terça-feira, 31 de março de 2015

A REDENTORA : RÉQUIEM OU ALELUIA ?

Por Gen Bda Ref José SIQUEIRA Silva

A partir de abril de 1964, os brasileiros, aqueles que amam sua pátria e desejam que ela continue livre, democrata e cristã, passaram a chamar de “Revolução Democrática de 31 de março de 64”, o movimento que nessa data, livrara mais uma vez o Brasil das garras do nefando comunismo. Ao se aprofundarem mais sobre as ações e intenções do Governo da época, reconheceriam que tal movimento teria sido melhor chamado de “Contra Revolução Democrática”, pois  viera para abortar uma revolução que já fôra deflagrada pelos comunistas. Reconheceriam ainda que tal revolução, dado o significado que tivera, poderia também ter sido chamada, de “A Redentora”. Minha preferência por este último epíteto, explica o título que escolhi para o presente documento, elaborado com a finalidade de servir como uma contribuição às comemorações do cinquentenário do movimento que salvou o Brasil e no mínimo a América Latina e que a canalha comunista, inconformada, insiste em chamar de Golpe Militar.

Capítulo I – INTRODUÇÃO

               1 – Caracterização do Ambiente

À época da Redentora, a Guerra Fria, travada entre as duas maiores potências emergidas da segunda grande guerra, bipolarizara o mundo. De um lado, a União Soviética e seus satélites, representavam o Oriente comunista; de outro, os Estados Unidos e as demais potências, representavam o Ocidente democrata. As demais nações, em especial aquelas consideradas potências emergentes, caso do Brasil, sentiam-se na obrigação de definir-se por um dos lados. Paralelamente a esta conjuntura, a União Soviética patrocinava o Movimento Comunista Internacional (MCI), organização criada com a finalidade de, através de quaisquer meios, transformar incipientes democracias em regimes comunistas e em seguida, mantê-las sob sua órbita. Os russos exultavam com as suas mais espetaculares vitórias nessa Guerra Fria: as comunizações da gigantesca China de Mao Tse Tung e da minúscula Cuba de Fidel, esta, por sua posição geográfica, nas barbas do seu principal inimigo, considerada muito mais importante que aquela. Se a inexpressiva ilha do Caribe revestia-se de tamanha importância, imagine-se o quanto seria desequilibrada a balança da Guerra Fria em favor dos comunistas, se ocorresse uma vitória do MCI no quarto maior país do mundo, o continental Brasil! Por esta razão, no início da década de 60, a prioridade 1 do MCI passou a ser o Brasil. Maus brasileiros, aproveitadores e apátridas, apressaram-se em fazer cursos de guerrilha na Rússia, na China, em Cuba e até na Albânia, com a finalidade de implantar aqui o comunismo, a qualquer preço. Dentro do Brasil, recebiam clandestinamente armas e munições e criavam Centros de Treinamento de Guerrilheiros, pela criação dos Grupos dos Onze, no Rio Grande do Sul de Brizola e das Ligas Camponesas de Francisco Julião, no Nordeste. Em que pese toda esta preparação, os líderes comunistas que estavam no governo achavam que a implantação da República Sindicalista, eufemismo maquiavélico do comunismo, já estava assegurado pacificamente, dado à aparente letargia das Forças Armadas na ocasião.

                2 – O Monstro Denominado Comunismo

A maior desgraça que a humanidade jamais conheceu, nasceu na Rússia, em 1917. Foi quando um aventureiro de nome Lenin, derrubou a dinastia dos Czares e implantou um governo baseado nas teorias sociais econômicas e políticas de um filósofo utópico chamado Marx. O cartão de visitas do novel e hediondo regime de governo foi o assassinato sumário e impiedoso de toda a família do Czar. Tais crimes prosseguiram numa escala crescente, sempre contra todo aquele que não compactuasse com as ideias do governo e tiveram seu ápice na ascenção de Stalin. Calcula-se em mais de 10 milhões de russos mortos ou desaparecidos nos porões do tenebroso Gulag da ditadura comunista russa. Se este foi o grande atrativo que tantas pessoas no mundo inteiro, inclusive no Brasil, viram para tornarem-se comunistas, não é preciso raciocinar muito para concluir sobre o caráter de tal gente.  Não tenho dúvida de que o comunismo foi o câncer do século passado, cuja metástase ainda infelicita países como o Brasil no atual século. O comunismo é o regime do Partido Único, onde o Estado é tudo e o homem é apenas uma massa de alguns quilos de carne. Utiliza-se de quaisquer meios que se façam necessários para atingir seus fins, inclusive roubos e assassinatos, de irmãos e até de pais. Baseia-se na mentira, no materialismo ateu. O comunista é antes de tudo um fundamentalista, um ser apátrida (sua pátria é o marxismo leninismo), é um aproveitador de oportunidades e não sobrevive sem propaganda subversiva. Ele é como aquele escorpião, que ao pegar carona para transpor um rio nas costas de um sapo, o picou no meio da travessia; incrédulo e estarrecido, o sapo ainda teve forças para perguntar: “- Porque fizeste isto, se estou te prestando um favor e se sabes que vais te afogar?  - Sei disto. Mas é da minha natureza”. Uma das maiores hipocrisias da nossa sociedade é condenar o nazismo e o fascismo, enquanto tolera e até corteja o comunismo. Ora, todos sabem que o comunismo é muito pior e já causou muito mais males à humanidade, que o nazismo e o fascismo juntos. O comunismo é tão vil, que nenhum comunista gosta de ser chamado de comunista. Por que será? Abrigam-se em siglas que significam tudo, menos o que eles realmente são: comunistas. O comunista brasileiro usa a cor vermelha, a bandeira da foice e do martelo, vibra quando ouve ou canta a Internacional Socialista, é adepto de Gramsci e do Bolivarianismo, segue as diretrizes do Fórum de S. Paulo, defende as Farc, adora Cuba, detesta os EE UU e jura que não é comunista. Mesmo os mais corajosos, que se abrigam em siglas comunistas, confessam-se socialistas; comunistas, jamais. Para mim, estes aproveitadores da ignorância da maioria do nosso povo, deveriam ser conhecidos politicamente como FEIJOADA. Sabem porque? O que é que tem pé de porco, orelha de porco, rabo de porco, lombo de porco, costela de porco e não é porco? FEIJOADA. Acham que estou sendo exagerado? Lembrai-vos dos milhões de mortos pelo comunismo na Rússia, na China, em Cuba e na África. Lembrai-vos dos militares brasileiros mortos por companheiros de alojamento enquanto dormiam, na Intentona Comunista de 1935. Acorda Brasil! Até quando pretendes conviver pacificamente com esta corja que espera apenas a oportunidade de apunhalá-lo pelas costas? Os comunistas são niilistas. Chega de condescendência!


Capítulo II – DESENVOLVIMENTO

                1 – Os Governos Militares

Menos de 35 anos depois da ignóbil Intentona, os comunistas conseguiram, mercê da nossa incredulidade de que eles “comem criancinhas”, rearticular-se, infiltrar-se no governo e mais cedo do que eles mesmos esperavam, criar as condições necessárias e suficientes para, pela segunda vez, tentar a implantação do comunismo no Brasil. Para felicidade dos brasileiros, ledo e rotundo engano! A sociedade civil como um todo, saiu às ruas e alto e bom som, exigiu que as Forças Armadas, seu segmento mais confiável, pusesse um fim ao pesadelo que se avizinhava. Um general do segundo escalão da mais alta hierarquia, apoiado pelo então governador de Minas, deflagrou a Redentora. Em apenas 24 horas, sem disparar um só tiro, estava deposto o presidente pelego e presos os principais líderes da malfadada aventura brancalionesca. Em pouquíssimo tempo, o Congresso declarava vago o cargo de Presidente da República e elegia como novo mandatário, o ínclito General de Exército Humberto de Alencar Castelo Branco. O intolerável para os derrotados, é que, restabelecida a ordem, começou o progresso. O congresso funcionava com um partido da situação, a Aliança Renovadora Nacional, Arena e outro da oposição, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB.  Os generais sucederam-se no comando da nação, sempre eleitos pelo congresso, como soe acontecer em algumas das melhores democracias do mundo. Através de Planos Quinquenais executados sem solução de continuidade, mesmo com a alternância dos Presidentes, construímos as estradas que o país precisava e as que viria necessitar no futuro, como a Transamazônica. Tudo da melhor qualidade, sem ajuda da iniciativa privada e sem a cobrança de pedágio. Desenvolvemos as telecomunicações de tal forma que, mesmo com a incompetência dos governos civis que nos sucederam, o Brasil hoje ocupa lugar de destaque no que se refere a telefonia e informática. Entregamos de volta aos civis um país que havíamos recebido com uma matriz energética defasada de 5 anos e o devolvemos com um potencial instalado suficiente para atender as demandas  dos 15 anos seguintes. O transporte das nossas transações comerciais, que era feito quase que 100% por bandeiras estrangeiras, passou a ser feito 50%, por bandeiras nacionais, mercê do incremento à construção naval. Com o apoio à produção nacional, conseguimos diminuir nossas importações em cerca de 50%. Na área petrolífera, a nossa produção chegou tão perto da autossuficiência, como jamais imaginou chegar. Construímos obras com dinheiro público, que os inimigos do Brasil chamavam de faraônicas, mas que hoje comprovam o quanto esses arautos da desgraça de sua própria nação estavam enganados. Imagine-se o Brasil atual sem Tucuruí e Itaipu binacional, ou o Rio de Janeiro sem a ponte Rio Niterói. Falando desta ponte, quero salientar o seguinte: Como tal obra envolveu bilhões de dólares e foi gerenciada por um único homem (Coronel Mário Andreazza), e sob um regime que por força das circunstâncias tinha pouca ou nenhuma transparência, corria à boca pequena entre os comunas, que o Andreazza era um dos homens mais ricos do mundo. Imaginavam por certo, que um Coronel do Exército fosse igual a eles. Qual não foi sua surpresa, quando da morte do coronel, a família teve que vender seu único imóvel, para custear seus últimos dias de hospitalização. Por estas e outras, é que em apenas 15 anos, tiramos o Brasil da quadragésima segunda posição do “ranking” mundial e o colocamos na oitava. Para o militar brasileiro, roubar de uma pessoa ou de uma entidade privada é crime. Tal crime, entretanto, torna-se muito mais grave quando é praticado contra o governo. Ele equipara-se ao latrocínio, diferindo deste apenas pelo fato de que neste, no momento do roubo o ladrão comete também assassinato e naquele, o assassinato ocorre posteriormente, quando o dinheiro roubado vier fazer falta no salvamento de crianças desnutridas, de pessoas que necessitam de postos de saúde, remédios e hospitais públicos, de vítimas de calamidades, etc. Por incrível que pareça, a quase totalidade dos demais brasileiros, inclusive os políticos, consideram o roubo do dinheiro público um crime de somenos importância. Afinal de contas, para eles o dinheiro do governo não tem dono e como tal, sua subtração não prejudica ninguém.
Os 20 anos do governo democrático conduzido pelos militares após a Redentora, representam a época áurea da nossa República. Nunca havíamos vivido e jamais viveríamos depois, um período tão profícuo. Pela primeira e única vez na história, o lema positivista da nossa bandeira, Ordem e Progresso, realmente funcionou. Mas como nada é perfeito, aqueles menos de 1% da população, representados pelos comunistas raivosos, fizeram de tudo para malograr o sucesso da Redentora. Mataram e feriram dezenas de inocentes em seus desvairados atos terroristas e assaltos a bancos. Sem contarem com o imprescindível apoio da população, fracassaram. Tentaram a guerrilha urbana e foram novamente derrotados. A ordem e o progresso continuavam, assegurados pelos militares. Como último item do maligno repertório da subversão, com o apoio do exterior, partiram para a guerrilha rural, onde mais uma vez foram derrotados. Para esses infelizes apátridas, aqueles 20 anos, que representaram uma época de ouro para mais de 99% da população, foram verdadeiros anos de chumbo. Muitos deles inclusive sentiram este chumbo no próprio corpo. Só para refrescar a memória a respeito dos governos militares: 1) Todos os generais presidentes deixaram o cargo, tão pobres como quando assumiram; as viúvas de pelo menos dois deles, tiveram que leiloar objetos caseiros e pessoais e até troféus que os seus maridos haviam ganho em concursos hípicos, para manterem uma velhice digna. 2) A filha do “poderoso” Geisel, ia de ônibus para o seu emprego de professora do Pedro II, no Rio, quando poderia estar gozando as mordomias do Poder no Palácio Alvorada. 3) O “carrasco” Médici era voluntariamente aplaudido de pé pela torcida em geral, quando os autofalantes anunciavam sua presença no Maracanã para assistir um jogo. Por essas e outras, é que os governos militares deram certo. Por essas e outras é que os comunistas e toda a mídia vermelha nos odeiam.

Historicamente, o Exército Brasileiro (EB), nunca teve vocação caudilhesca, nem jamais pretendeu perpetuar-se no poder, como é do feitio dos comunas. Sua ideia inicial era manter as rédeas da nação por uns 10 anos, tempo necessário e suficiente para consertá-la. Aliás, Castelo Branco achava que para isto bastariam 2 anos. Acontece que os facilimamente derrotados em 64, incentivados pelos países onde o comunismo havia vencido, reorganizaram-se, armaram-se e partiram para a luta armada explícita, fazendo com que sua derrota de fato só ocorresse 10 anos depois. Desta forma, aqueles 10 anos necessários para consertar o Brasil, começaram a ser contados somente a partir de 1975. O governo Geisel, penúltimo dos militares, por iniciativa própria e sem pressões de nenhuma ordem, começou a promover a por ele mesmo chamada, Abertura. Como o grande objetivo da abertura era promover a redemocratização do país de maneira segura, antes de devolvê-lo aos civis, entendeu Geisel que ela teria que ser feita de forma lenta, gradual e progressiva. Desta forma, lenta, gradual e progressivamente, as artes, a cultura, as universidades e a imprensa falada e escrita, ou seja, a mídia em geral, foram os primeiros a se beneficiar da abertura democrática. De forma solerte e insidiosa, os comunistas, lenta, gradual e progressivamente, foram se infiltrando e usando estes importantes nichos da sociedade, como seu valhacouto. Figueiredo, último governo militar, ampliou a abertura, prometeu fazer do Brasil uma democracia e quando um repórter lhe perguntou o que ele faria se alguém tentasse impedi-lo, ele respondeu: “Eu prendo e arrebento”. Além de concluir a abertura, que fez com que o Brasil voltasse a viver a democracia plena, Figueiredo, atendendo ao apelo dos vencidos, qual um Caxias redivivo, decretou a tão festejada na época, Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, o que resultou na volta ao país daqueles que haviam sido banidos, ou simplesmente fugido voluntariamente do Brasil.

                2 – O Poder de Volta aos Civis

José Sarney foi o primeiro presidente pós Redentora. Como houvera se beneficiado da inesperada morte do presidente eleito Tancredo Neves, do qual casualmente era o vice, mostrou-se despreparado para o exercício de tão importante cargo. Além disso, como devia sua posse ao seu Ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, que ainda com a força remanescente dos governos militares, havia sido fundamental na decisão do Congresso a seu favor, sobre quem deveria substituir o falecido Tancredo, até certo ponto, exerceu o seu mandato de direito, porém não totalmente de fato. Ajudado pela excelente estrutura econômica que recebera dos governos militares e amparado por Leônidas, Sarney, mesmo sem nada fazer de proveitoso para o país, conseguiu cumprir o seu mandato pacificamente.

Fernando Collor de Melo, típico azarão durante quase toda a campanha eleitoral, atropelou na reta final e elegeu-se para substituir Sarney. Impulsivo, arrogante, desprezou as figuras mais importantes da época, quando da formação do seu ministério e resolveu governar com seus antigos colegas de faculdade; minimizou a necessidade de uma boa base de apoio no Congresso e permitiu que seu amigo e conterrâneo PC Farias, que havia sido o caixa de sua bem sucedida campanha eleitoral, continuasse, sem controle de sua parte, a cuidar das finanças que lhe diziam respeito. Por causa da aquisição pouco ortodoxa para um Presidente da República, de um automóvel Fiat Elba, por “impeachment” votado pelo Congresso, deixou o poder após concluir apenas a metade do seu mandato. Seu vice, Itamar Franco, sem decepcionar, mas também sem fazer grandes coisas, a não ser a correção indispensável nos rumos que tomara a área econômica, logrou concluir seu mandato sem maiores problemas.

Surge o terceiro governo civil, através de Fernando Henrique Cardoso. Autor do Plano Real, que conseguiu equilibrar a área econômica, fez um bom primeiro mandato, mas não conseguiu repetir o feito no segundo, em boa parte por culpa dos casuísmos e das concessões que tivera de fazer para se reeleger. No seu governo, aquela infraestrutura deixada pelos militares, particularmente nas áreas de transportes e energia, passados mais de 10 anos sem reinvestimentos, começou a exaurir-se. Inimigo dos militares, inaugurou o revanchismo, que estava reprimido em toda a corja vermelha. Sem alarde, conseguiu pouco a pouco afastá-los do centro das decisões políticas, do Palácio do Planalto.


                3 – O Lulopetismo

Estupefato, o Brasil assiste a posse de um torneiro mecânico na Presidência da República. Isto foi possível graças à incansável militância, que só os comunistas sabem fazer e que produz um efeito surpreendente, de certa forma até compreensível entre a maioria dos que não possuem escolaridade, mas incompreensível entre os que a possuem. O eleitorado de Lula em seus dois mandatos, assim como o da sua substituta Dilma, foi composto de no máximo 10% de comunistas. Os outros 90% foram constituídos pela massa ignara de semianalfabetos, fáceis de serem comprados por um simples prato de feijão, mas infelizmente, também pelos Oportunistas e pela inconcebível Esquerda Festiva. Os Oportunistas são aqueles membros das elites, que apoiam qualquer um, desde que lhes acene com alguma vantagem. São estes que justificam Marx, quando dizia que os capitalistas é que cavariam suas próprias sepulturas. Já a Esquerda Festiva, é constituída por ricos, universitários, classe média alta, deslumbrados, artistas e intelectuais. Ela é composta basicamente pela Esquerda Caviar (habita os mais caros metros quadrados de suas cidades, frequenta os melhores e mais caros “points” e consome Johnnie Walker selo azul. Sem usar um centavo sequer de suas fortunas em proveito dos pobres, se consideram seus verdadeiros paladinos), pelos Inocentes Úteis (não acreditam que o comunismo seja capaz de fazer no Brasil, o que já fez em todos os lugares do mundo por onde passou) e pelos Companheiros de Viagem (verdadeiros idiotas). No governo Lula, o PT (leia-se comunistas), através da criação de cerca de 30 mil novos cargos de primeiro e segundo escalão e da absurda ampliação do número de ministérios, conseguiu empregar toda a sua militância, de forma que hoje, o militante petista que não possui um mandato, possui um excelente emprego. Todos estão ricos! Quem não gostaria de ser militante petista? Usando os inúmeros e desnecessários ministérios como moeda de troca, ampliou sua base no Congresso e eliminou a oposição. Não satisfeito, montou uma quadrilha dentro do próprio governo, com a finalidade de, com dinheiro público desviado (ou roubado?) comprar os votos do Congresso, necessários à aprovação de seus projetos, mesmo aqueles motivados por objetivos inconfessáveis. Criou uma “comissão de indenização de comunistas” (este deveria ser seu verdadeiro nome), batizada com o pomposo nome de Comissão dos Direitos Humanos, a qual já subtraiu bilhões de reais do povo brasileiro, este mesmo povo que o PT tanto diz defender, tudo em favor daqueles que um dia tentaram infelicitar a mãe pátria, mas que foram impedidos pelos “algozes” militares. Foi um governo demagógico, preocupado apenas com a permanência no poder que tanto almejara. Sem entender a verdadeira grandeza da presidência de um país como o Brasil, Lula atuou durante 8 anos como o presidente de um simples sindicato, pois era disso, e só disso,  que ele entendia. Através de esmolas, matou a fome de milhões de brasileiros, quando poderia ter feito o mesmo, através da criação de empregos. Resumindo: distribuiu peixe aos famintos, quando poderia tê-los ensinado a pescar. Sua sede de poder levou-o a cometer terríveis contradições, como confraternizar com, e às vezes até elogiar, “picaretas” por ele mesmo denunciados anteriormente e inimigos figadais como Collor, Sarney e Maluf. Sua política externa, como a de todo governo comunista foi desastrosa, nitidamente favorável a tudo que contrariasse os interesses das potências democráticas. Almejava com isto, obter para o Brasil um lugar no Conselho de Segurança da ONU. Com tal política, só mesmo um apedeuta alimentaria tal pretensão. Para desgraça do Brasil, o lulopetismo estava apenas começando. O sindicalista agradara tanto o eleitorado brasileiro, que conseguiu eleger facilmente como seu sucessor, a inexpressiva Dilma Roussef. A demagogia prosseguiu, agora com a descarada compra de votos institucionalizada. Se a justiça eleitoral comprova que determinado político pagou um cachorro quente sequer para um eleitor no dia da eleição, caça o seu mandato imediatamente. Agora, se a presidente da república, para se reeleger, usa o dinheiro da nação para comprar votos, não pagando cachorro quente, mas dando centenas de reais, mensal e indefinidamente, para uma ou mais pessoas de uma família de eleitores, isto é considerado lícito, bastando apenas que receba o nome de Bolsa Família. Demonstrações explícitas de comunização do Brasil se sucederam: idolatria a Cuba, afagos que chegam às raias da subserviência e da servilidade ao carrasco Fidel, ajuda financeira ao “paraíso” caribenho, perdão da dívida de vários países africanos, visando benefícios de empreiteiras brasileiras que naturalmente pagarão tal favor tão logo chegue a época das doações para a campanha eleitoral, apoio irrestrito a todo e qualquer inimigo dos EE UU, seja Irã, Coreia do Norte, Rússia, ou Venezuela, apoio incondicional ao Fórum de S. Paulo, entidade criada por Lula e Fidel e adesão ao Bolivarianismo inventado pelo também comunista Hugo Chaves (que vexame para o Brasil). Esta última posição aqui citada é tão abjeta, que merece o seguinte comentário, para que o ignorante povo brasileiro e lamentavelmente algumas elites deste país, meditem: Bolívar é o maior herói venezuelano, considerado um semideus, apenas porque sonhou e lutou para fazer no oeste da América do Sul, uma América Espanhola única. Infelizmente não conseguiu, mas claro, valeu a intenção. A leste da cordilheira andina, um tal  Caxias, considerado apenas como patrono do EB, sonhou e fez na América do Sul, uma América Portuguesa única e até hoje indivisível, em que pesem os esforços de maus brasileiros no sentido de por fim a tal unidade. Agora pergunto: que destino deveria ser dado aos brasileiros possuidores de alguma escolaridade e que ainda assim desconhecem Caxias e aderem ao Bolivarianismo? Cadeia? Banimento para a Venezuela? Uma marca que a ex-guerrilheira Dilma conseguiu imprimir ao seu governo foi tentar por todos os meios reescrever a história dos últimos 50 anos, com as cores da sua ideologia espúria. Às vezes me questiono, como é que um país como o Brasil aceita pacificamente uma farsa como esta: uma comissão criada e prestigiada pela Chefa da nação, muito bem remunerada pelos cofres públicos, com seus membros escolhidos a dedo pela corja comunista, com prazo de duração prorrogável indefinidamente e destinada a defender todos os crimes praticados por eles e seus acólitos e a castigar com cadeia ou no mínimo a execração pública, todos os delitos praticados pelos militares, para os quais a Anistia não tem nenhum valor. Acrescente-se a esta palhaçada governamental, que toda a verdade sobre esse ou outros períodos da nossa recente história, está nas páginas dos nossos jornais, em especial do hoje comunista O Globo. Enquanto tudo isto acontece, ninguém contesta, ninguém reage, todos silenciam obsequiosamente; dir-se-ia até, que nos quatro Campos do Poder, está tudo dominado. No Campo Político, constituído pelo Executivo, pelo Legislativo e pelo Judiciário, vemos uma Presidenta que já possui todas as condições para, a hora que quiser, em cadeia nacional de rádio e televisão, acompanhada dos Lula, Tarso Genro, Gilberto Carvalho, Marco Aurélio Garcia, Mercadante, et caterva, anunciar ao Brasil e ao mundo que sempre foi marxista leninista e que o Brasil doravante deve ser tratado e considerado como um país comunista. Vemos um Legislativo acomodado, leniente e a busca de cargos, abrindo mão completamente do dever de legislar. Para ser mais claro, vemos um Legislativo que troca o seu dever de oposição por qualquer dinheiro. Vemos um Judiciário que decidiu trocar a credibilidade que sua atuação imparcial e independente lhe conferia, particularmente depois das atuações de alguns de seus membros nos últimos julgamentos, pela desmoralização e o descrédito gerados pela atuação de novos juízes ali colocados, com a finalidade de defender não a justiça, mas sim o governo que os premiara com a escolha para o antes tão digno posto.

No Campo Econômico, vemos a Indústria, o Comércio, os Bancos, as Construtoras e os Empresários em geral, completamente alheios à situação política, preocupados apenas em fazer doações para a campanha política dos candidatos mais cotados, a fim de obterem vantagens futuras.

O Campo Psicossocial apresenta sua área artístico-cultural e a mídia, quase que totalmente dominadas pelos comunistas, que aí se infiltraram desde a época da Abertura. Estes atraíram para ajudá-los em seu proselitismo de esquerda, toda sorte de paracomunistas, como aproveitadores, inocentes úteis, companheiros de viagem, esquerda caviar, etc. Como pode-se ver até agora, realmente está tudo dominado. Será? Nos Campos Político, Econômico e Psicossocial, não há dúvida. E no Campo Militar? Olha, confesso que nem mesmo eu, um General, arriscaria um palpite.

Capítulo III – CONCLUSÂO

                1 – Réquiem... ?

A relação polícia/crime é semelhante à relação democracia/comunismo. Por mais que a polícia se aperfeiçoe, o crime jamais deixará de existir; por mais que a democracia se aperfeiçoe, o comunismo jamais deixará de existir. Isto explica o fato de, apesar de derrotado na sua primeira tentativa de instalar-se no Brasil através da Intentona de 1935, o comunismo voltou a tentar, menos de 30 anos depois, quando mais uma vez foi derrotado, em 31/Mar/64. A terceira tentativa ocorreu 6 anos depois e foi a que deu mais trabalho aos militares. Mais organizados e com apoio externo quase explícito, usaram como métodos para a tomada do Poder, inicialmente a guerrilha urbana, com terrorismo e assaltos a bancos e, em seguida, a guerrilha rural. Pela terceira vez consecutiva, foram fragorosamente derrotados no Araguaia em 1974. Hoje, 40 anos depois, ao ensejo das comemorações do cinquentenário do 31 de março de 64, estamos prestes a assistir a quarta tentativa destes tresloucados comunistas brasileiros, o que representará o Réquiem da Redentora. Nunca antes estes indigitados esperaram tanto entre uma tentativa e outra; em compensação, nunca antes estiveram tão bem preparados para fazê-lo. Com quase tudo dominado, encontram-se diante apenas, do último baluarte da democracia, as atualmente indecifráveis Forças Armadas. Depois de perderem os 5 assentos que sempre ocuparam na mesa das decisões nacionais, de verem aviltados seus vencimentos e sucateadas as suas forças terrestres, navais e aéreas, de serem alvo constante de injustas perseguições da mídia bolchevista, de serem “esculachadas” acintosamente por comissões espúrias e facciosas criadas pelo governo com este objetivo, de assistirem resignadamente ao escárnio de muitos dos seus ilustres membros, que um dia desempenharam importantes funções em suas fileiras, de sujeitarem-se ao comando de figuras que, num exército organizado, não passariam de cabo da faxina (sem desmerecer os nossos excelentes cabos), estará este baluarte prestes a ruir? Bem, uma postura silenciosa, envergonhada, e eu diria até, vil, por parte destas Forças em relação às comemorações do cinquentenário de uma das páginas mais belas da sua história, na minha modesta opinião, representaria a gota de agua que faltava. Isto ocorrendo, arrisco-me até a prever os próximos passos do governo, no sentido da bolchevização dos militares: serão obrigados a prestar apoio irrestrito ao MST, a ter participação ativa nas reuniões do Fórum de S. Paulo, a incluir no repertório dos hinos militares a Internacional Socialista, a fazer doutrinação bolivarianista nas escolas militares e culto a Fidel e Guevara. E assim, com profunda tristeza, porém resignadamente (afinal, militar foi feito para que? Cumprir ordens) participaremos todos, do Réquiem da Redentora.

                2 – ... ou Aleluia?

Apresso-me em lembrar, que o número 1 anterior é apenas uma suposição. Suposição assustadora e difícil de ser considerada por quem conhece o EB. Orgulho-me de pertencer a um Exército, que entoa nos seus quartéis canções com versos como este, em relação à defesa da pátria: “Antes o sol, sem eflúvio sem luz e sem calor, nos encontre no chão a morrer, do que vivos sem te defender”. Um Exército que sabe perfeitamente que ordens superiores são para serem cumpridas, mas que entende claramente, que ordem errada não se cumpre. Foi assim desde o seu nascimento, quando contrariou a Coroa Portuguesa e misturando brancos, negros e índios, derrotou o veterano e experiente exército holandês em Guararapes. Foi assim quando à revelia da legislação da época, incorporou às suas fileiras inúmeros negros, que como homens livres, nos ajudaram a vencer o Paraguai. Foi assim que se recusou a cumprir missões de Capitão do Mato na captura de escravos fugitivos. Foi assim, contrariando o Imperador Pedro II, que proclamou a República. Foi assim, que apeou do Poder um Presidente incompatível com a cultura e as tradições brasileiras, em 31 de março de 1964. Este é o meu Exército, o verdadeiro Exército de Caxias. Foi assim ontem e tenho absoluta certeza que assim o é hoje, como assim o será também amanhã. De onde vem tanta certeza? Do simples fato que a formação em todos os níveis do Exército de hoje, coube única e exclusivamente ao Exército de ontem. Assim sempre foi, e é por isso que não temos dúvida que o Exército de hoje, será sempre superior ao de ontem, para orgulho de todos nós. Como companheiro mais velho e um de seus ex-instrutores, imploro que interfiram para que ocorra a Aleluia e não o Réquiem pela Redentora. Não permitam que se repita o deplorável episódio de muitos anos atrás, do tenente de Apucarana, que sentindo a omissão dos escalões superiores, invadiu a Prefeitura local, subiu na mesa do Prefeito e fez um pronunciamento à nação, pedindo um aumento de salário para os militares. Tomou uma cadeia, mas na semana seguinte o Presidente da República mandou uma mensagem para o Congresso, propondo o aumento reclamado. Aqui vai um apelo ao Alto Comando do Exército: mostrem que se não são melhores, são pelo menos iguais a nós da Reserva. Comecem a afirmar-se, no mínimo anulando a esdrúxula proibição de festejar o Cinquentenário de 31 de Março (eu adoraria ser convidado a proferir uma palestra na Bda Pqdt sobre o tema A Redentora). ALELUIA!!!

Para motivá-los, transcrevo abaixo trecho da carta de Moniz Barreto a El Rei de Portugal em 1893:

“Senhor, umas casas existem no vosso reino, onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta se deitam, obedecendo. Da Vontade fizeram renúncia como da Vida. Seu nome é Sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares. Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a Liberdade e a Vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros de mais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão. Eles, porém, calados, continuam guardando a nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora em rigor de fazer tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem. Porque, por definição o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai a coragem e à sua direita a disciplina”    



______________________________________
O articulista, Gen Bda Ref José SIQUEIRA Silva foi Cmt do 35 BI (Feira de Santana- BA), da EsSA (Tres Corações-MG), da 23 Bda Inf Selva (Marabá - PA) e da Bda Inf Pqdt (Rio - RJ). É um dos criadores da SIEsp/AMAN, foi Instrutor da AMAN, da EsAO, da EsCEME e da Escola das Américas (Zona do canal - Panamá).
Na Reserva foi Secretário da Segurança Pública nos estados de Alagoas e do Rio de Janeiro.

É Mestre Maçon

Regime Militar
Salve 31 de Março de 1964

31 de Março de 1964 - PARTE 1




31 de Março de 1964 - PARTE 2




31 de Março de 1964 - PARTE 3




Fonte: YouTube

segunda-feira, 30 de março de 2015

Avisos de Interesse Geral

CLUBE NAVAL – COMEMORAÇÃO DO 31 DE MARÇO



CLUBE MILITAR – ALMOÇO – 31 DE MARÇO
Brasão Clube Militar [fundo transparente] 

Dia 31/03, 3ª feira, às 12 horas no restaurante do 18º andar – Sede Central.

Almoço por adesão em homenagem aos 51 anos da Revolução Democrática – 31 de março de 1964.

Na ocasião, o Gen Pimentel, Presidente do Clube Militar, fará uma alocução alusiva ao ato.

Solicitamos confirmar presença com o Departamento de Comunicação Social:

Fone: 21 3125-8314 
Email: comsocial@clubemilitar.com.br



MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELA RECONCILIAÇÃO NACIONAL

Força Expedicionária Brasileira - ANVFEBEm especial aos residentes em Brasília/DF.

Os VETERANOS DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA, conhecedores dos horrores da guerra e da importância da paz, por intermédio da sua Associação, convidam os brasilienses para participar da Missa em Ação de Graças Pela Reconciliação Nacional - conquistada, em 1979, graças à Lei da Anistia - e em memória de todos os brasileiros e não brasileiros mortos em consequência da luta armada no Brasil.

A cerimônia religiosa será realizada, às 20:00 horas do dia 31 de março de 2015, na CATEDRAL MILITAR NOSSA SENHORA DA PAZ, no Eixo Monumental, próximo ao SMU, em Brasília, DF.

DIVULGUE E COMPAREÇA!


CONGRAÇAMENTO DE MILITARES DA ATIVA E DA RESERVA


O Comandante Militar do Sul, Gen Ex ANTONIO HAMILTON MARTINS MOURÃO, tem a honra de convidar V Exa / V.Sª para participar de solenidade militar, visando ao congraçamento de militares da Ativa e da Reserva da Guarnição de Porto Alegre.

Data/Hora: 31 de março de 2015, às 11:00h
Local: 3° RCG - Av. Bento Gonçalves, 3080 Partenon
Traje: Esporte
Após a solenidade, será servido um coquetel aos convidados.
Favor confirmar presença à solenidade até 27 MAR 15.

Contatos: fone 51 32206413 / 6367 
Email 5rp@cms.eb.mil.br / comsocial@cms.eb.mil.br



ASMIR DE TRÊS CORAÇÕES - REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA: 51º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA DE 31 DE MARÇO DE 1964

A ASMIR de Três Corações convida seus associados, amigos e simpatizantes para a Reunião Extraordinária alusiva à Comemoração do 51º Aniversário da REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA de 31 de março de 1964.
Data:
31 de março de 2015
Horário:
à partir das 9:00 horas
Local:
Sede da ASMIR de Três Corações
Av. Canadá nº 164
Jardim América
Três Corações - MG


Venha e participe! O importante é existir!!! 





1964 - O Passado se faz Presente:
Circular Reservada do Chefe de Estado-Maior do Exército, Gen Castello Branco

Mais que válido para o momento ora vivido, trata-se de um documento histórico pouco conhecido pelo povo brasileiro.

CIRCULAR RESERVADA DO CHEFE DE ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO, GENERAL DE EXÉRCITO CASTELLO BRANCO
                                                                    
Ministério da Guerra / Estado-Maior do Exército

Rio, 20 de março de 1964

Do: Gen. Ex Humberto de Alencar Castello Branco, Chefe do Estado-Maior do Exército

Aos: Exmos Generais e demais militares do Estado-Maior do Exército e das organizações subordinadas

Compreendendo a intranqüilidade e as indagações de meus subordinados nos dias subseqüentes ao comício de 13 do corrente mês. Sei que não se expressam somente no Estado-Maior do Exército e nos setores que lhe são dependentes, mas também na tropa, nas demais organizações e nas duas outras corporações militares. Delas participo e elas já foram motivo de uma conferência minha com o Excelentíssimo Senhor Ministro da Guerra.

São evidentes duas ameaças: o advento de uma constituinte como caminho para a consecução das reformas de base e o desencadeamento em maior escala de agitações generalizadas do ilegal poder do CGT. As Forças Armadas são invocadas em apoio a tais propósitos.

Para o entendimento do assunto, há necessidade de algumas considerações preliminares.

Os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de Governo, muito menos a sua propaganda, mas para garantir os poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei.

Não estão instituídos para declararem solidariedade a este ou àquele poder. Se lhes fosse permitida a faculdade de solidarizarem-se com programas, movimentos políticos ou detentores de altos cargos, haveria, necessariamente, o direito de também se oporem a uns e a outros.

Relativamente à doutrina que admite o seu emprego como força de pressão contra um dos poderes, é lógico que também seria admissível voltá-la contra qualquer um deles.

Não sendo milícia, as Forças Armadas não são armas para empreendimentos anti-democráticos. Destinam-se a garantir os poderes constitucionais e a sua coexistência.

A ambicionada constituinte é um objetivo revolucionário pela violência com o fechamento do atual Congresso e a instituição de uma ditadura.

A insurreição é um recurso legítimo de um povo. Pode-se perguntar: o povo brasileiro está pedindo ditadura militar ou civil e constituinte? Parece que ainda não.

Entrarem as Forças Armadas numa revolução para entregar o Brasil a um grupo que quer dominá-lo para mandar e desmandar e mesmo para gozar o poder? Para garantir a plenitude do grupamento pseudo-sindical, cuja cúpula vive na agitação subversiva cada vez mais onerosa aos cofres públicos? Para talvez submeter à Nação ao comunismo de Moscou? Isto, sim, é que seria anti-pátria, anti-nação e anti-povo.

Não. As Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil. Defender privilégios de classes ricas está na mesma linha anti-democrática de servir a ditaduras fascistas ou síndico-comunistas.

O CGT anuncia que vai promover a paralisação do País no quadro do esquema revolucionário. Estará configurada provavelmente uma calamidade pública. E há quem deseje que as Forças Armadas fiquem omissas ou caudatárias do comando da subversão.

Parece que nem uma coisa nem outra. E, sim, garantir a aplicação da lei, que não permite, por ilegal, movimento de tamanha gravidade para a vida da nação.

Tratei da situação política somente para caracterizar a nossa conduta militar. Os quadros das Forças Armadas têm tido um comportamento, além de legal, de elevada compreensão em face das dificuldades e desvios próprios do estágio atual da evolução do Brasil. E mantidos, como é de seu dever, fieis à vida profissional, à sua destinação e com continuado respeito a seus chefes e à autoridade do Presidente da República.

É preciso aí perseverar, sempre "dentro dos limites da lei". Estar prontos para a defesa da legalidade, a saber, pelo funcionamento integral dos três Poderes constitucionais e pela aplicação das leis, inclusive as que asseguram o processo eleitoral, e contra a revolução para a ditadura e a Constituinte, contra a calamidade pública, a ser promovida pelo CGT, e contra o desvirtuamento do papel histórico das Forças Armadas. O Excelentíssimo Senhor Ministro da Guerra tem declarado que assegurará o respeito ao Congresso, às eleições e à posse do candidato eleito. E já declarou também que não haverá documentos dos ministros militares de pressão sobre o Congresso Nacional.

É o que eu tenho a dizer em consideração à intranqüilidade e indagações oriundas da atual situação política e a respeito da decorrente conduta militar.


General-de-Exército Humberto de Alencar Castello Branco 
Chefe do Estado-Maior do Exército.


As 93 mentiras do PC do B


O PCdoB foi criado em 1962, como dissidência do PCB. Em 1922, foi criado o Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC), que depois passou a ser denominado Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Na mesma propaganda, em que o PCdoB se posicionou contra o impeachment de Dilma, o governador Flávio Dino, do Maranhão, falou uma grande mentira com a cara mais lavada do mundo. Disse o Dino Sauro que "o PT mudou o Brasil desde 2002". Ocorre que em 2002 foi o último ano do segundo mandato de FHC, não o primeiro de Lula.

Já são 93 anos de mentiras dos comunistas no Brasil, além de derramamento de sangue, como o ocorrido em 1935, com 32 militares mortos (alguns assassinados enquanto dormiam no quartel) e cerca de 1.000 civis, também mortos. Durante os anos de dinamite, nas décadas de 1960 e 70, os comunistas tentaram impor ao País um regime nos moldes cubanos ou chineses, deixando um saldo de 120 mortos - além de serem os verdadeiros responsáveis pela morte e desaparecimento de centenas de pessoas dentre suas hostes.

Os símbolos do PCdoB e do atual PCB (renascido depois da dissolução do antigo PCB, que virou PPS) - a foice e o martelo - deveriam ser proibidos para sempre no Brasil, por representar uma ideologia assassina que deixou mais de 100 milhões de mortos ao redor do mundo. A lei brasileira, que proíbe, corretamente, o uso e a divulgação de símbolos nazistas, está incompleta. Precisa incluir urgentemente os símbolos comunistas como crime contra a humanidade - como foi feito com o nazismo em todos os cantos do planeta.

31 de Março, um "Dia da Pátria" como o 7 de Setembro

 
No próximo dia 31 de Março, terça-feira, fará 51 anos que a Força-tarefa da Contra-revolução anti comunista, simbolizada nas Forças Armadas convocadas pelos segmentos  mais significativos da sociedade brasileira, assumiu as rédeas da Nação, expulsando do trono do Planalto um presidente omisso que, movido pelo populismo demagógico, permitia que traidores pátrios a serviço da comunização do Brasil agissem livremente , consolidando suas bases guerrilheiras no sentido de subverter a ordem vigente, para facilitar a incursão vermelha do Urso stalinista em território pátrio, objetivando a implantação em nosso país da cruel "Ditadura do Proletariado",  subjugada aos ditames do Kremlin.

Como a finalidade daquele Movimento Cívico era sanear o poder minado e salvaguardar a nossa soberania, o que predominava na estratégia de ação dos contra-revolucionários da época era a ideia de uma ocupação transitória do poder, com o restabelecimento, no mais curto prazo possível, da plenitude democrática. Mas o intento de restabelecer o estado democrático com tudo que lhe é de direito, pouco tempo depois da tomada do poder, viu-se frustrado pelo recrudescimento imediato das mesmas ações antipatrióticas que motivaram a Contra-revolução. Premido por essa circunstância, o poder vigente, impropriamente chamado de "Regime Militar" e "Ditadura Militar", não teve outra alternativa a não ser continuar segurando as rédeas da nação até que a ameça em potencial de entrega do país ao domínio da ditadura comunista do Leste europeu fosse banida de nosso território,  onde representava um "mosquito transmissor de doenças"capaz de atacar de forma fatal o tecido social da cidadania brasileira.

Por conta desse elemento circunstancial, os militares presidentes, que não se confundem com "presidentes militares", porque governavam a nação à paisana sem invocar suas patentes de general, submetidos a uma carta constitucional de direito civil, o regime de exceção viu-se na contingência de permanecer no poder ao longo duas décadas, sendo hoje rotulado pelas "viúvas de Moscou" como "anos de chumbo" e outras adjetivações não condizentes com a realidade dos fatos, mesmo que esses antigos "lacaios de Moscou" não saibam explicar como permaneceram vivos para contar essa história, com as distorções que lhes são peculiares, já que afirmam que o regime da época, tal como fazia o seu líder idolatrado Fidel Castro na ditadura cubana, costumava perseguir e eliminar os que se opunham ao poder vigente.

Da mesma forma dissimulada e canalha como tentam passar aos mais jovens suas versões mentirosas, apoiados por segmentos da mídia mercenária e esquerdizada, esses calhordas, grande parte deles encastelados no poder, negam o colossal surto de progresso vivido pela nação nos 20 anos do Governo Contra-revolucionário, fingindo não saberem que são obras daquele período de grandes avanços conquistas extraordinárias como a interiorização da Amazônia, com a implantação da Zona Franca de Manaus, Usina de Itaipu, sem a qual hoje o Brasil seria uma penumbra gigante, ponte Rio-Niterói, programa habitacional com banco específico (BNH), construção de milhares de quilômetros de rodovias com pavimentação asfáltica (sem pedágio), de norte a sul do país, extensão dos direitos previdenciários aos trabalhadores rurais (Lei n. 6.260 - 1975),  PIS/PASEP e FGTS, além de proporcionar  estabilidade e segurança para todos, permitindo que as classes produtoras elevassem o PIB brasileiro, a ponto de incluir o Brasil entre as oito maiores economias do mundo.

Mesmo tendo prolongado o tempo de permanência à testa do Poder Executivo, porque foi necessário, o Governo instalado em 31 de março de 1964 jamais cogitou perpetuar-se no poder, como fazem hoje as forças de extrema esquerda, que não admitem a hipótese de serem substituídas por quem não faz parte do seu projeto inconfessável, visando à implantação de um governo ditatorial, nos moldes da ditadura cubana, em conluio com a República Bolivariana da Venezuela e seus parceiros esquerdistas da América do Sul. Isso ficou comprovado a partir da abertura política iniciada no Governo do presidente Geisel e consolidada na gestão do presidente Figueiredo, que não foi,  como alardeiam antigos opositores da época,  uma conquista das correntes oposicionistas, mas sim um ato espontâneo do regime de exceção, considerando que os movimentos expansionistas da Cortina de Ferro tinham caído por terra com o fim da Guerra fria, a partir da dissolução da União Soviética e a consequente queda do Muro de Berlim.

Por tudo quanto de verdadeiro existe neste texto, elaborado à luz de vivências pessoais acerca dos fatos políticos compreendidos no biênio 1964-1984, quando atuei como integrante do Centro de Informações do Exército com acesso às fichas criminais de arautos da ditadura soviética, como a de nossa atual presidente da República,  a Data de 31 de Março merece ser reverenciada por todos quantos têm na verdade histórica e na sinceridade de propósitos a sua versão oficial acerca daqueles acontecimentos recentes . Não há nenhum exagero em se afirmar aqui que a Contra-revolução democrática de 31 de Março de 1964 representa um marco histórico da manurenção da soberania do Brasil, tal como o 7 de Setembro simboliza a conquista dessa mesma soberania, a partir do brado de "Independência ou Morte", ecoado às margens do Riacho Ipiranga,  no ano de 1822. 

Sem aquela ação de coragem e civismo da sociedade brasileira com o emprego patriótico de suas Forças Armadas, a Pátria brasileira teria trocado o jugo de Lisboa, que perdurou de 1500 a 1822,  pela prepotência do domínio moscovita, que se alastrava pelo mundo como rastilho de pólvora, tentando transformar a Terra num gigantesco curral humano dominado por uma casta privilegiada, a todos oprimindo como um "Deus materialista" com poder de vida e morte sobre todas as etnias do Planeta, tal como Adolf Hitler planejou e não concretizou graças ao esforço conjugado das forças alidadas que lhe brecaram os passos, contando com a colaboração de nossa intrépida Força Expedicionária Brasileira  (FEB), vestindo o mesmo uniforme que vestiam os bravos soldados de 31 de Março de 1964, quado deram um basta às bestas tupiniquins que se agruparam traiçoeiramente,  fazendo as vezes de "escalão avançado" do exército vermelho comandado pelo  Movimento Comunista Internacional,  em pleno território brasileiro.

Hoje quando se fala em Intervenção militar para salvar o Brasil do caos e da consequente ditadura de extrema esquerda que vem sendo costurada no Foro de São Paulo, com a participação dos governos esquerdistas da América do Sul e do Caribe, os que têm medo de uma nova ordem institucional que lhes cobre os crimes praticados nesse aparelho de poder que aí está tentam insinuar que isso seria um golpe de estado, no sentido de ser implantada um ditadura militar no país. Sabem os lúcidos e bem intencionados que não é nessa direção que cresce e floresce a ideia dessa intervenção saneadora, pois ela encontra amparo nos preceitos constitucionais que definem a missão das Forças Armadas, que consiste em defender a soberania nacional fora de nossas fronteiras e a manutenção da ordem institucional dentro do  território nacional.

Ora sejamos racionais. Se a ordem institucional está mais do que corrompida, com o aparelhamento do governo, que conseguiu,  com compra de parlamentares e nomeações políticas na Suprema Corte, fundir os Três Poderes da República num Poder único, com viés absolutista, nada mais natural do que o Poder Militar, único bastião que resta para livrar a população dessa chaga político-ideológica, cumpra o seu papel constitucional, retirando do poder aqueles que hoje assaltam a população, na esfera governamental,  e convocando novas eleições, sem a fraude das urnas eletrônicas, para que o nosso povo volte a traçar o seu próprio destino, substituindo as quadrilhas ora dominantes, travestidas de coligação partidária, por um governo sério, honesto e realmente comprometido com os mais altos interesses desta Nação que nasceu democrática e passou por uma ditadura e um regime de exceção sem jamais abrir mão de cultivar o ideal libertário que inspira 99,9% de seus quase 200 milhões de habitantes.

Quem imagina que os nossos comandantes militares estão alheios a tudo isso, acomodados em seus postos de comando, fingindo que nada veem e de nada sabem, está completamente enganado. Eles estão apenas tentando sustentar, tanto quanto possível,  a disciplina e a obediência hierárquica que são preceitos basilares da instituição militar. Apesar dos pesares, o comando supremo das Forças Armadas repousa na figura do Presidência da República. Mas para permanecer com essa prerrogativa, faz-se mister que aquele que ocupa a mais alta magistratura da nação esteja honrando o cargo, isento portanto de suspeitas contundentes acerca de práticas lesivas aos interesses de seus governados, quer seja por ação ou omissão, isto é, "roubando o erário ou deixando roubar".

A essa altura dos acontecimentos, quando as denúncias da corrupção galopante se tornaram manchete de capa e de horário nobre nos grandes veículos de comunicação, tudo está a indicar que nossa atual presidente da República, Dilma Rousseff, não tem mais como "posar de santa nessa história sórdida", posto que é um produto de eleições sustentadas com o dinheiro sujo da roubalheira, além do que era ministra de Minas e Energia, quando os crimes de lesa-pátria praticados na Petrobras eram praticados a pleno, mesmo que pré-existissem ao início do governo de seu partido.


Para ter uma prova de que, mesmo com a mesquinhez revanchista do atual governo, proibindo a comemoração do Dia 31 de Março, os militares que dele se orgulham continuam a lhe tributar seu apreço moral, publico a seguir o convite assinado pelo Comando Militar do Sul, conclamando a população para uma solenidade de congraçamento entre militares da Ativa e da Reserva, num quartel de Porto Alegre, exatamente nessa data, o que com certeza não é mera coincidência, mas uma forma de reverenciar um acontecimento histórico, chancelado com pena de ouro por Exército, Marinha e Aeronáutica, num dos trechos mais patrióticos e significativos de suas gloriosas histórias militares.  

O ORGULHO DO DEVER CUMPRIDO

Por Edilberto Sirotheau
Dentro de poucos dias,  teremos mais um aniversário do Movimento Cívico-Militar de 31 março de 1964, que depôs o Presidente João Goulart.

É data marcante de nossa história recente e que era comemorada  com Ordens-do-Dia  dos Comandantes Militares e reuniões cívicas de entidades representativas de nossas comunidades.

Lembrada como um movimento que impediu a implantação, no País,  de uma República Sindicalista, passo inicial que o transformaria em uma República Socialista, eufemismo então utilizado para denominar os países sob o jugo comunista.

Nos dias atuais, quando  pseudos "historiadores", "cientistas políticos" e ex-militantes comunistas buscam reescrever os acontecimentos daquela época e dos vinte e um anos que se seguiram,  todos são levados a acreditar que aquele  foi o período mais tenebroso, cruel e sangrento de nossa história. 

Segundo suas versões, foram os "anos negros da ditadura", os "anos de chumbo", das "torturas" e dos "assassinatos" que "envergonham" as nossas Forças Armadas.
Foi isso, realmente, o que aconteceu? Esse foi um pecado mortal que nós, militares, cometemos? Devemos nos envergonhar do que fizemos?

Na verdade, o Movimento Cívico-Militar, que alguns tentam identificar como uma Revolução foi a exteriorização da vontade de quase totalidade da população brasileira.

Os meses que antecederam a deposição do Presidente João Goulart foram marcados por constantes tumultos, greves nacionais e sublevações, inclusive nas Forças Armadas,  que recebiam o  repúdio das  populações das principais cidades do País.

Muitas foram as manifestações públicas, como as monumentais "Marchas com Deus pela Liberdade", reunindo centenas de milhares de pessoas que exigiam um  basta no  clima de baderna em que vivia o Brasil.

Era o prenúncio de uma verdadeira guerra civil.

Ante o clamor nacional, com o germe da insubordinação e da quebra de disciplina alastrando-se em seu próprio cerne, as Forças Armadas agiram. Fizeram, na realidade, uma Contra Revolução, para  preservar os verdadeiros valores da democracia, ameaçados pela política de "pelegos" que buscava instalar uma república socialista totalitária no País. 

O Movimento Cívico-Militar de 31 de março contou com o apoio dos principais órgãos de imprensa,  como se pode constatar pesquisando os jornais e revistas da época, e das principais lideranças políticas nacionais de então, como Magalhães Pinto, Carlos Lacerda,  Ademar de Barros,  Pedro Aleixo,  Milton Campos, Ranieri Mazzilli, José Maria Alkmin, Juraci Magalhães e Ulysses Guimarães, dentre outros.

Contando com ampla aceitação popular e apoio do Congresso Nacional, assumiu a Presidência da República o General Castelo Branco, Oficial-General culto e íntegro do nosso Exército, com a missão de rearrumar a Nação e logo entregar o poder aos Políticos, através de eleições, como rezam os preceitos democráticos.

Infelizmente, a volta à normalidade democrática teve de aguardar mais tempo, em razão de que Cuba, dominada pela ditadura dos irmãos Castro, já estava funcionando como verdadeiro polo de irradiação do comunismo para a América Latina, ministrando cursos de formação de guerrilheiros para a tomada do poder. As consequências, todos sabem, foram as dezenas de organizações subversivas e terroristas atuando em toda a América Latina.

No Brasil, dezenas de organizações utilizaram como mão-de-obra, basicamente, jovens estudantes, idealistas, que eram levados a acreditar que a implantação do comunismo seria a salvação da humanidade. E que, para tanto, poderiam "fazer o diabo". 

Foi um período de muita violência, com dezenas de ações terroristas de toda ordem, como atentados a instalações diplomáticas e militares, atentados em aeroportos, assaltos a bancos, sequestros de diplomatas estrangeiros, sequestros de aviões comerciais para serem levados para Cuba, assassinatos de militares brasileiros e estrangeiros, além de implantação de áreas de guerrilha rural em algumas regiões do País. 

Foram anos difíceis, de muita violência e perdas de preciosas vidas de todos os lados - vítimas inocentes da população civil, policiais civis e militares, militares das Forças Armadas e de nações amigas, e militantes comunistas de dezenas de organizações terroristas. 

O clima de verdadeira guerra revolucionária que se instalou no País obrigou as autoridades a adotarem algumas medidas de exceção, como os Atos Institucionais, para assegurar a volta à normalidade democrática. E assim foi. 

Derrotadas as organizações terroristas, em meados da década de 70, foram revogados os Atos Institucionais e iniciada a volta à democracia plena, de forma lenta, gradual e segura, para evitar novas investidas de facções extremistas totalitárias. 

Ao final, para assegurar a volta da paz e apagar os rastros da violência ideológica, foi aprovada a Lei de Anistia, com o objetivo de apagar definitivamente o período de embate fraticida por que passáramos.

Com pesar, observamos que os derrotados de ontem tentam reescrever a história e querem se fazer passar por combatentes defensores da democracia. Na verdade, queriam exatamente acabar com a democracia e implantar um regime comunista. Basta constatar a realidade em que vive Cuba há mais de 50 anos, o país exemplo do que pretendiam.                                           

Apesar das dificuldades, durante os vinte e um anos dos governos militares, foi possível transformar o País, preparando-o para trilhar o caminho do desenvolvimento e da democracia. Da posição de 48º na economia mundial, passamos para a oitava posição.

Foram construídas as gigantescas hidrelétricas  de Itaipu, Tucuruí, Ilha Solteira, Rio Grande e muitas outras que asseguraram a energia necessária para o nosso crescimento durante décadas.

Foi construído um excelente complexo de telecomunicações, ligando todas as regiões do País. Foram construídas as rodovias Transamazônica, Cuiabá-Santarém, Manaus-Boa Vista, Porto Velho-Manaus, e iniciada a Perimetral Norte, para citar algumas de maior importância estratégica para consolidar nossa ocupação na cobiçada Região Amazônica, além de muitas outras que aumentaram e melhoraram as malhas viárias nas Regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Consolidou-se Brasília, como Capital Federal, concretizando o sonho visionário de D. Bosco, que Juscelino iniciou.

Implantou-se a indústria aeronáutica, que orgulha o nosso País. Construiu-se um complexo aeroportuário que atendeu perfeitamente, por décadas, nossas necessidades. Foram construídos os gigantescos portos de Paranaguá e Tubarão, dentre outros, que melhoraram significativamente nossos resultados nos comércios de exportação e importação.

Foi iniciada a exploração de petróleo em nossa plataforma submarina, desde o início com excelentes resultados. Foi criado e desenvolvido o Pró-Álcool, exemplo de solução alternativa para a nossa carência de fontes de energias fósseis. 

Foram criados o FGTS, o BNH, o MOBRAL, o Projeto Rondon, a SUFRAMA, a EMBRAPA, e tantas outras iniciativas que contribuíram significativamente para melhorar a qualidade de vida de nosso povo, engajando e conscientizando centenas de milhares de brasileiros sobre os nossos problemas e os desafios a vencer. Enfim, fizemos muito. Muito mais do que nos anos que se seguiram.

Portanto, tenhamos orgulho do que fizemos. Cumprimos o nosso dever. Salve 31 de março de 1964.




____________________________
Edilberto Telles Sirotheau Corrêa é Major Brigadeiro. Nasceu em 20 de agosto de 1942, em Belém/PA. Foi declarado Aspirante Aviador em 1962.  Reformado em 20 de agosto de 2010.