segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A parceria entre a presidente e jornalistas estatizados confirma: Demonstrações de sabujice explícita requerem mais coragem do que atos de bravura em combate


Sobretudo com câmeras e gravadores por perto, certas demonstrações de vassalagem exigem mais coragem do que atos de bravura em combate ─ desses que rendem condecorações capazes de matar a família de orgulho e matar de inveja a vizinhança. A brasileiríssima tribo dos jornalistas a favor é imbatível nessa ousada forma de pusilanimidade. Se bajulação temerária fosse uma modalidade olímpica, os craques da imprensa fariam bonito nos Jogos do Rio.

O vídeo que exibe trechos das entrevistas concedidas por Dilma Rousseff na Suécia e na Finlândia avisa que a turma está em ótima forma. Decididos a abater a pauladas quem sugere o atalho do impeachment para encurtar a passagem pelo Planalto da pior governante da história, os soldados da desinformação confirmaram que expor publicamente a alma subalterna não é para qualquer poltrão. Só não teme o espetáculo da sabujice quem tem coração valente.

No dia 18 de outubro, um domingo, Dilma chegou para a conversa em Estocolmo compreensivelmente tensa. Acuado pela Operação Lava Jato, atarantado com a crise econômica ainda em seu começo, abandonado por aliados que fogem do naufrágio nas urnas, desprovido de programas ou ideias, o poste que Lula instalou no coração do poder tem um único projeto claramente definido: manter o emprego.

Vai começar a sessão de tortura, parece murmurar a crispação do rosto, sublinhada pelas sobrancelhas arqueadas e pelos lábios irrequietos. O que vai começar é a vassalagem, corrige já na primeira pergunta um entrevistador estatizado. Ele não aparece na tela. Ouve-se apenas a voz de apresentador de desfile de escolas no 7 de Setembro formulando a questão inverossímil: “O caso do Eduardo Cunha repercutiu no mundo inteiro, foi notícia de jornais do mundo inteiro. Isso não causa um certo constrangimento ao governo brasileiro, embora seja o Poder Legislativo, como a senhora disse?”

Quer dizer que no resto do planeta não se publicou sequer uma vírgula sobre a maior roubalheira ocorrida desde o Dia da Criação? Quer dizer que em todos os países só se fala em Eduardo Cunha? Até Dilma se mostra espantada com a novidade formidável: o correntista suíço ocupa tanto espaço no  noticiário em língua estrangeira sobre o Brasil que não sobram míseros cantos de página para tratar do monumental esquema corrupto que esvaziou os cofres da estatal indefesa.

Com cara de quem achara aquilo bom demais para ser verdade, a entrevistada explica que a extraordinária notoriedade internacional do presidente da Câmara não lhe causa constrangimento. “Seria estranho se causasse… ele não integra o meu governo”. Pausa. Três ou quatro entrevistadores falam ao mesmo tempo. “Ah, eu lamento que seja um brasileiro, se é isso que você está perguntando”, prossegue Dilma.

Outro entrevistador endossa os patrióticos receios do companheiro de profissão e de luta: “A senhora acha ruim para a imagem do país?” Quer dizer que o que deixa o Brasil mal no retrato não é o assombroso desempenho no campeonato mundial da corrupção institucionalizada, nem a vertiginosa ascensão no ranking planetário da incompetência administrativa, mas sim o parlamentar que engordou contas secretas com negociatas das quais participou por integrar a base alugada do governo Lula? Haja cinismo.

“Olha, eu não diria…eu… eu acho que se distingue perfeitamente, no mundo, o país de qualquer um de seus integrantes”, segue em frente a sopa de letras servida pelo neurônio solitário. “Nenhum país pode ser julgado por isso ou por aquilo, nem o Brasil, nem a Suécia, nem os Estados Unidos”, desanda a Mãe do Petrolão antes de encerrar o palavrório: “Eu lamento que aconteça com um brasileiro, um cidadão brasileiro”. Cunha rebateu de bico no dia seguinte: “Eu lamento que seja com o governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”.

Na terça, em Helsinque, Dilma avisou que não iria responder a Eduardo Cunha antes de responder a Eduardo Cunha. “O meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção”, delira no fim do vídeo a faxineira que vive cercada de lixo. “Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente”. Como é que é?, teria berrado um jornalista independente se comitivas presidenciais reservassem alguma vaga a essa espécie em extinção. Como pode uma presidente da República tratar a verdade com tamanha selvageria?

Nenhum dos presentes ousou assombrar-se com a desfaçatez da viajante. Nenhum se atreveu a balbuciar a obviedade evocada por Eduardo Cunha na quarta-feira: “Eu não sabia que a Petrobras não faz parte do governo”. O silêncio dos rapazes da imprensa confirmou que ali só havia gente sem medo de ser servil. Eles jamais perguntam o que os chefões não gostariam de ouvir. O que deveria ser uma entrevista coletiva sempre é reduzido a um chá de senhoras que permite a presença de jornalistas domesticados.

Dispostos a tudo para não melindrar o equilibrista que transformou pedidos de impeachment em instrumentos de sobrevivência política, os líderes da oposição oficial dispensaram-se de lembrar que, se os envolvidos no Petrolão interpretassem a si próprios num filme sobre a bandalheira sem precedentes, Eduardo Cunha apareceria nos créditos bem abaixo da dupla de astros formada por Lula e Dilma. Seu nome disputaria espaço com a multidão de coadjuvantes.

Nesse pelotão intermediário se acotovelam um ex-presidente da República, ministros e ex-ministros de Estado, senadores, deputados federais, governadores, empreiteiros, ex-diretores da Petrobras, pajés dos partidos no poder, parentes de Lula, amigos de Lula, agregados de Lula, doleiros de alta patente, despachantes de propinas milionárias, consultores especializados em maracutaias, secretárias espertas, amantes gulosas, esposas ressentidas e, claro, tesoureiros do PT. E José Dirceu, naturalmente.


Os oposicionistas incapazes de opor-se? Esses estarão espremidos no bloco de figurantes. O Brasil tem a espécie de governo com que sonha qualquer oposição. A sorte do bando no poder é lidar com partidos de oposição com os quais todo governo sonha.

Homens de barba namoram mais ?


O ladrão voltou para assombrar Lula


O fim de Lula, de Dilma e do PT


A Economia Brasileira não tem mais metas



Denise Campos de Toledo, comentarista da Jovem Pan, critica a falta de metas econômicas por parte do governo.

A fuga de Henrique Pizzolato


domingo, 25 de outubro de 2015

Não podemos desanimar !



O historiador Marco Antonio Villa fala sobre a resiliência da oposição, que deixa o projeto criminoso de poder administrado em Brasília tomar fôlego.

Haverá choro e range de dentes



Falo aqui a sequência de Twitters que escrevi hoje. Eu estou muito preocupado com a gravidade e a aceleração da crise política.

Situação do desemprego está piorando rápido



Ontem, a gente soube que a taxa de desemprego nas maiores cidades do país foi para 7,6%. O Brasil já teve taxas piores, de 10%, até meados da década passada. O problema é que a gente está voltando para lá, para aquele momento em que o país saía da crise dos anos 2001-2003, mas ainda não criava emprego suficiente.

As previsões para o ano que vem são de desemprego de 9% a 10% na média do ano. Neste 2015, a gente deve fechar com desemprego médio de 7%.

Sim, a coisa está piorando rápido. A renda do trabalho das famílias na média caiu 5% sobre o ano passado, já descontada a inflação.

Desde o século passado não havia um aumento tão grande de gente a procura de emprego nas seis maiores metrópoles do país. Em um ano, o aumento foi de 56%. São mais 670 mil pessoas procurando emprego, sem conseguir. Antes, o maior aumento registrado de gente desempregada tinha sido de 22%, lá em 2003.

Isso foi o que a gente soube ontem, pela pesquisa do IBGE. Como a gente acabou de ver, faz mais de uma década que tanta gente não perdia emprego com carteira assinada no Brasil, segundo os dados do Ministério do Trabalho.

Quando o desemprego vai começar a diminuir? Vai demorar mais que a crise econômica. Em geral, uma economia começa a recuperar o nível de emprego depois que sai de uma crise, depois que voltam os investimentos e a necessidade de ampliar a capacidade produtiva, que agora está muito ociosa. Para que os investimentos voltem é preciso também que as empresas fiquem mais confiantes no país. Isto depende de o governo colocar as contas em ordem e que seja capaz de investir um pouco também, que não exista medo de mais impostos e mais altas loucas do dólar. Enfim, alguma previsibilidade e uma mãozinha dos investimentos públicos.

Por enquanto, isso está em falta.

Do mensalão ao petrolão


A República está virando uma piada no Brasil


Oposição sem vergonha



Noblat comenta a atitude frouxa da oposição diante de Eduardo Cunha, presidente da Câmara.

sábado, 24 de outubro de 2015

O naufrágio do vice-almirante que tripulava roubalheiras nucleares tirou o sono do comparsa que acabou de assassinar a CPI


No relatório que desmoralizou de vez a infame CPI que fingiu investigar a Petrobras, o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) absolveu os criminosos, condenou os homens da lei e se declarou indignado com o que considera “excesso de delações premiadas” ocorridas na Operação Lava Jato. É compreensível que o relator de araque ande atravessando madrugadas assombrado por gente que, para escapar de punições mais salgadas, topa contar tudo o que sabe. É natural que não pare de pensar em Curitiba.

Luiz Sérgio, constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, não dorme direito desde julho passado, quando foi preso pela Polícia Federal o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Nomeado por Lula em 2005, o militar de 76 anos presidiu a Eletronuclear até abril. Nesse período, sem desativar sua “empresa de consultoria”, reativou as obras da usina de Angra, refez os contratos com empreiteiras que no momento chapinham no pântano do Petrolão e embolsou propinas que somam pelo menos R$ 4,5 milhões.

Nesse mesmo espaço de tempo, Othon estreitou as relações suspeitíssimas que mantém com Luiz Sérgio desde os anos 80. Eles se conheceram quando o oficial da Marinha especializado em engenharia nuclear servia ao regime militar e o dirigente sindical rezava no altar do PT. Descobriram que haviam nascido um para o outro depois que Luiz Sérgio se elegeu prefeito. Os laços ficaram mais sólidos a cada campanha eleitoral. E viraram amigos de infância quando o deputado pousou no primeiro escalão do governo Dilma.

No Ministério de Relações Institucionais e no da Pesca, Luiz Sérgio ficou famoso pelas cenas de sabujice explícita com que costuma reverenciar os chefes da seita. Esse traço de caráter não parecerá mais repulsivo que o prontuário depois de incorporadas as anotações que estão faltando. Se o vice-almirante revelar tudo o que fez junto com o deputado, a dupla terá tempo de sobra para colocar a conversa em dia no pátio de uma cadeia.

LULA - Todo Mundo que NÃO Roubou pode Chamar PETISTA de LADRÃO


Corrupção estável na cleptocracia BR: 100%


A crise só passa com a prisão de Lula


Copom mantêm taxa básica de juros em 14,25%, mas inflação continua subindo



O Copom, Comitê de Política Monetária, do Banco Central manteve sem alteração, em 14,25%, a Selic, taxa que serve de referência para os juros cobrados no Brasil. Apesar da medida, a inflação continua subindo.

Efeito Dilma: Desemprego e inflação nas alturas; BC joga toalha



O momento é desesperador para a economia brasileira. IBGE mostra que o desemprego é o maior em seis anos. A meta de inflação virou lenda. O desastre é tão grande que até o Banco Central desistiu. O Congresso espera clima de comoção para tomar uma atitude. Mais?

O Catão da moralidade gaúcha, a RBS, foi pego com as calças nas mãos


Relator da CPI da infâmia está na caixa preta do vice-almirante do Eletrolão



Que motivos teria o deputado Luiz Sérgio, do PT do Rio, para transformar o relatório da CPI da Petrobras em um tapa na cara de todos os brasileiros? A resposta pode estar no Eletrolão.