segunda-feira, 13 de julho de 2015

Os petistas, os judeus e o... nazismo. O que eles tem em comum? - A indignação de um “Nazista” – Só que não !!!

Por Lucas Berlanza

BANDEIRA VERMELHASenhoras e senhores, eu começo a pensar que deveriam existir limites mínimos admissíveis na canalhice vitimista. Não abdicarei dos meus princípios defendendo qualquer tipo de censura, mas certos casos de mau-caratismo e falta de vergonha chegam a soar criminosos, causando um sincero efeito de impaciência em meus pobres ânimos. Refiro-me, indignado, a uma campanha veiculada durante a semana por algum petista desconhecido no canal de vídeos Youtube, aos meus olhos leigos até bem feita tecnicamente, mas com uma mensagem que é de chocar qualquer pessoa de bom senso.

Segundo o vídeo, os petistas são hoje perseguidos com violência e hostilidade por parte da população de forma análoga à com que os judeus eram perseguidos durante o regime nazista na Alemanha (!!). Sim, é isso mesmo, você não leu errado. Diante da queda da máscara de seu sistema apodrecido e espúrio, os petistas agora recorrem com força ao que Leo Strauss chamou de ad hitlerum – o famoso apelo a comparações com Hitler e o nazismo, que surge quando os argumentos racionais já se esgotaram por completo, se é que um dia estiveram presentes.
O vídeo começa cometendo um “ato falho”, que talvez denuncie apenas a consciência da verdade que se está pretendendo adulterar. Ele abre com a seguinte inscrição aparecendo em um fundo preto: “petistas, judeus… e o nazismo. O que têm em comum?” Em seguida, a narradora, em seu tom tétrico, diz que “em algum momento da história, pertencer a um desses grupos virou sinônimo de achaque social” e que “foram atacados de forma violenta por quem detinha poder e pela própria sociedade”. Interessante que, embora não seja, obviamente, sua intenção, a locutora do vídeo coloca o nazismo, se analisarmos suas declarações pela frieza da gramática e da ordem sintática, entre os tais “grupos”, e não como perseguidor. Ela deveria ter dito, para ser rigorosamente correta, apenas “petistas e judeus”. As reticências não seriam separação suficiente da palavra “nazismo” para demarcar que ele está em posição oposta aos dois termos anteriores. A continuação do vídeo deixa claro o que ela quis dizer, mas esse ato falho diz muito mais sobre a verdade dos fatos: se fôssemos fazer alguma comparação, diríamos muito mais acertadamente que, sem serem a mesma coisa, petismo e nacional-socialismo têm elementos de autoritarismo, amor pela censura e plantio sistemático do ódio como características em comum. Os judeus é que deveriam ser, por justiça, separados dessa trupe.

A comparação infame, porém, prossegue; pontuando que Hitler colocou a culpa de todas as desgraças alemãs nos judeus, manipulando instrumentos da mídia e propaganda para fazê-los odiados e perseguidos pelo próprio povo, “desumanizados, torturados e, enfim, assassinados” – o que é, diga-se de passagem, tudo verdade -, a locutora do vídeo diz que vê, hoje, amigos com discurso “nazista”, odiando os petistas e desejando-lhes a “morte”. Alguns, tomados de revolta com a situação nacional, podem até chegar, em destempero, a declarações extremas; mas quantas pessoas você conhece que defenderam a tortura do vizinho petista? Que defenderam o assassinato do tio ou do sobrinho petista? Quantos petistas foram vítimas de atentados ou morreram em “campos de concentração”? Quantos petistas foram segregados e amontoados em câmaras de gás para morrer sem misericórdia? Quantos foram marcados nas peles com a estrela vermelha (cuja dignidade passa longe da estrela de Davi judaica)? Quem responder que conhece muitos casos pertinentes a essas indagações certamente não está vivendo no mesmo país que eu. A comparação é imunda, imoral e ultrajante. É uma ofensa a todos os milhões de mortos pelo totalitarismo genocida dos alemães antes do término da Segunda Guerra Mundial.

A locutora então pergunta: “por que você odeia o PT e não o PSDB?” Segundo ela, todos os partidos têm pessoas honestas e desonestas, todos “usam o financiamento privado de campanha” e, portanto, odiar apenas o PT é resultado da cegueira perante o “discurso único” da grande imprensa, que os “nazistas que odeiam o PT” repetiriam “como se fossem verdades absolutas” – assim como, por exemplo, os socialistas doutrinados pelo MEC repetem o que diz o Nova História Crítica do Mario Schmidt como se fosse “verdade absoluta”, e os militantes imbecis reproduzem cartilhas do partido como se fossem a palavra de Deus.  Passam então na tela, freneticamente, imagens de capas da Revista Veja e o símbolo da Rede Globo – cujo maior telejornal mal tem dado destaque aos vários processos legais sendo abertos e mobilizados contra o governo de Dilma Rousseff. Estaríamos sendo, os que se opõem ao PT, manipulados como gado em uma “guerra desigual bancada pela grande mídia”. E bla bla bla.

Amigos, devo confessar. Por uma inversão mágica do significado das palavras, baseado nesse vídeo (des)educativo, parece que a palavra “nazismo”, historicamente descontextualizada, pode se aplicar a mim.

Sou nazista porque acredito na liberdade de expressão, no mercado livre de amarras, no fim da farra sistemática com as estatais que cristalizou o maior esquema de corrupção da história republicana. Sou nazista porque abomino a segregação em grupos por cor de pele, credo religioso ou orientação sexual, usada para enaltecer um projeto de poder calcado no ódio e na divisão do povo entre “nós e eles”. Sou nazista porque rejeito a aliança espúria da máquina do Estado com empresários poderosos, que de liberais nada têm, e buscam apenas vantagens para manter seus negócios. Sou nazista porque desejo a mídia livre e cumprindo seu papel, em vez de ameaçada e acuada o tempo inteiro com pressões e projetos que, sob o eufemismo de “democratizá-la”, outra coisa não desejam que a censura. Sou nazista porque não defendo o apoio a ditaduras de lugar nenhum, seja qual for a cor ideológica delas. Sou nazista porque, em outras palavras, repudio severamente o socialismo bolivariano, repudio severamente o chavismo venezuelano, repudio severamente o comunismo cubano, repudio severamente o PETISMO BRASILEIRO. Se isso faz de mim um “nazista”, numa inversão malabarista de todos os sentidos e contextos históricos, então, senhores, eu sou, daqui por diante, nazista. Daqui por diante, os países aliados também eram nazistas, e Hitler era um liberal-democrata.

Sabemos que o petismo é asqueroso, mas não precisavam descer tão baixo. Esse vídeo é uma verdadeira agressão à sensibilidade humana. Não menos que isso. E acho que não consigo dizer mais nada a respeito. 

Paro por aqui.


Fonte: Libertatum

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Lucas Berlanza é Acadêmico de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na UFRJ, e colunista do Instituto Liberal. Estagiou por dois anos na assessoria de imprensa da AGETRANSP-RJ. Sambista, escreveu sobre o Carnaval carioca para uma revista de cultura e entretenimento. Participante convidado ocasional de programas na Rádio Rio de Janeiro.

O estatuto do desarmamento nunca alcançou seu objetivo


Deputado Rogério Peninha Mendonça PMDB/SC
Deputado Rogério Peninha Mendonça PMDB/SC 
(Diógenis Santos/Agência Câmara/VEJA)
Quando foi às urnas decidir sobre o desarmamento, em 2005, a população brasileira tinha diante de si uma proposta que bania a venda de armas e outra que restringia seriamente essa possibilidade. Mesmo com a vitória do "não", a legislação sobre o tema se tornou mais dura, graças a uma proposta aprovada pelo Congresso antes do referendo: o Estatuto do Desarmamento. O porte de arma de fogo é proibido em todo o país, salvo em situações excepcionais - como nos casos comprovados de risco de vida, por exemplo. Um projeto de lei do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC) inverte essa lógica e, dentre outras mudanças, autoriza o porte para todo o cidadão que cumprir os requisitos de idoneidade, estabilidade psicológica e treinamento para manuseio de armas de fogo. A proposta está sob análise em uma comissão especial criada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pode ir a plenário no próximo semestre. Leia a entrevista ao site de VEJA.

O senhor defende que o cidadão deve ter o direito de portar uma arma? Na verdade, o cerne do projeto é acabar com a discricionariedade. Esse é o principal objetivo. Hoje você segue todas as exigências legais e mesmo assim não tem direito ao porte de arma. Os pontos básicos para ter uma arma vão continuar iguais ou mais exigentes. Uma das exigências é o treinamento de tiro. Outra é a questão de antecedentes criminais. É necessártio que as pessoas não tenham cometido nenhum tipo de crime, passem por exames psicotécnicos, tenham residência fixa. Isso fica. Propomos a descentralização para que volte para as mãos dos Estados a possibilidade de conceder o porte de armas.Em Santa Catarina, que tem 6 milhões de habitantes, só temos 150 portes de arma. Já tivemos 20 000.

O plebiscito de 2003 foi uma falsa vitória dos antidesarmamentistas? O referendo foi bem claro. Perguntou para a população se ela era contra ou a favor o desarmamento, e aproximadamente 65% disseram que não. Foram quase 60 milhões de pessoas. Nunca um presidente da República foi eleito com tantos votos, e mesmo assim as restrições não mudaram absolutamente nada. Se nós fizemos outro referendo hoje no Brasil - temos pesquisas em Santa Catarina e dados de outras regiões do país - com certeza vai aumentar o percentual das pessoas contra o desarmamento. A população tem claramente definido que ela quer também ter direito de ter uma arma para se defender.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiu o compromisso de levar a proposta a plenário ainda neste ano? Não, em nenhum momento ele deixou claro isso. Nós pretendemos votar na comissão provavelmente no final de agosto ou em setembro e pretendemos, por meio das lideranças e da pressão popular, fazer o presidente colocar em votação ainda neste ano. Desde que começou a tramitar, esse projeto está sempre entre os três que causam maior interação popular na Câmara. Nós queremos levar esses dados ao presidente para que ele coloque em votação ainda esse ano.

O projeto tem apoio suficiente para ser aprovado? Eu diria que na comissão, sim. Na Câmara de modo geral fiz uma pesquisa na legislatura anterior e havia um certo equilíbrio. Não fiz pesquisa nessa legislatura mas a gente percebe que ela tem um perfil mais conservador. Acredito que nós possamos aprová-lo. No Senado, não sei, até porque o presidente Renan Calheiros tem uma posição frontalmente contrària à possibildade de o cidadão de bem ter uma arma, então eu não sei como fica. Não quero nem entrar no mérito se vamos conseguir aprovar em plenário, mas nosso objetivo é que o relatório seja colocado em votação neste ano.

Os opositores da proposta dizem que aumentar a circulação de armas eleva a criminalidade. Isso absolutamente não confere. O Mapa da Violência tem dados de nove anos antes da lei aprovada e de nove anos depois da lei aprovada. Antes da lei aprovada, de 1995 a 2003, 64,9% dos assassinatos no Brasil foram com arma de fogo. Depois do estatuto, entre 2004 e 2012, 70,8% dos assassinatos foram com arma de fogo. E por outro lado houve uma redução na compra de armas legais em 90%.Ou seja, diminuiu sensivelmente o número de armas nas mãos do cidadão de bem e a participação das armas de fogo nos crimes aumentou. Outro dado: os Estados mais armados do Brasil são Acre, Roraima, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Têm 36% das armas. E quantos por cento dos homicídios? Nove. Os cinco estados menos armados da federação são Pernambuco, Bahia, Sergipe, Ceará e Maranhão. Têm 6% das armas do Brasil e 26% do total de homicídios. É uma coisa clara. As armas dos criminosos são aquelas contrabandeadas da nossa fronteira. É só ir ali na Argentina e no Paraguai tentar comprar uma arma, e eles entregam do lado de cá com a maior facilidade. Os órgãos de segurança do Brasil têm que atuar sobre as armas contrabandeadas, e não as legalizadas.

Boa parte das instituições que estuda o tema tem posições divergentes das do senhor. Esses institutos são patrocinados muitas vezes pelo governo, e o governo tem claramente uma posição nesse sentido. O Instituto Sou da Paz, por exemplo, nunca divulgou uma pesquisa contrária à opinião do governo. Ele utiliza critérios que realmente não têm nenhuma explicação lógica. A verdade é a seguinte: o estatuto do desarmamento nunca alcançou seu objetivo mínimo, que é reduzir a participação das armas de fogo no cometimento de crimes. É uma posição ideológica do governo que aí está. Nós só queremos a liberdade, como é nos Estados Unidos. Lá, por exemplo, existe uma arma por habitante e aconteceram 11 mil homicídios no ano de 2013. No Brasil tem oito armas para cada 100 habitantes e nós temos 60 mil homicídios por ano. A Suíça tem a população mais armada do mundo, e teve 18 homicídios em 2013. Aí dizem: "Mas não dá para comparar". Então pegue dentro do Brasil os Estados mais armados e menos armados. Vamos ter exatamente esses números e a certeza de que não é a arma na mão do cidadão de bem que comete crime.

O governo tem o foco errado nessa questão? Eu costumo dizer que quando eu coloco um agasalho para me defender do frio, não quer dizer que essa blusa vai acabar com o inverno. Na segurança nós precisamos investigar mais em policiais mais preparados, mais bem remunerados, com armamentos em iguais condições que o bandido, temos que melhorar a educação do brasileiro, tudo isso com igual intensidade. Mas não é tirar a arma do cidadão de bem que vai resolver o problema, como não está resolvendo. O foco está fora da realidade. Eles agen como se esse fosse o principal objetivo, como se isso fosse resolver tudo. Aquilo que interessa não está sendo feito.


O senhor tem arma? Eu sou da região do Vale do Itajaí, em que existem cerca de 150 clubes de caça e tiro. Lá, mesmo as crianças têm a cultura de participar da caça e do tiro. Isso é da própria cultura alemã, e não leva de forma alguma à criminalidade. Eu nunca vi nesses clubes de caça e tiro da região ninguém que tenha cometido algum tipo de crime. Aliás, sempre me perguntam se fui financiado pela indústria armamentista. Nunca recebi um tostão. A minha motivação é a minha região e pelo referendo. Eu já tive arma, mas a partir do momento em que mudou a legislação eu tive que me desfazer dela. Assim que eu tiver a facilidade e puder, quero fazer um curso, me preparar e ter uma arma para me defender.

Presidente do Democratas afirma: “Com este governo, vai ser uma notícia ruim todo dia”


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Caos confirmado – Na quinta-feira (9), o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), afirmou que a taxa de desemprego no País acima de 8%, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aterroriza não somente os desempregados, mas os que ainda estão trabalhando.

“Pior do que o desemprego é o temor da demissão que ronda os que ainda estão empregados. E mais: o sentimento da sociedade de que, com este governo, vai ser uma notícia ruim todo dia”, disse o senador.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego subiu nos últimos três meses até maio deste ano e chegou a 8,1%. Vale ressaltar que a taxa é a maior da série histórica, que começou em 2012. No mesmo trimestre de 2014, o índice do desemprego no Brasil ficou em 7%. Segundo a entidade, havia 8,2 milhões de pessoas de 14 anos ou mais sem emprego no país, durante o período da pesquisa.

A estimativa era de 7,4 milhões de desempregado no trimestre que terminou em fevereiro – um aumento de 756 mil pessoas sem emprego – ou 10,2% de trabalhadores procurando emprego. Em um ano, o contingente de desocupados cresceu 1,3 milhão, ou 18,4%, revelou a instituição.

Os números divulgados pelo IBGE fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), substituta da Pnad anual e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O IBGE investigou 3.464 municípios e cerca de 210 mil domicílios no trimestre citado para chegar nesses valores.

A desculpa do Palácio do Planalto, que não admite o fracasso na condução da economia nacional, é sempre a mesma. Alegam os alarifes palacianos que aumentou o número de pessoas que estão à procura de emprego, assim como avançou o contingente de jovens que estão atrás da primeira oportunidade laboral.

Não se poderia esperar outra postura do governo, que não essa que é uma repetição das anteriores, pois admitir o fracasso seria colocar uma pá de cal sobre um partido que se dedicou de forma inconteste, nos últimos doze anos, ao banditismo político. Se de fato cresceu o número de brasileiros em busca de uma vaga de trabalho, isso se deve à piora da economia, que trouxe ao cenário do cotidiano a inflação descontrolada e a perda do poder de compra dos salários.

No levantamento do IBGE não constam os brasileiros que estão na informalidade como forma de sobrevivência, assim como os que trocaram a instabilidade do emprego pelo empreendedorismo.


A política econômica adotada por Dilma Rousseff em seu primeiro mandato foi um incontestável desastre, ao passo que a do segundo é uma receita macabra com consequências presumivelmente indigestas. Para que o país retome o status anterior ao período petista, os brasileiros de bem terão de se empenhar de forma árdua durante pelo menos cinco décadas. É preciso deixar um Brasil digno e coerente para as próximas gerações, porque depender de Lula, Dilma e da turba adjacente é assassinar a cidadania. (Danielle Cabral Távora com Ucho Haddad)

PF inclui consultoria de DIRCEU em lista de lavagem


JD Consultoria está entre empresas que operaram 
na Abreu e Lima
JD CONSULTORIA está entre empresas que operaram na Abreu e Lima

A Polícia Federal incluiu a JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, em um grupo de 31 empresas "suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro" em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, - construção iniciada em 2007 que deveria custar R$ 4 bilhões e consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobras.

O documento é o primeiro de uma série de perícias técnicas da PF que aponta um porcentual de desvios na Petrobras de até 20% do valor de contratos. O porcentual é superior aos 3% citados até aqui nas investigações da Operação Lava Jato, que incluía apenas propina dos agentes públicos e políticos.

"Foi identificada movimentação financeira da ordem de R$ 71,4 milhões, tendo como origem Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e como destino as seguintes empresas, suspeitas de operarem lavagem de dinheiro: Costa Global Consultoria e Participações, JD Assessoria e Consultoria, Treviso do Brasil Empreendimentos e Piemonte Empreendimentos", registra laudo anexado na quinta-feira aos autos da Lava Jato.

As outras três empresas citadas neste mesmo trecho do laudo são de dois delatores da Lava Jato que confessaram envolvimento no esquema na Petrobras: Paulo Roberto Costa (Costa Global), ex-diretor de Abastecimento da estatal, e Julio Camargo (Treviso e Piemonte), lobista da Camargo Corrêa e do grupo japonês Mitsui.

A JD - que passou a ser usada por Dirceu para dar consultorias e palestras após sua saída do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006 -, integra tabela de empresas indicadas "como operadoras de lavagem de capitais". "No período compreendido entre 31 de maio de 2010 e 28 de fevereiro de 2011, foi identificada movimentação financeira da empresa Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A para a JD Assessoria e Consultoria Ltda., num montante de R$ 844,6 mil", registra a perícia.

Os peritos dizem que em documento fornecido pela Camargo Corrêa, a JD integra uma lista de "empresas consultoras que supostamente teriam prestado serviços à empreiteira". "Nessa relação foi localizada uma planilha eletrônica contendo a descrição sucinta de um contrato entre a JD e a Camargo Corrêa, cujo objeto foi apresentado como 'Serviços de consultoria e análise dos aspectos sociológicos e políticos do Brasil'", diz o laudo.

Os investigadores da Lava Jato apuram o uso de falsas consultorias por políticos e ex-agentes públicos como forma de ocultar dinheiro de propina. Além de Dirceu, o ex-ministro Antonio Palocci é alvos de investigação.

As suspeitas reforçadas pelo laudo da PF são de que os pagamentos para a JD tiveram relação com as obras vencidas em 2009 pelo Consórcio CNCC - liderado pela Camargo Corrêa - para construção das unidades da refinaria Abreu e Lima.

O novo laudo, concluído no dia 2, tem 209 páginas e cruza dados contábeis, de engenharia, quebras de sigilos e materiais arrecadados em buscas, com ajuda da Petrobrás.

A defesa de José Dirceu afirma que a JD Assessoria nunca teve contrato com o consórcio responsável pela refinaria Abreu e Lima. Segundo o advogado Roberto Podval, Dirceu foi contratado pela Camargo Corrêa para atuar em Portugal, "como a própria construtora reconhece". "Não teve qualquer relação com contratos e obras da Petrobrás."

A empreiteira, por meio do advogado Celso Vilardi, apresentou em abril o contrato com a JD. Ele disse que os serviços foram prestados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Racismo de Esquerda?


A esquerda costuma tratar como capitão-do-mato todo negro que se opõe a ela.

Já aconteceu com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa – o carrasco dos mensaleiros – e agora com o professor Paulo Cruz, que contestou a cantora Daniela Mercury, para quem a redução da idade penal é um “extermínio dos negros” (sic).
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Para o progressista de plantão, os negros são seus aliados naturais e ele busca neles o apoio moral para suas teses. A cor da pele do interlocutor, contudo, é usada contra ele quando este se revela um opositor dos dogmas da esquerda.

É interessante notar que o progressista vive a dizer que a cor da pele não importa, mas a verdade é que a cor da pele dos outros nunca lhe passa desapercebida.

O progressista padrão é dotado de um radar que tenta identificar em poucos segundos a cor da pele, a classe social e a opção sexual do interlocutor.

A lógica binária das mentes progressistas impede que seus portadores saibam lidar com a diversidade. Negros conservadores como Thomas Sowell e homossexuais de direita como Clodovil são anomalias no mundo preto-e-branco dos progressistas.

A esquerda não permite que negros divirjam dela. E entende que a cor da pele de todo indivíduo é sua jaula ideológica. É negro? Tem que ser de esquerda!

Por isso o jovem negro Fernando Holiday foi brutalmente ofendido. A esquerda reduz o indivíduo a sua cor de pele e faz dela a sua jaula ideológica. Holiday é negro? Não pode ser de direita!
Odio_FernandoHoliday 
O progressista pensa que os negros são vulneráveis e que devemos tratá-los com a gentileza discriminatória que dispensamos às crianças. E não importa o que os negros pensem a respeito: nenhuma criança sabe o que é melhor para si mesma.
É por isso que podemos testemunhar situações bizarras como o “diálogo” impetuoso entre Daniela Mercury e um negro para quem a redução da idade penal não significa o encarceramento em massa de negros.

Na tentativa de afirmar sua superioridade moral, a cantora partiu para a hipérbole política e afirmou que reduzir a idade penal é coisa de quem quer “exterminar negros e pobres”.
racismo de esquerda 
Ao reduzir toda a problemática da idade penal a uma forçada associação com negros e pobres, Mercury deixa subentendido o que ela realmente pensa dos negros e pobres.

Paulo Cruz, um negro, contestou a frase absurda de Daniela Mercury, recebeu um evasivo “me respeite” e ficou falando sozinho.

Pouco depois, um perfil de fãs da cantora conclamou os “mercuryanos” a denunciar o perfil de Paulo! Qual seria o conteúdo da denúncia? “Ele é negro, mas não é de esquerda”?
Apelona 
Preconceituoso prafrentex

A necessidade imperiosa de bancar o cafetão das minorias – para usar a brilhante expressão de Alexandre Borges – faz o progressista negar o fato de que negros, homossexuais e pobres não são obrigador a assumir determinada visão de mundo por causa da sua cor, opção sexual ou origem social. O progressista é um preconceituoso politicamente correto.

Isso me faz refletir: será que existe um racismo de esquerda? Politicamente correto?
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A tentativa da esquerda de associar a redução da idade penal aos negros esconde uma premissa…racista. Ora, existem muitos negros e pobres no Brasil, mas apenas uma minoria deles comete crimes, acreditem ou não os esquerdistas.

Aliás, não são “os negros” que vão para a cadeia; são os criminosos, sejam eles negros, brancos, asiáticos ou coloridos.

O que sei é que os supostos defensores de minorias não têm mandato para falar em nome daqueles que supostamente representam. Falam apenas em nome de sua ideologia.
Indignação Seletiva 

É feio ter que repetir isso para progressistas, mas vamos lá: galerinha prafrentex, os negros não são bandidos em potencial. Por favor, aceitem isso.

China declara “ciberguerra” para desarticular a mente dos internautas

Por Luis Dufaur

A ciberguerra deixou de ser ficção e invadiu a vida diária.
A ciberguerra deixou de ser ficção 
e invadiu a vida diária.
O Exército Popular de Libertação da China comunista tornou público que entraria na “guerra digital”, registrou a revista Atlântico.


O pretexto alegado foi que “forças hostis do Ocidente e uma minoria de traidores ideológicos” apontados com o dedo são “inimigos” que usam a Internet para atacar o Partido Comunista Chinês.

Para tentar compreender esta “declaração de guerra” com argumentos tão confusos, a revista entrevistou o Prof. Emmanuel Lincot, do Institut Catholique de Paris, especialista em história política e cultural da China contemporânea.

Na verdade, a projetada guerra do Exército chinês através dos canais da Internet é bem conhecida. Sua fabulosa “Muralha de Fogo” virtual já censura, hostiliza e sabota as informações na rede mundial, com especial foco nas comunicações chinesas.

A publicação militar veio apenas reconhecer o fato. Mas, por que fazê-lo agora? 

Segundo o especialista Emmanuel Lincot, o uso da ciberguerra é pregado abertamente pelos estrategistas maoístas desde a Guerra do Golfo. Especialmente no livro A guerra fora dos limites, de Qiao Liang e Wang Xiangsui (La guerre hors limites, Paris, Rivages, 2003).

O objetivo sempre foi desmantelar a vantagem dos EUA nesses meios de comunicação e implantar a hegemonia ideológica maoísta.

Do outro lado na aparência há mais um usuário. Na realidade há um militar visando conquistar a mente da vítima.
Do outro lado na aparência há mais um usuário. 
Na realidade há um militar visando conquistar 
a mente da vítima.
A iniciativa chinesa transforma um terreno cultural de livre troca de informações e ideias num campo de guerra “híbrida”, onde recorre à sedução psicológica e ao assédio subreptício e deletério dos usuários.
A China entende que a rede planetária permite que um participante se transforme em beligerante e então emprega sorrateiramente meios de sugestão nunca antes imaginados. 

Para a China, a ciberguerra tem objetivos muito concretos: controlar as informações, sobretudo as que podem acessar seus súditos, confundir os adversários, e garantir interesses vitais de domínio mental e controle policial dos dissidentes nas áreas controladas pelo regime.

A China e os EUA tiveram encontros periódicos para controlar a cibersegurança. Mas nada disso interessa à China.

Está na natureza profunda de um regime autoritário julgar-se eximido de qualquer limitação para consolidar sua ditadura.

O anúncio da ciberguerra chinesa aconteceu num momento em que o regime dá extraordinários sinais de debilidade, empreende expurgos maciços nas fileiras do Partido e acentua as perseguições contra os cristãos identificados como dissidentes.

O próprio Exército Popular corre o risco de ser expurgado internamente, de onde a denúncia de “traidores ideológicos” que estariam minando o regime. 

Segundo Lincot, uma cortina de ferro numérica já desceu sobre a China. Baidu e Huawei são dois grandes grupos informáticos dependentes de Pequim que baniram o Google e outros gigantes ocidentais.

A conquista das mentes pela ideologia niveladora e iguálitaria.
A conquista das mentes pela ideologia 
niveladora e iguálitaria.
Os efeitos políticos foram imediatos. A censura fez da Revolução dos pára-sóis no Taiwan e dos guarda-chuvas em Hong Kong, duas desconhecidas no continente vermelho. 

Um gigantesco dispositivo de peneiragem da informação funciona de uma ponta a outra da China. O Estado-Partido vive obcecado por fantasmas após a queda da URSS.

O enrijecimento chinês na esfera virtual pode ter consequências nefastas na economia mundial. Hoje há 2 bilhões de internautas, 5 bilhões de celulares e 5 trilhões de dólares em propriedade intelectual. Se isso passar a ser alvo de uma sabotagem com intenções ideológicas, o estrago será incontável.

Roger Faligot calculou que o Exército vermelho formou 40.000 especialistas na manipulação das ciberarmas. Os ataques podem partir de simples computadores com programas especiais, enlouquecer mercados, empresas, exércitos, redes sociais, sabotando ou divulgando informações desestabilizadoras. 

Em outubro 2014, segundo a empresa de segurança Novetta, corroborada pela FBI, o programa chinês Axiom havia atingido 43.000 computadores em seis anos. 

Nessa fase, o programa visou o furto de informações para conseguir cumprir o plano quinquenal em matéria de meio-ambiente, energia e defesa. O programa continua sob Xi Jinping, que pensa em reforçá-lo no campo cultural.

Mais de 40.000 homens trabalham para modelar a Internet segundo Pequim.
Mais de 40.000 homens trabalham para modelar 
a Internet segundo Pequim.
A China visa prioritariamente instalar “desinformações úteis” à sua imagem em Universidades, mídia, indústrias da imagem e da música. 

Esse estratagema pode revelar-se mais insidioso do que a própria ameaça terrorista brutal e primitiva. A Europa deveria tomar medidas rápidas e eficazes, sobretudo em matéria de inteligência econômica, diz Lincot.

Precisamos proteger absoluta e urgentemente nossas universidades, nossa indústria cultural, porém não fazemos isso, deplora o especialista.

A China não visa  restringir a Internet para os seus cidadãos. Pelo contrário, trabalha para difundi-la até nas mais remotas províncias. O que ela quer émanipular as informações que essa rede passa, a fim de modelar e controlar as mentes e para isso é necessário que todos tenham conexão e depositem seus dados na rede.

Os dirigentes do Partido Comunista Chinês chamam isso de “garantir a coesão nacional”: que todos pensem como o Big Brother de Pequim quer que pense.

O socialismo chinês aspiraria obter assim o que Mao não conseguiu chacinando cem milhões de intelectuais e proprietários: que desapareçam as desigualdades naturais pela extinção dos pensamentos desiguais.

Para o comunismo maoísta igualitário isso é uma “guerra” decisiva, que corresponde à lógica e ao vocabulário marxista-leninista, mas que não deve ficar clara para suas vítimas atuais ou potenciais.

E isso não é um objetivo só para atingir o interior da China; é para o mundo inteiro

No Ocidente eles aguardam muito da pregação contra as desigualdades e contra a pobreza. 

Especialmente quando esse trabalho ideológico não é feito em nome do comunismo explícito, mas da religião, da teologia ou dos direitos humanos.



domingo, 12 de julho de 2015

Procuro boas notícias, mas não acho


Laudato Si’: Regozijo na esquerda, perplexidade e crítica entre os que querem o bem dos pobres

Por Luis Dufaur

Francisco I em Sarajevo onde um imprevisto quebrou sua férula
Francisco I em Sarajevo onde um imprevisto 
quebrou sua férula
Passados poucos dias da publicação da muito aguardada encíclica sobre o meio ambienteLaudato Si’ do Papa Francisco I, a expectativa vem deixando o lugar ao desinteresse, à decepção e, com inusitada força, à crítica pela imersão em matérias que não corresponde à Igreja se pronunciar.

Sem dúvida, os assessores do Papa Francisco se esforçaram para manipular realidades materiais, científicas e econômicas para encaixa-las num cenário passível de um juízo moral ou religioso.

Porém, o recurso foi mal sucedido e a Laudato Si’ parece ser ter virado contra a intenção original. O resultado tem sido uma crítica nutrida por parte de fontes católicas que desaprovam a distorcida intromissão na seara científica e econômica.

Do lado do ambientalismo radical e da teologia da libertação não faltaram carregados elogios ideológicos que duraram poucos dias.

Do lado católico, especialmente daqueles profundamente interessados pelo bem dos homens e especialmente dos pobres, vieram notáveis contravapores.

Fazemos votos para que elas ajudem a corrigir o tom verde-vermelho que assumiu a malograda redação final da Laudato Si’.

Nessa perspectiva reproduzimos a continuação uma dessas críticas formulada pelo jornalista Miguel Angel Belloso, diretor da revista ‘Actualidad Económica’ de Madri, vice-presidente do Observatório do Banco Central Europeu, membro da Fundação de Estudos Financeiros e do Conselho Econômico e Social da Comunidade de Madri.

Um Papa pessimista e injusto 

Miguel Angel Belloso, diretor de ‘Actualidad Económica’ 
de Madri, vice-presidente do Observatório do Banco 
Central Europeu, membro da Fundación de Estudios 
Financieros e do Consejo Económico y Social de la 
Comunidad de Madrid.
Sempre considerei a fé como um motor de esperança e de alegria. Professei também uma grande admiração pelos papas João Paulo II e Bento XVI. 

Nenhum deles deixou de assinalar os grandes desafios que a humanidade enfrenta, mas ambos mostraram uma grande confiança no indivíduo e contemplavam o mundo com o otimismo próprio do crente. 

Em muito pouco tempo, o Papa Francisco impulsionou uma revolução na Igreja.

A sua nova encíclica, "Laudato si", a sua carta pastoral "Evangelii gaudium", assim como as suas frequentes intervenções nos foros públicos refletem um pessimismo ontológico perturbador. 

Segundo Francisco, o mundo está a desmoronar-se à nossa volta sem que façamos qualquer coisa para o evitar. Os pobres são cada vez mais pobres. As desigualdades são maiores do que nunca e os bens necessários para sustentar a vida humana são cada vez mais inacessíveis. 

Mas estas ideias, lançadas sem o acompanhamento de um único dado, como se fossem um dogma de fé, não resistem à mais pequena análise empírica e estão completamente erradas. 

Se já é duvidoso do ponto de vista científico que estejamos em presença de uma mudança climática originada pelo homem, e não por circunstâncias relacionadas com a natureza do planeta, é falso que o crescimento econômico aumente a degradação do meio ambiente.

Num editorial publicado no Catholic Herald Philip Booth escreve: 

"Como é habitual, as análises de Francisco sobre o estado econômico do mundo são tremendamente pessimistas

“É correto dizer-se que a poluição origina mortes prematuras e muitos argumentam que as mudanças climáticas estão por trás dos efeitos nocivos. 

“Mas, por outro lado, o cenário subjacente é umincremento colossal da esperança de vida e da saúde como consequência do desenvolvimento econômico. E em muitas zonas do mundo, o ambiente está a melhorar espetacularmente."

Francisco I recebe ao líder do MST, João Pedro Stédile
Francisco I recebe ao líder do MST, João Pedro Stédile
Assim é: se se quiser abordar com honestidade o problema, este não reside nos países ricos mas naqueles onde não funciona a economia de mercado ou não existe liberdade nem democracia. 

A China, por exemplo, é dos mais contaminantes. 

Durante a maior parte do século XX, os Estados comunistas foram os que tiveram mais poluição e um ambiente mais degradado, enquanto os capitalistas limpavam a atmosfera de elementos tóxicos

Há solução para os problemas do meio ambiente mas esta não se encontra na ecologia, que com o pretexto de tornar-nos a vida mais agradável apoia o intervencionismo político e quer travar o progresso técnico e o desenvolvimento econômico.

A solução depende de que cada vez maiores partes do mundo se incorporem no mercado e se orientem para ele.

Um estudo recente do Banco Mundial indica que o número de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólares por dia – o limiar da pobreza – diminuiu em mais de 30% desde 1981, e um relatório da Universidade de Oxford, que corrobora outro similar da ONU – pouco suspeita de ser capitalista –, confirma esta descida dramática e augura que a pobreza será completamente erradicada nos países em desenvolvimento nos próximos 20 anos se os progressos se mantiverem ao ritmo atual. 

Associação Americana para o Avanço da Ciência também assinala que a esperança de vida aumentou sustentadamente desde há 200 anos, devido à diminuição das doenças cardiovasculares nos países ricos e à menor mortalidade infantil nos pobres. 

Se fizermos comparações estatísticas entre os países mais orientados para o mercado e os menos, comprovaremos que são os primeiros os que providenciam melhores condições aos desfavorecidos. 

O que melhora os níveis de vida é a industrialização e o livre comércio e não as economias dirigidas ou autossuficientes. 

E são também aqueles que impulsionam as migrações das zonas rurais para as cidades, que não são os lugares sujos e desagradáveis que Charles Dickens descrevia, mas antes uma oportunidade para ganhar um salário mais alto e viver confortavelmente. 

Nos países emergentes, mil milhões de pessoas entrarão na incipiente classe média nas próximas duas décadas, de modo que a desigualdade global também está a diminuir. 

Apesar de os meios de comunicação sugerirem o contrário, o número de conflitos civis e de guerras está no ponto mais baixo da história, segundo a ONU.

Estes são os dados, mas é como se a verdade fosse uma inconveniência para Francisco e para o conjunto da esquerda.


Francisco I e o ditador comunista cubano Raúl Castro
Francisco I e o ditador comunista cubano Raúl Castro
Francisco é um Papa decididamente político, um socialista convencido de que se a humanidade exibe resultados tão desastrosos é porque os seus dirigentes renunciaram ao seu papel executivo, que bem orientado daria lugar a um mundo melhor do que o governado pela força espontânea dos indivíduos atuando livremente no mercado.

Muitas das opiniões da sua última encíclica são inaceitáveis, inapropriadas ou infundadas. 

Engana-se quando diz que a salvação dos bancos foi feita à custa da população, pois a falência foi evitada para garantir as poupanças dos mais necessitados. 

A imaginária submissão da política aos poderes financeiros, às multinacionais ou à tecnocracia destila um aroma a um esquerdismo antiquado que não resiste a um único assalto: mesmo nos países mais livres e democráticos, o peso do Estado e a intervenção dos políticos na vida econômica são tão perniciosos como dispensáveis. 

Francisco chega a ser ofensivo ao assegurar que a propriedade privada não pode estar acima do bem comum, quando é precisamente ela que o origina. 

Só o que se considera próprio estimula o cuidado e a atenção das pessoas para o preservar e enriquecer, quer seja uma quinta ou uma reserva de elefantes, enquanto o público, como mostra a experiência, é habitualmente pasto da negligência e do saque dos que, não se sentindo envolvidos, o maltratam e exploram por o considerarem alheio.

Nesta desastrosa encíclica, Francisco segue a narrativa segundo a qual o chamado neoliberalismo despojou o mundo das suas naturais abundância e bondade. 

A partir desta concepção nostálgica e pessimista incita os governos à ação para reverter as perdas materiais das últimas décadas. 

Mas nem estas foram tão grandes nem a ação do governo é o meio mais conveniente para procurar o bem comum. 

Os católicos tiveram muito azar com este Papa

Converteu-se num poderoso aliado das teses errôneas da esquerda que nunca proporcionaram o bem-estar geral e sustenta umas posições infelizes que casam muito mal com o seu papel de líder religioso mundial.

(Fonte: Diario de Notícias, Lisboa, 26 junho 2015).

P.S.: no dia 8 de julho (2015) o presidente da Bolívia Evo Morales presenteou o Papa Francisco com um crucifixo entalhado sobre o símbolo anticristão da foice e o martelo, informou a imprensa internacional

O símbolo comunista presidiu perseguições que fizeram centenas de milhares de mártires no mundo, e mais de cem milhões de assassinatos no século XX, conforme dados do Livro Negro do Comunismo. Ver também: O maior crime da História

“Tal vez, tem razão quando falam de ‘opio do povo’ porque nós desencarnamos nossa fé”, escreveu esse teólogo libertário segundo Infovaticana

A deficiente gravação do som permitiu encontradas interpretações das palavras do pontífice nesse momento. 

O Pe. Lombardi S.J., porta voz da Sala Stampa da Santa Sé e membro da comitiva vaticana esclareceu que “o papa não teve nenhuma reação particular a isso e nem me disse de manifestar reação particular diante disso”, noticiou a CNN em espanhol

O Pontífice recebeu sorridente o presente e o levou consigo.

Por sua vez, o líder do MST, João Pedro Stédile, declarou à Folha

“Os capitalistas têm lá o G7, o Obama, a Angela Merkel. Os trabalhadores têm quem? Chávez morreu, Fidel está doente. O Francisco tem assumido esse papel de liderança, graças a Deus. Ele tem acertado todas”.



A renúncia de Dilma é o melhor caminho


Bergoglio, o dito papa Francisco, não me representa! Ou: O sangue de Cristo e de 150 milhões de vítimas do comunismo


O cardeal argentino Jorge Bergoglio recebe de Morales o símbolo do comunismo com o Cristo: sujando as mãos com o sangue de 150 milhões de crucificados
O Cardeal argentino Jorge Bergoglio recebe de Morales 
o símbolo do comunismo com o Cristo: sujando as mãos 
com o sangue de 150 milhões de crucificados
Sou católico, mas o papa Francisco não me representa. Sei que, em certa medida, a afirmação soa absurda, mas vou fazer o quê? Eu poderia fazer uma graça e dizer que, existindo, como existe, um papa emérito, Bento XVI, tenho a chance de escolher. Mas, evidentemente, isso não contenta. O chefe da Igreja Católica, infelizmente, é o argentino Jorge Bergoglio. Quem recorrer ao arquivo poderá constatar que ele nunca me encantou.

Evo Morales, o protoditador da Bolívia, presenteou o sumo pontífice com uma monstruosidade herética: a foice e o martelo do comunismo, onde estava o Deus crucificado. Bergoglio fez um muxoxo protocolar, mas sujou as mãos no sangue de 150 milhões de pessoas. Ao fazê-lo, (re)rencruou as chagas de Cristo e se alinhou, lamento ter de dizer isto, com aqueles que O crucificaram.

“Ah, o papa não tem nada com isso! Não tinha como saber o que faria aquele picareta!” Ah, não cola! A Igreja Católica de Roma está banida da China, por exemplo. Ficou na clandestinidade na União Soviética e nos países da Cortina de Ferro. Inexiste na Coreia do Norte e enfrenta sérias dificuldades em Cuba. Um delinquente político e intelectual como Morales não pode ofender moralmente mais de um bilhão de católicos com aquela expressão demoníaca. O papa que recusasse a ofensa. Mas ele não recusou. E foi além.

Em Santa Cruz de la Sierra, nesta quinta, Bergoglio fez um discurso que poderia rivalizar com o de Kim Jong-un, aquele gordinho tarado que tiraniza a Coreia do Norte. Atacou o capitalismo, um “sistema que impôs a lógica dos lucros a qualquer custo, sem pensar na exclusão social ou na destruição da natureza”, segundo ele. E foi além: “Digamos sem medo: queremos uma mudança real, uma mudança de estruturas. Este sistema já não se aguenta, os camponeses, trabalhadores, as comunidades e os povos tampouco o aguentam. Tampouco o aguenta a Terra, a irmã Mãe Terra, como dizia são Francisco”.

É de embrulhar o estômago. Em primeiro lugar, esse papa, com formação teológica de cura de aldeia, não tem competência teórica e vivência prática para cuidar desse assunto. Em segundo lugar, os movimentos que hoje lutam pela preservação do planeta são exclusivos de regimes democráticos, onde vige o capitalismo. Ou este senhor poderia fazer essa pregação na China, por exemplo, onde o capitalismo de estado é gerido pelo Partido Comunista?

Pior: o papa está numa jornada que inclui o Equador e a Bolívia, duas protoditaduras que, na pegada da Venezuela, instrumentalizam o discurso anticapitalista para dar força a milícias que violam direitos individuais e que não reconhecem a propriedade privada como motor do desenvolvimento.

Evocando um igualitarismo pedestre, disse Sua, não mais minha, Santidade: “A distribuição justa dos frutos da terra e do trabalho humano é dever moral. Para os cristãos, um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres o que lhes pertence”. A fala agride a lógica por princípio. Se o tal “que” pertencesse aos pobres, pobres não seriam. A fala repercute a noção essencialmente criminosa de que toda a propriedade é um roubo. Como esquecer que essa concepção de mundo de que fala o papa já governou quase a metade do mundo e produziu atraso, miséria e morte?

Eu já tinha tido cá alguns engulhos quando, recentemente, o cardeal argentino resolveu se meter a falar sobre a preservação da natureza, com uma linguagem e uma abordagem que lembravam o movimento hippie da década de 60. Ele voltou ao ponto: “Não se pode permitir que certos interesses — globais, mas não universais — submetam Estados e organismos internacionais e continuem destruindo a Criação”.

Como? O homem destruindo a Criação? O catolicismo de Francisco, na hipótese benevolente, se esgota numa leitura pobre do Gênesis. Na não benevolente, é apenas uma expressão do trogloditismo de patetas terceiro-mundistas como Rafael Correa, Evo Morales, Nicolás Maduro e Cristina Kirchner.

O próximo papa, por favor!

O governo Dilma é um cadáver insepulto



A presidente Dilma Rousseff tenta manter a falsa ilusão de 'gerentona' inabalável mas, de acordo com o historiador Marco Antonio Villa, "a renúncia é uma das cartas de triunfo" da presidente. Na conversa com o colunista de VEJA Augusto Nunes, Villa pontua o governo só se mantém no poder graças a partidos inexpressivos.

Assessoria da CNBB defende os réus da Lava Jato e Petrolão


Após quase um ano de abençoado silêncio, rompendo longa tradição de frequentes edições trimestrais ou quadrimestrais, a assessoria da CNBB emitiu nova Análise de Conjuntura. Eu estava convencido de que a cúpula da entidade houvesse apontado a porta da rua à equipe, após a produção do texto relativo a agosto de 2014. Naquele documento, em incisiva defesa da candidatura presidencial governista, os redatores se enredaram em previsões sobre a realidade nacional que conseguiram ser tão falsas e enganosas quanto as da candidata petista. Para os assessores da Conferência, naqueles dias, a única coisa que fazia mal ao Brasil era o sombrio discurso da oposição e as previsões de um certo ente maligno, filho do demônio com a Madame Mim, que atende pelo nome de mercado.

Pois eis que as análises de conjuntura renascem das lixeiras. Foram, ao menos recicladas? Não. Vêm no mesmo tom de sempre, classificando como retrógrado tudo que significa progresso e de progressista todo retrocesso. Num ponto discordam do governo, mas não das posições históricas do petismo: colocam-se contra a responsabilidade fiscal e as medidas tomadas para reduzir o gasto do Estado. Querem jantar num Brasil à grega!

Afirmam haver no país um ambiente hostil aos direitos humanos. Esquecem, como tantos falsos defensores desses direitos, que os direitos humanos fundamentais - vida, liberdade e propriedade - são os mais furiosamente atacados por aqueles a quem defendem, homicidas, estupradores, sequestradores e assaltantes, de todo tipo e idade, de cujas vítimas não se ocupam. Sustentam que o desemprego cresce por conta de uma perversidade inerente à natureza do empreendedorismo e do capital privados, e não pelo desastre econômico e fiscal em que o governo, irresponsavelmente, lançou o país.

Acima e além de tudo isso, o que mais impressiona no texto, elaborado para iluminar o discernimento dos senhores bispos, é a contradição entre uma breve condenação à corrupção, com louvores ao jornalismo investigativo e o que vem depois: obcecada defesa dos réus e investigados nos processos do petrolão e da operação Lava Jato. Nisso, superam o próprio PT! Condenam o que chamam "politização do judiciário" e criticam a "condenação midiática". Falam em agressão aos princípios da "presunção de inocência" e do "devido processo legal". Renegam o instituto da delação premiada (objeto de "pressão sobre acusados") e falam em "rito sumário de condenação".

Proclamam estar em curso uma ruptura de princípios jurídicos fundamentais. Só faltou dizerem que o juiz Sérgio Moro é que deveria estar preso. E arrematam: "Tais práticas, realizadas com os holofotes da grande mídia brasileira, transformam réus confessos em heróis". Inacreditável, leitor? Está tudo aqui.

Quem são os autores dessa extraordinária peça? São quatro padres e quatro leigos. Dos primeiros nada sei exceto aquilo que assinaram. Dois dos leigos são membros da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB, e quem é do ramo sabe, portanto, em que time jogam. Dos outros dois, um foi braço direito de Gilberto Carvalho na Secretaria de Articulação Social da Presidência da República e o outro foi candidato a deputado federal pelo PT do Distrito Federal em 2010. Assim está e permanece a CNBB, com concordância de muitos, leniência de outros tantos e discordância de poucos senhores bispos, tomada por dentro e por fora, para tristeza e constrangimento do mundo católico brasileiro.


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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.