Por Políbio Braga
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE
Por Percival Puggina
Graças a isso, minha
geração nunca presenciou um antipetebismo, um antipedessismo, um antiarenismo
ou um antipeemedebismo. Daí uma certa surpresa com o surgimento do antipetismo,
força política com inusitada disposição para agir, tanto no campo da produção
intelectual quanto na militância de rua. Sobrepondo-se aos partidos, o
antipetismo desempenhou papel decisivo na sucessão estadual gaúcha de 2002,
definindo as surpreendentes oscilações que se observaram ao longo do processo
eleitoral.
Todos os analistas que se debruçaram sobre aquele pleito,
dentro e fora do PT, foram unânimes em sublinhar esse fenômeno. Tarso Genro,
então derrotado, também atribuiu ao antipetismo o resultado da eleição. O
cientista político Giusti Tavares qualificou tal dito como tautológico,
equivalendo a dizer que o PT perdeu porque seu adversário ganhou.
Nestes dias, estamos assistindo o antipetismo surgir como
força política dominante em diversas unidades da Federação. Foi ela que
primeiro viu em Marina Silva uma possibilidade de interromper a hegemonia
petista no pleito de outubro. Foi ela que, tão logo o petismo fez os estragos
de costume na imagem da acreana, mudou-se para o Aécio Neves, produzindo a
reviravolta contada pelas urnas do dia 5 deste mês. É ela que agora, no Rio
Grande do Sul, se mobiliza para impedir a reeleição de Tarso Genro. É ela que,
nacionalmente, motiva a ação da oposição mais visível ao governo Dilma exercida
por intelectuais e jornalistas com acesso a alguns meios de comunicação. E é
ela que proporciona uma intensa mobilização oposicionista de massa, cotidiana e
diuturna nas redes sociais. O antipetismo encontrou nessa nova mídia, tão
caseira quanto universal, uma ferramenta de difusão de informações, de ditos e
contraditos, assumindo à conta própria, aquilo que a oposição
político-partidária não consegue fazer.
O antipetismo, escrevi em artigo publicado no Correio do
Povo em 27 de março de 2003, é a tempestade colhida pelos semeadores de ventos.
Quem observou a conduta dos candidatos presidenciais nos debates da
Bandeirantes e do SBT pode apreciar nas falas da presidente Dilma (e nas
ensandecidas falas de Lula nos últimos dias) o modo de agir do petismo. Porque
deixa de lado a ética, a verdade e o interesse nacional, essa conduta, com o
tempo, concede ainda maior vigor aos que a ela e a seu partido se opõem. No
coração do petismo se vai produzindo a lesão que, com o tempo, debilitará o
partido e o levará à derrota.
Quantas e quantas vezes, nos últimos 12 anos, em artigos,
vídeos e palestras, chamei a atenção para a descontinuidade entre o furor
acusatório do PT contra o governo FHC e seu total desinteresse, após assumir o
poder, em investigar aqueles a quem acusara! Assim é o petismo, sempre
transformando mentiras e versões em verdades e fatos. Na oposição, bastam-lhe
os danos causados pelas acusações que faz. No governo, bastam-lhe os dividendos
do poder. Mas não há mal que sempre dure.
______________
Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de
Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org,
colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de
Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões,
integrante do grupo Pensar+.
sábado, 18 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Militante petista surta e promove barraco no campus da UNB
Por Canal da Direita
Vídeo divulgado no Facebook mostra mulher que se diz
candidata filiada ao Partido Comunista Brasileiro e professora surtando e
agredindo verbalmente pessoas que estavam com bandeiras de Aécio Neves.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
NÃO PODEMOS ESMORECER!
Por Percival Puggina
Nos anos 60 a 64, houve uma acirrada batalha ideológica no
Brasil. A política era debatida no campo das ideias e o comunismo ganhava
crescente espaço entre os estudantes. Entidades estaduais e nacionais eram
disputadas palmo a palmo e constituíam imagem visível da Guerra-Fria. Lembro-me
que, em fins de outubro, na sede do R.U. (Restaurante Universitário da UFRGS)
as paredes se cobriam de cartazes e faixas comemorativos do aniversário da
Revolução Bolchevique. Era o outubro vermelho da moçada que se deixara seduzir
pelas arengas de Leonel Brizola, pelo sucesso dos rebeldes de Sierra Maestra e
pelo amplo movimento internacional de solidariedade a Cuba (mal sabiam eles o
que estava tendo início naquela infelicitada nação).
Em 1961 surgiu a
POLOP (Organização Revolucionária Marxista Política Operária), como dissidência
do PCB. Em 1962 foi constituída a organização intersindical CGT (Comando Geral
dos Trabalhadores) e, no mesmo ano, nasceu a Ação Popular, aglutinando a esquerda
cristã formada na JUC e na Ação Católica. Essas e outras organizações, depois
de 1964, iriam para a clandestinidade e dariam origem à uma centena de
movimentos e conciliábulos guerrilheiros e terroristas.
Algumas entidades que
surgiram para produzir formação necessária à luta ideológica e cultural de
resistência ao comunismo viveram poucos anos e deixaram má fama, acusadas de
receber recursos financeiros de empresas norte-americanas e da CIA. Por outro
lado, quando o governo Goulart caiu em 1964, acreditaram os defensores das
liberdades democráticas que os perigos do comunismo estavam afastados e foram
tratar da própria vida. Enquanto isso, nos bastidores, ano após ano, teve
sequência o trabalho de infiltração e ocupação de espaços, de formação de quadros,
de organização da massa; continuou o lento e sutil aparelhamento das
instituições de ensino, das cátedras, dos cursos de formação para o magistério;
desenvolveu-se a ocupação das redações dos veículos de comunicação, do ambiente
cultural e dos seminários de formação religiosa. Assim, quando o país se
redemocratizou, estávamos a um passo de dedo para que, em apenas cinco anos, um
partido de massas como o PT já disputasse, com força, a presidência da
República.
Desnecessário falar
sobre os 12 anos de governo petista. Nós, que percebemos para onde ele vem
conduzindo o Brasil, não devemos supor que uma possível derrota do governo nas
urnas do dia 26 equivalha ao desmonte da máquina que está em operação no país,
destruindo reputações, manipulando a sociedade, comprando votos e gerando
violência. No governo, o PT desgoverna, na oposição, não deixa governar.
Portanto, precisamos unir forças e, sem esmorecimento,
prosseguir trabalhando para informar e formar a consciência política da
sociedade, dando vitalidade aos valores de uma sólida democracia
constitucional. Sem democratas, tudo que se consegue é um arremedo de
democracia. E as rãs de Esopo logo estarão pedindo um rei. Uma possível vitória
oposicionista em 26 de outubro é apenas o começo de um trabalho que inicia com
meio século de atraso.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
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