domingo, 6 de julho de 2014

Os "BARBOSA"


Há 100 anos um Barbosa (Rui) escrevia para o outro (Joaquim)

Os Barbosas - Rui e Joaquim - brasileiros que nos orgulham !

DISCURSO DE RUI BARBOSA NO SENADO EM 1914

"A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.

A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.

A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais.

Na República os tarados são os tarudos. Na República todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos, hoje, com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando.

Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente.

E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem ..."

(Rui Barbosa - Discursos Parlamentares - Obras Completas - Vol. XLI - 1914 - TOMO III - pág. 86/87)




"NÃO É A POLÍTICA QUE FAZ O CANDIDATO VIRAR LADRÃO, É O SEU VOTO QUE FAZ O LADRÃO VIRAR POLÍTICO."
(Joaquim Barbosa - 2014)

Orgulho?


Contrarrevolução de 1964

Por J.H.X.

Senhores,

Sou um jovem de 18 anos e admirador da Contrarrevolução de 1964. Poderia passar horas e horas, citando nomes de coronéis, generais, capitães, sargentos e etc, que fizeram a diferença nessa época, mas seria em vão, os senhores sabem melhor do que eu esses nomes!

Acabo de sair do ensino médio, mas infelizmente tenho más recordações das minhas aulas de humanas, posso te dizer que as escolas estão tomadas por ideais de esquerda. Me dava urticária ver o brilho comunista nos olhos de jovens que tinham tudo pra seguir o caminho certo, mas não seguiram. Me recordo das inúmeras discussões que tive com meus professores de historia, tentando explicar que não foi um golpe, foi uma revolução, ou melhor, uma contrarrevolução. Infelizmente, todas discussões acabaram sendo em vão, comunistas não tem jeito mesmo!

Entretanto, o que me chateia mais, o que me aborrece mais, é esse governozinho do pt. Um governo baseado em ideias marxistas tem tudo pra dar errado, e deu! Fico vendo o nosso querido Deputado Jair Bolsonaro defender nossa causa, defender nossos heróis sozinho no Congresso, o que acaba aumentando meu ímpeto pra ajuda-lo e consequentemente o país, a nação!

Em 1964 os militares ajudaram a nação, impediram a ditadura do proletariado. E espero que dessa vez não seja diferente, uma oposição mais dura por parte dos militares à essa ditadura que quer se instalar na nossa frente, seria louvável!

Desde já agradeço a atenção e a compreensão. Que Deus nos abençoe, e com certeza o Brasil não sucumbirá aos avanços do bolivarianismo, muito menos do comunismo!

Obrigado

PS: Caso veja o Coronel Brilhante Ustra mande um abraço e o meu agradecimento!




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Observação do site www.averdadesufocada.com : Omitimos o nome do remetente para que o jovem não seja hostilizado

Acertos finais para a campanha eleitoral



A escolha de Aloysio Nunes Ferreira para vice de Aécio Neves foi a melhor possível, pois assim pacifica o partido e dá representação ao núcleo paulista, anulando possíveis traições. Outro fato relevante é a consolidação da candidatura de Paulo Skaf em São Paulo, praticamente inviabilizando a candidatura petista de Alexandre Padilha.

A grande copa


O DECRETO GOLPISTA DE DILMA


Com Zé Dirceu solto, o PT ficará mais forte para eleger Dilma e Tarso.


PT perdeu apoios



A decisão do PTB de apoiar a candidatura Aécio Neves, bem como de diferentes seções estaduais do PMDB e do PSD, mostra que o racha na base do PT é profundo e irreversível. É isso que decidirá as eleições em favor das oposições.

Fora dos gramados


O mau humor dos totalitários



Reinaldo Azevedo resumiu bem o que houve, em Búzios, onde o humorista Gustavo Mendes, que imitava Dilma Ruusseff, teve seu espetáculos interrompido por uma "autoridade" presente. Lembrei-me do filme so Stiván Szabó, Hanussen. O mau humor dos petralhas é igual ao dos nazistas.

Anestesiados


Lula vaiado na abertura dos Jogos Panamericanos


Dilma é vaiada na abertura da Copa
Hitler fica inconformado


VAIAR DILMA É UM ATO DE CIVISMO


DILMA É VAIADA NA ABERTURA DA COPA


Adélia Prado - Roda Viva
FALANDO DA POLITICA ATUAL NO BRASIL


"Nós estamos vivendo um momento muito esquisito, um momento muito triste. É uma ditadura disfarçada. Não me sinto em um país democrático. (...) Na ditadura (militar) nós estávamos mais vivos do que estamos agora." - Adélia Prado

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dilma vai, sim, fazer o discurso de abertura de Copa, mas sem chance de ouvir a vaia…


A presidente Dilma Rousseff resolveu abrir mão da vaia, mas não do discurso. Como não é doida nem nada, não vai falar na abertura da Copa do Mundo para evitar repetir o vexame da Copa das Confederações, quando o estádio Mané Garrincha, em Brasília, se uniu, em coro: “Uuu…”. Mas falará, sim. Vai mobilizar a Rede Nacional de Rádio e TV para fazer um pronunciamento à nação.

O assunto? Copa do Mundo, ora essa! Dilma decidiu tirar uma casquinha do evento, mas em ambiente seguro, sem ouvir a reação do receptor. Segundo informa a Folha, o discurso deve repetir o que a presidente andou dizendo em sua ofensiva nas televisões: apesar de alguns atrasos, há ganhos permanentes para o país etc. e tal.


Lembram-se disto?

Conta de luz, que Dilma prometeu baixar, tem maior aumento desde 2003 e é a maior responsável pela inflação de maio.

 
A alta de 3,71% da energia elétrica no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio foi a mais intensa para o item desde maio de 2003, quando subiu 6,45%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a tarifa de energia elétrica contribuiu sozinha com 0,10 ponto porcentual da alta de 0,46% observada no mês passado.

Em abril, as tarifas de energia elétrica haviam subido 1,62%, mas a alta se intensificou devido a impactos de reajustes em diversas regiões metropolitanas do país. As elevações foram de 16,65% no Recife, 12,96% em Fortaleza, 12,82% em Salvador, 10,27% em Campo Grande, 5,05% em Porto Alegre e 4,37% em Belo Horizonte. Além disso, Rio de Janeiro e Belém, assim como Campo Grande, foram afetadas por aumento de impostos (PIS/Cofins) incidentes sobre a tarifa de energia elétrica residencial.


"Foi o principal impacto do mês de maio, com reajustes em várias regiões, e foram altas relativamente fortes. Algumas também tiveram aumentos pesados nos impostos", afirmou a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. (VEJA)

Discurso de Lula a empresários admite que “inflação” é calcanhar de Aquiles para derrotar Dilma

 
Diante da estagnação, com tendência de queda, de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais, o Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva, no alto de sua sensibilidade de sindicalista de resultados, voltou a tocar no ponto que mais fragiliza o projeto reeleitoral do PT: a carestia, o aumento real do custo de vida, que ele chama de “inflação que está um pouquinho alta”. Lula aproveitou um encontro ontem com empresários e dirigentes do PT, em Porto Alegre, para demonstrar seu temor com a “alta dos preços das coisas” (coisa que afeta, assusta e espanta mais o eleitorado que a violenta corrupção petralha).

Em mais de uma hora e meia de pregação política, o líder da seita petista focou no ponto frágil de sua correntinha reeleitoral, sempre apelando para a costumeira demagogia, com uma metáfora médica: “Durante 11 anos este país está dando aumento real aos salários e durante 11 anos o salário mínimo tem aumentado, enquanto a inflação está pela primeira vez, há dez anos, dentro da meta. Está um pouquinho alta. É como se a gente não estivesse com 37 graus de febre, estivesse com 38 e precisando tomar remédio já para não deixar chegar a 39, 40 graus. Se não, tem que dar um choque mais pesado, dar um banho gelado. Mas a presidente Dilma tem esse compromisso porque ela sabe que quem perde com a inflação é quem recebe salário”.

Lula foi bem claro no pavor contra a escalada inflacionária. O Presidentro foi forçado a admitir a gravidade do problema, no seu velho tom senhorial de chefão petista: “Também não estou gostando a inflação a 6% não, eu quero ela a 4%, de preferência a 3,5%. Nós precisamos brigar por isso. Mas não é só uma briga da Dilma, é uma briga nossa também. Cada vez que a gente abrir a boca tem que falar da inflação, criticando aqueles que querem ganhar no curto prazo o que deveriam ganhar no médio e no longo”. Repetindo a tradição, para atacar a oposição, soltou uma mentirinha: “Eu vejo essas pessoas falando da inflação e nós estamos exatamente há 11 anos com ela dentro da meta, obedecendo as bandas, dois pra lá e dois pra cá, como se fosse um bolerão”.

Só faltou Lula reclamar que a geração do descontrole inflacionário foi produzida pela equipe de Guido Mantega – que ele impôs goela abaixo da Dilma, e não permitiu que fosse detonado do ministério da Fazenda quando a Presidenta queria. Aliás, Lula reclamou do crescimento de apenas 2,5% no ano passado, porém soltando outra mentirosa profecia: “É pouco? É pouco. Eu gostaria que crescesse 5%, 7%. Mas quanto cresceram os Estados Unidos, os países europeus? Falta pouco para o Brasil ser a quinta economia do mundo, mas o PIB precisa crescer um pouquinho mais alguns anos seguidos”.

Lula fez um apelo indireto para que os empresários abram as burras do cofre para contribuir com a milionária campanha petista. No discurso “passa sacolinha”, Lula cometeu a sinceridade de lembrar que nunca os empresários ganharam tanto dinheiro quanto nos governos do PT. Por fim, insistiu na marketeira “estratégia do medo”, para delírio da plateia: “Tenho certeza que este país não quer retrocesso. Vamos ter eleições e cada candidato vai prometer o que quiser. Mas o dado concreto é que este país sabe que não pode voltar atrás, alcançou um patamar que nós não temos o direito de brincar de retroceder”.

Pronto no padrão petralha

 

Rumo à derrota

Do Reinaldo Azevedo, resumindo direitinho a recente pesquisa Datafolha que indica o caminho da derrota reeleitoral da Presidanta:

Dilma não vence mais no primeiro turno. Ela teria hoje 34% dos votos, e seus adversários, considerados os demais nomes, somam 35%.

A diferença no segundo turno se estreita dramaticamente.

O eleitorado quer mudanças, e Dilma não é vista como a pessoa capaz de operá-las.

Pizza do Pizzolato

 

Justiça italiana embroma decisão final sobre retorno do ilustre condenado no Mensalão, para delírio e alívio da petralhada...

Direito e Justiça em Foco


O desembargador Laercio Laureli recebe, domingo, 22h, na Rede Gospel, o advogado Luiz Felipe Deffune De Oliveira.

O tema do programa Direito e Justiça em Foco será: Sentença penal do estrangeiro: Cumprimento de pena no brasil.

Moda e Esporte em debate

Moda e Futebol estarão juntos em seminário pela primeira vez, no dia 9 de junho das 8h30 às 18h,  na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

As advogadas Mariana Valverde e Michelle Hamuche, que começaram suas atividades profissionais no universo da moda, falarão da experiência do Instituto de Negócios e Direito de Moda  do Brasil.

O 1º Seminário Brasileiro Moda & Esporte na FGV de São Paulo tem apoio da Écoloe Dos Dirigents & Créateurs d’ Entrepis(EDC) e Sports Management School (SMS) e da FIFA Master Alumni.

I´m not dog, no...


Nos 20 anos de gravação do épico CD 'Bonito, Lindo e Joiado', Falcão canta o clássico I'm not dog no', ao vivo em Mococa-SP.

Não Sei...


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The Book is on the PTitanic


Dilma e as uvas

Por Fernando Gabeira - O Estado de São Paulo

Num de seus recentes discursos, Dilma Rousseff afirmou que as obras para a Copa terão padrão brasileiro, não padrão Fifa. Com essa frase queria dizer também que nossos padrões são mais democráticos, naturalmente referindo-se aos altos preços dos ingressos. Dilma fez tal declaração no fim de um período em que a Copa do Mundo foi perdida fora do campo e todos esperamos, ela com ansiedade singular, que seja ganha dentro do campo.

Essa frase de Dilma marca uma inflexão do governo nas suas relações com a Fifa, cujos dirigentes afirmam que o Brasil propunha a Copa em 17, e não 12 cidades. Foi preciso conter a megalomania de Lula e a própria Fifa foi otimista quando considerou 12 um bom número, levando em conta o tamanho do Pais, não suas reais possibilidades.

O Estádio Mané Garrincha, beirando o R$ 1,5 milhão, custou mais caro que um estádio do Qatar - país com a maior renda per capita do mundo - para 2022. Se os cálculos forem comprovados, o padrão brasileiro foi mais caro, no Mané Garrincha, do que o padrão Fifa sonharia. O estádio de Brasília é um monumento. Não sabemos ainda se é um monumento à incompetência ou à roubalheira, embora no padrão brasileiro os dois joguem no mesmo time, bem perto do gol.

Três estádios foram plantados em cidades cujo futebol não atrai multidões. O velho estádio de Natal só conseguiu lotação plena quando o papa visitou a cidade. Para o novo estádio teremos de combinar com o papa Francisco algumas visitas regulares, algo difícil porque um papa não faz visitas apenas para cumprir tabela.

Em Cuiabá presenciamos um fato inédito na história: no dia da visita de inspeção da Fifa, o governador e o presidente da Assembleia estavam presos. É a Copa das Copas, ou o mico dos micos, como quiserem.

Em Manaus, na imensidão um estádio vazio, uma arena amazônica que me deixa perplexo, sobretudo quando vejo o que vi na Vila de Boim, a seis horas de barco de Santarém: o esforço das comunidades para jogarem a sua própria Copa, numa região da floresta para a qual não existe política de esporte.

Lula quis dar salto maior que as pernas e agora que o fracasso se revela resta apenas ironizar o padrão Fifa que se comprometeu a adotar.

A esquerda não tem o monopólio da duplicidade e da dissimulação. Mas num partido como o PT e, sobretudo, num governo ditatorial como o cubano, são os dois elementos vitais para sobreviver e crescer. Em O Homem que Amava os Cachorros, Leonardo Padura fala de uma família cubana, possivelmente a do próprio escritor, que ensinou aos filhos exatamente o oposto dessa regra da sobrevivência: falar a verdade, ser fiel a si próprio.

O discurso do governo brasileiro em relação à Copa é de um zigue-zague acrobático, uma tentativa desesperada de abordar os fatos de frente e cair na realidade. Não foi uma ideia feliz trazer a Copa para o Brasil e assumir os compromissos que assumiu com a Fifa.

Isso não significa que a Copa não deva ocorrer, muito menos que deixamos de torcer pela vitória dentro do campo. Significa apenas que a linguagem cínica do governo é uma fonte permanente de degradação da vida política. Reflete uma lei interna segundo a qual não é preciso dizer o que pensa, regra válida para todos os que aderem. Basta que façam o jogo, dancem de acordo com a música.

Até que ponto o cinismo triunfará amplamente numa sociedade democrática é o enigma que envolve o futuro próximo do Brasil. Controlar o aparato estatal, o Parlamento e até o Supremo Tribunal ainda é um cobertor curto. Restam a sociedade, a imprensa, a internet.

Os militares compreenderam que não tinham resposta para o futuro e organizaram a retirada para não baterem em fuga desordenada, arriscando a instituição. O PT não acumulou forças para encarar a verdade, arriscar o poder e preservar-se para o futuro.

O discurso de Dilma não é voltado para a frente. Apenas adverte que a vitória da oposição significará um ajuste que vai reduzir salários, aumentar o desemprego e cortar verbas sociais. Embora não reconheça, ela deve saber que é necessário um ajuste, que pode ser moderado, no sentido que lhe dá Amartya Sen. Quer dizer, não precisa reduzir salários nem cortar verbas sociais. Um ajuste desse tipo seria voltado para os gastos irracionais do governo. Mas bateria de frente com o mundo político e burocrático, toda essa gente agarrada a cargos, verbas, negociatas. Às vezes, quando falamos em defender o salário do povo, estamos defendendo os nossos próprios salários. E reaparecem aí a duplicidade e a dissimulação.

Dotar o Brasil de um governo inteligente, aberto e conectado, transformar um sistema político que se tornou uma gigantesca sanguessuga não figuram no seu horizonte. O único caminho é usar os interesses populares como escudo para os seus próprios interesses e agarrar-se ao poder.

Na classificação de presidentes de toda a República no quesito crescimento, Dilma está em penúltimo e Fernando Collor em antepenúltimo lugar, atrás de Floriano Peixoto, portanto, entre os quatro de baixo que vão para a Segundona. Ao afirmar que as dificuldades econômicas foram conjunturais, ela pede uma segunda chance. Mas pede como se estivesse no grupo de cima, preparando-se para a Libertadores.

Como dizia Cazuza, suas palavras não correspondem aos fatos, sua piscina está cheia de ratos. Aceitar que suas palavras não correspondem aos fatos e limpar a piscina política e administrativa dos seus ratos é uma tarefa gigantesca. O caminho mais fácil é controlar o Estado, o Parlamento o Supremo, mobilizar uma artilharia eletrônica.

Que venham todos, porque, independentemente de resultados eleitorais, há um imenso número de brasileiros sabendo o que há por trás dessa duplicidade e dissimulação. Gente que gostaria de falar sério sobre nossos problemas, e não perder a energia desmontando as bravatas de Lula, como essa da Copa. Perdemos tempo, dinheiro, operários, moradias, irresponsabilidade que nem a vitória no campo conseguirá apagar.