terça-feira, 2 de junho de 2015

Soberania Nacional


Defesa de nossas fronteiras significa redução da criminalidade

Não há país que se preze que não tenha um eficiente sistema de defesa de suas fronteiras. Estados que negligenciem esse dado básico das relações internacionais ficam à mercê não apenas de seus vizinhos, mas, sobretudo, no mundo de hoje, do terrorismo e das mais variadas formas de crime, como os de contrabando, tráfico de armas e drogas.

Seria uma grande ingenuidade pensar que se trata de um gasto público inútil, que seria mais bem aproveitado em outras áreas. O que se perde em arrecadação tributária, segurança pública e defesa é algo propriamente inestimável. Só a miopia poderia oferecer uma outra visão da realidade, certamente distorcida.

O Exército brasileiro, em parceria com a Savis, empresa do grupo Embraer, Defesa e Segurança, e sob a chancela da Vice-Presidência da República, está desenvolvendo e implantando um moderno sistema integrado de monitoramento de fronteiras (Sisfron). O seu projeto-piloto está sediado na cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul, sob a responsabilidade da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada. Deve, a curto prazo, se estender aos estados do Paraná e Mato Grosso. A longo prazo, deverá cobrir todas as fronteiras do território nacional, algo que colocará o país em importância em relação aos estados mais desenvolvidos do planeta.

Não sem razão, o Exército considera esse projeto prioritário no sistema de defesa nacional. Está ele voltado para a dissuasão de qualquer inimigo potencial do país, adotando as formas que este vier a se revestir. Não pode haver complacência no que diz respeito à soberania nacional. O mundo das relações internacionais, do terror e do crime não é uma relação entre anjos. Mesmo amigos que se respeitem devem contar com suas próprias forças.

Seu objetivo consiste em cobrir uma faixa de fronteira de 16.886 quilômetros, equivalente ao dobro da distância entre Paris e Pequim, correspondendo a uma área de 2.553.000 quilômetros quadrados e englobando 588 municípios e 11 estados. O Brasil é um país continental. O projeto-piloto em andamento corresponde, preliminarmente, a 650 quilômetros, equivalente a uma distância Berlim-Bruxelas.

Nesta faixa de fronteira, em boa parte seca, há problemas recorrentes de contrabando dos mais diferentes tipos, que terminam se estendendo para todo o território nacional. O crime organizado, quando tolerado, é como uma epidemia que se propaga sem limitações. Por sua vez, o terror, já sabemos, desconhece fronteiras.

Somente uma solução sistêmica e integrada pode dar conta de uma questão efetivamente estratégica para o Brasil. Mesmo nossos estados vizinhos possuem o maior interesse em uma parceria deste tipo. Eis por que tal projeto, sob responsabilidade e liderança do Exército, integra a Polícia Federal, a Receita Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias estaduais, civis e militares, o Ibama, a Embrapa, as secretarias da Agricultura, entre outros.

Defesa vem aqui também significar um efetivo sistema de inteligência e de coleta de dados, compartilhado por outros órgãos estatais. Torna-se, assim, eficaz tanto no controle do gado e da febre aftosa, contribuindo para a vigilância sanitária, quanto de veículos e embarcações, passando por drogas, armas, cigarros, medicamentos e brinquedos. O Sisfron é, neste sentido amplo, um instrumento poderoso de desenvolvimento econômico-social, propiciando um salto tecnológico na defesa militar de nossas fronteiras.

Tal projeto, do ponto de vista tecnológico-militar, inclui sensores (radares móveis e fixos); comunicações dos mais diferentes tipos, inclusive por satélite; veículos aéreos não tripulados (Vants); sistemas de defesa integrados, envolvendo toda uma infraestrutura logística, integrada a uma cadeia de comando, cujas decisões se tomam no mais alto nível. Note-se que tal equipamento é de conteúdo nacional, em torno de 78%. Defesa nacional exige empresas nacionais, independentes de qualquer processo decisório situado fora do país. Se não for assim, não há soberania nacional!

O tráfico de armas se faz pelas fronteiras, que termina alimentando as favelas brasileiras. Fuzis e pistolas militares ostentados por traficantes e seus militantes, inclusive menores, possuem essa proveniência. Não são comprados em lojas! As drogas que minam a nossa juventude transitam por essas mesmas fronteiras, não sendo eficazmente combatidas.

Tais produtos acompanham o contrabando de diversos setores como brinquedos, cigarros, medicamentos, óculos e roupas que, assim, ingressam “livremente” no país, se é que o termo “livremente” tenha aqui a sua expressão adequada. O crime é um sistema de vasos comunicantes! E ingressam sem certificação, sem recolhimento de impostos, com enormes prejuízos para o país, aumentando o nosso desemprego e contribuindo para o fechamento de indústrias e comércios.

Para que se tenha uma melhor ideia da perda de arrecadação de tributos nas três esferas de governo, estima-se em R$ 100 bilhões o volume anual de contrabando. Em 2014, para dar um exemplo, somente o contrabando de cigarros paraguaios significou uma evasão fiscal de R$ 4,5 bilhões. E quanto maior for a tributação deste produto, em nome do politicamente correto, maior será o aumento correspondente do contrabando!

Para que se tenha uma ideia ainda mais precisa, o Sisfron exigirá, neste ano, para cobrir Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, o que se pode bem considerar a modesta cifra de R$ 220 milhões! Imagine-se o ganho nacional!

Uma eficaz defesa de nossas fronteiras, com a redução do contrabando, além do aumento da arrecadação tributária, significa redução da criminalidade, aumento de empregos, consolidação de empresas no comércio e na indústria e aumento correspondente da segurança pública.

Somente a soberania nacional pode tornar o país respeitado nacional e internacionalmente. Qualquer hesitação em projetos deste tipo não apenas desacreditaria o Exército nacional e as empresas a ele associadas, como poderia comprometer o nosso próprio futuro enquanto nação livre e soberana.



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Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Escândalo da FIFA: Próximos alvos serão Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero



Lauro Jardim, colunista do Radar on-line fala sobre a redução da maioridade penal, que será votada este mês. Augusto Nunes comenta as principais reportagens de VEJA desta semana. "Mais um escândalo que mostra que o Brasil é um viveiro de corruptos". Geraldo Samor, de VEJA Mercados, fala sobre a alta do dólar e do petróleo no mercado internacional.

A esquerda odeia Eduardo Cunha



Tales Ab'Sáber publicou artigo no jornal O Estado de São Paulo (http://alias.estadao.com.br/noticias/...) no qual procura denegrir e ridicularizar a pessoa e a figura pública de Eduardo Cunha, o presidente da Câmara de Deputados. É claro que deu voz ao que pensam todos aqueles que se declaram esquerdistas, que estão muito infelizes com ele por causa de sua ação anti-revolução cultural. Para quem não viu coloco aqui o link da entrevista brilhante que Eduardo Cunha deu ao programa Roda Viva (https://www.youtube.com/watch?v=3txvV...) e a entrevista no programa Diálogo, com Mario Sergio Conti (http://globotv.globo.com/globo-news/d...).

Políticos preparam novo golpe de Estado

Por A. C. Portinari Greggio

Quando em 1964 milhões de pessoas saíram às ruas a exigir a deposição de João Goulart, que notoriamente tramava um golpe comuno-populista, as Forças Armadas, depois de muita hesitação e diante de fatos consumados, agiram. João Goulart foi legitimamente afastado pelo Congresso Nacional. Não obstante, até hoje teimam em tratar o movimento de 1964 como golpe de Estado.

Em 1986 elegeu-se o primeiro Congresso após o fim do regime militar. Em 1987 seus membros, extrapolando a letra da Constituição e sem consultar a vontade do povo, nomearam-se a si mesmos Assembleia Constituinte, com totais poderes de zerar a ordem jurídica e inventar nova constituição em causa própria. E ninguém percebeu que a usurpação era, sim, golpe de Estado, e a constituição de 1988 foi o instrumento desse golpe.
É por isso que o título deste artigo fala em novo golpe de Estado. O antigo foi o de 1988. O novo está sendo cozinhado neste momento em Brasília.

Em termos de Realpolitik, o Brasil tem apenas duas forças políticas fundamentais.

Uma delas, na oposição, é a que tem saído às ruas em manifestações de protesto nos últimos meses. Vamos chamá-la de Direita. A Direita sempre existiu, mas esteve entorpecida e afastada. Antigamente, podia ser contada como maioria, mas devido ao processo de degeneração demográfica das últimas décadas, é hoje minoria. Não obstante, é a mais capaz, que estuda, trabalha, produz e paga impostos. Naturalmente apegada à ordem e ao progresso, ela é adversária e vítima do crime, do caos social e do atraso. Seus valores coincidem com os das Forças Armadas.

Do lado oposto, a outra força é o eleitorado cativo da Esquerda. Anômicas, mal qualificadas para o trabalho, suas comunidades se caracterizam pela baixa renda, baixo rendimento escolar, desagregação familiar e propensão ao crime. Incapaz de protagonismo político, essa população, contudo, é facilmente cooptada pelos políticos mediante subsídios, favores, cumplicidade no crime e exploração do seu natural ressentimento contra quem a sustenta.

No meio, existe grande população que hesita, desorientada, sem opinião. É parte do eleitorado, vota, decide os resultados, mas não pode ser considerada força política.

E os políticos? A qual população pertencem? Evidentemente, à primeira. Mas nela não se integram. São arrivistas que utilizam os currais eleitorais como alavanca para dominar a e extorquir a população produtiva. Embora divididos, os políticos podem ser considerados, para efeito de análise, como uma só oligarquia. Evidentemente, seu esquema de domínio só funciona na “democracia” da constituição de 88. Daí o empenho deles e dos e seus sócios – a mídia e a intelectualha – em defender a constituição de 88.

É esse, em poucas linhas, o mecanismo do regime. O golpe de Estado em será o afastamento do petê, destruição de suas lideranças, marginalização da militância e transferência dos currais para novos donos. O petê tornou-se estorvo capaz de pôr tudo a perder. Em vez de se enturmar na oligarquia, o petê tem megalomanias ideológicas, aquele projeto da URSAL, e a intenção de, um dia, trair seus sócios e estabelecer a ditadura. Enquanto parecia invencível, os demais engoliam. Essa fase passou. Inácio perdeu a mágica. Dilma já está anulada.

O processo de neutralizar o petê é dos mais complicados. Não por causa de Inácio que, desesperado, tenta radicalizar, mas dificilmente conseguirá levar o povão às ruas. A complicação está nas Forças Armadas e na revolta da população produtiva. Até que ponto a radicalização não poderá exacerbar a guerra civil que de fato já está a acontecer?

Talvez a oligarquia consiga dar o golpe. Não será espetacular, não haverá estado de sítio nem violência. Na surdina, mudarão as regras. Quanto à oposição de Direita, cogitam usar a Lei de Segurança Nacional para amordaçá-la (e talvez fechar duma vez este incômodo jornal Inconfidência).

Façam o que fizerem, os problemas continuarão. A população produtiva, uma vez desperta, dificilmente aceitará a continuação desse jogo. Os tucanos perderam a capacidade de enganá-la. Frustração e desespero. E o grande contingente revoltado, sentindo-se excluído da política, buscará saída. Qual? Se examinar os mapas eleitorais, o leitor verificará que a mais óbvia seria a secessão. É fatalidade geopolítica: o Brasil já está dividido. Ninguém fala, mas aí está, enorme e ignorada, tal como o proverbial elefante na sala de reuniões. Se a “democracia” de 1988 se encastelar no poder, o monstro clandestino, sem saída, poderá escapar ao controle.

Dentro desse quadro confuso, Bolsonaro.


Originalmente publicado no jornal Inconfidência, de junho de 2015.


Fonte: Alerta Total



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A. C. Portinari Greggio é Especialista em Assuntos Estratégicos. 

O FIM Da Maioridade PENAL


Depois do MENSALÃO e do PETROLÃO, podemos ter o SHOPÃO


MINISTRO da DEFESA recebe LIDERANÇAS da Família Militar


Mdefesa7019_7483179326476302470_nCampanha salarial a TODO VAPOR.
MINISTRO da DEFESA  recebe LIDERANÇAS da Família Militar

As lideranças que foram recebidas pelo Ministro Jaques Wagner esclarecem que estiveram presentes a reunião os senhores e senhoras: Gnivaldo, APRAFA – Jair, UNEMFA – Ivone, UNIFAX – Kelma e AAFAB – Marcelo, além de Miriam Stein.

Na reunião pode-se relatar que a posição das lideranças, foi sempre no intuito de esclarecer as pautas reivindicatórias de uma forma mais clara possível, sem exaltações e evitando-se demonstração de números e legislações, as quais poderiam ser facilmente conseguidas pela autoridade, bem como considerando o pouco tempo que o Ministro está no cargo, apesar de todo suporte de assessores que o mesmo possui.

A todo tempo a postura das lideranças foi a de buscar de, forma pacífica, deixar o Ministro a par de toda situação do pessoal da ativa de carreira, quanto o aumento do interstício, que precisa diminuir, a forma de avaliação que a cada dia só aumentam os rigores e aumenta as diferenças entre as praças e os oficiais, uma vez que um cadete, por exemplo, já pode mensurar a sua data de promoção a coronel. Outros pontos abordados na ocasião foi quanto a injustiça aos militares do Quadro Especial que passaram para a inatividade sem serem contemplados com a promoção a Segundo Sargento do Quadro Especial, bem como o pagamento dos 28,86% a todos os militares.


Nestes termos, os presentes a reunião deixam claro que buscarão os direitos dos militares m geral e as reparações dos direitos tolhidos nos últimos anos. Esclarecem que agirão de forma a manter sempre o respeito às autoridades, sem, no entanto, deixar de ser incisiva e reivindicatória quanto aos interesses da classe defendida e que tem sofrido ao longo dos anos.

Cunha e a Redução da Maioridade Penal


Caiado critica ausência do Itamaraty em negociações do BNDES no exterior



O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), aproveitou audiência com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para questionar omissão do Itamaraty em relação às principais ações do governo federal no plano internacional. Em especial, a participação do BNDES em financiamentos externos motivada por critérios políticos. A audiência foi promovida pela Comissão de Relações Exteriores da Casa e aconteceu nesta quinta-feira (28/05).

O MELHOR DO BRASIL, EM MUITAS DÉCADAS


Em relação ao que aconteceu e ao que não aconteceu no dia 27 de maio, firmo algumas certezas. Se três índios tivessem saído de Manaus a pé para Brasília, levando postulações ao Congresso, haveria forte mobilização da mídia nacional e internacional, repercutindo imagens e reivindicações. Se o senhor João Pedro Stédile, ou o frei Betto, fizessem algo parecido, as grandes emissoras de tevê acompanhariam passo a passo a peregrinação e os delírios revolucionários dos romeiros. Utopias são assim, quanto mais trágicas, maior a sedução e maior o número de adeptos. Vá entender!

Segunda certeza. Há uma deliberada intenção de dificultar, por todos os modos possíveis, o surgimento de lideranças jovens, cujas posições, no quadrante das ideologias, se situam do centro para a direita. Para quem estava acostumado a emprenhar a juventude brasileira pelos ouvidos e, depois, levá-la pelo nariz a colaborar com os objetivos do petismo e da esquerda, é intolerável o surgimento de núcleos de contestação e reação. De onde saiu essa moçada que se vai transformando em força política?

 Isso não estava previsto. Não fazia parte do projeto. Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete da presidente Dilma, confessou lisamente sua surpresa com o “surgimento de uma direita organizada e mobilizada”. Tal reconhecimento foi feito durante uma reunião com a turma de comunicação dos movimentos sociais, promovida para salvar o decreto dos sovietes de afogamento na onda de rejeição que contra ele se formara.

O projeto de construção da hegemonia petista precisou, então, ser revisto e as providências estão sendo tomadas. A primeira cuida de confinar esses jovens ao ambiente virtual onde teve início sua organização. É preciso transformá-lo em gueto e fazer com que dele não saiam. A segunda é desqualificar todos os grupos transformando seus méritos em motivo de reprovação. Afinal, qual país do mundo precisa de jovens liberais ou de jovens conservadores? O bom para a hegemonia esquerdista é a militância comunista, coletivista, estatizante, castrista, guevarista, chavista, que tem o dom de destruir todas as economias e todas as sociedades em cuja teia envolve.

Os meios usuais de desqualificação não se aplicam ao caso. Não é possível identificar esses jovens com qualquer governo. Os pais deles eram crianças em 1964. Eles próprios sequer haviam nascido ao tempo da redemocratização. Nada há para agravá-los exceto o que são: liberais e/ou conservadores. Assim, esses inegáveis méritos são atacados por quem não tem mérito algum. Muitos dos que se integram à tentativa de jogar no ostracismo essa moçada brilhante – o que de melhor aconteceu ao país nas últimas décadas! - já abandonaram por desilusão moral o barco onde vinham. Já não defendem o indefensável (como fizeram por tanto tempo), mas não perceberam ainda que o problema não está no partido tal ou qual, no líder tal ou qual, mas na ideia. O que aconteceu no Brasil foi o processo natural de amadurecimento e apodrecimento de uma fruta que cairá pelo peso da gravidade. Quem quiser um Brasil melhor terá que mudar a natureza das ideias que planta.

Saibam os jovens que me leem: vocês não têm com o que se decepcionar. Vocês mobilizam a esperança de milhões de brasileiros que, como eu, não souberam fazer o que vocês estão fazendo. Vocês estão enfrentando a malícia e a malignidade das forças do mal. “Sede, pois, prudentes como as pombas e espertos como as serpentes”.



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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.

Dilma comemora Brasil no topo da corrupção


QUEM VOCÊS PENSAM QUE SÃO?
Um retrato das manifestações de 2015 em São Paulo, Brasil



Quem esses manifestantes pensam que são? Durante o primeiro semestre de 2015, milhões de brasileiros voltaram às ruas, exigindo respeito dos políticos, menos corrupção e repudiando a agenda esquerdista imposta à população há anos. Este curta-metragem faz um recorte do tema, dando voz a uma representativa parcela da população, tantas vezes estigmatizada pelos meios de comunicação e pelos "formadores de opinião", sempre tão simpáticos aos políticos no poder. 


Dos mesmos realizadores do documentário: "Reparação" (2010)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dilma inaugurará “Casa da Mulher Brasileira’, mas deve explicações sobre o pedófilo da Casa Civil


eduardo_gaievski_03Óleo de peroba – Na próxima terça-feira (2), a presidente Dilma Vana Rousseff inaugurará, na capital federal, a Casa da Mulher Brasileira, local voltado ao atendimento humanizado às mulheres. O projeto reúne no mesmo espaço serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes, conforme informações da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM).

A Casa da Mulher Brasileira, um dos eixos do programa “Mulher, Viver sem Violência”, coordenado pela SPM, “facilita o acesso aos serviços especializados para garantir condições de enfrentamento da violência, o empoderamento da mulher e sua autonomia econômica”. Segundo a secretaria que tem status de ministério, trata-se de “um passo definitivo do Estado para o reconhecimento do direito de as mulheres viverem sem violência”.

Entre o texto publicado pela SPM no sítio eletrônico do programa federal em questão e o que faz a presidente da República há uma longa e abissal distância. É compreensível que Dilma Rousseff queira melhorar sua popularidade em um momento de agravamento da crise econômica, o que tem colocado a sociedade na contramão dos sonhos palacianos, mas é preciso que a chefe do governo use suas parcas doses de coerência, se é que existem.

Por certo Dilma, durante a cerimônia de inauguração, fará um discurso esculpido com o cinzel dos marqueteiros palacianos, cujo objetivo é enganar a opinião pública, mas a presidente continua devendo explicações sobre o pedófilo da Casa Civil, o petista Eduardo Gaievski, que hoje cumpre pena de prisão em penitenciária do Paraná por estupro de dezenas de meninas, inclusive de vulneráveis (menores de 14 anos).

Ex-prefeito de Realeza, cidade do interior paranaense, Gaievski foi levado à Casa Civil, na condição de assessor especial, pela então ministra Gleisi Helena Hoffmann, hoje cumprindo mandato de senadora da República.

Muito estranhamente, a indicação de Eduardo Gaievski para o cargo de confiança, onde foi responsável pelas políticas federais para jovens e adolescentes – algo como raposa no galinheiro – violou as normas de segurança da Presidência, que tem à disposição dois órgãos encarregados de checar a vida pregressa dos que trabalham na orbita da maior autoridade do País. Esses órgãos são o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

Quando foi nomeado para assessorar a “companheira” Gleisi, o monstro da Casa Civil já tinha a sua vida criminosa disponível na rede mundial de computadores, ou seja, a então ministra violou as regras e o bom senso ao chamar o pedófilo para ocupar uma sala a poucos metros do gabinete presidencial. O caso só veio a público quando a polícia do Paraná chegou ao Palácio do Planalto para prender o petista que usou o cargo de prefeito para, no vácuo de promessas de empregos, conseguir noitadas de sexo e orgia com meninas menores de idade.


Gaievski foi preso na fronteira do Brasil quando se preparava para fugir, mas ate hoje, dois anos depois do escândalo, Dilma Rousseff, assim como Gleisi Hoffmann, não falou uma só palavra a respeito do criminoso que acabou com o futuro de dezenas de meninas inocentes. Especialistas em Direito garantem que ao final do julgamento de todos os processos a que responde na Justiça do Paraná, Eduardo Gaievski será condenado a mais de duzentos anos de prisão.

O PT votou contra a reeleição, com isso admite a derrota em 2018.


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Use isso para entender o prisma com que a esquerda enxerga o futuro e o que a sociedade mobilizada tem conseguido.

Há alguns anos, em 1997, quando o PSDB desejou e aprovou a reeleição, o Partido dos Trabalhadores foi contra. Não por ideologia, já que sempre desejou o poder “perpétuo”, mas por medo do PSDB permanecer por muito tempo no governo.

Hoje a coisa foi bastante diferente.

O PT e aliados somente votaram a favor do fim da reeleição por que há um quase consenso de que a esquerda radical será derrotada nas próximas eleições para o executivo. O PT já pretende garantir que o próximo presidente, que não será petista, não passará mais do que quatro anos no controle do país. O partido parece acreditar que pouco mais de três anos não serão suficientes para reverter a onda anti-petista que varre o Brasil e, antevendo a derrota em 2016 tenta garantir a possibilidade de eleger alguém em 2018. E isso deve servir sim de estímulo para a sociedade que, embora boicotada pela grande mídia, tem ido para as ruas exigir mudanças.

Prezado leitor, ativista na internet, nas ruas, ou em qualquer lugar, a vitória está quase selada, desde que se permaneça no mesmo pique. Ha muito tempo que não se discutia política nesse país, e quando a sociedade resolveu fazer isso foi selado o fim da hegemonia da esquerda.

Donos de um discurso insustentável a esquerda sempre apelou para o quebra-quebra, cuspidas e gritarias. Mas, isso não funciona mais.

Alguns mais apressadinhos devem também se lembrar que não ha indício de que o mundo vai acabar esse ano, ou no ano que vem. Ou de que o PT vai “implantar o comunismo”, como alguns dizem por aí.

Nossas Forças Armadas permanecem serenas e não se curvaram à doutrinas estranhas, como fizeram os companheiros da Venezuela e por isso não ha qualquer possibilidade de que possa acontecer por aqui o mesmo que ocorre por lá.

Estejam tranquilos quanto a isso.

Se for comprovado legalmente que a Presidente participou de falcatruas é obvio que deve-se retirá-la. Mas, isso não é uma batalha fácil de vencer.

É por isso deve-se concentrar esforços, a começar para trocar os membros dos legislativos municipais, depois para trocar os legislativos federais e estaduais.

Lembremos o que o Brasil consciente já tem conseguido com o crescimento da bancada de oposição no Congresso Nacional.

Em menos de quatro anos podemos mudar todo a cúpula política de nosso país. Basta um pouco de organização e sabedoria para fazer isso.

O perigo do Marxismo


Ainda hoje o marxismo encanta muita gente, especialmente nas universidades, e acaba enganando até mesmo jovens cristãos que pouco ou quase nada conhecem de Marx e do marxismo. Pior ainda é quando teólogos católicos querem misturar o marxismo com o Evangelho e geram uma tal de teologia da libertação de cunho marxista, tão bem condenada pelos últimos papas, especialmente por João Paulo II e Bento XVI, que tão bem conheceram seus amargos frutos.

O “Livro Negro do Comunismo”, do ex-comunista Stephen Courtoir (Bertrand Russell, 2005) fala em cem milhões de mortos do comunismo marxista. Em números absolutos, os autores dos maiores crimes contra a humanidade foram o chinês Mao Tsé-tung e o georgiano Josef Stalin (líder da ex-URSS). Em percentual da população, superou-os Pol Pot, que assassinou dois milhões de pessoas quando comandou o regime maoísta do Khmer Vermelho, entre 1976 e 1979, no Camboja. Ele e seus asseclas dizimaram um quarto da população do país embalados pelo comunismo marxista.

Mao iniciou, a partir de 1950, um programa de reforma agrária e coletivização da agricultura que provocou a maior fome da História. Em meados dos anos 60, lançou a Revolução Cultural para preparar a população chinesa para o socialismo. Atribuem-lhe mais de 50 milhões de mortes.

Para fazer triunfar o socialismo marxista, Stalin implantou um regime de terror, e também de fome. Estão na biografia dele mais de 40 milhões de cadáveres.

Por isso, publico aqui um bom artigo do conceituado Cônego José Vidigal (KARL MARX, ATEU RADICAL), por mais de quarenta anos professor de teologia do Seminário Arquidiocesano de Mariana, MG, que nos mostra muito bem o rosto de Karl Marx.

Karl Marx, ateu radical

Karl Marx foi sempre um ateu radical. G. Siewerth patenteia que para Marx, “a fé em Deus é, pois, ao mesmo tempo, uma divisão da consciência e uma ilusão. Urge, portanto, desmascarar esta ilusão a fim de restituir ao homem a dignidade perdida da sua interioridade infinita”. Karl Marx tende, desde o começo, ao antitranscendentalismo. É o materialismo prático.

Escreve ele: “A luta contra a religião implica a luta contra o mundo do qual a religião é o aroma espiritual”. Como verdadeiro discípulo de Feuerbach, Marx conclui que a adesão a Deus tira ao homem a consciência de sua grandeza: é uma alienação. Eis seu asserto contundente: “Mais o homem coloca realidade em Deus e tanto menos resta de si mesmo”.

A ação de um Deus Supremo impede sua independência total. Sua emancipação exige “a priori” a morte de Deus. É exatamente o trabalho que permite ao homem construir-se enquanto homem.

Fica claro, pois, que o ateísmo não é acidental ao marxismo, impossível ser um “bom” marxista, permanecendo crente.

Marx é taxativo: “O ateísmo é uma negação a Deus e por esta negação coloca a existência humana”. Entre a razão e a fé o conflito é peremptório. Diria depois Lenin: “O marxismo é o materialismo. Por este título ele é tão implacavelmente hostil à religião, quanto o materialismo dos enciclopedistas do século XVIII ou o materialismo de Feuerbach”. Prossegue ele: “Devemos combater a religião. Isto é o a-b-c de todo o materialismo e, portanto, do marxismo”. Não se trata de um conselho facultativo. Fala categoricamente: “Nossa propaganda compreende necessariamente a do ateísmo”.

É a própria religião, sob a forma mais pura, que o marxismo considera como alheação perigosa da equidade do homem. O comunismo, que é o herdeiro mais fiel de Karl Marx, se revela, pois, em lógica consequência, intransigente neste ponto.

Lenin assim se manifestou também, em 1905: “A religião é uma espécie de má vodka espiritual na qual os escravos do Capital afogam seu ser humano e suas reivindicações para com uma existência ainda pouco digna do homem”.

Marxismo e ateísmo não podem ser dissociados. O ateísmo é intrínseco ao marxismo. É-lhe medular, parte integrante. Não há meio termo. Há uma contestação terminante à Transcendência. (Por Cônego Vidigal – 17/07/2008)




TAXAÇÃO DAS GRANDES FORTUNAS


Escrevo este artigo em defesa de meus interesses próprios. Não, não me entenda mal. Não tenho fortuna grande, nem média, nem pequena. Minha fortuna é minha família, são meus amigos, meus leitores, minha fé e meus valores imateriais. Mas considero que defendo interesses próprios, como cidadão brasileiro, quando reprovo a taxação das grandes fortunas, como qualquer aumento de impostos, porque essa é uma ideia de jerico. Dela sequer se pode dizer que vem embalada nos ideais do igualitarismo. Não no nosso caso. Não na concepção mau caráter que lhe deu origem.

O ideal do igualitarismo, é bom esclarecer, já produziu desastres em proporções suficientes para que se saiba o que acontece quando deixa de ser ideal e vira prática. No caso brasileiro, porém, a taxação das grandes fortunas não representaria isso. Tampouco significaria um pouco mais do mesmo, ou seja, ampliação da política atual, que confunde donativo com renda e que, por isso, não consegue gerar progresso social. O governo brasileiro não resolve o problema da Educação dos segmentos de baixa renda, não lhes proporciona adequado saneamento básico nem atenção à saúde e não cria condições para que esses recursos humanos se habilitem às atividades produtivas. Todos se tornam, cada vez mais, dependentes do Estado, o que é a segunda pior situação possível.

A taxação das grandes fortunas, no Brasil, seria um caso inédito. Foi pensada agora, num momento de crise fiscal pela qual não precisaríamos estar passando não houvesse, a ganância pelo poder, gerado imperdoável prodigalidade do governo no uso do dinheiro que abusivamente nos toma. Em linguagem simples, sem pedaladas retóricas, a taxação dos mais ricos viria para salvar o Estado da escassez de recursos a que ele mesmo se conduziu. Algo assim só pode parecer razoável a dois tipos de pessoas: os amigos leais do Estado perdulário e os fanáticos do igualitarismo.

Há um erro imenso em atribuir a pobreza dos pobres à riqueza dos ricos, ou vice-versa. Essa é uma ideia desorientadora, que prejudica aqueles a quem pretende ajudar. Os pobres não são pobres por causa dos ricos. Eles são pobres por causa do Estado, são pobres porque não há concentração maior de renda do que a promovida pelo Estado quando fica com quase 40% de tudo que se produz no país! E, apesar dessa monstruosa expropriação, não só rouba e se deixa roubar, mas se omite em relação às políticas e ações que poderiam promover desenvolvimento social nas populações de baixa renda. O Estado não deveria “cuidar das pessoas”, mas deveria, isto sim, proporcionar condições para as pessoas cuidarem bem de si mesmas.

Precisamos das grandes fortunas. Elas viram poupança, investimento, postos de trabalho, consumo (inclusive sofisticado, claro) e tributos. Pegar esse dinheiro e entregá-lo à gestão do Estado é uma operação absolutamente contraprodutiva: tira-o de quem o faz produzir para entregá-lo a quem só sabe gastar.



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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.

Banheiro unissex: um atentado contra as mulheres

Por Thiago Cortês 

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Banheiros da UFRN após intervenção de “coletivos”.
Não se engane: a instalação de banheiros unissex nas escolas e universidades não representa nenhum avanço em favor das mulheres ou das minorias.

No Brasil moderno você pode defender qualquer bizarrice desde que ela venha embalada em um discurso de “respeito às minorias” ou “combate ao preconceito”.

Foi em nome do “combate ao preconceito” que o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais” publicou, no dia 12 de março, no Diário Oficial da União, a resolução que estabeleceu o seguinte“As escolas e universidades, públicas e particulares, devem garantir o uso de banheiros, vestiários e demais espaços segregados acordo com a identidade de gênero de cada sujeito”.

Ou seja, a partir de agora, eu e minha barba podemos frequentar os banheiros femininos de escolas e universidades. Para tal, basta que eu me “autoafirme” como um transgênero ou qualquer outra categoria sexual inventada nos últimos 10 minutos.

É claro não há como impedir que oportunistas frequentem o banheiro feminino mediante a alegação de que são transexuais. Qualquer marmanjo que alegue que acordou se sentindo a Julia Roberts poderá dividir o banheiro com as mulheres.

Todos estamos chocados com o caso da menina de 12 anos que foi estuprada no banheiro  de uma escola da Zona Sul de São Paulo. A garotinha foi abusada por três colegas (menores de idade), por quase uma hora, sem que nenhum funcionário notasse.

Dá pra imaginar o quanto este cenário vai piorar quando os banheiros de todas as escolas do Brasil forem transformados em locais de convívio entre meninos e meninas – em nome, é claro, do combate ao preconceito.

Banheiro por “identificação de gênero” é uma ficção vulgar. O que está sendo proposto é que escolas e universidades tenham banheiros U-N-I-S-S-E-X.

Fachadas

Ideólogos disfarçados de jornalistas ou travestidos de pedagogos estão inundando as redes sociais com suas típicas frases-de-para-choque-de-caminhão que justificam o banheiro unissex a partir do “combate ao preconceito”.



A manipulação da linguagem não é um fenômeno moderno. Desde a Grécia Antiga os sofistas já sabiam que a retórica pode solapar a verdade no discurso público. É por isso que os militantes corrompem palavras e conceitos para defender suas teses perniciosas.



“O ideólogo usa fachadas para esconder suas reais intenções. Ele nunca é sincero. Veja o caso, por exemplo, do banheiro unissex. É defendido a partir da ideia de direitos das mulheres. Na verdade, é um atentado contra as mulheres que agora terão que dividir o banheiro com qualquer homem que alega que se sente uma mulher”, explicou o professor Felipe Nery, presidente do Observatório Interamericano de Biopolítica.


Relativismo

Felipe Nery também destaca uma nefasta característica da neutralidade de gênero: o relativismo que, gradualmente, nos levará ao vale-tudo da sexualidade. A pedofilia, lembrou, já começa a ser chamada por progressistas de “amor entre gerações”…


O gênero sexual é um dado da natureza assim como a altura ou o peso. Negar que você é homem ou mulher faz tanto sentido quanto negar que é alto ou magro.

Até mesmo a moderna psicologia evolucionista – odiada pelos religiosos por sua natureza darwinista – diz claramente que há diferenças naturais (biológicas e psicológicas) entre homens e mulheres e ri dos acadêmicos que falam em “construção social”.

Os ideólogos, contudo, querem reduzir o gênero sexual a uma mera invenção cultural da sociedade patriarcal que deve ser destruída em nome da liberdade e etc.

Mas eu aposto que os militantes de gênero sofrerão a humilhação de enfrentar uma forte resistência das mulheres. Chegará o dia em que os “militantes da tolerância” serão desmascarados justamente por aqueles que dizem representar.

Não serão os políticos que derrotarão o lobby do gênero: serão as mulheres – mães, esposas, filhas – que se levantarão contra esta bestialidade que (como tudo que começa na academia) foi parar no banheiro.

Publicado na Reaçonaria.





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Thiago Cortês é jornalista.

O fim de Carlos Lamarca e da VPR


Uma cuidadosa ação da Inteligência colocou fim à carreira do terrorista Carlos Lamarca, mas os homens que lutaram contra o terror comunista nunca foram reconhecidos pelos governantes de plantão.

No dia 7 de dezembro de 1970, uma segunda-feira, um grupo de militantes da Vanguarda Popular Revolucionária, chefiado por Carlos Lamarca, seqüestrou Giovani Enrico Bucher, embaixador da Suíça no Brasil. O seqüestro ocorreu na rua Conde de Baependi, Catete, no Rio de Janeiro. O embaixador viajava em seu carro, um Buick, dirigido por seu motorista, Hercílio Geraldo e, como sempre, acompanhado do agente da Polícia Federal Helio Carvalho de Araújo, designado para prover sua segurança. 
Após o carro ter sido interceptado, Carlos Lamarca, utilizando o codinome de "Paulista", bateu no vidro da janela do agente de segurança, abriu a porta e desfechou-lhe dois tiros com um revólver calibre 38 à queima-roupa. O agente, conduzido para o Hospital Miguel Couto, faleceu 3 dias depois. 


Desse seqüestro, tomaram parte diretamente seis militantes, além de Carlos Lamarca: Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Maurício Guilherme da Silveira e Herbert Eustáquio de Carvalho. José Roberto Gonçalves de Rezende e Alfredo Helio Sirkis participaram do transporte do embaixador para o "aparelho" da VPR na rua Paracatu, em Rocha Miranda. O militante Paulo Brandi de Barros Cachapuz, nesse mesmo dia - e nos dias seguintes - deu seguidos telefonemas desinformando a polícia sobre o paradeiro do embaixador. 


Essa data – 7 de dezembro de 1970 – marcou o início do fim da VPR.
Naquele mesmo dia a VPR distribuiu aos meios de comunicação o "Comunicado nº 1", um "Manifesto ao Povo Brasileiro" e uma "Carta Aberta à embaixada suíça", bem como uma carta de próprio punho do embaixador. 


No dia 9 de dezembro, o Ministério da Justiça, através de uma nota oficial, afirmava que "o governo brasileiro, no empenho de preservar a vida e a liberdade do embaixador", aguardava a relação nominal dos terroristas a serem liberados. Nesse mesmo dia, a VPR expediu o "Comunicado nº 2", dizendo que somente divulgaria a lista dos 70 presos a serem liberados depois de cumpridas as exigências de divulgação do "Manifesto ao Povo Brasileiro" por dois dias consecutivos na primeira página dos jornais e em todas as rádios e TVs do país, às 6, 12, 18 e 20:30 horas, o que não foi feito. 


Quatro dias depois, a VPR cobrou do governo o cumprimento dessa exigência através do "Comunicado nº 3" e, no dia 16 de dezembro com o "Comunicado nº 4". 


No dia 17, o governo deu garantia de que libertaria os 70 presos e, no dia seguinte, a VPR enviou o "Comunicado nº 5", com a lista dos 70. 
Na segunda-feira, 21 de dezembro, o governo respondeu que aceitava libertar apenas 51 presos constantes da relação. Não concordava com os outros 19 por vários motivos: 6 haviam participado de seqüestros, 4 estavam condenados à prisão perpétua ou a penas elevadas, 3 haviam cometido homicídios, 1 não estava identificado, 1 não queria ser banido do país e 4 já estavam em liberdade. 


A partir desse documento teve início uma discussão dentro da VPR para ver se o embaixador seria morto ou não, sendo realizada uma votação a respeito com o resultado de 15 a 3 a favor do "justiçamento" do embaixador. Os 3 que votaram contra foram Carlos Lamarca, Alfredo Hélio Sirkis e José Roberto Gonçalves de Rezende que não vislumbravam dividendos políticos na morte do embaixador. Lamarca, como comandante-em-chefe da VPR, exerceu seu direito de veto e sustou o "justiçamento" enviando ao governo outra lista dos presos a serem liberados. 


No dia 28 de dezembro, o governo divulgou que, da nova lista, alguns não poderiam ser também libertados. No dia 30, a VPR enviou uma outra relação e, no dia 4 de janeiro, o governo divulgou a preterição de mais 9 presos, substituídos no dia seguinte, por uma nova lista enviada pela VPR. No dia 6 de janeiro, nova preterição de 4 nomes e, no dia seguinte, nova lista substituindo esses 4. 

Finalmente, no dia 11 de janeiro, uma nota oficial do Ministério da Justiça condicionou a liberação e embarque para o Chile dos 70 presos a um Comunicado da VPR comprometendo-se a liberar o embaixador. No dia seguinte, a VPR cumpriu essa exigência e, às 24 horas do dia 13 de janeiro de 1971, os 70 presos, escoltados por três agentes da Polícia Federal embarcaram no Galeão, em um Boeing da Varig e, às 4:15 horas de 14 de janeiro desembarcaram no aeroporto Puhaduel, em Santiago, sendo fotografados ao lado do avião com os punhos cerrados e saudados por dezenas de militantes, brasileiros e chilenos, postados nas varandas do aeroporto, entoando a Internacional Socialista. 

Dos 70 presos banidos do Brasil, 24 eram militantes da VPR e os demais 46 pertenciam a outras organizações. 

No dia 15 de janeiro de 1971, Lamarca abandonou o "aparelho" em que se encontrava e, no alvorecer do dia 16, o embaixador foi deixado próximo ao penhasco da igreja da Penha, em um Volks, por Alfredo Helio Sirkis e Gerson Teodoro de Oliveira. Pouco tempo depois, Gerson Teodoro de Oliveira, a bordo desse Volks, que estava registrado no nome frio por ele utilizado, foi morto pela polícia.

Após esse tremendo desgaste de ter que manter o embaixador confinado por 39 dias, de fazer e refazer relações de presos e de impedir o "justiçamento" do embaixador, conforme desejava a maioria da VPR, a liderança de Carlos Lamarca estava irremediavelmente desgastada. 

Acolhido em um "aparelho" do MR8, na região dos Lagos, juntamente com sua amante Iara Iavelberg, Lamarca, em 22 de março de 1971, enviou um Comunicado à VPR escrito de próprio punho. Abaixo, uma cópia literal desse documento: 

"Ao Comando da VPR. Assunto: Pedido de Desligamento. Caráter: Irrevogável. 

Apresento, conforme normas internas da Org, o meu pedido de desligamento para apreciação no meu órgão de militância. Considero essa apreciação como necessária para a formalização de crítica e auto-crítica.

Dou caráter de irrevogabilidade à este pedido em virtude de:

1) divergir da linha política da VPR, conforme coloquei em diversos documentos internos;

2) ter constatado desvios ideológicos da VPR e a deformação que acarreta em muitos dos seus quadros;

3) não ter conseguido levar a luta interna que iniciei há um ano com a devida serenidade;


4) não conseguir romper com o culto ao sectarismo existente na VPR;


5) discordar do método de direção (apesar de ser Cmt-em-Chefe); a Org impede a liberação de potencial, não forma quadros, aliena militantes, deforma dirigentes, elimina a criatividade, impede a prática leninista – tudo como já coloquei em documentos internos. 


Considero-me também deformado – na Org em que vou militar farei auto-crítica na prática. Coloco-me como deformado porque constatei, na prática, essa deformação. Na VPR não há lugar para uma auto-crítica revolucionária, em todas as vezes que fiz, foi politicamente capitalizada para a defesa de posições – persistir é aceitar a deformação. 

Estarei sempre atento para responder questionamento da VPR sobre qualquer acontecimento na organização – de 24 de janeiro de 1969 até esta data 22 de março de 1971 – se me chegar por escrito. Aguardarei a análise crítica da VPR, solicitando o direito de resposta, assim como apuração de responsabilidade pessoal, em qualquer época, e no nível desejado pela VPR. Condicionarei a minha entrada em outra Organização a isto, para que fique clara a minha predisposição de assumir a responsabilidade dos meus atos na militância individual ou coletiva na VPR. 

Sempre travei a luta interna e procurei a coesão sem conciliar – saio sem travar uma luta desagregadora – apesar de ter cometido uma violência ao escrever o documento CONTRA O CUPULISMO. Uma violência, mas uma deformação. A deformação é uma necessidade da VPR. Sem a violência as posições políticas não afloram – e, de deformação em deformação à degradação política. 


À VPR só resta um caminho, o CONGRESSO – um longo processo de discussões e um profundo imobilismo – se tentar andar quebra. 

Tenho contribuições a dar para a Revolução no Brasil, e aqui ficarei e, na Organização em que for militar farei um comunicado à esquerda apresentando os motivos do desligamento e do ingresso em outra Organização Revolucionária. 

O que sei, e que possa afetar a segurança da VPR morre comigo. 

OUSAR LUTAR
OUSAR VENCER
Claudio – 22 MAR 71"

O original do documento acima foi apreendido pelo CISA no "aparelho" de Alex Polari de Alverga, pertencente ao Comando Nacional da VPR, quando de sua prisão, em maio de 1971. 

Em 22 de junho de 1971, Carlos Lamarca e Iara Iavelberg, em frente a uma loja do Bob’s, na Avenida Brasil, Rio de Janeiro, embarcaram em uma Kombi que, precedida por um Volks, os levou a Salvador/BA. Nas proximidades de Salvador, ambos passaram para o Volks e a Kombi retornou ao Rio com seu motorista.


Investigações posteriores indicaram que a Kombi tinha placa de Belém/PA e pertencia a um paraense, estudante de Economia na Universidade Gama Filho, no Rio; e que o Volks, de cor branca, tinha placa de Petrópolis/RJ. O levantamento do proprietário do Volks foi fácil, pois, na época, só existiam  dois Volks de cor branca registrados no Detran de Petrópolis.



Com base nesses dois informes foram levantadas as identidades dos proprietários, dois colaboradores do MR-8. O Volks pertencia ao filho de um ex-Ministro do STF, cassado, e a Kombi pertencia, realmente, a um estudante paraense. Seus nomes serão preservados. Eles nunca foram presos. Passaram a ser monitorados, pois poderiam, no futuro, passar a colaborar e eram uma forma da Inteligência não perder contato com a Organização. 

Menos de três meses depois, em 17 de setembro de 1971, Carlos Lamarca era morto no sertão da Bahia e o MR-8, no Rio de Janeiro e na Bahia, desmantelado. Lamarca foi o último dos chamados grandes comandantes da guerrilha a ser eliminado. Os dois outros, Carlos Marighela, e seu sucessor, Joaquim Câmara Ferreira (“Toledo”), morreram em novembro de 1969 e dezembro de 1970.

Em 1971, o balanço geral dos militantes da VPR era de que as organizações da esquerda armada haviam sido derrotadas em razão da ação da chamada “repressão” que levou ao seu isolamento social e político. Os remanescentes da VPR no Brasil já haviam jogado a toalha com a divulgação, no dia 7 de agosto de 1971, de três documentos históricos:

O Comunicado nº 1 (Novo Comando) afirmava que “em vista dos últimos acontecimentos, fica estabelecido um novo comando na organização”; que esse novo comando “assume a organização praticamente extinta e vai tentar salvar o que sobrou”;

O Comunicado nº 2 (Medidas Imediatas) assinalava que “atualmente o que existe é o final da derrota, alguns elementos que devem ser preservados para que se possa tirar do fracasso desta experiência as lições necessárias (...) e, para isto, determina de forma imediata: a) a organização está desmobilizada; b) está convocado o II Congresso Nacional (...) por desmobilização entendemos a suspensão das ações armadas (...)”;

O Comunicado nº 3 (Aos Companheiros no Exterior): “A organização chegou agora ao esgotamento total. Estamos sem as mínimas condições de atuação e sem possibilidades por mais remotas de tirar uma definição conseqüente, que sirva de guia para uma prática revolucionária (...) A crise política da organização que se seguiu à ação do embaixador suíço levou a uma aguda crise no Comando em abril/maio deste ano, tendo como conseqüência o desligamento inusitado de dois dos companheiros do Comando Nacional. Um desses companheiros caiu a 3 de maio, outro pediu ingresso em outra organização (...) O companheiro do Comando, restante, estabeleceu uma assim chamada ‘Coordenação Provisória’ que teve vida curta. Sua finalidade era coordenar discussões na organização, mas já a 12 de maio caíam dois companheiros da Coordenação, restando dela um único. Na realidade, porém, a situação era muito pior: a Unidade de Combate da Guanabara perdeu de março até maio quase todos os seus quadros. Restaram alguns poucos, dos quais caíram dois entre maio e agosto. Em São Paulo já não existe Unidade de Combate, sendo alguns quadros recém recrutados, que não têm condições de, sozinhos, montar uma UC (...) Entre 1 e 5 de agosto caíram dois companheiros fundamentais no NE (...) A organização está desmobilizada (o que significa apenas reconhecer com palavras uma situação de fato que se estendia desde maio deste ano e buscar salvar o que sobrou). Convocamos o Congresso, mas para realizá-lo precisamos que os companheiros nos enviem dinheiro (...) Sem dinheiro certamente não sobrará um único remanescente no Brasil. Esperamos, com urgência, a colaboração dos companheiros”.

O ato final da VPR foi realizado no Chile, em julho de 1973, às vésperas da deposição do governo Allende: uma reunião de avaliação, da qual participaram os militantes que se encontravam foragidos ou banidos naquele país. Essa reunião formalizou a extinção da Vanguarda Popular Revolucionária e sua desmobilização por completo, pois voltar ao Brasil naquele momento para prosseguir na luta armada não fazia parte da agenda pessoal da quase totalidade dos militantes.

A VPR, constituída em março de 1968, por um grupo partidário da teoria do “foco guerrilheiro” que havia deixado a organização Política Operária, mais conhecida como POLOP, e por diversos sargentos e marinheiros expulsos das Forças Armadas, muitos com treinamento em Cuba, remanescentes do falido Movimento Nacional Revolucionário de Brizola, durante os cinco anos em que atuou, seqüestrou embaixadores, matou, “justiçou”, assaltou bancos e carros-fortes, estabelecimentos comerciais. Os que sobraram, no entanto, foram anistiados e a maioria recompensada financeiramente por não terem conseguido transformar o Brasil em umarepública popular democrática

Na realidade, apesar da audácia, da lenda e do mito, Lamarca foi um desertor e um traidor do Exército Brasileiro.

E é assim que deverá passar à História.

Entretanto, aquele pequeno grupo de militares e civis – alguns dos quais não mais estão entre nós - que erradicaram o terrorismo, os seqüestros, os assaltos, os justiçamentos e os assassinatos de cunho político, que sacrificaram suas vidas e a de seus familiares, não receberam o reconhecimento da Pátria ou de seus governantes.




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Carlos I.S. Azambuja é Historiador

domingo, 31 de maio de 2015

Verdade nua e crua...
Corrupção: Aposentadoria INjusta


Financiamento Empresarial de Campanha


A REVOLTA DOS “IDIOTAS”

Gen Marco Antonio Felicio da Silva

“Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!”

É impressionante como um sem número das ditas autoridades, instaladas nos diferentes poderes da República, nos mais altos postos, a começar da Presidente da República, tratem como “idiotas” grande parcela da população esclarecida, falando de um País inexistente, manipulando e sonegando informações diante da conhecida e escabrosa situação por que passamos e que envolve, criminalmente, diversas dessas autoridades.

Quais as razões que impedem a investigação criminal de Dilma Roussef e de Lula da Silva? “Mensalão” e “Petrolão” não passam de esquemas armados pelo PT, desviando criminosamente dinheiro público para enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas políticas que levaram Lula e Dilma à Presidência. Lula, não é de hoje, antes de 2003, de forma comprovada, já usava dinheiro extorquido ou público, desviado, para tal. Delações premiadas recentes confirmam tais financiamentos criminosos. Como não saberiam eles, Lula e Dilma, de tal corrupção, principais favorecidos e pertencentes à cúpula do Partido, ainda mais que José Dirceu e Delúbio Soares, condenados no Mensalão, e o tesoureiro do PT, hoje, preso, João Vacari, são figuras exponenciais dos esquemas citados ?

Como acreditar num STF aparelhado que mostra juízes, com todo um passado ligado a Lula e ao PT, agindo como advogados de defesa de réus petistas ou tudo fazendo para bllndar o ex-presidente e Dilma. Tribunal que dá guarida a juíz sem saber jurídico ou militante do PT e defensor do MST, que, privilegia a imoralidade, não se sentindo impedido de julgar, apesar dos laços com os acusados de interesses e amizade ou de companheirismo presentes.

Primorosa, no sentido de manipular fatos e negar a gravidade da situação e o envolvimento criminoso de seus companheiros, é a entrevista à “Época” (04/05/2015), de Jaques Wagner (MD), também um dos citados como recebedor de propinas para sua campanha, através de delação premiada de empreiteiros e do corrupto doleiro Youssef, já preso. Segue, ele, a mesma linha do manifesto do PT (30/03/2015), que, apesar dos escancarados fatos de envolvimento criminoso no “Petrolão”, afirma, cretinamente, que o PT está sendo “atacado por suas virtudes”. Assim, nos classifica como “IDIOTAS”, como crédulos de mentiras comprovadas.

Afirma Wagner que a sua tristeza com as manifestações de ruas, “já que estavam fazendo tudo certo”, esquecendo-se da situação degradante em que se encontra o País, resultante dos governos ineptos e corruptos do PT, é a bandeira levantada, negativa, o pedido de “impeachment” de Dilma, para ele acima de qualquer suspeita. Esquece, entre outros “malfeitos” da Presidente, que o atraso de repasse de recursos para os bancos públicos, escamoteando o déficit público e manobrando para aumentar gastos que facilitariam a sua propaganda eleitoral e consequente eleição, é crime de responsabilidade que leva ao impeachment.


Os “IDIOTAS”, cada vez mais pisados, se voltam para as ruas, até mesmo não só para reivindicar mais intensamente contra as mentiras e descalabros impostos à Nação, por este bando de corruptos, como também, possivelmente, incitados à revolta e desespero crescentes, para fazer justiça pelas próprias mãos face a esse total e imoral desgoverno.


CPI do futebol: uma vitrine para Romário



Na Câmara dos Deputados, a reforma política virou "minirreforma". No Senado, a primeira fase do ajuste fiscal passou e a Casa se prepara para a CPI do futebol, a grande vitrine do senador Romário. E a semana termina com mais um operador do PT atrás das grades. Acompanhe a conversa entre Silvio Navarro e Joice Hasselmann no 'Aqui Entre Nós'.

Reforma Política e o TAPETÃO


Petista se enfurece com manifestantes anti-Dilma em avião para Brasília.



Fonte: YouTube