segunda-feira, 14 de julho de 2014

Cientistas refutam alarmismo com “derretimento” da Antártida




Antártida continente com 70% da agua doce do mundo, vulcões e montanhas
Antártida continente com 70% da agua doce do mundo, 
vulcões e montanhas
A recuperação cíclica da calota polar do Ártico levou os ecologistas a buscar na Antártida uma nova “prova” – na verdade, um pretexto – para justificar a ‘montagem’ ambientalista radical de um futuro aumento apocalíptico do nível dos mares.

Tomados de súbito interesse pela Antártida – e não por toda ela, mas apenas pela costa ocidental, ou Antártida do Oeste – ‘verdes’, apocalípticos e mídia esqueceram-se do Ártico.

Sem darem nenhuma explicação ao púbico, por eles ludibriado e apavorado durante alguns anos pela manipulação do derretimento cíclico do Ártico, correm agora para espalhar pânico pelo suposto derretimento do gelo antártico.

Enquanto a calota de gelo do Ártico é muito pouco profunda e seu derretimento não produz efeitos sensíveis, a massa de gelo acumulada na Antártida é colossal.

A Antártida é um continente com planaltos, sistemas montanhosos e vulcões. É também o mais alto em média (acima de 2.000 metros), o mais frio e seco, com ventos registrados de até 320 km/h.

Seu manto de gelo possui em média dois quilômetros de espessura, sendo a máxima de 4.776 metros. O volume dessa cobertura é estimado em 25,4 milhões de quilômetros cúbicos, que contêm 70% de toda a água doce do planeta.

Por certo, água doce não falta, mas esse volume parece uma ninharia se comparado ao volume de água salgada nos oceanos: 1,332 bilhões de quilômetros cúbicos!

Dados da Woods Hole Oceanographic Institution, de Massachussetts, instituição privada que investiga desde 1930 as relações entre as massas de água e o resto do planeta.

A Antártida pode derreter-se toda que os oceanos pouco vão mudar; nem New York, nem o Rio de Janeiro serão engolidos pelas águas.

Vulcões e não o aquecimento global explicam 
derretimento parcial de alguns glaciares
Porém, o viés alarmista dos infatigáveis ambientalistas exagera dados colhidos na Antártida do Oeste – e quase só nela – para fazer acreditar que o ’aquecimento global’ está derretendo o continente antártico. E que, em consequência, centenas de milhões de pessoas terão que migrar das cidades costeiras ou serem engolidas pelo mar em crescimento furioso.

Entrementes, pesquisadores do Instituto Geofísico da Universidade de Texas–Austin (UTA’s Institute for Geophysics), concluíram que a diminuição das geleiras na Antártica Ocidental se deve ao calor geotermal gerado pelos abundantes vulcões da região. E nada tem a ver com o aquecimento global.

O estudo foi publicado na sisuda revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” e noticiado por diversos órgãos de imprensa como FoxNews.

Os pesquisadores verificaram que o glaciar flutuante Thwaites está diminuindo em virtude do calor geotérmico produzido pelo magma terrestre e pelos vulcões submersos. Esse glaciar é chave para compreender um hipotético aumento dos níveis dos mares, levando-se em conta sua inusual mutabilidade.

Na Antártida há pelo menos 20 vulcões ativos. Em 2011 foi descoberta uma cadeia de vulcões submersos, vários dos quais ativos. Um deles é enorme, segundo Philip Leat, vulcanólogo a serviço do British Antarctic Survey e que participou na descoberta.

Os pesquisadores do UTA usaram técnicas de radar para mapear o fundo marítimo sob o glaciar e encontraram níveis de calor muito acima do imaginado e nunca antes verificados.

Esse calor explica o que acontece na geleira flutuante Thwaites, explicou o chefe do estudo David Schroeder.

“É o mais complexo ambiente termal que se possa imaginar”, acrescentou o coautor Don Blankenship. “Tentar criar um modelo dele é virtualmente impossível”.

Mas a verdade e a ciência pouco importam ao alarmismo ambientalista e aos cientistas ideologicamente engajados. Para eles, a Antártida vai para o colapso porque o planeta aquece por culpa da civilização humana. É dogma.

Superfície gelada da Antártida vem batendo recordes. 
Estado em 16/09/2013. Linha laranja: média anos 1981-2010.
Recentemente, o glaciologista da NASA Eric Rignot profetizou que o derretimento da superfície de gelo da Antártida ocidental é “imparável” e fará subir dramaticamente o nível dos mares.

Porém, os relatórios sobre a superfície total das geleiras antárticas apontam um crescimento geral continuado, sempre superando recordes. No fim do mês de maio, o gelo antártico atingiu o máximo tamanho desde que começaram as medições em 1979.

Hoje a superfície gelada atingiu 13 milhões de quilômetros quadrados — portanto, 10,3% acima da média de 11,7 milhões de km2 do período 1981-2010. O recorde anterior foi de 12,7 milhões de km2 em 2010.

Mas, a utopia anticivilizacão ocidental não quer saber da realidade. O neocomunismo tem outras metas e se a ciência não serve para essas metas, que se dane, a revolução “verde” não pode parar!


Arenas da Volência

Por Ernesto Caruso

Arena de touros e arena da antiga Roma onde gladiadores e feras trocavam “carícias”. Com o PAC da Copa os estádios foram demolidos, tristemente viraram pó. O Maracanã não ficou em ruínas e nem tempo houve para ser outro Coliseu. Ambição política, bilhões de dinheiro — 30 Bi — cimento, areia e ferro, o Maior do Mundo que acolhia 200 mil espectadores na Copa de 1950 com “aceleração do crescimento” passou para 79 mil.

Pior, roubaram o espaço das classes mais pobres que podiam comparecer ao estádio, a Geral. Nesta época — 2014 — dos governantes ditos preocupados com o social nos discursos de palanque, detratores das elites que são bajuladas e atendidas nos salões de festas dão aos necessitados as migalhas do bolsa família a troco do voto. Argumento insustentável de Lula, ratificado por Dilma, que foi a “elite branca” que a vaiou. Zombaria repetida até na final. Em alto nível, bombando na internet com imagem e voz do povão.

Assim, como suprimem o acesso do pobre ao espetáculo rico da Copa, compensam pela transmissão de imagens nos telões, sob sol e chuva nas praças e nas praias, fora do padrão FIFA, a Parceira.

O futebol arte deu lugar à violência das arenas. Matar o touro às fustigadas, bandeirolas espetadas no lombo, sangue escorrendo das feras e das gentes cortadas pelas afiadas espadas dos gladiadores. Conseguiram transmitir aos jogadores de hoje a violência do passado. Vencer ou vencer. Matar ou morrer. Dinheiro, fama, taça no novo Coliseu. Trava da chuteira, joelho e cotovelo, adversário brutalmente derrubado, tonto, ferido e a mão do agressor a tentar levantar, ás vezes rejeitada.

É o que estamos presenciando aplaudindo a vitória, mal que acomete aos comentaristas que não se cansam de dizer “... lamentável, mas a Copa continua...”. Um presidente, ex-guerrilheiro da luta armada pró-comunismo, defendeu o jogador da seleção do seu país que mordeu como um raivoso pitbull o ombro do adversário. Como se      fosse um abjeto inimigo!

Claro que no futebol há acidentes; é um esporte onde os corpos se encontram ao disputar a bola, mas está por demais o grau de violência não contida pelos árbitros, em número maior do que no passado e com recursos técnicos de observação e comunicação de toda ordem no espetáculo sem ordem. Um exagero no uso das mãos e abraços em detrimento do uso dos pés, origem e característica do esporte.

Embora, comentários com adjetivos e superlativos qualificando e elogiando os jogos, não foi o que se viu em várias contendas.  Pancada aos borbotões e cansativo futebol sem arte. Sangue na face do vale tudo não causa espanto. Futebol americano tem mais equipamento de proteção individual. E quem sabe, possam adaptá-lo ao futebol e a legislação exigir mais “segurança” no trabalho.

Fora do campo o açodamento e a incompetência logomarca das mãos ensanguentadas em forma de taça deixam rastros de violência na construção de viadutos na propagada mobilidade urbana e nas quedas, desastres e morte de operários a enlutar famílias.

Mas, como foi dito que não se faz copa construindo hospitais, vão dizer que é comum morrer gente. Nas vias públicas, nas obras, nos assaltos, nos postos de saúde.

Sucesso no pós Copa a custa de feriados, aeroportos vazios, doze sedes, passagens caras e o brasileiro recolhido ao lar. Óbvio.

O aproveitamento político desde a escolha do Brasil para esta Copa, o exagerado número de sedes, o custo dos estádios e o descontentamento com a corrupção desenfreada mostrou uma diferença entre o entusiasmo mostrado nas telinhas e o comprovado nas ruas; nessas, poucas casas com a Bandeira Nacional e poucos automóveis a portavam.



Muda agora Brasil...



MUDA AGORA BRASIL - MUDA MESMO

Vamos tirar da janela a bandeira
Se o orgulho de ser brasileiro
Só surge com a seleção
Esconda o patriotismo bem fundo
Porque para o resto do mundo
Brasil é só decepção

Mas para quem sabe que o país / é muito mais que o Neymar
E que guerreiro de verdade é quem / faz sua parte pra mudar
("Pátria amada, Brasil")

Muda agora, Brasil
Chega dessa cor vermelha
Mais quatro anos de estrela
Vão dar perda total, Brasil

Muda agora, Brasil
E de virada é mais gostoso
Porque de cidadão teimoso
Já basta o Felipão, Brasil

De Réu a Acusador

Por Paulo Roberto Gotaç

A Presidente Dilma, em recente entrevista, emitiu alguns pontos de vista que merecem alguma reflexão.

Numa determinada altura, referindo-se às vaias e xingamentos espocados durante a abertura da Copa do mundo, declarou que uma considerável parcela dos que foram aos estádios pertenciam realmente a uma "elite branca" - termo que, segundo ela "não fomos nós que inventamos", o sempre presente "nós e eles" - com poder aquisitivo para pagar os ingressos.

Lá nos idos de 2007, no entanto, quando o então Presidente Lula ainda comemorava a escolha do país como sede do torneio, tinha ele mente, segundo admitiu mais tarde, não obter dividendos políticos mas  atender aos anseios de uma paixão do povo brasileiro, o futebol, assegurando, à época, que o evento seria bancado pela iniciativa privada, o que não ocorreu, onerando, assim, consideravelmente, os cofres públicos.

Talvez se o governo conseguisse persuadir nesse sentido os investidores particulares, quem sabe o setor público, com seus recursos, fosse capaz de baratear os preço dos ingressos e atrair mais público da classe C, cuja ascensão é alardeada pelos cardeais do PT como grande conquista?

Em outro trecho da entrevista, Dilma, afirma que a corrupção já existia antes do seu partido assumir o poder, o que é indiscutível.
Só não acrescentou que a sua amplificação durante o período petista que ainda vigora, elevou o respectivo nível a alturas inimagináveis, sendo observada a compra de votos de parlamentares visando à aprovação de projetos de seu interesse no Congresso, ação conhecida como mensalão e que consistiu na maior manobra de corrupção política da história.

Esqueceu-se também de citar os inúmeros escândalos ligados ao partido, em determinada época divulgados quase diariamente pela mídia, os favorecimentos a "cumpanheiros", afetando a gestão de estatais e domesticando os sindicatos, além da absurda formação de 39 Ministérios, alguns criados por mera conveniência de poder-político. 

Vê-se assim que a tentativa do partido do governo de se transmudar de réu para acusador pode, nas mãos de uma eficiente oposição, ter efeito contrário aos objetivos eleitorais ligados à re-eleição.


Fonte: Alerta Total


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Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Intervenção militar?

Por Gen Bda Paulo Chagas

Caros amigos
 
Tenho recebido muitas mensagens de pessoas, muito justamente preocupadas com o futuro do País, sugerindo uma intervenção militar na política brasileira.
Sinto muito, por mim e por todas essas pessoas, mas a situação que estamos vivendo hoje no Brasil foi construída pelos brasileiros, por livre e espontânea vontade, por que então teriam os militares que por ordem na casa, contrariando o que a maioria dos brasileiros, aparentemente, quer?

Lula venceu as eleições e tomou o poder dos Tucanos com as mesmas urnas eletrônicas que se suspeita, desde sempre, que sejam fraudáveis. Por que FHC não fez o seu substituto? Será que não sabia fraudar urnas ou não sabia que eram fraudáveis?

Tudo que está sendo feito para o mal do Brasil é constitucional ou está sendo aceito como tal pelas Casas que representam o povo. Na Democracia Representativa, em princípio, isto é a vontade da maioria. As instituições, bem ou mal, estão funcionando - aparelhadas, é bem verdade.

Está tudo uma droga, mas dentro da lei, caso contrário o MP, a OAB e outros fiscais da lei já teriam tomado providências. Porque não o fazem? Aparentemente estão todos achando tudo muito bom! Por que então os militares, ao arrepio de tudo isto, apenas porque ostentam as armas do Estado e representam o argumento da força, iriam tomar conta da Nação? Que instituições, entre as tantas que temos, ficariam do lado do golpe?

Democracia é o mesmo que religião - não basta ser batizado - tem que ser professada. Há que se acreditar, ter fé e praticá-la. Vejo muitos católicos, como eu, maldizendo a Deus quando morre um familiar ou amigo próximo, jogando no lixo a crença na promessa de uma outra vida, ao lado do Pai, na qual juravam crer até o dia anterior!

O mesmo acontece com muitos democratas quando os seus candidatos não são eleitos ou as suas convicções não são as mesmas da maioria, comprada ou não!

Da mesma forma, serve de exemplo a “Parábola do Semeador” que põe em relevo a ação de semear a Palavra por toda parte, não importando o terreno que acolhe a semente. Quando há “terra boa” a palavra é ouvida e compreendida, a semente frutifica. Apesar dos obstáculos (pássaros, terreno pedregoso, espinhos), no final, a colheita é sempre abundante.

Por que a direita não semeia o que é direito até que se esgotem os recursos da democracia? Será que o medo de declarar-se de direita ou conservador tomou conta de nós e nos impede de semear seus ideais?

A esquerda conseguiu, com a ajuda da nossa omissão, fazer com que seja politicamente incorreto declarar-se de direita ou conservador. A solução mais simples parece que passa a ser chamar os militares e escudar-se atrás deles - não dá trabalho e é mais seguro para garantir os interesses frustrados.

Seria muito bom também se aproveitássemos a lição deixada pela humilhante derrota futebolística,  se assimilássemos os ensinamentos e colocássemos em prática as reais medidas de salvamento da Pátria que se fazem necessárias, e que estão ao nosso alcance, antes de querer transferir a responsabilidade e a iniciativa para os outros.

Em 1964 houve uma decisão manifestada pela maioria, ou se dava o golpe ou se sofria um golpe, e hoje? Onde está a maioria que apoiará o golpe militar?

Não descarto, é lógico, a intervenção, mas repudio o golpe para salvar os acomodados. Intervenção, em qualquer caso, justificada ou não, é uma agressão à lei!

É preciso, portanto, antes de mais nada esgotar os recursos da democracia para, só então, se for o caso, apenas aplaudir os Salvadores da Pátria, porque eles não precisarão ser chamados, eles conhecem a voz do dever e não lhe faltarão!

Nenhuma ditadura serve para o Brasil! – Grupo Ternuma


domingo, 13 de julho de 2014

Dilma é vaiada na Cerimônia de Premiação da Copa do Mundo 2014 no Maracanã








Monumento para vítimas da ditadura ou mais um ato de corrupção?

Por Gen Bda Paulo Chagas
Caros amigos

A prefeitura de São Paulo pretende construir um monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos na “ditadura militar”, no parque do Ibirapuera, com o objetivo de preservar a lembrança de fatos que, por suas características, se pretende que sejam abolidos do repertório das ameaças aos “Direitos Humanos” (DH) no Brasil.

A maior parte das “vítimas” a serem lembradas no monumento foi também responsável por atos de terrorismo que vitimaram outras pessoas, inclusive inocentes passantes, sentinelas, militares estrangeiros, seguranças de bancos, crianças, policiais e viajantes, entre tantos outros tipos de desafortunados. Logicamente que estes serão excluídos da homenagem, já que, por origem, ela é sectária.

Seguindo a mesma ideia de fazer lembrar para não repetir, cabe, pela precisão e pela abrangência, a leitura do texto a seguir:

“A corrupção representa uma violação das relações de convivência civil, social, econômica e política, fundadas na equidade, na justiça, na transparência e na legalidade. A corrupção fere de morte a cidadania. Num país tomado pela corrupção, como o Brasil, o cidadão se sente desmoralizado porque se sabe roubado e impotente. Sabe-se impotente porque não tem a quem recorrer. Descobre que os representantes traem a confiabilidade do seu voto, que as autoridades ou são corruptas ou omissas e indiferentes à corrupção, que os próprios políticos honestos são impotentes e que a estrutura do poder é inerentemente corruptora”. José Genoino em “A corrupção e morte da cidadania” - O Estado de S. Paulo, 29 de abril de 2000.

Trata-se da definição de um crime que, por atingir indiscriminadamente todos os cidadãos, toma a forma de genocídio. Mais importante se torna a descrição quando sabemos que o autor é um corrupto julgado, condenado e recolhido à Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Em tempos de caça às bruxas, de passar a limpo o passado e de “comissões da verdade” que visam a fazer com que não se repitam práticas que, na verdade, nunca deixaram de existir e que se estendem, de todas as formas, ao conjunto da sociedade, nada mais justo e coerente do que erguer-se também um “Memorial da Corrupção”, pois, nenhuma outra prática produz mais ofensas aos DH do que a corrupção. Ela é como uma bomba terrorista de destruição em massa, pois fere, mata e espalha destruição de forma indiscriminada em todo o território nacional.

No Brasil de hoje, patrocinados pelo oficialismo, os corruPTos já causaram mais vítimas entre nós - e seguem causando - do que todas as guerras que lutamos ao longo da nossa história.


A iniciativa de construir um monumento em homenagem às vítimas do regime militar, partindo da “comissão municipal da verdade”, estando a prefeitura entregue ao PT, é, com toda a certeza, uma ação a ser acompanhada e investigada, pois tem todos os ingredientes para ser uma obra inútil e superfaturada, ou seja, mais uma oportunidade para por em prática a especialidade dos que, como o Sr José Genoino, sobreviveram ao regime!


sábado, 12 de julho de 2014

Robocop e a ilusão de justiça

 
Adorei o filme Robocop dirigido por José Padilha. De qualquer ângulo que se olhe é um bom filme, exceto por um grave erro no argumento, sobre o qual já falarei. O remake só não é uma obra prima porque escapou da discussão de fundo sobre a Justiça e seu aparato repressivo. Essa discussão levaria à própria discussão da natureza da lei, sua legitimidade, sua extensão, sua fonte.

Ambientado num tempo futurista, de ficção científica, o Robocop do Padilha faz uma viagem sobre os futuros instrumentos bélicos autômatos, tempo no qual soldados seriam substituídos por máquinas controladas remotamente. De fato, já temos algo assim com os drones. Mas o argumento do filme se funda na recusa do Senado de aprovar o uso policial dessas máquinas, porque as mesmas não sentiriam “emoções”. Aqui está a falha clamorosa.

A questão principal não é saber se máquinas têm, ou não, emoções, mas é saber qual a fonte da lei e da Justiça e qual o raio de ação do Estado para aplica-las. O filme atual, como o anterior, faz do policial meio homem, meio máquina, um instrumento de aplicação instantânea da lei e da Justiça. É como se fosse um Ranger do Far West, duelando contra os criminosos armados. A maior falha do argumento é essa, a de que essa coisa robótica é quase indestrutível e tem força descomunal, sendo necessária bala calibre .50 para destruí-la. Se assim é, um criminoso armado com armas comuns não seria ameaça ao Cyborg. Mas ele age como se ele fosse um homem comum. E mata, quando facilmente poderia dominar e algemar o criminoso valente. Grave erro de argumento.

Robocop é a lei e o tribunal e o verdugo quando encontra diante de si resistência armada.

A discussão em torno da “automação” plena do Robocop por lhe eliminar as memórias emocionais se insere  dentro desse contexto. O roteirista mostrou que o elemento humano é forte e a memória afetiva é recuperada, apesar de tudo. Mas esse não é o ponto essencial, o essencial é saber se a lei defendida pelo Robocop é justa. A questão da lei é mais complicada. O que está em jogo é a suposta sacralidade da lei estatal, que cabe cumprir a qualquer preço sob pena de se pagar com a vida. Um mundo povoado de máquinas vingadoras como o Robocop está no horizonte. Seria a ditadura policial perfeita, total, da qual ninguém escaparia. E quem faria a lei? Um Senado? Um Congresso? Um ditador? Quem garante que a lei é justa e legítima? As armas do Robocop?

Se a fonte da lei é um colegiado ou um homem não é a questão principal. A questão é: a lei estatal não pode ser questionada e mesmo descumprida? O cristianismo prescreve a confissão, o perdão e a pena expiatória para os transgressores da lei de Deus. Já a lei abstrata estatal é inflexível e inexorável e não cogita de perdão algum. Nosso mundo já está assim, o Leviatã e suas leis pairam acima da moral e da consideração individual, tornaram-se uma coisa monstruosa, acima da condição humana. O Estado moderno escravizou os homens e os mantem sob o contínuo terror de sua Justiça, suas polícias e suas Forças Armadas. A liberdade é ficção.

Para piorar, os homens-massa pedem sempre mais Estado a cada fato novo que acontece. O limite da ditadura policial não existe para as massas vingadoras, incapazes de perdoar. Assim, o Estado moderno encarna o poderoso Baal, que se compraz em aprisionar e matar homens, mesmo que e também porque são seus súditos. Quem adora o Estado precisa pagar o preço com a vida.

Se o filme tocasse nesse ponto nevrálgico se tornaria uma obra inesquecível. Pena que não. Mesmo assim, vale ver, pois é divertido e, para quem pensa o Estado, a lei e o Direito nos termos que proponho, é um filme assustador, de terror. Livrai-nos Deus do maligno Estado moderno!

O Problema do Oriente Médio


sexta-feira, 11 de julho de 2014

TRABALHO DE MARQUETEIROS

Gen Clovis Purper Bandeira

Durante alguns meses fomos submetidos a intenso e eficiente trabalho de marqueteiros, regiamente subvencionados por grandes empresas patrocinadoras, que nos convenceu de que tínhamos uma das melhores seleções de futebol jamais reunida e que a Copa realizada no Brasil, a Copa das Copas, era nossa de direito.

Massacrados diariamente por intensa campanha publicitária, vimos o campeonato mundial se transformar num oba-oba, num já ganhou, num conosco ninguém podemos, enquanto ouvíamos entrevistas com o vizinho, a professora, o amigo de infância, a periguete da vez na vida do craque e assistíamos a closes de sua unha encravada, do edema resultante da pancada que recebeu no treinamento, tudo isso transformado em problemas de importância nacional.

Assim, começou a competição e a equipe brasileira, aos trancos e barrancos, foi passando pelos primeiros adversários com crescente dificuldade, o que é até natural nesse tipo de competição eliminatória.

Até que a realidade inescapável apresentou dois problemas: a suspensão por motivos disciplinares de um dos principais defensores e a lesão grave do principal atacante e astro de nossa equipe. Isso ocorreu exatamente quando a fase de brincadeiras acabava e restavam quatro equipes disputando as semifinais.

Qualquer que fosse o adversário, seria difícil enfrentá-lo. E coube-nos enfrentar a Alemanha, finalista ou semifinalista nas quatro últimas edições da competição, com uma equipe baseada em excelentes e vitoriosas equipes germânicas, uma delas a campeã europeia deste ano, séria candidata ao título de campeã mundial.

Na hora da verdade, as deficiências da equipe, ainda mais desfalcada, ficaram evidentes e nossa seleção foi derrotada por acachapantes 7 a 1.

Agora, não há mais nada que o marketing, por mais bem remunerado que seja, possa fazer. Diz o velho ditado, contra fatos não há argumentos.

A joia faiscante era vidro e se quebrou.

No cenário nacional algo semelhante acontece.

Há meses, ou mesmo há anos, somos bombardeados por eficiente campanha orquestrada pelos mestres da propaganda, regiamente pagos com verbas públicas para divulgar as realizações do governo, muitas vezes com informações deturpadas, meias verdades, números e dados mentirosos ou distorcidos, tudo com a finalidade de manter-nos maravilhados com o desempenho de nossos governantes e dispostos a conceder-lhes a reeleição.

Os fatos que realmente importam, a queda do desempenho econômico; a ineficiência da gestão pública; as deficiências educacionais, de criatividade e de produtividade; a baixa qualidade e remuneração dos salários pagos; a desindustrialização; a maquiagem dos números de desempregados, tirando da amostragem os trinta milhões de dependentes das bolsas-esmola, pois eles não procuram emprego, muito pelo contrário; o gigantismo da máquina estatal, totalmente aparelhada por mais de 20.000 funcionários livremente nomeados pelos políticos; a corrupção desenfreada; a impunidade dos corruptos e dos corruptores; as fraudes nas licitações e contratos, o superfaturamento nas obras públicas etc, nada disso é devidamente informado ou discutido.

Escândalos se sobrepõem a escândalos, os mais recentes apagando os da semana passada, tornando-se banais pela repetição impune.

E nós, iludidos pelo marketing governamental, apreciando as unhas encravadas, as bolsas isso e bolsas aquilo, os PAC milagrosos e mentirosos, os números multiplicados ou diminuídos quando há interesse político, as promessas de sempre – que nunca serão cumpridas.

No entanto, um dia a realidade chegará.

E, em vez de um simples resultado esportivo muito adverso, por mais doloroso que este seja para o orgulho popular, o custo social, econômico e político será grande.

Os que se locupletam nas verbas públicas não entregarão com facilidade o acesso privilegiado às tetas estatais. Haverá reação, talvez mesmo violência nas ruas, em nome da “democracia”. E mais corrupção, compra de votos, distribuição de benesses aos eleitores.

Todavia, os fatos estão aparecendo. Não há como argumentar contra eles, não podem nem mesmo ser atribuídos à “herança maldita”, pois o partido corrupto e corruptor está no poder há doze anos.

E não haverá marketing capaz de esconder os crimes – e não simplesmente malfeitos – cometidos. Teremos que encarar a vergonha de vermos expostas e discutidas nossas mazelas, e teremos de enfrentá-las e pagar o preço para resgatá-las.

Não será fácil nem indolor, mas terá que ser feito.

As miçangas são de vidro e se quebrarão.


Mas a luz da verdade nos mostrará um mundo melhor, mais humano e mais justo. Sem necessidade de marqueteiros.


O que a NIKE tem a ver com Dilma e o PT?


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Governo quer intervir mais no futebol: agora é que não ganhamos nem da seleção do Butão!


O comunista quer controlar até o nosso futebol.
Fonte: Estadão
“Se colocarem o governo federal para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia.” - Milton Friedman

Parece piada. Mas no Brasil as coisas são assim mesmo: você começa duvidando, achando que é uma brincadeira, e depois recolhe o queixo no chão ao descobrir que falavam a sério. Foi minha sensação ao ler no Estadão que Aldo Rebelo, o ministro dos Esportes, acha que é papel do estado cuidar do futebol brasileiro:

Dois dias depois da humilhação do Brasil na Copa, o governo anuncia que quer assumir parte das funções de legislar sobre o futebol, exige mudanças na estrutura do esporte e rejeita a ideia de que a CBF pode, sem participação estatal, administrar o setor.

A Fifa proíbe que governos promovam qualquer intervenção nas federações nacionais, sob a ameaça de expulsar o país das Copas. Mas Brasília estima que existe espaço para agir.

“Eu sempre defendi que o Estado não fosse excluído por completo do futebol”, disse Aldo Rebelo, ministro dos Esportes. “É uma intervenção indireta”. Segundo ele, existe áreas de “interesse público”  e uma mudança pode alcançar até mesmo a CBF.

“Isso se houver uma reforma na lei que de ao estado a atribuição de regular. A Lei Pelé tirou do estado qualquer tipo de poder de atribuição e poder de intervenção. Ela determinou a prática do esporte como algo privado, atribuição do mundo privado e isso só pode ser modificado se a legislação também for modificada”, declarou.

“Se depender de mim, não teríamos tirado o estado completamente dessa atribuição. Se depender de mim, parte dessa atribuição deve voltar”, defendeu Aldo Rebelo.

Se há um “esporte” nacional que tem ainda mais fãs do que o futebol, é a estatolatria, a arte de delegar tudo ao estado, visto sempre de forma idealizada, como um ente formado por santos clarividentes, abnegados e onipotentes. Há um problema? Então a solução é uma nova lei, ou mais intervenção estatal. Isso é uma doença, uma patologia nacional.

A “lição” que o ministro comunista tirou da goleada foi essa: faltou estado! Nada a ver com a falta de treinos, com o estilo “paternalista” do técnico, com a negligência, a esperança acima do trabalho árduo, a escalação equivocada, etc. O problema é que o estado não estava tomando conta da coisa! Qual o próximo passo? Criar o programa “Mais Jogadores” e importar atletas cubanos?

Curiosamente, o estado alemão não se mete na seleção do país, mas isso não a impediu de meter a humilhante goleada na nossa. Outra curiosidade bastante irônica: todas as áreas em que o Brasil é lanterna mundial são justamente aquelas com mais controle estatal, como educação, saúde, infraestrutura e segurança. Coincidência?

Aldo quer rever até mesmo essa coisa de “exportar” jogadores: ”Precisamos discutir a legislação do ponto de vista de trabalho de menores. Somos exportadores de matéria prima e somos importadores de produto acabado”. Ora, ministro da foice e do martelo, isso se deve aos incentivos em jogo! Os atletas migram para onde há melhores condições de carreira.

Assim como há o “brain drain” quando se trata de atividades intelectuais, com os melhores cérebros atraídos pelas universidades de ponta dos países desenvolvidos, há também o “body drain”, quando atletas são convidados para jogar em países cujo ambiente esportivo é melhor.

Sabe qual a solução, ministro? Melhorar as condições internas! E sabe como se faz isso? Dica: não passa por mais intervenção estatal ou medidas “protecionistas”, que apenas retirariam as liberdades básicas dos jogadores; e sim pela redução de tantos obstáculos criados pelo próprio governo!

De certa forma, o nosso futebol é um microcosmo de nosso país: tomado por bandidos, cartolas, incompetentes, com raras exceções. O jeitinho e a malandragem imperam, e falta profissionalismo. Acreditar que a estatização vai resolver isso é realmente tão absurdo, mas tão absurdo, que só poderia sair da caixola de alguém que ainda pertence a um partido que tem comunista no nome, em pleno século 21!

Por favor, ministro, vamos aprender realmente alguma lição com isso tudo. Chega de “soluções mágicas”, de sensacionalismo, demagogia, intervencionismo estatal. Essa mania de querer controlar tudo de cima para baixo é bizarra. Está na hora de valorizar mais a liberdade.


Incluir até o futebol no discurso nacionalista, para justificar intervenções estatais com base no argumento de “interesse nacional” e “setor estratégico”, seria hilário, não fosse trágico. Se o estado realmente se intrometer no assunto, aí é que não ganharemos mais nada. Nem da seleção do Butão!

Dilma agora quer estatizar o futebol! Sai pra lá!


00rs0619arsEpa! Sinal vermelho no futebol. Mais propriamente, com uma estrela vermelha. Depois da derrota humilhante por 7 a 1 para a Alemanha, Dilma e o PT estão à caça de bodes expiatórios. A presidente tentou usar o torneio para faturar politicamente, como é sabido por todos. A simples menção de que havia um problema ou outro na Copa ou de que a nossa Seleção era, na verdade, medíocre, com um destaque positivo ou outro, a máquina de propaganda petista logo tachava o crítico de “pessimista”, de antipatriota. A verdade é que a propaganda tentou demonizar os que não aderiram ao patriotismo tosco.

Muito bem! A derrota acachapante está aí. Há o risco considerável de Dilma ter de entregar a taça a Lionel Messi, o capitão da Seleção Argentina. Ora, é claro que argentinos também podem vencer — até porque têm um time muito mais arrumado do que o nosso. Mas isso, para os brasileiros que gostam de futebol, têm um peso simbólico.

Como Dilma resolveu vestir chuteiras, embora os torcedores lhe tenham recomendado que ficasse longe da questão, receberá, sim, parte da carga negativa pela derrota. Muito bem! Um site ligado ao PT e à campanha (re)eleitoral da presidente, chamado “Muda Mais”, descobriu o verdadeiro culpado: a CBF. Escrevem lá: “A organização do futebol brasileiro está ultrapassada e presa ao nome de poucas figuras que revoltam o torcedor faz algumas décadas. Impera na CBF um sistema que em nada lembra uma instituição democrática e transparente. É preciso mudar”.

Num outro front, o ministro Aldo Rebelo, dos Esportes, afirmou que o Estado tem de atuar mais na área. Aldo e o PT não pensam necessariamente a mesma coisa. E o ministro tem sido, até onde sei, uma pessoa correta. Mas vamos com calma com esse discurso! Se a CBF não é exatamente uma conspiração de anjos, não será atrelando a confederação ao Estado que vamos conseguir resolver os problemas. Nas grandes praças de futebol do mundo hoje — Espanha, Itália ou Alemanha —, o dinheiro estatal se mantém longe dos estádios.

Ao contrário: precisamos é limpar o futebol da influência política, isto sim. Quanto mais próximo da iniciativa privada estiver, melhor. A conversa mole do site petista lembra a pregação dos primeiros anos do PT, lá na década de 80, quando o partido prometia renovar a política. Deixem-me ver como se deu a renovação: hoje, os petistas estão aliados a Paulo Maluf, a José Sarney, a Jader Barbalho e a Fernando Collor, entre outros. Todos os vícios das velhas oligarquias foram preservados, aos quais se somaram os novos, da oligarquia sindical.

Em entrevista à rede de TV americana CNN, disse a presidente:

“O Brasil não pode mais ser apenas exportador de jogadores. Exportar jogadores significa que estamos abrindo mão de nossa principal atração, que pode ajudar a lotar os estádios. Até porque, qual é a maior atração que os estádios no Brasil podem oferecer? Deixar a torcida ver os craques. Há anos, muitos jogadores brasileiros têm ido jogar fora, então renovar o futebol no Brasil depende da iniciativa de um país que é tão apaixonado por futebol”.

É um raciocínio um tanto pedestre, e óbvio, para questão complexa. O que quer a nossa soberana? Estatizar os jogadores? Que a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comecem a comprar passes de jogadores?

Qualquer que seja a solução, ela passa longe da canga estatal. Até porque a Fifa entregou ao Estado brasileiro a realização da Copa do Mundo. O torneio está na fase final, e o evento é, em si, um sucesso. Mas tudo aquilo que o governo prometeu aos cidadãos não foi entregue. E isso é apenas um fato. Precisamos é de mais mercado e menos estado no futebol, isto sim.

A goleada das goleadas

Por Flavio Quintela

Nossa decadência parece não ter limites. A última fronteira foi cruzada – fomos humilhados no que éramos considerados deuses, e o país do futebol assistiu à goleada das goleadas. Tudo parece culminar para a aniquilação completa das virtudes no Brasil.

Este é o castigo final para o país que não se prepara para nada. No período de uma década algumas nações do mundo foram capazes de gerar mudanças profundas e positivas em suas histórias. Em quase doze anos o PT não só paralisou o Brasil, mas empurrou-o para trás. Os governos petistas foram tão competentes como nossa seleção, e temos tomado gol atrás de gol.

1 x 0 – Educação
Quando o PT começou a governar o Brasil éramos o último colocado no exame PISA, ocupando o 40o lugar. Durante esses doze anos vários países foram adicionados à lista de participantes, e o Brasil conseguiu se manter nas últimas colocações, sempre próximo à 60a posição. Não houve melhoras, nem conquistas, nem planos, nem ações, nem nada. A educação brasileira foi tratada pelos governos petistas com o maior descaso possível.

2 x 0 – Inflação
O país que havia enfrentado uma inflação absurda e que conseguiu estabilizar a moeda através do Real viu a demolição sistemática dos pilares que sustentavam nossa economia. Se na área da educação houve abandono, aqui foi pior: houve a ação do pior tipo, com as piores consequências. Os governos petistas, especialmente o de Dilma Rousseff, abandonaram as práticas econômicas saudáveis, e hoje temos uma inflação anual que caminha novamente para dois dígitos.

3 x 0 – Liberdade de Expressão
Por trás do governo existe um partido que tem em seu DNA a censura e o desrespeito à única garantia contra governos despóticos. Por mais que Lula e Dilma falem em respeito à imprensa, o PNDH, o Marco Civil da Internet e as tentativas de regulação da mídia mostram que o discurso presidencial é nada além de vazio.

4 x 0 – Propriedade Privada
Quilombolas, indígenas, MST e MTST são alguns exemplos de como a propriedade privada no Brasil está deixando de ser algo concreto para se tornar um conceito difuso e circunstancial. Muitos proprietários rurais estão perdendo suas terras injustamente, num verdadeiro gol contra do PT, que escolheu mimar os ditos movimentos sociais que formam hoje a maior força civil armada do Brasil.

5 x 0 – Diplomacia
O Itamaraty já foi considerado exemplo mundial de excelência em diplomacia. Por questões ideológicas os governos petistas abandonaram esta excelência e passaram a flertar com tiranos e déspotas de todos os tipos. As relações com as nações europeias e com os EUA foram mantidas em fogo brando, enquanto Irã, Cuba e Venezuela foram contemplados com nossos maiores esforços e nossa maior atenção. Em vez de fortalecer o Brasil diante dos grandes optaram por tentar nos alçar à liderança dos párias.

6 x 0 – Segurança
O Brasil chega a 2014 com a marca impressionante de 56.000 assassinatos por ano. Somos responsáveis por 10% de todas as mortes violentas do planeta. Morrem no Brasil, em um ano, mais pessoas do que em guerras inteiras. Chechênia, Angola, Iraque, Israel-Palestina – nada é páreo para o Brasil petista. A leniência na aplicação das leis, o desarmamento da população e o sentimento geral de impunidade foram o solo perfeito para essa experiência macabra.

7 x 0 – Corrupção
O partido que pregava a virtude conseguiu fazer tudo de forma oposta ao que se propunha. Não só se aliou a diversos inimigos políticos antigos, que de abomináveis passaram a excelentíssimos, como implementou o Mensalão. Mas isso não seria suficiente. Em vez de expulsar os criminosos de sua estrutura, o PT defendeu e ainda defende seus membros condenados, afrontando a mais alta corte judicial do país e, por extensão, todos os brasileiros que ansiavam por justiça.

7 x 1 – ?
Esta seleção manchou uma história de glória com a maior das vergonhas. Em vez de apenas perder, conseguiu entrar para a história pela porta de trás, batendo recordes negativos. Fizeram com a camisa amarela de cinco estrelas o que o governo atual faz com nossa democracia: mancharam para sempre. Somente muitos anos de trabalho sério poderão reverter um resultado tão ruim, na política e no futebol.

Fica a pergunta: será que marcaremos nosso gol em outubro, e demitiremos toda a “comissão técnica”?

(Artigo publicado no Correio Popular, de Campinas)



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Flavio Quintela é bacharel em Engenharia Elétrica, escritor, tradutor de obras sobre política, filosofia e história, e autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.

"Povo brasileiro merece conhecer os bastidores da organização da Copa"

Por Álvaro Dias

A Lição da Alemanha

Por Paulo Chagas
Caros amigos: 

O desempenho da Seleção Brasileira é o retrato da Copa do Brasil: cara, improvisada e um fracasso diante da realidade.

Deus é justo e impediu que o acaso e a euforia pusessem uma cortina de fumaça sobre a realidade da copa mais cara da história do futebol mundial, cujas obras foram pagas mesmo antes de serem concluídas ou entregues, aí incluídos 12 estádios faraônicos envoltos no rescaldo mal arranjado de empoeirados canteiros de obras.

O Brasil tem vivido na copa o clímax de uma fraude chamada governo popular do partido dos trabalhadores. Uma farsa, uma mentira, uma ilusão!

Só a "odiada classe média" teve recursos para sustentar uma parte do prejuízo, comparecendo aos estádios. Só o concurso das demoníacas Forças Armadas e das truculentas e despreparadas  Policias Militares foram capazes de garantir a segurança de atletas, delegações, chefes de estado, turistas e torcedores. Só a decretação de feriado nos dias de jogos assegurou a mobilidade urbana para pedestres e jumentos.

Nem mesmo o desabamento de um viaduto do "PAC da Copa" e a morte de dois trabalhadores foi capaz de abrir os olhos do País do Futebol para a improvisação e para a correria da tapeação.

Foi preciso a seriedade e a competência de um grupo de alemães para tirar-lhe a venda e o entusiasmo pelo efêmero e fazê-lo enxergar o tamanho do engodo, da mentira, do rombo e da conta a pagar.

O exemplo dos alemães não deve, no entanto, limitar-se ao degradante 7x1, mas estender-se aos próximos anos e aos desafios de reerguer o Brasil depois de 12 anos de PT, assim como eles recuperaram sua pátria depois da destruição de 6 anos de guerra!

Que Deus não deixe de iluminar o nosso caminho e que nos dê força, determinação e maturidade para reconstruir a nossa pátria!



Fonte: Alerta Total


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Paulo Chagas é General de Brigada na Reserva e Presidente do Ternuma.

Lobão lança música para os PTralhas:
A MARCHA DOS INFAMES



A Letra da música dos PTralhas:

A MARCHA DOS INFAMES
(Lobão)

Aqueles que não são
E que jamais serão
Abusam do Poder,
Demência e obsessão.

Insistem em atacar
Com as chagas abertas do rancor,
E aos incautos fazer crer
Que seu ódio no peito é amor

Tanto martírio em vão,
Estupro da nação,
Até quando esse sonho ruim,
esse pesadelo sem fim?

Apedrejando irmãos
E os que não são iguais,
A destruição é a fé,
E a morte e a vida, banais.

E um céu sem esperança,
A Infâmia cobriu,
Com o manto da ignorância,
O desastre que nos pariu.

E o sangue dos ladrões
De outros carnavais
Na veia de vilões,
tratados como heróis.

E até quando ouvir
Cretinos e boçais
Mentir, mentir, mentir,
Eternamente mentir?

Mas o dia chegará
Em que o chão da Pátria irá tremer,
E o que não é não mais será
Em nome do povo, o Poder.

O BRASIL PERDEU. PERDEU?


Não vou escrever sobre o jogo. O futebol já tem cronistas em quantidade e qualidade suficiente. Interessa-me o jogo entre Brasil e Alemanha numa outra perspectiva.

Entendo que muitos ainda chorem ante o fracasso da turma do Felipão. Mas é preciso ponderar: aquilo que assistimos foi, apenas, um jogo de futebol. Não era o Brasil que estava ali. O Mineirão, na última terça-feira, era uma ilha cercada pelo Brasil real, por um Brasil que tem muito mais com que se preocupar. Pessoalmente, rezo para que as lágrimas que lavaram tantos rostos pintados de verde e amarelo não levem consigo um amor à pátria comum que habitualmente começa e termina em dois tempos de 45 minutos.

O Brasil perdeu. Perdeu? Não tenho tanta convicção assim. Como escrevi em registro postado no facebook tão logo encerrou-se a partida, o futebol não pode ser, em si mesmo, um objetivo nacional. O Brasil tem muito mais a ganhar, por vias melhores. E tem muito a perder se continuar pelos caminhos em que tem andado. Teremos aprendido isso? Se aprendemos, não perdemos.

Nos últimos meses, muito se discutiu, muito se escreveu sobre a Copa e sobre a conveniência de sua realização no Brasil. Pois bem, caros leitores, o momento da derrota se mostra oportuno para avaliarmos o quanto o evento e suas circunstâncias são fúteis e transitórias. Hospedar o circo da FIFA, a cadeia produtiva do futebol espetáculo, desembolsando para isso recursos bilionários é um luxo a que só se podem entregar nações ricas onde não falte o essencial para parcelas imensas de suas populações. A derrota de terça-feira evidenciou que a festa, num átimo, deixou de ser nossa. Tornou-se totalmente alheia a nós. Em extravagante inversão de prioridades, teremos apenas assinado a nota e patrocinado a festa da FIFA.

O Brasil perdeu. Perdeu? Penso que não, se aprendemos a lição segundo a qual devemos usar a democracia para: a) escalar bem nossa elite dirigente; b) sermos internamente solidários; c) buscarmos a competência necessária para que nossos acertos superem largamente nossos erros; d) identificarmos tudo que nos amarra, que nos prende os pés, que limita nossa velocidade, que nos faz ser menos objetivos e eficientes do que podemos e devemos. São tantos, tantos mesmo, os fundamentos que faltaram à seleção! E, não por coincidência, são os mesmos que faltam ao nosso país. Muita tatuagem, muita brilhantina e pouco brilho, muita malandragem, muita publicidade. E pouco futebol.


Mesmo sabendo disso tudo, tendo reprovado sempre a imprudente decisão de trazer a Copa (e ainda importamos os Jogos Olímpicos para o precário horizonte de 2016!), eu quis a vitória para o Brasil. Espero, agora, que a constrangedora derrota tenha proporcionado à nação, envolta em ficção, sob tanta fantasia publicitária, um sofrido mas proveitoso encontro com a realidade.

Premiê do Canadá: governos ambientalistas mentem sobre mudanças climáticas

Por Luis Dufaur
Tony Abbott e Stephen Harper: governos mentem sobre o 'aquecimento global'.
A declaração foi feita em Ottawa, junho 2014.
Os primeiros-ministros do Canadá e da Austrália culparam os governos que querem priorizar a “luta contra as mudanças climáticas” por cima do progresso econômico e do bem-estar dos povos.

O premiê canadense acusou esses países de mentirem a seus povos, noticiou a UOL.

Por ocasião da visita do premiê australiano ao Canadá no início de junho, os dois chefes de governo defenderam em conferência de imprensa, a preferência pelo progresso e o bem-estar, encolerizando o ambientalismo radical.

Os dois primeiros-ministros são vituperados pela mídia que os critica por não se vergarem aos dogmas ambientalistas sobre o aquecimento global.

Ambos também sofrem crescente pressão do presidente americano. Barack Obama anunciou leis visando especialmente às usinas elétricas para forçar um impossível: a redução significativa das emissões de CO2 nos EUA.

“Não é que não queiramos atacar as mudanças climáticas, mas queremos fazer isso de uma forma que proteja e aumente nossa capacidade de gerar emprego e crescimento, e não o contrário”, declarou o canadense Stephen Harper em conferência de imprensa conjunta com o premiê australiano Tony Abbott.

Stephen Harper, primeiro ministro do Canadá optou pela franqueza
Eles também refutaram mitos. “Francamente, esta é a posição de todos os países do mundo. Nenhum país, independentemente do que diga, quer empreender ações sobre as mudanças climáticas que destruirão postos de trabalho e o crescimento”, acrescentou Harper.

“Nós somos apenas um pouco mais sinceros sobre isso. Não deveríamos socavar a economia”, explicou.

O Canadá desistiu do Protocolo de Kyoto em 2011, por julgar que as metas eram tão utópicas que o tratado ficou impossível de se cumprir. Ele exigia oficialmente que antes de 2020 fosse efetivada uma redução de 17% das emissões de CO2 com base nas emissões de 2005.

Nenhum país que progride está perto de alcançar esse objetivo. Mas nos escritórios ambientalistas se prepara um novo tratado que se anuncia ainda mais radical e miserabilista, com base no bicho papão do aquecimento global.