terça-feira, 23 de junho de 2015

A agenda de Fachin


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ALIADO DO GOVERNO? 
Fachin criticou peso dado à delação premiada e disse que 
não sabe se relatará julgamento dos planos econômicos
Apesar da sobriedade na posse, as primeiras manifestações do novo ministro do STF indicam uma postura de alinhamento às teses do PT e do Planalto

A posse do novo ministro do STF, Luiz Edson Fachin, movimentou autoridades do Executivo e do Legislativo na tarde da terça-feira 16. Engrossaram a plateia de convidados presidentes de entidades de classe, parlamentares do PT e de partidos de oposição, e até políticos investigados pela Operação Lava Jato, interessados diretamente no destino que o novo ministro dará aos seus processos. No entanto, o exagerado beija-mão, condenável, embora tradicional nesse tipo de solenidade, não foi capaz de tirar a fleuma de Fachin. Na solenidade, o magistrado optou pela discrição. Não fez discurso e preferiu evitar entrevistas, adotando comportamento incomum entre os que acabam de alcançar o posto considerado o topo da carreira da magistratura. Talvez porque, demonstrando bem mais desembaraço, dias antes o ministro já havia fornecido pistas sobre como ele pretende pautar sua atuação no STF.

Ao comentar os depoimentos de delação premiada que recheiam os processos do Petrolão, Fachin disse que ninguém poderia ser julgado e condenado com base apenas nos relatos de delatores. “A delação premiada é um indício de prova. Precisa ser secundada por outra prova idônea pertinente e contundente, que são as características que a gente tipifica como uma prova para permitir o julgamento e o apenamento de quem tenha cometido alguma infração criminal”, afirmou. Embora o magistrado não integre a turma destacada para analisar os processos da Lava Jato, se as ações chegarem a plenário, ele votará juntamente com os 10 colegas. Espera-se que essa postura já antecipada pelo magistrado não esteja contaminada pelo fato de ele ter sabidamente ligações anteriores com o PT, partido que mais sofrerá caso as investigações da Lava Jato levem à punição de autoridades e políticos.

Nos próximos dias, o novo ministro herdará ainda mais de 1.400 peças que estavam sob a responsabilidade de Ricardo Lewandowski antes de o ministro assumir a presidência do tribunal. A mais polêmica das relatorias trata do conjunto de ações sobre perdas financeiras que investidores da caderneta de poupança tiveram com planos econômicos instituídos pelo governo nas décadas de 1980 e 1990. Especialistas estimam que os ressarcimentos atinjam a casa dos R$ 149 bilhões e a Caixa Econômica Federal, banco público que concentra este tipo de aplicação, teria de desembolsar cerca de R$ 50 bilhões se o Supremo decidisse a favor dos poupadores. No meio do arrocho fiscal, o governo se arrepia com a ideia. Fachin ainda não decidiu se assumirá a responsabilidade de relatar as ações que podem aprofundar ainda mais o rombo do caixa da União. “Vou me inteirar disso e em um momento oportuno vou manifestar minha decisão”, afirmou Fachin. Ele foi advogado no caso em que a 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça definiu, em recurso repetitivo, os prazos prescricionais para as ações dos planos. Se Fachin se declarar impedido, o julgamento não pode acontecer, o que atenderia aos interesses do Planalto. Pelo Regimento do STF, questões constitucionais exigem um quórum mínimo de oito ministros. E os ministros Luis Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Luiz Fux já se declararam impedidos.
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Também caiu nas mãos de Fachin a decisão de acolher ou rejeitar a denúncia que a Procuradoria-Geral da União fez contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em 2013. O senador é acusado de usar influência política para ter contas pessoais pagas por uma empreiteira, escândalo que veio à tona em 2007. O novo ministro, cabe lembrar, sofreu severa oposição do peemedebista durante a apreciação de sua indicação. 

Lula lá, quase lá



Com a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, a Lava Jato chega mais perto de pegar Lula. Ainda a reportagem sobre o papa Francisco, que cobrou do mundo atitudes para salvar o planeta da destruição ambiental. Uma boa lição para o Brasil que vem de longe, a Finlândia lidera o movimento global para revolucionar a sala de aula. Os detalhes da edição desta semana com Joice Hasselmann e Carlos Graieb.

Após enxurrada de dados negativos, relatório Focus trouxe piora das projeções



Após enxurrada de dados negativos em relação à economia, divulgados na última semana, o relatório Focus trouxe uma piora das projeções do mercado financeiro.

Por ordem do Itamaraty o embaixador não acompanhou os senadores em Caracas


Embaixador do Brasil em Caracas, Ruy Pereira se absteve de acompanhar a comitiva de oito senadores que foi hostilizada na Venezuela nesta quinta-feira (18). Após recepcionar os visitantes no aeroporto, o diplomata se despediu. Alegou que tinha outros compromissos. Agiu assim por ordem do Itamaraty.

O governo brasileiro avaliou que a participação direta do embaixador numa comitiva cujo principal objetivo era visitar na prisão o líder oposicionista venezuelano Leopoldo Lópes causaria problemas diplomáticos com o governo pós-chavista de Nicolás Maduro. Algo que Dilma Rousseff não quer que ocorra.

“O embaixador nos virou as costas”, disse ao blog o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), após desembarcar na Base Aérea de Brasília na madrugada desta sexta-feira (19). Vinha de uma missão paradoxal, que teve sucesso porque fracassou.

Destratados por manifestantes leais a Maduro e retidos nos arredores do aeroporto por um bloqueio das vias públicas, os senadores retornaram a Brasília sem cumprir a agenda que haviam programado. A frustração virou êxito porque o governo de Caracas revelou-se capaz de tudo, menos de exibir seus pendores democráticos.

“Entre a cumplicidade com o regime ditatorial de Maduro e a assistência a cidadãos brasileiros em apuros, a nossa diplomacia preferiu o papel de cúmplice”, queixou-se o tucano Cunha Lima. “O que aconteceu ficou acima das piores expectativas”, ecoou o também tucano Aécio Neves (MG). “Uma missão oficial do Senado foi duramente agredida e o governo brasileiro nada fez para nos defender.”

Horas antes do desembarque dos senadores na Base Aérea de Brasília, ainda na noite de quinta-feira (18), um grupo de deputados estivera no Itamaraty para conversar com o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores). Enquanto aguardavam pelo início da audiência, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) acionou o viva-voz do celular para que os colegas ouvissem um relato direto de Caracas.

Do outro lado da linha, o senador Ricardo Ferraço contou o que sucedera. E realçou a ausência de Ruy Pereira, o embaixador brasileiro em Caracas. Assim, armados de informações recebidas do front, os deputados entraram no gabinete do chanceler Mauro Vieira dispostos a crivá-lo de perguntas incômodas.

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) indagou: por que o embaixador recebeu a comitiva de senadores no aeroporto e foi embora? O ministro alegou que o diplomata não poderia acompanhar os visitantes numa incursão ao presídio onde se encontra o oposicionista Leopoldo Lópes. Sob pena de provocar um incidente diplomático.

Raul Jungmann foi ao ponto: de quem partiu a ordem? O chanceler informou que o embaixador seguiu orientação do Itamaraty. Jungmann insistiu: então, ministro, o senhor está declarando que o governo brasileiro deu a ordem para que o embaixador se ausentasse? O ministro respondeu afirmativamente.

Pouco depois desse encontro, o Itamaraty soltaria uma nota oficial sobre o fuzuê de Caracas. Em telefonema para Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrara uma manifestação formal de repúdio do Executivo. O texto anota que “o governo brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país.”

Não há na nota nada que se pareça com uma crítica ao governo de Nicolás Maduro. “São inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros'', escreveu o Itamaraty, como se desse crédito à versão segundo a qual os militantes que cercaram a van que transportava os senadores brasileiros brotaram na hora e no local exatos sem nenhuma interferência do governo venezuelano.

Como que farejando a repercussão negativa da ausência do embaixador na hora da encrenca, o Itamaraty enumerou os serviços prestados pela embaixada brasileira em Caracas. “Solicitou e recebeu do governo venezuelano a garantia de custódia policial para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito'', diz a nota. “Os policiais, embora armados, assemelhavam-se a agentes de trânsito do Brasil”, comparou o tucano Cunha Lima. “Nada fizeram para conter as hostilidades. Se a coisa descambasse, não creio que impediriam o pior.”

“O embaixador do Brasil na Venezuela recebeu a comissão na sua chegada ao aeroporto”, acrescentou o Itamaraty em sua nota. E Cunha Lima: “Sim, recebeu, mas virou as costas e foi embora”.

“Os senadores e demais integrantes da delegação embarcaram em veículo proporcionado pela Embaixada, enquanto o embaixador seguiu em seu próprio automóvel de retorno à embaixada. Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento”. Se o embaixador ficou retido, ninguém soube. Impedidos de prosseguir, os senadores viram-se compelidos a retornar para o aeroporto. O diplomata Ruy Pereira não deu as caras.

O texto do Itamaraty compra como verdadeira uma informação contestada pela venezuelana María Corina Machado, deputada cassada por divergir de Maduro. O bloqueio foi “ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo governo colombiano”, sustentou o documento da chancelaria brasileira.

E María Corina, no Twitter: “Está totalmente trancada a autopista porque ‘estão limpando os túneis’ e por ‘protestos’. Se o regime acreditava que trancando as vias impediria que os senadores constatassem a situação de direitos humanos na Venezuela, conseguiu o contrário. Em menos de três horas, os senadores brasileiros descobriram o que é viver na ditadura hoje na Venezuela.''

“O incidente foi seguido pelo Itamaraty por intermédio do embaixador do Brasil, que todo o tempo se manteve em contato telefônico com os senadores”, acrescentou a nota oficial. “O embaixador ficou nos tapeando pelo telefone”, contestou Cunha Lima. Recebeu orientação do Itamaraty para fazer isso.”

Ainda de acordo com a nota do Itamaraty, o embaixador Ruy Pereira “retornou ao aeroporto e os despediu [sic] na partida de Caracas.'' Na versão de Cunha Lima, o retorno do diplomata serviu apenas para reforçar a pantomima. “Ele dizia que estava muito distante. Quando decidimos partir, apareceu em menos de cinco minutos. Eu me recusei a cumprimentá-lo. O senador Ricardo Ferraço também não o cumprimentou.

“À luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o governo brasileiro solicitará ao governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido”, encerrou a nota do Itamaraty. Para os congressistas, quem deve explicações no momento é o governo brasileiro.


O deputado Raul Jungmann formalizará na Câmara pedido de convocação do chanceler Mauro Vieira e do embaixador Ruy Pereira para prestar esclarecimentos no plenário da Câmara. Cunha Lima requisitará a presença da dupla na Comissão de Relações Exteriores do Senado. De resto, os parlamentares se reunirão nesta sexta-feria, na liderança do PSDB no Senado, para decidir as providências que serão adotadas em reação aos episódios de Caracas. Uma delas é cobrar do governo Dilma que coloque em prática a cláusula democrática prevista no tratado do Mercosul.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Entrevista com o cientista político Luiz Jardim



O tema são os fatos políticos relevantes da semana, como a ida dos senadores à Venezuela, a prisão dos presidentes das maiores construtoras e o medo de Lula e do PT de serem apanhados na Operação Lava Jato.

Auto da visitação

Por Vania L. Cintra

No começo deste mês de junho, o presidente da Assembléia Nacional venezuelana desembarcou no Brasil não-oficialmente e, portanto, após ter desembarcado, ao passear pelas ruas, não teria gozado ostensivamente da proteção do governo brasileiro. Se Diosdado Cabello veio até aqui, alguém o terá convidado. Fez algumas visitas, falou com algumas pessoas, entre elas Lula da Silva e as lideranças do MST, talvez se tenha regalado com uma boa buchada de bode e foi embora. Ninguém me perguntou, mas direi: não gostei dessa visita. Nem um pouco.

Dias depois, nesta semana agora, senadores que se dizem de oposição ao governo de nossa República atenderam a um convite feito pela oposição à situação venezuelana. Um deputado do Sergipe (João Daniel-PT), que participa da comitiva de grupos de movimentos sociais brasileiros que se encontram em Caracas, terá afirmado, em entrevistas ao canal de televisão do governo venezuelano e a O Estado de S.Paulo (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/06/19/para-petista-em-caracas-senadores-de-oposicao-desrespeitaram-governo-de-maduro.htm), que a visita dos senadores brasileiros da oposição ao governo Rousseff aos opositores do governo Maduro teria sido "oportunista", que eles estariam fazendo “um ato político contra o governo da Venezuela, o que é lamentável", e, por tentar visitar os opositores da política praticada na sede bolivariana que já se encontram atrás das grades, essa visita serviria apenas para "desgastar o governo democrático”.

Astuto, esse rapaz. Rousseff, que, quando quer, também sabe ser bastante ladina, logo percebeu, por sua vez, que essa visita dos senadores a Caracas teria “um viés político”. Mas... e a visita de Diosdado Cabello ao Brasil, que não foi “oficial”? Ou teria sido? Ela também teria tido “um viés político”? Ou não, e foi apenas um passeio?

Nada tenho contra o roteiro turístico oferecido aos nossos senadores. Afinal, estamos no Outono, faz frio por aqui, e em Caracas é plena Primavera, quando os passarinhos gorjeiam e pulam de galho em galho. Os senadores até poderiam ter tido a sorte de, entre eles, encontrar o Chávez. Nada tenho a ver com isso e nada tenho contra, mesmo que eu, que não sou lá muito criativa, não consiga imaginar que é o que poderiam fazer de bom por lá, se muito pouco ou quase nada fazem eles por aqui.

Pelo mesmo motivo – porque não sou lá muito criativa – não entendi também por que cargas d’água aquele nosso ministro de só-deus-lá-sabe-quê resolveu ser pródigo e lhes cedeu um de seus aviões com seus tripulantes – aqueles, que nós, simples mortais, imaginamos que são os da FAB. Não, também, que eu tenha algo a ver com isso, mas... a FAB tem poucos aviões, tem pouca gasolina, tem poucos recursos e tem muito mais a fazer que levar senadores a passear. Mesmo que estejam com coqueluche. É o que eu acho.

Muito menos entendi por que cargas d’água ele mesmo, o ministro, intermediou esse passeio para que um encontro fraternal entre as oposições de ambos os Estados amantes do realismo bolivariano se fizesse, empenhando-se em prometer de público aos senadores brasileiros que eles teriam garantido o “direito a livre circulação no país vizinho” e poderiam “visitar as famílias dos políticos venezuelanos que estão presos e também conversar com membros da oposição que estão em liberdade” (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40730/).

Pois bem. O que o ministro prometeu, o ministro não cumpriu. Não cumpriu porque nem pretendia cumprir, tal como muitas coisas que possa vir a prometer, nem poderia ter prometido - ou soaria como uma ameaça ao governo vizinho caso os termos acordados não fossem cumpridos. E porque isso foi prometido mas nem por isso foi cumprido, aquela leva de senadores brasileiros voltou pra casa também “sem cumprir agenda”. Segundo nota expedida pelo Itamaraty - que lamentou os incidentes que “prejudicaram o cumprimento da programação prevista” e afirmou que “são inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros'' (http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2015/06/18/itamaraty-diz-que-atos-contra-senadores-na-venezuela-sao-inaceitaveis/) entre os quais se incluíram pedradas – os senadores teriam sido “retidos no caminho devido a um grande congestionamento ... ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo Governo colombiano”. Coisas venezuelanas, que se referem aos venezuelanos. Explicadas elas foram e explicadas elas já estão. Que mais esclarecimentos poderá exigir o Itamaraty do governo de Caracas?

Mas, por ter sido assunto tratado pelo ministro do Estado brasileiro entre o Governo da Venezuela e os nossos viajantes, que são senadores da República brasileira, a visita por eles feita poderá ser considerada... “oficial”... Ou não? E o descumprimento dos termos acordados poderá ser considerado uma afronta ao Estado brasileiro...

Então, tendo sido afrontado o Estado brasileiro nas pessoas dos senadores e do ministro, nenhum míssil, com certeza, será apontado para Caracas, mas, sim, resolve-se a questão bolivarianamente: enviando-se outro avião da FAB com uma segunda leva de senadores da nossa República a visitar a Venezuela (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40748/senado+brasileiro+aprova+ida+de+nova+comissao+a+venezuela.shtml). Será agora uma leva de senadores da oposição à oposição à situação de nossa República. É evidente que merecerá voar pela FAB. A primeira leva não mereceu? E essa segunda leva será enviada exatamente para quê? Ora, para que volte após “cumprir agenda”... E tudo estará resolvido.

Ou não. Nunca se sabe. E aí, eu, que já sou um bocado, ponho-me ainda mais curiosa, tentando entender o que não é para ser entendido: deveríamos apresentar uma terceira, uma quarta, uma quinta leva de senadores?

Muito bem: se nada de sério nossos senadores encontram a fazer por aqui, que aproveitem o tempo vago. Não, também, que eu tenha algo a ver com isso, mas... as coisas são como elas são. Que se organizem, façam fila, garantam a senha e a vez. Que se entupam todos de pabellón criollo, que tirem muitas fotografias, que tragam muitas lembranças boas ou amargas... Só acho que deveriam fazer tudo isso e o céu também por conta própria.

E fico pensando cá comigo mesma: um abraço solidário, seja mais, seja menos bolivariano, a gente pode enviar pelo correio. E, levando em conta o balanço da marola que tão surpreendentemente vem crescendo ao sabor dos ventos, e todos os ajustes necessários para que possamos continuar flutuando, por que os senadores de nossa República, essa coisa de brasileiros que deveria referir-se aos brasileiros, não se comportam um pouco menos bolivarianamente, não fazem uma vaquinha entre os interessados em conhecer a Venezuela antes que ela acabe, e, fretando um ônibus, vão a Caracas, todos eles, durante o recesso de julho que começa de hoje a menos de um mês? Poderiam alugar o da CBF.

Numa dessas, viajar de ônibus é mais seguro, mais instrutivo, mais divertido, mais confortável. Eles poderiam ir parando de vez em quando, conhecendo o território, tomando contato com o povo... Para os cofres públicos, ou seja, para todos nós, poderia ser bem menos oneroso. E evitaria esses problemas esquisitos todos, que não deixam de ser desagradáveis, que podem perturbar e incomodar a tranqüilidade das cabeças bem pensantes, que preferem inovar, não se atendo muito às funções e às tradições diplomáticas e das Armas, voltando-se prioritariamente à construção da paz e de uma nova ordem, seja ela mais ou seja menos bolivariana, tanto faz. Além de que, assim, poderíamos, pelo menos, aceitar a intempestiva e impertinente visita que recebemos de Cabello como se fosse uma gentileza, não uma agressão. E tudo nos pareceria menos acintoso, menos desaforado, menos absurdo...

Não acham, não? Eu acho. Mas devo estar errada. Como sempre estive. E sempre hei de estar.


Não haveria Lula sem os “intelectuais” por trás. Ou: A impunidade dos verdadeiros culpados


Para Marilena Chaui, quando Lula fala o mundo se ilumina. 
E quando a professora escreve o mundo fica mais sombrio…
Estou com o fuso horário todo trocado, sem sono, e resolvi escrever esse desabafo. Tenho cobrado aqui a punição dos chefes dessa quadrilha que tomou conta do estado brasileiro, e vejo, pela reação de muitos leitores, como a revolta é grande. Os brasileiros decentes estão com ódio do PT, principalmente do mandachuva, do líder da turma, Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um sujeito realmente imoral, cínico, disposto a tudo pelo poder. Mas fico com a sensação de que algo ainda está fora do lugar.

Após pensar um pouco sobre o que me incomoda tanto, chego à resposta: seus criadores continuam totalmente impunes. Não me entendam mal: Lula é o topo da hierarquia do poder, e responsável por seus atos. Deve pagar por eles, não deve ser aliviado de forma alguma. Mas não haveria Lula sem os “intelectuais” por trás. E esses sempre saem ilesos, pois produzem as maiores catástrofes da humanidade e nunca são responsabilizados por seus atos, por suas palavras irresponsáveis, falsas, mentirosas.

Se você chega para um bufão oportunista e repete diariamente que ele é um gênio, um abnegado, um santo homem, ele vai rir de você. Mas se centenas de “intelectuais”, de “pensadores” com Ph.D. e tudo mais, repetem a mesma coisa, ele pode acabar acreditando. Ou, no mínimo, será esperto o suficiente para usar esse pano de fundo a seu favor, como uma desculpa para seus crimes, como um salvo-conduto para seus “malfeitos”. É o aval da elite “pensante” que permite a ousadia dos canalhas.

Hitler era um bruto, um sujeito com sede de poder e vingança, ressentido, fracassado. O nacional-socialismo era uma ideologia com uma elite “intelectual” por trás, com gente renomada (até então) justificando cada linha do programa. O mesmo vale para os líderes comunistas: a maioria era formada por brutamontes, por bárbaros que desejavam abusar do poder sobre os demais. Não teriam ido muito longe sem os ideólogos marxistas por trás. Não passariam de criminosos comuns.

É o “intelectual” que transforma o crime comum em ideologia, dando respaldo para a ação de bárbaros, oportunistas, bandidinhos mequetrefes. Se o sujeito tenta “bater” nossa carteira na rua, não passa de um marginal insignificante. Mas se ele “bate” a carteira de todos em cadeia nacional, usando o aparato estatal para tanto, ele é um respeitado líder “social”, um altruísta (usando o esforço alheio) em prol da “justiça social”. São os “intelectuais” que permitem isso, ao transformar a simples palavra “social” em desculpa para todo tipo de atrocidade.

Portanto, não suporto o Lula e sua trupe petista, e desejo muito uma severa punição a todos que, comprovadamente, roubaram, desviaram nossos recursos, enriqueceram à custa dos nossos impostos, ajudaram a destruir nosso país. Mas sinto falta de uma revolta maior por parte do povo com aqueles que possibilitaram a ascensão dessa gente ao poder. O PT jamais teria galgado tantos degraus sem a campanha ativa de jornalistas, professores, artistas, etc.

Tenho mais raiva, confesso, do “intelectual” que defendeu a vida toda essa corja, que relativizou cada desvio seu no caminho como uma necessidade da causa “nobre”, do que dos próprios marginais oportunistas. Se você diz que Macunaíma é um verdadeiro e legítimo herói, se você convence boa parcela da população disso, então não adianta, depois, ficar horrorizado que Macunaíma chegou ao poder e dele abusou como se não houvesse amanhã. O “herói sem caráter” foi alçado ao patamar de guru, e isso só é possível pela ação coordenada dos “intelectuais”.

Por isso tenho um livro sobre a esquerda caviar. Por isso foco tanto no campo das ideias. Por isso bato tanto em “formadores de opinião” que bancam os “moderados”, enquanto preparam o terreno para o avanço dos bárbaros, sempre impunemente. São esses os verdadeiros inimigos da civilização. Marginais sempre existirão. O grande problema é quando passam a ser vistos como heróis. E essa transição, esse “passe de mágica”, só é possível pela pena de escritores, pela campanha de artistas, pelo apoio dos “intelectuais”.


Criaram o monstro, e fica por isso mesmo. Não há responsabilização por seus atos. Fingem que não é com eles, e continuam pregando as mesmas baboseiras, repetindo as mesmas ladainhas, insistindo nas mesmas falácias. Até que venha a próxima leva de bárbaros, sob o manto de justiceiros sociais que, finalmente, trarão “paz e liberdade” para o mundo, pois “um mundo melhor é possível”.

domingo, 21 de junho de 2015

Lava Jato: a um passo de Lula...
O penúltimo degrau da Lava Jato.


Marcelo Odebrecht (c), deixa a Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em São Paulo, na zona oeste da capital paulista
Marcelo Odebrecht,  presidente da maior empreiteira do  Brasil, 
deixa a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, para 
ser  conduzido, preso, a Curitiba: a Lava Jato chegou aos  mais 
altos suspeitos da frente empresarial do petrolão; 
é possível dar um passo a mais na frente política 
(Moacyr Lopes Júnior/Folhapress)
A Polícia Federal prende os donos e executivos de mais duas empreiteiras, atinge o topo da cadeia de comando do esquema de corrupção da Petrobras e está a um passo do ex-presidente Lula

A partir das primeiras delações premiadas de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do doleiro Alberto Yousseff, os responsáveis pela Operação Lava-Jato se deram conta de que estavam lidando com um caso que só ocorre uma vez na vida de um policial, de um promotor ou de um juiz. À medida que os depoimentos se sucediam e mais provas iam sendo encontradas, o esquema foi tomando a forma de uma gigantesca operação político-partidária e empresarial destinada a levantar fundos com contratos espúrios de empresas com a Petrobras. As raízes do esquema começaram a ficar cada vez mais profundas, enquanto sua copa passava a abranger políticos postados em galhos cada vez mais altos. Em abril, Carlos Fernandes de Lima, um dos procuradores da Lava-Jato, disse em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que a investigação se tornara tão ampla que chegaria a "mares nunca dantes navegados". Na sexta-feira passada, a Lava-Jato aproou para praias que pareciam inatingíveis, prendendo os presidentes das duas maiores empreiteiras do Brasil - Marcelo Odebrecht, presidente e herdeiro da empresa que leva seu sobrenome, e Otávio Azevedo, o principal executivo da Andrade Gutierrez. O nome da operação da Polícia Federal que fez as prisões não podia ser mais ilustrativo das pretensões dos investigadores: "Erga Omnes", a expressão latina que significa "para todos" e nos tratados jurídicos é usada para proclamar um dos pilares do sistema democrático que diz que ninguém está acima da lei.

A Lava-Jato chegou ao topo? Não existe mais ninguém acima da lei em seu radar investigativo? A resposta é não. A operação chegou aos mais altos suspeitos do braço empresarial do esquema que desviou cerca de 6 bilhões de reais dos cofres da Petrobras. O braço político, acreditam os investigadores, pode subir mais um degrau além do ocupado, por exemplo, por João Vaccari, tesoureiro do PT, preso em Curitiba.Os presos da semana passada podem fornecer as informações que ainda faltam para que a lei identifique e alcance quem comandava o braço político do esquema criminoso. Quem permitia o funcionamento de uma engrenagem que abastecia PT, PMDB e PP com dinheiro sujo. Disse o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula: "A ideia é dar um recado claro de que a lei vale para todos, não importa o tamanho da empresa, seu destaque na sociedade, sua capacidade de influência e seu poder econômico".

O juiz Sérgio Moro determinou a prisão de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, por considerar que os dois capitaneavam o cartel de empresas que ganhava contratos da Petrobras em troca do pagamento de propina a funcionários da estatal e a políticos. Em seu despacho, Moro registrou que delatores do petrolão haviam dito que a Odebrecht pagara subornos no exterior por meio da construtora Del Sur, sediada no Panamá. A Odebrecht vinha negando ter relação com a Del Sur. Moro também anotou a existência de um depósito feito pela Odebrecht numa conta no exterior controlada por Pedro Barusco, o delator que servia ao PT e prometeu devolver aos cofres públicos 100 milhões de dólares. Moro determinou a prisão de outros cinco executivos, três da Odebrecht e dois da Andrade Gutierrez, e expediu 38 mandados de busca e apreensão.

Resta apenas pegar a estrela principal no firmamento governista. Os procuradores e os delegados estão convictos de que a estrela dava expediente no Palácio do Planalto.

Um pouco de humor não faz mal...
Ou... Aguardando a censura...


Que direitos e quais humanos, senhora Governanta?


Caros amigos

Já escrevi sobre isto, mas é forçoso voltar ao assunto.

Sempre acreditei que o mutismo e o imobilismo dos governos brasileiros da era pós-moral com relação às violações dos direitos humanos em países como Cuba e Venezuela, para citar apenas dois, era devido ao respeito ao preceito constitucional de não intervenção nos assuntos internos de países soberanos, mesmo que submetidos a governos tirânicos e totalitários, como é o caso dos citados.

As atabalhoadas e desastradas agressões do governo petista à soberania de Hondurase do Paraguai, quando, dentro da lei e sob a tutela dos mantenedores da ordem, as Supremas Cortes e os Parlamentos, no uso de suas atribuições, defenestraram os dois afiliados do Foro de São Paulo que usurpavam dos cargos de Presidentes da República, permitiram-nos constatar que a atitude complacente com a tirania de esquerda não se tratava de obediência à Lei Maior, mas de pura conivência e de invejável fidelidade a acordos e planos traçados e tratados à sombra da liberdade democrática.

Agora, quando um grupo de parlamentares brasileiros decide, pacificamente, constatar, in loco, as graves violações dos direitos humanos que diariamente ocorrem na Venezuela e que chegam ao conhecimento do mundo por intermédio da imprensa e das redes sociais, o governo petista, cinicamente, boicota a empreitada, combina com seu afilhado, Nicolás Maduro, uma pantomima e determina ao obscuro Embaixador do Brasil naquele desgraçado  país o abandono dos representantes do povo brasileiro ao ridículo da execração moral e ao risco da agressão física!

Com que moral a Governanta Dilma pôde dizer que os nossos representantes estavam interferindo na soberania da Venezuela? Que tipo de moral lhe permitiu derramar suas lágrimas hipócritas quando da patética solenidade de entrega do relatório da comissão nacional da verdade (sic), quando instituições e homens honrados e dignos foram execrados à opinião pública como violadores de direitos humanos?

Que direitos e quais humanos, Sra Governanta?

Quanta impostura, quanta falsidade, quanta incoerência ainda teremos que aturar antes que o Parlamento e a Suprema Corte concluam que esta senhora está usurpando do seu cargo e façam o que tem que ser feito, belo bem do Brasil e dos direitos humanos?


= Nenhuma ditadura serve para o Brasil =

Operação lava jato chega perto de Lula


UFSM: A lista Burmann-Schlosser e a mentalidade criminosa

Por Luis Milman

As críticas de Hannah Arendt ao julgamento de Eichmann a antipatizaram com a liderança do Mapai (o partido socialdemocrata, à época no poder em Israel, sob a liderança de Ben Gurion), mas nem de forma remota respaldam as invenções repugnantes que Bourdoukan escreve.

Resta-nos esperar, agora, que o Ministério Público Federal, logo depois o Poder Judiciário, revelem as razões pelas quais essa gente, que acredita e propaga esta espécie de lixo pelos campi universitários, digam seus motivos para obter uma relação de israelenses na UFSM.

O artigo Serão os semitas humanos? (revista Caros Amigos, nº 68, novembro de 2002), do jornalista Georges Bourdoukan, é uma arenga antissemita que ao leitor atento, judeu ou não, só pode causar repulsa. Mas é importante começar este texto com uma menção a ele, porque Bourdoukan, que tem muita influência no meio político e estudantil trotskista, reproduz a revelação de uma história, segundo ele, secreta do sionismo, elaborada e difundida ainda pela extinta União Soviética, a partir da metade dos anos 1960 e hoje propagada mundo afora, por movimentos trotskistas pró-palestinos, como o tal Comitê Santamariense de Solidariedade ao Povo Palestino, ligado ao Foro Social Mundial Palestina Livre. O Foro se reuniu em Porto Alegre, há dois anos, com o apoio do governo Tarso Genro. As tais entidades que fizeram o pedido ao Reitoria da UFSM, para que fornecesse a informações se havia ou a perspectiva de haver, docentes ou discentes na universidade, estão entre os grupos de pressão que fizeram Tarso Genro, no final de seu governo, cancelar um convênio que o estado assinou em 2013 com a Elbit, uma empresa israelense de desenvolvimento tecnológico para aviação instalada em Porto Alegre. Tarso explicou, por meio de seu secretário de relações internacionais, que o governo gaúcho, com a decisão de romper com a Elbit, alinhava-se ao movimento internacional pelo boicote, desinvestimento e sanções contra o Estado de Israel, suas empresas, artistas, cientistas, professores e estudantes.

O texto de Bourdoukan reproduz, além de outras fabulações, a narrativa de Ralph Schoenmann, um trotskista americano, feitas no livro The Hidden History of Zionism, de 1988. Em entrevista concedida à revista Teoria e Debates do PT (edição nº 9, janeiro-março de 1989), para Marcus Sokol, líder, até hoje, da tendência petista O Trabalho, ele afirmava que “em 1941, o partido de Itzchak Shamir (o Likud de Benjamin Netaniahu) concluiu um pacto militar com o 3º Reich alemão, que consistia em lutar ao lado dos alemães e fundar um estado autoritário colonial, sob direção nazista.”


A afirmativa era uma variante do material de propaganda soviético produzido em ampla escala, a partir dos anos 1960. Na militância comunista-confessional, atuante nos campi universitários, no meio cultural e político partidário, artigos e livros como os de Bourdoukan e Schoenmann impulsionam as ações de apoio e difusão do movimento internacional BDS (Boicote, Desenvestimento e Sanções), iniciado em 2005, contra Israel, e o recente pedido, feito à Reitoria da UFSM, por uma lista de alunos e professores israelenses na universidade, a hoje famigerada Lista Burmann-Schlosser.

No Brasil, o confessionalismo marxista antissemita tem abrigo entre petistas das tendências Democracia Socialista (DS), e O Trabalho, além do PSOL, PC do B, PSOL, PSTU e PCO, todos trotskistas. Eles atacam Israel de forma incendiária, em revistas como Vermelho e Marxismo Vivo. O antissemitismo desta pregação é autoexplicativo, seja pelo uso essencialista, depreciativo, do termo "judeu" na menção que faz a políticos israelenses, seja porque, entre outras barbaridades racistas, afirma que os judeus sionistas foram os maiores aliados dos nazistas e corresponsáveis pela criação dos campos de concentração. Esta ideologia está na base da fundação do movimento BDS, financiado por ONGs internacionais, Irã, Arábia Saudita e Qatar (para detalhes, ver Edwin Black, Financing the Flames, 2013).

Nos últimos 50 anos, o antissemitismo tornou-se fácil de ser praticado sob o nome de antissionismo ou anti-israelismo. Basta ler os textos dos seus expoentes, como Roger Garaudy, Robert Faurisson, Pierre Guillaume, David Irwing, Serge Thion, Israel Shamir, Noham Chomsky e Edward Said e Emir Sader (o último no Brasil) para citar alguns dos mais conhecidos antissemitas e antissionistas de hoje, alinhados à esquerda ideológico-confessional marxista. Todos praticam distorções cínicas e se valem de um arsenal de acusações mentirosas e depravadas para defenderem, alegadamente, a causa palestina. Este ativismo tenta demonstrar a todo custo que Israel não pode existir, porque é racista, fundamentalista, imperialista e por aí vai.

Bourdoukan faz parte de uma militância intelectual profissionalizada , a exemplo dos franceses Thion e Guillaume, que dizem repudiar o racismo e orientar-se pelo internacionalismo anti-imperalista. Eles reivindicam, obviamente, o marxismo como fonte inspiradora. Há um manifesto de Guillaume, sobre a linha de pensamento da editora antissemita Velha Toupeira (Paris), que invoca a "autoridade do texto fundador de Karl Marx, ‘Sobre a questão judaica’", de 1843, para defender o "antijudaismo radical sempre proclamado urbi et orbi ... ." (P. Guillaume, Carta a Phillip Randa, La Vielle Taupe, 1998).

Eliminar o judaísmo, o sionismo e o Estado de Israel é uma coisa, como propugna Guillaume, e as seitas confessionais trotskistas que pululam nos campi universitários do mundo todo, em apoio à causa palestina... Eliminar fisicamente os judeus, como os nazistas pretenderam, é outra. Os sionistas, segundo eles, gostam de embaralhar tudo. Os judeus desprovidos de judaísmo são pessoas como todo mundo, mas o judaísmo e o sionismo, vade retro. Afinal, qual a razão do sofrimento dos povos, da existência das guerras? Quem está promovendo o genocídio palestino? A dominação judaica (dos governos, dos bancos, da mídia, dos cartéis de petróleo)! Assim, na guerra santa contra os judeus-sionistas e Israel, é preciso revelar como as coisas realmente são. Esta é a missão revolucionária de Bourdoukan e da militância ligada ao movimento BDS, que, diga-se em tempo, a cumprem de maneira metódica e expansiva, como prova o caso de Santa Maria, com a Lista Burmann-Schlosser. Vejamos algumas das revelações de Bourdoukan: o hierarca nazista Heirich Heidrych era judeu. A russa judia Golda Meyer dizia que as crianças palestinas eram animais de duas patas, e Israel foi criado pelos nazistas. Quem garante é Hannah Arendt e os arquivos da União Soviética!

É verdade que quem, pela primeira vez, passou a propagar a “revelação”, foram os soviéticos, depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967. E qual era a versão soviética para o surgimento do movimento sionista? A campanha antissemita dos soviéticos, um aspecto permanente do regime totalitário depois de 1967, era conduzida pelo nome em código de “antissionismo”, que se tornou uma dissimulação de toda a variedade de antissemitismo. Nesta condição, foi transplantado para a tese do anti-imperialismo leninista (ver o texto de Lênin, canônico para todos os comunistas, Imperialismo, a fase adiantada do capitalismo, de 1916). Os soviéticos, em sua doutrina oficial, adaptaram o conceito de sionismo ao de colonialismo; e o estado sionista a um posto avançado do imperialismo.

Alguém pode lembrar, aqui, que a União Soviética de Stálin foi o primeiro país a reconhecer o Estado de Israel, depois de sua criação, em 1948. Certo. Mas Stálin foi motivado por razões geopolíticas: ele pretendia marcar, através de Israel, a presença russa no Oriente Médio, para contrapor-se aos EUA, Inglaterra e França. Como não conseguiu, desde o começo da década de 1950, a propaganda antissionista soviética sempre foi intensificada e tornada mais abrangente, acentuando os vínculos entre o sionismo, os judeus em geral e o judaísmo. Centenas de artigos, em revistas e jornais por toda a União Soviética, retratavam os sionistas e os líderes israelenses como elementos comprometidos em uma conspiração internacional, lado a lado com as diretrizes dos antigos Protocolos dos Sábios de Sião, o livro apócrifo clássico sobre a existência de um governo mundial judaico, produzido pela Okrana, a polícia secreta czarista, no início do século XX, para insuflar os aterrorizantes pogroms contra os judeus russos (para mais detalhes, ver Paul Johnson, História dos Judeus, 1987; Walter Laqueur, The Changing Face of Anti-semitism, 2008).

Nos anos que se seguiram à Guerra dos Seis Dias, até o seu colapso, a máquina de propaganda soviética se tornou a fonte principal de material antissemita do mundo. Ela reunia matérias de praticamente todo segmento arqueológico da história antijudaica, desde a antiguidade clássica até o hitlerismo. O volume destes materiais começou a igualar-se com os que os nazistas produziram. O talvez mais famoso livro deste acervo de propaganda - que se espalhava por incessantes e repetitivos artigos e radiodifusões até brochuras orientadas - chama-se O Judaísmo e o Sionismo, de Trofim Kychko (1968), no qual ele expõe “a ideia chauvinista da escolha de Deus pelo povo judeu, a propaganda do messianismo e ideia de reinar sobre os povos. ” Em A Rastejante Contrarrevolução, de 1974, em outro livro clássico desta propaganda, escrito por Vladimir Begun, se lê que “... a Bíblia é um insuperável manual de sanguinolência, hipocrisia, traição, perfídia e degenerescência moral. ” As mesmas afirmações foram feitas, anos depois, por José Saramago, o conhecido escritor português, que jamais negou seu stalinismo.

Agora, chamo atenção para a pedra de toque deste antissemitismo delirante, de amplitude global, defendido pelos movimentos comunistas pós-soviéticos e, em especial, pelos trotskistas. Trata-se da relação entre os nazistas e os sionistas. A história começou a circular na década de 1970 e apregoava que os sionistas (israelenses) eram sucessores dos nazistas, afirmação “comprovada pela evidência” de que o próprio Holocausto de Hitler fora uma conspiração judaico-nazista para se livrar dos judeus pobres, que não podiam ser usados nos planos sionistas. Na verdade, conforme se alegava, o próprio Hitler tirava seus planos de Theodor Herzl, o fundador do sionismo político, em 1898. A revelação soviética seguia: os líderes judaico-sionistas, que agiam sob ordens de judeus milionários que controlam o capital financeiro internacional, ajudaram a SS e a Gestapo a arrebanhar judeus indesejados, ou para as câmaras de gás ou para os kibutzim, iniciando a colonização judaica moderna da Palestina, e desterrando a população árabe nativa, dando origem à dramática situação do povo palestino. Essa conspiração judaico-nazista foi usada como fundamento, pela propaganda soviética, para acusações de atrocidades contra os governos israelenses, sobretudo durante e depois da Guerra do Líbano de 1982. A ilação, aqui, era direta: Como os sionistas já haviam se sentido felizes em se juntar a Hitler no extermínio de seu próprio povo, conforme publicado no Pravda, edição de 17 de março de 1984, não causaria espanto que agora massacrassem árabes libaneses, que eles consideravam sub-humanos.

Mesmo o mais elementar senso de prudência é mandado às favas pelo fervor militante do antissemitismo comunista oficial, hoje representado pelas revistas Caros Amigos, Vermelho, ou Marxismo Vivo. Para a grande maioria das pessoas informadas minimamente sobre Israel, é dizer que Golda Meyer jamais se referiu aos palestinos de forma abjeta, como Bourdoukan afirma. E aqueles que conhecem Hannah Arendt sabem que seu texto Eichmann em Jerusalem, foi conspurcado pelo racismo hidrófobo do articulista de Caros Amigos.e pela milícia da esquerda confessional. As críticas de Hannah Arendt ao julgamento de Eichmann a antipatizaram com a liderança do Mapai (o partido socialdemocrata, à época no poder em Israel, sob a liderança de Ben Gurion), mas nem de forma remota respaldam as invenções repugnantes que Bourdoukan escreve, nos passos de Schoennman e dos propagandistas soviéticos.

O antissemitismo é uma patologia moral e política, mas já produziu desastres suficientemente conhecidos para ser tolerado, seja lá a que pretexto for. A verdade é que seus propagadores comunistas sempre o exercitaram metodicamente com cinismo, em nome da fraternidade dos homens, e com isto obtêm respaldo de organizações e grupelhos de fanáticos prosélitos adeptos de um espantalho marxista-leninista apodrecido, engajado na luta contra o opressivo Estado judeu.

A obsessão antijudaica nestes, digamos, setores ideológicos, chegou a tal ponto que, em 1998, o jornalista José Arbex Junior, editor especial da revista Caros Amigos, que se diz ultra-pacifista e também é muito ligado ao Movimento de Trabalhadores sem Terra (MST), de João Pedro Stédile, escreveu longo comentário sobre uma notícia publicada no Sunday Times, de Londres, segundo a qual os israelenses haviam sintetizado um vírus que liquida apenas os árabes e poderia ser propagado por ar ou água. Assim, a disseminação não apresentaria qualquer risco aos judeus, se viesse a ocorrer nos territórios palestinos ocupados. O devaneio era explícito: para atingir o objetivo, o tal vírus teria de possuir algum tipo de crença seletiva, a ponto de se achar capaz de distinguir entre o DNA de árabes e de judeus ou de seja lá quem for. O ponto aqui é que vírus não têm crenças, logo não podem ser imbecis. Por isto, jamais haverá um tão idiota como os antissemitas delirantes que acreditam, como Arbex, que um vírus étnico possa existir. Dias depois de sua publicação no Sunday Times, descobriu-se que a notícia reproduzia parte uma novela de ficção de terceira-linha, jamais publicada e escrita por um ex-funcionário de um instituto de pesquisas israelense. A história foi desmentida pelo Sunday Times.

A asneira, inspirada na acusação medieval de que os judeus envenenavam os poços durante a época da Peste Negra, na Europa, serviu para Arbex discorrer sobre a sinistra ciência praticada secretamente pelo governo israelense. O jornalista advertia para a degeneração moral dos genocidas sionistas, capazes de criar um monstro que faria Hitler babar de inveja. E, obviamente, esbravejava contra o silêncio da mídia mundial sobre a revelação alarmante.

Os artigos de Bourdoukan e Arbex foram publicados no lugar certo. Depois de oferecer uma antevisão do Armagedon racial made in Israel, Caros Amigos revelou que os sionistas foram corresponsáveis pela criação dos campos de concentração nazistas. Afinal, alguém duvida do que são capazes os sionistas? Não dizia a judia russa Golda Meyer, segundo Bourdoukan, que as crianças palestinas são bestas caminhando sobre dois pés? Os antissemitas sempre foram assim mesmo. Se há algo degenerado que ninguém seria capaz de fazer, então aparece algum judeu ou sionista, como Golda Meyer, e faz. Nada que venha a causar estranheza. Afinal, os judeus-sionistas eram os maiores aliados dos nazistas e inventaram um vírus que dizima os árabes.

Resta-nos esperar, agora, que o Ministério Público Federal, logo depois o Poder Judiciário, revelem as razões pelas quais essa gente, que acredita e propaga esta espécie de lixo pelos campi universitários, digam seus motivos para obter uma relação de israelenses na UFSM. Talvez queiram nos convencer que praticam um antissemitismo inofensivo, uma forma de discriminação benigna e indisputável contra os vilões preferidos da humanidade ao longo da história. Elaborar listas negras de israelenses, neste contexto, pode lhes parecer, até mesmo, desejável. E assim se apeguem à crença de que não cometeram crimes, porque estão a falar das fáusticas maquinações judaicas para dominar o mundo.





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Luis Milman é jornalista e professor de filosofia.

DEMOCRACIA É INEGOCIÁVEL !


PRESIDENTE, CONSTRANGEDOR É O SEU GOVERNO!


Como brasileiro, sinto-me constrangido. Cheguei da Inglaterra na semana passada. Sem exceção, todas as perguntas que me fizeram sobre o Brasil, em estações de trem, no metrô e no comércio, se referiam aos escândalos e à perda de credibilidade do governo. Algo assim é incompreensível no Reino Unido porque lá o regime proporciona condições para que maus governos caiam naturalmente, dentro da norma constitucional.

Após as manobras restritivas e antidemocráticas em que o governo de Nicolas Maduro envolveu o grupo de senadores brasileiros que visitavam o país, a presidente Dilma avaliou que a iniciativa da oposição colocou seu governo numa "armadilha", criando "constrangimento" para o Brasil. O Planalto sustenta que a viagem foi uma intromissão em assuntos internos da Venezuela.

Ah! Então não é o governo venezuelano que deve ficar constrangido com o fato de manter oposicionistas presos, há mais de ano, sob a acusação de estimular manifestações contra o regime bolivariano? Não é o governo de Maduro que deve corar diante da percepção internacional de que implantou uma ditadura sobre seu povo, fechando jornais, impedindo a livre manifestação das ideias, executando manifestantes durante gigantescas manifestações de rua? Não é a senhora, presidente, que deve ficar constrangida por sua atitude ao sequer receber as esposas de Daniel Ceballos e Leopoldo Lopez? Não a constrange a distância entre o nada convincente discurso local pela democracia e pelos direitos humanos e a afetuosa relação que mantém com as duas mais perversas e desastrosas ditaduras da América Ibérica?

Lembre-se bem do que seu governo fez quando as instituições paraguaias - em procedimento lisa e transparentemente constitucional - destituíram o presidente Lugo. Seu governo enviou observadores. Esses observadores deram palpite sobre os acontecimentos. A intromissão de seu governo culminou com a expulsão do Paraguai do Mercosul. Essa manobra escusa visou, na verdade, a atender o pedido de ingresso, no bloco, da "democrática" Venezuela, que vinha sendo vetado pelo Senado paraguaio. Em 2009, fora a vez de Lula proporcionar um tremendo escarcéu quando da destituição do hondurenho Manuel Zelaya, após sucessivas afrontas à Constituição do país.

As prisões cubanas ainda mantêm presos alguns dos dissidentes que foram recolhidos na onda repressiva de 2003. Passaram-se 12 anos! Sucessivas visitas de dirigentes e governantes petistas enfrentaram com silêncio conivente e sem qualquer constrangimento, os apelos dos familiares dos presos por uma atitude solidária do Brasil. Nada! Agora, a presidente não se constrangeu com as manobras para bloquear o tráfego dos senadores em direção ao presídio, nem com a emboscada armada pelos camisas vermelhas de Maduro. Ela se considera vítima de uma armadilha e constrangida pela viagem de solidariedade que promoveram.



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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.

A coragem dos senadores mostrou ao mundo as entranhas sujas do governo da Venezuela


Daciolo fala na TV Câmara sobre a questão SALARIAL dos militares, reaparelhamento e educação.


Daciolo fala na TV Câmara sobre a questão SALARIAL dos militares, reaparelhamento e educação. Boa entrevista.

Publicamos aqui um resumo da entrevista que foi ao ar pela TV câmara na manha de 19 de junho de 2015.



Maduro atira no pé na má recepção aos brasileiros


Ex-secretário do Tesouro, Arno Augustin assume a culpa pelas criminosas “pedaladas fiscais”


arno_agustin_01Tudo combinado – De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira (19) pelo jornal Valor Econômico, em seu último dia de trabalho, o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, assinou um documento no qual assume a responsabilidade pelas “pedaladas fiscais”, as manobras utilizadas pela presidente Dilma Rousseff em seu primeiro mandato para melhorar artificialmente as contas públicas.

Ainda segundo o jornal, na interpretação de auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), a Nota Técnica 6, de 30 de dezembro de 2014, também tem o efeito de isentar a presidente da culpa das manobras.

Os auditores do TCU analisaram que não há ligação direta entre a presidente e as “pedaladas”. Isso faz com que um possível impeachment de Dilma devido às manobras fiscais seja improvável. A nota tem força de um parecer da área técnica e descreve em duas páginas e em 12 tópicos o processo e as responsabilidades na liberação de recursos pelo Tesouro.

É importante ressaltar que, na última quarta-feira (17), o TCU decidiu dar um prazo de trinta dias para o governo apresentar argumentos que justifiquem as decisões da presidência e conter a rejeição das contas públicas.

Mês passado, quatro partidos de oposição liderados pelo PSDB solicitaram que a Procuradoria Geral da República (PGR) fizesse um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar uma denúncia sobre o assunto.

Os peessedebistas alegavam que os atrasos no repasse do Tesouro para pagar benefícios sociais configura uma violação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ao atrasar a transferência de dinheiro para bancos, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, e autarquias, como o INSS, o governo estaria ludibriando o mercado financeiro e especialistas em contas públicas.


Números da CEF mostram que o valor mensal de déficit do banco em relação ao governo para o pagamento de seguro-desemprego chegou a R$ 3,5 bilhões em 2013 e quase R$ 3 bilhões em 2014. Antes disso, nunca havia ultrapassado R$ 1,19 bilhão. Situação parecida ocorreu com o pagamento de abono salarial. (Danielle Cabral Távora)

Enxurrada de dados negativos afastam perspectiva de retomada da economia



Denise Campos de Toledo comenta a sequência de dados negativos que afastam a perspectiva de novidades positivas em relação a economia brasileira. Clique no vídeo e confira.

sábado, 20 de junho de 2015

APOSENTADORIA: Decisão SALOMÔNICA


Quando vão pegar o LULA?


Aloysio Nunes relata episódios que envolveram delegação de senadores na Venezuela


Chegou a hora da decisão para o PSDB do RS


Docente da UFMG, em visita na Venezuela, diz que a visita dos Senadores Brasileiros é INOPORTUNA... Ele fala por QUEM ??? Com que AUTORIDADE ???



O professor José Luiz Quadros Magalhães da UFMG, em visita à Venezuela, para realizar um contraponto às palavras do Senador Aécio Neves, um candidato derrotado, e, à visita dos Senadores brasileiros, qualificou a iniciativa dos parlamentares como inoportuna.

Declarou que existe um enfrentamento entre a esquerda e a direita, e que, na Venezuela como no Brasil existem tensões políticas que se resolveriam através do diálogo.

Assegurou (?), ainda, que na Venezuela nada ocorre de excepcional com os presos políticos, pois no Brasil também existem pessoas que poderiam ser considerados "presos políticos"...

Que presos políticos, cara pálida???

Será que ele esta se referindo aos POLÍTICOS PRESOS no Mensalão? Ou será que está se referindo aos políticos que já estão presos, ou que virão a ser presos (incluindo o “Grande Chefão) por conta do PETROLÃO???

A guinada conservadora



Comento o editorial do Estadão (http://opiniao.estadao.com.br/noticia...) que aponta a guinada conservadora na cena política brasileira. Penso que eu fui o primeiro comentarista a apontar esse fato político. A representação dos partidos não fala desse fato, que só é compreendido pelas bancadas informais. A bancada BBB - boi, bíblia e bala - é quem está no comando da Câmara de Deputados.

Dilma culpa senadores por cerco na Venezuela e diz que 'armadilha' ficou para o governo



O colunista Felipe Moura Brasil fala sobre o bloqueio que impediu senadores brasileiros de visitar opositores detidos em Caracas. O historiador Marco Antonio Villa também analisa o caso que pode abalar relações diplomáticas: "Se a ditadura na Venezuela continua, em grande parte é devida a colaboração brasileira". Lauro Jardim, do Radar on-line, traz bastidores da relação de toma-lá-dá-cá entre governo e base aliada. E Marcelo Madureira fala sobre o prazo dado pelo TCU para Dilma Rousseff explicar o "inexplicável", suas 'pedaladas fiscais'.

TCU pode estar prestes a tomar uma decisão histórica


Repúdio as pessoas que desprezam a defesa da Democracia


Lula é a pior coisa que a política brasileira já produziu



Os prefeitos de diversas capitais se encontram hoje com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para discutir possíveis soluções à crise econômica que prejudica as gestões municipais. De acordo com o prefeito de Manaus, Arthur Virgilio (PSDB-AM), que era líder da oposição na época em que Lula era presidente "a crise é herança da época do governo do ex-sindicalista e foi agravada pela gestão Dilma". 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O buraco é mais em baixo



O artigo de Fernão Lara Mesquita (http://opiniao.estadao.com.br/noticia...) mostra que a grave crise em curso está sendo subestimada, sem que alarmes tenham soados. Há um perigo existencial iminente assombrando o Brasil. Caberia ao governo fazer algo, mas Dilma Rousseff está prisioneira de suas contradições. E de suas mentiras.

VENEZUELA - Uma DITADURA




O que espera o reitor Burman para pedir desculpas


Como pode o PT ficar fiel a seus ideais?


Burrice das Esquerdas - Maioridade penal


Dilma opta pelo meio termo na resolução da aposentadoria



Segundo Denise Campos de Toledo, a presidente Dilma Rousseff acabou optando pelo meio termo. Ela não vetou simplesmente o fim do fator previdenciário, mas também não manteve como queria o congresso a fórmula 85-95.

SENADORES BRASILEIROS NA VENEZUELA E A INSANÁVEL CONTRADIÇÃO DO GOVERNO PETISTA



Comentário sobre a tentativa de senadores brasileiros de visitar presos políticos venezuelanos punidos por uma ditadura que recebe irrestrito apoio do governo do PT.

Privatizar a Previdência, seria essa a saída?



Rodrigo Constantino alerta para bomba relógio na previdência e comenta a decisão do TCU de abrir o prazo para Dilma explicar suas 'pedaladas' fiscais. Carlos Graieb, diretor de redação de VEJA.com, também analisa o veto de Dilma Rousseff na mudança do fator previdenciário: "queremos uma presidente chimpanzé". Lauro Jardim, do Radar on-line, fala sobre nova agência da Fiesp e o novo marqueteiro de Paulo Skaf.

Relatório do TCU complicou JANOT


Olhem QUEM fala de QUEM... Dilma errou ao não pedir desculpas no dia que tomou posse, afirma Marta Suplicy



Em entrevista à Jovem Pan Online, a senadora Marta Suplicy afirmou que o principal erro da presidente Dilma Rousseff foi não ter pedido desculpas pelo primeiro mandato no dia em que tomou posse. "Poderia ser uma história diferente, se ela tivesse a humildade em dizer que errou e explicar o que ela tinha que fazer para corrigir os erros", afirma.
A ex-petista ainda falou sobre a atual administração de São Paulo por parte do prefeito Fernando Haddad. "Ele é perdido, por isso as coisas não conseguem acontecer."