quarta-feira, 24 de junho de 2015

Suicídio da DILMA... (Tentativa)


lutogesRecebemos dezenas de mensagens questionando sobre um suposto suicídio da presidente Dilma. As pessoas não estão preocupadas. Elas tem certa esperança de que isso possa mesmo ter acontecido, querem que a DILMA  vá mesmo para outro mundo, e isso não nos surpreende.

Quando tentam o suicídio as pessoas geralmente o fazem sob o peso de uma grande culpa, ou por se sentirem incapazes de resolver problemas.

Ao longo desses quatro anos e pouco de desgoverno nunca presenciamos Dilma Roussef dar sinais de qualquer autocrítica.

Mesmo quando Dilma falava que atrás de cada criança tem um cachorro o fazia com a maior segurança do planeta.

E a presidente se acha a maior intelectual do universo. Ela é do tipo que quando derruba o café bota a culpa no taifeiro que a serve.

Por isso é improvável que ela tenha mesmo tentado o suicídio.

Se o fizesse e não conseguisse seria até normal, dada a incompetência já comprovada. Contudo, para cometer tal ato é necessário uma mínima dose de “eu errei muito”, e isso ela parece não ter.

A crise


MAIORIDADE PENAL

 
Entra em discussão no Congresso o problema da maioridade penal dos cidadãos brasileiros.  Trata-se de uma das mais angustiantes questões em debate na sociedade

O assunto, como tantos outros que têm sido tratados ultimamente, já vem carregado de viés ideológico. A esquerda acusa a direita de querer resolver o problema da segurança pública através da diminuição da idade de responsabilidade penal. A direita retruca que seus antagonistas querem defender a impunidade de menores criminosos. Ambas posturas são falaciosas, pois distorcem e exageram aspectos das diferentes argumentações, tirando a discussão do verdadeiro foco.

De início, cremos que é preciso distinguir o delito leve do crime de morte. É claro que um furto e um latrocínio são coisas muito diferentes, e assim devem ser tratadas. Aliás, assim é feito no Código Penal.

A garantia de impunidade é distribuída igualmente a todos os menores infratores pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, independente da gravidade da transgressão cometida, baseada apenas na idade do autor, como se todos fossem inocentes vítimas de sua inexperiência e infantilidade.

Há que separar e tratar diferentemente casos muito distintos. É preciso reconhecer a existência de criminosos perigosos, assassinos, sequestradores, traficantes, estupradores irrecuperáveis, que antes de atingir a idade mágica de 18 anos ou qualquer outra que seja estabelecida, já demonstraram irrefutavelmente serem psicopatas amorais, que devem ser afastados do convívio social para defender a própria sociedade de sua maldade até agora impune.

Nosso sistema penitenciário é vergonhoso, mas isso não pode significar que permaneça em liberdade um malfeitor que já cometeu vários crimes de morte, sob o argumento de que a prisão é uma universidade do crime, de onde sairiam piores do que entraram. Alguns deles, de fato, poderiam dar aulas nessa universidade.

Ou, então, que sejam construídas novas prisões especiais para esses pobres seres angelicais que têm na pouca idade a garantia de poder cometer quantos crimes desejarem, pois são “dimenor”.

Já existe até um vocabulário politicamente correto: o menor não é preso, mas “apreendido”. Assim, quando solto ao completar 18 anos, nada consta a seu respeito nos fichários criminais, não interessa quantos crimes cometeu ou quantas pessoas matou, sua vida recomeça do zero.

Quanto às vítimas, não interessa. As leis foram feitas, no Brasil, para defender os criminosos, e não, suas vítimas.  A discussão toda se trava em torno do direito dos menores criminosos (ou “infratores”, para não traumatizá-los). A vítima deve ser até uma das culpadas por ele se encontrar em “situação de risco”.

É hora de a sociedade reagir.

Quem sabe aparece no STF um ministro relator com a lucidez da Ministra Carmen Lúcia, que conseguiu aprovar seu relatório por 9X0 na questão das biografias.

O problema para a sociedade não é a idade do criminoso, mas o crime cometido.

A Lei deve defender a vítima, não o seu algoz. Este pode e deve ser afastado do convívio social, para evitar que continue assaltando e matando impunemente e para que a sociedade seja protegida desses verdadeiros psicopatas. A idade do criminoso é um detalhe de somenos importância.

terça-feira, 23 de junho de 2015

O Juiz Sérgio Moro prenderá Lula ?


Mais humor... Aguardando a censura II...


ESTADO, NÃO SE META!


Está em curso, no Ocidente, um enorme projeto de reengenharia da sexualidade humana. É a Ideologia de Gênero, ou da ausência de sexo. O igualitarismo é seu objetivo, e a diferença, o inimigo a ser atacado mediante desconstrução. Para tanto pasme leitor ! , sem nenhuma evidência científica, contra o que a observação da natureza revela, seus difusores sustentam que ninguém nasce homem ou mulher, macho ou fêmea.

Afirmam que a sexualidade é uma construção social, sujeita a mudanças, definida e redefinida de inúmeros meios e modos, desde quando o bebê é vestido de tal ou qual cor. Assim, o sexo deixa de ter significado para a definição do masculino e do feminino.

Livre pensar é só pensar, ensinava insistentemente Millôr Fernandes. É livre o direito de teorizar, de ideologizar, de expor teses. O problema é quando se transforma um disparate qualquer em objeto de ação do Estado. Foi o que aconteceu há alguns anos com a produção de material didático sobre sexualidade infantil para distribuição nas escolas. O conteúdo era tão abusivo e tão absurdo, que foi rejeitado pela própria presidente Dilma. Pois aquilo já era produto da Ideologia de Gênero, que pretendeu, posteriormente, se tornar conteúdo obrigatório no Plano Nacional de Educação, o PNE. Quando o projeto do governo foi submetido ao Congresso Nacional, as duas Casas suprimiram todos os dispositivos relativos a esse assunto, mantendo uma regra simples e correta: “erradicação de todas as formas de discriminação”. No entanto, como costumam fazer quando contrariados, os promotores da desconstrução das diferenças buscaram outros caminhos para chegar onde pretendiam. Optaram pelo mais comum. Reuniram-se consigo mesmos noutro fórum e decidiram segundo queriam. Foi o que aconteceu na Conferência Nacional de Educação, quando os mesmos conteúdos suprimidos da lei federal retornaram oficialmente como orientação para os programas estaduais e municipais.

Agora, deputados estaduais e vereadores em todo o país deliberam sobre o tema nos respectivos planos, desatentos à lei federal e em obediência à ideologia hegemônica da burocracia educacional.


O Estado, os governos, seus funcionários, jamais receberam da sociedade, e tampouco das famílias, poderes para orientar a sexualidade e o comportamento sexual das crianças e dos adolescentes. Esse é um papel da natureza e dos pais. O Estado não é nem pode ser educador sexual. Além de ensinar os conteúdos curriculares, nos quais falha clamorosamente, que ensine a não discriminação, o respeito mútuo e a responsabilidade. E, no mais, que não se meta!

DEMOCRACIA América Latina é usada como Fachada por DITADURA


Odebrecht contesta razões para a prisão de seu presidente


PT ESTÁ VELHO E ‘PERDEU O SONHO E A UTOPIA’, DIZ LULA


Ex-presidente LULA admitiu também que "é difícil manter 
a postura democrática" depois de assumir o poder. 
Foto: Renato Mendes/AE
NO INSTITUTO, ELE ADMITE: PARTIDO ENVELHECEU E 'PERDEU O SONHO'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o PT perdeu parte do sonho, da utopia. Em evento promovido pelo instituto que leva seu nome, Lula fez um discurso sobre a necessidade de o partido se renovar e atrair a juventude, com duras críticas a posturas vistas hoje no partido que ajudou a criar. "O PT perdeu um pouco do sonho, da utopia. A gente só pensa em cargo, em ser eleito, ninguém trabalha de graça mais (pelo partido)", reclamou. "Estamos querendo salvar nossa pele e nossos cargos ou criar um novo projeto?", questionou.

No debate que recebeu o ex-primeiro-ministro da Espanha Felipe González, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Lula disse que pretende chamar para palestras representantes dos novos partidos que vem surgindo na Europa, como o Podemos. 

"O PT era, em 1980, o que é hoje o Podemos. A gente nasceu de um sonho, de que a classe trabalhadora pudesse ter vez e ter voz, e nós construímos essa utopia", disse o ex-presidente, ao refletir sobre como recuperar essa ideologia. "Há necessidade de repensarmos a esquerda, o socialismo e o que fazer quando chegamos ao governo. Enquanto você é oposição é muito fácil ser democrata você pode sonhar, pensar, acreditar, mas quando você chega ao governo, precisa fazer, tomar posições."

Lula repetiu que o partido precisa se reaproximar da juventude e não deixar que prospere o discurso que afasta as pessoas da política. "A gente precisa rediscutir um pouco as utopias para fazer essa meninada sonhar, acreditar que é possível, se não construir outro mundo, melhorar esse em que nós vivemos", disse. "Como a gente pode falar em renovação se não tem um jovem aqui?" questionou olhando para a plateia - selecionada pelo próprio Instituto Lula. 

O ex-presidente voltou a reclamar da imprensa brasileira. "Aqui no Brasil, até o direito de resposta não temos mais, leva 30 anos e quando sai é melhor nem responder." Lula afirmou que nove famílias controlam praticamente todos os veículos de comunicação e que o País está atrasado. "O Brasil está atrasado, a regulação da mídia aqui é de 1962, não tinha nem fax. E se você fala sobre isso, leva bordoada de tudo que é lado."


Democracia


Entre as reclamações, Lula afirmou que é mais difícil manter a postura democrática depois que se chega ao governo. Mas disse que é importante aprender a se manter no poder, mantendo as regras democráticas. Sem citar sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, Lula exaltou iniciativas do seu governo nessa área. "Nunca antes nesse País o povo exerceu tanto democracia e participou tanto do governo como no meu governo", afirmou. E lembrou que sua gestão no governo federal promoveu 74 conferências para decidir políticas públicas com movimentos sociais. 

Uma das principais críticas de petistas ao governo Dilma é o afastamento da base social do partido.

Apesar do comentário de que é difícil manter-se democrata no governo, o petista afirmou que sempre soube que só seria eleito presidente pela via democrática. E comparou seu caso ao de Evo Morales, que segundo destacou Lula, também só chegou ao poder pelas urnas.

Lula defendeu ainda o Foro de São Paulo - grupo composto por partidos e movimentos de esquerda da América Latina, criado em 1990. O Foro é um dos temas mais criticados por movimentos anti-PT e anti-governo. "O Foro de São Paulo foi criado com a ideia de educar a esquerda latino-americana a praticar a democracia. Na Argentina, nem o Maradona unificava a esquerda. Hoje, os partidos de esquerda participam de governos nesses países."

O ex-presidente falou sobre política internacional e comentou rapidamente sobre ajuste, criticando o modelo que foi adotado em países como Grécia, Espanha, Reino Unido. "O ajuste imposto lá só fez com que a divida bruta crescesse", afirmou. (AE)



Situação de Dilma é muito pior do que a de Sarney e Collor em suas épocas



Marco Antonio Villa traça um paralelo entre a atual situação de impopularidade do governo Dilma com anteriores governos que enfrentaram semelhante cenário, como Sarney e Collor, que sofreu impeachment após 2,5 anos de governo.

Será que Marcelo Odebrecht vai continuar presidindo a empreiteira?



Lauro Jardim, do Radar on-line, analisa o momento mais difícil da Odebrecht com a prisão do seu presidente. Joice Hasselmann e Silvio Navarro comentam as principais reportagens de VEJA desta semana. E Geraldo Samor, de VEJA Mercados, fala sobre última compra da JBS, a Moy Park, empresa de frangos da Marfrig na Europa.

A agenda de Fachin


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ALIADO DO GOVERNO? 
Fachin criticou peso dado à delação premiada e disse que 
não sabe se relatará julgamento dos planos econômicos
Apesar da sobriedade na posse, as primeiras manifestações do novo ministro do STF indicam uma postura de alinhamento às teses do PT e do Planalto

A posse do novo ministro do STF, Luiz Edson Fachin, movimentou autoridades do Executivo e do Legislativo na tarde da terça-feira 16. Engrossaram a plateia de convidados presidentes de entidades de classe, parlamentares do PT e de partidos de oposição, e até políticos investigados pela Operação Lava Jato, interessados diretamente no destino que o novo ministro dará aos seus processos. No entanto, o exagerado beija-mão, condenável, embora tradicional nesse tipo de solenidade, não foi capaz de tirar a fleuma de Fachin. Na solenidade, o magistrado optou pela discrição. Não fez discurso e preferiu evitar entrevistas, adotando comportamento incomum entre os que acabam de alcançar o posto considerado o topo da carreira da magistratura. Talvez porque, demonstrando bem mais desembaraço, dias antes o ministro já havia fornecido pistas sobre como ele pretende pautar sua atuação no STF.

Ao comentar os depoimentos de delação premiada que recheiam os processos do Petrolão, Fachin disse que ninguém poderia ser julgado e condenado com base apenas nos relatos de delatores. “A delação premiada é um indício de prova. Precisa ser secundada por outra prova idônea pertinente e contundente, que são as características que a gente tipifica como uma prova para permitir o julgamento e o apenamento de quem tenha cometido alguma infração criminal”, afirmou. Embora o magistrado não integre a turma destacada para analisar os processos da Lava Jato, se as ações chegarem a plenário, ele votará juntamente com os 10 colegas. Espera-se que essa postura já antecipada pelo magistrado não esteja contaminada pelo fato de ele ter sabidamente ligações anteriores com o PT, partido que mais sofrerá caso as investigações da Lava Jato levem à punição de autoridades e políticos.

Nos próximos dias, o novo ministro herdará ainda mais de 1.400 peças que estavam sob a responsabilidade de Ricardo Lewandowski antes de o ministro assumir a presidência do tribunal. A mais polêmica das relatorias trata do conjunto de ações sobre perdas financeiras que investidores da caderneta de poupança tiveram com planos econômicos instituídos pelo governo nas décadas de 1980 e 1990. Especialistas estimam que os ressarcimentos atinjam a casa dos R$ 149 bilhões e a Caixa Econômica Federal, banco público que concentra este tipo de aplicação, teria de desembolsar cerca de R$ 50 bilhões se o Supremo decidisse a favor dos poupadores. No meio do arrocho fiscal, o governo se arrepia com a ideia. Fachin ainda não decidiu se assumirá a responsabilidade de relatar as ações que podem aprofundar ainda mais o rombo do caixa da União. “Vou me inteirar disso e em um momento oportuno vou manifestar minha decisão”, afirmou Fachin. Ele foi advogado no caso em que a 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça definiu, em recurso repetitivo, os prazos prescricionais para as ações dos planos. Se Fachin se declarar impedido, o julgamento não pode acontecer, o que atenderia aos interesses do Planalto. Pelo Regimento do STF, questões constitucionais exigem um quórum mínimo de oito ministros. E os ministros Luis Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Luiz Fux já se declararam impedidos.
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Também caiu nas mãos de Fachin a decisão de acolher ou rejeitar a denúncia que a Procuradoria-Geral da União fez contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em 2013. O senador é acusado de usar influência política para ter contas pessoais pagas por uma empreiteira, escândalo que veio à tona em 2007. O novo ministro, cabe lembrar, sofreu severa oposição do peemedebista durante a apreciação de sua indicação. 

Lula lá, quase lá



Com a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, a Lava Jato chega mais perto de pegar Lula. Ainda a reportagem sobre o papa Francisco, que cobrou do mundo atitudes para salvar o planeta da destruição ambiental. Uma boa lição para o Brasil que vem de longe, a Finlândia lidera o movimento global para revolucionar a sala de aula. Os detalhes da edição desta semana com Joice Hasselmann e Carlos Graieb.

Após enxurrada de dados negativos, relatório Focus trouxe piora das projeções



Após enxurrada de dados negativos em relação à economia, divulgados na última semana, o relatório Focus trouxe uma piora das projeções do mercado financeiro.

Por ordem do Itamaraty o embaixador não acompanhou os senadores em Caracas


Embaixador do Brasil em Caracas, Ruy Pereira se absteve de acompanhar a comitiva de oito senadores que foi hostilizada na Venezuela nesta quinta-feira (18). Após recepcionar os visitantes no aeroporto, o diplomata se despediu. Alegou que tinha outros compromissos. Agiu assim por ordem do Itamaraty.

O governo brasileiro avaliou que a participação direta do embaixador numa comitiva cujo principal objetivo era visitar na prisão o líder oposicionista venezuelano Leopoldo Lópes causaria problemas diplomáticos com o governo pós-chavista de Nicolás Maduro. Algo que Dilma Rousseff não quer que ocorra.

“O embaixador nos virou as costas”, disse ao blog o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), após desembarcar na Base Aérea de Brasília na madrugada desta sexta-feira (19). Vinha de uma missão paradoxal, que teve sucesso porque fracassou.

Destratados por manifestantes leais a Maduro e retidos nos arredores do aeroporto por um bloqueio das vias públicas, os senadores retornaram a Brasília sem cumprir a agenda que haviam programado. A frustração virou êxito porque o governo de Caracas revelou-se capaz de tudo, menos de exibir seus pendores democráticos.

“Entre a cumplicidade com o regime ditatorial de Maduro e a assistência a cidadãos brasileiros em apuros, a nossa diplomacia preferiu o papel de cúmplice”, queixou-se o tucano Cunha Lima. “O que aconteceu ficou acima das piores expectativas”, ecoou o também tucano Aécio Neves (MG). “Uma missão oficial do Senado foi duramente agredida e o governo brasileiro nada fez para nos defender.”

Horas antes do desembarque dos senadores na Base Aérea de Brasília, ainda na noite de quinta-feira (18), um grupo de deputados estivera no Itamaraty para conversar com o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores). Enquanto aguardavam pelo início da audiência, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) acionou o viva-voz do celular para que os colegas ouvissem um relato direto de Caracas.

Do outro lado da linha, o senador Ricardo Ferraço contou o que sucedera. E realçou a ausência de Ruy Pereira, o embaixador brasileiro em Caracas. Assim, armados de informações recebidas do front, os deputados entraram no gabinete do chanceler Mauro Vieira dispostos a crivá-lo de perguntas incômodas.

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) indagou: por que o embaixador recebeu a comitiva de senadores no aeroporto e foi embora? O ministro alegou que o diplomata não poderia acompanhar os visitantes numa incursão ao presídio onde se encontra o oposicionista Leopoldo Lópes. Sob pena de provocar um incidente diplomático.

Raul Jungmann foi ao ponto: de quem partiu a ordem? O chanceler informou que o embaixador seguiu orientação do Itamaraty. Jungmann insistiu: então, ministro, o senhor está declarando que o governo brasileiro deu a ordem para que o embaixador se ausentasse? O ministro respondeu afirmativamente.

Pouco depois desse encontro, o Itamaraty soltaria uma nota oficial sobre o fuzuê de Caracas. Em telefonema para Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrara uma manifestação formal de repúdio do Executivo. O texto anota que “o governo brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país.”

Não há na nota nada que se pareça com uma crítica ao governo de Nicolás Maduro. “São inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros'', escreveu o Itamaraty, como se desse crédito à versão segundo a qual os militantes que cercaram a van que transportava os senadores brasileiros brotaram na hora e no local exatos sem nenhuma interferência do governo venezuelano.

Como que farejando a repercussão negativa da ausência do embaixador na hora da encrenca, o Itamaraty enumerou os serviços prestados pela embaixada brasileira em Caracas. “Solicitou e recebeu do governo venezuelano a garantia de custódia policial para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito'', diz a nota. “Os policiais, embora armados, assemelhavam-se a agentes de trânsito do Brasil”, comparou o tucano Cunha Lima. “Nada fizeram para conter as hostilidades. Se a coisa descambasse, não creio que impediriam o pior.”

“O embaixador do Brasil na Venezuela recebeu a comissão na sua chegada ao aeroporto”, acrescentou o Itamaraty em sua nota. E Cunha Lima: “Sim, recebeu, mas virou as costas e foi embora”.

“Os senadores e demais integrantes da delegação embarcaram em veículo proporcionado pela Embaixada, enquanto o embaixador seguiu em seu próprio automóvel de retorno à embaixada. Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento”. Se o embaixador ficou retido, ninguém soube. Impedidos de prosseguir, os senadores viram-se compelidos a retornar para o aeroporto. O diplomata Ruy Pereira não deu as caras.

O texto do Itamaraty compra como verdadeira uma informação contestada pela venezuelana María Corina Machado, deputada cassada por divergir de Maduro. O bloqueio foi “ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo governo colombiano”, sustentou o documento da chancelaria brasileira.

E María Corina, no Twitter: “Está totalmente trancada a autopista porque ‘estão limpando os túneis’ e por ‘protestos’. Se o regime acreditava que trancando as vias impediria que os senadores constatassem a situação de direitos humanos na Venezuela, conseguiu o contrário. Em menos de três horas, os senadores brasileiros descobriram o que é viver na ditadura hoje na Venezuela.''

“O incidente foi seguido pelo Itamaraty por intermédio do embaixador do Brasil, que todo o tempo se manteve em contato telefônico com os senadores”, acrescentou a nota oficial. “O embaixador ficou nos tapeando pelo telefone”, contestou Cunha Lima. Recebeu orientação do Itamaraty para fazer isso.”

Ainda de acordo com a nota do Itamaraty, o embaixador Ruy Pereira “retornou ao aeroporto e os despediu [sic] na partida de Caracas.'' Na versão de Cunha Lima, o retorno do diplomata serviu apenas para reforçar a pantomima. “Ele dizia que estava muito distante. Quando decidimos partir, apareceu em menos de cinco minutos. Eu me recusei a cumprimentá-lo. O senador Ricardo Ferraço também não o cumprimentou.

“À luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o governo brasileiro solicitará ao governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido”, encerrou a nota do Itamaraty. Para os congressistas, quem deve explicações no momento é o governo brasileiro.


O deputado Raul Jungmann formalizará na Câmara pedido de convocação do chanceler Mauro Vieira e do embaixador Ruy Pereira para prestar esclarecimentos no plenário da Câmara. Cunha Lima requisitará a presença da dupla na Comissão de Relações Exteriores do Senado. De resto, os parlamentares se reunirão nesta sexta-feria, na liderança do PSDB no Senado, para decidir as providências que serão adotadas em reação aos episódios de Caracas. Uma delas é cobrar do governo Dilma que coloque em prática a cláusula democrática prevista no tratado do Mercosul.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Entrevista com o cientista político Luiz Jardim



O tema são os fatos políticos relevantes da semana, como a ida dos senadores à Venezuela, a prisão dos presidentes das maiores construtoras e o medo de Lula e do PT de serem apanhados na Operação Lava Jato.

Auto da visitação

Por Vania L. Cintra

No começo deste mês de junho, o presidente da Assembléia Nacional venezuelana desembarcou no Brasil não-oficialmente e, portanto, após ter desembarcado, ao passear pelas ruas, não teria gozado ostensivamente da proteção do governo brasileiro. Se Diosdado Cabello veio até aqui, alguém o terá convidado. Fez algumas visitas, falou com algumas pessoas, entre elas Lula da Silva e as lideranças do MST, talvez se tenha regalado com uma boa buchada de bode e foi embora. Ninguém me perguntou, mas direi: não gostei dessa visita. Nem um pouco.

Dias depois, nesta semana agora, senadores que se dizem de oposição ao governo de nossa República atenderam a um convite feito pela oposição à situação venezuelana. Um deputado do Sergipe (João Daniel-PT), que participa da comitiva de grupos de movimentos sociais brasileiros que se encontram em Caracas, terá afirmado, em entrevistas ao canal de televisão do governo venezuelano e a O Estado de S.Paulo (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/06/19/para-petista-em-caracas-senadores-de-oposicao-desrespeitaram-governo-de-maduro.htm), que a visita dos senadores brasileiros da oposição ao governo Rousseff aos opositores do governo Maduro teria sido "oportunista", que eles estariam fazendo “um ato político contra o governo da Venezuela, o que é lamentável", e, por tentar visitar os opositores da política praticada na sede bolivariana que já se encontram atrás das grades, essa visita serviria apenas para "desgastar o governo democrático”.

Astuto, esse rapaz. Rousseff, que, quando quer, também sabe ser bastante ladina, logo percebeu, por sua vez, que essa visita dos senadores a Caracas teria “um viés político”. Mas... e a visita de Diosdado Cabello ao Brasil, que não foi “oficial”? Ou teria sido? Ela também teria tido “um viés político”? Ou não, e foi apenas um passeio?

Nada tenho contra o roteiro turístico oferecido aos nossos senadores. Afinal, estamos no Outono, faz frio por aqui, e em Caracas é plena Primavera, quando os passarinhos gorjeiam e pulam de galho em galho. Os senadores até poderiam ter tido a sorte de, entre eles, encontrar o Chávez. Nada tenho a ver com isso e nada tenho contra, mesmo que eu, que não sou lá muito criativa, não consiga imaginar que é o que poderiam fazer de bom por lá, se muito pouco ou quase nada fazem eles por aqui.

Pelo mesmo motivo – porque não sou lá muito criativa – não entendi também por que cargas d’água aquele nosso ministro de só-deus-lá-sabe-quê resolveu ser pródigo e lhes cedeu um de seus aviões com seus tripulantes – aqueles, que nós, simples mortais, imaginamos que são os da FAB. Não, também, que eu tenha algo a ver com isso, mas... a FAB tem poucos aviões, tem pouca gasolina, tem poucos recursos e tem muito mais a fazer que levar senadores a passear. Mesmo que estejam com coqueluche. É o que eu acho.

Muito menos entendi por que cargas d’água ele mesmo, o ministro, intermediou esse passeio para que um encontro fraternal entre as oposições de ambos os Estados amantes do realismo bolivariano se fizesse, empenhando-se em prometer de público aos senadores brasileiros que eles teriam garantido o “direito a livre circulação no país vizinho” e poderiam “visitar as famílias dos políticos venezuelanos que estão presos e também conversar com membros da oposição que estão em liberdade” (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40730/).

Pois bem. O que o ministro prometeu, o ministro não cumpriu. Não cumpriu porque nem pretendia cumprir, tal como muitas coisas que possa vir a prometer, nem poderia ter prometido - ou soaria como uma ameaça ao governo vizinho caso os termos acordados não fossem cumpridos. E porque isso foi prometido mas nem por isso foi cumprido, aquela leva de senadores brasileiros voltou pra casa também “sem cumprir agenda”. Segundo nota expedida pelo Itamaraty - que lamentou os incidentes que “prejudicaram o cumprimento da programação prevista” e afirmou que “são inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros'' (http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2015/06/18/itamaraty-diz-que-atos-contra-senadores-na-venezuela-sao-inaceitaveis/) entre os quais se incluíram pedradas – os senadores teriam sido “retidos no caminho devido a um grande congestionamento ... ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo Governo colombiano”. Coisas venezuelanas, que se referem aos venezuelanos. Explicadas elas foram e explicadas elas já estão. Que mais esclarecimentos poderá exigir o Itamaraty do governo de Caracas?

Mas, por ter sido assunto tratado pelo ministro do Estado brasileiro entre o Governo da Venezuela e os nossos viajantes, que são senadores da República brasileira, a visita por eles feita poderá ser considerada... “oficial”... Ou não? E o descumprimento dos termos acordados poderá ser considerado uma afronta ao Estado brasileiro...

Então, tendo sido afrontado o Estado brasileiro nas pessoas dos senadores e do ministro, nenhum míssil, com certeza, será apontado para Caracas, mas, sim, resolve-se a questão bolivarianamente: enviando-se outro avião da FAB com uma segunda leva de senadores da nossa República a visitar a Venezuela (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40748/senado+brasileiro+aprova+ida+de+nova+comissao+a+venezuela.shtml). Será agora uma leva de senadores da oposição à oposição à situação de nossa República. É evidente que merecerá voar pela FAB. A primeira leva não mereceu? E essa segunda leva será enviada exatamente para quê? Ora, para que volte após “cumprir agenda”... E tudo estará resolvido.

Ou não. Nunca se sabe. E aí, eu, que já sou um bocado, ponho-me ainda mais curiosa, tentando entender o que não é para ser entendido: deveríamos apresentar uma terceira, uma quarta, uma quinta leva de senadores?

Muito bem: se nada de sério nossos senadores encontram a fazer por aqui, que aproveitem o tempo vago. Não, também, que eu tenha algo a ver com isso, mas... as coisas são como elas são. Que se organizem, façam fila, garantam a senha e a vez. Que se entupam todos de pabellón criollo, que tirem muitas fotografias, que tragam muitas lembranças boas ou amargas... Só acho que deveriam fazer tudo isso e o céu também por conta própria.

E fico pensando cá comigo mesma: um abraço solidário, seja mais, seja menos bolivariano, a gente pode enviar pelo correio. E, levando em conta o balanço da marola que tão surpreendentemente vem crescendo ao sabor dos ventos, e todos os ajustes necessários para que possamos continuar flutuando, por que os senadores de nossa República, essa coisa de brasileiros que deveria referir-se aos brasileiros, não se comportam um pouco menos bolivarianamente, não fazem uma vaquinha entre os interessados em conhecer a Venezuela antes que ela acabe, e, fretando um ônibus, vão a Caracas, todos eles, durante o recesso de julho que começa de hoje a menos de um mês? Poderiam alugar o da CBF.

Numa dessas, viajar de ônibus é mais seguro, mais instrutivo, mais divertido, mais confortável. Eles poderiam ir parando de vez em quando, conhecendo o território, tomando contato com o povo... Para os cofres públicos, ou seja, para todos nós, poderia ser bem menos oneroso. E evitaria esses problemas esquisitos todos, que não deixam de ser desagradáveis, que podem perturbar e incomodar a tranqüilidade das cabeças bem pensantes, que preferem inovar, não se atendo muito às funções e às tradições diplomáticas e das Armas, voltando-se prioritariamente à construção da paz e de uma nova ordem, seja ela mais ou seja menos bolivariana, tanto faz. Além de que, assim, poderíamos, pelo menos, aceitar a intempestiva e impertinente visita que recebemos de Cabello como se fosse uma gentileza, não uma agressão. E tudo nos pareceria menos acintoso, menos desaforado, menos absurdo...

Não acham, não? Eu acho. Mas devo estar errada. Como sempre estive. E sempre hei de estar.


Não haveria Lula sem os “intelectuais” por trás. Ou: A impunidade dos verdadeiros culpados


Para Marilena Chaui, quando Lula fala o mundo se ilumina. 
E quando a professora escreve o mundo fica mais sombrio…
Estou com o fuso horário todo trocado, sem sono, e resolvi escrever esse desabafo. Tenho cobrado aqui a punição dos chefes dessa quadrilha que tomou conta do estado brasileiro, e vejo, pela reação de muitos leitores, como a revolta é grande. Os brasileiros decentes estão com ódio do PT, principalmente do mandachuva, do líder da turma, Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um sujeito realmente imoral, cínico, disposto a tudo pelo poder. Mas fico com a sensação de que algo ainda está fora do lugar.

Após pensar um pouco sobre o que me incomoda tanto, chego à resposta: seus criadores continuam totalmente impunes. Não me entendam mal: Lula é o topo da hierarquia do poder, e responsável por seus atos. Deve pagar por eles, não deve ser aliviado de forma alguma. Mas não haveria Lula sem os “intelectuais” por trás. E esses sempre saem ilesos, pois produzem as maiores catástrofes da humanidade e nunca são responsabilizados por seus atos, por suas palavras irresponsáveis, falsas, mentirosas.

Se você chega para um bufão oportunista e repete diariamente que ele é um gênio, um abnegado, um santo homem, ele vai rir de você. Mas se centenas de “intelectuais”, de “pensadores” com Ph.D. e tudo mais, repetem a mesma coisa, ele pode acabar acreditando. Ou, no mínimo, será esperto o suficiente para usar esse pano de fundo a seu favor, como uma desculpa para seus crimes, como um salvo-conduto para seus “malfeitos”. É o aval da elite “pensante” que permite a ousadia dos canalhas.

Hitler era um bruto, um sujeito com sede de poder e vingança, ressentido, fracassado. O nacional-socialismo era uma ideologia com uma elite “intelectual” por trás, com gente renomada (até então) justificando cada linha do programa. O mesmo vale para os líderes comunistas: a maioria era formada por brutamontes, por bárbaros que desejavam abusar do poder sobre os demais. Não teriam ido muito longe sem os ideólogos marxistas por trás. Não passariam de criminosos comuns.

É o “intelectual” que transforma o crime comum em ideologia, dando respaldo para a ação de bárbaros, oportunistas, bandidinhos mequetrefes. Se o sujeito tenta “bater” nossa carteira na rua, não passa de um marginal insignificante. Mas se ele “bate” a carteira de todos em cadeia nacional, usando o aparato estatal para tanto, ele é um respeitado líder “social”, um altruísta (usando o esforço alheio) em prol da “justiça social”. São os “intelectuais” que permitem isso, ao transformar a simples palavra “social” em desculpa para todo tipo de atrocidade.

Portanto, não suporto o Lula e sua trupe petista, e desejo muito uma severa punição a todos que, comprovadamente, roubaram, desviaram nossos recursos, enriqueceram à custa dos nossos impostos, ajudaram a destruir nosso país. Mas sinto falta de uma revolta maior por parte do povo com aqueles que possibilitaram a ascensão dessa gente ao poder. O PT jamais teria galgado tantos degraus sem a campanha ativa de jornalistas, professores, artistas, etc.

Tenho mais raiva, confesso, do “intelectual” que defendeu a vida toda essa corja, que relativizou cada desvio seu no caminho como uma necessidade da causa “nobre”, do que dos próprios marginais oportunistas. Se você diz que Macunaíma é um verdadeiro e legítimo herói, se você convence boa parcela da população disso, então não adianta, depois, ficar horrorizado que Macunaíma chegou ao poder e dele abusou como se não houvesse amanhã. O “herói sem caráter” foi alçado ao patamar de guru, e isso só é possível pela ação coordenada dos “intelectuais”.

Por isso tenho um livro sobre a esquerda caviar. Por isso foco tanto no campo das ideias. Por isso bato tanto em “formadores de opinião” que bancam os “moderados”, enquanto preparam o terreno para o avanço dos bárbaros, sempre impunemente. São esses os verdadeiros inimigos da civilização. Marginais sempre existirão. O grande problema é quando passam a ser vistos como heróis. E essa transição, esse “passe de mágica”, só é possível pela pena de escritores, pela campanha de artistas, pelo apoio dos “intelectuais”.


Criaram o monstro, e fica por isso mesmo. Não há responsabilização por seus atos. Fingem que não é com eles, e continuam pregando as mesmas baboseiras, repetindo as mesmas ladainhas, insistindo nas mesmas falácias. Até que venha a próxima leva de bárbaros, sob o manto de justiceiros sociais que, finalmente, trarão “paz e liberdade” para o mundo, pois “um mundo melhor é possível”.

domingo, 21 de junho de 2015

Lava Jato: a um passo de Lula...
O penúltimo degrau da Lava Jato.


Marcelo Odebrecht (c), deixa a Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em São Paulo, na zona oeste da capital paulista
Marcelo Odebrecht,  presidente da maior empreiteira do  Brasil, 
deixa a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, para 
ser  conduzido, preso, a Curitiba: a Lava Jato chegou aos  mais 
altos suspeitos da frente empresarial do petrolão; 
é possível dar um passo a mais na frente política 
(Moacyr Lopes Júnior/Folhapress)
A Polícia Federal prende os donos e executivos de mais duas empreiteiras, atinge o topo da cadeia de comando do esquema de corrupção da Petrobras e está a um passo do ex-presidente Lula

A partir das primeiras delações premiadas de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do doleiro Alberto Yousseff, os responsáveis pela Operação Lava-Jato se deram conta de que estavam lidando com um caso que só ocorre uma vez na vida de um policial, de um promotor ou de um juiz. À medida que os depoimentos se sucediam e mais provas iam sendo encontradas, o esquema foi tomando a forma de uma gigantesca operação político-partidária e empresarial destinada a levantar fundos com contratos espúrios de empresas com a Petrobras. As raízes do esquema começaram a ficar cada vez mais profundas, enquanto sua copa passava a abranger políticos postados em galhos cada vez mais altos. Em abril, Carlos Fernandes de Lima, um dos procuradores da Lava-Jato, disse em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que a investigação se tornara tão ampla que chegaria a "mares nunca dantes navegados". Na sexta-feira passada, a Lava-Jato aproou para praias que pareciam inatingíveis, prendendo os presidentes das duas maiores empreiteiras do Brasil - Marcelo Odebrecht, presidente e herdeiro da empresa que leva seu sobrenome, e Otávio Azevedo, o principal executivo da Andrade Gutierrez. O nome da operação da Polícia Federal que fez as prisões não podia ser mais ilustrativo das pretensões dos investigadores: "Erga Omnes", a expressão latina que significa "para todos" e nos tratados jurídicos é usada para proclamar um dos pilares do sistema democrático que diz que ninguém está acima da lei.

A Lava-Jato chegou ao topo? Não existe mais ninguém acima da lei em seu radar investigativo? A resposta é não. A operação chegou aos mais altos suspeitos do braço empresarial do esquema que desviou cerca de 6 bilhões de reais dos cofres da Petrobras. O braço político, acreditam os investigadores, pode subir mais um degrau além do ocupado, por exemplo, por João Vaccari, tesoureiro do PT, preso em Curitiba.Os presos da semana passada podem fornecer as informações que ainda faltam para que a lei identifique e alcance quem comandava o braço político do esquema criminoso. Quem permitia o funcionamento de uma engrenagem que abastecia PT, PMDB e PP com dinheiro sujo. Disse o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula: "A ideia é dar um recado claro de que a lei vale para todos, não importa o tamanho da empresa, seu destaque na sociedade, sua capacidade de influência e seu poder econômico".

O juiz Sérgio Moro determinou a prisão de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, por considerar que os dois capitaneavam o cartel de empresas que ganhava contratos da Petrobras em troca do pagamento de propina a funcionários da estatal e a políticos. Em seu despacho, Moro registrou que delatores do petrolão haviam dito que a Odebrecht pagara subornos no exterior por meio da construtora Del Sur, sediada no Panamá. A Odebrecht vinha negando ter relação com a Del Sur. Moro também anotou a existência de um depósito feito pela Odebrecht numa conta no exterior controlada por Pedro Barusco, o delator que servia ao PT e prometeu devolver aos cofres públicos 100 milhões de dólares. Moro determinou a prisão de outros cinco executivos, três da Odebrecht e dois da Andrade Gutierrez, e expediu 38 mandados de busca e apreensão.

Resta apenas pegar a estrela principal no firmamento governista. Os procuradores e os delegados estão convictos de que a estrela dava expediente no Palácio do Planalto.

Um pouco de humor não faz mal...
Ou... Aguardando a censura...