Após enxurrada de dados negativos em relação à economia,
divulgados na última semana, o relatório Focus trouxe uma piora das projeções
do mercado financeiro.
terça-feira, 23 de junho de 2015
Por ordem do Itamaraty o embaixador não acompanhou os senadores em Caracas
Por Josias de Souza
Embaixador do
Brasil em Caracas, Ruy Pereira se absteve de acompanhar a comitiva de oito
senadores que foi hostilizada na Venezuela nesta quinta-feira (18). Após
recepcionar os visitantes no aeroporto, o diplomata se despediu. Alegou que
tinha outros compromissos. Agiu assim por ordem do Itamaraty.
O governo
brasileiro avaliou que a participação direta do embaixador numa comitiva cujo
principal objetivo era visitar na prisão o líder oposicionista venezuelano
Leopoldo Lópes causaria problemas diplomáticos com o governo pós-chavista de
Nicolás Maduro. Algo que Dilma Rousseff não quer que ocorra.
“O embaixador nos
virou as costas”, disse ao blog o líder do PSDB no Senado,
Cássio Cunha Lima (PB), após desembarcar na Base Aérea de Brasília na madrugada
desta sexta-feira (19). Vinha de uma missão paradoxal, que teve sucesso porque fracassou.
Destratados por
manifestantes leais a Maduro e retidos nos arredores do aeroporto por um
bloqueio das vias públicas, os senadores retornaram a Brasília sem cumprir a
agenda que haviam programado. A frustração virou êxito porque o governo de
Caracas revelou-se capaz de tudo, menos de exibir seus pendores democráticos.
“Entre a
cumplicidade com o regime ditatorial de Maduro e a assistência a cidadãos
brasileiros em apuros, a nossa diplomacia preferiu o papel de cúmplice”,
queixou-se o tucano Cunha Lima. “O que aconteceu ficou acima das piores
expectativas”, ecoou o também tucano Aécio Neves (MG). “Uma missão oficial do
Senado foi duramente agredida e o governo brasileiro nada fez para nos
defender.”
Horas antes do
desembarque dos senadores na Base Aérea de Brasília, ainda na noite de quinta-feira
(18), um grupo de deputados estivera no Itamaraty para conversar com o ministro
Mauro Vieira (Relações Exteriores). Enquanto aguardavam pelo início da
audiência, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) acionou o viva-voz do celular para
que os colegas ouvissem um relato direto de Caracas.
Do outro lado da
linha, o senador Ricardo Ferraço contou o que sucedera. E realçou a ausência de
Ruy Pereira, o embaixador brasileiro em Caracas. Assim, armados de informações
recebidas do front, os deputados entraram no gabinete do chanceler Mauro Vieira
dispostos a crivá-lo de perguntas incômodas.
O deputado Antonio
Imbassahy (PSDB-BA) indagou: por que o embaixador recebeu a comitiva de
senadores no aeroporto e foi embora? O ministro alegou que o diplomata não
poderia acompanhar os visitantes numa incursão ao presídio onde se encontra o
oposicionista Leopoldo Lópes. Sob pena de provocar um incidente diplomático.
Raul Jungmann foi
ao ponto: de quem partiu a ordem? O chanceler informou que o embaixador seguiu
orientação do Itamaraty. Jungmann insistiu: então, ministro, o senhor está
declarando que o governo brasileiro deu a ordem para que o embaixador se
ausentasse? O ministro respondeu afirmativamente.
Pouco depois desse
encontro, o Itamaraty soltaria uma nota oficial sobre o fuzuê de Caracas. Em telefonema
para Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrara uma
manifestação formal de repúdio do Executivo. O texto anota que “o governo
brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão
Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele
país.”
Não há na nota nada
que se pareça com uma crítica ao governo de Nicolás Maduro. “São inaceitáveis
atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros'', escreveu o
Itamaraty, como se desse crédito à versão segundo a qual os militantes que
cercaram a van que transportava os senadores brasileiros brotaram na hora e no
local exatos sem nenhuma interferência do governo venezuelano.
Como que farejando
a repercussão negativa da ausência do embaixador na hora da encrenca, o
Itamaraty enumerou os serviços prestados pela embaixada brasileira em Caracas.
“Solicitou e recebeu do governo venezuelano a garantia de custódia policial
para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito'', diz a nota. “Os
policiais, embora armados, assemelhavam-se a agentes de trânsito do Brasil”,
comparou o tucano Cunha Lima. “Nada fizeram para conter as hostilidades. Se a coisa
descambasse, não creio que impediriam o pior.”
“O embaixador do
Brasil na Venezuela recebeu a comissão na sua chegada ao aeroporto”,
acrescentou o Itamaraty em sua nota. E Cunha Lima: “Sim, recebeu, mas virou as
costas e foi embora”.
“Os senadores e demais
integrantes da delegação embarcaram em veículo proporcionado pela Embaixada,
enquanto o embaixador seguiu em seu próprio automóvel de retorno à embaixada.
Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande
congestionamento”. Se o embaixador ficou retido, ninguém soube. Impedidos de
prosseguir, os senadores viram-se compelidos a retornar para o aeroporto. O
diplomata Ruy Pereira não deu as caras.
O texto do
Itamaraty compra como verdadeira uma informação contestada pela venezuelana
María Corina Machado, deputada cassada por divergir de Maduro. O bloqueio foi
“ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão
venezuelano extraditado pelo governo colombiano”, sustentou o documento da
chancelaria brasileira.
E María Corina, no
Twitter: “Está totalmente trancada a autopista porque ‘estão limpando os
túneis’ e por ‘protestos’. Se o regime acreditava que trancando as vias
impediria que os senadores constatassem a situação de direitos humanos na
Venezuela, conseguiu o contrário. Em menos de três horas, os senadores
brasileiros descobriram o que é viver na ditadura hoje na Venezuela.''
“O incidente foi
seguido pelo Itamaraty por intermédio do embaixador do Brasil, que todo o tempo
se manteve em contato telefônico com os senadores”, acrescentou a nota oficial.
“O embaixador ficou nos tapeando pelo telefone”, contestou Cunha Lima. Recebeu
orientação do Itamaraty para fazer isso.”
Ainda de acordo com
a nota do Itamaraty, o embaixador Ruy Pereira “retornou ao aeroporto e os
despediu [sic] na partida de Caracas.'' Na versão de Cunha Lima, o retorno do
diplomata serviu apenas para reforçar a pantomima. “Ele dizia que estava muito
distante. Quando decidimos partir, apareceu em menos de cinco minutos. Eu me
recusei a cumprimentá-lo. O senador Ricardo Ferraço também não o cumprimentou.
“À luz das
tradicionais relações de amizade entre os dois países, o governo brasileiro
solicitará ao governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos
esclarecimentos sobre o ocorrido”, encerrou a nota do Itamaraty. Para os
congressistas, quem deve explicações no momento é o governo brasileiro.
O deputado Raul
Jungmann formalizará na Câmara pedido de convocação do chanceler Mauro Vieira e
do embaixador Ruy Pereira para prestar esclarecimentos no plenário da Câmara.
Cunha Lima requisitará a presença da dupla na Comissão de Relações Exteriores
do Senado. De resto, os parlamentares se reunirão nesta sexta-feria, na
liderança do PSDB no Senado, para decidir as providências que serão adotadas em
reação aos episódios de Caracas. Uma delas é cobrar do governo Dilma que
coloque em prática a cláusula democrática prevista no tratado do Mercosul.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Entrevista com o cientista político Luiz Jardim
Por Nivaldo Cordeiro
O tema são os fatos políticos relevantes da semana, como a
ida dos senadores à Venezuela, a prisão dos presidentes das maiores
construtoras e o medo de Lula e do PT de serem apanhados na Operação Lava Jato.
Auto da visitação
Por Vania L. Cintra
No começo deste mês de junho, o presidente da Assembléia
Nacional venezuelana desembarcou no Brasil não-oficialmente e, portanto, após
ter desembarcado, ao passear pelas ruas, não teria gozado ostensivamente da
proteção do governo brasileiro. Se Diosdado Cabello veio até aqui, alguém o
terá convidado. Fez algumas visitas, falou com algumas pessoas, entre elas Lula
da Silva e as lideranças do MST, talvez se tenha regalado com uma boa buchada
de bode e foi embora. Ninguém me perguntou, mas direi: não gostei dessa visita.
Nem um pouco.
Dias depois, nesta semana agora, senadores que se dizem de
oposição ao governo de nossa República atenderam a um convite feito pela
oposição à situação venezuelana. Um deputado do Sergipe (João Daniel-PT), que
participa da comitiva de grupos de movimentos sociais brasileiros que se
encontram em Caracas, terá afirmado, em entrevistas ao canal de televisão do governo
venezuelano e a O Estado de S.Paulo
(http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/06/19/para-petista-em-caracas-senadores-de-oposicao-desrespeitaram-governo-de-maduro.htm),
que a visita dos senadores brasileiros da oposição ao governo Rousseff aos
opositores do governo Maduro teria sido "oportunista", que eles
estariam fazendo “um ato político contra o governo da Venezuela, o que é
lamentável", e, por tentar visitar os opositores da política praticada na
sede bolivariana que já se encontram atrás das grades, essa visita serviria
apenas para "desgastar o governo democrático”.
Astuto, esse rapaz. Rousseff, que, quando quer, também sabe
ser bastante ladina, logo percebeu, por sua vez, que essa visita dos senadores
a Caracas teria “um viés político”. Mas... e a visita de Diosdado Cabello ao
Brasil, que não foi “oficial”? Ou teria sido? Ela também teria tido “um viés
político”? Ou não, e foi apenas um passeio?
Nada tenho contra o roteiro turístico oferecido aos nossos
senadores. Afinal, estamos no Outono, faz frio por aqui, e em Caracas é plena
Primavera, quando os passarinhos gorjeiam e pulam de galho em galho. Os
senadores até poderiam ter tido a sorte de, entre eles, encontrar o Chávez.
Nada tenho a ver com isso e nada tenho contra, mesmo que eu, que não sou lá
muito criativa, não consiga imaginar que é o que poderiam fazer de bom por lá,
se muito pouco ou quase nada fazem eles por aqui.
Pelo mesmo motivo – porque não sou lá muito criativa – não
entendi também por que cargas d’água aquele nosso ministro de
só-deus-lá-sabe-quê resolveu ser pródigo e lhes cedeu um de seus aviões com
seus tripulantes – aqueles, que nós, simples mortais, imaginamos que são os da
FAB. Não, também, que eu tenha algo a ver com isso, mas... a FAB tem poucos
aviões, tem pouca gasolina, tem poucos recursos e tem muito mais a fazer que
levar senadores a passear. Mesmo que estejam com coqueluche. É o que eu acho.
Muito menos entendi por que cargas d’água ele mesmo, o
ministro, intermediou esse passeio para que um encontro fraternal entre as
oposições de ambos os Estados amantes do realismo bolivariano se fizesse,
empenhando-se em prometer de público aos senadores brasileiros que eles teriam
garantido o “direito a livre circulação no país vizinho” e poderiam “visitar as
famílias dos políticos venezuelanos que estão presos e também conversar com
membros da oposição que estão em liberdade”
(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40730/).
Pois bem. O que o ministro prometeu, o ministro não cumpriu.
Não cumpriu porque nem pretendia cumprir, tal como muitas coisas que possa vir
a prometer, nem poderia ter prometido - ou soaria como uma ameaça ao governo
vizinho caso os termos acordados não fossem cumpridos. E porque isso foi
prometido mas nem por isso foi cumprido, aquela leva de senadores brasileiros
voltou pra casa também “sem cumprir agenda”. Segundo nota expedida pelo
Itamaraty - que lamentou os incidentes que “prejudicaram o cumprimento da
programação prevista” e afirmou que “são inaceitáveis atos hostis de
manifestantes contra parlamentares brasileiros''
(http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2015/06/18/itamaraty-diz-que-atos-contra-senadores-na-venezuela-sao-inaceitaveis/)
entre os quais se incluíram pedradas – os senadores teriam sido “retidos no
caminho devido a um grande congestionamento ... ocasionado pela transferência a
Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo Governo
colombiano”. Coisas venezuelanas, que se referem aos venezuelanos. Explicadas
elas foram e explicadas elas já estão. Que mais esclarecimentos poderá exigir o
Itamaraty do governo de Caracas?
Mas, por ter sido assunto tratado pelo ministro do Estado
brasileiro entre o Governo da Venezuela e os nossos viajantes, que são
senadores da República brasileira, a visita por eles feita poderá ser
considerada... “oficial”... Ou não? E o descumprimento dos termos acordados
poderá ser considerado uma afronta ao Estado brasileiro...
Então, tendo sido afrontado o Estado brasileiro nas pessoas
dos senadores e do ministro, nenhum míssil, com certeza, será apontado para
Caracas, mas, sim, resolve-se a questão bolivarianamente: enviando-se outro
avião da FAB com uma segunda leva de senadores da nossa República a visitar a
Venezuela
(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40748/senado+brasileiro+aprova+ida+de+nova+comissao+a+venezuela.shtml). Será agora uma leva de senadores da oposição à oposição à situação de nossa
República. É evidente que merecerá voar pela FAB. A primeira leva não mereceu?
E essa segunda leva será enviada exatamente para quê? Ora, para que volte após
“cumprir agenda”... E tudo estará resolvido.
Ou não. Nunca se sabe. E aí, eu, que já sou um bocado,
ponho-me ainda mais curiosa, tentando entender o que não é para ser entendido:
deveríamos apresentar uma terceira, uma quarta, uma quinta leva de senadores?
Muito bem: se nada de sério nossos senadores encontram a
fazer por aqui, que aproveitem o tempo vago. Não, também, que eu tenha algo a
ver com isso, mas... as coisas são como elas são. Que se organizem, façam fila,
garantam a senha e a vez. Que se entupam todos de pabellón criollo, que tirem muitas
fotografias, que tragam muitas lembranças boas ou amargas... Só acho que
deveriam fazer tudo isso e o céu também por conta própria.
E fico pensando cá comigo mesma: um abraço solidário, seja
mais, seja menos bolivariano, a gente pode enviar pelo correio. E, levando em
conta o balanço da marola que tão surpreendentemente vem crescendo ao sabor dos
ventos, e todos os ajustes necessários para que possamos continuar flutuando,
por que os senadores de nossa República, essa coisa de brasileiros que deveria referir-se
aos brasileiros, não se comportam um pouco menos bolivarianamente, não fazem
uma vaquinha entre os interessados em conhecer a Venezuela antes que ela acabe,
e, fretando um ônibus, vão a Caracas, todos eles, durante o recesso de julho
que começa de hoje a menos de um mês? Poderiam alugar o da CBF.
Numa dessas, viajar de ônibus é mais seguro, mais
instrutivo, mais divertido, mais confortável. Eles poderiam ir parando de vez
em quando, conhecendo o território, tomando contato com o povo... Para os cofres
públicos, ou seja, para todos nós, poderia ser bem menos oneroso. E evitaria
esses problemas esquisitos todos, que não deixam de ser desagradáveis, que
podem perturbar e incomodar a tranqüilidade das cabeças bem pensantes, que
preferem inovar, não se atendo muito às funções e às tradições diplomáticas e
das Armas, voltando-se prioritariamente à construção da paz e de uma nova
ordem, seja ela mais ou seja menos bolivariana, tanto faz. Além de que, assim,
poderíamos, pelo menos, aceitar a intempestiva e impertinente visita que
recebemos de Cabello como se fosse uma gentileza, não uma agressão. E tudo nos
pareceria menos acintoso, menos desaforado, menos absurdo...
Não acham, não? Eu acho. Mas devo estar errada. Como sempre
estive. E sempre hei de estar.
Fonte: A Verdade Sufocada
Não haveria Lula sem os “intelectuais” por trás. Ou: A impunidade dos verdadeiros culpados
Para Marilena
Chaui, quando Lula fala o mundo se ilumina.
E quando a professora escreve o
mundo fica mais sombrio…
|
Estou com o fuso horário todo trocado, sem sono, e resolvi escrever
esse desabafo. Tenho cobrado aqui a punição dos chefes dessa quadrilha que tomou
conta do estado brasileiro, e vejo, pela reação de muitos leitores, como a
revolta é grande. Os brasileiros decentes estão com ódio do PT, principalmente
do mandachuva, do líder da turma, Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um
sujeito realmente imoral, cínico, disposto a tudo pelo poder. Mas fico com a
sensação de que algo ainda está fora do lugar.
Após pensar um pouco sobre o que me incomoda tanto, chego à resposta:
seus criadores continuam totalmente impunes. Não me entendam mal: Lula é o topo
da hierarquia do poder, e responsável por seus atos. Deve pagar por eles, não
deve ser aliviado de forma alguma. Mas não haveria Lula sem os “intelectuais”
por trás. E esses sempre saem ilesos, pois produzem as maiores catástrofes da
humanidade e nunca são responsabilizados por seus atos, por suas palavras
irresponsáveis, falsas, mentirosas.
Se você chega para um bufão oportunista e repete diariamente que ele é
um gênio, um abnegado, um santo homem, ele vai rir de você. Mas se centenas de
“intelectuais”, de “pensadores” com Ph.D. e tudo mais, repetem a mesma coisa,
ele pode acabar acreditando. Ou, no mínimo, será esperto o suficiente para usar
esse pano de fundo a seu favor, como uma desculpa para seus crimes, como um
salvo-conduto para seus “malfeitos”. É o aval da elite “pensante” que permite a
ousadia dos canalhas.
Hitler era um bruto, um sujeito com sede de poder e vingança,
ressentido, fracassado. O nacional-socialismo era uma ideologia com uma elite
“intelectual” por trás, com gente renomada (até então) justificando cada linha
do programa. O mesmo vale para os líderes comunistas: a maioria era formada por
brutamontes, por bárbaros que desejavam abusar do poder sobre os demais. Não
teriam ido muito longe sem os ideólogos marxistas por trás. Não passariam de
criminosos comuns.
É o “intelectual” que transforma o crime comum em ideologia, dando
respaldo para a ação de bárbaros, oportunistas, bandidinhos mequetrefes. Se o
sujeito tenta “bater” nossa carteira na rua, não passa de um marginal
insignificante. Mas se ele “bate” a carteira de todos em cadeia nacional,
usando o aparato estatal para tanto, ele é um respeitado líder “social”, um
altruísta (usando o esforço alheio) em prol da “justiça social”. São os
“intelectuais” que permitem isso, ao transformar a simples palavra “social” em
desculpa para todo tipo de atrocidade.
Portanto, não suporto o Lula e sua trupe petista, e desejo muito uma
severa punição a todos que, comprovadamente, roubaram, desviaram nossos
recursos, enriqueceram à custa dos nossos impostos, ajudaram a destruir nosso
país. Mas sinto falta de uma revolta maior por parte do povo com aqueles que
possibilitaram a ascensão dessa gente ao poder. O PT jamais teria galgado
tantos degraus sem a campanha ativa de jornalistas, professores, artistas, etc.
Tenho mais raiva, confesso, do “intelectual” que defendeu a vida toda
essa corja, que relativizou cada desvio seu no caminho como uma necessidade da
causa “nobre”, do que dos próprios marginais oportunistas. Se você diz que
Macunaíma é um verdadeiro e legítimo herói, se você convence boa parcela da
população disso, então não adianta, depois, ficar horrorizado que Macunaíma
chegou ao poder e dele abusou como se não houvesse amanhã. O “herói sem
caráter” foi alçado ao patamar de guru, e isso só é possível pela ação
coordenada dos “intelectuais”.
Por isso tenho um livro sobre a esquerda caviar. Por isso foco tanto
no campo das ideias. Por isso bato tanto em “formadores de opinião” que bancam
os “moderados”, enquanto preparam o terreno para o avanço dos bárbaros, sempre
impunemente. São esses os verdadeiros inimigos da civilização. Marginais sempre
existirão. O grande problema é quando passam a ser vistos como heróis. E essa
transição, esse “passe de mágica”, só é possível pela pena de escritores, pela
campanha de artistas, pelo apoio dos “intelectuais”.
Criaram o monstro, e fica por isso mesmo. Não há responsabilização por
seus atos. Fingem que não é com eles, e continuam pregando as mesmas baboseiras,
repetindo as mesmas ladainhas, insistindo nas mesmas falácias. Até que venha a
próxima leva de bárbaros, sob o manto de justiceiros sociais que, finalmente,
trarão “paz e liberdade” para o mundo, pois “um mundo melhor é possível”.
domingo, 21 de junho de 2015
Lava Jato: a um passo de Lula...
O penúltimo degrau da Lava Jato.
A Polícia Federal prende os donos e executivos de mais duas
empreiteiras, atinge o topo da cadeia de comando do esquema de corrupção da
Petrobras e está a um passo do ex-presidente Lula
A partir das primeiras delações premiadas de Paulo Roberto
Costa, ex-diretor da Petrobras, e do doleiro Alberto Yousseff, os responsáveis
pela Operação Lava-Jato se deram conta de que estavam lidando com um caso que
só ocorre uma vez na vida de um policial, de um promotor ou de um juiz. À
medida que os depoimentos se sucediam e mais provas iam sendo encontradas, o
esquema foi tomando a forma de uma gigantesca operação político-partidária e
empresarial destinada a levantar fundos com contratos espúrios de empresas com
a Petrobras. As raízes do esquema começaram a ficar cada vez mais profundas,
enquanto sua copa passava a abranger políticos postados em galhos cada vez mais
altos. Em abril, Carlos Fernandes de Lima, um dos procuradores da Lava-Jato,
disse em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que a investigação se
tornara tão ampla que chegaria a "mares nunca dantes navegados". Na
sexta-feira passada, a Lava-Jato aproou para praias que pareciam inatingíveis,
prendendo os presidentes das duas maiores empreiteiras do Brasil - Marcelo
Odebrecht, presidente e herdeiro da empresa que leva seu sobrenome, e Otávio
Azevedo, o principal executivo da Andrade Gutierrez. O nome da operação da
Polícia Federal que fez as prisões não podia ser mais ilustrativo das
pretensões dos investigadores: "Erga Omnes", a expressão latina que
significa "para todos" e nos tratados jurídicos é usada para proclamar
um dos pilares do sistema democrático que diz que ninguém está acima da lei.
A Lava-Jato chegou ao topo? Não existe mais ninguém acima da
lei em seu radar investigativo? A resposta é não. A operação chegou aos mais
altos suspeitos do braço empresarial do esquema que desviou cerca de 6 bilhões
de reais dos cofres da Petrobras. O braço político, acreditam os
investigadores, pode subir mais um degrau além do ocupado, por exemplo, por
João Vaccari, tesoureiro do PT, preso em Curitiba.Os presos da semana passada
podem fornecer as informações que ainda faltam para que a lei identifique e
alcance quem comandava o braço político do esquema criminoso. Quem permitia o
funcionamento de uma engrenagem que abastecia PT, PMDB e PP com dinheiro sujo.
Disse o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula: "A ideia é dar
um recado claro de que a lei vale para todos, não importa o tamanho da empresa,
seu destaque na sociedade, sua capacidade de influência e seu poder
econômico".
O juiz Sérgio Moro determinou a prisão de Marcelo Odebrecht
e Otávio Azevedo, os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, por
considerar que os dois capitaneavam o cartel de empresas que ganhava contratos
da Petrobras em troca do pagamento de propina a funcionários da estatal e a
políticos. Em seu despacho, Moro registrou que delatores do petrolão haviam
dito que a Odebrecht pagara subornos no exterior por meio da construtora Del
Sur, sediada no Panamá. A Odebrecht vinha negando ter relação com a Del Sur.
Moro também anotou a existência de um depósito feito pela Odebrecht numa conta
no exterior controlada por Pedro Barusco, o delator que servia ao PT e prometeu
devolver aos cofres públicos 100 milhões de dólares. Moro determinou a prisão
de outros cinco executivos, três da Odebrecht e dois da Andrade Gutierrez, e
expediu 38 mandados de busca e apreensão.
Resta apenas pegar a estrela principal no firmamento
governista. Os procuradores e os delegados estão convictos de que a estrela
dava expediente no Palácio do Planalto.
Que direitos e quais humanos, senhora Governanta?
Caros amigos
Sempre acreditei que o mutismo e o imobilismo dos governos
brasileiros da era pós-moral com relação às violações dos direitos humanos em
países como Cuba e Venezuela, para citar apenas dois, era devido ao respeito ao
preceito constitucional de não intervenção nos assuntos internos de países
soberanos, mesmo que submetidos a governos tirânicos e totalitários, como é o
caso dos citados.
As atabalhoadas e desastradas agressões do governo petista à
soberania de Hondurase do Paraguai, quando, dentro da lei e sob a tutela dos
mantenedores da ordem, as Supremas Cortes e os Parlamentos, no uso de suas
atribuições, defenestraram os dois afiliados do Foro de São Paulo que usurpavam
dos cargos de Presidentes da República, permitiram-nos constatar que a atitude
complacente com a tirania de esquerda não se tratava de obediência à Lei Maior,
mas de pura conivência e de invejável fidelidade a acordos e planos traçados e
tratados à sombra da liberdade democrática.
Agora, quando um grupo de parlamentares brasileiros decide,
pacificamente, constatar, in loco, as graves violações dos direitos humanos que
diariamente ocorrem na Venezuela e que chegam ao conhecimento do mundo por
intermédio da imprensa e das redes sociais, o governo petista, cinicamente,
boicota a empreitada, combina com seu afilhado, Nicolás Maduro, uma pantomima e
determina ao obscuro Embaixador do Brasil naquele desgraçado país o abandono dos representantes do povo
brasileiro ao ridículo da execração moral e ao risco da agressão física!
Com que moral a Governanta Dilma pôde dizer que os nossos
representantes estavam interferindo na soberania da Venezuela? Que tipo de
moral lhe permitiu derramar suas lágrimas hipócritas quando da patética
solenidade de entrega do relatório da comissão nacional da verdade (sic),
quando instituições e homens honrados e dignos foram execrados à opinião
pública como violadores de direitos humanos?
Que direitos e quais humanos, Sra Governanta?
Quanta impostura, quanta falsidade, quanta incoerência ainda
teremos que aturar antes que o Parlamento e a Suprema Corte concluam que esta
senhora está usurpando do seu cargo e façam o que tem que ser feito, belo bem
do Brasil e dos direitos humanos?
= Nenhuma ditadura serve para o Brasil =
UFSM: A lista Burmann-Schlosser e a mentalidade criminosa
Por Luis Milman
As críticas de Hannah Arendt ao julgamento de Eichmann a
antipatizaram com a liderança do Mapai (o partido socialdemocrata, à época no
poder em Israel, sob a liderança de Ben Gurion), mas nem de forma remota
respaldam as invenções repugnantes que Bourdoukan escreve.
Resta-nos esperar, agora, que o Ministério Público Federal,
logo depois o Poder Judiciário, revelem as razões pelas quais essa gente, que
acredita e propaga esta espécie de lixo pelos campi universitários, digam seus
motivos para obter uma relação de israelenses na UFSM.
O artigo Serão os semitas humanos? (revista Caros Amigos, nº
68, novembro de 2002), do jornalista Georges Bourdoukan, é uma arenga
antissemita que ao leitor atento, judeu ou não, só pode causar repulsa. Mas é
importante começar este texto com uma menção a ele, porque Bourdoukan, que tem
muita influência no meio político e estudantil trotskista, reproduz a revelação
de uma história, segundo ele, secreta do sionismo, elaborada e difundida ainda
pela extinta União Soviética, a partir da metade dos anos 1960 e hoje propagada
mundo afora, por movimentos trotskistas pró-palestinos, como o tal Comitê
Santamariense de Solidariedade ao Povo Palestino, ligado ao Foro Social Mundial
Palestina Livre. O Foro se reuniu em Porto Alegre, há dois anos, com o apoio do
governo Tarso Genro. As tais entidades que fizeram o pedido ao Reitoria da
UFSM, para que fornecesse a informações se havia ou a perspectiva de haver,
docentes ou discentes na universidade, estão entre os grupos de pressão que
fizeram Tarso Genro, no final de seu governo, cancelar um convênio que o estado
assinou em 2013 com a Elbit, uma empresa israelense de desenvolvimento
tecnológico para aviação instalada em Porto Alegre. Tarso explicou, por meio de
seu secretário de relações internacionais, que o governo gaúcho, com a decisão
de romper com a Elbit, alinhava-se ao movimento internacional pelo boicote,
desinvestimento e sanções contra o Estado de Israel, suas empresas, artistas,
cientistas, professores e estudantes.
O texto de Bourdoukan reproduz, além de outras fabulações, a
narrativa de Ralph Schoenmann, um trotskista americano, feitas no livro The
Hidden History of Zionism, de 1988. Em entrevista concedida à revista Teoria e
Debates do PT (edição nº 9, janeiro-março de 1989), para Marcus Sokol, líder,
até hoje, da tendência petista O Trabalho, ele afirmava que “em 1941, o partido
de Itzchak Shamir (o Likud de Benjamin Netaniahu) concluiu um pacto militar com
o 3º Reich alemão, que consistia em lutar ao lado dos alemães e fundar um
estado autoritário colonial, sob direção nazista.”
A afirmativa era uma variante do material de propaganda
soviético produzido em ampla escala, a partir dos anos 1960. Na militância
comunista-confessional, atuante nos campi universitários, no meio cultural e
político partidário, artigos e livros como os de Bourdoukan e Schoenmann
impulsionam as ações de apoio e difusão do movimento internacional BDS
(Boicote, Desenvestimento e Sanções), iniciado em 2005, contra Israel, e o
recente pedido, feito à Reitoria da UFSM, por uma lista de alunos e professores
israelenses na universidade, a hoje famigerada Lista Burmann-Schlosser.
No Brasil, o confessionalismo marxista antissemita tem
abrigo entre petistas das tendências Democracia Socialista (DS), e O Trabalho,
além do PSOL, PC do B, PSOL, PSTU e PCO, todos trotskistas. Eles atacam Israel
de forma incendiária, em revistas como Vermelho e Marxismo Vivo. O
antissemitismo desta pregação é autoexplicativo, seja pelo uso essencialista,
depreciativo, do termo "judeu" na menção que faz a políticos
israelenses, seja porque, entre outras barbaridades racistas, afirma que os
judeus sionistas foram os maiores aliados dos nazistas e corresponsáveis pela
criação dos campos de concentração. Esta ideologia está na base da fundação do
movimento BDS, financiado por ONGs internacionais, Irã, Arábia Saudita e Qatar
(para detalhes, ver Edwin Black, Financing the Flames, 2013).
Nos últimos 50 anos, o antissemitismo tornou-se fácil de ser
praticado sob o nome de antissionismo ou anti-israelismo. Basta ler os textos
dos seus expoentes, como Roger Garaudy, Robert Faurisson, Pierre Guillaume,
David Irwing, Serge Thion, Israel Shamir, Noham Chomsky e Edward Said e Emir
Sader (o último no Brasil) para citar alguns dos mais conhecidos antissemitas e
antissionistas de hoje, alinhados à esquerda ideológico-confessional marxista.
Todos praticam distorções cínicas e se valem de um arsenal de acusações
mentirosas e depravadas para defenderem, alegadamente, a causa palestina. Este
ativismo tenta demonstrar a todo custo que Israel não pode existir, porque é
racista, fundamentalista, imperialista e por aí vai.
Bourdoukan faz parte de uma militância intelectual
profissionalizada , a exemplo dos franceses Thion e Guillaume, que dizem
repudiar o racismo e orientar-se pelo internacionalismo anti-imperalista. Eles
reivindicam, obviamente, o marxismo como fonte inspiradora. Há um manifesto de
Guillaume, sobre a linha de pensamento da editora antissemita Velha Toupeira
(Paris), que invoca a "autoridade do texto fundador de Karl Marx, ‘Sobre a
questão judaica’", de 1843, para defender o "antijudaismo radical
sempre proclamado urbi et orbi ... ." (P. Guillaume, Carta a Phillip
Randa, La Vielle Taupe, 1998).
Eliminar o judaísmo, o sionismo e o Estado de Israel é uma
coisa, como propugna Guillaume, e as seitas confessionais trotskistas que
pululam nos campi universitários do mundo todo, em apoio à causa palestina...
Eliminar fisicamente os judeus, como os nazistas pretenderam, é outra. Os
sionistas, segundo eles, gostam de embaralhar tudo. Os judeus desprovidos de
judaísmo são pessoas como todo mundo, mas o judaísmo e o sionismo, vade retro.
Afinal, qual a razão do sofrimento dos povos, da existência das guerras? Quem
está promovendo o genocídio palestino? A dominação judaica (dos governos, dos
bancos, da mídia, dos cartéis de petróleo)! Assim, na guerra santa contra os judeus-sionistas
e Israel, é preciso revelar como as coisas realmente são. Esta é a missão
revolucionária de Bourdoukan e da militância ligada ao movimento BDS, que,
diga-se em tempo, a cumprem de maneira metódica e expansiva, como prova o caso
de Santa Maria, com a Lista Burmann-Schlosser. Vejamos algumas das revelações
de Bourdoukan: o hierarca nazista Heirich Heidrych era judeu. A russa judia
Golda Meyer dizia que as crianças palestinas eram animais de duas patas, e
Israel foi criado pelos nazistas. Quem garante é Hannah Arendt e os arquivos da
União Soviética!
É verdade que quem, pela primeira vez, passou a propagar a
“revelação”, foram os soviéticos, depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967. E
qual era a versão soviética para o surgimento do movimento sionista? A campanha
antissemita dos soviéticos, um aspecto permanente do regime totalitário depois
de 1967, era conduzida pelo nome em código de “antissionismo”, que se tornou
uma dissimulação de toda a variedade de antissemitismo. Nesta condição, foi
transplantado para a tese do anti-imperialismo leninista (ver o texto de Lênin,
canônico para todos os comunistas, Imperialismo, a fase adiantada do
capitalismo, de 1916). Os soviéticos, em sua doutrina oficial, adaptaram o
conceito de sionismo ao de colonialismo; e o estado sionista a um posto
avançado do imperialismo.
Alguém pode lembrar, aqui, que a União Soviética de Stálin
foi o primeiro país a reconhecer o Estado de Israel, depois de sua criação, em
1948. Certo. Mas Stálin foi motivado por razões geopolíticas: ele pretendia
marcar, através de Israel, a presença russa no Oriente Médio, para contrapor-se
aos EUA, Inglaterra e França. Como não conseguiu, desde o começo da década de
1950, a propaganda antissionista soviética sempre foi intensificada e tornada mais
abrangente, acentuando os vínculos entre o sionismo, os judeus em geral e o
judaísmo. Centenas de artigos, em revistas e jornais por toda a União
Soviética, retratavam os sionistas e os líderes israelenses como elementos
comprometidos em uma conspiração internacional, lado a lado com as diretrizes
dos antigos Protocolos dos Sábios de Sião, o livro apócrifo clássico sobre a
existência de um governo mundial judaico, produzido pela Okrana, a polícia
secreta czarista, no início do século XX, para insuflar os aterrorizantes
pogroms contra os judeus russos (para mais detalhes, ver Paul Johnson, História
dos Judeus, 1987; Walter Laqueur, The Changing Face of Anti-semitism, 2008).
Nos anos que se seguiram à Guerra dos Seis Dias, até o seu
colapso, a máquina de propaganda soviética se tornou a fonte principal de
material antissemita do mundo. Ela reunia matérias de praticamente todo
segmento arqueológico da história antijudaica, desde a antiguidade clássica até
o hitlerismo. O volume destes materiais começou a igualar-se com os que os
nazistas produziram. O talvez mais famoso livro deste acervo de propaganda -
que se espalhava por incessantes e repetitivos artigos e radiodifusões até
brochuras orientadas - chama-se O Judaísmo e o Sionismo, de Trofim Kychko (1968),
no qual ele expõe “a ideia chauvinista da escolha de Deus pelo povo judeu, a
propaganda do messianismo e ideia de reinar sobre os povos. ” Em A Rastejante
Contrarrevolução, de 1974, em outro livro clássico desta propaganda, escrito
por Vladimir Begun, se lê que “... a Bíblia é um insuperável manual de
sanguinolência, hipocrisia, traição, perfídia e degenerescência moral. ” As
mesmas afirmações foram feitas, anos depois, por José Saramago, o conhecido
escritor português, que jamais negou seu stalinismo.
Agora, chamo atenção para a pedra de toque deste
antissemitismo delirante, de amplitude global, defendido pelos movimentos
comunistas pós-soviéticos e, em especial, pelos trotskistas. Trata-se da
relação entre os nazistas e os sionistas. A história começou a circular na
década de 1970 e apregoava que os sionistas (israelenses) eram sucessores dos
nazistas, afirmação “comprovada pela evidência” de que o próprio Holocausto de
Hitler fora uma conspiração judaico-nazista para se livrar dos judeus pobres,
que não podiam ser usados nos planos sionistas. Na verdade, conforme se
alegava, o próprio Hitler tirava seus planos de Theodor Herzl, o fundador do
sionismo político, em 1898. A revelação soviética seguia: os líderes
judaico-sionistas, que agiam sob ordens de judeus milionários que controlam o
capital financeiro internacional, ajudaram a SS e a Gestapo a arrebanhar judeus
indesejados, ou para as câmaras de gás ou para os kibutzim, iniciando a
colonização judaica moderna da Palestina, e desterrando a população árabe
nativa, dando origem à dramática situação do povo palestino. Essa conspiração
judaico-nazista foi usada como fundamento, pela propaganda soviética, para
acusações de atrocidades contra os governos israelenses, sobretudo durante e
depois da Guerra do Líbano de 1982. A ilação, aqui, era direta: Como os
sionistas já haviam se sentido felizes em se juntar a Hitler no extermínio de
seu próprio povo, conforme publicado no Pravda, edição de 17 de março de 1984,
não causaria espanto que agora massacrassem árabes libaneses, que eles
consideravam sub-humanos.
Mesmo o mais elementar senso de prudência é mandado às favas
pelo fervor militante do antissemitismo comunista oficial, hoje representado
pelas revistas Caros Amigos, Vermelho, ou Marxismo Vivo. Para a grande maioria
das pessoas informadas minimamente sobre Israel, é dizer que Golda Meyer jamais
se referiu aos palestinos de forma abjeta, como Bourdoukan afirma. E aqueles
que conhecem Hannah Arendt sabem que seu texto Eichmann em Jerusalem, foi
conspurcado pelo racismo hidrófobo do articulista de Caros Amigos.e pela
milícia da esquerda confessional. As críticas de Hannah Arendt ao julgamento de
Eichmann a antipatizaram com a liderança do Mapai (o partido socialdemocrata, à
época no poder em Israel, sob a liderança de Ben Gurion), mas nem de forma
remota respaldam as invenções repugnantes que Bourdoukan escreve, nos passos de
Schoennman e dos propagandistas soviéticos.
O antissemitismo é uma patologia moral e política, mas já
produziu desastres suficientemente conhecidos para ser tolerado, seja lá a que
pretexto for. A verdade é que seus propagadores comunistas sempre o exercitaram
metodicamente com cinismo, em nome da fraternidade dos homens, e com isto obtêm
respaldo de organizações e grupelhos de fanáticos prosélitos adeptos de um
espantalho marxista-leninista apodrecido, engajado na luta contra o opressivo
Estado judeu.
A obsessão antijudaica nestes, digamos, setores ideológicos,
chegou a tal ponto que, em 1998, o jornalista José Arbex Junior, editor
especial da revista Caros Amigos, que se diz ultra-pacifista e também é muito
ligado ao Movimento de Trabalhadores sem Terra (MST), de João Pedro Stédile,
escreveu longo comentário sobre uma notícia publicada no Sunday Times, de
Londres, segundo a qual os israelenses haviam sintetizado um vírus que liquida
apenas os árabes e poderia ser propagado por ar ou água. Assim, a disseminação
não apresentaria qualquer risco aos judeus, se viesse a ocorrer nos territórios
palestinos ocupados. O devaneio era explícito: para atingir o objetivo, o tal
vírus teria de possuir algum tipo de crença seletiva, a ponto de se achar capaz
de distinguir entre o DNA de árabes e de judeus ou de seja lá quem for. O ponto
aqui é que vírus não têm crenças, logo não podem ser imbecis. Por isto, jamais
haverá um tão idiota como os antissemitas delirantes que acreditam, como Arbex,
que um vírus étnico possa existir. Dias depois de sua publicação no Sunday
Times, descobriu-se que a notícia reproduzia parte uma novela de ficção de
terceira-linha, jamais publicada e escrita por um ex-funcionário de um
instituto de pesquisas israelense. A história foi desmentida pelo Sunday Times.
A asneira, inspirada na acusação medieval de que os judeus
envenenavam os poços durante a época da Peste Negra, na Europa, serviu para
Arbex discorrer sobre a sinistra ciência praticada secretamente pelo governo
israelense. O jornalista advertia para a degeneração moral dos genocidas
sionistas, capazes de criar um monstro que faria Hitler babar de inveja. E,
obviamente, esbravejava contra o silêncio da mídia mundial sobre a revelação
alarmante.
Os artigos de Bourdoukan e Arbex foram publicados no lugar
certo. Depois de oferecer uma antevisão do Armagedon racial made in Israel,
Caros Amigos revelou que os sionistas foram corresponsáveis pela criação dos
campos de concentração nazistas. Afinal, alguém duvida do que são capazes os
sionistas? Não dizia a judia russa Golda Meyer, segundo Bourdoukan, que as
crianças palestinas são bestas caminhando sobre dois pés? Os antissemitas sempre
foram assim mesmo. Se há algo degenerado que ninguém seria capaz de fazer,
então aparece algum judeu ou sionista, como Golda Meyer, e faz. Nada que venha
a causar estranheza. Afinal, os judeus-sionistas eram os maiores aliados dos
nazistas e inventaram um vírus que dizima os árabes.
Resta-nos esperar, agora, que o Ministério Público Federal,
logo depois o Poder Judiciário, revelem as razões pelas quais essa gente, que
acredita e propaga esta espécie de lixo pelos campi universitários, digam seus
motivos para obter uma relação de israelenses na UFSM. Talvez queiram nos
convencer que praticam um antissemitismo inofensivo, uma forma de discriminação
benigna e indisputável contra os vilões preferidos da humanidade ao longo da
história. Elaborar listas negras de israelenses, neste contexto, pode lhes
parecer, até mesmo, desejável. E assim se apeguem à crença de que não cometeram
crimes, porque estão a falar das fáusticas maquinações judaicas para dominar o
mundo.
Fonte: Mídia Sem Máscara
_________
Luis Milman é jornalista e professor de filosofia.
PRESIDENTE, CONSTRANGEDOR É O SEU GOVERNO!
Por Percival Puggina
Como brasileiro, sinto-me constrangido. Cheguei da
Inglaterra na semana passada. Sem exceção, todas as perguntas que me fizeram
sobre o Brasil, em estações de trem, no metrô e no comércio, se referiam aos
escândalos e à perda de credibilidade do governo. Algo assim é incompreensível
no Reino Unido porque lá o regime proporciona condições para que maus governos
caiam naturalmente, dentro da norma constitucional.
Após as manobras restritivas e antidemocráticas em que
o governo de Nicolas Maduro envolveu o grupo de senadores brasileiros que
visitavam o país, a presidente Dilma avaliou que a iniciativa da oposição
colocou seu governo numa "armadilha", criando
"constrangimento" para o Brasil. O Planalto sustenta que a viagem foi
uma intromissão em assuntos internos da Venezuela.
Ah! Então não é o governo venezuelano que deve ficar
constrangido com o fato de manter oposicionistas presos, há mais de ano, sob a
acusação de estimular manifestações contra o regime bolivariano? Não é o
governo de Maduro que deve corar diante da percepção internacional de que
implantou uma ditadura sobre seu povo, fechando jornais, impedindo a livre
manifestação das ideias, executando manifestantes durante gigantescas
manifestações de rua? Não é a senhora, presidente, que deve ficar constrangida
por sua atitude ao sequer receber as esposas de Daniel Ceballos e Leopoldo
Lopez? Não a constrange a distância entre o nada convincente discurso local
pela democracia e pelos direitos humanos e a afetuosa relação que mantém com as
duas mais perversas e desastrosas ditaduras da América Ibérica?
Lembre-se bem do que seu governo fez quando as instituições
paraguaias - em procedimento lisa e transparentemente constitucional -
destituíram o presidente Lugo. Seu governo enviou observadores. Esses
observadores deram palpite sobre os acontecimentos. A intromissão de seu
governo culminou com a expulsão do Paraguai do Mercosul. Essa manobra escusa
visou, na verdade, a atender o pedido de ingresso, no bloco, da
"democrática" Venezuela, que vinha sendo vetado pelo Senado
paraguaio. Em 2009, fora a vez de Lula proporcionar um tremendo escarcéu quando
da destituição do hondurenho Manuel Zelaya, após sucessivas afrontas à
Constituição do país.
As prisões cubanas ainda mantêm presos alguns dos
dissidentes que foram recolhidos na onda repressiva de 2003. Passaram-se 12
anos! Sucessivas visitas de dirigentes e governantes petistas enfrentaram com
silêncio conivente e sem qualquer constrangimento, os apelos dos familiares dos
presos por uma atitude solidária do Brasil. Nada! Agora, a presidente não se
constrangeu com as manobras para bloquear o tráfego dos senadores em direção ao
presídio, nem com a emboscada armada pelos camisas vermelhas de Maduro. Ela se
considera vítima de uma armadilha e constrangida pela viagem de solidariedade
que promoveram.
__________________
Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense
de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site
www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no
país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e
Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.
Daciolo fala na TV Câmara sobre a questão SALARIAL dos militares, reaparelhamento e educação.
Daciolo fala na TV Câmara sobre a questão SALARIAL dos
militares, reaparelhamento e educação. Boa entrevista.
Publicamos aqui um resumo da entrevista que foi ao ar pela
TV câmara na manha de 19 de junho de 2015.
Ex-secretário do Tesouro, Arno Augustin assume a culpa pelas criminosas “pedaladas fiscais”
Por Ucho.Info
Tudo combinado – De acordo com reportagem publicada nesta
sexta-feira (19) pelo jornal Valor Econômico, em seu último dia de trabalho, o
ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, assinou um documento no qual
assume a responsabilidade pelas “pedaladas fiscais”, as manobras utilizadas
pela presidente Dilma Rousseff em seu primeiro mandato para melhorar
artificialmente as contas públicas.
Ainda segundo o jornal, na interpretação de auditores do
Tribunal de Contas da União (TCU), a Nota Técnica 6, de 30 de dezembro de 2014,
também tem o efeito de isentar a presidente da culpa das manobras.
Os auditores do TCU analisaram que não há ligação direta
entre a presidente e as “pedaladas”. Isso faz com que um possível impeachment
de Dilma devido às manobras fiscais seja improvável. A nota tem força de um
parecer da área técnica e descreve em duas páginas e em 12 tópicos o processo e
as responsabilidades na liberação de recursos pelo Tesouro.
É importante ressaltar que, na última quarta-feira (17), o
TCU decidiu dar um prazo de trinta dias para o governo apresentar argumentos
que justifiquem as decisões da presidência e conter a rejeição das contas
públicas.
Mês passado, quatro partidos de oposição liderados pelo PSDB
solicitaram que a Procuradoria Geral da República (PGR) fizesse um apelo ao
Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar uma denúncia sobre o assunto.
Os peessedebistas alegavam que os atrasos no repasse do
Tesouro para pagar benefícios sociais configura uma violação da Lei de
Responsabilidade Fiscal. Ao atrasar a transferência de dinheiro para bancos,
como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, e autarquias, como o
INSS, o governo estaria ludibriando o mercado financeiro e especialistas em
contas públicas.
Números da CEF mostram que o valor mensal de déficit do
banco em relação ao governo para o pagamento de seguro-desemprego chegou a R$
3,5 bilhões em 2013 e quase R$ 3 bilhões em 2014. Antes disso, nunca havia
ultrapassado R$ 1,19 bilhão. Situação parecida ocorreu com o pagamento de abono
salarial. (Danielle Cabral Távora)
Enxurrada de dados negativos afastam perspectiva de retomada da economia
Denise Campos de Toledo comenta a sequência de dados
negativos que afastam a perspectiva de novidades positivas em relação a
economia brasileira. Clique no vídeo e confira.
sábado, 20 de junho de 2015
Docente da UFMG, em visita na Venezuela, diz que a visita dos Senadores Brasileiros é INOPORTUNA... Ele fala por QUEM ??? Com que AUTORIDADE ???
Por GloboVision
O professor José Luiz Quadros Magalhães da UFMG, em visita à
Venezuela, para realizar um contraponto às
palavras do Senador Aécio Neves, um candidato derrotado, e, à visita dos Senadores brasileiros,
qualificou a iniciativa dos parlamentares como inoportuna.
Declarou que existe um enfrentamento entre a esquerda e a
direita, e que, na Venezuela como no Brasil existem tensões políticas que se
resolveriam através do diálogo.
Assegurou (?), ainda, que na Venezuela nada ocorre de
excepcional com os presos políticos, pois no Brasil também existem pessoas que poderiam ser considerados "presos
políticos"...
Que presos políticos, cara pálida???
Será que ele esta se referindo aos POLÍTICOS PRESOS no
Mensalão? Ou será que está se referindo aos políticos que já estão presos, ou
que virão a ser presos (incluindo o “Grande Chefão) por conta do PETROLÃO???
A guinada conservadora
Por Nivaldo Cordeiro
Comento o editorial do Estadão (http://opiniao.estadao.com.br/noticia...)
que aponta a guinada conservadora na cena política brasileira. Penso que eu fui
o primeiro comentarista a apontar esse fato político. A representação dos
partidos não fala desse fato, que só é compreendido pelas bancadas informais. A
bancada BBB - boi, bíblia e bala - é quem está no comando da Câmara de
Deputados.
Dilma culpa senadores por cerco na Venezuela e diz que 'armadilha' ficou para o governo
Por Veja.com
O colunista Felipe Moura Brasil fala sobre o bloqueio que
impediu senadores brasileiros de visitar opositores detidos em Caracas. O
historiador Marco Antonio Villa também analisa o caso que pode abalar relações
diplomáticas: "Se a ditadura na Venezuela continua, em grande parte é
devida a colaboração brasileira". Lauro Jardim, do Radar on-line, traz
bastidores da relação de toma-lá-dá-cá entre governo e base aliada. E Marcelo
Madureira fala sobre o prazo dado pelo TCU para Dilma Rousseff explicar o
"inexplicável", suas 'pedaladas fiscais'.
Lula é a pior coisa que a política brasileira já produziu
Por Veja.com
Os
prefeitos de diversas capitais se encontram hoje com o presidente do Senado,
Renan Calheiros, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para
discutir possíveis soluções à crise econômica que prejudica as gestões
municipais. De acordo com o prefeito de Manaus, Arthur Virgilio (PSDB-AM), que
era líder da oposição na época em que Lula era presidente "a crise é
herança da época do governo do ex-sindicalista e foi agravada pela gestão
Dilma".
sexta-feira, 19 de junho de 2015
O buraco é mais em baixo
Por Nivaldo Cordeiro
O artigo de Fernão Lara Mesquita (http://opiniao.estadao.com.br/noticia...)
mostra que a grave crise em curso está sendo subestimada, sem que alarmes
tenham soados. Há um perigo existencial iminente assombrando o Brasil. Caberia
ao governo fazer algo, mas Dilma Rousseff está prisioneira de suas
contradições. E de suas mentiras.
Dilma opta pelo meio termo na resolução da aposentadoria
Segundo Denise Campos de Toledo, a presidente Dilma Rousseff
acabou optando pelo meio termo. Ela não vetou simplesmente o fim do fator
previdenciário, mas também não manteve como queria o congresso a fórmula 85-95.
SENADORES BRASILEIROS NA VENEZUELA E A INSANÁVEL CONTRADIÇÃO DO GOVERNO PETISTA
Por Percival Puggina
Comentário sobre a tentativa de senadores brasileiros de
visitar presos políticos venezuelanos punidos por uma ditadura que recebe
irrestrito apoio do governo do PT.
Privatizar a Previdência, seria essa a saída?
Por Veja.com
Rodrigo Constantino alerta para bomba relógio na previdência
e comenta a decisão do TCU de abrir o prazo para Dilma explicar suas
'pedaladas' fiscais. Carlos Graieb, diretor de redação de VEJA.com, também
analisa o veto de Dilma Rousseff na mudança do fator previdenciário:
"queremos uma presidente chimpanzé". Lauro Jardim, do Radar on-line,
fala sobre nova agência da Fiesp e o novo marqueteiro de Paulo Skaf.
Olhem QUEM fala de QUEM... Dilma errou ao não pedir desculpas no dia que tomou posse, afirma Marta Suplicy
Em entrevista à Jovem Pan Online, a senadora Marta Suplicy
afirmou que o principal erro da presidente Dilma Rousseff foi não ter pedido
desculpas pelo primeiro mandato no dia em que tomou posse. "Poderia ser
uma história diferente, se ela tivesse a humildade em dizer que errou e
explicar o que ela tinha que fazer para corrigir os erros", afirma.
A ex-petista ainda falou sobre a atual administração de São
Paulo por parte do prefeito Fernando Haddad. "Ele é perdido, por isso as
coisas não conseguem acontecer."
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Aos trancos e barrancos, governo tenta cumprir ajuste econômico
Aos trancos e barrancos, o governo vai cumprindo o pacote de
medidas que tende a viabilizar o ajuste das conta públicas. Muitas concessões
foram feitas e, no final das contas, o saldo obtido pode não ficar próximo do
que Levy imaginava.
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