quarta-feira, 10 de junho de 2015

Dilma tenta sair da mira da Lava-Jato e nega envolvimento no esquema de corrupção


dilma_rousseff_523Não sabia – Presidente da República, Dilma Vana Rousseff negou a existência de qualquer envolvimento seu com o Petrolão, o maior esquema de corrupção da história da humanidade e que sangrou os cofres da Petrobras.

Em entrevista ao canal de televisão TV France 24, que foi ao ar nesta segunda-feira (8), Dilma disse não haver qualquer possibilidade de vinculá-la ao esquema criminoso. “Eu não estou ligada [ao escândalo]. Eu não respondo a esta questão porque eu não estou ligada. Eu sei que não estou nisso. É impossível. Eu lutarei até o fim para demonstrar que eu não estou ligada. Eu sei o que eu faço. E eu tenho uma história por trás de mim. Neste sentido, eu nunca tive uma única acusação contra mim por qualquer malfeito. Então, não é uma questão de ‘se’. Eu não estou ligada”, afirmou a petista.

No começo de 2009, quando denunciou o esquema de corrupção que tinha na proa o então deputado federal José Janene, já falecido, o editor do UCHO.INFO detalhou a relação próxima do então líder do Partido Progressista com Lula e também com Dilma.

Em agosto de 2014, em matéria que não deixou dúvidas a respeito do assunto, este site destacou que era uma questão de tempo para a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, subir a rampa do Palácio do Planalto.

Dilma, por viver em uma democracia, tem o constitucional direito à liberdade de expressão, portanto pode falar o que quiser, mas não se pode descartar o envolvimento de Dilma no esquema criminoso, mesmo que este não tenha sido direto. A agora presidente da República comandou o Conselho de Administração da Petrobras, por isso deve ser responsabilizada pelo escândalo que fragilizou financeiramente a estatal petrolífera. Somente o imbróglio da refinaria de Pasadena é mais que suficiente para responsabilizar Dilma por um negócio mal feito, superfaturado e lesivo à empresa. E coube à petista dar a palavra final sobre a compra da empresa texana.

Por outro lado, o fato de dinheiro desviado da empresa, por meio de superfaturamento de contrato, ter desembocado no caixa da campanha de Dilma é prova inconteste de sua participação no esquema, mesmo que indiretamente.

Cada vez mais defendendo a Petrobras e procurando colocar a culpa apenas no colo de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, Dilma disse à emissora francesa que a petrolífera verde-loura não pode dar nome a um escândalo promovido por um ex-diretor da companhia. “E é muito importante entender que a Petrobras tem mais de 30 mil empregados e tem cinco envolvidos. O escândalo da Petrobras não é escândalo da Petrobras, é escândalo de um determinado funcionário que era diretor na Petrobras”, afirmou.

Independentemente do discurso nada convincente de Dilma, Paulo Roberto Costa reuniu-se com Lula em diversas ocasiões para tratar de assuntos relacionados à Petrobras, começando por Pasadena. E Dilma sempre soube dessa proximidade entre ambos. Fora isso, Costa e o doleiro Alberto Youssef já incriminaram o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que passou o chapéu em várias empreiteiras para alimentar o caixa da campanha de Dilma.


É natural que Dilma negue qualquer envolvimento no Petrolão, até porque ninguém assumiria a culpa espontaneamente, mas sua participação no escândalo virá à tona em algum momento.

Este deputado do PDT só tem duas saídas: renunciar ou ser cassado


“SOLIDARIEDADE” OU HIPOCRISIA?


Solidariedade é um estado de espírito que nos envolve com aflições alheias. Não é apenas condolência, mas algo “sólido”, que nos leva a ajudar concretamente os demais. A palavra é muito cara ao cristianismo, cuja doutrina a define como expressão social da caridade, amor ao próximo em dimensão comunitária.

Tenho ouvido falar em “solidariedade a Cuba”. Que significa isso, quando se manifesta em partidos políticos e atos de apoio ao regime? Solidariedade só pode existir em relação a pessoas ou grupos que sofrem, como é o caso do povo daquele país. A ligação sentimental de alguém ou de algum governo com a tirania que escraviza a ilha há 56 anos tem outro nome e é bem feio. Define, aliás, o que vem fazendo a esquerda mundial, desde o dia 2 de dezembro de 1961, quando Fidel descantou o verso da revolução e proclamou: “Soy marxista-leninista!”.

A partir de então nunca lhe faltou “solidariedade” para fuzilar milhares de seus conterrâneos, encarcerar dezenas de milhares de pessoas apenas por divergirem do governo, manter a população refém, sem liberdade de opinião, sem espaço para oposição, sem judiciário independente. Convalidar isso é solidariedade? O regime cubano manda prender por qualquer motivo, sentencia a longas penas e, de modo medieval, persegue as famílias dos que dele dissentem. Descaradamente, concede aos estrangeiros direitos e liberdades que veda a seus próprios cidadãos! Durante décadas, foi “solidário” com os soviéticos, a ponto de enviar milhares de jovens para morrer em revoluções comunistas. Sim, leitor, Fidel, o falso paladino da autonomia, muito se intrometeu em revoluções mundo afora, conforme exigisse a geopolítica da URSS.

Solidariedade que mereça a dignidade do termo deve convergir para os que sofrem a repressão porque não se calam. E para os que não sofrem a repressão porque se calam. Uns e outros, merecem a solidariedade que não alcança as masmorras de um regime que perdeu o senso moral.

A mesma insólita afeição, aliás, é tributada à ditadura comunista bolivariana e não revela qualquer consideração pelas dificuldades que os venezuelanos enfrentam. O compadecimento das pessoas de bem deve convergir para esse povo, em suas crescentes carências e perda de direitos. Nunca para o fanfarrão Chávez e seu ainda mais ridículo herdeiro. Solidariedade foi o que faltou às senhoras Mitzy Capriles e Lilian Tintori, cujos maridos foram presos por Maduro. Ambas vieram buscar ajuda da presidente Dilma, mas foram recebidas pelo sub do sub, a quem transmitiram apelo que entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

ANTISSEMITISMO: MEC Desmoraliza REITOR


Valores Observados no Exército Brasileiro

Gen Ex Luiz Edmundo Montedônio Rêgo

Se não conseguir convencê-los, confunda-os! Frase atribuída a Harry Truman, 33º presidente norte-americano (1945-1953).

Não é intenção deste artigo persuadir alguém e muito menos gerar confusão. Se ao final o leitor tive conhecido mais um pouco o seu Exército e compreendido o papel de seus valores, terá valido o esforço, a transpiração.

O primeiro passo – básico – é estabelecer, no contexto, o entendimento da palavra VALORES:

“Normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduos, classe sociedade etc.” (Aurélio)

O conjunto de princípios ou normas que, por corporificar um ideal de perfeição ou plenitude moral, deve ser buscado pelos seres humanos. ” E qualidade humana de natureza física, intelectual ou moral, que desperta admiração ou respeito. (Houass).

Em virtude de desconhecer obras literárias a respeito do tema, vou valer-me da experiência acumulada ao longo de 47 anos no serviço ativo do Exército (EB), mais seis na reserva e 18 no início da vida, onde aprendizado ocorreu por convivência doméstica, estendida por toda a carreira militar.

Explico: Meu pai, Edmundo Leopoldo Montedônio Rego, foi Oficial da Arma de Cavalaria; o avô materno, Raul Eugênio dos Santos Lima, Oficial de Engenharia; tio Ubirajara dos Santos Lima, Oficial de Artilharia: tio Waldir e o primo Sérgio dos Santos Lima, Oficiais de Infantaria; o primo Alberto dos Santos Lima Fajardo, General-de-Exército; o primo Jair Montedônio, Oficial Médico, e minha irmã, Vera Lúcia, casou-se com José Cláudio de Castro Chagastelles, Oficial de cavalaria, filho e irmão de oficiais do Exército.

A grande “milico” da família era minha mãe, Lindóia dos Santos Lima Rego que sabia tudo, ou quase tudo, sobre os valores e os procedimentos na caserna.

E agora após ter atingido essa provecta e septuagenária idade com saúde, ganho liberdade para evocar a memória e discorrer sobre esse relevante assunto.

Trataremos de valores observados no EB nos últimos 50 anos, tendo consciência de que eles despontaram há muito mais tempo.  Vamos encontrar valores intelectuais, éticos e morais, outros de natureza profissional, operacionais, psicomotores, coletivos e individuais.

Grande parte dos valores reparados no Exército foi incorporado a sociedade brasileira e a maioria deles é comum às destacadas forças irmãs: a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira.

Em uma sociedade, os valores são transmitidos pelas instituições que constituem seus verdadeiros pilares: O Estado, a escola, a família e a religião.

No Exército Brasileiro, a transferência dos valores ocorre pela ação de comando nos diferentes escalões, pela instrução militar e o ensino acadêmico, pela união e camaradagem – a família verde-oliva – nas cerimônias militares, no ambiente de trabalho e principalmente pelo exemplo.

Os Valores. O elemento fundamental, o maior patrimônio do Exército é o homem e, mais recentemente, também a mulher. Sem eles, a instituição desaparece, não existe.

O ingresso na caserna se faz por meio de rigorosa seleção intelectual, moral e física, em que o número de candidatos supera em demasia a quantidade de vagas. Por exemplo, para o ingresso anual na Escola de Sargentos das Armas (Três Corações-MG), já houve mais de 130 mil candidatos para apenas 1500 vagas.

Assim, o contingente aprovado é de ótima qualidade, o que vai facilitar o aprendizado da profissão militar, incluindo os valores presentes na Força Terrestre.

A Hierarquia e a Disciplina são valores consagrados que representam a base, os pilares da instituição. Os postos e graduações permitem que se estabeleça a hierarquia entre todos os militares da Força, havendo possibilidade de ordená-los, com ao auxílio do Almanaque do Exército em relação única, desde o comandante até o soldado mais moderno.

A disciplina é o regime que torna possível o funcionamento o funcionamento da organização, facilita as relações de subordinação entre os militares e permite a observância das leis, regulamentos, diretrizes, preceitos, normas, ordens etc. Durante mais de 50 anos não constatei, no Exército, Lei que não pegou, regulamento que não foi seguido ou diretriz não cumprida.

Os documentos legais ultrapassados ou inadequados à época foram revogados ou substituídos por outros que atendessem aos anseios da organização. Como a legislação antiquada não foi regida por extraterrestres, há a sempre a possibilidade de atualizá-la, contando, para isso, com o esforço e o conhecimento dos responsáveis pelo trabalho.

A Hierarquia e a Disciplina são preservadas em todas as situações, dentro ou fora do quartel por militares da ativa, da reserva ou reformados.

Esses valores fundamentais favorecem a existência de outros, como o Patriotismo, posto em evidência pelo amor à pátria e bem caracterizado pelo compromisso de honra prestado por quem ingressa nas fileiras da Força Terrestre:

“Incorporando-me ao Exército Brasileiro
Prometo cumprir, rigorosamente,
As ordens das autoridades a quem estiver subordinado,
Respeitar os superiores hierárquicos,
Tratar com afeição os irmão de armas,
E com bondade os subordinados,
E dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria,
Cujas Honra, Integridade e Instituições,
Defenderei
Com o sacrifício da própria vida.”

Esse juramento deve ser feito perante a Bandeira do Brasil que, ao lado do Hino Nacional, das Armas da República e do Selo Nacional, configura os Símbolos Nacionais, evocando, em qualquer lugar, a Pátria e sua gente. São valores relevantes no âmbito da Força. Cantar o Hino Nacional é um dos primeiros aprendizados do recruta na caserna. Infelizmente, poucos portam esse conhecimento.

A Honra, sentimento que leva o militar a ter conduta digna, corajosa, de caráter integro, conquistando a admiração e o respeito de todos, é outro valor presente no EB. Homens e mulheres honrados, como Caxias, Sampaio, Osório, Mallet, Villagran Cabrita, Rondon, Bittencourt, Napion, Ricardo Franco,Severiano da Fonseca, Muniz de Aragão, Antonio João, Frei Orlando e Maria Quitéria – patronos do Exército e das Armas,quadros serviços - continuam a inspirar sucessivas gerações de militares a manter comportamento digno durante toda a sua trajetória, na caserna e fora dela.


“RECEBO O SABRE DE CAXIAS COMO PRÓPRIO SÍMBOLO DA HONRA MILITAR”

Palavras proferidas pelos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, no 1º ano do Curso de Formação de Oficiais, ao receberem o Espadim (réplica da espada de Caxias), em solenidade com a presença de autoridades e familiares.

A Honestidade, muito ligada à honra, é outro valor que continua evidente na instituição, a despeito de inúmeros roubos e fraudes noticiados, ultimamente, de modo expressivo, e praticados, em sua maioria, justamente por quem deveria controlar e impedir o desvio dos recursos públicos. E a impunidade prospera.

No Exército Brasileiro, a fiscalização e a auditoria constantes permitem que se descubra, em curto prazo, qualquer subtração fraudulenta, e os responsáveis são punidos com rigor, de acordo com o Regulamento Disciplinar do Exército, as Leis Penais em vigor e com amplo direito de defesa. Se condenado, além da punição, o culpado terá de devolver tudo o que foi desviado. E a honestidade prossegue.

A Lealdade é um valor que mantém vínculo estreito com a honestidade, podendo ser definida como a capacidade de ser sincero, franco e honesto com os outros, cumprindo os compromissos assumidos, e, em sentido mais amplo, a atitude de fidelidade a pessoas, grupos e instituições, em função dos ideais e valores que defendem. O soldado verde-oliva, demonstra lealdade com os superiores, pares e subordinados.

O Espírito de Corpo propicia a identificação com os demais valores presentes no Exército, gerando interações positivas de apoio mútuo e fazendo com que o militar se sinta parte integrante da Força, devotando-se à coletividade e á conquista de seus objetivos.

A Camaradagem e a Solidariedade favorecem o relacionamento cordial, agradável, desinteressado, de colaboração e amizade entre os integrantes do EB. Práticas desportivas reuniões sociais, palestras e até mesmo momentos de dificuldade, como a despedida e chegada em novas unidades, ampliam esses valores. Nos exercícios no terreno, em situações de imitação do combate, principalmente aquelas que envolvem risco de vida, a camaradagem e a solidariedade que se fazem mais presentes, amenizando as agruras da profissão.

O Sentimento do Dever, outro valor notável do Exército de Caxias, inspira os militares à realização das tarefas que lhe são confiadas, com seriedade e dedicação, que só terminam após o tradicional Missão Cumprida!
Verifica-se que o trabalho profissional, em todos os escalões, é realizado por convicção e concordância com ideias, ideais e projetos e não em troca de favores, benesses ou promoções.

O Espírito de Sacrifício – ação com desprendimento e abnegação no cumprimento de difíceis missões - cumprir os compromissos nos prazos estabelecidos, assumindo as conseqüências de seus atos – são valores que facultam ao soldado permanecer sozinho em seu posto de guarda, por duas horas, na madrugada gelada em um quartel de Caxias do Sul (RS); permitem ao sargento conduzir o seu grupo de combate, em passo acelerado, em um exercício de campanha sob o forte calor da Amazônia; favorecem ao major instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (RJ) a passar a noite em claro, aprimorando a aula que irá ministrar logo ao raiar do dia.


“UM EXÉRCITO PODE LEVAR 100 ANOS SEM SER EMPEGADO, MAS NÃO PODE PASSAR UM DIA SEM ESTAR PREPARADO”

A Liderança Militar, agrupando diversos valores, pode ser traduzida como a capacidade de um chefe militar, em qualquer nível, exercer o comando de seus subordinados, persuadindo-os à ação e impulsionando-os ao cumprimento do dever. Compete ainda ao líder desenvolver o espírito de corpo entre os militares, mantendo-os disciplinados e com o moral elevado, a despeito de circunstâncias adversas.

O líder comanda pelo Exemplo e se distingue pela desambição, altruísmo e senso de justiça.

Conhecemos um líder que puniu um subordinado por uma falta cometida. Dez dias após o cumprimento da pena, houve uma reunião social à qual compareceram os integrantes daquela organização militar, incluindo o líder e o punido. As manifestações de entusiasmo e alegria por parte do faltoso só deixaram de preocupar o chefe quando outro militar, ciente do castigo se pronunciou: “Não deve ter sido cometida injustiça! ”

O exercício da Liderança requer vigilância, rapidez e firmeza para que as faltas cometidas recebam a necessária e adequada correção. Compete também ao líder elogiar e recompensar seus subordinados, quando verdadeiramente merecerem.

A Coragem, capacidade de encarar situações difíceis ou perigosas com destemor e energia, é outro valor notado no EB, tanto em sua expressão física como moral.

A ordem unida, o treinamento físico e os exercícios no terreno aprimoram a rusticidade, o vigor e a resistência do militar, concedendo-lhes coragem para enfrentar momentos delicados, com desembaraço, bravura e combatividade.

Qualquer mudança de rotina, a implantação. A implantação de novas idéias, a construção de instalações diferentes, por exemplo, necessita de coragem para sua concretização, pois o desconhecido é incerto e o risco está presente. O mais cômodo é não fazer nada, deixar como está.

A coragem moral fica mais evidente quando uma decisão envolvendo o futuro é tomada, seja no campo operacional, financeiro, logístico, de ciência e tecnologia ou de pessoal.

Por outro lado, a falta de coragem pode provocar deterioração, atraso, aumento das despesas, enfraquecimento do moral da tropa e danos irreversíveis ao Exército e ao País.

Felizmente, observamos, durante mais de 50 anos, decisões oportunas e corajosas por parte de superiores, pares e subordinados, principalmente em momentos críticos da vida nacional, em que a não intervenção poderia trazer consequências danosas e duradouras.

“A CORAGEM É A PRIMEIRA DAS QUALIDADES HUMANAS, PORQUE É A QUE GARANTE AS OUTRAS” (ARISTÓTELES)

O Zelo é um valor que vem proporcionando ao Exército economia de recursos e de material. É notório que os militares agem com muito cuidado em relação aos bens colocados sob sua guarda, obedecendo às instruções de uso e manutenção, impedindo o desperdício e apresentando sempre limpos e muito bem arrumados as suas instalações, seus uniformes e principalmente o material bélico que utilizam. Fuzis, pistolas, viaturas, canhões, obuseiros, carros-de-combate e helicópteros estão sempre em condições de ser inspecionados.

A Preservação da Natureza é outro valor incorporado pela instituição, fazendo com que áreas verdes de responsabilidade das organizações militares estejam exemplarmente protegidas. Por exemplo, os extensos e cobiçados terrenos situados no Rio de Janeiro (leme, Urca e Niterói), em São Paulo (Praia Grande e Guarujá) e no Rio Grande do Sul (campos de instrução em Rosário do Sul e em Cruz Alta) só estão intactos devido a presença e ao cuidado do Exército. Na sua ausência, selvas de pedra ou comunidades carentes já teriam sido construídas, há muito tempo.

A limpeza do acampamento, após um exercício de campanha, chega ao requinte de se fazer um “pente fino” com todos os componentes da unidade para identificação e imediata remoção de qualquer resíduo porventura existente, ficando a área tão limpa ou melhor do que quando foi ocupada. Para a camuflagem de viaturas, barracas e demais instalações, evita-se cortar os galhos de árvores, recorrendo-se às redes quando o terreno é desprovido de bosques em suas cercanias.

A Pontualidade e Assiduidade estão tão arraigadas na conduta do militar que é necessário cuidado para não esquecê-las quando tratamos de valores. É o dia a dia da caserna que elas são incorporadas, mas é no combate que ganham maior destaque. Por exemplo, o atraso na preparação da artilharia pode impedir o deslocamento da infantaria na hora do ataque, ou pior, os fogos poderão cair sobre a tropa amiga. A falta do soldado motorista pode impedir que seu grupo de combate se desloque em uma operação ofensiva de aproveitamento do êxito, a qual requer impulsão e grande velocidade.

O fato de não chegar atrasado ou de não faltar a um compromisso demonstra respeito e consideração para com os demais e é fundamental para o funcionamento das unidades que necessitam de todos os seus integrantes para poder entrar em ação e cumprir as missões determinadas.

A Tradição concorre para que os valores ora apresentados sejam transmitidos de geração em geração. É valor primordial para o Exército, especialmente nos últimos anos em que exemplos negativos despontam com elevada rapidez, como a fama de um só dia, a estética individualista, o tráfico de influência, a corrupção generalizada, a riqueza ostentatória e as cenas bizarras e impróprias na internet e na televisão.

A Tradição estimula o desenvolvimento da camaradagem, hierarquia e disciplina, patriotismo, solidariedade, espírito de corpo e liderança militar.

É privilégio e orgulho para qualquer militar servir em organizações tradicionais como, por exemplo, os Dragões da Independência (Brasília-DF), o Regimento Sampaio (Rio de Janeiro-RJ), o Boi de Botas (Santa Maria – RS), a Academia Militar das Agulhas Negras ou a Escola de Comando e estado Maior do Exército.

As solenidades, o cerimonial, as bandas, os hinos e as canções militares, os uniformes, as insígnias, distintivos e condecorações, a continência, a espada conservam-se pela tradição e são modernizados, quando chega a hora.

Museus, estátuas e monumentos em quartéis e praças públicas ajudam a conservar a lembrança de destacados militares, cabendo salientar o Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial (Rio de Janeiro - RJ) e o Panteão da Pátria (Brasília - DF) onde estão inscritos, no Livro de Aço, os nomes de heróis militares como Caxias, Tamandaré, Barroso, Santos Dumont, Deodoro da Fonseca e Plácido de Castro.

Como o Exército está organizado por cargos e funções, cada militar ocupa um cargo previsto, onde exerce as suas funções. O cargo é tão importante para a instituição que pode ser considerado como o seu terceiro pilar, além da hierarquia e da disciplina.

Anualmente, são incorporados e formados novos militares, para compensar os que dão baixa ou passam para a reserva, mantendo-se o total geral, cerca de 200 mil integrantes inalterado.

Em virtude de a Força Terrestre funcionar por agrupamentos (brigadas, batalhões, companhias, pelotões), os efetivos devem estar sempre completos, facilitando a entrada em combate sem perda de tempo.

Cumpre, nesse ponto, assinalar outro valor observado no Exército nas últimas cinco décadas, a alternância no poder, ou seja, a troca de cargos e funções, com o tempo médio de três anos, particularmente no que se refere a comando, chefia ou direção. Esse procedimento faculta ao militar adquirir inúmeras experiências e possibilita a reunião de conhecimentos que o credenciam a exercer funções em graduações e postos mais elevados e ainda impede-se o surgimento do “dono do cargo”.

O ensino profissional (básico, graduação, mestrado e doutorado) fornece excelente orientação para o percurso na caserna, mas é pelejando (grato, Camões) que se conquistam a sabedoria e a confiança para o bom desempenho das funções mais elevadas.

A estrutura, a organização e a doutrina do Exército facilitam, sem dúvida, a presença o aprimoramento e a aceitação dos valores observado. Variando-se o momento, tempo de paz, crise ou de guerra, alguns valores podem tornar-se mais destacados que outros.

A análise simples sobre essência dos valores apresentados permite concluir que a sua convivência se manifesta com o regime político denominado democracia, doutrina que se caracteriza por divisão de poderes, eleições livres, controle da autoridades e atendimento aos anseios do povo.

A Consciência Democrática é um dos valores mais presentes no Exército, pelo menos desde a eclosão da II Guerra Mundial quando foram enviadas tropas da Força Expedicionária Brasileira para combater ditadores de outros regimes nos campos da Europa.

E foi principalmente pela influência desses valores que a Instituição, atendendo ao clamor da sociedade brasileira, impediu que se instalasse no País, em 1964, outro regime controlado por um ditador – figura autoritária, cuja a primeira ambição é a de perpetuar-se no poder, seguido de enriquecimento ilícito, diversas “esposas”, desrespeito a tudo e a todos, deslealdade, traição, racismo, corrupção, execução sumária, impunidade, prevalência das versões sobre fatos, falsa propaganda, impunidade etc.

Essas características não surgiram do imaginário, mas de informações comprovadas e noticiadas em todo o mundo, onde ditadores ainda estão a postos, em pleno século 21, no terceiro milênio.

Se tivéssemos vivido um regime dessa natureza, correríamos o risco de não ter, até hoje, eleições livres e democráticas, pois o tirano ainda poderia estar alojado em sua cadeira, preenchendo o seu “mandato” por 30, 50 anos ou mais, como é comum acontecer em países sob esse jugo

Finalizando, desejamos que os integrantes do Exército Brasileiro, sempre disciplinados, leais, responsáveis e vigilantes, prossigam em sua saga, observando constantemente os valores que tanto prezam e mantêm.

(Publicado Originalmente na Revista Da CULTURA - Edição 19 • Janeiro de 2012)


Fonte: DefesaNet


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General-de-Exército Luiz Edmundo Montedôno Rego é natural de Três Corações - MG e concluiu a AMAN em 1961, na Arma de Artilharia.
Como Coronel foi Comandante do 29º grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (Cruz Alta-RS) e Adido das Forças Armadas do Brasil no México.
Ao ser promovido a General-de-Brigada assumiu o comando da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea (Guarujá-SP) e em seguida comandou a Escola de Comando e Estado Maior Exército, no Rio de Janeiro, por mais de três anos.
Foi Diretor de Especialização e Extensão, 1º Subchefe e Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, no posto de General-de-Divisão.
Encerrou a carreira, como General-de-Exército, na Chefia do Departamento-Geral do Pessoal.
Dentre alguns trabalhos extras, criou a Revista Verde-Oliva, em 1982 e idealizou e conseguiu a provação da Medalha Corpo de Tropa e do Quadro de Cargos Previstos (QCP), que permite o controle e a adequada movimentação do pessoal do Exército.
O General Montedônio é casado com a Sra. Maria Teresa Otto Montedônio Rego e tem três filhos e um neto.

terça-feira, 9 de junho de 2015

OPOSIÇÃO


Recado de Dirceu, avisando que ele, Lula e Dilma estão no mesmo saco, significa risco de cadeia para todos?

 
Luiz Inácio Lula da Silva pode ter prolongado seus segundinhos de fama na 39a Conferência das Organizações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, na Itália, onde chegou depois de uma vaia no aeroporto e após refúgio na cabine do avião. No entanto, o brilho do final de semana de Lula foi completamente ofuscado por uma matéria plantada pelo estrategista José Dirceu de Oliveira e Silva, citado por amigos como fontes, para mandar um recado importante ao chefão-mor do PT: “De que serve toda covardia que o Lula e a Dilma fizeram na ação penal 470 e estão repetindo na Lava Jato? Agora estamos todos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma”.

Na mesma reportagem, os "amigos" de Dirceu reproduzem o temor dele em voltar à prisão, depois de 11 meses na Papuda, em função das investigações da Operação Lava Jato. “Querem me condenar ou me colocar outra vez na cadeia. Imagine o estardalhaço”. O medo de voltar ao cárcere é a principal motivação do recadinho dado a Lula e Dilma - agora "todos no mesmo saco", na visão terceirizada pelo ideólogo Dirceu. Só faltou ele prever e explicitar que Lula corre risco também de ver o sol nascer quadrado, na hora em que a Lava Jato chegar ao ponto de ebulição, o que estaria programado para os próximos 90 dias...

Dirceu aproveitou até a entrevista dada por amigos, certamente com todo aval dele, para desdenhar da candidatura de Lula à Presidência no distante ano de 2018. Dirceu só ressalvou que Lula pode ser beneficiado pela leniência do PT em relação a sua liderança: “Se chegar em maio de 2018 e o Lula disser que é candidato ninguém vai se opor”.  Na reportagem do Estadão, assinada por Ricardo Galhardo, Dirceu também fez uma previsão sobre o futuro próximo do PT: "Para Dirceu, o processo de reorganização do PT “é coisa para 4, 6 ou 8 anos”. Ele prevê que em 2016 o partido conquiste menos de 10% dos votos nas eleições municipais, uma redução em relação aos 13% alcançados em 2012".

A vantagem de tudo é que, como foi um "amigo" que falou mal de Lula para a reportagem, se for conveniente mais adiante, Dirceu pode declarar que não sabia de nada do que foi dito...

Mais detonação

Outra matéria do mesmo Estadão de domingo também detona Lula:

"À medida em que a popularidade de Lula - e seus índices de intenção de votos - são corroídos pelas denúncias de corrupção na Petrobrás, trapalhadas do governo Dilma Rousseff e pelo fraco desempenho da economia, as reclamações em relação ao líder máximo do PT afloram".

"Nas últimas semanas virou moda no PT dizer que o grande erro do partido foi ter promovido a ascensão social de milhões de brasileiros sem, no entanto, politizar esta fatia do eleitorado. No passivo de Lula também consta não ter feito a reforma política no momento em que os ventos sopravam a favor. Há ainda o fantasma de que Lula seja envolvido em investigações sobre corrupção, embora até hoje não existam provas contra ele".

Morte anunciada

O psicanalista Mtnos Calil, coordenador do grupo Mãos Limpas Brasil, faz uma tradução das duas reportagens:

"Morte anunciada de Lula e do PT? É o que sugerem estas duas matérias do Estadão. Mas independente disso, a arrasadora crise econômica vai continuar sacrificando a sociedade brasileira, vivam ou morram Lula e o PT. A onda de desemprego está sendo avassaladora. E o Brasil está sendo governado de forma esquizofrênica, tendo uma presidenta que faz de conta que preside, assistindo à governança do seu primeiro ministro banqueiro. Pelo visto, Deus não é brasileiro." 


Ele merece...


Disputa difícil


A arte de mentir lá fora

O Grande Líder dando uma aula de mentira, em vídeo do Instituto Lula...


Botando medo no $talinácio?

Tem gente jurando que o companheiro $talinácio ficou apavorado com a frase dita pela Secretária de Justiça dos EUA, Loretta Lynch, quando pegou os oito grandões da Fifa:

"Ninguém é grande demais para a cadeia. Ninguém está acima da lei".

Como não tem foro privilegiado, $talinácio deve ter se sentido menor ainda...

Resumo da nossa ópera


BOAS NOTÍCIAS não passam de SONHO


A Suíça e as armas de fogo​...​


A Suiça é o país mais seguro do mundo. Todo cidadão homem recebe uma arma do governo e fica pertencendo à guarda nacional até os 50 anos quando pode continuar com a arma se quiser.

Povo que não tem armas está entregue à vontade dos governantes. E ele ainda paga os guarda costas e a segurança deles.

Pense bem e não esqueça! ....

Os suíços têm a ideia certa sobre armas de fogo​!!!

A Suíça é o país mais seguro do mundo para se viver.​..​ Não porque é um país neutro ou qualquer coisa desse tipo. Creio que é devido ao fato de que cada cidadão do sexo masculino é obrigado a manter uma arma de fogo em casa.

Quando um cidadão suíço do sexo masculino completa 20 anos, ele recebe um fuzil militar automático e duas caixas de munição para ter em sua casa, mais uma quinzena de dias de treinamento militar. Até completar os 50 anos ele é um soldado da Milícia Suíça e tem uma semana por ano de exercícios militares.

Todo cidadão do sexo masculino pode ser convocado para defender sua pátria se ela precisar. Aos 50 ele passa para a reserva e devolve o fuzil, ou o compra por uma quantia simbólica​.

Os suíços e as armas de fogo andam de mãos dadas como vão junto o arroz e o feijão no Brasil. O tiro ao alvo de estilo olímpico é o esporte nacional da Suíça e não é nada incomum ver um cidadão normal num trem, ônibus ou apenas caminhando pela rua com um rifle no ombro. A política da Suíça de exigir que todos os lares tenham uma arma de fogo,​ é uma das principais razões por que os nazistas não invadiram a Suíça na 2​.ª Guerra Mundial. Tivessem os nazistas invadido, teria havido muito mais sangue alemão escorrendo pelas ruas do que sangue suíço.

A Suíça é o lugar mais duro do mundo para ser criminoso, porque se você planejar arrombar ​a casa de alguém, você tem a certeza de que o dono da casa tem uma arma de fogo e foi treinado para usá-la.

Se você acha que os americanos são obcecados com a manutenção da Segunda Emenda [que protege o direito de eles terem e usarem armas para defesa], você ainda não viu nada até que visite a Suíça.

A Segunda Emenda da Constituição dos EUA foi inspirada nas políticas da Suíça. Se os suíços não tivessem as mesmas políticas do século XVII, é bem possível que a Segunda Emenda não existiria nos Estados Unidos hoje.

A maioria dos meninos dos Estados Unidos joga em pequenos times de beisebol ou futebol. Mas a maioria dos meninos da Suíça participa de competições locais de tiro ao alvo e se filia a clubes de tiro ao alvo quando completam 10 anos.

O passatempo nacional dos EUA é o beisebol.

O passatempo da Suíça é tiro ao alvo de precisão. Na Suíça, há menos de um homicídio por cada 100.000 cidadãos por ano, e em 99 por cento dos casos, não há envolvimento de uma arma de fogo.

Há apenas 26 tentativas de roubo por ano para cada 100.000 cidadãos.

A maioria desses roubos é cometida por estrangeiros e não envolve armas de fogo. Os crimes violentos praticamente não existem, mas todo lar tem uma arma de fogo.

Surpreso? Está escrito na lei suíça:

"O elevado número de armas de fogo per capita não leva a um índice elevado de crime violento". Isso está solidamente confirmado na Suíça. A Suíça é um dos países mais pacíficos do mundo.


O resto do mundo precisa pegar essa dica!

SEGURANÇA PÚBLICA: O QUE RESOLVE E O QUE NÃO RESOLVE

Por Percival Puggina


O governo e as instituições do Estado adotam a pior política de segurança pública. A que nada faz!

É IMPEACHMENT, SIM


Não houve na história da República governo que merecesse tanto ser posto porta afora pelas instituições quanto esse alegadamente reeleito no dia 26 de outubro do ano passado. Percorreu de A a Z o dicionário das coisas que um governo não deve fazer, e mandou para longe das próprias vistas os limites morais a que se subordinam as pessoas e as instituições que merecem respeito.

 A lista é longa e mostra que estamos sob um governo absolutamente capaz. De qualquer coisa. A corrupção foi transformada em política de Estado graças à consistente e já fartamente comprovada formação de quadrilhas. Quando os números do assalto à Petrobras chegaram às manchetes mundiais houve um estupor porque nunca se vira caso de corrupção com tantos dígitos. E eram apenas os primeiros esguichos do que viria com a operação Lava Jato que desvendaria a extensão do esquema a um vasto conjunto de obras públicas. Há poucos dias, o governo precisou usar toda sua força de coerção para aprovar uma lei dizendo que crime de irresponsabilidade fiscal já cometido deixava de ser crime perante os estatutos jurídicos do país. E pouco mais tarde, novamente operou o balcão dos negócios para que fossem retiradas assinaturas em CPIs que investigariam financiamentos do BNDES.

Em países sérios, presidentes não podem mentir. No governo brasileiro, a mentira é sempre a forma de comunicação. A verdade jamais emerge numa entrevista. Ela só aparece mediante rigorosa investigação jornalística ou policial. O governo atrai os piores elementos dos partidos da base e os piores parceiros nacionais e internacionais com os quais faz negócios que traem o interesse brasileiro.

Seguindo a política do partido governante, sem audiência ao Congresso e à nação ali representada, deslanchou um programa de integração continental denominado “Pátria Grande”, confessadamente comunista, visando integrar moedas e identidades nacionais com os mais desastrados de nossos vizinhos. Dentro desse projeto, o Brasil participa da instalação de uma Escola de Defesa que outra coisa não é que uma versão bananeira do Pacto de Varsóvia. Se essas tratativas forem criteriosamente investigadas, não andaremos longe de um crime de alta traição. Pense num mal para o país e saiba: há um setor do governo ou de seu partido tratando disso.

É irrelevante ao tema deste artigo mencionar a falta de qualquer mérito nesse governo, porque no Brasil, governar mal é um direito de todos. Mas, convenhamos, não é à toa que o petismo é contra a meritocracia. Basta contemplar seu governo. Ele jogou o país numa enorme crise sem que houvesse qualquer outro motivo que não fosse a monumental incompetência nas áreas essenciais da administração.

Cobrar das instituições que deliberem sobre impeachment é uma imposição moral. Se elas o recusarem, que assumam as consequências. Simples como isso. O que não se pode fazer é um discurso de reprovação ao que foi feito no país e dizer que “não é caso de impeachment”. Santo Deus! O que mais é preciso? Por quanto mal ainda devemos esperar? Não nos constrange tal omissão? A presidente e seus líderes já não podem aparecer na rua pois são vaiados pelo povo, entregue aos azares que desabam sobre seu cotidiano. E as instituições, no conforto dos gabinetes, contemplam seus esféricos umbigos. É assim que queremos ficar?

Dizer que “não é caso de impeachment” é fornecer ao governo um fraudulento atestado de boa conduta. Essa é apenas uma das duas opiniões possíveis. E é a mais prejudicial ao interesse público, à moral nacional e ao respeito que devemos ter por nós mesmos.


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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.

Gilberto Carvalho é alvo de panelaço e apitaço em BH

Por Fora PT


No dia 02/06, o petista Gilberto Carvalho foi convidado a participar de uma mesa-redonda com o tema "O compromisso do cristão na sociedade: para construir o mundo novo", na Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte.

Cidadãos indignados com a destruição da Igreja e do Brasil que o PT está promovendo foram ao local para manifestar sua insatisfação.

Também participaram do evento o padre Élio Gasda (que está à esquerda de Gilberto) e Rosilene Rocha (secretária de governo do petista Fernando Pimentel).

O padre Élio afirmou que as bancadas em defesa da vida e da família no Congresso representam uma corrente fundamentalista.

A secretária de governo, também petista, afirmou que no Brasil há campos de concentração de trabalho escravo e que a luta de classes nunca esteve tão explícita no Brasil.

Tudo isso foi dito em uma instituição que teoricamente deveria transmitir fielmente a Doutrina de 2.000 anos da Igreja...

O GENERAL QUE SALVOU A NOVA REPÚBLICA


General Leônidas garantiu a posse de Sarney em 1985
A morte do General Leônidas Pires Gonçalves, quinta-feira, encerra um ciclo iniciado anos antes da Guerra do Paraguai, ainda no Império, quando altos oficiais das forças armadas começaram a atuar politicamente e a pronunciar-se sobre a realidade institucional do país. Uns de forma truculenta e ambiciosa, outros trabalhando para o aprimoramento democrático e a pacificação nacional. Foi o caso do general Leônidas, responsável pela superação do primeiro obstáculo anteposto ao desenvolvimento da Nova República.

Na madrugada de 15 de março de 1985, a nação mostrava-se estarrecida pela internação de Tancredo Neves no Hospital de Base de Brasília. Já nomeado novo ministro do Exército, com a Constituição na mão, ele convenceu as lideranças políticas de que, na impossibilidade de o presidente eleito tomar posse, o juramento deveria ser prestado pelo vice-presidente eleito, José Sarney.

Havia controvérsias na interpretação do texto constitucional. O vice substituiria e sucederia o presidente, no caso de impedimento temporário ou permanente, mas, assim como Tancredo, Sarney ainda não tinha tomado posse. Muitos sustentavam a aplicação do artigo determinando que se não tivesse havido posse do presidente e do vice eleitos, assumiria o presidente da Câmara dos Deputados, então Ulysses Guimarães, para convocar novas eleições em trinta dias.

Seria o caos, em especial porque no governo Figueiredo, horas antes de terminar, alguns generais pretendiam aproveitar a situação para melar o jogo, não entregando o poder a Sarney. Além do próprio último general-presidente, inclinavam-se pela sua permanência o ministro do Exército, Walter Pires, e o chefe do Serviço Nacional de Informações, Octávio Medeiros.

LEITÃO DE ABREU

O chefe da Casa Civil, Leitão de Abreu, sustentava a posse de Sarney. Naquela madrugada, recebeu os líderes do novo governo e sua opinião serviu para desfazer a dúvida gerada pela hesitação dos dois personagens principais: Sarney achava que Ulysses deveria assumir e este, para evitar a crise, defendia o contrário. Desambiciosos, ambos, mas trafegando num fio de navalha.

Foi quando o general Leônidas Pires Gonçalves, ainda sem ter assumido o ministério do Exército, mas já ministro de fato e, vale repetir, com a Constituição na mão, decidiu pelos políticos e pelos juristas: não havia dúvida, deveria ser José Sarney a prestar juramento no Congresso e a ocupar o governo. Num telefonema ao vice, participou-lhe a decisão e, alta madrugada, despediu-se com um “Boa noite, presidente!”

MOMENTOS CRUCIAIS

São desses momentos cruciais na história dos povos e das nações. A Nova República poderia ter sido demolida antes mesmo de nascer, mas graças à intervenção de um general, sobreviveu e afirmou-se. Como represália, Figueiredo deixou o palácio do Planalto pouco antes da chegada de Sarney, a quem recusou-se a passar a faixa presidencial. Só que o vice já detinha o poder, vestiu sozinho a faixa e empossou o ministério escolhido por Tancredo.


Apenas um detalhe a mais. No auge da confusão da madrugada, quando o general Walter Pires aventou a hipótese de movimentar a tropa para manter Figueiredo, ouviu de Leitão de Abreu que não podia, pois não era mais ministro. Sua demissão havia sido assinada pelo presidente e vinha publicada no Diário Oficial. O ministro do Exercito já era Leônidas Pires Gonçalves e sua participação na vida política brasileira foi a última intervenção castrense nas questões político-institucionais do país.

Na CPI da Petrobras, Mara Gabrilli explica elo entre Petrolão e caso Celso Daniel



Durante audiência, deputada Mara Gabrilli questionou o sr. Carlos Eduardo Schain, empresário do Grupo Schain, empresa citada por delatores do esquema de corrupção como integrante do cartel que fazia negócios e desviava dinheiro da estatal.

O Brasil no divã

Por Nelson Motta
 
Se o Brasil fosse uma pessoa, estaria fazendo cinco sessões semanais no consultório de um psicanalista e tomando remédio tarja preta.

Descobriu que o pai não é um herói, mas um sem-vergonha infiel, vaidoso e irresponsável, capaz de fazer qualquer coisa pelo poder, e que a mãe é mentirosa e autoritária, e um desastre na administração da casa, além de ninguém entender o que ela diz. Ainda bem que o Brasil não é uma pessoa.

O país está no divã de um grupo de analistas, econômicos, políticos e sociais. Mas o caso é complexo. Complexo de superioridade bravateado por Lula durante anos, desmentido diariamente pela realidade da corrupção, do desperdício e da incompetência; complexo de inferioridade pelo menor crescimento de toda a América Latina, só maior que Venezuela e Argentina, casos perdidos, de internação imediata.

Síndrome de inveja crônica de americanos e europeus, porque conseguem ser mais ricos, educados e viver melhor do que nós.

Complexo de culpa por um país com tantos recursos naturais e tanta beleza, com tudo para se tornar adulto, mas continua adolescente e acreditando em ilusões e almoços grátis, e ignorando que o governo não produz nada e que tudo que gasta é fruto do trabalho e do esforço de cada cidadão, que não sabe que as horas, dias e meses que você trabalha para sustentar o governo estão perdidos e não voltam mais: são vida. Estão roubando a sua vida.

Mas não há esperanças para o paciente enquanto amigos do poder, agregados e parentes incompetentes continuarem ocupando cargos de responsabilidade e dando imensos prejuízos a todos por ladroagem, burrice e ineficiência.

O paciente está atônito diante da atual confusão de valores, em que as fronteiras entre o mal e o bem estão borradas. Quem diria que um dia aplaudiríamos gente como Eduardo Cunha e Renan Calheiros, por tirar do governo, de qualquer governo, a possibilidade de aparelhar politicamente as estatais – maldição dos anos Lula/Dilma, que levou o Brasil ao divã.


Fonte: Alerta Total



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Nelson Motta é Jornalista. 

Jornal Inconfidência - Leia !



Olavo de Carvalho fala sobre o Jornal Inconfidência, que todos da Direita devem ler.

O "poder econômico" no projeto de reforma política da CNBB

Por Bruno Braga

Quando um candidato recebe doação de empresa privada, o eleitor tem a liberdade de votar nele ou não; mas os "movimentos sociais" - patrocinados por fundações multimilionárias - serão introduzidos pelo projeto de reforma política em instâncias decisórias do poder público sem a consulta ou a participação do cidadão brasileiro.

Promotores, "apóstolos" e entusiastas do projeto de reforma política da CNBB frequentemente destacam - como sinal da inspiração divina dele - o item que propõe o "financiamento público" das campanhas eleitorais. Pregam que proibir doações de empresas privadas a partidos e candidatos - mantendo a permissão para doações de pessoas físicas - visa eliminar a influência do "poder econômico" nas questões políticas e evitar que os interesses do "capital" se sobreponham ao interesse público.

O componente ideológico do termo é escandaloso: demonização da iniciativa privada e divinização do Estado. É como se as empresas - representadas por seus proprietários - fossem excluídas da vida pública e ficassem impedidas de se posicionarem sobre o plano que determina o exercício de suas atividades.

Mas o item citado - o financiamento público das campanhas eleitorais - é ineficaz também para os fins alegados. Primeiro: a proposta veta a doação de "empresa privada", mas não a do dono dela, a do "empresário" - pessoa física que pode figurar como doador. E mesmo que limite a contribuição individual ao valor de R$ 700, nada impede que "laranjas" sejam utilizados para burlar a limitação. E mais: uma vez que as empresas privadas serão proibidas de fazer doações para candidatos e partidos, na contabilidade das campanhas não haverá mais nenhuma menção a elas - o que não coibe as doações ilegais, pelo contrário, poderá inclusive facilitá-las.

Outro ponto: se um dos propósitos da reforma política é diminuir os custos das campanhas eleitorais, então soa disparatado exigir - fixando a escolha dos parlamentares em dois turnos - o financiamento público para boa parte das despesas dos candidatos e partidos: exigir que o Estado, que o dinheiro público, do cidadão, banque as contas. Ademais, é necessário observar que "o Estado" não é uma entidade abstrata e supra-natural; ele é formado por pessoas de carne e osso que irão estabelecer - através do jogo político e do confronto de interesses - o valor das verbas e os "critérios" para a distribuição delas.

No entanto, há na proposta de reforma política da CNBB algo ainda mais grave. Se os seus "apóstolos" pretendem "exorcizar" o "poder econômico" da política, então, como explicar que as entidades e organizações que pretendem inserir na administração pública - sob o disfarce de "movimentos sociais" - sejam financiadas pelo "grande capital"? Estão aqui duas amostras relevantes: a ABONG - que congrega uma série de organizações não-governamentais; e a Cáritas - que é um organismo da CNBB (Cf. Cartilha Coalizão pela Reforma Política e Democrática, p. 43). Nas imagens abaixo os seus parceiros e apoiadores do "poder econômico" nominalmente mais evidentes aparecem destacados em vermelho.
Abong - consultar http://abong.org.br/links.php?id=13
Cáritas - consultar http://caritas.org.br/parceiros-e-apoiadores
É preciso notar que aqui há outro problema. Pois quando um candidato recebe doação de empresa privada, o eleitor tem a liberdade de votar nele ou não; mas os "movimentos sociais" - patrocinados por fundações multimilionárias - serão introduzidos pelo projeto de reforma política em instâncias decisórias do poder público sem a consulta ou a participação do cidadão brasileiro.

Nestes termos, a pregação sobre o "financiamento público" das campanhas eleitorais é uma fraude em todos os sentidos. A proposta de reforma política da CNBB maquia o estabelecimento de um consórcio para o exercício do poder político - consórcio que inclui agentes determinados do "poder econômico". Para a Conferência dos Bispos o comprometimento é um pecado imperdoável. Porque implica contrariar os princípios e orientações da Igreja Católica - que ela, a Conferência, não representa - fortalecendo um projeto de poder totalitário - o petista-socialista-comunista - e a engenharia social e comportamental que o envolve, com o aborto, a ideologia de gênero, a legalização das drogas, etc.