terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A mudança envolvendo Joaquim Levy e Nelson Barbosa


Pixuleco II: Integrante da força-tarefa da Lava-Jato diz que denúncia contra Gleisi é “questão de tempo”

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Todo “pixuleco” será castigado. Eis o mantra primeiro da Operação Lava-Jato, da Polícia federal, que desmontou o maior escândalo de corrupção da história, o Petrolão, que durante uma década funcionou de forma deliberada na Petrobras.

O castigo da senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR), acusada por delatores da Lava-Jato de receber R$ 1 milhão de propina do Petrolão, e principal suspeita – junto com o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva – de ter se beneficiado de um esquema criminoso investigado pela Operação Pixuleco II, 18ª fase da Lava Jato, está prestes a chegar. Gleisi está na iminência de ser denunciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A revelação é de um integrante da força-tarefa que investiga Gleisi e foi feita ao jornal Gazeta do Povo.

“Os investigadores da Lava Jato acreditam ser apenas questão de tempo para que a senadora Gleisi Hoffman seja denunciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com um integrante da força-tarefa, as buscas e apreensões realizadas no escritório do advogado paranaense Guilherme Gonçalves, também investigado, teriam fornecido elementos suficientes para uma denúncia por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR)”, diz o jornal.


“O caso de Gleisi envolve a empresa Consist e o Ministério do Planejamento [na época em que era comandado pelo marido da senadora, o então ministro Paulo Bernardo]. Foi desmembrado da Lava-Jato por uma decisão do STF e atualmente é investigado em São Paulo. O inquérito estava parado no Ministério Público Federal paulista e só na semana passada os documentos foram repassados à Polícia Federal de São Paulo”, diz o jornal.

Como o esquema criminoso investigado pela Pixuleco II envolvia o Ministério do Planejamento, não a Petrobras, o Supremo decidiu remeter o inquérito para São Paulo. O “fatiamento” da investigação foi ruidosamente comemorado por Gleisi e pelo PT, que imaginavam ser um passo para a impunidade. No entanto, a expectativa não se confirmou. As evidências contra a senadora são tão robustas que uma denúncia ao STF deve acontecer em breve.


O esquema Consist pode ter rendido R$ 52 milhões e cerca de R$ 8 milhões foram parar nas contas do advogado de Gleisi, o petista Guilherme Gonçalves. Desde que começou a receber dinheiro da Consist, o advogado, que atendia a senadora e o marido em questões eleitorais e era regulamente remunerado por seu trabalho, passou a bancar as despesas de Gleisi. Inclusive pagava o salário do seu motorista.

Incêndio destrói o Museu da Língua Portuguesa


Mossad - Os Carrascos do Kidon


“E os inimigos saberão que sou o Senhor quando fizer cair a minha vingança sobre eles” (Profeta Ezequiel)

Ódio a Israel, por que? Israel é um país particularmente decente. Ele é miúdo, é mais ou menos do tamanho de Nova Jérsei e é menor que El Salvador; e enquanto existem mais de 50 países muçulmanos, existe apenas um país judeu.Israel deveria ser admirado e apoiado, mas não odiado a ponto de existirem dúzias de países cujas populações querem ver Israel aniquilado, o que, mais uma vez, é um fenômeno singular.Nenhum outro país do mundo jamais foi escolhido para ser exterminado (Dennis Prager, escritor norte-americano).

Vingança não é somente uma palavra ou uma definição. Foi e continua sendo também uma norma tácita do Estado de Israel contra seus inimigos ao longo de toda a sua história, desde o terrível Holocausto, na década de 1940, a chamada Guerra dos Seis Dias, em 1967 - que opôs Israel a uma frente de países árabes: Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão - até os primeiros anos do Século XXI, contra seus atuais inimigos. Desde a criação do MOSSAD, em março de 1951, seu serviço de espionagem tem se dedicado a perseguir esses supostos inimigos de Israel nos locais mais remotos do planeta.

Apesar de sua pequena população e de existir há menos de sete décadas, o Estado de Israel já possui onze cidadãos laureados com o Prêmio Nobel, nas áreas de Química (5), Literatura (1), Paz (3) e Economia (2).

A seguir, como curiosidade, um glossário de termos do MOSSAD:

Agente Antiquado – Informante do MOSSAD que não é muito ativo

Agente Morto – Agente que é fácil de descobrir e prender por levar uma cobertura difícil de manter

Ain Efes – Operação em que não se admite o fracasso

Aman – Acrônimo de Agaf ha-Modi’in. Serviço de Inteligência Militar

APAM – Acrônimo de AvtahatPaylut Meddienit. Unidade encarregada das operações de Segurança do MOSSAD

Bat Leveya – Grau inferior a katsa

Berman – Código cifrado usado pelas estações do MOSSAD na transmissão de mensagens

Badel – Correio. Um mensageiro do MOSSAD responsável pelo transporte de mensagens de um esconderijo para uma estação, uma embaixada ou o  próprio quartel-general do Instituto

Cavalo – Personagem importante dentro do MOSSAD, que ajuda um agente a subir de posto dentro da espionagem israelense

CNT – Gabinete Central do MOSSAD na Europa. A sede é em Haia
Combatentes – Espiões, katsa israelenses enviados para países árabes para trabalharem sob identidade falsa

Comitê X – Comitê incumbido de julgar e condenar os supostos inimigos de Israel. A sentença costuma ser a execução mediante o envio de uma unidade do Kidon. O Comitê X era um organismo secreto até que, em 1986, um jornalista do jornalHaaretz falou sobre ele numa reportagem

Dardasin ou Smerf – Subdepartamento do Kaisarut. Os seus agentes operam na China, na África e no Extremo Oriente

Estação – Base estável do MOSSAD no estrangeiro

Fibers – Descrições exatas de pessoas que se encontram em algum lugar onde opera um katsa

Flops – Nome pelo qual o MOSSAD conhece os membros da Frente Popular para Liberação da Palestina

Governantas – Unidade responsável pela manutenção dos esconderijos da espionagem israelense. Trocavam móveis velhos, pintavam, limpavam os cômodos e mantinham as geladeiras sempre cheias de bebidas não alcoólicas e alimentos

Humint – Informação de inteligência obtida através de seres humanos
Instituto – Nome pelo qual se conhece o MOSSAD no mundo da espionagem

Kaisarut – Departamento de mediações nas embaixadas de Israel, conhecido como Oficial de Inteligência pelas agências de espionagem locais

Katsa – Acrônimo de Katzin Issuf ou oficial de serviços especiais. Só em operações de recrutamento o MOSSAD tem espalhados cerca de 35 no mundo inteiro

Keshet – Arco. Informações conseguidas por microfones em casas arrombadas

KHT – Divisão de Inteligência Política do MOSSAD

Kidon – Baioneta. Subunidade de assassinos da Metsada encarregada dos seqüestros e assassinatos do MOSSAD. Os agentes ou membros da unidade também são denominados kidon

Kiria – Quartel-General das Forças de Defesa Israelenses em Tel-Aviv

KLAP – Acrônimo de Lohamah Psichlogit oiu guerra psicológica. Também são assim denominados especialistas do MOSSAD em interrogatórios

Luz do Dia -  Estado de alerta máximo dos agentes dos serviços secretos israelenses

Maoz – Fortaleza. Esconderijo utilizado pelos katsa do MOSSAD ou pelos kidon da Mtsada como centro de operações no estrangeiro

Marats – Ouvinte. Encarregado de analisar os idiomas e dialetos dos que vigiam

Melucha – Ver Tsomer
Memuneh – Nome pelo qual se conhece o diretor do MOSSSAD

Metsada – Unidade de operações especiais do MOSSAD.O departamento mais secreto da espionagem israelense

Mishlashim – Caixa de correio segura para receber ou deixar informação

Mossad – Em hebraico, há-Mossad, acrônimo de le-Modiin ule-Tafkidim

Meyuha-dim (Instituto de Inteligência e Operações Especiais)

Neviof – Sistema pra penetrar num quarto de hotel, num escritório ou qualquer outro local para colocar escutas

Neviot –Ver Keshet

Nokmin – Vingadores. Primeira unidade da Metsada, estabelecida em finais dos anos 1940, cuja única tarefa era a de matar um alvo assim que localizado e identificado

Photint – Informação de Inteligência coletada através de fotografias

Saifanim – Departamento do MOSSAD encarregado de colher informações sobre a OLP

Salia – Emissário

Sayan – (Plural, sayanim). Informante do MOSSAD que não trabalha com remuneração para a espionagem, mas como um simples colaborador. O MOSSAD tem milhares deles espalhados pelo mundo. Os sayanim são judeus que colaboram com o MOSSAD por motivos ideológicos

Shai – Acrônimo de Sherut Yediot ou Serviço de Informação

Shicklut – Funcionário do Departamento de Escutas do MOSSAD

Shin Bet – As duas primeiras siglas de Sherut ha-Bitachon h   a-Klali ou Serviço Geral de Segurança. Agência israelense de Contra-Inteligência e Contra-Terrorismo

Sigint – Informação de Inteligência coletada por interferência  de sinais

Slicks – Lugares secretos para guardar documentos

Sodi Beyoter – Classificação de “altamente confidencial” dada a um documento do serviço secreto israelense

Tachless – Entrar no assunto. Atacar um alvo para conseguir que se converta em um informante do MOSSAD

Tira – Palácio. Esconderijo usado pelos agentes do MOSSAD para abrigar um seqüestrado ou preso num país estrangeiro

Tsiach – Acrônimo de Tsorech Yediot Hasuvot ou reunião de serviços secretos civis e militares

Tsdomet – Reino. Departamento de recrutamento que dirige oskatsa
Unidade AI – Unidade secreta formada por 27 katsa do MOSSAD e que se encarrega das operações de espionagem dentro do território norte-americano

Unidade 131 – Formada por agentes suscetíveis de serem introduzidos em países árabes

Unidade 504 – Encarregada de recolher informação de âmbito militar

Unidade 8200 – Encarregada da interceptação de comunicações

Unidade 8513 – Encarregada de reunir informação fotográfica de um alvo

Varash - Acrônimo de Va’adat Rashei há-Sherutim ou Comitê composto pelos chefes dos serviços secretos

Yhalomin – Unidade de comunicações do MOSSAD

Yarid – Departamento responsável pela segurança das operações do MOSSAD na Europa

ZahavTahor (Ourio Puro) – Assim se denominam as operações combinadas edntre o MOSSAD e qualquer outra agência de Inteligência, unidade do Exército ou da Polícia


Fonte: Do glossário dos termos do Mossad: livro “MOSSAD, Os Carrascos do Kidon”


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Carlos Ilich Santos Azambuja é Historiador.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

"QUOUSQUE TANDEM…"


“Quousque tandem, Catilina, abutere patientia nostra”?

Esta é a primeira frase do primeiro dos quatro discursos de Cícero (107 – 43 a.C.), acusando Lucio Sergio Catilina, cônsul romano, de pretender derrubar o governo republicano e apoderar-se do poder e das riquezas, juntamente com alguns apaniguados.

A frase poderia ser traduzida como: 

“Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência”?

Àquela primeira frase, seguem-se outras duas, que podem ser entendidas como: “Por quanto tempo ainda este teu rancor nos enganará? Até que ponto a tua audácia desenfreada se gabará de nós”?

A realidade brasileira torna atuais as frases de mais de 2.000 anos do ilustre filósofo romano.

As catilinárias brasileiras de hoje seriam dirigidas às autoridades que, no Executivo e no Legislativo, tentam, com sucesso crescente, destruir as instituições republicanas para enriquecimento próprio e de seus apaniguados, perpetuando-se no poder.

Nós brasileiros, atônitos, impacientes e indignados, temos todo o direito de gritar nossas perguntas, mais de 20 séculos depois do inflamado discurso de Cícero:

“Até quando, Dilma e Cunha, abusarão da nossa paciência? Por quanto tempo ainda este seu rancor nos enganará? Até que ponto sua audácia desenfreada se gabará de nós”?

Como os catilinas modernos fazem-se de surdos, cabe-nos usar de todos os meios possíveis para nos fazermos ouvir, já que nossos representantes não fazem a mínima questão de nos representar.

Com certeza as pacíficas e ordeiras passeatas dos indignados vão crescer de tamanho e expressão, e seu ruído e impertinência passarão a incomodar cada vez mais os poderosos, que já passaram da hora de deixar os cargos que ocupam, por incompetência, desonestidade e falsidade, apesar das chicanas e expedientes escusos que criem para se manter no trono.

Governo usa Tesoura no Orçamento para sacrificar Polícia Federal


O Sofa do $talinácio

Um acidente!? Uma Bíblia Catolica cai no chão, quase no meu pé descalço, bem em cima de uma fotografia prontinha para o lixo. Era uma imagem envelhecida de Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de seu companheiro José Dirceu, agora um Guerreiro do Povo Brasileiro caído na desgraça do cárcere. Por obra do acaso (que não existe) o Livro da Lei Sagrada abriu em Eclesiástico, 14. Eis que meu olhar profano foi direcionado a mensagens sagradas - que se encaixam de forma justa e perfeita no contexto brasileiro.

"Feliz o homem que não pecou pelas suas palavras, e que não é atormentado pelo remorso do pecado" (1); "Para o homem avarento e cupido a riqueza é inútil; para que serve o ouro ao homem invejoso?" (3); "Quem acumula injustamente, com prejuízo da vida, acumula para outros, e outro há de vir que esbanjará estes bens na devassidão" (4); "Para quem será bom aquele que é mau para si mesmo? Não terá nenhuma satisfação em seus bens" (5).

"Lembra-te que a morte não tarda, e de que o pacto da moradia dos mortos te foi revelado, pois é lei deste mundo que é preciso morrer" (12); "Pratica a Justiça, antes da tua morte, pois na moradia dos mortos não há de se achar alimento" (17); "Toda carne fenece como a erva, e como a folha que cresce numa árvore vigorosa" (18); "Umas nascem, outras caem. Assim, nesta raça de carne e sangue, uma geração morre, outra nasce" (19).

"Tudo que é corruptível acabará por ser destruído, e o artesão morrerá com o seu trabalho" (20); "Toda obra excelente será aprovada e seu autor nela achará orgulho" (21); Feliz o homem que persevera na sabedoria, que se exercita na prática da Justiça, e que, em seu coração, pensa no olhar de Deus que tudo vê" (22).

Se eu fosse o companheiro $talinácio (graças a Deus, não sou), faria uma reflexão sobre tais palavras. Ainda mais para não ter eventuais conflitos com a consciência, depois do recente depoimento prestado à Polícia Federal sobre broncas levantadas pela Operação Lava Jato. José Dirceu de Oliveira e Silva deve ter odiado o que Lula falou dele à Polícia Federal.

Conforme trecho que vazou na imprensa, Lula garantiu que não participou do processo de escolha dos diretores da Petrobras (que são processados por corrupção e outros crimes). Claramente, jogou a culpa em José Dirceu, réu condenado no Mensalão e reincidente no Petrolão. Como era esperado, Lula só faltou dizer que não sabia de nada, mas assegurou que foi Dirceu, na Casa Civil de sua Presidência da República, quem nomeou os diretores da petrolífera, desde Renato Duque (Serviços) a Paulo Roberto Costa (Abastecimento).

Existe uma saída técnica para Dirceu não se tornar mais culpado ainda, em função das palavras do chefão Lula. O ex-Presidente (sempre Presidentro) poderia reformular o depoimento e indicar o verdadeiro responsável por todas as indicações problemáticas. O criminoso perfeito seria o sofá da Casa Civil. Lá devem ter sentado aqueles que articularam as nomeações (Dirceu, Antônio Palocci, Erenice Guerra e até a Dilminha - a mesma que presidiu o Conselho da Petrobras). Portanto, tal qual nas lendárias piadas sobre traição, a inteira culpa é do safado do sofá!

O Alerta Total renovará o apelo que já fez um dia. O Vaticano deveria acelerar o processo de santificação de Lula. O Papa Francisco tem de correr com este negócio... O poderoso chefão do PT é um santo (mesmo que alguns inimigos aleguem que seja do "Pau Oco"). A terrível oposição nas redes sociais insiste, todos os dias, que "o cara" (né, Obama) tem de acertar as contas com a Justiça...

Lula insiste que inexiste gente mais honesta que ele, e até tenta processar quem lhe deixa muito pt da vida. Ainda bem que o Judiciário não tem embarcado na malandragem do Santo $talinácio. O perigo é que ocorra alguma recaída autoritária. Afinal, todas as instituições estão muito aparelhadas, seja por fiéis seguidores da ideologia nazicomunopetralha, seja por fieis cumpridores de missões das variadas organizações criminosas. Todo cuidado é pouco em Bruzundanga...

Ok! O Sofá do $talinácio é o grande culpado. Sendo assim, vamos sentar nele e pagar a nossa pena. Somos nós quem permitimos que este móvel da traição permaneça no meio da sala da vida nacional. Assim, nós, os verdadeiros culpados, junto com o sofá, temos a obrigação moral e cívica de promover a mudança. Vamos tirar o sofá da sala, mas sem deixar que um bode fique no lugar dele.

A retirada simbólica do sofá só se materializa com uma mudança na estrutura do Estado Brasileiro. Temos de romper com o Capimunismo Rentista. Precisamos implantar uma República, com Federalismo de verdade. Necessitamos implantar o voto distrital com direito a recall (questionamento direto, pelo eleitorado, do eleito que não cumprir a função definida ou infringir a lei). Tudo isto será feito por uma Intervenção Constitucional pelo Poder Instituinte do Cidadão.

Enquanto estivermos sob o regime do sofá (do $talinácio ou da PQP), permaneceremos no mesmo subdesenvolvimento, sob desgovernança do crime organizado. Reformar o "sofá" (como deseja agora a classe política desesperada) é um paliativo inútil. Só vai adiar que o impasse se consolide, efetivamente, em uma ruptura institucional. Romper com este "sofá" é a solução. Intervenção Constitucional, já!

Rosetagem


Devassidão


Quando vem o troco do Cunha?


Preferência atual


Canção Inspiradora

Os imortais Nelson Gonçalves e Tim Maia cantam a canção justa e perfeita para Dilma Rousseff e outras figuraças dos três poderes...

Dilma não se contenta em errar: insiste no erro


O Supremo dificultou o Impeachment, diz sociólogo


Ruptura Institucional


As maravilhas da corte são tão inebriantes, as alegrias da boa vida são tão plenas, as facilidades em se apoderar da coisa pública são tão corriqueiras, que uma vez lá a classe dirigente inventa meios de não sair do Olimpo onde se instalou o que pode ser feito através de eleições ou golpes de Estado.

Assim sendo, o PT não pretende apear do poder tão cedo. Seria inadmissível para Lula e sua família retroceder à vida mais simples sem os luxos, privilégios e confortos que a evolução da riqueza obtida de modo acelerado lhes proporcionou. E Lula, é o poderoso chefão do PT, o garantidor dos “mandarins” de sua grei para que estes também desfrutem da doce vida de defensores dos oprimidos. Portanto, deve ser preservado faça o que fizer, porque sem ele o partido não se sustenta. É bem verdade que Lula tem tido seus revezes, mas justamente estes que a outros teriam aniquilado o mantém incólume e á espera de voltar em 2018.

Foi, portanto, inoportuna para Lula e o PT a ideia de impeachment de Rousseff, única mulher presidente da República e a pior de todos os presidentes de nossa história. Se bem que foi Lula quem governou o tempo todo como presidente de fato, recaiu sobre sua criatura a culpa pelo descalabro da economia que penaliza e envergonha os brasileiros de todas as classes sociais. Tivesse outro candidato ganho a eleição já teria sido defenestrado pelo PT. Ela, não. E nem tanto por Rousseff, mas pela preservação do projeto de poder petista, que foi acionado com força máxima desta vez no STF.

O que se assistiu, então, foi uma ruptura institucional. No dia 16 deste agitado dezembro o ministro Fachin, defensor dos sem-terra, do Paraguai contra o Brasil e ardoroso eleitor de Rousseff, deu um show inusitado: defendeu os procedimentos da Câmara com relação ao rito do impeachment, emergindo como juiz imparcial e respeitador do outro Poder.

Era como um milagre. Mas milagres não existem na política. No dia seguinte tudo parecia ser sido combinado para invalidar, de novo, os procedimentos da Câmara. O que serviu para o impeachment do ex-presidente Collor não servia para esse. Os votos da comissão não podiam ser secretos, como os são os do STF em seus procedimentos internos e todo poder foi dado ao Senado, onde o colaborador, Renan Calheiros, está a postos para salvar, primeiro a si, depois a governanta.

Desse modo, está encerrada, pelo menos por enquanto, a possibilidade do impeachment e todas as pedaladas, as irresponsabilidades fiscais, os gastos exorbitantes, os prejuízos dados a Nação serão todos perdoados ao governo petista.

O STF de tal modo interferiu no Legislativo, trazendo à lembrança vislumbres bolivarianos, que se Rousseff sempre repetiu que impeachment é golpe, o golpe se formalizou de outra maneira via Executivo e por intermédio do Judiciário. Se de agora em diante o STF legisla e impõe o regulamento interno do Congresso, o Legislativo pode fechar as portas, pois se tornou um penduricalho inútil na República das Bananas.

Falar democracia no Brasil, portanto, é algo ilusório. Como disse Rui Barbosa: “A pior ditadura é do Judiciário, porque contra ela não há quem possa recorrer”. E o judiciário autorizou buscas e apreensões somente em casas e escritórios de peemedebistas, salvando providencialmente o ajudante Renan Calheiros. Reclamar para quem?

O Judiciário ao voltar do recesso em fevereiro poderá afastar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, cujos crimes principais e mais graves foram: ganhar a eleição da casa derrotando um petista, tornar o Congresso independente do Executivo, romper com o PT.

Também pode esperar o pior, Michel Temer, o vice-presidente que pregou a unificação nacional sabendo que a governanta seria incapaz disto, aliás, de qualquer coisa.

Sentindo-se seguro Calheiros tenta debilitar Temer com a ajuda do senador Álvaro Dias do PSDB do PT, rachando o PMDB. Grande erro. Uma vez esgotada a serventia do senador e estando o próprio PMDB fragilizado, o PT alcançará triunfante sua meta: ser o partido dominante, impondo-se hegemonicamente sobre os demais. Nesse momento Calheiros poderá enfrentar seus processos adormecidos no Judiciário, pois nunca ninguém escapou por ter ajudado o PT. PT faz mal à saúde. PT mata.

Nesta hora em que o novo ministro da fazenda, substituto de Joaquim Levy que apenas compôs uma fachada para dar credibilidade ao governo e acalmar o mercado, provavelmente irá reeditar o que levou nossa economia ao caos, feliz e sorridente dirá Rousseff em cadeia nacional de radio televisão, sentindo-se imperatriz do Brasil:

“Se é para desgraça de todos e infelicidade geral da Nação, digam ao povo que fico”.


Fonte: Alerta Total
  

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Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

domingo, 20 de dezembro de 2015

NOTAS FÚNEBRES


1. A NAÇÃO ABANDONADA

Com as decisões de ontem, o STF evidenciou à nação o estado de abandono em que se encontra perante os poderes de Estado. Rompeu-se o fio pelo qual pendia a esperança de que em algum canto da República houvesse instituição capaz de proteger a sociedade da incompetência e da rapinagem do governo.

O mesmo STF, que volta e meia, durante suas sessões públicas promove eleições secretas entre seus membros para postos de funções de administração e representação, exigiu comportamento inverso do poder legislativo em cuja autonomia interferiu.

Fez mais, determinou um bis in idem facultando ao Senado decidir, nos processos de impeachment, se aceita ou não a resolução da Câmara. Se o Senado (casa legislativa que representa os Estados) divergir da Câmara (casa legislativa que representa o povo), esta enfia a viola no saco e a própria decisão na lixeira. De nada terá valido.

Por fim, vedou a candidatura autônoma às cadeiras da comissão que analisará o processo de impeachment. Essa norma simplesmente dispensa a contagem de votos. A decisão sobre o andamento do processo fica transferida para os 23 líderes de bancadas. Até parece eleição cubana, que deixa o eleitor sem opção.

2. A MANIFESTAÇÃO DOS "TRABALHADORES" PRÓ-DILMA, ÀS NOSSAS CUSTAS

Abomináveis, sob todos os aspectos, as manifestações pró-Dilma na tarde da última quarta-feira. Sob forma de ato público, supostos trabalhadores, no meio da tarde, exibiram-se em diversas capitais brasileiras. Trajando seus fardamentos vermelhos, substituindo as cores e símbolos nacionais pelos símbolos e cores partidários e ideológicos, saíram ao asfalto para sustentar o governo. Assistimos, então, à notória defesa da mentira, da fraude, da dissimulação, da incompetência, da recessão, do desemprego, da inflação e da corrupção.
Trabalhadores? Sem mais o que fazer, no meio da tarde? Só podem ser "trabalhadores" sem patrão, sem compromisso laboral. Portanto, ou são servidores públicos cujos salários nós pagamos, ou são dirigentes sindicais, cujo ócio e improdutividade são incorporados aos preços dos bens e serviços que adquirimos. Ou seja, são pagos por nós...

3. A IRRESPONSABILIDADE FISCAL DO SENADO QUE VAI DECIDIR SOBRE A IRRESPONSABILIDADE FISCAL DA PRESIDENTE

Ontem, dia 17, o Senado Federal concluiu que as contas públicas estão em perfeita ordem e considerou compatível com a realidade nacional elevar os vencimentos de seus servidores efetivos no percentual de 21,3%, parcelado ao longo dos próximos 3 anos. A conta, para 2016, fica em R$ 174,6 milhões. Isso acontece num momento em que o governo, com extremo otimismo, prevê redução de 1,9% na atividade econômica do próximo ano, o que representará, inevitavelmente, queda na arrecadação. O relator do orçamento, aliás, promoveu cortes em praticamente todas as atividades do governo. E o Senado distribui favores aos seus! É essa Casa legislativa irresponsável, onde o governo é amplamente majoritário, que decidirá sobre os crimes de irresponsabilidade fiscal da presidente da República.


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Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil, integrante do grupo Pensar+.
  

Nelson Barbosa - GRANDE DEPRESSÃO


Depois do noivado com Renan, a fantasia de Mulher Honrada está em frangalhos


Neste crepúsculo do primeiro ano de um segundo mandato que nem começou, Dilma Rousseff passou a ter como principal parceiro o senador Renan Calheiros. Aquele mesmo. O Renan que, em 2007, foi forçado a renunciar à presidência do Senado para não ser cassado e perder as imunidades parlamentares.

As anotações no prontuário são de impressionar escroque internacional. Três delas informam que 
1) Renan pagou com dinheiro de empreiteira a mesada e as contas da amante com quem teve uma filha, 
2) fantasiou-se de comerciante de gado para falsificar notas fiscais e 
3) fez o suficiente, enquanto o Petrolão durou, para ser acordado às seis da manhã pelo famoso japonês da Federal.


A presidente da República está disposta a fazer o que Renan quiser. E ainda se atreve a persistir na pose de mulher honrada.

GOVERNO BANDIDO


As decisões do STF


O IBC-Br confirma o aprofundamento da recessão na economia brasileira


Se Dilma deixar, Barbosa terá de agir rápido


ATENÇÃO, ATENÇÃO!!! Novo Ministro da Fazenda