sábado, 5 de dezembro de 2015

A PRESIDENTE está BRABA

  
A presidente Dilma veio às falas e se declarou indignada. Ela, indignada. E nós, o quê? Nós, constrangidos a conviver com recessão, inflação e corrupção.  Nós, sentenciados a acatar aumentos de impostos, solução indicada por quem sequer entendeu a natureza do problema. Somos notificados, nós, em cadeia nacional, de que a presidente está braba...

Ora, leitores, o Brasil cansou de Dilma, do seu partido, das enrolações, das mentiras e das mistificações que mantêm o PT no poder.

Hoje à tarde, quinta-feira (3), assisti a leitura do pedido de impeachment ao plenário da Câmara dos Deputados. Estarrecedora a lista de crimes de responsabilidade fiscal praticados pelo governo! Na origem de cada um deles a mesma motivação: ocultação da realidade, dissimulação dos fatos, enganação. A tais práticas, lembremo-nos, era dado o nome de “contabilidade criativa”. Valha-nos Deus!

A presidente espera enfrentar a crise acusando a oposição de conspirar contra o interesse público. Mas quem agiu prolongada e determinadamente contra a nação, olhos postos apenas no interesse próprio e nas parcerias ideológicas? Quem fez o diabo e todos os diabinhos possíveis para vencer a eleição gerando o caos subsequente, jogando o país em mais uma década perdida?

O Brasil precisa de união nacional para enfrentar a crise. A presidente não perdeu apenas 70% dos votos que fez no ano passado. Por não respeitar o interesse público, por valorizar mais a reeleição do que o bem do país, ela perdeu o respeito do país. E não há, tampouco, como seu partido unificar qualquer coisa politicamente consistente. Enquanto o governo jogava o país na valeta da estrada por onde outros avançam, o partido governante entesourava e tratava de dedicar o Estado, o governo e a administração à tarefa de construir conflitos e impor suas pautas.

A unidade, em torno de Dilma Rousseff, só pode ser na tarefa de nos enganarmos uns aos outros para que, ao final, estejamos todos vivendo o mesmo delírio. E a unidade, em torno do PT, é a guerra de todos contra todos, é a simultaneidade dos ódios provocados e a explosão de todos os conflitos existentes, inventados e ainda por inventar.

O impeachment no qual o país depositou suas esperanças neste ano que chega ao fim foi posto em marcha. Ao longo das próximas décadas estaremos falando destes dias, destas semanas, e saberemos que, em 2015, o povo brasileiro mobilizou-se para que se cumprisse a Constituição e fossem afastados do poder aqueles que se uniram na mentira e nela se abastaram.

Tanto semearam divisão que acabaram unindo o país contra si.

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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil, integrante do grupo Pensar+.



O peso do pedido de impeachment na economia


A bandeira do Impeachment

 
Como bem definido, mas de certa forma mascarado, o portador da bandeira do impeachment é o jurista Hélio Bicudo. Não é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sob mira da metralhadora midiática, bombástica e avassaladora para enfumaçar e desviar o foco dos malfeitos — muitos, insuportáveis e repulsivos — do governo da “presidenta” Dilma Roussef.
      
A bipolaridade marcante das duas autoridades, ao ponto de Eduardo Cunha declarar a ruptura com o governo, mesmo sendo do PMDB/bengala-PT, mantinha ultimamente um viés de salvação da própria pele, momentos de atração, momentos de repulsão.
      
Em que pesem as acusações sobre o atual presidente da Câmara, cabe ao detentor desse cargo, enquanto o for, acatar ou não as acusações sobre o presidente da República em exercício. Em perfeita consonância com os ditames da Constituição Federal. Chamar de golpe é puerícia, rótulo simplista, e falta de argumento, como “(A) xingar a mãe de (B)”. As imputações de crimes e/ou condutas reprováveis estão circunscritas à instituição legal para apreciá-las. Ponto.
      
Desqualificar Eduardo Cunha é mera jogada de marqueteiro para amaciar a opinião pública, nítida e gradativamente se acostumando com o fedor que exala do Planalto, governo do PT, com expoentes do partido condenados ou presos. Do mensalão, com José Dirceu (era ministro-chefe da Casa Civil do gov. Lula), José Genoíno, Paulo Cunha, Delúbio Soares (foi tesoureiro), ao petrolão — limpeza lava a jato — com João Vaccari Neto (foi tesoureiro) e mais recente, o senador Delcídio Amaral, líder do governo Dilma. E mais, elevado número de ministros afastados por vários motivos, não virtuosos.
      
Ao contrário de E. Cunha, destaque diário nos telejornais por contas no exterior e outros valores para anestesiar a nação, no polo oposto ao governo Dilma está Hélio Bicudo, mentor das denúncias, que assina com outros, o pedido de impeachment. Como é um jurista de nomeada e de reputação ilibada, convém às patrulhas ideológicas mantê-lo na sombra e a iluminar o presidente da Câmara, pendurado na Comissão de Ética, que no processo de impeachment, simplesmente aceita o pedido e o submete aos pares para condenar ou absolver a “presidenta”.
      
Taxar Hélio Bicudo de golpista não conseguem fazer diretamente, por isso o escondem, e repetem como palavra de ordem generalizada, prática do petismo. E no caso Bicudo pertenceu aos quadros do PT desde os primórdios, onde exerceu funções de relevo, e o renegou exatamente no advento do mensalão do PT que assombrou o Brasil e transformou o ministro do STF, Joaquim Barbosa em baluarte contra a quadrilha que assaltou o tesouro, infiltrada no governo central e Congresso Nacional.
      
As razões técnicas estão expostas no pedido, ao que consta bem fundamentadas no alegado descumprimento da Lei de diretrizes Orçamentárias e Lei de Responsabilidade Fiscal, malfeito apelidado de “pedaladas fiscais”. Sendo o único aceito dentre 34 pedidos neste ano; ao todo 48 desde 2011, maior registro com início no governo Collor de Melo.
      
Ora, cabe assim a decisão aos 513 deputados após os trâmites legais, ampla defesa e conclusão nessa Casa legislativa. A depender de 2/3, voto de 342 deputados, o impeachment é aceito no patamar considerado. Em termos percentuais, 66,66...%.
      
Se a Câmara representa a sociedade, grosso modo se pode obsevar o que esta pensa a respeito da presente condução do país. Na pesquisa de 30/11/15 – Datafolha, a rejeição ao governo Dilma atinge 67% e, 65% dos entrevistados são favoráveis ao impeachment. Nota ínfima de 3,2 entre zero e dez.
      
Incumbe ao Senado fazer o prosseguimento do impeachment aprovando-o por 2/3 dos seus membros, 54, se for o caso.
  
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Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado Maior, reformado.

Onde está a Direita? Ela Vive de quê?


Alckmin suspende reorganização das escolas e secretário da Educação pede demissão


GOVERNISTAS resolvem fazer CHICANAS no STF


Impeachment e Intervenção Militar: Irmãos Siameses

 
O Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República em 1889. O General Eurico Gaspar Dutra foi Presidente do Brasil após a ditadura de Getúlio Vargas (1937/1945) e durante seu mandato (1946) foi promulgada uma das melhores Constituições que o Brasil já teve. O General Henrique Teixeira Lott garantiu com sua autoridade a posse de Juscelino Kubistchek em 1956. Em 1964, os militares assumiram o poder, atendendo ao clamor popular para evitar que uma ditadura comunista se instalasse no país. Durante o governo do General Emílio Garrastazu Médici (1969/1974) o vertiginoso progresso econômico do Brasil passou a ser chamado de “milagre brasileiro”.

Até 1964, os militares brasileiros tinham voz ativa na política e na sociedade nacional. Entre 1964 a 1985 comandaram o país. O Brasil era um país mais sério, mais respeitado, mais patriota e mais progressista. Da mesma forma que ocuparam o poder em 1964, os militares o entregaram em 1985: atendendo aos pedidos do povo e sem derramamento de sangue. Os combates que ocorreram durante o período que a imprensa nacional gosta de chamar de “anos de chumbo” foram ocasionados pela insistência da esquerda em tentar tomar o poder de assalto pela força das armas. Veja a história de Dilma Rousseff, Fernando Pimentel, José Genoíno, José Dirceu, Fernando Gabeira entre outros. Todos usaram técnicas de guerrilha e de terrorismo urbano visando instalar uma ditadura do proletariado no Brasil.

Após 1985 os militares brasileiros retiraram-se para a caserna a passaram a se ocupar de assuntos estritamente profissionais. E começaram a apanhar. A esquerda, vingativa, tenta até hoje reescrever a história. E muitos tolos engolem as mentiras. Por força legal os militares são proibidos de se manifestarem, até para defenderem sua honra. Quando o fazem são exonerados. É só ver os exemplos recentes dos generais Hamilton Mourão e José Carlos De Nardi, exonerados pela presidente.

Durante os 30 anos de silêncio compulsório dos militares brasileiros o país virou de cabeça para baixo. A corrupção atingiu níveis jamais imaginados. A principal estatal brasileira foi loteada e rapinada por maus políticos. A família sofre contínuos ataques. A imoralidade tornou-se a ordem do dia. Programas sociais substituíram o saco de cimento na conquista ilegal de votos. A inflação voltou, o desemprego subiu, e o Brasil vive uma profunda recessão. E chegou o impeachment. Cunha sabe que cairá, mas resolveu levar Dilma consigo. No processo, trocam acusações. E mostram, com clareza, o baixíssimo nível das pessoas que hoje detém o poder em Brasília. Alguns, mais castos (por ignorância ou conveniência), criticam a iniciativa de Cunha: ele não teria moral para iniciar o impeachment. E qual moral Dilma teria para continuar a testa do governo? Seria a moral dos votos conquistados com o estelionato eleitoral e com a suspeita de fraude nas urnas eletrônicas? Ou com a corrupção na Petrobrás que ela comandou? Ou a moral dos seus companheiros de Partido dos Trabalhadores cuja cúpula ou está presa ou está sob fortíssima suspeita? Diga-me com quem andas e eu te direi quem és!

É de se perguntar: o silêncio compulsório dos militares fez algum bem ao Brasil? É óbvio que não. Militar não é cidadão de segunda classe. Se não lhe deve ser permitido rasgar a Constituição (assim como a qualquer outro cidadão) também não se pode tolher o militar de pensar e falar. Quem o faz, age assim em benefício próprio, pois teme a força militar e a prestação de contas que virá.

Já disse e repito: é difícil imaginar um cenário no futuro próximo do Brasil em que não se encare a necessidade de intervenção militar para manter a lei e a ordem e para ajudar as instituições a limparem a casa. A lama está por todos os lados, e só teme o longo braço da lei quem deve explicações à Justiça. O impeachment é um mecanismo constitucional e legal que pode e deve ser usado. Se, como consequência desse processo, for necessário que as Forças Armadas intervenham; que venha a intervenção. Os dois mecanismos não estão de lado opostos nem seus defensores deveriam se sentir em lados antagônicos; muito antes pelo contrário: impeachment e intervenção militar podem se tornar irmãos siameses: um completando o outro, para o bem do Brasil.

Mas, para isso ocorrer, os brasileiros precisarão mostrar a sua voz e a sua cara. Collor caiu porque os cara-pintadas ocuparam as ruas do Brasil. Está chegando o momento de fazer pressão. De mostrar que o Brasil de hoje não é o Brasil que queremos. Que não concordamos com a corrupção, a imoralidade e a falta de ética. Está chegando a hora de levar o lema da nossa bandeira para as ruas:


Ordem e Progresso para o Brasil!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O SHOW de cinismo de LULA e Rui Falcão


A CLEPTOCRACIA se assenhoreou do Poder


O impeachment de Dilma Rousseff


PT inicia tentativa de desconstruir o #Impeachment


Presidente do PT critica abertura de processo de impeachment


A reação do mercado ao pedido de impeachment


Dia de troca de farpas entre Cunha e o Governo


Graças ao desastre econômico produzido pela dupla de embusteiros, o Brasil está pior que a Grécia


No tiroteio do impeachment CORRAL não tem mocinho


STF vai barrar Processo de #Impeachment?


Grã-Bretanha faz primeiro ataque ao Estado Islâmico na Síria


DILMA - A Grande Mentirosa


Hangout: Impeachment de Dilma


Decisão de Cunha em relação ao impeachment causa reviravolta política


A festa do impeachment


Impeachment: Prolongamento da agonia, ou início do desfecho das crises?


Contas Públicas: O pior outubro já registrado


O #Impeachment não é obra de Cunha


#‎Impeachment‬: O Brasil contra o PT

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Jair Bolsonaro X Aldo Rebelo


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

NATAL SEM DILMA!!! ‪#‎Impeachment


Choro e tanger de dentes no Palácio... E agora?


A nova batalha entre Cunha e o governo


O Impeachment da Presidente Dilma Rousseff


Chegou a hora de demitir Dilma, Cunha e Renan


Impeachment, cassação: Dilma e Cunha no alvo. E os eufemismos e silêncios


#‎Impeachment‬ ‪#‎ForaDilma


TOMBO - 2016 deve ter retração de 2,8%


Cunha aceita pedido de impeachment e presidente Dilma reage


O BRASIL está paralisado


Lula recompensou Cerveró por aceitar propina? Quanta gratidão!


Bumlai - Sua trajetória começa a gritar


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

País pacífico não é país desarmado

Por Alte Esq (Ref) Mario Cesar Flores
Ex-Ministro da Marinha

Em exposição no Clube da Aeronáutica, Rio de Janeiro, na campanha presidencial de 2010 (ou 2002, já não lembro) o então candidato José Serra proferiu esta frase: “país pacífico não é país desarmado”. A ideia responde à realidade, mas sua aplicação - o que seria armado / desarmado - varia de país a país e deve ser ponderada pelo que influencia, ou possa vir a influenciar no futuro imaginável. A inserção do país no cenário internacional e a própria segurança interna, onde ela é insegura Envolvidos nas tropelias globais, a percepção dos EUA sobre o que é estar armado ou desarmado é obviamente distinta, por exemplo, da percepção do Uruguai, que se preocupa com o mundo, mas não pode interferir significativamente. O Brasil se situa no difuso nível médio do quadro, ora mais, ora menos envolvido em suas nuanças variáveis.

O foco deste artigo é exatamente a avaliação desse envolvimento: natureza e probabilidade de problemas capazes de exigir o uso do poder militar e interesses e vulnerabilidades nacionais neles implicados. Essa avaliação deve ser a base conceitual do poder militar: sua configuração e prioridades nela incidentes, organização, distribuição geográfica e dimensões. Nos países democráticos é assunto em que os militares são apoiados pelo sentimento da sociedade, refletido em manifestações de intelectuais, mídia, diplomatas e, principalmente, de políticos ou de instituições políticas.

O Brasil está longe desse paradigma.  A segurança nacional lato senso e a defesa nacional propriamente dita - essa, em alguns países a preocupação protagônica e em outros praticamente inexistente - são temas alheios à nossa grande massa. Tangenciam rara e superficialmente o interesse dos brasileiros culturalmente credenciados e o dos políticos institucionalmente comprometidos a dar-lhes atenção. Uma ou outra instituição, geralmente universitária ou que reflete interesse econômico - da indústria de defesa, por exemplo-  dá-lhe eventualmente alguma atenção, sem profundidade.

Na segurança interna, em que já ocorreram atuações militares decisivas - no pós-república, em conflitos hoje inimagináveis, como Canudos, Contestado e a revolução paulista de 1932 -, volta e meia é aventado o emprego das Forças Armadas, agora na segurança pública, da alçada policial, embora possa caber-lhes contribuição episódica e até decisiva, respeitados os preceitos constitucionais que a regulam. As circunstâncias indicam o uso interno adequado: o Exército dos EUA atendia no século XIX a missão interna então a importante, o apoio à weaternização; atende agora a externa e está presente no mundo,

Voltando à defesa nacional: sem ameaça claramente perceptível, que preocupe no curto / médio prazo, a defesa nacional está praticamente alijada do pensamento brasileiro. Ressalta, em particular, o descaso ou o quase total (?) desinteresse do nosso mundo político que, vale repetir, num país democrático deve refletir a sociedade - ou, quando ela é apática, até substituí-la, já que a representa. Desinteresse político estimulado pela apatia cultural, mas também porque a defesa nacional, ignorada no ânimo societário, não inspira retorno nas eleições...

Da ausência de atenção nacional - sempre em realce a ausência de atenção política - resulta que os militares se vêem praticamente sozinhos no trato do assunto. Emerge aí uma questão delicada: no vácuo do desamparo conceitual político e societário, nosso poder militar vem sendo naturalmente orientado pelas visões profissionais das Forças, pelo que significa para elas a defesa nacional e estar o país armado ou desramado. Por mais que ideias e projetos desenvolvidos nas instituições militares respondam competentemente ao potencial de atribulações em que a atuação militar possa ser necessária, por mais que alicerçadas no estudo criterioso e no comedimento responsável, a realidade é que elas carecem de suporte no sentimento nacional e, principalmente, no elenco das preocupações políticas. Não se apoiam numa lógica política fundamentada - o “porque, para o que” - e isso ocorre não por relutância dos militares em considerá-la e sim por não existir tal lógica. A inconsistência turbulenta do suporte orçamentário aos projetos de preparo militar, complexos, caros e de longo prazo – o “com o que, como” -, que respondem àquelas visões profissionais, é também, além das agruras fiscais do Estado, efeito do descompromisso da política com a defesa e o preparo militar. Vale perguntar: se as agruras fiscais forem controladas haverá mais atenção política para a defesa...?

A mídia compartilha da apatia: pouco se dedica ao tema e quando o aborda, geralmente o faz sem profundidade, por vezes refletindo interesse econômico, quando não com algum preconceito. Exemplo emblemático: em notícia sobre assalto a caixa eletrônica em praia de São Paulo, comentarista da TV pergunta (citação de memória): onde estava a Marinha, quando os assaltantes fugiam em lanchas? Preocupada com o submarino nuclear... Deveria estar preocupada com a patrulha policial de praias com caixas eletrônicas?

A mudança do modelo alienado é complexa, passa por revisão cultural e política que não acontece de um dia para o outro. Mas se queremos um Brasil pacífico, sensata e comedidamente armado em coerência com a criteriosa avaliação de sua presença no atribulado mundo do século XXI, a defesa nacional precisa ser objeto de atenção do nosso mundo político, superado o descaso hoje prevalecente,

Essa evolução é pouco provável enquanto nossa política prosseguir envolvida nos meandros de crises políticas, econômicas e morais, na disputa por cargos / sinecuras da máquina pública, nas turbulências da improbidade e/ou da incompetência e nas trapalhadas fiscais, que tumultuam o dia a dia político em detrimento de grandes e complexas questões nacionais - entre elas a refletida no título deste artigo.


Fonte: Clube Naval

Conselho de Ética define o futuro de Eduardo Cunha


Confundir Brasil com Cunha é o pior escárnio do PT


Responsabilidade Criminal

Por General Gilberto Pimentel
Presidente do Clube Militar

Quem pode duvidar que uma das mais importantes e delicadas tarefas de um governante, em especial numa democracia, seja a escolha dos seus auxiliares? É uma responsabilidade e tanto. Se falha nesse mister ele vai pagar caro, nas urnas quando se constata a pura incompetência dos escolhidos, ou em outras instâncias, incluída aí a criminal, se os danos causados aos governados for produto de dolo, que é definido como a violação consciente da lei, por ação ou omissão. Há, nesse caso, pleno conhecimento do crime que está sendo praticado.

Para conhecimento dos menos informados, é muito importante enfatizar que o Presidente da República do Brasil dispõe de um eficiente e muito bem montado sistema de inteligência capaz de assessorá-lo com alta margem de confiabilidade quanto aos antecedentes dos indicados aos postos da administração pública, não somente quanto a aspectos relativos à sua honestidade, honradez, mas até mesmo quanto à experiência e competência para o exercício do cargo.

Equívocos eventuais existem e sempre existirão. Esses devem ser vistos como exceções. Desenganos e desilusões são próprios da natureza humana. O caso em questão, no entanto, é absolutamente único. Sem precedentes. O presidente Lula, nos seus dois mandatos, nomeou para os mais altos postos de mando a pior espécie de gente que se possa imaginar.

Os mais influentes e poderosos deles estiveram sempre no seu entorno imediato, em postos chaves, muitas vezes dentro do próprio Palácio, vizinhos do seu gabinete. Também no seu círculo de amizades pessoais, funcionou assim. Empresários hoje envolvidos em atos de corrupção gozavam da prerrogativa do acesso livre ao ambiente de trabalho presidencial.

A lista dos marginais é longa, conhecida de todos, e seria exaustivo repeti-la na oportunidade. Alguns deles foram alcançados pelo Mensalão, outros pela operação Lava-Jato, e outros, ainda, nos dois escândalos. Parte cumpre pena ou já cumpriu e muitos, ainda, permanecem sob investigação.

Ladrões dos cofres públicos, distribuídos cirurgicamente em todas as instâncias do governo, quebraram o País, apoiados no maior esquema de corrupção conhecido e montado a partir da esfera oficial do Poder. Algo inacreditável que ainda está para ser avaliado em toda a sua extensão.

Inúteis os argumentos e equações para explicar a crise atribuindo-a a causas externas ou quaisquer outros fatores. O sentimento geral da Nação, excluídos os ingênuos e mal-intencionados, é de que a tragédia econômica é, sobretudo, produto do roubo. Foram bilhões de dólares. Mais, talvez, do que tenta hoje o governo arrancar do povo empobrecido sob a forma de impostos para tapar os buracos que ele próprio ocasionou.

Outro sentimento coletivo é o de que o presidente Lula tem, sim, contas a pagar por tudo o que ocorreu durante os mandatos que exerceu. E muitas contas! O que resta e se impõe é apurar o grau de seu envolvimento pessoal nos crimes praticados. Se ex-presidentes não podem ser julgados por crimes de responsabilidade, como deliberou recentemente a Justiça, eles podem e devem, como qualquer mortal, ser responsabilizados por crimes comuns que tenham praticado.

Há muito Lula deveria estar sendo investigado.


Brasil vulnerável aos jihadistas


TCU - ‪#‎LAVAJATO


Acuado, Cunha ameaça o governo com o impeachment


Agora é oficial, o país passa pela pior recessão dos últimos 25 anos


Vamos botar o cabresto no Estado Corrupto?

 
Soou como piada a ameaça de que o brutal corte no orçamento da União, que atinge violentamente o Judiciário, pode prejudicar as próximas eleições, a ponto de o Tribunal Superior Eleitoral desistir de adotar as modernosas urnas eletrônicas sem direito a impressão de voto para auditoria de recontagem. Se o TSE estiver falando sério, o suposto retorno ao passado pode representar um avanço, se o cidadão-eleitor-contribuinte voltar a ter a chance de controlar o processo eleitoral. Há vários pleitos somos reféns de um processo que proclama resultados que não podem ser questionados.

Outra boa notícia? O Jornalista Cláudio Tognoli já antecipou que o lobista Hamylton Pinheiro Padilha Júnior, que está em regime de delação premiada, vai contar tudo o que sabe desde Lula, no esquema africano que mexe com bilhões em negócios com o candidato a ex-banqueiro André Esteves, que já estaria curtindo as mordomias de ficar preso em Bangu 8, no Rio de Janeiro, comendo bacalhau do Antiquarius em vez de filar a boia pobre da cadeia. A  deplorável foto de um André, abatido com o uniforme verde do sistema penitenciário fluminense, tem um significado: ele está prestes a ser forçado a perder seus negócios mais lucrativos. Esteves parece ser a bola da vez escolhida pela máquina de moer gente das gestapos tupiniquins.

Além do homem bomba Hamylton, os acordos de leniência da Andrade Gutierrez tendem a produzir um efeito explosivo sobre as cúpulas do PT e, sobretudo, do PMDB. Tudo tem a ver com a denúncia do Procurador-Geral da República contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o poderoso senador paraense Jader Barbalho. Daqui a pouco, a prisão de Delcídio vai parecer um ato de rotina no País dos Políticos Corruptos. Rodrigo Janot corre para pedir o afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara. Imagina como fica, perante o mundo, um Brasil com seus chefes do legislativo cotados para passar temporadas na prisão.

Patético mesmo é saber que Delcídio Amaral classificou de "covardia atroz" a decisão da cúpula do PT de abandoná-lo e expulsá-lo do partido. Delcídio estaria com muita raiva de Lula. Tomara que a bronca seja real e se transforme em uma bela delação premiada que jogue o petismo no ventilador. Outro que pode fazer o mesmo é o ex-vice-presidente da Câmara, André Vargas, que continua preso na Lava Jato, sem previsão de saída. O maçom André ainda não teria aberto o bico porque seus aliados e familiares continuam prestigiados pelos esquemas de poder e favorecimento. Se essa maré mudar de repente, André parte para a delação...

Legal seria que o desgoverno seguisse a dica de Roberto Jefferson, na mais recente postagem em seu blog: Segundo Dilma, "faz-se o diabo na eleição". Como ela vendeu a alma ao coisa ruim na eleição de 2014, agora ele cobra a conta. O governo acabou, arrasta-se como cadáver pelas ruas do país, e já cheira mal. O PT conseguiu fazer do país um cambalacho onde poderes e agentes econômicos sucumbem ao menor indício de suspeita. Só fazem negar, mas a verdade emerge com a força de um tsunami. Corrupção sempre existiu, mas o partido do "Brahma" montou uma quadrilha que saqueou o país. Para o bem do Brasil, que renunciem Dilma, Eduardo Cunha e Renan Calheiros.

Vale repetir por 13 x 13: Em meio à crise estrutural, enquanto o modelo estatal brasileiro não mudar, implantando mecanismos eficazes e transparentes de controle pdo cidadão sobre as engrenagens da máquina pública, as organizações criminosas continuarão mandando e desmandando no Brasil. Não adianta fazer prisões espetaculares de empresários e alguns políticos, se não for alterado o sistema de representação e o funcionamento político do Estado.

A corrupção sistêmica tende a perdurar, porque é camaleônica: adapta-se à excessiva burocracia cartorial, ao exagero legal e ao absurdo esquema tributário (92 impostos, taxas, contribuições, fora as milhares de instruções normativas, medidas provisórias e infindáveis portarias ministeriais). A única notícia boa é que a maioria dos brasileiros começa a ficar pt da vida com a corrupção e os corruptos. Isto é bom, porque pode forçar as mudanças necessárias. Tomara!


Porcaria Orçamentária     



Uma nota para eles


Presos a eles mesmos

PT Pode fazer a diferença contra ou a favor de Cunha


Cunha é a maior pedra no caminho do impeachment



Faz quase um ano que Eduardo Cunha trata como bandos de otários tanto a bancada governista quanto a bancada oposicionista na Câmara. Conforme a direção dos ventos, ora finge que vai aceitar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, ora finge que vai ajudá-la a permanecer no emprego. Esse pêndulo oportunista se tornou a grande pedra no caminho que leva ao afastamento da governante desgovernada.


Para remover tal obstáculo, basta que o Brasil decente reprise a mobilização que, há uma semana, obrigou o Senado a sepultar a conspiração urdida por Renan Calheiros para socorrer o colega presidiário Delcídio do Amaral. A Câmara também não resistirá à pressão dos milhões de indignados. Eduardo Cunha e Dilma merecem ser reunidos na boleia do mesmo caminhão de mudança. Brasileiros honestos não têm bandidos de estimação.


As ELEIÇÕES 2016 podem voltar a ser manual


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Não permitam um novo golpe na LAVA JATO


Prisões aprofundam crise no governo


Delcídio, você já está ferrado! Conte tudo!


Banqueiro tem prisão prorrogada


A morosidade no julgamento das ações no Brasil incentiva a corrupção


Bumlai não existe, quem existe é Lula


DÓLAR volta a subir e a CRISE se aprofunda


Lula só acha imbecil quem não oculta prova


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Há algo de muito podre no reino do Brasil


Com Cunha, Dilma tolera o intolerável


O Processo Político Contra Eduardo Cunha


Ao lotear cargos, Dilma compra votos


PT é o Partido do Terror



A coluna 'VEJA Bem', com Felipe Moura Brasil, reúne uma série de vídeos curtos que mostram petistas e seus aliados legitimando o vandalismo e até convocando os militantes a praticá-lo, com a intolerância e o discurso de ódio de que acusam os adversários.

O cenário ruim da economia neste final de ano



Chegamos ao penúltimo mês de um ano perdido para o País. Um ano de retrocesso. A maior recessão em 25 anos. Inflação beirando os dois dígitos. Indústria com espaço cada vez menor no PIB, assim como a presença brasileira no mercado global.

O desemprego avança, com mais de um milhão e duzentas mil vagas formais perdidas em 12 meses. Até conquistas sociais estão ameaçadas, como a ascensão das classes D e E, tão comemorada pelo governo. Com a inflação corroendo a renda e desemprego em alta, é inevitável: a pobreza volta a crescer. Isso num momento em que o governo não tem como reforçar programas sociais.

Ao contrário, com o imenso rombo das contas públicas, que pode passar dos 117 bilhões de reais, devem ocorrer cortes até no Bolsa Família. Os repasses para o Minha Casa Minha já têm atrasado muito. Há quase um desmonte da economia decorrente de uma gestão populista e irresponsável que criou imensas distorções.

Distorções difíceis de serem corrigidas ao mesmo tempo... como o combate à inflação, à recessão e a necessidade de aumentar receitas e cortar gastos pra reequilibrar as finanças públicas. E em meio a uma crise política que parece longe de um desfecho.

A grande dúvida hoje, entre os brasileiros, é se teremos ou não o impeachment da presidente Dilma. Como o governo pode tentar, com mais firmeza, colocar a economia nos eixos, se a grande preocupação é sobreviver, se está ainda mais refém do jogo político? Como o empresário pode definir uma estratégia de enfrentamento da crise sem saber se haverá uma mudança de governo?

Que venha uma definição, com impeachment ou não, o mais rápido possível. O País não pode continuar submetido a um conflito de interesses que pode mergulhar a economia em crise ainda mais profunda. O drama político tem que ter um desfecho para a economia voltar a ter um horizonte.

Mas será que nossos políticos estão preocupados com isso?

Feminazis Nazistas


O Conselho de Ética e caso de Eduardo Cunha


A escolha do relator do processo de cassação de Eduardo Cunha


Revelações Contra QUARTETO PETISTA são ESTARRECEDORAS


25% de usuários de "crack" abandonam o programa “De Braços Abertos”



Prefeitura de São Paulo afirma que 25% dos usuários de crack do programa de braços abertos, que atuavam na varrição de ruas da capital, deixaram o trabalho.

É MENTIRA do PT...


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Lula admitiu dois crimes. Precisa completar a confissão!



Na reunião de cúpula do PT, Lula começou a contar o que sabe sobre casos de polícia empilhados nas catacumbas do poder. Confessou que o segundo mandato de Dilma é fruto de um vergonhoso estelionato eleitoral e que o governo lulopetista é viciado em pedaladas fiscais criminosas. Não deixa de ser um bom começo.

Falta agora completar a confissão. Lula tem muito a dizer sobre a lucrativa parceria com gente como Roberto Teixeira, o assassinato dos prefeitos Celso Daniel e Toninho do PT, o Mensalão, os contratos de aluguel com partidos governistas, o Petrolão, as tramoias internacionais do camelô de empreiteira, a chuva de empréstimos do BNDES, as bandalheiras da primeira amiga Rose Noronha, os donativos de José Carlos Bumlai, o suspeitíssimo enriquecimento dos filhos etc etc etc.

A lista é portentosa. Mas a Polícia Federal e o Ministério Público não deixarão escapar nenhuma delinquência. E o Judiciário, sob a estreita vigilância do Brasil decente, saberá cumprir seu dever.

Lula no COAF



A Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/poder/20...) informou que Lula, Palocci e Erenice Guerra entraram no radar do COAF. Movimentação milionária e suspeitíssima de dinheiro grosso. É praticamente a prova do crime de que o Ministérios Público necessitava para enjaular os meliantes.

DITADURA


Lula afaga em público e apedreja em privado


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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A parceria entre a presidente e jornalistas estatizados confirma: Demonstrações de sabujice explícita requerem mais coragem do que atos de bravura em combate


Sobretudo com câmeras e gravadores por perto, certas demonstrações de vassalagem exigem mais coragem do que atos de bravura em combate ─ desses que rendem condecorações capazes de matar a família de orgulho e matar de inveja a vizinhança. A brasileiríssima tribo dos jornalistas a favor é imbatível nessa ousada forma de pusilanimidade. Se bajulação temerária fosse uma modalidade olímpica, os craques da imprensa fariam bonito nos Jogos do Rio.

O vídeo que exibe trechos das entrevistas concedidas por Dilma Rousseff na Suécia e na Finlândia avisa que a turma está em ótima forma. Decididos a abater a pauladas quem sugere o atalho do impeachment para encurtar a passagem pelo Planalto da pior governante da história, os soldados da desinformação confirmaram que expor publicamente a alma subalterna não é para qualquer poltrão. Só não teme o espetáculo da sabujice quem tem coração valente.

No dia 18 de outubro, um domingo, Dilma chegou para a conversa em Estocolmo compreensivelmente tensa. Acuado pela Operação Lava Jato, atarantado com a crise econômica ainda em seu começo, abandonado por aliados que fogem do naufrágio nas urnas, desprovido de programas ou ideias, o poste que Lula instalou no coração do poder tem um único projeto claramente definido: manter o emprego.

Vai começar a sessão de tortura, parece murmurar a crispação do rosto, sublinhada pelas sobrancelhas arqueadas e pelos lábios irrequietos. O que vai começar é a vassalagem, corrige já na primeira pergunta um entrevistador estatizado. Ele não aparece na tela. Ouve-se apenas a voz de apresentador de desfile de escolas no 7 de Setembro formulando a questão inverossímil: “O caso do Eduardo Cunha repercutiu no mundo inteiro, foi notícia de jornais do mundo inteiro. Isso não causa um certo constrangimento ao governo brasileiro, embora seja o Poder Legislativo, como a senhora disse?”

Quer dizer que no resto do planeta não se publicou sequer uma vírgula sobre a maior roubalheira ocorrida desde o Dia da Criação? Quer dizer que em todos os países só se fala em Eduardo Cunha? Até Dilma se mostra espantada com a novidade formidável: o correntista suíço ocupa tanto espaço no  noticiário em língua estrangeira sobre o Brasil que não sobram míseros cantos de página para tratar do monumental esquema corrupto que esvaziou os cofres da estatal indefesa.

Com cara de quem achara aquilo bom demais para ser verdade, a entrevistada explica que a extraordinária notoriedade internacional do presidente da Câmara não lhe causa constrangimento. “Seria estranho se causasse… ele não integra o meu governo”. Pausa. Três ou quatro entrevistadores falam ao mesmo tempo. “Ah, eu lamento que seja um brasileiro, se é isso que você está perguntando”, prossegue Dilma.

Outro entrevistador endossa os patrióticos receios do companheiro de profissão e de luta: “A senhora acha ruim para a imagem do país?” Quer dizer que o que deixa o Brasil mal no retrato não é o assombroso desempenho no campeonato mundial da corrupção institucionalizada, nem a vertiginosa ascensão no ranking planetário da incompetência administrativa, mas sim o parlamentar que engordou contas secretas com negociatas das quais participou por integrar a base alugada do governo Lula? Haja cinismo.

“Olha, eu não diria…eu… eu acho que se distingue perfeitamente, no mundo, o país de qualquer um de seus integrantes”, segue em frente a sopa de letras servida pelo neurônio solitário. “Nenhum país pode ser julgado por isso ou por aquilo, nem o Brasil, nem a Suécia, nem os Estados Unidos”, desanda a Mãe do Petrolão antes de encerrar o palavrório: “Eu lamento que aconteça com um brasileiro, um cidadão brasileiro”. Cunha rebateu de bico no dia seguinte: “Eu lamento que seja com o governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”.

Na terça, em Helsinque, Dilma avisou que não iria responder a Eduardo Cunha antes de responder a Eduardo Cunha. “O meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção”, delira no fim do vídeo a faxineira que vive cercada de lixo. “Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente”. Como é que é?, teria berrado um jornalista independente se comitivas presidenciais reservassem alguma vaga a essa espécie em extinção. Como pode uma presidente da República tratar a verdade com tamanha selvageria?

Nenhum dos presentes ousou assombrar-se com a desfaçatez da viajante. Nenhum se atreveu a balbuciar a obviedade evocada por Eduardo Cunha na quarta-feira: “Eu não sabia que a Petrobras não faz parte do governo”. O silêncio dos rapazes da imprensa confirmou que ali só havia gente sem medo de ser servil. Eles jamais perguntam o que os chefões não gostariam de ouvir. O que deveria ser uma entrevista coletiva sempre é reduzido a um chá de senhoras que permite a presença de jornalistas domesticados.

Dispostos a tudo para não melindrar o equilibrista que transformou pedidos de impeachment em instrumentos de sobrevivência política, os líderes da oposição oficial dispensaram-se de lembrar que, se os envolvidos no Petrolão interpretassem a si próprios num filme sobre a bandalheira sem precedentes, Eduardo Cunha apareceria nos créditos bem abaixo da dupla de astros formada por Lula e Dilma. Seu nome disputaria espaço com a multidão de coadjuvantes.

Nesse pelotão intermediário se acotovelam um ex-presidente da República, ministros e ex-ministros de Estado, senadores, deputados federais, governadores, empreiteiros, ex-diretores da Petrobras, pajés dos partidos no poder, parentes de Lula, amigos de Lula, agregados de Lula, doleiros de alta patente, despachantes de propinas milionárias, consultores especializados em maracutaias, secretárias espertas, amantes gulosas, esposas ressentidas e, claro, tesoureiros do PT. E José Dirceu, naturalmente.


Os oposicionistas incapazes de opor-se? Esses estarão espremidos no bloco de figurantes. O Brasil tem a espécie de governo com que sonha qualquer oposição. A sorte do bando no poder é lidar com partidos de oposição com os quais todo governo sonha.

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