Por TV Senado
terça-feira, 8 de março de 2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
A PEDOFILIA vai à ESCOLA
Por Percival Puggina
A questão que me interessa aqui é a existência de uma
pedagogia da educação sexual que anda a braços com a pedofilia. É estarrecedor.
Todo esse material que de um modo ou de outro chegou a alunos ou a bibliotecas
de escolas tem rótulo de coisa pedagógica. Quando suscita escândalo, é
defendido com a afirmação de estar destinado a professores ou a adolescentes.
Falem sério! Professores e adolescentes precisam de livro sobre sexualidade,
com figurinhas para público infantil?
Estamos, portanto, diante de algo sistemático, reincidente e
renitente, que passa por cima, atropelando ("problematizando", para
usar palavra da pedagogia marxista) a orientação dos pais. Essa educação
sexual, se não está empenhada em antecipar o processo de erotização no
desenvolvimento infantil, está dedicada a algo tão parecido com isso que se
torna impossível perceber a diferença. Se não está dedicada a disseminar a
ideia de que o corpo humano, já na mais tenra idade, é um parque de diversões
eróticas, o produto de seu trabalho será inequivocamente esse. Se não pretende
oferecer a crianças e adolescentes um cardápio de opções sexuais para
escolherem como sanduíche no balcão do McDonalds, é a isso que levam suas
propostas.
A simples ideia de que tais orientações encontrem guarida em
receitas pedagógicas no ambiente acadêmico e educacional do país é repugnante.
No entanto, já em 1998, no capítulo sobre Educação Sexual do documento
intitulado "Parâmetros Curriculares Nacionais" elaborado pelo MEC,
lê-se que (pag. 292):
"Com a ativação hormonal trazida pela puberdade, a
sexualidade assume o primeiro plano na vida e no comportamento dos
adolescentes. Toma o caráter de urgência, é o centro de todas as atenções, está
em todos os lugares, na escola ou fora dela, nas malícias, nas piadinhas, nos
bilhetinhos, nas atitudes e apelidos maldosos, no “ficar”, nas carícias
públicas, no namoro, e em tudo o que qualquer matéria estudada possa
sugerir."
Ora, isso não parece exagerado? Talvez quem redigiu o texto
acima padeça de tão solitário e totalizante apelo. Na faixa etária mencionada,
os interesses são bem diversificados. Entre eles se incluem também os esportes,
a escola, a turma de amigos, os jogos de computador e a própria família. Mais
adiante, o texto afirma (pag. 296):
"Nessa exploração do próprio corpo, na observação do
corpo de outros, e a partir das relações familiares é que a criança se descobre
num corpo sexuado de menino ou menina. Preocupa-se então mais intensamente com
as diferenças entre os sexos, não só as anatômicas, mas todas as expressões que
caracterizam o homem e a mulher. A construção do que é pertencer a um ou outro
sexo se dá pelo tratamento diferenciado para meninos e meninas, inclusive nas
expressões diretamente ligadas à sexualidade, e pelos padrões socialmente
estabelecidos de feminino e masculino. Esses padrões são oriundos das
representações sociais e culturais construídas a partir das diferenças
biológicas dos sexos, e transmitidas através da educação, o que atualmente
recebe a denominação de “relações de gênero”. Essas representações
internalizadas são referências fundamentais para a constituição da identidade
da criança."
Está aí a ideologia de gênero e a subsequente revogação que
pretende promover da anatomia, da genética e dos hormônios, cujos efeitos
estariam subordinados a padrões sociais. Tá bom! E o texto segue afirmando o
direito das crianças ao prazer sexual, a naturalidade das manifestações e
"brincadeiras" explícitas, de quaisquer natureza, às quais, na
escola, se aplicaria apenas a jeitosa informação de que o ambiente não seria lá
muito apropriado para isso. E adiciona: tais incontinências só deveriam ser
levadas ao conhecimento dos pais quando "tão recorrentes que interfiram
nas possibilidades de aprendizagem do aluno". É o legítimo caso em que o
pedagogo, com objetivos desviados, erra pelo que ensina e erra pelo que deixa
de ensinar.
___________________
Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é
arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista
de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra
o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do
Brasil, integrante do grupo Pensar+.
Dilma na Zelotes
Por VEJA.com
Convocada como testemunha de um acusado, a presidente terá
de dar explicações sobre a edição de medidas provisórias que favoreceram
montadoras de carros. E mais: o dólar nas alturas e as ações da Petrobras em
queda livre.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
A Petrobras devastada pela corrupção e pela inépcia é a obra-prima do Lincoln de galinheiro
Em outubro de 2010, quando a quadrilha do Petrolão já havia
completado seis anos de roubalheira impune, o então presidente Lula caprichou
na pose de Abraham Lincoln de galinheiro para dizer o seguinte: “A Petrobras é
o maior orgulho do Brasil. É a certeza e a convicção de que este país será uma
grande nação. É a prova mais contundente de que o brasileiro é capaz, é
inteligente, não é de segunda classe”.
Passados pouco mais de cinco anos, a empresa devastada pela
corrupção e pela incompetência é a prova mais contundente do poder de
destruição do lulopetismo. Cotada abaixo de cinco reais, uma ação da companhia
petrolífera mais endividada do mundo hoje vale menos que uma garrafa de
cerveja. Mas certamente continua valendo mais do que vale um lula.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
TOTALITARISMO através da EDUCAÇÃO
Por Percival Puggina
O MEC informa que a BNC englobará 60% dos objetivos
impostos aos ensinos fundamental e médio. E adverte: ela dialoga com o ENEM.
Sim, e como! Se o currículo obrigatório "dialoga" com o ENEM
(petistas adoram essa metonímia), escola alguma, pública ou privada, vai
ensinar diferente, ou sob perspectiva diversa. Se o fizer, seus alunos
desconhecerão as respostas que o Estado brasileiro quer ouvir para lhes abrir
as portas das universidades públicas. Eis o totalitarismo através da Educação.
Quando algum pedagogo fala em problematizar algo, ele
está afirmando que vai reduzir esse algo a coisa nenhuma. E o fará usando sua
permissão para porte dessa arma de grosso calibre que é a barra de giz. Saiba
então: o verbo "problematizar", com seus derivados, pode ser
encontrado 55 vezes na BNC! Lembram da ideologia de gênero, barrada no
Congresso Nacional? E da posterior pressão do MEC, tentando obrigar estados e
municípios a adotá-la? Pois retorna, agora, pela BNC. O conceito gênero aparece
12 vezes no texto. Sexo, apenas duas. É a renitente problematização da genitália.
Quase nada há, ali, que não seja problematizado: sentido da
vida; percepções do corpo; relações sociais e de poder; papel e função das
instituições sociais, políticas, econômicas e religiosas; seleção das datas
comemorativas (!); cronologia histórica nacional e mundial; narrativas
eurocêntricas; relação de "saberes e poderes" de caráter religioso e
suas tradições; divisão de classes no modo de produção capitalista (e só no
capitalista) e, por fim, fenômenos sociais de modo a "desnaturalizar (!) modos
de vida, valores e condutas". É a morte, por asfixia, do livre pensar.
Assinar:
Postagens (Atom)