O Ministro Gilmar Mendes foi o relator das contas do PT no
TSE. Ele recomendou a aprovação, mas fez ressalvas. Se coisas novas
aparecessem, ele se encarregaria de enviar isso para a PGR. Pois é, a Lava Jato
trouxe coisas novas.
O papa Francisco tem sempre alguma novidade. Desta vez, ele
encaminhou uma carta aos organizadores do Ano do Jubileu, que a Igreja Católica
abrirá em dezembro. Será um ano reservado à misericórdia. E é com base na
misericórdia que o papa recomenda que os padres concedam a absolvição às
mulheres que praticaram o aborto. Mas só se elas estiverem arrependidas. Vejam
bem. O papa não deu nenhum passo na direção do reconhecimento do direito da
mulher, de interromper uma gravidez indesejada.
Ele e a Igreja continuam a acreditar que o aborto é um
grande pecado. Mas, até agora, a mulher que dissesse ao confessor que tinha
abortado, ela corria o risco de excomunhão. O que mudou é que o pecado pode ser
absolvido.
É mais ou menos a mesma tolerância que o papa Francisco tem
demonstrado com os homossexuais. Não apoia, não estimula, mas compreende que na
comunidade gay muita gente seja sinceramente devota do catolicismo.
Mas vejamos o aborto. Um relatório das Nações Unidas
informou há dois anos que são 23 os países em que a gravidez pode ser
livremente interrompida. Na América Latina é o caso apenas do Uruguai, de Cuba
e da Guiana. Na União Europeia é o caso de quase todos os países, com a exceção
da Irlanda e da Polônia, onde o catolicismo é muito forte.
Vejamos o Brasil. O Sistema Único de Saúde registra 205 mil
internações anuais de mulheres, que tiveram complicações depois de um aborto
malfeito. Uma ONG que acompanha a questão calcula que os abortos sejam por aqui
685 mil por ano. Com o perdão que eu peço ao papa Francisco, não é uma questão
religiosa ou moral. É uma questão de saúde pública.
Por que é, então, que não legalizam o aborto? Precisaria
passar pelo Congresso. Mas a bancada evangélica não permitiria que o Brasil
fosse tão longe. É assim que o mundo gira.
No vídeo que mostra um trecho da entrevista à rádio
Itatiaia, Lula ensina que a oposição tem que ter paciência, conformar-se com o
resultado da eleição de outubro passado, aguardar a próxima sem pensar em
golpes e ajudar o governo a governar. É muita mentira para menos de 1 minuto.
Em apenas 55 segundos, o doutor honoris causa em cinismo ministrou uma aula
magna de vigarice.
Ele jura que, depois das disputas que perdeu em 1989, 1994 e
1998, foi para casa calado e calado ficou nos quatro anos seguintes. Haja
canalhice. O candidato perpétuo nem esperou que a apuração terminasse para
deixar claro que não conseguia ouvir a voz das urnas. Lula jamais engoliu a
vitória de Fernando Collor, muito menos os nocautes que FHC lhe impôs já no
primeiro turno.
Ninguém exigiu o impeachment de Collor com tanta ferocidade
quanto o chefão do PT. Ninguém foi mais hostilizado que Fernando Henrique
Cardoso pela selvagem oposição petista. Em 1995, ainda apostando no fracasso do
Plano Real, Lula continuava atribuindo o fiasco que protagonizara meses antes a
um “estelionato eleitoral”. Três meses depois de derrotado pela segunda vez
consecutiva ─ e por uma diferença de 14 milhões de votos ─, entusiasmou-se com
a palavra de ordem lançada por Tarso Genro: “Fora FHC”.
“Fora FHC”, continuava balindo no segundo semestre de 1999 o
rebanho conduzido pelo sinuelo ensandecido pela compulsão de trocar a
presidência de honra do PT pela Presidência da República. Em 26 de agosto, um
dia depois de uma manifestação de rua em Brasília, Lula achou que a miragem
estava ao alcance da mão. A queda do inimigo era questão de tempo, informava o
sorriso de quem já dormia com o peito enfeitado pela faixa presidencial cerzida
por Marisa Letícia.
A ofensiva boçal fora intensificada na véspera pelos dois
principais oradores da chamada Marcha dos 100 Mil. “Eu sou solidário com tudo o
que se fizer contra esse governo”, informou Leonel Brizola. “Por conseguinte,
eu sou solidário com a instalação de um processo de responsabilidade. Mas eu
quero dizer a vocês todos que eu considero que o que é necessário, que o Brasil
reclama e precisa, reclama e necessita é a renúncia deste homem que está aí”.
O desfile de afrontas foi encerrado pelo farsante que agora
acusa de “golpista” quem prega a renúncia de Dilma. “Eu tô gratificado porque
nós conseguimo dizê ao Fernando Henrique Cardoso e à sua corja que nunca mais…
que nunca mais eles ousem duvidar da capacidade de organização da sociedade
civil brasileira”, gabou-se o campeão de bravata & bazófia . Horas mais
tarde, numa entrevista coletiva, reiterou a opção preferencial pela estratégia
do quanto pior, melhor.
“Vamos fazer um ato por mês nas capitais e uma greve geral
contra a política econômica e as privatizações”, prometeu. Um repórter
perguntou-lhe se concordava com a bandeira desfraldada por Brizola. “Renúncia é
um gesto de grandeza, e Fernando Henrique Cardoso não tem essa grandeza. Ele é
orgulhoso, prepotente e não quer enxergar o que está acontecendo”.
Fazendo de conta que conversava olho no olho com a sigla que
sempre o assombrou, concluiu o numerito cafajeste: “Se a porca entortar o rabo
aqui, você corre para Paris. Mas nós não temos para onde correr”. Hoje lhe
sobra dinheiro para correr em direção ao melhor hotel de qualquer capital
europeia. Como o filho, é um multimilionário. Há pelo menos cinco anos não lhe
têm faltado jatinhos, anfitriões generosos ou patrocinadores perdulários.
O problema é que o Brasil mudou. A lei começou a valer para
todos. Os truques de mágico de picadeiro não funcionam mais. Tudo somado, Lula
não pode correr para lugar algum antes de livrar-se de uma indesejada escala em
Curitiba. É tudo de graça, mas ninguém quer ser hóspede da Operação Lava Jato.
O vídeo ‘estarrecedor’ do interrogatório de Paulo
Roberto Costa, editado pela Folha de S. Paulo, mostra que o delator da Lava
Jato tem medo de ser assassinado pelo PT, como Celso Daniel.
Se você não viu no domingo, assista. Destaco em seguida
os trechos principais.
1º.set.14
“A POLÍTICA É PODRE”
Delegado lê anotação de Costa em caderneta: “Acabar com a
corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”.
Costa: Isso aí colocaram na imprensa, né. Não é frase minha, mas é frase
verdadeira.
Delegado: É do [jornalista e escritor] Millôr [Fernandes]. Mas o senhor
escreveu na cadernetinha do lado dos pagamentos, né.
Costa: Para mostrar como é podre a política brasileira.
29.ago.14
“EU TENHO MEDO”
Costa: Eu tenho um receio. É integridade física
minha. […] Porque… Eu tenho medo. Porque nós estamos falando com [de] uma gente
muito graúda.
[…]
Delegada: O que te traz mais receio, mais medo, a reação dos políticos
ou das construtoras?
Costa: Dos políticos.
Delegado afirma que os citados não têm histórico de
violência. Costa abre um sorriso e diz “Celso Daniel”, o prefeito petista de
Santo André (SP) assassinado no início de 2002.
O delegado pergunta se ele sabia algo sobre o crime. O
ex-diretor diz ter ouvido “de muita gente” que “foi o PT que encomendou”. Em
seguida, acrescenta:
Costa: E hoje, a ex-mulher dele [Celso Daniel] ganhou
um prêmio, né. A ex-mulher dele é a ministra do Planejamento, Miriam
Belchior. Ministra do Planejamento e não entende nada.
Em 10 fevereiro de 2015, pouco mais de cinco meses após
o depoimento de Costa, Dilma Rousseff anunciou a ex-ministra
Miriam Belchior como presidente da Caixa Econômica Federal, cargo que ela
ocupa atualmente.
29.ago.14 “MANIA DE FALAR ALTO”
Costa: Ela [Dilma Rousseff] tem mania de falar um
pouco alto, né? Então você começa a falar assim e depois o telefone vai assim…
[afastando o telefone da orelha]. […] Aí começamos a conversar e aí a mulher
chegou e falou assim: “Olha, vocês têm dez minutos para explicar isso aqui”.
Dez minutos você não explica nada, né?
O mercado financeiro voltou a piorar as projeções quanto ao desempenho
da economia brasileira para esse e o próximo ano. Essas projeções ainda podem
piorar porque o mercado não teve muito tempo para incorporar a decepção com o
PIB desse segundo trimestre. Veja a análise completa da situação financeira do
país com a consultora de economia da Jovem Pan, Denise Campos de Toledo.
As especulações sobre a economia chinesa causam turbulência
nos mercados de todo o mundo. O gigante asiático passa por uma transição
sujeita a solavancos – capazes de atingir o Brasil. Os detalhes da edição de
VEJA desta semana com Carlos Graieb e Augusto Nunes.
É muito estranho o pedido de Janot para arquivar a investigação da
gráfica que teria supostamente perestado serviços para o PT durante a campanha
presidencial de 2014 no valor de R$ 26.800.000,00 ( vinte e seis milhões e
oitocentos mil reais ), gráfica está que não tem funcionários, nem material
gráfico e sua sede efetiva inexiste. Veja a opinião do comentarista político da
Jovem Pan, professor Marco Antonio Villa.
Sem caixa e sem saber como fechar as contas, o governo
debate a recriação da CPMF, o antigo imposto extinto na maior derrota de Lula
no Congresso, em 2007. Acompanhe o ‘Aqui entre Nós’, com Carlos Graieb.
Juiz Sérgio Moro - da operação lava jato - participa de palestra em São
Paulo e diz ser contra o foro privilegiado. Ele também afirmou que não quer ser
celebridade. Moro falou em evento da O-A-B, no Jabaquara, zona sul da capital.
Manifestantes pró e contra o governo entraram em conflito na
tarde deste domingo (30) na Avenida Paulista, próximo a onde está o boneco
inflado do ex-presidente Lula, apelidado de "Pixuleco". A polícia
precisou interver para separar os manifestantes.
Lula hoje disse que não vai deixar a oposição levar a
eleição de 2018 e que pode ser candidato. O fanfarrão só esqueceu que para ser
candidato é preciso estar em liberdade. No dia em que ele garganteava, o boneco
Pixuleko, que anuncia o destino de Lula, foi atacado pela turma do pão com
mortadela.
A ideia de ressuscitar a CPMF com codinome trocado é mais
que outra esperteza tramada pelos embusteiros acampados no poder há quase 13
anos. É uma bofetada no rosto do Brasil que pensa e presta, habitado por gente
que paga todas as despesas do governo arruinado pela incompetência e pela
corrupção. É também um insulto intolerável aos milhões de indignados que exigem
nas ruas o imediato encerramento da era da canalhice.
A carga tributária é cada vez mais indecente, constata o
comentário de 1 minuto para o site de VEJA. Mas cinismo e safadeza não têm
cura. Enquanto programam nas sombras mais aumentos, os extorsionários federais
planejam a exumação da CPMF. Não para melhorar a saúde, mas para reduzir as
dimensões siderais do buraco escavado por Lula e ampliado pelo poste que
instalou no Planalto.
De novo, os incapazes capazes de tudo querem transferir a
conta da farra de que desfrutaram para os lesados de sempre ─ já crescentemente
atormentados pela inflação sem controle e pela expansão do desemprego. Se a
pilantragem não for sepultada no Congresso, a imensa maioria de inconformados
precisa tomar o freio nos dentes e juntar-se num movimento de desobediência
civil cuja bandeira principal será a suspensão do pagamento de todo tipo de
tributo que não tenha como escapar da retaliação merecidíssima.
Esse calote superlativo, que se estenderia até a interdição
dos perdulários irrecuperáveis, foi resgatado do terreno da fantasia pelas
pesquisas de opinião e pelas portentosas manifestações de rua. Os brasileiros
decididos a abreviar o mandato de Dilma vão chegando a 70%. São tratados pelo
governo lulopetista como se fossem um bando de idiotas. Os que permanecem na
seita agonizante nem chegam a 10%. É hora de mostrar-lhes como se deve tratar
todo batedor de carteira fantasiado de governante.
A homologação de Rodrigo Janot no cargo de procurador-geral
da República ficou dentro do esperado, exceto pela agressividade de Fernando
Collor de Mello contra ele. A voz da impotência derrotada pela maioria
implacável. Nenhum parlamentar quer contraria a vontade de uma corporação
importante como a PGR.
Após o episódio do debate entre Janot x Collor, o colunista
de VEJA Marcelo Madureira decidiu trocar a sessão da tarde da TV Globo pela da
TV Senado. Além disso, nasce uma nova estrela no Paraná que domina a Operação
Lava Jato: é a 'Barbie' do PT. Acompanhe a conversa bem humorada no 'O Belo e a
Fera', com Joice Hasselmann.
1) Rodrigo Janot pediu os arquivamentos:
do pedido de Gilmar Mendes para investigar a gráfica VTPB, da campanha de
Dilma; e do inquérito contra o tucano Antônio Anastasia. PT e PSDB aliviados.
a) Janot sobre o primeiro: “Os fatos
narrados não apresentam consistência suficiente para autorizar, com justa
causa, a adoção das sempre gravosas providências investigativas criminais.”
b) Janot sobre o segundo: não há elementos
mínimos para justificar a continuidade da investigação.
2) Época revela documentos diplomáticos que expõem
intermediação de Lula em favor da Odebrecht em Cuba, com garantias de
liberação de recursos do BNDES em condições camaradas. Sim: Lula Inflado é mais
decente.
3) O PT decidiu assumir a defesa judicial da
militante suspeita de rasgar o Lula Inflado com um estilete em São Paulo. Resta
saber se a decisão veio antes ou depois do atentado.
4) Aécio Neves caiu na armadilha de Kennedy
Alencar: disse [aos 6min10seg] que Eduardo Cunha, se réu, perde condições
de se manter na presidência da Câmara, o que irritou Cunha. Acionados por
seus aliados, tucanos tentaram amenizar, chamando a fala de “escorregão”.
5) Em favor de Aécio, destaco sua resposta
ao senador Pimentel, do PT, durante a sabatina de Janot:
A turma do Planalto já está com um rascunho da lei para
recriar a CPMF. No final do ano passado, o governo tentou uma manobra para
reduzir dinheiro para saúde e forçar um novo imposto para área. O líder da
oposição na época, Ronaldo Caiado barrou o golpe, mas o governo novamente
empacotou a ideia.
A economia do Brasil, a produção e a renda, cresceram ainda
menos do que se imaginava no segundo trimestre deste ano, como a gente soube
hoje, pelos números do PIB. Para piorar, os número já ruins do crescimento do
final de 2014 e início de 2015 foram revisados para baixo: a situação era pior
do que se imaginava.
Como resultado, as previsões para o restante do ano
pioraram. A economia, o PIB, deve encolher mais de 2,5%, a previsão séria mais
pessimista até agora. Assim, em 2015 o país vai passar pela maior crise desde
1990, primeiro ano do governo Collor, de hiperinflação e de um plano econômico
que confiscou dinheiro de empresas e indivíduos.
O consumo das famílias caiu pelo segundo trimestre
consecutivo. O consumo das famílias equivale a quase dois terços do PIB do
Produto Interno Bruto, a produção econômica do país em um determinado período.
O consumo não caía por dois trimestres desde 2003, na virada do governo FHC
para o de Lula.
Pior ainda, o investimento em novos negócios e construções
cai faz oito trimestres: isso mesmo, dois anos.
Por enquanto, a única notícia melhorzinha na economia é o
setor externo. Quer dizer, a gente está produzindo mais aqui o que costumava
importar, pois o dólar ficou muito caro.
No mais, há desânimo. A confiança de empresários e
consumidores está nas mínimas históricas, os estoque estão altos, o emprego vai
continuar a diminuir até o ano que vem.
Um dos motivos de tamanho desânimo é a crise política e a
pindaíba do governo. O buraco previsto nas contas públicas do ano que vem é
tamanho que o governo já pensa até em voltar a cobrar a CPMF, imposto sobre
qualquer movimentação financeira, que havia sido extinto em 2007. Dada a crise
política e outras revoltas, vai ser difícil tal imposto ou outro passar no
Congresso. Sem ter como tapar o rombo, a crise do governo piora e assim a da
economia. Estamos entre a cruz do imposto e a caldeirinha de mais crise
econômica.
A turma do PT resolveu se descolar da imagem do “guerreiro
do povo brasileiro”. José Dirceu, o ex-todo poderoso ministro de Lula, foi
abandonado de vez. A prova cabal veio ontem durante a CPI da Petrobras. O PT
deixou Dirceu para tentar salvar Lula.
Óleo de peroba – Na manhã desta sexta-feira (28), em
entrevista à Rádio Itatiaia, em Montes Claros (MG), o ex-presidente Luiz Inácio
da Silva revelou que, se for preciso, disputará a Presidência da República nas
próximas eleições.
“Não posso dizer que sou nem que não sou candidato.
Sinceramente, espero que outras pessoas sejam candidatas. Agora, uma coisa é
certa: se a oposição acha que vai ganhar, que não vai ter disputa, e que o PT
está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário eu vou para a
disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições”, afirmou com
sua contumaz arrogância.
O petista participou na quinta-feira (27), em Montes Claros,
do 1º Encontro dos Povos das Gerais, para discussão de políticas para
comunidades indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas.
Nesta sexta, o lobista de empreiteira participa, em Belo
Horizonte, da abertura do Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
entidade sindical cujo presidente, Vagner Freitas, disse que se preciso os
“companheiros” sairiam às ruas entrincheirados e de armas em punho para
defender Dilma e Lula. O ato será em conjunto com encontro da União Estadual
dos Estudantes (UEE).
Na mira da Operação Lava-Jato e alvo de outra investigação
por tráfico de influência em favor da Construtora Norberto Odebrecht, Lula sabe
que pode ser preso a qualquer momento, algo que se acontecer lhe dará fôlego
extra, pois será transformado em herói na esteira dos discursos mambembes de
que o petista mudou a vida dos brasileiros.
Em campanha declarada, o que fere a legislação eleitoral,
Lula, o alarife, sabe que o seu partido, o PT, classificado acertadamente como
organização criminosa, está com os dias contados e não tem um nome que consiga
participar da corrida presidencial com chances de vitória, de forma de salvá-lo
da derrocada.
Pesquisas de opinião apontam que Lula seria derrotado pelos
tucanos se a eleição presidencial fosse hoje, por isso saiu em campão para
antecipar-se ao calendário eleitoral. A única possibilidade de o ex-metalúrgico
vencer a disputa de 2018 reside na incapacidade do PSDB de fazer uma oposição
inteligente e aguerrida, como nunca se viu no País. (Danielle Cabral Távora com
Ucho Haddad)
Saiu o PIB do segundo trimestre confirmando a recessão em
que o país se encontra que é bem pior do que se achava. Há uma desaceleração
geral da atividade econômica, desemprego e com isso os níveis de investimento
do país não param de cair. Veja a análise completa da situação econômica do
país feita pela consultora e comentarista econômica da Jovem Pan, Denise Campos
de Toledo.
Supremo Tribunal Federal rejeitou a tentativa de anular a
delação do doleiro Alberto Youssef, numa sinalização de que os ministros não
vão ceder às tentativas de abalar a Lava Jato.
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse
nesta sexta-feira (28) que ainda não é candidato do PT à Presidência para 2018,
mas se coloca à disposição "para que a oposição não ganhe". Com todo
o desgaste que o PT está tendo é difícil que alguém desse partido se candidate
em 2018 para a presidência, afirma o comentarista político da Jovem Pan,
professor Marco Antonio Villa, é mais um blefe do ex-presidente.
Em São Paulo, vice-presidente Michel Temer, do PMDB, diz que
volta da CPMF, por enquanto, é apenas "burburinho". Agora à noite,
ele participou de um jantar em sua homenagem, oferecido pelo presidente da
FIESP, Paulo Skaf, do mesmo partido. O encontro acontece no momento em que o
PMDB vive um impasse com o PT, depois que temer deixou a articulação política
do governo.
As contas do governo tiveram "apenas" o pior desempenho
dos últimos 19 anos. Isso, num momento em que há uma grande preocupação em
garantir um mínimo de superávit, para que o País escape do rebaixamento, da
perda do grau de investimento ou do selo de bom pagador. O governo até tem
conseguido cortar gastos, mas não a ponto de compensar a queda forte de
receita. A arrecadação de impostos caiu 5% no mês passado, em termos reais,
descontada a inflação. Sem esquecer que esse corte de gastos, na prática, foi
muito mais corte de investimentos, de repasses de recursos, até pra áreas
prioritárias, como educação.
E agora, pra tentar melhorar as contas, o governo pensa em
aumentar mais a carga de impostos. Quer tirar mais de uma economia em recessão.
Pra isso cogita, inclusive, a volta da CPMF. Lembra, aquele imposto que incide
sobre todas as transações financeiras, mesmo quando você dá um cheque pra pagar
uma dívida? Certamente, vai enfrentar muita resistência política. E a maré não
anda boa. Mas a tentação é grande.
O governo não sabe de
onde tirar dinheiro, pra cumprir a meta fiscal, que já foi reduzida para apenas
0,15% do PIB. No começo do ano a meta era de 1,2% do PIB. Pelo mesmo motivo -
reforçar as contas públicas - já tivemos aumento de IOF, de PIS Cofins sobre
importações, do IPI sobre os carros e outros produtos, a volta da Cide sobre os
combustíveis. Já foi aprovada a maior oneração da folha de salários.E a
tributação sobre heranças e para os bancos também deve aumentar.
No final das contas, em vez de melhorar a receita, a carga
mais pesada de impostos pode é aprofundar a recessão, provocando mais
desemprego, ao impor mais custos para as empresas e todos nós. Seria bem melhor
que o governo cuidasse de estimular as exportações, os investimentos, acelerar
as concessões de infraestrutura, pra gerar receita de forma saudável, sem
penalizar mais a economia. Quanto mais fraca a atividade econômica pior a
geração de impostos. E não se iluda com a prometida redução dos Ministérios. É
importante, é cortar na carne, mas não é isso que vai colocar as finanças
públicas em ordem. Ainda vão querer que a gente pague uma conta maior. E o
aperto deve continuar no ano que vem. A própria presidente Dilma já disse que
não tem como garantir que vá ser um ano maravilhoso. E do jeito que estão
fazendo, pode não ser, sequer, razoável. A previsão já e de mais recessão em
2016.
Prestem atenção. Não existe a menor possibilidade, de os
bolivarianos ganharem a eleição para o Parlamento da Venezuela, em 6 de
dezembro. Eles sabem disso. E já montaram a maior operação de fraude na recente
história eleitoral da América Latina. Fizeram uma nova divisão dos distritos
eleitorais para prejudicar a oposição. Expulsaram os observadores americanos da
Comissão Carter, e tentam impedir que a OEA, a Organização dos Estados
Americanos, fiscalize a falta de honestidade da eleição.
O presidente Nicolas Maduro virou um personagem patético. O
regime político inventado pelo finado Hugo Chávez está falido. Não há uma única
boa notícia na Venezuela. A inflação está em 240 por cento. O PIB vai cair este
ano em 5 e meio por cento. Quem for a um supermercado encontrará apenas três
mercadorias entre as dez que procura. A escassez é tão grave que os pequenos
traficantes de maconha e cocaína preferem agora fazer o tráfico de comida. É um
tráfico que até tem nome. Se chama "bachaqueo". A farmácias também
estão com as prateleiras vazias. Então os venezuelanos doentes estão comprando remédio
veterinário.
Essa falência tem duas causas. A primeira é a incompetência
de um modelo econômico corrupto e centralizador. A segunda é a queda dos preços
internacionais do petróleo. Um barril custava 100 dólares há um ano. Hoje custa
42 dólares. O petróleo representa 95 por cento das exportações da Venezuela. E
o que faz o presidente Nicolas Maduro? Ele cria um bode expiatório atrás do
outro. Manda prender donos de lojas de alimentos, porque diz que são eles os
culpados pelas filas. Afirma que os Estados Unidos conspiram contra ele. E há
dez dias, para estimular o pouco que restou de patriotismo, inventou um
conflito com a Colômbia. Fechou a fronteira e expulsou mil colombianos. Mas
nada disso funciona. O modelo bolivariano, que já teve um forte apoio militar, está
caindo aos pedaços. É assim que o mundo gira.
Parece que passou a
fase de maior susto do mercado financeiro global. Houve problemas seríssimos
com relação à China, uma queda muito acentuada da bolsa lá, mas o governo
interviu e apesar de ser a segunda maior economia do mundo, a China não é
exatamente uma economia de mercado então quando há necessidade o governo lança
mão de várias medidas, intervêm e tenta segurar qualquer pressão, seja na bolsa
de valores ou no andamento da economia.
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, sustenta que
foi procurado pelo ex-deputado Pedro Correa, que hoje encontra-se preso,
cumprindo pena pelo Mensalão e também como réu na Lava Jato, e José Janene,
este falecido, para ser o homem do Partido Progressista na Petrobras. Mas quem
o indicou? Janene e Correa não o encontraram nos classificados de empregos e
nem bateram à porta dele por acaso. Quem o indicou foi quem hoje ele protege.
Na minha opinião, após estudar todas as delações, todo o histórico de Paulo
Roberto Costa, toda a intimidade dele com o centro do poder, ao ponto de ser
chamado de Paulinho, quem o indicou para comandar a roubalheira foi o pai do
petrolão: o hoje cidadão comum, Luis Inácio Lula da Silva.
Chegou a hora do Chefe se explicar.
Solicitei à presidência da comissão que na próxima reunião
deliberativa seja colocado em votação o meu requerimento convocando Lula para
depor na CPI.
É INACREDITÁVEL!!! A
bancada do PT na Assembleia conseguiu realizar a proeza ontem de criticar com
veemência um projeto que vai incentivar que pessoas e empresas ajudem as
escolas públicas gaúchas, sem QUALQUER ÔNUS ao poder público. Sério! E ainda
votaram CONTRA sob argumento de o governo Sartori querer com isso PRIVATIZAR o
ensino público. Mas é muito PRECONCEITO com a iniciativa privada, com alunos,
com pais de alunos e também com os professores!!
O que aconteceu na
tarde desta terça-feira, na verdade, foi algo muito diferente - e benéfico para
a educação e a sociedade gaúcha. O Projeto de Lei do Poder Executivo que
institui o programa "Escola Melhor: Sociedade Melhor" permite que
pessoas físicas e jurídicas doem recursos materiais (como equipamentos e
livros) para escolas estaduais, patrocinem a manutenção, conservação, reforma e
ampliação da rede pública, além de poderem disponibilizar banda larga,
equipamentos de rede wi-fi e informática (como computadores, tablets, dentre
outros).
A lei ainda diz que
as pessoas físicas e jurídicas que aderirem ao programa poderão divulgar, para
fins promocionais e publicitários, as ações praticadas em benefício da escola.
Por fim, poderá ser concedido um certificado emitido pelo governo do Estado às
pessoas físicas e jurídicas que participarem do programa para destacar os
relevantes serviços prestados à educação do RS.
Repetindo: os
petistas alegaram que o projeto vai "privatizar" as escolas. É muito
PRECONCEITO contra a sociedade livre, contra a iniciativa privada, contra pais
de alunos e mesmo contra alunos e professores. Ou, então, é só a defesa, na
prática, do "quanto pior, melhor": para o PT, que entregou o estado
destruído, deve ser realmente melhor que a educação pública fique ainda mais
sucateada agora que não são mais governo...
O personagem da
semana é um ilustre reincidente. Já foi poderoso, comandou o país, fez discurso
bonito, foi derrubado e hoje disputa mesmo uma vaga na Papuda. Conheça quem é
com Joice Hasselmann
O programa
“Plenárias”, da TV Justiça, desta semana analisa o julgamento do Recurso
Extraordinário (RE) 635659, com repercussão geral, no qual se discute a
constitucionalidade da criminalização do porte de drogas para consumo próprio.
Pedido de vista do
ministro Edson Fachin suspendeu o julgamento. O relator, ministro Gilmar
Mendes, apresentou voto no sentido de dar provimento ao recurso e declarar a
inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que
tipifica como crime o porte de drogas para consumo pessoal.
“Plenárias” tem
apresentação de Carlos Eduardo Cunha, comentários de Karina Zucoloto e
reportagens de Karla Lucena.
No fim da entrevista publicada pela Folha nesta
terça-feira, a presidente Dilma Rousseff diz o seguinte:
“Li um livro muito interessante sobre fofoca: Sapiens,
Uma Breve História da Humanidade. E uma das coisas que ele diz, sabe qual é?
Que nós humanos criamos vínculos sociais. E uma das coisas que mais unia era
fofoca. Uma coisa que nos distingue, que chimpanzé não faz. Orangotango não
faz. Fazemos nós só”.
O palavrório em dilmês castiço contém três revelações
relevantes:
Primeira:Confusa com o presente e assustada com o
futuro, a descobridora da mulher sapiens continua refugiada no tempo das
cavernas.
Segunda:Naquele tempo, fofoca era um instrumento de
união entre parentes e vizinhos.
Terceira:Ao contrário de homens e mulheres, pelo
menos duas espécies de macaco não fazem fofocas.
Agora só falta Dilma esclarecer se isso acontece porque
chimpanzés e orangotangos são mais gentis e educados que seus primos
fofoqueiros ou simplesmente porque os bichos não falam.
Por enquanto, fofocar sem palavras é coisa que nem um
Aloizio Mercadante consegue.
O total de dinheiro emprestado pelos bancos parou de
crescer. Para ser mais preciso, de um ano para cá cresceu 0,3%, se descontada a
inflação. Quer dizer, praticamente nada. Como o total da renda tem caído
também, assim como a confiança dos consumidores no futuro, percebe-se o tamanho
do problema. Com renda, confiança e crédito em queda, não há como o consumo
crescer.
Na outra recessão mais recente, a de 2009, a renda caiu
rapidamente depois do estouro da crise de 2008, nos Estados Unidos. Houve muita
demissão. Mas a economia brasileira em geral estava em boa forma. O crescimento
crédito dos bancos privados mergulhou para zero também, mas os bancos públicos
emprestaram mais, pois também tinham o colchão do governo para arrumar dinheiro
extra para emprestar.
Agora, o governo está na pindaíba, e o crédito nos bancos
públicos, BNDES, Caixa e Banco do Brasil, cresce ainda, mas cada vez mais
devagar, não o suficiente para compensar a retranca dos bancos privados. O
total de crédito na economia não recuava tanto assim desde 2003.
As taxas de juros também estão além da lua. Em 2008, os
juros básicos estavam tão altos como agora. Mas caíram rapidamente, em seis
meses, ajudando a atenuar a recessão de 2009, que foi rápida e pequena. Agora,
os juros vão continuar a subir até pelo menos o início de 2016.
As taxas para o consumidor estão ainda mais assustadoras. Os
juros no cheque especial estão em 247% ao ano, na média. Não estavam tão altos
assim desde 1995, quando o país ainda saía da hiperinflação. Faz 20 anos. Com
juros de 247% ao ano, quem toma emprestado 1.000 reais no cheque especial, em
um ano estará devendo quase 3.500. Não dá nem para pensar. Quem entrou no
cheque especial, tem de tentar arrumar um empréstimo consignado, mais barato,
ou até familiar, para sair disso, que é desgraça certa.
Se o crédito não cresce e os salários no total caem, como se
sai deste buraco? A queda da inflação pode ajudar um pouco, a partir do final
do ano. O real desvalorizado pode ajudar a gente a produzir mais aqui, em vez
de comprar importados. Mas o mais importante mesmo é que venha um aumento de
investimento das empresas, que depende muito da arrumação da confusão política
e das contas do governo na pindaíba. Ainda está longe de acontecer.
Manchetes nos grandes portais na terça-feira: "Na CPI,
Youssef e Costa confirmam propinas para Aécio e Sérgio Guerra".
"Youssef diz que Lula e Dilma sabiam do esquema Lava
Jato".
Nada disso está nas principais manchetes de jornais dessa
quarta-feira... Empate.... O debate público, alimentado e alimentador de tanto,
e tão pouco, é medíocre.
O governo é medíocre e, junto com o país, segue afundando. A
aliança de oposição se porta de forma medíocre. Como mostra na Câmara ao votar
contra seu próprio ideário.
Nas ruas, em meio a multidões que exercem o direito de se
manifestar, essa oposição se deixa comandar por Revoltados e similares, ainda
mais medíocres.
O debate público visível reproduz uma lógica que paralisa o
país. A lógica binária, do "ou isso, ou aquilo", que há uma década
reduz 200 milhões de habitantes a 20 figuras, se tanto.
Nas manchetes, tais figuras se revezam num debate tão imoral
quanto a imoralidade: quem roubou, ou rouba, mais. Ou menos.
Dos atores que pontificam sobre corrupção nas manchetes, boa
parte não resiste às próprias biografias.
Milhões embarcam nesse alarido redutor de tudo, que é
hipócrita e profundamente revelador da dimensão da mediocridade.
Empreiteiros que operam Brasil afora, também junto a
governadores e prefeitos, estão presos. No debate público se procura mapear o
que há de sistêmico nas ações corruptas e corruptoras? Não.
Cada lado desse mundo binário, e suas torcidas, supõe
desmoralizar apenas "O Inimigo". Aos olhos da multidão, avacalham-se
mutuamente.
Para tanto, e tão pouco, esse debate conta com estrelas de
ocasião. Esse contubérnio de egos produz reveladora tomografia.
Uma gente que buscava o palco anunciando-se de
"esquerda" -quando isso era moda- hoje serve, e serve-se à direita
mais extrema.
Gente que servia a direita quando isso era modo de vida,
agora fatura num arremedo de esquerda.
O país?... Sem um súbito surto de grandeza, individual ou
coletiva, não tenhamos ilusões.
Sem romper esse circuito de interesses medíocres, o que se
seguirá é apenas mais do mesmo... Mais mediocridade.
Com Temer fora da articulação política e com oposição
costurando uma estratégia pro-impeachment restou ao governo abrir a carteira
para evitar nova rebelião no Congresso.
Cerca de 300 moradores da cidade saíram às ruas em protesto
contra
o governo federal. 25 de agosto de 2015
Incluída na rota dos comícios com plateia garantida pela
inauguração de algum ajuntamento incompleto do Minha Casa, Minha Vida, a cidade
de Catanduva (120 mil habitantes, a 400 quilômetros de São Paulo) não
desperdiçou a chance de mostrar a Dilma Rousseff e sua turma, nesta
terça-feira, a cara do país real. O comércio fechou as portas já de manhã.
Centenas de manifestantes marcharam pelas ruas cantando o Hino Nacional ou
resumindo a indignação e a esperança da
resistência democrática na palavra de ordem que contagia o país: “Fora, Dilma”.