O Juiz Sérgio Moro condenou João Vaccari Neto e Renato Duque
nesta segunda-feira (21). Em menos de 3 anos, dois membros do PT estão
condenados. Confira a análise de Reinaldo Azevedo.
“Até o final deste mês, o impeachment será votado porque o
Congresso Nacional sabe da responsabilidade que hoje recai sobre os ombros da
instituição e sabe que, se não votar o impeachment, ficará desacreditado com a
opinião pública”, diz Lula no início do vídeo. “Acho que o Congresso Nacional
tem clareza de que nós vivemos uma crise profunda de governo e que somente com
a saída do governo é que nós iremos resolver alguns problemas da nação”.
O falatório de agosto de 1992 se aplica ao Brasil deste
setembro de 2015, uma reedição ampliada e mais apavorante do país devastado por
Fernando Collor. São incontáveis as semelhanças entre a agonia do cangaceiro
quarentão e a derrocada do neurônio solitário. Começam pela conjunção de
inépcia administrativa, cegueira política e corrupção em escala industrial.
Passam pela inexistência de planos que possam abrandar a hostilidade das ruas e
do Congresso. E conduzem à certeza de que a solução do impasse exige a imediata
substituição da figura que ocupa a Presidência.
É compreensível que o camelô de empreiteira agora considere
coisa de golpista o que há 23 anos vendia como único remédio capaz de curar a
nação enferma. Impeachment bom é o que afasta do poder um governante inimigo.
Vira golpe quando o alvo do instrumento constitucional é um poste que,
instalado no Palácio do Planalto para guardar a cadeira presidencial
expropriada pelo padrinho, desabou antes da hora e interditou o avanço da nação.
Há um poste em ruínas no meio do caminho. Como ensinou no
século passado o chefão do PT, para removê-lo basta o guindaste da lei.
A disparada do dólar e da inflação são as faces mais duras e
cruas do empobrecimento dos brasileiros. O desemprego galopante também, que
castiga duramente dos que dependem de salários. Chegou a hora da verdade;
impeachment já!
Quando a inflação ensaiava uma melhora, o dólar superou o
patamar dos quatro reais em uma cotação nunca antes alcançada na história da
moeda. A comentarista da Jovem Pan, Denise Campos de Toledo comenta o assunto.
Confira.
O papa é comunista? A viagem foi histórica? Ele ganhou o
mais medonho dos presentes? Sua visita ajuda a causa dos dissidentes? Ele
criticou a pobreza na ilha? Estas e outras questões são discutidas pelos
jornalistas Diogo Schelp, Vilma Gryzinski e Duda Teixeira.
Polícia Federal inicia mais uma fase da Operação Lava Jato e
prende o dono da construtora Engevix, José Antunes Sobrinho. Na economia, o
dólar atingiu o maior valor do Plano Real.
Um fantasma circula na Europa. É o fantasma do preconceito
contra os muçulmanos. O anti-islamismo é um racismo tão horroroso quanto o
preconceito contra os judeus. O anti-islamismo se agravou com a chegada dos
refugiados da Síria e do Iraque. Pelas últimas estatísticas, já foram 330 mil
este ano.
A situação é particularmente grave na Hungria, onde o
primeiro-ministro, Viktor Orban, disse que não quer saber de muçulmanos no país
dele. Na Polônia, o governo reagiu quase do mesmo jeito. O anti-islamismo teve
três etapas na história recente da Europa. A primeira começou há uns 70 anos,
quando as economias mais industrializadas precisavam de mão-de-obra barata.
Foram os turcos na Alemanha, que hoje representam quase 4 por cento da
população. Ou os paquistaneses no Reino Unido, com quase 5 por cento. Ou então
os 8 por cento de marroquinos e argelinos, na atual população da França.
A segunda etapa aconteceu com o 11 de setembro, depois dos
atos terroristas da Al Qaeda. O muçulmano inspirava medo. E a terceira etapa
começou com a crise dos refugiados. Foi por causa deles que grupos de extrema
direita convocaram, há alguns meses, manifestações na Alemanha, na Inglaterra e
na Dinamarca.
Na Polônia, 44 por cento da população tem uma ideia
preconceituosa dos muçulmanos. Em toda a Europa, eles são suspeitos de
simpatias pelo terrorismo. Atribuem a eles clichês absurdos, como a ideia de
que a religião deles permite maltratar as mulheres, e praticar nelas a
mutilação sexual.
O ser humano é um bicho capaz de atitudes irracionais e
mesquinhas. Não existe racismo do bem. Não existe racismo defensável. E também
não adianta argumentar que os valores cristãos estejam ameaçados pelos
muçulmanos. Isso é uma mentira antropológica, é uma mentira histórica, é uma
mentira política. E isso também prova até que ponto podemos descambar para a
maldade, sob o pretexto idiota de proteger a nossa civilização.
Com a adoção do sistema de audiências de custódia, presos em
flagrante aguardarão julgamento em liberdade. Muito humano para os presos e
muito desumano para a sociedade.