terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Pixuleco II: Integrante da força-tarefa da Lava-Jato diz que denúncia contra Gleisi é “questão de tempo”
Por UCHO.INFO

Todo “pixuleco” será castigado. Eis o mantra primeiro da
Operação Lava-Jato, da Polícia federal, que desmontou o maior escândalo de
corrupção da história, o Petrolão, que durante uma década funcionou de forma
deliberada na Petrobras.
O castigo da senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR),
acusada por delatores da Lava-Jato de receber R$ 1 milhão de propina do
Petrolão, e principal suspeita – junto com o marido, o ex-ministro Paulo
Bernardo da Silva – de ter se beneficiado de um esquema criminoso investigado
pela Operação Pixuleco II, 18ª fase da Lava Jato, está prestes a chegar. Gleisi
está na iminência de ser denunciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A
revelação é de um integrante da força-tarefa que investiga Gleisi e foi feita
ao jornal Gazeta do Povo.
“Os investigadores da Lava Jato acreditam ser apenas questão
de tempo para que a senadora Gleisi Hoffman seja denunciada pelo Supremo
Tribunal Federal (STF). De acordo com um integrante da força-tarefa, as buscas
e apreensões realizadas no escritório do advogado paranaense Guilherme
Gonçalves, também investigado, teriam fornecido elementos suficientes para uma
denúncia por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR)”, diz o jornal.
“O caso de Gleisi envolve a empresa Consist e o Ministério
do Planejamento [na época em que era comandado pelo marido da senadora, o então
ministro Paulo Bernardo]. Foi desmembrado da Lava-Jato por uma decisão do STF e
atualmente é investigado em São Paulo. O inquérito estava parado no Ministério
Público Federal paulista e só na semana passada os documentos foram repassados
à Polícia Federal de São Paulo”, diz o jornal.
Como o esquema criminoso investigado pela Pixuleco II
envolvia o Ministério do Planejamento, não a Petrobras, o Supremo decidiu
remeter o inquérito para São Paulo. O “fatiamento” da investigação foi
ruidosamente comemorado por Gleisi e pelo PT, que imaginavam ser um passo para
a impunidade. No entanto, a expectativa não se confirmou. As evidências contra
a senadora são tão robustas que uma denúncia ao STF deve acontecer em breve.
O esquema Consist pode ter rendido R$ 52 milhões e cerca de
R$ 8 milhões foram parar nas contas do advogado de Gleisi, o petista Guilherme
Gonçalves. Desde que começou a receber dinheiro da Consist, o advogado, que
atendia a senadora e o marido em questões eleitorais e era regulamente
remunerado por seu trabalho, passou a bancar as despesas de Gleisi. Inclusive
pagava o salário do seu motorista.
Mossad - Os Carrascos do Kidon
“E os inimigos
saberão que sou o Senhor quando fizer cair a minha vingança sobre eles”
(Profeta Ezequiel)
Ódio a Israel, por que? Israel é um país particularmente
decente. Ele é miúdo, é mais ou menos do tamanho de Nova Jérsei e é menor que
El Salvador; e enquanto existem mais de 50 países muçulmanos, existe apenas um
país judeu.Israel deveria ser admirado e apoiado, mas não odiado a ponto de
existirem dúzias de países cujas populações querem ver Israel aniquilado, o
que, mais uma vez, é um fenômeno singular.Nenhum outro país do mundo jamais foi
escolhido para ser exterminado (Dennis Prager, escritor norte-americano).
Vingança não é somente uma palavra ou uma definição. Foi e
continua sendo também uma norma tácita do Estado de Israel contra seus inimigos
ao longo de toda a sua história, desde o terrível Holocausto, na década de
1940, a chamada Guerra dos Seis Dias, em 1967 - que opôs Israel a
uma frente de países árabes: Egito, Jordânia e Síria,
apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão -
até os primeiros anos do Século XXI, contra seus atuais inimigos. Desde a
criação do MOSSAD, em março de 1951, seu serviço de espionagem tem se dedicado
a perseguir esses supostos inimigos de Israel nos locais mais remotos do
planeta.
Apesar de sua pequena população e de existir há menos de
sete décadas, o Estado de Israel já possui
onze cidadãos laureados com o Prêmio Nobel, nas áreas de Química (5),
Literatura (1), Paz (3) e Economia (2).
A seguir, como curiosidade, um glossário de termos do
MOSSAD:
Agente Antiquado – Informante do MOSSAD que não é muito
ativo
Agente Morto – Agente que é fácil de descobrir e prender por
levar uma cobertura difícil de manter
Ain Efes – Operação em que não se admite o
fracasso
Aman – Acrônimo de Agaf ha-Modi’in. Serviço de
Inteligência Militar
APAM – Acrônimo de AvtahatPaylut Meddienit.
Unidade encarregada das operações de Segurança do MOSSAD
Bat Leveya – Grau inferior a katsa
Berman – Código cifrado usado pelas estações do MOSSAD na
transmissão de mensagens
Badel – Correio. Um mensageiro do MOSSAD
responsável pelo transporte de mensagens de um esconderijo para uma estação,
uma embaixada ou o próprio quartel-general do Instituto
Cavalo – Personagem importante dentro do MOSSAD, que ajuda
um agente a subir de posto dentro da espionagem israelense
CNT – Gabinete Central do MOSSAD na Europa. A sede é em Haia
Combatentes – Espiões, katsa israelenses
enviados para países árabes para trabalharem sob identidade falsa
Comitê X – Comitê incumbido de julgar e condenar os supostos
inimigos de Israel. A sentença costuma ser a execução mediante o envio de uma
unidade do Kidon. O Comitê X era um organismo secreto até que, em 1986, um
jornalista do jornalHaaretz falou sobre ele numa reportagem
Dardasin ou Smerf – Subdepartamento do Kaisarut. Os seus
agentes operam na China, na África e no Extremo Oriente
Estação – Base estável do MOSSAD no estrangeiro
Fibers – Descrições exatas de pessoas que se
encontram em algum lugar onde opera um katsa
Flops – Nome pelo qual o MOSSAD conhece os membros da Frente
Popular para Liberação da Palestina
Governantas – Unidade responsável pela manutenção dos
esconderijos da espionagem israelense. Trocavam móveis velhos, pintavam,
limpavam os cômodos e mantinham as geladeiras sempre cheias de bebidas não
alcoólicas e alimentos
Humint – Informação de inteligência obtida
através de seres humanos
Instituto – Nome pelo qual se conhece o MOSSAD no mundo da espionagem
Kaisarut – Departamento de mediações nas embaixadas de
Israel, conhecido como Oficial de Inteligência pelas agências de espionagem
locais
Katsa – Acrônimo de Katzin Issuf ou
oficial de serviços especiais. Só em operações de recrutamento o MOSSAD tem
espalhados cerca de 35 no mundo inteiro
Keshet – Arco. Informações conseguidas por
microfones em casas arrombadas
KHT – Divisão de Inteligência Política do MOSSAD
Kidon – Baioneta. Subunidade de assassinos da Metsada
encarregada dos seqüestros e assassinatos do MOSSAD. Os agentes ou membros da
unidade também são denominados kidon
Kiria – Quartel-General das Forças de Defesa Israelenses em
Tel-Aviv
KLAP – Acrônimo de Lohamah Psichlogit oiu
guerra psicológica. Também são assim denominados especialistas do MOSSAD em
interrogatórios
Luz do Dia - Estado de alerta máximo dos agentes dos
serviços secretos israelenses
Maoz – Fortaleza. Esconderijo utilizado
pelos katsa do MOSSAD ou pelos kidon da
Mtsada como centro de operações no estrangeiro
Marats – Ouvinte. Encarregado de analisar os
idiomas e dialetos dos que vigiam
Melucha – Ver Tsomer
Memuneh – Nome pelo qual se conhece o diretor do MOSSSAD
Metsada – Unidade de operações especiais do MOSSAD.O
departamento mais secreto da espionagem israelense
Mishlashim – Caixa de correio segura para
receber ou deixar informação
Mossad – Em hebraico, há-Mossad, acrônimo
de le-Modiin ule-Tafkidim
Meyuha-dim (Instituto de Inteligência e
Operações Especiais)
Neviof – Sistema pra penetrar num quarto de hotel,
num escritório ou qualquer outro local para colocar escutas
Neviot –Ver Keshet
Nokmin – Vingadores. Primeira unidade da
Metsada, estabelecida em finais dos anos 1940, cuja única tarefa era a de matar
um alvo assim que localizado e identificado
Photint – Informação de Inteligência coletada
através de fotografias
Saifanim – Departamento do MOSSAD encarregado de colher
informações sobre a OLP
Salia – Emissário
Sayan – (Plural, sayanim).
Informante do MOSSAD que não trabalha com remuneração para a espionagem, mas
como um simples colaborador. O MOSSAD tem milhares deles espalhados pelo mundo.
Os sayanim são judeus que colaboram com o MOSSAD por motivos
ideológicos
Shai – Acrônimo de Sherut Yediot ou Serviço
de Informação
Shicklut – Funcionário do Departamento de
Escutas do MOSSAD
Shin Bet – As duas primeiras siglas de Sherut
ha-Bitachon h a-Klali ou Serviço Geral de Segurança.
Agência israelense de Contra-Inteligência e Contra-Terrorismo
Sigint – Informação de Inteligência coletada por
interferência de sinais
Slicks – Lugares secretos para guardar documentos
Sodi Beyoter – Classificação de “altamente confidencial” dada a um
documento do serviço secreto israelense
Tachless – Entrar no assunto. Atacar um alvo
para conseguir que se converta em um informante do MOSSAD
Tira – Palácio. Esconderijo usado pelos agentes
do MOSSAD para abrigar um seqüestrado ou preso num país estrangeiro
Tsiach – Acrônimo de Tsorech Yediot Hasuvot ou
reunião de serviços secretos civis e militares
Tsdomet – Reino. Departamento de recrutamento
que dirige oskatsa
Unidade AI – Unidade secreta formada por 27 katsa do MOSSAD e
que se encarrega das operações de espionagem dentro do território
norte-americano
Unidade 131 – Formada por agentes suscetíveis de serem
introduzidos em países árabes
Unidade 504 – Encarregada de recolher informação de âmbito
militar
Unidade 8200 – Encarregada da interceptação de comunicações
Unidade 8513 – Encarregada de reunir informação fotográfica
de um alvo
Varash - Acrônimo de Va’adat Rashei há-Sherutim ou
Comitê composto pelos chefes dos serviços secretos
Yhalomin – Unidade de comunicações do MOSSAD
Yarid – Departamento responsável pela segurança das
operações do MOSSAD na Europa
ZahavTahor (Ourio Puro) – Assim se denominam as
operações combinadas edntre o MOSSAD e qualquer outra agência de Inteligência,
unidade do Exército ou da Polícia
Fonte: Do glossário dos termos do Mossad: livro “MOSSAD, Os Carrascos do Kidon”
__________________________
Carlos Ilich Santos Azambuja é Historiador.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
"QUOUSQUE TANDEM…"
“Quousque tandem, Catilina, abutere patientia nostra”?
Esta é a primeira frase do primeiro dos quatro discursos de Cícero (107 – 43 a.C.), acusando Lucio Sergio Catilina, cônsul romano, de pretender derrubar o governo republicano e apoderar-se do poder e das riquezas, juntamente com alguns apaniguados.
A frase poderia ser traduzida como:
“Até quando, Catilina,
abusarás da nossa paciência”?
Àquela primeira frase, seguem-se outras duas, que podem ser
entendidas como: “Por quanto tempo ainda este teu rancor nos enganará? Até
que ponto a tua audácia desenfreada se gabará de nós”?
A realidade brasileira torna atuais as frases de mais de
2.000 anos do ilustre filósofo romano.
As catilinárias brasileiras de hoje seriam dirigidas às
autoridades que, no Executivo e no Legislativo, tentam, com sucesso crescente,
destruir as instituições republicanas para enriquecimento próprio e de seus
apaniguados, perpetuando-se no poder.
Nós brasileiros, atônitos, impacientes e indignados, temos
todo o direito de gritar nossas perguntas, mais de 20 séculos depois do
inflamado discurso de Cícero:
“Até quando, Dilma e Cunha, abusarão da nossa paciência? Por
quanto tempo ainda este seu rancor nos enganará? Até que ponto sua audácia
desenfreada se gabará de nós”?
Como os catilinas modernos fazem-se de surdos, cabe-nos usar
de todos os meios possíveis para nos fazermos ouvir, já que nossos
representantes não fazem a mínima questão de nos representar.
Com certeza as pacíficas e ordeiras passeatas dos indignados
vão crescer de tamanho e expressão, e seu ruído e impertinência passarão a
incomodar cada vez mais os poderosos, que já passaram da hora de deixar os
cargos que ocupam, por incompetência, desonestidade e falsidade, apesar das
chicanas e expedientes escusos que criem para se manter no trono.
O Sofa do $talinácio

Um acidente!? Uma Bíblia Catolica cai no chão, quase no meu pé descalço, bem em
cima de uma fotografia prontinha para o lixo. Era uma imagem envelhecida de
Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de seu companheiro José Dirceu, agora um
Guerreiro do Povo Brasileiro caído na desgraça do cárcere. Por obra do acaso
(que não existe) o Livro da Lei Sagrada abriu em Eclesiástico, 14. Eis que meu
olhar profano foi direcionado a mensagens sagradas - que se encaixam de forma
justa e perfeita no contexto brasileiro.
"Feliz o homem que não pecou pelas suas palavras, e que não é atormentado pelo remorso do pecado" (1); "Para o homem avarento e cupido a riqueza é inútil; para que serve o ouro ao homem invejoso?" (3); "Quem acumula injustamente, com prejuízo da vida, acumula para outros, e outro há de vir que esbanjará estes bens na devassidão" (4); "Para quem será bom aquele que é mau para si mesmo? Não terá nenhuma satisfação em seus bens" (5).
"Feliz o homem que não pecou pelas suas palavras, e que não é atormentado pelo remorso do pecado" (1); "Para o homem avarento e cupido a riqueza é inútil; para que serve o ouro ao homem invejoso?" (3); "Quem acumula injustamente, com prejuízo da vida, acumula para outros, e outro há de vir que esbanjará estes bens na devassidão" (4); "Para quem será bom aquele que é mau para si mesmo? Não terá nenhuma satisfação em seus bens" (5).
"Lembra-te que a morte não tarda, e de que o pacto da moradia dos mortos te foi revelado, pois é lei deste mundo que é preciso morrer" (12); "Pratica a Justiça, antes da tua morte, pois na moradia dos mortos não há de se achar alimento" (17); "Toda carne fenece como a erva, e como a folha que cresce numa árvore vigorosa" (18); "Umas nascem, outras caem. Assim, nesta raça de carne e sangue, uma geração morre, outra nasce" (19).
"Tudo que é corruptível acabará por ser destruído, e o artesão morrerá com o seu trabalho" (20); "Toda obra excelente será aprovada e seu autor nela achará orgulho" (21); Feliz o homem que persevera na sabedoria, que se exercita na prática da Justiça, e que, em seu coração, pensa no olhar de Deus que tudo vê" (22).
Se eu fosse o companheiro $talinácio (graças a Deus, não sou), faria uma reflexão sobre tais palavras. Ainda mais para não ter eventuais conflitos com a consciência, depois do recente depoimento prestado à Polícia Federal sobre broncas levantadas pela Operação Lava Jato. José Dirceu de Oliveira e Silva deve ter odiado o que Lula falou dele à Polícia Federal.
Conforme trecho que vazou na imprensa, Lula garantiu que não participou do processo de escolha dos diretores da Petrobras (que são processados por corrupção e outros crimes). Claramente, jogou a culpa em José Dirceu, réu condenado no Mensalão e reincidente no Petrolão. Como era esperado, Lula só faltou dizer que não sabia de nada, mas assegurou que foi Dirceu, na Casa Civil de sua Presidência da República, quem nomeou os diretores da petrolífera, desde Renato Duque (Serviços) a Paulo Roberto Costa (Abastecimento).
Existe uma saída técnica para Dirceu não se tornar mais culpado ainda, em função das palavras do chefão Lula. O ex-Presidente (sempre Presidentro) poderia reformular o depoimento e indicar o verdadeiro responsável por todas as indicações problemáticas. O criminoso perfeito seria o sofá da Casa Civil. Lá devem ter sentado aqueles que articularam as nomeações (Dirceu, Antônio Palocci, Erenice Guerra e até a Dilminha - a mesma que presidiu o Conselho da Petrobras). Portanto, tal qual nas lendárias piadas sobre traição, a inteira culpa é do safado do sofá!
O Alerta Total renovará o apelo que já fez um dia. O Vaticano deveria acelerar o processo de santificação de Lula. O Papa Francisco tem de correr com este negócio... O poderoso chefão do PT é um santo (mesmo que alguns inimigos aleguem que seja do "Pau Oco"). A terrível oposição nas redes sociais insiste, todos os dias, que "o cara" (né, Obama) tem de acertar as contas com a Justiça...
Lula insiste que inexiste gente mais honesta que ele, e até tenta processar quem lhe deixa muito pt da vida. Ainda bem que o Judiciário não tem embarcado na malandragem do Santo $talinácio. O perigo é que ocorra alguma recaída autoritária. Afinal, todas as instituições estão muito aparelhadas, seja por fiéis seguidores da ideologia nazicomunopetralha, seja por fieis cumpridores de missões das variadas organizações criminosas. Todo cuidado é pouco em Bruzundanga...
Ok! O Sofá do $talinácio é o grande culpado. Sendo assim, vamos sentar nele e pagar a nossa pena. Somos nós quem permitimos que este móvel da traição permaneça no meio da sala da vida nacional. Assim, nós, os verdadeiros culpados, junto com o sofá, temos a obrigação moral e cívica de promover a mudança. Vamos tirar o sofá da sala, mas sem deixar que um bode fique no lugar dele.
A retirada simbólica do sofá só se materializa com uma mudança na estrutura do Estado Brasileiro. Temos de romper com o Capimunismo Rentista. Precisamos implantar uma República, com Federalismo de verdade. Necessitamos implantar o voto distrital com direito a recall (questionamento direto, pelo eleitorado, do eleito que não cumprir a função definida ou infringir a lei). Tudo isto será feito por uma Intervenção Constitucional pelo Poder Instituinte do Cidadão.
Enquanto estivermos sob o regime do sofá (do $talinácio ou da PQP), permaneceremos no mesmo subdesenvolvimento, sob desgovernança do crime organizado. Reformar o "sofá" (como deseja agora a classe política desesperada) é um paliativo inútil. Só vai adiar que o impasse se consolide, efetivamente, em uma ruptura institucional. Romper com este "sofá" é a solução. Intervenção Constitucional, já!
Rosetagem

Devassidão

Quando vem o troco do Cunha?

Preferência atual

Canção Inspiradora
Os imortais Nelson Gonçalves e Tim Maia cantam a canção
justa e perfeita para Dilma Rousseff e outras figuraças dos três poderes...
Ruptura Institucional
As maravilhas da corte são tão inebriantes, as alegrias da
boa vida são tão plenas, as facilidades em se apoderar da coisa pública são tão
corriqueiras, que uma vez lá a classe dirigente inventa meios de não sair do
Olimpo onde se instalou o que pode ser feito através de eleições ou golpes de
Estado.
Assim sendo, o PT não pretende apear do poder tão cedo.
Seria inadmissível para Lula e sua família retroceder à vida mais simples sem
os luxos, privilégios e confortos que a evolução da riqueza obtida de modo acelerado
lhes proporcionou. E Lula, é o poderoso chefão do PT, o garantidor dos
“mandarins” de sua grei para que estes também desfrutem da doce vida de
defensores dos oprimidos. Portanto, deve ser preservado faça o que fizer,
porque sem ele o partido não se sustenta. É bem verdade que Lula tem tido seus
revezes, mas justamente estes que a outros teriam aniquilado o mantém incólume
e á espera de voltar em 2018.
Foi, portanto, inoportuna para Lula e o PT a ideia de
impeachment de Rousseff, única mulher presidente da República e a pior de todos
os presidentes de nossa história. Se bem que foi Lula quem governou o tempo
todo como presidente de fato, recaiu sobre sua criatura a culpa pelo descalabro
da economia que penaliza e envergonha os brasileiros de todas as classes
sociais. Tivesse outro candidato ganho a eleição já teria sido defenestrado
pelo PT. Ela, não. E nem tanto por Rousseff, mas pela preservação do projeto de
poder petista, que foi acionado com força máxima desta vez no STF.
O que se assistiu, então, foi uma ruptura institucional. No
dia 16 deste agitado dezembro o ministro Fachin, defensor dos sem-terra, do
Paraguai contra o Brasil e ardoroso eleitor de Rousseff, deu um show inusitado:
defendeu os procedimentos da Câmara com relação ao rito do impeachment,
emergindo como juiz imparcial e respeitador do outro Poder.
Era como um milagre. Mas milagres não existem na política.
No dia seguinte tudo parecia ser sido combinado para invalidar, de novo, os
procedimentos da Câmara. O que serviu para o impeachment do ex-presidente
Collor não servia para esse. Os votos da comissão não podiam ser secretos, como
os são os do STF em seus procedimentos internos e todo poder foi dado ao
Senado, onde o colaborador, Renan Calheiros, está a postos para salvar, primeiro
a si, depois a governanta.
Desse modo, está encerrada, pelo menos por enquanto, a
possibilidade do impeachment e todas as pedaladas, as irresponsabilidades
fiscais, os gastos exorbitantes, os prejuízos dados a Nação serão todos
perdoados ao governo petista.
O STF de tal modo interferiu no Legislativo, trazendo à
lembrança vislumbres bolivarianos, que se Rousseff sempre repetiu que
impeachment é golpe, o golpe se formalizou de outra maneira via Executivo e por
intermédio do Judiciário. Se de agora em diante o STF legisla e impõe o
regulamento interno do Congresso, o Legislativo pode fechar as portas, pois se
tornou um penduricalho inútil na República das Bananas.
Falar democracia no Brasil, portanto, é algo ilusório. Como
disse Rui Barbosa: “A pior ditadura é do Judiciário, porque contra ela não há
quem possa recorrer”. E o judiciário autorizou buscas e apreensões somente em
casas e escritórios de peemedebistas, salvando providencialmente o ajudante
Renan Calheiros. Reclamar para quem?
O Judiciário ao voltar do recesso em fevereiro poderá
afastar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, cujos crimes principais e mais
graves foram: ganhar a eleição da casa derrotando um petista, tornar o
Congresso independente do Executivo, romper com o PT.
Também pode esperar o pior, Michel Temer, o vice-presidente
que pregou a unificação nacional sabendo que a governanta seria incapaz disto,
aliás, de qualquer coisa.
Sentindo-se seguro Calheiros tenta debilitar Temer com a
ajuda do senador Álvaro Dias do PSDB do PT, rachando o PMDB. Grande erro. Uma
vez esgotada a serventia do senador e estando o próprio PMDB fragilizado, o PT
alcançará triunfante sua meta: ser o partido dominante, impondo-se
hegemonicamente sobre os demais. Nesse momento Calheiros poderá enfrentar seus
processos adormecidos no Judiciário, pois nunca ninguém escapou por ter ajudado
o PT. PT faz mal à saúde. PT mata.
Nesta hora em que o novo ministro da fazenda, substituto de
Joaquim Levy que apenas compôs uma fachada para dar credibilidade ao governo e
acalmar o mercado, provavelmente irá reeditar o que levou nossa economia ao
caos, feliz e sorridente dirá Rousseff em cadeia nacional de radio televisão,
sentindo-se imperatriz do Brasil:
“Se é para desgraça de todos e infelicidade geral da Nação,
digam ao povo que fico”.
Fonte: Alerta Total
______________
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
domingo, 20 de dezembro de 2015
NOTAS FÚNEBRES
Por Percival Puggina
Com as decisões de ontem, o STF evidenciou à nação o
estado de abandono em que se encontra perante os poderes de Estado. Rompeu-se o
fio pelo qual pendia a esperança de que em algum canto da República houvesse
instituição capaz de proteger a sociedade da incompetência e da rapinagem do
governo.
O mesmo STF, que volta e meia, durante suas sessões
públicas promove eleições secretas entre seus membros para postos de funções de
administração e representação, exigiu comportamento inverso do poder
legislativo em cuja autonomia interferiu.
Fez mais, determinou um bis in idem facultando
ao Senado decidir, nos processos de impeachment, se aceita ou não a resolução
da Câmara. Se o Senado (casa legislativa que representa os Estados) divergir da
Câmara (casa legislativa que representa o povo), esta enfia a viola no saco e a
própria decisão na lixeira. De nada terá valido.
Por fim, vedou a candidatura autônoma às cadeiras da
comissão que analisará o processo de impeachment. Essa norma simplesmente
dispensa a contagem de votos. A decisão sobre o andamento do processo fica
transferida para os 23 líderes de bancadas. Até parece eleição cubana, que
deixa o eleitor sem opção.
2. A MANIFESTAÇÃO DOS "TRABALHADORES"
PRÓ-DILMA, ÀS NOSSAS CUSTAS
Abomináveis, sob todos os aspectos, as manifestações
pró-Dilma na tarde da última quarta-feira. Sob forma de ato público, supostos
trabalhadores, no meio da tarde, exibiram-se em diversas capitais brasileiras.
Trajando seus fardamentos vermelhos, substituindo as cores e símbolos nacionais
pelos símbolos e cores partidários e ideológicos, saíram ao asfalto para
sustentar o governo. Assistimos, então, à notória defesa da mentira, da fraude,
da dissimulação, da incompetência, da recessão, do desemprego, da inflação e da
corrupção.
Trabalhadores? Sem mais o que fazer, no meio da tarde? Só
podem ser "trabalhadores" sem patrão, sem compromisso laboral.
Portanto, ou são servidores públicos cujos salários nós pagamos, ou são
dirigentes sindicais, cujo ócio e improdutividade são incorporados aos preços
dos bens e serviços que adquirimos. Ou seja, são pagos por nós...
3. A IRRESPONSABILIDADE FISCAL DO SENADO QUE VAI DECIDIR
SOBRE A IRRESPONSABILIDADE FISCAL DA PRESIDENTE
Ontem, dia 17, o Senado Federal concluiu que as contas
públicas estão em perfeita ordem e considerou compatível com a realidade
nacional elevar os vencimentos de seus servidores efetivos no percentual de
21,3%, parcelado ao longo dos próximos 3 anos. A conta, para 2016, fica em R$
174,6 milhões. Isso acontece num momento em que o governo, com extremo
otimismo, prevê redução de 1,9% na atividade econômica do próximo ano, o que
representará, inevitavelmente, queda na arrecadação. O relator do orçamento,
aliás, promoveu cortes em praticamente todas as atividades do governo. E o
Senado distribui favores aos seus! É essa Casa legislativa irresponsável, onde
o governo é amplamente majoritário, que decidirá sobre os crimes de
irresponsabilidade fiscal da presidente da República.
__________________
Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto,
empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora
e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o
totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do
Brasil, integrante do grupo Pensar+.
Depois do noivado com Renan, a fantasia de Mulher Honrada está em frangalhos
Neste crepúsculo do primeiro ano de um segundo mandato que
nem começou, Dilma Rousseff passou a ter como principal parceiro o senador
Renan Calheiros. Aquele mesmo. O Renan que, em 2007, foi forçado a renunciar à
presidência do Senado para não ser cassado e perder as imunidades parlamentares.
As anotações no prontuário são de impressionar escroque
internacional. Três delas informam que
1) Renan pagou com dinheiro de
empreiteira a mesada e as contas da amante com quem teve uma filha,
2)
fantasiou-se de comerciante de gado para falsificar notas fiscais e
3) fez o
suficiente, enquanto o Petrolão durou, para ser acordado às seis da manhã pelo
famoso japonês da Federal.
A presidente da República está disposta a fazer o que Renan
quiser. E ainda se atreve a persistir na pose de mulher honrada.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
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