terça-feira, 15 de julho de 2014

Algumas coisas que muitos não sabem

Por Carlos I. S. Azambuja
 
VOCÊ SABIA?

- Que no governo João Goulart algumas organizações de esquerda condenavam a luta pela reforma agrária, porque seu triunfo daria origem a um campesinato conservador e anti-socialista? Isso está escrito na página 40 do livro “Combate nas Trevas”, de Jacob Gorender, que foi dirigente do PCB e um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, em 1967.

- Que no governo João Goulart já existiam campos de treinamento de guerrilha no Brasil? Em 4 de dezembro de 1962, o jornal ”O Estado de São Paulo” noticiou a prisão de diversos membros das famosas Ligas Camponesas, fundadas por Francisco Julião, num campo de treinamento de guerrilhas, em Dianópolis, Goiás.

- Que afora o PCB, por seu apego ao ortodoxo “caminho pacífico” para a tomada do poder, os trotskistas foram o único segmento da esquerda brasileira que não pegou em armas nos anos 60 e 70?

- Que o primeiro grupo de 10 membros do Partido Comunista do Brasil - então partidário da chamada linha chinesa de “guerra popular prolongada” para a tomada do poder - viajou para a China ainda no governo João Goulart, em 29 de março de 1964, a fim de receber treinamento na Academia Militar de Pequim? E que até 1966 mais duas turmas foram a Pequim com o mesmo objetivo? (livro “Combate nas Trevas”, de Jacob Gorender).

- Que no regresso da China, esses militantes, e outros, foram mandados, a partir de 1966, para a selva amazônica a fim de criar o embrião da “guerra popular prolongada” que resultou naquilo que ficou conhecido como Guerrilha do Araguaia, somente descoberto pelas Forças Armadas em abril de 1972, graças à prisão de um casal, no Ceará, que havia abandonado a área, desertando?

- Que mais da metade dos cerca de 60 jovens que morreram no Araguaia, para onde foram mandados pela direção do PC do B, eram estudantes universitários, secundaristas ou recém-formados, segundo as profissões descritas na Lei que, em 1995, constituiu a Comissão de Desaparecidos Políticos?

- Que a expressão “socialismo democrático” - hoje largamente utilizada por alguns partidos e candidatos - induz a um duplo erro: o de apontar no rumo de um hipotético socialismo que prescindirá do Estado da Ditadura do Proletariado, acontecimento nunca visto no mundo, e o de introduzir a idéia de que o Estado mais democrático que o mundo já conheceu, o Estado Proletário não é democrático? (livro “História da Ação Popular”, página 63, de autoria dos atuais dirigentes do Partido Comunista do Brasil, Aldo Arantes e Haroldo Rodrigues Lima).

- Que no início de 1964, antes da Revolução de Março, Herbert José de Souza, o “Betinho” já pertencia à Coordenação Nacional da Ação Popular? (livro “No Fio da Navalha”, do próprio “Betinho”, páginas 41 e 42).

- Que em 31 de março de 1964, quando da Revolução, “Betinho” era o coordenador da assessoria do Ministro da Educação, Paulo de Tarso, em Brasília? (livro “No Fio da Navalha”, páginas 46 e 47).

- Que pouco tempo antes da Revolução de Março de 1964, o coordenador nacional do “Grupo dos Onze”, constituídos por Leonel Brizola, era “Betinho”, designado pelo próprio Brizola? (livro “No Fio da Navalha”, páginas 49 a 51).

- Que em março de 1964 o esquema armado de João Goulart “era uma piada”; e que “o comandante Aragão, comandante dos Fuzileiros Navais, era um alucinado e eu nunca vi figura como aquela”? (livro “No Fio da Navalha”, página 51).

- Que já em 1935 Luiz Carlos Prestes, o “Cavaleiro da Esperança”, era um assalariado do Komintern (3ª Internacional)? Isso está escrito e comprovado no livro “Camaradas”, do jornalista William Waak, que teve acesso aos arquivos da 3ª Internacional, em Moscou, após o desmanche do comunismo.

- Que Luiz Carlos Prestes foi Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro por 37 anos, ou seja, até maio de 1980, uma vez que foi eleito em setembro de 1943, quando ainda cumpria pena por sua atuação na Intentona Comunista? (livro “Giocondo Dias, uma Vida na Clandestinidade”, de Ivan Alves Filho, cujo pai, Ivan Alves, pertenceu ao partido).

- Que 4 ex-militares dirigiram o PCB desde antes de 1943 até 1992: Miranda, Prestes, Giocondo Dias e Salomão Malina? Ou seja, dirigiram - ou melhor, comandaram - o PCB por cerca de 50 anos?

- Que após o desmantelamento do socialismo real, que começou pela queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, foi considerado que “o marxismo-leninismo deixou de ser uma ferramenta de transformação da História para tornar-se uma espécie de religião secularizada, defendida em sua ortodoxia pelos sacerdotes das escolas do partido?” (livro “Nos Bastidores do Socialismo”, de autoria de Frei Betto).

- Uma frase altamente edificante: “Quero deixar claro que admito a pena de morte em uma única exceção: no decorrer da guerra de guerrilhas”. Seu autor? Frei Betto, em seu livro “Nos Bastidores do Socialismo”, página 404.

- Que em fins de agosto de 1995 - 16 anos após a anistia - o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto, logo transformado em lei, dispondo sobre “o reconhecimento das pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979”?

- Que esse projeto definiu que deveria ser criada uma Comissão Especial, composta por 7 membros, com a atribuição de proceder ao reconhecimento de pessoas que tenham falecido de causas não naturais “em dependências policiais ou assemelhadas”?

- Que da relação de pessoas desaparecidas que acompanhou o projeto constavam os nomes de 136 militantes da esquerda considerados desaparecidos políticos que, por opção própria, pegaram em armas para instalar em nosso país uma República Democrática Popular semelhante àquelas que o povo, nas ruas do Leste Europeu, derrubou, nos anos de 1989 e 1990?

- Que entre esses nomes, estavam os de 59 guerrilheiros desaparecidos no Araguaia, quando tentavam implantar o embrião do modelo chinês de “guerra popular prolongada”?

- Que as famílias de todos esses guerrilheiros do Araguaia já foram indenizados com quantias que variaram de 100 mil a 150 mil reais?

- Que, por conseguinte, à vista do que está escrito na lei, para que essa indenização fosse concedida, a área de selva de cerca de 7 mil quilômetros quadrados em que a guerrilha se instalou, foi considerada uma “dependência policial ou assemelhada”?

- Que duas senhoras, integrantes da Comissão que representam as famílias dos desaparecidos,Iara Xavier Pereira e Suzana Kiniger (ou Suzana Lisboa) foram militantes da ALN e receberam treinamento militar em Cuba?

- Que Iara Xavier Pereira participou de “diversas ações armadas”, conforme ela própria revela, na página 297, do livro “Mulheres que Foram à Luta Armada”, de autoria de Luiz Maklouf?

- Que essas senhoras ou suas famílias foram indenizadas pela morte de 4 pessoas? Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira e Arnaldo Cardoso Rocha (todos membros do Grupo Tático Armado da ALN, com treinamento militar em Cuba, mortos nas ruas de São Paulo em tiroteio com a polícia), irmãos e marido de Iara Xavier Pereira, que também recebeu treinamento militar em Cuba, e Luiz Eurico Tejera Lisboa (treinado em Cuba), marido de Suzana Lisboa, que com ele também recebeu treinamento na paradisíaca “ilha da liberdade”? Que, no total, 600.000 mil reais, foi quanto os contribuintes pagaram a essas duas senhoras?

- Que a mídia, a famosa mídia que faz a cabeça das pessoas, jovens e adultos, nunca registrou esse “pequeno trecho” altamente edificante da História recente de nosso país?

Mas, há mais, muito mais! VOCÊ SABIA que o guerrilheiro do Araguaia, Rosalino Cruz Souza, conhecido na guerrilha como “Mundico”, incluído na relação de “desaparecidos políticos”,sabidamente “justiçado”, no Araguaia, pela também guerrilheira “Dina” (Dinalva Conceição Teixeira) - cujos familiares foram também indenizados - teve sua família indenizada? Não pelo Partido que o mandou para lá e o matou, mas por nós, contribuintes?

VOCÊ SABIA que a família do coronel aviador Alfeu Alcântara Monteiro, morto em 2 de abril de 1964 - cuja esposa, desde sua morte, recebe pensão militar - foi também aquinhoada com os tais 150 mil reais, com o voto favorável do general que, na Comissão, representava as Forças Armadas? Que, depois, esse mesmo general, em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”,buscando justificar seu voto, disse que no processo organizado pela Comissão constava que o coronel havia sido morto com “19 tiros pelas costas”? E, diz o general: “depois vim a saber que ele foi morto com um único tiro”.

Caso o ilustre general, que também é advogado, antes de dar seu voto, tivesse consultado o Inquérito Policial Militar instaurado na época, para apurar o fato, arquivado no STM, como todos os demais inquéritos, teria constatado a versão real: dia 2 de abril de 1964, o brigadeiro Nelson Freire Lavanère Wanderley deveria receber o comando da então Quinta Zona Aérea, em Porto Alegre, do mais antigo oficial presente que era o coronel Alfeu Alcântara Monteiro, reconhecidamente janguista. O coronel recusou-se a transmitir o comando e reagiu, atirando e ferindo o brigadeiro Wanderley, sendo morto com um tiro de pistola 45 pelo também coronel-aviador Roberto Hipólito da Costa, que acompanhava o brigadeiro. Ou seja, o coronel Hipólito matou em legítima defesa de outrém, conforme concluiu o Inquérito, sendo absolvido pela Justiça Militar.

- Que Carlos Marighela, morto nas ruas de São Paulo, delatado voluntária ou involuntariamente por seus companheiros do Convento dos Dominicanos, e Carlos Lamarca, morto no sertão da Bahia, tiveram seus familiares indenizados, embora a esposa de Carlos Lamarca já recebesse pensão militar? Ou seja, as ruas de São Paulo e o sertão baiano foram considerados, também, pela Comissão, “dependências policiais ou assemelhadas”.

Mas não terminou; eles querem mais, muito mais. VOCÊ SABIA que membros da Comissão pensaram reivindicar a promoção de Lamarca a general?

VOCÊ SABIA que o então Ministro da Justiça do governo Lula também propôs a promoção de Apolônio de Carvalho (um ex-militar expulso do Exército em 1935 e posteriormente fundador e militante do PCBR e, posteriormente banido do país em troca de um embaixador seqüestrado) a general?

- Que amplos setores da mídia e toda a esquerda vêm difundindo por todos esses anos a versão de que “a resistência armada” à “ditadura” no Brasil dos anos 60, foi uma resposta ao Ato Institucional nº 5, que “fechou” o regime?

- Que isso não é verdade, pois o Ato Institucional nº 5, que teria “fechado” o regime, foi assinado em 13 de dezembro de 1968?

- Que, antes disso, a esquerda armada já havia atirado uma bomba no Aeroporto dos Guararapes, em 25 de julho de 1966, matando um jornalista e um Almirante e ferindo um General?

- Que já havia atirado um carro-bomba contra o Quartel-General do II Exército, em São Paulo, matando o soldado sentinela Mario Kosel Filho, em 26 de junho de 1968?

- Que já havia assassinado, ao sair de casa, na frente de seus filhos, o Capitão do Exército dos EUA Charles Rodney Chandler, tachado nos panfletos deixados sobre seu corpo, de “agente da CIA” ?

- Que um dos assassinos - um sargento expulso da Polícia Militar de São Paulo pela Revolução de 1964 - várias vezes entrevistado, vive hoje, tranqüilamente, em São José dos Campos, após ter sido anistiado pela ditadura militar “fascista”, indenizado, promovido a Sub-Tenente e reintegrado à PM, como reformado?

- Que em julho de 1968, antes, também, do Ato Institucional nº 5, o Major do Exército da Alemanha Edward Von Westernhagen, que cursava a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, foi morto na rua por um grupo do Comando de Libertação Nacional (COLINA), do qual participavam dois ex-sargentos, um da Aeronáutica (João Lucas Alves) e outro da Polícia Militar do Rio de Janeiro, sendo o crime, na época, atribuído a marginais?

- Que João Lucas Alves residiu durante certo tempo na mesma casa. Ou melhor, no mesmo “aparelho”, em que vivia a então militante do COLINA, Dilma Roussef, em Belo Horizonte?

- Que o Major Von Westernhagen foi morto por ter sido confundido com o capitão do Exército boliviano Gary Prado, que participou da caçada a Che Guevara, no ano anterior, em seu país, e que, por isso, deveria ser “justiçado”, que também cursava a Escola de Comando e Estado-Maior? (livros “A Esquerda Armada no Brasil”, e “Memórias do Esquecimento”, de Flávio Tavares).

- Que antes do Ato Institucional nº 5 (dezembro de 1968), guerrilheiros do PC do B chegados da China em 1966 já se encontravam no Brasil Central preparando a Guerrilha do Araguaia?

- Que era essa a tática utilizada pela esquerda armada para instalar no Brasil um pleonasmo (uma República Popular Democrática): matar, matar e matar?

- Que a alucinada esquerda armada não matava apenas seus “inimigos”, mas também os amigos e companheiros?

Veja a relação dos companheiros assassinados, a título de “justiçamento”, sob a alegação de que sabiam demais, demonstravam desejo de pensar com suas próprias cabeças e que, por isso, representavam um perigo em potencial. Não que tenham traído, mas porque poderiam (futuro do pretérito) trair:

- Márcio Leite Toledo (ALN) em 23 de março de 1971, em São Paulo;

- Carlos Alberto Maciel Cardoso (ALN) em 13 de novembro de 1971, no Rio de Janeiro;

- Francisco Jacques Alvarenga (RAN-Resistência Armada Nacionalista) em 28 de junho de 1973, no Rio de Janeiro;

- Salatiel Teixeira Rolins (PCBR) em 22 de julho de 1973, no Rio de Janeiro;

- Rosalino Cruz - “Mundico”, na Guerrilha do Araguaia;

- Amaro Luiz de Carvalho – “Capivara” (PCR), em 22 de agosto de 1971, dentro de uma Penitenciária, em Pernambuco;

- Antonio Lourenço (Ação Popular), em fevereiro de 1971, em Pindaré-Mirim/MA;

- Geraldo Ferreira Damasceno (Dissidência da Var-Palmares) em 19 de maio de 1970, no Rio de Janeiro;

- Ari da Rocha Miranda (ALN), em 11 de junho de 1970, em São Paulo.

- Que o militante da Resistência Armada Nacionalista, Francisco Jacques Alvarenga, “justiçado” dentro do Colégio em que era professor, no Rio de Janeiro, por um Comando da ALN, teve seus passos previamente levantados por Maria do Amparo Almeida Araújo, também militante da ALN?

- Que foi ela própria quem revelou esse detalhe no livro “Mulheres que Foram à Luta Armada”,de Luiz Maklouf ?

- Que Maria do Amparo Almeida Araújo é atualmente a presidente do “Grupo Tortura Nunca Mais” de Pernambuco, entidade criada para denunciar as torturas e assassinatos da chamada “repressão”?

- Finalmente, leiam este trecho, altamente significativo, considerando a identidade de seu autor:“No curso de Estado-Maior, em Cuba, esmiuço a história da revolução cubana e constato evidentes contradições entre o real e a versão divulgada pela América Latina afora (...) Muitas ilusões foram estimuladas em nossa juventude pelo mito do punhado de barbudos que, graças ao domínio das táticas guerrilheiras e à vontade inquebrantável de seus líderes, tomou o poder numa ilha localizada a 90 milhas de distância de Miami. Balelas, falsificações (...) O poder socialista instituiu a censura, impediu a livre circulação de idéias e impôs a versão oficial. Os textos encontrados sobre a revolução cubana são meros panfletos de propaganda ou relatos factuais, carentes de honestidade e aprofundamento teórico (...) O Partido Comunista é o único permitido, e em seus postos importantes reinam os combatentes de Sierra Maestra ou gente de sua confiança, em detrimento dos quadros oriundos do movimento operário (...) Os contatos com as organizações de luta armada (de toda a América Latina) são feitos através do S2 (Inteligência), conseqüência das deturpações do regime. A revolução na América Latina não seria uma questão política e sim, usando as palavras do caricato Totem, “de mandar bala”. Nos relacionamos com os agentes secretos, que tentam influenciar na escolha de nossos comandantes, fortalecem uns companheiros em detrimento de outros, isolam alguns para criar uma situação de dependência psicológica que facilite a aproximação, influência e recrutamento; alimentam melhor os que aderem à sua linha e fornecem informações da nossa Organização, concedem status que vão desde a localização e qualidade da moradia à presença em palanques nos atos oficiais; não respeitam nossas questões políticas e desconsideram nosso direito à auto-determinação”.

Totem, acima mencionado, é o general Arnaldo Ochoa, comandante do Exército em Havana, no início dos anos 70, fuzilado nos anos 80, sob a acusação de ser narcotraficante.

Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”) é o autor do texto acima transcrito, que está nas páginas 178 a 181 do seu livro “Nas Trilhas da ALN”. “Clemente” foi o último dos “comandantes” da Ação Libertadora Nacional. Recebeu treinamento militar em Cuba e foi autor de vários assaltos a bancos, estabelecimentos comerciais, assassinatos e “justiçamentos”. Ele próprio calcula que tenha matado dez pessoas, e já disse que não se lembra ao certo (!), como os “justiçamentos” de seu próprio companheiro Márcio Leite Toledo e do presidente da Ultragaz em São Paulo, Henning Albert Boilesen, em 15 de abril de 1971.

Ao concluir o curso em Cuba, nos idos de 1973, “Clemente” desertou e foi viver em Paris, somente regressando ao Brasil após ter sido um dos anistiados pelo presidente Figueiredo, derrubando outro mito até hoje difundido pelas esquerdas de todos os matizes: o de que a Anistia não foi Ampla, Geral e Irrestrita. Hoje, vive no Rio de Janeiro. Dá aulas de violão para crianças, cujos pais nem desconfiam quem seja o “professor”, e participa de eventos culturais organizados pelo Movimento dos Sem-Terra.

Este texto deveria ser remetido à © Omissão da Verdade, mas não tenho o e-mail daqueles caras.


Fonte: Alerta Total


_________________
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

MEC descredencia 28 instituições de ensino superior


O Ministério da Educação descredenciou 28 instituições de educação superior.  A decisão foi publicado hoje (14) no Diário Oficial da União. Segundo a pasta, a medida foi tomada porque as instituições estavam inativas no Censo da Educação Superior e tinham os atos autorizativos vencidos.

As instituições e suas mantenedoras devem manter as atividades das secretarias para que sejam preservados e entregues os documentos acadêmicos de estudantes que já tiveram vínculos com elas. Elas também terão prazo de dez dias para publicar, em pelo menos dois jornais de grande circulação da região de cada uma, a decisão do descredenciamento pelo MEC, além de indicar telefone e local de atendimento para entrega de documentação e demais orientações.

As instituições descredenciadas terão até 30 dias para apresentar recurso contra a decisão ao Conselho Nacional de Educação (CNE).

No início do ano, o MEC descredenciou a Universidade Gama Filho e a UniverCidade. Os 10,8 mil estudantes matriculados tiveram que procurar novas faculdades ou participar de processo de transferência assistida.  A pasta esclarece, no entanto, que os casos anunciados hoje são diferente.  "Como o descredenciamento atinge instituições que não declararam, no Censo, ter alunos matriculados, a medida não representa prejuízo direto à comunidade acadêmica".

Confira abaixo as instituições que foram descredenciadas pelo MEC:

1. Instituto De Educação Superior São Francisco De Assis De Teófilo Otoni
2. Faculdade De Engenharia E Tecnologia Do Instituto Mairiporã De Ensino Superior
3. Faculdade Católica Dom Aquino De Cuiabá
4. Faculdade Espírito Santense De Ensino Tecnológico
5. Faculdade De Letras De Nova Andradina – Falena
6. Escola Superior De Estatística Da Bahia
7. Escola Superior De Estudos Empresariais E Informática
8. Faculdade Paulista De Ciências Aplicadas
9. Faculdade De Filosofia Ciências E Letras De Tatuí
10. Faculdade De Tecnologia Consultime
11. Faculdade De Ciências Letras E Educação Do Noroeste Do Paraná
12. Faculdade De Milagres Ceará
13. Faculdade De Tecnologia Contec - Facontec
14. Instituto Brasiliense De Tecnologia E Ciência
15. Faculdade Inconfidência
16. Faculdade De Arquitetura E Urbanismo De Pernambuco
17. Escola Superior De Educação Física De Muzambinho
18. Faculdade De Assuntos Acadêmicos E Científicos Monsenhor Edisson Vieira Lício
19. Faculdade De Administração De Campina Verde
20. Faculdade De Turismo De Nova Andradina - Fatur
21. Faculdade De Administração De Santo Antônio Do Monte
22. Faculdade Metropolitana
23. Instituto Superior De Educação Coração De Jesus
24. Faculdade De Administração De Nova Andradina
25. Instituto Superior De Educação Berlaar – Iberlaar
26. Instituto Unificado Europeu Do Brasil – Iunebrasil
27. Conservatório De Música De Niterói
28. Faculdade Católica De Ciências Econômicas Da Bahia

Plenário faz nova tentativa de votar projeto que suspende conselhos populares

O Plenário da Câmara dos Deputados volta a se reunir hoje, ao meio-dia, para votar o projeto que cancela os efeitos do decreto da presidente Dilma Rousseff que criou a Política Nacional de Participação Social. O projeto (PDC 1491/14) também estava na pauta da sessão de ontem que foi cancelada por falta de quórum.

O decreto presidencial (8.243/14) cria conselhos que vão influenciar as políticas governamentais, com integrantes indicados pelo próprio governo. Parte do Congresso não gostou do texto, por acreditar que ele invade prerrogativas do Poder Legislativo.

O tema tem dividido governo e oposição desde o começo de junho. Até mesmo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, criticou o decreto.

O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), é o autor do PDC 1491. Ele avalia que o governo agiu de forma autoritária ao criar, sozinho, uma política de participação social. “É uma invasão das prerrogativas do Congresso Nacional”, afirmou.

O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que vai defender a manutenção da política de participação do Executivo. Ele lembrou que há vários conselhos em funcionamento e não viu gravidade no decreto.

“Não se trata de um decreto que atropela as funções do Legislativo, ao contrário. Todos os governos utilizam decretos quando não se trata de mudanças na Constituição ou geração de despesas”, declarou Fontana.

Jô Soares e as vacas do capitalismo em diferentes paises


segunda-feira, 14 de julho de 2014

O fracasso da seleção afetará a candidatura de Dilma Roussef


Craque alemão avisou em 2013: "Futebol brasileiro dorme desde 2002."




Gulag: apenas duas sílabas

Por Carlos I. S. Azambuja

“Dialeticamente, os comunistas dizem que mais vale enganar-se com o partido do que ter razão fora dele ou contra ele, pois o partido é a encarnação da verdade global, da razão histórica. Um erro do partido só pode ser parcial ou passageiro e o próprio curso da história o corrigiria. Uma verdade contra o partido também só pode ser parcial e passageira, todavia, estéril e nefasta, pois ameaça obscurecer, obliterar a verdade global da sua razão histórica” (“Um Belo Domingo”, Jorge Semprun, editora Nova Fronteira, 1980).

Em 1934, quando o Ministério do Interior de Hitler estabeleceu as normas de internamento administrativo nos campos de concentração, o sistema já funcionava a 15 anos na União Soviética. Em fevereiro de 1919, na oitava reunião do Comitê Central Executivo, Felix Dzerjinsky declarava: “Proponho que se mantenham os campos de concentração para utilizar o trabalho dos detentos, dos indivíduos sem ocupação regular, de todos aqueles que não podem trabalhar sem uma certa coerção...”. Frase admirável! Qual é o proletário que vai trabalhar na fábrica sem uma certa coerção econômica?

Essa fórmula de Dzerjinski, além de abrir caminho para a arbitrariedade mais total, escondia a hipocrisia dialética que preside a ideologia do trabalho. Este, desde a vitória bolchevique, passou a ser considerado um caso de honra para o trabalhador, como uma forma de exprimir a sua adesão à revolução. Toda a reticência com relação ao trabalho passou a ser julgada como delito ou como prova de má vontade, pelo menos. Meio século mais tarde, em Cuba, a lei de Fidel Castro contra a preguiça reproduziu exatamente a mesma articulação ideológica. O genro de Marx, Paul Lafargue, nascido em Cuba e autor de um panfleto sobre o Direito à Preguiça, deve ter-se revirado no túmulo.

E. Dzerjinsky, na reunião acima mencionada, prosseguia: “Se considerarmos a administração, estas medidas” – a manutenção dos campos –“sancionarão a falta de zelo, os atrasos, etc” – esse etc. era o pior de tudo – “Permitirão colocar em marcha os nossos funcionários”. É por meio de um trabalho forçado, produtivo e reeducativo que Lênin e Dzerjinsky se propuseram corrigir maciçamente todos os parasitas, os preguiçosos, os insetos nocivos. E os doentes também, porque embaraçavam a nascente sociedade socialista.

Em 1934, portanto, quando o Ministério do Interior de Hitler estabeleceu que a detenção administrativa era assunto exclusivo da Gestapo, reproduziu quase palavra por palavra uma frase pronunciada por Dzerjinsky 15 anos antes: “O direito de internamento nos campos de concentração é conferido à Checka”.

Em 1937, quando os primeiros detentos vindos de vários outros campos de concentração da Alemanha começaram a construção de Buchenwald, o sistema de campos de concentração do Gulag chegava ao seu apogeu.

Nesse ínterim, o Partido Comunista Francês tentou proibir o uso da palavraGulag e produziu um medíocre libelo: “A URSS e Nós”, pois essas duas sílabas “produzem uma carga afetiva estranha e inquietadora e toda a visão racional e diferenciada do mundo socialista, de sua evolução e de sua realidade”.

A palavra Gulag é, com efeito, uma sigla. Quanto à “carga afetiva” que essas duas sílabas podem conter, ela não cai de um céu metafísico, ela não é uma fatalidade semântica. A “carga afetiva” vem do fato de se saber o queGulag quer dizer. Além de compreender a “carga afetiva” que essas duas sílabas contêm, Soljenitzyn, Varlam Chalamov e milhares de outros a sofreram. Essas duas sílabas nos remetem a uma experiência histórica. Não é em nível de fonética que se situa o problema. Mas o conhecimento sobre o significado dessas duas sílabas ainda é frágil, bem longe de estar suficientemente estabelecido, suficientemente entendido e tenderá a se esfumaçar, a se banalizar, pois as raízes sociológicas e políticas da surdez ocidental face às realidades do Leste continuam muito fortes.

O que teriam dito esses intelectuais do Partido Comunista Francês no momento da projeção de O Holocausto nas telas da TV européia? “Tendo compreendido a carga afetiva que podem conter as palavras câmara de gás e forno crematório, os judeus organizaram a respeito uma orquestração colossal e obsessiva?” Contudo, foi exatamente a mesma coisa. Seu passo foi idêntico na direção da ignomínia.

Assim, os historiadores do PCF tentaram proibir o uso da palavra Gulag. Talvez acreditassem poder suprimir a realidade dos campos, ou pelo menos os efeitos dessa realidade, censurando a palavra que a indica. Devemos deduzir dessa fórmula sábia que existe, sem dúvida, um mundo socialista para os intelectuais cães-de-guarda dos partidos comunistas de todo o mundo. E esse mundo, esse belo mundo, não é qualificado de modo depreciativo. Não é qualificado de “real”, de “primitivo”, nem de “inacabado”. Esse mundo é socialista, nem mais nem menos. Nós não pertencemos ao mesmo mundo.

No ano de 1937 um furacão desabou sobre as duas sílabas do campo de concentração de Kolyma e sobre toda a sociedade soviética. Sob as ordens do coronel Garanin, que acabou sendo fuzilado como “espião japonês”, bem como seu patrão Iejov, que substituiu Iagoda, também fuzilado, na direção da NKVD, sendo substituído por Béria, o qual, por sua vez, também foi fuzilado... O coronel Garanin fez desabar sobre Kolyma um furacão de loucura. Por sua ordem foram fuzilados milhares de deportados acusados de “agitação anti-revolucionária”. Mas, no que consiste num Gulag a agitação anti-revolucionária? Afirmar em voz alta que o trabalho é penoso, sussurrar o mais inocente comentário sobre Stalin, ficar em silêncio quando a multidão de deportados grita “Viva Stalin... fuzilado!”. O silêncio é a agitação. Grupos inteiros foram fuzilados por não obedeceram às normas. As autoridades doGulag deram a esse rigor uma base teórica: em todo o país executava-se o Plano Qüinqüenal, com números precisos para cada fábrica, cada local de trabalho. Em Kolyma definiam-se as exigências para cada monte de argila, cada carrinho, cada picareta. O Plano Qüinquenal era a lei e não executá-lo era crime anti-revolucionário!

O Plano era, portanto, prova tangível da superioridade soviética, pois permitia que se evitassem as crises e a anarquia da produção capitalista. O Plano, conceito quase místico, era, portanto, responsável não somente na sociedade civil – mas nesse caso completamente incivil – e sim por um despotismo exacerbado, pois ligava o trabalhador à fábrica e o presidiário ao presídio. O Plano era, simultaneamente, a causa de um aumento refinado do terror dentro dos campos do Gulag e tão criminoso quanto o coronel Garanin. Na verdade, um não funcionava sem o outro.

Nesse contexto, uma brigada inteira passava os dias abrindo túmulos, ou melhor, fossas, onde amontoavam fraternalmente os cadáveres anônimos... Empilhavam todos os cadáveres, completamente nus, depois de lhes tirar os dentes de ouro, registrados nas atas de inumação. Atiravam nas valas os corpos e as pedras, mas a terra recusava os mortos, imputrescíveis, condenados à eternidade do solo perpetuamente gelado do Grande Norte. Valas e fossas que eram os túmulos do homem novo criado pelos bolcheviques. O Gulag é o produto direto e inequívoco do bolchevismo.

Enquanto isso, mais tarde, em Moscou, no Mausoléu da Praça Vermelha, multidões crédulas continuavam a desfilar ante o cadáver imputrescível de Lênin protegido por sentinelas de um regimento de guarda, imóveis como estátuas de bronze. Todavia, o grande mausoléu da revolução estava no Grande Norte, em Kolyma. Lá não havia sentinelas, pois esses mortos não precisavam de guardas.

Também não havia marchas fúnebres tocadas em surdina. Nada havia além do silêncio. Entretanto, nas extremidades do labirinto de galerias, num anfiteatro talhado no gelo de uma vala comum, poderiam ser organizadas reuniões de estudiosos para discutir as conseqüências do “desvio stalinista”, com a ajuda de um conjunto representativo de importantes personalidades marxistas ocidentais.

Dados bibliográficos: “Um Belo Domingo”, de Jorge Semprun, editora Nova Fronteira, 1980.
GULAG: Glavnoje Upravlenije Ispravitelno-trudovych Lagerej
(Administração Central dos Campos de Trabalho Corretivo)


Fonte: Alerta Total


_________________
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Cientistas refutam alarmismo com “derretimento” da Antártida




Antártida continente com 70% da agua doce do mundo, vulcões e montanhas
Antártida continente com 70% da agua doce do mundo, 
vulcões e montanhas
A recuperação cíclica da calota polar do Ártico levou os ecologistas a buscar na Antártida uma nova “prova” – na verdade, um pretexto – para justificar a ‘montagem’ ambientalista radical de um futuro aumento apocalíptico do nível dos mares.

Tomados de súbito interesse pela Antártida – e não por toda ela, mas apenas pela costa ocidental, ou Antártida do Oeste – ‘verdes’, apocalípticos e mídia esqueceram-se do Ártico.

Sem darem nenhuma explicação ao púbico, por eles ludibriado e apavorado durante alguns anos pela manipulação do derretimento cíclico do Ártico, correm agora para espalhar pânico pelo suposto derretimento do gelo antártico.

Enquanto a calota de gelo do Ártico é muito pouco profunda e seu derretimento não produz efeitos sensíveis, a massa de gelo acumulada na Antártida é colossal.

A Antártida é um continente com planaltos, sistemas montanhosos e vulcões. É também o mais alto em média (acima de 2.000 metros), o mais frio e seco, com ventos registrados de até 320 km/h.

Seu manto de gelo possui em média dois quilômetros de espessura, sendo a máxima de 4.776 metros. O volume dessa cobertura é estimado em 25,4 milhões de quilômetros cúbicos, que contêm 70% de toda a água doce do planeta.

Por certo, água doce não falta, mas esse volume parece uma ninharia se comparado ao volume de água salgada nos oceanos: 1,332 bilhões de quilômetros cúbicos!

Dados da Woods Hole Oceanographic Institution, de Massachussetts, instituição privada que investiga desde 1930 as relações entre as massas de água e o resto do planeta.

A Antártida pode derreter-se toda que os oceanos pouco vão mudar; nem New York, nem o Rio de Janeiro serão engolidos pelas águas.

Vulcões e não o aquecimento global explicam 
derretimento parcial de alguns glaciares
Porém, o viés alarmista dos infatigáveis ambientalistas exagera dados colhidos na Antártida do Oeste – e quase só nela – para fazer acreditar que o ’aquecimento global’ está derretendo o continente antártico. E que, em consequência, centenas de milhões de pessoas terão que migrar das cidades costeiras ou serem engolidas pelo mar em crescimento furioso.

Entrementes, pesquisadores do Instituto Geofísico da Universidade de Texas–Austin (UTA’s Institute for Geophysics), concluíram que a diminuição das geleiras na Antártica Ocidental se deve ao calor geotermal gerado pelos abundantes vulcões da região. E nada tem a ver com o aquecimento global.

O estudo foi publicado na sisuda revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” e noticiado por diversos órgãos de imprensa como FoxNews.

Os pesquisadores verificaram que o glaciar flutuante Thwaites está diminuindo em virtude do calor geotérmico produzido pelo magma terrestre e pelos vulcões submersos. Esse glaciar é chave para compreender um hipotético aumento dos níveis dos mares, levando-se em conta sua inusual mutabilidade.

Na Antártida há pelo menos 20 vulcões ativos. Em 2011 foi descoberta uma cadeia de vulcões submersos, vários dos quais ativos. Um deles é enorme, segundo Philip Leat, vulcanólogo a serviço do British Antarctic Survey e que participou na descoberta.

Os pesquisadores do UTA usaram técnicas de radar para mapear o fundo marítimo sob o glaciar e encontraram níveis de calor muito acima do imaginado e nunca antes verificados.

Esse calor explica o que acontece na geleira flutuante Thwaites, explicou o chefe do estudo David Schroeder.

“É o mais complexo ambiente termal que se possa imaginar”, acrescentou o coautor Don Blankenship. “Tentar criar um modelo dele é virtualmente impossível”.

Mas a verdade e a ciência pouco importam ao alarmismo ambientalista e aos cientistas ideologicamente engajados. Para eles, a Antártida vai para o colapso porque o planeta aquece por culpa da civilização humana. É dogma.

Superfície gelada da Antártida vem batendo recordes. 
Estado em 16/09/2013. Linha laranja: média anos 1981-2010.
Recentemente, o glaciologista da NASA Eric Rignot profetizou que o derretimento da superfície de gelo da Antártida ocidental é “imparável” e fará subir dramaticamente o nível dos mares.

Porém, os relatórios sobre a superfície total das geleiras antárticas apontam um crescimento geral continuado, sempre superando recordes. No fim do mês de maio, o gelo antártico atingiu o máximo tamanho desde que começaram as medições em 1979.

Hoje a superfície gelada atingiu 13 milhões de quilômetros quadrados — portanto, 10,3% acima da média de 11,7 milhões de km2 do período 1981-2010. O recorde anterior foi de 12,7 milhões de km2 em 2010.

Mas, a utopia anticivilizacão ocidental não quer saber da realidade. O neocomunismo tem outras metas e se a ciência não serve para essas metas, que se dane, a revolução “verde” não pode parar!


Arenas da Volência

Por Ernesto Caruso

Arena de touros e arena da antiga Roma onde gladiadores e feras trocavam “carícias”. Com o PAC da Copa os estádios foram demolidos, tristemente viraram pó. O Maracanã não ficou em ruínas e nem tempo houve para ser outro Coliseu. Ambição política, bilhões de dinheiro — 30 Bi — cimento, areia e ferro, o Maior do Mundo que acolhia 200 mil espectadores na Copa de 1950 com “aceleração do crescimento” passou para 79 mil.

Pior, roubaram o espaço das classes mais pobres que podiam comparecer ao estádio, a Geral. Nesta época — 2014 — dos governantes ditos preocupados com o social nos discursos de palanque, detratores das elites que são bajuladas e atendidas nos salões de festas dão aos necessitados as migalhas do bolsa família a troco do voto. Argumento insustentável de Lula, ratificado por Dilma, que foi a “elite branca” que a vaiou. Zombaria repetida até na final. Em alto nível, bombando na internet com imagem e voz do povão.

Assim, como suprimem o acesso do pobre ao espetáculo rico da Copa, compensam pela transmissão de imagens nos telões, sob sol e chuva nas praças e nas praias, fora do padrão FIFA, a Parceira.

O futebol arte deu lugar à violência das arenas. Matar o touro às fustigadas, bandeirolas espetadas no lombo, sangue escorrendo das feras e das gentes cortadas pelas afiadas espadas dos gladiadores. Conseguiram transmitir aos jogadores de hoje a violência do passado. Vencer ou vencer. Matar ou morrer. Dinheiro, fama, taça no novo Coliseu. Trava da chuteira, joelho e cotovelo, adversário brutalmente derrubado, tonto, ferido e a mão do agressor a tentar levantar, ás vezes rejeitada.

É o que estamos presenciando aplaudindo a vitória, mal que acomete aos comentaristas que não se cansam de dizer “... lamentável, mas a Copa continua...”. Um presidente, ex-guerrilheiro da luta armada pró-comunismo, defendeu o jogador da seleção do seu país que mordeu como um raivoso pitbull o ombro do adversário. Como se      fosse um abjeto inimigo!

Claro que no futebol há acidentes; é um esporte onde os corpos se encontram ao disputar a bola, mas está por demais o grau de violência não contida pelos árbitros, em número maior do que no passado e com recursos técnicos de observação e comunicação de toda ordem no espetáculo sem ordem. Um exagero no uso das mãos e abraços em detrimento do uso dos pés, origem e característica do esporte.

Embora, comentários com adjetivos e superlativos qualificando e elogiando os jogos, não foi o que se viu em várias contendas.  Pancada aos borbotões e cansativo futebol sem arte. Sangue na face do vale tudo não causa espanto. Futebol americano tem mais equipamento de proteção individual. E quem sabe, possam adaptá-lo ao futebol e a legislação exigir mais “segurança” no trabalho.

Fora do campo o açodamento e a incompetência logomarca das mãos ensanguentadas em forma de taça deixam rastros de violência na construção de viadutos na propagada mobilidade urbana e nas quedas, desastres e morte de operários a enlutar famílias.

Mas, como foi dito que não se faz copa construindo hospitais, vão dizer que é comum morrer gente. Nas vias públicas, nas obras, nos assaltos, nos postos de saúde.

Sucesso no pós Copa a custa de feriados, aeroportos vazios, doze sedes, passagens caras e o brasileiro recolhido ao lar. Óbvio.

O aproveitamento político desde a escolha do Brasil para esta Copa, o exagerado número de sedes, o custo dos estádios e o descontentamento com a corrupção desenfreada mostrou uma diferença entre o entusiasmo mostrado nas telinhas e o comprovado nas ruas; nessas, poucas casas com a Bandeira Nacional e poucos automóveis a portavam.



Muda agora Brasil...



MUDA AGORA BRASIL - MUDA MESMO

Vamos tirar da janela a bandeira
Se o orgulho de ser brasileiro
Só surge com a seleção
Esconda o patriotismo bem fundo
Porque para o resto do mundo
Brasil é só decepção

Mas para quem sabe que o país / é muito mais que o Neymar
E que guerreiro de verdade é quem / faz sua parte pra mudar
("Pátria amada, Brasil")

Muda agora, Brasil
Chega dessa cor vermelha
Mais quatro anos de estrela
Vão dar perda total, Brasil

Muda agora, Brasil
E de virada é mais gostoso
Porque de cidadão teimoso
Já basta o Felipão, Brasil

De Réu a Acusador

Por Paulo Roberto Gotaç

A Presidente Dilma, em recente entrevista, emitiu alguns pontos de vista que merecem alguma reflexão.

Numa determinada altura, referindo-se às vaias e xingamentos espocados durante a abertura da Copa do mundo, declarou que uma considerável parcela dos que foram aos estádios pertenciam realmente a uma "elite branca" - termo que, segundo ela "não fomos nós que inventamos", o sempre presente "nós e eles" - com poder aquisitivo para pagar os ingressos.

Lá nos idos de 2007, no entanto, quando o então Presidente Lula ainda comemorava a escolha do país como sede do torneio, tinha ele mente, segundo admitiu mais tarde, não obter dividendos políticos mas  atender aos anseios de uma paixão do povo brasileiro, o futebol, assegurando, à época, que o evento seria bancado pela iniciativa privada, o que não ocorreu, onerando, assim, consideravelmente, os cofres públicos.

Talvez se o governo conseguisse persuadir nesse sentido os investidores particulares, quem sabe o setor público, com seus recursos, fosse capaz de baratear os preço dos ingressos e atrair mais público da classe C, cuja ascensão é alardeada pelos cardeais do PT como grande conquista?

Em outro trecho da entrevista, Dilma, afirma que a corrupção já existia antes do seu partido assumir o poder, o que é indiscutível.
Só não acrescentou que a sua amplificação durante o período petista que ainda vigora, elevou o respectivo nível a alturas inimagináveis, sendo observada a compra de votos de parlamentares visando à aprovação de projetos de seu interesse no Congresso, ação conhecida como mensalão e que consistiu na maior manobra de corrupção política da história.

Esqueceu-se também de citar os inúmeros escândalos ligados ao partido, em determinada época divulgados quase diariamente pela mídia, os favorecimentos a "cumpanheiros", afetando a gestão de estatais e domesticando os sindicatos, além da absurda formação de 39 Ministérios, alguns criados por mera conveniência de poder-político. 

Vê-se assim que a tentativa do partido do governo de se transmudar de réu para acusador pode, nas mãos de uma eficiente oposição, ter efeito contrário aos objetivos eleitorais ligados à re-eleição.


Fonte: Alerta Total


________________
Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Intervenção militar?

Por Gen Bda Paulo Chagas

Caros amigos
 
Tenho recebido muitas mensagens de pessoas, muito justamente preocupadas com o futuro do País, sugerindo uma intervenção militar na política brasileira.
Sinto muito, por mim e por todas essas pessoas, mas a situação que estamos vivendo hoje no Brasil foi construída pelos brasileiros, por livre e espontânea vontade, por que então teriam os militares que por ordem na casa, contrariando o que a maioria dos brasileiros, aparentemente, quer?

Lula venceu as eleições e tomou o poder dos Tucanos com as mesmas urnas eletrônicas que se suspeita, desde sempre, que sejam fraudáveis. Por que FHC não fez o seu substituto? Será que não sabia fraudar urnas ou não sabia que eram fraudáveis?

Tudo que está sendo feito para o mal do Brasil é constitucional ou está sendo aceito como tal pelas Casas que representam o povo. Na Democracia Representativa, em princípio, isto é a vontade da maioria. As instituições, bem ou mal, estão funcionando - aparelhadas, é bem verdade.

Está tudo uma droga, mas dentro da lei, caso contrário o MP, a OAB e outros fiscais da lei já teriam tomado providências. Porque não o fazem? Aparentemente estão todos achando tudo muito bom! Por que então os militares, ao arrepio de tudo isto, apenas porque ostentam as armas do Estado e representam o argumento da força, iriam tomar conta da Nação? Que instituições, entre as tantas que temos, ficariam do lado do golpe?

Democracia é o mesmo que religião - não basta ser batizado - tem que ser professada. Há que se acreditar, ter fé e praticá-la. Vejo muitos católicos, como eu, maldizendo a Deus quando morre um familiar ou amigo próximo, jogando no lixo a crença na promessa de uma outra vida, ao lado do Pai, na qual juravam crer até o dia anterior!

O mesmo acontece com muitos democratas quando os seus candidatos não são eleitos ou as suas convicções não são as mesmas da maioria, comprada ou não!

Da mesma forma, serve de exemplo a “Parábola do Semeador” que põe em relevo a ação de semear a Palavra por toda parte, não importando o terreno que acolhe a semente. Quando há “terra boa” a palavra é ouvida e compreendida, a semente frutifica. Apesar dos obstáculos (pássaros, terreno pedregoso, espinhos), no final, a colheita é sempre abundante.

Por que a direita não semeia o que é direito até que se esgotem os recursos da democracia? Será que o medo de declarar-se de direita ou conservador tomou conta de nós e nos impede de semear seus ideais?

A esquerda conseguiu, com a ajuda da nossa omissão, fazer com que seja politicamente incorreto declarar-se de direita ou conservador. A solução mais simples parece que passa a ser chamar os militares e escudar-se atrás deles - não dá trabalho e é mais seguro para garantir os interesses frustrados.

Seria muito bom também se aproveitássemos a lição deixada pela humilhante derrota futebolística,  se assimilássemos os ensinamentos e colocássemos em prática as reais medidas de salvamento da Pátria que se fazem necessárias, e que estão ao nosso alcance, antes de querer transferir a responsabilidade e a iniciativa para os outros.

Em 1964 houve uma decisão manifestada pela maioria, ou se dava o golpe ou se sofria um golpe, e hoje? Onde está a maioria que apoiará o golpe militar?

Não descarto, é lógico, a intervenção, mas repudio o golpe para salvar os acomodados. Intervenção, em qualquer caso, justificada ou não, é uma agressão à lei!

É preciso, portanto, antes de mais nada esgotar os recursos da democracia para, só então, se for o caso, apenas aplaudir os Salvadores da Pátria, porque eles não precisarão ser chamados, eles conhecem a voz do dever e não lhe faltarão!

Nenhuma ditadura serve para o Brasil! – Grupo Ternuma


domingo, 13 de julho de 2014

Dilma é vaiada na Cerimônia de Premiação da Copa do Mundo 2014 no Maracanã








Monumento para vítimas da ditadura ou mais um ato de corrupção?

Por Gen Bda Paulo Chagas
Caros amigos

A prefeitura de São Paulo pretende construir um monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos na “ditadura militar”, no parque do Ibirapuera, com o objetivo de preservar a lembrança de fatos que, por suas características, se pretende que sejam abolidos do repertório das ameaças aos “Direitos Humanos” (DH) no Brasil.

A maior parte das “vítimas” a serem lembradas no monumento foi também responsável por atos de terrorismo que vitimaram outras pessoas, inclusive inocentes passantes, sentinelas, militares estrangeiros, seguranças de bancos, crianças, policiais e viajantes, entre tantos outros tipos de desafortunados. Logicamente que estes serão excluídos da homenagem, já que, por origem, ela é sectária.

Seguindo a mesma ideia de fazer lembrar para não repetir, cabe, pela precisão e pela abrangência, a leitura do texto a seguir:

“A corrupção representa uma violação das relações de convivência civil, social, econômica e política, fundadas na equidade, na justiça, na transparência e na legalidade. A corrupção fere de morte a cidadania. Num país tomado pela corrupção, como o Brasil, o cidadão se sente desmoralizado porque se sabe roubado e impotente. Sabe-se impotente porque não tem a quem recorrer. Descobre que os representantes traem a confiabilidade do seu voto, que as autoridades ou são corruptas ou omissas e indiferentes à corrupção, que os próprios políticos honestos são impotentes e que a estrutura do poder é inerentemente corruptora”. José Genoino em “A corrupção e morte da cidadania” - O Estado de S. Paulo, 29 de abril de 2000.

Trata-se da definição de um crime que, por atingir indiscriminadamente todos os cidadãos, toma a forma de genocídio. Mais importante se torna a descrição quando sabemos que o autor é um corrupto julgado, condenado e recolhido à Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Em tempos de caça às bruxas, de passar a limpo o passado e de “comissões da verdade” que visam a fazer com que não se repitam práticas que, na verdade, nunca deixaram de existir e que se estendem, de todas as formas, ao conjunto da sociedade, nada mais justo e coerente do que erguer-se também um “Memorial da Corrupção”, pois, nenhuma outra prática produz mais ofensas aos DH do que a corrupção. Ela é como uma bomba terrorista de destruição em massa, pois fere, mata e espalha destruição de forma indiscriminada em todo o território nacional.

No Brasil de hoje, patrocinados pelo oficialismo, os corruPTos já causaram mais vítimas entre nós - e seguem causando - do que todas as guerras que lutamos ao longo da nossa história.


A iniciativa de construir um monumento em homenagem às vítimas do regime militar, partindo da “comissão municipal da verdade”, estando a prefeitura entregue ao PT, é, com toda a certeza, uma ação a ser acompanhada e investigada, pois tem todos os ingredientes para ser uma obra inútil e superfaturada, ou seja, mais uma oportunidade para por em prática a especialidade dos que, como o Sr José Genoino, sobreviveram ao regime!


sábado, 12 de julho de 2014

Robocop e a ilusão de justiça

 
Adorei o filme Robocop dirigido por José Padilha. De qualquer ângulo que se olhe é um bom filme, exceto por um grave erro no argumento, sobre o qual já falarei. O remake só não é uma obra prima porque escapou da discussão de fundo sobre a Justiça e seu aparato repressivo. Essa discussão levaria à própria discussão da natureza da lei, sua legitimidade, sua extensão, sua fonte.

Ambientado num tempo futurista, de ficção científica, o Robocop do Padilha faz uma viagem sobre os futuros instrumentos bélicos autômatos, tempo no qual soldados seriam substituídos por máquinas controladas remotamente. De fato, já temos algo assim com os drones. Mas o argumento do filme se funda na recusa do Senado de aprovar o uso policial dessas máquinas, porque as mesmas não sentiriam “emoções”. Aqui está a falha clamorosa.

A questão principal não é saber se máquinas têm, ou não, emoções, mas é saber qual a fonte da lei e da Justiça e qual o raio de ação do Estado para aplica-las. O filme atual, como o anterior, faz do policial meio homem, meio máquina, um instrumento de aplicação instantânea da lei e da Justiça. É como se fosse um Ranger do Far West, duelando contra os criminosos armados. A maior falha do argumento é essa, a de que essa coisa robótica é quase indestrutível e tem força descomunal, sendo necessária bala calibre .50 para destruí-la. Se assim é, um criminoso armado com armas comuns não seria ameaça ao Cyborg. Mas ele age como se ele fosse um homem comum. E mata, quando facilmente poderia dominar e algemar o criminoso valente. Grave erro de argumento.

Robocop é a lei e o tribunal e o verdugo quando encontra diante de si resistência armada.

A discussão em torno da “automação” plena do Robocop por lhe eliminar as memórias emocionais se insere  dentro desse contexto. O roteirista mostrou que o elemento humano é forte e a memória afetiva é recuperada, apesar de tudo. Mas esse não é o ponto essencial, o essencial é saber se a lei defendida pelo Robocop é justa. A questão da lei é mais complicada. O que está em jogo é a suposta sacralidade da lei estatal, que cabe cumprir a qualquer preço sob pena de se pagar com a vida. Um mundo povoado de máquinas vingadoras como o Robocop está no horizonte. Seria a ditadura policial perfeita, total, da qual ninguém escaparia. E quem faria a lei? Um Senado? Um Congresso? Um ditador? Quem garante que a lei é justa e legítima? As armas do Robocop?

Se a fonte da lei é um colegiado ou um homem não é a questão principal. A questão é: a lei estatal não pode ser questionada e mesmo descumprida? O cristianismo prescreve a confissão, o perdão e a pena expiatória para os transgressores da lei de Deus. Já a lei abstrata estatal é inflexível e inexorável e não cogita de perdão algum. Nosso mundo já está assim, o Leviatã e suas leis pairam acima da moral e da consideração individual, tornaram-se uma coisa monstruosa, acima da condição humana. O Estado moderno escravizou os homens e os mantem sob o contínuo terror de sua Justiça, suas polícias e suas Forças Armadas. A liberdade é ficção.

Para piorar, os homens-massa pedem sempre mais Estado a cada fato novo que acontece. O limite da ditadura policial não existe para as massas vingadoras, incapazes de perdoar. Assim, o Estado moderno encarna o poderoso Baal, que se compraz em aprisionar e matar homens, mesmo que e também porque são seus súditos. Quem adora o Estado precisa pagar o preço com a vida.

Se o filme tocasse nesse ponto nevrálgico se tornaria uma obra inesquecível. Pena que não. Mesmo assim, vale ver, pois é divertido e, para quem pensa o Estado, a lei e o Direito nos termos que proponho, é um filme assustador, de terror. Livrai-nos Deus do maligno Estado moderno!

O Problema do Oriente Médio