terça-feira, 29 de abril de 2014

Lula tem é ódio à democracia; seu mundo é o da troca de favores; do toma-lá-dá-cá; das relações viciosas

Gilmar Mendes, do Supremo: ministros assim deixam Lula irritado; ele não os compreende
Gilmar Mendes, do Supremo: ministros assim deixam Lula irritado; ele não os compreende
Todo mundo sabe que os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, não formam exatamente uma “corrente” de pensamento. Ainda bem que não! Tribunal não é seita nem ideológica nem partidária. Eles estão lá para, instruídos pela Constituição e pelas leis, julgar de acordo com a sua consciência. Nem devem prestar atenção nem ao alarido das ruas nem aos bochichos de corredores. Só que Luiz Inácio Lula da Silva, que supõe encarnar em si mesmo os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, não se conforma com isso. Nesta segunda, esses três ministros afinaram suas vozes para reagir aos ataques que Lula desfechou contra o STF.

Em entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, que estreou ontem, às 18h,  na rádio Jovem Pan, Mendes comentou a declaração de Lula, segundo quem o julgamento do mensalão foi “80% político e 20% jurídico”. Disse Mendes: “O tribunal se debruçou sobre esse tema já no recebimento da denúncia. Depois, houve várias considerações técnicas; houve rejeição da denúncia em muitos pontos; houve toda uma instrução processual, e o tribunal julgou com clareza e examinou todas essas questões”.

O ministro está afirmando, em suma, que se fez um julgamento técnico. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo, também reagiu: “O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome”.

Pois é… Este é o ponto: Lula não se conforma que a Justiça não ceda às injunções da política — e, claro!, da sua política. Ora, voltemos um pouquinho no tempo. Em abril de 2012, o chefão do PT convidou o ministro Gilmar Mendes para um bate-papo. Ele queria adiar a todo custo o início do julgamento do mensalão. Achando que tinha uma carta na manga contra o ministro — carta falsa, diga-se —, tentou nada mais nada menos do que chantagear um membro da corte suprema do país.

Reproduzo em azul trecho de reportagem da VEJA de maio de 2012:

(…) Depois de algumas amenidades, Lula foi ao ponto que lhe interessava: “É inconveniente julgar esse processo agora”. O argumento do ex-presidente foi que seria mais correto esperar passar as eleições municipais de outubro deste ano e só depois julgar a ação que tanto preocupa o PT, partido que tem o objetivo declarado de conquistar 1.000 prefeituras nas urnas.
Para espíritos mais sensíveis, Lula já teria sido indecoroso simplesmente por sugerir a um ministro do STF o adiamento de julgamento do interesse de seu partido. Mas vá lá. Até aí, estaria tudo dentro do entendimento mais amplo do que seja uma ação republicana. Mas o ex-presidente cruzaria a fina linha que divide um encontro desse tipo entre uma conversa aceitável e um evidente constrangimento. Depois de afirmar que detém o controle político da CPI do Cachoeira, Lula magnanimamente, ofereceu proteção ao ministro Gilmar Mendes, dizendo que ele não teria motivo para preocupação com as investigações. O recado foi decodificado. Se Gilmar aceitasse ajudar os mensaleiros, ele seria blindado na CPI. (…) “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”, disse Gilmar Mendes a VEJA. O ministro defende a realização do julgamento neste semestre para evitar a prescrição dos crimes.

Retomo

Lula havia recebido a falsa informação de que Mendes teria relações com Carlinhos Cachoeira. Como se tratava de uma mentira inventada pela rede suja na Internet, seu esforço indecoroso caiu no vazio, e Mendes denunciou a tentativa de chantagem.

Com Barbosa, a relação passou a ser de ódio explícito. O chefão do PT não cansou de repetir nos bastidores que Barbosa devia a ele a sua nomeação; que só havia um negro da corte porque ele tomara essa decisão política. Esperava, em suma, para citar uma expressão do ministro Marco Aurélio, que o ministro lhe fosse grato com a toga. Eis Lula: ele não entende a democracia como a institucionalização de papéis. Seu mundo é o da troca de favores; do toma-lá-dá-cá; das relações viciosas que se amparam, se complementam e se justificam.

De resto, ninguém precisa ser muito bidu para supor que Lula certamente considera que agiram com correção os ministros Roberto Barroso e Teori Zavascki, por exemplo, que absolveram José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino do crime de quadrilha. E que errados estavam todos aqueles que condenaram os companheiros.

Em síntese, para Lula, quando um ministro absolve um amigo seu e condena um adversário, está agindo tecnicamente; se faz o contrário, então está movido por má-fé política.

Compreendo essa alma pura. Nestes dias que seguem, Lula deve é estar de olho no Vaticano. Está tentando entender por que cargas d’água Padre Anchieta, João 23 e João Paulo 2º foram canonizados, e ele, Lula, por enquanto, não foi ainda nem beatificado.

CPI da Petrobras: para esconder a corrupção na estatal, petistas querem investigar FHC. Ótimo! Hora da verdade!


O governo FHC fez muito mais pela produção de petróleo do que Lula e Dilma juntos. O problema é que os tucanos se encolheram na defesa do ex-presidente. Agora é a oportunidade para reescrever uma história de mentiras escritas pela máquina de assassinar reputações do PT. Clique aqui e compartilhe a figura acima no facebook.

Diante da determinação do Supremo Tribunal Federal para que o Congresso abra a CPI da Petrobrás, governo e oposição já começaram a preparar seus ataques. Do lado da base aliada, o objetivo é conseguir trazer problemas da gestão Fernando Henrique Cardoso para o debate, enquanto os oposicionistas querem centrar fogo nas disputas internas entre os grupos da presidente Dilma Rousseff e do seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.

O discurso governista de que a oposição tem como interesse real a privatização da Petrobrás será permeado a ataques pontuais à gestão tucana. Além de martelar a tentativa de troca do nome para Petrobrax - projeto de 2000 que acabou enterrado após gerar polêmica -, os aliados do Planalto querem incluir na pauta da investigação o afundamento da maior plataforma petrolífera do mundo, a P-36, ocorrida em março de 2001.

Os governistas pretendem ainda explorar a negociação da estatal para a compra de ativos da espanhola Repsol na Argentina em troca de uma participação na Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, em episódio também de 2001.

A oposição, por sua vez, aposta que as disputas internas da companhia darão combustível para a investigação focar nos negócios suspeitos da gestão petista. Aliados dos pré-candidatos ao Planalto Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) já têm lotes de requerimentos prontos e atacarão inicialmente o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, o ex-diretor internacional Nestor Cerveró e o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, que está preso desde o mês passado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.

A CPI passou a ser defendida pela oposição após o Estado revelar o voto favorável de Dilma na operação de compra da refinaria de Pasadena, que trouxe um prejuízo de US$ 530 milhões já reconhecido pela Petrobrás. Dilma argumentou que tal decisão foi tomada com base em um resumo executivo "técnica e juridicamente falho" e com "informações incompletas". Gabrielli era o presidente da companhia na época do negócio; Cerveró, o responsável pelo parecer; e Paulo Roberto, o representante da estatal em um conselho de acionistas com a sócia belga Astra Oil. A oposição vai requerer quebras de sigilo também do doleiro Alberto Youssef, preso na Lava Jato e apontado como responsável por lavar recursos de negócios suspeitos na estatal.

Líderes da oposição na Câmara se reunirão nesta manhã para definir a estratégia para a investigação sobre a Petrobrás. Eles solicitaram audiência com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para cobrar dele a instalação da CPI mista - com a participação de senadores e deputados.


Renan deve anunciar hoje uma decisão sobre a instalação da CPI. Seus colegas de PMDB o pressionam para que não recorra a fim de tentar reverter a decisão do Supremo de mandar instalar já a investigação parlamentar. (Estadão)

As conclusões trocadas pelo sentimento... E pelo engodo

Por Luiz Sérgio Silveira Costa*

Com sincero respeito às suas dores, a psicóloga – justamente quem estuda o comportamento humano - da USP, filha de Rubens Paiva, disse que a morte do Coronel Paulo Malhães foi “queima de arquivo e que a ditadura ainda existe”, e a mãe do dançarino Douglas disse que “policiais militares bateram nele e, quando viram que era um menino da 'Globo', tentaram esconder o corpo”, esquecendo-se que o dançarino estava envolvido com traficantes, pois postara mensagem de “saudades eternas ao Cabeção”, permitindo, ambas, que o raciocínio, a prudência, a sensatez e o equilíbrio fossem dominados pelo ódio, o que é até compreensível, em se tratando de uma filha e de uma mãe.

O que não é compreensível é que a filósofa Marilena Chuai, da USP, do alto de seus gordos salários, e fazendo parte da elite brasileira, tenha dito, com incontida ira, e a presença e o aplauso de Lula – o qual acaba de dizer em Lisboa que “o mensalão não existiu -, que “odeia a classe média”.

O que não é compreensível é o PT ter dito que o assassinato de Celso Daniel foi latrocínio(!!!)..., tudo demonstrando que, nessas tragédias, todos os sinais estão trocados, uns por causa do sentimento, mas outros – muito pior -, pelo engodo, pela desfaçatez e pela hipocrisia do lulopetismo.

Se já conhecemos bem o estilo ilusionista desse partido, agora está se mostrando que o ensino na USP é também mais um dessa constelação de pontos fora da curva...


Fonte: Alerta Total

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*Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado

Mãe de dançarino tem visão de lince e mostra-se especialista em armas e criminalística


mariadefatima_dg_01Muito estranho – Mãe do dançarino Douglas Rafael, o DG, morto durante tiroteio entre policiais e traficantes do Morro do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul carioca, a auxiliar de enfermagem Maria de Fátima da Silva é especialista em quase tudo. Uma espécie de Aladim de saias, tamanho é o seu conhecimento sobre os mais variados assuntos.

Vivendo os quinze minutos de fama a que todos os mortais têm direito, segundo o finado artista plástico norte-americano Andy Warhol, Maria de Fátima é uma celebridade que emergiu da um cenário de tragédia que se alastra pelo País. Tão logo soube da morte do filho, a auxiliar de enfermagem afirmou que o bailarino fora torturado e assassinado por policiais, sem ao menos aguardar o resultado da perícia criminal. Uma declaração irresponsável, como já afirmou o ucho.info em matéria anterior, sem desconsiderar o fato de que DG foi vítima. Restando apenas saber de quem.

Horas depois do sepultamento do filho, Maria de Fátima rumou para São Paulo, onde contratou peritos estadunidenses para apurar o assassinato do bailarino. De volta ao Rio, a mãe de DG participou de manifestações contra a violência nas comunidades carentes, sem ao menos exibir um semblante de dor por conta do trágico caso. Douglas Rafael não mais vivia no Pavão-Pavãozinho, mas voltava com frequência ao morro onde cultivava amizades pouco ortodoxas. O que não justifica a sua morte, caso tenha sido provocada propositalmente por policiais.

Maria de Fátima recebeu um convite do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para um encontro em palácio, mas a mão do dançarino de chofre recusou, alegando que não participaria de nenhum ato político-eleitoral tendo a morte do filho como pano de fundo. Ou seja, a auxiliar de enfermagem mais uma vez mostrou ao universo uma nova especialidade: a clarividência.

Na segunda-feira (28), Maria de Fátima da Silva declarou que foi ameaça de morte. Disse a mãe de DG que caminhava pela ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas quando um carro que supostamente a acompanhava reduziu a velocidade e, de repente, o carona abaixou o vidro e apontou-lhe uma arma de fogo, dizendo que calaria sua voz se continuasse a insistir na repercussão do caso.

“Vim caminhando, cabeça meio avoada por conta das consequências, e vim andando devagarzinho e quando percebi tinha um carro diminuindo a marcha perto de mim. Eu vi que ele abaixava o vidro e vi que de dentro saía um braço com uma tatuagem, uma tatuagem sombreada em forma de dragão, eu vi metade do rosto do rapaz e ele tinha uma pistola 360. Ele botou o braço para fora e eu fui, corri e me escondi atrás do poste. Eu vou calar a sua boca. Se você não calar eu vou calar. A pessoa era branca, deu para ver bem o rosto, e o olho era castanho claro. Forte, tinha um corpo marombado”, disse a mãe de DG, que agora mostrou-se especialista em armas de fogo.

É no mínimo estranho o relato tão detalhado. Uma pessoa que caminha sem destino, com a “cabeça meio avoada”, não tem reação cognitiva imediata para conseguir reparar em tantos detalhes de uma cena. Maria de Fátima conseguiu identificar o tipo de arma, viu que o sujeito que a ameaçou tinha uma tatuagem sombreada no braço em forma de dragão e que era “marombado”. Ora, não foi ela mesma quem disse que só conseguiu ver metade do rosto do carona? Como foi possível, então, reparar detalhes, como, por exemplo, o porte físico do sujeito que a ameaçou?

Revelada a ameaça, o governo do Rio de Janeiro sugeriu a Maria de Fátima que ingressasse no programa de proteção a testemunhas, mas a proposta foi igualmente recusada. A comunidade do Morro do Pavão-Pavãozinho vem cobrando imediata saída da UPP local, enquanto a mãe do bailarino recusa as ofertas do governo fluminense. No momento em que rejeita a oferta de participar do programa de proteção a testemunhas, a mãe de DG simplesmente vira as costas para a comunidade, que continuará refém do crime organizado.

É preciso investigar com calma e muito afinco esse episódio, pois há por trás dessa gazeta de encomenda muitos interesses escusos, principalmente por parte dos traficantes e de alguns partidos políticos que trabalham nos bastidores para tumultuar o processo sucessório no Rio de Janeiro, onde o PT insiste em fazer do polêmico senador Lindbergh Farias o próximo governador do Estado.

Essa epopeia está apenas começando e há pelo menos uma boiada na linha. Tudo muito estranho! O editor do ucho.info dedica-se ao jornalismo investigativo há trinta anos e vê com muita desconfiança o desenrolar dos fatos envolvendo a morte de Douglas Rafael, ex-dançarino do programa “Esquenta!”, de Regina Casé.

COI intervém na Rio 2016: nunca houve tamanha desorganização numa Olimpíada.


John Coates, vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI)
Para Coates, a "situação é crítica".
O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o australiano John Coates, afirmou nesta terça-feira que os preparativos para a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro são os "piores" que ele já viu na história recente dos jogos.

Coates afirmou que o COI foi obrigado a tomar medidas "sem precedentes" para assegurar que a competição vai acontecer, como o envio de peritos ao comitê organizador local. "A situação é crítica", definiu ele, durante participação em fórum olímpico em Sydney, na Austrália.

A declaração de Coates ocorre em um momento em que o Brasil corre contra o tempo para terminar as obras da Copa do Mundo, que começa daqui a 44 dias. "Ninguém é capaz de dar respostas neste momento", acrescentou. Coates, que acumula 40 anos de experiência em Jogos Olímpicos e foi chefe do comitê organizador local da Olimpíada de Sydney, em 2000, já fez seis viagens ao Rio como parte da comissão responsável pela supervisão dos preparativos.

Ele acrescentou que um dos peritos deslocados para o comitê local era um diretor de projetos de construção. "O COI adotou uma postura de 'mãos na massa', o que é sem precedentes (na história da instituição), mas não há plano B. Nós estamos indo para o Rio", afirmou Coates. "Acho que a situação é pior do que em Atenas (em 2004). Até agora, os preparativos da capital grega haviam sido os piores que eu já vi."

"Nós ficamos muito preocupados. Eles não estão prontos em muitas, muitas formas. Nós temos de fazer (esse evento) acontecer e essa é a decisão do COI. Não podemos simplesmente ignorar essa situação", acrescentou ele. Os preparativos para a Olimpíada de Atenas, em 2004, foram marcados por seguidos atrasos, mas os locais de competição e a infraestrutura dos Jogos foram entregues dentro do prazo.

Atraso

Organizadores dos Jogos Olímpicos de Atenas foram alertados inúmeras vezes pelo COI sobre o andamento dos preparativos. Em uma determinada ocasião, o então presidente da instituição, Juan Samaranch, chegou a ameaçar de tirar a Olimpíada da cidade. Coates afirmou que a construção nem começou em alguns locais no Rio, no que serão os primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul, enquanto o cronograma de infraestrutura sofreu atrasos significativos e a a cidade possui "questões sociais que precisam ser resolvidas".

Ele acrescentou que o comitê organizador do Rio possui o mesmo número de funcionários – 600 – do que Londres (que sediou os Jogos de 2012), mas que, no entanto, não têm a mesma experiência. "Quanto tempo levará entre os locais de competição?", questionou. "Eles estão sendo iludidos. Ninguém é capaz de dar respostas neste momento", disse. (BBC)

Eleições: as "negociações" na disputa do governo do Estado


O jovem brasileiro é desorientado politicamente e não acredita mais em nada de política. Já os mais velhos, fisiológicos, também não entendem, e se omitem por necessidade: muitos destes são empresários e em pelo menos 80% dos seus negócios o Estado é o grande cliente. Tudo passa pelo poder político. Este empresário  não tem vergonha de dizer que seu líder é o que está no poder.

Não temos no Brasil, e nem no Rio de Janeiro, qualquer segmento empresarial que, com mais de 60 anos no mundo dos negócios, possa dizer que nunca teve um militar fazendo seu lobby, ou mesmo, hoje, um político do PT, ou ontem, um político tucano.

Hoje, no Rio, assistimos nessas eleições para governador à Presidenta Dilma Rousseff ser rejeitada por um grupo forte politicamente e ligado também aos grande empresários, que declararam seu apoio a Aécio Neves. Ostensivamente, Dilma só tem o apoio do ministro Marcelo Crivella e do candidato petista Linbergh Farias. Nesse mesmo momento, o grupo do PMDB que apóia Aécio está se reunindo com Crivella para dar suporte a sua candidatura.

Os estrategistas desse grupo acreditam que a máquina do governo levará Luiz Fernando Pezão para o segundo turno. Essa máquina tem certeza que o candidato mais fácil de ser derrotado no segundo turno é Crivella. Por isso a razão verdadeira deste apoio. Nas negociações, os estrategistas se colocam como "inocentes", oferecendo esse suporte como se fosse verdadeiro, com se tivessem a intenção de ver Crivella vitorioso.

Nas negociações, para dar sentido de verdadeiro apoio, pedem a Crivella que se alie a candidato deste grupo à prefeito do Rio, nas futuras eleições para suceder Eduardo Paes.

Crivella, por sua vez, finge que acredita que o apoio seja verdadeiro e finge também ao dizer que vai colaborar.

A hipocrisia que desorienta o eleitorado, fundamentalmente os mais jovens, hoje acontece em todos os estados.

Aqui no Rio, coração político do Brasil, com uma crise social que repercute no mundo imagens de protestos, incêndios e revolta, a situação se agrava. A falta de liderança, a hipocrisia política que todos, em todas as camadas sociais, já têm certeza existir, permite que explosões maiores aconteçam em bolsões de pobreza que circunvizinham a elite do Rio.

Copa das Promessas: Gilberto Carvalho vaiado pelos "movimentos sociais" do Rio.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi recebido sob vaias e protestos na reunião em que esteve no Rio para falar a movimentos sociais e sindicatos sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil. O encontro, que reuniu cerca de 200 pessoas no auditório do Sindicato dos Bancários, integra o "Diálogos Governo-Sociedade Civil". Criado para divulgar os benefícios trazidos pela Copa, o evento recebeu da plateia o mesmo tratamento da última edição, ocorrida em São Paulo, e chegou a ser interrompido por conta de uma confusão entre manifestantes contrários à Copa e estivadores ligados ao sindicato dos trabalhadores do porto do Rio.

O ministro foi confrontado por parte do auditório. Houve reclamações sobre remoções de áreas urbanas, preconceito racial, violência contra os pobres, corrupção e falta de melhorias para educação e saúde. A primeira manifestação em repúdio à Copa aconteceu após um integrante do movimento de moradores da comunidade do Horto, que fica dentro do Jardim Botânico, cobrar do governo federal a resolução da situação de famílias que estão há cerca de dois anos vivendo sob a iminência de serem removidas. Em apoio à manifestante, a plateia entoou o coro "não vai ter Copa".

Constrangido, Carvalho respondeu que "as manifestações fazem parte da democracia", mas avisou que o governo federal trabalha com governos estaduais para evitar excessos da polícia durante protestos futuros. A reunião já havia começado quando manifestantes e índios que participaram da ocupação do antigo museu do índio estenderam uma faixa atrás do ministro com a frase "não vai ter Copa".

Carvalho chegou a se alterar quando, em certo ponto, alguns militantes debocharam de sua fala, segundo a qual "o encontro reafirmava a democracia". "Quem está debochando da democracia deve ser amante da ditadura militar", afirmou Carvalho, em tom elevado.

Para rebater os protestos contrários às desocupações, o ministro afirmou que em São Paulo houve oito remoções, citando o exemplo da desocupação da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, que aconteceu no ano passado em meio a conflitos entre policiais e moradores. "Os jovens do Rio tem mais dificuldade de ouvir", concluiu Carvalho. (Folha de São Paulo)

O governo Tarso Genro trabalha contra os interesses do RS no caso do porto uruguaio de Rocha.


Senado aguarda comunicado oficial do Supremo para instalar CPI da Petrobras

 
Na presidência do Senado durante a ausência de Renan Calheiros, que está em Roma, o senador Jorge Viana (PT-AC) explicou que a Casa cumprirá a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, pela instalação de uma CPI exclusiva da Petrobras, apenas após ser notificada oficialmente pela Corte, o que deve acontecer nesta semana.

– Tão logo se receba a comunicação oficial da decisão da ministra, o caminho é a instalação da CPI, sem prejuízo de um recurso que deve passar pela decisão da Mesa do Senado e sem efeito suspensivo. Há quatro requerimentos de instalação de CPIs [dois no Senado, dois no Congresso], mas tudo aguarda a comunicação oficial da ministra Rosa Weber - disse Jorge Viana.

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), explicou a estratégia do partido: “O PT não vai pagar o preço de ser considerado o partido que não quer a CPI”.

– Nós vamos participar da CPI. Se ela for ampla, melhor. Nossa decisão é de, assim que o presidente Renan receber a comunicação e nos instar a indicar os nomes, vamos fazer isso de imediato, para começar os trabalhos o mais rápido possível, sem prejuízo de que o Senado possa recorrer para instalar a CPI mais ampla.

Mas, da Itália, Renan Calheiros disse quer recorreria da decisão de Rosa para o Pleno do STF, o que daria chance de a liminar ser alterada pelos demais ministros. A decisão final sobre o andamento do mandado de segurança da oposição no Supremo caberá à Mesa do Senado, que se reúne nesta terça-feira (29), pela manhã, com Renan Calheiros.

Os temas que ampliariam a CPI da Petrobras já são parte de um pedido para instalar uma nova CPI que investigue especialmente a empresa Alstom, por prática de cartel nas licitações do metrô de São Paulo durante os governos do PSDB.

– Já temos as assinaturas da Câmara e estamos colhendo aqui no Senado. Deve ser apresentado o requerimento no dia 20 [de maio] e se não houver recurso, o presidente já deve pedir a indicação dos membros. Os partidos terão até 30 dias para fazer isso – informou Humberto Costa.

Congresso

A decisão de Rosa Weber, a que o líder do PT atribui ao fato de o tribunal “lamentavelmente ter se contaminado pela pressão que a oposição e a mídia fizeram sobre esse caso”, não deve ser, segundo ele, extensiva ao Congresso Nacional, onde tramitam requerimentos iguais de instalação de CPI mista – uma só da Petrobras, apresentado pela oposição; e outra ampla. O líder do PT no Senado já avisou que, se for necessário, o partido voltará ao Supremo para evitar uma CPI mista exclusiva para investigar a Petrobras.

– A decisão da ministra Weber vale apenas para uma CPI no Senado. A celeuma, toda a discussão, as questões de ordem, a votação na CCJ, tudo se deu no âmbito do Senado. É necessário que se faça um novo questionamento. E mais: eu diria que quem quer CPMI ção quer CPI, porque a próxima sessão do Congresso é no dia 20, e, como no Congresso os líderes têm até 30 dias para indicar os membros, ela começaria a funcionar por volta do São João, em plena Copa do Mundo e a poucos dias do recesso parlamentar.

A demora não agrada especialmente a oposição, aponta o senador José Agripino (DEM-RN). Ele declarou que os partidos que desejam investigar a Petrobras – como DEM, PSDB, PSB e PSOL – devem optar pela que for mais rápida.

– A CPI do Senado está pronta e definida. A CPMI [CPI mista] ainda depende da indicação de nomes e de Renan aceitar ou não eventuais recursos. Se nós percebermos manobras governistas que procastinem a CPMI, nossa opção será direto para o Senado. Se não, será dada a preferência à CPMI, pela participação também dos deputados. O mais importante é uma das duas começar logo – esclareceu.

Diferentemente de Humberto Costa, a posição de José Agripino é a de que a decisão de Rosa Weber tem eficácia  para toda e qualquer CPI a ser instalada no Congresso Nacional.

– Para instalar uma CPMI, não há a necessidade de recorrer novamente ao Supremo, porque a decisão da ministra Rosa Weber vale para todas as CPIs. Mas não tenho dúvida de que o governo, se puder, vai adiar a instalação até o fim do ano. Se isso acontecer, eles vão nos encontrar pela frente, cobrando e querendo fazer o que a sociedade está exigindo: a instalação de um processo de investigação.

Manifesto do PR em favor de Lula nasceu numa cadeia. Fernandinho Beira-Mar e Marcola não vão opinar também?


O manifesto do PR em favor da candidatura de Lula à presidência da República (leia post) nasceu, na prática, na cadeia, mais propriamente no Centro de Progressão Penitenciária do Distrito Federal. Já explico. Que coisa o PR! Esse ninho de patriotas realmente não surpreende! Vinte dos 32 deputados federais do partido decidiram assinar um manifesto em que defendem que Luiz Inácio Lula da Silva volte a ser o candidato do PT à Presidência da República, em substituição a Dilma Rousseff. Mas sabem como é o patriotismo… O partido não rompeu com a presidente, não.

O PR tem o titular de um ministério bilionário, o dos Transportes, que está a cargo do baiano César Borges. Ocorre que parlamentares afirmam que Borges não atende, vamos dizer assim, às necessidades do partido. Quais necessidades? Adivinhem! É gente que segue a cartilha moral do ex-presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, um dos mensaleiros que estão na cadeia. Mesmo atrás das grades, com direito a sair para trabalhar, ele continua a ser uma das figuras mais influentes do PR. Há muito tempo já, parte da vida pública brasileira não é mesmo um caso de política, mas de polícia.

Vocês devem se lembrar que o partido dominava de cabo a rabo o Ministério dos Transportes, quando era chefiado por Alfredo Nascimento, que caiu em 2011, quando reportagem da VEJA evidenciou que a pasta era um ninho de corruptos. Dilma decidiu fazer então aquela tal faxina — que não passou de mera espanada na poeira da superfície — e nomeou alguns técnicos para a pasta.

Embora muitos parlamentares digam que Borges é ministro de Dilma, não do partido, a verdade é que ele é, sim, sensível aos apelos políticos. No começo deste mês, por exemplo, o então presidente do partido no Pará, Anivaldo Vale, pai do deputado Lúcio Vale, foi nomeado para a secretaria-executiva do ministério, com o apoio da bancada. É o segundo cargo mais importante dos Transportes. Nomes para o malfadado Dnit, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, passaram pelo crivo de Costa Neto, o presidiário.

E agora voltamos, então, ao mensaleiro e ao começo dessa conversa. Quem liderou o manifesto em favor de Lula foi o deputado Bernardo Santana (PR-MG), que é justamente um dos principais interlocutores daquele tal… Valdemar! Assim, é justo constatar que o apelo explícito para que o ex-presidente dê uma rasteira na atual presidente, por enquanto, parte mesmo é do presídio. Considerando o que Lula andou falando em Portugal sobre o mensalão e os mensaleiros, a gente há de convir que a coisa faz sentido, não é mesmo?

Vejam a que ponto chegamos: um condenado pela Justiça, um presidiário, assina um manifesto em favor da volta de um político à disputa — no caso, Lula! Só falta agora a gente saber o que pensam Fernandinho Beira-Mar e Marcola.

PR pede "volta, Lula" e PSD acena com "volta às origens".

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Dois partidos que controlam ministérios e apoiam o governo no Congresso criaram constrangimento para a presidente Dilma Rousseff nos últimos dias, lançando dúvidas sobre sua capacidade manter a coalizão partidária montada para sustentar sua campanha à reeleição.

Ontem, a bancada do PR na Câmara lançou um manifesto com um apelo para que o ex-presidente Lula entre na corrida presidencial como candidato no lugar de Dilma, argumentando que ela não é preparada como ele para fazer a economia do país voltar a crescer com vigor. Durante entrevista coletiva, após ler uma carta aberta assinada por 20 dos 32 deputados do PR, o líder da bancada, deputado Bernardo Santana (MG), levantou-se e pendurou na parede um quadro com a fotografia oficial de Lula quando presidente.

Em São Paulo, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), que em novembro declarou apoio à reeleição de Dilma, reuniu domingo num jantar em seu apartamento o pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), o ex-governador paulista José Serra, derrotado pelo PT em duas eleições presidenciais, e outras lideranças tucanas. O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) quer atrair Kassab para sua campanha à reeleição e também participou do evento. Ontem, Aécio afirmou que o jantar foi um "encontro de amigos" e disse que o PSD estará junto com os tucanos em Estados como Goiás e Minas Gerais.

Dilma espera ter 11 partidos a seu lado na campanha à reeleição e, com isso, dispor de cerca de 12 minutos em cada bloco de 25 minutos da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Juntos, o PR e o PSD asseguram à petista 21% desse tempo. Na cúpula do PT, a movimentação dos dois partidos preocupa porque expõe a fragilidade da presidente e estimula os defensores da volta de Lula à disputa eleitoral, num momento em que a popularidade da presidente está em queda e a insegurança da população com os rumos da economia está crescendo.

Em entrevista a uma rede de televisão portuguesa, Lula reafirmou no fim de semana que apoia a reeleição de Dilma e não pretende disputar as eleições deste ano. Em dezembro, o PT pediu aos partidos aliados que formalizassem o quanto antes o apoio à reeleição, mas até agora só o PDT fez isso. A presidente foi pessoalmente ao escritório do PSD em Brasília em novembro, quando Kassab declarou apoio à sua reeleição.

O PR só deverá definir sua posição sobre a presidente na convenção do partido, provavelmente em junho. Os 20 deputados que apoiaram o manifesto divulgado ontem têm cerca de 75% dos delegados com poder de voto na convenção, segundo Santana. O manifesto afirma que somente o ex-presidente Lula pode "inaugurar um novo ciclo virtuoso de crescimento pela via da conciliação nacional". Santana disse que o partido apoiará Dilma se Lula não atender ao apelo dos deputados. "Não estamos contra a Dilma, nem vamos sair do governo", afirmou.

Santana é ligado ao grupo do ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP), que foi condenado à prisão no julgamento do mensalão e hoje cumpre pena em regime semiaberto em Brasília, trabalhando de dia num restaurante em que continua mantendo contatos políticos, como a Folha revelou em março. (Folha de São Paulo)

Ministra do STJ rejeita habeas de ex-diretor da Petrobras


O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa não teve êxito na tentativa de anular a sua prisão preventiva decretada para preservar as investigações da operação Lava-jato, da Polícia Federal. A ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, rejeitou os pedidos de liminares em dois habeas corpus impetrados por sua defesa.

No primeiro pedido, os advogados contestam a prisão preventiva, decretada depois de terem sido encontrados R$ 1 milhão no escritório do investigado. Para a defesa, o valor seria compatível com a atividade profissional do ex-diretor, e não teria havido nenhuma tentativa de esvaziamento da investigação.

>> Petrobras: ex-diretor é transferido após relatar ameaças

A defesa sustenta ainda que Paulo Roberto Costa recebera um automóvel Land Rover, avaliado em R$ 250 mil, como pagamento de consultoria prestada ao doleiro Alberto Youssef já depois de aposentado, não tendo portanto mais qualquer vínculo com a Petrobras.

Investigação preservada

Conforme a ordem de prisão, haveria risco de prejuízo à investigação pela retirada de materiais, provas e dinheiro do escritório, além de resgates de aplicações financeiras. Segundo a polícia, filhas e genros do investigado retiraram sacolas do escritório, e sua esposa transferiu R$ 1,5 milhão de uma aplicação do casal para a sua conta individual. Mas, para a defesa, tais atos, além de não serem ilegais, não tiveram participação de Paulo Roberto, que não poderia ser penalizado pela ação de seus familiares.

Ao negar o pedido de liminar neste habeas corpus, a ministra Regina Helena Costa afirmou que não poderia contradizer, em exame preliminar, as conclusões das instâncias ordinárias em relação à necessidade de prisão, diante de risco concreto à instrução criminal, representado pela retirada de provas do local onde havia sido determinada a busca e apreensão e pelas transferências de valores entre contas.

O processo segue agora para o Ministério Público Federal e, depois, será julgado no mérito pela 5ª Turma do STJ.

Já no segundo HC, os advogados sustentavam que, com o oferecimento de duas denúncias pelo Ministério Público, nenhuma delas envolvendo Paulo Roberto Costa, e com a apresentação do relatório final do inquérito policial, não haveria mais razão para a prisão.

Mas a ministra esclareceu que esses pedidos novos não foram apreciados pelas instâncias anteriores, o que impede sua avaliação pelo STJ. Esse pedido de habeas corpus foi extinto e nem terá o mérito julgado.

Deputado Denuncia Fraude nas Urnas Eletrônicas

A igualdade de oportunidade e a opressão do politicamente correto

Por Theodore Dalrymple*

Se a ideia da igualdade de oportunidades for realmente levada a sério, então seus proponentes terão de alterar toda a estrutura humana do planeta.

Há aquelas perguntas que são feitas com um genuíno espírito investigativo, com o intuito de obter respostas e conhecimento. Mas há também aquelas perguntas que são feitas com o claro propósito de intimidar, de irritar ou de coagir o inquirido, com o intuito de fazê-lo concordar com um determinado ponto de vista e, com isso, estabelecer a imaculada virtude das pessoas que fazem a pergunta.

Recebi recentemente uma pergunta desse tipo via email. Quem me enviou foi o The Lancet, um dos mais importantes jornais médicos do mundo. Dirigindo-se a mim pelo meu primeiro nome (já o suficiente para me irritar), perguntou: "Você se importa com a saúde do nosso planeta?"

Francamente, a resposta é não. Ao contrário de cachorros, planetas não são o tipo de coisa pela qual consigo sentir afeição ou interesse. Minha conta bancária ocupa na minha mente um espaço muito maior do que a saúde do planeta. Aliás, nem sequer estou certo de que planetas podem ser saudáveis ou doentios, assim como não estou muito certo de que eles podem ser sarcásticos ou discretos. Rotular um planeta de saudável é incorrer naquilo que os filósofos costumavam chamar de erro de categoria.

Isso, obviamente, não significa que deseje o mal à terra. Pelo contrário. Se uma prova de múltipla escolha me for oferecida, é bem provável que eu marque as respostas que desejem bem ao mundo, e não seu mal. Eu responderia assim nem que fosse motivado pelo simples desejo de ser aprovado.

Mas há algo de hipócrita e de insincero nesse tipo de pergunta. Como é bem típico de nossa era — em que a realidade virtual é mais importante para a maioria das pessoas do que a própria realidade —, a simples expressão de sentimentos altaneiros e benevolentes é hoje avaliada por muitos como sendo a própria expressão da virtude. A pessoa mais virtuosa é aquela que consegue expressar a mais abrangente benevolência recorrendo ao mais alto nível de abstração. É isso que hoje em dia se passa por bondade e preocupação.

Senti-me impelido a responder ao editor do Lancet (mas sei que ele não iria ler) dizendo que discordava de seu "planetismo" discriminatório; que eu só passaria a me importar com a saúde do universo, ou dos universos, se as especulações feitas pelos astrofísicos sobre a existência de outros universos se comprovassem verdadeiras.

"Você se importa com a saúde do nosso planeta?" é uma pergunta que, embora não esteja na mesma classe de "Você já parou de bater na sua mulher?", está bem próxima. Como acabei descobrindo — ao ler mais atentamente o email —, a saúde do planeta na verdade se referia à saúde das pessoas deste planeta, acrescida de um pouco de misticismo sobre diversidade biológica (o novo paganismo).

"Nosso objetivo é responder às ameaças que enfrentamos: ameaças à saúde humana e ao bem-estar, ameaças à sustentabilidade de nossa civilização, e ameaças aos sistemas naturais e humanos que nos sustentam". Esse editor santarrão se autoconcedeu uma visão, embora a tenha expressado na primeira pessoa do plural: "Nossa visão é a de um planeta que fomente e sustente a diversidade da vida com a qual nós co-existimos e da qual nós dependemos".  Levantem as mãos, portanto, todos aqueles pascácios que são a favor da máxima disseminação possível das ameaças ao bem-estar da humanidade e da eliminação de todas as formas de vida exceto a nossa.

Deve ser horrível levar uma vida tendo pensamentos tão enfadonhos — e não apenas ocasionalmente, mas sim corriqueiramente, se não constantemente — e se sentindo obrigado a expressá-los.

Mas estou divagando. Voltemos ao problema das perguntas intimidadoras e coercivas, às quais se espera que respondamos. Dentre estas perguntas, uma das mais onipresentes é aquela que emprega o slogan da nossa era: "Você é contra a igualdade de oportunidades?"

Como todos já devem saber, quem se diz contra a noção de igualdade de oportunidades é imediatamente classificado como sendo algum tipo de reacionário monstruoso e ultramontano, um Metternich ou um Nicolau I, alguém que quer, por meio de repressões, preservar o status quo no formol.

Sempre que profiro palestras, os membros mais jovens da plateia quase desmaiam de horror quando digo que não apenas não acredito em igualdade de oportunidades, como ainda considero tal ideia sinistra ao extremo, muito pior do que a mera igualdade de resultados.  Atualmente, dizer a uma jovem plateia que igualdade de oportunidades é uma ideia completamente maléfica e depravada é o equivalente a gritar "Deus não existe e Maomé não foi seu profeta" a plenos pulmões em Meca.

O problema é sempre o mesmo: os defensores de determinadas ideias simplesmente não se dão ao trabalho intelectual de analisar as consequências práticas de sua implantação. Se a ideia da igualdade de oportunidades for realmente levada a sério, então seus proponentes terão de alterar toda a estrutura humana do planeta.

Para começar, as pessoas não nascem iguais. Essa é a premissa mais básica de toda a humanidade. As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras.

Adicionalmente, mesmo que duas crianças nascessem com exatamente o mesmo grau de preparo e inteligência (algo improvável), o próprio ambiente familiar em que cada uma crescer será essencial na sua formação. Algumas crianças nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI. Toda a diferença já começa no berço e, lamento informar, não há nenhum tipo de engenharia social que possa corrigir isso.

As influências genética e familiar sobre o destino das pessoas teriam de ser eliminadas à força, pois elas indubitavelmente afetam as oportunidades e fazem com que elas sejam desiguais.

No cruel mundo atual, pessoas feias não podem ser modelos; deformados não podem ser astros de futebol; retardados mentais não podem ser astrofísicos; baixinhos não podem ser boxeadores pesos-pesados. Não creio ser necessário prolongar a lista; qualquer um é capaz de pensar em milhares de exemplos.

É claro que pode ser possível nivelar um pouco a disputa criando leis que imponham a igualdade de resultado: por exemplo, insistindo que pessoas feias sejam empregadas como modelo de acordo com a proporção de seu predomínio na população. O novelista inglês L.P. Hartley, autor de The Go-Between, satirizou esta invejosa supressão da beleza (e, por consequência, todo e qualquer igualitarismo que não fosse restrito à igualdade perante a lei) em uma novela chamada Justiça Facial. Neste livro, Hartley contempla uma sociedade em que todos aspiram a uma face "mediana", gerada por cirurgias plásticas que são feitas tanto nos anormalmente feios quanto nos anormalmente belos.  Somente desta maneira pode a suposta injustiça da loteria genética ser corrigida.

Gracejos à parte, o mais curioso sobre essa questão da desigualdade de oportunidades é que os arranjos políticos necessários para reduzi-la ao máximo possível já existem na maioria dos países ocidentais. Há saúde gratuita, há educação gratuita, há creches gratuitas, há escolas técnicas gratuitas, e há programas gratuitos de curas de vícios. Ainda assim, todos continuam infelizes ou descontentes. Consequentemente, continuamos atribuindo nossa infelicidade à falta de igualdade de oportunidades simplesmente por medo de olharmos para outras direções à procura de explicações verdadeiras, inclusive para nós mesmos.

Políticos adoram idealizar a ideia de igualdade de oportunidade exatamente porque se trata de algo impossível de ser alcançado plenamente — exceto se forem implantados arranjos que fariam a Coréia do Norte parecer um paraíso libertário. E justamente por ser impossível, a igualdade de oportunidades se torna uma permanente garantia de emprego para esses políticos, à medida que eles seguem prometendo a quadratura do círculo ou a criação do moto-perpétuo. Tais promessas garantem a importância deles perante o eleitorado. E conseguir importância é provavelmente a mais poderosa motivação de todo político.

"Você é contra a igualdade de oportunidades?" Eu sou. Sou plenamente a favor da oportunidade, mas totalmente contra a igualdade. E não adianta tentar me oprimir com perguntas politicamente corretas e maliciosamente formuladas.

E você, já parou de bater na sua mulher? Responda apenas sim ou não.


Publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.




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*Theodore Dalrymple (Anthony Daniels) é médico psiquiatra e escritor. Aproveitando a experiência de anos de trabalho em países como o Zimbábue e a Tanzânia, bem como na cidade de Birmingham, na Inglaterra, onde trabalhou como médico em uma prisão, Dalrymple escreve sobre cultura, arte, política, educação e medicina. Além de seu trabalho em medicina nos países já citados, ele já viajou extensivamente pela África, Leste Europeu, América Latina e outras regiões.

Joaquim Barbosa: declarações de Lula merecem "o mais veemente repúdio".


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse por meio de nota divulgada na noite desta segunda-feira (28) que a "desqualificação" do tribunal é um "fato grave que merece o mais veemente repúdio".

Ele fez a afirmação em referência à entrevista concedida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma emissora de televisão portuguesa na qual afirmou que o julgamento do mensalão teve "80% de decisão política e 20% de decisão jurídica". Na entrevista, Lula disse que não houve mensalão e que a história desse caso ainda "vai ser recontada" para se saber "o que realmente aconteceu".

"Lamento profundamente que um ex-presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do país", afirmou na nota Joaquim Barbosa.

De acordo com o presidente do Supremo, a declaração de Lula "emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência". Para Barbosa, o julgamento foi conduzido de forma "absolutamente transparente" e justificou dizendo que "pela primeira vez na história do tribunal", todas as partes tiveram acesso simultâneo aos autos, todas as sessões do tribunal foram transmitidas ao vivo pela TV Justiça e os advogados dos réus puderam fazer todas as solicitações necessárias para assegurar o direito de defesa dos réus.

"O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome", declarou Joaquim Barbosa.

Outros ministros

Antes de Barbosa, outros ministros já tinham criticado a fala de Lula e defenderam o caráter "técnico" do julgamento do mensalão. O ministro aposentado Ayres Britto, que presidiu o Supremo na primeira etapa do julgamento do mensalão, afirmou ao G1 que não se pode contestar a “legitimidade” da decisão da Corte."Pode-se concordar ou não concordar com a justiça material do julgamento, não, porém, com a legitimidade dele", afirmou

O ministro Marco Aurélio Mello disse que é preciso “relevar” as declarações de Lula, apesar de elas em “nada contribuírem” para o país. “É uma declaração de um integrante do PT, uma declaração que parte de um político e não de um técnico em direito", declarou.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

Lamento profundamente que um ex-Presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do País. A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. Essa iniciativa emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência. Os cidadãos brasileiros clamam por justiça.

A Ação Penal 470 foi conduzida de forma abasolutamente transparente. Pela primeira vez na história do Tribunal, todas as partes de um processo criminal puderam ter acesso simultaneamente aos autos, a partir de qualquer ponto do território nacional uma vez que toda a documentação fora digitalizada e estava disponível em rede.

As cerca de 60 sessões do julgamento foram públicas, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, além de terem recebido cobertura jornalística de mais de uma centena de profissionais de veículos nacionais e estrangeiros. Os advogados dos réus acompanharam, desde o primeiro dia, todos os passos do andamento do processo e puderam requerer todas as diligências e provas indispensáveis ao exercício do direito de defesa.

Acolhida a denúncia em agosto de 2007, o Ministério Público e os réus tiveram oportunidade de indicar testemunhas. Foram indicadas, no total, cerca de 600. Acusação e defesa dispuseram de mais de quatro anos para trazer ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal as provas que eram do seu respectivo interesse.

Além da prova testemunhal, foram feitas inúmeras perícias, muitas delas realizadas por órgãos e entidades situadas na esfera de mando e influência do Presidente da República, tais como:

- Banco Central do Brasil;
- Banco do Brasil;
- Polícia Federal;
- COAF;

Também contribuíram para o resultado do julgamento provas resultantes de trabalhos técnicos elaborados por órgãos da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Cotnas da União e por Comissão Parlamentar de Inquérito Mista do Congresso Nacional.

Portanto, o juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome.

Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal

Lula somatiza com crise, mas sinaliza que brasileiros devem entrar fortes na privatização de Portugal

 
O Presidentro Lula começa a transferir para o seu corpo físico os problemas de ordem psicológica - gerados por alta pressão política. Lula somatiza os desdobramentos da Operação Lava Jato sobre seus aliados próximos, comprometendo a reeleição de Dilma Rousseff e com o alto risco de fracasso na aventura eleitoral do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao Palácio dos Bandeirantes. Tantos problemas justificam o quadro médico de labirintite – sensação geralmente causada por pressão alta, que forçou Lula a ficar internado de sábado até domingo de manhã no Hospital Sírio-Libanês (o SUS dos políticos mais ricos do Brasil).

Mas se Lula anda preocupado com a saúde política pessoal e de seu grupo próximo, parece esbanjar grande saúde financeira. Lula concedeu uma entrevista de quase 40 minutos à televisão portuguesa RTP, divulgada no domingo. A condução da belíssima jornalista Cristina Esteves fez com que Lula sinalizasse onde vão acontecer os futuros empreendimentos de seus companheiros de negócio. O alvo de Lula são as próximas privatizações de Portugal – faturada pelos chineses. Tanto que Lula defendeu que o Brasil abra créditos para empresários entrarem nessas lucrativas operações. Embora tenso com a conjuntura política, Lula ainda pensa no futuro econômico de seus parceiros: “Espero que o Brasil participe com mais disposição e vontade de ganhar”.

O Chefão Lula conseguiu o malabarismo de driblar a provocação da apresentadora portuguesa sobre o Mensalão e a grave crise (de gestão e corrupção) que atinge a Petrobras, envolvendo os petistas. Lula aproveitou para tirar o dele da reta, vendendo sua imagem como exemplo de honestidade a ser seguido: “Não adianta dizer que o Lula pratica qualquer ato ilícito porque o povo me conhece. Digo todo dia... Querida, eu sou filho de pai e mãe analfabetos e digo todo dia para não ter dúvidas. O único patrimônio que minha mãe me deixou foi a conquista de andar de cabeça erguida. E eu sei o valor de andar de cabeça erguida. Eu sei o quanto sofri para chegar lá. Não é um adversário que vai fazer o Lula tremer”.

Lula fez uma previsão profética, depois de lembrar que indicou seis dos 11 ministros que julgaram a famosa Ação Penal 470 e “que tem companheiro do PT preso”. O Presidentro advertiu que o mensalão será recontado para se saber o que aconteceu de verdade: “O que eu acho é que não houve mensalão. Agora, eu também não vou ficar discutindo as decisões da Suprema Corte. O que eu acho é que essa história vai ser recontada, é apenas uma questão de tempo. Tem uma coisa que as pessoas precisam compreender: o povo é mais esperto do que algumas pessoas imaginam. O mensalão, o tempo vai se encarregar de provar, que o mensalão, você teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”.

 

Lula usou a entrevista aos portugueses para ainda deixar dúvidas sobre sua improvável candidatura à Presidência da República: ‘Em política, a gente nunca pode dizer não, mas eu acho que eu já cumpri com a minha matéria no Brasil. Eu sonhava em ser presidente porque eu queria provar que eu tinha mais competência para governar do que a elite brasileira. E provei”. Mesmo sem entrar no tema de queda de popularidade da Presidenta Dilma Rousseff, Lula prometeu que será cabo eleitoral dela na eleição: “A Dilma é uma mulher de extrema competência... Ela vai ganhar as eleições”...

Lula também não tocou em uma tática candidatura ao Senado por São Paulo, para turbinar a candidatura do poste Alexandre Padilha e garantir, para ele mesmo, uma providencial “imunidade parlamentar e foro privilegiado para eventuais broncas judiciais”, em caso (quase certo) de perda de poder pelo PT. Lula claramente dissimulou: “Não quero cargo político. Eu era deputado em1990 quando meu partido queria que eu fosse candidato, eu tinha perdido em 1989, (e o PT) queria que eu fosse candidato para ter 1,5 milhão de votos (como deputado). Eu disse: não vou ser candidato porque quero provar para o PT que eu não preciso de cargo para ser importante. Eu quero ser importante pela minha capacidade de trabalho. Então, não preciso de cargo”.

Aos portugueses, Lula citou números para mostrar que não existe País, em termos macroeconômicos, melhor que o Brasil. Diante da provocação da jornalista da RTP, indagando porque o povo estava indo às ruas, Lula fez o malabarismo de sempre: “O povo quer mais. Você não tenha dúvida de que assim é a humanidade. Se você consegue comer hoje um contrafilé, depois de uma semana, você quer filé. Se você começar comer filé, vai querer comer uma coisa melhor. Eu acho extraordinário que povo queira mais. A Fifa foi fazer a Copa e a Fifa exige estádios mais qualificados do que os que a gente tinha. Então, se instituiu no Brasil o padrão Fifa para a Copa. Achei extraordinário que o povo começasse a reivindicar escola padrão Fifa, saúde padrão Fifa, transporte padrão Fifa”.

A apresentadora tentou interromper, alegando que há subsídios estatais para a copa privada da Fifa, no que Lula rebateu: “Nos estudos da OCDE, fomos o país que mais investiu em Educação. Não vamos conseguir resolver os problemas de cinco séculos. Embora não tendo diploma universitário, fui o governante que mais fez universidade no País: 14 universidades. Acho ideal que o povo queira mais. Acho ótimo. Quanto mais o povo reivindica, mais temos de fazer”.

Lula aproveitou para contar sua versão sobre o financiamento para a Copa do Mundo: “Não tem dinheiro público do orçamento em estádio de futebol. O que o governo brasileiro tomou como decisão, e foi no meu tempo ainda, é que o governo não financiaria clubes. O Brasil emprestaria até R$ 400 milhões de reais de para os governos estaduais e financiaria até R$ 400 milhões de reais a empresas que quiserem fazer estádios. O dinheiro gasto com a Copa é com mobilização urbana. Tudo isso vai ficar para o País, a Fifa não vai levar embora”. Depois de citar vantagens para a autoestima dos brasileiros, Lula fez demagogia: “Deixa o povo ir para rua. Um vai para a rua protestando e o outro vai para o jogo”.

Lula não perdeu a oportunidade para a propaganda ufanista: “A gente não faz uma copa do mundo pensando em dinheiro. É um encontro de civilizações, feita através do esporte. A Copa do Mundo é a oportunidade que o Brasil tem demonstrar sua cara, o jeito que o Brasil é, com tudo que ele tem, mas com sua pobreza e também com sua beleza. È hora de colocar os pés no chão. E a gente ainda pode ganhar a copa... Se a oposição pensa que vai ganhar votos se o Brasil perder, e o governo pensa que vai ganhar votos se o brasil ganhar, não existe essa hipótese. Todos estão enganados. O povo sabe separar”.

O símbolo máximo do Instituto Lula avisou que continuará fazendo política. Promete levar aos países africanos e para América Latina sua experiência. Eu depois do câncer eu melhorei como ser humano. Acho temos de ser mais solidários, que precisamos olhar melhor as oportunidades. Se eu nasci aonde eu nasci, passar a vida que passei, muitas vezes sem ter o que colocar na mesa para comer, se sem ter um diploma universitário e cheguei aonde cheguei, eu digo pra todo mundo. Ninguém pode desanimar. O ser humano não tem o direito de desanimar. A Europa não tem direito de andar de cabeça baixa por causa dessa crise... Todo mundo tem que levantar a cabeça e começar a construir o mundo que deseja”.

Foi aí que acabou o tempo a bela Cristina Esteves encerrou a entrevista - difícil de engolir por quem conhece a lamentável realidade brasileira de hoje, com um País desgovernado pelo crime organizado...

Tem cura?

 

Os portugueses que se cuidem... Breve, Lula será o rei da economia da Portugal...

Veja a entrevista de Lula ao programa “ no site da RTP:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=733450&tm=7&layout=122&visual=61

A República de Londrina

 

Na listinha da República de Londrina, que o Alerta Total publicou ontem, ficou faltando o nome de Márcia Helena Carvalho Lopes – ex-Secretária Nacional de Desenvolvimento Social no Governo Lula e que teve apenas 14% dos votos (38.484) na última eleição para a Prefeitura de Londrina.

Atualmente, a assistente social Márcia faz articulação de movimentos sociais do PT com ONGs internacionais ligadas ao combate à fome.

Márcia é irmã do Secretário-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho – ao contrário de Miriam Belchior, ministra do Planejamento, que muitos pensam ser irmã do Gilberto, mas não tem qualquer parentesco com ele, apenas uma fortíssima amizade.

Irmandade...

Embora não tenha nascido em Londrina, mas em Santo André, Miriam é ligadíssima à República de Londrina.

Tanto que foi indicada para o ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão por três padrinhos: Gilberto Carvalho, Gleise Hoffman e o maridão hoje senadora e ex-ministra da Casa Civil, Paulo Bernardo, que foi titular do Planejamento, antes de migrar para o Ministério das Comunicações.

Também membro do Conselho de Administração da Eletrobras, Miriam Belchior foi a famosa ex-namorada ou ex-companheira (redundância no petismo) do falecido Celso Daniel – prefeito de Santo André sequestrado, torturado e assassinado em 2002.

O Time

Têm origem política em Londrina: Gilberto Carvalho, Paulo Bernardo, Gleise Hoffman, André Vargas (agora em desgraça) e o falecido deputado federal, salvo pela morte da condenação no Mensalão, José Janene.

A República de Londrina anda estremecida com a Operação Lava Jato, já que o deputado federal André Vargas tem relações com o doleiro Alberto Youssef – réu em processo por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em um rolo que também envolve Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras.


Estreia dos Quadrinhos

 

Amor é lindo...

 

Conjugação Verbal