A imprensa não mostrou. Ou se mostrou eu não vi. O público
nas arquibancadas foi selecionado a dedo. E os demais, isolados atrás de um
muro que ficou conhecido como "Muro da Vergonha".
Neste 7 de setembro mais um boneco inflável chamou a atenção
em Brasília, que já vem sendo chamado de Pixuleca pelos internautas, o boneco
de 12 metros aparece junto com o boneco já muito popular pixuleco. Dilma com
nariz de Pinóquio.
De novo, Dilma Rousseff recitou nesta sexta-feira que o
Orçamento com rombo ─ outra brasileirice indecorosa ─ comprova que o governo
“optou por um caminho de transparência e verdade”. É uma confissão e tanto:
como constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, a presidente
admitiu publicamente que vem percorrendo há quase cinco anos o atalho da
mentira. Não é pouca coisa.
E não é tudo, informou a continuação da discurseira:
segundos depois de garantir que se regenerou, Dilma ampliou o acervo colossal
de tapeações. Disse, por exemplo, que cortou todos os gastos que poderiam ser
cortados. Conversa de 171. Continuam abertos, entre tantos monumentos à
gastança irresponsável, os 10 ministérios que prometeu fechar na semana passada
sem sequer revelar quais eram.
Mais: não foi extinto nenhum dos milhares de cargos de
confiança, ocupados por gente que não merece a confiança de gente que presta,
que tornam criminosamente obesa a folha de pagamento federal. A cada dia, cerca
de 10 mil brasileiros são alcançados pela onda de desemprego. Não existe um
único petista desempregado. Todos desfrutam da vadiagem remunerada com dinheiro
extorquido dos pagadores de impostos.
Todos são comprovadamente inúteis ─ e, portanto,
dispensáveis. Começando por Dilma Rousseff.
O personagem da semana sempre é voto vencido, em especial
quando tem razão. Chegou para garantir no exterior que o Brasil ia tomar juízo.
Resultado: ficou desacreditado aqui e lá fora. Saiba quem é com Joice
Hasselmann
A foto do garoto sírio que morreu afogado em uma praia da
Turquia comoveu o mundo todo e só sairá da consciência dos líderes globais
quando abandonarem a inércia diante da tragédia dos refugiados. Os detalhes da
edição de VEJA desta semana com Carlos Graieb e Augusto Nunes.
Entrevista publicada hoje no Estadão
(http://politica.estadao.com.br/notici...) mostra que FHC voltou pro muro.
Pior: disse que nem o PT nem Lula são socialista. FHC subestima o discernimento
de seus leitores.
O Palácio do Planalto esperou ansioso por uma declaração
pública de recuo do vice-presidente. Michel Temer expôs as víceras do governo
petista e depois calou, consentiu e irritou mais ainda Dilma Rousseff. A
oposição entrou na onda.
O pânico causado pela eleição de um presidente esquerdista,
Lula da Silva, e a crise do final do governo FHC provocaram uma grande
desvalorização do real. No último ano, nos últimos 12 meses, a desvalorização
da moeda brasileira foi ainda maior, quase difícil de acreditar. E daí?
Daí que a alta do dólar e alta das taxas de juros no mercado
financeiro estão à beira de provocar recessão grave também em 2016, de ameaçar
mesmo o cenário melhorzinho, que já não era bom: de apenas estagnação da
economia no ano que vem, de crescimento zero. Melhor que o de 2015, que vai ser
de recessão profunda.
Em 2002, a alta do dólar e o tumulto econômico causaram
temores de volta da inflação descontrolada e de recessão profunda. Mas o
governo Lula tomou as medidas corretas, controlou os gastos do governo, foi
racional, deu motivos de otimismo. O país se estabilizou.
Agora, as condições de controlar os gastos são muito mais
difíceis. Dilma Rousseff gastou demais, criou despesas difíceis de cortar sem
grande disputa política e os impostos são altos demais. Para piorar, nem mesmo
se sabe se a presidente está disposta a consertar parte do estrago que fez em
seu primeiro mandato. Alguns de seus principais assessores vinham fritando o
ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que é o defensor do plano de arrumação da
casa. O ministro apenas não caiu esta semana porque um comitê de empresários e
banqueiros faz pressão sobre a presidente, que no entanto continua a fazer
discursos confusos sobre o que pretende fazer.
No meio da confusão, o dólar sobe. Foi hoje a R$ 3,86, 72%
mais caro que há um ano. Dólar nessa altura e nessa toada deve causar mais
inflação, além de bagunçar a vida financeira das empresas. A inflação mais alta
vai impedir a queda dos juros. Com juros altos, a recessão continua e, assim, o
aumento do desemprego.
A situação está se tornando crítica, o governo perde seus
últimos apoios e a economia começa a perder as esperanças de alguma recuperação
significativa em 2016.
Foi impressionante a reação petista contra o voto impresso
no Senado, que deveria ser considerado causa perdida, e que já tinha sido
aprovada na Câmara. Mas, como sabemos, mesmo contra todas as evidências e
contra a vontade de todos, os petistas não desistem nunca.
A pérola do dia fica com o Senador Donizeti, que aterrisou
no Senado como suplente, com o convite feito para Kátia Abreu.
O senador alegou que 'o voto impresso não é ecológico',
argumento usado por outros petistas.
O Senador Tião Viana PT-AC mostrou desconhecimento sobre o
sistema.
Imagens obtidas com exclusividade por VEJA mostram festança
numa penitenciária pelos 22 anos de existência do Primeiro Comando da Capital
(PCC). Em Brasília, o presidente da Câmara Eduardo Cunha perde um de seus
principais escudeiros.
Reportagem do Fernando Rodrigues (http://fernandorodrigues.blogosfera.u...)
informa que Levy foi mantido ministro da Fazenda por apelo de grandes
empresários. O PT deve estar rindo às gargalhadas. Não mudará uma vírgula que
seja de sua ação. Empresários não têm voto. Pagam o preço por terem apoiado o
PT. Levy vai cair logo.
Michel Temer deixou claro ontem que está cada vez mais longe
de Dilma e se credenciando para assumir a Presidência da República. Ele deu
declarações importantes num encontro organizado pelo "Acorda Brasil",
movimento de oposição ao governo. Dilma acordou num mau-humor danado! Entenda
os bastidores e o recado de Temer com Joice Hasselmann.
Mais uma aula sobre a realidade brasileira proporcionada
pela presidente que deve dirigir o país nestes tormentosos momentos da história
republicana. Muito obrigado, Lula.
O impeachment continua sendo o principal assunto em
Brasília, se conversa a toda hora, todos os dias, em reuniões de parlamentares,
no Congresso Nacional, nos restaurantes, em suma em todo o lugar. O próprio
levantamento feito na bancada do PMDB, mostra que metade é a favor da saída de
Dilma.
O colunista Lauro Jardim comenta a permanência de Joaquim
Levy no governo. O ministro da Fazenda se reuniu ontem, no Palácio do Planalto,
com a presidente Dilma Rousseff e obteve avál para manter meta de superávit em
2016.