Por Gen Bda Ref José SIQUEIRA Silva
Capítulo I – INTRODUÇÃO
1 – Caracterização do Ambiente
2 – O
Monstro Denominado Comunismo
A maior desgraça que a humanidade jamais conheceu, nasceu na
Rússia, em 1917. Foi quando um aventureiro de nome Lenin, derrubou a dinastia
dos Czares e implantou um governo baseado nas teorias sociais econômicas e
políticas de um filósofo utópico chamado Marx. O cartão de visitas do novel e
hediondo regime de governo foi o assassinato sumário e impiedoso de toda a
família do Czar. Tais crimes prosseguiram numa escala crescente, sempre contra
todo aquele que não compactuasse com as ideias do governo e tiveram seu ápice
na ascenção de Stalin. Calcula-se em mais de 10 milhões de russos mortos ou
desaparecidos nos porões do tenebroso Gulag da ditadura comunista russa. Se
este foi o grande atrativo que tantas pessoas no mundo inteiro, inclusive no
Brasil, viram para tornarem-se comunistas, não é preciso raciocinar muito para
concluir sobre o caráter de tal gente.
Não tenho dúvida de que o comunismo foi o câncer do século passado, cuja
metástase ainda infelicita países como o Brasil no atual século. O comunismo é
o regime do Partido Único, onde o Estado é tudo e o homem é apenas uma massa de
alguns quilos de carne. Utiliza-se de quaisquer meios que se façam necessários
para atingir seus fins, inclusive roubos e assassinatos, de irmãos e até de
pais. Baseia-se na mentira, no materialismo ateu. O comunista é antes de tudo
um fundamentalista, um ser apátrida (sua pátria é o marxismo leninismo), é um
aproveitador de oportunidades e não sobrevive sem propaganda subversiva. Ele é
como aquele escorpião, que ao pegar carona para transpor um rio nas costas de
um sapo, o picou no meio da travessia; incrédulo e estarrecido, o sapo ainda
teve forças para perguntar: “- Porque fizeste isto, se estou te prestando um
favor e se sabes que vais te afogar? -
Sei disto. Mas é da minha natureza”. Uma das maiores hipocrisias da nossa
sociedade é condenar o nazismo e o fascismo, enquanto tolera e até corteja o
comunismo. Ora, todos sabem que o comunismo é muito pior e já causou muito mais
males à humanidade, que o nazismo e o fascismo juntos. O comunismo é tão vil,
que nenhum comunista gosta de ser chamado de comunista. Por que será?
Abrigam-se em siglas que significam tudo, menos o que eles realmente são:
comunistas. O comunista brasileiro usa a cor vermelha, a bandeira da foice e do
martelo, vibra quando ouve ou canta a Internacional Socialista, é adepto de
Gramsci e do Bolivarianismo, segue as diretrizes do Fórum de S. Paulo, defende
as Farc, adora Cuba, detesta os EE UU e jura que não é comunista. Mesmo os mais
corajosos, que se abrigam em siglas comunistas, confessam-se socialistas;
comunistas, jamais. Para mim, estes aproveitadores da ignorância da maioria do
nosso povo, deveriam ser conhecidos politicamente como FEIJOADA. Sabem porque?
O que é que tem pé de porco, orelha de porco, rabo de porco, lombo de porco,
costela de porco e não é porco? FEIJOADA. Acham que estou sendo exagerado?
Lembrai-vos dos milhões de mortos pelo comunismo na Rússia, na China, em Cuba e
na África. Lembrai-vos dos militares brasileiros mortos por companheiros de
alojamento enquanto dormiam, na Intentona Comunista de 1935. Acorda Brasil! Até
quando pretendes conviver pacificamente com esta corja que espera apenas a
oportunidade de apunhalá-lo pelas costas? Os comunistas são niilistas. Chega de
condescendência!
Capítulo II – DESENVOLVIMENTO
1 – Os Governos Militares
Os 20 anos do governo democrático conduzido pelos militares
após a Redentora, representam a época áurea da nossa República. Nunca havíamos
vivido e jamais viveríamos depois, um período tão profícuo. Pela primeira e
única vez na história, o lema positivista da nossa bandeira, Ordem e Progresso,
realmente funcionou. Mas como nada é perfeito, aqueles menos de 1% da
população, representados pelos comunistas raivosos, fizeram de tudo para
malograr o sucesso da Redentora. Mataram e feriram dezenas de inocentes em seus
desvairados atos terroristas e assaltos a bancos. Sem contarem com o
imprescindível apoio da população, fracassaram. Tentaram a guerrilha urbana e
foram novamente derrotados. A ordem e o progresso continuavam, assegurados
pelos militares. Como último item do maligno repertório da subversão, com o
apoio do exterior, partiram para a guerrilha rural, onde mais uma vez foram
derrotados. Para esses infelizes apátridas, aqueles 20 anos, que representaram
uma época de ouro para mais de 99% da população, foram verdadeiros anos de
chumbo. Muitos deles inclusive sentiram este chumbo no próprio corpo. Só para
refrescar a memória a respeito dos governos militares: 1) Todos os generais
presidentes deixaram o cargo, tão pobres como quando assumiram; as viúvas de
pelo menos dois deles, tiveram que leiloar objetos caseiros e pessoais e até
troféus que os seus maridos haviam ganho em concursos hípicos, para manterem
uma velhice digna. 2) A filha do “poderoso” Geisel, ia de ônibus para o seu
emprego de professora do Pedro II, no Rio, quando poderia estar gozando as
mordomias do Poder no Palácio Alvorada. 3) O “carrasco” Médici era
voluntariamente aplaudido de pé pela torcida em geral, quando os autofalantes
anunciavam sua presença no Maracanã para assistir um jogo. Por essas e outras,
é que os governos militares deram certo. Por essas e outras é que os comunistas
e toda a mídia vermelha nos odeiam.
2 – O
Poder de Volta aos Civis
3 – O
Lulopetismo
O Campo Psicossocial apresenta sua área artístico-cultural e
a mídia, quase que totalmente dominadas pelos comunistas, que aí se infiltraram
desde a época da Abertura. Estes atraíram para ajudá-los em seu proselitismo de
esquerda, toda sorte de paracomunistas, como aproveitadores, inocentes úteis,
companheiros de viagem, esquerda caviar, etc. Como pode-se ver até agora,
realmente está tudo dominado. Será? Nos Campos Político, Econômico e
Psicossocial, não há dúvida. E no Campo Militar? Olha, confesso que nem mesmo
eu, um General, arriscaria um palpite.
Capítulo III – CONCLUSÂO
1 –
Réquiem... ?
2 –
... ou Aleluia?
Apresso-me em lembrar, que o número 1 anterior é apenas uma
suposição. Suposição assustadora e difícil de ser considerada por quem conhece
o EB. Orgulho-me de pertencer a um Exército, que entoa nos seus quartéis
canções com versos como este, em relação à defesa da pátria: “Antes o sol, sem
eflúvio sem luz e sem calor, nos encontre no chão a morrer, do que vivos sem te
defender”. Um Exército que sabe perfeitamente que ordens superiores são para
serem cumpridas, mas que entende claramente, que ordem errada não se cumpre.
Foi assim desde o seu nascimento, quando contrariou a Coroa Portuguesa e
misturando brancos, negros e índios, derrotou o veterano e experiente exército
holandês em Guararapes. Foi assim quando à revelia da legislação da época, incorporou
às suas fileiras inúmeros negros, que como homens livres, nos ajudaram a vencer
o Paraguai. Foi assim que se recusou a cumprir missões de Capitão do Mato na
captura de escravos fugitivos. Foi assim, contrariando o Imperador Pedro II,
que proclamou a República. Foi assim, que apeou do Poder um Presidente
incompatível com a cultura e as tradições brasileiras, em 31 de março de 1964.
Este é o meu Exército, o verdadeiro Exército de Caxias. Foi assim ontem e tenho
absoluta certeza que assim o é hoje, como assim o será também amanhã. De onde
vem tanta certeza? Do simples fato que a formação em todos os níveis do
Exército de hoje, coube única e exclusivamente ao Exército de ontem. Assim
sempre foi, e é por isso que não temos dúvida que o Exército de hoje, será
sempre superior ao de ontem, para orgulho de todos nós. Como companheiro mais
velho e um de seus ex-instrutores, imploro que interfiram para que ocorra a
Aleluia e não o Réquiem pela Redentora. Não permitam que se repita o deplorável
episódio de muitos anos atrás, do tenente de Apucarana, que sentindo a omissão
dos escalões superiores, invadiu a Prefeitura local, subiu na mesa do Prefeito
e fez um pronunciamento à nação, pedindo um aumento de salário para os
militares. Tomou uma cadeia, mas na semana seguinte o Presidente da República
mandou uma mensagem para o Congresso, propondo o aumento reclamado. Aqui vai um
apelo ao Alto Comando do Exército: mostrem que se não são melhores, são pelo
menos iguais a nós da Reserva. Comecem a afirmar-se, no mínimo anulando a
esdrúxula proibição de festejar o Cinquentenário de 31 de Março (eu adoraria
ser convidado a proferir uma palestra na Bda Pqdt sobre o tema A Redentora).
ALELUIA!!!
Para motivá-los, transcrevo abaixo trecho da carta de Moniz Barreto a El Rei de Portugal em 1893:
“Senhor, umas casas existem no vosso reino, onde homens
vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã,
a um toque de corneta se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de
corneta se deitam, obedecendo. Da Vontade fizeram renúncia como da Vida. Seu
nome é Sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus
pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é
tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam
juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma
coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares. Corações mesquinhos
lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a
Liberdade e a Vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros de mais, como se
alguma coisa houvesse mais cara que a servidão. Eles, porém, calados, continuam
guardando a nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição eles
compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das
paixões. Se a força das coisas os impede agora em rigor de fazer tudo isto,
algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem.
Porque, por definição o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha,
à sua esquerda vai a coragem e à sua direita a disciplina”
Fonte: A Verdade Sufocada
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O articulista, Gen Bda Ref José SIQUEIRA Silva foi Cmt do 35 BI (Feira de Santana- BA), da
EsSA (Tres Corações-MG), da 23 Bda Inf Selva (Marabá - PA) e da Bda Inf Pqdt
(Rio - RJ). É um dos criadores da SIEsp/AMAN, foi Instrutor da AMAN, da EsAO,
da EsCEME e da Escola das Américas (Zona do canal - Panamá).
Na Reserva foi Secretário da Segurança Pública nos estados
de Alagoas e do Rio de Janeiro.
É Mestre Maçon






