quarta-feira, 13 de maio de 2015

A trapaça da estatal que queima arquivos

Por José Nêumanne Pinto

É tolice pensar que, ao esconder a verdade, Petrobrás vai recuperar credibilidade perdida

Como se tivesse sido instada a explicar por que queima gás nos campos de extração de petróleo, a Petrobrás tentou justificar a eliminação de áudios e vídeos em que foram gravadas reuniões de seu conselho de administração nas quais se decidiu a compra funesta e onerosa da refinaria da Astra Oil belga em Pasadena, Texas. Tentar até que tentou, mas não conseguiu.

Não vai ser com a queima confessada de arquivos que podem revelar atitudes criminosas de quem autorizou um negócio tão controverso como foi esse, feito no momento em que presidia o dito conselho a ministra poderosa de dois governos e chefe do anterior e do atual, que a empresa recuperará sua credibilidade perdida. Neste momento em que ineficiência, má gestão, queda do preço do produto que refina e cujos combustíveis vende e, sobretudo, roubo, muito roubo, levaram a estatal a divulgar um balanço com a maior perda em ativos entre as grandes petroleiras do mundo, a confissão inaceitável só vai piorar tudo. O cinismo chegou ao ápice com a entrega dos registros sonoros e visuais das 12 últimas reuniões (desde setembro) do tal conselho à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás – um escárnio da estatal, et pour cause, do governo, ao Legislativo, Poder que representa diretamente o cidadão, acionista majoritário ao qual ela teria de prestar contas.

A apresentação do balanço, que envergonharia qualquer empresa de qualquer porte no mundo, com a agravante de parte do prejuízo ter sido causada pelo mais lesivo escândalo de corrupção da história da humanidade, foi feita em clima de comemoração, “justificada” pela “virada de página” sob nova administração. E também pela “saga de desafios” da estatal desde sua criação, nos anos 1950, sob a égide do enganoso lema publicitário “o petróleo é nosso”. Depois da roubalheira devassada pela Operação Lava Jato, o slogan publicitário passou a ser acintoso pela constatação de que os lucros do negócio nunca foram da Nação, mas, sim, dos eventuais donos do poder no Estado.

Apesar das evidências confirmadas por quantias exorbitantes revelando o fiasco de gestão e a privatização na prática por partidos da aliança governista federal, a ex-presidente de seu conselho de administração e atual presidente da República, Dilma Rousseff, insiste em fantasias absurdas para fugir à responsabilidade pelo que ela chama de malfeitos. Em frases sem confirmação na vida real – tais como “limpou o que tinha de limpar”, “tirou aqueles que tinha de tirar lá de dentro, que se aproveitaram das suas posições para enriquecer seus próprios bolsos” ou “a Petrobrás está de pé” –, suas mentiras são repetidas à exaustão por governistas e em lorotas fictícias da publicidade nos veículos de comunicação.

A confissão da queima de arquivos com a cumplicidade tácita do governo – que comanda a estatal em nosso nome –, dos partidos aliados, da mídia adesista e dos falsos ingênuos, que tentam justificar o furto generalizado com toscos autos de fé populistas, vem agora reforçar o mal-estar causado a nossos estômagos vazios pela desfaçatez. O repórter do Estado em Brasília Fábio Fabrini revelou à véspera do feriadão que, pedida por este jornal, tendo como base a Lei de Acesso à Informação, a entrega de gravações em áudio e vídeo das reuniões em que foi decidida a compra da “ruivinha” em Pasadena foi negada pela Petrobrás. A alegação para negá-la, repetida formalmente à CPI, foi a de que tais arquivos são “eliminados” após a formalização das atas das reuniões.

Até agora a empresa não trouxe a público nenhuma resolução interna nem ordem superior que possam justificar a providência. O que se sabe é que por causa dela a Nação ignora como Dilma agiu ao presidir o colegiado entre 2003 e 2010, quando foi ministra de Minas e Energia e, depois, chefe da Casa Civil dos governos Lula. Isso pode até ter sido providencial, mas certamente não era o mais prudente a ser feito.

As mentiras cabeludas, pois, que Dilma tem contado a pretexto de salvar a Petrobrás da “sanha demolidora” da oposição inerte, se estendem agora à sua atuação em parte relevante do petrolão. Só que nunca ninguém saberá até que ponto ela interferiu no escândalo.

Semelhante episódio histórico mundial foi protagonizado pelo ex-presidente dos EUA Richard Nixon, obrigado a renunciar (para evitar sofrer impeachment inevitável) por ter mentido à Nação. Ele garantiu, em pronunciamento público, que não teve conhecimento da invasão do escritório de campanha de seu adversário democrata, George McGovern, no edifício Watergate, em Washington. Como as reuniões no Salão Oval da Casa Branca são gravadas e nunca eliminadas depois, ficou provado que ele tinha tratado do assunto, sim, e isso o levou ao impasse: renunciar ou ser deposto. E olhe que seu apelido era Tricky Dicky, Ricardinho Trapaceiro.

Exemplo mais próximo de preservação da memória, salva de tentativas de reescrever a história ao estilo stalinista, foi a intervenção do então ministro do Trabalho do governo Costa e Silva, Jarbas Passarinho, que disse, como revela a gravação da reunião em que o AI5 foi oficializado, à disposição de qualquer um sem necessidade de ir a arquivo nenhum: “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência”. A frase foi modificada na ata, que atenuou a aspereza da expressão usada, “às favas”, por “ignoro”. No entanto, na memória coletiva não ficou o eufemismo. E a frase dita e gravada foi resumida para “às favas com os escrúpulos”, título de uma comédia de Juca de Oliveira, sucesso no teatro.

Talvez seja possível numa devassa nos computadores da Petrobrás resgatar imagens e sons e recuperar o que ocorreu nas reuniões e as atas não revelam. Se não for, ficará o travo amargo da trapaça de uma gente que se diz socialista e transparente, mas, enquanto revolve as vísceras da ditadura em Comissões de Verdade, queima arquivos para ocultar a história recente, que a incomoda.




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José Nêumanne Pinto é jornalista, poeta e escritor.

Um equívoco intencional no Ministério da Defesa


O USA Department of Defense reportou, em 5 de maio, que o Presidente Barack Obama nomeou dois novos Chairman and Vice Chairman of the Joint Chiefs of Staff: Marine Corps Gen. Joseph F. Dunford Jr e Force Gen. Paul J. Selva.

Estas funções, na maioria dos países do mundo, são identificadas como COMANDANTE E SUBCOMANDANTE DAS FORÇAS ARMADAS.
O Brasil é o único País, no Mundo Ocidental que, na estrutura do seu Ministério da Defesa, não possui estas duas RELEVANTES posições.

Aqueles que, dentre nós, acompanhamos, ainda na Ativa, a criação do nosso Ministério da Defesa (Governo FHC), verificamos que esta falta não era por um mero equívoco burocrático, mas, sim, absolutamente intencional. 

Nesse ato,  já naquela época, evidenciou-se que longe de implementar a Capacitação Operacional das nossas Forças Armadas, o objetivo era  retirar o poder político (tradicionalmente reconhecido em nossa História como Poder Moderador) das nossas FFAA.

Com isso, ficamos, desde o início desse Ministério, sem as duas figuras mais importantes de qualquer estrutura eficiente e eficaz de Segurança e Defesa. O Cmt das FFAA (secundado por seu Sub) é o mais relevante assessor do Chefe de Estado/Governo, para os assuntos dessa natureza, em qualquer parte do mundo.

O pior reflexo dessa inexistência, é que a sociedade brasileira, de uma maneira geral, pensa que o Cmt das FFAA é o Ministro, função que aqui, ele pode até se arvorar a exercer, mas que jamais exercerá; até porque, refletindo sobre todos aqueles que ocuparam esse cargo, nenhum deles soube/sabe qual é a diferença de uma Bda para um GC, ou o que seja rasância e flanqueamento de uma metralhadora.

Alguns deles, inclusive (talvez estimulados por assessores carreiristas de plantão), tiveram a ousadia (tremenda cara-de-pau) de comparecer a cerimônias militares trajando os nossos uniformes (não raro, o nosso sagrado Camuflado com Boina), e se apresentando  com  as insignias de Gen Ex, e com Bastão de Comando. ABSOLUTAMENTE PATÉTICO!!!

Mas, o pior dessa inexistência é que o fato de o Ministro eminentemente político (não raro, um péssimo político, como atualmente, em que a condição sine qua non é ser lulo-petista-bolivariano-marxista-leninista), num momento de crise, não está aparelhado para a tomada de decisões que, em crises/conflitos em qualquer País do mundo ocidental, são tomadas pelo verdadeiro Cmt Operacional das FFAA.

Hoje, temos aí a Chefia do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, tão "prestigiada" que, recentemente, o atual Ministro criou uma tal Secretaria Geral (que ainda não justificou a que veio) diretamente subordinada a ele,  e que, hierarquicamente (na estrutura do Ministério), está acima do CEMCFA.

Procurem saber quem é, e o que faz o (a) tal Secretário(a) Geral ... LAMENTÁVEL!!!

Um forte abraço, BRASIL ACIMA DE TUDO!



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Alvaro de Souza Pinheiro é General de Brigada, reformado.

Cunha INVASÃO de seu gabinete viola CONSTITUIÇÃO !


terça-feira, 12 de maio de 2015

A REVOLUÇÃO ATRAVÉS DAS TOGAS


Só não vê quem não quer: um STF onde não existam liberais nem conservadores, onde todos, num grau ou noutro, sejam "progressistas" ou marxistas, selecionados a dedo pelo mesmo partido, é uma revolução através das togas. Dispensa luta armada ou desarmada, dispensa Gramsci, movimentos sociais, patrulhamento. Bastam onze homens e seus votos. E tudo fica parecendo Estado de direito.

A bússola das decisões normativas sobre a vida nacional, sobre os grandes temas, está saindo do Congresso, onde opera a representação proporcional da opinião pública. Aquela história dos três poderes, este faz a lei, aquele executa e aquele outro julga - lembra-se disso? - vai para as brumas do passado. Há mais de três décadas estão sendo transferidas para o Judiciário deliberações que vão do acessório ao essencial, do mais trivial ao mais relevante. Já escrevi muito sobre tal anomalia e percebo que a migração prossegue, através dos anos, com determinação e constância.

A judicialização da política, braços dados com o ativismo judicial, causa imensas preocupações cívicas. Opera uma revolução silenciosa. Não usa barracas de campanha, não cava trincheiras e não precisa de arsenais. Ataca a partir de luxuosos gabinetes. Reúne-se em associações e congressos de magistrados militantes. Seu material bélico está contido em meia dúzia de princípios constitucionais que disparam para onde a ideologia aponta.

O QG dessa conspiração sofreu uma derrota, terça-feira, com a aprovação da PEC que postergou para os 75 anos a aposentadoria compulsória dos magistrados. Mas isso não resolve o problema diante do mal que atacou o caráter republicano da nossa democracia - o instituto da reeleição - cortando o movimento pendular do poder. Se o Congresso, e especialmente o Senado, não reagir, se for aprovada a inacreditável indicação do Dr. Fachin (que até o Lula teria achado "basista" demais), se aprofundará o abismo entre o pluralismo como inequívoco princípio constitucional e a composição do STF.


É algo de que, aparentemente, ninguém se deu conta. Pluralismo é pluralismo. Dispensa interpretação. É um severo princípio impresso no preâmbulo da Constituição. Como pode ele ser desconsiderado quando se trata de indicar membros para a mais alta corte do Poder Judiciário (isso para não falar nos demais tribunais superiores)? É admissível que os membros desse elevado poder expressem o ideário e os interesses de uma mesma corrente política? O que a presidência da República vem fazendo e o Senado aprovando é uma revolução branca, via totalitarismo judiciário. Toleraremos, aqui, o que já aconteceu na Venezuela?

Nas mãos do PMDB: Renan é quem pode abrir ou fechar as portas para Fachin



A presidente Dilma tenta a todo custo convencer o presidente do Congresso Renan Calheiros a apoiar a eleição de Fachin para o STF. A decisão está nas mãos do PMDB. Dilma perdeu força e pode ser derrotada de novo. Acompanhe os bastidores com Joice Hasselmann e a equipe de reportagem de VEJA.

Dívida com o Diabo


A morte política é o destino dos senadores que desertarem para render-se a Fachin


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O que houve com Álvaro Dias?, perguntam-se os milhões de paranaenses que votaram em outubro passado num candente opositor do governo lulopetista e acabaram reconduzindo ao Congresso um aliado incondicional de Luiz Edson Fachin? Como entender que um porta-voz do Brasil decente no Legislativo se tenha transformado em cabo eleitoral do doutor escolhido por Dilma para tornar majoritária no Supremo a bancada dos ministros da defesa de culpados?

Decidido a instalar Fachin no gabinete prematuramente esvaziado por Joaquim Barbosa, o senador do PSDB assumiu sem explicões razoáveis (e sem ficar ruborizado) o papel de estafeta de um caçador de togas. Uma guinada e tanto para esse paulista de Quatá criado em Londrina que, desde a ascensão do lulopetismo ao poder, tem sido um dos raríssimos integrantes da oposição partidária em permanente sintonia com o país que presta.

Antes de escancarar-se a estranha parceria com Fachin, a bela voz de locutor de rádio, sempre afinada com a voz rouca das ruas, ensinou em centenas de pronunciamentos corajosos como falar com fluência a linguagem dos indignados. Aos 71 anos, Álvaro Dias mudou de rumo e de lado. O tribuno veemente deu lugar ao homem que murmura pedidos de votos para uma ameaça ambulante ao Estado Democrático de Direito.

Alguma coisa parece ter-lhe confiscado o instinto de sobrevivência. Em rota de colisão com centenas de milhares de manifestantes exaustos de corrupção e incompetência, Álvaro Dias se nega a compreender que o apoio a Fachin é uma forma especialmente desonrosa de suicídio eleitoral. É um pecado sem remissão. Como descobriram tarde demais os senadores Demóstenes Torres e Kátia Abreu, não existe uma segunda chance para quem acampa voluntariamente na catacumba dos que capitularam por tão pouco. Ou quase nada.

O surto de suicídios políticos assumirá dimensões endêmicas se a bancada oposicionista não enxergar a tempo a relevância da sabatina a que Fachin será submetido na Comissão de Constituição e Justiça — e, sobretudo, a importância histórica da votação no plenário que decidirá em última instância se o eleito por Dilma merece um lugar no Supremo. Não merece, saberá o Brasil se os senadores cobrarem respostas que dissipem pelo menos as zonas de sombra localizadas por VEJA na edição desta semana.

1) Por anos a fio, Fachin foi simultaneamente procurador-geral do estado e advogado militante. A esse acúmulo de funções, proibido pela Constituição paranaense e, portanto, ilegal, soma-se uma agravante só contornada por gente dotada do dom da ubiquidade: o duplo emprego não impediu que Fachin continuasse a dar aulas na universidade. A sabatina precisa esclarecer esse milagre da multiplicação do tempo.

2) Em numerosos artigos, entrevistas e discursos, Fachin deixou claro seu menosprezo pelo preceito constitucional que garante a propriedade privada no Brasil. Se é que mudou de ideia, por que nunca se desmentiu?

3) Fachin sempre foi ostensivamente simpático ao MST, uma velharia comunista que não tem existência jurídica. Os laços afetivos permanecem? Como estão no momento as ligações promíscuas entre quem deveria defender o cumprimento das normas legais e o bando comandado pelo fora da lei João Pedro Stédile?

4) Fachin sempre defendeu a desapropriação de terras produtivas para fins de reforma agrária, sem o pagamento de indenização aos proprietários lesados. Recuperou o juízo ou ainda é tripulante da nau dos insensatos?

Há mais, muito mais. Mas o que acima se leu informa que a presença de um Fachin no STF pode ser ainda mais ruinosa que a de um Dias Toffoli. Como ocorre agora, também os defensores do ex-advogado do PT, ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil e chefe da Advocacia-Geral da União garantiram que quatro ou cinco sessões do Supremo bastariam para que o novo ministro proclamasse a própria independência. Erraram feio, sabe-se hoje.


O Brasil de 2015 é outro. As multidões nas ruas avisam que não são poucos os providos do sentimento da vergonha. Contam-se aos milhões os que mantêm sob estreita vigilância os senadores eleitos para fazerem oposição. Quem trocar a oposição pelo amém ao governo não escapará do castigo reservado aos desertores.

Repórter acusa Obama de mentir sobre morte de bin Laden


Repórter acusa Obama de mentir sobre morte de bin Laden (foto: EPA)
Repórter acusa Obama de mentir sobre morte de bin Laden 
(foto: EPA)
Vencedor de Pulitzer contraria versão oficial da Casa Branca

(ANSA) - O jornalista Seymour Hersh, vencedor de um prêmio Pulitzer, acusou o presidente norte-americano, Barack Obama, de ter mentido sobre a morte de Osama bin Laden, ex-líder da Al-Qaeda.

Em um artigo publicado na "London Review of Book", ele afirmou que a operação que matou o terrorista em 2011 não foi "totalmente norte-americana", como a Casa Branca sempre sustentou. O jornalista defendeu que o sucesso do plano só foi possível com a colaboração da inteligência paquistanesa.

Hersh citou uma fonte da inteligência norte-americana, segundo a qualbin Laden não estava se escondendo em uma casa em Abbottabad, mas sim, estava sendo mantido prisioneiro pelas autoridades paquistanesas. Os EUA teriam ficado sabendo da informação através de uma fonte que cobrou US$ 25 milhões.

Segundo o repórter, os serviços secretos do Paquistão encontraram o terrorista em 2006. Ele foi mantido refém e usado para que talibãs e outros extremistas parassem suas atividades no Paquistão e no Afeganistão. A Casa Branca, por sua vez, alegou que as denúncias do vencedor do Pulitzer nos anos 1970 não têm fundamento. 

De acordo com a versão oficial, a inteligência norte-americana descobriu que bin Laden se escondia em uma casa em Abbottabad, no Paquistão, após uma série de investigações da CIA. Uma equipe de Navy SEAL invadiu o local em 2 de maio de 2011 e matou o líder da Al-Qaeda. (ANSA)

Petrobras como vítima de empreiteiras? É tese para confortar idiotas e estatistas. Ou: A santinha do lupanar


Olhem aqui: uma coisa é as empreiteiras pagarem uma multa pesada — decida-se quanto na instância adequada; não é problema meu — em razão das malandragens que foram feitas em parceria com a Petrobras. Outra, muito distinta, é a estatal recorrer à Justiça cobrando ressarcimento das empreiteiras. Aí, tenham a santa paciência, não é mesmo?

Isso só acontece, assim, com essa desfaçatez, porque se inventou a tese absurda, falsa, mas verossímil para os cretinos, de que a estatal é apenas vítima da sem-vergonhice.

Vocês sabem muito bem que não me conformo com essa tese desde o primeiro dia. Ela é a filha bastarda e supostamente virtuosa do estatismo mais xucro.  Sustentar que a Petrobras foi vítima de alguma coisa corresponde, no terreno da ética política, a isentar o modelo que fez — e faz — com que a empresa seja campo de manobra de um partido político.

Se eu fosse um dos empreiteiros da Lava Jato, recorreria à Justiça, acusando a Petrobras de chantagem e de extorsão. Sei, os empreiteiros não vão fazer isso… Passaram tanto tempo grudados nos países baixos do petismo que acabaram perdendo a moral — e o moral — para reagir.

Não, senhores! Não há santos nessa história. A Petrobras posar agora de moça virtuosa e traída é dessas coisas que condenam não o presente, mas o futuro do Brasil. Era só o que faltava: a Petrossauro, agora, como São Jorge de lupanar…

Leiam texto da VEJA.com.

A Petrobras vai entrar com ação cívil contra cinco empreiteiras e alguns de seus executivos envolvidas na Operação Lava Jato, pedindo ressarcimento de cerca de 1,3 bilhão de reais, disse a estatal nesta sexta-feira.

O valor pode ser ainda maior se acrescido de multas e danos morais. Apesar de ter sido parte atuante no polo passivo da corrupção do petrolão, a estatal insiste na tese de que é vítima na investigação e, por isso, continuará entrando com ações na Justiça.

A companhia já havia acionado individualmente na Justiça as construtoras Engevix e a Mendes Junior e alguns dos seus executivos, e deverá entrar com ação contra outras três empresas pedindo o ressarcimento total de cerca de 452 milhões de reais. O montante considera reparos por danos materiais e multa, além de pedido de indenização por danos morais, cujos valores serão quantificados no decorrer do processo.

Nas próximas semanas, a Petrobras ingressará, também como coautora, em outras três ações, envolvendo contratos com as empresas Camargo Corrêa, OAS e Galvão Engenharia, totalizando pedido de reembolso de aproximadamente 826 milhões de reais.

“Essas ações se somam a um conjunto de medidas que estão sendo adotadas para garantir o ressarcimento integral dos prejuízos sofridos pela companhia, inclusive aqueles relacionados à sua reputação, e reforçam o compromisso da Companhia em cooperar com as investigações”, disse a estatal, em nota.

A Operação Lava Jato da Polícia Federal e do Ministério Público investiga um esquema bilionário de corrupção envolvendo contratos da Petrobras com as maiores empreiteiras do país, e que teria desviado recursos para partidos políticos, políticos, operadores e ex-executivos da Petrobras.

Nesta semana, a Justiça Federal do Paraná autorizou a devolução de 157 milhões de reais à Petrobras dos recursos repatriados de contas no exterior do ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco.

STF pede a Janot parecer sobre laços de Toffoli com empreiteiro


O ministro Toffoli e o empreiteiro Léo Pinheiro: festas de aniversário, presentes e visitas para tratar de assuntos de interesse da OAS, uma das principais construtoras envolvidas no escândalo da Petrobras
O ministro Toffoli e o empreiteiro Léo Pinheiro: festas de aniversário, 
presentes e visitas para tratar de assuntos de interesse da OAS, uma 
das principais construtoras envolvidas no escândalo da Petrobras
(Beto Barata / Folhapress/Estadão Conteúdo)
Teori Zavascki envia ao procurador-geral da República relatório da PF com mensagens que mostram proximidade de ministro do Supremo com réu da OAS

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), enviou para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o relatório da Polícia Federal com mensagens telefônicas que mostram a proximidade dos ministros Dias Toffoli, do STF, e Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e réu do petrolão. Léo Pinheiro estava preso até a semana retrasada. Foi solto por uma decisão apertada da 2ª Turma do STF - e, para isso, contou com o voto decisivo do amigo Dias Toffoli. De acordo com a Procuradoria Geral da República, Janot vai decidir até a semana que vem quais providências vai adotar no caso.

Reveladas por VEJA, as mensagens descobertas pela Polícia Federal nos telefones celulares de Léo Pinheiro mostram que o empreiteiro frequentava a residência de Dias Toffoli. Léo Pinheiro era convidado para as festas de aniversário de Toffoli, e aparece pedindo a um funcionário que providenciasse um presente para o ministro. As mensagens também citam uma reunião entre Pinheiro e Toffoli em 2013. Apesar da proximidade com o réu, Dias Toffoli não viu nenhum problema em participar do julgamento que o libertou.

Os arquivos coletados nos celulares de Léo Pinheiro foram reunidos em um relatório de 26 páginas, enviado sob sigilo a Teori Zavascki. Na semana retrasada, Zavascki encaminhou o documento para que Rodrigo Janot se manifeste sobre as providências a serem adotadas tanto em relação a Dias Toffoli quanto a Benedito Gonçalves.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Procuradoria Geral, Janot está analisando o material. "A resposta deve ser encaminhada ao STF em até 15 dias", informou a Procuradoria-Geral da República em nota na semana passada. O procurador-geral pode, por exemplo, questionar a participação de Dias Toffoli nos julgamentos relacionados à Lava Jato. Também cabe a ele solicitar a abertura de investigação sobre as relações tanto de Toffoli quanto de Benedito Gonçalves com o ex-presidente da OAS. Outra opção de Janot é engavetar o relatório: ele pode simplesmente propor o arquivamento do material.

No caso de Benedito Gonçalves, Janot pode sugerir a remessa do material ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro do STJ trocava mensagens diretamente com Léo Pinheiro e costumava pedir favores diversos, inclusive para parentes. Benedito estava em campanha para ocupar a vaga deixada por Joaquim Barbosa no STF e, para realizar o que chama de "projeto pessoal", chegou a pedir a "ajuda valiosa" do empreiteiro, amigo do peito de Lula. Gonçalves era um dos preferidos do ex-presidente para o posto.


A VEJA, Dias Toffoli afirmou por meio de nota que conhece Léo Pinheiro, mas que "não tem relação de intimidade e não se recorda de ter recebido presente institucional dele ou da empresa OAS". O ministro não respondeu à pergunta sobre as visitas do empreiteiro a sua residência. Benedito Gonçalves, por sua vez, não se pronunciou.

Dilma aposta em agenda positiva para afastar crise



O colunista do Radar on-line fala sobre a grande aposta do governo para essa semana, o lançamento de um programa de concessões na área de infraestrutura. Augusto Nunes comenta a reportagem de capa de VEJA e a indicação de Fachin para vaga no STF: "Os senadores finalmente redescobriram a importância da sabatina”. Do Rio de Janeiro, Felipe Moura Brasil afirma que "para o Brasil é melhor ser órfão do que ter uma mãe como Dilma”.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

"Si vis pacem, para bellum !!!"

Por Robson Merola de Campos

Seria motivo de sonoras risadas se não fosse tão preocupante. Refiro-me ao programa eleitoral do Partido dos Trabalhadores que foi transmitido na noite de 05/05/2015 em cadeia nacional de rádio e televisão. Esqueça o fato de que a presidente Dilma Rousseff não apareceu no programa, exceto em uma muda pontinha de menos de um segundo. Ignore a grandiloquência do texto pronto, redigido por profissionais regiamente remunerados, e interpretado – sim senhor, interpretado – por dois atores que parecem ser pessoas comuns, que você gostaria de convidar para um bate-papo acompanhado de uma bebida. Finja que não está vendo as imagens cuidadosamente elaboradas, com atores/figurantes escolhidos a dedo. Nada disso é importante, nem a fotografia espetacular, apesar de fazer o conjunto harmônico, impactante e agradável aos mais desavisados.

Aliás, é justamente aqui que devemos começar a concentrar nossa atenção: aqueles 600 segundos de propaganda eleitoral cuidadosamente elaborada foram dirigidos não para a nação brasileira, como um todo, mas para uma parcela da nação. Aquela parcela que sempre é alvo da propaganda petista/esquerdista/comunista: os mais desavisados; aqueles que acreditam em tudo que veem, que não possuem senso crítico. Aqueles que acham que é verdade porque apareceu na televisão. Perdoem-me a crueza das palavras, mas, o tempo da elegância já se foi. O PT, mais uma vez, mira na população mais pobre do país, e dispara tiros certeiros, pois, não é de hoje que eles têm aperfeiçoado a técnica. Se a luta armada fracassou no passado, nos dias atuais, a batalha da comunicação tem sido ganha com louvor pela esquerda do Brasil. Duvida? Vide o resultado das últimas eleições presidenciais...

É evidente que esse mesmo programa eleitoral já rendeu derrota política ao partido governista, no mesmo instante em que era transmitido. A famosa PEC da bengala, foi votada pelo Congresso Nacional no final da noite de 5 de maio e entrará em vigor imediatamente. Os juízes de tribunais superiores passam a se aposentar com 75 anos, e não mais 70 anos. Com isso, a presidente Dilma poderá deixar de nomear mais cinco integrantes do STF durante o restante do seu mandato (se ela estiver lá até o final...). Fraco consolo tendo em vista o aparelhamento do STF pela máquina petista (lembre-se dos empreiteiros presos por ordem do Juiz Federal Sergio Moro e que foram soltos pelo STF há poucos dias!). O PMDB, que em tese integra a base governista, não gostou nem um pouco de ver Lula criticando o projeto de lei da terceirização, mas, “esquecendo-se” de mencionar que o Planalto enviou diversas medidas que retiram ou diminuem direitos dos trabalhadores brasileiros, entre elas, o endurecimento das regras para acesso ao seguro-desemprego. Isso, em plena recessão, quando trabalhadores perdem seus postos de trabalho aos milhares... E esse mesmo PMDB já mandou um recado para o Planalto: o caldo vai engrossar!

Ora, será que a cúpula do Partido dos Trabalhadores (leia-se Lula) não havia previsto tal revés no Parlamento? Difícil acreditar, pois, estão no poder há mais de uma década... Sabem como são “sensíveis” nossos políticos. Porém, Lula e o PT, estão acostumados a fazer e acontecer no país, sem se importar com as consequências. Aliás, o aparelhamento do Estado está aí é para isso mesmo: minimizar ou eliminar consequências (olha o STF aí de novo!). Então, se tais derrotas no Parlamento eram previsíveis, por que o PT adotou tal tática que em termos políticos mais parece suicida, pois retira do governo Dilma Rousseff apoio fundamental do Congresso? A resposta parcial pode ser encontrada na fala do ex-presidente Lula, durante sua participação no referido programa. Mais uma vez, Lula prega a cizânia no país, persuadindo os “pobres” que ele e seu partido estão ao seu lado, e todos os outros estão contra. Cita especificamente o Projeto de Lei que trata da terceirização. E usa a palavra “luta” diversas vezes, como um verdadeiro mantra. Lula pode ser tachado com diversos adjetivos negativos ou positivos, mas um defeito não lhe pode ser atribuído: burro ele não é. E antes de torcer o nariz ou parar de ler, lembre-se que se Lula fosse estúpido, não teria sido eleito presidente por duas vezes e nem teria pegado uma ilustre desconhecida e comprovadamente incompetente e a transformado em Presidente da República. Lula sabe perfeitamente do que estava falando e para quem estava falando. Percebe que as portas estão paulatinamente se fechando para ele e para o seu partido. Mais cedo ou mais tarde, algum investigado em uma das inúmeras operações levadas à cabo pela Polícia Federal falará. E o nome de Lula será incluído no rol dos investigados/denunciados pelos crimes que cometeu.

Acuados como estão, Lula e o PT, já estão programando o próximo passo: convencer uma parcela significativa da população que eles e somente eles são os responsáveis pelos avanços sociais dos trabalhadores do Brasil. Que Lula e seu PT foram os únicos responsáveis pela ascensão social das classes mais baixas (que incrivelmente continuam dependendo das benesses governamentais – bolsa família e etc.). Que todos os outros, inclusive o grosso do Parlamento, estão contra os pobres. Que ele, Lula, é o salvador da pátria (e como os brasileiros gostam de um “salvador da pátria”!). Que ele, Lula, é o santo visionário que poderá tirar o Brasil do buraco. E que, se por ventura, alguém disser algo contra é porque está mentindo e quer devolver os trabalhadores/pobres brasileiros “para o início do século passado, quando eram cidadãos de terceira classe”. É preciso o devido cuidado antes de desprezar de plano a argumentação petista/lulista. Repito: estúpido Lula não é. Ele está usando a mesma arma (o marketing) que assegurou ao seu partido pelo menos três vitórias consecutivas em eleições presidenciais. Não seriam quatro, perguntaria o leitor atento? Não, respondo eu. Explico: tenho sérias dúvidas sobre a lisura do último processo eleitoral.

Ao final da propaganda petista há um chamamento para a militância e simpatizantes para comparecerem ao Congresso do PT que ocorrerá em Salvador – BA no próximo mês. Aquele mesmo congresso, que, divulgou seu caderno de teses tendo na capa o sugestivo título “um partido para tempos de guerra”. Que ninguém se iluda. O Brasil está a beira da ingovernabilidade. O caos econômico e social está batendo à porta. Saúde, educação, segurança pública estão entregues às traças. A calculada inabilidade política do PT e o aparente distanciamento entre o partido e a presidente Dilma serve a um propósito claro. Preparar o caminho para inflamar as massas. Pode ser que tenham sucesso ou não. Mas, em hipótese alguma podemos ignorar a possibilidade. Nicolau II ignorou os avisos do embaixador britânico Sir George Buchanan sobre a grave situação da Rússia, no início do século passado. Resultado: a sua abdicação forçada e consequente execução juntamente com sua família, pelos bolcheviques liderados por Vladimir Lênin. E o início de um dos períodos mais sombrios da história da humanidade com a dominação comunista. No Brasil dos dias atuais, não existe monarquia. Mas, o alvo que os petistas/esquerdistas/comunistas miram é bem claro: a elite. E por elite, considerem-se todos que não comungam com o ideário deles. Se os petistas alcançarão seus objetivos dependerá muito mais de todos nós, que nos opomos a esse projeto de poder, do que deles. As armas petistas/esquerdistas/comunistas já são conhecidas. Seu poder de manipulação também. Se nós, patriotas, cruzarmos os braços e ficarmos somente esperando, pode ser que um dia, tal qual Nicolau, tenhamos um triste fim. O Brasil não merece isso. Justamente por isso, a velha máxima dos soldados profissionais deve agora, mais do que nunca, ser colocada em prática: “se quiseres a paz, prepara-te para a guerra”!




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Robson Merola de Campos é advogado.

Se não reagirmos, Brasil se transformará numa Venezuela...



O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), fez um alerta hoje (7/5) sobre o processo de "venezuelização" do Brasil. Em audiência pública com as esposas de opositores ao governo da Venezuela, Lilian Tintori de Lopez e Mitzy Capriles de Ledezma, o senador apontou que os mesmos elementos que levaram a implantação do regime bolivariano no país governado por Nicolás Maduro estão sendo adotados no Brasil. "Se o povo não reagir poderemos ver no Brasil a mesma situação da Venezuela com opressão e até morte de opositores", denunciou Caiado.

Ajude Dilma a cortar Ministérios


Dilma, de volta à clandestinidade



Noblat comenta a vida dura de uma presidente rejeitada

domingo, 10 de maio de 2015

Mais um filhote do acasalamento da roubalheira com a incompetência que devastou a Petrobras



Em 2014, a Petrobras foi a 30 ª colocada no ranking das maiores empresas de capital aberto do mundo, divulgado anualmente pela revista Forbes. O ranking de 2015, que acaba de sair, informa que a estatal saqueada pela quadrilha do Petrolão despencou quase 400 posições. Mais um desastroso filhote do acasalamento da roubalheira com a incompetência, produzido e dirigido por figurões da seita lulopetista.

Entre 2004 e 2012, enquanto o maior esquema corrupto desde o Dia da Criação engolia 110 reais a cada cinco segundos, Lula e Dilma aconselhavam o resto do planeta a mirar-se no exemplo da Petrobras. Ainda bem que gente sensata joga no lixo conselhos recitados por embusteiros de nascença.

CPI da Petrobras vai votar convocação de Lula, garante presidente



O silêncio do ex-presidente Lula sobre o petrolão está com os dias contados. Já na semana que vem os deputados da CPI da Petrobras votam o pedido para que o chefe oculto do mensalão de detalhes sobre o propinoduto da estatal. Em entrevista exclusiva a TVEJA, o presidente da CPI, Hugo Motta, garantiu que "todos os requerimentos serão pautados, inclusive o de Lula".

Lula na CPI da Petrobras: Onyx Lorenzoni protocola pedido de convocação.


Onyx Lorenzoni (DEM-RS) protocolou o pedido de convocação de Lula à CPI para explicar as acusações de tráfico de influência no BNDES e no esquema de corrupção da Petrobras.

“Será uma ótima oportunidade para o ex-presidente, hoje cidadão comum, explicar suas relações com o BNDES e com o clube do bilhão”, disse o deputado federal.


Será uma ótima oportunidade para Onyx emparedar o lobista da Odebrecht.

Ônyx

CPI da Petrobras: deputada quer que Mantega explique malabarismo para esconder prejuízo da estatal


guido_mantega_40Banco dos réus – Um dos mais incompetentes serviçais do Palácio do Planalto nos últimos doze anos, o ex-ministro Guido Mantega pode ser o próximo petista a ter de se explicar na CPI da Petrobras. Integrante da comissão parlamentar de inquérito criada para investigar as roubalheiras que embasaram o Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história, a deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) anunciou que protocolará requerimento pedindo a convocação de Mantega.

O objetivo do requerimento é obrigar o ex-titular da Fazenda a explicar aos parlamentares o que lhe motivou a tentar impedir a divulgação das perdas de R$ 88,6 bilhões no patrimônio da Petrobras em reunião do conselho administrativo da empresa realizada em janeiro deste ano. O cálculo foi feito pela consultoria Deloitte e pelo banco BNP Paribas. Na opinião da parlamentar maranhense, o ex-ministro precisa ser ouvido imediatamente.

A informação sobre a postura de Mantega foi descoberta pelo jornal “Folha de S. Paulo” na gravação da reunião em que houve embate durante oito horas e na qual ficou decidido admitir uma desvalorização dos ativos da estatal de quase R$ 45 bilhões. A divulgação irritou a presidente Dilma Rousseff que, cinco dias depois, demitiu Maria das Graças Foster, então comandante da Petrobras, que havia defendido a publicação dos números.

À época do impasse que terminou com sua demissão, Foster chegou a afirmar que os prejuízos da estatal com o escândalo de corrupção e outros penduricalhos criminosos chegaram à absurda cifra de R$ 88 bilhões, número confirmado pela consultoria. Arquivos de áudio das reuniões da companhia, desde setembro do ano passado, estão em poder da CPI da Petrobras.

“Ele precisa se explicar para deixar claro qual a motivação real de sua defesa insistente pela não divulgação do prejuízo. O ex-ministro tem que dizer se estava a serviço de alguém e se teria sido a presidente Dilma que lhe recomendou agir para esconder do mercado os dados negativos da empresa. Como conselheiro da Petrobras, Mantega agiu de maneira irresponsável. Foi um conselho muito caro para os cofres e a credibilidade da Petrobras”, afirmou Eliziane Gama.

A deputada lembrou ainda que a postura de Mantega é um exemplo claro do mal que o aparelhamento político de estatais causa para o país. “O ex-ministro da Fazenda sugeriu que a empresa petrolífera desrespeitasse as regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ao esconder os resultados. Trata-se de uma atitude completamente irresponsável. Não é a toa que a economia do Brasil chegou ao ponto em se encontra”, criticou a integrante da CPI da Petrobras.

Lula confidenciou crime contra ESTADO BRASILEIRO


O FÜHRER DE GARANHUNS


O que efetivamente mobilizou o nazismo contra os judeus não foram as destrambelhadas especulações biológicas que apenas favoreceram o trabalho sujo dos que executaram as políticas de extermínio. A causa principal foi o mito da "conspiração judaica", difundindo a ideia do poder econômico do povo judeu e a ele atribuindo a culpa pelos males nacionais. Ao longo da história, mobilizações nacionalistas sempre procuraram identificar um inimigo interno ou externo, direcionando-lhe as animosidades. No nazismo, a exemplo do comunismo, foi acionado este fermento revolucionário que excita os piores sentimentos: a falácia de que o outro, como indivíduo, raça ou classe seja, objetivamente, causador da pobreza do pobre.

 Observe, então, o que vem sendo proclamado sobre a "elite branca de olhos azuis" pelas personagens mais aguerridas do petismo (do topo lulista à base militante). Lula e os seus não cansam de repetir que essa elite não gosta de pobre, é contra sua prosperidade e se enoja com a presença de gente humilde nos aeroportos e nas universidades. Por quê? Ninguém esclarece. O importante é repeti-lo à exaustão. E o PT é perito em papaguear bobagens tantas vezes quantas sejam necessárias para assemelhar à verdade algo que não tem o menor fundamento. Além de tornar a nação respeitável ao proporcionar a dignidade de todos os cidadãos, o progresso material das classes mais humildes é desejável por todos os segmentos sociais, inclusive por aqueles contra os quais o PT pretende instigar a malquerença dos pobres. Entre os muitos benefícios humanísticos e ganhos de ordem ética, a ascensão social dos mais carentes significa, para todos, maior segurança e maior dinamismo na vida econômica e social. É bom para todo mundo. É assim que a civilização avança. No fundo, até o Lula sabe disso.

No entanto, o führer de Garanhuns e seus propagandistas goebbelianos precisam do ódio como fator de luta (segundo ensinou Che Guevara). E nada melhor do que aprender com Hitler o modo de suscitar ódio contra quem tem mais. Basta proclamar aos pobres que essas pessoas, brancas de olhos azuis, são a causa de sua pobreza, que estes iníquos não toleram conviver com eles e que, por soturnos motivos, querem preservá-los na miséria. Difundir tais teses após as experiências do nazismo deveria ser capitulado como crime. Numa hipótese mais branda, ser tratado como sociopatia.

Tão perigoso quando o que estou descrevendo é não se importar com isso e considerar que se trata apenas de uma estratégia, sem efetivas consequências sociais e políticas. Era exatamente o que pensava a maioria dos alemães até bem perto do final da guerra.

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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.