segunda-feira, 6 de abril de 2015

LULA em mais uma estratégia sórdida contra OPERAÇÃO LAVA JATO e manifestantes


A fama de “grande estrategista político” de Lula é bastante conhecida no meio. É pena que seu talento exista apenas para livrar o próprio rabo e nunca em favor dos interesses do povo. Empenhado em intensificar a defesa do governo e da presidente Dilma Rousseff no Congresso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha nos bastidores para mudar a bancada do PT na Câmara.

Lula jantou anteontem com o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB. O propósito do ex-presidente é o de interferir na estrutura política carioca em favor de seus interesses. Lula pediu que um deles abra vaga no secretariado para um deputado federal petista do Rio, a fim de dar lugar na Câmara ao primeiro-suplente, Wadih Damous (PT-RJ).

É isso mesmo que você leu. Lula quer que que Pezão convoque um deputado eleito e lhe dê ou crie uma nova secretaria com o único propósito de levar mais um deputado petista para Brasilia.

Segundo Lula, Damous, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), poderá fazer uma sustentação não só política, mas jurídica e técnica, contra movimentos como o que pede o impeachment da presidente.

Também poderá questionar os métodos da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobrás.

O ex-presidente ficou encantado quando Damous discursou no ato em defesa da Petrobras no Rio de Janeiro, aquele em que Lula conclamou o exército do MST.  Na ocasião, ele defendeu que as delações premiadas são como uma espécie de tortura de presos políticos, nos moldes da ditadura.

O ex-presidente diz que falta à bancada petista um parlamentar com o perfil de Damous.


No jantar, do qual participou o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), ficou acertado que Paes estudará como levar um petista para a prefeitura. Já o governador Pezão não disse que sim, nem que não.

A MARAVILHOSA SEGURIDADE SOCIAL CUBANA



A TV cubana está exibindo um comercial (gravado em péssimas condições de um televisor dos anos 70) sobre a "maravilhosa" seguridade social cubana. Assista-o aqui: 

Rapidamente, os jornalistas independentes saíram a capturar a realidade como a vêm na miséria social de Havana. Estão postando vídeos, como este que estou exibindo, e como este outro, que pode ser assistido abaixo:

VOCÊ TEM BRIOS?

Por General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva.

Os governos do PT e aliados, com Lula e Dilma na presidência da República, afundaram o Brasil em um fosso econômico, político, moral e social, por incompetência administrativa, leniência ou conivência com a corrupção e, também, desleixo com os recursos nacionais. Para manter o poder, enganaram a Nação usando políticas populistas irresponsáveis, que levaram ao caos econômico. Mentiram ao povo sobre a situação real do País, a fim de ganhar a eleição em 2014.

Mas que país é este onde a liderança política faz a festa usando recursos públicos, com propósitos inconfessáveis, e depois apresenta a conta ao povo?

O Brasil está falido e os cidadãos e cidadãs terão que arcar com o prejuízo, pois não há outra solução.

Os ajustes são necessários, entretanto, a Nação quer saber como essa liderança irresponsável vai pagar? O custo para ela deveria ser o fim do PT e a responsabilização política de Lula, Dilma, aliados e outros tantos que levaram ou permitiram que o Brasil fosse à falência econômica, moral e social. Tudo isso, sem prejuízo da prestação de contas com a justiça, quando for o caso.


Se você ficar sentado em casa, diante da TV ou do computador, todos eles ficarão “muito bem, obrigado”, pois permanecerão no pedestal onde pensam que tudo podem e se julgam inacessíveis. Por isso, se você tem brios e não admite ser feito de (me perdoe o termo) otário, vá para a rua dia 12 de abril. Exija a renúncia ou o impeachment de Dilma, o fim do PT, a aposentadoria política de Lula e deixe claro que desaprova a relatoria do Ministro Toffolli no julgamento do petrolão no STF.


Pátria Educadora ou ideologizadora?

Por Sérgio Alves de Oliveira

Sem dúvida o lema escolhido para o quarto mandato presidencial  consecutivo do PT, o segundo da Sra. Dilma Rousseff, escancara a contradição entre o discurso e a prática desse partido à frente do Governo, e também, indiretamente, à frente dos  outros Dois Poderes (Legislativo e Judiciário), pelos excessivos poderes conferidos ao Executivo, que faz o que “bem-entende”, comprando e nomeando, respectivamente,  os  membros desses outros  poderes. Isso decorre do fato dos poderes-de-Estado  não serem “equilibrados, harmônicos e independentes”, conforme  ideal preconizado por Montesquieu, no Século XVII, e previsto na própria Constituição brasileira.

Esses adjetivos estão somente no papel, no respectivo dispositivo constitucional. Nunca na prática, na realidade. Não há equilíbrio, harmonia  e independência entre os Três Poderes (Executivo,Legislativo e Judiciário). Prepondera sempre o poder de um deles: do poder executivo.

Tentarei demonstrar que a política da “pátria educadora” tem as suas raízes na “política dos coronéis”, velha conhecida da sociologia. O “coronel” que era, e ainda é, em grande parte, o principal tipo de político em ação, principalmente nas zonas rurais e interior do Brasil, seduz as suas “vítimas” (eleitores), prometendo-lhes “mil” coisas, para melhora das suas vidas. É claro que nunca serão cumpridas.

Em consequência, o único trabalho que terão será o de “votar nele”. Não precisam nem pensar, raciocinar, trabalhar, olhar, cheirar e ouvir. O “coronel” fará esses trabalhos por eles. Pensará, raciocinará, trabalhará ,olhará , cheirará  e ouvirá por todos os seus eleitores.

Impressiona observar que o  PT, desde o início, se agarrou com “unhas e dentes” na pedagogia do Professor Paulo Freire, fazendo da sua pregação uma das suas principais bandeiras, discursando que estava na política  para defender os “oprimidos”, contra os “opressores”, nos governos e parlamentos  para os quais fossem eleitos.

Mas porventura o Partido dos Trabalhadores, agora no Governo, não estaria usando um lema de conteúdo diametralmente oposto ao que pregava Paulo Freire? O lema “pátria educadora” não seria uma nova versão da “politica dos coronéis”, onde o povo não sabe nada e a “pátria” - ”coincidentemente” constituída por eles mesmos - sabe tudo? Não seria recomendável inverter essa situação, passando o povo a educar a pátria e, por  via de consequência, seus dirigentes? Afinal de contas, o estado deve servir o homem,ou  é o contrário?

Impropriedade  desse tipo foi dita pelo Presidente John Kennedy, dos   Estados Unidos da América: ”não perguntes o que a pátria pode fazer por você, porém o que você pode fazer pela pátria”. O pior é que isso é comemorado como sinal de sabedoria e democracia. Com essas palavras, Kennedy inverteu o problema finalístico do Estado, ou seja, afirmando que o homem deve servir ao estado, e não o estado ao homem,  como deveria ser.

Essa frase serve como uma luva aos que buscam fazer do homem um escravo do estado. Acontece muito nos regimes absolutistas, nas tiranias, oligarquias  e  OCLOCRACIAS  (falsas democracias), esta última aplicada à pleno vapor no Brasil. Mas essa postura governamental, aqui na terra tupiniquim, não é nova. É repetitiva.

Desde o início dos seus governos o PT tem como “carro-chefe” da sua política o programa “bolsa família” (e outras bolsas), que não passa de uma esmola “oficial” que incentiva seus beneficiários à vagabundagem e a jamais  se libertarem desse grotesco “assistencialismo”. Que não promove nem liberta ninguém. Essa política de governo também era combatida radicalmente pelo pedagogo Paulo Freire, que teve, no caso, suas lições “viradas-ao-avesso”, pelos discípulos oportunistas, logo que assumiram seus mandatos.

Trocando em miúdos, o lema “pátria educadora” se trata da aplicação da POLÍTICA DO OPRESSOR, da política dos “coronéis”, jamais a do OPRIMIDO, como aparece no “discurso enganador”.

A outra versão que poderia ser debatida é no sentido de desvendar a suspeita de que mediante essa nova política  o Governo estaria dando forma à IDEOLOGIZAÇÃO DE ESQUERDA, que informalmente já está em curso nos currículos escolares, usando a  partir de agora o lema PÁTRIA EDUCADORA como  pretexto e mesmo máscara, inclusive para os efeitos de “arrancar” verbas públicas para manifesta propaganda política, tudo ao amparo das leis, que “eles “ mesmos fazem ou mandam fazer.

Sem dúvida o objetivo do programa “pátria educadora” é estabelecer a ditadura do pensamento, onde o corpo “docente” (educadores), sob patrocínio  governamental, é treinado numa só direção político-ideológica, de esquerda, claro, enquanto o “rebanho” discente (educandos) não fica com qualquer alternativa de ser educado nas outras opções ideológicas não  previstas  no currículo oficial, optando por uma delas.  Portanto não nenhuma democracia na “pátria educadora”.

Essa é a PEDAGOGIA DA DITADURA DO PENSAMENTO.


Fonte: Alerta Total



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Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

Anencefalia e Humanidade


Nazifascismo e Comunismo: Irmãos siameses


Stalin e Hitler: tudo a ver
Em 26 de agosto de 1939 Stalin assombrou o mundo com a assinatura do Pacto Nazi-Soviético. No Kremlin, ele e Von Ribbentrop levantaram o histórico brinde “pela saúde do grande Fuhrer”, e o Pravda enaltecia, em editorial, “os laços entre os dois povos, cimentados em sangue”.

É difícil ignorar as conexões psicológicas, filosóficas e históricas entre o nazismo e o comunismo. No início dos anos 30, os comunistas apoiaram entusiasticamente os esforços nazistas para derrotar o inimigo comum: a social-democracia.

Também não dá para ignorar que os primeiros filiados ao partido nazista eram ex-comunistas. O próprio Hitler não deixou nenhuma dúvida a esse respeito: “Existem entre nós e os bolcheviques mais pontos comuns do que divergências” (”Discursos de Hitler”,Hermann Rauchning, página 133).
      
O Procurador-Geral do Reich, Holand Freisler, havia sido comissário soviético na Ucrânia e Joseph Goebbles, quando estudante demonstrara clara preferência pelo socialismo em detrimento do nacionalismo. Estava convencido de que comunismo e nazismo guardavam a semelhança de sósias e  sentia enorme respeito por Lenin (“O Diário Matinal de Goebbls”, Helmuto Heiber, páginas 24 a 62).

Segundo Hitler, “Não é a Alemanha que irá se tornar bolchevista e sim o bolchevismo é que se transformará em nacional-socialismo. O pequeno burguês social-democrata e o chefe do sindicato jamais poderão ser nacional-socialistas, mas os comunistas, sempre (...) Uma aliança russo-alemã significa simplesmente a confluência de dois rios que correm para o mesmo mar, o mar da revolução mundial. A Alemanha e a Rússia, se se unirem, transformarão o mundo radicalmente” (“Interpretação de Hitler”, Paul Schmidt, página 134).

Hitler e Stalin formaram a mais sórdida aliança de toda a história. O marechal Ribbentrop, quando chegou a Moscou para firmar o célebre “pacto cimentado em sangue”, bandeiras com a cruz gamada tremulavam ao lado da foice e do martelo, com uma banda executando, com ênfase, a “Horst Wessel Lied”, o hino nazista, e a Internacional. Logo a seguir a Polônia era invadida pelos exércitos de ambos os países. Folhetos distribuídos por ordem do marechal Timoschenko inundaram as linhas de defesa polonesas: “Soldados, matem seus oficiais e generais. Não obedeçam às suas ordens...”.

Em pouco tempo, a fortaleza de Brest-Litovsk caiu após o ataque conjunto dos exércitos alemão e soviético e mais uma vez as bandeiras com a cruz gamada e a da foice e o martelo tremularam lado a lado.

A Polônia foi ocupada assim como Engels formulou em sua carta dirigida a Karl Marx em 23 de maio de 1851, quase um século antes: “Tirem tudo o que puderem dos poloneses do Leste. Atirem-nos ao fogo, devorem suas terras e, se os russos concordarem, façam aliança com eles e forcem os poloneses a ceder”(“A Revolução dos Intelectuais”, páginas 52 e 53).

É sabido que durante o avanço sobre a Polônia, o Exército Vermelho suplantou os nazistas em matéria de crueldades. De acordo com o embaixador italiano em Varsóvia, “a barbárie alemã é superada mil vezes pelos indescritíveis horrores das tropas bolcheviques” (“Diário de Ciano”, página 162).

Depois da pavorosa matança, vagões abarrotados com famílias seguiram para os campos de concentração nazistas e comunistas. O sinistro apelo de Engels a Marx tornara-se realidade.

Dados estatísticos comprovam que a polícia secreta soviética deportou um milhão e meio de poloneses para os campos da morte na Sibéria (“Trabalho Forçado na Rússia Soviética”, David Dallin e Boris Nicolaevsky, páginas 263 e 264).

Os soviéticos da NKVD deram uma aula em matéria de atrocidades aos seus colegas da Gestapo.

Os campos de concentração nazistas pareciam ficar devendo muito aos seus congêneres soviéticos. Até no temível campo de Dachau vários cidadãos soviéticos preferiram enforcar-se a voltar para sua pátria.

Os nazistas mataram, mas os soviéticos mataram mais. Os habitantes da União Soviética, a pátria do socialismo, eram divididos em três categorias: ex-prisioneiros, prisioneiros, e futuros prisioneiros.

É interessante também recordar o chamado Massacre de Katyn. O comando alemão fez, em abril de 1943, uma chocante revelação: na floresta de Katyn, perto de Smolensk, haviam sido descobertos milhares de cadáveres de oficiais poloneses, enterrados em valas comuns. Moscou reagiu prontamente, alegando que o referido genocídio havia sido obra do exército alemão, durante seu avanço em setembro de 1941.

A controvérsia resultou em uma investigação científica, realizada in loco por uma comissão internacional composta pelos mais renomados médicos de toda a Europa. Jornalistas de vários países também estiveram presentes durante a exumação dos corpos.

A cena foi macabra.  Apareceram 4.143 corpos de oficiais poloneses assassinados pela NKVD, antecessora da KGB. Dentro das valas foram encontrados jornais soviéticos datados de abril de 1940 (época da vigência do Pacto Nazi-Soviético).

Os cadáveres estavam vestidos com pesadas roupas de inverno, e o parecer da Comissão foi unânime, responsabilizando a União Soviética pelo massacre de Katyn. Tanto é assim, que durante os julgamentos de Nuremberg, não houve nenhuma alusão, em seu veredicto final, a qualquer culpa da Alemanha no pogrom de Katyn.

Finalmente, em 1989, Mikhail Gorbachev admitiu que a NKVD foi, realmente, a responsável pelo Massacre de Katyn e, no ano seguinte, com data de 25 de março de 1990, nos tempos da “glasnost” e da “perestroika”, foi elaborado um documento, em Moscou, com o título “Lista de Autoridades Soviéticas e Trabalhadores da NKVD que Participaram da Tragédia de Katyn”, que pôs um ponto final no assunto.



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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

domingo, 5 de abril de 2015

NÃO TEMOS O DIREITO DE ESQUECER!
Palavras do Presidente do Clube Militar, durante o almoço, 31 de Março de 2015.


Prezados amigos do Clube Militar:

Em mais um 31 de março, em modesta homenagem da Casa da República, dirigimo-nos a nossos ilustres associados, comentando brevemente o motivo de nossa comemoração.

Todos sabemos qual a situação do Brasil no início da década de 1960, após a inesperada renúncia do Presidente Jânio Quadros. A ela seguiu-se um torvelinho de tensões econômicas, políticas e sociais que ameaçavam levar de roldão nosso país na direção do ponto central que tudo tragava.

Vivíamos, o que muitos propositadamente ignoram, o auge da Guerra Fria. No final de 1962 o mundo estivera perigosamente perto do conflito nuclear entre as superpotências da época, na Crise dos Mísseis em Cuba.

A União Soviética agregava territórios a seus domínios, sufocava qualquer tentativa de insurreição nos países escravizados, como acontecera em Budapeste. Dominava metade da Alemanha, e Berlim Ocidental era uma ilha cercada pelos muros vermelhos. Dirigentes comunistas, impostos pela força e fiéis a Moscou, governavam com mão de ferro e apoio de tropas soviéticas a Polônia, Romênia, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Hungria, Bulgária e Albânia. No Oriente, os comunistas assumiram a Coréia do Norte, a China continental, e acabariam estendendo seus tentáculos sobre o Camboja, Vietnã e Laos.

Na África, a campanha de expansão comunista ensanguentou Guiné Bissau, Cabo Verde, Congo, Argélia, Namíbia, Angola e Moçambique.

Os ventos da Guerra Fria também chegaram ao Caribe: Cuba transformara-se em um satélite de Moscou, um verdadeiro porta-aviões ancorado a poucas milhas do território norte-americano, e a luta estendeu-se a Honduras, Panamá, Nicarágua, El Salvador.

Na América do Sul, as bases comunistas se ampliavam no Chile, Argentina, Uruguai, Bolívia. E no alvo mais cobiçado, o gigantesco e aparentemente indefeso Brasil.

Esta visão do avanço vermelho pelo mundo inteiro e do perigo que isso representava para nossa Pátria é, em muitas ocasiões, menosprezada pelos estudiosos do período, às vezes por ignorância, às vezes por falta de visão estratégica, quase sempre por má-fé.

Para a seleta audiência que hoje nos honra com sua atenção, não é preciso detalhar a ação deletéria de Goulart, Prestes, Brizola, Arraes, Francisco Julião, do PCB, CGT, PUA, UNE, das Ligas Camponesas, dos Grupos dos 11.

Toda essa conspiração, esses movimentos solertes para empolgar o poder e implantar o comunismo no Brasil, toda a agitação, a violência, a baderna, a crescente confiança e o crescimento da atitude desafiadora, a falsa certeza de que as Forças Armadas estavam infiltradas e dominadas por um grande número de comunistas, prontas a aderir à revolução socialista iminente, tudo foi rápida e eficientemente dominado pelas lideranças democráticas e pelos bravos e dedicados militares que atenderam ao chamado desesperado da sociedade brasileira, expresso na imprensa, nas igrejas, nos lares e nas ruas.

O ponto máximo da subversão foi atingido em 30 de março de 1964, quando o Presidente João Goulart, em comício aqui ao lado, no Automóvel Clube, conclamou os sargentos a tomarem os quartéis e prenderem os oficiais, anunciando para dentro em breve as nebulosas reformas que sairiam, “a despeito do Congresso ou dos generais fossilizados e ultrapassados”. O Comandante Supremo das Forças Armadas atacava os seus pilares básicos: a hierarquia e a disciplina.

O Exército não falou, agiu. Na manhã de 31 de março iniciou-se o deslocamento das tropas de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro.

A sorte estava lançada e o aparentemente sólido castelo da subversão, inflado pela demagogia e pela propaganda, acreditando numa força que era apenas retórica, desmoronou ao primeiro embate.

A Nação estava salva, tínhamos cumprido nosso dever.

Hoje, quando o Brasil vive instantes de tanta instabilidade, em que os aproveitadores usam todas as armas para manter-se no poder e sangrar os cofres públicos, lembremos aqueles companheiros que, há 51 anos, souberam decidir na hora exata e agir sem temor para recolocar nossa Pátria nos rumos da liberdade e da democracia.

Recordemos, finalmente, o que escreveu nosso saudoso companheiro e amigo, o Gen Sergio Augusto de Avellar Coutinho:


“Esquecer 1964 é uma atitude de capitulação moral e intelectual. É ocultar das atuais gerações o papel exemplar das Forças Armadas, impedindo a criação da república sindicalista e da ditadura do proletariado.”

Situação política do Brasil antes de 1964

Por Cel Ref Carlos Alberto Brilhante Ustra

Governo João Goulart - 07/09/1961 a 31/03/1964

João Belchior Marques Goulart, “Jango”, advogado, natural de São Borja, RS, iniciou suas atividades políticas em 1946, no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Eleito deputado estadual, no período de 1946-1950, e deputado federal, em 1951, foi também ministro do Trabalho Indústria e Comércio no governo Getúlio Vargas. Candidatou-se ao Senado, em 1954, mas foi derrotado. Foi vice-presidente da República no governo Juscelino Kubitschek e, por força de dispositivo constitucional, presidente do Senado (1956-1961). Em 1960, reelegeu-se vice-presidente da República, concorrendo na chapa de oposição ao candidato da União Democrática Nacional (UDN), Jânio Quadros.

Com a renúncia de Jânio e por estar em viagem à China, o Brasil viu o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumir a Presidência da República, conforme previa a Constituição vigente.

Nessa ocasião, os ministros militares de Jânio, general Odylio Denys, da Guerra; brigadeiro Grüm Moss, da Aeronáutica; e o almirante Sílvio Heck, da Marinha, tentaram impedir, sem sucesso, a posse de Jango.

Foi constituída uma Junta Militar, composta pelos três.

Os treze dias que se seguiram foram de muita tensão. A recusa a um governo chefiado por Goulart representava a repulsa ao populismo e ao “varguismo”. Em alguns lugares, foram iniciados movimentos para empossar Jango na Presidência da República.

O Rio Grande do Sul foi o ponto-chave da reação em apoio a Jango. Leonel Brizola, governador do estado, cunhado de Goulart, manifestou-se em defesa da posse e iniciou intensa campanha de mobilização popular com o apoio da imprensa e das rádios gaúchas, criando a “Cadeia da Legalidade”, que operava com 104 emissoras da região.

A solução para a crise foi a mudança do sistema de governo, aprovada pelo Congresso Nacional, em 2 de setembro, por meio da Emenda Constitucional nº 4, que instalou o regime parlamentarista no Brasil.

Finalmente, João Goulart foi empossado na Presidência da República, em 7 de setembro de 1961, sob o regime parlamentarista, aprovado às pressas pelo Senado, para resolver a grave crise político-militar desencadeada. Tinha como primeiro-ministro Tancredo Neves - 07/09/1961 a 26/06/1962.

Os anos seguintes foram marcados, ininterruptamente, por conflitos políticos e sociais. Em parte, o desgoverno refletia a personalidade dúbia de João Goulart. Se de dia anunciava as reformas planejadas “na base do estrito respeito à Constituição”, à noite, pressionado por outras opiniões, anunciava seu propósito de fazê-las “na lei ou na marra”. Greves e mais greves, algumas criadas no próprio Ministério do Trabalho, se sucediam pelo País. Bancos, escolas, hospitais, serviços públicos, transportes, tudo era paralisado. As filas para compra de alimentos eram intermináveis. Faltavam gêneros alimentícios de primeira necessidade. A inflação era galopante.

Jango reatou relações diplomáticas com a URSS, rompidas no governo Dutra, e foi contrário às sanções impostas a Cuba. Realizou um governo contraditório. Estreitou alianças com o movimento sindical e tentou implementar uma política de estabilização, baseada na contenção salarial. Determinou a realização das chamadas reformas de base: reformas agrária, fiscal, educacional, bancária e eleitoral, condições exigidas pelo FMI para a obtenção de novos empréstimos e para a renegociação da dívida externa. Para ele, elas eram necessárias ao desenvolvimento de um “capitalismo nacional progressista”.

Limitou a remessa de capital para o exterior e nacionalizou empresas de comunicação.

A oposição ao governo aumentou com o anúncio dessas medidas. Jango perdeu suas bases e, para não se isolar, reforçou as alianças com Leonel Brizola, seu cunhado e deputado federal pela Guanabara, com a UNE e com o Partido Comunista Brasileiro que, apesar de clandestino, mantinha forte atuação nos movimentos estudantil e sindical.

A atuação das organizações subversivas era grande. Em 18 de novembro de 1961, uma delegação de comunistas brasileiros enviada ao XXII Congresso do Partido Comunista da União Soviética foi recebida no Kremlin por dirigentes russos. Lá, Luís Carlos Prestes e seus seguidores receberam instruções para o preparo político das massas operárias e camponesas e para a montagem da luta armada no Brasil.

No início de 1962, os comunistas conquistaram o domínio da UNE e da Petrobrás.

O VI Congresso dos Ferroviários mostrou o nível de infiltração comunista no setor de transportes. Um comando unificado orientava e conduzia as ações dos rodoviários, ferroviários, marítimos e aeroviários.

O jornal oficial do Partido Comunista Brasileiro circulava, diariamente, com artigos audaciosos. As vitórias da União Soviética no plano internacional estimulavam a aceleração do processo revolucionário no Brasil.

Em fevereiro de 1962, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), dissidente do PCB e recém-criado, organizou-se e passou a defender a luta armada como instrumento para a conquista do poder, seguindo o conceito chinês da “guerra popular prolongada”.

A tensão social em junho de 1962 era dramática. A excitação popular atingiu o auge em Caxias-RJ, em 5 de julho, com a greve no setor petrolífero, com expressivos prejuízos para o Brasil.

O movimento grevista crescia dia-a-dia. O Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), criado em 5 de julho de 1962, apresentou numerosas exigências, ameaçando com uma greve geral. O movimento operário levantou a bandeira da luta por um novo poder: a greve política.

O CGT emitia manifestos e instruções com as diretrizes do Partido Comunista Brasileiro. Em 14 de setembro, deflagrou nova greve geral pela antecipação do plebiscito para consulta popular sobre o sistema de governo. O movimento grevista paralisou, quase totalmente, a Nação e declarou, em manifesto, que a vitória comunista estava próxima.

“Os sinais de conspiração janguista podiam ser vistos por toda a parte, segundo Júlio Mesquita Filho. O próprio governo orientava as greves que se sucediam e incentivava a quebra da hierarquia militar, apoiando os sargentos e marinheiros em rebelião contra seus superiores. No meio da sucessão de crise, Luís Carlos Prestes chegou a dizer publicamente que os comunistas já estão no governo embora ainda não no poder.”

(O Estado de S. Paulo - caderno 2 - “Trajetória de um liberal movido pelo amor ao País” - 12/07/1999).

A disciplina militar se deteriorava rapidamente. Havia insatisfação e divergência nos quartéis. Alguns militares aliaram-se à subversão e procuraram levá-la para o interior dos quartéis.

Em março de 1962, a Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil foi fundada e tornar-se-ia mais um centro de agitação comunista.

O Exército era constantemente atacado pela imprensa comunista, particularmente pelas atividades contra as Ligas Camponesas.

A pregação comunista tornava-se franca e aberta. Preparava-se o povo para fazer a revolução.

A esquerda alegava que as dificuldades do País não provinham das ações fracas do presidente, mas, sim, dos problemas acarretados pelo regime parlamentarista.

A revogação do parlamentarismo, após um plebiscito nacional, em 6 de janeiro de 1963, levou João Goulart a assumir o governo com todos os poderes do regime presidencialista. No entanto, isso mostrou que, com mais poderes, o presidente somente deu curso a maiores desordens. Crescia a agitação política.

Na esquerda, apoiando Jango, estavam organizações como a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), os Partidos Comunistas, as Ligas Camponesas e outras.

O PCB era o núcleo dominante das decisões e seguia a orientação ditada pelo Comitê Central. Aspirava alcançar o poder em curto prazo, pelos processos que lhe pareciam menos arriscados e mais vantajosos.

Existiam, ainda, outras organizações, como o Partido Operário Revolucionário Trotsquista (PORT)), a Ação Popular (AP), a Política Operária (POLOP) e os Grupos dos Onze, de Leonel Brizola, que pretendiam atingir o poder pelas armas.

Era clara a ingerência externa para transformar o País em uma república comunista.

O Movimento de Cultura Popular, criado em Recife, com o apoio da UNE, do Ministério da Educação e com auxílio financeiro externo, se desenvolvia em todo o País. Sob o disfarce de combate ao analfabetismo, realizava abertamente a doutrinação comunista. Vindos de Moscou, substanciais fundos fortaleciam a UNE, que publicava um jornal semanal marxista e panfletos inflamados e distribuía material de leitura, “para combater o analfabetismo”. Esse material incluía o manual de guerrilhas de Che Guevara, traduzido por comunistas brasileiros. Líderes da UNE fomentavam greves estudantis e distúrbios de rua.

De 28 a 30 de março de 1963, o Partido Comunista Brasileiro promoveu o Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, reunindo, em Niterói, na sede do Sindicato dos Operários Navais, delegações de várias nacionalidades. Luís Carlos Prestes, em sua abertura, disse que gostaria que o Brasil fosse a primeira nação sul-americana a seguir o exemplo da pátria de Fidel Castro.

A revolução cubana servia de modelo para organizações revolucionárias comunistas, atuantes na época, que concordavam com a luta armada para a conquista do poder.

O ano de 1963 foi pródigo de conflitos na área rural. A violência era pregada abertamente. Grupos armados, em vários pontos do País, invadiam propriedades, com a conivência de autoridades e de membros da Igreja Católica. O movimento crescia com os discursos inflamados de Miguel Arraes, Pelópidas Silveira e outros líderes de esquerda.

Mais de 270 sindicatos rurais eram reconhecidos pelo Ministério do Trabalho, a maioria infiltrada por líderes comunistas. Enquanto fazendeiros e sindicalistas se armavam, os conflitos se multiplicavam. Dezenas de mortos e feridos era o saldo desses confrontos.

Segundo Prestes, o PCB já podia se considerar no governo. Cargos importantes nos governos federais e estaduais e no Judiciário estavam em mãos de comunistas e seus aliados.

Em 12 de setembro de 1963, apoiados pela POLOP, que deslocou para Brasília Juarez Guimarães de Brito, 600 militares, entre cabos, sargentos e sub-oficiais da Marinha e da Aeronáutica, rebelaram-se, em Brasília, contra a decisão do Supremo Tribunal Federal, que se pronunciara contra a elegibilidade do sargento Aimoré Zoch Cavalheiro, eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul. A Constituição de 1946 declarava inelegíveis os militares da ativa.

O comando geral da rebelião era liderado pelo sargento da Força Aérea Brasileira Antônio Prestes de Paula. Os revoltosos ocuparam, na capital federal, o Departamento Federal de Segurança Pública, a Estação Central de Radiopatrulha, o Ministério da Marinha e o Departamento de Telefones Urbanos e Interurbanos e, a seguir, prenderam alguns oficiais, levando-os para a Base Aérea de Brasília.

A reação à rebelião logo se fez sentir. Os blindados do Exército ocuparam pontos estratégicos de Brasília e dirigiram-se para o Ministério da Marinha, onde os rebeldes se entregaram. Alguns elementos saíram feridos. Houve dois mortos, o soldado fuzileiro Divino Dias dos Anjos, rebelde, e o motorista civil Francisco Moraes.

O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, na edição do dia 19 de setembro, publicou parte do plano dos sargentos, apreendido pelas autoridades militares.

Depoimento do ex-sargento José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, a respeito da revolta dos sargentos:

“... entramos em contacto com uma organização revolucionária muito conhecida no Brasil: a Política Operária (POLOP). A POLOP surgiu depois de 1960 e tivera uma participação muito ativa na ocupação de Brasília, em 1963. Foi a única organização que deu algum apoio político àquela ação dos sargentos.”

(CASO, Antônio. A Esquerda Armada no Brasil).

Em outubro, Jango que, um mês antes, participara de um comício comunista no centro do Rio de Janeiro, preocupado com a crescente agitação, solicitou ao Congresso a decretação do estado de sítio. Sob intensa pressão política, quatro dias depois retirou a solicitação.

João Goulart, passando a negociar diretamente com o Partido Comunista Brasileiro, recebeu seus representantes e entabulou acordos políticos que satisfizessem às pretensões do partido e aos interesses do governo, formando uma frente popular para a unificação das forças esquerdistas.

Tudo levava a crer que estava próxima, finalmente, a instalação da “República Sindicalista”. Pelo menos assim pensavam João Goulart e as organizações que o apoiavam.

Em 10 de janeiro de 1964, o secretário-geral do PCB, Luís Carlos Prestes, foi a Moscou informar a Nikita Kruschev o andamento dos planos acordados em 1961. Informou a Kruchev que “os comunistas brasileiros estavam conduzindo os setores estratégicos do governo federal e preparavam-se para tomar as rédeas”.

Prestes pintou um quadro propício ao desencadeamento da revolução, subestimando a reação e superestimando os meios disponíveis:

- poderoso movimento de massas, mantido pelo Partido Comunista e pelo poder central;

- um Exército dominado por forte movimento democrático e nacio-nalista;

- oficiais nacionalistas e comunistas dispostos a garantir, pela força, um governo nacionalista e antiimperialista; e

- luta pelas reformas de base.



“No Brasil o potencial revolucionário é enorme. Se pega fogo nessa fogueira, ninguém poderá apagá-la” (disse Mikhail Suslov, ideólogo do Partido Comunista da União Soviética).

A exemplo de 1935, a revolução começaria pelos quartéis. O dispositivo militar seria o grande trunfo.

Os comunistas brasileiros nunca estiveram tão fortes quanto em 1964. Só que, como acontecera em 1935, Prestes transmitira a Moscou uma impressão excessivamente otimista com relação ao apoio militar e ao apoio do povo.


Enquanto isso, Fidel Castro, sob os olhos complacentes de Moscou, adiantou recursos a Leonel Brizola para a insurreição político-militar.

Em 13 de março de 1964, foi realizado um comício defronte à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, patrocinado pelo Partido Comunista Brasileiro. Naquela ocasião, o presidente anunciou um elenco de mensagens radicais a serem enviadas ao Congresso. Em torno do palanque, guardado por soldados do Exército, os participantes trazidos em trens gratuitos e ônibus especiais, aplaudia, com bandeiras vermelhas e cartazes que ridicularizavam os “gorilas” do Exército.

No dia 19 de março de 1964, uma das maiores demonstrações populares, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, percorreu as ruas de São Paulo. Maria Paula Caetano da Silva, uma das fundadoras da União Cívica Feminina, foi a principal organizadora da passeata. A Marcha partiu em direção à Catedral da Sé, com cerca de um milhão de pessoas. A manifestação foi uma resposta da população civil ao restabelecimento da ordem e dos valores cívicos ameaçados.

“A marcha foi uma reação à baderna que estava tomando conta do País. Não podíamos deixar as coisas continuarem do jeito que estavam, sob o risco de os comunistas tomarem o poder”, dizia Maria Paula.

(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2001200404.htm)



Falava-se, abertamente, que, a partir de 1° de maio, o Brasil estaria completamente comunizado.

A crise econômica, marcada por inflação desenfreada, era favorável à situação revolucionária. Os meios de comunicação social - jornais, rádios, peças teatrais, músicas, etc -, infiltrados por comunistas, conclamavam à subversão.

Poucos dias mais tarde, em 25 de março, um grupo de marinheiros indisciplinados, sob a liderança de José Anselmo dos Santos, o “cabo” Anselmo, em uma reunião no Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro, revoltou-se.

Em 30 de março, o presidente da República compareceu, no Automóvel Clube do Brasil, a uma assembléia que reuniu dois mil sargentos. Ouviu, passivamente, os discursos inflamados que atentavam contra a hierarquia e disciplina militar.



Dias decisivos



A situação apontava para o caos, tudo com a conivência de um presidente fraco, sem discernimento, ansioso por manter o poder, custasse o que custasse:

- 3 de março de 1964 - estudantes impediram a aula inaugural do reitor da Universidade Federal da Bahia, Clemente Mariani;

- 13 de março de 1964 - comício na Central do Brasil;

- 19 de março de 1964 - Marcha da Família com Deus pela Liberdade / SP;

- 25 de março de 1964 - reunião dos marinheiros no Sindicato dos Metalurgicos;

- 26 de março de 1964 - Marighella declara: “O partido precisa se preparar, pois está em vias de assumir o poder”;

- 30 de março de 1964 - encerra-se, em Goiânia, o Sexto Ciclo sobre Marxismo, conduzido pelo comunista Jacob Gorender e realizado pelo DCE, com apoio da Reitoria da Universidade Federal de Goiás. Jacob Gorender estivera na URSS por dois anos, voltando em 1957;

- 30 de março de 1964 - assembléia dos sargentos, na sede do Automóvel Clube do Rio de Janeiro, com a presença de Goulart, que fez discurso de incitamento à indisciplina; e

- 31 de março de 1964 - o comandante da 4ª Região Militar, sediada em Juiz de Fora, MG, iniciou a movimentação de tropas em direção ao Rio de Janeiro.



Apesar de algumas tentativas de resistência, o presidente Goulart reconheceu a impossibilidade de oposição ao movimento militar que o destituiu.

Em documento de autocrítica posterior à revolução, intitulado “Esquema para Discussão”, editado ainda em 1964, o Partido Comunista afirma:



“... incorremos em grave subestimação da força do inimigo e não estávamos preparados para enfrentar um golpe da direita...”

“Acreditávamos em uma vitória fácil, através (sic) de um simples pronunciamento do dispositivo de Goulart, secundado pelo movimento de massas.”

“Absolutizamos (sic) a possibilidade de um caminho pacífico e não nos preparamos para enfrentar o emprego da luta armada pela reação.”


As condições “objetivas e subjetivas” para a tomada do poder, sem nenhuma dúvida, estavam presentes. Bastava somente um fato, político ou não, para que as coisas se precipitassem. Era tudo questão de mais dia ou menos dia.

Um gigante, porém, acordou de seu sono e trouxe a reação de que a Nação precisava.

Com precisão cirúrgica e, por isso, sem derramamento de sangue, o Exército Brasileiro, com o apoio das Forças Armadas co-irmãs, partiu ao encontro dos verdadeiros anseios do povo, livrando a Nação das garras dos comunistas e impondo-lhes nova e acachapante derrota.

Recordar os momentos da reação é trazer de volta emoções que passaram a ditar meus atos, a partir daí.

Tinha a mais nítida convicção de ter escolhido o lado certo: o do Brasil livre e soberano.



Fonte:  A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça  - Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra - 10ª edição  - 691 páginas  - texto das Páginas 63 a 70

sábado, 4 de abril de 2015

12 DE ABRIL - ALVORECER DE UM CHOQUE DE VALORES

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

O Movimento Cívico em 15 de março de 2015 levou milhões de brasileiros às ruas e evidenciou o sentimento de revolta da maioria da Nação, como mostraram as pesquisas de confiança no governo após as gigantescas manifestações. O mais grave é que Dilma e as lideranças políticas não têm vontade nem credibilidade para realizar as mudanças, mais morais do que econômicas, que o Brasil tanto precisa. Daí, fingirem não entender o brado das ruas. Portanto, em 12 de abril, é preciso um tsunami popular muito maior.

O contexto assemelha-se aos idos de 1964, como se constata adiante, mas o desfecho tem de ser outro. Naquela época, em um Brasil politicamente imaturo, mergulhado em um caos político, econômico e social e com instituições fracas, o presidente Jango aliara-se ao ilegal PCB, subordinado ao Partido Comunista da URSS, para implantar uma ditadura socialista-sindicalista. O líder do PCB dissera que o partido estava no governo e só lhe faltava o poder e que o Brasil disputava a glória de ser o segundo país do continente a implantar o socialismo. Em uma sociedade religiosa e conservadora, isso gerou desconfiança, insegurança e reação, afastando do governo a classe média, Igreja, imprensa, Forças Armadas (FA) e a maioria dos políticos e da população. As gigantescas Marchas da Família em todo País exigiram a intervenção das FA, únicas instituições então capazes de impedir uma guerra civil revolucionária. Jango tivera forte respaldo nacional para tomar posse em 1961, mas não teve nenhum apoio das instituições, dos partidos e do povo em 1964.

Hoje, as instituições de maior credibilidade ainda são as FA, mas não se quer uma volta ao passado. A Nação há de mostrar maturidade e vontade para impor a moralidade e defender a liberdade, mantendo a democracia. Se necessário, as FA cumprirão sua missão constitucional, protegendo os brasileiros da violência de bandos como o exército de stedile, convocado por Lula em declaração pública inconsequente e inaceitável de um ex-presidente da República. Nesse emprego, as FA enfrentarão resistências no próprio governo, mas seus comandantes, embora saibam que devem obediência e respeito a escalões superiores, têm consciência de que silêncio e omissão são injustificáveis se propiciarem graves danos à Nação, esta sim credora da lealdade das FA.

Ao PT não importa a derrocada moral, econômica e política do País desde que mantenha o poder, como reza a doutrina socialista. A corrupção sugou exponencialmente a riqueza nacional após a ascensão de governos petistas. O PT faliu o País, não assume a culpa e cobra do povo a conta pelo prejuízo causado. Lula e Dilma não investiram em programas de longo prazo na infraestrutura, educação, ciência e tecnologia, saúde e produção de bens de alto valor agregado, bases seguras de desenvolvimento. Dilapidaram recursos em programas populistas eleitoreiros, calcados em recursos de valor variável, oriundos de commodities que não garantem o progresso sustentado. Aplicam a estratégia gramcista para manter o poder, conduzindo o Programa Nacional de Direitos Humanos pelo qual buscam enfraquecer a família, as FA, os poderes Legislativo e Judiciário, amordaçar a mídia e controlar a sociedade por meio de órgãos (soviets tropicais) aparelhados pelo PT, criados no Decreto nº 8.243/2014, ainda não derrubado no Senado. Querem transformar o País em uma ditadura socialista, macaqueando a república bolivariana da Venezuela, obedientes ao Foro de São Paulo, que pretende ressuscitar na América Latina o vampiro vermelho que sugou a Europa Oriental por décadas e cujo triste resultado só os cérebros hermeticamente programados da (des)intelligentsia esquerdista não entendem ou não reconhecem.

Um longo processo de relativização de valores anestesiou a sociedade, que se omitiu e assumiu ou aceitou a falta de ética e o desprezo aos valores tradicionais. O cidadão contentou-se com a satisfação de necessidades básicas e a falsa noção de liberdade, que usa sem responsabilidade e disciplina, tornando-a um bem ilusório. Essa doença moral não será curada por partidos políticos desmoralizados ou por eleições incapazes de aperfeiçoar, por si só, a democracia como se tenta iludir a Nação.

Porém, a dose do remédio para domesticar a Nação foi além do suportável e os efeitos colaterais nos campos da moralidade e da economia geraram a reação popular que abalou o processo liberticida de socialistização do País. Um grande obstáculo ao êxito da reação moral e democrática é o amplo poder político de lideranças do Executivo e do Legislativo, carcomidas seja pelo radicalismo, seja pelo patrimonialismo e corrupção. Usurpam os bens públicos como se fossem de sua propriedade e escarnecem da Nação mentindo sobre as manobras imorais com que assaltam impunemente o tesouro nacional. Em altos escalões do Judiciário, o aparelhamento político compromete a credibilidade para julgar escândalos como o do petrolão, onde estão envolvidas lideranças de peso.

Em 2015, o que levou a população à revolta? A crise moral (corrupção, mentira, engodo), o amor à democracia ou a dor no bolso (inflação, recessão, desemprego)? Se o último motivo for o decisivo, equacionada a crise econômica, a Nação abandonará as ruas, permitindo a consolidação do projeto socialista do PT. Assim, o choque de valores terá de vir da sociedade, ser aplicado nela própria, assimilado pelas famílias e por um sistema educacional moral e profissionalmente recuperado, capaz de formar cidadãos cientes de que liberdade sem disciplina e integridade é anarquia que esgarça o tecido social.


Neste vazio de lideranças políticas patrióticas, a quem confiar o futuro do Brasil? Como ninguém tem a resposta, a pressão não pode cessar. Desperta Brasil! É a Nação que tem que salvar-se a si mesma. Em 12 de abril, ela ecoará: “a nossa Bandeira jamais será vermelha!”; e “Vem prá rua!”. Compareça de verde-amarelo e em paz, mas com firme atitude e inabalável decisão.


INIMPUTABILIDADE DOS MENORES DE 18 ANOS


Todas as tentativas de reduzir a maioridade penal, mesmo que para o patamar mínimo de 16 anos, esbarram no fato de que a Constituição Federal declara, no parágrafo 4º do artigo 60, que os direitos e garantias individuais nela estabelecidos constituem "cláusulas pétreas". Ou seja, não podem ser objeto de emenda tendente a os abolir. E nessa lista, entre quase seis dezenas de garantias, vai, como peixe em cambulhão, a inimputabilidade dos menores de 18 anos.

 Hoje, 31 de março de 2015, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC 171/93, que trata dessa redução. Com a decisão, a matéria volta a tramitar na Casa, embora o PT, que junto com o PCdoB, o PSB, o PSOL e o PPS se posicionaram contra a medida, já tenha anunciado que vai recorrer da decisão ao Poder Judiciário. É outra "velha senhora": a judicialização da política brasileira, que não serve à Justiça e não serve à Política.

 Foi muito presunçosa a atitude dos constituintes de 1988 quando decidiram listar os dispositivos constitucionais que não poderiam ser objeto de modificação. Ao fazê-lo, pretenderam cristalizar a Sociedade, a Política e a Justiça como se fotografassem um instantâneo das aspirações nacionais e decidissem torná-las imutáveis através dos séculos. Quase nada pode ser assim e a CF de 1988 foi excessiva em fazê-lo.

Cada vez mais, a criminalidade praticada por menores de 18 anos assombra a segurança pública, com os "de menor" transformados em linha de frente do crime organizado. É imperioso coibir isso.

Sempre que se fala em combater a criminalidade com medidas repressivas aparecem os protetores de bandidos. São os mesmos - exatamente os mesmos - que relegam as vítimas ao mais negligente abandono. Seu argumento é tão surrado quanto paralisante: "Só isso não resolve!", proclamam. É óbvio que só isso não resolve, mas se nada é feito, tudo fica pior a cada dia, como a experiência e as estatísticas demonstram com clareza.

É um raciocínio absolutamente lógico; de tão lógico acaba sendo absolutamente não ideológico: quanto maior o número de bandidos presos, menor o de bandidos soltos e menor a insegurança na sociedade. E vice-versa.

PARADOXAL Jean Wyllys Legalizar PROSTITUIÇÃO


Dilma Vai INVIABILIZAR Candidatura de LULA 2018 ?


Ao criticar seu próprio governo, o PT demonstra que acabou como Partido



UM CONTO DE FADAS


Era uma vez, há muitos e muitos anos, um belo país distante que se chamava, simplesmente, Reino.

Seu povo, alegre e feliz, não exigia grandes esforços dos governantes para se dar por satisfeito. Por isso, muitos funcionários do Reino aproveitavam a falta de controle e de cobrança por parte dos nobres e do povo para desviar grande parte da riqueza nacional em seu próprio proveito ou no de seus condados e castelos. Com a repetição dessa prática, ela passou a ser normal e muitas pessoas de má índole procuraram o serviço público na esperança de enriquecimento fácil e rápido e de pouco trabalho.

Para aumentar o atrativo, as carreiras públicas pagavam, em geral, salários bem acima dos praticados pela fraca e desmotivada iniciativa privada, além de oferecerem benefícios paralelos muito interessantes, como planos de saúde completos – em alguns casos, como o dos Príncipes, vitalícios, ilimitados e de alcance mundial – residências faustosas, viagens internacionais pagas com gordas diárias, automóveis com motoristas, gabinetes lotados de funcionários de sua livre escolha, inimputabilidade penal e várias outras vantagens.

A vida era risonha e feliz, principalmente para a nata da corte, que vivia na capital do Reino, a moderna cidade planejada de Fantasília.

Há muitos anos o poder maior era exercido pelo Príncipe Lalau e pela Princesa Vilma, amigos de longa data que se revezavam no poder e se encarregavam de esconder e negar os erros e falcatruas que um e outra tinham cometido na administração dos bens públicos.

Um alegre grupo de baronetes e marqueses gozava também dessas delícias, e os órgãos públicos eram cada vez mais numerosos e bem aparelhados, para comportar a crescente demanda dos cortesãos.

E assim corriam as coisas em Fantasília, enquanto, no restante do país, o povo permanecia deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo.

Periodicamente, a turma da corte viajava pelo restante do Reino, em especial na época das eleições, saudadas pela propaganda oficial, regiamente paga, como grande demonstração de civismo e liberdade do povo. Passado o périplo de promessas e juras de amor eterno aos eleitores, com a abertura das urnas – suspeita-se que viciadas – as promessas e o povo eram esquecidos, os cargos e comissões redistribuídos e multiplicados, e a vida continuava lépida e fagueira. E o povo voltava a dormir, contentando-se com muito pouco, nem lembrando o nome do candidato a quem dera seu voto, orgulhoso de participar do democrático processo de escolha dos representantes que defenderiam os interesses populares. Na verdade, os eleitos defendiam seus interesses privados.

Um dia, porém, a placidez e o belo céu azul de Fantasília foram turbados, além de se fazer ouvir nos ares secos da capital um crescente vozerio e o bater de objetos metálicos.

Era o povo do Reino, acordado de seu torpor pela Fada Madrinha que, cada vez mais hábil no emprego das modernas ferramentas da informática, ativara alguns órgãos da imprensa e enviara milhões de mensagens pelas redes sociais, até então usadas apenas para trocar fofocas, fotos sensuais e piadinhas, mobilizando a população para exigir melhor trabalho e menos corrupção.

Assim, em várias cidades do Reino – inclusive, por incrível que pareça, em Fantasília – milhares de pessoas, em passeata pelas vias públicas, clamavam por mais ética, eficiência e moralidade no governo.

Colhidos de surpresa, pois até então tinham exercido o monopólio das passeatas, acionando seus sindicatos e “movimentos sociais” para aplaudir os assuntos de seu interesse, Lalau, Vilma e os nobres da corte perceberam, desesperados, que uma séria mudança tinha acontecido e que medidas urgentes eram necessárias para satisfazer as demandas represadas. Tudo era urgente e o Tesouro do Reino, saqueado impunemente por tantos anos e por tanta gente, não dispunha de recursos para atender tais demandas.

De maneira atabalhoada e sem tempo para organizar as justificativas, vários nobres, inclusive a Princesa Vilma, lançaram desculpas esfarrapadas, na tentativa de ganhar tempo para desencadear uma resistência ou uma retirada organizada. Mas a coisa não está fácil.

Normalmente, caro leitor, nesta altura do conto haveria uma intervenção mágica da Fada Madrinha, que resolveria os problemas e todos viveriam felizes para sempre.

Contudo, nas modernas histórias de fadas, o leitor tem uma participação mais ativa, podendo, até, escolher o final da mesma.

Assim sendo, ofereço-lhe dois finais – e você poderá acrescentar quantos outros quiser.

FINAL 1 – Após um grande período de confusão, que durou diversos anos, o Reino viu-se livre da corja que o infelicitava e explorava e, reorganizando o estado e o governo, colocou a Nação no rumo do desenvolvimento sustentável e da distribuição justa dos direitos e deveres dos cidadãos, e todos viveram felizes por largo tempo, até a próxima crise, inevitável nas empresas humanas.

FINAL 2 – Em meio a grande convulsão social, os Príncipes Lalau e Vilma conseguiram firmar-se no poder, criando leis de exceção, calando a imprensa, cooptando a Fada Madrinha, enchendo as prisões com opositores e anexando o Reino a uma poderosa organização política socialista transnacional do continente, abdicando à independência e à soberania do país. E todos viveram infelizes para sempre.


FINAL 3 – …