domingo, 17 de maio de 2015

Querem melar a Lava-Jato? Sabotagem ou lambança?



Saiba mais sobre a tentativa de melar a operação Operação Lava-Jato no momento em que ela se aproxima do ex-presidente Lula e da presidente Dilma. Acompanhe as análises da capa de VEJA desta semana com Joice Hasselmann e Augusto Nunes.

Os negócios que Fachin não explicou com Itaipu


O jurista Luiz Edson Fachin participa na manhã desta terça-feira (12), no Senado, da sabatina necessária para ter seu nome aprovado como novo integrante do Supremo Tribunal Federal, na vaga de Joaquim Barbosa
O jurista Luiz Edson Fachin durante sabatina no Senado 
(Ueslei Marcelino/Reuters)
Candidato a ministro do Supremo advogou a favor do governo paraguaio contra a União, que pagava seu salário, desrespeitando lei federal.

O advogado Luiz Edson Fachin, candidato a ocupar a quinta - e talvez a última - vaga que a presidente Dilma Rousseff vai preencher no Supremo Tribunal Federal (STF), sobreviveu à sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Foi aprovado por 20 votos a 7 após cerca de 11 horas de um discurso cunhado sob a ótica da "ética da responsabilidade" - exatamente o oposto do defendeu nos últimos anos, por exemplo, ao propagar teses como a de seria possível a expropriação de terras produtivas para fins de reforma agrária. Para ficar com a cadeira na corte, falta agora o aval do plenário da Casa na sessão de terça-feira.

A edição de VEJA desta semana aponta a razão por que os senadores ainda precisam refletir cuidadosamente a respeito da indicação: "O artigo 117 da Lei nº 8112/1990 proíbe servidor federal de 'aceitar comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro'". Professor da Universidade Federal paranaense - portanto, remunerado pelos cofres da União -, Fachin atuou como advogado contratado pelo governo do Paraguai contra a Itaipu Binacional. O núcleo paraguaio da empresa, comandada no Brasil por Jorge Samek, um amigo de longa data do candidato a ministro do Supremo, buscava o direito de ter uma briga judicial julgada no STF, e não na Justiça Federal de Foz do Iguaçu. O caso se arrastava desde 2003 e Fachin tentava evitar que a Itaipu, que tem parte controlada pelo Paraguai, fosse submetida à lei brasileira de licitações e fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Fachin venceu a batalha para que o litígio fosse analisado pelo tribunal de Brasília, mas o candidato a ministro cometeu uma irregularidade ao atuar na causa. A legislação proíbe que um servidor federal aceite "comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro", como ocorreu no processo envolvendo o Paraguai. O escritório Fachin Advogados Associados atuou na causa no STF em favor do governo paraguaio.


Com a carreira construída no Paraná, Fachin saiu das cordas na sabatina na CCJ com respostas calculadas. Mas diante do plenário do Senado, que terá voto secreto e atuação direta nos bastidores do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra o escolhido pelo governo, o episódio Itaipu pode ser a alegação jurídica que faltava para parlamentares insatisfeitos com o Palácio do Planalto derrotarem a presidente Dilma Rousseff.

Senado tem a obrigação de vetar embaixador


Após experiência negativa, “Mais Médicos” não recrutará profissionais estrangeiros em 2015


medico_cubano_01Porta fechada – Neste ano, o programa do governo federal “Mais Médicos” não recrutará profissionais cubanos e estrangeiros. De acordo com o Ministério da Saúde, todas as vagas que haviam sido abertas para ampliação do programa foram preenchidas por médicos brasileiros, formados no Brasil e no exterior. “A tendência é que não precisemos fazer novos convênios”, revelou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ao apresentar os resultados da seleção de médicos brasileiros formados no exterior.

Até o momento, o programa teve a maior parte da sua mão de obra preenchida por médicos recrutados por meio do acordo de cooperação firmado com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), mostrando um resultado bem diferente dos anos anteriores. Dos 14.462 profissionais que atuam na iniciativa, a maioria é formada por profissionais contratados pelo convênio: 11.429 médicos. Outros 1.846 são formados no Brasil e 1.187 têm diplomas obtidos no exterior.

Pela lei, a contratação de profissionais é feita em ciclos. A preferência é dada para médicos com diploma obtido no Brasil. Em seguida, vagas remanescentes são oferecidas para brasileiros que se formaram no exterior. Na terceira fase, vêm os estrangeiros com interesse em ingressar no programa e, por último, profissionais recrutados por meio do convênio firmado com a Opas.

Objetivando atrair os médicos formados no Brasil, em 2015 o governo passou a ofertar um bônus para a residência médica. Depois de um ano participando do programa, profissionais passam a ter direito a 10% a mais na nota da prova, o que atrai bastante os profissionais da área visto que a concorrência para os cursos é alta.

O governo e associações médicas também fizeram uma trégua. Vale lembrar que entidades de classe faziam críticas severas ao programa, quando foi lançado, em 2013, por considerá-lo ineficaz e, principalmente, porque ele dispensava a exigência da validação do diploma para profissionais graduados no exterior. Desde o fim de 2014, Chioro passou a fazer um esforço para a reaproximação com as entidades.

Com a expansão do Mais Médicos, o programa passou a contar com 18.240 profissionais, alocados em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Na última rodada de contratações, para profissionais brasileiros formados no exterior, foram escolhidos 387 médicos.

“A partir de agora, faremos reposições trimestrais”, revelou o ministro da Saúde. Não há previsão para este ano para uma nova expansão do número de vagas ou de municípios contemplados pelo programa. “Atingimos a meta que havia sido estabelecida”, finalizou.


Em março, Chioro foi ao Congresso para pedir apoio contra um decreto legislativo proposto pelo PSDB que previa o fim do convênio com Cuba. Na época, Chioro ressaltou que isso poderia causar “o fim do programa Mais Médicos”. 

Busca pelo IMPEACHMENT é um ERRO?


Por que temos que estar em frente ao congresso no dia 27 de maio?


Caros amigos

No Brasil, desde a primeira constituição republicana (1891), os membros da Suprema Corte são indicados pelo Presidente da República e, visando a assegurar a independência dos poderes, são submetidos à aprovação do Senado Federal. Ou seja, dois poderes independentes participam da composição do terceiro. Esta metodologia tem sido mantida em todas as constituições brasileiras.  Por que então a nomeação do Sr Luiz Edson Fachin é considerada uma ameaça à liberdade, à democracia, à moral cristã e à propriedade privada, entre outras levantadas a partir  da “obra” do indicado?

Sob a liderança de Lula da Silva e Dilma Rousseff, os governos petistas quebraram o Brasil, destruíram a sua mais importante empresa e comprometeram a economia e o desenvolvimento da Nação por vários anos, desviando dinheiro público para contas particulares e partidárias. Por que, então, ainda não fizeram um “mea culpa”, já que o mundo inteiro sabe que são eles, sua doutrina e seu “mau-caratismo” os responsáveis pelo caos? Por que o prejuízo que causaram tem que ser pago pelo contribuinte antes que os responsáveis sejam simplesmente presos, julgados e punidos?

Por que o governo, para reequilibrar suas contas, apresenta, e o congresso aprova, uma redução de benefícios sociais e um reajuste fiscal, com sacrifício flagrante para os contribuintes, e não reduz os seus próprios custos, mantendo 39 ministérios para os amigos e apoiadores e milhares de empregos públicos bem remunerados para os “amigos incapazes e incompetentes”, cujo caráter não é nem duvidoso?

Por que o atual presidente do senado recebeu em sua residência o ex presidente Lula da Silva, um agitador de massas e testa de ferro de um “exército de arruaceiros”, e se compromete a apoiar e aprovar as proposições de um governo reconhecidamente corrupto e incapaz de solucionar os problemas que ele próprio criou?

Por que a proposta de reforma política, a ser apresentada ao congresso por uma comissão criada para fazê-lo, contempla a manutenção do status quo  que, no final das contas, é o responsável pela existência dos “picaretas” que temos elegido e reelegido para representar-nos na “casa do povo”?

As respostas a estas perguntas, que todos os brasileiros minimamente instruídos conhecem, nos levam a concluir que os princípios republicanos, que deveriam, pela independência dos três poderes, garantir a liberdade, a democracia, o progresso, a ordem, a moral cristã e o respeito à propriedade privada, ao mérito, à inteligência, à honestidade e às iniciativas produtivas dos cidadãos, vêm sendo deturpados e desvirtuados, ao longo das últimas décadas, particularmente nos últimos doze anos,  por um acordo tácito, não declarado, entre os poderes – executivo, legislativo e judiciário -, de forma a assegurar, através de conchavos e artimanhas, a sua permanência na vida pública  e o poder ao longo dos tempos!

Face ao nível de organização, apropriação e coordenação que, sob nossos olhos pouco vigilantes e ingênuos, os oportunistas e os políticos profissionais conseguiram atingir, fica respondida a pergunta título deste texto e, mais do que isto, acentua a importância da manutenção, do fortalecimento e do apoio às iniciativas reacionárias como a dos jovens integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) que, em 27 de maio, após 33 dias de marcha, desde São Paulo, baterá às portas do congresso para dizer “BASTA” à trama de que estamos sendo vítimas!

Como cidadãos brasileiros, vivemos os mais graves e decisivos anos de nossas vidas.

Segundo o mestre Sun Tzu, temos a vantagem de conhecer o inimigo e a manobra a executar,  portanto,  não podemos fugir da responsabilidade que o destino e a oportunidade quiseram que caísse sobre nossos ombros e assim faremos, cada um a seu modo e dentro das suas possibilidades.

Pelo bem do Brasil, pelo nosso futuro e pelo dos nossos filhos e netos, temos que responder ao desafio e vencê-lo com galhardia, perseverança e patriotismo, contando com o apoio das instituições que, por sua natureza, não estão contaminadas ou envolvidas nesta conspiração de lesa pátria!


=Nenhuma ditadura serve para o Brasil=

Abaixo os impostos!


A Fortuna de Márcio Thomaz Bastos


O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos deixou 393 milhões de reais de herança. Ao longo de sua carreira, o advogado, que morreu em novembro do ano passado, acumulou 18 imóveis, diversas obras de arte e um sem-número de aplicações financeiras cujo valor declarado soma exatos R$ 393.286.496,30. A herança será dividida entre a viúva e a filha de Thomaz Bastos.

Uma análise detalhada do inventário mostra que esse número pode ser ainda maior. A lista de bens traz, por exemplo, uma coleção de 12 obras de arte de artistas renomados subavaliadas. Um quadro de Tomie Ohtake de 1986, por exemplo, com valor declarado de 6 500 reais, pode valer 50 vezes mais. Um Portinari pode passar de 51 000 para mais de um milhão de reais, na avaliação de especialistas. Outro Portinari, declarado com valor simbólico de 1 real, pode valer mais de 200 000.

Além das obras de arte, provavelmente os imóveis também estão subavaliados, já que os valores lançados nas declarações de bens são normalmente valores históricos, referentes ao momento da aquisição, sem qualquer correção.  Tudo somado, é de se esperar que a fortuna acumulada pelo Dr. Bastos seja muito maior que a divulgada.

De todo modo, Márcio Thomaz Bastos está, sem qualquer sombra de dúvida, entre os homens mais ricos do Brasil. E mais: para terror de seus correligionários petistas, e talvez dele próprio, sua imensa fortuna fez com que Pindorama se tornasse um pouco mais desigual.

O Doutor Márcio era considerado, com inteira justiça, um dos melhores causídicos tupiniquins.  Se o preço dos serviços que prestava era alto, é porque os contratantes confiavam na sua eficiência e no seu enorme saber jurídico.  Assim como os grandes nomes do esporte ou das artes, ele cobrava caro por suas habilidades especiais porque era um craque, um gênio em sua área. O resto é choro de gente invejosa.

Por outro lado, insinuar que a riqueza de Thomaz Bastos seria a causa da pobreza de muitos outros, como diriam alguns de seus “amigos” petistas obcecados pela tese da desigualdade de renda e riqueza, é não somente uma falácia, como um sofisma insidioso.

É fato absolutamente demonstrável que, no capitalismo de mercado, um indivíduo somente pode enriquecer satisfazendo os desejos e necessidades dos demais.  Portanto, se o Dr. Bastos era um homem riquíssimo, foi porque soube fornecer um bom serviço a quem dele precisava.  Em outras palavras, qualquer um que deseje enriquecer numa economia de mercado deverá, antes de qualquer outra coisa, laborar para servir ao próximo, mesmo que a sua efetiva intenção seja exclusivamente o benefício próprio – sempre haverá quem o acuse de traficar influência, mas não há nada que comprove tal coisa. Até onde a vista alcança, Bastos ganhou sua fortuna honestamente.

Ademais, ao amealhar grande riqueza, ele acabou beneficiando, direta ou indiretamente, uma gama imensa de pessoas. Além dos seus clientes, já mencionados, há os empregados que para ele trabalham, bem como todos aqueles que, de alguma maneira, estavam atrelados àquela cadeia produtiva específica.

O mais importante, porém, é que os indivíduos muito ricos são grandes poupadores e, por conseguinte, grandes investidores – na verdade, a poupança não é outra coisa senão uma forma diferente de gastar os recursos, no sentido de que não será o seu dono quem os gastará diretamente, mas outra pessoa (tomador/investidor).

O portfólio de Thomaz Bastos, como se vê na matéria da Revista Exame, era composto de “um sem número de aplicações financeiras”, que nada mais são do que o repasse oneroso de recursos para investimentos a serem realizados por terceiros.  Tais investimentos, além de incrementar a economia do país, ajudam a dar emprego a milhares de pessoas.  Além disso, ele possuía muitos imóveis e inúmeras obras de arte, o que o transforma também num incentivador da construção civil e das artes em geral.  Resumindo, não há como deixar de aplaudir um indivíduo que consegue, com trabalho árduo, amealhar tamanha fortuna.

No caso específico de Márcio Thomaz bastos, entretanto, há um senão que não posso deixar de externar.  Embora tenha demonstrado saber ganhar dinheiro como poucos, o Dr. Márcio era um homem provavelmente corroído pela culpa.  Como diagnosticou o Rodrigo Constantino em seu “Esquerda Caviar”, não são poucos aqueles que, acometidos de um enorme complexo de culpa pela própria riqueza acumulada, passam a apoiar causas anticapitalistas, como se isso fosse, de alguma maneira, beneficiar os pobres, de quem ele se acha, inexplicavelmente, devedor.

Não vejo outra explicação plausível para a insistência dele em patrocinar e proteger o PT, um partido que sempre esteve ideologicamente voltado para a sabotagem do capitalismo, esse mesmo capitalismo que possibilitou que construísse a sua fortuna.

Portanto, se há algo que eu teria dito ao Dr. Márcio, caso o tivesse conhecido, é que o maior crime das elites capitalistas não está nas famigeradas desigualdades, no egoísmo ou na acumulação de capital, como ele provavelmente pensava e se amargurava, mas sim na recusa sistemática de apoiar, divulgar e defender as instituições e o modelo econômico que, além de possibilitar-lhe a fortuna, deram à humanidade a única esperança que ela já conheceu de sair de seu estado natural de miséria.



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João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e Diretor do Instituto Liberal.

sábado, 16 de maio de 2015

#JeSuisMORO


Enquanto Fachin silencia, Renan Calheiros se empenha contra ele



O colunista do Radar on-line comenta o efeito da sabatina de Luiz Edson Fachin, que disputa uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Lauro Jardim sentencia: “o jogo ainda não está ganho para o advogado”. Do Rio de Janeiro, Felipe Moura Brasil fala sobre o encontro entre o presidente do Senado e Lula. A reunião teve participação especial de Edson Lobão; e Delcídio Amaral. Marco Antônio Villa relembra o escândalo do mensalão, que completou 10 anos.

Movimento Brasil Livre é ameaçado pelo PT/MST em sua passagem pelo estado de MINAS GERAIS




"A MARCHA não recua, não para, não retrocede".

Arrogância está desmoralizada


UMA "INICIATIVA POPULAR" NÃO MUITO POPULAR

 
A CNBB, há vários meses, se empenha em uma campanha para coletar 1,5 milhão de adesões ao seu Projeto de Reforma Política Democrática e Eleições Limpas". Não está fácil. Datas de lançamento e datas de encerramento são definidas, aparentemente sem sucesso. Ou com sucesso? Não tenho como saber. O número de adesões à campanha é um segredo sob sete chaves.

Já escrevi vários artigos a respeito. O assunto me interessa tanto para fins de análise política quanto na condição de católico. Vejo a CNBB reproduzindo, nessa campanha, condutas que, na política, devem ser apontadas como reprováveis. Por exemplo: quantos dos senhores bispos ou padres que mobilizam suas dioceses e paróquias nessa coleta são capazes de fazer uma exposição de 15 minutos que seja, não sobre reforma política, mas sobre o conteúdo do projeto que a CNBB está apresentando?

Pois é... Agora imagine o que estão fazendo com os paroquianos. Suponhamos que consigam, entre os católicos, mobilizar 1,5 milhão de pessoas. Quantos, desse paroquianos, conhecem o que assinaram? A quantos foi informado que esse é o projeto que interessa ao PT? Quantos sabem que num país onde uma eleição parlamentar custa um absurdo o projeto está determinando que os mandatos sejam objeto de duas eleições sucessivas, cada uma com sua própria campanha? Onde uma eleição custa caro, o projeto propõe duas - uma em lista, disputada entre os partidos, para determinar o número de cadeiras que corresponde a cada um, e outra com voto nominal nos candidatos para determinar os eleitos em cada partido. Quantos sabem dessa onerosa novidade?

O site da Coalizão por uma Reforma Política Democrática e Eleições Limpas abre uma telinha onde se lê que "Sua assinatura faz lei". Faz? É claro que não! Quem faz lei é o Congresso Nacional e o projeto de iniciativa popular somente se tornará lei se for aprovado pelo parlamento, coisa altamente improvável porque a maioria parlamentar não parece interessada em aprovar uma reforma política que tenha bênçãos do PT.

Finalmente, um dos aspectos mais valorizados da pretendida reforma é a assim chamada "participação popular", ou seja, a democracia direta. Ora, as experiência de democracia direta não mostram somente sua inviabilidade para as sociedades de massa. Revelam, também, que as mesmas são instrumentos de manipulação. Democracia direta é reunir-se com os companheiros e proclamar que o povo decidiu. No projeto, contudo, a "democracia direta" vira plebiscitária, estabelecendo que as "grandes questões nacionais", como venda de patrimônio público, privatizações, concessões de serviços, grandes obras com impacto ambiental, sejam antecedidos por plebiscito. "Para o mundo que nós vamos debater e decidir!". Democracia plebiscitária é o antônimo de democracia representativa. Entrega as grandes decisões à demagogia dos demagogos e à velocidade das discussões sem fim.

Quando a CNBB afanosamente busca entre os fiéis 1,5 milhão de assinaturas para sua reforma política de "iniciativa popular", não está ela desconsiderando as dezenas de milhões de católicos que não assinaram coisa alguma? Não está ignorando todos os padres e bispos que preferiram não submeter a proposta a suas dioceses e paróquias e todos os que saíram das missas sem assinar? Trata-se de uma iniciativa popular não muito popular, ao que parece.

Por fim, não entendo a ira que suscitam em alguns bispos os leigos que se rebelam contra a posição e o comprometimento da CNBB quando ela invade, na esfera política, a área das "soluções concretas", em relação a cujas divergências a sã doutrina sempre recomendou prudente distância.



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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.

PRACINHA DA FEB RECUSA-SE A RECEBER MEDALHA DE DILMA

O ex-combatente da Força Expedicionário Brasileira, Major Antenor Silveira Guedes, de 93 anos, foi convidado pelo governo brasileiro a participar de um evento em homenagem aos soldados que estiveram na Europa na Segunda Guerra Mundial.

Antenor esteve no front juntamente com os pracinhas brasileiros contribuindo para a conquista do Monte Castelo, na Itália, em fevereiro de 1945, quando a FEB combateu o exército alemão por 3 meses, a sudoeste da cidade de Bologna.

Major Antenor recebeu muitas honras militares ao longo da vida, muito merecidas. É um homem de muitas estórias, e de muita coragem.

"Lutei pela liberdade do meu país e do mundo. Hoje penso: será que foi em vão? Lutei pro Brasil virar esta grande merda? Um país infectado pelo lulo-comunismo? Valeu a pena?" diz o major.

"Fui convidado a receber uma medalha da presidente Dilma em comemoração aos 70 anos do fim da guerra. É claro que não vou. Não gosto de bandidos. O PT é isso, um partido de vagabundos. O Lula é o chefe do mensalão. A Dilma foi terrorista e metralhava as pessoas."

O nosso heroi mostra-se revoltado com a situação atual do país.

"Já não tenho mais idade pra ter papas na língua. Vou lhe dizer, estou de saco cheio de ver meu país infestado por marginais, bandidos, homossexuais, travestis, comunistas e ambientalistas. Esse monte de vagabundo recebe Bolsa Família, bolsa isso, bolsa aquilo. Ora, trabalhar ninguém quer, né?"


Carta ao Comandante do Exército Brasileiro

Por Walcyr Motta

Exmo Sr. General Ex Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, Comandante do Exército Brasileiro:

Preliminarmente, solicito a V. Exa que aceite minha apresentação: CelIntRef WALCYR MONTEIRO DA MOTTA (AMAN Tu69), vinculado ao Cmdo 1ª RM.

Encheu-nos de esperança a nomeação de V. Exa para o comando da Força; afinal, seu antecessor era homem de apenas duas expressões: “sim senhora” e “permissão para me retirar”.Subserviência total. Esqueceu-se de uma das máximas do General Manuel Luís Osório, o patrono da Cavalaria: “o soldado é obedientemas não é servil”.

Todavia, General, estas esperanças começam a esmorecer. O 31 de março passou e V. Exa nada disse. Ordens de cima? Medalhas continuam a reluzir no peito de marginais condenados a prisão pela Justiça, com sentença transitada em julgado, e providências visando sua cassação não são tomadas, mesmo amparadas e, até, determinadas pela legislação em vigor; sua ordem do dia no Dia do Exército foi, usando nosso jargão castrense, uma ordem do dia M1.

Esperávamos, General, algo mais, uma observação, um recado velado, uma insinuação de que o Exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias não aguenta mais ser enxovalhado, achincalhado, vilipendiado, recebendo missões de  polícia, sofrendo um revanchismo injustificável, um revanchismo torpe, por aqueles que não se conformam terem sido derrotados na luta armada, tratado pior que os triários, a última linha das legiões romanas depois das quais a História nada mais fala.

Esperávamos, General, algo como a circular do Gen Castello Branco em 1964. E note-se que, quando a escreveu, o General Castello era oficial general da ativa, Chefe do Estado-maior do Exército. Recordemos alguns trechos: “Os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de Governo, muito menos a sua propaganda, mas para garantir os poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei... Não sendo milícia, as Forças Armadas não são armas para empreendimentos antidemocráticos. Destinam-se a garantir os poderes constitucionais e a sua existência”.Embora, à época, V. Exa provavelmente cursasse o ginasial (eu era aluno do 2° ano colegial do CMRJ) aposto ter tomado conhecimento deste texto.

O General Paulo Chagas, em seu artigo “O ’Exército de Sempre’ e o Caminho do Dever, publicado no site “Ternuma” (www.ternuma.com.br/index.php/art/2499-o-exercito-de-sempre-e-o-caminho-do-dever-gen-bda-paulo-chagas) tece comentários sobre o silêncio das Forças Armadas. Um trecho merece transcrição:“infelizmente entendo que, se as Forças Armadas continuarem silenciosas em relação aos atos e fatos que interferem em sua missão constitucional, ocorridos interna ou externamente, mantendo-se, por inação, coniventes com os projetos de poder do governo da ocasião, elas verão surgir, rapidamente, a cizânia e a quebra de coesão entre seus quadros e se transformarão (...) em milícias manipuladas pelo interesse corrupto dos políticos, mal equipadas, despreparadas e, principalmente, mais preocupadas em sobreviver do que em servir! Considero que a omissão é a mais destrutiva das atitudes de um soldado, e que será tanto mais destrutiva quanto mais alto seja seu posto ou graduação.”

Durante a luta armada (da qual não participei – as unidades em que servi não foram engajadas naquele combate) companheiros nossos receberam missão de exterminá-la. Cumpriram a missão! De armas nas mãos, com risco da própria vida e, pior, com risco de suas mulheres e filhos que ficavam expostos à sanha dos terroristas. General, o que o nosso Exército faz, hoje, por estes homens? Nada, General!São xingados,chamados de assassinos, torturadores, denunciados por comissões da verdade totalmente espúrias e revanchistas. Sofrem processos judiciais absurdos.

Tem que custear advogados para a sua defesa com seus próprios recursos; ainda bem que o nosso excelente nível remuneratório permite que tais despesas sejam suportadas. O que fizeram para merecer tal tratamento? Cumpriram a missão! Os terroristas, como já disse, não se conformam de terem sido derrotados e, mesmo anistiados, fazem de tudo para infernizar a vida daqueles que os derrotaram e, pior, com o beneplácito, a conivência, a cumplicidade, o incentivo do governo constituído que, “mutatis mutandis”, é terrorista. E, tal qual o poema de Maiakowski, não dizemos nada! E não fazemos nada!

Preocupa-nos ainda, General, o atual estado de penúria da Força. Circula na Internet boatos de que o combustível do Exército esgotar-se-ia em julho; que a munição estocada seria suficiente para uma hora de combate; que seria adotado o regime de meio expediente nos quartéis em virtude de restrições de rancho. Consta que no PDC (Palácio Duque de Caxias), no Rio de Janeiro, torneiras teriam sido retiradas dos banheiros para economizar água e que não se estaria ligando os aparelhos de ar condicionado para economizar energia. A maior preocupação, General, consiste em, num quadro desses, como barrar forças e situações adversas caso venham a ocorrer (e, com certeza, ocorrerão).

Vivemos dias preocupantes e sombrios. A tentativa de tomada do poder (tal qual em 1964 eles já têm o governo) desta vez, não será, numa primeira etapa, pela força. Basta ler Gramsci. O Gen Coutinho, Sérgio Augusto de Avellar Coutinho, recentemente falecido, brindou-nos com “A Revolução Gramscista no Ocidente”, onde, num fantástico poder de síntese, conseguiu resumir os não sei quantos volumes dos “Cadernos do Cárcere”, de Antonio Gramsci, em um pequeno livro de 135 páginas. Lê-lo (acredito que V. Exa já o tenha feito), fazendo um paralelo do que ali está escrito com o que acontece atualmente no Brasil, é mergulhar fundo na situação do Brasil de hoje, é muito mais que uma radiografia do momento nacional, é uma verdadeira ressonância magnética deste momento. Iniciamos a “fase estatal”, a transição para o socialismo. E o que fazemos? Nada!

E o decálogo? V. Exa se lembra do decálogo? Decálogo para tomada do poder pela via pacífica? Tomei conhecimento do decálogo quando cadete, quando na AMAN estudávamos Guerra Revolucionária. Acredito que V. Exa também o tenha feito embora não sejamos contemporâneos na Academia.

Recordemos:
  • controlar politicamente o Judiciário;
  • desmoralizar o Congresso Nacional;
  • amordaçar o Ministério Público;
  • arrochar a coleta de impostos;
  • valer-se de dossiês para impor a vontade a banqueiros, empresários e adversários políticos;
  • direcionar a produção artística e cultural e controlar a imprensa (e, hoje, a INTERNET)
  • instalar núcleos de ativistas em todos os órgãos da administração pública;
  • promover a instabilidade no campo;
  • desmoralizar e desmantelar as Forças Armadas, inclusive com a criação de forças paralelas e
  • desarmar a população.


Como V. Exa pode notar, o que acontece hoje, no Brasil, não é mera coincidência; é um processo pensado, planejado, com execução acompanhada em seus mínimos detalhes.

Ademais, o que vemos no nosso dia a dia? Vemos uma incitação à luta de classes, quando se joga brancos contra pretos, patrões contra empregados, ricos contra pobres. Vemos uma total degradação moral com a televisão mostrando comportamentos sexuais esdrúxulos, principalmente se levarmos em consideração a hora em que são apresentados, quando as crianças ainda estão acordadas, tudo de acordo com a doutrina marxista-leninista; vemos um ex-presidente da república (sem erro de ortografia, com minúsculas mesmo) conclamar milícias ilegais e assassinas para uma guerra civil, vemos o líder dessas milícias, nada mais que um bandido, solicitar apoio a governos estrangeiros, parceiros no Foro de São Paulo, para combater nessa guerra civil; vemos organizações narcoterroristas estrangeiras treinando e instruindo gente dos chamados movimentos sociais para o combate. E que faz o nosso Exército, o que fazem as nossas Forças Armadas para neutralizar este quadro? Nada!

E que vemos mais, General? Vemos um quadro de corrupção institucionalizada. O mensalão foi um escândalo. Resultou na cúpula do partido do governo condenada a prisão, com sentença transitada em julgado, ou seja, sem mais possibilidade de recurso. O mensalão, porém, comparado ao PTrolão, deveria ser julgado num Juizado Especial de Pequenas Causas. Imagine V. Exa quando abrirem a caixa preta do BNDES. Por muito menos, Getúlio suicidou-se. Por uma Fiat Elba Collor renunciou para não sofrer impechment. O povo, General, já percebeu e já disse “não” a esta situação com marchas quelotaram as principais cidades brasileiras. A presidente está acuada. Não aparece em público, se o fizer, sabe que receberáuma uníssona, estrondosa e retumbante vaia. A Nação, bem como o Estado, estão a deriva.

Constituímos, nós, Exército Brasileiros, nós Forças Armadas, a “Grande Barreira”, a ultima ratioregis”. O povo brasileiro confia em nós e nós, ainda, confiamos em nossos comandantes. Não nos decepcionem.

Antes de encerrar, General, um fato novo. Leio no blog Alerta Total carta de uma mãe de aluna do CMRJ. Narra aquela senhora que, os livros de História e Geografia adotados no Colégio, antes escritos por historiadores militares e publicados pela BibliEx estão sendo substituídos, por pressão do governo, por outros, de cunho marxista leninista. Isto é fato General? V. Exa tinha conhecimento disto? Estamos “jogando a toalha”? Estamos sucumbindo à sanha vermelha? Estamos permitindo que nossas crianças, nossos “curumins”, sejam “catequizados” por esta corja? Leia o artigo “Colégio Militar do RJ com orientação comunista?”, de Percival Puggina. Como já disse foi publicado no blog “Alerta Total”, neste domingo, 10/05/2015.

Finalmente, deixo a V. Exa uma expressão do Mal Deodoro da Fonseca que, mesmo sendo amigo do Imperador e apesar da crise de asma e dos 39° de febre, montou em seu cavalo baio para dar vivas à República: “o Exército é um leão que dorme e que um dia pode acordar raivoso.”

Queira aceitar Gen Villas Bôas (e merecer) a nossa admiração, os nossos respeitos e a nossa continência.

SELVA!

BRASIL ACIMA DE TUDO!

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Walcyr Monteiro da Motta é Coronel reformado do EB. Carta escrita e enviada em 10 de maio de 2015.

A duvidosa franqueza do Dr Fachin


Caros amigos

Assisti, hoje, parte da arguição do Dr Luiz Edson Fachin pelo Senado Federal. Confesso que me teria dobrado à sua simpatia, à sua verve e à sua argumentação se não soubesse que foi indicado pela Governanta Dilma Rousseff para o cargo pelo qual era avaliado.

Poucos brasileiros se interessariam pela sabatina e pela pessoa do sabatinado se não fossem conhecidos os interesses escusos, as artimanhas e a falsidade visceral do partido do governo e seu projeto de poder, particularmente após o escárnio de que foram vítimas na eleição que renovou o mandato da Sra Dilma Rousseff.

Desta forma, Fachin foi à arguição com seu dossiê aberto, conhecido e estudado por todos que efetivamente se interessam em solapar a estratégia do Foro de São Paulo (FSP) para o Brasil e sua transformação em outra Venezuela.

Se não fosse a máxima do “dize-me com quem andas e te direi quem és”, o Dr Fachin poderia ser uma unanimidade, mesmo que burra, conforme Nelson Rodrigues, mas, infelizmente, para ele, ele carrega e carregará para sempre a suspeita sobre a sinceridade do seu discurso face à vinculação do seu nome ao PT e à Governanta Dilma. Diz uma coisa hoje, mas, será que não fará outra amanhã? Não consigo esquecer que até a vaca tossiu!

É difícil acreditar na franqueza de um advogado que, em qualquer tempo e por qualquer razão, tenha vinculações e simpatia pelo MST, mesmo conhecendo os métodos destrutivos pelos quais este agrupamento de desordeiros “luta” por suas supostas causas.

Sabendo que o domínio do judiciário é etapa do plano de poder do PT, mesmo após a interposição do obstáculo da “Lei da Bengala”, fica muito difícil acreditar no discurso do simpático Dr Fachin!


Para o bem da Nação, é preciso continuar o empenho pela reprovação do seu nome no plenário do Senado, na próxima terça feira, lembrando sempre que não se deve ceder terreno ao adversário e que toda e qualquer derrota de Dilma e do PT mais reforça a defesa da democracia no Brasil!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Renan põe tartaruga na árvore para Dilma tirar



O presidente do Congresso, Renan Calheiros, evitou sofrer um novo desgaste ao se antecipar e entregar todos os seus sigilos ao STF. Como de bobo não tem nada, aproveitou para alfinetar a presidente Dilma.

Censura, educação, tevê e voto obrigatório: notas

Por Alexandre Magno Fernandes Moreira

Há algo de muito, muito errado com um país no qual a Constituição garante a mais ampla liberdade de imprensa, inclusive com o vedação a qualquer forma de censura, e mesmo assim ocupa apenas a 111° posição no Índice de Liberdade de Imprensa. Na América do Sul, o Brasil está a frente somente da Colômbia e da Venezuela.

Os nostálgicos dos anos rebeldes tendem colocar a culpa dessa situação (e de todas as outras) na ditadura militar. Convenhamos que depois de 30 anos de redemocratização, essa explicação seria no mínimo absurda.

Bem, quase não se fala disso, mas o Brasil tem um recorde bastante incômodo: é o país democrático com a maior quantidade de conteúdo censurado no Google, com a peculiaridade de que em todos os casos a censura é determinada pelo Poder Judiciário.

Há ainda a uma forma mais sutil de censura: a extensiva utilização da publicidade oficial em milhares de veículos de comunicação, que se tornam financeiramente dependentes do governo. Para quase todos os veículos de comunicação, a retirada da publicidade oficial significa simplesmente a falência. Convenhamos que isso se torna um poderoso incentivo à autocensura, pois o risco de falar livremente contra o governo pode ser fatal.

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A educação regulamentada, controlada e provida pelo Estado não tem por objetivo formar pessoas capazes de participar do processo democrático, realizar atividades produtivas e desenvolver seus talentos, como determina a Constituição Federal. Isso seria "modesto demais" e deixaria sem explicação convincente a existência desse gigantesco sistema escolar, que envolve milhões de pessoas e orçamentos de bilhões de reais.

O Estado, por meio da "educação", tem a pretensão de criar o "novo ser humano", livre de qualquer concepção considerada irracional, como as religiões e as tradições. Esse é o espírito do humanismo cientificista, no qual a ciência é o único conhecimento legítimo. Além disso, qualquer ideologia que esteja em voga no momento termina por ser incluída de algum modo no currículo escolar (desde "Moral e Cívica" na época dos militares até as tentativas de introdução da ideologia de gênero hoje em dia). Por isso, a doutrinação ideológica e as técnicas de mudança comportamental não são deformações do sistema escolar, mas mecanismos essenciais de seu funcionamento.

O problema disso tudo é que não cabe ao Estado formar a personalidade e a visão de mundo de seus cidadãos. Essa função cabe inicialmente à família e posteriormente à própria pessoa, que se automodela no curso da vida. Em uma sociedade pluralista e multicultural, o Estado deve se manter, na medida do possível, moralmente neutro, sem privilegiar determinadas concepções de mundo em detrimento de outras.

Enfim, a função implícita do sistema escolar massificado é uniformizar pensamentos e ações e diminuir eventual resistência à ideologia dominante na classe intelectual. É isso que nossos "educadores" querem dizer quando falam em "formar cidadãos". Não por acaso, governos totalitários, como os nazistas, fascistas e comunistas, investiam pesadamente nessa "formação". A "pátria educadora" é exatamente o reconhecimento no Brasil desse projeto totalitário.

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Vez por outra vejo alguém muito preocupado com a "imoralidade" de determinados conteúdos da TV. De fato, não se pode afirmar que a TV é atualmente uma "disseminadora de boas práticas". Porém, há outra questão que me intriga.

Qual é a moralidade do mero ato de ver televisão? Essa pergunta seria irrelevante se não fosse o fato de que as pessoas ficam em média de quatro a cinco horas por dia vendo TV, que é a atividade mais realizada pelas pessoas em seu período de descanso. Não tenho uma resposta para essa pergunta, mas tenho um incômodo.

E esse incômodo vem da percepção de que exatamente no período em que as pessoas têm mais liberdade de ação, elas resolvem não fazer nada e apenas olhar fixadamente para uma tela. E essa tela não contém a vida de quem assiste, mas outras vidas, outras histórias. Não importa se você está assistindo ao noticiário ou a novela: é a vida dos outros que você está vendo e ouvindo e não a sua própria. Aquele que chega em casa depois do trabalho e fica vendo TV até dormir está dizendo para si mesmo que a sua vida não vale a pena e que deve realizar todos os esforços para escapar dela. A semelhança da TV com o mito da caverna de Platão é impressionante: em ambos os casos, parece que preferimos um mundo de sombras e ilusões à realidade.

Contudo, essa parece ser a verdadeira "função social" da televisão: fazer com que nos esqueçamos de nós mesmos. Para a imensa maioria das pessoas, as necessidades materiais mais imediatas já foram satisfeitas; poucos vêem a vida com um sentido de missão e muito menos de espiritualidade. O resultado necessário disso é o tédio crônico no qual nada na sua vida tem graça e a única solução é ver a vida dos outros por meio de uma tela. Alguém uma vez me falou que para produzir o caos social no Brasil, basta deixar a população três semanas sem TV. Quando ouvi, achei a afirmação exagerada, mas hoje temo que ele tenha razão.

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No período em que fui voluntário do Centro de Valorização da Vida, conversei com inúmeras pessoas sobre os mais diversos problemas. E em TODOS os casos, as questões giravam em torno de relacionamentos (ou a falta deles, no caso dos solitários). Nunca atendi nem tive notícias de pessoas que tivessem ligado por estarem perturbadas com a situação política do país ou mesmo para reclamar do trabalho. A lição, bastante marcante para mim, é de que para quase todas as pessoas, o que realmente importa são os relacionamentos afetivos, ou seja, a vida privada. A vida pública, por sua vez, com suas grandes questões políticas e econômicas, ocupa um espaço bastante secundário na vida do brasileiro em geral.

Por isso mesmo, acredito que o voto obrigatório seja uma verdadeira violência, além de desnecessário e contraproducente. Exigir que opinemos sobre questões para as quais nunca nos dedicamos seriamente significa pedir que essas decisões sejam baseadas em meros preconceitos e impulsos. O modo como a maior parte das pessoas escolhem seus candidatos é tão racional quanto um jogo de dados. Não consigo imaginar como a democracia e o Estado de Direito saem ganhando com isso. Por outro lado, não é difícil perceber como o voto obrigatório facilita tremendamente a utilização de estratégias de marketing para direcionar os preconceitos do eleitor contra ou a favor determinado candidato.

Ninguém pode ser obrigado a participar de uma democracia. Na prática, o ser humano não é necessariamente um "ser político". Ser eleitor, como qualquer outra atividade na vida, é uma questão de interesse e vocação. E ninguém pode ser moralmente recriminado por não direcionar seus interesses para a vida política.




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Alexandre Magno Fernandes Moreira é advogado.

Ricardo Pessoa - BOMBA ATOMICA


Desobediência Civil

Por Marcos Coimbra


Mahatma Gandhi foi um dos principais líderes mundiais, de todos os tempos.  De estatura modesta, magro, desarmado, movimentava milhões de indianos contra a opressão inglesa. Foi preso, sofreu muito, mas acabou alcançando seu objetivo principal: a  independência da Índia. Um dos mais importantes instrumentos utilizados por ele foi a desobediência civil na qual o povo indiano desarmado (pelos antecessores do Viva Rio?) enfrentava a tirania dos poderosos, escudados em canhões, navios de guerra, metralhadoras, enfim toda a parafernália bélica da qual o império britânico era detentor.

Analisando a conjuntura brasileira, identificamos o Poder Executivo, utilizando a mídia amestrada, docemente corrompida, com “musos e musas” cooptados, com o poder de censurar e vetar até qualquer referência a quem desagrade aos “detentores do poder político”, seus patrões, fazendo o que querem. E ainda possuem a desfaçatez de pregar, contra a censura, em favor da liberdade de expressão, quando são os primeiros a exercer seu arbítrio, censurando os que pensam diferentemente. O Poder Legislativo,  submisso, mendigando cargos e verbas, com honrosas exceções.

Até o Poder Judiciário (STF), considerado antigamente como última esperança, dobrou-se, decidindo, tempos atrás, por 10 votos a 1, rasgando a Constituição e abrindo o caminho para a “balcanização” do Brasil. A administração petista, grande e verdadeira responsável pela grave crise sistêmica enfrentada pela Nação, possui poderes ditatoriais. Fazem aquilo que querem, sem oposição significativa.

A propósito da intenção da administração petista de subtrair direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, quando a carga tributária chega a 36% do Produto Interno Bruto (PIB), sem a contrapartida adequada, sob a forma de prestação de serviços de atendimento às necessidades coletivas (saúde, educação, segurança, energia, transportes, comunicações e outras), fica a idéia de que a única solução é a desobediência civil. Nem os aposentados conseguem o reajuste de seus parcos rendimentos em condições proporcionais às contribuições impostas por décadas. A desculpa sempre é justamente a inexistência de recursos.

A falta de escrúpulos na maior parte das administrações em seus três níveis (União, Estados e Municípios), bem como nos três Poderes, é constatada a cada dia, explicitada por incidentes quase diários. Já existem catalogados mais de cem escândalos de porte apenas na atual administração petista federal. De fato, estão roubando muito. É praticamente impossível encontrar um político que apresente uma declaração de bens na entrada na “carreira” política com um patrimônio superior ao verificado na saída. As poucas exceções confirmam a regra.

Comprova-se a deterioração progressiva de praticamente todas as Instituições Nacionais e de sadias tradições. Até a destruição da coesão social está sendo implementada, com a importação de práticas exóticas praticadas em outros países, com condições inteiramente diferenciadas das nossas, inclusive algumas delas já abandonadas. Chegam a criar “quistos territoriais”, baseados em critérios altamente suspeitos. Predomina a anarquia e a desordem em todo o território nacional, em especial no campo. O critério do mérito é substituído pela indicação política. A ignorância é glorificada e a educação  ridicularizada.

Estamos constatando a existência de graduados em nível superior, possivelmente aprovados obrigatoriamente, sem a menor condição de exercer a profissão desejada. Serão os “analfabetos funcionais”, agora com o título de doutor. Como pensar em reverter a grave crise econômica que assola o mundo e nosso país, sem contar com o indispensável capital humano de qualidade?

Fica a sugestão para os partidos ditos de oposição e para as centrais sindicais que, ao invés de defenderem os verdadeiros interesses dos trabalhadores, entram em conchavos vergonhosos com a administração petista. Lutem, enquanto é tempo, por bandeiras justas, em benefício do povo. Se não lutarem, estarão jogando-o no caminho da desobediência civil, como a praticada atualmente por milhões de pessoas, que não pagam conta de luz, pois possuem “gatos” (ligações clandestinas).

A autoridade governamental que quiser verificar é só conferir, por exemplo, no Rio de Janeiro, comparando a escuridão nos bairros de classe média, em comparação com outros logradouros, fartamente iluminados, inclusive com o uso de aparelhos de ar condicionado. Ou então observar os milhares de ambulantes que vendem de tudo, sem pagar qualquer tributo, impedindo o livre trânsito das pessoas, em frente dos comerciantes legalmente estabelecidos, em qualquer cidade grande. Ou nas centenas de “vans” que praticam irregularmente o transporte coletivo, estacionando em local proibido, engarrafando o já caótico trânsito das grandes cidades. Ou na ação dos narcotraficantes ou milicianos que exercem de fato o controle de vastas regiões, criando verdadeiras “áreas liberadas”, ocupando o espaço vazio deixado pelo Poder Público.

É hora de um basta a esta anomia! Lembramos que a teoria da anomia de Merton explica porque os membros das classes menos favorecidas cometem a maioria das infrações penais, explica os crimes de motivação política (terrorismos, saques, ocupações) que decorrem de uma conduta de rebeliões e explica comportamentos como os do alcoolismo e toxicodependência.





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Marcos Coimbra é Economista, Professor, Acadêmico Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.
Correio eletrônico : mcoimbra@antares.com.br

PT deve ser banido


O Brasil a Dois Passos da Ditadura


Peço que leiam esse post com atenção. Peço que enviem esse post a deputados e senadores. Nosso país está a dois passos da ditadura, e tais passos estão prestes a serem dados.

Passo 1) Aprovar o petista Fachin para o STF: a população brasileira é majoritariamente contra o MST, contra a invasão de propriedade privada. Fachin já defendeu o MST, Fachin defende a desapropriação de terras produtivas. Aprovar o nome do petista Fachin para o STF é o primeiro passo em direção a ditadura.

Passo 2) Negar o pedido de impeachment: 61% da população brasileira são a favor do impeachment de Dilma. Os indícios de corrupção se avolumam, a irresponsabilidade fiscal do passado segue punindo o povo brasileiro, e o aparelhamento do Estado segue a pleno vapor. Negar o pedido de impeachment é ferir de morte as duas maiores manifestações populares da história brasileira.

Claro que existem outros problemas no Brasil, as urnas eletrônicas entre elas. Mas os dois pontos levantados acima contam com MACIÇO APOIO POPULAR. Se nem nesses dois casos conseguirmos prevalecer é porque o governo já não segue mais as vozes da democracia e do decoro.

Aprovar Fachin para o STF e negar o pedido de impeachment de Dilma abrirá o Brasil para a implantação de uma ditadura. Restará apenas saber se será uma ditadura bolivariana de esquerda ou uma ditadura a la 1964. Mas para os defensores da democracia será apenas mais uma ditadura, mais restrições a liberdade, mais retrocesso.


Pelo bem da democracia brasileira, peço que os deputados e senadores da República não nos empurrem para a escuridão da falta de direitos políticos, para a noite negra da ditadura. Dia 27/05, quarta-feira, junte-se a nós em Brasília. Venha participar da entrega do pedido de impeachment da presidente Dilma. Caravanas de todo Brasil virão para cá, chame seus amigos e venha defender a democracia, talvez você não tenha outra chance.

Uma década depois do Mensalão, o Brasil mudou?



O historiador Marco Antonio Villa comenta com Joice Hasselmann o "infeliz aniversário" de dez anos do escândalo do mensalão, até então o pior da história do Brasil. Na pauta, as penas brandas para os 'cabeças do bando'. Villa questiona: "Por que a Justiça bate no Fernandinho Beira-Mar e é branda com os chefes do Mensalão?


A cara desmoralizada do Brasil atual

Por Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

A História de nossa pátria tem sido enriquecida nas últimas décadas pela estória de abomináveis nacionais.

Que a nossa pátria era um ninho de finórios, todos sabíamos. Contudo, nunca na sua péripla andança ela foi tão mimoseada com figuras da mais alta patifaria.

Impossível, não iniciarmos o nosso pífio elenco com o imbatível Lula. Depois, citando ao bel prazer, não necessariamente na ordem de laureados sacripantas, lembramos de Dilma, Dirceu, Mercadante, Palocci, Jaques Wagner, Stédile e muitos outros, todos mergulhados no lulo - comunismo, mas sem esquecer - se de arrancar da cornucópia, uma rica parte para o seu patrimônio.

Figuras nacionais, sem a ideologia embromativa, afloraram como renomados pilantras, que no calor do exemplo do petismo, “os fins justificam os meios”, batalharam para o seu enriquecimento empregando quaisquer tramóias.

Diariamente, a mídia nos atualiza sobre o que está acontecendo. Sabemos que a nação está mergulhada numa lama fedorenta e ninguém pode visualizar uma simples melhora que seja.

Chegamos ao caos? Atingimos o fundo do poço? Porém é flagrante que poderemos aumentar a desgraça do povo e afundar cada vez mais.

Acontece que lá no fundo a canalhice humana pode perder mais dignidade, atolar na desonra, na falta de qualquer atributo e continuar a mergulhar na podridão humana.

Jeitosos em seu próprio beneficio, trocando os mais corretos sentimentos por migalhas, desde furar filas até tirar balinhas de crianças, parece que com o advento do lulo - petismo os nativos subiram aos píncaros da calhordice.

Quem acompanha a nossa grandiosa trajetória de malfeitos nos últimos tempos, sabe que a canalhice aumentou geometricamente.

O governicho escabroso conseguiu tornar uma sociedade débil em seus parâmetros de cidadania num rebanho de lacaios da pior qualidade.

Nos últimos anos, a decadência atingiu a patamares inimagináveis, e mesmo o desgoverno limitando a mídia em geral, as patifarias, maracutaias e corrupções são corriqueiras, tão grosseiras e explícitas que inundam a imprensa nacional como descaradas infrações.

A cada dia, contudo, por exagero dos contraventores, e pela total falta de preocupação do desgoverno, as patifarias tornaram - se mais expostas. E imbatíveis.

Lamentavelmente, a impunidade floresceu e a indignação morreu.

O petrolão mostrou - se a maior falcatrua ocorrida neste País, e é fácil imaginar - se que algo da mesma ou maior magnitude deverá estar ocorrendo noutras áreas.

O BNDES ao ser destampado mostrará uma sucessão de golpes maior ainda do que o petrolão.
Diariamente, surge uma variedade de golpes que incluem os mais diversos nomes. Na maioria cooptada pelo Executivo ou pelo petismo, sem contar os correligionários do Foro de São Paulo.

Os golpes são contínuos, envolvem bilhões e até trilhões de reais e suas consequências para a nação são gritantes. Em cada área em que se analise a situação da pátria, verificamos a nossa regressão econômica e moral.

Mas o mais impressionante é que podemos admitir que nada de positivo redundará da grande roubalheira, pois o povo atolado em impostos não mudará a situação catastrófica.

O deprimente é que a debacle não se limita à falta ou à carência de obras para a vivencia ou sobrevivência da população, porém para a sua condição de cidadania.

A cada dia temos uma rastejante cidadania. Como preconiza a ideologia lulo - petista - socialista - sindicalista - marxista.

Pobre povo que constrói uma desmoralizada nação.