segunda-feira, 14 de abril de 2014

Aécio bate forte no aparelhamento do Ipea e do IBGE promovido por Dilma.


Em coluna publicada hoje, na Folha de São Paulo, o presidente do PSDB, Aécio Neves, acusa o governo de aparelhar os órgãos de estado, que o PT trata como se fossem instituições do governo. O titulo do artigo é " Gol de mão", que comparar o que Dilma fez com o IBGE com a manipulação de dados imposta ao Idec argentino por Cristina Kirchner, desacreditando o país diante do mundo.

O intolerável grau de aparelhamento do Estado brasileiro pelo PT chegou às instituições de pesquisa, guardiãs do conhecimento e da informação que serve ao desenvolvimento do país. O Brasil corre o risco de entrar na mesma rota que levou a Argentina a perder credibilidade quanto às suas estatísticas oficiais.

O episódio recente em torno do IBGE passou a muitos a impressão de que o instituto estaria dando um perigoso passo na direção dos problemas que minaram o Instituto Nacional de Estadística y Censos (Indec), do nosso vizinho, cujos dados sobre inflação e PIB são considerados tão corretos quanto o célebre gol de mão feito por Maradona contra a Inglaterra.

Se a "mão de Deus", expressão usada pelo próprio atacante para descrever o lance, ajudou a Argentina a ganhar o jogo, seu uso nas estatísticas não melhora em nada a vida dos argentinos. Não saber o que de fato se passa na economia de um país afugenta novos investimentos, com impacto negativo sobre o desenvolvimento.

O IBGE entrou em convulsão depois que o PT colocou em dúvida a nova metodologia usada pelo órgão, que, ao ampliar a base de pesquisa, traz novos dados, por exemplo, sobre o desemprego no país. Era o que faltava: o partido querer atribuir à sua base aliada a tarefa de avaliar metodologia de pesquisa.

Apesar da contestação de vários profissionais, a Pnad Contínua teve sua divulgação adiada para depois das eleições. Assim, é preciso concordar com Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE: a suspensão em momento eleitoral levanta suspeitas sobre a falta de autonomia do órgão.

Dias antes, o sinal vermelho já havia sido acendido no Ipea. A informação de que o instituto abriu, em 2010, escritório na Venezuela, e que lá tem produzido textos em apoio ao chavismo, surpreendeu muita gente. Especialmente os que já lamentavam que, apesar da resistência profissional de tantos dos seus membros, o Ipea estivesse sendo usado para tentar dar sustentação a "verdades" petistas. Nos mesmos dias, a imprensa denunciou a crise na Embrapa com as nomeações políticas.

O assunto é grave. Instituições brasileiras, com credibilidade conquistada através do merecido reconhecimento do país ao trabalho de inúmeros pesquisadores e profissionais, não podem ter interrompida esta importante trajetória.

Precisamos defender a autonomia das nossas instituições, diante de qualquer pressão política. Elas pertencem ao país e não ao governo. Até porque, depois do Ipea, do IBGE e da Embrapa, alguém pode ter a ideia de interferir no Inep para controlar os dados de educação e no CNPq para patrulhar as pesquisas.

O Brasil não merece isso.

DILMA E O BOLIVARIANISMO



A economia dá sinais de fadiga. Vem aí uma séria crise econômica. Se Dilma conseguir a reeleição, preparem-se para o nosso socialismo bolivariano.

TUDO POR IMPOSTOS



Por que é crime pagar menos por um produto?

Doutrinação de crianças e adolescentes!

Inauguração da nova fachada Foto: Mateus Pereira /GOVBA
Fachada de escola que mudou nome para Carlos Marighella é inaugurada em 11/04/2014 - Cerimônia marcou lançamento da nova fachada e placa nesta sexta-feira.

"Um homem que lutou pela democracia", diz Jaques Wagner sobre medida.

Do G1 BA

Nova fachada com nome de Carlos Marighella é inaugurada. A cerimônia que marcou a alteração do nome do Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici para Colégio Estadual STIEP Carlos Marighella foi realizada na tarde desta sexta-feira (11) e contou com a presença do governador Jaques Wagner. Desde o dia 17 de fevereiro deste ano, a instituição passou a ser chamada com o nome guerrilheiro baiano que se opôs à ditadura, o que aconteceu após votação que envolveu alunos, ex-alunos, pais e comunidade.

O governador Jaques Wagner/PT inaugura  nova placa do 
colégio estadual Carlos Marighella - Foto Mateus Pereira/GOVB
Para o governador, a mudança enaltece a memória de Marighella, mais do que gera sentimento de "ódio" em relação ao presidente militar que emprestou nome à unidade de ensino por 42 anos.

"Não estamos plantando ódio contra ninguém com essa mudança de nome. Estamos plantando o amor por Carlos Marighella, um homem que lutou pela democracia, que lutou pela liberdade do povo brasileiro", disse.

OBS do site A VERDADE SUFOCADA: Conheça um pouco do pensamento deste que será o patrono desta escola  e exemplo para crianças e adolescentes:

"É necessário que todo guerrilheiro urbano mantenha em mente que só poderá sobreviver se estiver disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão. E se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, os latifundiários e os imperialistas." -  Carlos Marighella


Porto que Brasil pagou para Cuba vira entreposto para contrabando de armas para ditadura da Coréia do Norte.

Dilma inaugurando o Porto de Mariel ao lado do ditador assassino Raul Castro que, por sua, vez está usando o mesmo para contrabandear armas para outro ditador assassino: Kim Jong-un, da Coréia do Norte
A construção do Porto de Mariel, em Cuba, ganhou o noticiário nos últimos meses porque o governo brasileiro concedeu, via BNDES, um empréstimo de 682 milhões de dólares à ditadura cubana para assegurar a obra – dois terços do valor total estimado para o porto. Além disso, os detalhes da transação foram estranhamente mantidos em sigilo. Em janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff esteve na ilha dos irmãos Castro para a inauguração oficial do terminal portuário.
                    
Mas a história não acaba aí: um relatório elaborado por um painel de especialistas do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que Cuba utilizou o Porto de Mariel para abastecer com 240 toneladas de armamento um navio norte-coreano, em descumprimento a sanções internacionais contra o regime autoritário da Coreia do Norte. A operação, realizada há menos de um ano, fracassou porque a carga secreta foi descoberta por autoridades do Panamá, já no caminho de volta à Ásia.

Por causa do flagrante, foi possível encontrar os registros de navegação e reconstituir a rota do navio: em 4 de junho, o cargueiro Chong Chon Gang parou em Havana, onde descarregou rodas automotivas e outros produtos industriais. Em 20 de junho, o navio aportou secretamente em Mariel. Lá, o material bélico foi embarcado. Em 22 de junho, o Chong Chon Gang chegou a Puerto Padre, onde recebeu a carga de açúcar que seria usada na tentativa de esconder o armamento.

A maior parte da carga era formada por componentes que seriam usados em mísseis terra-ar, dos modelos C-75 Volga e C-125 Pechora. Dois caças Mig-21, desmontados, estavam no carregamento. Muita munição foi encontrada. Também havia lançadores de mísseis, peças de radares, antenas, transmissores e geradores de energia. Para diminuir os riscos, parte do material enviado recebeu uma nova mão de tinta: os containers perderam a cor verde, indicativa da carga militar, e foram pintados de azul.

Entre os fatos que chamaram a atenção dos investigadores, aparece justamente a escolha pelo Porto de Mariel:  O relatório cita que a opção, em detrimento de Havana e Puerto Padre, é mais uma prova das más intenções de cubanos e norte-coreanos. "A carga foi aceita pelo navio sem os documentos básicos de envio, recibos de carregamento, relatórios de carregamento e relatórios de inspeção de carga", diz o texto da ONU. O navio Chon Chong Gang trazia uma declaração falsa de que carregava apenas cana-de-açúcar. E, na lista de portos pelos quais a embarcação passou, não há referência a Mariel. (Publicado em Veja)

Lava Jato: Novas Revelações na Petrobras


"Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos, mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe". (Discurso de Cícero, tribuno romano, 42 a.C.)

Além de documentos entregues “espontaneamente” por ordem judicial, a Polícia Federal apreendeu dois computadores que tinham sido providencialmente “tombados para desuso” e guardados em um almoxarifado no edifício-sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. O comando das investigações da Operação Lava Jato avalia que encontrará provas valiosas nos HDs dessas máquinas - que devem ter sido apagados, mas podem ser recuperados por especialistas em salvamento de dados.

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, brincou com a verdade ao negar que a PF tenha feito apreensões no prédio da Avenida Chile. Os agentes federais foram atrás dos computadores a partir de “denúncias anônimas” de empregados da Petrobras. O informante chegou a fazer marcações nas máquinas que deveriam ser apanhadas pelos policiais no “depósito de material para descarte” ou sem uso imediato da empresa. Conforme denúncia à PF, os equipamentos, que tinham sido desativados recentemente, guardavam “informações de relevante interesse para a Operação Lava Jato”.

O ministro Cardozo, certamente, não sabia disso. Afinal, parece regra no governo ninguém saber de assuntos comprometedores. Prestes a sair do cargo rumo à aposentadoria como engenheira de carreira, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, também teria ficado sem graça e surpreendida, segundo inconfidências de empregados da estatal, quando os policiais pediram para dar uma vistoriada no almoxarifado. Em cinco horas de trabalho, oficialmente bem recebidos pela anfitriã em desgraça política, os federais recolheram 800 documentos – principalmente contratos da estatal de economia mista.

Além das duas máquinas da Petrobras, que estavam desativadas e bem guardadas, a PF encontrou outras quatro máquinas – que não tiveram tempo de ser apagadas, nem escondidas – na sede da empresa Ecoglobal Ambiental, em Macaé, no Norte do Estado do RJ. O foco investigativo imediato da Operação Lava Jato consiste em reunir provas sobre a ligação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e conselheiro da estatal, com o doleiro Alberto Youssef, em negócios de contrato da Ecoglobal com a Petrobras, no valor de R$ 443,8 milhões. A empresa seria parte do esquemão que teria feito lavagem ilegal de R$ 10 bilhões.

A situação na Petrobras fugiu do controle do governo Dilma Rousseff. Os desdobramentos são imprevisíveis. São muitos indícios de crimes escandalosos investigados pela Justiça e pelo Ministério Público Federal, junto com uma das cinco “tendências” da Polícia Federal. O procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico, define bem a situação surreal: “A Petrobras está afundando. Há uma mistura de má gestão com o fato de ter se tornado um braço político do governo. Se a empresa não fosse pública, já tinha quebrado”.

As apurações reúnem servidores públicos que cansaram de tanta impunidade e roubalheira no Brasil. Também contam com a colaboração de injuriados empregados de carreira da Petrobras, agora forçados a embarcar em prejudiciais programas de “incentivo” a aposentadorias antecipadas. Os investidores nacionais e internacionais da empresa, cansados de tantos prejuízos com a “fonte de ouro negro”, formam a outra ponta do time que deseja “combate à corrupção, punição para os criminosos e efetiva implantação de gestão corporativa na Petrobras – e em outras estatais, como a Eletrobras”.

A lista de problemas investigados na Petrobras é gigantesca. O caso da questionável compra da refinaria Pasadena – que tanto alvoroço gera na mídia e nos meios políticos – é “prejuízo pequeno”. Investidores se revoltam com os indícios de superfaturamentos e desperdícios que podem chegar a US$ 100 bilhões com as refinarias Abreu e Lima (Pernambuco) e com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (em Itaboraí).

Outro caso que nem chega a ser investigado com tanto detalhe, mas que pode envolver US$ 7 bilhões em aplicações internacionais sem transparência, é o fundo BB Milenium, operado em 2006 e 2007, com a ajuda de grandes bancos transnacionais e brasileiros. Um investidor ouvido pelo Alerta Total garante que se trata de um esquema de “delinquência generalizada” mexendo com um volume muito maior de dinheiro que o famoso escândalo do Mensalão que condenou a cúpula petista.

O Ministério Público Federal e a Justiça Federal vão se debruçar sobre algumas bilionárias “caixas Pretas” que envolvem as finanças da Petrobras. A primeira é a Petrobras International Finance (PFICO) – da qual Assembleia Geral da Petrobras, em 16 de dezembro de 2013, aprovou uma estranha “cisão parcial”. O presidente da PFICo é Almir Guilmerme Barbassa, que também é o diretor financeiro da Petrobras desde a gestão de Gabrielli – apadrinhado de Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que é presidente do Conselho de Administração da Petrobrás – sucedendo a Dilma Rousseff. Além da PFICO, a estatal tem outra subsidiária no exterior para fazer a mesma coisa. Trata-se da Petrobras Global Finance B. V. (sediada em Rotterdam, na Holanda, que capta euros e dólares para a estatal).

Outro caso interno – muito abafado – que a Justiça investiga é uma ação movida por empregados da Petrobras sobre as aplicações do seu fundo de aposentadoria – o poderoso Petros – que é acionista das maiores empresas do Brasil. Alguns negócios de alto risco, que podem comprometer o futuro dos aposentados, já são vistos pelo MPF com uma Lupa... Até uma espécie de socorro a uma instituição financeira que parece “sólida como uma pedra preta” – com injeção de capital em sua holding – é alvo das apurações e preocupações dos empregados da Petrobras.

Problemas não faltam para serem investigados cuidadosamente. Aluguel de plataformas superfaturadas, terceirizações e quarteirizações milionárias, absolutamente sem controle e que podem ser fontes de “mensalões” se juntam a contratos de joint venture que merecem atenção. Os negócios sem transparência e informações detalhadas para os investidores envolvem grandes transnacionais, como a nossa Odebrecht, no caso Braskem, e a White Martins, no caso Gemini (agora chamada de GasLocal).

Uma outra parceria (maravilhosa para o outro sócio da Petrobras) acaba de chamar atenção. O Banco BGT Pactual, de André Esteves, comprou 50% das operações da Petrobras Oil & Gas na África. Em junho de 2013, pagou US$ 1,5 bilhão. Mês passado, já recebeu dividendos de US$ 150 milhões – um magnífico retorno de 10% sobre o investimento. O curioso é que a PetroÁfrica tinha dado prejuízo de US$ 280 milhões em 2013. Mas, como o mago Esteves cuida da gestão financeira da parceria, o negócio não fica no vermelho. E ficará ainda mais lucrativo quando aumentar a esperada super produção nos campos petrolíferos em Angola, Benin, Gabão, Namíbia, Nigéria e Tanzânia.  

Voltando á Operação Lava Jato. Um de seus alvos principais é um tal de “Senhor X”. Em nome dele, lobistas condicionavam a participação nos futuros empreendimentos, para que tudo fosse viabilizado. Investidores confidenciam que o grupo do “Senhor X” também sugeria que a joint venture para o promissor negócio no pré-sal também deveria contar com a participação de uma petrolífera europeia que já é parceira da Petrobrás em vários campos de exploração fora do pré-sal.

Sabe-se que pelo menos dois altos dirigentes do PT têm íntimas relações com tal empresa, na qual a família do “Senhor X” também teria uma participação acionária dispersa, inferior a 4%, para não chamar a atenção do mercado. Mas, atenção: O tal “Sr X” não é o Eike Batista sobre quem o governo gostaria de ver atacado na mídia, para desviar o foco sobre broncas na Petrobras, Eletrobras, relações com empreiteiras, fundos de pensão e adjacências.

Todos os contratos da Petrobras devem ser alvo de uma devassa feita por uma auditoria indicada pela Justiça. Investidores querem saber como acontece a rolagem diária de dívidas da Petrobrás com bancos internacionais, para formar caixa – trabalho que é feito pessoalmente pelo dirigente Almir Barbassa – considerado mais poderoso na empresa que a própria presidente Graça Foster. Enfim, a Petrobras, se for para continuar como empresa pública (mista de capital aberto) precisará ter transparência de verdade e governança corporativa de fato e de direito. Do contrário, seu ouro negro se transforma, facilmente, em ouro dos tolos.

Além de tantos problemas, a cúpula da campanha reeleitoral de Dilma que abra o olho. A candidata pode ser alvo de uma ação do Ministério Público Eleitoral. Suspeita-se que Dilma cometa crime eleitoral ao gerar prejuízos para a Petrobras com os preços dos combustíveis para não aumentar o custo de vida e subir o índice de inflação, baixando a popularidade da candidata à reeleição Dilma Rousseff. Também terá de dar detalhes sobre como era a atuação do ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, agora indiciado na Operação Lava Jato, nos negócios que envolviam a BR Distribuidora (empresa que teve seu capital fechado como primeiro ato do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, para que as coisas não ficassem tão transparentes quanto o desejável).

A semana política promete ser infernal com uma discussão absolutamente inútil que foi parar no Supremo Tribunal Federal – que devia julgar questões realmente de relevância constitucional e não cuidar de crimes de ladrões de galinha – mesmo que seja a da galinha dos ovos de ouro negro. A polêmica fora do lugar é: A CPI da Petrobras pode ser mista e para investigar vários temas? A resposta mais correta e imediata seria com uma outra indagação idiota: CPI para quê?.

Não é necessária CPI alguma. Apenas fazer pressão sobre o desgoverno em ano reeleitoral é artimanha sacana de uma pretensa oposição que acordou muito tarde. As denúncias de irregularidades na empresa são públicas e conhecidas desde que Deus inventou o mundo, logo após ao primeiro Fla-Flu comentado por Nelson Rodrigues. Tudo é acompanhado pelo Tribunal de Contas da União, Comissão de Valores Mobiliários, Receita, Ministério Público e Justiça Federal. A sociedade deve cobrar a efetiva ação destes órgãos públicos que existem para defender os interesses de todos.

A mídia amestrada e abestada, como de costume, fica de brincadeirinha, tirando o foco das questões fundamentais. Muito se fala agora da Petrobras. Agora, atira-se contra o Eike. Muitos esquecem do caso Eletrobras - tão ou mais escandaloso.

No final das contas, no clima de impunidade ampla, geral e irrestrita para a má gestão e a corrupção corporativa, quem se dá mal é o consumidor. Nós, otários, pagamos o combustível mais caro do mundo e vamos arcar com absurdos aumentos nas contas de luz...

A Constituição de 1988 claramente falhou em sua intenção de viabilizar a descentralização administrativa e o aumento da participação popular, para a formulação, acompanhamento, avaliação de políticas públicas. Precisamos reparar esta falha, urgentemente. Ou só vai sobrar Brasil para a governança do crime organizado...

É meu Direito


Primeira single da cantora e poetisa Lívia De La Rosa.

Desgovernança


Por que o Clima anda tão imprevisível?

Uma velha fala de Lula explica por que tudo anda tão instável... Genial...

domingo, 13 de abril de 2014

Moedas de Troca



Os serviços de informação do mundo inteiro, normalmente dirigidos por militares e profissionais políticos, colecionam notícias sobre pessoas e instituições que eventualmente possam por em risco a segurança das nações. Mentira! O que fazem é defender com unhas, dentes, com armamento sofisticado e tecnologia aplicada à espionagem, e continuidade das políticas institucionais em qualquer forma de governo.

O conceito original de nação, isto é, gente de carne osso, com suas crenças espirituais, nascida e vivendo em harmonia no mesmo espaço limitado por fronteiras reconhecidas, tem sido esmagado, pulverizado  e substituído pela pretensa forma de governo global, que já existe no controle da economia e avança sobre as crenças, costumes, tradições e valores culturais. Muitos presidentes, como Bush e Putin, dirigiram agências secretas como a CIA e KGB.

O que parece regra é que sejam servidores que se mantêm nas sombras. Nem aparecem para entrevistas, nem revelam o que fazem, o que sabem, o que buscam. Nesta metade de século que passou, dois deles se destacaram entre nós: o General Golbery do Couto e Silva e o Policial Romeu Tuma. Golbery e Tuma relacionaram-se com a estrela nascente do criador do PT e do Foro de São Paulo, Luis Inácio, que segundo revelações recentes, foi um destacado e especial “informante” secreto e amigo do Policial da inteligência do DOPS.

Se é assim, pode-se presumir que o ex-presidente auxiliou a instituição “ditatorial” dos militares a perseguir o movimento dos trabalhadores, no mínimo a enganá-los durante aquelas greves de “enfrentamento da ordem durante a ditadura”. Se ele informava o Departamento de Ordem Política e Social, contribuía para a guerra contra os terroristas de então, hoje estrelas do PT, partido que ele mesmo fundou, agregando militantes das organizações de esquerda armada.

Pode-se deduzir que nos corredores sombrios e secretos das agências de informação, são gestadas políticas que afetam as nações. A esquerda armada reunida no PT chegou ao poder. Passou as armas para o banditismo, para os “dimenó” e para os gerentes do tráfico de drogas, assaltos a bancos e sequestros. Tal e qual faziam durante a “ditadura militar”, mantêm o “braço armado” para apavorar e submeter a população, agora de modo sistemático e cruel.

O que se pode afirmar é que a nação está sendo pulverizada de fato e que os governantes são meros gerentes que obedecem às leis da globalização e ignoram a Constituição desta miragem, que um dia se pretendeu ser o território soberano da nação brasileira. Soberania pressupõe independência, opinião, vontade objetiva, honestidade, respeito... Tudo quanto falha na gestão dos internacionalistas de formação marxista que estão no poder. Eles empregaram seus “fiéis”, no controle de empresas estatais, fundações, universidades e até em igrejas. Sem falar em toda a linha dos comunicadores e formadores de opinião que atuam em todos os meios.

A prioridade deles é estar de bem com a rede bancária internacional e com as empresas multinacionais que colaboram com as milionárias campanhas eleitorais, que propiciam a corrupção, que depositam “mimos” em contas bancárias dos paraísos fiscais. A prioridade é pagar regularmente os juros e “amortizações” da dívida que dizem “pública”. O público somos nós e foram eles que decidiram e tomaram os empréstimos. Deveriam pagá-la com os próprios altos salários que embolsam.

Já nem recebemos os serviços – educação, saúde, segurança, saneamento, infra estrutura -  para os quais pagamos a metade da economia produzida... A grana é destinada a  pagar juros crescentes, que variam de acordo com a vontade dos agiotas da rede bancária ou para “investir” na construção de gigantescos campos de futebol, porto em Cuba, obras de infra estrutura em países africanos ou em países centro americanos...

Menos para escolas e hospitais no Brasil, menos para o transporte público digno e seguro, menos para equipar e treinar corpos policiais, finalizar com a transposição do Rio São Francisco, garantir o abastecimento de água a cidades como São Paulo ou rede de esgotos apropriadas para cidades como Manaus, menos ainda para investir numa rede de ferrovias para escoamento das safras, ou na modernização de portos como o de Santos...

A moeda de troca que recebemos destes governantes formados pela ideologia marxista, destes internacionalistas que servem aos interesses da ditadura global da nova ordem mundial é o caos, a coleta das agências de inteligência transformada em informação e manipulada por formadores de opinião envenenada, a retaliação e venda das terras do território onde estão os recursos minerais mais cobiçados...


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*Arlindo Montenegro é Apicultor.

"A Petrobras está afundando", afirma o procurador do TCU que investiga estatal há 2 anos.

Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico
Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União há quase duas décadas, Marinus Marsico já comprou briga com corruptos que aparelharam o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), enfrentou servidores que insistiam em receber supersalários no Congresso e participou do acordo com o Grupo OK, do senador cassado Luiz Estevão, para reaver 500 milhões de reais desviados do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Há cerca de dois anos, revira cada detalhe da ruidosa compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras, um dos mais malsucedidos negócios da história da petrolífera brasileira. Para ele, apesar de o caso Pasadena ser "indefensável", a Petrobras sofre com desmandos políticos desde o segundo mandato do ex-presidente Lula. “A Petrobras está afundando. Há uma mistura de má gestão com o fato de ter se tornado um braço político do governo. Se a empresa não fosse pública, já tinha quebrado”, disse em entrevista ao site de VEJA.

As denúncias envolvendo a Petrobras, incluindo irregularidades em contratos, não são exatamente uma novidade para o TCU. A Petrobras é uma caixa-preta?
A Petrobras é uma empresa muito difícil de fiscalizar e, com certeza, se fosse mais transparente, se não se preocupasse tanto com essa questão de sigilo comercial, muitas vezes indevido, tenho certeza que esses contratos desastrosos, como o de Pasadena, não teriam ocorrido. Se há dez anos houvesse a possibilidade de a Petrobras ser fiscalizada como deve ser, hoje não teríamos esse tipo de situação. Ela se fecha em um falso argumento de que é uma empresa de mercado e com sigilos comerciais. Chama muito a atenção no caso da Petrobras a quantidade de irregularidades e a magnitude dessas irregularidades. Não falamos de milhões, mas de bilhões de reais.

Qual foi a influência do governo nas decisões tomadas pela Petrobras nos últimos anos?
Esse mal de misturar o público com o privado é algo que sempre existiu, desde o surgimento dessa esdrúxula figura da sociedade de economia mista. Mas, ultimamente, essa situação aumentou muito, é só ver os escândalos. Problemas sempre existiram, mas agora são problemas em grau exponencial e se chegou a um ponto intolerável em que a empresa, se não fosse pública, quebraria. E isso tudo ocorreu no período de 2005 a 2010 [no governo Lula]. Esse foi o período mais sério para a Petrobras mesmo.

A gestão de José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena, era fechada?
Havia muito mais resistência da Petrobras, resistência à fiscalização do tribunal como um todo, na gestão do Gabrielli. Agora está um pouco mais transparente, mas há um longo caminho a percorrer. Nas informações que pedi à Petrobras sobre Conselhos de Administração e Fiscais, os dados foram passados parcialmente. Sonegar informação ao Ministério Público causa uma ação de improbidade contra as pessoas que o fizeram. A tarefa da atual presidente da Petrobras, Graça Foster, é muito difícil porque cabe mudar uma empresa que ultimamente andou se descuidando muito de sua eficiência, realizando gastos desnecessários e, sobretudo, sem autonomia, sem condições de determinar pelas leis de mercado quais seriam suas fontes de receita.

Quando o senhor fala em falta de autonomia, quer dizer que existe ingerência política?
Sim, há uma forte ingerência política na Petrobras. A presidente da Petrobras não consegue colocar o preço do seu produto principal, que é a gasolina, em um patamar compatível com uma empresa de mercado. Por isso, a Petrobras tem hoje o maior nível de endividamento entre as grandes petroleiras no mundo, três vezes maior do que o razoável para o resultado operacional dela. Isso é resultado dessa mão invisível do governo. Sempre tem um braço forte do governo.

A Petrobras está afundando?
A Petrobras está afundando, sem sombra de dúvida. Por mais que se fale e se apresentem números, ou por mais que se coloquem recordes de produção petrolífera, vemos que ela está afundando. É isso que o mercado pensa sobre a empresa. Há uma mistura de má gestão com o fato de a empresa ter se tornado um braço político do governo. Não há nenhuma teoria conspiratória em relação a isso. E se o mercado precifica a empresa nesse sentido, é sinal de que ela não vai nada bem.

A compra da refinaria de Pasadena foi o pior negócio da Petrobras nos últimos anos?
Não há defesa em Pasadena. A coisa foi tão abertamente um escândalo que não há a mínima possibilidade de se defender qualquer coisa na transação. Tudo ocorreu justamente na época em que a administração pública federal atravessava aquela euforia de que tudo era possível, tudo se podia, com índices políticos de popularidade muito altos. Criou-se aquela ilusória sensação de que o mundo pertence a nós. Por conta disso fizeram a transação sem o mínimo cuidado. Fiquei escandalizado com a questão da Petrobras em Pasadena e me senti até ofendido com o negócio porque, como órgão de fiscalização, ofendeu a minha inteligência o fato de se ter feito uma contratação sem o mínimo cuidado. Parece que a Petrobras considera que nós somos idiotas, que a gente não vai ver nada e que nunca vão descobrir nada.

Há críticas à refinaria Abreu e Lima?
Abreu e Lima é pior nos valores — e o foco do TCU é economizar para o contribuinte. Mas, no lado simbólico, Pasadena é uma afronta. Na época do contrato, a Astra [empresa belga parceira que vendeu metade da refinaria para a Petrobras] colocava avisos aos acionistas afirmando ‘que maravilha, fizemos um grande negócio, muito maior do que qualquer expectativa razoável’.

O que o TCU pode fazer em relação a Pasadena?
Na minha representação pedi que se apurassem responsabilidades na diretoria-executiva e eventualmente nos conselhos. Configurado o débito, tem-se o rol de responsáveis que são obrigados a devolver esses recursos. O tribunal também pode aplicar multas, que podem ser proporcionais ao débito ou decorrentes de atos de gestão temerários, ilegítimos, antieconômicos. O problema é que não é factível que se paguem as multas.

A área internacional da Petrobras, que foi comandada por Nestor Cerveró, é a mais problemática?
A área internacional é a que tem mais irregularidades. É uma área problemática. O que quero é que a Petrobras passe a funcionar em prol da sociedade brasileira. É uma coisa decepcionante e triste porque a Petrobras é uma empresa que não precisava passar por essas vicissitudes. A gente vê muitos indícios de uso político da empresa. É uma tristeza ver tanto potencial desperdiçado. Veja o caso do parecer falho. O parecer era falho e isso foi descoberto depois e nada foi feito com quem fez o parecer? A pessoa continuou muito bem em uma subsidiária da Petrobras [Cerveró foi para a Diretoria Financeira da BR Distribuidora] e só agora, depois do escândalo, é que foi exonerada. Por que as medidas não foram adotadas antes? Tem que ser investigada se essa omissão no parecer é dolosa e, se for, isso é um crime. Se foi culposa, por incompetência ou falta de cuidado, essa pessoa não poderia mais continuar na empresa. Se em um banco um funcionário causasse um prejuízo de 1 bilhão de dólares para a instituição, certamente ele não continuaria com o trabalho e poderia até ir para a cadeia.

O que acha da CPI da Petrobras?
Se a CPI for realmente um instrumento em que todos os seus integrantes tenham a vontade genuína de investigar e corrigir os problemas encontrados na Petrobras, ela é muito bem-vinda. A CPI tem instrumentos superiores aos do TCU para a investigação. Mas esse talvez seja um mundo utópico. Não ponho muitas esperanças no avanço dessas investigações, por mais respeito que eu tenha pelo Parlamento. A CPI é um instrumento da minoria. Se ela é sufocada pela maioria governista, não há investigação. Seria bom se houvesse uma evolução política, que os direitos da minoria fossem respeitados e que as investigações não fossem bloqueadas. Mas acho que isso é sonhar muito. (VEJA)

Porto financiado por DILMA é ponto de CONTRABANDO INTERNACIONAL de armas. Incluindo aviões MIG-21 desmontados.


Os regimes que ainda insistem em adotar uma posição autoritária, como Cuba. Coreia do Norte e Venezuela, atuam como se fossem uma grande quadrilha internacional, usando os recursos do estado para práticas ilegais. É uma lástima que a cúpula do governo brasileiro esteja intimamente ligada aos ditadores cubanos. Não é de se adimirar que, por mais que se mande soldados para regiões de conflito, a tão sonhada cadeira na ONU nunca seja concedida, o mundo inteiro já percebeu os laços estreitos que os governantes brasileiros têm com os piores regimes do planeta.

Recentemente a ONU divulgou um relatório informando que o porto de Mariel, financiado pelo governo brasileiro, tem facilitado o tráfico de toneladas de armas para a Coreia do Norte.
 
Um relatório de peritos do Conselho de Segurança da ONU sobre violações dos embargos de armamento publicado essa semana diz que medidas preventivas, como a inspeção detalhada realizada pelo Panamá em navios que se dirigiam para a Coréia, se mostraram importantes na detecção de violações dos tratados internacionais. O documento revela detalhes de como o porto de Mariel, recentemente reformado pelo conglomerado brasileiro Odebrecht com aporte de recursos do BNDES da ordem de US$ 900 milhões, foi usado para o contrabando de mais de 200 toneladas de armas, incluindo mísseis, para a Coréia do Norte.

O RELATÓRIO DA ONU diz que os parceiros mais antigos da Coréia do Norte parecem não ter compreendido os detalhes e implicações do não cumprimento das resoluções sobre o embargo de armamento, e o país tem se aproveitado disso. 
Entre a carga escondida estavam seis reboques associados a sistemas de mísseis terra-ar e 25 contêineres carregados com dois MiG-21 desmontados, 15 motores para aviões MiG-21, componentes para sistemas de mísseis terra-ar, munições e diverso material ligado a armamento. O material foi apreendido em 2013 e desde então vem sendo catalogado e estudado por especialistas, juntamente com os documentos encontrados no navio. Este carregamento constituiu a maior quantidade de armas e material proibido enviado para a República Popular Democrática da Coreia desde a adopção da resolução 1718 (2006)
Cubanos residentes nos EUA, por meio do site Católicos Cubanos, denunciam que a Odebrecht é uma empresa reincidente na ligação com alguns dos regimes mais repressivos do mundo, incluindo Cuba, Venezuela e da Líbia. O site ressalta que a impossibilidade de acesso aos documentos de financiamento internacional feitos pelo Brasil dá margem à mais desconfianças sobre o envolvimento do país em atividades ilícitas.

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Mensagem secreta recebida pelo capitão do Navio que transportava o material apreendido no Panamá. (Traduzida)

Saudações!
Acreditando que deve ser difícil fazer uma viagem tão longa, desejo-lhe organizar tudo bem até chegar a Cuba de forma segura. Você já deve ter recebido outras instruções, e eu estou dando-lhe instruções adicionais sobre a carga adicional a partir de Cuba à terra natal. As instruções devem ser conhecida apenas para o Capitão, Secretário de Política e Diretor de Segurança. Cinco dias antes de chegar a Havana, por favor informe o vice-capitão, de modo que ele poderia fazer um [carga] PLAN.
Após a descarga, em Havana, carreguem os 26 contentores de 20 pés. Coloque os conteinners primeiro e carreguem as 10.000 toneladas de açúcar (no próxima porto) sobre eles, de modo que os Conteinners não possam ser vistos...
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Algumas questões são importantes.

Cuba é um país de economia falida, além de ser submetido a forte embargo econômico, o que torna questionável qualquer parceria visando comércio internacional.

- Qual o interesse verdadeiro do Brasil em firmar essa estratégia com a ditadura dos Castro, a ponto de emprestar centenas de milhões de dólares a fundo perdido?

- Cuba atualmente estuda contratos com a Rússia, em pleno ressurgimento da guerra fria. O Brasil estará de qual lado nessa questão?

- Qual o motivo dos contratos de financiamento com CUBA serem classificados como SECRETOS?

- Desde meados de 2013 que suspeita-se do envolvimento de MARIEL no carregamento de contrabandos de armamento para países comunistas. Por que o Brasil não pediu explicações públicas sobre o caso?

Graça Foster fala terça-feira no Senado sobre compra de refinaria
Foster explicará Pasadena em meio a indefinição sobre CPI da Petrobras


As explicações da presidenta da Petrobras, Graça Foster, aos senadores na próxima terça-feira (15) não deve se limitar ao caso de Pasadena. Além de detalhes sobre a compra da refinaria no Texas (EUA), os parlamentares querem saber os motivos que fizeram com que a estatal perdesse o título de uma das empresas mais rentáveis do mundo.

“É fato grave a desvalorização das ações da Petrobras. É preciso saber o porquê de a Petrobras deixar ser uma das 100 empresas mais rentáveis do mundo, e passar para uma escala inferior nos últimos anos. É uma informação que considero importante ela prestar”, adiantou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Desde que possíveis irregularidades na operação de compra da refinaria vieram à tona, foram marcadas audiências previstas com Foster e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Mas, diante da insistência da oposição em criar uma CPI exclusiva para apurar as denúncias, as audiências foram canceladas.

Desta vez, segundo o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), foi a própria presidenta da estatal que manifestou interesse em conversar com os parlamentares. Graça Foster confirmou presença e será ouvida em sessão conjunta das comissões de Assuntos Econômicos, Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.

E será diante da falta de consenso quanto à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado ou de uma CPI mista - que teria a participação também de deputados -  para investigar a Petrobras, que a presidenta da estatal terá que responder aos senadores.

“São duas oportunidades diferentes para esclarecimentos. O comparecimento voluntário perante uma comissão sempre ajuda, é sempre positivo. A CPI tem poderes que vão muito além dos poderes de uma comissão. A CPI tem poderes de investigação próprios de autoridade judicial, nós podemos quebrar sigilo, convocar, requisitar documentos. Uma coisa não prejudica a outra”, avaliou o líder do PSDB Aloysio Nunes (SP).

“A expectativa é que ela possa tirar as dúvidas, responder às questões levantadas no próprio Senado. A Petrobras continua desenvolvendo seu papel; continua trabalhando. Os números [de desempenho] continuam positivos e melhorando. Se, de fato, há qualquer indício de atividade ilícita na Petrobras nós somos os primeiros a querer que seja apurada. E os órgãos de fiscalização e controle da aplicação da lei estão agindo”, ressaltou o líder do PT, Humberto Costa (PE).

Além do depoimento de Graça Foster na terça-feira, será votado no plenário do Senado o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) favorável a uma CPI ampla para investigar não só a compra da Refinaria de Pasadena, mas também denúncias de irregularidades nos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal e no Porto de Suape, em Pernambuco.

No mesmo dia haverá sessão do Congresso, quando novos requerimentos com o mesmo teor dos apresentados pela oposição e pela base do governo no Senado serão lidos pelo presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Neste caso, a diferença é que o pedido é para formação de uma comissão mista.

Renan Calheiros antecipou que, caso sejam criadas CPIs para investigar a Petrobras no Senado e no Congresso, a decisão sobre qual delas prevalecerá ficará nas mãos de deputados e senadores. Mesmo assim, segundo ele, se houver maioria para uma CPI mista da Petrobras isso também não impedirá que o Senado dê continuidade às investigações no colegiado exclusivo criado na Casa.

É Meu Direito - Lívia De La Rosa

Marqueteiro e advogado abandonam campanha de Padilha. A jato!

 
Possibilidade de que a lama da Operação Lava-Jato alcance Alexandre Padilha, o petista ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao governo de São Paulo está causando baixas consideráveis na sua campanha, denominada Horizonte Paulista. Abaixo, nota de Lauro Jardim, no Radar On-line.

A campanha eleitoral ainda nem começou direito e Alexandre Padilha já tem a primeira baixa no seu time. Não é uma baixa qualquer. Quem acaba de dar bye bye  à campanha é o jornalista Eduardo Oinegue.

Ao lado de  Maurício Carvalho e Valdemir Garreta, Oinegue integrava a linha de frente da campanha do PT em São Paulo, um trio escolhido a dedo pelo marqueteiro João Santana (leia mais aqui). Garreta e Carvalho continuam onde estavam.

Padilha, Santana e Emidio de Souza, presidente do PT-SP, já foram comunicados da decisão. Oinegue diz que decidiu sair por causa de outros compromissos profissionais que amadureceram antes do que ele imaginava: - Saio da coordenação, mas continuo à disposição do Padilha, que pode me acionar quando quiser.


A propósito, é a segunda baixa da campanha de Padilha. Hélio Silveira, que era o advogado da campanha, pulou do barco semanas atrás.

Relator quer usar 'mentira' de Vargas para dar continuidade a processo de cassação


Deputado Júlio Delgado (PSB-MG) se manifestará a favor da investigação na Câmara porque petista disse ter contato superficial com doleiro preso 
André Vargas: relator diz que petista mentiu na tribuna da Câmara
André Vargas: relator diz que petista mentiu na tribuna da Câmara (Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)
Relator do pedido de cassação de André Vargas (PT-PR) no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) deve se manifestar a favor do prosseguimento das investigações contra o petista com base no fato de ele ter mentido em plenário sobre as relações obscuras que mantém com o doleiro Alberto Youssef. Na tribuna da Câmara, em sua primeira tentativa de defesa, Vargas alegou que mantinha contatos superficiais com Youssef, preso na operação Lava Jato. Ele apontou que seu relacionamento com o doleiro se resumia ao fato de lidar com grandes empresários de Londrina, onde tem base eleitoral. No dia 2 de abril, Vargas resumiu sua parceria com Youssef como “uma relação de 20 anos com o proprietário do maior hotel de Londrina”.

A reunião do Conselho de Ética que deve discutir o relatório preliminar de Delgado está agendada para o dia 22. Nesta reunião será debatido se há ou não indícios para que o processo de perda de mandato continue tramitando no colegiado. “Eu já tenho fundamentos para pedir a admissibilidade, mas tenho que esperar a defesa e os fatos que vierem à tona, para o voto definitivo”, disse Delgado neste sábado ao site de VEJA. “Eu tenho que me ater à representação [que pede a perda do mandato] e à fala no plenário. A falta da verdade no plenário é tão grave ou até mais grave do que questão do tráfico de influência. Só por isso já dá para encaminhar pela continuidade da representação.”

De acordo com a edição de VEJA que chega as bancas neste fim de semana, André Vargas começou um processo de chantagem contra integrantes do próprio PT para tentar se manter ainda no cargo de deputado federal. Ele elegeu como primeiros alvos o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a senadora e ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, ambos com bases eleitorais no Paraná, além do ex-ministro da Saúde e pré-candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. As ameaças de André Vargas chegaram ao ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e ao presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Vargas tem insinuado que Bernardo seria beneficiário do esquema ilegal de distribuição de recursos que envolve a Petrobras e atuaria como intermediário entre a estatal e o grupo Schahin, conforme revela VEJA. Em depoimento ao Ministério Público, por exemplo, o operador do mensalão Marcos Valério informou que a construtora Schahin, personagem recorrente em escândalos políticos, simulou serviços prestados a Petrobras e pagou pelo silêncio de um empresário que poderia comprometer o ex-presidente Lula com o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. A Schain usou recursos pagos pelo contrato não executado.

Outro foco da chantagem de Vargas é o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha. As ameaças do petista incluiriam informações sobre contratos da pasta. Como informou VEJA na semana passada, Vargas articulava com o doleiro Alberto Youssef parcerias entre a Saúde e o laboratório Labogen em um processo em que planejavam enriquecer juntos.

Se aprovada a admissibilidade do processo de cassação, a ideia do relator é pedir a documentação que prova que a pasta então comandada por Padilha recebeu pedido de Vargas para que os representantes da Labogen fossem ouvidos no Ministério da Saúde. O petista negou ter se reunido no Ministério da Saúde para tratar do laboratório Laborgen, apontado como uma das empresas do esquema do doleiro, e afirmou que apenas “orientou” Youssef, como faria com qualquer sindicalista, empresário ou prefeito que o procurasse.

“Nós, parlamentares, sabemos, e há muitos homens experientes aqui da nossa Casa, que recebemos prefeitos procurando verbas, orientação em relação a programas de governo e outras orientações, recebemos presidentes de sindicatos procurando plano de cargos e salários ou reajuste salarial e regulamentação da carreira, e recebemos empresários que apresentam projetos que entendam ser bons para a nação. Isso ocorre comumente com todos nós parlamentares. Procurado por empresário da minha cidade que havia apresentado uma perspectiva de um laboratório para fazer uma parceria com o Ministério da Saúde, fiz como fiz em vários outros momentos, mesmo com outros empresários, o orientei na forma da lei, encaminhando, orientando naquilo que tinha conhecimento do dia a dia”, justificou na época.

Desde que foram reveladas as relações entre André Vargas e o doleiro Alberto Youssef, PSDB, DEM e PPS ingressaram com representação no Conselho de Ética contra o deputado petista. A pedido do PSOL, a Corregedoria da Câmara também investiga o caso.

INSULTOS AO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA: Deputada do PT justifica ação de seu assessor baderneiro. Ele já fizera, antes, vídeo classificando o ministro de “covarde” e “coxinha”. Confiram

A deputada Erika Kokay (PT-DF):
A deputada Erika Kokay (PT-DF) não condena o assessor baderneiro: “Cada pessoa tem o direito de expressar a liberdade que este país conquistou (sic)” (Foto: pt.org.br)
O vídeo postado nas redes sociais pelo assessor baderneiro Rodrigo Grassi hostilizando e insultando o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, chamado de “fascista” e recebendo outras increpações, não provocou qualquer condenação de parte de sua chefe, a deputada do PT Erika Kokay (DF).

“As pessoas tem direito de exercer suas opiniões e expor convicções, dentro da legalidade”, justificou ela em declarações ao jornal Correio Braziliense. "Era noite e ele não estava no horário de trabalho. Nós (do gabinete) não temos a vigilância acerca do que as pessoas falam", disse ainda. “Cada pessoa tem o direito de expressar a liberdade que este pais conquistou (sic)”.

A deputada, ao que tudo indica, não sabe ou não quer diferenciar o exercício da liberdade com o insulto a outro cidadão.

Como informou o site de VEJA, o vídeo foi gravado e protagonizado pelo conhecido baderneiro Rodrigo Grassi Cademartori, autointitulado “Rodrigo Pilha”.

Uma espécie de petista-playboy, ele se ocupa principalmente de duas tarefas: uma é repetir chavões para intimidar, inclusive fisicamente, qualquer um que avalie ser adversário do PT.

A outra é divulgar suas fotos em momentos de lazer – pilotando uma lancha, por exemplo, ainda que o faça com um copaço de cerveja do lado do timão.
Grassi, o assessor baderneiro: em outro vídeo, classifica o ministro Joaquim Barbosa de "covarde" e o chama de "coxinha"
Grassi, o assessor baderneiro: em outro vídeo, classifica o ministro 
Joaquim Barbosa de “covarde” e o chama de “coxinha”
Defensor da ditadura cubana e dos regimes bolivarianos, Grassi comandou a tropa de choque que hostilizou a blogueira cubana Yoani Sánchez quando ela visitou o Congresso Nacional, em fevereiro do ano passado, iniciou uma confusão após provocar o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e ajudou a organizar “protestos” contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP).

Também fez questão de passar o dia na porta da Superintendência da Polícia Federal quando os mensaleiros se entregaram às autoridades para cumprir pena, no final do ano passado.

Uma de suas táticas é insuflar manifestantes em protestos, sem que, porém, fique evidente a ligação dos atos com o PT e o gabinete de Érika Kokay.

E a deputada, que sempre posa como defensora dos direitos humanos, faz o possível para que essa ligação com ela e seu gabinete não transpareçam como se pôde verificar no episódio.

Antes desse vídeo que teve grande repercussão — o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) pediu à Mesa da Câmara a punição do assessor —, Rodrigo Grassi havia postado outro em que xinga o ministro Barbosa de “covarde”, insinua atos de corrupção do presidente do Supremo e termina chamando-o de “coxinha”.

Confiram:

Romeu Tuma Junior - Entrevista no Programa Crônicas Marcianas



Romeu Tuma Junior fala sobre o seu livro, respondendo a pergunta de algumas celebridades e dos internautas. Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado.

Caixa preta da Petrobras: na gestão Dilma, foram comprados R$ 120 bilhões sem licitação, U$ 30 bilhões no exterior.

Petrobras queima dinheiro público sem licitação. Nem as imensas plataformas são compradas por meio de concorrência.
Em três anos, a Petrobras repassou a suas subsidiárias no exterior ao menos R$ 30 bilhões para pagar equipamentos e serviços para os quais não há informação sobre a forma de contratação. Como a Folha mostrou na segunda-feira, a estatal contratou nos últimos três anos valores próximos aos R$ 90 bilhões sem fazer qualquer disputa entre fornecedores. Com mais esses R$ 30 bilhões mandados para subsidiárias, o valor dos contratos da Petrobras sem disputa está na casa dos R$ 120 bilhões.

A Petrobras tem subsidiárias em países como Holanda, Estados Unidos, Cingapura, Venezuela e Argentina. Essas empresas foram criadas para facilitar os investimentos da companhia fora do país e não produzem qualquer bem ou serviço. Também não estão submetidas às regras brasileiras de contratação.

Para fazer contratos como frete de navios, compra de peças para plataformas entre outros bens e serviços, a Petrobras assina acordos com suas próprias subsidiárias no exterior. Ao menos 10,5 mil desses acordos foram firmados entre 2011 e 2013. Em seu site na internet, a Petrobras divulga os contratos que ela firma com empresas, informando o nome da companhia, o motivo da contratação e a forma como ocorreu a disputa (quando ocorre). O mesmo não é feito pelas subsidiárias no exterior. Consultada, a Petrobras informou que não comentaria.

Alguns pagamentos são de valor elevado. A subsidiária da Petrobras na Holanda, por exemplo, é a responsável por contratar plataformas da companhia. Em outro contrato, também com subsidiária holandesa, a Petrobras aluga a Plataforma P-56 até 2030 pelo valor de US$ 1,8 bilhão da sua subsidiária holandesa. A plataforma está sendo construída no Rio de Janeiro por uma empresa de Cingapura. Não houve licitação. (Folha de São Paulo)

Senado terá semana curta, mas decisiva para CPI da Petrobras

Foster falará às 10h de terça-feira em reunião conjunta da CAE e da CMA
A disputa em torno da possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de irregularidades na Petrobras será um dos assuntos principais da próxima semana, que terá dois dias a menos de trabalho por causa do feriado da Semana Santa.

Ainda assim, esperam-se desdobramentos importantes, já que na tarde de terça-feira (15) o Plenário do Senado deve deliberar sobre o parecer aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em favor de uma investigação que inclua fatos externos à Petrobras, como obras no metrô de São Paulo. A oposição defende a CPI exclusiva, por entender que um leque amplo de fatos a serem apurados vai inviabilizar o trabalho da Comissão, criada a partir de requerimento dos oposicionistas. Um outro requerimento, apresentado por governistas, propõe o acréscimo de itens para apuração - os chamados 'fatos determinados'.

Na mesma terça, mas pela manhã, às 10h, a presidente da Petrobras, Graça Foster, comparece a audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). A iniciativa de organizar a reunião foi do presidente da CAE, senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele acha importante que a executiva se pronuncie sobre questões como o valor investido pela empresa para assumir o controle da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos: cerca de US$ 1,2 bilhão, montante considerado muito alto por especialistas.

Está sendo aguardada, igualmente para a semana que vem, a chegada ao Senado do pedido de explicações do Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente da Casa, Renan Calheiros, quanto ao encaminhamento do pedido de CPI feito pela oposição. Os autores do requerimento entraram com mandado de segurança no STF para garantir a CPI exclusiva. Desde o dia 8 os parlamentares aguardam o despacho que partirá do gabinete da ministra Rosa Weber, relatora do mandado e responsável por acolher ou negar o pedido de liminar.

A ação movida pela oposição requer a imediata abertura da CPI para apurar quatro temas ligados à Petrobras - entre eles, a compra da refinaria de Pasadena. Mas Rosa Weber também terá de examinar um segundo mandado, apresentado pela senadora governista Ana Rita (PT-ES), que vai na direção oposta e pede o arquivamento do pedido de CPI feito por senadores como Alvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Rodrigo Rolemberg (PSB-DF).

Nesta que já pode ser considerada uma super terça-feira, o Plenário do Congresso Nacional se reunirá para votar vetos presidenciais a projetos do Legislativo. Seria uma oportunidade para serem lidos dois requerimentos que ampliam as duas CPIs discutidas no âmbito do Senado para a participação de deputados. Em vez de CPI, elas se tornariam Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMI).

Mesmo que sejam ampliadas aos deputados, elas espelham os mesmos objetivos das suas similares no Senado. A oposição insiste em temas restritos à Petrobras e os aliados do governo Dilma Rousseff propõem CPMI ampla, para investigar não só a Petrobras, mas também os contratos de trens e metrôs em São Paulo e no Distrito Federal e negócios que envolvem empresas do Porto de Suape, em Pernambuco.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, e a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), já deliberaram em favor do funcionamento - no âmbito do Senado - de uma CPI ampla.

Pauta

A próxima semana começa com a pauta do Plenário trancada pela Medida Provisória 627/2013, também conhecida como MP da Tributação. Na prática, para não perder a validade, ela precisa ser votada até quarta-feira (16), quando será realizada a última sessão deliberativa do Senado antes de 21 de abril, Dia de Tiradentes e data em que a MP perderá a vigência. A medida muda a forma de cobrança de tributos sobre os lucros de empresas brasileiras resultantes de operações de subsidiárias no exterior.

A maior polêmica em relação à MP é a mudança na forma de aplicação de multas às operadoras de planos de saúde. Pelas regras atuais, as operadoras devem pagar à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) multas que variam de R$ 5 mil a R$ 1 milhão por infração. Alterado pelo relator da MP na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o texto determina que até 31 de dezembro deste ano, no caso de infrações da mesma natureza, será considerada apenas a multa de maior valor.

Além disso, se houver de duas a 50 multas iguais, serão cobradas duas multas. Se forem de 51 a 100 infrações, a cobrança será de quatro multas. Acima de mil infrações, serão cobradas 20 delas. Segundo a ANS, as modificações representam uma anistia da ordem de R$ 2 bilhões em favor de operadoras que cometeram diversos tipos de infração.

TCU

Outro tema da semana é a escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), que sucederá Valmir Campelo, recém-aposentado. O senador Gim (PTB-DF) era o nome indicado para o cargo pelos partidos da base de apoio ao governo, mas abriu mão da indicação após o Plenário do Senado rejeitar - por 25 votos a 24, com 2 abstenções - requerimento para votação da matéria em regime de urgência.


Senadores da oposição e independentes indicaram o consultor de Orçamento do Senado Fernando Moutinho para concorrer ao cargo. Nesta sexta-feira (11), o PMDB anunciou a indicação para o TCU de outro consultor de carreira da Casa, Bruno Dantas.