sexta-feira, 4 de abril de 2014

POR QUE O PMDB TENDE A DEFINHAR?

O PMDB voltou ao seu estado natural e passa novamente ser o fiador do governo corrupto do PT. E aí, cabe a pergunta; cadê os vestais da moral e da boa ética que dizem sobreviver ainda no âmbito peedebista? Refiro-me a políticos como Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon, Luiz Henrique da Silveira e mais alguns gatos pingados, que uma vez ou outra, principalmente em véspera de eleição, ocupam a tribuna para fazer discursos de oposição.

O tal blocão liderado pelo deputado Eduardo Cunha, esmaceu tão logo Lula mandou a Dilma liberar alguns caraminguás para saciar o apetite da base alugada. Tanto é que neste momento já ajuda o Lula e seus sequazes a enterrar a CPI da Petrobras.

É de admirar que o PMDB com sua força e capilaridade nacional se deixe manobrar pelo PT. Numa coisa, Eduardo Cunha tem razão. O PMDB corre sério risco de sumir do mapa engolido pelo PT.

Está certo que os brasileiros são em sua maioria uma sub-raça, uma excrescência da natureza, oportunistas de primeira hora e muito sensíveis aos apelos do estatismo comunista que acena sempre com a possibilidade do paraíso terreno irrigado com dinheiro público. Vadios e preguiçosos permanecem de olho nas bolsas família e cotas variadas. Trabalhar e estudar que é bom, nada.

Entretanto, o Brasil caminha e até em alguns momentos é capaz de surpreender e avançar. E isso só acontece porque algo em torno de 50% da população trabalha, estuda e tem projeto de vida e cultiva valores conservadores. E é esta parcela que poderá virar o jogo na eleição presidencial deste ano.

Dentro desse grupo muitos que votavam no PMDB estão vendo quietos tudo o que está acontecendo e vão dar o troco nas urnas, pois ficou muito claro e evidente que quando o blocão de Eduardo Cunha mostrou sua força, ao mesmo tempo deixou muito claro que sozinho, isto é, sem o aporte político do PMDB, o PT jamais alçaria voo com os cerca de 30% dos eleitores que ostentam no peito a estrela vermelha.

De fato, o PMDB é, por tudo isso, um partido fadado a minguar até tornar-se uma agremiação nanica. Desde os tempos do falecido Ulisses Guimarães o partido vem sendo esfacelado do ponto de vista moral e ético. Nunca mais teve quadros que pudesse oferecer como candidatos presidenciais. Reduziu-se a um conglomerado de políticos oportunistas, ladrões do erário, corruptos e corruptores. Este é o aspecto moral decadente do partido.

Os prejuízos econômicos que infligiu à Nação podem ser revertidos, embora não recuperados. O problema mais grave está no plano político e ideológico. O PMDB é o partido que ajuda o projeto do PT e o projeto petista é o plano continental do Foro de São Paulo, a organização comunista transnacional fundada por Lula e Fidel Castro que tem em mira transformar todo o continente latino-americano num território comunista emulando a ex-URSS.

Esse prejuízo é maior que qualquer roubalheira dos cofres públicos porque representa o assassinato da democracia e da liberdade. Depois que os comunistas fincam suas garras sobre um território não largam mais, a não ser por meio de uma revolta armada cruenta. Que o digam os cubanos há mais de meio século sob o tacão da ditadura comunista de Fidel e Raúl Castro ou os cidadãos habitantes dos países do bloco soviético. Aliás, agora mesmo se viu que o sistema de poder comunista continua intacto nas mãos de Putin, ex-KGB, que não hesitou em anexar a Criméia.

Concluindo, fica uma indagação: quem é o verdadeiro culpado pelo fato de o Brasil estar sendo submetido aos caprichos da vagabundagem comunista corrupta, vulgar e mentirosa?


Educação ou Ideologias

Dom Augusto Dias Duarte*

Quem são vocês? Vocês morrerão logo. Seus descendentes, no entanto, já estão do nosso lado. Em pouco tempo eles não conhecerão nada mais do que esta nova comunidade. Enquanto a velha geração ainda hesita, as gerações mais jovens estão definitivamente comprometidas conosco e nos pertencem de corpo e alma. O conhecimento corromperia meus jovens. Prefiro que eles aprendam somente o que brote de seus instintos. – ADOLF HITLER

A transmissão de conhecimentos, que realmente conduzem, para dentro e para fora das crianças, dos jovens e dos cidadãos, todas suas potencialidades e talentos, é uma educação válida. Pretende-se mesmo nos planos educacionais do Brasil educar o povo para construir uma nação? Há dúvidas a esse respeito em muitas cabeças lúcidas do país. A transmissão de idéias, de opiniões, de linhas de pensamento, que condicionam e manipulam a razão e os sentimentos humanos é, com certeza, uma ideologização. O país precisa de ideologias manipuladoras e impostas para ser um Brasil destacável no cenário internacional? Com certeza, não!!

Sabe-se que toda ideologia introduzida nos planos de educação para a infância e a juventude tem, sem sombra de dúvida, a pretensão de “conquistar inteligências”, a fim de utilizar as crianças e os jovens para objetivos de determinados grupos, com instruções duvidosas ou, inclusive, com objetivos bem declarados no nosso meio político cultural.

A ideologia do gênero é uma dessas pretensiosas tentativas de “arrebanhar” pessoas no período de formação intelectual e ética, onde são colocados os principais alicerces das verdades e dos valores fundamentais, para que sobre eles se edifiquem as restantes etapas de desenvolvimento humano e social.

A ideologia do gênero possui várias ferramentas para manipular a linguagem e para desinformar as pessoas, tanto as pessoas do corpo docente – professores – como as do corpo discente – alunos – umas dessas ferramentas, e muito utilizada na cultura atual, é a palavra discriminação.

Basta colocar esse termo num cabeçalho de artigo ou no seu conteúdo, para que cabeças se inclinem e joelhos de dobrem “adorando” os argumentos apresentados em seguida a ele.

A discriminação de pessoas homoafetivas tem seu “altar de adoração”, que é a homofobia a discriminação de pessoas de etnia afro tem o seu “altar”, que é o racismo a discriminação da mulher, possui um altar rosado, que é feminismo de terceira geração. Quem não inclinar, reverentemente, a cabeça, e quem não fizer uma genuflexão solene, com os dois joelhos, diante desses altares, é porque não foram “devidamente educados” na vida. Só a “educação ideologizada” permitirá esses gestos de idolatria ao gênero.

No Brasil está sendo votado, numa comissão especial da Câmara dos Deputados em Brasília, o Plano Nacional de Educação (PL 8035/2010), cujo relator, deputado federal do PT do Paraná, repeliu, sem justificativa nenhuma, o texto enviado pelo Senado, em cujas páginas não aparecia a ideologia de gênero.

Esse deputado, certamente laico, mas em exercício do “seu sacerdócio sagrado” e rendendo tributo à “religião” ensinada pelos ideólogos da cultura do gênero, quer impor, na educação da infância e da juventude brasileira, o culto aos deus da “construção culturalmente livre” do sexo das crianças e dos jovens do nosso país.

Essa ideologização da educação acaba oferecendo aos futuros construtores da civilização brasileira e da cultura do povo mais acolhedor do mundo, a oportunidade de “monopolizarem” os três alicerces fundamentais da sociedade: a sexualidade humana, a família e os valores éticos.

Quem pretende monopolizar e manipular esses três fundamentos da nossa Nação? São os controladores da população, são os ativistas dos direitos arbitrários, são os que só falam a língua do “politicamente correto”, são os desconstrutores da linguagem, enfim, são os “novos sacerdotes” do Estado laicista.

A ideologia do gênero é tão perniciosa, que não atrai nem convence as pessoas bem educadas, e por isso mesmo, só pode ser implantada de forma totalitária.

Trata-se, em definitiva, da ditadura do relativismo, tão de moda numa sociedade e numa cultura, que se auto-intitulam democráticas.

Querem impor no Brasil um novo modelo antropológico (?), que seria a origem de uma nova cosmologia e que transformaria totalmente as pautas éticas da sociedade.

Como acontece com todas as ideologias enganosas, a ideologia do gênero não surgiu no horizonte cultural por geração espontânea. Várias correntes de pensamento contribuíram com diversos elementos e entre eles destacam-se a revolução sexual, a filosofia da desconstrução da cultura judaica-cristã, os existencialistas ateus, o feminismo radicalizado e depreciativo e as políticas anti-vida. Por isso mesmo essa ideologia não deveria ter um espaço tão amplo num plano nacional de educação.

A educação não deve – não pode – ser entregue nas mãos desses “pseudo- mestres” de “verdade geradas” na penumbra das idéias e das opiniões tão alheias à dignidade da inteligência e da liberdade humana.

O Papa Francisco tem, exercido com suas atitudes e ensinamentos, no cenário mundial uma missão pedagógica inquestionável e seu estilo otimista, positivo e aberto, tem sido uma exortação para todas as Nações no sentido de que cada povo seja o criador da sua própria cultura e protagonista da sua história única.

Daí que a educação autêntica de um povo reclama uma imparcialidade ideológica. Educação, sim! Ideologias, não! É um sonho, mas um sonho também realizável no nosso país, se as famílias e as religiões presentes no Brasil defenderem seus filhos e crentes.


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* Dom Antonio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

“NÓS QUE NOS AMÁVAMOS TANTO”... ou
QUANDO OS FINS JUSTIFICAM A NOSSA VÃ ... “FILOSOFIA”


É muito triste, mas é interessante observar a compulsão generalizada, que ataca, tal como uma virulenta epidemia, todos os que nasceram antes, durante ou logo depois de 1964, levando a cada um a “necessidade” febril de contar a todos, em frenesi maníaco-depressivo, a “sua história” vivida ou imaginada durante o período do regime dito “militar”. Deveria também eu querer contar a minha? Não é das mais alegres...

Interessante também é que, com isso, substitui-se a pesquisa dos fatos por uma pesquisa de depoentes aflitos por divulgar a sua versão dos fatos. O que lhes dará importância histórica - e talvez até lhes traga um reconhecimento internacional. E, com isso, obtém-se não apenas um disse-que-disse festivo como o que se faz em uma feijoada de bairro, mas também uma pseudo-história do País, uma colcha colorida que nos deverá cobrir por completo, montada por justaposição, com o acréscimo lateral de retalhos desalinhavados e desarticulados, de cores destoantes, bordados com traições, ódios, ressentimentos, desconfianças, arrependimentos, emoções estritamente individuais, particulares. Opiniões. Os fatos reais simplesmente desaparecem. Desaparecem, portanto, as razões de fato. Portanto desaparece também a necessidade de discernimento e desaparecem as relações entre causas e conseqüências. Desaparece o que poderia costurar esses retalhos todos e, assim, se essa colcha que nos cobre for puxada por qualquer de suas pontas, ela se desmontará. Por isso, ninguém se atreve a tocar nela.

Foi interessante ler, há uns dois dias, no “depoimento” de um ex-Embaixador e ex-Ministro da Fazenda que nos conta a “sua” particular “história de 1964”, que “os americanos de então não se pareciam aos trogloditas da era Reagan ou de Bush filho. Remanescentes da Presidência Kennedy, crentes na Aliança para o Progresso, partilhavam com Johnson a fé no ativismo social das leis contra a segregação, dos programas de saúde e assistência aos pobres da ‘Great Society’. Mas [e o grifo aqui é meu] eram soldados da Guerra Fria, dispostos a pagar, nas fatídicas palavras de Kennedy, qualquer preço e confrontar qualquer adversário para assegurar a liberdade.” [1]

Esse “mas” será a chave da compreensão do discurso. De que nos fala o sr. Rubens Ricúpero? Estará ele nos informando a respeito da psicanálise íntima do estranho ser norte-americano ou nos estará falando de razões de Estado - as mesmas razões que justificariam o ofício do Diplomata e a função do Ministro? Em que pensava ou em que achava e ainda acha que deveria pensar o sr. Rubens Ricúpero, para quem a coincidência entre a Guerra Fria e os acontecimentos em 1964 no Brasil teria sido apenas “fatalidade”, quando, por exemplo, “era conselheiro da embaixada do Brasil em Washington (EUA)”?  

Se essa coincidência foi uma “fatalidade” é que não se deveu a causas políticas. Foi uma... “fatalidade”... Deveu-se, então, a alguns desarranjos no humor da Natureza, por certo... E não terão, tampouco, existido causas políticas, em que o poder e as liberdades estivessem em jogo em nosso País, para que se desse “a polarização e a radicalização da sociedade brasileira” – que não terão sido provocadas, segundo suas próprias palavras, pelos “americanos” (e “americanos” são “eles”, nós não somos americanos... Que seríamos, então?).

E o discurso prossegue: em 1964, “com o acirramento do conflito ideológico mundial [,] um fenômeno nacional” nos fez “perder 20 anos de democracia”.

Pensemos um pouco: se não houvesse a Guerra Fria e se nada a ela se vinculasse, que extraordinário fenômeno nacional teria ocorrido em 1964? Por que ocorreria? E, tendo ocorrido, por que a sociedade brasileira se dividiu? Pelas boas? Com o resultado dessa divisão que degenerou em um enfrentamento – ou seja, em um conflito armado entre inimigos, raios!, mesmo que ele não se tenha alastrado por toda a sociedade – com a vitória de quem aparentemente o venceu teríamos perdido, de fato, 20 anos de democracia? Apenas 20? Aqueles tais 20 que não foram bem 20, em que as eleições para Presidente da República eram indiretas e as demais instituições todas seguiam funcionando? Perdemos porque a esquerda que foi contida não era esquerda, era o Bem, que combatia o Mal que os “americanos” representavam? Ou o que já perdemos são 30 anos – exatamente aqueles 30 que vieram após 1985, quando a dinastia da então oposição voltou ao trono? Se tanto nos amávamos, por que a divina esquerda, que se abancou, “soberana”, no poder há 30 longuíssimos anos, ainda nenhum – e eu disse nenhum! – de nossos problemas estruturais resolveu, dedicando-se apenas a destruir o que foi feito, a impedir soluções eventualmente aventadas durante o regime dito “militar”, a manter e cultivar problemas que apenas se agravam sobre os quais outros mais se acumulam? Nossas instituições hoje funcionam? Às mil maravilhas? Francamente, mesmo que não tenhamos quaisquer escrúpulos, mesmo que o que seja bom tentemos faturar e o que seja ruim tentemos esconder, se todas as parabólicas do universo podem, por acaso, transmitir o nosso discurso, será interessante demonstrar um mínimo de inteligência. Ou de coerência.

Outro que nos quis “esclarecer” com sua opinião particular, e sempre nos espanta com o que poderia ser sua “ingenuidade filosófica”, esse, ontem, foi o sr. Jânio de Freitas. Diz ele que, para que o “brado uníssono de ‘ditadura nunca mais’” se transforme em realidade, “o ensino das escolas militares precisaria passar por reformulação total. A do Exército, mais que todas. Nas escolas militares brasileiras não se ensinam apenas as matérias técnicas e acadêmicas apropriadas para os diferentes ramos da carreira militar. Muito acima desse ensino, as escolas militares ocupam-se de forjar mentalidades. ... As escolas militares não preparam militares para a democracia.” [2]

Bem, se fosse uníssono esse brado, Nelson Rodrigues, gato escaldado e ressabiado, haveria de nos dizer o puséssemos de molho. Não é uníssono porque há muitos que desejam exatamente uma ditadura, apesar de que “não aquela”. Quais seriam, porém, na imaginação e nos versos do sr. Jânio de Freitas, as finalidades do ensino de matérias apropriadas aos diferentes ramos da carreira militar? As Escolas militares deveriam preparar seus alunos para quê? Para que serviria a carreira militar e por que teria essa carreira tantos ramos? Se as Escolas militares, que militares são, ensinam matérias técnicas e acadêmicas apropriadas para os diferentes ramos da carreira militar, elas não mais as deveriam ensinar? Deveriam concorrer com as Faculdades de Serviço Social? Que mentalidades deveriam se preocupar com forjar? Mentalidades assistencialistas? Devemos manter Escolas militares por quê? Para que devemos tolerar – querer nunca! - que haja Oficiais militares entre nós? Até quando?

E nosso jornalista acrescentará mais uma condição para o sucesso do processo “democrático” que deve se antecipar em “uníssono”: a de “que se propague a noção de soberania, tão escassa nos níveis socioeconômicos que influenciam a condução do país.” Isso porque, diz ele, citando o artigo de Ricúpero, “no governo Castello Branco, os ‘reformistas’ conduzidos por Roberto Campos sujeitavam aos americanos [sic] até a revisão do currículo escolar. Se a imaginação conseguir projetar a mesma conduta para o sistema financeiro privado, por exemplo, pode-se ter uma ideia dos obstáculos que a construção do desenvolvimento brasileiro enfrenta.”

Se, para resolver nossos assuntos internos (e externos), buscamos, até hoje, exemplos no exterior e os conselhos dos considerados muito sábios técnicos estrangeiros, sejam eles do Leste, do Oeste, do Norte ou do Sul, é porque nos julgamos e nos mostramos, aos demais e a nós mesmos, absolutamente incompetentes e incapazes de equacioná-los e resolvê-los por nossa própria conta, nosso próprio risco, nossas próprias iniciativa e inteligência. Nenhuma outra razão o justificaria. Não haverá qualquer receita pronta estrangeira que seja menos danosa ou seja mais adequada a ser adotada em nosso País para educar a nossa gente. Todas elas carregarão “soluções” de acordo com a visão e o interesse, com as “verdades” do estrangeiro, e impedirão que se forme qualquer boa visão nossa a respeito de nós mesmos. Conclusão elementar, esta, que decorre de elementares noções de divisão de poderes no mundo e de geopolítica. Mas não será necessário que sejamos muito estudiosos e nos debrucemos noite adentro sobre documentos abertos ou sigilosos - sejamos apenas um pouco curiosos e um pouco conseqüentes, pelo menos: nossas Escolas, hoje, depois de tantas reformas, são “nossas”? Apresentando o resultado que nos apresentam, elas estão de acordo com nossas necessidades? Ou são fruto da inspiração de organizações internacionais e de acordos interestatais, tais como os celebrados no âmbito do Mercosul, que interferem em nossa legislação, em nossos objetivos e em nossa mentalidade?

Mas fé é fé. Sabemos disso. E o sr. Jânio de Freitas, ao que tudo indica, quer que creiamos nele e que creiamos em que ele crê firmemente em que o capitalismo é coisa de gringo, assim como os filmes de faroeste, apesar de que a conduta do “sistema financeiro privado” possa ser espontaneamente nacional. Complicado, isso. E quer que creiamos em que ele crê em que soberania é assunto que se resolve com aguda esgrima verbal entre canapés de caviar e uma taça de poire ou de champanhe e/ou alguns palavrões e algumas anedotas entre pastéis de queijo e caldo de cana.

Conforme ele mesmo proverbia, “o certo é que a história não faz gentilezas”. Sabemos disso, também. Aprendemos não nos livros, mas na própria carne, dia após dia. Mas, também ao que tudo indica, tanto os militares quanto os diplomatas brasileiros, que há alguns anos já gozam em sala de aula de um excesso de “filosofia” de quintal e mais ainda lhes querem fornecer, muito logo não mais atentarão a esse provérbio ou o porão seriamente em dúvida. E não será deles a culpa...

Não. E nem o sr. Jânio de Freitas nem o sr. Rubens Ricúpero é um ignorante. Nem um nem outro é burro. Muito menos algum deles é ingênuo. Eles, como muitos outros, do alto de suas torres de marfim, citando-se uns aos outros, apenas se consideram merecedores do exclusivo direito de manter convicções “uniformes, planas, infensas à reflexão, e, por aí já está claro, ideológica e politicamente direcionadas”. E de tentar nos convencer com os argumentos de seus “depoimentos”. Ou tentar nos obrigar a aceitá-los como sacrossantos, calando a “heresia” de seus adversários.

Ou seja, eles apenas nos consideram todos burros. Estupidamente burros. E talvez o sejamos, de fato. Porque só uma burrice que chegue às raias da insanidade mental explicará por que nos mantemos impávidos, desfrutando de, “há tantos anos, tão igual solidariedade e defesa dos atos” dessa esquerda chinfrim, sub-literária, mal intencionada, que se impôs nas Escolas e no governo de nosso País em nome das “liberdades”, em atos que “para a lei e para a democracia, são criminosos, muitos de crimes hediondos e de crimes contra a humanidade.” Tal como, condenando e destruindo obras concluídas ou fazendo empacar os projetos iniciados durante o governo dito “militar”, valer-se da fome, da sede, do isolamento em locais insalubres, da miséria, da ignorância e das eternas expectativas da população, distribuindo esmolas, promessas e pacotes de expediente como medidas de segurança, para inchar as urnas eleitorais de votos em seu próprio benefício, por exemplo.

Talvez, em 1964, os norte-americanos tivessem aqui tentado, sim, como afirma o sr. Rubens Ricúpero, “reconstruir um país desde o zero”. Se tentaram, não deu certo. Mesmo porque seria muito difícil ter dado certo, estando o nosso País, como dizem que estava, “nas mãos dos militares” brasileiros, que conheciam e respeitavam a nossa História. A intenção hoje, no entanto, seja lá de quem for, talvez seja destruí-lo até o nada. Pelo menos é o que tudo nos indica. Quem se dispõe a defendê-lo? Quem se dispõe a nos defender?



quinta-feira, 3 de abril de 2014

DEM anuncia obstrução na Câmara e articula mandado de segurança para garantir CPI


petrobras_12Paralisação programada – Líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE) anunciou na manhã desta quinta-feira (3) que o partido articula com outras legendas da oposição a elaboração de um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar a criação da CPI da Petrobras. A medida é uma resposta à decisão do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), que submeteu a instalação a uma análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa legislativa. Mendonça também anunciou que o partido entrará em obstrução no plenário até que a CPI seja instalada.

“A gente chegou à constatação de que há uma manobra protelatória da bancada do governo com o apoio do presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros. Iremos impetrar o mandado e não iremos sequer esperar a decisão com relação à CCJ. A ação do presidente em enviar à comissão já é, por si só, uma manobra protelatória e caracterizada como uma chicana legislativa”, acusou o deputado.

O mandado é referente à CPI do Senado, lida no plenário da Casa, mas ofereceria garantias jurídicas para os trâmites da CPI mista, já protocolada no Congresso Nacional. O líder democrata chamou a atenção para a importância em derrubar a manobra do governo, que, caso validada, poderia servir de exemplo para impedir a criação de qualquer comissão de inquérito no parlamento.

Já no âmbito legislativo, Mendonça Filho também anunciou que o Democratas entrará em obstrução na Câmara dos Deputados e dificultará a vida do governo para a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto, como as Medidas Provisórias 628 e 630.


“Já conversei com outros líder e nós, do Democratas, vamos criar um regime de obstrução para a tramitação e votação de qualquer matéria na Câmara Federal até que se instale a CPI mista para a apuração das irregularidades envolvendo a Petrobras”, anunciou.

"PRESIDENTA" MANDA NO SENADO
Oposição protesta contra manobra do PT para enterrar CPI da Petrobras



Em vez de proporem uma CPI própria para investigar denúncias contra tucanos - o que seria mais fácil por ter ampla maioria no Congresso -, petistas decidem manobrar para não apenas enterrar a CPI da Petrobras, mas acabar com a minoria no Senado. Tucano Mário Couto esteve entre os que protestaram contra decisão do presidente da Casa, Renan Calheiros, e reiterou que Brasil vive ditadura branca.

Caixa preta da Petrobras: escândalo de San Lorenzo pode ser muito maior do que o de Pasadena.


Nada é claro e transparente na Petrobras. Agora explode mais um escândalo: a venda de uma refinaria em San Lorenzo, na Argentina, por uma pechincha, se comparado com a compra da Refinaria Pasadena, nos Estados Unidos.  Os número comprovam de forma cabal que a Petrobras compra por preços superfaturados e vende por preços subfaturados. Quem está ganhando com isso? Quem está lucrando com isso? Para onde está indo o dinheiro?

Podem ficar revoltados. A Petrobras pagou U$ 412 milhões por 50% da refinaria Pasadena, que possuía capacidade para processar 100.000 barris de petróleo por dia. A Petrobras vendeu 100% da refinaria de San Lorenzo, com capacidade para processar 50.000 barris de petróleo por dia, por apenas U$ 36 milhões. Leiam, abaixo, o que a Petrobras informou ao mercado, em 6 de maio de 2010:

"A oferta pelos ativos mencionados foi de aproximadamente US$ 36 milhões. Além disso, na data de fechamento serão vendidos à Oil Combustibles os estoques de petróleo e os diferentes produtos por aproximadamente US$ 74 milhões".

Leiam, abaixo, o que informa o Relatório Contábil da estatal, do ano de 2010.


A conta é simples: a Petrobras já estimava uma perda da ordem de U$ 70 milhões na futura venda. Posteriormente, a venda foi confirmada por U$ 102 milhões no Relatório de 2011. Ver abaixo:


Aí você pergunta: mas não eram U$ 110 milhões? Por que depois de um ano só apareceu U$ 102 milhões na contabilidade? Onde foram parar os outros U$ 8 milhões? Sim, a Petrobras informou em Comunicado ao Mercado que o negócio era "da ordem" de U$ 110 milhões. Mas não indicou o valor final da operação. Fica a pergunta: por que a Petrobras não comunicou o valor correto? É óbvio que ao fazer o Comunicado ela já sabia efetivamente o que receberia pela venda.

E a capacidade de produção, como comprovar que era de 50.000 barris de petróleo por dia, a metade da capacidade de Pasadena? Simples. Esta foi a informação oficial da Petrobras, dada aos acionistas nos Relatório de Atividades de 2010 e 2011, conforme abaixo:



Se foram U$ 102 milhões e não U$ 110 milhões, como afirmar que a refinaria foi vendida por apenas e tão somente U$ 36 milhões? Simples! Esta foi a informação dada ao mercado pela Petrobras, na Argentina. E mais! U$ 36 milhões envolveu mais 365 postos de gasolina e uma planta fluvial! Os estoques ou existencias em espanhol saíram por outros U$ 74 milhões, totalizando U$ 110 milhões. Vejam o que informou o jornal El Clarin:


Novamente, o preço dado ao público é U$ 110 milhões e não U$ 102 milhões como informou a Petrobras aos seus acionistas, nos seus relatórios. Onde foram parar os U$ 8 milhões? Terá sido uma propina ou um suborno pago pelo comprador e abatido do valor pago à Petrobras? É isso que deve ser investigado.

Agora, senhores e senhoras, atentai para o valor do negócio! Quanto vale uma rede de 365 postos de gasolina? Aqui no Brasil, a montagem de uma franquia de abastecimento de combustível consome, no mínimo, R$ 800 mil. Vamos passar a dólar? Isto daria um valor de U$ 350 mil. Multipliquemos U$ 350 mil por 365 unidades e teremos U$ 127 milhões de dólares!  Ou seja: a refinaria de San Lorenzo saiu de graça para o comprador argentino, casualmente um dono de cassino, amigo e protegido do casal Kirchner.

Em 2013, José Sérgio Gabrielli, quando surgiu a primeira investigação abafada sobre Pasadena, declarou o seguinte ao blogueiro patrocinado pela Petrobras, Paulo Henrique Amorim. Atenção! Vejam abaixo!



Gabrielli está dizendo que é um excelente negócio ter pago o equivalente a U$ 3.800 por barril/dia. Como o ex-presidente da Petrobras vai explicar, então, que vendeu uma refinaria cobrando apenas U$ 640 por barril/dia? Como justificar um preço aviltado, cinco vezes menor? Vamos à prova: U$ 640 x 50.000 barris/dia = U$ 32 milhões!  Se ele vendesse San Lorenzo pelo mesmo preço que comprou Pasadena, o valor deveria ser de U$ 190 milhões, não é mesmo?

A Petrobras está quebrando porque comprou por preços superfaturados e está vendendo os seus ativos, em negócios suspeitíssimos, por preços subfaturados. Tem gente ganhando muito dinheiro com isso. E todos nós, brasileiros, estamos perdendo, a cada dia, um pedaço deste grande patrimônio brasileiro que é a Petrobras.

Censura escancarada


"Chegará o momento em que um novo 31 de março não será suficiente para impedir o Brasil de ser lançado nos braços do comunismo."
Que pavor um só homem causa à esquerda brasileira a ponto de lhe cassar a palavra da tribuna da Câmara dos Deputados, a não ser o temor à verdade?

O discurso que me acabou sendo proibido na terça-feira abordaria fatos como o ocorrido em março de 1963, na sede do Sindicato dos Operários Navais, em Niterói (RJ), por ocasião do Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, patrocinado pelo Partido Comunista Brasileiro, onde Luís Carlos Prestes proferiu: "Gostaria que o Brasil fosse a primeira nação sul-americana a seguir o exemplo da pátria de Fidel Castro".

Com as mulheres nas ruas, a imprensa, a Igreja Católica, os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro clamando pelo fim da corrupção generalizada, da desordem social e da radicalização ideológica e pela preservação das instituições democráticas, o Congresso, por aclamação, declarou vago o cargo de presidente da República, ou seja, cassou João Goulart.

Em 9 de abril de 1964, este mesmo Congresso, com votos de Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Juscelino Kubitschek, Afonso Arinos, num total de 361 deputados e senadores, elegeu Castello Branco presidente da República.

A alegação de quase 400 mortos e desaparecidos --em sua maioria, sequestradores, terroristas, assaltantes de banco, ladrões de armas-- seria um preço muito pequeno para que, hoje, nosso povo não vivesse nas condições dos cubanos. Não tivesse Fidel Castro treinado e financiado a luta armada no Brasil, certamente, no início dos anos 70, o poder teria sido passado aos civis.

O comandante do Exército cubano ofereceu ao anistiado Carlos Eugênio Paz cem homens armados até os dentes para a guerrilha do Araguaia. Confesso que, como militar, preferia enfrentá-los na selva a conviver nas cidades com a sombra de 10 mil agentes cubanos, "desarmados" e travestidos de médicos.

Que moral tem um governo para falar em tortura quando esconde qualquer investigação sobre o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, justiçado pelos próprios companheiros; quando cria uma Comissão da Verdade cujos integrantes são indicados por alguém como a presidente, que, à frente de grupos terroristas como VPR, Colina e VAR-Palmares, sujou suas mãos de sangue de inocentes como o tenente Alberto Mendes Júnior, executado a pauladas nas matas do vale do Ribeira, e o recruta do Exército Mário Kozel Filho, morto por carro bomba no QG do então Segundo Exército? A esquerda continua posando de vítima na busca de compaixão, votos e poder.

Hoje, currículos escolares doutrinam 30 milhões de alunos do ensino fundamental com ideologias de países que nunca admitiram liberdade em seu solo. Com textos e gravuras, livros condenam o capitalismo, o livre mercado e a propriedade privada, exaltando o socialismo como remédio para todos os males.

Por Projeto de Lei, querem punir pais com pena de afastamento do lar por uma simples palmada no filho malcriado. A PEC (proposta de emenda constitucional) 57A/1999 aplica um duro golpe no direito à propriedade privada ao punir com expropriação de imóvel rural ou urbano aquele considerado autor de prática de trabalho escravo, aí incluído o análogo à escravidão.

Como Lênin disse que "compraria da burguesia a corda para enforcá-la", afirmo que o PT vem comprando no Congresso os votos para fechá-lo e em grande parte da mídia matérias para silenciá-la.

Chegará o momento em que um novo 31 de março ou uma nova Operação Condor não serão suficientes para impedir o Brasil e a América Latina de serem lançados nos braços do comunismo. Que o diga o Foro de São Paulo congregado pelo PT, pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e pelo que há de pior na América Latina.

Dilma e 12 minutos de mentiras.

Estima-se que Dilma terá em torno de 12 minutos para fazer a propaganda eleitoral em busca da reeleição. Mais do dobro do tempo destinado aos candidatos de oposição. Tempo demais para obras de menos. Dilma não tem o que mostrar que não seja apenas discurso e marquetagem. Só que desta vez quanto mais mentir, mais vai incutir na alma do eleitor comum que o seu governo é uma farsa. As pesquisas são implacáveis na avaliação do governo. E, em seguida, esta avaliação será transferida para a intenção de voto. Dilma não cumpriu mais de 90% das suas promessas. E o pouco que fez está desmanchando debaixo da chuva ou da seca como os quase casebres do MCMV e a transposição do São Francisco. Creches não saíram do papel. O trem-bala é o que mais sintetiza a grande mentira representada por Dilma. A Petrobras saqueada, roubada, quase destruída. A crise energética que vai consumir R$ 30 bilhões em 2014 por conta do uso de termoelétricas. Dilma privatizou a logística. E mesmo assim não construiu um metro de ferrovia. Dilma é um fracasso. Sem falar na explosão dos juros e na volta da inflação. Por isso, os 12 minutos que Dilma tem serão um tiro no pé. O povo não quer médico cubano. O povo quer as UPAS que ela não fez. O povo não quer Pronatec de 160 horas. O povo quer as 30.000 escolas rurais que o PT fechou. O povo não quer só Bolsa Família, quer as creches que não vieram e que impedem as mães de trabalhar. O povo vai olhar a TV e a vida em volta. A vida em volta vai falar mais alto. E os 12 minutos de Dilma serão a comprovação da farsa que impuseram ao Brasil.

Dilma, também, torturadora. Quem diria?

"Eu nunca poderia esquecer essa voz. Me traz lembranças do inferno". Assim disse o agricultor J.T.S., de 81 anos, hoje morador na zona rural de Barra do Ribeiro, RS. O homem esteve recluso em uma instituição psiquiátrica por quase 30 anos devido aos terríveis danos psicológicos causados pelo grupo de Dilma. Mesmo liberto, viveu recluso, sem contato com o mundo, até comprar uma televisão recentemente. Foi então que teve contato com a torturadora presidenta. De origem simples, ele era cadete do IV batalhão do exército em São Paulo. Foi sequestrado pelo VAR-Palmares, o grupo terrorista de Dilma, em 1974, e durante uma semana, foi submetido a terríveis sevícias. Foi liberto em estado de choque, e recolhido à internação psiquiátrica, pois entrou em depressão profunda. "Quando ouvi a voz dessa diaba na TV, reconheci na hora. Por que ela fez aquilo comigo?" disse o homem, que se pôs a chorar baixinho. Nós respondemos para você, seu José: porque Dilma é comunista, e é isso que gente da laia dela faz. São maus em essência. Não tem Deus no coração, por isso são ruins, não precisam prestar conta a ninguém.
Seu José tem medo de procurar as autoridades e fazer a denúncia, pois acha que não dará em nada. No fundo, sabemos que ele está certo. Afinal, o PT aparelhou tudo. Polícia, judiciário, Ministério Público etc. O que nos resta, a não ser compartilhar mensagens como essa para chegar ao maior número de pessoas?


Mercado torce por queda de Dilma nas pesquisas e Bolsa sobe de novo. Tchau, Dilma, chega de atrapalhar o país!


O fator político voltou a influenciar a Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, fechou em alta de 2,85% e subiu aos 51.701 pontos e volume negociado de R$ 9,8 bilhões. Com essa alta, o índice zerou as perdas do ano e agora apresenta valorização de 0,3%.

O mercado voltou a especular com o possível resultado de uma pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha, que será divulgado no fim de semana. De acordo com analistas ouvidos pelo GLOBO, os investidores estão antecipando uma possível queda nas intenções de voto para a presidente Dilma Rousseff. Ações de empresas estatais voltaram a se valorizar com força novamente.

- O mercado está antecipando as eleições e de novo uma expectativa de queda na intenção de voto na presidente Dilma, candidata do PT à reeleição, anima os investidores - diz Luis Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

As ações de estatais voltam a disparar, como na semana passada, diante de um cenário eleitoral desfavorável ao governo. Na semana passada, as ações da Petrobras subiram 8% em apenas um dia após pesquisa do Ibope mostrar queda na aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff. Hoje, as ações preferenciais da Petrobras, por exemplo, sobem 4,17% a R$ 16,47 e ajudam a manter o índice em alta. Os papéis ordinários da petrolífera se valorizam 3,52% a R$ 15,58.

As ações preferenciais da Eletrobras sobem 4,13% a R$ 11,33, enquanto os papéis ordinários da estatal se valorizam 6,81% a R$ 7,23, a maior alta do Ibovespa. Declarações do ministro Guido Mantega de que a conta de luz deve subir mais para compensar o gasto com a geração de energia das térmicas também influenciam positivamente os papéis da Eletrobras.(Informações de O Globo)

Associação de André Vargas com doleiro preso pela PF visava contrato para fabricar Viagra genérico


andre_vargas_08Bolsa-ereção – Deputado federal pelo PT do Paraná e vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas foi flagrado pela Polícia Federal fazendo lobby em favor da Labogen, laboratório que, apesar de ostentar capital social de apenas R$ 28 mil, conseguiu fechar contrato com o Ministério da Saúde no valor de R$ 150 milhões. O contrato prevê o fornecimento de citrato de sildenafila, o princípio ativo do Viagra, medicamento utilizado no tratamento da disfunção erétil e que o Ministério da Saúde pretende distribuir a reboque de uma espécie de “bolsa-ereção”.

Como o Labogen não tem planta industrial, a encomenda seria produzida por outro laboratório, o EMS, por R$ 60 milhões. Ou seja, nada menos que R$ 90 milhões seriam embolsados pelo doleiro Alberto Yousseff e pelos facilitadores do negócio na seara do governo federal e do parlamento. Questionado sobre seu papel nesse estranho negócio, Vargas disse que estava apenas tentando agendar um contato, atendendo a pedido do doleiro preso pela PF na Operação Lava-Jato.

O Labogen, oficialmente, não pertence a Youssef, o amigo de longa data de André Vargas, que até outro dia alegava ser conselheiro econômico-financeiro do doleiro. Contudo, a empresa enviou ilegalmente ao exterior US$ 37 milhões, quantia que corresponde ao valor que seria pago pelo Ministério da Saúde ao Labogen, já descontada a parte do EMS, que nesse confuso processo realmente fabricaria o Viagra genérico. O contrato foi assinado pelo ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo.

Entre os políticos citados como possíveis elos do doleiro estão o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Gadelha, o deputado André Vargas (PT-PR) e o diretor de produção industrial e inovação da Saúde, Eduardo Jorge Oliveira.


Por conta de situação semelhante à de André Vargas, o então senador Demóstenes Torres perdeu o mandato parlamentar no rastro de sua nebulosa relação de amizade com Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, conhecido empresário da jogatina. Em matéria publicada na edição de quarta-feira (2), o ucho.info questionou as razões que levam a Câmara dos Deputados a não dispensar a Vargas o mesmo tratamento dado a Demóstenes.

Operação Lava Jato: "anjinhos" petistas negam ter ajudado doleiro a pegar dinheiro no Ministério da Saúde.

 
Alexandre Padilha, com a então ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com o então petista que não andava em jatinho de doleiro preso, André Vargas, em campanha de arrecadação de fundos para a Santa Casa de Londrina: "anjinhos"!

Foi o doleiro Alberto Youssef quem conseguiu financiamento de R$ 31 milhões do Ministério da Saúde para o laboratório Labogen por meio de "contatos políticos", segundo depoimento à Polícia Federal de um dos sócios da empresa, Leonardo Meirelles.

Um dos contatos políticos de Youssef é o deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, segundo interceptações de mensagens feitas pelas PF. Em uma das mensagens, reveladas anteontem pela Folha, Youssef e Vargas falam sobre a Labogen, segundo relatórios da Operação Lava Jato. Vargas diz ao doleiro que a reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Gadelha, "foi boa demais". "Ele garantiu que vai nos ajudar", afirma.

A Labogen assinou em dezembro do ano passado um acordo com o Ministério da Saúde para produzir o citrato de sildenafila, o Viagra, usado para tratamento de hipertensão pulmonar. À época, o ministro era Alexandre Padilha (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo. O acordo previa pagamento de R$ 31 milhões em cinco anos e fazia parte de um programa cujo objetivo era a "redução de preços de produtos estratégicos para a saúde".

Meirelles foi preso pela Operação Lava Jato, que investiga lavagem de dinheiro, e decidiu colaborar com a PF. O empresário contou que nunca teve contatos com o ministério. Outro sócio da Labogen, Pedro Argese, também colabora com a PF.

A Labogen foi usada por Youssef para fazer remessas ilegais ou internalizar US$ 37 milhões (R$ 84 milhões) com a simulação de importações e exportações, segundo a PF. O financiamento de R$ 31 milhões para a Labogen só foi cancelado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira, após a Folha questionar a instituição sobre suspeitas da PF.

E-mails apreendidos apontam que o diretor de produção industrial e inovação da pasta, Eduardo Jorge Oliveira, teria orientado a Labogen a se associar com a EMS. Na parceria, a EMS cuidaria sozinha da produção de 35 milhões de comprimidos ao ano. A suspeita da PF é que a Labogen foi usada apenas para pagar propina a servidores públicos por causa da diferença de porte entre as empresas. A Labogen tem folha de pagamento de R$ 28 mil. Já a EMS é o laboratório com o maior faturamento no país (R$ 5,8 bilhões em 2012).

OUTRO LADO

André Vargas disse ontem, em pronunciamento na Câmara, que orientou Youssef "a respeito de encaminhamentos burocráticos no Ministério da Saúde", como faz "normalmente" com quem o procura com projetos "viáveis e de interesse público". Disse ainda que não participou, não agendou, não soube previamente nem acompanhou nenhuma reunião no ministério sobre qualquer assunto relacionado à Labogen.

O Ministério da Saúde diz que nunca teve contato com a Labogen. Não houve pagamento, segundo a pasta, porque isso só ocorreria após a entrega do medicamento. O advogado de Youssef disse que fazer contatos políticos não é crime e que não há provas contra seu cliente. Padilha disse apoiar a apuração aberta pelo ministério e a suspensão da parceria. O advogado de Leonardo Meirelles não quis se pronunciar. O defensor da Labogen diz que as suspeitas de que a Labogen é uma empresa de fachada são infundadas. A EMS diz que a parceria obedeceu "critérios técnicos".

Dilma: Entre a mentira do marketing e a realidade.

Por Carlos Alberto Di Franco

Todos sabemos que os governos petistas são tocados pelo marketing eivado de mentiras e injúrias. Mas alguém, com muita competência, embora com cuidado, soube com maestria escrever sobre o assunto e abaixo transcrevo o texto de Carlos Alberto Di Franco, "Dilma-Marketing e realidade".
 
A imagem da presidente Dilma Rousseff construída pelo publicitário João Santana tem dois pilares de sustentação: ética e competência gerencial. Santana, apoiado em sua fina sensibilidade marqueteira, captou as demandas da sociedade. Ninguém aguentava mais a roubalheira que terminou na grande síntese da picaretagem: o mensalão. Mas os brasileiros também queriam um país melhor administrado, alguém que fosse capaz de dar respostas às demandas por educação, saúde, logística etc. Vendeu-se, então, a imagem da gerentona. Dilma, ao contrário de Lula, seria uma administradora focada, competente, exigente com os resultados da gestão pública.

O marketing, apoiado em fabulosos gastos de propaganda, continua firme. Mas a imagem real de Dilma Rousseff começa a ruir como um castelo de cartas. O perfil ético da administradora que combate “os malfeitos” já não se sustenta. O vale-tudo, o pragmatismo para construir a reeleição, a irresponsabilidade na gestão da economia, sempre subordinada aos interesses da campanha (basta pensar no uso político da Petrobras e na postergação do aumento da conta de energia para 2015), pulverizou os apelos do marketing. Eu mesmo, amigo leitor, não obstante minhas divergências ideológicas com a presidente da República, tinha alguma expectativa com o seu governo. Hoje minha esperança é zero.

Mas o pior estava por vir. A suposta competência de Dilma Rousseff foi engolida pelo lamentável episódio da compra da refinaria em Pasadena. A imagem da administradora detalhista e centralizadora simplesmente acabou. Dilma, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, autorizou a empresa a comprar 50% da refinaria por valor 8,5 vezes maior que o pago pela Astra, um ano antes, pela refinaria inteira. Confrontada por documentos inéditos atestando o voto favorável, ela admitiu, em nota da Presidência da República, que se baseara em um mero resumo executivo, “técnica e juridicamente falho”, dos termos da transação. Executivos da Petrobras disseram que Dilma e todo o Conselho de Administração tinham à disposição, em 2006, o processo completo. Resumo da ópera: aprovou sem ler uma transação que dilapidou o dinheiro público. Administração temerária é o mínimo que se pode deduzir. Estarrecedor.

O ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel considera “extremamente grave”o caso em que a Petrobras teve prejuízo bilionário. Se houver indícios de responsabilidade da presidente Dilma no caso, ela deverá ser ouvida em Brasília pelo Ministério Público. “A partir do momento em que surjam indícios do envolvimento de pessoa com prerrogativa de foro, a investigação tem de ser deslocada para o procurador-geral da República”, afirmou Gurgel em entrevista ao UOL.

A imprensa não pode admitir, mais uma vez, que a técnica da submersão acabe por tirar o foco de um escândalo de grandes proporções. É preciso empunhar o bisturi e lancetar o tumor da irresponsabilidade com o dinheiro público. Chega! Boa parte do noticiário de política, mesmo em ano eleitoral, não tem informação. Está dominado pelo declaratório e ofuscado pelos lances do marketing político. Dilma Rousseff continua sendo apenas uma embalagem. Mas seu verdadeiro conteúdo começa a aparecer.

A programação eleitoral é, quando muito, uma aproximação da verdadeira face dos candidatos. Tem muito espetáculo e pouca informação. Só o jornalismo independente pode mostrar o verdadeiro rosto dos candidatos. Sem maquiagem e sem efeitos especiais. Temos o dever de fazê-lo.



Dilma volta a tropeçar nas explicações desconexas sobre o escândalo da refinaria de Pasadena


dilma_rousseff_427Sinuca de bico – Dilma Vana Rousseff, a presidente, complica-se a cada manifestação sobre a escandalosa aquisição, pela Petrobras, da obsoleta e cara refinaria texana de Pasadena. O assunto voltou à baila depois que a petista, ao responder ao jornal “O Estado de S. Paulo”, informou por meio de nota que autorizou o negócio bilionário com base em laudo “falho” produzido por Nestor Cerveró, então diretor da área internacional da petroleira verde-loura.

Cerveró, que está em férias na Europa e que deporá na Câmara dos Deputados em meados deste mês, informou por meio do seu advogado que Dilma Rousseff recebeu com quinze dias de antecedência o relatório técnico sobre a refinaria norte-americana. Dilma, por sua vez, que à época presidia o Conselho de Administração da Petrobras, rebateu Cerveró e disse que não recebeu o tal relatório dias antes da concretização do negócio.

Esse “estica e puxa” que vem crescendo em torno do Pasadenagate serve para confirmar o que os brasileiros demoraram quase quatro anos para descobrir: que Dilma Rousseff é uma ode à incompetência. Presidir o Conselho de Administração de uma empresa do porte da Petrobras não é como gerenciar uma loja de “R$ 1,99” instalada nos arrabaldes de uma pequena cidade do interior do País. Tal função exige responsabilidade e competência, algo que Dilma parece não dispor. Uma coisa é posar de durona, como faz diuturnamente a petista, outra é ser responsável.

Para piorar o que já é extremamente ruim, a Petrobras, incluindo o Conselho de Administração, ignorou alerta da consultoria BDO Seidman. Em relatório, a BDO Seidman destacou que o estoque de petróleo da refinaria de Pasadena, que a estatal brasileira acabou comprando por US$ 170 milhões, valia, à época, US$ 6,1 milhões. Ou seja, a Petrobras pagou pelo estoque de petróleo 25 vezes mais do que o valor de mercado.

Esse quebra-cabeça de escândalos mostra que há muita coisa errada por trás da compra da refinaria de Pasadena, negócio que de chofre seria rejeitado fosse a Petrobras uma empresa privada. O primeiro quesito para derrubar a transação era a condição técnica da refinaria, construída para processar óleo leve, enquanto o brasileiro é pesado. Esse negócio obscuro certamente está recheado por inúmeros casos de corrupção, os quais o Palácio do Planalto teme que sejam descobertos, o que comprometeria os planos políticos de Dilma.


Não custa lembrar que, em junho e julho de 2013, milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades brasileiras para protestar contra eventual aumento de R$ 0,20 na tarifa de transporte, movimento marcado por vandalismo e depredações. Como se sabe, aquelas manifestações não passaram de missa encomendada pela esquerda, que contou com o banditismo de aluguel dos baderneiros. Agora, diante de um escândalo que provocou um prejuízo de US$ 1,3 bilhão, o brasileiro assiste calado ao desenrolar dos fatos, como se a fortuna perdida nada representasse. É por isso que mostra-se verdadeira a teoria de que cada povo tem o governante que merece.

PF abre mais uma investigação contra Petrobras. Estatal aparelhada pelo PT vendeu refinaria na Argentina por preço abaixo da oferta do comprador.


A Polícia Federal decidiu abrir o terceiro inquérito sobre a Petrobras, dessa vez para investigar a venda de uma refinaria na Argentina, colocando sob suspeita mais um negócio da estatal. A polícia vai apurar se houve o crime de evasão de divisas na venda da refinaria de San Lorenzo para o grupo argentino Oil Combustibles S.A., do megaempresário Cristóbal Lopez, amigo da presidente Cristina Kirchner.

Neste ano, a PF já abriu inquéritos para investigar outros dois negócios da estatal fora do país. Um deles é a compra de uma refinaria em Pasadena (EUA), que pode ter provocado prejuízo milionário à Petrobras. O outro apura suspeita de pagamento de propina por uma fornecedora holandesa da estatal.

A Petrobras está no centro de uma crise política desde o mês passado, quando a presidente Dilma Rousseff admitiu ter autorizado a compra de Pasadena, em 2006, com base num documento "tecnicamente falho", o que levou o Congresso a discutir a abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o caso.

PREJUÍZO

Além da PF, o TCU (Tribunal de Contas da União) e o Ministério Público investigam a compra dessa refinaria. No caso da refinaria de San Lorenzo, além de apurar a suspeita de evasão de divisas, a PF pretende se debruçar sobre os termos da negociação, que também pode ter provocado prejuízo à estatal. O negócio todo, que incluiu a refinaria, os estoques, postos de gasolina e outros produtos, foi aprovado por um total de US$ 110 milhões, de acordo com nota da Petrobras de maio de 2010.

Segundo a Folha apurou, o grupo argentino estava disposto a pagar, em outubro de 2009, até US$ 50 milhões apenas pelos ativos da refinaria (sem levar em conta estoques e outros produtos), localizada na província de Santa Fé. Sete meses depois, a Petrobras anunciou ter vendido os ativos da San Lorenzo por US$ 36 milhões, valor 28% menor que o teto estabelecido internamente pelos argentinos. Procurada, a estatal não quis comentar o caso.

Os investigadores também pretendem refazer o caminho do dinheiro pago à Petrobras, identificando quem são os representantes da estatal e do grupo argentino, bem como os intermediários que participaram da negociação. O ponto de partida da PF deve ser o contrato firmado entre um intermediário do grupo argentino e um escritório de advocacia brasileiro, representado pelo baiano Sérgio Tourinho Dantas. A participação do escritório brasileiro na primeira fase do negócio com a Petrobras foi revelada pela revista "Época" no ano passado.

REPASSES

A missão do advogado era convencer a estatal a fechar o negócio pelo menor preço. Pelo contrato, se a Petrobras topasse vender os ativos por até US$ 45 milhões, o escritório receberia US$ 10 milhões como "taxa de sucesso". Se chegasse a US$ 50 milhões, o prêmio seria de US$ 8 milhões.

A assessoria do escritório brasileiro informou à reportagem que o contrato com os argentinos foi rescindido meses antes da venda da refinaria, quando o cliente informou que parte do dinheiro pago pelo serviço prestado teria que ser repassado também a "terceiros". Não informou, contudo, quem receberia esses valores. A Folha não conseguiu falar com Sérgio Tourinho sobre o contrato. (Folha de São Paulo)

Expropriação! Maduro obriga proprietários a vender imóveis para inquilinos. Preço será definido pelo governo.

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Em meio a manifestações intensas o governo da Venezuela parace não perceber que pode cair a qualquer momento, e segue com sua administração irracional e contra todos os princípios de liberdade e preservação da propriedade privada.

O presidente Nicolás Maduro vai obrigar os proprietários de imóveis alugados há 20 anos ou mais a vendê-los a seus inquilinos. A norma, já publicada no Diário Oficial, determina que os donos terão até 60 dias para fazer a oferta das casas e apartamentos, cujo preço será determinado por um órgão do governo.

A medida absurda provocou polêmica no país: apesar de o deficit de imóveis na Venezuela ser alto e afetar mais de 3,7 milhões de famílias, críticos tacharam a ação de inconstitucional. Os proprietários adquiriram seus imóveis por meios próprios e jamais poderiam ser obrigados a vendé-los seja pra quem for, ainda mais por valores definidos pelo governo.

O decreto do Ministério da Habitação adverte que a multa inicial será de 2 mil Unidades Tributárias, equivalente a 254 mil bolívares (cerca de R$ 91,5 mil), que deve ser paga em um período de cinco dias.

cartão de racionamento, venezuela, cubaA multa dobrará se caso não seja paga nesse tempo e, depois disso, de se manter a mora, "a Superintendência Nacional de Arrendamentos (SNA) solicitará o embargo executivo correspondente sobre o imóvel ou os imóveis objetos da multa", afirma.

Em uma primeira reação, Roberto Orta, presidente da Associação de Proprietários de Imóveis Urbanos (Apiur), classificou a lei como inconstitucional.


As manifestações e a luta contra o regime de Nicolás Maduro não parecem ter diminuido. Ainda que as emissoras brasileiras tenham reduzido sensivelmente a cobertura dos fatos na Venezuela, pelas informações que recebemos via sms e twitter sabemos que a sociedade permanece nas ruas. Venezuelanos denunciam também a implementação de cartões de racionamento, nos mesmos moldes do que é usado em CUBA.

Dilma, Mantega e conselheiros da Petrobras podem sofrer no bolso por denúncia de investidores ao MPF

A Presidenta Dilma Rousseff e Guido Mantega (Ministro da Fazenda) agora são alvos de uma ação coletiva de responsabilidade civil que pede reparação de danos aos acionistas da Petrobras. A ação deve atingir outros conselheiros e membros da diretoria da empresa, especificamente na compra temerária da refinaria Pasadena, nos EUA: José Sergio Gabrielli, presidente da estatal na época, Antonio Palocci Filho, Fábio Barbosa, Gleuber Vieira, Jaques Wagner, Arthur Sendas (já falecido), Cláudio Luiz da Silva Haddad e Jorge Gerdau.

À beira de uma CPI que vai desgastar seu desgoverno ao limite, a Presidenta Dilma Rousseff começou a ser alvo ontem da primeira de uma avalanche de ações judiciais prometidas por investidores da Petrobras. O acionista minoritário Romano Allegro protocolou ontem reclamação no Ministério Público Federal pedindo a responsabilização da ex e do atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A notícia estourou bombasticamente na Assembleia Geral da companhia, ontem à tarde, no Rio de Janeiro. A ação tem o apoio do presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira.

A situação de Dilma fica complicadíssima. Na avaliação de especialistas em Direito Administrativo e Empresarial, será praticamente impossível salvar ela e os demais conselheiros da acusação de descumprir o "dever de diligência" de administradores, previsto no estatuto da Petrobras. Tudo fica ainda mais complicado porque a Presidência da República soltou uma nota oficial, no final do mês passado, confirmando que Dilma, quando presidia o conselhão da empresa, aprovou a compra da refinaria, com a questionável ressalva de ter sido mal assessorada sobre o assunto.

A pretensa tese das “informações incompletas” é derrubada pelo diretor afastado da Petrobras, Nestor Cerveró, responsável pelo relatório que recomendava a compra da refinaria Pasadena. Ontem, o advogado dele, Edson Ribeiro, sustentou a versão de que os membros do Conselho de Administração da Petrobras receberam, com antecedência de 15 dias, a documentação completa referente à compra da refinaria.

Edson Ribeiro derrubou a tradicional tese do “não sabia”, sempre repetida por membros do governo Lula-Dilma, sempre que algum grande escândalo vem à tona. O advogado garante que Cerveró vai provar que agiu corretamente: “No dia da apresentação de Cerveró foi feito o resumo de uma página e meia. Não havia as cláusulas de Put Option e de Marlim (que beneficiavam o grupo Astra, sócio belga na refinaria). Partiu-se do princípio que os conselheiros já tinham lido toda a documentação ou, então, tinham o aval de suas assessorias jurídicas. Nenhum conselheiro pode dizer que desconhecia”.

O destino que o MPF dará a ação judicial proposta pelos investidores pode escancarar o caminho para um futuro pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, para que seja apurada a participação dela, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, na compra superfaturada de uma refinaria defasada tecnologicamente e cheia de passivos ambientais bilionários, nos Estados Unidos.

Leia, abaixo, o discurso do Engenheiro Silvio Sinedino na Assembléia Geral da Petrobras: O constrangimento financeiro que o governo impõe a Petrobras

Confundindo o avião?

 

Versão reafirmada

O ministro Guido Mantega, alvo da ação dos investidores, repetiu ontem que a operação Pasadena foi corretamente aprovada pelo Conselhão da empresa:

“Eu tenho a certeza de que o Conselho agiu corretamente nessa ocasião. Ele é formado por pessoas da mais alta competência e analisou a compra com toda a profundidade necessária”.

Na quarta-feira, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, reafirmou a posição do governo:

“Como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff não recebeu, repito, não recebeu previamente o contrato referente à aquisição da refinaria Pasadena”.

Dias de agonia

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou ontem que a instalação da CPI mista protocolada ontem pela oposição apenas será lida na sessão do Congresso marcada para 15 de abril.

Renan não atenderá ao desejo da oposição de convocar uma reunião extraordinária do Congresso, antes dessa data, para antecipar a leitura do requerimento.

Para dar uma providencial atrasada na inevitável instalação da CPI, Renan solicitou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado apreciasse a rejeição dele a um pedido feito pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para impedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Dividindo o ônus

Claramente, Renan não quer ser o avalista único da decisão de instalar a CPI que será fatal para o desgoverno, comprometendo a reeleição de Dilma.

Renan também não quer ser pintado pela opinião pública como o político que tenta sufocar a inevitável CPI:


“Depois da sessão de ontem, após várias questões de ordem, ficou evidenciado, a menos que haja insinceridade nas palavras proferidas, que segmentos políticos antagônicos no Senado desejam profundas investigações sobre os temas levantados. Ambos os lados apontaram fatos determinados que estão a merecer essa investigação política, ainda que sejam apuradas pelas outras instâncias competentes. A prudência e a razão recomendam que investiguemos todos os fatos narrados”.