, existem simuladores de treinamento militar e pistas de tiro com temas variados: de 007 a Faroeste, passando por -abate de zumbis e caça a Osama Bin Laden, os visitantes se divertem atirando em alvos que podem ser levados para casa após a atração. Outra experiência, chamada "automatic divas", tem a intenção de despertar o lado "mulher fatal" das visitantes do sexo feminino.

O foco é proporcionar aos turistas uma forma inédita de experimentar armas de fogo de forma segura. De acordo com Wes Doss, diretor de segurança e treinamento do parque, em todas as fases do parque, existem medidas de segurança. Um oficial treinado e certificado acompanha cada turista, que o supervisiona e decide qual tipo de armamento o visitante vai utilizar.

O parque pode ser frequentado por quem nunca disparou na vida, mas é vetado para menores de 13 anos e não permite consumir bebidas alcóolicas em seu interior. Também não é permitido levar a própria arma de fogo.

Segundo o presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam), Salesio Nuhs, o inovador empreendimento reacende o debate sobre a cultura da sociedade americana. "É a prova de que os americanos agem de maneira natural quando o tema é o direito do cidadão de manusear uma arma. Este tipo de iniciativa atua para derrubar dogmas com relação ao acesso controlado e seguro às armas de fogo. É possível", afirma.


As duas CARAS do PT


terça-feira, 10 de março de 2015

Inquéritos LAVA JATO pode se estender por tempo Indefinível


MERCADANTE: Panelaço ocorreu onde DILMA perdeu eleição


Ministro diz que manifestar é direito, mas que não há 'terceiro turno'

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira, 9, que o panelaço realizado durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na noite desse domingo, ocorreu em cidades e em bairros onde a petista perdeu as eleições “por uma grande diferença”. Em defesa da presidente, Mercadante disse que manifestação é "um direito da população", mas ponderou que não há “terceiro turno” eleitoral e pediu para não haver "intolerância".

“A primeira regra do sistema democrático é reconhecer o resultado das urnas. Só tem dois turnos, não tem terceiro turno. Nós vencemos pela quarta vez (as eleições)”, declarou Mercadante.

Durante discurso de Dilma em cadeia nacional de rádio e televisão em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, foram registradas manifestações contra o governo em ao menos sete capitais. Em São Paulo, xingamentos, panelaços e buzinaços foram registrados em bairros como Higienópolis, Perdizes, Aclimação, Ipiranga, Lapa, Moema, Vila Marina, Mooca e Santana. Nas eleições de 2014, a petista teve menos votos do que o então candidato Aécio Neves (PSDB-MG) em São Paulo e em Belo Horizonte. A dimensão do ato pegou o Palácio do Planalto de surpresa. A presidente aproveitou o pronunciamento para defender o ajuste fiscal em curso.

Depois de participar de uma reunião nesta manhã com o núcleo político do governo, Mercadante foi escalado para comentar os protestos e defender Dilma. Ele argumentou que Dilma sempre usa a cadeia de rádio e televisão para o dia da mulher e destacou que toda manifestação pacífica “é um direito da população”, mas pediu que não haja “intolerância” ou “radicalismo”. Ele demonstrou ainda “preocupação” com o momento pelo qual o País atravessa: recém-saído de uma eleição “bastante polarizada”, com momento de “radicalização”.

“Precisamos construir uma cultura de tolerância, de diálogo e respeito. Uma agenda de convergência é fundamental para o País poder superar dificuldades conjunturais o mais rápido possível, garantir a estabilidade (econômica) e a retomada do crescimento”, afirmou.


Ainda no início da madrugada, dirigentes do PT avaliaram o panelaço como uma "orquestração com viés golpista". A exemplo de Mercadante, o partido afirmou que a reação ao discurso da presidente foi restrito a setores da "burguesia e da classe média alta". “Mas foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, disse o secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo Dias. (AE)

FEMINICÍDIO - TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI !


O falatório de Dilma na TV foi silenciado pelo espontâneo ensaio para 15 de março


Nem foi preciso fazer campanha maciça nas redes sociais: bastou a aparição de Dilma Rousseff na TV — mais uma cadeia nacional de rádio e TV financiada pelos pagadores de impostos — para que a voz do embuste fosse neutralizada pelo som da indignação. Em centenas de cidades, incontáveis brasileiros desmoralizaram o desfile de vigarices com vaias, panelaços, palavrões, buzinaços e outras chibatadas sonoras.

Os vídeos abaixo dão uma ideia do que houve, nesta noite de 8 de março, em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Vila Velha, no Espírito Santo. Essa amostra do que aconteceu em todo o país antecipa as dimensões dos atos de protesto programados para o dia 15. E é um aviso aos navegantes que, em pânico com a aproximação do naufrágio, sonham com “o exército do Stédile” e as milícias de José Dirceu.

A tropa comandada por generais da banda podre é insuficiente para eleger um vereador de lugarejo. Os combatentes dispostos a engajar-se na Frente Pró-Corrupção cabem no boteco da esquina. É também por isso que Lula anda sumido desde que prometeu ocupar as ruas do Brasil com batalhões imaginários. Se tiver juízo, só deixará o esconderijo depois do dia 15 de março.









A incapacidade de Dilma de reconhecer seus erros


A presidente Dilma fez um longo pronunciamento em cadeia nacional de televisão e rádio nesse Dia Internacional da Mulher. Como não poderia deixar de ser, vindo de quem vem, houve um abuso da “cartada sexual” logo no começo, com Dilma se colocando num papel especial só por ser mulher. Ou seja, esqueçam os argumentos, os fatos, pois o importante é “sentir”, algo que todas as mulheres podem compreender.

Em seguida, Dilma mostrou porque jamais poderia ser uma estadista, sendo apenas uma populista de quinta categoria. Vive em campanha eleitoral, não pensa no longo prazo, quer apenas ludibriar o eleitor. É incapaz de reconhecer um único erro. Conseguiu colocar até a alta das tarifas de eletricidade na conta de uma seca, ou seja, não tem nada a ver com a desorganização no setor após várias decisões demagógicas tomadas por seu governo, que resolveu reduzir na marra as tarifas antes, de olho nas eleições.

Dilma insistiu na desculpa esfarrapada da crise internacional, a “mais severa desde a crise de 1929″. Segundo ela, ainda estamos pagando o custo dessa crise, e o momento difícil que o Brasil vive hoje é apenas conjuntural e não tem ligação alguma com seu governo. Para “comprovar” isso, ela citou a situação na União Europeia. Ou seja, o Brasil não vai mal coisa alguma, quem diz o contrário mente, exagera, e basta olhar para o baixo crescimento da Europa para ver como estamos, na verdade, muito bem, obrigado. Haja cara de pau!

Foi repetido duas vezes que desta vez, ao contrário das crises passadas, o país não parou nem vai parar. Como é? Então quer dizer que a recessão que experimentamos já em 2014, e que será repetida em dose maior este ano, não é coisa de um país parado? De fato, é coisa de um país que está andando para trás, isso sim! Mas Dilma tentou vender novamente a ilusão de um país que não existe, ou que só existe na cabeça de seu marqueteiro. Tudo pela propaganda.

Enfim, tratou-se de um discurso típico de uma líder medíocre, incapaz de um ato de sinceridade para com o povo, incapaz de reconhecer seus equívocos. Dilma se pega na cartada sexual – é uma mulher, logo, merece créditos – e também num apelo nacionalista – precisamos ter fé pois tudo será melhor amanhã. A realidade é bem diferente, e subtraí-la do brasileiro é um absurdo.

Não sofremos efeitos de uma suposta crise internacional, pois os países emergentes estão em situação muito melhor e nossos problemas foram produzidos em casa. Não são problemas conjunturais, mas estruturais. E não serão resolvidos rapidamente; levarão muito tempo até serem digeridos, se o governo realmente mudar o rumo. O discurso eleitoreiro e mentiroso da presidente mostra que a ficha ainda não caiu, que Dilma ainda prefere culpar os astros pelos problemas que sua incompetência produziu.

É covardia, ou pior, é uma insistência asinina no erro. Afinal, talvez Dilma, uma desenvolvimentista, acredite mesmo em suas baboseiras, ache mesmo que fez tudo certo e que agora deve apenas fazer pequenas correções, pois o cenário mudou. Se os investidores acharem que essa é a crença de Dilma, aí é que vão retirar investimentos do país mesmo, pois sabem que somente uma mudança radical de postura pode salvar nossa economia, e não sem um grande custo a ser pago no curto prazo.

Por fim, e no auge da vigarice, Dilma citou o “lamentável episódio com a Petrobras”, como se fosse algo totalmente sem relação com o seu partido, com a quadrilha que o PT montou dentro da estatal, sendo que a própria Dilma fora presidente do Conselho da empresa e ministra de Minas e Energia, além de ter indicado para o comando da empresa Graça Foster, incapaz, por incompetência ou conivência, de identificar a roubalheira bem debaixo de seu nariz.

É tratar o povo brasileiro como idiota. Só que o povo parece ter acordado, e enquanto Dilma mentia em seu discurso, buzinas e “panelaços” podiam ser ouvidos por várias capitais do país, como protesto. O povo está cansado de tanta canalhice, e talvez o tiro saia pela culatra. Afinal, dia 15 de março está logo ali, e o pronunciamento hipócrita da presidente pode muito bem ter jogado mais lenha na fogueira das manifestações…

Dilma tenta acalmar, mas acaba convocando para manifestação