segunda-feira, 12 de maio de 2014

Deus livre Aécio de uma Marina.


Os socialistas de Eduardo Campos dizem, conformados: é melhor ter uma vice que briga e incomoda do que ter um que não traga votos. Ora, Marina Silva teve 20% de votos em 2010 e Campos patina nos 10%. Onde estão os votos? Será que ela ainda tem votos? Se estes são votos de Marina, onde estão os de Campos?

A verdade é que Marina Silva vem promovendo uma verdadeira devastação nas alianças de Campos. Desde o veto a Ronaldo Caiado, passando por inviabilizar a aliança do PSB com o PSDB em São Paulo, até chegar ao cúmulo de destruir o pilar básico da aliança entre os dois partidos, qual seja o apoio no segundo turno. Marina declarou que o PSDB tem cheiro de derrota, praticamente avisando que vai apoiar Dilma no segundo turno. Campos, pasmem! – concordou. O PSB, refém de Marina Silva, já fala em romper o acordo em Minas Gerais e Pernambuco, onde o socialista e o tucano dividiriam o mesmo palanque.

Entrou na pauta dos jornais a pergunta: quem será o ou a vice de Aécio Neves? Deus nos livre de uma Marina Silva. Não pelo gênero, mas pelo gênio. Que o/a vice de Aécio tenha votos, mas que os primeiros votos sejam de fidelidade, respeito e concordância absoluta com o programa de governo do presidente.Autonomia e independência demais é garantia de problemas durante a campanha, especialmente se o/a vice saliente resolver ser contra a mudança na maioridade penal ou a favor da liberalização da maconha. Vice com muitas opiniões vira pauta obrigatória da imprensa e alvo dos oponentes que, jogando pedras nele/nela, buscam atingir o candidato.

O que se quer de um/uma vice, então? Que seja vencedor(a) na vida, na sociedade, na profissão e, se for possível, também na política. Que seja um espelho e não uma vidraça.  Deus livre Aécio de uma Marina Silva. E olha que já têm marinas colocando as unhas de fora.

COPA DE 2014: Especialista fala em desinteresse de turistas estrangeiros, de vagas sobrando em hotéis e de preços baixos de diárias mesmo em cidades-sede


Restaurante de hotel às moscas: este pode ser o cenário de muitos estabelecimentos que imaginavam ter lotação total durante a Copa (Foto: Getty Images)
Restaurante de hotel às moscas: este pode ser o cenário de muitos 
estabelecimentos que imaginavam ter lotação total durante a Copa 
(Foto: Getty Images)
Um amigo da coluna conhecedor do setor turístico da economia envia uma mensagem que vale a pena registrar no blog. Vou manter seu anonimato porque o mais importante aqui é o conteúdo, e não o mensageiro.

Vamos ao que ele diz:

A tese alimentada por muitos incautos do setor que a Copa do Mundo de 2014 seria um grande negócio para o turismo (ou especificamente para a hotelaria) nunca foi corroborada por mim que, em varias publicações, já venho alertando para o assunto.

Hotéis de São Paulo têm apenas 24% de suas vagas (em dias de jogos da Copa que ocorrerão na capital paulista) reservados.

Semanalmente a Match (agencia da FIFA que é responsável pela logística da Copa) devolve bloqueios de vagas em hotéis aos fardos, por total e absoluto desinteresse do público do exterior em vir ao Brasil.

Em 9 dias que passei recentemente na Ásia assisti a transmissões da BBC e de outras emissoras internacionais todas as noites, por várias horas, em meu apartamento de hotel. São noticiados os problemas do Brasil que direta ou indiretamente afetam a realização da Copa (trânsito, obras inacabadas, escândalos políticos e financeiros, criminalidade em favelas e cidades e ameaças de manifestações durante o torneio).

O europeu há muito tempo optou pela poltrona para assistir a Copa 2014.

A Copa será boa (talvez) para a cidade do Rio de Janeiro e para a FIFA.

O que tivermos de hóspedes serão basicamente turismo interno e as equipes profissionais que atuarão no evento — 32 delegações com média de meia centena ou pouco mais de pessoas cada.

Negócios, feiras, convenções, reuniões entre o dia 1º de junho e o dia 15 de julho 45 dias !!!) são iguais a ZERO em todas as capitais.

Recebi mala direta de uma grande rede de hotéis (clientes fidelidade) oferecendo tarifas promocionais a meros 119 reais EM CIDADES-SEDE AO LONGO DE TODA A COPA DO MUNDO. Não existirão tarifas estratosféricas, como foi tanto e tão seguidamente propalado pela midia.

Quem porventura já tiver pago valores escorchantes com certeza irá pedir reembolso parcial.


Penso que no mundo da aviação o caminho será semelhante.

Fifa reclama ao governo de sindicalistas que vendem ingressos VIPs para a Copa no câmbio negro

 
Cerca de 40 mil ingressos VIPs para os jogos da Copa do Mundo de Futebol no Brasil foram comprados pelo governo federal e empresas estatais, sendo distribuídos para seus torcedores da banda sindical. Dirigentes da Fifa agora questionam assessores da Presidenta Dilma Rousseff porque os beneficiários da benesse estão pegando as entradas gratuitas e revendendo, por alguns milhares de reais, no câmbio negro. A final do Maracanã, na mão dos cambistas em Brasília, já sai por R$ 10 mil reais.

Já existe risco de a Polícia Federal entrar na brincadeira – o que pode render problemas sérios para muita gente boa da República Sindicalista do Brazil... Dirigentes da Fifa, em conversas entre eles, se disseram espantados com o que viram na inauguração da Arena Corinthians. Assessores da Presidenta Dilma admitiram aos organizadores da Copa que só enviaram sindicalistas aliados ou “convidados contratados” ao evento – e não populares comuns – para evitar o risco de vaias e conflitos.

Dirigentes da Fifa têm algumas grandes preocupações. Consideram inviável o deslocamento até o Itaquerão, pela precária estrutura de transportes na Zona Leste de São Paulo. Também avaliam como “impossível de suportar” o clima abafado e úmido, em pleno verão no hemisfério Norte, para se jogar na Arena Amazônia.

Mas a maior ameaça ao sucesso de marketing da Copa, segundo diretores da Fifa, é a segurança no Rio de Janeiro. Um deles até comentou: Botar tanto exército na rua... Nós, europeus, vamos ficar com medo... Não estamos acostumados a ver tantas tropas e armas nas ruas, a não ser em casos de guerra”.

O mesmo dirigente, em conversa com uma assessora, detonou: “Não dá para entender por que as coisas não funcionam aqui. As estruturas dentro e fora dos estádios estão caóticas. Agora, não há condição de fazermos mais nada. Estamos nas mãos deles”. Em resumo, se arrependimento matasse, o pessoal da Fifa estaria enterrado de cabeça para baixo, em cova rasa, por ter escolhido o Brasil para sediar o torneio em 2014.

Gato da Fifa?


Seleção perfeita

Nestes tempos de ilusionismos marketeiros com a Copa da Fifa, Cléber de Oliveira Máximo, de Belo Horizonte (MG), escalou aquela que seria seleção Brasileira da Realidade (Clina na imagem para ampliar):


 Cleber avalia que “Perfeição”, do Legião Urbana, seria o hino perfeito para a Copa dos Imundos.

Nosso craque, o médico Milton Pires, também escalou sua “Seleção”:


E quem quiser ficar PT da vida com o tema, dê uma lida no longo e profundo artigo de Jorge Luiz Souto Maior, “A Copa já era”, publicado no site JusBrasil.

Vai fundo, Presidentro?


Particular para articular

O Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva terá uma tensa reunião a sós, nesta segunda feira, em Salvador.

Não se sabe se quem marcou a reunião foi ele ou José Sérgio Gabrieli, ex-presidente da Petrobras e atual secretário de Planejamento do Governo da Bahia.

O encontro particular é para articular uma estratégia que faça o milagre de tirar o santo nome de Lula de qualquer ligação com os problemas de corrupção na estatal – que será devassada por uma CPI e já é investigada pelo Ministério Público, Justiça Federal e até por transnacionais de espionagem menos votadas.

Ney Matogrosso mete o pau na Era PT


Em entrevista a Vitor Gonçalves, no programa Grande Entrevista, da ATP Informação: “Com o PT é muito mais visível a corrupção. Não é só o PT. Todos os partidos são corruptos”.

Ameaça Petralha


Joaquim Barbosa não quer falar sobre as supostas ameaças que teria recebido pela internet.

Mas a Polícia Federal já identificou que Sérvolo de Oliveira e Silva, Secretário de Organização do Diretório do PT em Natal e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte, foi o autor dessa pérola postada com perfil falso no Facebook:

“Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro, uma aberração moral das mais pavorosas (...) Joaquim Barbosa deve ser morto”.

O genial democrata petista, certamente um defensor dos direitos dos manos, ainda previu que Barbosa “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça”...

Temer com os árabes

O vice-presidente da República, Michel Temer, participa hoje de manhã, no Hotel Hyatt, em São Paulo, do Fórum Econômico Brasil-Omã, iniciativa da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

O vice de Dilma se encontrará com o ministro de Estado da Zona Econômica Especial de Duqm Yahya, Said Abdullah Al Jabri; o CEO da Zona Franca de Salalah, Aoad Salim Al Shanfari, o diretor comercial da Port of Duqm (Company SAOC - Oman Oil Company), Reggy Vermeulen; o vice-presidente de Mercados Emergentes da Oman Oil Company, Hilal Al Kharusi; o CEO do Fundo de Investimento de Omã, Sheikh Hassan Al Nabhani; e o chairman da Autoridade da Zona Econômica Especial de Duqm, Yahya Said Abdullah Al Jabri; além de representantes dos ministérios de Óleo e Gás e da Agricultura.

Temer já tinha visitado Omã no primeiro semestre de 2013...

Mais britânicos bilionários

O jornal The Sunday Times, em pesquisa que será divulgada dia 18, revela que o número de bilionários aumentou de 88 (ano passado) para 104 (em 2014) no Reino Unido.

Somada, a rendinha do grupo chega a 301 bilhões de libras (ou US$ 506,6 bilhões de dólares).

Mas, na terra da rainha Elisabeth, cuja família real é bilionária e tem fama de controladora do mundo, quem reina como maior bilionário é a dupla indiana de irmãos Sri e Gopie Hinduja, que comandam o Grupo Hinduja, da área de transportes, com fortuna de US$ 19,9 bilhões.

Coisa nada russa

O bilionário russo Alisher Usmanov, coproprietário do time do Arsenal com US$ 17,8 bilhões, é o segundo da lista londrina.

O terceiro é o também russo Roman Abramovich, proprietário do time do Chelsea, hoje conta com US$ 14,3 bilhões.

A terceira mais rica do Reino Unido é a família de Lakshimi Mittal, dona da siderúrgica Arcelor Mittal, com US$ 17,1 bilhões.

Outros na listinha

Em quarto vem o proprietário da Sports Direct, Mike Ashley, com US$ 6,3 bilhões.

Em quinto, o fundador do Grupo Virgin, sir Richard Branson, com US$ 6 bilhões.

Em sexto, a família de Carrie e François Perrodo, da operadora de petróleo e gás Perenco, com US$ 10,3 bilhões.

O sétimo da lista é o diretor-presidente da West, End, sir Cameron Mackintosh, com US$ 1,68 bilhão.

Explicação bobinha

A justificativa para os bilionários preferirem viver em Londres e arredores, segundo a pesquisa, é que “cultura, serviços financeiros, tributação favorável, possibilidade de boa educação para filhos e um estilo de vida agradável atraem bilionários para o Reino Unido”.

Na verdade, os bilionários residem por lá porque Londres, há vários séculos, é o principal centro de decisão política e econômica do mundo.

Lá é a sede da chamada “Oligarquia Financeira Transnacional” que controla os destinos do Planeta.

NET empacada em Manaus


A BOÇALIDADE ATINGE O ESTADO DE ARTE NA TVE DO RIO GRANDE DO SUL. NO COMANDO, O PT DE TARSO GENRO, O POETA DE MÃO CHEIA


Bem, vamos lá. Vou publicar abaixo um vídeo, que me foi enviado por um leitor, e lhes peço, de saída, moderação nos comentários — aquela mesma que não tiveram essas pobres criaturas que vocês verão abaixo e, claro!, aqueles que as colocaram no ar. No dia 5 de maio, há uma semana, a TVE do Rio Grande do Sul — SIM, A TV EDUCATIVA — convidou um grupo chamado “Putinhas Aborteiras”. Elas se dizem partidárias do “anarcofunk”. Cantaram isto aqui, ó — advirto que são cenas fortes… Volto em seguida.


Voltei

Falo um pouco sobre a, por assim dizer, “arte” das moças. Não tenho nem raiva nem asco. Tenho é pena! Sempre que a ignorância consegue ser assim tão evidente, tão escancarada, tão alvar, como não perguntar o que terá dado de errado no meio do caminho? De algum modo, elas são vítimas. Nem que seja da própria estupidez. Como é? Se o papa fosse mulher, o aborto já teria sido liberado? Por quê? Isso quer dizer que todas as mulheres são, então, favoráveis ao aborto? Ou, pior, estão a sinalizar que o homem não deve ter, nessa questão, nem direito de voz nem de voto? Como conciliar essa sabedoria com a paternidade responsável?

“Ei, papa, levante o seu vestido/ quem sabe aí embaixo não está o Amarildo?” Não são versos nem anárquicos nem ousados. São apenas burros, desinformados.  A Igreja esteve entre as instituições que mais pressionaram para que se chegasse aos assassinos do pedreiro.

Essas bobalhonas tão orgulhosas da própria burrice certamente não sabem que, a cada ano, 100 mil “Amarildos” morrem na África, na Ásia e no Oriente Médio apenas porque são… cristãos! Ignoram certamente que a Igreja Católica é o maior hospital do mundo, o maior orfanato do mundo, a maior rede de caridade do mundo, a maior escola do mundo… O trabalho dos cristãos salva milhares de vidas todos os dias. Mas isso é apenas informação. E elas não têm tempo para isso.

Santo Deus! Essas coitadas deveriam ler, sei lá, Marcuse para saber como o palavrão pelo palavrão, longe de ser um sinal de libertação, é a mais pura expressão do recalque. Na busca desesperada para ofender a “moral burguesa”, apenas se degradam. De resto, poderia haver nessa coisa que fazem alguma elaboração. Os versos, ainda que infames no conteúdo, poderiam ter alguma elaboração. É tudo de uma pobreza à altura da “mensagem”.

Eh, Tarso Genro!
Eis aí o Rio Grande do Sul governado por Tarso Genro, o teórico que, já lembrei aqui, escreveu um livro chamado “Lênin, Coração e Mente”. Foi o único homem no mundo a ter encontrado um “coração” no facinoroso.

Vejam lá! A emissora pública do Rio Grande do Sul leva ao ar um grupo que convida:
“Sou anarquista doida, pichadora e ‘vida loca’/
Não vem com moralismo, tu não vai calar minha boca/
Vem vandalizar, deixa de ser bundão/
Se rola prejuízo, é na conta do patrão”

Que perigo essas moças representam? Nenhum! A questão é saber se uma TV pública tem o direito de, com os impostos pagos pelos gaúchos, abrir espaço para uma turma que prega abertamente o vandalismo e a violência. Tem? Mais: a TVE do Rio Grande do Sul levaria ao ar um grupo que atacasse, por exemplo, espíritas, macumbeiros, muçulmanos ou judeus? Por que a agressão aos católicos é aceitável?

E notem que nem entro no tratamento demencial dispensado por essas moças à questão do aborto. Aí, pobrezinhas!, é preciso coragem não para defender o assassinato de crianças, mas para enfrentar alguns livros.

Agora aguardo os próximos passos da TVE. Depois das “Putinhas Aborteiras”, há o risco de termos Tarso Genro declamando seus poemas numa espécie de “Sessão Privê”. E ele, então, poderia lambuzar a tela com delicadezas como esta:
“Quanto te esperei e quanto sêmen
inútil derramei até o momento”.

Vocês, gaúchos, botaram lá o poeta de mão cheia. E só vocês podem tirá-lo. Faltam cinco meses. O grupo “As Putinhas Aborteiras” transformou-se no emblema de um jeito de governar, acho eu. Tarso certamente não vai ficar ofendido de eu falar assim. Se ele acha que os gaúchos merecem pagar por isso e se ele considera que essa é uma boa atração para a sua TV Educativa, é sinal de que aprecia o trabalho. Não é de estranhar que o Estado seja o que mais resiste a pagar o piso salarial dos professores. Tarso nutre ideias muito próprias sobre o que seja “educação”.

Atenção! Gente que age nesse limite da provocação barata conta com o erro de seus supostos adversários para depois acusar jogo bruto. Assim, comentem com comedimento, por mais que o conjunto da obra seja asqueroso. Não aceitarei que se devolvam aqui as agressões que Tarso Genro permitiu que fossem levadas às casas dos gaúchos.

É preciso tirar as estatais das garras do PT e devolvê-las aos brasileiros, diz Aécio.


Em artigo intitulado "O público e o privado", publicado hoje na Folha de São Paulo, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) ataca a má e desonesta gestão do PT nas estatais. Leia abaixo.

"O que o PT tem contra as estatais?

Depois de anos de discursos condenando as privatizações e se apresentando como defensor das empresas públicas, chega a ser cruel ver como a retórica se transformou em exercício prático de poder. Os estragos provocados pela interferência do governo são de tal ordem que não permitem outra conclusão: o governo mais estatizante pós ditadura militar é o que mais maltrata as empresas estatais.

Os bordões repetitivos do partido, usados à exaustão como arma eleitoral, nos quais difunde-se um país dividido entre nacionalistas e entreguistas, já não surtem mais efeito diante do quadro de destruição perpetrado na administração pública. A mão pesada do Estado está levando as estatais federais às cordas. A Eletrobras perdeu grande parte do seu valor. As ações da Petrobras desabaram.

O que está em risco é o patrimônio do povo brasileiro. É a riqueza pública que se esvai na incompetência e na ingerência política sem limites. Antes, assistíamos orgulhosos às conquistas da Petrobras, uma empresa respeitada globalmente. Hoje, o que se vê é a dilapidação da credibilidade conquistada em 61 anos de história.

Os exemplos da intromissão excessiva do governo nas instituições públicas transbordam por todos os lados. Servidores estão quebrando o silêncio. No IBGE, os funcionários reagiram e o governo recuou da decisão autoritária de não divulgar a Pnad Contínua. O Ipea e a Embrapa não ficaram imunes à intervenção política.

Neste fim de semana, voltaram a surgir graves evidências de que o indiscriminado e ostensivo aparelhamento chegou também aos fundos de pensão, que apresentaram prejuízo recorde em 2013.

Diante de tantas e novas denúncias, a caixa preta das operações conduzidas pelas direções desses fundos, nos últimos anos, precisa ser aberta, para que sejam esclarecidas suspeições diversas de operações no mercado financeiro, maquiagens contábeis e prejuízos astronômicos.

O certo é que o petismo leva para dentro das estatais o que há de mais atrasado em gestão, confundindo o interesse do Estado com o interesse das pessoas no poder. Quando as coisas dão errado, a saída é a de sempre --ninguém sabe nada e tenta-se transformar fatos graves e sucessivos em ações isoladas e episódicas.

Os brasileiros não se enganam mais, como bem mostram as pesquisas de opinião que apontam para um profundo desejo de mudança. O país exige não só competência gerencial, mas também transparência e ética na condução dos negócios públicos. O recado é claro, no que se refere às estatais: precisamos devolver as empresas públicas ao seu verdadeiro dono --o povo brasileiro."

Universidade de Harvard realizará Missa Negra Satânica


Instituição fundada por pastor e que começou ordenando pastores agora se envolve com satanismo 

Missa Negra
Com o secularismo crescendo nos Estados Unidos, satanistas parecem cada vez mais dispostos a desafiar os cristãos buscando tempo e espaço igual na esfera pública, sob o pretexto da liberdade religiosa.

Agora, com o patrocínio de um grupo estudantil, a Universidade de Harvard vai permitir que o Templo Satânico de Nova Iorque realize uma Missa Negra nas dependências da universidade na segunda-feira (12 de maio de 2014).

A missa será feita no subsolo do Salão Memorial. Mas quem está fazendo objeções ao evento não são as igrejas evangélicas, muito menos as igrejas calvinistas. Fortes objeções estão vindo da Igreja Católica.

Quem tinha a obrigação de fazer oposição feroz são os calvinistas. De acordo com Wesley Campbell, a Universidade de Harvard foi fundada para levar os estudantes a conhecer Deus. Harvard, que foi estabelecida em 1636, foi nomeada em homenagem ao pastor calvinista John Harvard (1607–38), que deixou como herança para a universidade toda a sua biblioteca e metade de sua propriedade. Embora nunca tivesse filiação formal a uma igreja, Harvard treinava principalmente pastores calvinistas. Hoje, embora nunca confesse formalmente que é marxista, Harvard treina principalmente esquerdistas.

Com a Missa Negra, Harvard chega ao ápice do distanciamento de suas origens. As cerimônias de Missa Negra costumam profanar o pão da Santa Ceia. Esse é um aspecto da cerimônia que os católicos interpretam como ataque principalmente à Igreja Católica.

No entanto, muito mais do que a Igreja Católica, as igrejas calvinistas deveriam ter muito mais interesse em denunciar a Missa Negra em Harvard. Pelo menos no Brasil, grupos calvinistas passam, através de blogs e sites, o tempo inteiro quase que só denunciando seus vizinhos evangélicos, os neopentecostais, como se eles fossem obrigados a adotar o calvinismo ou estivessem profanando a Bíblia, Calvino, a Reforma e toda as suas outras tradições e teologias.

A blogosfera calvinista brasileira é ativa, permanentemente atenta e vigilante com relação às “heresias” pentecostais e neopentecostais, mas estranhamente omissa diante dos graves problemas — especialmente o liberalismo teológico da Teologia da Missão Integral — que grassam em seu próprio meio.

Se, em vez de pastores calvinistas, Harvard tivesse inicialmente ordenado pastores pentecostais ou neopentecostais, a blogosfera calvinista não perderia a oportunidade de apontar isso como referência importante dos malefícios do pentecostalismo e neopentecostalismo.

Será que o alastramento do satanismo oferece, na perspectiva desses calvinistas tendenciosos, menos ameaça do que o neopentecostalismo?

Seja como for, o Templo Satânico de Nova Iorque está satisfeito de ocupar esse espaço outrora “calvinista,” e parece particularmente determinado a promover o satanismo sob a desculpa de apoiar a liberdade religiosa.

A decisão de se permitir uma Missa Negra dentro da Universidade de Harvard ocorre num momento em que o Templo Satânico de Nova Iorque requisitou a instalação de uma estátua de Baphomet de mais de 2 metros de altura, fundida em bronze, num lugar de honra na frente do prédio do governo do estado de Oklahoma. A estátua satânica ficará ao lado do monumento dos Dez Mandamentos que foi erigido em 2012.

Estátua de Baphomet
Lucien Graves, que já foi estudante de Harvard e é hoje porta-voz do Templo Satânico de Nova Iorque, disse ao noticiário televisivo ABC News que os esforços para erigir a estátua de Baphomet no prédio do governo estadual refletem a iniciativa da organização satânica de “celebrar o progresso dos EUA como uma nação pluralista fundada no Estado laico.”

Graves disse: “A mensagem por trás do nosso monumento tem muito mais relação com a formação dos valores constitucionais dos EUA do que os Dez Mandamentos possivelmente têm.”

A presença do monumento dos Dez Mandamentos no prédio do governo estadual tem causado mal-estar entre militantes esquerdistas. Ryan Kiesel, diretor-executivo da filial da ACLU (sigla em inglês que significa União das Liberdades Civis Americanas) em Oklahoma, disse que o monumento tem de ser removido, pois viola a separação entre Estado laico e Cristianismo. A ACLU entrou com uma ação legal para remover os Dez Mandamentos.

No entanto, a ACLU não mostrou interesse em entrar com um processo para remover a estátua de Baphomet.

Na quinta-feira passada, a Arquidiocese de Boston pediu que Harvard cancelasse o evento, dizendo numa declaração: “A comunidade católica de Boston expressa sua profunda tristeza e forte oposição ao plano de realizar uma ‘missa negra’ no campus da Universidade de Harvard.”

Se a arquidiocese tivesse o mesmo espírito belicoso da blogosfera calvinista brasileira, apontaria não só que Harvard ordenava originalmente pastores calvinistas, mas também que a maior denominação calvinista dos EUA — a Igreja Presbiteriana dos EUA (conhecida pela sigla PCUSA) — é completamente omissa a eventos esquerdistas e satânicos em Harvard e é até mesmo envolvida nessa apostasia.

Se a PCUSA estivesse espiritualmente bem, poderia também dar uma declaração pública mais ou menos assim: “A comunidade calvinista dos Estados Unidos expressa sua profunda tristeza e forte oposição ao plano de realizar uma ‘missa negra’ no campus da Universidade de Harvard.”

Em vez disso, a PCUSA ordena pastores gays, apoia o aborto e promove boicotes contra Israel — o que não a deixa espiritualmente muito distante do que acontece em Harvard. Tiveram origens semelhantes e hoje estão basicamente no mesmo “espírito.”

Dá para imaginar uma universidade que leva o nome de um pastor calvinista e começou formando pastores calvinistas agora realizando Missa Negra?

Com informações do WND.

Os ladrões e Malandros da Petrobrás

Por Humberto de Luna Freire Filho*


“Malandro Moderno”: do verdadeiro filósofo popular, o imortal Bezerra da Silva

Não sou rico, nem sou beneficiário desse sistema corrupto que tomou conta do país. Sou apenas um entre milhares de outros cidadãos que acreditando no Brasil resolveu investir na Petrobras alguns trocados amealhados. Outrora a maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo, hoje falida, após dez anos sendo chiqueiro de uma quadrilha registrada oficialmente como "Partido dos Trabalhadores", e que a usou para financiar uma política podre e ideologicamente superada, além de engordar a conta corrente de uma escória que se acha dona do país e acima da lei.

Sinto pelos trabalhadores, que acreditando nessa bandidagem que ocupa há 12 anos os porões dos palácios e ministérios de Brasília, investiram seu FGTS, fruto de dezenas de anos de trabalho honesto, nessa estatal e que hoje, 3 anos depois, não conseguem resgatar nem a metade do capital inicialmente investido  Muitos decidiram resgatar o que lhes restava antes de virar cinzas, consolidando o prejuízo, e garantindo aos ladrões suas cotas no butim resultante do ataque ao dinheiro público.

O cidadão lesado precisa tomar conhecimento de que a defesa própria também inclui defesa do patrimônio, portanto qualquer ação nesse sentido, contra qualquer um desse bandidos, não será considerada crime indefensável. O nome da bandidagem é de domínio público, circula diariamente nos maiores jornais e revistas do país. Eles passeiam nas barbas de uma justiça inerte e até certo ponto aparelhada. Eles são de fácil localização. Portanto só resta agirmos ou estaremos consolidando a velha e desmoralizante tese de que o Brasil é realmente um país de covardes.


Fonte: Alerta Total


__________________________
*Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

PT e PR contratam com verbas do Fundo Partidário justamente os escritórios de advocacia que defendem seus “enrolados” com a Justiça. É um acinte!


Rosemary, a amigona de Lula: Fundo Partidário paga a conta de advogado que, por coincidência, também a defende
Rosemary, a amigona de Lula: Fundo Partidário 
paga a conta de advogado que, por coincidência, 
também a defende
Há dias, o ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, apontava o despudor com que o oficialismo usa a máquina pública para fazer campanha eleitoral, sem dar bola para a lei. Ele defendeu, por exemplo, que a presidente Dilma Rousseff fosse punida por ter usado, durante o Carnaval, o Palácio da Alvorada para cuidar da sua reeleição e de assuntos do PT. Mas foi voto vencido. No dia 30 de abril, Dilma não se fez de rogada. Recorreu à Rede Nacional de Rádio e Televisão e fez campanha eleitoral descarada — como se, de resto, não fosse também esse o caráter da publicidade das estatais e do próprio governo federal.

Reportagem de Fabio Fabrini e Erich Decat, no Estadão desta segunda, informa que o PT e o PR contrataram, com verbas do Fundo Partidário — que é dinheiro público — os mesmos advogados que representaram, na esfera privada, seus respectivos mensaleiros e réus acusados nas operações Porto Seguro e Sanguessuga, deflagradas pela Polícia Federal.

O PT repassou R$ 40 mil mensais para os escritórios que defendem José Genoino e, vejam vocês!, Rosemary Noronha. Sim, trata-se da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo — aquela que era amigona íntima de um certo Luiz Inácio Lula da Silva. O que dizem os escritórios? Ora, que prestaram serviços apenas ao partido e que defendem graciosamente os acusados na esfera privada, ou a preços bem baratinhos.

O uso da verba do Fundo Partidário é disciplinado pelo Artigo 44 da Lei 9.096, que é a Lei dos Partidos Políticos. E, obviamente, lá não está escrito que as legendas podem pagar advogados para os seus bacanas que estão enrolados com a Justiça. E que se note: qualquer indivíduo pode apresentar à Justiça Eleitoral a denúncia de malversação do fundo — e ela terá de investigar.

A reportagem do Estadão encontrou no papelório do PR três notas fiscais de R$ 42 mil cada emitidas pelo escritório de Marcelo Luiz Ávila Bessa — justamente o profissional que defendeu os mensaleiros Valdemar Costa Neto e o tal Bispo Rodrigues. O partido admitiu que o dinheiro teve mesmo essa finalidade.

Em 2012 e 2013, o PT pagou ao escritório Fregni-Lopes da Cruz R$ 485 mil em honorários de ações cíveis, conforme 15 notas fiscais apresentadas ao TSE. Em Brasília, essa mesma equipe defende José Genoino em processos de improbidade administrativa — um desdobramento na área cível do mensalão. O escritório diz que o dinheiro nada tem a ver com o ex-presidente do PT e que faz a sua defesa como… cortesia.

Quando estourou o caso Rosemary Noronha, muita gente estranhou o nomão do direito que a acompanhava — mão de obra barata é que não era. Quem atuou na sua defesa foi Luiz Bueno de Aguiar, que recebeu ao menos R$ 809 mil do PT nos últimos dois anos — dinheiro sempre originário do Fundo Partidário. Também ele diz que isso nada a tem a ver com Rosemary.

Vocês entenderam? E os patriotas ainda vêm falar em financiamento público de campanha. Vejam aí a lambança: os partidos já recebem do Tesouro uma bolada. Esse dinheiro tem carimbo. Só pode ser usado na atividade partidária propriamente. Mas quê… O PR admite ter pagado com ele os honorários dos advogados que defenderam seus mensaleiros. O PT, como sempre, nega de pés juntos — e seus contratados também.

Seria tudo uma coincidência. O partido usa dinheiro público para pagar os doutores, e estes, corteses e generosos que são, fazem a defesa gratuita dos petistas enrolados. A gente acredita em cada palavra, não é mesmo?

Refinaria da Petrobras que Dilma lançou pedra fundamental em 2010 já consumiu mais de R$ 1 bilhão e está paralisada. TCU achou dezenas de irregularidades na obra.

lula bacabeira2
O lançamento da pedra fundamental, em 15 de janeiro de 2010. Só faltou Paulo Roberto Costa na foto.
BACABEIRA (MA) - No início de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a governadora Roseana Sarney, o pai dela, senador José Sarney (PMDB-AP) e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, fizeram festa, com direito a discurso, para o lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium I em Bacabeira, a 60 km de São Luis. Seria a maior refinaria do Brasil, com capacidade de produzir 600 mil barris/dia, empregaria 25 mil pessoas no ápice das obras e deveria entrar em pleno funcionamento em 2016.

Quatro anos depois, o que se vê é a paralisação da obra, que somente em terraplanagem, consumiu R$ 583 milhões, além de mais R$ 1 bilhão em projetos, treinamentos, transporte, estudos ambientais. Todo o montante foi pago pela Petrobras.

O custo total da refinaria está estimado em R$ 38 bilhões, mas a própria empresa afirmou, em nota enviada ao GLOBO, que “somente após a conclusão da etapa de consulta ao mercado será possível mensurar o custo total da refinaria”. A previsão, agora, é que ela entre em operação em 2018.

Apesar da festa no lançamento da pedra fundamental, nem projeto básico havia na ocasião. De prioritária, a futura refinaria entrou num limbo. No Plano de Negócios para o quadriênio 2013/2017, o empreendimento consta apenas na carteira de fase de projeto. Um relatório de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU), de abril do ano passado, apontou indícios graves de irregularidade na terraplanagem — a única obra que teve início, mas que foi paralisada sem ser concluída, conforme relatório do tribunal. De acordo com os fiscais do TCU, somente em 1º de novembro de 2010 — oito meses depois da festa com Lula e companhia — e já com a terraplanagem em andamento, é que foi assinado um contrato para elaboração do projeto básico da Refinaria.

A pressa da Petrobras em dar visibilidade a uma refinaria que não tinha nem projeto básico ocasionou, de acordo com relatório do TCU, um dano de R$ 84,9 milhões. Diz um trecho do documento: “Entende-se que o contrato não poderia ter sido assinado sem a liberação das áreas para o consórcio construtor. A consequência disso foi um dano de R$ 84,9 milhões”. No entendimento dos técnicos do tribunal, a petroleira foi responsável pelo atraso na liberação do terreno e demorou a emitir ordens de serviço para que a terraplanagem começasse. O valor do dano contempla uma ação extrajudicial e um aditivo.

Os auditores do TCU apontaram que houve mudanças no leiaute do projeto e, com isso, toda a obra foi comprometida. “A gênese de todo o problema parece estar na decisão de iniciar-se uma obra desse porte sem um planejamento adequado, passível de toda sorte de modificações. Até esta data (3 de abril de 2013), passados cinco anos dos primeiros estudos, ainda não se tem um projeto completamente definido para a Premium I”, anotaram os auditores.

Profusão de aditivos

Segundo a vistoria do TCU, foram feitas alterações que transformaram completamente o projeto. “Uma importante alteração foi o aumento considerável do número de tanques. Ao que consta, a tancagem planejada inicialmente para situar-se na zona portuária, por restrições de espaço ou mesmo por mudança de concepção do projeto, localizar-se-á na área da refinaria”, observaram os técnicos, que apontaram outras mudanças significativas no plano original. “Essas modificações impactaram o contrato de terraplanagem, contribuindo, certamente, para a profusão de aditivos”, escreveram os auditores.

A terraplanagem foi contratada em 14 de julho de 2010 com o Consórcio GSF, formado pelas empresas Galvão Engenharia, Serveng Civilsan e Fidens Engenharia, com valor inicial de R$ 711 milhões. Em abril do ano passado, o contrato foi interrompido, com 80% das obras concluídas e o pagamento de R$ 583 milhões. Os auditores verificaram que, entre esses aditivos, haviam vários que cancelavam determinado valor, com mudanças no quantitativo dos trabalhos, mas, em seguida, um novo aditivo aumentava o mesmo valor, inclusive com centavos, em outro tipo de serviço.

Os 13 aditivos feitos ao contrato da terraplanagem acarretaram um acréscimo de R$ 14,2 milhões na obra. No total, foram realizadas 14 modificações de valores e mais uma transação extrajudicial entre as partes no valor de R$ 73,9 milhões. A terraplanagem também precisou contar com um trabalho extra por causa de erosão no solo e, para tratar do problema, a Petrobras contratou outra empresa a Cristal Engenharia, por mais R$ 7,5 milhões. A auditoria anotou: “ou seja, a Petrobras celebrou outro contrato, destinado a manter parte dos trabalhos de terraplanagem já desenvolvidos. Todavia, foi constatado que este novo ajuste não prevê a conclusão de algumas estruturas inacabadas.”

Oito dos aditivos realizados pela Petrobras no contrato modificavam, e muito, o tipo de serviço a ser realizado, mas, no final, os valores cancelados e acrescidos acabaram praticamente os mesmos. Os técnicos demonstraram que “embora se compreenda que uma obra de terraplanagem necessite de ajustes nas quantidades estimadas inicialmente, a dimensão desses ajustes reflete a má qualidade do projeto. Não se pode aceitar, por exemplo, uma redução da ordem de 96% em um quantitativo”.


A Petrobras informou que os aditivos ocorreram “em consequência do elevado grau de detalhamento adotado pela empresa na contratação, com mais de 144 itens na planilha de preços unitários”. Sobre a concorrência para a construção da refinaria, a assessoria da petroleira declarou que “os pacotes de contratação estão em ajustes finais para serem lançados no mercado. Em março já foram emitidos convites para terceirização dos serviços de geração de hidrogênio e de tratamento de água e efluentes. Os projetos passaram por adequações e estão aderentes às métricas internacionais”. ( O Globo )

Escândalo da Refinaria Premium, no Maranhão, já tem lugar reservado na CPI Mista da Petrobras


petrobras_14Confusão nova – Líder do PPS na Câmara dos Deputados, federal Rubens Bueno (PR) defende que o caso de irregularidades na construção da Refinaria Premium I, obra que estimada em R$ 38 bilhões, também precisa ser analisado pela CPI Mista da Petrobras. De acordo com relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado pelo jornal “O Globo”, somente na fase de terraplanagem já foi constatado dano de R$ 84,9 milhões aos cofres da petroleira verde-loura.

A obra, lançada em 2010 com pompa pelo ex-presidente Lula e a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, está paralisada. De acordo com o TCU, uma série de aditivos em contratos aumentou os custos iniciais da refinaria. E a Petrobras sequer sabe precisar qual será o custo total do empreendimento, cuja previsão de entrega foi empurrada para 2018.

“De imediato vamos solicitar ao TCU cópias das auditorias nas obras da refinaria. Mas, sem dúvida, é mais um caso que precisa ser levado para a CPI Mista da Petrobras. Além do prejuízo para a estatal com as obras de terraplanagem, existe todo um reflexo na economia local, que se preparou para receber o empreendimento e agora convive com uma situação de incerteza”, destacou o parlamentar, lembrando que a obra previa a contratação de 25 mil pessoas.

Além da má gestão, Rubens Bueno alerta para o uso eleitoreiro da Petrobras. “O PT e seus aliados usam e abusam da Petrobras para tudo. Pelo que se viu até agora, além de benefícios para doadores de campanha e das suspeitas de desvio de recursos para partidos, há também o lançamento de obras, na véspera das eleições, para angariar votos. Esse é o caso específico da Refinaria Premiam I, um verdadeiro estelionato eleitoral”, criticou Rubens Bueno.

Segundo a reportagem do jornal O Globo, a pressa da Petrobras em dar visibilidade a uma refinaria que não tinha nem projeto básico ocasionou, de acordo com relatório do TCU, um dano de R$ 84,9 milhões. Diz um trecho do documento: “Entende-se que o contrato não poderia ter sido assinado sem a liberação das áreas para o consórcio construtor. A consequência disso foi um dano de R$ 84,9 milhões”. No entendimento dos técnicos do tribunal, diz o jornal, “a petroleira foi responsável pelo atraso na liberação do terreno e demorou a emitir ordens de serviço para que a terraplanagem começasse. O valor do dano contempla uma ação extrajudicial e um aditivo”.

Para o líder do PPS, parece que o erro foi proposital. “A Petrobras se notabilizou por judicializar contratos que, como no caso da refinaria de Pasadena, acabam provocando prejuízos enormes para a empresa e ganhos fantásticos para advogados e empreiteiras. Esse também é um ponto que merece toda a atenção da CPI, que o governo continua tentando inviabilizar. Mas creio que a apuração é um caminho sem volta. Mesmo com a demora, a CPI vai sair”, disse Rubens Bueno, que será membro titular da com

Não Houve Reação

Por Paulo Roberto Gotaç*

"O jogo é muito pesado, o governo atuou, os presidentes de partido e as pessoas ligadas ao evento. É desanimador ver que não há preocupação do Congresso com a fiscalização destes gastos", palavras do Deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), autor do do pedido da CPI da Copa, ditas em agosto de 2013, quando o pleito foi sepultado pela retirada, no Senado, à ultima hora, das assinaturas de quatro senadores.

Os absurdos recursos bancados para sediar o evento, pelo contribuinte de um país onde todos os serviços públicos prestados obrigatoriamente  pelo seu governo são de qualidade deplorável, deveriam, caso dispusesse de uma sociedade consciente e minimamente educada, ser alvo de  um exame detalhado, com o objetivo de identificar, apurar, corrigir e punir, se preciso, os responsáveis pelos desvios e desmandos que ocorreram, claramente evidenciados pelas enormes discrepâncias entre a despesa esperada e o que realmente, há quase um ano, já havia sido gasto na construção de estádios, muitas vezes localizados em regiões onde o futebol não apresenta o menor atrativo.

Mas nessa terra de Pindorama, onde quatro indivíduos, movidos não se sabe por quais interesses, decidem na última hora mudar de opinião, tal investigação foi rapidamente arquivada e, pior, a população não esboçou o menor gesto de reação.
São evidências claras de que, como povo responsável pelo próprio destino, dentro de preceitos democráticos, temos um longo caminho a percorrer.

Rezemos para que o país sobreviva à tormenta eleitoral que se aproxima e comece a mudar esse melancólico cenário.


Fonte: Alerta Total


_________________
*Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Serra como vice de Aécio? Vai ou não vai?


Aécio e Serra juntos, na campanha de 2010. Em 2014, a possibilidade da chapa puro-sangue
Aécio e Serra juntos, na campanha de 2010. 
Em 2014, a possibilidade da chapa puro-sangue
Já dá para saber, afinal, se José Serra vai mesmo ser o vice na chapa presidencial liderada pelo senador Aécio Neves, ambos do PSDB?  Ainda não dá para saber nada. Qualquer que seja o palpite nesse caso, a chance de errar é rigorosamente igual à de acertar. Pode ser e pode não ser. Sim, eu acho que o partido sairia ganhando com isso, já escrevi aqui, porque Serra tem densidade eleitoral e é um nome nacionalmente respeitado e conhecido. O partido demonstraria uma união inédita, depois de sua última vitória presidencial, em 1998, e se faria uma chapa sem dúvida forte. Há mais: as circunstâncias podem jogar a favor: o ex-governador foi derrotado em 2012 por Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A legião de leitores arrependidos, intuo, é imensa. O nome de Serra também transita com facilidade hoje no DEM, no Solidariedade e em setores do PMDB que vão apoiar Aécio.

Mas não é uma solução nem fácil nem simples. FHC se pronunciou a respeito — ou não se pronunciou — em entrevista à GloboNews e disse o óbvio: para que aconteça, é preciso que tanto Aécio como Serra queiram. Eles querem? Ainda não está claro. Há tucanos, democratas e membros do Solidariedade entusiasmados com a ideia.

Toda solução tem sempre prós e contras — e não seria diferente desta vez. A meu juízo, o lado favorável da balança pesa muito mais, mas é preciso que o PSDB faça uma escolha anterior ao nome: e ela atende pelo nome de “unidade”. Uma vez conquistada, a solução se torna natural se houver os tais “quereres”. Uma terceira alternativa, esta sim, só tem “contras”: o excesso de demora na escolha, o robustecimento da “hipótese Serra”, a manifestação de algum eventual bolsão de resistência e a desistência. Aí se acabará colhendo um resultado algo ruim do que, hoje, tem enorme potencial positivo.

Na quinta-feira, Aécio e Serra conversaram em São Paulo. Fizeram um balanço da disputa nos Estados, falaram sobre os aliados nesta empreitada de 2014, mas consta que ninguém se estendeu a respeito do assunto — ou por outra: não expressaram com clareza os seus respectivos quereres.

No dia 14 de junho, há a convenção do PSDB. É claro que, até lá, o vice tem de estar definido. O ideal é que essa escolha seja feita bem antes. Reitero aqui uma observação que já fiz: a oposição vive, inequivocamente, um bom momento — e a mais recente pesquisa Datafolha deixa isso claro.  Se o segundo turno fosse hoje, Dilma venceria por 47% a 36%. Não é preciso ser bidu para concluir que 11 pontos, a esta altura do campeonato, dado o contexto, não dão ao PT a certeza da vitória — muito pelo contrário. Quando se considera o potencial de crescimento das oposições, o futuro sorri para os petistas muito menos do que eles poderiam imaginar há um ano.


Dilma não precisou se preocupar com o “vice”; vai de Michel Temer mesmo, ainda que este não leve consigo todo o PMDB, como é sabido. Eduardo Campos, do PSB, ao se juntar com Marina Silva, não deixou de marcar um tento politicamente positivo, independentemente do que se possa achar do pensamento da líder do ainda inexistente Rede. Que os tucanos tomem cuidado para que a sua escolha do vice também seja uma operação virtuosa.

Cientista político adverte: se Dilma cair mais, volta Lula.

Antônio Lavareda, à direita, é dono do Ipespe, instituto de pesquisa que durante muitos anos assessorou os tucanos. Hoje está próximo de Eduardo Campos e mantém negócios com Duda Mendonça (esquerda), ex-marqueteiro de Lula em 2002 e absolvido no Mensalão. 
Especialista em marketing eleitoral e comunicação institucional, o cientista político Antônio Lavareda considera a eleição de outubro a mais imprevisível desde a volta do país à democracia. E aponta dificuldades especialmente no caminho da presidenta Dilma Rousseff. Em sua opinião, a reeleição de Dilma está ameaçada por três fatores: a popularidade em baixa, a percepção pessimista dos eleitores sobre os rumos da economia e o desgaste do PT, após quase 12 anos no poder.

Essa, diz, é a explicação para a queda da presidenta nas pesquisas de opinião. Além disso, ela enfrenta forte rejeição do mercado financeiro. “Desde 1989, era das eleições presidenciais democráticas no Brasil pós-ditadura, nunca houve um candidato que tenha sido eleito ou reeleito sob o antagonismo manifesto do mercado”, constatou Lavareda, em entrevista ao (jornal) Brasil Econômico.

Com base nessa equação, afirma que “Dilma está perdendo as condições de ser candidata” e pode ser substituída pelo ex-presidente Lula até as convenções de junho. “Se o declínio nas pesquisas continuar, será extremamente difícil o PT deixar no banco de reservas sua principal estrela”. Ele não chega a cravar uma aposta na oposição, mas ressalta que Aécio Neves e Eduardo Campos são identificados com o desejo de mudança por serem “candidatos do Século 21”.

Como o sr. está vendo o cenário eleitoral, com o crescimento de Aécio Neves na última pesquisa de intenção de votos?

O americano Thomas Holbrook (cientista político e professor da Universidade Wisconsin-Milwaukee), estudando fatos que vêm antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos — um país onde o processo eleitoral tem uma série histórica mais longa, que permite inferir as estatísticas de forma mais robusta — elegeu três variáveis como as mais importantes para segurar, ou não, a reeleição de um incumbente (titular do cargo) à Presidência.

Quais são essas variáveis?

A primeira é a popularidade do governante; a segunda, a percepção da população sobre a economia; e a terceira, o tempo que o partido do incumbente está no poder. Do ponto de vista da popularidade, Dilma está vendo aproximar-se o início da campanha eleitoral em viés perigosamente de baixa de sua avaliação positiva. As medições mais recentes apontam apenas 33% de ótimo e bom, contra 31% de ruim e péssimo. É um percentual baixo.

Em segundo lugar, a percepção da economia, que neste momento é predominantemente negativa: 79% dos brasileiros dizem que o custo de vida aumentou nos últimos seis meses, segundo a pesquisa CNT/MDA. Sendo que 70,8% dizem que o principal item cujos preços viram aumentar nos últimos seis meses foi a alimentação. Ou seja, a inflação chegou à mesa dos brasileiros, e isso tem um potencial de produzir irritação muito grande.

Ainda pela proposição do Holbrook, quanto mais tempo um partido passa no poder, menos chances terá o incumbente de se reeleger. Nos EUA, de 1952 para cá, em todas as eleições realizadas à época da televisão, somente uma vez um partido conseguiu uma sequência de três mandatos. Foi o Partido Republicano, que elegeu Ronald Reagan em 1980, reelegeu-o em 1984 e conseguiu eleger seu vice-presidente, George Bush (pai), em 1988. Mas não conseguiu produzir um quarto mandato: Bush perdeu para Bill Clinton em 1992.

Assim, levando em conta essas três variáveis, vê-se que o cenário é bastante adverso, hoje, para a presidenta Dilma. Seria preciso que a economia melhorasse substancialmente, levando junto a percepção da população, e tudo isso se refletisse em sua popularidade. Mas é difícil que ocorra.

O tempo é curto, de três, quatro meses...

E há outro fator, que emite um sinal ainda mais preocupante para Dilma. Desde 1989, era das eleições presidenciais democráticas no Brasil pós-ditadura, nunca houve um candidato que tenha sido eleito ou reeleito sob o antagonismo manifesto do mercado. Há uma manifestação objetiva e cotidiana do mercado nos índices da bolsa de valores. Sintomaticamente, todas as vezes em que a presidenta Dilma tem enfrentado dificuldades e assistido à queda de seus índices de preferência, a bolsa de valores tem subido, automática e simetricamente. Isso é inédito. Não estou dizendo que o mercado indica o presidente, mas que, até hoje, não houve um candidato ou presidente vitorioso que tivesse um visível antagonismo do mercado.

Em 1989, quando Fernando Collor começou a crescer, o mercado assistiu à sua ascensão aliviado, pois não queria Brizola e muito menos Lula. Em 1994 e 1998, o mercado assistiu e refletiu a satisfação com a ascensão de Fernando Henrique. Em 2002, até maio, o mercado tinha hostilidade com relação ao pré-candidato Lula, mas, exatamente por isso, ele confeccionou a “Carta ao Povo Brasileiro”. A partir de junho, tanto a oposição a Lula na mídia impressa quanto o próprio mercado arrefeceram na hostilidade ao candidato. Em 2006, podemos dizer que o mercado preferia A ou B, mas não havia sinais de hostilidade a Lula.

Em 2010, o mercado até assistia, com boa vontade, o crescimento da candidata de Lula, então com 75% de avaliação em ótimo/bom e, sobretudo, comandando o país em uma fase de crescimento do PIB de 7,5%, sob os aplausos e a felicidade em larga latitude do mercado. Agora, pela primeira vez, temos um candidato à reeleição sobre quem o mercado manifesta desapreço.

Seria o caso de ela fazer uma nova “Carta aos brasileiros”?

Essa questão da carta era adequada a um candidato fora do poder. Para Dilma, essa recomposição com o mercado teria de ser sinalizada de forma mais objetiva. Por exemplo, pela substituição do ministro da Fazenda por um nome mais sintonizado com o mercado, um Henrique Meirelles da vida, em relação ao qual ela se comprometesse a garantir o máximo de autonomia e, sobretudo, sua permanência em um eventual segundo mandato. Mas isso não tem ocorrido, e ela está perdendo tempo. E o pacote de 1º de maio é um fator que agrava ainda mais a situação da presidenta com o mercado.

Mas não fortalece a base de sustentação dela no Nordeste e nas classes C, D e E?

Obviamente, a presidenta fez uma aposta de estancar o sangramento de seus índices de intenção de voto e deter, com isso, o “Volta, Lula”, que vem ganhando volume. Ela sabe da leitura que o mercado fez do seu pacote e imagina que pode ter chances de se reeleger a despeito da postura e da compreensão do mercado em relação a ela. É óbvio que ela fez uma aposta. O tempo dirá se foi correta, ou não.

Mas a gente pode chegar a um ponto que tenha um perfil do eleitorado como se vê, por exemplo, na Venezuela, em que você tem uma clara divisão entre as classes?

Nossa cultura política produziu um eleitorado menos ideologizado do que em outros países latino-americanos, como Argentina, Uruguai e, hoje, Venezuela. Nosso eleitorado é mais pragmático. Os partidos têm pequena inserção na sociedade. O único partido que consegue ultrapassar dois dígitos na preferência é o PT. Apenas ele.

Aécio Neves, pelo que se vê, tem o apoio do mercado, já que, quando ele sobe nas pesquisas, o mercado sobe também...

Não é bem um apoio do mercado ao Aécio. Na verdade, o movimento do mercado, diametralmente oposto, é associado à presidenta Dilma: o mercado não escolheu seu candidato, mas já definiu sua rejeição. E percebo que há poucas chances de a presidenta fazer um movimento de recomposição com o mercado.

E as outras candidaturas?

Os candidatos Aécio e Eduardo têm pontos em comum. O principal deles é que, pelo corte geracional, ambos são candidatos do século 21. A eleição de 2010, por exemplo, era entre dois candidatos que tinham combatido a ditadura. Agora não, você tem dois candidatos mais jovens. No caso de Aécio Neves, ele tem um partido e alianças com maior tempo de TV e que é melhor estruturado em áreas importantes do país — Minas Gerais, São Paulo, no Norte, onde tem o governo do principal estado, e no Sul, tem o Estado do Paraná, que é importante na região. É o partido que tem a melhor estrutura, maior número de quadros e maior tempo de TV. Já Eduardo tem a seu favor um posicionamento que não bate de frente com o lulismo. Ele tem essa postura de terceira via, fortalecida pela presença de Marina Silva na chapa.

Aécio, no programa de TV da semana retrasada, deu muita ênfase ao fato de ser neto de Tancredo Neves. Até com imagens dele ao lado do avô nas Diretas Já. Isso é um trunfo?

Quando você tem nomes desconhecidos na política, é natural que seus marqueteiros divulguem referências que facilitem e ajudem a promover o conhecimento sobre aquele candidato para o eleitorado. O fato de Aécio ser neto de Tancredo ajuda o eleitor comum a encaixar, no seu quadro de referências, essa figura do ex-governador de Minas. Isso dá uma marca de qualidade. Assim como o governador Eduardo Campos, quando se refere a seu avô, Miguel Arraes. Não é que isso tudo dê votos, mas aumenta sua taxa de conhecimento e confiabilidade.

O sr. acredita que a entrada de Lula na campanha de Dilma pode reverter a situação?

Lula teve um peso decisivo na eleição de Dilma em 2010, por dois fatores: ela era pouco conhecida e, com um governo Lula muito bem avaliado, a população desejou a continuidade desse governo e declarou isso em pesquisas. Agora, na mente dos eleitores, não se trata de recuar a 2010 com Lula fazendo uma reapresentação de Dilma. O apoio dele continua sendo importante, mas é um apoio político. Lula é o capitão do time que apoia a presidenta. Mas o que será tratado basicamente pelos eleitores são os sentimentos despertados pela administração Dilma durante esses quatro anos. Uma questão importante: Lula e a equipe de marketing da então candidata Dilma a apresentaram ao país como uma grande gerente, com uma bagagem técnica, a mãe do PAC, e o cargo de ministra-chefe da Casa Civil emprestava credibilidade.

E qual é o fator de agora?

É ver como ficou a imagem de gerente que o eleitorado “comprou” e sufragou maciçamente em 2010. Se essa imagem, na campanha, permanecer como está hoje, Dilma enfrentará severas dificuldades. Na pesquisa CNT/MDA, 22% responderam que Dilma é boa gerente, 31% que não é boa gerente e 45% disseram que ela é uma gerente regular. “Gerente regular” não é um atributo adequado para um presidente.

E como ficam, então, Aécio e Eduardo, dado que o povo não conhece bem esses candidatos?

Mais do que avaliação, a presunção de competência de Aécio e Eduardo será processada pela população a partir das respectivas campanhas, e do que mídia e adversários vão falar negativamente. As experiências de Aécio, no Congresso e no governo de Minas, e de Eduardo Campos, no governo de Pernambuco e no Ministério da Ciência e Tecnologia, serão avaliadas e, a partir daí, vai ser construída uma imagem de maior ou menor competência, assim como a população elaborou sua avaliação de competência gerencial da então candidata Dilma.

Há riscos de Dilma não passar ao segundo turno?

Um candidato incumbente tem, praticamente, um passaporte carimbado para o segundo turno. Isso é verdade aqui e em outros países. Raramente ocorre de o presidente ou o candidato apoiado por ele não chegar ao segundo turno. Mas isso ocorre em situações onde a avaliação positiva caiu tanto, que o presidente ou o candidato por ele apoiado perdeu as condições objetivas de apoio político e subjetivas do eleitorado para chegar lá.

No Brasil, isso ocorreu na primeira eleição do ciclo de disputas democráticas, em 1989, com os candidatos Ulysses Guimarães e Aureliano Chaves, dois pilares da Nova República. Mesmo que estivessem unidos, o somatório da votação de ambos não os colocaria no segundo turno.

Na França, em maio de 2002, o primeiro-ministro Lionel Jospin, do Partido Socialista, foi candidato, mas foi ultrapassado por Jean-Marie Le Pen (Frente Nacional) e a França assistiu, perplexa, ao segundo turno entre o candidato da extrema-direita e Jacques Chirac (UMP), com o Partido Socialista de fora da disputa.

A eventualidade desse viés de queda da presidenta Dilma avançar numa reta linear de agora até o final da campanha eleitoral a coloca no segundo turno. Acho que a possibilidade de ela não ir para o segundo turno é menor que a possibilidade de ela ser substituída pelo ex-presidente.

O sr. acha que ela ainda pode ser substituída por Lula?

Acho que sim. Por enquanto, Lula ratifica a candidatura da presidenta. Mas há de convir que se você perguntasse ao PT, à base de partidos aliados, aos candidatos a deputado estadual e federal, a senador e a governador o que facilitaria suas campanhas eleitorais, se Dilma ou Lula, a resposta seria o ex-presidente Lula. Se o declínio de Dilma continua, será extremamente difícil deixar no banco de reservas sua grande estrela, que é o Lula. O “Volta, Lula” seria a manifestação mais elementar da racionalidade do PT e de seus aliados.

Então não seria uma decisão dela, mas do partido...

De nenhum dos dois. As lideranças políticas conduzem seus adeptos, seus aliados, mas, em momentos cruciais, são conduzidas pelos interesses das respectivas bases. Como líderes, eles não podem se furtar a ouvir determinadas conclamações.

Dilma afirmou, semana passada, que sai candidata com ou sem base aliada.

Foi um escorregão retórico da presidenta, porque o processo de indicação da candidatura envolve partidos, alianças, tempo de televisão, compromissos com aliados. Se não houver a concordância dos aliados, não haverá a candidatura de Dilma.

Qual é o peso real do Bolsa Família na eleição?

O Bolsa Família foi importante em 2006 e 2010. Em 2014, ele tem sua inegável importância, mas o bom senso nos diz que o mesmo fator usado reiteradamente ao longo do tempo — são quase 10 anos da existência do Bolsa Família — vai perdendo sua utilidade eleitoral, a capacidade do programa de influenciar as pessoas. O país já assistiu a isso antes, com o Plano Real, que foi importantíssimo no discurso de 1998; em 2002, já não se mostrou decisivo; e, em 2006, granjeou poucos votos ao então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Há uma utilidade declinante nesse programa, como em quaisquer programas.

A presidenta tem outros programas, do ponto de vista da opinião pública, muito mais novos e com impacto maior, como o Mais Médicos, que tem apoio de 75% da população. O Mais Médicos veio ao encontro de uma demanda enorme da população, que queria exatamente a presença de mais profissionais de saúde na rede pública. O Bolsa Família já rendeu dividendos eleitorais lá atrás é sua paternidade é creditada ao Lula.

O sr. acredita em aumento da abstenção por conta de desilusões políticas surgidas nas manifestações de 2013?

As pesquisas têm apresentado um percentual inusual de eleitores que não votarão em nenhum candidato. O que pode ocorrer é que, à medida que esses eleitores forem conhecendo candidatos alternativos a Dilma (que já é conhecida por 99% dos entrevistados), podem, eventualmente, direcionar o apoio a esses candidatos e essa desilusão ser apenas momentânea. Ou não — dependendo das campanhas desses candidatos, a decepção que produz tais percentuais nas pesquisas pode vir a se consolidar e mostrar a maior taxa de alienação da história das eleições no período democrático.

A abstenção favorece Dilma?

Depende de onde parte essa abstenção. Se a abstenção se faz mais intensa nas camadas D e E, isso prejudica a presidenta Dilma. Numa pesquisa recente, o Ibope perguntou se as pessoas votariam caso o voto não fosse obrigatório. Metade votaria, a outra, não. Então, se o não-voto assumisse uma grande proporção, faria o resultado dessa eleição uma grande interrogação.

O sr. concorda com a tese de que essa eleição será a mais difícil da história, inclusive nos estados?

Há um fator que não é lembrado diariamente, que são as manifestações de junho, a crise de representação que não desapareceu da cabeça do brasileiro. Como, durante a Copa, vai se reacender aquele tipo de desejo que a população expressou em 2013, de passar a limpo a política, de maior e melhor participação? Não sabemos ainda com que características isso voltará à superfície. Quando você pergunta nas pesquisas de opinião se haverá novas manifestações, mais de 60% dizem que sim, mas ninguém sabe qual a dimensão, quais as características, como isso vai interagir com a Copa do Mundo e desaguar na campanha eleitoral. É um conjunto de indagações. Portanto, temos as eleições, se não as mais complexas, com certeza as mais imprevisíveis pós-ditadura.

Se o Brasil perder no início da Copa, isso é um agravante?

A Copa nunca esteve relacionada ao resultado de eleições presidenciais, mas há o fato de a Copa ser no Brasil, onde a capacidade de organização do país está sendo muito discutida. Se houver uma onda de manifestações, uma vitória do Brasil pode ajudar a atenuar insatisfações. Já uma derrota, pode ser um pouco mais de água no copo cheio de indignação do povo. Não é que a vitória na Copa seja um excepcional resultado para o governo; é que ela ajudaria a desanuviar espíritos negativos.

Lula foi um presidente político e Dilma popularizou-se como uma gerente. Ser gerente já não traz uma carga inerente de impopularidade?

A avaliação dos governantes é sempre parametrizada pela avaliação retrospectiva dos antecessores. Se Dilma tivesse sucedido um Lula impopular, ela não teria sido eleita, mas seria beneficiada com isso. Governantes que sucedem líderes impopulares têm uma chance maior de desfrutar de uma boa avaliação ao longo do percurso, assim como o inverso é verdadeiro. Dilma, por seu estilo e pelas dificuldades que enfrentou, tem ainda como agravante uma comparação inconsciente que a população faz o tempo todo com Lula. E a comparação é sempre negativa para ela. Ainda assim, isso não a impediu de, por boa parte do seu mandato, ter patamares de aprovação bem elevados. Era impossível imaginarmos, um ano atrás, que as coisas sobre as quais estamos conversando pudessem vir a ocorrer.

Em maio de 2013, a situação era muito diferente. Em junho de 2013, a avaliação positiva de Dilma era de 54%, segundo a pesquisa CNT/MDA. Hoje, está reduzida a 33%. A partir de julho, Dilma sofreu essa inflexão e, por volta de outubro, houve uma reação, mas ela já iniciou o ano em viés de baixa. É importante lembrar que a avaliação de governador e prefeito em todo o país está longe de ser positiva. Os governadores têm, hoje, em conjunto, 34,2% de avaliação entre ótima e boa e os prefeitos, 29,8%.

Então, o sr. não acredita que a presidente se reeleja...

O que eu acho é que ela está perdendo as condições de se manter como candidata. Isso é até mais grave.