Mais uma aula sobre a realidade brasileira proporcionada
pela presidente que deve dirigir o país nestes tormentosos momentos da história
republicana. Muito obrigado, Lula.
O impeachment continua sendo o principal assunto em
Brasília, se conversa a toda hora, todos os dias, em reuniões de parlamentares,
no Congresso Nacional, nos restaurantes, em suma em todo o lugar. O próprio
levantamento feito na bancada do PMDB, mostra que metade é a favor da saída de
Dilma.
O colunista Lauro Jardim comenta a permanência de Joaquim
Levy no governo. O ministro da Fazenda se reuniu ontem, no Palácio do Planalto,
com a presidente Dilma Rousseff e obteve avál para manter meta de superávit em
2016.
O ministro da fazenda Levi ficou, mas não convenceu, mas o
problema não é ele, que tem competência e currículo para executar o que propos,
que era um ajuste fiscal eficiente, um ajuste para valer das contas públicas. O
problema é a falta de espaço político. Veja o comentário completo de Denise
Campos de Toledo, consultora de economia da Jovem Pan.
A volatilidade do dólar hoje esteve muito relacionada aos
rumores quanto á posição de Levy no governo. Logo na abertura dos negócios a
cotação disparou, no embalo da especulação quanto à possível saída do ministro
da Fazenda, diante da incapacidade de o governo executar o ajuste fiscal. Levy,
chamado de mãos de tesoura, como observou o Financial Times, estaria queimando
muito a própria imagem.
Afinal, um governo que manda para o Congresso uma proposta
orçamentária já prevendo déficit no próximo ano é um governo que quer continuar
gastando. Isso pegou muito mal aqui e no exterior. Fez com que o Brasil já
passasse a ser tratado como um país sem grau de investimento, sem o selo de bom
pagador.
O mercado, desde a semana passada, já está antecipando o
rebaixamento do País pelas agências de classificação de risco. Mas, em meio ao
nervosismo, começou a circular a conversa de que Dilma teria sido alertada por
banqueiro quanto ao risco de o Brasil sofrer um ataque especulativo, com saída
mais pesada de investimentos e desdobramentos mais sérios para a economia, caso
Levy abandonasse mesmo o barco, por se sentir isolado, sem espaço para
trabalhar. Conversa que coincidiu com a mudança na agenda, internacional, do
ministro, que deveria estar na Turquia, e confirmação da reunião com Dilma, no
Palácio do Planalto.
Resta ver o que vai acontecer, de fato. Discurso já não
adianta muito. Não basta prestigiar o ministro. Técnico de futebol também é
elogiado antes de cair. É preciso mostrar resultado. Aí é que a coisa complica.
Por mais que o ministro seja respeitado pelo currículo que tem, o governo está
numa enrascada. A presidente Dilma está enfraquecida, sem força política e,
talvez, até sem disposição pra fazer os cortes necessários para viabilizar uma
meta de superávit das contas públicas. Meta que ainda possa salvar o País do
rebaixamento. Ontem mesmo ela admitiu que pra melhorar as contas poderíamos ter
mais aumento de impostos, sem descartar inclusive a volta da CPMF, que foi
idéia do Planejamento.
Aliás, em vários embates, Nelson Barbosa é que tem tido mais
apoio, como naquele primeiro corte do orçamento, na redução da meta fiscal...
Coube a ele o anúncio da intenção do governo de reduzir o número de
ministérios, o que ainda não aconteceu. Mesmo que se tente fortalecer a posição
de Levy, difícil imaginar que ele possa mesmo ter força pra fazer o que tem de
ser feito, com o governo fragilizado como está.
Em 15 de outubro de 2013, durante uma visita a Salvador, Dilma
Rousseff não escondeu a irritação ao topar com outro jornalista interessado em
saber se a gastança do governo ficaria abaixo da receita. Claro que sim, rosnou
a especialista em esconder rombos obscenos com pedaladas fiscais e outras
mágicas de picadeiro.
“Contas públicas absolutamente em ordem”, mente no vídeo a
supergerente de araque antes de desferir um vigoroso pontapé na verdade:
“Quando que o Brasil teve 378… entre 376 e 78 bilhões de dólares de reserva…”,
fantasia nossa Angela Merkel de botequim. Passados menos de dois anos, a farsa
está em frangalhos.
O Orçamento esburacado pela incompetência, pela leviandade e
pela corrupção provou que os pagadores de impostos são lesados e iludidos há
quase 13 anos. Colocada na alça de mira da Justiça Eleitoral, do Tribunal de
Contas da União e da Operação Lava Jato, repelida por mais de 80% da nação
exausta de lulopetismo, Dilma foi obrigada a admitir o naufrágio.
O Brasil Maravilha só existiu na imaginação dos poderosos
embusteiros. É hora de sepultar em cova rasa a criatura e seus criadores. É
preciso despejar do gabinete no Planalto, o quanto antes, quem conta mentiras o
tempo todo para permanecer no emprego que jamais mereceu.
Dilma e Renan prometem salvação mútua. Só esqueceram de
acertar o jogo com o juiz da Lava Jato Sergio Moro. Não adianta um acordo duplo
se há um terceiro personagem que pode te prender. Além disso, a dívida de Renan
com a presidente está quase paga.
Como vocês sabem, se a população sai às ruas para pedir a
cabeça de um presidente, muitas vezes ela consegue. Aconteceu desta vez na
Guatemala. É aquele pequeno país da América Central, bem em baixo do México.
O presidente Otto Pérez Molina renunciou ontem à noite,
depois de semanas de manifestações. Pérez Molina é um corrupto sem-vergonha.
Desviou uma fortuna da alfândega guatemalteca. Mas a vice-presidente, Roxana
Baldetti, não assumiu no lugar dele. Ela está na cadeia. Foi condenada por
envolvimento no mesmo escândalo. O país será governado por um novo vice. E, por
coincidência, tem eleição presidencial, agora no domingo.
A Guatemala é o país de maior população na América Central.
São 14 milhões de habitantes. E é também o país mais pobre, com as maiores
taxas de miséria e de mortalidade infantil. É um país infeliz, cheio de
desgraças políticas.
Nos anos 40, havia um ditador que na prática reinstituiu a
escravidão. Proibia que os camponeses das plantações de banana deixassem o
emprego sem a autorização dos patrões. A banana era a maior riqueza da
Guatemala, controlada por uma companhia americana, a United Fruit. Pois foi
contra isso que o país elegeu um presidente de esquerda, o primeiro presidente
de esquerda da América Latina. Foi Jacobo Arbenz, derrubado num golpe de
Estado, patrocinado pelos americanos, em 1954.
Depois disso, foi uma sucessão de banhos de sangue. Até a
Guerra Civil que terminou só há 20 anos. Nela morreram 200 mil pessoas. Eram
sobretudo índios, descendentes dos Maias. O grande carrasco se chamava general
Ifraim Rios Montt, ditador apoiado pelos Estados Unidos.
A violência foi a causa indireta de dois Prêmios Nobel que o
país recebeu. Tem o Nobel de Literatura, para o Miguel Angel Astúrias, que
descreve a opressão em seus romances. E o Nobel da Paz, para uma militante de
direitos humanos, Rigoberta Menchú. Aqui, no Brasil, também tem povo nas ruas,
pedindo a saída de uma presidente. Mas nós nunca tivemos um Prêmio Nobel.
Quando o presidente do Congresso precisa recorrer a um funk
para explicar a relação com Dilma Rousseff, é porque a vaca foi para o brejo
faz tempo. Valesca Popozuda dá o tom do momento político.
Em 15 de outubro de 2013, durante uma visita a Salvador,
Dilma Rousseff não escondeu a irritação ao topar com outro jornalista
interessado em saber se a gastança do governo ficaria abaixo da receita. Claro
que sim, rosnou a especialista em esconder rombos obscenos com pedaladas
fiscais e outras mágicas de picadeiro.
“Contas públicas absolutamente em ordem”, mente no vídeo a
supergerente de araque antes de desferir um vigoroso pontapé na verdade:
“Quando que o Brasil teve 378… entre 376 e 78 bilhões de dólares de reserva…”,
fantasia nossa Angela Merkel de botequim. Passados menos de dois anos, a farsa
está em frangalhos.
O Orçamento esburacado pela incompetência, pela leviandade e
pela corrupção provou que os pagadores de impostos são lesados e iludidos há
quase 13 anos. Colocada na alça de mira da Justiça Eleitoral, do Tribunal de
Contas da União e da Operação Lava Jato, repelida por mais de 80% da nação
exausta de lulopetismo, Dilma foi obrigada a admitir o naufrágio.
O Brasil Maravilha só existiu na imaginação dos poderosos
embusteiros. É hora de sepultar em cova rasa a criatura e seus criadores. É
preciso despejar do gabinete no Planalto, o quanto antes, quem conta mentiras o
tempo todo para permanecer no emprego que jamais mereceu.
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava
Jato, participou do Exame Fórum 2015 e, em entrevista ao diretor de redação do
site de VEJA Carlos Graieb, afirmou que o sistema judicial brasileiro é falho e
que promove "processos sem fim".
Continuou hoje a boataria sobre a queda do ministro da
Fazenda, Joaquim Levy, apesar de a presidente Dilma Rousseff dizer que o
ministro não está isolado nem desgastado. Ficou um pouco a impressão de um
técnico de futebol de time em crise, dizendo que o "técnico está
prestigiado".
Continuou também hoje a dúvida sobre como o governo vai
fazer para cobrir o rombo em seu orçamento. Mais impostos? Mais cortes de
gastos? Mas cortar onde? Aumentar quais impostos? Politicamente, está difícil
tanto cortar gasto social, o maior, quanto aumentar imposto. Assim, a dívida do
governo continuará a crescer. Assim, assim, continuarão a subir as taxas de juros
no mercado e o dólar.
É o que está acontecendo. O dólar continua sua disparada. Os
juros de mercado foram para os níveis mais altos desde 2008. Quando há dúvida
sobre a capacidade de um governo pagar suas contas, o credor eleva os juros.
Quando há dúvida sobre o futuro econômico de um país, os investidores vendem a
moeda desse país. O real. O dólar sobe.
Se o futuro é incerto, o presente é evidentemente de
recessão que se aprofunda. As vendas de carros cairam neste ano 20% em relação
a 2014. A produção da indústria cai faz 17 meses, em relação ao mesmo mês do
ano anterior. A indústria brasileira agora regrediu ao nível de produção de
2009, de seis anos atrás, quando aliás também estava meio mal, ainda se
recuperando da crise mundial de 2008.
Com juros na praça subindo e dólar em alta excessiva,
ameaçando mais a inflação, entre outros problemas, essa situação apenas piora.
Como o governo ainda não tem a menor ideia de como vai fechar as suas contas, o
nervosismo dos donos do dinheiro grosso, o chamado mercado, os credores do
governo, aumenta. Como não se sabe nem quem será o ministro da Fazenda na
semana que vem, não há limite para o nervosismo. Atualmente, no que diz
respeito às finanças do governo e do mercado, estamos à deriva, sem rumo. O que
agrava a situação de crise real, aquela que tira emprego, reduz salário e
sufoca os negócios.
Dilma Rousseff remeteu ao Congresso Nacional a proposta
orçamentária para o ano vindouro, prevendo déficit primário. Um fato inédito,
que é a própria expressão da irresponsabilidade fiscal. A presidente lavou as
mãos no combate à inflação e na manutenção da credibilidade internacional do
Brasil. Seu ministro da Fazendo virou um palhaço digno de risadas em praça
pública. Caminhamos para o caos.
O mercado financeiro reagiu muito mal à decisão do governo
de lançar a proposta orçamentária do ano que vem já prevendo um rombo do
orçamento de trinta bilhões e meio de reais. Isso foi um atestado de que o
governo não consegue mesmo viabilizar um mínimo de ajuste das contas públicas
que garanta alguma meta fiscal.
A presidente está fazendo a maior força para quebrar o
Brasil de vez. Em tempos de crise ela espanca a lei e avisa que vai gastar 30
bilhões a mais do que tudo o que é possível arrecadar. A “bola quadrada” para
esse jogo foi parar no Congresso. Entenda.
Pela primeira vez o governo envia ao Senado proposta
orçamentária com déficit para a União de 30,5 bilhões de reais. O colunista
Reinaldo Azevedo afirma: "O PT quebrou o Brasil".
O colunista de VEJA J.R. Guzzo comenta a pressão do Palácio
do Planalto para o Congresso aprovar o Orçamento com déficit bilionário. Na
pauta da conversa com Augusto Nunes, Guzzo analisa também o clima de ódio cada
dia mais acirrado no país.
O Ministro Gilmar Mendes foi o relator das contas do PT no
TSE. Ele recomendou a aprovação, mas fez ressalvas. Se coisas novas
aparecessem, ele se encarregaria de enviar isso para a PGR. Pois é, a Lava Jato
trouxe coisas novas.
O papa Francisco tem sempre alguma novidade. Desta vez, ele
encaminhou uma carta aos organizadores do Ano do Jubileu, que a Igreja Católica
abrirá em dezembro. Será um ano reservado à misericórdia. E é com base na
misericórdia que o papa recomenda que os padres concedam a absolvição às
mulheres que praticaram o aborto. Mas só se elas estiverem arrependidas. Vejam
bem. O papa não deu nenhum passo na direção do reconhecimento do direito da
mulher, de interromper uma gravidez indesejada.
Ele e a Igreja continuam a acreditar que o aborto é um
grande pecado. Mas, até agora, a mulher que dissesse ao confessor que tinha
abortado, ela corria o risco de excomunhão. O que mudou é que o pecado pode ser
absolvido.
É mais ou menos a mesma tolerância que o papa Francisco tem
demonstrado com os homossexuais. Não apoia, não estimula, mas compreende que na
comunidade gay muita gente seja sinceramente devota do catolicismo.
Mas vejamos o aborto. Um relatório das Nações Unidas
informou há dois anos que são 23 os países em que a gravidez pode ser
livremente interrompida. Na América Latina é o caso apenas do Uruguai, de Cuba
e da Guiana. Na União Europeia é o caso de quase todos os países, com a exceção
da Irlanda e da Polônia, onde o catolicismo é muito forte.
Vejamos o Brasil. O Sistema Único de Saúde registra 205 mil
internações anuais de mulheres, que tiveram complicações depois de um aborto
malfeito. Uma ONG que acompanha a questão calcula que os abortos sejam por aqui
685 mil por ano. Com o perdão que eu peço ao papa Francisco, não é uma questão
religiosa ou moral. É uma questão de saúde pública.
Por que é, então, que não legalizam o aborto? Precisaria
passar pelo Congresso. Mas a bancada evangélica não permitiria que o Brasil
fosse tão longe. É assim que o mundo gira.
No vídeo que mostra um trecho da entrevista à rádio
Itatiaia, Lula ensina que a oposição tem que ter paciência, conformar-se com o
resultado da eleição de outubro passado, aguardar a próxima sem pensar em
golpes e ajudar o governo a governar. É muita mentira para menos de 1 minuto.
Em apenas 55 segundos, o doutor honoris causa em cinismo ministrou uma aula
magna de vigarice.
Ele jura que, depois das disputas que perdeu em 1989, 1994 e
1998, foi para casa calado e calado ficou nos quatro anos seguintes. Haja
canalhice. O candidato perpétuo nem esperou que a apuração terminasse para
deixar claro que não conseguia ouvir a voz das urnas. Lula jamais engoliu a
vitória de Fernando Collor, muito menos os nocautes que FHC lhe impôs já no
primeiro turno.
Ninguém exigiu o impeachment de Collor com tanta ferocidade
quanto o chefão do PT. Ninguém foi mais hostilizado que Fernando Henrique
Cardoso pela selvagem oposição petista. Em 1995, ainda apostando no fracasso do
Plano Real, Lula continuava atribuindo o fiasco que protagonizara meses antes a
um “estelionato eleitoral”. Três meses depois de derrotado pela segunda vez
consecutiva ─ e por uma diferença de 14 milhões de votos ─, entusiasmou-se com
a palavra de ordem lançada por Tarso Genro: “Fora FHC”.
“Fora FHC”, continuava balindo no segundo semestre de 1999 o
rebanho conduzido pelo sinuelo ensandecido pela compulsão de trocar a
presidência de honra do PT pela Presidência da República. Em 26 de agosto, um
dia depois de uma manifestação de rua em Brasília, Lula achou que a miragem
estava ao alcance da mão. A queda do inimigo era questão de tempo, informava o
sorriso de quem já dormia com o peito enfeitado pela faixa presidencial cerzida
por Marisa Letícia.
A ofensiva boçal fora intensificada na véspera pelos dois
principais oradores da chamada Marcha dos 100 Mil. “Eu sou solidário com tudo o
que se fizer contra esse governo”, informou Leonel Brizola. “Por conseguinte,
eu sou solidário com a instalação de um processo de responsabilidade. Mas eu
quero dizer a vocês todos que eu considero que o que é necessário, que o Brasil
reclama e precisa, reclama e necessita é a renúncia deste homem que está aí”.
O desfile de afrontas foi encerrado pelo farsante que agora
acusa de “golpista” quem prega a renúncia de Dilma. “Eu tô gratificado porque
nós conseguimo dizê ao Fernando Henrique Cardoso e à sua corja que nunca mais…
que nunca mais eles ousem duvidar da capacidade de organização da sociedade
civil brasileira”, gabou-se o campeão de bravata & bazófia . Horas mais
tarde, numa entrevista coletiva, reiterou a opção preferencial pela estratégia
do quanto pior, melhor.
“Vamos fazer um ato por mês nas capitais e uma greve geral
contra a política econômica e as privatizações”, prometeu. Um repórter
perguntou-lhe se concordava com a bandeira desfraldada por Brizola. “Renúncia é
um gesto de grandeza, e Fernando Henrique Cardoso não tem essa grandeza. Ele é
orgulhoso, prepotente e não quer enxergar o que está acontecendo”.
Fazendo de conta que conversava olho no olho com a sigla que
sempre o assombrou, concluiu o numerito cafajeste: “Se a porca entortar o rabo
aqui, você corre para Paris. Mas nós não temos para onde correr”. Hoje lhe
sobra dinheiro para correr em direção ao melhor hotel de qualquer capital
europeia. Como o filho, é um multimilionário. Há pelo menos cinco anos não lhe
têm faltado jatinhos, anfitriões generosos ou patrocinadores perdulários.
O problema é que o Brasil mudou. A lei começou a valer para
todos. Os truques de mágico de picadeiro não funcionam mais. Tudo somado, Lula
não pode correr para lugar algum antes de livrar-se de uma indesejada escala em
Curitiba. É tudo de graça, mas ninguém quer ser hóspede da Operação Lava Jato.
O vídeo ‘estarrecedor’ do interrogatório de Paulo
Roberto Costa, editado pela Folha de S. Paulo, mostra que o delator da Lava
Jato tem medo de ser assassinado pelo PT, como Celso Daniel.
Se você não viu no domingo, assista. Destaco em seguida
os trechos principais.
1º.set.14
“A POLÍTICA É PODRE”
Delegado lê anotação de Costa em caderneta: “Acabar com a
corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”.
Costa: Isso aí colocaram na imprensa, né. Não é frase minha, mas é frase
verdadeira.
Delegado: É do [jornalista e escritor] Millôr [Fernandes]. Mas o senhor
escreveu na cadernetinha do lado dos pagamentos, né.
Costa: Para mostrar como é podre a política brasileira.
29.ago.14
“EU TENHO MEDO”
Costa: Eu tenho um receio. É integridade física
minha. […] Porque… Eu tenho medo. Porque nós estamos falando com [de] uma gente
muito graúda.
[…]
Delegada: O que te traz mais receio, mais medo, a reação dos políticos
ou das construtoras?
Costa: Dos políticos.
Delegado afirma que os citados não têm histórico de
violência. Costa abre um sorriso e diz “Celso Daniel”, o prefeito petista de
Santo André (SP) assassinado no início de 2002.
O delegado pergunta se ele sabia algo sobre o crime. O
ex-diretor diz ter ouvido “de muita gente” que “foi o PT que encomendou”. Em
seguida, acrescenta:
Costa: E hoje, a ex-mulher dele [Celso Daniel] ganhou
um prêmio, né. A ex-mulher dele é a ministra do Planejamento, Miriam
Belchior. Ministra do Planejamento e não entende nada.
Em 10 fevereiro de 2015, pouco mais de cinco meses após
o depoimento de Costa, Dilma Rousseff anunciou a ex-ministra
Miriam Belchior como presidente da Caixa Econômica Federal, cargo que ela
ocupa atualmente.
29.ago.14 “MANIA DE FALAR ALTO”
Costa: Ela [Dilma Rousseff] tem mania de falar um
pouco alto, né? Então você começa a falar assim e depois o telefone vai assim…
[afastando o telefone da orelha]. […] Aí começamos a conversar e aí a mulher
chegou e falou assim: “Olha, vocês têm dez minutos para explicar isso aqui”.
Dez minutos você não explica nada, né?
O mercado financeiro voltou a piorar as projeções quanto ao desempenho
da economia brasileira para esse e o próximo ano. Essas projeções ainda podem
piorar porque o mercado não teve muito tempo para incorporar a decepção com o
PIB desse segundo trimestre. Veja a análise completa da situação financeira do
país com a consultora de economia da Jovem Pan, Denise Campos de Toledo.
As especulações sobre a economia chinesa causam turbulência
nos mercados de todo o mundo. O gigante asiático passa por uma transição
sujeita a solavancos – capazes de atingir o Brasil. Os detalhes da edição de
VEJA desta semana com Carlos Graieb e Augusto Nunes.
É muito estranho o pedido de Janot para arquivar a investigação da
gráfica que teria supostamente perestado serviços para o PT durante a campanha
presidencial de 2014 no valor de R$ 26.800.000,00 ( vinte e seis milhões e
oitocentos mil reais ), gráfica está que não tem funcionários, nem material
gráfico e sua sede efetiva inexiste. Veja a opinião do comentarista político da
Jovem Pan, professor Marco Antonio Villa.
Sem caixa e sem saber como fechar as contas, o governo
debate a recriação da CPMF, o antigo imposto extinto na maior derrota de Lula
no Congresso, em 2007. Acompanhe o ‘Aqui entre Nós’, com Carlos Graieb.
Juiz Sérgio Moro - da operação lava jato - participa de palestra em São
Paulo e diz ser contra o foro privilegiado. Ele também afirmou que não quer ser
celebridade. Moro falou em evento da O-A-B, no Jabaquara, zona sul da capital.
Manifestantes pró e contra o governo entraram em conflito na
tarde deste domingo (30) na Avenida Paulista, próximo a onde está o boneco
inflado do ex-presidente Lula, apelidado de "Pixuleco". A polícia
precisou interver para separar os manifestantes.
Lula hoje disse que não vai deixar a oposição levar a
eleição de 2018 e que pode ser candidato. O fanfarrão só esqueceu que para ser
candidato é preciso estar em liberdade. No dia em que ele garganteava, o boneco
Pixuleko, que anuncia o destino de Lula, foi atacado pela turma do pão com
mortadela.
A ideia de ressuscitar a CPMF com codinome trocado é mais
que outra esperteza tramada pelos embusteiros acampados no poder há quase 13
anos. É uma bofetada no rosto do Brasil que pensa e presta, habitado por gente
que paga todas as despesas do governo arruinado pela incompetência e pela
corrupção. É também um insulto intolerável aos milhões de indignados que exigem
nas ruas o imediato encerramento da era da canalhice.
A carga tributária é cada vez mais indecente, constata o
comentário de 1 minuto para o site de VEJA. Mas cinismo e safadeza não têm
cura. Enquanto programam nas sombras mais aumentos, os extorsionários federais
planejam a exumação da CPMF. Não para melhorar a saúde, mas para reduzir as
dimensões siderais do buraco escavado por Lula e ampliado pelo poste que
instalou no Planalto.
De novo, os incapazes capazes de tudo querem transferir a
conta da farra de que desfrutaram para os lesados de sempre ─ já crescentemente
atormentados pela inflação sem controle e pela expansão do desemprego. Se a
pilantragem não for sepultada no Congresso, a imensa maioria de inconformados
precisa tomar o freio nos dentes e juntar-se num movimento de desobediência
civil cuja bandeira principal será a suspensão do pagamento de todo tipo de
tributo que não tenha como escapar da retaliação merecidíssima.
Esse calote superlativo, que se estenderia até a interdição
dos perdulários irrecuperáveis, foi resgatado do terreno da fantasia pelas
pesquisas de opinião e pelas portentosas manifestações de rua. Os brasileiros
decididos a abreviar o mandato de Dilma vão chegando a 70%. São tratados pelo
governo lulopetista como se fossem um bando de idiotas. Os que permanecem na
seita agonizante nem chegam a 10%. É hora de mostrar-lhes como se deve tratar
todo batedor de carteira fantasiado de governante.
A homologação de Rodrigo Janot no cargo de procurador-geral
da República ficou dentro do esperado, exceto pela agressividade de Fernando
Collor de Mello contra ele. A voz da impotência derrotada pela maioria
implacável. Nenhum parlamentar quer contraria a vontade de uma corporação
importante como a PGR.
Após o episódio do debate entre Janot x Collor, o colunista
de VEJA Marcelo Madureira decidiu trocar a sessão da tarde da TV Globo pela da
TV Senado. Além disso, nasce uma nova estrela no Paraná que domina a Operação
Lava Jato: é a 'Barbie' do PT. Acompanhe a conversa bem humorada no 'O Belo e a
Fera', com Joice Hasselmann.
1) Rodrigo Janot pediu os arquivamentos:
do pedido de Gilmar Mendes para investigar a gráfica VTPB, da campanha de
Dilma; e do inquérito contra o tucano Antônio Anastasia. PT e PSDB aliviados.
a) Janot sobre o primeiro: “Os fatos
narrados não apresentam consistência suficiente para autorizar, com justa
causa, a adoção das sempre gravosas providências investigativas criminais.”
b) Janot sobre o segundo: não há elementos
mínimos para justificar a continuidade da investigação.
2) Época revela documentos diplomáticos que expõem
intermediação de Lula em favor da Odebrecht em Cuba, com garantias de
liberação de recursos do BNDES em condições camaradas. Sim: Lula Inflado é mais
decente.
3) O PT decidiu assumir a defesa judicial da
militante suspeita de rasgar o Lula Inflado com um estilete em São Paulo. Resta
saber se a decisão veio antes ou depois do atentado.
4) Aécio Neves caiu na armadilha de Kennedy
Alencar: disse [aos 6min10seg] que Eduardo Cunha, se réu, perde condições
de se manter na presidência da Câmara, o que irritou Cunha. Acionados por
seus aliados, tucanos tentaram amenizar, chamando a fala de “escorregão”.
5) Em favor de Aécio, destaco sua resposta
ao senador Pimentel, do PT, durante a sabatina de Janot:
A turma do Planalto já está com um rascunho da lei para
recriar a CPMF. No final do ano passado, o governo tentou uma manobra para
reduzir dinheiro para saúde e forçar um novo imposto para área. O líder da
oposição na época, Ronaldo Caiado barrou o golpe, mas o governo novamente
empacotou a ideia.
A economia do Brasil, a produção e a renda, cresceram ainda
menos do que se imaginava no segundo trimestre deste ano, como a gente soube
hoje, pelos números do PIB. Para piorar, os número já ruins do crescimento do
final de 2014 e início de 2015 foram revisados para baixo: a situação era pior
do que se imaginava.
Como resultado, as previsões para o restante do ano
pioraram. A economia, o PIB, deve encolher mais de 2,5%, a previsão séria mais
pessimista até agora. Assim, em 2015 o país vai passar pela maior crise desde
1990, primeiro ano do governo Collor, de hiperinflação e de um plano econômico
que confiscou dinheiro de empresas e indivíduos.
O consumo das famílias caiu pelo segundo trimestre
consecutivo. O consumo das famílias equivale a quase dois terços do PIB do
Produto Interno Bruto, a produção econômica do país em um determinado período.
O consumo não caía por dois trimestres desde 2003, na virada do governo FHC
para o de Lula.
Pior ainda, o investimento em novos negócios e construções
cai faz oito trimestres: isso mesmo, dois anos.
Por enquanto, a única notícia melhorzinha na economia é o
setor externo. Quer dizer, a gente está produzindo mais aqui o que costumava
importar, pois o dólar ficou muito caro.
No mais, há desânimo. A confiança de empresários e
consumidores está nas mínimas históricas, os estoque estão altos, o emprego vai
continuar a diminuir até o ano que vem.
Um dos motivos de tamanho desânimo é a crise política e a
pindaíba do governo. O buraco previsto nas contas públicas do ano que vem é
tamanho que o governo já pensa até em voltar a cobrar a CPMF, imposto sobre
qualquer movimentação financeira, que havia sido extinto em 2007. Dada a crise
política e outras revoltas, vai ser difícil tal imposto ou outro passar no
Congresso. Sem ter como tapar o rombo, a crise do governo piora e assim a da
economia. Estamos entre a cruz do imposto e a caldeirinha de mais crise
econômica.
A turma do PT resolveu se descolar da imagem do “guerreiro
do povo brasileiro”. José Dirceu, o ex-todo poderoso ministro de Lula, foi
abandonado de vez. A prova cabal veio ontem durante a CPI da Petrobras. O PT
deixou Dirceu para tentar salvar Lula.
Óleo de peroba – Na manhã desta sexta-feira (28), em
entrevista à Rádio Itatiaia, em Montes Claros (MG), o ex-presidente Luiz Inácio
da Silva revelou que, se for preciso, disputará a Presidência da República nas
próximas eleições.
“Não posso dizer que sou nem que não sou candidato.
Sinceramente, espero que outras pessoas sejam candidatas. Agora, uma coisa é
certa: se a oposição acha que vai ganhar, que não vai ter disputa, e que o PT
está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário eu vou para a
disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições”, afirmou com
sua contumaz arrogância.
O petista participou na quinta-feira (27), em Montes Claros,
do 1º Encontro dos Povos das Gerais, para discussão de políticas para
comunidades indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas.
Nesta sexta, o lobista de empreiteira participa, em Belo
Horizonte, da abertura do Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
entidade sindical cujo presidente, Vagner Freitas, disse que se preciso os
“companheiros” sairiam às ruas entrincheirados e de armas em punho para
defender Dilma e Lula. O ato será em conjunto com encontro da União Estadual
dos Estudantes (UEE).
Na mira da Operação Lava-Jato e alvo de outra investigação
por tráfico de influência em favor da Construtora Norberto Odebrecht, Lula sabe
que pode ser preso a qualquer momento, algo que se acontecer lhe dará fôlego
extra, pois será transformado em herói na esteira dos discursos mambembes de
que o petista mudou a vida dos brasileiros.
Em campanha declarada, o que fere a legislação eleitoral,
Lula, o alarife, sabe que o seu partido, o PT, classificado acertadamente como
organização criminosa, está com os dias contados e não tem um nome que consiga
participar da corrida presidencial com chances de vitória, de forma de salvá-lo
da derrocada.
Pesquisas de opinião apontam que Lula seria derrotado pelos
tucanos se a eleição presidencial fosse hoje, por isso saiu em campão para
antecipar-se ao calendário eleitoral. A única possibilidade de o ex-metalúrgico
vencer a disputa de 2018 reside na incapacidade do PSDB de fazer uma oposição
inteligente e aguerrida, como nunca se viu no País. (Danielle Cabral Távora com
Ucho Haddad)
Saiu o PIB do segundo trimestre confirmando a recessão em
que o país se encontra que é bem pior do que se achava. Há uma desaceleração
geral da atividade econômica, desemprego e com isso os níveis de investimento
do país não param de cair. Veja a análise completa da situação econômica do
país feita pela consultora e comentarista econômica da Jovem Pan, Denise Campos
de Toledo.
Supremo Tribunal Federal rejeitou a tentativa de anular a
delação do doleiro Alberto Youssef, numa sinalização de que os ministros não
vão ceder às tentativas de abalar a Lava Jato.
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse
nesta sexta-feira (28) que ainda não é candidato do PT à Presidência para 2018,
mas se coloca à disposição "para que a oposição não ganhe". Com todo
o desgaste que o PT está tendo é difícil que alguém desse partido se candidate
em 2018 para a presidência, afirma o comentarista político da Jovem Pan,
professor Marco Antonio Villa, é mais um blefe do ex-presidente.