Joice Hasselmann e Augusto Nunes comentam a capa de VEJA
desta semana sobre os segredos do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da
OAS, que ameaça envolver Lula na investigação do petrolão. E o colunista Felipe
Moura Brasil diz que Senado tem de impedir Luiz Edson Fachin de chegar ao STF.
terça-feira, 28 de abril de 2015
A DITADURA MARXISTA NA EDUCAÇÃO
Por Percival Puggina
No Brasil,
felizmente, o engodo marxista caminha para extinção. Mundo afora, em 150 anos
de história, só produziu caca. Suas deficiências estão sendo escancaradas,
entre nós, por três avanços tecnológicos: internet, redes sociais e IPhone.
Através desses novos meios, abrem-se ao brasileiro comum, em especial aos
jovens, novos horizontes e melhores fontes de conhecimento. Méritos a Olavo de
Carvalho e seus alunos. Mérito aos conservadores e liberais que se organizam
com o intuito de enfrentar a hegemonia cultural marxista imposta ao país ao
longo de décadas. Méritos aos novos escritores, jornalistas, pensadores e
blogueiros que emergem das trevas, portando as minhas esperanças e formando uma
nova elite, em tudo superior a que pavimentou o caminho de Lula e dos seus.
Desejo pronta recuperação a quem tem enxaqueca e convulsões
ante essas duas palavras - "liberais" e "conservadores".
Mas eu precisava fazer este anúncio para dizer que a situação começa a mudar.
Quem o diz é a voz das ruas e são os fatos que o indicam. É nítido o mal-estar
instalado em setores significativos do mundo acadêmico e do jornalismo
brasileiro, habituados a falar sem contraditório. A percepção de que o marxismo
e a esquerda perdem fieis e ganham oposição consistente na sociedade onde
haviam construído hegemonia está desestabilizando muita gente que já começa a
falar em guerra! Políticos habituados a assassinar reputações, assistem o suicídio
da própria. No fundo, prefeririam que as posições estivessem invertidas. Então,
bradariam por impeachment e estariam dizendo, dele, aquilo que de fato é: um
meritório instituto, concebido para lembrar ao governante que pode muito, mas
não pode tudo. O crescente descrédito do marxismo e o desprestígio do governo
são duas boas notícias para a Educação no Brasil.
A Involução Cultural
Por Percival Puggina -
Palestra, A Involução Cultural do palestrante Percival
Puggina, promovido pelo Instituto Pelotense de Estudos Conservadores no dia
17/04/2015 no auditório da OAB em Pelotas/RS.
Bloco Verdade e Coerência pede esclarecimentos à Fernando Pimentel
Por Gustavo Corrêa
O Bloco Verdade e Coerência pede que Fernando Pimentel
justifique a medalha à João Pedro Stédile.
Militares e civis unidos em prol de uma política proba!
É patente a crise política institucional evidenciada no
plano político nacional, isso nos desperta a inadiável necessidade de nos
mobilizarmos democraticamente para confrontarmos as práticas políticas
patológicas e criarmos alternativas para superá-las; os princípios e valores
cultuados pelas Instituições Militares assumem espaço central no debate
político contemporâneo.
A partir dos referenciais éticos e morais enraizados nas
comunidades castrenses, militares veem propondo a construção de um sistema
político-sociológico verdadeiramente inclusivo, em que a sua organização e
forma comportamental passem a ser repensadas, implicando, sobretudo, uma
mudança estrutural e cultural mais proba e humanizada, voltada para o
atendimento das necessidades sociais emergentes e suas especificidades.
Trata-se a tese do militarismo social.
De maneira ampla, o militarismo social é um movimento
político, cívico e social fundado por militares das Forças Auxiliares e Armadas
no sentido de atuar politicamente no âmbito da sociedade civil, transplantando
para a Administração Pública a eficiência, o comedimento e a probidade que lhes
são peculiares, sem, contudo, militarizá-la.
O militarismo social defende o respeito à dignidade humana e
crê na importância da família, constituída e devidamente orientada, como célula
mater da sociedade; defende a liberdade de culto e a tolerância religiosa, e
acredita na capacidade transformadora da educação humanística para a
constituição de uma humanidade de propósitos mais elevados, a partir da
educação das crianças, jovens e adolescentes, no sentido de formar cidadãos mais
conscientes, íntegros, educados e gentis.
O braço político do movimento militarismo social é o Partido
Militar Brasileiro (PMB). No que pese o seu nome, o PMB é uma agremiação
política heterogênea, congrega militares e civis em geral (trabalhadores da
indústria e comércio, professores, advogados, profissionais liberais,
funcionários públicos e cidadãos em geral) preocupados com o futuro do Brasil,
com o tipo de sociedade que vamos legar às futuras gerações. Em comum, todos
têm o desejo de transformar o Brasil num país mais justo e democrático, cujos
administradores levem realmente em conta o respeito à dignidade humana e a
honestidade no trato dos recursos e da coisa pública.
Em resumo, o militarismo social se fundamenta na
transposição de valores da caserna para a Administração Pública, como a
eficiência, a prestação de contas e a seriedade no emprego dos recursos
públicos. Ele se constitui numa reação de diversos setores da sociedade –
agrupados em torno do PMB – à anomia social que aflige o Brasil atualmente.
Anomia essa traduzida pela inoperância da “máquina pública”, pela deterioração
da qualidade de vida do povo, pelo crescente descrédito dos poderes públicos,
pela corrupção nas instituições mais fundamentais do organismo social, pela
constatação do abismo que existe entre os legisladores e o povo, pelo aumento
da insegurança pública, da violência e do aviltamento moral que já aflige parte
do nosso povo e ameaça as futuras gerações.
_____________________
Obs: A editoria de Revista Sociedade Militar não
necessariamente compartilha das opiniões expressas nos textos.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Comissão da Verdade da UnB recomenda apuração da conduta de agentes da ditadura
Nessa semana, a comissão apresentou seu relatório de
atividades, que ficará disponível na internet para receber sugestões até o dia
22 de maio. O grupo foi criado em agosto de 2012 e investigou violações de
direitos humanos e liberdades individuais ocorridas entre 1º de abril de 1964 e
5 de outubro de 1988, especificamente aquelas contra alunos, técnicos e
professores, que aconteceram dentro e fora do campus da UnB.
O relatório preliminar tem 331 páginas e 16 recomendações.
Nele, os membros também pedem a revisão da interpretação da Lei de Anistia (Lei
nº 6.683, de 28 de agosto de 1979), para assegurar a responsabilização dos
agentes do Estado responsáveis pelas violações; e a localização e abertura dos
acervos de órgãos de segurança e informações ainda não depositados no Arquivo
Nacional, entre os quais os da Superintendência Regional do Departamento de
Polícia Federal no Distrito Federal, dos centros de informação das Forças
Armadas e os da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (incluindo
arquivos das polícias Civil e Militar).
Segundo o coordenador de pesquisa da comissão, José Otávio
Guimarães, a representatividade e localização da UnB já levantavam críticas
antes de sua fundação, em 1962, e algumas autoridades eram contrárias à sua
instalação tão próxima à Esplanada dos Ministérios e à Praça do Três Poderes.
“Uma juventude crítica próxima do poder é sempre um problema
para o poder. Além disso, o projeto da UnB era de ser uma universidade crítica,
de renovar a forma como a academia funcionava no Brasil. Ela devia responder
aos problemas dos brasileiros, esse foi o projeto feito por Anísio Teixeira e
Darcy Ribeiro [fundadores da UnB]”, ressaltou o coordenador.
A Comissão Anísio Teixeira também quer que a sociedade seja
mais bem informada sobre a temática da ditadura militar e das violações dos
direitos humanos. Os membros pedem o apoio ao Projeto de Lei nº 7899/2014, que
institui a Lei Iara Iavelberg, para incluir no currículo oficial da rede de
ensino do Brasil a obrigatoriedade desse tema; o estímulo ao levantamento de dados
sobre momentos históricos importantes e pouco conhecidos de resistência à
ditadura; o estímulo a produções audiovisuais, editorais e jornalísticas que
apurem as transgressões no período 1964-1988 por meio de editais de fomento,
cursos de formação e premiações; e a promoção de atividades de extensão
universitária que propiciem o contato e o debate com estudantes do ensino
fundamental e médio em torno de questões ligadas à temática da comissão.
O relatório também recomenda a criação de um memorial na UnB,
para lembrar as vítimas da ditadura e em homenagem aos que a combateram; a
mudança de nome dos logradouros que atualmente homenageiam os chefes da
ditadura militar (como a Ponte Costa e Silva, em Brasília); a nomeação de
prédios e instalações da universidade com os nomes de pessoas que lutaram
contra a ditadura; e a revisão de títulos e de homenagens universitárias
concedidas a apoiadores ou autoridades da ditadura.
Os membros citam o caso da UnB, que deu o título de doutor
honoris causa a Roberto Marinho; da Unicamp, que conferiu título de doutor
honoris causa a Jarbas Passarinho, e da denominação do Grande Prêmio Capes de
Tese Zeferino Vaz, entre outros.
Plano de Infraestrutura: Comentário do General Heleno
Caros amigos, recebi do Gen Heleno o comentário abaixo que,
pela precisão, clareza e objetividade, devidamente autorizado pelo autor,
compartilho com os demais amigos.
Estimado Paulo Chagas
A Presidenta incompetenta acaba de realizar uma reunião de
dez horas [ontem, 25 de abril] para tratar de investimentos em infraestrutura.
Na lista de ministros participantes da reunião não estão os nomes do Ministro
Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, nem do Ministro cabeça do Sistema
Brasileiro de Inteligência. A conclusão é que essa senhora não possui os
requisitos mínimos para comandar nem uma prefeitura, quanto mais um país com a
complexidade do Brasil. Ela desconhece o significado de estratégia e despreza a
inteligência como fator de decisão. Pobre Brasil!!!
Fraterno abraço
Heleno
Depois de 10 horas, reunião do governo acaba sem definição sobre plano de infraestrutura
Dilma Rousseff ficou o sábado inteiro em reunião com
ministros (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)
|
Estão nesta lista as obras em aeroportos, rodovias, portos e
hidrovias
Após mais de dez horas reunida com ministros e presidentes
de instituições bancárias públicas no Palácio da Alvorada, em Brasília, a
presidente Dilma Rousseff encerrou o encontro sem qualquer definição para seu
novo plano de desenvolvimento da infraestrutura nacional.
De acordo com assessores da presidente, a reunião não foi
conclusiva, portanto, outras reuniões ainda terão de ser agendadas. Não há
previsão de quando ocorrerão esses próximos encontros.
A intenção do governo é montar um plano de ações,
investimentos e de concessões prioritárias para tentar retomar o crescimento do
país após concluído o ajuste fiscal. Estão nesta lista as obras em aeroportos,
rodovias, portos e hidrovias.
A reunião com a presidente, que começou por volta das 9
horas deste sábado (25), teve a presença de treze ministros: Nelson Barbosa
(Planejamento), Joaquim Levy (Fazenda), Aloizio Mercadante (Casa Civil),
Isabella Teixeira (Meio Ambiente), Kátia Abreu (Agricultura), Edinho Silva
(Comunicação Social), Eduardo Braga (Minas e Energia), Antônio Carlos Rodrigues
(Transportes), Gilberto Occhi (Integração), Eliseu Padilha (Aviação), Edinho
Araújo (Portos), Gilberto Kassab (Cidades) e Ricardo Berzoini (Comunicações).
Além deles, Dilma também convocou secretários de governo e
os presidentes da Caixa Econômica e Banco do Brasil (Miriam Belchior e
Alexandre Abreu) e o vice-presidente do BNDES, Wagner Bittencourt.
O pacote que será lançado pela presidente virá em resposta a
críticas de que seu governo tem se limitado a discutir as medidas do ajuste
fiscal, que ainda não foram aprovadas no Congresso, deixando de lado a agenda
de investimentos do país em um momento de forte retração econômica.
EMPREITEIRO DA OAS FEZ ‘FAVORES’ A LULA
Por Diário do Poder
Apartamento de Lula na Praia do Guarujá e um sítio em Atibaia, em
nome de "laranjas": gentilezas da empreiteira enrolada na lava
jato.
(Fotos: Ricardo Stuckert, Radiovox e Jefferson Coppola/Veja)
|
PRÉDIO no Guarujá e SÍTIO em Atibaia, os 'FAVORES' da OAS a
LULA
Reportagem da revista Veja deste fim de semana afirma que o
engenheiro Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, tem cogitado fazer
delação premiada na Operação Lava Jato e pode implicar o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, de quem seria amigo pessoal. Segundo a revista, Pinheiro,
de 63 anos, que está preso desde novembro, tem passado os dias na cadeia
montando a estrutura do que poderia ser seu depoimento no acordo para tentar
livrá-lo da carceragem.
A publicaão aponta três fatos que poderiam fazer parte da
eventual delação de Pinheiro. O primeiro seria um pedido de Lula feito em 2010
para que o ex-presidente da OAS providenciasse a reforma do sítio Santa
Barbara, em Atibaia (SP). A reportagem sustenta que o sítio é identificado por
políticos e amigos como sendo do ex-presidente, embora no cartório da cidade
esteja registrada oficialmente por R$ 1,5 milhão em nome de Jonas Suassuna e
Fernando Bittar, ambos sócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do
ex-presidente.
Léo Pinheiro, segundo Veja, fez um segundo "favor"
a Lula no ramo imobiliário. O empreiteiro conta que, a pedido do ex-presidente,
incorporou prédios inacabados da Cooperativa dos Bancários (Bancoop), uma entidade
ligada ao PT. A OAS concluiu no início do ano a construção do Edifício Solaris,
da Bancoop, prédio na praia do Guarujá (SP). O ex-tesoureiro do PT João Vaccari
Neto, também preso na Lava Jato, e Lula têm apartamentos no empreendimento.
O terceiro ponto seria uma suposta ajuda de Pinheiro a
Rosemary Noronha, ex-chefe do escritório da Presidência da República e amiga de
Lula. Rosemary deixou o cargo em 2012 após uma investigação da Polícia Federal
tê-la identificado como integrante de um grupo que venderia facilidades ao
governo. A revista diz que Lula pediu a Pinheiro que ajudasse o marido de
Rosemary, João Batista, um pequeno empresário da construção civil. Depois, de
acordo com a reportagem, João Batista conseguiu um bom emprego.
A revista não traz garantia de que Léo Pinheiro vai
efetivamente fazer a delação premiada. Em edição de 21 de fevereiro, a
publicação informou sobre a possibilidade de delação premiada do engenheiro
Ricardo Pessoa, dono da UTC. Dois meses depois, o executivo ainda não fez o depoimento.
Lula está construindo a ruína de sua biografia
Por Veja.com
A conta de R$6,1 bilhões de prejuízo da Petrobras destinada
apenas à corrupção é 'mixaria' comparada a grande perda causada pela
incompetência e soberba do governo petista. "Nunca ninguém chegou tão perto
de arruinar a Petrobras do jeito que Lula e Dilma fizeram", comenta o
colunista de VEJA José Roberto Guzzo. Assista também no 'Aqui entre Nós', com
Joice Hasselmann, as discussões sobre a nova fase da Operação Lava Jato e a
manifestação de 'professores' da rede estadual de São Paulo que tentaram
derrubar com barras de ferro as portas da Secretaria Municipal da cidade.
O SOCIALISMO NA PRÁTICA - O LABORATÓRIO DA MORTE
Se alguém lhe pedisse para defender a ideia de que o
socialismo fracassou, qual exemplo você forneceria?
Onde o formato moderno de socialismo começou?
Nos Estados Unidos.
É isso mesmo: na "terra da liberdade". Mais especificamente, nas reservas indígenas,
sob o comando da Agência de Questões Indígenas, subordinada ao Ministério do Interior.
As reservas indígenas foram inventadas com o intuito de
controlar combatentes adultos. Elas
tinham como objetivo manter a população nativa pobre e impotente.
O sistema funcionou?
Pode ter certeza.
O experimento tem se mostrado um fracasso? Muito pelo contrário, tem sido um sucesso
total.
Quando foi a última vez que se ouviu a respeito de alguma
insurreição dos índios americanos?
Eles são pobres? Os
mais pobres dos EUA.
Eles recebem auxílios do governo americano? É claro que sim.
No ano passado, o Ministério da Agricultura dos EUA destinou
US$21 milhões para subsidiar eletricidade para os moradores daquelas reservas
indígenas cujas casas são as mais isoladas de empregos e oportunidades de
trabalho. Você pode ler mais a respeito aqui. Como toda e qualquer medida
assistencialista, esta é apenas mais uma para mantê-los continuamente
pobres. Eletricidade tribal significa
impotência tribal.
As tribos são dependentes.
Elas permanecerão dependentes. O
programa foi criado exatamente para este objetivo.
Por alguma razão, os livros-textos de economia não oferecem
sequer uma página relatando a corrupção, a burocratização e a pobreza
multigeracional criadas por este socialismo tribal. Temos aqui uma série de exemplos de
laboratórios sociais gerenciados pelo governo.
Quão exitosos eles têm se mostrado?
Onde estão as reservas que de maneira sistemática tiraram pessoas da
pobreza?
A próxima será a primeira.
O paraíso dos trabalhadores
A União Soviética foi o paraíso socialista dos trabalhadores
de 1917 a 1991. Como resultado direto
deste experimento, pelo menos 30 milhões de russos morreram. Os números verdadeiros podem ser o dobro
desta cifra. Já o experimento chinês foi
mais curto: de 1949 a 1978. Talvez 60
milhões de chineses tenham morrido. Há quem fale em 100 milhões.
O sistema foi incapaz de fornecer os bens prometidos. Não consigo imaginar um tópico mais
apropriado para se discutir em uma aula de economia do que o fracasso do
socialismo. O mesmo é válido para um
curso sobre a história do mundo moderno.
Qualquer curso decente de ciência política deveria cobrir este fracasso
em detalhes.
Mas isso não ocorre, é claro. Nenhum curso menciona o mais fundamental
desafio já proposto à teoria econômica socialista, o ensaio de Ludwig von
Mises, escrito em 1920, O cálculo econômico sob o socialismo. E por que não? Porque a maioria dos cientistas sociais,
economistas e historiadores nunca ouviu falar desta obra. Entre aqueles com mais de 50 anos de idade,
os poucos que já ouviram a respeito ouviram da boca de algum defensor do
socialismo ou de algum entusiasta keynesiano, que apenas repetiu o que havia
aprendido na sua pós-graduação: que tal ensaio havia sido totalmente refutado
por Oskar Lange em 1936.
Mas o que eles nunca dizem é que, quando Lange, um devoto
comunista, voltou à sua Polônia natal em 1947 para atuar no alto escalão da
burocracia estatal, o governo comunista não pediu para que ele implementasse
sua grande teoria do "socialismo de mercado". Com efeito, nenhum país socialista jamais
implementou sua teoria.
Durante 50 anos, poucos livros-textos de economia
mencionavam Mises. E, quando o faziam,
era apenas para dizer que ele havia sido totalmente refutado por Lange. Os acadêmicos do establishment simplesmente
jogaram Mises no buraco orwelliano da memória.
No dia 10 de setembro de 1990, o multimilionário escritor,
economista e socialista Robert Heilbroner publicou um artigo na revista The New
Yorker intitulado "Após o Comunismo".
A URSS já estava em avançado processo de colapso. Neste artigo, Heilbroner recontou a história
da refutação de Mises. Ele relata que,
na pós-graduação, ele e seus pares foram ensinados que Lange havia refutado
Mises. Porém, agora, ele anunciava:
"Mises estava certo". No
entanto, em seu best-seller, The Worldly Philosophers, um livro-texto sobre a
história do pensamento econômico, ele em momento algum cita o nome de Mises.
Os fracassos visíveis
O fracasso universal do socialismo do século XX começou já
nos primeiros meses após a tomada da Rússia por Lênin. A produção caiu acentuadamente. Ato contínuo, ele foi forçado a implementar
um reforma marginalmente capitalista em 1920, a Nova Política Econômica
(NEP). Ela salvou o regime do
colapso. A NEP foi abolida por Stalin.
Durante as décadas seguintes, Stalin se entregou ao
corriqueiro hábito de assassinar pessoas.
A estimativa mínima é de 20 milhões de mortos. Tal prática era peremptoriamente negada por
quase toda a intelligentsia do Ocidente.
Foi somente em 1960 que Robert Conquest publicou seu monumental livro O Grande Terror - Os Expurgos de Stalin.
Sua estimativa atual: algo em torno de 30 milhões. O livro foi escarnecido à época. O verbete da Wikipédia sobre o livro é bem
acurado.
Publicado durante a Guerra do Vietnã e durante um surto de
marxismo revolucionário nas universidades ocidentais e nos círculos
intelectuais, O Grande Terror foi agraciado com uma recepção extremamente
hostil.
A hostilidade direcionada a Conquest por causa de seus
relatos sobre os expurgos foi intensificada por mais dois fatores. O primeiro foi que ele se recusou a aceitar a
versão apresentada pelo líder soviético Nikita Khrushchev, e apoiada por vários
esquerdistas do Ocidente, de que Stalin e seus expurgos foram apenas uma "aberração",
um desvio dos ideais da Revolução, e totalmente contrários aos princípios do
leninismo. Conquest, por sua vez, argumentou que o stalinismo era uma
"consequência natural" do sistema político totalitário criado por
Lênin, embora reconhecesse que foram os traços característicos da personalidade
de Stalin que haviam causado os horrores específicos do final da década de
1930. Sobre isso, Neal Ascherson
observou: "Àquela altura, todos nós concordávamos que Stalin era um
sujeito muito perverso e extremamente diabólico, mas ainda assim queríamos
acreditar em Lênin; e Conquest disse que Lênin era tão mau quanto Stalin, e
Stalin estava simplesmente levando adiante o programa de Lênin".
O segundo fator foi a ácida crítica de Conquest aos
intelectuais ocidentais, os quais ele dizia sofrerem de cegueira ideológica
quanto às realidades da União Soviética tanto durante a década de 1930 quanto,
em alguns casos, até mesmo ainda durante a década de 1960. Personalidades da intelectualidade e da
cultura da esquerda, como Sidney e Beatrice Webb, George Bernard Shaw,
Jean-Paul Sartre, Walter Duranty, Sir Bernard Pares, Harold Laski, D.N. Pritt,
Theodore Dreiser e Romain Rolland foram acusados de estúpidos a serviço de
Stalin e apologistas de seu regime totalitário devido a vários comentários que
fizeram negando, desculpando ou justificando vários aspectos dos expurgos.
A esquerda ainda odeia o livro, e continua até hoje tentando
dizer que ele exagerou nos números e nos relatos.
E então veio o Livro Negro do Comunismo (1999), que coloca
em 85 milhões a estimativa mínima de cidadãos executados pelos comunistas,
deixando claro que cifras como 100 milhões ou mais são as mais prováveis. O livro foi escrito por esquerdistas franceses
e publicado pela Harvard University Press, de modo que ele não pôde
simplesmente ser repudiado como sendo apenas mais um panfleto direitista.
A esquerda até hoje tenta ignorá-lo.
O blefe dos cegos
A resposta da academia tem sido, até hoje, a de considerar
todo o experimento soviético como algo que foi meramente mal orientado, algo
que se desencaminhou, e não como algo inerentemente diabólico. O custo em termos de vidas humanas raramente
é mencionado. Antes de 1991, era algo
ainda mais raramente mencionado. Antes
de Arquipélago Gulag (1973), de Solzhenitsyn, era considerado uma imperdoável
falta de etiqueta um acadêmico fazer mais do que apenas mencionar muito
discretamente e só de passagem toda a carnificina, devendo limitar qualquer
crítica apenas aos expurgos do Partido Comunista comandados por Stalin no final
da década de 1930, e praticamente quase nunca mencionar que a fome em massa
havia sido adotada como uma política pública.
"Ucrânia? Nunca ouvi falar." "Kulaks?
O que são kulaks?"
A situação decrépita de todas as economias socialistas, do
início ao fim, não é mencionada. Acima
de tudo, não há nenhuma referência aos críticos do Ocidente que alertaram que
estas economias eram vilarejos Potemkins em grande escala — cidades falsas criadas
pelo governo para ludibriar os leais e românticos esquerdistas que iam à URSS
ver o futuro. E eles voltavam para seus
países com relatos entusiásticos e incandescentes.
Há um livro sobre estas ingênuas e crédulas almas, que foram
totalmente trapaceadas: Political Pilgrims: Travels of Western Intellectuals to the Soviet Union, China, and Cuba, 1928-1978 de Paul Hollander. Foi publicado pela Oxford University Press em
1981. Foi ignorado pela intelligentsia
por uma década.
A melhor descrição que já li sobre estas pessoas foi
fornecida por Malcolm Muggeridge, que trabalhou no início da década de 1930
como repórter do The Guardian em Moscou.
Tudo o que ele escrevia era censurado antes de ser enviado para a
Inglaterra. E ele sabia disso. Ele não podia relatar a verdade, e o The
Guardian não publicaria caso ele relatasse.
Eis um trecho do volume 1 de sua autobiografia, Chronicles of Wasted Time.
Para os jornalistas estrangeiros que residiam em Moscou, a
chegada de ilustres visitantes era também uma ocasião de gala, mas por uma
razão diferente. Eles nos propiciavam
nosso melhor — praticamente nosso único — momento de alívio cômico. Por exemplo, ouvir [George Bernard] Shaw, acompanhado
de Lady Astor (que havia sido fotografada cortando o cabelo de Shaw), declarar
que estava encantado por descobrir, em meio a um banquete fornecido pelo
Partido Comunista, que não havia escassez de comida na URSS, era algo de
imbatível efeito humorístico. Ou ouvir
[Harold] Laski cantar glórias à nova Constituição Soviética de Stalin.
Jamais me esquecerei destes visitantes, e jamais deixarei de
me assombrar com eles; de como eles discursavam pomposamente sobre as
maravilhas do regime, de como eles iluminavam continuamente nossa escuridão,
guiando, aconselhando e nos instruindo; em algumas ocasiões, momentaneamente
confusos e envergonhados; mas sempre prontos para se reerguer, colocar seus
capacetes de papelão, montar em seus Rocinantes, e sair galopando mundo afora
em novas incursões em nome dos pobres e oprimidos.
Eles são inquestionavelmente uma das maravilhas de nossa
época, e irei guardar para sempre na memória, com grande estima, o espetáculo
que era vê-los viajando com radiante otimismo até as regiões famintas do país,
vagueando em bandos alegres por cidades esquálidas e sobrepovoadas, ouvindo com
inabalável fé as insensatezes balbuciadas por guias cuidadosamente treinados e
doutrinados, repetindo, assim como crianças de colégio repetem a tabuada, as
falsas estatísticas e os estúpidos slogans que eram incessantemente entoados
para eles.
Eis ali, pensava eu ao ver estas celebridades, um ardoroso
burocrata de alguma repartição local da Liga das Nações, eis ali um devoto
Quaker que já havia tomado chá com Gandhi, eis ali um feroz crítico das
exigências de comprovação de renda para se tornar apto a receber programas
assistenciais do governo, eis ali um ferrenho defensor da liberdade de
expressão e dos direitos humanos, eis ali um indômito combatente da crueldade
contra animais; eis ali meritórios e cicatrizados veteranos de centenas de
batalhas em prol da verdade, da liberdade e da justiça — todos, todos eles
cantando glórias a Stalin e à sua Ditadura do Proletariado. Era como se uma sociedade vegetariana se
manifestasse apaixonadamente em defesa do canibalismo, ou como se Hitler
houvesse sido indicado postumamente para o Prêmio Nobel da Paz.
Este fenômeno não acabou junto com a década de 1930. Ele perdurou até o último suspiro da farsa
econômica criada pelos soviéticos. A
falência intelectual e moral dos líderes intelectuais do Ocidente, algo que
vinha sendo encoberto pela própria durabilidade do regime soviético, foi
finalmente exposta em 1991, quando houve o reconhecimento mundial de que os
regimes marxistas não apenas haviam falido economicamente, como também eram tiranias
que o Ocidente havia aceitado como sendo uma alternativa válida para o
capitalismo.
Não há exemplo melhor deste auto-engano intelectual do que o
de Paul Samuelson, professor de economia do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT), o primeiro americano a ganhar o Prêmio Nobel de economia
(1970), ex-colunista da revista Newsweek, e autor daquele que é, de longe, o
mais influente livro-texto de economia do mundo pós-guerra (1948 — presente):
pelo menos 3 milhões de cópias vendidas em 31 idiomas distintos. Ele escreveu na edição de 1989 de seu
livro-texto: "A economia soviética é a prova cabal de que, contrariamente
àquilo em que muitos céticos haviam prematuramente acreditado, uma economia
planificada socialista pode não apenas funcionar, como também prosperar."
Foi o economista Mark Skousen quem encontrou esta
pérola. E ele também descobriu esta
outra, ainda mais condenatória.
O experimento soviético
Em sua autobiografia, Felix Somary recorda uma discussão que
ele havia tido com o economista Joseph Schumpeter e com o sociólogo Max Weber
em 1918. Schumpeter foi um economista
nascido na Áustria mas que não era da Escola Austríaca de economia. Mais tarde, ele viria a escrever a mais
influente monografia sobre a história do pensamento econômico. Já Weber foi o mais prestigioso cientista
social acadêmico do mundo até morrer em 1920.
Naquela ocasião, Schumpeter havia expressado alegria em
relação à Revolução Russa. A URSS seria
o primeiro exemplo prático de socialismo.
Weber, por sua vez, alertou que o experimento geraria uma miséria
incalculável. Schumpeter retrucou
dizendo que "Pode ser que sim, mas seria um bom laboratório." E Weber respondeu: "Um laboratório
entulhado de cadáveres humanos!". E
Schumpeter retrucou: "Exatamente igual a qualquer sala de aula de
anatomia".[1]
Schumpeter era um monstro em termos morais. Não vamos medir as palavras. Ele foi um homem altamente sofisticado, mas,
no fundo, um monstro moral. Qualquer
pessoa que menospreze a morte de milhões de pessoas desta forma é um monstro
moral. Weber saiu extremamente irritado
da sala. Não o culpo.
Weber morreu em 1920.
Foi neste ano que Mises lançou seu ensaio, O cálculo econômico sob o socialismo. Weber o mencionou em uma
nota de rodapé em sua obra-prima, publicada postumamente como Economia e Sociedade (página 107 na versão original).
Weber compreendeu sua importância tão logo leu este ensaio. Já os economistas acadêmicos, não. Até hoje, há poucas referências a esta obra
de Mises.
Mises explicou analiticamente por que o sistema socialista é
irracional: não há um mercado para os bens de capital. Sendo assim, é impossível saber quanto cada
coisa deveria custar. Ele disse que um
sistema socialista inevitavelmente se degeneraria em uma dessas duas
alternativas: ou ele iria abandonar seu compromisso com um planejamento total
ou ele fracassaria por completo. Mises
nunca foi perdoado por esta falta de etiqueta.
Ele estava certo, e os intelectuais, errados. As sociedades socialistas entraram em
colapso, com a exceção da Coréia do Norte e de Cuba. Pior ainda, ele se mostrou correto em termos
de simples teoria de mercado, algo que qualquer pessoa inteligente podia
entender. Exceto, aparentemente, os
intelectuais do Ocidente. E este seu ensaio
é um testemunho para os intelectuais do Ocidente: "Não há pessoas mais
cegas do que aquelas que se recusam a enxergar."
A prova do pudim
Mises acreditava que a real prova do pudim está em sua
fórmula. Se a pessoa que faz o pudim
acrescentar sal em vez de açúcar, ele não será doce. Você nem precisa experimentá-lo para saber
disso. Mas os acadêmicos estão
oficialmente comprometidos a aceitar apenas coisas empíricas. Eles creem que uma teoria tem de ser
confirmada por testes estatísticos. Mas
os testes ocorreram durante décadas. As
economias socialistas fracassavam seguidamente, mas divulgavam estatísticas
falsificadas. E todos sabiam disso. Mas, mesmo assim, os intelectuais do Ocidente
insistiam na crença de que o ideal socialista era moralmente sólido. Eles insistiam que os resultados iriam, no
final, provar que a teoria estava certa.
Nikita Kruschev ficou famoso por haver dito isso a Nixon no
famoso "debate da cozinha", em 1959.
Ele era um burocrata que havia sobrevivido aos expurgos de Stalin por
ter supervisionado o massacre de dezenas de milhares de pessoas na
Ucrânia. Ele disse a Nixon: "Vamos
enterrar vocês." Ele estava errado.
Estudantes universitários não são ensinados nem sobre a
teoria do socialismo nem sobre a magnitude de seus fracassos. Nem economicamente nem demograficamente. Na era pré-1991, tal postura era mais fácil
de ser mantida do que hoje. A intelligentsia
hoje já admite que o capitalismo é mais produtivo que o socialismo. Sendo assim, a tática agora é dizer que o capitalismo
é moralmente deficiente. Pior, que ele
ignora a ecologia. Foi exatamente esta a
estratégia recomendada por Heilbroner em seu artigo de 1990. Ele disse que os socialistas teriam de mudar
de tática, parando de acusar o capitalismo de ineficiência e desperdício, e
passar a acusá-lo de destruição ambiental.
Conclusão
A natureza abrangente do fracasso do socialismo não é
ensinada nos livros-textos universitários.
O tópico é atenuado e minimizado sempre que possível. Era mais fácil impor sanções contra qualquer
um que se atrevesse a escrever em jornais acadêmicos ou na imprensa antes de
1991.
Deng Xiaoping anunciou sua versão da Nova Política Econômica
de Lênin em 1978. Mas isso, na época,
não ganhou muita publicidade.
Em 1991, a fortaleza soviética desmoronou. Gorbachev presidiu o último suspiro do regime
em 1991. Ele recebeu da revista Time o
título de "Personalidade da Década" em 1990. Em 1991, ele se tornou um ex-ditador
desempregado. O socialismo fracassou —
totalmente. Mas a intelligentsia ainda
se recusa a aceitar a filosofia social de livre mercado de Mises, o homem que
previu todas as falhas do socialismo e que forneceu todos os argumentos em prol
de sua condenação universal.
É exatamente por isso que é uma boa ideia sempre prever o
fracasso de políticas econômicas ruins em qualquer análise que se faça sobre
elas. Poder dizer "Eu avisei que
isso iria ocorrer, e também expliquei por quê" é uma postura superior e
mais respeitável do que apenas dizer "Eu avisei".
______________
[1] Felix
Somary, The Raven of Zurich (New York: St. Martin's, 1986), p. 121.
domingo, 26 de abril de 2015
Uma Oportunidade Perdida
Por Aileda de Mattos Oliveira
O pronunciamento terceirizado da ‘comandante em chefe’,
transformada em solitário recruta ao surgir estranhamente de casaco
verde-oliva, nem merece comentários.
A expectativa concentrava-se na Ordem do Dia do Comandante
do Exército, alusiva à data histórica da Corporação, 19 de Abril. Solenidade
antecipada, domingo era o dia, descartado, certamente, para os medalhados
políticos irem para as suas bases ou para outros locais que não nos dizem
respeito.
Quanto aos Generais, neles sim, reside a preocupação dos
bons brasileiros que temem ocorrer, por simbiose, a perda, por esses homens, da
personalidade, do compromisso com os comandados, do juramento militar, das
obrigações e deveres com a soberania do Brasil, como tem acontecido, infelizmente,
logo que adentram o Ministério da Defesa.
A aura petista, sabemos, é de tal maneira pestilenta que até
a Ordem do Dia perdeu a grandiosidade de sua forma e de seu conteúdo para se
revestir do estilo a gosto da pobreza intelectual e cerceadora dos sucessivos
ministros.
Apesar disso, foi com muita propriedade que o Comandante fez
atravessar no tempo os 367 anos que unem o trabalho hercúleo das forças
luso-brasileiras e de seus heróis miscigenados aos miscigenados e heroicos
pracinhas na Itália e, ainda, aos heroicos e miscigenados, vingativamente
postos na Maré, pela presidente despeitada. Fala e imagens completaram-se.
Muito bom o vídeo do Comandante.
No entanto, às vezes, no afã de falarmos com melódica
sonoridade, o conteúdo da mensagem sofre a vertigem de um nocaute espetacular.
Foi o que aconteceu com o conflito entre palavras que, esperamos, não tenha
sido efeito adverso dos elogios, sem propósito, ao anterior Comandante, no
almoço com a Reserva, em Brasília.
Parodiando a frase de César, tantas vezes repetida pela
verdade contida, afirmamos que ‘não basta parecer Ordem do Dia, tem que ser
Ordem do Dia’.
O Estado de São Paulo (p. A6, 17 de abril) explorou
politicamente a má retórica, a ponto de dizer que “o general Eduardo Villas
Bôas falou quatro vezes” a frase “uma nova Força Terrestre para o mesmo
Exército”.
Nesse momento, o Comandante transformou-se num demiurgo pelo
milagre realizado de uma “nova” Força Terrestre no “mesmo” Exército. “Força
Terrestre” não é “Exército”?
Talvez pensasse em termos de adestramento profissional, mas
não ousou falar às claras, preferindo o contraditório, o jogo labiríntico das
palavras, os subentendidos. Assim, agradou a gregos e a troianos, mas não
àqueles que, como eu, não pertencem a nenhum dos grupos, brasileiros e
patriotas que são.
Logo veio a afirmação agradável aos ouvidos dos antigos
guerrilheiros, mas insustentável para nós, que queremos um Brasil livre de
mafiosos e de entreguistas, e desejamos ver as cores nacionais triunfarem sobre
o vermelho da traição.
Capciosa soou a declaração de que “... o mesmo Exército
sempre democrático, apartidário...” (Noticiário do Exército). A palavra
“apartidário” criou uma grande dúvida em nosso espírito, e a dúvida faz mais
estragos que a certeza, já que a ambiguidade é incômoda à clareza e ao sossego
psicológico da parte atuante da sociedade.
Se, pela acomodação do povo brasileiro e pelo apartidarismo
anunciado da Força Terrestre, houver uma tentativa atrevida de implantação do
regime comunista no país, esta Força manter-se-á omissa, fechada em si mesmo?
Nesse caso, estará implicitamente acatando as imposições do Foro de São Paulo,
deixando, portanto, de ser “apartidária” e se ombreando ao partido do governo.
Ou, ao contrário, manter-se-á fiel às suas tradições, ao lado dos defensores da
democracia, que não têm partido e somente defendem o Brasil?
A oportunidade de estabelecer, firmemente, a posição do
Exército ante a sociedade, que concedeu à Instituição o primeiro lugar nas
pesquisas de credibilidade*, assegurando-lhe a pronta presença contra todas as
ameaças internas e externas, foi perdida pelo Comandante na segunda parte de
seu pronunciamento, ao não imprimir nela um demonstrativo do “braço forte“ que
todos nós esperávamos. A “mão amiga” foi a retórica para petista ouvir.
Se sabemos o passado do Exército, desconhecemos o que
planeja no presente, e, por essa razão, deixamos registrado ao Comandante, o
nosso desapontado parecer: uma Ordem do Dia redigida sob medida, visando,
unicamente, à satisfação dos interesses cerceadores dos apátridas com os quais
tem que conviver, não se coaduna com a Ordem do Dia ansiosamente esperada por
todo o estamento militar e pelos civis, que estão aos militares irmanados.
*Jornal Inconfidência, n.º 213, p. 13; fonte: FGV.
______________________
Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa.
Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.
O ajuste fiscal e o Brasil: leviano e nada republicano
“O Brasil não
merece o Brasil. O Brasil tá matando o Brasil...”
Da música "Querelas do Brasil", de Mauricio
Tapajós e Aldir Blank, sucesso de Elis Regina.
A presidente Dilma, como o senador-candidato Aécio Neves
alcunhou, tem realmente se mostrado leviana*, pois, sendo a responsável pelas
atuais dificuldades político-econômicas-financeiras-sociais do país, e, apesar
de saber e propagar a necessidade do ajuste fiscal:
- mantém o almanaque de 39 ministérios, que custam ao
país, anualmente, cerca de 60 bilhões de reais, sendo desnecessária
grande parte daqueles órgãos, que poderiam ser extintos ou se transformar em
órgãos subordinados às estruturas de ministérios de real importância. Foram
criados apenas para cooptar os partidos políticos da coalizão, ou atender ao
populismo eleitoreiro. Citam-se os seguintes: da Pesca e Aquicultura; do
Turismo; do Esporte; da Promoção da Igualdade Racial; das Políticas para as
Mulheres; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; da Micro e Pequena
Empresa; de Portos da Presidência da República; da Aviação Civil da Presidência
da República...
Aliás, embora importante e absolutamente necessário, poderia
riscar o da Relações Exteriores, que, de passado de excelência, se transformou
em ridícula sucursal da ideologia mercosulista-bolivariana, com seguidos
vexames internacionais pelas mãos de um dinossáurico e inexplicável assessor
palaciano. O que é mais escandaloso é o titular da pasta se sujeitar a isso,
quando ele – o titular, o ministro – é que é o assessor de RE da Presidência!!
- mantém o gasto de 214 milhões por ano com os 891.949
servidores, que se dividem em 20.922, com contratos temporários, 113.869 em
cargos de confiança e comissionados, e 757.158 efetivos, sendo que os mais de
100 mil em cargos de confiança, não foram concursados!;
- não cancela e nem audita e publica os vergonhosos e
misteriosos gastos com cartões corporativos, que compram, de perfumes e
tapiocas, a noitadas em motéis (ah, se fosse só isso!); são mais de 12 mil
cartões, cujos gastos chegam a 200 milhões de reais, de transparência negada
aos contribuintes e ao Congresso!;
- sancionou o Orçamento Geral da União para o
Congresso, com um aumento de cerca de 600 milhões para o fundo partidário, mais
de 200%!, enquanto a equipe econômica prepara um corte de 80 bilhões, para
garantir as metas do superávit primário, na educação, saúde, defesa,
transporte, direitos trabalhistas, pensões, creches,.... ou seja, em tudo que
afeta a vida do povo, E, no meio desse vendaval que assola o País, o Congresso
demonstra que ajuste, apertar o cinto, reduzir custos, não é com ele. Pelo
contrário!;
- não cancela e reestuda as reparações chamadas de
"auxilio- ditadura", que aprovou mais de 40 mil pedidos de
indenizações dos que se arrogam terem lutado pela democracia, quando, na
verdade, o fizeram pela implantação de ditadura comunista. Os valores dessa
"reparação" já chegam a cerca de 4 bilhões de reais;
- não explica os empréstimos concedidos pelo BNDES, à
revelia e aprovação do Congresso, para obras em Cuba e países africanos
governados por ditadores;
- não se empenha pelas reformas política, tributária,
previdenciária e trabalhista, que cortariam muitos gastos abusivos e
modernizariam essas áreas, preparando o País para o futuro;
Não é sem sentido, pois, a insatisfação generalizada, as
manifestações contra o governo e a péssima avaliação de seu desempenho. De um
lado, passeatas espontâneas, de pessoas vestidas e portando bandeiras, verde e
amarelas. Do outro, minguados e envergonhados militantes, contratados por
miseráveis lanches e gorjetas, com bandeiras vermelhas, inclusive do MST, cujo
titular, à margem da lei, ordena a destruição e invasão de próprios públicos e
particulares, ficando tudo por isso mesmo, e ele ainda é absurdamente
homenageado com a outorga da Medalha da Inconfidência, conspurcando a todos que
a receberam com mérito, que, de pronto, deveriam devolvê-las. Isso foi uma
audácia!!!
A imposição da medalha deveria ser respondida com uma
aposição floral. Ao atrevido e nada republicano governo petista de Minas
Gerais.
Nunca antes na história deste país houve tanta tolerância
com a incompetência e leviandade. E tanto desprezo à ética, à moral e ao
futuro do Brasil.
*do site significados.com.br:
Leviano significa imprudente, sem seriedade. É um
adjetivo que qualifica o indivíduo que age precipitadamente, e que não tem
consideração com o outro.
Leviano é aquele que expressa opinião sem ter certeza do que
está informando, e também não domina o assunto.
Ser leviano é proceder sem bases verdadeiras, é ser
hipócrita, maldoso e irresponsável, é aquele que tem comportamento volúvel, que
age com insensatez.
O indivíduo leviano é uma pessoa fútil, medíocre, não tem
noção do que é prudência, sabedoria e ponderação, transmitindo a imagem de
pessoa irresponsável.
“...as coisas que não acontecem no País: a meta não
atingida, a obra inacabada, a lei que não pegou, o assassino que foi
solto...; em suma, nosso problema principal é a paralisia secular", descrita
uma vez por Mário
Henrique Simonsen, brilhantemente:
“O Brasil é um país sob anestesia, mas sem cirurgia. É
deprimente o que o Brasil não faz” - Arnaldo Jabor
______________________
Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.
Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.
IMPEACHMENT, RENUNCIA, INTERVENÇÃO MILITAR...
Após as manifestações do dia 12 de Abril Marta Serrat
entrevista uma série de juristas sobre varios temas aclamados por manifestantes
que participaram dos protestos pela saída da Presidente Dilma no Brasil todo.
Dr. Ives Gandra Martins que já tinha sido entrevistado por Marta Serrat concede
mais uma entrevista para falar de Impeachment e Intervenção Militar.
Assinar:
Postagens (Atom)