quarta-feira, 30 de abril de 2014

Visita de deputados à Papuda confirma que José Dirceu goza de mordomias no cárcere


jose_dirceu_25No alvo – Em 6 de janeiro deste ano, o ucho.info informou aos leitores, com absoluta exclusividade, que o ex-ministro e ex-chefe dos mensaleiros José Dirceu era alvo de inúmeras mordomias no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena decorrente do julgamento da Ação Penal 470, que teve na mira o maior e mais ousado escândalo de corrupção da história nacional, o Mensalão do PT.

Na ocasião, este site afirmou que Dirceu e seus companheiros de cela tinham à disposição televisão, telefone celular e acesso à internet. A informação, recebida de dentro da Papuda, dava conta que o ex-comissário palaciano e deputado cassado usou o celular naquela data (6 de janeiro). O assunto foi noticiado dez dias depois pelo jornal “Folha de S. Paulo” – sem o devido crédito, como sempre acontece – e acabou atrasando a autorização do Judiciário para que o mensaleiro trabalhe fora do presídio no período diurno, uma vez que o cumprimento da pena se dá em regime semiaberto.

Na terça-feira (29), integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), liderados pelo petista mineiro Nilmário Miranda, foram à Papuda para conferir as condições de José Dirceu, mas para enganar a opinião pública acabaram visitando outras celas do complexo penitenciário. Durante a visita, os membros da CDHM constataram que a cela ocupada por Di4rceu dispõe de aparelho de televisão e forno de microondas.

Por questões óbvias, os governistas da Comissão classificaram como normal a presença de tais eletrodomésticos na cela de José Dirceu, ao passo que os oposicionistas afirmaram ser uma regalia. Na verdade, no momento em que as demais celas da Papuda não dispõem desses equipamentos, a regalia concedida ao petista é um enorme absurdo e contraria o princípio da isonomia. Isso porque com o trânsito em julgado da sentença condenatória, José Dirceu transformou-se em um preso comum, assim como os mais de 500 mil detentos que entopem o sistema carcerário nacional.

Para a mencionada visita foram retirados da cela o celular e outros badulaques eletrônicos, os quais certamente gerariam um escândalo sem precedentes. Contudo, ao contrário do que foi informado por Dirceu à Justiça, na Papuda as mordomias correm soltas entre os mensaleiros.

Ademais, o fato de a cela em questão estar equipada com televisão e forno de microondas mostra que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), mentiu ao responder ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, que questionamento sobre mordomias aos petistas presos.


Para forçar a visita da CDHM à Papuda, os filhos de José Dirceu alegaram que o petista está em fase depressiva por conta da demora da Justiça em decidir sobre a autorização de trabalho externo, mas a sociedade não pode aceitar jamais que o chefe de um acintoso esquema de corrupção seja transformado em vítima da Justiça, quando, de fato, não passa de um transgressor contumaz das leis e abusado crítico do Judiciário.

"Volta Lula" é "normal", comenta Dilma em rádios na Bahia


Brasília - A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de posse de seis ministros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Dilma: "Gostaria que quando eu for candidata, que eu tenha o
apoio da minha própria base"Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em entrevista  hoje (30) a rádios de Salvador, a presidenta Dilma Rousseff considerou “normal” o manifesto “Volta Lula”, anunciado na última segunda-feira (28) pelo líder do PR na Câmara, deputado Bernardo Vasconcellos (MG). Para Dilma, em ano eleitoral é possível ocorrer fatos “concebíveis” e “até as inconcebíveis”.

“[O volta Lula] é uma situação normal. Gostaria que, quando eu for candidata, eu tenha o apoio da minha própria base. Mas não havendo esse apoio, vamos tocar em frente. Sempre por trás das coisas existe outras explicações. Daqui até o final do ano, tenho uma atividade importantíssima para fazer, que não posso me desligar”, explicou a presidenta.

Na última segunda-feira, o líder do PR, leu um manifesto, assinado por 20 dos 32 deputados da bancada, em que pedem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja candidato à Presidência da República. De acordo com o líder do PR, Lula é o único capaz de conduzir o país “neste momento de crise econômica”.


Em resposta ao radialista Mário Kertész, da rádio Metro1, Dilma ressaltou que gosta de sua função. “Eu gosto [de ser presidenta], sabe por quê? Porque vamos fechar este ano com mais 750 mil cisternas construídas no Semiárido. Com as cisternas construídas no governo do ex-presidente Lula e no meu, vamos chegar a 1,1 milhão de unidade. Isso me faz gostar muito de ser presidenta”, destacou. Dilma citou também números do Pronatec e do Programa Minha Casa, Minha Vida para justificar o gosto de ser presidenta.

Papuda: nesta terça, na cela do detento 95.413, teve futebol na TV de plasma

Por Marcela Mattos, na VEJA.com

Nesta terça-feira, uma comissão de deputados federais de diferentes partidos fez uma visita ao mais destacado detento da Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, o ex-ministro José Dirceu. O objetivo do grupo, formado majoritariamente por aliados do petista, era tentar atestar que o petista não detém regalias na cadeia e pressionar a Justiça a liberá-lo para trabalhar fora da Papuda durante o dia. Mas não foi o que ocorreu. Ao chegar ao presídio, os parlamentares encontraram o detento 95.413 em uma cela privilegiada, eufórico diante de uma televisão de plasma que exibia a vitória do Real Madrid sobre o Bayern de Munique pela Liga dos Campeões da Europa. “Estou assistindo ao Real dar uma surra no Bayern”, disse o mensaleiro, sorridente, ao receber a comitiva em sua cela. O time espanhol goleou o rival alemão por 4 a 0.

Segundo relato do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a cela do petista é a maior do complexo, equipada com micro-ondas, chuveiro quente, televisão e uma cama diferente das demais. Dirceu foi colocado em um espaço de 23 m² no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), cujas celas têm padrão de 15 m² e reúnem até quatro detentos. O local servia de cantina, mas passou por uma reforma para receber o ex-ministro.

“A cela do Dirceu é completamente diferente das outras que a gente viu, não há dúvidas. Vimos pessoas com deficiência física que deveriam ficar separadas porque os presos pegam parte da cadeira de rodas para fazer armas. Mas elas seguem misturadas, dormem em colchões piores e tomam banho em chuveiro frio”, afirmou a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é cadeirante.

Os deputados de oposição reclamaram que o coordenador-geral da Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário), João Feitosa, impôs uma série de restrições durante a visita: “Ele queria nos mostrar a cantina, as melhores celas e que seguíssemos o roteiro definido por ele. Disse ainda que não poderíamos ir a outros setores por falta de acessibilidade para a deputada Mara”, disse Jordy. Após a insistência, foram liberados três dos cinco parlamentares para visitar outras alas da penitenciária — inclusive a própria Mara Gabrilli, que negou ter enfrentado dificuldades durante o trajeto. Além de Jordy e Mara Gabrilli, integraram a comitiva os deputados Nilmário Miranda (PT-MG), Luiza Erundina (PSB-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Podólogo

No mês passado, VEJA revelou uma série de mordomias de Dirceu na Papuda. O petista passa a maior parte do dia no interior de uma biblioteca onde poucos detentos têm autorização para entrar. Lá, ele gasta o tempo em animadas conversas, especialmente com seus companheiros do mensalão, e lê em ritmo frenético para transformar os livros em redações, o que lhe pode garantir dias a menos na cadeia. O ex-ministro só interrompe as sessões de leitura para receber visitas – incluindo um podólogo –, muitas delas fora do horário regulamentar e sem registro oficial algum, e para fazer suas refeições, especialmente preparadas para ele e os comparsas.

Comandada pelo PT, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou a diligência até a Papuda com o objetivo de negar a existência de benefícios aos condenados no julgamento do mensalão e, dessa forma, evitar sanções aos mensaleiros. Além de pressionar pela liberação do trabalho externo para Dirceu, petistas temem que seus companheiros sejam transferidos para uma penitenciária com regime mais duro.

Dirceu está sendo investigado pela Justiça por ter usado um celular dentro da cadeia do secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia, James Correia, no dia 6 de janeiro. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, cobrou investigações sobre essa e outras regalias de Dirceu e aguarda um parecer para decidir sobre a autorização para ele trabalhar em um escritório de advocacia.



Dilma e PT - com ajuda de Renan Calheiros - fazem últimas tentativas para melar investigação na Petrobras.

Comandada por Aécio Neves, a oposição pressiona Renan Calheiros pela instalação imediata da CPMI da Petrobras. Foto de Orlando Brito.
O STF determinou que a CPI da Petrobras, no Senado, deve ser exclusiva. No entanto, Renan Calheiros, o serviçal do PT na presidência da Casa, vai recorrer ao pleno do tribunal, apenas para ganhar tempo. A oposição quer uma CPI exclusiva mista, envolvendo a Câmara. Já o PT e Dilma, com medo de perder o controle para o blocão de deputados, luta para que a comissão funcione apenas no Senado, ontem tem folgada maioria. Renan Calheiros, com o objetivo de postergar o início dos trabalhos, quer fazer reunião de instalação apenas na próxima semana. A oposição força para que tudo seja resolvido ainda hoje. Ontem, a pesquisa CNT/MDA mostrou que a maioria do povo brasileiro quer acabar com a roubalheira na Petrobras. Parece que não foi o suficiente para convencer a Dilma, o PT e os serviçais do Senado.

Dilma diz que será candidata com ou sem apoio dos partidos aliados

Dilma Rousseff
A presidente Dilma Rousseff: momento inédito de fragilidade (Evaristo SA/AFP)
Em entrevista a rádios baianas, presidente mudou o discurso e afirmou que "tocará em frente" sua campanha mesmo se siglas aliadas continuarem defendendo o "Volta, Lula"

Constrangida por aliados que já defendem abertamente o "Volta, Lula" e índices de aprovação de governo derretendo, a presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta quarta-feira que será candidata com ou sem o apoio dos partidos que integram sua base no Congresso Nacional.

"Gostaria muito que, quando for candidata, eu tivesse o apoio da minha base, da minha própria base. Agora, não havendo esse apoio, a gente vai tocar em frente", disse, em entrevista a rádios da Bahia. Na sequência, ela emendou uma frase enigmática e encerrou o assunto: "Sempre, por trás de todas as coisas, existem outras explicações".

As declarações mostram uma mudança no tom adotado pela presidente, que havia minimizado um manifesto lançado por deputados do PR pedindo a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Isso não me pega", disse Dilma em jantar com jornalistas esportivos no Palácio do Alvorada, na noite de segunda-feira. "Ninguém vai me separar do Lula nem ele vai se separar de mim."

O PR (ex-PL) apoia o PT em eleições desde 2002, quando José Alencar, morto em 2011, aceitou concorrer como vice na chapa de Lula. A aliança ajudou a romper a resistência de parte do empresariado e do setor financeiro à candidatura do petista. Mais tarde, após a descoberta do mensalão, o então PL acabou arrastado para o centro do escândalo – o ex-presidente da sigla Valdemar Costa Neto foi um dos condenados a prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo esquema de corrupção.

Além dos problemas com o PR, reportagem de VEJA desta semana mostrou que a Dilma enfrenta um momento inédito de fragilidade. Além de ter problemas na economia, como o crescimento baixo, a inflação persistente e o desmantelamento do setor elétrico, ela perdeu apoio popular e força para barrar, no Congresso, iniciativas capazes de desgastá-la. A aprovação ao governo caiu a um nível que, segundo os especialistas, ameaça a reeleição. Partidos aliados suspenderam as negociações para apoiá-la na corrida eleitoral. Já os oposicionistas conseguiram na Justiça o direito de instalar uma CPI para investigar exclusivamente a Petrobras.

Acuada, Dilma precisa mais do que nunca da ajuda do PT, mas essa ajuda lhe é negada. Aproveitando-se da conjuntura desfavorável à mandatária, poderosas alas petistas pregam a candidatura de Lula ao Planalto e conspiram contra a presidente. O objetivo é claro: retomar poderes e orçamentos que foram retirados delas pela própria Dilma. A seis meses da eleição, o PT está rachado entre lulistas e dilmistas — e, para os companheiros mais pragmáticos, essa divisão, e não os rivais Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), representa a maior ameaça ao projeto de poder do partido.

É isto mesmo, Padilha! Não desista! Vá até o… fim!


Pois é… Quanto mais Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e atual pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, tenta se desvencilhar do caso Alberto Youssef-Labogen, mais ele insiste em sair do armário e bater à sua porta, como uma cadáver ambulante que ainda procria; como um zumbi. As palavras de efeito têm adiantado muito pouco.

Nesta segunda, no programa “Roda Viva”, ele anunciou que seu advogado acionaria na Justiça, nesta terça, o deputado André Vargas, agora sem partido. Por quê? Em conversa com Youssef, Vargas afirmou que Padilha indicara Marcus Cezar Ferreira de Moura para a direção do laboratório-fachada Lobogen — sim, o rapaz ganhou mesmo o cargo. Escrevi aqui o óbvio: ainda que venha realmente a recorrer aos tribunais, e não consta que o tenha feito, a decisão é inócua, não serve pra nada. Aquela foi uma conversa privada, captada pela PF. É claro que Vargas vai desmentir.

Ocorre que, enquanto Padilha se ocupava dessa operação despiste, Leonardo Meirelles, sócio do laboratório Lobogen, afirmou à PF que Marcus Cezar — ex-assessor do então ministro e seu amigo; o petista o chama de “Marcão” — era, sim, o contato entre o labarotório-fantasma e o Ministério da Saúde. Só para lembrar: esse Meirelles é um “autônomo”, sem profissão definida. Outro suposto sócio do Labogen é o frentista Esdra Ferreira. Ambos são considerados meros laranjas de Youssef.

Já era o bastante para atrapalhar a vida de Padilha. Mas agora há outra coisa. Veio a público, nesta terça (leia post), a informação de que Youssef, em conversa com a parceira de profissão Nelma Kodama, também doleira, prometeu que, se o petista vencer a eleição, um delegado indicado por ela seria premiado com um cargo na Polícia Civil.

Nelma pergunta a Youssef: “Você tem acesso ao delegado-geral do Estado de São Paulo?”. A mulher queria, ora veja, indicar um delegado para o Deic, que é Departamento Estadual de Investigações Criminais, justamente a unidade especializada no combate a organizações criminosas, como as chefiadas por… Youssef! E o que responde o doleiro? Isto: “Se o Padilha ganhar o governo, ajudo ele e muito”.

O ex-ministro, claro, pode dizer que Vargas mentiu quando afirmou que ele indicara o diretor da Lobogen e que Youssef, o amigão do deputado, também está mentindo quando diz que poderá ajudar a nomear um delegado amigo se o PT vencer as eleições. Resta saber por que essa gente toda recorre tanto ao nome de Padilha, justamente o ex-titular do ministério que havia feito o acordo com a Lobogen.


Padilha está tentando manter o nariz fora d’água, mas está difícil. Os petistas dizem que isso não muda em nada a sua campanha. Dou um conselho ao petista: “É isto mesmo: não desista! Vá até o fim, valente! Torço para que não haja mudança de planos. Ninguém tem tanto a cara do PT como o senhor”.

Doleiro Yousseff: promessa de cargos na polícia paulista "se Padilha ganhar".


A Polícia Federal aponta “influência política” do doleiro Alberto Youssef – alvo maior da Operação Lava Jato – sobre o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT. A suspeita decorre de diálogo interceptado pela PF, entre Primo, como Youssef é conhecido, e a doleira Nelma Mitsue Penasso Kodama, no dia 5 de março, através de um aplicativo de mensagem instantânea.

Ela questiona Youssef se ele “tem acesso atualmente” ao delegado-geral da Polícia Civil paulista e cita o nome Maurício Blazeck, que ocupa o cargo desde novembro de 2012. Nelma diz que “queria um cargo para um amigo” dela no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). “Se o Padilha ganhar o governo ajudo ele e muito”, respondeu o doleiro. Para a PF, o diálogo grampeado “indica possivelmente que (Youssef) tem influência política junto ao candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha”. “Tá bom. Eu quero então acesso ao delegado geral de sp prá um cargo”, finalizou Nelma.

Em outro momento, ela solicita a Youssef que entre em contato através do skype e indica o contato: ‘joaquina_apazza”. A PF conclui que os dois “possivelmente passaram a conversar através deste dispositivo”.

Labogen. Padilha não é investigado pela Lava Jato, mas o nome dele é citado em outros documentos da PF. No relatório principal, que resultou na ordem de prisão de Youssef e seu grupo, os investigadores revelam o empenho do doleiro para emplacar o laboratório Labogen Química Fina em negócio milionário da Saúde, na gestão do petista. A PF juntou aos autos cópia do projeto de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do ministério e anexou uma fotografia do ex-ministro em um evento.

Em um relatório, a PF transcreve diálogos entre o doleiro e o deputado André Vargas, que se desfiliou do PT na sexta feira. Numa conversa com Youssef, o parlamentar diz que foi Padilha quem indicou um ex-assessor na Saúde para ocupar cargo no Labogen.(Estadão)

A nova citação a Padilha consta de relatório complementar de monitoramento telemático número 8/14. O trecho em que Nelma indaga Youssef se ele tem acesso ao delegado a PF intitulou “influência governo São Paulo”. O grampo alcançou 512 mensagens entre Youssef, que se identifica por ‘Jaiminho’, e Nelma no período de 28 de fevereiro a 14 de março, no âmbito da Operação Dolce Vita, desdobramento da Lava Jato – foram quatro investigações simultâneas, cada uma relacionada a um grupo de doleiros.

Youssef foi preso no dia da deflagração da Lava Jato, 17 de março. Nelma foi capturada dois dias antes no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, quando tentava embarcar para Milão (Itália), com 200 mil escondidos na calcinha.

Multiconta.As interceptações revelam intensa atividade dos dois doleiros. No dia 28 de fevereiro, Youssef solicitou a Nelma “orçamento” para compra de US$ 80 mil. Ela pergunta se o pagamento “será feito em reais em espécie ou se através de transferência bancária”. Em 6 de março, ele diz que precisa comprar US$ 300 mil e pergunta se ela “tem alguma conta disponível na Europa”.

Nelma diz que tem uma conta na China que aceita depósito de euros. Youssef diz que o valor total é de 1,15 milhão. Ela sugere depositar 150 mil em conta sua na Itália e o restante em uma conta na China. “É uma multiconta, não tem problema depósito em euros”, ela diz.

A Justiça Federal abriu ação contra Nelma, “grande operadora do mercado negro de câmbio”. A soma da movimentação financeira de suas empresas de fachada atingiu R$ 103 milhões, entre 2012 e 2013, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf). A Procuradoria da República afirma que a doleira era “líder do grupo criminoso, mandante e executora dos crimes financeiros”.

O ex-ministro Alexandre Padilha (PT) afirmou, em nota enviada por sua assessoria à reportagem, que “não irá comentar diálogos de terceiros e reitera que irá interpelar judicialmente qualquer pessoa que utilizar indevidamente seu nome”. “O ex-ministro já protocolou na Polícia Federal o requerimento para obter o relatório na íntegra e tomar medidas legais.”

A assessoria informou que o advogado Marcelo Nobre, que representa Padilha, protocolou em cartório interpelação solicitando esclarecimentos ao deputado federal André Vargas (sem partido-PR) para que explique “o uso indevido do nome de Alexandre Padilha em mensagem escrita por ele, e interceptada pela Polícia Federal”. “As medidas são mais uma demonstração da seriedade e da transparência com que Alexandre Padilha tem tratado a questão do envolvimento indevido do seu nome na operação da PF, mesmo sem ter nenhuma acusação ou denúncia contra ele.”

O presidente do PT paulista, Emídio de Souza, afirmou ser “uma excrescência” chamar Padilha para responder sobre um diálogo entre doleiros tratando de cargos no Estado. O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Maurício Blazeck, disse, em nota “que não conhece nem teve contato com nenhum dos doleiros” (Estadão)

Caseiro confessa participação na morte de Malhães, diz polícia

Chico Otávio e Cássio Bruno – O Globo

Rogério Pires foi preso hoje e dois irmãos dele, também envolvidos no crime, estão foragidos. Assalto estava sendo planejado há um mês. Policiais estão no sítio para nova diligência

RIO - O delegado titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Pedro Medina, confirmou em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira a participação do caseiro Rogério Pires na morte do tenente-coronel reformado Paulo Malhães, de 77 anos. Segundo ele, Rogério, de 28 anos, confessou ter passado informações sobre a rotina do militar para facilitar a ação dos bandidos, dois deles irmãos do próprio caseiro, identificados como Rodrigo e Anderson Pires. Ambos estão foragidos.

O outro bandido, que no momento do assalto estava com o capuz, ainda não foi identificado. Um dos irmãos de Rogério tem passagem por estupro, mas a polícia não informou qual deles. O crime estava sendo planejado há um mês.

O caseiro foi preso nesta terça-feira, após confessar em depoimento participação no crime. Os policiais cumpriram mandado de prisão temporária, expedido pelo plantão judiciário, pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte).

Rogério estava no sítio no momento no momento em que o militar e a mulher dele, Cristina, foram rendidos por bandidos. Malhães foi encontrado morto na última sexta-feira, depois da ação dos bandidos no sítio onde ele morava, na zona rural de Nova Iguaçu.

Medina disse que o objetivo do grupo era roubar joias, dinheiro e as armas de Malhães para vendê-las. Por conta disso, o delegado já pediu ao Exército que identifique todas as armas roubadas. Ele não soube informar quantas foram levadas e nem o valor delas.

O delegado afirmou, no entanto, que a intenção não era matar o tenente-coronel. Por isso, Medina aguarda o laudo com a causa da morte, para saber se ela foi mesmo provocada por um infarto, por conta da ação dos bandidos, como sugere a Guia de Sepultamento, obtida com exclusividade pelo GLOBO no sábado.



Doleiro prometeu a doleira um cargo na Polícia Civil de SP se Padilha, do PT, vencer a eleição

Por Daniel Haidar, na VEJA.com 

O doleiro Alberto Youssef prometeu à também doleira Nelma Kodama ajudar a beneficiar um delegado da Polícia Civil caso Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo de São Paulo, seja eleito em outubro. A promessa foi feita por Youssef no dia 5 de março, em conversa por Blackberry Messenger, e aparece em relatório da Polícia Federal sobre as mensagens interceptadas, com autorização da Justiça, durante a operação Lava-Jato. “Se o Padilha ganhar o governo, ajudo ele e muito”, disse Youssef na mensagem para Nelma, por volta das 13 horas.

A conversa começou com uma pergunta da doleira: “Você tem acesso ao delegado-geral do Estado de São Paulo?”. Ela estava interessada em indicar um delegado para trabalhar no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), unidade especializada no combate a organizações criminosas como as chefiadas por Youssef e Nelma. O nome do apadrinhado da doleira não foi mencionado na conversa.

Youssef e Nelma foram presos na operação Lava-Jato e são considerados pivôs de um esquema de lavagem de 10 bilhões de reais nos últimos anos. Era apenas uma promessa – de doleiro para doleiro. Mas fica clara a demonstração dada por Youssef de que o doleiro se achava capaz de influenciar governos – ou pelo menos governos do PT. Outras conversas interceptadas pela Polícia Federal mostraram que o doleiro e o deputado federal André Vargas (PT-PR) tratavam contratos assinados com o Ministério da Saúde, comandado por Alexandre Padilha de janeiro de 2011 a fevereiro de 2014, como uma oportunidade de “independência financeira”.

Em dezembro do ano passado, o Labogen, um laboratório de fachada comandado por Youssef, conseguiu assinar um contrato com o Ministério da Saúde para produzir um medicamento em parceria com a EMS e o Laboratório da Marinha. O negócio permitiria um ganho de 31 milhões de reais. A parceria foi cancelada pela pasta depois que as investigações da operação Lava-Jato mostraram que laranjas do doleiro tiveram contato com diretores do ministério.

O Labogen chegou a contratar Marcus Cezar Ferreira de Moura, ex-assessor de Padilha no Ministério da Saúde, para atuar como lobista em Brasília. Em conversa do deputado federal André Vargas (PT-PR) com Youssef, Vargas diz que Moura foi indicado para contratação por Padilha. Padilha disse na segunda-feira que interpelou judicialmente Vargas para que ele explique o uso de seu nome em conversas com o doleiro. O ex-ministro nega que tenha relações com o doleiro.



Crise que chacoalha o País, até então negada por palacianos, já é admitida por assessores de Dilma


dilma_rousseff_381Luz vermelha – É cada vez menos confortável a situação de Dilma Vana Rousseff como candidata à reeleição. Pesquisas de intenção de voto têm mostrado queda do apoio popular à presidente da República, que tem visto sua aprovação despencar na esteira da crise econômica e dos muitos escândalos de corrupção de um governo marcado pela incompetência.

Em relação à mais recente pesquisa, do instituto MDA e realizada a pedido da Confederação nacional dos Transportes, a queda de Dilma foi de 6,7 pontos percentuais, na comparação com o levantamento de fevereiro passado. Como noticiou o ucho.info em matéria anterior, o Palácio do Planalto trabalha com números ainda piores, o que faz crescer o temor de a eleição presidencial de outubro próximo ser decidida no segundo turno, cenário que os petistas tremem só de pensar.

Nesta terça-feira (29), o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, conversou com os jornalistas sobre a pesquisa do MDA e deu declarações que devem ser analisadas com cuidado. Carvalho disse que quem já esteve no Executivo sabe que uma crise pode surgir a qualquer momento, o que não significa que não possa ser debelada. Ou seja, o secretário-geral da Presidência admitiu que há uma crise no governo petista.
Enquanto mantém silêncio quase obsequioso em relação ao caos que se instalou no País, Dilma assiste ao alastramento na crise, começando pelo próprio governo, onde colaboradores próximos começam a acenar com possível desembarque. É o caso da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que nas coxias do PT vem defendendo a candidatura de Luiz Inácio da Silva.

O movimento “Volta Lula”, que em tese não tem o apoio do antecessor, cresce a cada dia e já conquistou partidos da base aliada, como o PR, cuja bancada na Câmara dos Deputados defende o retorno do ex-presidente como forma de o Brasil sair da crise. Pensamento utópico, pois boa parte da crise que chacoalha o País no momento é de responsabilidade de Lula, que durante anos governou na base da fanfarrice, sem se preocupar com o planejamento e investimentos em infraestrutura.

Aos jornalistas, Gilberto Carvalho tentou colocar panos quentes sobre o movimento “Volta Lula”, mas é preciso considerar dois fatos importantes. O primeiro deles é que Dilma Rousseff ainda não assumiu, mesmo que extra-oficialmente, que é candidata à reeleição. Ela está em franca campanha, mas apenas nesta terça-feira, na Bahia, a presidente adotou um discurso com viés eleitoreiro. Até então, apenas eventos oficiais tinham a essência de campanha.

O segundo fato a ser considerado é que até agora Lula tem evitado assumir publicamente e de maneira firme que não é candidato. Quando perguntado sobre o assunto, o ex-presidente sai pela tangente, como fez em recente entrevista à RTP, de Portugal. À televisão portuguesa, quando perguntado sobre eventual retornou ao Palácio do Planalto, Lula disse que em política jamais deve-se dizer não.

Somados esses fatores, o cenário político atual leva a crer que Lula não apenas é candidato, como trabalha nos bastidores pela débâcle da sua sucessora. Vencer a eleição presidencial de outubro próximo é uma questão de sobrevivência para o PT. Isso porque a vitória de um adversário político significaria a descoberta das centenas de escândalos de corrupção que ao longo dos últimos onze anos ganharam a estrela petista.

Em relação à defesa que Gilberto Carvalho faz em relação ao projeto de reeleição de Dilma, não se pode esquecer que o secretário-geral da Presidência é o principal olheiro de Lula no Palácio do Planalto.

Polícia apreende computadores e documentos da ditadura no sítio de Paulo Malhães

Por Cássio Bruno  e Chico Otávio - O Globo

Objetivo é recolher provas que possam contribuir para a investigação de crimes da época
Morte do tenente-coronel do Exército está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense

Policia Federal apreende computadores e documentos no sítio do coronel reformado Paulo Malhães, morto durante assalto Antonio Scorza

RIO - Uma operação da Polícia Civil do Rio, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal recolheu nesta segunda-feira três computadores, mídias digitais, agendas e documentos do período da ditadura, inclusive relatórios de operações, no sítio onde morava o tenente-coronel do Exército, Paulo Malhães, de 77 anos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Malhães morreu na quinta-feira durante assalto em sua casa.

O mandado de busca e apreensão foi deferido no último sábado, pelo juiz federal Anderson Santos da Silva, e teve por finalidade apreender, além de documentos, outras provas que possam contribuir para a investigação de crimes cometidos durante a ditadura militar por agentes do Estado.

Os policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e o procurador federal Sérgio Suiama chegaram no sítio por volta do meio-dia. A operação, acompanhada pelo GLOBO, durou cerca de três horas e meia. De acordo com Suiama, a morte de Paulo Malhães está sendo investigada apenas pela DHBF. A presença dos agentes da Polícia Federal no local foi para dar escolta ao procurador já que a região é dominada pelo tráfico.

— Estamos acompanhando um pedido de busca federal. Não entramos no caso da morte do coronel — afirmou Sérgio Suiama, ao GLOBO.

A viúva do militar Cristina Batista Malhães e o caseiro Rogério Pires, que estavam no momento do assalto na propriedade, também participaram da diligência. Cristina não quis falar com a imprensa. Já Pires admitiu que teme pela segurança da família.

Eu moro aqui perto. Quem não tem medo? Eu tenho dois filhos — afirmou o caseiro, sem dar mais detalhes sobre o dia do crime.

O delegado titular da DHBF, Marcus Maia, informou que, além da viúva e do caseiro, dois filhos de Paulo Malhães já prestaram depoimento. Segundo Maia, a principal linha de investigação é latrocínio (roubo seguido de morte), mas não descartou outras hipóteses, como queima de arquivo e vingança.

O corpo de Paulo Malhães foi encontrado na última quinta-feira. Ele estava no chão, de bruços, com o rosto num travesseiro. Os bandidos levaram R$ 700, dois computadores, armas e joias. A mulher de Malhães e o caseiro da propriedade também foram mantidos reféns.

Como O GLOBO mostrou, a guia de sepultamento do tenente-coronel reformado informava que a morte fora ocasionada por um edema pulmonar e uma isquemia no miocárdio. Para especialista, é provável que Paulo Malhães tenha morrido por infarto. A família admitiu que o militar tinha problemas cardíacos.

Em junho de 2012, pela primeira vez, Paulo Malhães revelou ao GLOBO detalhes de como era a rotina da Casa da Morte, residência situada em Petrópolis, na Região Serrana. O local funcionava como centro de torturas da repressão. Segundo Malhães, nada ali foi feito à revelia do Centro de Informações do Exército (CIE).

Em março deste ano, em nova revelação do tenente-coronel ao GLOBO, ele contou que foi responsável por dar um fim ao corpo do ex-deputado Rubens Paiva: foi encarregado de desenterrar o corpo de Paiva e jogá-lo ao mar.

Em depoimento à Comissão Estadual da Verdade do Rio, o militar contou que o destino das vítimas da Casa da Morte era um rio na Região Serrana, e que, para evitar a identificação dos corpos, as arcadas dentárias e os dedos das mãos eram antes arrancados.



Comissão de Direitos Humanos vai visitar Dirceu na Papuda. Um Engov antes e um depois, leitores!


Leitor, tome um Engov antes.
 
Agora dá para entender por que as esquerdas queriam tanto comandar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, né? A dita-cuja, neste momento, deve estar lá na Papuda, verificando as condições em que José Dirceu, este mártir da República, está preso. Deve estar sofrendo horrores, não é mesmo? Reportagem da VEJA já demonstrou os privilégios de que desfruta o mensaleiro.

Há mais de 500 mil encarcerados no Brasil se formos considerar os presídios e as cadeias, que abrigam irregularmente presos condenados. Mais de 70% vivem em condições consideradas inadequadas para quem está sob a guarda do estado. Em alguns casos, como Pedrinhas, no Maranhão, do companheiro (deles) José Sarney, o presídio é sinônimo de inferno. Mas a comissão não tem tempo para essa gente, não.

Também não se ocupa em saber como vivem os 20 mil haitianos que já imigraram irregularmente para o Brasil. E que agora estão sendo despejados em São Paulo pelo governo petista do Acre.

Mas, vejam vocês, os diligentes companheiros foram à Papuda ver como sofre José Dirceu. A propósito: contra a vontade dos “companheiros”, consta que a deputada tucana Mara Gabrilli resolveu integrar o grupo. Pois é… Eles não queriam que Mara fosse de jeito nenhum. Por quê? Eu relembro.

Mara afirmou no último dia 9, durante audiência pública na Comissão de Segurança da Câmara, que o atual ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, “pegava recursos extorquidos de empresários” em Santo André durante o governo do ex-prefeito da cidade Celso Daniel, assassinado em 2002. Carvalho estava presente à audiência, para a qual foi convocado pelos deputados da comissão. Mara Gabrilli disse que o próprio pai teria sido extorquido e que Carvalho era conhecido como o “homem do carro preto”. Disse então: “O senhor sempre foi conhecido como o homem do carro preto, e eu não falo isso porque eu li, eu falo isso porque eu vi. O homem do carro preto era o homem que pegava os recursos extorquidos de empresários e levava para o [ex-presidente do PT] José Dirceu”.

José Dirceu vem a ser o coitadinho que está sendo paparicado pela comissão.

Se for o caso, leitor, tome um Engov também depois.

Zé Dirceu mora num flat na Papuda.


Nesta terça-feira, uma comissão de deputados federais de diferentes partidos fez uma visita ao mais influente detento da Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, o ex-ministro José Dirceu. O objetivo do grupo, formado majoritariamente por aliados do petista, era tentar atestar que o petista não detém regalias na cadeia e pressionar a Justiça a liberá-lo para trabalhar fora da Papuda durante o dia. Mas não foi o que ocorreu. Ao chegar ao presídio, os parlamentares encontraram o detento 95.413 em uma cela privilegiada, eufórico diante de uma televisão de plasma que exibia a vitória do Real Madrid sobre o Bayern de Munique pela Liga dos Campeões da Europa.

“Estou assistindo ao Real dar uma surra no Bayern”, disse o mensaleiro, sorridente, ao receber a comitiva em sua cela – o time espanhol goleou o rival alemão por 4 a 0.

Segundo relato do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a cela do petista é a maior do complexo, equipada com micro-ondas, chuveiro quente, televisão e uma cama diferente das demais. Dirceu foi colocado em um espaço de 23 m² no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), cujas celas têm padrão de 15 m² e reúnem até quatro detentos. O local servia de cantina, mas passou por uma reforma para receber o ex-ministro.

“A cela do Dirceu é completamente diferente das outras que a gente viu, não há dúvidas. Vimos pessoas com deficiência física que deveriam ficar separadas porque os presos pegam parte da cadeira de rodas para fazer armas. Mas elas seguem misturadas, dormem em colchões piores e tomam banho em chuveiro frio”, afirmou a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é cadeirante.

Os deputados de oposição reclamaram que o coordenador-geral da Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário), João Feitosa, impôs uma série de restrições durante a visita: "Ele queria nos mostrar a cantina, as melhores celas e que seguíssemos o roteiro definido por ele. Disse ainda que não poderíamos ir a outros setores por falta de acessibilidade para a deputada Mara", disse Jordy. Após a insistência, foram liberados três dos cinco parlamentares para visitar outras alas da penitenciária – inclusive a própria Mara Gabrilli, que negou ter enfrentado dificuldades durante o trajeto.

Além de Jordy e Mara Gabrilli, integraram a comitiva os deputados Nilmário Miranda (PT-MG), Luiza Erundina (PSB-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Podólogo – No mês passado, VEJA revelou uma série de mordomias de Dirceu na Papuda. O petista passa a maior parte do dia no interior de uma biblioteca onde poucos detentos têm autorização para entrar. Lá, ele gasta o tempo em animadas conversas, especialmente com seus companheiros do mensalão, e lê em ritmo frenético para transformar os livros em redações, o que lhe pode garantir dias a menos na cadeia. O ex-ministro só interrompe as sessões de leitura para receber visitas – incluindo um podólogo –, muitas delas fora do horário regulamentar e sem registro oficial algum, e para fazer suas refeições, especialmente preparadas para ele e os comparsas.

Comandada pelo PT, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou a diligência até a Papuda com o objetivo de negar a existência de benefícios aos condenados no julgamento do mensalão e, dessa forma, evitar sanções aos mensaleiros. Além de pressionar pela liberação do trabalho externo para Dirceu, petistas temem que seus companheiros sejam transferidos para uma penitenciária com regime mais duro.


Dirceu está sendo investigado pela Justiça por ter usado um celular dentro da cadeia do secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia, James Correia, no dia 6 de janeiro. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, cobrou investigações sobre essa e outras regalias de Dirceu e aguarda um parecer para decidir sobre a autorização para ele trabalhar em um escritório de advocacia. (Veja)

Pronunciamento do Senador Aloysio Nunes sobre a CPI da Petrobrás

terça-feira, 29 de abril de 2014

Dilma desaba.

Uma coleção de más notícias para Dilma Rousseff na Pesquisa CNT/MDA divulgada agora há pouco. Além da queda na intenção de voto e na constatação de que haverá segundo turno, outros indicadores corroboram que a presidente ruma celeremente para o abismo e para a derrota eleitoral em outubro próximo. Vejam abaixo.

- 43,1% dos entrevistados não votariam em Dilma de jeito nenhum.

- A avaliação negativa de 30,6% está praticamente igual à avaliação positiva de 32,9%

- 46,1% dos entrevistados desaprovam o governo Dilma empatados com 47,9% que aprovam

- 79,1% dos eleitores acham que o custo de vida aumentou

- 70,8% dos entrevistados respondem que a alimentação foi o item que ficou mais caro

- 68,7% dos inquiridos querem grandes mudanças ou mudança total na forma de governar

- Apenas 6,9% dos eleitores querem a continuidade da forma de governar

- 46,2% dos entrevistados acreditam que a inflação vai crescer muito e apenas 4,2% creem que vai diminuir

- Dos 50,5% dos eleitores que já estão acompanhando os escândalos da Petrobras, 80,5% acham que houve irregularidades na compra de Pasadena.

- 66,5% dos inquiridos sobre Pasadena afirmam que Dilma foi responsável pelo péssimo negócio

- 30,6% dos entrevistados acham que Dilma não é uma boa gerente e apenas 22,3% acham que ela é.

Crítica lusitana ao julgamento do Mensalão coloca maioria do Judiciário contra o Presidentro Lula

 
Muito próximo de vivenciar como o Judiciário vai atuar contra ele, assim que o PT for despejado do Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um dos maiores erros táticos, nunca antes visto na História do Brasil, ao aproveitar uma entrevista à televisão portuguesa RTP para criticar que o julgamento do Mensalão foi 80% de decisão política e 20% de decisão Jurídica. Lula deve ter conseguido jogar, no mínimo, mais de 80% dos promotores, juízes, desembargadores, e ministros do STF contra ele.

A tensão conjuntural (com tantos escândalos de corrupção explodindo) e os sempre negados problemas pessoais de saúde (com a ingestão de remédios fortes) provavelmente induziram Lula a abusar da costumeira autoconfiança, expondo-se ao ridículo político e arranjando uma briga que pode lhe ser fatal no futuro próximo. Os julgamentos das Operações Porto Seguro, Lava Jato e outras menos votadas e que ainda estão por acontecer devem provocar grandes perdas à cúpula petista – onde Lula paira como um chefão milagrosamente blindado política e judicialmente.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, reduziu Lula a pó: “Lamento profundamente que um ex-presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte da Justiça do País. A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. Essa iniciativa emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência. Os cidadãos brasileiros clamam por Justiça”.

Barbosa derrubou facilmente a curiosa tese percentual de Lula contra o Judiciário: “O juízo de valor emitido pelo ex-Chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome. Os advogados dos réus acompanharam, desde o primeiro dia, todos os passos do andamento do processo e puderam requerer todas as diligências e provas indispensáveis ao exercício do direito de defesa”.

Outro ministro do STF, Gilmar Mendes, expôs Lula ao ridículo, com fina ironia: “Nós não podemos esquecer que o presidente já pediu desculpas à nação pelo fato da existência da prática do mensalão. Agora, ele já disse outras vezes que o mensalão não existiu, que o mensalão foi parcial. Agora, inclusive, nós temos esta conta, que também é muito singular: julgamento político em 80%, 20% jurídico. Como ele não é da área jurídica, talvez também ele esteja adotando um outro critério. Porque nós não sabemos fazer esse tipo de contabilidade no âmbito do tribunal, nós que lidamos todo dia com processos. Como se enquadrar nesse percentual preciso de 80% e 20%? Está tudo muito engraçado”.

Gilmar Mendes destronou, facilmente, o argumento de Lula contra o Supremo Tribunal Federal: “Esse tribunal é insuspeito porque, basicamente, ele foi indicado, com poucas exceções, pelo governo petista. Dizer que esse julgamento foi político não tem nenhum sentido. O tribunal se debruçou sobre esse tema já no recebimento da denúncia. Depois, houve várias considerações técnicas, houve rejeição da denúncia em muitos pontos, depois houve toda uma instrução processual e julgou com clareza, examinou todas essas questões”.

Pegou mal...


Carlos Ayres Britto, ministro aposentado do STF, que atuou no julgamento da Ação Penal 470, também destruiu as afirmações politicamente caluniosas, difamatórias e injuriosas de Lula contra a instituição da mais alta corte jurídica do Brasil: “Faz parte da liberdade de expressão, que vigora em plenitude em nosso país, mas não é o meu ponto de vista. Eu entendo que se pode concordar ou não com justiça material do julgamento; não, porém com a legitimidade dele. Reconhecidamente, foi um julgamento público, juridicamente fundamentado nos votos de cada ministro e com total observância do contraditório probatório-argumentativo. É só rever a cobertura internetizada, radiofônica e televisionada das sessões de julgamento, assim como reler os fundamentados votos de cada ministro. Não se tem notícia dessa arguida ilegitimidade por parte de nenhuma associação de magistrados, membros do ministério público ou, ainda. de advogados públicos e privados”.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pegou mais leve com Lula, mas também derrubou os argumentos dele: “A Ação Penal 470 está encerrada, com um julgamento claro, objetivo, transparente, tendo sido respeitados o contraditório e o amplo direito de defesa, é assim que eu vejo. Nós vivemos num país democrático, o direito de manifestação deve ser assegurado. E cabe ao ministério Público garantir o direito de manifestação, o direito de crítica. Todo mundo tem direito, sendo político, ex-político ou não político. Não quero dizer que concordo com ele, mas ele tem todo direito de se manifestar e de criticar. Ele é um cidadão com direito ao uso da palavra. No meu entendimento foi um processo jurídico, com julgamento jurídico”.

Herói do Brasil


Reveja a entrevista de Lula no site da RTP: Entrevista a Lula da Silva

Eike e Bolsa na mira do MPF

A Procuradoria da República em São Paulo recebeu notícia crime contra Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, por supostos crimes envolvendo ações da petroleira OGX de Eike Batista.

A apuração tem por foco investigar possível envolvimento de Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, com os crimes de insider trading e manipulação de mercado ocorridos com as vendas a descoberto das ações da petroleira.

Além de Eike Batista, um dos principais suspeitos de envolvimento, o caso vai gerar aporrinhação para poderosos, como os dirigentes do banco JP Morgan, e ex-conselheiros da OGX, como o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, e a ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, já aposentada, Ellen Gracie Nortfleet.

O procedimento tem o número 1.34.001.0027.38/2014-71.

Papo sem acarajé

Dilma Rousseff tem encontro de emergência nesta terça-feira com o governador Jaques Wagner (PT), na Bahia.

O papo a sós é para tratar do caso Pasadena, sobretudo as declarações do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, atual secretário estadual de Planejamento baiano, que afirmou que ela deveria assumir sua responsabilidade na operação.

Dilma, que já detestava Gabrielli, pedirá a Wagner que mande o assessor controlar a língua em futuros depoimentos, principalmente na CPI da Petrobras.

Brasil surreal na energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica fará nesta quarta-feira um leilão de energia elétrica absolutamente surreal.

As geradoras só têm 1000 megawatts para entregar às distribuidoras – que precisam de mais que o triplo.

Faltando dois terços para fechar a conta da necessidade, as distribuidoras terão de comprar o resto no mercado livre – hoje pagando absurdos R$ 822 por MWh.

Tudo pelo endividamento

Estranho como o governo fez de tudo para forçar a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) a embarcar em um empréstimo de R$ 11,2 bilhões para socorrer as distribuidoras de energia.

Agora, para aumentar o ar de caridade, o governo abriu mão de R$ 210 milhões na arrecadação do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras no questionável endividamento.

Uma edição extra do Diário Oficial da União foi até impressa, na sexta-feira, para garantir a manobra...

Quarta eletrizante

A Assembleia Geral da Eletrobras, nesta nova véspera de feriadão, deve eletrizar Brasília, aumentando a tensão no já tenso desgoverno Dilma.

Investidores da Eletrobras vão cobrar que seja anulada a Assembleia Geral, de 3 de dezembro de 2012, na qual o governo votou, em conflito de interesses, abrindo mão das indenizações na renovação de concessões no setor elétrico.

A Eletrobras e seus acionistas, segundo cálculos de investidores, tiveram um prejuízo de R$ 17 bilhões com a brincadeira do acionista controlador.

Brasil surrealíssimo

Enquanto os balanços trimestrais das principais empresas abertas apontam para uma economia lenta, em ritmo de pibinho, os bancos continuam prosperando no País da usura.

O lucro do Itaú cresceu 29% no trimestre, atingindo R$ 4,53 bilhões.

O aumento dos ganhos com margem financeira e prestação de serviços, como aumento de tarifas, além dos empréstimos de sempre a juros altos, colaboraram para o excelente resultado...

Autofagia

Alexandre Padilha vai interpelar, judicialmente, o ex-companheiro André Vargas.

Pt da vida com aqueles que o abandonaram, Vargas vai odiar a ação desesperada de Padilha, na obsessão por ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

A brincadeira pode não acabar bem, porque o humor do Vargas anda péssimo...

Do fígado para cima...


Aloysio Nunes Ferreira destroi o PT na tribuna do Senado.

Enquanto isso, Renan Calheiros, presidente da Casa, continua embromando para instaurar a CPI da Petrobras.

Já tem cartomante em Brasília prevendo que a próxima grande bronca federal a estourar vai atingi-lo em cheio...

Sem chance


Quem vai reparar?

Temendo ser preso, Vargas volta a avisar Gleisi: “Você não vai me transformar em um novo Gaievski”


andre_vargas_18Sem sossego – Os crescentes indícios do envolvimento do ex-ministro Alexandre Padilha com o esquema Labogen (laboratório ‘fake’ criado pelo doleiro Alberto Youssef para lavar dinheiro e lesar o Ministério da Saúde) reforçaram o pânico do deputado André Vargas diante da possibilidade de ser preso. Hipertenso, claustrofóbico e com excesso de peso, Vargas confidencia a amigos que teme morrer se acabar na cadeia. Tal pavor levou Vargas a se desfilar do PT, como forma de reduzir as pressões e ameaças que vinha sofrendo por parte da cúpula petista. Esse temor em relação ao cárcere também o levou a tomar a decisão de não renunciar ao mandato de deputado federal, porque seus advogados avaliam que a condição de parlamentar dificulta a prisão.

Outra providência que o deputado vem tomando com regularidade é mandar recados, cada vez mais ameaçadores, para a senadora Gleisi Hoffmann, candidata do PT ao governo do Paraná. “Você não vai me transformar em um novo Gaievski”, repete Vargas como se fosse um mantra. Trata-se de uma referência ao ex-assessor de Gleisi na Casa Civil, Eduardo Gaievski, preso desde agosto de 2013 em uma penitenciária no interior do Paraná sob a acusação de praticar 28 estupros contra menores, sendo 14 deles contra vulneráveis (menores de 14 anos). A avaliação dentro do PT paranaense é que Gaievski foi abandonado pelo partido e por Gleisi que, após a prisão do ex-assessor, passou a fingir que conhecia muito mal Gaievski, apesar de ter levado o pedófilo para trabalhar na Casa Civil, em Brasília, a poucos metros da presidente da República.

Gaievski mandou vários recados exigindo socorro e ameaçando contar o que sabe sobre Gleisi Hoffmann. O delinquente sexual ainda revelou seus segredos, mas está prestes a receber uma sentença que a maioria dos advogados que acompanham o caso avaliam que poderá ser muito longa. O recado de Vargas para a senadora – e também para seu marido, o ministro Paulo Bernardo da Silva (Comunicações) – ao reafirmar que “não será um novo Gaievski” mostra que o ex-petista não repetirá o “erro” de se manter calado.

A caixa de ferramentas de André Vargas já foi aberta para a revista Veja, tendo revelado que tem elementos de sobra para provar a relação de Paulo Bernardo com o Grupo Schahin, associado à Camargo Corrêa (empreiteira grande doadora das campanhas de Gleisi), e da própria senadora com uma agência de publicidade de Curitiba que detém a melhor fatia das contas de publicidade do governo federal.

Não por acaso, a Camargo Corrêa vem ganhando destaque nas bombásticas revelações sobre os meandros da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Não se descarta, inclusive, que a PF realize incursões em algumas empreiteiras para averiguar os repasses feitos à MO Consultoria, empresa de fachada de Alberto Youssef. A primeira “visita” da PF deve ser justamente à Camargo Corrêa, que fez os maiores repasses (R$ 26 milhões) à consultoria do doleiro.