Neste 13 de dezembro, estarão de volta às praças e avenidas
de centenas de cidades os milhões de indignados que expressam a vontade do país
que presta. É hora de sair de casa e engrossar a multidão inconformada. O fim
da era da canalhice, convém insistir, começa pelo impeachment de Dilma Rousseff.
E a presidente só será afastada do cargo que desonrou pela voz rouca das ruas.
No dia 16, os devotos de ditaduras bolivarianas voltarão a
investir em tubaína, gorjeta e mortadela para que manifestações de apoio ao
governo desgovernado não pareçam procissão de vilarejo. Devem ser
desmoralizados já no domingo pela demonstração de força da resistência
democrática, que será acompanhada com lupa por deputados, senadores e ministros
do Supremo.
É preciso mostrar-lhes que o Brasil decente exige o imediato
despejo dos farsantes no poder.
Confira o local e o horário de início das manifestações
convocadas pelo Vem pra Rua e pelo Movimento Brasil Livre:
ACRE
- Rio Branco ─ Em frente ao Palácio do governo – 15h
ALAGOAS
- Maceió – Alagoinhas – 18h
AMAPÁ
- Macapá – Praça da Bandeira ─ 10h
AMAZONAS
- Manaus – Escola IEA
/ Praça do Congresso ─ 14h
BAHIA
- Salvador – Farol da Barra ─ 10h
- Feira de Santana – Avenida Getúlio Vargas ─ 10h
- Vitória da Conquista – Praça Guadalajara ─ 10h30
CEARÁ
- Fortaleza – Praça Portugal / Avenida Dom Luís
─ 16h
DISTRITO FEDERAL
- Brasília – Em frente ao Congresso – 10h
ESPÍRITO SANTO
- Vitória – Praça do Papa – 16h
GOIÁS
- Anápolis – Praça Dom Emanuel -15h
- Goiânia – Praça Tamandaré – 14h
MARANHÃO
- São Luís – Rua dos Holandeses, em frente ao curso Wizard
─16h
Uma das fotos estampadas em ZH, na última
quinta-feira, mostrava numeroso grupo de parlamentares da base do governo
irradiando indizível felicidade. Melhoraram os números da economia? O PIB
cresceu? O desemprego diminuiu? Nada disso. Festejava-se a elevação do déficit
fiscal para R$ 120 bilhões. Sirvam-se os drinques! O barco afunda, mas o poder
é uma festa. Afinal, ele é tudo que importa. Minutos depois, a notícia da
abertura do processo de impeachment caía como uma pedra no enorme aparelho
digestivo do governo. Não havia sal de fruta suficiente para tamanho mal estar.
A mentira é o primeiro degrau da corrupção. O sofisma é o
segundo. Ambos corrompem a verdade e o resto vem com o tempo e com as ocasiões.
Diferentemente do que o governo passou a dizer, a relação de Cunha com o
impeachment é funcional e a divergência entre ele e o governo é coisa de família,
desentendimento na firma. Não há princípios, nem valores, nem qualquer verdade
em jogo. Seus negócios foram descobertos pela mesma Lava Jato que o PT dizia
ser golpista.
Cunha é muito menos dono do impeachment do que eu. Jamais
disse palavra a favor. Contra minha vontade (ede dezenas de milhões de
brasileiros), sentou-se ele, por meses, sobre trinta e tantos requerimentos. Ou
não? Também nisto obsequiou ao PT tanto quanto o serviu, durante anos, na base
do governo. Sua prolongada indecisão arrefeceu as mobilizações de rua. Bem como
o governo queria. É totalmente fraudulenta, portanto,a tentativa de colocá-lo
no papel de dono do impeachment, como se fosse coisa dele e de gente como ele.
Insustentável, também, o xingatório que qualifica como
coxinhas, lacerdistas, golpistas e gente da pior espécie os que querem ver o
governo pelas costas. Se assim fosse, a Constituição seria “golpista”,pois
prescreve esse tipo de processo. E mais, Dilma Rousseff, com menos de 10%
de apoio um ano após fazer 52% dos votos válidos, teria sido eleita por “gente da
pior espécie”. Nem o xingamento fica em pé.
O governo já foi longe demais, em tudo. Levou a inépcia aos
requintes. Forneceu provas abundantes de que o STF errou ao desconhecer, na
ação penal do mensalão, o crime de formação de quadrilha. À vista de seu
governo, a gestão do companheiro Collor foi exemplo de austeridade. E de nada
vale a presidente dizer que não roubou e não escondeu dinheiro no Exterior
porque não é disso que a acusam. Seus crimes foram de responsabilidade
fiscal.Ponto e basta. Voltemos às ruas, nós, os donos do impeachment!
Só inocentes não enxergam que o impeachment ou renúncia da
desgastada Dilma Rousseff são manobras que têm um grande beneficiário e
interessado imediato: Luiz Inácio Lula da Silva. O chefão $talinácio aposta no
fracasso e inviabilidade de uma (cada vez mais provável) gestão Michel Temer
(ou de qualquer outro, se o vice também acabar impugnado por alguma denúncia
grave ou por condenação da chapa vencedora em 2014). Lula só não tem certeza
absoluta do momento exato para Dilma sair, permitindo um retorno nada triunfal
e muito arriscado dele e do PT ao papel de "franco-atiradores" de
"oposição". É uma piada-séria!
Dilma fica mortinha da Silva a cada segundo. Grande parte
dos problemas é culpa dela própria. Sua ira incontrolável e a incapacidade de
diálogo político transformou o que deveria ser um complicado "governo de
coalizão" em um "desgoverno de colisão" - na base da guerra de
todos contra todos. Sintoma desta incapacidade de aglutinar apoios foi a
derrota de ontem na votação secreta para a Comissão do Impeachment, na Câmara
dos Deputados.
Parlamentares anti-Dilma formaram uma chapa e venceram de
goleada: 272 votos contra e apenas 199 a favor. Sorte da Dilma que o ministro
Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a eleição da comissão, até
dia 16, quando o plenário da corte julgará um recurso do PC do B para anular a
votação secreta e formação da chapa alternativa de "oposição" ao
desgoverno e em favor do impedimento da Presidenta. Até quando o Executivo
continuará sendo salvo das manobras do Legislativo pelo Judiciário? E fica no
ar a dúvida se haverá recesso parlamentar ou não - aumentando a agonia do
Palhasso do Planalto.
Dilma já era há muito tempo! Michel Temer, rompido
pessoalmente com ela, conspira abertamente. Eles se encontram nesta
quarta-feira. Tardiamente, vão discutir a (péssima) relação... A contundente
cartinha, feita para vazar, foi uma tentativa de habeas corpus político, para
se livrar das amarras e contaminações de uma impopular Dilma que odeia Temer e os
principais parceiros dele, já autoescalados ministros do eventual velho-novo
desgoverno: José Serra, Nelson Jobim, Moreira Franco. O vice também escuta
muito os conselhos de um grande amigo: Jacob Goldberg, estrategista de
movimentos na Era Transmídia. FHC também já teria dado seus pitacos
sociológicos ao "presidenciável". Temer também já recebeu o apoio das
diretorias do Bradesco e do Itaú. Sinal de que não mexerá na política
econômica de forma radical - o que confirma a tese de que ele é "mais do
mesmo".
Tudo isso é ótimo para quem? Lula... Vamos desenhar, para
facilitar a compreensão e a profunda reflexão das pessoas de bem, para não se
arrependerem, em futuro próximo, dos equívocos de avaliação. Repetindo, por 13
x 13: Lula é o grande beneficiário da cassação ou saída (nada espontânea) de
Dilma Rousseff. A cúpula da Petelândia sabe perfeitamente disto. Do contrário,
já teriam promovido o massacre de Michel Temer Lulia - aquele que oferece o
perigo mais imediato ao mandato da Presidenta, por ser o imediato na linha de
sucessão dela.
Quem conhece o PT de longa data, sabe muito bem que eles
adoram as práticas dos dossiês (verdadeiros ou falsos), do ataque feroz à honra
e a credibilidade de seus adversários políticos. Como chegou a lembrar, certa
feita, o falecido caudilho Leonel Brizola (ídolo da Dilma), Lula e o PT são
capazes até de pisar no pescoço da mãe de quem os desafia ou contraria. Pois
bem e para piorar, tem outro detalhe. A crise econômica no Brasil não tem
solução de curto prazo pois os erros, desmandos e roubalheiras generalizadas
promovidas nos últimos 13 anos deixam sequelas difíceis de serem curadas ou
resolvidas rapidamente.
Os anos de 2016 e 2017 serão muito difíceis para a
população, para as famílias brasileiras e para as empresas brasileiras. Como
Dilma continuando no Palácio do Planalto, todo esse desgaste ficará com o Poder
Executivo, comandado pelo PT. A desmoralização dela não vem de agora. A
companheira Dilma quase não se reelegeu Presidenta, pois teve que ficar a
campanha toda defendendo o seu governo.
Qualquer um que conhece um pouco de política sabe que é
muito mais fácil fazer campanha eleitoral na ofensiva, fazendo promessas – na
maioria das vezes sem a menor intenção de cumpri-las. É assim que Lula prefere
operar. Como o gênio $talinácio voltaria ao poder em 2018 tendo que defender
quatro anos de caos na economia, na saúde, na educação, nos transportes, além
da roubalheira generalizada nas estatais e nos altos escalões políticos, seja
do PT ou do PMDB?
Improvável e impossível. A última pesquisa eleitoral deu
conta de que ele, o mito decadente Lula, é rejeitado por 47% dos eleitores.
Agora, o jogo pode mudar se o senhor Temer, junto com os "primos" do
PSDB assumirem o Poder Executivo e ficarem com a bomba no colo até 2018. Neste
cenário, o companheiro $talinácio seria candidato de oposição, podendo fazer
promessas, promessas e mais promessas. Nesta mesma linha, taticamente, os
petistas não soltariam os dossiês contra aqueles que querem agora derrubar a
Dilma, pois guardariam as malvadezas como moedas de troca para 2018.
Caso o senhor Temer e o PSDB resolvam fazer uma verdadeira
faxina ética e moral, apurando todas as bandidagens que foram praticadas nos
últimos 13 anos, aí sim os comissários do PT pulariam nas tamancas. Rapidamente,
em reação, divulgariam os dossiês que seriam verdadeiras bombas. Principalmente
porque teríamos o PMDB na chefia do Executivo junto com o PSDB, gente sobre
quem o PT alardeia saber muita coisa podre. Haveria uma barganha política,
aquela do pior nível possível e que tem acabado com a nossa Pátria, com a nossa
Nação, inviabilizando um País maravilhoso chamado Brasil.
A lógica pragmática de Lula é bem mais simples e imediata.
Sacrifica-se a Dilma, que já está cansada mesmo desse fardo. Deixa-se o PMDB
pilhar o País de maneira mais direta e explícita. O PSDB volta a sentir o
gostinho do poder, algo tão almejado pelos já envelhecidos cardeais José Serra,
Geraldo Alckmin, FHC e até o jovial Aécio. Os tucanos alimentariam, assim, as
chances de enfrentar uma campanha eleitoral usando o poder da máquina - como
fazia na era FHC.
As cúpulas decidem o jogo no tapetão. Novamente vemos aquele
cenário em que nenhuma das “ditas autoridades” pensa no futuro da Nação
Brasileira, no destino promissor da Pátria Brasil. Comportam-se como as hienas
se revezando na pilhagem estatal, fazendo jogos de aparências e de cena, com
brigas e disputas falsas para se manterem no podre poder. Mais uma vez, fica
claro que não temos oposição, mas sim mera "composição". As
zelites brasileiras não aprendem e, pior, não querem aprender. O Capimunismo
Rentista as satisfaz.
Cassar a Presidenta Dilma é tapar o sol com a peneira. Dilma
não é a causa dos males. Ela é consequência da falha estrutural do modelo
estatal brasileiro. Por isso, ser cassada pelo senhor Eduardo “Contas na Suíça”
Cunha é desmoralizar por completo aquilo que parece ser um arremedo de processo
democrático brasileiro. Aliás, até no caso do pau no Cunha tem rigor seletivo.
O Ministério Público da Suíça já enviou ao Brasil a relação de várias pessoas
que tiveram movimentações suspeitas naquele paraíso fiscal decadente. Segundo o
próprio Cunha, nesta relação existem diversos parlamentares. Ele reclama porque
só ele está sendo “crucificado”.
A presidente Dilma, inclusive a todo instante, lembra que
não é ela que está sendo acusada de manter contas não declaradas na Suíça.
Ninguém com o mínimo de seriedade ou inteligência pode imaginar que depois de
cassada por gente desta “pouca qualidade política”, o PT não vai trabalhar e
provavelmente conseguir demonstrar que houve um "golpe" contra a
(pretensa) democracia (regime que o Brasil ainda não conhece plenamente).
Mesmo nessa farsa de discurso, Lula e o PT vão ganhar o
argumento eleitoral de que eles foram vítimas de um "golpe" praticado
pelos corruptos investigados pela Polícia Federal por ordem de quem? Da
Presidenta e de seu Ministro da Justiça. Novamente, a Petelândia voltaria a
posar de "vítima das zelites". A novelinha do impeachment é oportuna
para a encenação desta tragicomédia.
Por tudo isto, qualquer um que defender a cassação da
presidente Dilma como "solução efetiva" acaba se transformando, mesmo
sem querer, em um cabo eleitoral antecipado do senhor Lula para a aventura de
2018 (que só Deus sabe se ele terá saúde para encarar). O plano do $talinácio,
se conseguir o retorno triunfal, será terminar de implantar o socialismo do
século 21 (na prática um bolivarianismo radical, mas com o jeitinho brasileiro
da esculhambação, inspirado nos ideais do Foro de São Paulo - que ele não teve
coragem (ou condições) de fazer valer, de forma hegemônica, em seus oito anos
de mandato, e nos primeiros quatro da Dilma, até agora.
Se Dilma sair ou for saída antes do tempo, dando lugar a
Michel Temer, o chefão Lula ressurgirá como grande salvador das massas
desempregadas, esfomeadas e injustiçadas. Pelo menos este é o script que
petistas próximos a ele desenham. A quem interessa a volta de Lula ao Palácio
do Planalto em 2018? Só interessa a ele mesmo e ao sistema que aparelha a
máquina estatal capimunista no Brasil.
Pensemos bem e respondamos para a própria consciência: Quem
deseja a volta de Lula à Presidência da República? Quem gostaria que as coisas
fiquem do mesmo jeitinho que estão no Brasil da impunidade, ilegalidade e
ignorância? Quem tem medo de pensar conceitos corretos? Quem teme as mudanças
verdadeiras?
$talinácio quer saber de nada disso! Apesar do desgaste de
imagem, Lula ainda não tem adversários a sua altura. Quem seria o
presidenciável "oposicionista" para 2018? O nome ainda parece longe
de surgir... A falta de lideranças políticas verdadeiras é o grande drama do
Brasil. Além disso, qualquer um que ouse se mostrar como "opositor",
com as regras atuais do jogo, será fulminado pelo sistema do crime organizado.
Se o Brasil não mudar de verdade, o caos continuará operando a pleno vapor.
Na estrutura atual, o Brasil é inviável: com visão vagabunda
de rentista, juros altíssimos, carga tributária absurda (92 impostos, taxas,
contribuições e infindáveis instruções normativas ou portarias ministeriais),
gritante insegurança jurídica e desgovernança sistêmica do crime organizado.
Infelizmente, ainda estamos longe da verdadeira Democracia - definida como o
Império da Lei, da Segurança do Direito, através do exercício ético da razão
pública.
Por isso, o primeiro e nada fácil passo é romper com o
Capimunismo Rentista e patrimonialista, mudando a estrutura do Estado
brasileiro que serve ao crime e não ao cidadão ou à sociedade. Só uma
Intervenção Constitucional, pelo Poder Instituinte do Cidadão, tem condições de
mudar o Brasil. Tal movimento só não pode se resumir a um "iluminismo de
classe média" ou um "middle class wishfull thinking" - como
sempre bem me adverte o cientista político William Carvalho.
O problema gigantesco que temos pela frente é: nossas
elites, não se comportando como tais, não demonstram maturidade para definir e
liderar o processo de mudança do caos para o pleno desenvolvimento de fatores
políticos e econômicos. Assim, o Brasil segue sem rumo, na velha sina de País
do futuro (mas que não cuida do presente e ignora as besteiras do passado,
repetindo-as de tempos em tempos.
Let's sing
O Rei Roberto Carlos e Isaurinha Garcia fazem uma homenagem
a Dilma recebendo a carta de Michel Temer - que ele deixou vazar...
Descendente
Lema do Lobão no Facebook, com direito a caixa alta e
negrito:
"QUEM COM O 13 FERE,COM O 13 SERÁ FERIDO. DIA 13,
TODO O BRASIL NAS RUAS A BRADAR: FORA DILMA, FORA PT!"
Apelidos
Incredulidade
Martirizado
Problema numerológico
Irmão Temer
Irregular na Maçonaria, quer tomar o lugar da
Dilma...
A carta que Michel Temer tirou da manga ─ outras virão, e
nenhuma vai melhorar a vida dos farsantes no poder ─ provocou estragos de bom
tamanho no Palácio do Planalto. Entre eles se destaca a exposição de três
tumores que vêm apressando o apodrecimento galopante do governo Dilma Rousseff.
Primeiro: no quesito habilidade política, a presidente é uma
procissão de notas zero com louvor. Quando age por conta própria, não acerta
uma. Quando se move orientada por Lula, erra todas.
Segundo: o chamado “núcleo duro” do Planalto é formado por
perfeitas bestas quadradas. Uma governante que tem como conselheiros um Jaques
Wagner ou um Ricardo Berzoini não precisa de inimigos.
Terceiro: a seita lulopetista não celebra acordos
partidários. Em vez disso, faz contratos de arrendamento ou combina casamentos
de conveniência sempre subordinados a uma cláusula pétrea: “Nós mandamos, os
outros obedecem”.
Somados, os três tumores avisam que não há esperança de
salvação para um poste que só não é grosseiro com seu fabricante, finge que não
vê as rachaduras em acelerada expansão e, antes de desmanchar-se em escombros,
faz o que pode para quebrar de vez o Brasil.
A queda de braço entre a Presidente da República e o
Presidente da Câmara de Deputados, verdadeira chantagem recíproca em que ambos
se empenhavam, ameaçando-se ostensivamente com o deslanche da campanha de
impeachment de um ou do outro, barganhando votos e prazos, todos sabendo que o
outro mentia até considerar-se em posição de vantagem para romper o acordo da
véspera, desequilibrou-se e as coisas se precipitaram, como aconteceria mais
cedo ou mais tarde.
Felizmente para o Brasil, foi mais cedo do que ousávamos
esperar.
O que decidiu a parada foi o fato de três deputados petistas
do baixo clero, membros da Comissão de Ética da Câmara (sem gargalhadas, por
favor) terem cedido às pressões e ofertas de seu partido e declarado seu voto
para o prosseguimento da ação contra Eduardo Cunha que tramita naquela Casa.
Sentindo-se traído pelo partido da Presidente, com justa
razão, Cunha adotou a medida que já tinha pronta para esta eventualidade:
retaliou, acolhendo o pedido de impeachment da Presidente, que dormitava em sua
gaveta há meses e dando andamento ao processo.
Rompido o acordo dúbio que unia as duas autoridades, uma
prometendo evitar que a outra fosse impedida, o tempo passa, agora, a correr
contra o Presidente da Câmara, envolvido em maracutaias da Operação Lava-Jato e
nas mentiras com que procurou encobrir a existência de gordas contas em bancos
suíços, com recursos de origem nebulosa ou mágica.
Dilma, por sua vez, tem interesse em que seu julgamento
comece logo, pois percebe que a situação econômica nacional se deteriora
diuturnamente e, em breve, teremos manifestações populares nas ruas, pedindo
sua saída.
Esperamos que tais trâmites realmente se acelerem, já que o
acordo de proteção mútua acabou, e estejamos, nos prazos legais, livres desses
dois personagens – Dilma e Cunha – que tanto mal já nos fizeram e ainda podem
fazer, enquanto não forem definitivamente afastados da vida pública.
Na série de ameaças que proferia de vez em quando, para
reforçar sua posição na barganha política com que pretendia salvar seu mandato,
o deputado citava um rol de dezenas de parlamentares sobre os quais dispunha de
dossiês comprometedores, que seriam divulgados caso fosse afastado de sua
posição privilegiada.
Que venham então essas novas denúncias, para que prossiga a
faxina ética de que tanto o Brasil precisa.
Que tudo isso nos sirva de lição, para não mais nos
deixarmos enganar por candidatos mentirosos e falsos nas próximas eleições, a
partir das de 2016.
Três bobagens, três derrotas. Fala-se das tentativas do PT,
do PCdoB e de deputados governistas de obter do Supremo Tribunal Federal a
anulação do processo de impeachment da presidente Dilma, iniciado pelo
presidente da Câmara. Qualquer observador de bom senso desestimularia esse tipo
de ação, não só pela falta de embasamento jurídico quanto pelo estímulo da
interferência entre os poderes da União. Queriam a mais alta corte nacional de
justiça atropelando a Câmara dos Deputados numa decisão exclusiva dos
representantes da população.
O resultado só poderia ter sido a rejeição, exarada em
termos duros e necessários, pelos ministros Celso Mello, Gilmar Mendes e, sem a
menor dúvida, por todos os demais integrantes do STF. Desmoralizaram-se os
autores dos pedidos, mas, acima de tudo, ajudaram a desmoralizar o governo.
Forneceram mais uma prova da confusão verificada em torno da presidente Dilma,
que se foi consultada previamente e autorizou, fica muito mal. Mas se não foi,
pior ainda.
Apesar das sucessivas reuniões ministeriais promovidas por
Madame, continua o bate cabeça no Palácio do Planalto e adjacências. A
novidade, ontem, foi a disposição do governo de apressar o julgamento. O
argumento anunciado como exigência da presidente baseou-se no raciocínio de que
se agora está feio, com o passar dos meses ficará horrível, tendo em vista o
agravamento da crise econômica. Quer dizer, em vez de demonstrar disposição para
debelar o desemprego, o aumento de impostos e as dificuldades crescentes na
vida nacional, os detentores do poder preferem antecipar o confronto.
Imaginam dispor de mais apoio, ou de menos abandono, antes
que a situação se deteriore. É reconhecer a incapacidade de recuperar a
economia. Em especial quando concluem melhor submeter-se agora ao pedido de
afastamento, quando dizem dispor de 258 votos, do que daqui a dois ou três
meses, quando faltará a certeza de que contarão com 172, o número mínimo para salvar
o pescoço da rainha. Mais uma prova de fraqueza. Por isso sustentam os
governistas a suspensão do recesso parlamentar, com o funcionamento normal do
Congresso em janeiro. Dificilmente conseguirão outra evidência de haverem
perdido o controle do processo político.
Enquanto isso, prossegue a baixa tertúlia entre Dilma e seus
ministros, de um lado, e Eduardo Cunha, de outro, acusando-se de mentirosos e
chantagistas. Um lamentável espetáculo que não deveria ser encenado. Afinal, os
dois grupos desdobraram-se em simulacros de entendimento e agressões
ostensivas. Ninguém controla ninguém. O governo, com medo das ruas, prevendo
que crescerão as manifestações ditas contra o impeachment, mas na realidade de
indignação frente ao caos econômico. As oposições, cada vez mais ávidas de
aproximar-se do vice Michel Temer, para o que der e vier.
Por enquanto, faltam votos no plenário da Câmara para a
condenação da presidente. Em fevereiro, ignora-se, tendo em vista o perigo real
e imediato da desagregação econômica prestes a transformar-se em crise social.
Entre exortações para a antecipação do embate parlamentar, a pergunta fica é
sobre o que fará mais mal ao país: o Natal sem Dilma ou o Carnaval do
impeachment.
Historicamente, o sistema estatal brasileiro (União, Estados
e Municípios) raramente respeitou os cidadãos - a não ser quando eles exerceram
seu poder de pressão e direito instituinte. Na lógica de exploração do Estado
Capimunista, na qual o indivíduo é tratado de forma subalterna, como se fosse
um escravo - embora tenha as obrigações de votar, pagar impostos e obedecer
(cegamente) a leis nem sempre legítimas. Normalmente, o modelo adora agir e
tomar decisões sem ouvir as pessoas. Só dá problema quando tem reação forte de
algum grupo organizado ou da maioria da opinião pública, via repercussão
midiática.
Foi exatamente isso que aconteceu com o tal decreto de
reorganização escolar que o governo do Estado de São Paulo baixou e tentou
executar. O plano tinha uma série de "boas intenções" e propunha
algumas medidas racionais básicas ou necessárias para o correto funcionamento
de uma complexa rede de escolas públicas.
Elas não são tão gratuitas quanto a fama sugere, pois têm gastos altos e muitos
desperdícios de recursos, raramente transparentes ao
cidadão-eleitor-contribuinte. Algumas têm qualidade, mas a maioria reflete o
desastre educacional da pátria sem educação.
Como o "maravilhoso" projeto de reforma estrutural
não foi exaustivamente discutido com a população, houve reações: justas ou nem
tanto, beirando ao vandalismo e a violência. Jovens (de forma espontânea e
também instrumentalizados por movimentos políticos) promoveram protestos nas
ruas. As manifestações saíram do controle. Transformaram-se em "casos de
polícia". Escolas foram ocupadas e depredadas. O Ministério Público foi
forçado a entrar na confusão. Com abusos cometidos por todos os lados, e o caos
gerado no trânsito, atrapalhando a mobilidade de quem achava que nada tinha a
ver com as passeatas, geraram uma pressão de mídia contra o governo estadual -
que fez um discurso inicial de que a mudança seria irreversível e irrevogável,
até ser forçado a baixar a bola e recuar (de modo até politicamente covarde).
A gota d'água foi a divulgação de uma pesquisa de opinião
indicando uma grande queda de popularidade do governador, combinada com a
rejeição da maioria dos entrevistados contra uma reforma que não foi debatida
publicamente (inclusive sem ouvir, até cansar, todos os alunos, professores e
pais diretamente interessados). O governador Geraldo Alckmin, que tenta vender
a permanente imagem de eficiência para emplacar uma candidatura presidencial em
2018, foi obrigado a revogar o decreto. O Secretário de Educação ficou pt da
vida e pediu exoneração. A mesmice venceu, por culpa da arrogância autoritária
do governo paulista há mais de uma década comandado pelo PSDB - que tem todos
os cacoetes totalitários de uma falsa e envergonhada esquerda, que pouco tem de
social e menos ainda de democrata.
Pelo recuo inoportuno e covarde, diante de uma pressão de
jovens que chegou a acusar de ter sido instrumentalizada politicamente (pelo PT
e PC do B), Geraldo Alckmin praticamente sepultou sua chance de se viabilizar
como candidato a suceder a desgastadíssima Dilma Rousseff. O governador Alckmin
agora terá sua impopularidade acelerada pelo episódio da reforma escolar (na
qual nem ele acreditava, senão não a revogaria, mas faria a tal audiência
pública para iniciar um debate que deveria ter sido um pressuposto).
O tucano foi vítima da própria fragilidade e falta de
consistência. Picolé de Chuchu derrete, facilmente, sob o calor do clamor
popular. A fraqueza comprovada e exposta de Alckmin foi uma ótima oportunidade
para lembrar aos cidadãos brasileiros que é preciso e vale a pena reagir, de
forma civilizada e legítima, porém contundente, contra os abusos cometidos
pelos entes estatais e suas máquina de perseguição (as gestapos tupiniquins). A
pressão popular funciona (para as coisas certas, e também para as coisas
erradas). Os governos (ainda) têm medo da reação popular. Este é o detalhe mais
importante.
A regra vale para que o Brasil consiga se livrar da Dilma
Rousseff - eleita pela maioria sem noção e pela omissão completa de uma suposta
oposição que, claramente, não quis ganhar a eleição - questionável pela votação
eletrônica sem direito a uma legítima recontagem de voto por meio físico.
Protestar é preciso! No entanto, a passividade do brasileiro diante dos abusos
dos vários desgovernos ainda é uma péssima tendência. O governo do Crime
Organizado tira vantagem desta fragilidade do cidadão sem fé e coragem.
Vem aí uma nova onda de protestos nas ruas contra Dilma e
seu desgoverno. Será que no dia 13 de dezembro milhões irão às ruas? A
petelândia aposta que não, e corre para impedir o recesso parlamentar, a fim de
colocar em votação o processo de impeachment de mentirinha (um golpe baixo
armado pelo alto clero do Congresso Nacional para usar a maioria da base aliada
e rejeitar o processo contra Dilma). A manobra é canalha! Pena que alguns
idiotas, inocentes inúteis, não queiram perceber o jogo sujo do Palhasso do
Planalto (o ente fictício máximo de um País de Mentiras).
Ainda estamos engatinhando na reação aos abusos estatais no
Brasil. No entanto, a revolução brasileira dá sinais de avanço. Vale a regra:
quem não reage rasteja!
Cantamos a Marchinha
Japonês da Federal: o hit do momento. Dos Autores: Thiago
SP, Dani Batistonne, Jabolinha e Tigrão.
Desde que tomou posse em seu segundo mandato, a presidente Dilma
Rousseff desconheces o que é sossego e tem visto a própria situação
política piorar cada vez mais. Reflexo das muitas trapalhadas cometidas no
primeiro mandato e da teimosia que funcionou como abre-alas do segundo. Sem
contar que as mentiras contadas durante a corrida presidencial do ano passado
caíram por terá antes da hora prevista.
Enquanto tenta barrar o processo de impeachment no Congresso
Nacional, a petista precisará também se defender em ação no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) que pode cassar o seu mandato e do vice, Michel Temer.
Nesta sexta-feira (4), o tribunal publicou o acórdão sobre o processo. A defesa
tem sete dias para se manifestar a partir da notificação.
A ação investiga abuso de poder político e econômico nas
eleições do ano passado e foi proposta pelo PSDB. Os advogados que representam
a chapa Dilma-Temer poderão apresentar provas e indicar testemunhas, durante
esse prazo, além de solicitar a produção de outras provas.
De acordo com o processo, há indícios de irregularidades na
contratação da empresa Focal Confecção e Comunicação Visual, que prestou
serviços à campanha e recebeu R$ 24 milhões. Ainda há indícios de financiamento de
campanha com dinheiro oriundo de corrupção em contratos com a Petrobras.
O Tribunal decidiu abrir a ação de impugnação de mandato em
outubro. Entretanto, desde agosto, quando o julgamento foi paralisado por um
pedido de vista, a corte já possuía maioria formada para abrir a apuração. Foi
a primeira vez que a Justiça Eleitoral autorizou uma investigação como essa
contra a campanha de um presidente da República. A relatoria do processo é da
ministra Maria Thereza de Assis Moura.
O vice-presidente Michel Temer quer que a defesa dele seja
apartada da de Dilma. Temer argumenta que sua prestação de contas foi feita
separadamente do balanço apresentado pela presidente. A tentativa é salvar o
vice mesmo que a candidatura de Dilma seja impugnada.
Embora o assunto tenha rendido capa no EXTRA, na audiência
ocorrida dia 2 nada de conclusivo foi dito de conclusivo sobre reajuste dos
militares das Forças Armadas. Lideranças de associações e alguns militares da
reserva que compareceram ao Congresso Nacional saíram do local reclamando muito
e prometem mobilizações para o início de 2016. A tropa está cada vez mais
inquieta. Pois, permanece com os salários defasados e mesmo assim é cada vez
mais requisitada para suprir lacunas deixadas pelo estado.
Nessa quarta-feira (02/12), na audiência pública da Comissão
de Relações Exteriores e Defesa Nacional os deputados pediram a Aldo Rabelo que
inicie os procedimentos para a revogação de uma medida provisória editada há
quase 15 anos e que nunca foi submetida ao Plenário da Câmara e do Senado por
ter sido excluída, na época, da lista das que trancam a pauta da Câmara e do
Senado.
A MP 2215/2001 nunca foi votada e, entre outras medidas
nocivas para os militares das Forças Armadas, acabou com a promoção automática
dos militares que passam para a reserva.
O Ministro disse que militares tem “particularidades”, não
tem direito a greve, passeata, habeas corpus etc e deu a entender que isso os
deixa defasados em relação a outras categorias. Contudo, nada de novo foi dito
em relação a reajuste de salários, o que mais interessa aos militares nesse
momento.
A reunião não foi relacionada à polícia militar ou segurança
pública em geral.
A presidente Dilma veio às falas e se declarou
indignada. Ela, indignada. E nós, o quê? Nós, constrangidos a conviver com
recessão, inflação e corrupção. Nós, sentenciados a acatar aumentos de
impostos, solução indicada por quem sequer entendeu a natureza do problema.
Somos notificados, nós, em cadeia nacional, de que a presidente está braba...
Ora, leitores, o Brasil cansou de Dilma, do seu
partido, das enrolações, das mentiras e das mistificações que mantêm o PT no
poder.
Hoje à tarde, quinta-feira (3), assisti a leitura do pedido
de impeachment ao plenário da Câmara dos Deputados. Estarrecedora a lista de
crimes de responsabilidade fiscal praticados pelo governo! Na origem de cada um
deles a mesma motivação: ocultação da realidade, dissimulação dos fatos,
enganação. A tais práticas, lembremo-nos, era dado o nome de “contabilidade
criativa”. Valha-nos Deus!
A presidente espera enfrentar a crise acusando a oposição de
conspirar contra o interesse público. Mas quem agiu prolongada e
determinadamente contra a nação, olhos postos apenas no interesse próprio e nas
parcerias ideológicas? Quem fez o diabo e todos os diabinhos possíveis para
vencer a eleição gerando o caos subsequente, jogando o país em mais uma década
perdida?
O Brasil precisa de união nacional para enfrentar a crise. A
presidente não perdeu apenas 70% dos votos que fez no ano passado. Por não
respeitar o interesse público, por valorizar mais a reeleição do que o bem do
país, ela perdeu o respeito do país. E não há, tampouco, como seu partido
unificar qualquer coisa politicamente consistente. Enquanto o governo jogava o
país na valeta da estrada por onde outros avançam, o partido governante
entesourava e tratava de dedicar o Estado, o governo e a administração à tarefa
de construir conflitos e impor suas pautas.
A unidade, em torno de Dilma Rousseff, só pode ser na tarefa
de nos enganarmos uns aos outros para que, ao final, estejamos todos vivendo o
mesmo delírio. E a unidade, em torno do PT, é a guerra de todos contra todos, é
a simultaneidade dos ódios provocados e a explosão de todos os conflitos
existentes, inventados e ainda por inventar.
O impeachment no qual o país depositou suas esperanças neste ano que chega ao
fim foi posto em marcha. Ao longo das próximas décadas estaremos falando destes
dias, destas semanas, e saberemos que, em 2015, o povo brasileiro mobilizou-se
para que se cumprisse a Constituição e fossem afastados do poder aqueles que se
uniram na mentira e nela se abastaram.
Tanto semearam divisão que acabaram unindo o país contra si.
____________________
Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto,
empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora
e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o
totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do
Brasil, integrante do grupo Pensar+.