sexta-feira, 5 de setembro de 2014

REALIDADE: 'Desabafo de uma brasileira' se espalha nas redes sociais e atinge milhões de pessoas



Um desabafo da consultora de vendas Maria Aluska, publicado pela mesma no site Facebook, tornou-se um viral e, republicado por dezenas de mídias, atingiu milhões de pessoas. Apenas no perfil de Aluska, mais de 100 mil pessoas compartilharam o desabafo.

Na gravação, Aluska critica e faz provocações a Lula e Dilma, comentando a situação atual do país, a saúde pública, a carga tributária, entre outros.

Programa De Marina Plagia Decreto De FHC De 2002


Dialética da covardia

Por Olavo de Carvalho

Duas ou três concessõezinhas oferecidas pela candidata à economia liberal, que no fundo em nada diferem daquelas feitas pelo primeiro mandato do sr. Lula, pouco significam em comparação com o fato de que o partido de Marina pertence ao Foro de São Paulo e, como tal, tem compromissos estratégicos internacionais.

Toda decisão covarde, quer se expresse por ação ou omissão, deixa no fundo da alma uma vergonha que, quanto menos reconhecida e confessada, mais exige rituais histéricos de compensação. Posta vergonhosamente em fuga por um golpe militar que não disparou um só tiro, a esquerda brasileira exibe até hoje os sintomas residuais do vexame enterrado, mas jamais completamente esquecido: daí sua compulsão incurável de exagerar hiperbolicamente os sofrimentos padecidos e a força ameaçadora do adversário, pintado sempre como um dragão voraz mesmo quando obviamente não passa de um cãozinho doméstico.

Exemplo típico é o historiador comunista Nelson Werneck Sodré, do qual escrevi em 2008 (v.http://www.olavodecarvalho.org/semana/080414dc.html) :

“Descrevendo no seu livro A Fúria de Calibã os horrores apocalípticos da perseguição a intelectuais logo após o golpe de 1964, que ele não hesita em nivelar ao que sucedeu na Alemanha de Hitler, acaba se traindo ao relatar que, naquele mesmo período, publicou não sei quantos livros, teve não sei quantas críticas favoráveis, algumas entusiásticas, foi brindado com alguns prêmios literários e no fim ainda recebeu uma homenagem no Instituto Brasileiro de História Militar, em cerimônia realizada na presença... do presidente da República, marechal Castelo Branco. Jamais um historiador consentiu em personificar tão escandalosamente um exemplum in contrarium da sua descrição geral dos fatos.”

Mas, evidentemente, Werneck não foi o único. A repressão foi tão violenta, tão avassaladora, que o período do governo militar (1964-1985) acabou sendo, segundo registros da Câmara Brasileira do Livro, o de maior prosperidade da indústria editorial esquerdista no país.

Paralelamente, jornalistas de esquerda dominavam as redações dos maiores jornais e eles próprios publicavam semanários “nanicos” nos quais falavam o diabo da “grande mídia burguesa”.

Intelectuais e artistas de esquerda imperavam também sobre as universidades e a indústria de espetáculos – tudo isso porque, coitadinhos, tinham sido banidos de toda atividade pública, como os dissidentes soviéticos ou cubanos. Nunca no mundo os perseguidos se refugiaram em catacumbas tão altas e vistosas.

Erik von Kuenhelt-Leddihn já ensinava que ninguém jamais entenderá a mentalidade esquerdista se não estudar muito bem o mecanismo do fingimento histérico.

Mas ninguém cairia vítima de uma neurose se dela não extraísse alguma vantagem secundária, algum lucro que pode ir muito além do mero reconforto psicológico postiço.

Exagerar o tamanho e a periculosidade do adversário dissemina entre os militantes um estado de alerta, instila neles um reflexo de autodefesa grupal que os predispõe a odiar o adversário mesmo e sobretudo quando nada sabem dele. Que partido revolucionário não precisa disso?

Quando uma compulsão neurótica se soma a um proveito objetivo, ficar cada vez mais neurótico se torna um modo de vida, uma “forma mentis” integral que acaba por absorver a personalidade inteira. Que mais pode desejar um revolucionário do que um uma engenharia cênica na qual fugir da realidade se transmuta num meio de agir sobre ela com alguma eficácia?

Dessa incongruência nasce uma segunda, também característica da mente revolucionária, que é o hábito de cantar vitória ao mesmo tempo que se imagina o adversário cada vez mais forte e indestrutível, principalmente quando este agoniza e esperneia no ar entre gemidos de impotência.

É assim que, no seu blog da "Carta Maior", o indefectível dr. Emir Sader, mais conhecido nos círculos reacionários como Marquês de Sader, explica a adesão dos liberais Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Rezende à candidatura Marina Silva como um truque maquiavélico da direita, prenúncio da restauração conservadora, quando ela é obviamente o oposto: a autodissolução de um corpo debilitado num corpo mais forte que, ao absorvê-lo, o extingue.

Duas ou três concessõezinhas oferecidas pela candidata à economia liberal, que no fundo em nada diferem daquelas feitas pelo primeiro mandato do sr. Lula, pouco significam em comparação com o fato de que o partido de Marina pertence ao Foro de São Paulo e, como tal, tem compromissos estratégicos internacionais que, no presente momento, seus aliados liberais não compreendem e nem sequer vislumbram, e que com toda a certeza prevalecerão, a longo prazo, sobre qualquer arranjo oportunista de campanha eleitoral.

Nada mais característico da debilidade direitista no Brasil, aliás, do que a pseudo-esperteza de aderir ao que não se pode vencer, receita de Maquiavel que, praticada pelo próprio inventor, só o levou de derrota em derrota até a completa humilhação final de ter de viver, na velhice, de um empreguinho chinfrim arrumado, num gesto de caridade, por um de seus velhos inimigos.

Maquiavel é o guru dos derrotados, sempre um derrotado ele próprio. Talvez por isso exerça tanta atração sobre quem não tem a mínima vocação para a vitória nem, por isso mesmo, como diria o sr. Lula, “nenhuma perspectiva de poder”.

Interpretando a debilidade como sinal de força, o Marquês de Sader, por seu lado, foge da realidade ao mesmo tempo que age sobre a mente da sua platéia com realismo exemplar: instigando nos fortes o medo do fraco para impeli-los a torná-lo mais fraco ainda.

Entre a dialética revolucionária e as astúcias teatrais do fingidor histérico, a semelhança não é jamais mera coincidência.

(Publicado no Diário do Comércio.)


"Parar de cair é uma vitória para Aécio"


PT E Governo Querem Misturar Gays E Evangélicos



REVISÃO DA LEI DA ANISTIA

Por Gen Bda Paulo Chagas

Caros amigos

O Procurador-Geral da República, Dr Rodrigo Janot, em Parecer enviado ao STF, no dia 28 de agosto de 2014, defende a revisão da interpretação atual da Lei da Anistia.

O Dr Janot, em aparente conluio com as raposeiras e estéreis investidas da Comissão Nacional da “Versão” contra a imagem do estamento militar brasileiro, defende que a Anistia não se aplica a crimes tipificados hoje como tortura, sequestro e desaparecimento forçado de opositores do regime militar.

O parecer referenda uma ação movida, desta feita, pelo PSOL, requerendo que o STF reexamine a validade da Lei para agentes que supostamente tenham praticado crimes com as características citadas.

O tema já foi definido pela Suprema Corte, em 2010, respondendo a arguição ajuizada pelo Conselho Federal da OAB, instituição que, hoje, é ensurdecedoramente silenciosa, conivente e cúmplice de sistemáticos ataques à democracia, como muito bem sublinhou, em recente artigo, o jornalista Rodrigo Constantino.

Para a silenciosa e omissa OAB, a Constituição de 1988 não havia recepcionado a extensão da Anistia aos agentes do Estado, teoricamente responsáveis por crimes contra os direitos humanos de pessoas coniventes ou acusadas da prática de terrorismo.

Para o STF, todavia, prevaleceu o entendimento de que a Lei de Anistia resultou do processo de abertura - lenta, gradual e segura - do regime militar, do debate entre o circunstancial autoritarismo e a sempre almejada democracia e que, portanto, a exclusão daqueles agentes públicos romperia com a boa fé dos atores sociais envolvidos no debate, e julgou improcedente a demanda.

O Parecer do Sr Procurador Geral da República, ao acolher nova investida, agora do “democrático” PSOL, deixa no ar um rastro de suspeição sobre o respeito funcional que deveria ter pela “boa fé dos atores sociais”.

A questão que se impõe agora é saber quanto à ética jurídica do STF ao rever sua própria decisão e proferir outro entendimento! Tudo dependerá, muito obviamente, de sobre quem recairá a nova relatoria. Se for sobre um dos seis novos ministros que aparelham a Suprema Corte, colocando-a a serviço de interesses ideológicos de partidos políticos revanchistas, sem criatividade ou argumentação construtiva, é de se esperar que a legitimidade e a coerência sejam os últimos dos argumentos a sensibilizar a maioria dos Senhores Ministros!

Apenas por simples razão de nexo, vale perguntar: Seria justo qualificar como ilegítima a declaração de inconstitucionalidade de uma norma já declarada constitucional pela mesma corte de última instância, sob a vigência da mesma constituição?

A lógica dos fatos diz, eloquentemente, que não!

A leitura do texto legal e a decisão vigente do STF não deixam qualquer dúvida de que TODOS, independente do lado em que atuaram, estão anistiados. Qualquer interpretação diferente desta é casuística.

O recente arquivamento do chamado “Caso Rio Centro”, em que vários militares foram denunciados por fato já prescrito, mostra que ainda há juízes em Berlim*, será que ainda os há na Suprema Corte?


= Nenhuma ditadura serve para o Brasil =
Grupo TERNUMA




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* A frase ainda há juízes em Berlim refere-se a um caso ocorrido na Prússia, em que um moleiro tinha o seu moinho perto do palácio do Rei, que, por isto, tentou removê-lo para longe. Como ele se negava a sair, o Rei o chamou para saber o porquê da sua resistência, ao que ele teria dito: “Ainda há juízes em Berlim”. Ou seja, ele entendia que, para a Justiça, não havia diferença entre ele e o Rei.

Contestar Marina é obrigação; recorrer ao preconceito religioso é uma boçalidade


Ninguém Pergunta Quem Será O Ministro Da Fazenda Se Marina For Eleita



Dilma fugiu de William Waack

Por Leonardo Correa
 
Sabendo que não teria condições de encarar a melhor artilharia política do jornalismo televisivo nacional, a candidata Dilma Rousseff fugiu da entrevista no Jornal da Globo (marcada para a madrugada do dia 03/09/2014).

William Waack e Christiane Pelajo – certamente – teriam deixado a "candidata-presidente" em maus lençóis. Mas, para não deixar que a fuga fosse total, o âncora e sua colega apresentaram aos telespectadores uma lista de perguntas contundentes que seriam feitas durante a entrevista. Vale a pena conferir:
  1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
  2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente, para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
  3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil no seu governo tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
  4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
  5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?
  6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?"

São questionamentos sérios, e, sem sombra de dúvidas, deixariam Dilma desequilibrada. Sublinhe-se que Waack não tem papas na língua. É um dos entrevistadores mais incisivos que temos, capaz de devastar qualquer afirmativa ilógica ou sem fundamento.

Mas, como reza o dito popular, quem cala consente. A negativa de participar da entrevista demonstra que a "candidata-presidente" não quer se expor, ou, pior, acredita que o povo não merece ouvir suas explicações.

Aliás, depois da entrevista de William Bonner (no Jornal Nacional) e de duas rodadas mornas de debates (na BAND e no SBT), a "candidata-presidente" dá sinais de fadiga. Seria sintomático, se não fosse indicativo, que, em dado momento no debate do SBT, Dilma tenha admitido: "É o nervosismo do debate, Nascimento".

Enfim, a candidata à reeleição não consegue debater, explicar ou seduzir. Seus votos, portanto, vêm apenas de uma base fiel do petismo. Ela não tem o "jogo de cintura" e o carisma de seu antecessor. Não consegue, sequer, esconder sua dureza, frieza e autoritarismo.

Detesta ser contrariada, e, justamente por isso, não consegue participar de entrevistas e debates. Marina Silva está deitando e rolando, e, enquanto isso, o candidato Tucano não dispara nenhum ataque contundente. Corre o risco, infelizmente, de perder as eleições sem levantar o tom de voz. Assim não dá! É cansativo viver em um país no qual se escolhe sempre o pior, apesar de alternativas melhores.



Filósofa diz que odeia a classe média e Lula dá risada e aplaude



A filosofa petista Marilene Chauí, declarou seu ódio à Classe Média na comemoração dos 10 anos de governo do PT. Em troca, recebeu o aplauso de Lula que, enquanto Marilene esbravejava seu desprezo pela imensa maioria dos brasileiros, gargalhava.

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Dilma Foge De Entrevista Em Emissora De Televisão


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O fenômeno Marina Silva


Na paisagem eleitoral, falta o porta-voz dos indignados com os fora da lei no poder


Dilma Rousseff perde o sono em dia de pesquisa e perde o controle dos nervosos em noite de debate. É compreensível que se apavore ao imaginar-se conversando com um jornalista independente. Ao escapar do encontro com o excelente William Waack, a fugitiva do Jornal da Globo poupou o cérebro baldio do colapso que seria inevitavelmente consumado pelas perguntas que aguardavam a entrevistada. Confiram: 
  1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
  2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
  3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
  4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
  5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de quinze anos. Por quê?
  6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?

O que há com Aécio Neves que até agora não formulou nenhuma dessas perguntas ─ claras, concisas e contundentes ─ em debates na TV ou no horário eleitoral? O que espera o terceiro colocado nas pesquisas (e em quda) para acrescentar à sequência de interrogações dezenas de outras amparadas no colosso de casos de polícia protagonizados pelo governo em decomposição? Por que não força a candidata à reeleição a afundar agarrada a respostas bisonhas e álibis mambembes? Para continuar sonhando com o segundo turno, Aécio deve gastar muito mais chumbo com a presidente sem rumo do que com Marina.  É Dilma a concorrente a ser batida.

A onda cavalgada por Marina parece exibir força e fôlego suficientes para alcançar a praia do Planalto. É na onda antipetista, de dimensões igualmente impressionantes, que Aécio Neves talvez consiga surfar. Aí reside a chance derradeira. O PT está cada vez mais grisalho e enrugado. Sumiu o Lula que instalava postes em qualquer gabinete. Quase todos os companheiros candidatos a governador estão mal no retrato. Alguns resfolegam na zona do rebaixamento. Em São Paulo, por exemplo, Alexandre Padilha, produzido e dirigido pelo chefe supremo, nem chegou aos dois dígitos.

Até agora, os milhões de indignados com os fora da lei no poder não têm porta-voz na temporada de caça ao voto. Nenhum candidato à Presidência ou a governos estaduais traduz o que vai pela mente e pela alma dos  humilhados e ofendidos por 12 anos de corrupção, descaramento, cinismo, inépcia, parcerias obscenas, cafajestagem, arrogância, agressões à liberdade e ao Estado Democrático de Direito, fora o resto.


Na paisagem eleitoral, falta o candidato da indignação. Talvez haja tempo para que Aécio Neves se transforme no que desde sempre deveria ter sido e não foi.

Disciplina


Oval Nacional - Obras aeroporto de Confins, ministros viajam e Marina Silva Metamorfose


Suplicy pagou passagem da namorada com dinheiro público, mas na campanha fala de honestidade


(Foto: Ucho Haddad)
(Foto: Ucho Haddad)
Face lenhosa – No Brasil, assim como em inúmeras partes do planeta, a política é o eterno exercício da mentira. Até porque, nove entre dez políticos creem na teoria esdrúxula de Joseph Goebbels, chefe da propaganda nazista, de que uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade.

Considerado pelo Partido dos Trabalhadores como um “aloprado” útil, que entra em cena quando a legenda enfrenta dificuldades enquanto permanece na mira dos adversários, Eduardo Suplicy, ao contrário do que diziam os “companheiros”, conseguiu legenda para tentar novo mandato no Senado Federal.

Suplicy protagonizou espetáculos pífios no Senado, como suas cantorias bizarras e a cueca vermelha que vestiu sobre a calça a pedido de Sabrina Sato, que à época integrava a equipe do humorístico “Pânico Na TV”. É verdade que o Senado da República já viveu dias melhores, principalmente nos quesitos conhecimento e capacidade dos parlamentares, mas é preciso que um senador, por mais imbecil que seja, saiba a importância da Câmara Alta no processo político e democrático. Mesmo que o rolo compressor do Palácio do Planalto seja acionado com frequência.

Na circense campanha que faz em São Paulo, na tentativa de cabalar votos entre os eleitores paulistas, Eduardo Suplicy é o segundo colocado nas pesquisas, atrás apenas do tucano José Serra, que deve conquistar a única vaga paulista no Senado que está em disputa.

Para convencer seu eleitorado, Suplicy adotou a estratégia de “vender” aos incautos sua honestidade. Tanto é assim, que seu material de campanha insiste em destacar a ética e o respeito que o senador petista devota ao dinheiro público.

É fato que cada um acredita naquilo que lhe convier, mas não se pode ignorar a realidade dos fatos, até porque honestidade na seara política é mercadoria raríssima. Apenas para desmontar o discurso oportunista de Suplicy, o senador usou parte da verba de seu gabinete para levar sua namorada a Paris. Descoberto, Eduardo Suplicy exibiu sua conhecida expressão de sonso e disse que devolveria o dinheiro aos cofres do Senado.

A devolução do dinheiro surrupiado do bolso do contribuinte não ilide o crime. É o mesmo que matar alguém a facada e diante da constatação do crime querer minimizar o estrago retirando a faca cravada no cadáver. Na ocasião, Suplicy alegou que desconhecia a proibição do uso do dinheiro público para tal fim.


Ora, se um senador da República desconhece as regras básicas da vida pública, começando pela moralidade, que deixe o cargo para quem sabe o que isso significa. A grande questão é como encontrar alguém no Brasil que saiba o significado de moralidade, uma vez que a extensa maioria dos políticos faz na vida pública aquilo que diariamente faz na privada.

Haddad, o “Selvagem da Bicicleta”. Ou: Ainda faltam 851 dias para a gente se livrar dele!


Dilma acusa Marina de ser igualzinha a Fernando Collor, que disputa a reeleição para o Senado com o apoio da acusadora


Depois de avisar que só é possível presidir o Brasil com o apoio da maioria do Congresso, o programa de Dilma Rousseff no horário eleitoral desta terça-feira descambou para o terrorismo de chanchada. A coligação que apoia Marina Silva, vaticinou o locutor, não conseguirá eleger uma bancada parlamentar suficientemente numerosa para garantir a aprovação dos planos e projetos do governo. Assim, a candidata do PSB pode até chegar à Presidência. Mas não chegará ao fim do mandato.


Especialista em mensagens oblíquas, o marqueteiro João Santana evocou dois exemplos para dar à conversa fiada ares de aula de  História e associar Marina Silva a um napoleão de hospício e a um colecionador de falcatruas. Segundo a peça eleitoreira, foi a falta de sustentação parlamentar que provocou tanto a renúncia de Jânio Quadros quanto o impeachment de Fernando Collor. Como atesta o vídeo, o primeiro apareceu com nome, sobrenome e fotografia. O segundo não deu as caras na tela.

O comercial do PT limitou-se a reproduzir a primeira página da Folha que noticia o desfecho da crise de 1992:  Vitória da Democracia: IMPEACHMENT!  Quem foi vencido pela democracia? Cadê o nome e a foto da vítima do impeachment? A resposta para as omissões escandalosas está na foto abaixo. Dilma e Collor hoje são bons amigos. Senador por Alagoas, o aventureiro despejado do Planalto pelo impeachment disputa a reeleição com o apoio ostensivo da presidente da República.

Resumo da ópera bufa: Dilma acusou Marina de ser igualzinha ao pecador que gostaria de manter no Senado. A esperteza vai acabar em tiro no pé. Mais um.


collor - dilma

O passado oculto de DILMA ROUSSEFF
BOLSONARO em defesa do General ENZO


Valores