domingo, 9 de novembro de 2014

ANTIPETISMO, imposição da racionalidade


Na recente campanha presidencial, o lado em que 51 milhões de brasileiros se arregimentaram foi apresentado por Lula como síntese de todas as perversões e maldades. Dando continuidade a isso, na última terça-feira, o Diretório Nacional do PT divulgou uma Resolução que reduz a pó a busca de entendimento sugerida pela presidente no dia 6. A referida Resolução diz como deve ser a luta pela hegemonia, que é a supremacia do pensamento partidário sobre a sociedade. Para viabilizar isso, o partido insiste na sua reforma política, na imposição do controle social da mídia (agora com o nome bem bolivariano de "Lei da Mídia Democrática"), e na retomada da criação dos conselhos populares recentemente barrados pela Câmara dos Deputados. Assim é o petismo.

 Sob vários aspectos, o documento é uma resoluta declaração de guerra. Lá pelas tantas diz assim, referindo-se à campanha recém finda: "A oposição, encabeçada por Aécio Neves, além de representar o retrocesso neoliberal, incorreu nas piores práticas políticas: o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar". Não importa que nada disso tenha acontecido. É da mera afirmação que os resultados são colhidos. Também assim é o petismo. E, mais adiante: "A oposição, ressentida, insiste na divisão do país".

Claro que a nação resulta dividida! É uma divisão feia, fruto de retórica maligna, como a do vociferante Lula e como a que explodiu na Resolução mencionada acima. No entanto, se a divisão entre grupos sociais é indesejável, a divisão para o jogo político se faz necessária. A superação dos conflitos fantasiosos produzidos pelo marketing da tal hegemonia exige que se estruture e consolide o antipetismo. Havendo o petismo, o antipetismo torna-se uma imposição da racionalidade política. As redes sociais servem à construção de uma oposição, mas não dispensam a oposição parlamentar, com representatividade, mandato, tribuna e voto. Por isso, a defesa da democracia clama por unidade suprapartidária oposicionista, compondo, nos parlamentos, frentes que restabeleçam o democrático e indispensável papel da oposição.


O fracionamento dos partidos pelo poder de compra do governo da República precisa ser vencido por uma força política organizada e coesa que expresse o que metade dos brasileiros manifestou com seus votos e prossegue reafirmando em sua mobilização nas redes sociais e nas ruas. Que haja, enfim, governo e oposição atuantes no país. E que nunca mais tenhamos que votar num sistema no qual poucos ainda insistem em confiar cegamente.

Gasolina cara: Quantos "companheiros" a PETROBRAS sustenta?



O preço da gasolina inclui o custo "companheiro".

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O Eixo do mal da América Latina está se expandindo


Justiça sem lei


A Comissão de Ética da Câmara espera por Bohn Gass.


E FIZERAM O DIABO!


Raras vezes se ouviu semelhantes confissões. Confessaram em dueto, Lula e Dilma. "Eles não sabem o que somos capazes de fazer!" proclamou ele, enfático. "Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição!" admitiu ela, faceira.

E assim foi. Nunca se viu tanta baixaria. Nunca a verdade foi tão chicoteada pela mentira. Nunca se disse tanta estupidez, porque a estupidez, de algum modo, renderia votos. Desde as eleições que sucederam o Plano Cruzado, em 1986, não se praticava no Brasil um estelionato eleitoral de tais proporções. Todas as providências, todas as urgentes providências demandadas pela péssima situação econômica e pelas deficitárias contas públicas agravaram-se por terem sido postergadas para depois das eleições. Ainda se discutem as urnas e já os preços administrados pelo governo começam a subir. A realidade nacional não podia chegar ao conhecimento do povo. Menos ainda na hora de o povo deliberar sobre quem estava mais capacitado para enfrentar a realidade.

Em todo o país, os militantes e agentes petistas exploravam a ignorância alheia advertindo que se Dilma não vencesse a eleição o Bolsa Família deixaria de existir. E isso era repetido milhões de vezes, com a face lenhosa de quem mantém acirrada inimizade com os fatos. Aécio Neves já havia apresentado e aprovado na CCJ do Senado projeto de lei que torna o Bolsa Família programa de Estado. Algo que o PT não fez, exatamente para não prejudicar sua chantagem política contra os miseráveis do país.

Numa eleição acirrada, apenas esse diabo solto já seria suficiente para alterar o resultado do pleito. Mas houve muito mais! Qualquer prefeita, candidata a reeleição, que fizesse dez por cento do que foi feito na campanha de Dilma teria seu nome retirado das urnas por decisão da Justiça Eleitoral. Imagine uma prefeita cujos garis fossem incumbidos de entregar seus "santinhos" de porta em porta! Imaginem o que faria a Justiça contra uma prefeita, lá do interior, cujos CCs se pusessem ao telefone ameaçando os moradores de determinado bairro de que as obras em execução seriam suspensas se a chefe não fosse reeleita!

Já não falo nas muitas mentiras e acusações vis que arrastaram para esta campanha o qualificativo de "a mais suja da história da República". Estas, as mentiras, revelam o fundo da alma de quem as propaga. Atenho-me, antes, ao que todos viram, assistiram e souberam. Numa eleição em que a diferença de votos ficou em dois pontos percentuais, bastaria que um desses abusos e ilegalidades não fosse cometido para que o resultado final se invertesse. Mas se entende. Quem olha a situação nacional e o esforço do petismo em impor sua hegemonia (intenção reiterada na recentíssima Resolução do Diretório Nacional do PT), sabe que o partido governante não poderia perder as eleições. Este pleito presidencial de 2014 foi disputado sob condição especialíssima: havia nele um partido que simplesmente não saberia viver sem tudo que já tem como coisa sua no patrimônio da União.


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Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

1964 NÃO SE REPETIRÁ

Por Paulo G. M. de Moura

Na eleição que se encerra fatos inusitados passaram ao largo da percepção dos comentaristas e cientistas políticos que interpretam a política para veículos de comunicação. Milhões de pessoas saíram às ruas nas principais cidades do país para apoiar Aécio no segundo turno. Gente sem partido querendo mudança. Há algo em comum entre esse povo que carregou Aécio nos braços no chão da rua em passeatas inéditas em véspera de eleição e o espírito das manifestações de junho de 2013.

Fecharam-se as urnas. Aécio reconheceu a derrota e declarou que o desafio de Dilma é reconciliar-se com a fatia da sociedade que não aguenta mais o PT. A reação dessas pessoas sem partido nas redes sociais foi crítica a Aécio e elogiosa à declaração do senador Aloysio Nunes Ferreira que recusou a conciliação.

Em 01/11/2014 milhares de pessoas voltaram às ruas em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Belém, exigindo auditoria na apuração das eleições e garantia da investigação do escândalo do petrolão. Em meio à multidão uma minoria, também presente nas redes sociais, portava cartazes pedindo a intervenção militar para remover o PT do poder.

Imediatamente a grande mídia, já alinhada com o governo eleito, destaca esses manifestantes da multidão e tenta caracterizar as manifestações libertárias como sendo mobilizações golpistas de minorias isoladas.

O foco aqui é a preocupação com essa minoria que pensa que a Intervenção das Forças Armadas (FFAA) é o atalho para destituir o petismo do poder. Não existe atalho para uma tarefa dessa magnitude.

Quem deseja destituir o PT do poder de forma definitiva e eficaz, deve se convencer do erro que é pedir a“Intervenção Militar Constitucional” mesmo sem que o PT rompa a Ordem Constitucional de forma inequívoca e comprovada. Isso por que:

As FFAA aprenderam com o golpe militar de 1964. O preço da destituição de um presidente eleito pela força desgasta e os resultados que produz são danosos à democracia e à imagem das FFAA. O resultado da remoção da esquerda do poder pela força em 1964 foi sua volta ao poder em 2002, com fortes riscos de sua perpetuação;

Ao contrário do que ocorreu na Venezuela, onde Chávez, um militar, cooptou seus pares para seu projeto de poder, no Brasil a esquerda não penetrou nas FFAA, muitos menos nas escolas de formação dos militares profissionais. E isso faz muita diferença.

Não sou porta-voz das FFAA. O que digo não é opinião. É informação e análise lógica.

Isto posto, convém que esses golpistas de araque saibam que as FFAA nada farão que fira a Ordem Constitucional. Ou seja, se não for comprovado que o PT fraudou a eleição de 2014, as FFAA não darão um golpe contra a presidente eleita. Se não for comprovado que o PT financiou suas campanhas de 2010 e 2014 com dinheiro proveniente de contas no exterior abastecidas por dinheiro roubado dos brasileiros, as FFAA nada farão contra o governo do PT.

Ou seja, o foco de quem quer derrotar o PT é provar que houve fraude na eleição. Difícil. E/ou, que o PT é financiando ilegalmente com dinheiro roubado dos cofres públicos, depositado no exterior e repatriado para financiar a eleição de Dilma. Mais fácil. Alguma dúvida?

Se o PT tentar impedir a investigação do petrolão, ou tentar impedir sua divulgação, valendo-se pra isso de procedimentos ilegítimos, ascender-se-á o sinal amarelo nas FFAA. A ruptura da Ordem Constitucional por parte do PT é o que determina a atitude das FFAA. Esse recado já foi dado a Lula.

Não é por outra razão que o PT quer desmilitarizar as polícias estaduais e centralizar o policiamento ostensivo militarizado nas mãos do governo federal. Não é por outra razão que o PT defende o desarmamento dos cidadãos idôneos que desejam possuir ou portar armas para defesa pessoal. O PT não quer adversários armados.

O PT já dispõe de milícias“desarmadas” tais como o MST e os Black Blocs. Armar essa gente é fácil e rápido. O PT sabe que a os segmentos da sociedade que se opõem ao seu poder são desorganizados, desarmados e que têm entre seus integrantes gente burra o suficiente para propor a reedição do golpe de 1964. Em breve veremos os Black Blocs e as milícias do MST nas ruas agredindo os opositores do petismo. Foi assim em todos os regimes fascistas e comunistas.

Tudo o que o PT precisa é que essa minoria burra siga culpando os nordestinos pela vitória da Dilma. A vitória de Dilma se definiu em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, inclusive com votos de parte da "elite branca" do sul. Tudo o que o PT precisa é que aqueles que a ele se opõem defendam o separatismo e o ódio aos nordestinos e um golpe militar.

O que justifica que um opositor do PT que vive no sul se oponha aos antipetistas nordestinos que lá combatem o PT em situação de estado de sítio? Por que abandoná-los ao jugo petista?

As FFAA jamais moverão uma palha em favor de quem joga brasileiros contra brasileiros, nordestinos contra sulistas, pobres contra ricos, negros contra brancos, mulheres contra homens, homossexuais contra heterossexuais, muçulmanos contra cristãos, evangélicos contra católicos. A razão de ser das FFAA é defender a unidade nacional.

Tudo o que o PT deseja é que, aqueles que a ele se opõem defendam a intervenção militar e a ruptura do processo democrático. Assim fica fácil, e rápido, isolar-nos e conquistar a opinião pública. Difícil para o PT, seria enfrentar o povo nas ruas tal como ocorre na Venezuela, sem ter milícias armadas atirando em manifestantes e correndo o risco de ver as FFAA irem para a rua defender o povo e a democracia contra um partido-máfia que busca se perpetuar no poder pela força. O modelo de oposição que o PT precisa e merece é o que o povo venezuelano pratica contra Maduro: ativismo intenso nas mídias sociais e multidões pacíficas nas ruas até o regime cair de podre.



Nunca antes na diplomacia...


Dilma quer a seu modo controlar o conteúdo da imprensa



É claro que quer, a seu modo. Dilma concedeu uma entrevista a oito jornalistas de veículos impressos, inclusive a Folha. Aprendi, lendo o jornal que, "no que se refere", como ela mesma diria, à mídia, ela não quer controle de conteúdo. Seus alvos seriam o monopólio e o oligopólio. Ah, bom. Confira o comentário.

ALERTA À NAÇÃO II

Por Marco Antonio Felício da Silva

“A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência  de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam”

A campanha eleitoral e a reeleição da atual Presidente mostram que os 12 anos de governo Lula e de Dilma Roussef, além de provocar o que era inimaginável, a quebra da unidade nacional, propiciaram o aparelhamento do governo e de parte do Estado, objetivando o preconizado pelo “Foro de São Paulo”: Por meio de políticas assistencialistas e manipulação da união da “Central dos Movimentos Sociais” com as centrais sindicais, abarcando as áreas urbanas e rurais, “acumular forças” na busca de “nova correlação de poder entre a burguesia e o proletariado”, possibilitando processo revolucionário, em marcha já avançada, visando a implantação do que chamam de “socialismo” ou de “socialismo bolivariano”, nada mais do que uma mascarada ditadura de natureza marxista-gramscista.

Há que ressaltar que a situação de descalabro político-social e moral, que hoje vivemos, é fruto de um processo que antecede e é impulsionado com a criação do Partido dos Trabalhadores, contando para o seu sucesso com a omissão daqueles que se dizem democratas e realizado, impunemente, em nome das liberdades democráticas.

Isso é comprovado pelo recente e demagógico discurso, do ex-candidato Aécio Neves, dizendo-se de “esquerda”, afastando qualquer tentativa que leve ao impeachment de Dilma, processo legal, democrático e constitucional, que seria uma prática da “Direita”, segundo Ele.

A enfatizar, o caldo de cultura petista, que já levou algumas de suas principais lideranças à prisão: escândalos como o Mensalão e o da Petrobras, originários da corrupção que permeia a classe política, empresários e grandes empresas, fontes de desvio do dinheiro público que irriga, no Congresso, a vassalagem da maioria que integra a base de sustentação política do governo petista.

Por outro lado, acusações por pratica de crimes diversos, não apuradas devidamente pelo MPF, atingem Lula e a atual Presidente, algumas delas, se comprovadas, razão de processo de impeachment de Dilma. Como exemplos, estranhos e milionários empréstimos externos à Cuba e a outros países, alinhados ideologicamente, com clausulas secretas e não aprovados pelo Senado ou o financiamento da campanha de 2010 com obtenção criminosa de recursos públicos.

Não é de hoje a impregnação psicológica, de cunho comunista, imposta à juventude, nos diferentes níveis escolares, a infiltração na mídia escrita, falada e televisada, possibilitando a transformação de valores, até então, perenes.

A neutralização das Forças Armadas, subordinadas a Ministro da Defesa, afinado ideologicamente com o governo, levam a silêncio, que se torna aterrador, diante de inaceitáveis fatos que já não mais indignam grande parcela da população, anestesiada, mas que traduzem  descalabros numerosos, entre eles aqueles como a ruptura do tecido social e o processo revolucionário “socialista”, os quais apontam para a possibilidade de uma convulsão social.

O STF, com a maioria de seus integrantes nomeados por Lula e Dilma, já é considerado por um dos atuais juízes como um futuro “Tribunal Bolivariano”, à semelhança do que já ocorre em inúmeros países componentes do “Foro de São” Paulo, com tribunais submissos ao Poder Executivo.

O discurso do Presidente Maduro, saudando a reeleição de Dilma como um fortalecimento do processo revolucionário socialista nos países “bolivarianos”, é clara evidência do acima citado. Como, também, o é a recente presença, em território brasileiro, de ministro venezuelano, livremente fazendo acordos com o MST, organização não legalizada e de ideologia comunista, de alto poder de mobilização para atos violentos, com a finalidade de trocar experiências e de organizar, formar e conscientizar seus integrantes para reforçar a “revolução bolivariana”, tendo como objetivo maior a implantação do “socialismo”.

A agravar a situação atual, a derrocada econômica em que nos encontramos, sem solução à vista: recessão com inflação em alta, levando à instabilidade sociopolítica, colocando em risco o futuro da Nação.


Fonte: Alerta Total


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Marco Antonio Felício da Silva é General na reserva.

O discurso de Aécio Neves no Senado



Aécio Neves ocupou pela primeira vez, depois das eleições, a tribuna do Senado Federal, ontem. Fez um discurso histórico, incisivo. Agora se credenciou para ser o grande líder das oposições, algo que se esperava dele.

Dados da miséria brasileira são divulgados; entenda



Brasil elegeu um governo que já nasce morto, infelizmente! O PT não tem mais nada oferecer ao país. Os dados sobre miséria e pobreza coligidos pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base na Pnad, do IBGE, indicam que, de 2012 para 2013, o número de miseráveis no país cresceu: de 10,081 milhões para 10,452 milhões, um acréscimo de 371.158 pessoas. Os dados estão no site do Ipea, órgão subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos. O instituto, por orientação da SAE, escondeu esses dados durante a campanha eleitoral alegando que a lei impedia que fossem divulgados. É mentira. Foi só uma trapaçazinha eleitoral.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O discurso de retorno de Aécio Neves ao Senado


O PT se desnuda: quer ditadura perfeita



A ordem do Partido dos Trabalhadores, expressa numa resolução oficial é controlar tudo. Imprensa, PM, Banco Central, Poder Judiciário... E criar uma sociedade hegemônica.

Anos depois da morte de Paulo Francis, ainda vemos as roubalheiras da Petrobras


'O PT é um partido liberticida'



"Essa resolução do PT foi feita por um bando de pulhas". A declaração é do colunista de VEJA Ricardo Setti, no "Aqui entre Nós" com Joice Hasselmann, que discutiu detalhes do documento que na prática deixa claro que o PT quer controlar da mídia à Polícia Militar.

SEPARATISMO, ELES NÃO MERECEM ESTA INGRATIDÃO!

Por Cel  Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Você sabe de onde eu venho? Venho do morro, do engenho, das selvas, dos cafezais, da boa terra do coco, da choupana onde um é pouco, dois é bom, três é demais. Venho das praias sedosas, das montanhas alterosas, dos pampas, do seringal, das margens crespas dos rios, dos verdes mares bravios, da minha terra natal.

Alma brasileira!  Neste momento de ameaça separatista que corre a Pátria de todos nós, volto os olhos para esta canção de bravos, de irmãos de todos os recantos desta nossa mãe gentil. Do silêncio dos tempos passados, parece que estou vendo os cidadãos fardados, que foram nossos “pracinhas”, voluntários do Oiapoque ao Chuí que, irmanados, a cantam com timbre de heróis!

Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá; sem que leve por divisa esse "V" que simboliza a vitória que virá. Nossa vitória final, que é a mira do meu fuzil, a ração do meu bornal, a água do meu cantil, as asas do meu ideal, a glória do meu Brasil.

Morreram no cumprimento do dever 450 praças, 13 oficiais e 8 pilotos. Feridos nos combates foram aproximadamente 12 mil. Imaginem como devem estar estes guerreiros padecendo, ouvindo clamores separatistas ecoando pelos “brasis” que defenderam com unhas e dentes em campos de batalha na Europa. Eles não lutaram pelo nordeste, pelo sul, pelo centro-oeste, pelo norte ou pelo sudeste. Sua luta foi pelo Brasil, uno e indissolúvel, herdado do grande duque, o “pacificador” que perdoava e anistiava os compatriotas desavisados, inoculados pelo mal dos “cucarachos”, que hoje amargam seu destino de republiquetas sem expressão, condenadas a um protagonismo de segunda.

Eu venho da minha terra, da casa branca da serra e do luar do meu sertão; venho da minha Maria, cujo nome principia na palma da minha mão. Braços mornos de Moema, lábios de mel de Iracema, estendidos para mim, ó minha terra querida, da Senhora Aparecida, e do Senhor do Bonfim!

Braços mornos de Moema! Minha gente, foram nordestinos que assim cantaram, lábios de mel de Iracema... mas, para eles, também era sua a terra bandeirante querida, da Senhora Aparecida, assim como a do Senhor do Bonfim! Com certeza, os 686 baianos, 651 pernambucanos, 377 cearenses, só para exemplificar a participação nordestina na FEB, não se julgam menos filhos da Senhora Aparecida do que os 3389 irmãos paulistas que, a eles irmanados, galgaram juntos as alturas do Monte Castelo, em 21 de fevereiro de 1945! Fico a imaginar a indignação destes heróis quando seus filhos, netos e bisnetos, cometem este sacrilégio de levantar a ideia infame da cizânia separatista no seio da Pátria pela qual, ombro a ombro, verteram sangue estes descendentes, tanto dos audazes bandeirantes como dos nordestinos que expulsaram os holandeses, quando nosso” impávido colosso” ainda nascia!

Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá; sem que leve por divisa esse "V" que simboliza a vitória que virá. Nossa vitória final, que é a mira do meu fuzil, a ração do meu bornal, a água do meu cantil, as asas do meu ideal, a glória do meu Brasil.

Separatismo porque votam mal? Por Deus! Quem não vota mal neste pobre Brasil infeliz? A gauchada mesmo, volta e meia, coloca um “comunopetista” no governo do estado. O Rio de Janeiro então é outra lástima! Que se diga: nosso mal não é regional, é NACIONAL! Mas mesmo na Guerra Farroupilha não faltaram gaúchos de visão prospectiva quanto ao destino de grandeza da grande Pátria Brasileira.  Davi Canabarro, considerado então como “o melhor cabo-de-guerra da República Riograndense”, assim se fez entender quando o argentino Rosas lhe ofereceu auxílio: -“ Senhor! O primeiro soldado de vossas tropas que atravessar a fronteira, fornecerá o sangue com que será assignada a paz de Piratini com os Imperiaes. Acima do nosso amor à república collocamos o nosso brio, a integridade da Pátria. Si puzerdes agora os vossos soldados na fronteira, encontrareis hombro a hombro, os soldados de Piratinin e os soldados do senhor D. Pedro II. ” Irmãos deste imenso País! E os “pagos” não deixaram por menos: foram 1880 que de lá saíram para a Itália. As asas de seu ideal, as mesmas de seus irmãos, nordestinos, paulistas e de todos os demais estados da federação, já que, honra seja feita, nenhum deles deixou de fornecer voluntários para a guerra! E ainda existem imbecis pregando separatismo! Malditos sejam!

Você sabe de onde eu venho? É de uma Pátria que eu tenho, no bojo do meu violão, que de viver em meu peito, foi até tomando jeito de um enorme coração. Deixei lá atrás meu terreno, meu limão, meu limoeiro, meu pé de jacarandá, minha casa pequenina, lá no alto da colina, onde canta o sabiá.

Isto é Brasil minha gente! Eles, os “febianos”, respiravam isto e eles exigem que nós continuemos aspirando esta magnitude verde e amarela. Nossa luta não é entre nós, é contra as “bandeiras vermelhas”, aquelas empunhadas pelos que já abdicaram da cidadania nacional pela “internacional socialista”!  O alto da colina, devemos mantê-lo para o sabiá e não entregá-lo de mão beijada ao carcará secessionista.  Esta é a grande Pátria que nós ainda temos e que devemos legar à nossa descendência. Por isto brasileiros lutaram, por isto devemos lutar!

Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá; sem que leve por divisa esse "V" que simboliza a vitória que virá. Nossa vitória final, que é a mira do meu fuzil, a ração do meu bornal, a água do meu cantil, as asas do meu ideal, a glória do meu Brasil.

Mas os paulistas e nordestinos veteranos da FEB, aqueles muitos integrantes do valoroso 6ª RI-Regimento Ipiranga, Caçapava/SP, não acreditam no que estão a ouvir! Eis que hoje, agora, o leviatã da discórdia se manifesta naquele grande estado, novamente de forma insidiosa: -“Movimento São Paulo Independente! Só há uma saída para o desenvolvimento paulista: a INDEPENDÊNCIA. Uma sandice sem pé nem cabeça, irresponsável, que contraria todos os requisitos reconhecidamente indispensáveis para o porvir de uma grande potência. Interessante é que, em seguida, se apresenta uma justificativa neste teor: -“Além de sugar os recursos e as riquezas geradas pelos paulistas, o governo brasileiro ainda atrapalha o desenvolvimento de nossa Pátria através de seu modelo político defasado e burocrático, o que acaba abrindo brechas para corrupção e até mesmo atrasando as obras muitas vezes por motivos fúteis. ” O grande culpado é identificado com todas as letras, o governo brasileiro, e se prefere culpar o norte/nordeste brasileiro. Por que São Paulo não sai gigantescamente para as ruas, como em 1964, e exige o impeachment da governante?  Que se diga, naquele ano, a participação decisiva do povo paulista foi definitiva para a queda do projeto comunosocialista de João Goulart.

Venho do além desse monte, que ainda azula o horizonte, onde o nosso amor nasceu, do rancho que tinha ao lado, um coqueiro que, coitado, de saudade já morreu. Venho do verde mais belo do mais dourado amarelo, do azul mais cheio de luz, cheio de estrelas prateadas, que se ajoelham deslumbradas, fazendo o sinal da Cruz!

Sou filho de ex-combatente e a primeira imagem desta grandiosidade da Pátria me foi estampada pelo meu pai.  Hoje, meu velho morreria de desgosto vendo a que estão querendo reduzir o sonho da esmagadora maioria dos brasileiros que atravessaram o Atlântico para lutar na Europa, o sentimento de fé quanto ao destino de grandeza da “Terra de Santa Cruz”.  Vicejava neles a crença de que, na segunda metade do século, o Brasil evoluiria de uma potência continental para outra do porte de uma França ou de uma Inglaterra, com poder militar compatível para manter sua soberania plena e seus recursos naturais, sem temer ameaças de quem quer que fosse. Ela não se realizou.  Já estamos chegando em 2015 e, ao que tudo indica, aquela visão está comprometida pelos maus brasileiros que se assenhorearam do País, sob as vistas subservientes, não das Instituições Armadas , mas de seu “alto” comando, absolutamente alheio ás pressões dominantes que estão fazendo ruir o sentimento de nacionalidade. Oficiais-generais, até provas em contrário, meros assistentes fortuitos do festim diabólico bancado pela politicalha e pelos algozes das FFAA, engolindo infâmias e injustiças, deixando para trás companheiros que lutaram contra as guerrilhas urbana e rural, e isto para que todos nós pudéssemos ministrar a instrução peculiar programada pelos quartéis da vida.

Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá; sem que leve por divisa esse "V" que simboliza a vitória que virá. Nossa vitória final, que é a mira do meu fuzil, a ração do meu bornal, a água do meu cantil, as asas do meu ideal, a glória do meu Brasil.

Parodiando a profética advertência, contida na proclamação do Duque de Caxias aos farrapos, em 17 de março de março de 1843 e, em desagravo aos veteranos das Forças Armadas Brasileiras na 2ª GM, que se diga, alto e bom som aos separatistas desavisados: -“Lembrai-vos que a poucos passos de vós está o inimigo de todos nós, o inimigo da nacionalidade e da tradição. Não pode tardar que nos meçamos com os guerrilheiros de Lula e Dilma, guardemos pois nossas espadas e nosso sangue. Vede que estes traidores da Pátria exultam com essa triste cizânia com que nós mesmos nos estamos enfraquecendo e destruindo. Abracemo-nos e unamo-nos para marcharmos, não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria, que é nossa mãe comum!"



NÓS NÃO TEMOS MEDO NENHUM