sexta-feira, 1 de maio de 2015
REDEMOINHOS
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| “Por aqui não passam!” Marechal Emílio Mallet, 1866 |
Na minha geração, jovens do interior do País aprendiam a
nadar em rios de sua região. Fossem caudalosos ou não, os maiores perigos
enfrentados na aprendizagem estavam nos redemoinhos. Os de menor porte era
fácil eliminar, mas os demais, pela enormidade da força e da velocidade que
atingiam, era difícil anular. Aprendi que, se fosse lançado um objeto de grande
porte no centro eles – por exemplo, um toro seco -, o equilíbrio circular de
seus movimentos era interrompido e o remanso se estabelecia no leito do rio.
Essas lembranças da juventude surgem a propósito da grave
crise político-institucional que assola o País e, pela sequência de novos fatos
negativos, se torna um imenso redemoinho de final imprevisível. Será que não
existe um toro seco para eliminá-lo e permitir ao País retornar ao seu leito
normal? Os três Poderes da União poderiam executar esse papel salvador?
O Legislativo, com pomposo protagonismo neste início de
mandato, já demonstra arrefecimento em suas atitudes. E não só pela inclusão de
parlamentares e dos dois presidentes das Casas como beneficiários de supostas
propinas, para não citar o constrangedor episódio dos mamíferos roedores em
audiência da CPI da Petrobrás. A deterioração de seu relacionamento com o
Executivo impôs a indicação de um novo coordenador político, o vice-presidente,
que terá sua missão muito facilitada. Há, segundo os órgãos de imprensa,
milhares de cargos de confiança a distribuir em áreas governamentais. Será um
processo de barganha em que predominarão interesses partidários, ideológicos e
até pessoais. Será um voto de cabresto no mais alto nível. A radicalização política
e ideológica e os métodos de aliciamento não permitirão que o Legislativo seja
um toro seco salvador.
O Judiciário, após o processo do mensalão e, agora, com a
Operação Lava Jato, volta a ser a esperança dos brasileiros, como uma
instituição que poderá diminuir a velocidade deste redemoinho. Integram seus
quadros homens honrados – como o juiz federal Sergio Moro e sua equipe – que
não permitirão que este país se desmantele.
Cabe, contudo, uma ressalva. O processo jurídico dessa
operação deverá ser finalizado no STF. Nas recentes manifestações populares o
nome do ministro Toffoli esteve em evidência, por uma razão mais que
justificada. Sua designação para presidir os julgamentos da Lava Jato foi
considerada uma afronta ao princípio jurídico da isenção. O seu intestino
relacionamento com o PT poderia conduzi-lo a atender a interesses outros que
não os da Justiça. Decepções e frustrações nesses julgamentos aceleraram a
velocidade das águas do redemoinho.
O Executivo atingiu um patamar negativo de aceitação pelo
povo brasileiro e reverter esse quadro não será fácil. O descrédito observado
teve origem na campanha eleitoral da atual presidente. As promessas e
afirmações feitas mostraram-se falsas após sua eleição, pois o objetivo maior
era sua permanência no poder. A mentira, diz a sabedoria popular, é o maior
passo para o descrédito de um chefe, e no Brasil a atitude de “afastamento”
adotada pela presidente agrava o atual quadro de desgoverno no País. Sua presença
em público tem sido evitada, a não ser em atos e movimentos ditos sociais
promovidos por MST e CUT, exércitos do comandante em chefe, o ex-presidente
Lula.
A esperança de um possível toro seco que venha serenar este
crítico momento é o ajuste fiscal preconizado pelo ministro da Fazenda.
Conciliar cortes com o feitio populista de distribuição de benesses deste
governo será o grande desafio. Um amargo remédio de difícil ingestão.
No momento as Forças Armadas estão em evidência em razão da
surpreendente solicitação de intervenção militar observada nas manifestações
populares de março e abril. Aos militares da reserva pergunta-se
invariavelmente o que farão as Forças Armadas diante dessa ameaça de
desestruturação do País. Por terem vivenciado o período do regime militar,
respondem sem querer polemizar, mas com uma boa dose de ironia e irreverência:
“Nada! Quanto a nós, só estamos observando, sem nos esquecermos de que, quando
veio o Zepelim, fomos a Geni durante 30 anos e não desejamos mais sê-la!”.
De fato, nestes anos as Forças Armadas e o regime militar
foram acusados de malefícios de toda ordem. Até nos dias atuais os problemas
que surgem são creditados à “ditadura militar”. Um modo fácil de fugir de
responsabilidades. Mas é interessante observar que desde a década de 1990 as
Forças Armadas estão no topo de credibilidade junto ao povo brasileiro. Talvez
por representarem o oposto da imoralidade, falsidade e corrupção do momento
presente, assinaladas nas manifestações populares. A melhor resposta militar vem
justamente dos três comandantes das Forças, que asseguram, com clareza e
acerto, o respeito integral aos artigos da nossa Constituição. Um toro seco,
provavelmente, não mais serão. Nas recentes comemorações do Dia do Exército seu
comandante declarou com muita propriedade que a Força Terrestre será sempre
democrática, apartidária e inteiramente dedicada ao serviço da Nação. Com o
devido respeito, acrescentaria: “Sempre vigilante para que regimes espúrios não
se apossem de nosso país”.
O redemoinho que aqui se formou poderá conduzir a Nação a
uma instabilidade institucional se soluções de caráter ideológico, contrárias a
um Estado Democrático de Direito, forem efetivadas, como preconiza o Foro de
São Paulo. A adoção de princípios chavistas-bolivarianos e de uma “democracia”
populista e totalitária são claros objetivos dessa organização gramscista e
orientadora do partido que nos governa.
É por isso que nossas Forças Armadas – as grandes avalistas
da democracia nacional – deverão estar em perene vigilância, tendo em mente não
apenas o lema do marechal Mallet, mas também o clamor que se fez ouvir em
uníssono nas ruas: “Nossa bandeira não é vermelha, é verde-amarela!”.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
STF manda soltar dono da UTC e mais 8 empreiteiros
Por Revista VEJA
Apontado como chefe do clube do bilhão, Ricardo Pessoa
negociava acordo de delação premiada - e ameaçou contar às autoridades detalhes
do petrolão
O Supremo Tribunal Federal concedeu nesta terça-feira habeas
corpus ao empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, que está preso
desde novembro do ano passado em Curitiba (PR). Seguindo voto do relator,
ministro Teori Zavascki, a maioria dos ministros da turma entendeu que a prisão
preventiva não pode ser aplicada como sentença antecipada, mesmo diante da
gravidade dos crimes praticados. Em troca da concessão do habeas corpus, foram
estabelecidas medidas cautelares. Pessoa ficará em prisão domiciliar, será
monitorado por uma tornozeleira eletrônica, não poderá ter contato com outros
investigados e deverá comparecer à Justiça a cada 15 dias. O executivo também
está proibido de deixar o país e deverá entregar o passaporte. Os ministros
decidiram estender a outros acusados os argumentos apresentados para soltar o
presidente da UTC. Também serão soltos os executivos da OAS José Ricardo
Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá
Oliveira e José Aldemário "Léo" Pinheiro Filho, além de Sérgio Cunha
Mendes (Mendes Júnior), Gerson de Melo Almada (Engevix), Erton Medeiros Fonseca
(Galvão Engenharia) e João Ricardo Auler (Camargo Corrêa).
Todos devem ser soltos a partir desta quarta-feira.
Até o momento, os pedidos de liberdade dos empreiteiros
investigados na Lava Jato vinham sendo negados pelos ministros do STF, sob a
justificativa de que os recursos ainda tinham de passar pela análise das
instâncias inferiores, como o Tribunal Regional Federal da 4ª Região e o
Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, os pedidos levados a julgamento
nesta terça já haviam sido julgados e rejeitados pelo TRF e pelo STJ.
Acompanharam o voto do relator os ministros Gilmar Mendes e
Dias Toffoli. Já a ministra Cármen Lúcia e o ministro Celso de Mello defenderam
que o acusado continuasse preso até o fim dos depoimentos marcados pela Justiça
Federal em Curitiba. Para a ministra, o afastamento voluntário do executivo da
gestão da empreiteira não é garantia de que Pessoa não voltará a cometer os
crimes.
Reportagem de VEJA no início deste mês demonstrava que a
tendência no STF era, de fato, a libertação dos empreiteiros. A mesma avaliação
foi expressa pela presidente Dilma a interlocutores, numa conversa reservada no
Palácio do Planalto, informou a reportagem. Amigo do ex-presidente Lula e
considerado o chefe do clube que fraudava contratos na Petrobras, Pessoa
ameaçou contar às autoridades detalhes do petrolão se não deixasse a carceragem
da Polícia Federal.
Conforme VEJA revelou, ele disse a pessoas próximas que
pagou despesas pessoais do ex-ministro José Dirceu e deu 30 milhões de reais,
em 2014, a candidaturas do PT, incluindo a presidencial de Dilma Rousseff -
tudo com dinheiro desviado da Petrobras. Pessoa também garantiu ter na memória
detalhes da participação dos ministros Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva
(Secretaria de Comunicação Social), tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, na
coleta de dinheiro para candidatos petistas. Uma vez fora da cadeia, a
tendência é que os empresários abandonem as negociações com os procuradores
sobre acordos de delação premiada, tornando cada vez menor a possibilidade de
colaborarem com as apurações.
Pouco antes do início do julgamento, a Procuradoria-Geral da
República divulgou nota em que expressava sua contrariedade ante a libertação
dos empreiteiros. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, o
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que existência de
organização criminosa em funcionamento justifica a prisão de Pessoa.
"Deve-se ressaltar que o paciente foi o principal responsável por
desenvolver o mecanismo e a forma de atuar da empresa ao longo dos anos,
baseando-se na formação de cartel e na corrupção de funcionários públicos. Não
há como assegurar que seu afastamento irá realmente impedir que continuam as
mesmas práticas delitivas, arraigadas na 'cultura' e como elemento próprio da
forma de atuar da empresa", sustentou Janot.
Tese de soltura - O advogado Alberto Toron, que defende
Pessoa, ajuizou o pedido de habeas corpus que soltou todos os executivos. Na
tribuna do STF, ele argumentou que há diversas decisões do STF com indicações
de que a prisão preventiva tem caráter excepcionalíssimo. Ele argumentou também
que a detenção por prazo indeterminado, antes do julgamento, não era mais
necessária para assegurar a instrução criminal, porque que essa fase processual
já terminou. "O interrogatório está marcado para 4 de maio, segunda-feira
próxima, ou seja, todas as testemunhas já foram ouvidas", afirmou.
Zavascki reconheceu a tese de Toron ao citar que os
requisitos da prisão preventiva e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
apontam que a prova da existência de crime é argumento insuficiente para
justificar, isoladamente, a adoção da prisão preventiva. O relator simplesmente
argumentou que a prisão preventiva só deve ser mantida se ficar provado que se
trata do único modo de afastar riscos contra a garantia da ordem pública e
econômica, a conveniência da instrução criminal e a segurança da aplicação da
lei. Disse ainda que a prisão preventiva não pode ser apenas justificada pela
possibilidade de fuga dos envolvidos, sem indicação de atos concretos e
específicos atribuídos a eles que demonstrem intenção de descumprir a lei.
"Decretar ou não decretar a prisão preventiva não deve
antecipar juízo de culpa ou de inocência, nem, portanto, pode ser visto como
antecipação da reprimenda nem como gesto de impunidade", afirmou Zavascki
no julgamento.
Zavascki também salientou que a decisão pela liberdade
independe da possibilidade de realização de acordos de delação premiada, como
negociava Pessoa, da UTC, e cogitava Pinheiro, da OAS. O ministro afirmou que
seria "extrema arbitrariedade" manter a prisão preventiva
considerando essa possibilidade.
"Subterfúgio dessa natureza, além de atentatório aos
mais fundamentais direitos consagrados na Constituição, constituiria medida
medievalesca que cobriria de vergonha qualquer sociedade civilizada",
afirmou o relator.
Manutenção da prisão - Contrária à soltura dos executivos, a
ministra Cármen Lúcia divergiu do voto do relator e optou por negar o pedido de
habeas corpus feito pela defesa de Pessoa. No seu entendimento, o decreto da
prisão preventiva foi baseado em provas da prática de crimes de alta gravidade
contra a administração pública e de lavagem de dinheiro. Para a ministra, mesmo
com interrogatório já marcado para a próxima semana, seu resultado pode levar à
realização de novas diligências, e testemunhas podem ser novamente
interrogadas. "Não existe instrução quase acabada", afirmou.
A ministra também argumentou que a suspensão de novos
contratos com a Petrobras não impede a continuidade de contratos em andamento,
nem a realização de novos contratos com o poder público. Assim, é difícil
verificar a eficácia das medidas alternativas à prisão propostas no voto do
relator. "Não sei como essas medidas poderiam ser impostas com controle
absoluto", afirmou.
Último a votar, o ministro Celso de Mello acompanhou a
divergência aberta pela ministra Cármen Lúcia. Para ele, ainda persistem os
motivos que ensejaram a prisão do empresário: a periculosidade do réu e a
probabilidade de continuidade dos graves delitos de organização criminosa,
corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Para o ministro, é inviável a conversão
da prisão preventiva nas medidas alternativas.
De acordo com o decano da Corte, as circunstâncias que
justificaram a prisão de Pessoa não se esgotaram definitivamente, especialmente
pelo fato de que ainda há a possibilidade de novos depoimentos de testemunhas.
De acordo com a denúncia, mesmo durante as investigações, negociava-se, com
envolvimento da UTC, pagamento de propinas e cooptação de agentes públicos. Pessoa
também foi acusado de patrocinar uma ameaça à contadora Meire Poza, feita por
um advogado que agia a mando da UTC.
"Torna-se inviável a conversão da prisão preventiva em
medidas cautelares alternativas quando a privação cautelar da liberdade
individual tem fundamento, como sucede na espécie, na periculosidade do réu em
face da probabilidade real e efetiva de continuidade da prática de delitos
gravíssimos, como os de organização criminosa, de corrupção ativa e de lavagem
de valores e de capitais", disse o ministro.
TSE QUER OUVIR COSTA E YOUSSEF EM PROCESSO DE CASSAÇÃO DE DILMA
Por Diário do Poder
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TSE quer saber se grana da PETROBRAS foi parar
em Campanha
Presidencial
|
Denúncia é de uso da PETROBRAS para captar grana para
campanha
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João
Otávio de Noronha, determinou que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da
Petrobras Paulo Roberto Costa, delatores da Operação Lava-Jato, sejam ouvidos
no processo ajuizado pelo PSDB que pede a investigação eleitoral da campanha de
2014 da presidente Dilma Rousseff. A ação foi proposta pela coligação do
senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas eleições presidenciais, e pelo
diretório do PSDB no final do ano passado, antes da diplomação da presidente.
Eles querem investigar suposto abuso de poder econômico e político por parte da
presidente Dilma e do vice-presidente Michel Temer na campanha do ano passado,
com cassação do registro dos candidatos — o que pode gerar a cassação do
diploma dos dois.
No início da semana passada, o PSDB apresentou um recurso
contra a decisão de Noronha que negou pedidos de colheita de provas e
inquirição de testemunhas na ação. O ministro, então, reconsiderou a decisão e
determinou o envio de uma carta ao juiz da 13ª Vara Criminal do Paraná, Sergio
Moro, para solicitar o depoimento de Costa e Youssef para que os dois façam
"esclarecimentos capazes de influir" no processo.
O PSDB alega que o tribunal deve examinar a possível
captação de recursos de forma ilícita de empresas com contratos firmados com a
Petrobras, repassados posteriormente aos partidos que formaram a coligação de
Dilma, formada por PT, PMDB, PDT, PC do B, PSD, PP, PR, PROS e PRB.
Na delação premiada realizada no âmbito da Lava-Jato, Costa
disse que Youssef solicitou R$ 2 milhões para financiar a campanha da então
candidata à presidência Dilma Rousseff. O destinatário do dinheiro, segundo o
relato, teria sido o ex-ministro e coordenador da campanha petista, Antonio
Palocci. As denúncias sobre a campanha de 2010, contudo, não são objeto da
análise desta ação no TSE, que investiga a campanha eleitoral de 2014. Costa e
Youssef deverão esclarecer à Justiça Eleitoral, portanto, se foram feitos
repasses à coligação encabeçada pelo PT no ano passado.
O TSE também quer ouvir um servidor do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), pois o PSDB acusa o órgão de ser envolvido em
ocultação de dados econômicos e sociais negativos durante a campanha. Há outros
documentos solicitados para apurar a influência da força do governo durante a
campanha, como dados sobre eventos realizados no Palácio da Alvorada durante o
período eleitoral. (AE)
Marta deixa hoje o PT. E um vídeo feito há 32 anos sobre “o prazer da política”
A senadora Marta Suplicy deixa hoje o PT. Na carta que
enviará ao partido, dirá que a legenda se afastou de seus princípios. É um dos
motivos que justificam que um político com mandato deixe uma legenda sem correr
o risco de perdê-lo, embora eu duvide que a Justiça Eleitoral pudesse cassar
alguém eleito por voto majoritário.
A coisa tem, claro, o seu simbolismo. Há 33 anos, a adesão
do casal Eduardo-Marta Suplicy ao PT foi lida como um reconhecimento, por parte
de uma fatia da elite brasileira, “a consciente”, das iniquidades sociais do
Brasil.
E aí vocês precisam assistir a um vídeo de 1983, Macelo Tas,
na pele da personagem Ernesto Varela, que costumava fazer perguntas
aparentemente ingênuas, foi a um comício do PT em favor das eleições diretas,
realizado na praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, em São
Paulo.
O que se vê é um PT ainda meio mambembe e socialista, lotado
de barbudos, que vendiam livros de Karl Marx em barraquinhas improvisadas. No
meio da turma, “os bonitos e ricos” Eduardo e Marta. Ele, já deputado federal,
tinha sido atropelado na noite anterior e, ferido, era conduzido por ela numa
cadeira de rodas. Tudo doce, amoroso e plácido.
Varela a todos fazia uma pergunta: “Qual é o prazer da
política?” Eduardo tentou, com a precisão habitual: “Eu acho que é… uma missão,
que eu sinto como uma coisa dentro de mim. Uma coisa em busca da verdade. E
buscar a verdade é uma coisa humana”. Sim, leitor, já não fazia sentido.
O repórter fez a mesma pergunta a Marta, então conhecida em
razão de seu quadro sobre sexo no programa TV Mulher, da Globo. “Qual é o
prazer da política?”, pergunta Varela aos 7min55s. E ela: “Olha, eu não sei
qual é. Eu gostaria de entender, viu?, porque eu concorro com ela todo o tempo,
e, muitas vezes, ela vence”. Marta, então, estava mais ocupada, e era uma luta
justa, da política do prazer, não do prazer da política.
Ela só foi descobri-lo 11 anos depois, quando se candidatou
a deputada federal. E gostou da coisa. Nunca mais largou. Se o agora ex-marido
só fez carreira no Parlamento, ela ocupou cargos executivos, como prefeita e
ministra. Deixa o PT para se candidatar à Prefeitura, mais uma vez,
provavelmente pelo PSB.
Trinta e dois anos depois daquele comício, vamos convir,
rico mesmo, tudo indica, é Lulinha, o filho de Lulão. E sem o discreto charme
daquilo que o PT chamava “burguesia”. O casal Suplicy se desfez. O sonho de uma
adesão generosa das elites ao socialismo bocó resultou no conluio do partido
com as empreiteiras.
E nem se pode dizer que o sonho acabou porque o PT se
mostrou igual aos outros. Convenham: o assalto à Petrobras evidencia que nada é
igual ao PT.
Governo diz que execução de brasileiro na Indonésia é "fato grave" na relação bilateral
Por Tatiana Ramil e Bruno Marfinati
SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal disse nesta
terça-feira que recebeu com "profunda consternação" a notícia da
execução por fuzilamento do brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte na
Indonésia por tráfico de drogas, e disse considerar um "fato grave"
nas relações entre os dois países.
Gularte, que ficou preso por 10 anos na Indonésia, tornou-se
o segundo cidadão brasileiro a ser executado no país asiático neste ano, após o
fuzilamento de Marco Archer, em janeiro, também condenado por tráfico de
drogas.
"Constitui fato grave no âmbito das relações entre os
dois países e fortalece a disposição brasileira de levar adiante, nos
organismos internacionais de direitos humanos, os esforços pela abolição da
pena capital", afirmou a nota da Presidência da República.
O comunicado diz ainda que a presidente Dilma Rousseff havia
enviado uma carta ao seu homólogo indonésio, Joko Widodo, para reiterar
"seu apelo para que a pena capital fosse comutada, tendo em vista o quadro
psiquiátrico do brasileiro, agravado pelo sofrimento que sua situação lhe
provocava nos últimos anos".
"Lamentavelmente, as autoridades indonésias não foram
sensíveis a esse apelo de caráter essencialmente humanitário", diz a nota,
acrescentando que o governo acompanhou a situação jurídica de Gularte na busca
de alternativas legais à pena de morte.
O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também manifestou
consternação com a confirmação da execução de Gularte e disse que o Brasil
nunca contestou a acusação, nem o processo judicial da Indonésia, mas a
aplicação da pena de morte.
"Respeitamos a soberania da Indonésia, mas sempre
contestamos a aplicação da sentença por questões humanitárias", disse
Vieira em entrevista coletiva em Bogotá, após reunião bilateral com o chanceler
colombiano.
Vieira acrescentou que tanto Dilma quanto o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva durante o seu mandato tentaram diversas vezes
intervir na situação dos brasileiros por considerarem uma questão humanitária,
mas que o governo da Indonésia ignorou os pedidos.
"Lamentamos que o governo da Indonésia não tenha podido
acatar nossos argumentos que nestas condições afetaram o brasileiro Rodrigo
Gularte", disse Vieira na capital colombiana.
Além de Gularte, quatro nigerianos, um indonésio e dois
australianos foram executados nesta terça-feira. No entanto, uma filipina,
também condenada à morte por tráfico de drogas, teve sua execução adiada na
última hora, depois que uma de suas recrutadoras se entregou à polícia nas
Filipinas.
As execuções foram condenadas pela Organização das Nações
Unidas (ONU) e azedaram as relações diplomáticas entre Brasil e Indonésia.
Em fevereiro, o governo brasileiro decidiu adiar o
credenciamento do embaixador da Indonésia em Brasília à espera de uma solução
para o caso de Gularte, provocando críticas do governo indonésio, que chamou de
volta o seu diplomata a Jacarta.
A Indonésia possui penas severas para crimes relacionados a
drogas e retomou as execuções em 2013 após uma pausa de cinco anos.
Fonte: Agência Reuters - Brasil
_____________________
(Reportagem adicional de Kanupriya Kapoor, em Cilacap, na
Indonésia; e de Claudia García, em Bogotá)
Brasileiro Rodrigo Gularte é fuzilado na Indonésia
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A execução de Gularte
ocorreu na prisão de
Nusakambangan (Arquivo
pessoal)
|
Preso desde 2004 em Jacarta, capital da Indonésia, por
tentar entrar no país com 6 quilos de cocaína em pranchas de surfe e condenado
à pena de morte em 2005, o brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, foi fuzilado
hoje (28), às 14h25, no horário de Brasília.
A informação foi confirmada à Agência Brasil pelo
encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil em Jacarta, Leonardo Carvalho
Monteiro. Segundo ele, antes do fuzilamento, Gularte recebeu a visita de um
padre que também era seu guia espiritual.
Além de Gularte, sete estrangeiros (da Austrália, das
Filipinas, da Nigéria e de Gana) e um indonésio estavam na lista de executados
desta terça-feira. Todos foram fuzilados, exceto a filipina Mary Jane Veloso,
única mulher no grupo. A retirada dela da lista de execuções ocorreu após uma
mulher, que supostamente a recrutou para levar drogas à Indonésia, ter se
entregado às autoridades filipinas.
De acordo com Monteiro, após o cumprimento da sentença, os
corpos começaram a ser preparados e, em cerca de duas horas, serão levados para
Jacarta.
A execução de Rodrigo Gularte ocorreu na prisão de
Nusakambangan, em Cilacap, a cerca de 400 quilômetros de Jacarta. Mais cedo,
Leonardo Carvalho Monteiro, que está no local, informara que não havia nada
mais a fazer.
Segundo Carvalho, uma prima de Rodrigo, Angelita Mauxfekdt,
que acompanhou os últimos meses de Gularte na prisão, foi informada do
cumprimento da pena e esteve com o brasileiro por volta das 14h (4h no horário
de Brasília).
Antes da execução, Carvalho informou que estaria ao lado de
Angelita, em uma sala próxima do local da execução. Pela lei da Indonésia, após
o cumprimento da pena, é feito o reconhecimento do corpo por parentes e
representantes da embaixada do país de origem do condenado, no caso de
estrangeiros.
Os condenados receberam a notificação da execução no sábado
(25). De acordo com a lei local, o aviso deve ocorrer pelo menos 72 horas antes
do cumprimento da pena.
Em janeiro, a Indonésia executou outro brasileiro, Marco
Acher, também condenado por tráfico de drogas. O fuzilamento de Archer gerou
uma crise diplomática entre o Brasil e a Indonésia.
O embaixador brasileiro no país foi convocado pela
presidenta Dilma à época, em um gesto de desagravo do governo brasileiro.
O país asiático, que retomou as execuções em 2013, após
cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais
57 condenados por tráfico de drogas, dois por terrorismo e 74 por outros
crimes.
Agência Heads, do “esquema de Gleisi e Paulo Bernardo”, pode cair nas teias da Operação Lava-Jato
Por Ucho.Info
Integrante novo – Em 2014, quando sentiu a peçonha da que
escorria da traição do PT e dos companheiros Gleisi Helena Hoffmann e Paulo
Bernardo da Silva, o então deputado federal André Vargas, à época
vice-presidente da Câmara, mandou um recado duro por meio da revista Veja. Vargas
afirmou que Paulo Bernardo (então ministro das Comunicações) era beneficiário
do propinoduto que funcionava na Petrobras, através do Grupo Schahin, ligado à
empreiteira Camargo Corrêa.
Disse o ex-petista que o outrora “casal 20” da Esplanada dos
Ministérios teria tentáculos na milionária publicidade do governo federal
através da agência de publicidade paranaense Heads. A agência de publicidade,
segundo a expressão de Vargas na Veja, seria um “esquema deles”, referência a
Paulo Bernardo e Gleisi que, na ocasião, era ministra-chefe da Casa Civil do
governo da “companheira” Dilma Rousseff.
Na edição desta semana da revista Época, uma nova “bomba”
sobre o caso acabou explodindo. Depois da Borghi Loewe (agência operada pelo
primo de Gleisi, Ricardo Hoffmann), a revelação de que chegou a vez de a Heads
ser envolvida no escândalo de corrupção desmontado pela Operação Lava-Jato.
“Depois da Borghi Lowe, a próxima agência a entrar no alvo da Operação
Lava-Jato será a Heads, de Curitiba. Nos últimos dois anos, a Heads dividiu com
a Borghi Lowe e outras duas agências a verba publicitária de R$ 1 bilhão da
Caixa Econômica Federal. A Borghi Lowe é acusada de pagar propina para
conseguir justamente esse contrato com a Caixa. E um ex-vice-presidente da
Borghi Lowe [Ricardo Hoffmann] já topou fazer delação premiada”, informa a
revista.
“Os investigadores suspeitam que, para entrar nessa conta da
Caixa, a Heads tenha seguido o mesmo expediente que a Borghi Lowe. Outro fato
que chama a atenção dos investigadores é que, no ano passado, a Heads
compartilhou com duas agências os R$ 330 milhões de publicidade da Petrobras,
empresa que está no epicentro do petrolão. A Heads atende outras duas
companhias investigadas pela Lava Jato: a Sete Brasil, fornecedora de navios da
Petrobras, e a Andrade Gutierrez, construtora proibida de fechar novos
contratos com a estatal. No governo federal, a Heads ainda divide com uma
agência os R$ 38 milhões de verba publicitária do Ministério do Trabalho e tem
a conta de R$ 10 milhões da Embrapa”, diz a Época.
“Vargas insinuou que [Paulo] Bernardo é beneficiário do
propinoduto que opera na Petrobras. O ministro, segundo o deputado, seria o
intermediário de contratos entre o grupo Schahin, recorrente em escândalos
petistas, e a petroleira. Bernardo teria recebido uma corretagem por isso,
recolhida e repassada pelo “Beto”. É assim, com intimidade de sócio e amigo,
que Vargas trata o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal sob a
acusação de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro que teria chegado a 10
bilhões de reais. Parte desse valor, como se revelou nas últimas semanas, são
as propinas de negociatas na Petrobras. As insinuações vão além. A senadora
Gleisi e seu marido não gostariam ainda de ver expostas as suas relações com a
Agência Heads Propaganda do Paraná. Seria, na expressão atribuída a Vargas, um
“esquema deles”, destacou a Veja.
Não se pode esquecer que, em tempos outros, Vargas, ainda
com a atuação política restrita a Londrina, importante cidade do interior
paranaense, usou o esquema criminoso de Youssef para esquentar dinheiro da
campanha de Paulo Bernardo. Coincidência ou não, Vargas, Youssef e Paulo
Bernardo sempre foram próximos de José Janene, falecido em 2010 em decorrência
de cardiopatia grave, o então deputado federal do PP que, com anuência de Lula,
deu vida ao esquema de corrupção que culminou com a Operação Lava-Jato.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Pântano do petrolão chega aos pés de Lula
Joice Hasselmann e Augusto Nunes comentam a capa de VEJA
desta semana sobre os segredos do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da
OAS, que ameaça envolver Lula na investigação do petrolão. E o colunista Felipe
Moura Brasil diz que Senado tem de impedir Luiz Edson Fachin de chegar ao STF.
A DITADURA MARXISTA NA EDUCAÇÃO
Por Percival Puggina
Durante décadas,
vivemos sob ditadura marxista no ambiente acadêmico. Era marxista a chave de
leitura para todos os fenômenos sociais, históricos, políticos e econômicos.
Eram marxistas os parâmetros curriculares, a bibliografia, os referenciais
teóricos, as provas, as respostas aceitas como corretas e as teses. Todo o
ensino se abastecia na mesma padaria, e todo pão do saber era servido com
fermento marxista. Descendo os degraus para os demais níveis, multidão de
professores do ensino médio e fundamental, nutrida do mesmo pão, servia do que
lhe fora dado. E assim se formavam jornalistas, mestres, doutores e
alfabetizadores. Marx no topo e Paulo Freire na base. A alfabetização, que era
feita em poucos meses no primeiro ano do ensino fundamental não se completa em
três anos. E 63% da população é analfabeta funcional. Eis é a excelência em
injustiça social!
No Brasil,
felizmente, o engodo marxista caminha para extinção. Mundo afora, em 150 anos
de história, só produziu caca. Suas deficiências estão sendo escancaradas,
entre nós, por três avanços tecnológicos: internet, redes sociais e IPhone.
Através desses novos meios, abrem-se ao brasileiro comum, em especial aos
jovens, novos horizontes e melhores fontes de conhecimento. Méritos a Olavo de
Carvalho e seus alunos. Mérito aos conservadores e liberais que se organizam
com o intuito de enfrentar a hegemonia cultural marxista imposta ao país ao
longo de décadas. Méritos aos novos escritores, jornalistas, pensadores e
blogueiros que emergem das trevas, portando as minhas esperanças e formando uma
nova elite, em tudo superior a que pavimentou o caminho de Lula e dos seus.
Desejo pronta recuperação a quem tem enxaqueca e convulsões
ante essas duas palavras - "liberais" e "conservadores".
Mas eu precisava fazer este anúncio para dizer que a situação começa a mudar.
Quem o diz é a voz das ruas e são os fatos que o indicam. É nítido o mal-estar
instalado em setores significativos do mundo acadêmico e do jornalismo
brasileiro, habituados a falar sem contraditório. A percepção de que o marxismo
e a esquerda perdem fieis e ganham oposição consistente na sociedade onde
haviam construído hegemonia está desestabilizando muita gente que já começa a
falar em guerra! Políticos habituados a assassinar reputações, assistem o suicídio
da própria. No fundo, prefeririam que as posições estivessem invertidas. Então,
bradariam por impeachment e estariam dizendo, dele, aquilo que de fato é: um
meritório instituto, concebido para lembrar ao governante que pode muito, mas
não pode tudo. O crescente descrédito do marxismo e o desprestígio do governo
são duas boas notícias para a Educação no Brasil.
A Involução Cultural
Por Percival Puggina -
Palestra, A Involução Cultural do palestrante Percival
Puggina, promovido pelo Instituto Pelotense de Estudos Conservadores no dia
17/04/2015 no auditório da OAB em Pelotas/RS.
Bloco Verdade e Coerência pede esclarecimentos à Fernando Pimentel
Por Gustavo Corrêa
O Bloco Verdade e Coerência pede que Fernando Pimentel
justifique a medalha à João Pedro Stédile.
Militares e civis unidos em prol de uma política proba!
É patente a crise política institucional evidenciada no
plano político nacional, isso nos desperta a inadiável necessidade de nos
mobilizarmos democraticamente para confrontarmos as práticas políticas
patológicas e criarmos alternativas para superá-las; os princípios e valores
cultuados pelas Instituições Militares assumem espaço central no debate
político contemporâneo.
A partir dos referenciais éticos e morais enraizados nas
comunidades castrenses, militares veem propondo a construção de um sistema
político-sociológico verdadeiramente inclusivo, em que a sua organização e
forma comportamental passem a ser repensadas, implicando, sobretudo, uma
mudança estrutural e cultural mais proba e humanizada, voltada para o
atendimento das necessidades sociais emergentes e suas especificidades.
Trata-se a tese do militarismo social.
De maneira ampla, o militarismo social é um movimento
político, cívico e social fundado por militares das Forças Auxiliares e Armadas
no sentido de atuar politicamente no âmbito da sociedade civil, transplantando
para a Administração Pública a eficiência, o comedimento e a probidade que lhes
são peculiares, sem, contudo, militarizá-la.
O militarismo social defende o respeito à dignidade humana e
crê na importância da família, constituída e devidamente orientada, como célula
mater da sociedade; defende a liberdade de culto e a tolerância religiosa, e
acredita na capacidade transformadora da educação humanística para a
constituição de uma humanidade de propósitos mais elevados, a partir da
educação das crianças, jovens e adolescentes, no sentido de formar cidadãos mais
conscientes, íntegros, educados e gentis.
O braço político do movimento militarismo social é o Partido
Militar Brasileiro (PMB). No que pese o seu nome, o PMB é uma agremiação
política heterogênea, congrega militares e civis em geral (trabalhadores da
indústria e comércio, professores, advogados, profissionais liberais,
funcionários públicos e cidadãos em geral) preocupados com o futuro do Brasil,
com o tipo de sociedade que vamos legar às futuras gerações. Em comum, todos
têm o desejo de transformar o Brasil num país mais justo e democrático, cujos
administradores levem realmente em conta o respeito à dignidade humana e a
honestidade no trato dos recursos e da coisa pública.
Em resumo, o militarismo social se fundamenta na
transposição de valores da caserna para a Administração Pública, como a
eficiência, a prestação de contas e a seriedade no emprego dos recursos
públicos. Ele se constitui numa reação de diversos setores da sociedade –
agrupados em torno do PMB – à anomia social que aflige o Brasil atualmente.
Anomia essa traduzida pela inoperância da “máquina pública”, pela deterioração
da qualidade de vida do povo, pelo crescente descrédito dos poderes públicos,
pela corrupção nas instituições mais fundamentais do organismo social, pela
constatação do abismo que existe entre os legisladores e o povo, pelo aumento
da insegurança pública, da violência e do aviltamento moral que já aflige parte
do nosso povo e ameaça as futuras gerações.
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Obs: A editoria de Revista Sociedade Militar não
necessariamente compartilha das opiniões expressas nos textos.
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