quarta-feira, 4 de junho de 2014

Dilma e PT preparam a mentira da "crise internacional" para justificar o fracasso.


Segundo o Painel da Folha, o publicitário João Santana traçou um cenário sombrio na reunião da campanha de Dilma Rousseff à reeleição, anteontem, no Palácio da Alvorada. Diante de Lula e da presidente, ele apresentou pesquisas mostrando que caiu a confiança do eleitor na capacidade do governo para promover mudanças. Até quem melhorou de vida nos últimos anos desconfia que sua renda pode parar de aumentar.

A análise preocupou os petistas e deve exigir uma guinada na estratégia eleitoral. Os dilmistas já ensaiam uma tática para tentar combater o sentimento de desânimo: repetir que o país é vítima da crise internacional. Segundo a pesquisa, o eleitor está "consciente" de que a coisa também anda ruim no exterior.

A explicação vale uma nota de dois dólares. Ou uma nota de três reais. Em todos os rankings, apesar da "crise internacional", o Brasil está pior em todos, começando pelo PIB. A ONU prevê que a média de crescimento mundial em 2014 será de 2,8% e o Brasil do PT e da Dilma deverá crescer apenas 1,7%. Mas já há projeções de que não crescerá mais do que 1,5%.

Enquanto isso, a mesma ONU destaca que, para os países desenvolvidos,  2014 será o primeiro ano depois da crise de 2008 que todos os países registrarão um período de expansão. Nos países ricos, a revisão da projeção aponta para um crescimento acima do esperado, com um aumento de 0,1 pontos percentuais.Para 2014, o crescimento será de 2%, contra apenas 1,1% em 2013. Quem continua em crise é o Brasil da Dilma e do PT.

O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) é mais um órgão internacional a martelar o que mesmo as autoridades brasileiras reconhecem: quando se trata de educação, o Brasil está mais perto dos piores exemplos do mundo do que dos melhores. Em seu Relatório de Capital Humano, o WEF colocou o país na 88ª posição de um total de 122 países quando se trata de educação. Isso nos coloca mais perto dos lanternas Burkina Faso (121º) e Iêmen (122º) do que da Finlândia (1º) e Canadá (2º), que lideram neste indicador. Olhando a lista de maneira invertida, pode-se dizer que o país tem o 35º pior desempenho em educação.

No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Brasil ocupa uma vergonhosa 85a. posição. O nosso país também  ocupa o 6º lugar no ranking dos países mais violentos do mundo (atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala, Ilhas Virgens (EUA) e Venezuela), de acordo com os dados divulgados no Mapa da Violência. Vivemos no Brasil uma guerra civil de todos contra todos. E assim é em todos os rankings mundiais.


Se até bem pouco tempo, Dilma e o PT cantavam glórias que o país vivia num paraíso,enquanto o mundo mergulhava em crise, fica comprovado que não souberam aproveitar os bons ventos. Agora que a maquiagem acabou e que a crise mostra as rugas e o botox amarrotado de um governo incompetente, querem culpar o mundo pelas nossas mazelas. Não vão conseguir. O país começa a reconhecer os verdadeiros culpados: o PT, Lula e Dilma.

PETISTAS ATACAM A TV REVOLTA



Eles não suportam o contraditório

Suposta parceria entre “Black Bloc” e PCC pode ser um factóide petista para disseminar o medo


(AFP - Getty Images)Missa encomendada – É no mínimo estranha a posição do Partido dos Trabalhadores diante de assuntos relacionados ao crime organizado, mais precisamente os que envolvem o Primeiro Comando da Capital, o PCC, facção criminosa que opera a do sistema penitenciário. É sabido que exigir coerência de políticos é tarefa quase impossível, mas não se pode aceitar a dualidade petista em relação ao tema.

Há dias, a cúpula do PT paulista decidiu suspender por sessenta dias o deputado estadual Luiz Moura (SP), acusado de ter participado de reunião em cooperativa de transporte na capital paulista juntamente com nove integrantes do PCC. Não é de hoje que integrantes do crime organizado atuam no segmento de ônibus e vans, mas o PT não apenas ignorou o estatuto partidário, mas atropelou a Constituição Federal ao condenar por antecipação o “companheiro” Moura.

Não se trata de defender o deputado petista, até porque sabem os leitores que o ucho.info não age dessa maneira, mas de cobrar coerência e isonomia nas decisões tomadas pela legenda, que silencia em situações semelhantes em que estão envolvidos outros filiados ao partido. É o caso de Jilmar Tatto, secretário de Transportes da cidade de São Paulo.

Pois bem, a incoerência cresce ainda mais quando considerado o fato de que o ministro José Eduardo Martins Cardozo, da Justiça, classificou como inaceitável a ideia de parceria entre o movimento Black Bloc e o PCC com o objetivo de promover protestos violentos durante a Copa do Mundo. O ucho.info é contra qualquer manifestação que resulte em violência, vandalismo e depredação do patrimônio (público ou privado), mas há algo intrigante nesse caso.

Os chamados “black blocs” surgiram na esteira dos interesses esquerdistas de promover o caos em algumas capitais brasileiras como parte da estratégia do PT de fragilizar politicamente os atuais governantes, facilitando a candidatura de alguns candidatos do partido. É o caso dos “camaradas” Alexandre Padilha e Lindbergh Farias, que disputarão em outubro próximo, respectivamente, os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro. Como ambos os candidatos são fracos, chamados de postes de Lula, a saída encontrada pela “companheirada” para impulsionar Lindbergh e Farias foi apelar para o jogo sujo.

Por mais que petistas e “black blocs” neguem reiteradas vezes qualquer tipo de ligação, não se pode fechar os olhos para a sequência dos fatos. Se a olho nu é difícil provar essa relação, nos nas entranhas mais profundas do movimento a relação umbilical torna-se evidente, portanto incontestável. Somente quem desconhece as coxias imundas da política e embala o discurso anárquico é capaz de não enxergar essa ligação visceral entre o movimento “Black Bloc” e o PT.

Sendo assim, não se deve descartar a possibilidade, cada vez mais próxima da realidade, de a anunciada parceria entre os “black blocs” e os integrantes do PCC ser mais um factóide criado pelo PT para disseminar o medo e assim evitar que protestos ocorram durante a Copa do Mundo, pois tudo o que Dilma Rousseff precisa nesse momento de dificuldade eleitoral é que a população saia às ruas para protestar contra o mundial de futebol e muito mais.

A estratégia parece ter dado certo, pois o que mesmo se vê em milhares de cidades brasileiras é gente disposta a ganhar as ruas para protestar, assim como é acanhada em todo o País a decoração alusiva à Copa. Entre os motoristas, pro exemplo, é grande o receio de enfeitar os veículos com as cores do Brasil, pois esses se transformariam em alvo fácil dos baderneiros de aluguel e dos integrantes da facção criminosa. Vale lembrar que em 2006, em pleno período eleitoral, o PCC promoveu uma onda de ataques em São Paulo, transformando a maior metrópole brasileira em uma espécie de cidade-fantasma, pois naqueles dias de terror ninguém arriscou sair de casa.


Ademais, se os tais protestos violentos, com “black blocs” e membros do PCC, de fato acontecerem, o caos poderá ser motivo para o PT, em algum momento, usar a instabilidade social para alguma manobra mais radical que comprometa de alguma maneira as eleições vindouras. Afinal, a real situação de Dilma nas pesquisas de opinião não é tão tranquila quanto o que vem sendo despejado sobre a parcela incauta da população.

A redução na jornada de trabalho


As centrais sindicais voltaram a pressionar o governo pela redução da jornada de trabalho:

O movimento “pró-40 horas”, que defende a votação imediata da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231, que está no Congresso Nacional desde 1995, segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, pretende pressionar os parlamentares a recolocarem a proposta na pauta de votação da Câmara dos Deputados. Estudo realizado pelo Dieese aponta que uma redução da jornada em 4 horas criaria cerca de 3,2 milhões de novos empregos, e representaria um impacto de apenas 1,99% nos custos totais das empresas. Entidades empresariais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) são contra a PEC 231 e, além de contestarem os números do Dieese, consideram que a medida, caso seja aprovada, irá reduzir ainda mais a competitividade da produção brasileira e aumentar o desemprego nas micro e pequenas empresas.

A ideia de que basta reduzir a jornada de trabalho para aumentar a quantidade de emprego é simplesmente incrível. No limite, se o governo limitasse a carga diária de trabalho a uma hora, haveria pleno emprego então! Lógica brilhante dos sindicalistas, que nunca entenderam nada de economia, tampouco compreendem que o salário depende da produtividade. Segue um texto antigo meu sobre o assunto, que acaba sempre voltando à pauta:

A redução na jornada de trabalho

Uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade nesta terça-feira a redução, de 44 para 40 horas semanais, da jornada de trabalho. O texto ainda prevê um aumento do valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%. Cerca de 700 sindicalistas acompanharam a votação do parecer do deputado Vicentinho (PT-SP), que foi favorável à redução da jornada, e fizeram uma ruidosa comemoração ao fim da reunião da comissão especial. Os sindicalistas parecem aprisionados numa mentalidade retrógrada de “luta de classes”, e assumem a economia como um bolo fixo, que precisa apenas ser “melhor” distribuído. O tiro sai pela culatra.

Governos socialistas, como o do francês Jospin, já se aventuraram nestas águas turvas, apenas para verem resultados catastróficos, perda de competitividade e aumento da informalidade. Se as leis naturais de oferta e demanda pudessem ser alteradas pela caneta estatal sem conseqüências indesejáveis, não haveria povo miserável nesse mundo. Bastava o governo decretar salários elevados e poucas horas de trabalho para todos, que o paraíso terrestre estaria ao alcance de qualquer povo. Infelizmente, a realidade não funciona assim e, ao contrário, quanto mais intervenção do governo, menor costuma ser o salário médio dos trabalhadores.

Os sindicalistas afirmam que a redução compulsória da jornada poderia gerar milhões de empregos no país, mas suas aparentes nobres intenções são inversamente proporcionais à lógica econômica. A melhor garantia para os trabalhadores é um ambiente competitivo, onde os empregadores são levados a pagar o máximo possível para manter seus empregados. A produtividade de cada trabalhador será crucial na hora de definir seu salário.

Quando o governo resolve impor um limite de horas trabalhadas, assim como proibir a redução de salários, o empregador poderá simplesmente ser obrigado a demitir. No limite, a informalidade será estimulada. O Brasil já é um dos países com menos flexibilidade nas leis trabalhistas, além de encargos absurdos. O resultado de tanta intenção nobre, carente de conhecimento econômico, tem sido um gigantesco mercado informal, assim como elevado nível de desemprego.

Se o governo realmente deseja a redução do desemprego no país, assim como melhores condições de vida para os trabalhadores, ele deveria defender medidas diametralmente opostas a estas. O governo deveria reduzir abruptamente os encargos trabalhistas e impostos, respeitar as trocas voluntárias entre patrão e empregado, e diminuir a imensa burocracia que asfixia as empresas.


Os trabalhadores americanos, por exemplo, contam com conquistas legais infinitamente menores que a dos brasileiros e, no entanto, desfrutam de salários bem melhores. Não existe uma “horda” de trabalhadores americanos tentando migrar ilegalmente para o Brasil para aproveitar as conquistas legais daqui. Já o contrário não pode ser dito…

Responsabilidade sua


A moral e os revolucionários

Por Eduardo Britto*

che-guevara_redUma das mais marcantes características da mentalidade revolucionária é o total desprezo pelo conjunto de valores que norteiam a conduta da maioria dos indivíduos. Enquanto um cidadão médio é guiado por um padrão moral consolidado na sociedade, o revolucionário entende que esse padrão é uma mera formalidade do sistema, não passando de um instrumento de opressão e manutenção do status quo e que, portanto, deve ser destruído em sua integralidade.

Para o revolucionário, a honestidade, a bondade ou a empatia nada valem se não se converterem em reconhecimento pelo seu movimento. Por exemplo, para alguém do movimento feminista, gayzista ou abortista (e aí se incluem também os idiotas úteis nesses meios), buscar atingir uma conduta que tenha como orientador algum valor moral elevado não tem a mínima importância se o seu grupo não lhe der reconhecimento e valorização por suas ações. O sujeito pode se valer de uma desonestidade intelectual repugnante, distorcendo fatos e atacando da forma mais baixa os seus adversários, mas se o grupo do qual faz parte lhe prestigiar por isso, sua missão estará cumprida e sua consciência tranquila.

A busca constante pelo reconhecimento do movimento revolucionário como um todo faz com que seus seguidores abdiquem da prática do bem e da nobreza de suas atitudes, substituindo-as por uma posição de respeito dentro de seu grupo ou partido. É como se a fidelidade a preceitos ideológico-partidários fosse uma virtude em si mesma; a virtude maior e única.

Podemos ver isso com muita clareza no caso do mensalão, em que os criminosos José Genoíno e José Dirceu foram saudados como verdadeiros santos pela cúpula e pela militância petista. Como diz o filósofo Olavo de Carvalho, é o “desejo de enobrecer-se e beatificar-se pela prática do mal, transfigurada em virtude partidária”.

Ademais, se o revolucionário considera que o sistema vigente está corrompido e deve ser derrubado, nada mais eficiente do que se empenhar em corroer as bases do sistema, as quais consistem exatamente nos princípios morais que orientam nossas ações. A partir do momento em que esses princípios são descartados, começam a imperar a confusão mental, o caos e o mal.

Tendo em mente que o revolucionário não se pauta pelo mesmo conjunto de valores das pessoas comuns, não se pode esperar dele coerência e, muito menos, escrúpulos. Ele tem pleno conhecimento da prudência e da moralidade presente na consciência de seus adversários e faz disso uma poderosa arma de ataque e conquista de espaço. Ele pode não ter virtude moral alguma, mas imputa a seus adversários violações ao padrão moral que ele mesmo despreza. O revolucionário pode, sem conflito interno algum, acusar alguém de corrupção em um dado momento e, posteriormente, ou até simultaneamente, ser ele mesmo o corrupto. Na verdade, não é a conduta em si que ele considera reprovável ou não, mas sua finalidade.

Entender esse esquema de pensamento e ação é fundamental para que se ofereça uma resistência decente ao movimento revolucionário. Tentar vencê-lo na disputa cultural e política partindo do pressuposto de que ele é baseado no mesmo senso de respeito e razoabilidade de um adversário comum é o primeiro grande passo rumo ao abismo. Para que a democracia e a liberdade tenham alguma chance de resistir frente às táticas revolucionárias, é preciso aceitar o quanto antes que a batalha não acontecerá por métodos convencionais.




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*Eduardo Britto é graduando do curso de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

ORÁCULO ELEITORAL DO PT DÁ PÉSSIMAS NOTÍCIAS PARA LULA E DILMA EM REUNIÃO NO ALVORADA


Mesmo com o impulso dado pelo Apedeuta, um voo curto. 
Recentemente o baiano João Santana, o marketeiro oficial de Lula e do PT, com status de “ministro sem pasta” do governo da Dilma, esnobou em tom debochado ao referir-se aos candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos, afirmando que estariam engalfinhados numa “briga de anões”, enquanto Dilma “flanava tranquila...”.

Entretanto, os fatos cada vez mais contradizem oráculo marketagem pedo PT. Tanto é que chamaram Lula ao Palácio da Alvorada para uma reunião, supõem-se, pelo que consta, de forma urgente.

Ao famoso e “infalível” marketeiro coube a infausta tarefa de avisar ao famigerado operário que um dia virou presidente da República, que Dilma já não “flanava” tranquilamente. No máximo estaria praticando um “voo de galinha” em termos eleitorais.

A informação está na coluna Painel, da Folha de S. Paulo desta quarta-feira, sob o título “Nuvens Negras”.

Todavia, segundo se anuncia, o DataFolha sai a campo por estes dias e desova no próximo sábado mais uma pesquisa eleitoral. Sabem como é...


A conferir.

Lula culpa "péssimo humor dos empresários" pelo pibinho de 0,2%. Vazamentos das reuniões com Dilma mostram que ele retomou o cargo.


Após se reunir com Dilma Rousseff em Belo Horizonte, na sexta-feira (30), o ex-presidente Lula fez o seguinte diagnóstico a interlocutores: foi o "péssimo humor empresarial" que derrubou o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre. O crescimento de 0,2%, divulgado pelo IBGE no mesmo dia, é o pior desde o terceiro trimestre de 2013, indicando desaceleração da economia.

A conversa entre Lula e Dilma, num hotel da capital mineira, durou 40 minutos. Os dois analisaram os números do PIB divulgados pelo IBGE e avaliaram que o governo precisa adotar medidas para destravar os investimentos.

Para o petista, a presidente tem se esforçado para recompor pontes com o empresariado, mas precisa fazer mais. "A avaliação é que dá tempo de reverter, não totalmente, mas o suficiente para quebrar esse aparente consenso contra ela", diz um interlocutor de Lula. Para auxiliares da presidente, a rejeição só aumentará "sem uma sinalização de que o jogo será diferente a partir de 2015''. Entre os conselheiros de Lula, a inflação é apontada como um dos principais problemas do momento da economia.

Lula e Dilma voltaram a se encontrar na segunda-feira (2), para participar de reunião de coordenação da campanha presidencial no Palácio da Alvorada. No encontro, o petista e os demais integrantes da cúpula petista afirmaram ser impossível vender o paraíso quando a economia mundial não vai bem --principalmente os Estados Unidos, que estão numa recuperação bem mais lenta do que o previsto.

O ex-presidente também alertou sua candidata à reeleição para não cair na armadilha de discutir "crescimento" com os adversários, críticos da baixa evolução do PIB nos últimos anos. Segundo a Folha apurou, a avaliação feita na reunião no Palácio da Alvorada é que a desaceleração é um fenômeno mundial, não ocorre só no Brasil.

Também estavam no Alvorada o presidente do PT, Rui Falcão, o ex-ministro Franklin Martins, o marqueteiro João Santana, o ex-chefe de gabinete de Dilma Giles Azevedo, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), o tesoureiro da pré-campanha, Edinho Silva, e o ministro Paulo Bernardo (Comunicações).

DISCREPÂNCIAS

Lula cobrou diagnósticos mais precisos de conjuntura, reclamando das discrepâncias de avaliações no grupo. Enquanto uns exibem mais otimismo, caso de Mercadante, outros projetam cenários eleitorais mais pragmáticos. Para o ex-presidente, não adianta ficar "dourando a pílula", com alguns achando que tudo vai muito bem enquanto outros avaliam que vai muito mal. Para ele, o governo não está nem num lugar nem no outro.

Seguindo os conselhos de Lula, Dilma intensificou seus contatos com empresários. Reuniu-se recentemente por duas vezes com empresários da indústria e jantou com representantes do agronegócio. Na quinta-feira (5), vai participar da reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, grupo que reúne empresários e trabalhadores para discutir o cenário econômico do país.


O governo prepara ainda reunião com o setor sucroalcooleiro, em crise com a perda de competitividade do etanol em relação à gasolina, por causa da política de retenção de preços. Está em análise o aumento do percentual de etanol na gasolina. (Folha de São Paulo)

Assassinato do Cel Molinas - Julgamento de acusados

RIO GRANDE DO SUL Justiça mantém condenação de PMs por morte de militar ligado à ditadura Na casa do coronel, foram encontrados documentos sobre morte de Rubens Paiva

Da Redação - 02/06/2014 - 19h35 A 6ª Câmara Criminal do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) manteve, por unanimidade, a condenação de dois ex-policiais militares, Denys Pereira da Silva e Maiquel de Almeida Guilherme, pela morte do coronel reformado do Exército Júlio Miguel Molinas Dias, em 2012. O tribunal rejeitou a hipótese de crime político ou passional e reiterou o entendimento de que a motivação da morte do coronel seria patrimonial.

A pena foi mantida em 23 anos de reclusão para Denys e para o corréu Maiquel, em 22 anos de 10 meses de reclusão.

O caso ganhou repercussão porque, na casa da vítima, foram encontrados documentos da ditadura militar que comprovaram a entrada do ex-deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura em 1971, na sede do DOI-Codi (Departamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna).

Segundo o site de notícias G1, Molinas Dias atuou no DOI-Codi na década de 80, anos depois do desaparecimento de Paiva, e mantinha um acervo com material da época. Os documentos foram repassados para a Comissão Nacional da Verdade e para familiares do ex-parlamentar, durante uma solenidade no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

A desembargadora responsável pelo caso, Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, afirmou em seu voto que a "criteriosa investigação" policial não merece ser criticada, pois "se acercou de informações suficientes para seguir esta linha de direcionamento". Ela lembrou que os réus já vinha sendo investigados pelas polícias civil e militar, por participações em outros delitos, além de relatórios com informações técnicas prestadas pelas operadoras de telefonia celular, que apontaram a mobilidade de ambos na noite dos fatos na área do crime.

O caso

O crime ocorreu em 1.º de novembro de 2012, no bairro Chácara das Pedras, em Porto Alegre. Segundo a denúncia do Ministério Público, por volta das 21h, o Coronel Molinas foi perseguido por um carro Gol vermelho, de placa clonada, utilizado por Denys Pereira da Silva e Maiquel de Almeida Guilherme, então soldados da Brigada Militar.

O coronel acabou abordado em uma das vias e obrigado a se dirigir até sua residência na rua Professor Ulisses Cabral, Bairro Chácara das Pedras. Ao chegar em casa a vítima reagiu e sacou uma pistola, reagindo e sendo atingida por diversos disparos, vindo a falecer. A dupla, Denys e Maiquel, matou e roubou objetos e fugiu levando, ainda, a arma da vítima.

No decorrer das investigações policiais foram recolhidos quatro projéteis deflagrados no local do fato e os estojos foram recolhidos pela investigação em poder de Denys. Já com o outro assaltante, Maiquel, foi apreendida a pistola de sua propriedade. No corpo da vítima foram recolhidos projéteis do mesmo calibre 380. Os acusados foram presos temporariamente e depois decretada a prisão preventiva.

Sentença

O Juiz da 5ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre, Luís Felipe Paim Fernandes, julgou parcialmente procedente a ação penal condenando o co-réu Denys à pena privativa de liberdade de 23 anos de reclusão e ao co-réu Maiquel, a 22 anos de 10 meses de reclusão. Ambos foram condenados ainda à perda da função pública, pois pertenciam ao quadro da Brigada Militar. O magistrado negou, também, o direito de apelarem liberdade.

Apelação

Insatisfeitos com a decisão em primeira instância, os réus apelaram para a defesa técnica alegando nulidades processuais, de provas ilícitas por derivação, citando que na fase policial teriam sido colhidas de forma irregular na sua produção e mérito.

Suscitaram também falha na linha investigativa, pois abandonada a hipótese de homicídio, com motivação passional ou política já que a vítima era militar envolvido com mulheres comprometidas. Sustentaram não haver prova suficiente à condenação, pois nenhuma testemunha logrou identificar os acusados como sendo os assaltantes que estavam no local do crime como também de não existir prova concreta a demonstrar que houve subtração da arma da vítima. Pediram a absolvição dos acusados; alternativamente, requereram a redução da pena-base de ambos.

Número do Processo: 70057927287



Democratas criticam participação do desgoverno do PT em conflitos agrários que envolvem indígenas


indios_05Fogo no paiol – Em audiência da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que teve a participação dos ministros José Eduardo Martins Cardozo (Justiça) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da presidência), deputados democratas fizeram duras críticas à política de mediação de conflitos agrários que envolvem agricultores e indígenas. Os parlamentares também alertaram para a questão constitucional da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A reunião realizada na manhã desta quarta-feira (4) contou com a presença dos deputados democratas Carlos Melles (MG), Lira Maia (PA), Luís Henrique Mandetta (MS), Onyx Lorenzoni (RS) e Paulo Cesar Quartiero (RR).

Lorenzoni afirmou que a situação de violência é parte de uma política do Governo PT em incentivar a “desagregação da sociedade”. Segundo ele, há um interesse por trás da discórdia entre grupos sociais.

“Para atingir os seus objetivos, o PT vem estimulando a desagregação da sociedade jogando um contra o outro com esse argumento mentiroso de que vai promover a justiça social. Se não tem luta de classes, fomenta-se a discórdia”, acusou.

Já o deputado Quartiero acusou os dois ministros de serem responsáveis diretos pela não solução dos conflitos agrários e declarou que a solução para o impasse passa pela substituição das pessoas responsáveis por promover a negociação.

“Hoje o conflito é promovido pela participação do governo federal, especialmente pelos ministros Gilberto Carvalho e Eduardo Cardozo. Eu acho que não adianta ficarmos discutindo a resolução do conflito tendo os mesmos interlocutores que visivelmente promovem essa crise. Temos que ter a substituição desses agentes que não têm mais a confiabilidade das partes”, defendeu.

Convenção 169

Ambos os democratas também citaram o iminente litígio constitucional que poderá vir a existir caso o Brasil mantenha a assinatura da Convenção 169 da OIT, que estabelece povos indígenas como dotados de direitos independentes adquiridos. Em julho, o país deve decidir se mantém a decisão de acatar a norma internacional junto a mais 22 nações de um total de 185 países.

“Será que vamos admitir tribos indígenas reconhecidas como nações podendo inclusive avocar o direito de intervenção nacional no território brasileiro? Isso não trabalharia para a desagregação do nosso território?”, questionou Onyx Lorenzoni.

Quartiero ainda acrescentou a contradição do posicionamento ao analisar que países desenvolvidos que têm uma longa história de negociações com povos indígenas, como Estados Unidos, Canadá e Austrália, não acataram a convenção.


“O Brasil está renunciando a sua soberania e aceitando a ingerência externa. Só 22 países de 185 da OIT assinaram e nós é que estamos certo? Essa convenção já está atrapalhando a construção de Belo Monte, o desenvolvimento da Base Especial de Alcântara e causando dificuldade para que o país tenha a possibilidade de se desenvolver”, destacou.

Apenas refrescando a memória: soviet quer dizer conselho!


O ministro Gilberto Carvalho, aquele dos “movimentos sociais”, rebateu críticas sobre o Decreto 8.243 alegando, talvez em ato falho, que tais conselhos sociais existiam “até na ditadura”. O ministro disse:

Quero lembrar de novo: os conselhos no Brasil existem desde 1937, quando foi criado o primeiro conselho de participação. As conferências, de 1941. Até durante a ditadura foram criados conselhos. E é próprio de qualquer democracia madura você ter uma prática de ouvir a sociedade. O que o decreto faz é simplesmente regulamentar, estimular a ampliação daquilo que já existe.

Já eu quero lembrar de outra coisa: soviet, termo russo, quer dizer justamente… conselho! “Todo poder aos soviets” era o mantra dos comunistas. Funciona mais ou menos assim: militantes ligados ao poder se infiltram nos “conselhos” e deles tomam conta, preservando as aparências de “opinião popular”.

O “orçamento participativo” do PT gaúcho, colocado em prática por Olívio Dutra, partia da mesma estratégia. No começo o “povo” participava, e um ou outro cidadão comum realmente conseguia expor sua opinião. Com o tempo, ficou claro para todos do que se tratava: um engodo, um embuste, um simulacro de democracia direta controlada pelos fantoches do governo.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) comparou a proposta de criação dos conselhos à adotada na Venezuela: “Estamos com um projeto de decreto legislativo para tentar sustar esse decreto absurdo do governo, que cria o sistema de coletivos da Venezuela para poder substituir o Legislativo brasileiro. Vamos para esse debate, e todas as matérias do Executivo vamos obstruir, até que possamos derrubar esse decreto, que é um atentado contra a democracia e o estado democrático de direito”.

Sim, a Venezuela é um bom exemplo do que o PT pretende copiar. Não custa lembrar que o ex-presidente Lula afirmou que lá existia “excesso de democracia” com Hugo Chávez. A “democracia direta” é um instrumento populista criado para driblar o Congresso, os representantos do povo, facilitando assim o abuso de poder por meio da demagogia. O PT não suporta contemporizar com o Congresso, tanto que tentou comprá-lo com o mensalão.

O editorial do GLOBO fez um alerta hoje nessa linha. É a própria democracia brasileira que está em xeque, e toda reação é pouco contra o projeto autoritário do PT, pois ficou claro, após o discurso de Gilberto Carvalho, que os golpistas não vão desistir facilmente. Diz o jornal:

Não é de hoje que frações do PT agem para contornar o Congresso. São ainda do primeiro governo Lula conselhos para empresários e sindicalistas decidirem a reforma sindical, bem como para empresários e governo se entenderem. As duas instâncias formulariam propostas para o Congresso aprovar. Terminaram dando em nada, mas denunciaram a visão de sociedade que está por trás do PNPS. Neste universo institucional, o Legislativo seria um carimbador de decisões tomadas em fóruns sob o controle do partido e de “movimentos sociais” aliados. Extingue-se, então, a democracia representativa.

O sonho do PT, e o pesadelo dos brasileiros. Muitos incautos gostam de repetir com ar de superioridade que a Guerra Fria acabou, dando a entender que os anticomunistas são seres presos no tempo, reféns do passado, paranoicos que enxergam comunistas por todo lugar. O único detalhe é que muita gente, inclusive no poder, não abandonou o fracassado sonho comunista.

São os socialistas tupiniquins, com nova roupagem, com o discurso bolivariano, que na prática quer dizer a mesma coisa: todo poder aos soviets! A defesa da tirania está no sangue dessa turma, que tem verdadeira ojeriza ao regime democrático, visto como coisa de pequeno-burguês. Aos leitores, fica um conselho: muito cuidado com esse papo de criação de “conselhos sociais”.

FLÁVIO MORGENSTERN DETONA PROFESSOR DA USP EM DEBATE SOBRE A REVOLUÇÃO BRASILEIRA DE 1964 E OLAVO DE CARVALHO JOGA A PÁ DE CAL



O vídeo acima é a gravação de um debate realizado no Grêmio Politécnico da USP sobre a ditadura militar brasileira. De um lado um tal de professor Igor Fuser, que se diz também jornalista e em suas primeiras palavras atacou o jornalista Augusto Nunes que nem sequer participava do evento. Por aí já dá para ter uma idéia da estatura moral e ética desse 'professor'. Além disso esnobou no início do debate, fingindo desconhecer Flávio Morgenstern, tradutor especializado em filosofia alemã, articulista no site do Instituto Milenium, enfim, um conhecido intelectual paulistano.

O tal professor se coloca desde o início com aquela arrogância comum a todo esquerdista delirante. Só baixou a crista depois da intervenção Morgestern que detonou um a um os argumentos de Fuser fundados no puro delírio ideológico em que patinam todos os esquerdistas.

Igo Fuser, personifica o "tipo ideal" (by Max Weber) do intelectualóide esquerdista e infelizmente é professor. São gente como ele que dominam a área de ciência humanas das universidades brasileiras, promovendo a lavagem cerebral dos jovens com o criminoso objetivo de torná-los militantes da desgraça comunista.

Por isso vale a pena ver este vídeo, como vale também ler o artigo que Olavo de Carvalho escreveu revelando, sobretudo, a brutal ignorância do dito 'professor' Fuser, no que tange aos fatos relativos ao desastroso governo de João Goulart. Leiam:

FALSIFICAÇÃO INTEGRAL
Por Olavo de Carvalho

Já nos primeiros dez minutos do seu debate com Flávio Morgenstern no Grêmio Politécnico, sobre a ditadura militar, o prof. Igor Fuser exemplificou com rara concisão a regra de que ninguém pode mentir com eficiência se não falsifica primeiro a própria Ele começou se queixando de que não há espaço para debates sobre o tema na grande mídia, onde reina a versão oficial única e indiscutível. Quem o ouvisse acreditaria, portanto, estar diante de um porta-voz da minoria amordaçada. Uma vez transmitida essa impressão, o prof. Fuser estava livre para impingir à platéia, sem temor de represálias, a mesma versão oficial à qual ele parecia se opor. E assim ele fez.

Essa versão é a seguinte: Em 1964 um governo democrático estava empreendendo, por vias legais democráticas, algumas reformas patrióticas que alarmaram o capital estrangeiro, o qual então se mobilizou para derrubar o presidente e instaurar uma ditadura.
É o que toda a mídia alardeia há mais de vinte anos, o que se repassa às crianças em todas as escolas do país, o que se imprime e reimprime em livros e mais livros de História. E foi o que o prof. Fuser repetiu com a cara mais bisonha do mundo, bem protegido sob a sua aparência enganosa de contestador da uniformidade.

É versão cem por cento falsa.

Em primeiro lugar, João Goulart não promoveu reforma nenhuma. Falou muito em reformas, mas até o último dia o Parlamento lhe implorou que enviasse ao menos um projeto delas, coisa que ele adiou, adiou e acabou não fazendo nunca. A lei mesma da remessa de lucros, que segundo o prof. Fuser teria sido a “causa imediata” do golpe, só o que Goulart fez com ela foi sentar-se em cima do projeto, que acabou sendo aprovado por iniciativa do Congresso, sem nenhuma participação do presidente. Se a fúria do capital estrangeiro contra essa lei fosse a causa do golpe, este teria se voltado não contra Goulart e sim contra o Congresso – Congresso que, vejam só, aprovou o golpe e tomou, sem pressão militar alguma, a iniciativa de substituir Goulart por um presidente interino.

Em segundo lugar, é falso que Goulart governasse por meios democráticos. Num governo democrático, o executivo não reina como um monarca absoluto, mas obedece as leis e cede às decisões do Congresso democraticamente eleito. Goulart fez tudo o que podia para fechar o Congresso, mandou invadir com tropas militares o Estado da Guanabara, fortaleza da oposição, e prender o governador Carlos Lacerda, matando-o se resistisse (a operação falhou por um triz). Não hesitou mesmo em usar contra esse Estado o recurso stalinista da “arma da fome”, vetando, através do seu cunhado Leonel Brizola, o fornecimento do arroz gaúcho que era uma das bases da alimentação do povo carioca. Como se isso não bastasse, protegeu a intervenção armada de Cuba no território brasileiro, ocultando as provas e enviando-as, por baixo do pano, a Fidel Castro. É eufemismo dizer que Goulart tramava um golpe de Estado: seu mandato foi uma sucessão de golpes de Estado abortados.

Terceiro: não houve nenhuma, literalmente nenhuma participação americana na preparação do golpe. A famosa “Operação Brother Sam”, tão demonizada pela esquerda, nunca foi nem poderia ter sido nada disso, e só adquiriu essa aparência graças a uma vasta campanha de desinformação lançada pela KGB logo após o golpe, conforme confessou o próprio chefe da agência soviética então lotado no Brasil, Ladislav Bittman. Nesse ponto a mendacidade esquerdista chega a ser deslumbrante. Todos os jornais do país – a maldita grande mídia a que o prof. Fuser finge se opor – até hoje usam como prova da cumplicidade americana a gravação de uma conversa telefônica na qual o embaixador Lincoln Gordon pedia ao presidente Lyndon Johnson que tomasse alguma providência ante o risco iminente de uma guerra civil no Brasil. Johnson, em resposta, determinou que uma frota americana se deslocasse para o litoral brasileiro. Fica aí provado, na cabeça ou pelo menos na boca dos fúseres, que os americanos foram, se não os autores, ao menos cúmplices do golpe. Mas, para que essa prova funcione, é necessário escamotear quatro detalhes: (1) A conversa aconteceu no próprio dia 31 de março, quando os tanques do general Mourão Filho já estavam na rua e João Goulart já ia fazendo as malas. Não foi nenhuma participação em planos conspiratórios, mas a reação de emergência ante um fato consumado. (2) A frota americana estava destinada a chegar aos portos brasileiros só em 11 de abril. Ante a notícia de que não haveria guerra civil nenhuma, retornou aos EUA sem nunca ter chegado perto das nossas costas. (3) É obrigação constitucional do presidente dos EUA enviar tropas imediatamente para qualquer lugar do mundo onde uma ameaça de conflito armado ponha em risco os americanos ali residentes. Se Johnson não cumprisse essa obrigação, estaria sujeito a um impeachment. (4) As tropas enviadas não bastavam nem para ocupar a cidade do Rio de Janeiro, quanto mais para espalhar-se pelos quatro cantos do país onde houvesse resistência pró-Jango e dar a vitória aos golpistas.

Para completar: se não houve intervenção americana, houve sim  intervenção soviética, e profunda. Se até hoje a esquerda vociferante não conseguiu dar o nome de nenhum agente da CIA então lotado no Brasil – e, sem eles, como participar de uma conspiração? -, documentos recém-revelados provam – com nomes -- que havia agentes da KGB infiltrados em todos os escalões do governo Goulart.

Em dez minutos, o prof. Fuser conseguiu falsificar nada menos que tudo. Do site Mídia Sem Máscara

Dez partidos aprovam urgência para derrubar decreto bolivariano de Dilma.


Dilma ouvindo conselhos da guerrilha rural do MST, em pleno Palácio do Planalto. Ao fundo, Gilberto Carvalho, o elo com os ditos "movimentos sociais" e  mentor do decreto chavista que fere de morte a democracia representativa.

Dez partidos na Câmara dos Deputados decidiram apoiar pedido de urgência na votação de um projeto de decreto legislativo que pretende barrar os conselhos populares criados por decreto da presidente Dilma Rousseff.

Na semana passada, Dilma publicou um decreto que cria nove instâncias de negociação e comunicação com a sociedade civil. O texto, que institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), regula a relação do governo com os setores organizados. Os integrantes não serão remunerados e as propostas apresentadas não precisam necessariamente ser levadas adiante pelo poder público.

Para a oposição, o decreto seria uma forma de burlar a democracia representativa e permitiria o “aparelhamento” desses conselhos por aliados do governo. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), apresentou o projeto que revoga o decreto presidencial. Além do DEM, PPS, PSDB, PR, PRB, Solidariedade, PV, PSB, PSD e PROS concordaram em votar o requerimento de urgência para análise da proposta.


“O presidente da Câmara afirmou que até amanhã (hoje) dará posição sobre a inclusão da urgência da minha proposta na pauta. Essa medida de Dilma Rousseff é inconstitucional, antidemocrática e uma afronta ao Congresso Nacional”, disse Mendonça.

As ameaças de morte que levaram Joaquim Barbosa a adiantar a aposentadoria


barbosa1 e1388442400478 As ameaças de morte que levaram Joaquim Barbosa a adiantar a aposentadoriaO histórico recente de crimes ligados ao PT impedem qualquer pessoa sensata de aceitar como meras bravatas os ataques que o presidente do STF vinha sofrendo depois que condenou os mensaleiros à prisão.

Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou há alguns dias que se aposentará ao final de junho. Segundo ele, a causa de sua saída foi apenas “livre arbítrio”, e afirmou que sempre deixou claro que não pretendia permanecer no STF até a idade-limite de 70 anos. No entanto, de acordo com declarações do chefe de gabinete da presidência do Supremo, o diplomata Sílvio Albuquerque Silva, os motivos são outros.

— Havia ameaças de morte, com telefonemas para o gabinete e a casa dele, com frases covardes como: “Sua hora está chegando” — relatou o diplomata, na tentativa de explicar o inesperado gesto do presidente do Judiciário brasileiro.

As ameaças começaram quando Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. As mensagens vinham de perfis anônimos cujos responsáveis são simpatizantes do PT.

Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”. Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”.

A Polícia Federal já havia concluído um inquérito sobre as ameaças, mas o Ministério Público Federal pediu a sua reabertura para aprofundar a apuração. Um dos investigados é Sérvolo de Oliveira e Silva, que foi identificado como secretário de Organização do PT do Rio Grande do Norte. O assunto foi recentemnte pauta do pronunciamento do senador Alvaro Dias. Segundo ele, o silêncio de Dilma para com o comportamento de sua militância seria conivente com os crimes que estão sendo cometidos:


Proximidade com o crime

Apesar de Sérvolo de Oliveira defender-se dizendo que suas ameaças não passavam de bravata, em se tratando de PT, há com o que se preocupar. Tanto que o partido afastou por 60 dias o deputado Luiz Moura após ter sido flagrado em uma reunião com 13 membros do PCC. Nos anos 90, Luiz foi condenado no Paraná e em Santa Catarina a cumprir 12 anos de prisão por assaltos a mão armada. Fugiu após pouco mais de um ano de encarceramento. O crime prescreveu e Moura aproveitou para pedir reabilitação criminal, declarando-se arrependido e justificando os crimes cometidos graças às drogas que consumia na época. Hoje, se diz líder dos antigos perueiros e exerce seu primeiro mandato como deputado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Quem o apadrinhou bancando a maior fatia dos custos de sua campanha foi Jilmar Tatto, o atual secretário de transportes da gestão Haddad. Em 2006, matéria da Veja acusou o então ex-secretário de transporte da gestão Marta Suplicy de favorecer o PCC em troca de meio milhão de reais. A denúncia partiu justamente de um perueiro.

Mas os casos mais emblemáticos envolvem mortes de prefeitos do PT no interior de São Paulo. Em 2006, Gilberto Morgado, prefeito de Monte Alto, foi encontrado morto em frente a um flat na avenida Rebouças, na capital. Apesar de a morte ter se dado logo após denúncias contra a empresa que recolhia o lixo do município, a polícia concluiu que o caso se tratou de suicídio. Em 2001, num assalto, quem veio a falecer foi Toninho, então prefeito de Campinas. A família rejeita essa versão e a desconfiança de crime político só cresceu depois que quatro suspeitos foram mortos em uma operação policial em Caraguatatuba.

Todavia, o mais trágico de todos os casos está ligado à morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. Vítima de um sequestro em São Paulo, teve seu corpo encontrado já sem vida dias depois. O inquérito policial concluiu que Celso fora sequestrado por engano e morto por um menor que integrava uma quadrilha com 6 sequestradores. Mas as desconfianças de crime político são altas. Ao todo, sete pessoas que mantinham alguma ligação com a investigação foram assassinadas nos anos que se seguiram, levantando a suspeita de queima de arquivo. Agora em 2014, o o ex-Secretário Nacional de Segurança do governo Lula, Romeu Tuma Jr, denunciou em livro que chegou a ouvir de Gilberto de Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral de Dilma, confissões sobre a participação no esquema dele e de José Dirceu:

“Pô, eu sei o que é ser vítima. Eu também fui vítima da imprensa. Veja o que eu fiz, de coração. Eu fui falar com a família do Celso, dizer que o Celso não roubava, que ele não era ladrão, que ele nunca pegou dinheiro para pôr no bolso, que tudo que a gente arrecadava era pro partido.”

(Palavras de Gilberto de Carvalho segundo Tuma Jr)

Ainda segundo “Tuminha”, Gilberto Carvalho, o braço direito de Celso na Prefeitura, teria sido o que mais movimentou-se após a morte do prefeito para que prevalecesse a versão de que tudo não passara de um crime comum.

Requião acusa a rival Gleisi de trair a presidente Dilma, assim como fez com Gaievski e André Vargas


gleisi_hoffmann_53Questão de tempo – Os aliados do senador Roberto Requião (PMDB) passaram a acusar a petista Gleisi Hoffmann de traição contra a presidente Dilma Rousseff. De acordo com os “requianistas”, além de esconder sua relação com o pedófilo Eduardo Gaievski, a ex-ministra omitiu sua proximidade comprometedora com André Vargas, amigo do doleiro preso Alberto Youssef, Fora isso, Gleisi passou a esconder sua visceral ligação com Dilma, a quem serviu de forma medíocre durante três anos como chefe da Casa Civil.

Os aliados de Requião pretendem carimbar em Gleisi a pecha de traidora e desleal. A senadora paranaense, que no Congresso Nacional tem atuado de maneira obediente como um “buldogue palaciano”, é do tipo que abandona à beira do caminho os companheiros em dificuldade. A primeira vítima teria sido o pedófilo Eduardo Gaievski, que Gleisi levou a Brasília para cuidar das políticas do governo federal dedicadas a menores e que hoje mofa em uma penitenciária no Sudoeste do Paraná, prestes a receber uma sentença que espera-se seja exemplar.

Outra vítima da personalidade traidora da senadora foi André Vargas, coordenador da campanha de Gleisi ao governo do Paraná. Vargas foi flagrado pela Polícia Federal em relações nada republicanas com o doleiro e reincidente Alberto Youssef. Gleisi A mágoa de Vargas é que ex-companheira de legenda jamais disse uma palavra em seu favor, faltando apenas fingir que não o conhecia. A última vítima da deslealdade da senadora é a própria presidente Dilma Rousseff, que desapareceu dos materiais de campanha da senadora, no qual a única referência ao PT é o ex-presidente Lula.

Gleisi estaria temerosa em relação ao possível contágio da impopularidade de Dilma, que tem apenas 29% de intenções de votos no Sul, conforme pesquisa Ibope de maio. Vale lembrar que o PT sempre enfrentou grandes dificuldades no Paraná, algo que o cenário político atual mostra não ser diferente. Os candidatos presidenciais do partido, inclusive Lula, foram derrotados nas últimas eleições no estado e o partido jamais elegeu um governador. A esperança de reverter essa situação era Gleisi que, cada vez mais, se afunda em contradições e denúncias de corrupção.


Como se fosse pouco o calvário político que vem enfrentando, Gleisi tem demonstrado nos últimos tempos um enorme apreço pela censura. Esse comportamento reprovável em qualquer regime democrático ficou evidente nas tentativas de Gleisi Hoffmann de calar e intimidar alguns profissionais da imprensa por meio de processos judiciais, apenas porque jornalistas passaram a noticiar suas trapalhadas. Foi o que aconteceu com o editor do ucho.info, a quem a senadora acusa de trabalhar para a oposição. Algo que terá de provar na Justiça, sob pena de ser condenada por calúnia, injúria e difamação, já que a petista sequer se dá ao trabalho de ler o conteúdo completo de um dos mais respeitados e acessados portais de notícias do País.

Uma oportunidade para conhecer “segredos de estado”

Gen Bda Paulo Chagas
Caros amigos

Tendo lido a entrevista da Sr Ministra Elizabeth Rocha, concedida ao G1, e, em que pese o respeito que devo ter, e que tenho, pela futura Presidente do Superior Tribunal Militar, gostaria de comentar algumas de suas declarações contidas na citada entrevista.

São posições embasadas em princípios e valores pessoais que, em qualquer país democrático devem ser respeitadas como direito de opinião, o que, ainda, é vigente no Brasil. Todavia, como não podemos afirmar até quando isto será possível, haja vista a direção em que aponta o desespero do governo petista, colho o ensejo para dizer o que penso sobre o que pensa a Sra Juíza.

Ao justificar o fato de que os militares gostam de ser julgados por mulheres, a Ministra nos mostra, com clareza, fundamento e propriedade, algumas das diferenças naturais, fundamentais e inarredáveis existentes entre homens e mulheres, tais como a “visão diferenciada do comportamento humano”, a inteligência mais “emocional” e menos “racional”, a “compaixão” e a “misericórdia”, mais presentes no julgamento feminino do que no masculino, concluindo, portanto, pela existência de diferenças de comportamento entre homens e mulheres, e não só entre eles, mas entre segmentos sociais e pessoas de orientações sexuais diversas.

Concordo plenamente com a Dra Elizabeth. O gênero, o segmento social e a orientação sexual diferenciam o comportamento, a interpretação dos valores - morais e éticos - e dos princípios - até jurídicos – das pessoas, contribuindo para que sejam diferentes, merecendo, portanto, tratamento diferenciado!

Mais adiante, a Dra Elizabeth, manifesta-se a favor dos direitos das mulheres e dos homossexuais nas Forças Armadas. Com o que também concordo, desde que sejam consideradas e respeitadas as rígidas e uniformes características de comportamento, atitudes, relacionamento e vigor físico exigidas pela profissão militar de todos os seus integrantes. Daí a necessidade de cautela em “avançar até as mulheres poderem manejar as armas fins”, porquanto terão que fazê-lo com a mesma eficiência dos homens, mesmo sendo tão diferentes, como muito bem nos coloca a Dra Elizabeth na sua entrevista.

Com relação aos homossexuais, a Sra Ministra, muito acertadamente, posiciona-se pela inadmissibilidade, até legal, de diferenciar-se os cidadãos por sua orientação sexual. Concordo mais uma vez, mas, no que concerne à sua integração às Forças Armadas, entendo que isto deve condicionar-se ao respeito desses cidadãos à rigidez e à uniformidade exigidos do comportamento, das atitudes, do relacionamento e do vigor físico dos militares em geral, o que me parece muito difícil de ser atendido na plenitude necessária. Obviamente que os homossexuais não podem ser considerados pessoas de terceira categoria só pelo fato de que dificilmente terão condições de cumprir com as exigências da vida militar!

No que diz respeito ao Regime Militar e aos arquivos do Tribunal, mais uma vez, identifico-me com o pensamento da Ministra.

Temos, realmente, que preservar e tornar pública a memória desse tempo e mostrar para a Nação toda a verdade, desde as mazelas do regime, passando pelos eventuais abusos e usurpações de direitos no combate ao terrorismo, sem deixar, logicamente, de revelar as causas fundamentais da existência do regime e da repressão do Estado, quais sejam, os crimes dos terroristas julgados pelo STM, com independência e coragem, como nenhuma outra corte o fez, aí incluídos os da nossa atual Governanta, Sra Dilma Vanda Rousseff, que, desde há algum tempo, tornaram-se segredos de estado!

A revelação desses e outros segredos será, com certeza, uma decisiva e patriótica contribuição da Presidente do STM para o futuro do Brasil e para a subsistência da liberdade e do regime democrático representativo, preservados com o sangue dos que lutaram por eles e, hoje, ameaçados pela perpetuação do Partido dos Trabalhadores no poder da República!

Tenho absoluta convicção de que a futura “Presidenta” do Superior Tribunal Militar, mesmo tendo sido indicada para integrá-lo pelo Sr Lula da Silva, agirá de acordo com a tradição do Tribunal e, como os Ministros Generais do período sob mando dos militares, não se intimidará diante das exigências de seus amigos do governo!

Com relação à Lei da Anistia, concordo também com a Ministra quando diz que ela foi uma necessidade para garantir a passagem do regime militar para o em que hoje vivemos.

Não a vejo, no entanto, como um pacto circunstancial passível de revisão, e nisso sou acompanhado pela Suprema Corte brasileira.

Dizer que a lei da Anistia, “naquele momento, foi um pacto necessário” e que é possível, do ponto de vista jurídico, a sua revisão à luz de “tratados internacionais” é o mesmo que transformar uma lei, discutida, votada, aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional, em engodo, em embuste, em fingimento, em traição do sistema jurídico brasileiro!

Esta é, à vista disso, logicamente, uma posição a ser revista pela Ministra!

Não conheço a Dra Elizabeth Rocha, mas sei que, há algum tempo, vem sendo cogitada para integrar o Supremo Tribunal Federal, tendo constado, mais de uma vez, da lista de escolha da Presidente Dilma Rousseff. Méritos para galgar a Suprema Corte, indiscutivelmente, não lhe devem faltar e, em vista desses, justo seria se tivesse esta ambição. Não serão, portanto, as aparências, como imposto à mulher de Cesar, que irão inibir suas atitudes na Presidência do STM!


7 milhões de desempregados desmentem Dilma.


O desemprego é bem maior do que o governo tem alardeado e mais uma vez dados oficiais desmentem as bravatas da presidente Dilma Rousseff e de seus ministros econômicos. A desocupação ficou em 7,1% no primeiro trimestre, bem acima da taxa estimada para os três meses finais do ano passado, de 6,2%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), publicada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O cenário mostrado por este levantamento é bem pior que aquele apontado tradicionalmente pela pesquisa mensal do IBGE, realizada nas seis maiores regiões metropolitanas com visitas a cerca de 44 mil domicílios e entrevistas com 120 mil pessoas. A Pnad Contínua cobre 211.344 domicílios em 3.464 municípios.

As primeiras informações sobre a Pnad Contínua indicaram resultados bem piores que aqueles habitualmente divulgados e sempre usados como trunfos políticos pelo governo. O IBGE anunciou há meses a intenção de regularizar a publicação dos novos dados, muito mais amplos e mais compatíveis com os padrões internacionais. A ideia foi mal recebida em Brasília e tentou-se frear a publicação, em manobra defendida no Congresso pela senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República. Técnicos do IBGE protestaram com greve e o relatório foi publicado. A ideia é manter as duas pesquisas durante algum tempo até a substituição da tradicional pela nova.

A taxa de 7,1% supera os números estimados para o terceiro e o quarto trimestres do ano passado (6,9% e 6,2%), mas é mais baixa que a dos primeiros três meses de 2013, quando o desemprego chegou a 8%. Toda a série dos últimos dois anos mostra números mais altos que aqueles apontados pela pesquisa mensal nas seis maiores regiões metropolitanas.  As maiores taxas de desemprego, segundo a Pnad Contínua, foram encontradas no Nordeste (9,3%) e no Norte (7,7%). As menores, no Sul (4,3%) e no Centro-Oeste (5,8%). A do Sudeste ficou em 7% no primeiro trimestre - número menor que o de um ano antes (7,6%), mas igual à média dos quatro trimestres de 2013.

Com esses dados, a presidente Dilma Rousseff e seus ministros terão maior dificuldade para esnobar os países desenvolvidos e parte dos emergentes. Não poderão, por exemplo, contar bravatas em relação aos Estados Unidos, onde o desemprego chegou a 6,3% em abril. Desde o fim do ano passado a desocupação na economia americana já era menor que a brasileira, pelo menos segundo os números da Pnad Contínua.

A presidente ainda poderá confrontar vantajosamente os dados brasileiros com os da União Europeia, onde o desemprego, segundo os últimos dados, ainda estava em 10,4%, apesar dos sinais de reativação econômica. Na zona do euro a taxa era de 11,7% em abril. Mas esses números são compostos e em boa parte refletem o quadro muito ruim de alguns países, como a Espanha, onde a proporção dos desocupados ainda passava de 25% nos últimos meses. A comparação fica menos vantajosa para o lado brasileiro, quando se examinam as porcentagens de vários outros países desenvolvidos.

A Holanda, com uma taxa de 7,2%, praticamente empata com o Brasil. Mas o cenário do desemprego é sensivelmente menos grave na Dinamarca (6,5%), na República Checa (6,5%), na Alemanha (5,25%) e na Áustria (4,9%). No Japão, onde o desemprego é tradicionalmente menor que no Ocidente, a última pesquisa indicou 3,6% - embora a economia apenas tenha começado, muito lentamente, a sair da longa recessão.

Também na América Latina, onde muitas economias têm crescido mais que a brasileira com inflação bem menor, o Brasil fica mal na comparação. Em outubro, sete países tinham desocupação inferior a 6% - Peru, Honduras, Chile, México, Panamá, Equador e Guatemala. O Uruguai praticamente empatava com o Brasil.


Além do discurso triunfalista, todos esses dados destroem também o argumento petista sobre a inflação elevada: um combate mais sério à alta de preços, segundo a presidente, causaria desemprego. Os dados internacionais, como os do IBGE, a desmentem. (Editorial do Estadão intitulado "O desemprego e a presidente", publicado hoje)