Por Nivaldo Cordeiro
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
País pacífico não é país desarmado
Por Alte Esq (Ref) Mario Cesar Flores
Ex-Ministro da
Marinha
O foco deste artigo é exatamente a avaliação desse
envolvimento: natureza e probabilidade de problemas capazes de exigir o uso do
poder militar e interesses e vulnerabilidades nacionais neles implicados. Essa
avaliação deve ser a base conceitual do poder militar: sua configuração e
prioridades nela incidentes, organização, distribuição geográfica e dimensões.
Nos países democráticos é assunto em que os militares são apoiados pelo
sentimento da sociedade, refletido em manifestações de intelectuais, mídia,
diplomatas e, principalmente, de políticos ou de instituições políticas.
O Brasil está longe desse paradigma. A segurança
nacional lato senso e a defesa nacional propriamente dita -
essa, em alguns países a preocupação protagônica e em outros praticamente
inexistente - são temas alheios à nossa grande massa. Tangenciam rara e
superficialmente o interesse dos brasileiros culturalmente credenciados e o dos
políticos institucionalmente comprometidos a dar-lhes atenção. Uma ou outra
instituição, geralmente universitária ou que reflete interesse econômico - da
indústria de defesa, por exemplo- dá-lhe eventualmente alguma atenção,
sem profundidade.
Na segurança interna, em que já ocorreram atuações militares
decisivas - no pós-república, em conflitos hoje inimagináveis, como Canudos,
Contestado e a revolução paulista de 1932 -, volta e meia é aventado o emprego
das Forças Armadas, agora na segurança pública, da alçada policial, embora
possa caber-lhes contribuição episódica e até decisiva, respeitados os
preceitos constitucionais que a regulam. As circunstâncias indicam o uso
interno adequado: o Exército dos EUA atendia no século XIX a missão interna
então a importante, o apoio à weaternização; atende agora a externa
e está presente no mundo,
Voltando à defesa nacional: sem ameaça claramente
perceptível, que preocupe no curto / médio prazo, a defesa nacional está
praticamente alijada do pensamento brasileiro. Ressalta, em particular, o
descaso ou o quase total (?) desinteresse do nosso mundo político que, vale
repetir, num país democrático deve refletir a sociedade - ou, quando ela é
apática, até substituí-la, já que a representa. Desinteresse político
estimulado pela apatia cultural, mas também porque a defesa nacional, ignorada
no ânimo societário, não inspira retorno nas eleições...
Da ausência de atenção nacional - sempre em realce a
ausência de atenção política - resulta que os militares se vêem praticamente
sozinhos no trato do assunto. Emerge aí uma questão delicada: no vácuo do
desamparo conceitual político e societário, nosso poder militar vem sendo
naturalmente orientado pelas visões profissionais das Forças, pelo que
significa para elas a defesa nacional e estar o país armado ou desramado. Por
mais que ideias e projetos desenvolvidos nas instituições militares respondam
competentemente ao potencial de atribulações em que a atuação militar possa ser
necessária, por mais que alicerçadas no estudo criterioso e no comedimento
responsável, a realidade é que elas carecem de suporte no sentimento nacional
e, principalmente, no elenco das preocupações políticas. Não se apoiam numa
lógica política fundamentada - o “porque, para o que” - e isso ocorre não por
relutância dos militares em considerá-la e sim por não existir tal
lógica. A inconsistência turbulenta do suporte orçamentário aos projetos de
preparo militar, complexos, caros e de longo prazo – o “com o que, como” -, que
respondem àquelas visões profissionais, é também, além das agruras fiscais do
Estado, efeito do descompromisso da política com a defesa e o preparo militar.
Vale perguntar: se as agruras fiscais forem controladas haverá mais atenção
política para a defesa...?
A mídia compartilha da apatia: pouco se dedica ao tema e
quando o aborda, geralmente o faz sem profundidade, por vezes refletindo
interesse econômico, quando não com algum preconceito. Exemplo emblemático: em
notícia sobre assalto a caixa eletrônica em praia de São Paulo, comentarista da
TV pergunta (citação de memória): onde estava a Marinha, quando os assaltantes
fugiam em lanchas? Preocupada com o submarino nuclear... Deveria estar
preocupada com a patrulha policial de praias com caixas
eletrônicas?
A mudança do modelo alienado é complexa, passa por revisão
cultural e política que não acontece de um dia para o outro. Mas se queremos um
Brasil pacífico, sensata e comedidamente armado em coerência com a criteriosa
avaliação de sua presença no atribulado mundo do século XXI, a defesa nacional
precisa ser objeto de atenção do nosso mundo político, superado o descaso hoje
prevalecente,
Essa evolução é pouco provável enquanto nossa política
prosseguir envolvida nos meandros de crises políticas, econômicas e morais, na
disputa por cargos / sinecuras da máquina pública, nas turbulências da improbidade
e/ou da incompetência e nas trapalhadas fiscais, que tumultuam o dia a dia
político em detrimento de grandes e complexas questões nacionais - entre elas a
refletida no título deste artigo.
Fonte: Clube Naval
Responsabilidade Criminal
Por General Gilberto
Pimentel
Presidente do Clube Militar
Para conhecimento
dos menos informados, é muito importante enfatizar que o Presidente da
República do Brasil dispõe de um eficiente e muito bem montado sistema de
inteligência capaz de assessorá-lo com alta margem de confiabilidade quanto aos
antecedentes dos indicados aos postos da administração pública, não somente
quanto a aspectos relativos à sua honestidade, honradez, mas até mesmo quanto à
experiência e competência para o exercício do cargo.
Equívocos eventuais
existem e sempre existirão. Esses devem ser vistos como exceções. Desenganos e
desilusões são próprios da natureza humana. O caso em questão, no entanto, é
absolutamente único. Sem precedentes. O presidente Lula, nos seus dois
mandatos, nomeou para os mais altos postos de mando a pior espécie de gente que
se possa imaginar.
Os mais influentes
e poderosos deles estiveram sempre no seu entorno imediato, em postos chaves,
muitas vezes dentro do próprio Palácio, vizinhos do seu gabinete. Também no seu
círculo de amizades pessoais, funcionou assim. Empresários hoje envolvidos em
atos de corrupção gozavam da prerrogativa do acesso livre ao ambiente de
trabalho presidencial.
A lista dos
marginais é longa, conhecida de todos, e seria exaustivo repeti-la na
oportunidade. Alguns deles foram alcançados pelo Mensalão, outros pela operação
Lava-Jato, e outros, ainda, nos dois escândalos. Parte cumpre pena ou já
cumpriu e muitos, ainda, permanecem sob investigação.
Ladrões dos cofres
públicos, distribuídos cirurgicamente em todas as instâncias do governo,
quebraram o País, apoiados no maior esquema de corrupção conhecido e montado a
partir da esfera oficial do Poder. Algo inacreditável que ainda está para ser
avaliado em toda a sua extensão.
Inúteis os
argumentos e equações para explicar a crise atribuindo-a a causas externas ou
quaisquer outros fatores. O sentimento geral da Nação, excluídos os ingênuos e
mal-intencionados, é de que a tragédia econômica é, sobretudo, produto do
roubo. Foram bilhões de dólares. Mais, talvez, do que tenta hoje o governo
arrancar do povo empobrecido sob a forma de impostos para tapar os buracos que
ele próprio ocasionou.
Outro sentimento
coletivo é o de que o presidente Lula tem, sim, contas a pagar por tudo o que
ocorreu durante os mandatos que exerceu. E muitas contas! O que resta e se
impõe é apurar o grau de seu envolvimento pessoal nos crimes praticados. Se
ex-presidentes não podem ser julgados por crimes de responsabilidade, como
deliberou recentemente a Justiça, eles podem e devem, como qualquer mortal, ser
responsabilizados por crimes comuns que tenham praticado.
Há muito Lula
deveria estar sendo investigado.
Fonte: Clube Militar
Vamos botar o cabresto no Estado Corrupto?
Soou como piada a
ameaça de que o brutal corte no orçamento da União, que atinge violentamente o
Judiciário, pode prejudicar as próximas eleições, a ponto de o Tribunal
Superior Eleitoral desistir de adotar as modernosas urnas eletrônicas sem
direito a impressão de voto para auditoria de recontagem. Se o TSE estiver
falando sério, o suposto retorno ao passado pode representar um avanço, se o
cidadão-eleitor-contribuinte voltar a ter a chance de controlar o processo
eleitoral. Há vários pleitos somos reféns de um processo que proclama
resultados que não podem ser questionados.
Outra boa notícia?
O Jornalista Cláudio Tognoli já antecipou que o lobista Hamylton Pinheiro
Padilha Júnior, que está em regime de delação premiada, vai contar tudo o que
sabe desde Lula, no esquema africano que mexe com bilhões em negócios com o
candidato a ex-banqueiro André Esteves, que já estaria curtindo as mordomias de
ficar preso em Bangu 8, no Rio de Janeiro, comendo bacalhau do Antiquarius em
vez de filar a boia pobre da cadeia. A deplorável foto de um André,
abatido com o uniforme verde do sistema penitenciário fluminense, tem um
significado: ele está prestes a ser forçado a perder seus negócios mais
lucrativos. Esteves parece ser a bola da vez escolhida pela máquina de moer gente
das gestapos tupiniquins.
Além do homem bomba
Hamylton, os acordos de leniência da Andrade Gutierrez tendem a produzir um
efeito explosivo sobre as cúpulas do PT e, sobretudo, do PMDB. Tudo tem a ver
com a denúncia do Procurador-Geral da República contra o presidente do Senado,
Renan Calheiros, e o poderoso senador paraense Jader Barbalho. Daqui a pouco, a
prisão de Delcídio vai parecer um ato de rotina no País dos Políticos
Corruptos. Rodrigo Janot corre para pedir o afastamento de Eduardo Cunha da
Presidência da Câmara. Imagina como fica, perante o mundo, um Brasil com seus
chefes do legislativo cotados para passar temporadas na prisão.
Patético mesmo é
saber que Delcídio Amaral classificou de "covardia atroz" a decisão
da cúpula do PT de abandoná-lo e expulsá-lo do partido. Delcídio estaria com
muita raiva de Lula. Tomara que a bronca seja real e se transforme em uma bela
delação premiada que jogue o petismo no ventilador. Outro que pode fazer o
mesmo é o ex-vice-presidente da Câmara, André Vargas, que continua preso na
Lava Jato, sem previsão de saída. O maçom André ainda não teria aberto o bico
porque seus aliados e familiares continuam prestigiados pelos esquemas de poder
e favorecimento. Se essa maré mudar de repente, André parte para a delação...
Legal seria que o
desgoverno seguisse a dica de Roberto Jefferson, na mais recente postagem em
seu blog: Segundo Dilma, "faz-se o diabo na eleição". Como ela vendeu
a alma ao coisa ruim na eleição de 2014, agora ele cobra a conta. O governo
acabou, arrasta-se como cadáver pelas ruas do país, e já cheira mal. O PT
conseguiu fazer do país um cambalacho onde poderes e agentes econômicos
sucumbem ao menor indício de suspeita. Só fazem negar, mas a verdade emerge com
a força de um tsunami. Corrupção sempre existiu, mas o partido do "Brahma"
montou uma quadrilha que saqueou o país. Para o bem do Brasil, que renunciem
Dilma, Eduardo Cunha e Renan Calheiros.
Vale repetir por 13
x 13: Em meio à crise estrutural, enquanto o modelo estatal brasileiro não
mudar, implantando mecanismos eficazes e transparentes de controle pdo cidadão
sobre as engrenagens da máquina pública, as organizações criminosas continuarão
mandando e desmandando no Brasil. Não adianta fazer prisões espetaculares de
empresários e alguns políticos, se não for alterado o sistema de representação
e o funcionamento político do Estado.
A corrupção
sistêmica tende a perdurar, porque é camaleônica: adapta-se à excessiva
burocracia cartorial, ao exagero legal e ao absurdo esquema tributário (92
impostos, taxas, contribuições, fora as milhares de instruções normativas,
medidas provisórias e infindáveis portarias ministeriais). A única notícia boa
é que a maioria dos brasileiros começa a ficar pt da vida com a corrupção e os
corruptos. Isto é bom, porque pode forçar as mudanças necessárias. Tomara!
Porcaria Orçamentária

Uma nota para
eles

Presos a eles
mesmos

Cunha é a maior pedra no caminho do impeachment
Faz quase um ano que Eduardo Cunha trata como bandos de otários tanto a
bancada governista quanto a bancada oposicionista na Câmara. Conforme a direção
dos ventos, ora finge que vai aceitar o pedido de impeachment de Dilma
Rousseff, ora finge que vai ajudá-la a permanecer no emprego. Esse pêndulo
oportunista se tornou a grande pedra no caminho que leva ao afastamento da
governante desgovernada.
Para remover tal obstáculo, basta que o Brasil decente reprise a
mobilização que, há uma semana, obrigou o Senado a sepultar a conspiração
urdida por Renan Calheiros para socorrer o colega presidiário Delcídio do
Amaral. A Câmara também não resistirá à pressão dos milhões de indignados.
Eduardo Cunha e Dilma merecem ser reunidos na boleia do mesmo caminhão de
mudança. Brasileiros honestos não têm bandidos de estimação.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
PT é o Partido do Terror
A coluna 'VEJA Bem', com Felipe Moura Brasil, reúne uma
série de vídeos curtos que mostram petistas e seus aliados legitimando o
vandalismo e até convocando os militantes a praticá-lo, com a intolerância e o
discurso de ódio de que acusam os adversários.
O cenário ruim da economia neste final de ano
Chegamos ao penúltimo mês de um ano perdido para o País. Um
ano de retrocesso. A maior recessão em 25 anos. Inflação beirando os dois
dígitos. Indústria com espaço cada vez menor no PIB, assim como a presença
brasileira no mercado global.
O desemprego avança, com mais de um milhão e duzentas mil
vagas formais perdidas em 12 meses. Até conquistas sociais estão ameaçadas,
como a ascensão das classes D e E, tão comemorada pelo governo. Com a inflação
corroendo a renda e desemprego em alta, é inevitável: a pobreza volta a
crescer. Isso num momento em que o governo não tem como reforçar programas
sociais.
Ao contrário, com o imenso rombo das contas públicas, que
pode passar dos 117 bilhões de reais, devem ocorrer cortes até no Bolsa
Família. Os repasses para o Minha Casa Minha já têm atrasado muito. Há quase um
desmonte da economia decorrente de uma gestão populista e irresponsável que
criou imensas distorções.
Distorções difíceis de serem corrigidas ao mesmo tempo...
como o combate à inflação, à recessão e a necessidade de aumentar receitas e
cortar gastos pra reequilibrar as finanças públicas. E em meio a uma crise
política que parece longe de um desfecho.
A grande dúvida hoje, entre os brasileiros, é se teremos ou
não o impeachment da presidente Dilma. Como o governo pode tentar, com mais
firmeza, colocar a economia nos eixos, se a grande preocupação é sobreviver, se
está ainda mais refém do jogo político? Como o empresário pode definir uma
estratégia de enfrentamento da crise sem saber se haverá uma mudança de
governo?
Que venha uma definição, com impeachment ou não, o mais
rápido possível. O País não pode continuar submetido a um conflito de
interesses que pode mergulhar a economia em crise ainda mais profunda. O drama
político tem que ter um desfecho para a economia voltar a ter um horizonte.
Mas será que nossos políticos estão preocupados com isso?
25% de usuários de "crack" abandonam o programa “De Braços Abertos”
Por Jornal da Gazeta
Prefeitura de São Paulo afirma que 25% dos usuários de crack
do programa de braços abertos, que atuavam na varrição de ruas da capital,
deixaram o trabalho.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Lula admitiu dois crimes. Precisa completar a confissão!
Na reunião de cúpula do PT, Lula começou a contar o que sabe
sobre casos de polícia empilhados nas catacumbas do poder. Confessou que o
segundo mandato de Dilma é fruto de um vergonhoso estelionato eleitoral e que o
governo lulopetista é viciado em pedaladas fiscais criminosas. Não deixa de ser
um bom começo.
Falta agora completar a confissão. Lula tem muito a dizer
sobre a lucrativa parceria com gente como Roberto Teixeira, o assassinato dos
prefeitos Celso Daniel e Toninho do PT, o Mensalão, os contratos de aluguel com
partidos governistas, o Petrolão, as tramoias internacionais do camelô de
empreiteira, a chuva de empréstimos do BNDES, as bandalheiras da primeira amiga
Rose Noronha, os donativos de José Carlos Bumlai, o suspeitíssimo
enriquecimento dos filhos etc etc etc.
A lista é portentosa. Mas a Polícia Federal e o Ministério
Público não deixarão escapar nenhuma delinquência. E o Judiciário, sob a
estreita vigilância do Brasil decente, saberá cumprir seu dever.
Lula no COAF
Por Nivaldo Cordeiro
A Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/poder/20...)
informou que Lula, Palocci e Erenice Guerra entraram no radar do COAF.
Movimentação milionária e suspeitíssima de dinheiro grosso. É praticamente a
prova do crime de que o Ministérios Público necessitava para enjaular os
meliantes.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
A parceria entre a presidente e jornalistas estatizados confirma: Demonstrações de sabujice explícita requerem mais coragem do que atos de bravura em combate
Sobretudo com câmeras e gravadores por perto, certas
demonstrações de vassalagem exigem mais coragem do que atos de bravura em
combate ─ desses que rendem condecorações capazes de matar a família de orgulho
e matar de inveja a vizinhança. A brasileiríssima tribo dos jornalistas a favor
é imbatível nessa ousada forma de pusilanimidade. Se bajulação temerária fosse
uma modalidade olímpica, os craques da imprensa fariam bonito nos Jogos do Rio.
O vídeo que exibe trechos das entrevistas concedidas por
Dilma Rousseff na Suécia e na Finlândia avisa que a turma está em ótima forma.
Decididos a abater a pauladas quem sugere o atalho do impeachment para encurtar
a passagem pelo Planalto da pior governante da história, os soldados da
desinformação confirmaram que expor publicamente a alma subalterna não é para
qualquer poltrão. Só não teme o espetáculo da sabujice quem tem coração
valente.
No dia 18 de outubro, um domingo, Dilma chegou para a
conversa em Estocolmo compreensivelmente tensa. Acuado pela Operação Lava Jato,
atarantado com a crise econômica ainda em seu começo, abandonado por aliados
que fogem do naufrágio nas urnas, desprovido de programas ou ideias, o poste
que Lula instalou no coração do poder tem um único projeto claramente definido:
manter o emprego.
Vai começar a sessão de tortura, parece murmurar a crispação
do rosto, sublinhada pelas sobrancelhas arqueadas e pelos lábios irrequietos. O
que vai começar é a vassalagem, corrige já na primeira pergunta um
entrevistador estatizado. Ele não aparece na tela. Ouve-se apenas a voz de
apresentador de desfile de escolas no 7 de Setembro formulando a questão
inverossímil: “O caso do Eduardo Cunha repercutiu no mundo inteiro, foi notícia
de jornais do mundo inteiro. Isso não causa um certo constrangimento ao governo
brasileiro, embora seja o Poder Legislativo, como a senhora disse?”
Quer dizer que no resto do planeta não se publicou sequer
uma vírgula sobre a maior roubalheira ocorrida desde o Dia da Criação? Quer
dizer que em todos os países só se fala em Eduardo Cunha? Até Dilma se mostra
espantada com a novidade formidável: o correntista suíço ocupa tanto espaço
no noticiário em língua estrangeira
sobre o Brasil que não sobram míseros cantos de página para tratar do monumental
esquema corrupto que esvaziou os cofres da estatal indefesa.
Com cara de quem achara aquilo bom demais para ser verdade,
a entrevistada explica que a extraordinária notoriedade internacional do
presidente da Câmara não lhe causa constrangimento. “Seria estranho se
causasse… ele não integra o meu governo”. Pausa. Três ou quatro entrevistadores
falam ao mesmo tempo. “Ah, eu lamento que seja um brasileiro, se é isso que
você está perguntando”, prossegue Dilma.
Outro entrevistador endossa os patrióticos receios do
companheiro de profissão e de luta: “A senhora acha ruim para a imagem do
país?” Quer dizer que o que deixa o Brasil mal no retrato não é o assombroso
desempenho no campeonato mundial da corrupção institucionalizada, nem a
vertiginosa ascensão no ranking planetário da incompetência administrativa, mas
sim o parlamentar que engordou contas secretas com negociatas das quais
participou por integrar a base alugada do governo Lula? Haja cinismo.
“Olha, eu não diria…eu… eu acho que se distingue
perfeitamente, no mundo, o país de qualquer um de seus integrantes”, segue em
frente a sopa de letras servida pelo neurônio solitário. “Nenhum país pode ser
julgado por isso ou por aquilo, nem o Brasil, nem a Suécia, nem os Estados
Unidos”, desanda a Mãe do Petrolão antes de encerrar o palavrório: “Eu lamento
que aconteça com um brasileiro, um cidadão brasileiro”. Cunha rebateu de bico
no dia seguinte: “Eu lamento que seja com o governo brasileiro o maior
escândalo de corrupção do mundo”.
Na terça, em Helsinque, Dilma avisou que não iria responder
a Eduardo Cunha antes de responder a Eduardo Cunha. “O meu governo não está
envolvido em nenhum escândalo de corrupção”, delira no fim do vídeo a faxineira
que vive cercada de lixo. “Não é o meu governo que está sendo acusado
atualmente”. Como é que é?, teria berrado um jornalista independente se
comitivas presidenciais reservassem alguma vaga a essa espécie em extinção.
Como pode uma presidente da República tratar a verdade com tamanha selvageria?
Nenhum dos presentes ousou assombrar-se com a desfaçatez da
viajante. Nenhum se atreveu a balbuciar a obviedade evocada por Eduardo Cunha
na quarta-feira: “Eu não sabia que a Petrobras não faz parte do governo”. O
silêncio dos rapazes da imprensa confirmou que ali só havia gente sem medo de
ser servil. Eles jamais perguntam o que os chefões não gostariam de ouvir. O
que deveria ser uma entrevista coletiva sempre é reduzido a um chá de senhoras
que permite a presença de jornalistas domesticados.
Dispostos a tudo para não melindrar o equilibrista que
transformou pedidos de impeachment em instrumentos de sobrevivência política,
os líderes da oposição oficial dispensaram-se de lembrar que, se os envolvidos
no Petrolão interpretassem a si próprios num filme sobre a bandalheira sem
precedentes, Eduardo Cunha apareceria nos créditos bem abaixo da dupla de
astros formada por Lula e Dilma. Seu nome disputaria espaço com a multidão de
coadjuvantes.
Nesse pelotão intermediário se acotovelam um ex-presidente
da República, ministros e ex-ministros de Estado, senadores, deputados
federais, governadores, empreiteiros, ex-diretores da Petrobras, pajés dos
partidos no poder, parentes de Lula, amigos de Lula, agregados de Lula,
doleiros de alta patente, despachantes de propinas milionárias, consultores
especializados em maracutaias, secretárias espertas, amantes gulosas, esposas
ressentidas e, claro, tesoureiros do PT. E José Dirceu, naturalmente.
Os oposicionistas incapazes de opor-se? Esses estarão
espremidos no bloco de figurantes. O Brasil tem a espécie de governo com que
sonha qualquer oposição. A sorte do bando no poder é lidar com partidos de
oposição com os quais todo governo sonha.
A Economia Brasileira não tem mais metas
Denise Campos de Toledo, comentarista da Jovem Pan, critica
a falta de metas econômicas por parte do governo.
domingo, 25 de outubro de 2015
Não podemos desanimar !
O historiador Marco Antonio Villa fala sobre a resiliência
da oposição, que deixa o projeto criminoso de poder administrado em Brasília
tomar fôlego.
Haverá choro e range de dentes
Por Nivaldo Cordeiro
Falo aqui a sequência de Twitters que escrevi hoje. Eu estou
muito preocupado com a gravidade e a aceleração da crise política.
Situação do desemprego está piorando rápido
Ontem, a gente soube que a taxa de desemprego nas maiores
cidades do país foi para 7,6%. O Brasil já teve taxas piores, de 10%, até
meados da década passada. O problema é que a gente está voltando para lá, para
aquele momento em que o país saía da crise dos anos 2001-2003, mas ainda não
criava emprego suficiente.
As previsões para o ano que vem são de desemprego de 9% a
10% na média do ano. Neste 2015, a gente deve fechar com desemprego médio de
7%.
Sim, a coisa está piorando rápido. A renda do trabalho das
famílias na média caiu 5% sobre o ano passado, já descontada a inflação.
Desde o século passado não havia um aumento tão grande de
gente a procura de emprego nas seis maiores metrópoles do país. Em um ano, o
aumento foi de 56%. São mais 670 mil pessoas procurando emprego, sem conseguir.
Antes, o maior aumento registrado de gente desempregada tinha sido de 22%, lá
em 2003.
Isso foi o que a gente soube ontem, pela pesquisa do IBGE.
Como a gente acabou de ver, faz mais de uma década que tanta gente não perdia
emprego com carteira assinada no Brasil, segundo os dados do Ministério do
Trabalho.
Quando o desemprego vai começar a diminuir? Vai demorar mais
que a crise econômica. Em geral, uma economia começa a recuperar o nível de
emprego depois que sai de uma crise, depois que voltam os investimentos e a
necessidade de ampliar a capacidade produtiva, que agora está muito ociosa.
Para que os investimentos voltem é preciso também que as empresas fiquem mais
confiantes no país. Isto depende de o governo colocar as contas em ordem e que
seja capaz de investir um pouco também, que não exista medo de mais impostos e
mais altas loucas do dólar. Enfim, alguma previsibilidade e uma mãozinha dos
investimentos públicos.
Por enquanto, isso está em falta.
Oposição sem vergonha
Por Ricardo Noblat
Noblat comenta a atitude frouxa da oposição diante de
Eduardo Cunha, presidente da Câmara.
sábado, 24 de outubro de 2015
O naufrágio do vice-almirante que tripulava roubalheiras nucleares tirou o sono do comparsa que acabou de assassinar a CPI
No relatório que desmoralizou de vez a infame CPI que fingiu
investigar a Petrobras, o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) absolveu os
criminosos, condenou os homens da lei e se declarou indignado com o que
considera “excesso de delações premiadas” ocorridas na Operação Lava Jato. É
compreensível que o relator de araque ande atravessando madrugadas assombrado
por gente que, para escapar de punições mais salgadas, topa contar tudo o que
sabe. É natural que não pare de pensar em Curitiba.
Luiz Sérgio, constata o comentário de 1 minuto para o site
de VEJA, não dorme direito desde julho passado, quando foi preso pela Polícia
Federal o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Nomeado por Lula em
2005, o militar de 76 anos presidiu a Eletronuclear até abril. Nesse período,
sem desativar sua “empresa de consultoria”, reativou as obras da usina de
Angra, refez os contratos com empreiteiras que no momento chapinham no pântano
do Petrolão e embolsou propinas que somam pelo menos R$ 4,5 milhões.
Nesse mesmo espaço de tempo, Othon estreitou as relações
suspeitíssimas que mantém com Luiz Sérgio desde os anos 80. Eles se conheceram
quando o oficial da Marinha especializado em engenharia nuclear servia ao
regime militar e o dirigente sindical rezava no altar do PT. Descobriram que
haviam nascido um para o outro depois que Luiz Sérgio se elegeu prefeito. Os
laços ficaram mais sólidos a cada campanha eleitoral. E viraram amigos de
infância quando o deputado pousou no primeiro escalão do governo Dilma.
No Ministério de Relações Institucionais e no da Pesca, Luiz
Sérgio ficou famoso pelas cenas de sabujice explícita com que costuma
reverenciar os chefes da seita. Esse traço de caráter não parecerá mais
repulsivo que o prontuário depois de incorporadas as anotações que estão
faltando. Se o vice-almirante revelar tudo o que fez junto com o deputado, a
dupla terá tempo de sobra para colocar a conversa em dia no pátio de uma
cadeia.
Copom mantêm taxa básica de juros em 14,25%, mas inflação continua subindo
O Copom, Comitê de Política Monetária, do Banco Central
manteve sem alteração, em 14,25%, a Selic, taxa que serve de referência para os
juros cobrados no Brasil. Apesar da medida, a inflação continua subindo.
Efeito Dilma: Desemprego e inflação nas alturas; BC joga toalha
O momento é desesperador para a economia brasileira. IBGE
mostra que o desemprego é o maior em seis anos. A meta de inflação virou lenda.
O desastre é tão grande que até o Banco Central desistiu. O Congresso espera
clima de comoção para tomar uma atitude. Mais?
Relator da CPI da infâmia está na caixa preta do vice-almirante do Eletrolão
Que motivos teria o deputado Luiz Sérgio, do PT do Rio, para
transformar o relatório da CPI da Petrobras em um tapa na cara de todos os
brasileiros? A resposta pode estar no Eletrolão.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Impeachment: Oposição aposta que Cunha atira antes de cair
O novo pedido de impeachment de Dilma já está nas mãos de
Eduardo Cunha. A oposição acredita que ele vai enrolar alguns meses mas, quando
cair, cairá atirando.
Desemprego em setembro é o maior desde 2009
A estabilidade do desemprego, de agosto para setembro, pode
ser vista como uma notícia positiva. Pelo menos parou de piorar. Mas também não
é motivo para comemoração. Normalmente, setembro ainda é uma fase de melhora do
emprego, porque a indústria está se preparando para o movimento maior de final
de ano.
Agora, não. Houve estabilidade em relação ao mês anterior,
mas com avanço forte do desemprego em relação a setembro do ano passado, quando
a taxa estava em 4,9%. E foi a pior taxa para o mês desde 2009, ano em que o
Brasil sentiu os reflexos mais fortes da crise internacional. Há uma clara
piora do mercado de trabalho. A informalidade voltou a crescer.
O aumento das demissões tem levado muita gente a trabalhar
por conta própria, a se virar como pode. E ainda tem a queda do rendimento
médio, que foi de 4,3% na comparação anual. Setembro contra setembro teve uma
redução de 6% da massa salarial. Isso é péssimo do ponto de vista da economia.
Reforça o ciclo negativo. Menos renda e emprego, derrubam mais o consumo e a
atividade, o que tende a reforçar o desemprego.
No final do ano isso pode não ficar muito perceptível,
porque tem as contratações temporárias, que, aliás, agora em 2015 devem ser bem
menores, com a previsão de vendas mais fracas, mas vão ajudar. E muitos
trabalhadores que perdem o emprego acabam adiando a busca por uma nova vaga
para o começo do ano. Aí é que devemos ter um avanço mais forte do
desemprego... no começo de 2016.
Não dá pra esperar nada muito melhor. Este ano vai fechar
com recessão por volta de 3% e a previsão de retração da economia, no ano que
vem, já é de mais de 1,2%. As perspectivas continuam muito ruins. Desemprego,
inflação alta, juros nas alturas... apesar de o Banco Central ter parado de
aumentar a taxa básica. O dólar deve encarecer os importados, o que também
desestimula o consumo. E ainda tem a crise política, dificultando mais o
planejamento das empresas.
Não temos apenas uma crise na economia a ser administrada.
Há muitos impasses do lado político que barram, inclusive, as estratégias do
governo pra tirar o País da crise. Sendo que o desequilíbrio das contas
públicas pode levar o governo a adotar medidas que, de imediato, só prejudicam
mais o desempenho da economia, como o aumento de impostos, o corte de
investimentos e de repasses para programas sociais. Com um cenário desses, o
desemprego não ter aumentado, de um mês pra outro, pode ser visto mesmo como
uma boa notícia.
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