segunda-feira, 27 de abril de 2015

O SOCIALISMO NA PRÁTICA - O LABORATÓRIO DA MORTE


the-death-of-communism-1366x768.jpgVocê sabe qual foi ou qual é o experimento socialista mais longevo da história do mundo?  Você sabe qual foi o sucesso deste experimento?

Se alguém lhe pedisse para defender a ideia de que o socialismo fracassou, qual exemplo você forneceria?

Onde o formato moderno de socialismo começou?

Nos Estados Unidos.

É isso mesmo: na "terra da liberdade".  Mais especificamente, nas reservas indígenas, sob o comando da Agência de Questões Indígenas, subordinada ao Ministério do Interior.

As reservas indígenas foram inventadas com o intuito de controlar combatentes adultos.  Elas tinham como objetivo manter a população nativa pobre e impotente.

O sistema funcionou?  Pode ter certeza.

O experimento tem se mostrado um fracasso?  Muito pelo contrário, tem sido um sucesso total.

Quando foi a última vez que se ouviu a respeito de alguma insurreição dos índios americanos?

Eles são pobres?  Os mais pobres dos EUA.

Eles recebem auxílios do governo americano?  É claro que sim.

No ano passado, o Ministério da Agricultura dos EUA destinou US$21 milhões para subsidiar eletricidade para os moradores daquelas reservas indígenas cujas casas são as mais isoladas de empregos e oportunidades de trabalho.  Você pode ler mais a respeito aqui.  Como toda e qualquer medida assistencialista, esta é apenas mais uma para mantê-los continuamente pobres.  Eletricidade tribal significa impotência tribal.

As tribos são dependentes.  Elas permanecerão dependentes.  O programa foi criado exatamente para este objetivo.

Por alguma razão, os livros-textos de economia não oferecem sequer uma página relatando a corrupção, a burocratização e a pobreza multigeracional criadas por este socialismo tribal.  Temos aqui uma série de exemplos de laboratórios sociais gerenciados pelo governo.  Quão exitosos eles têm se mostrado?  Onde estão as reservas que de maneira sistemática tiraram pessoas da pobreza?

A próxima será a primeira.

O paraíso dos trabalhadores

A União Soviética foi o paraíso socialista dos trabalhadores de 1917 a 1991.  Como resultado direto deste experimento, pelo menos 30 milhões de russos morreram.  Os números verdadeiros podem ser o dobro desta cifra.  Já o experimento chinês foi mais curto: de 1949 a 1978.  Talvez 60 milhões de chineses tenham morrido.  Há quem fale em 100 milhões.

O sistema foi incapaz de fornecer os bens prometidos.  Não consigo imaginar um tópico mais apropriado para se discutir em uma aula de economia do que o fracasso do socialismo.  O mesmo é válido para um curso sobre a história do mundo moderno.  Qualquer curso decente de ciência política deveria cobrir este fracasso em detalhes.

Mas isso não ocorre, é claro.  Nenhum curso menciona o mais fundamental desafio já proposto à teoria econômica socialista, o ensaio de Ludwig von Mises, escrito em 1920, O cálculo econômico sob o socialismo.  E por que não?  Porque a maioria dos cientistas sociais, economistas e historiadores nunca ouviu falar desta obra.  Entre aqueles com mais de 50 anos de idade, os poucos que já ouviram a respeito ouviram da boca de algum defensor do socialismo ou de algum entusiasta keynesiano, que apenas repetiu o que havia aprendido na sua pós-graduação: que tal ensaio havia sido totalmente refutado por Oskar Lange em 1936.

Mas o que eles nunca dizem é que, quando Lange, um devoto comunista, voltou à sua Polônia natal em 1947 para atuar no alto escalão da burocracia estatal, o governo comunista não pediu para que ele implementasse sua grande teoria do "socialismo de mercado".  Com efeito, nenhum país socialista jamais implementou sua teoria.

Durante 50 anos, poucos livros-textos de economia mencionavam Mises.  E, quando o faziam, era apenas para dizer que ele havia sido totalmente refutado por Lange.  Os acadêmicos do establishment simplesmente jogaram Mises no buraco orwelliano da memória.

No dia 10 de setembro de 1990, o multimilionário escritor, economista e socialista Robert Heilbroner publicou um artigo na revista The New Yorker intitulado "Após o Comunismo".  A URSS já estava em avançado processo de colapso.  Neste artigo, Heilbroner recontou a história da refutação de Mises.  Ele relata que, na pós-graduação, ele e seus pares foram ensinados que Lange havia refutado Mises.  Porém, agora, ele anunciava: "Mises estava certo".  No entanto, em seu best-seller, The Worldly Philosophers, um livro-texto sobre a história do pensamento econômico, ele em momento algum cita o nome de Mises.

Os fracassos visíveis

O fracasso universal do socialismo do século XX começou já nos primeiros meses após a tomada da Rússia por Lênin.  A produção caiu acentuadamente.  Ato contínuo, ele foi forçado a implementar um reforma marginalmente capitalista em 1920, a Nova Política Econômica (NEP).  Ela salvou o regime do colapso.  A NEP foi abolida por Stalin.

Durante as décadas seguintes, Stalin se entregou ao corriqueiro hábito de assassinar pessoas.  A estimativa mínima é de 20 milhões de mortos.  Tal prática era peremptoriamente negada por quase toda a intelligentsia do Ocidente.  Foi somente em 1960 que Robert Conquest publicou seu monumental livro O Grande Terror - Os Expurgos de Stalin.  Sua estimativa atual: algo em torno de 30 milhões.  O livro foi escarnecido à época.  O verbete da Wikipédia sobre o livro é bem acurado.

Publicado durante a Guerra do Vietnã e durante um surto de marxismo revolucionário nas universidades ocidentais e nos círculos intelectuais, O Grande Terror foi agraciado com uma recepção extremamente hostil.

A hostilidade direcionada a Conquest por causa de seus relatos sobre os expurgos foi intensificada por mais dois fatores.  O primeiro foi que ele se recusou a aceitar a versão apresentada pelo líder soviético Nikita Khrushchev, e apoiada por vários esquerdistas do Ocidente, de que Stalin e seus expurgos foram apenas uma "aberração", um desvio dos ideais da Revolução, e totalmente contrários aos princípios do leninismo. Conquest, por sua vez, argumentou que o stalinismo era uma "consequência natural" do sistema político totalitário criado por Lênin, embora reconhecesse que foram os traços característicos da personalidade de Stalin que haviam causado os horrores específicos do final da década de 1930.  Sobre isso, Neal Ascherson observou: "Àquela altura, todos nós concordávamos que Stalin era um sujeito muito perverso e extremamente diabólico, mas ainda assim queríamos acreditar em Lênin; e Conquest disse que Lênin era tão mau quanto Stalin, e Stalin estava simplesmente levando adiante o programa de Lênin".

O segundo fator foi a ácida crítica de Conquest aos intelectuais ocidentais, os quais ele dizia sofrerem de cegueira ideológica quanto às realidades da União Soviética tanto durante a década de 1930 quanto, em alguns casos, até mesmo ainda durante a década de 1960.  Personalidades da intelectualidade e da cultura da esquerda, como Sidney e Beatrice Webb, George Bernard Shaw, Jean-Paul Sartre, Walter Duranty, Sir Bernard Pares, Harold Laski, D.N. Pritt, Theodore Dreiser e Romain Rolland foram acusados de estúpidos a serviço de Stalin e apologistas de seu regime totalitário devido a vários comentários que fizeram negando, desculpando ou justificando vários aspectos dos expurgos.

A esquerda ainda odeia o livro, e continua até hoje tentando dizer que ele exagerou nos números e nos relatos.

E então veio o Livro Negro do Comunismo (1999), que coloca em 85 milhões a estimativa mínima de cidadãos executados pelos comunistas, deixando claro que cifras como 100 milhões ou mais são as mais prováveis.  O livro foi escrito por esquerdistas franceses e publicado pela Harvard University Press, de modo que ele não pôde simplesmente ser repudiado como sendo apenas mais um panfleto direitista.

A esquerda até hoje tenta ignorá-lo.

O blefe dos cegos

A resposta da academia tem sido, até hoje, a de considerar todo o experimento soviético como algo que foi meramente mal orientado, algo que se desencaminhou, e não como algo inerentemente diabólico.  O custo em termos de vidas humanas raramente é mencionado.  Antes de 1991, era algo ainda mais raramente mencionado.  Antes de Arquipélago Gulag (1973), de Solzhenitsyn, era considerado uma imperdoável falta de etiqueta um acadêmico fazer mais do que apenas mencionar muito discretamente e só de passagem toda a carnificina, devendo limitar qualquer crítica apenas aos expurgos do Partido Comunista comandados por Stalin no final da década de 1930, e praticamente quase nunca mencionar que a fome em massa havia sido adotada como uma política pública.  "Ucrânia?  Nunca ouvi falar."  "Kulaks?  O que são kulaks?"

A situação decrépita de todas as economias socialistas, do início ao fim, não é mencionada.  Acima de tudo, não há nenhuma referência aos críticos do Ocidente que alertaram que estas economias eram vilarejos Potemkins em grande escala — cidades falsas criadas pelo governo para ludibriar os leais e românticos esquerdistas que iam à URSS ver o futuro.  E eles voltavam para seus países com relatos entusiásticos e incandescentes.

Há um livro sobre estas ingênuas e crédulas almas, que foram totalmente trapaceadas: Political Pilgrims: Travels of Western Intellectuals to the Soviet Union, China, and Cuba, 1928-1978 de Paul Hollander.  Foi publicado pela Oxford University Press em 1981.  Foi ignorado pela intelligentsia por uma década.

A melhor descrição que já li sobre estas pessoas foi fornecida por Malcolm Muggeridge, que trabalhou no início da década de 1930 como repórter do The Guardian em Moscou.  Tudo o que ele escrevia era censurado antes de ser enviado para a Inglaterra.  E ele sabia disso.  Ele não podia relatar a verdade, e o The Guardian não publicaria caso ele relatasse.  Eis um trecho do volume 1 de sua autobiografia, Chronicles of Wasted Time.

Para os jornalistas estrangeiros que residiam em Moscou, a chegada de ilustres visitantes era também uma ocasião de gala, mas por uma razão diferente.  Eles nos propiciavam nosso melhor — praticamente nosso único — momento de alívio cômico.  Por exemplo, ouvir [George Bernard] Shaw, acompanhado de Lady Astor (que havia sido fotografada cortando o cabelo de Shaw), declarar que estava encantado por descobrir, em meio a um banquete fornecido pelo Partido Comunista, que não havia escassez de comida na URSS, era algo de imbatível efeito humorístico.  Ou ouvir [Harold] Laski cantar glórias à nova Constituição Soviética de Stalin.

Jamais me esquecerei destes visitantes, e jamais deixarei de me assombrar com eles; de como eles discursavam pomposamente sobre as maravilhas do regime, de como eles iluminavam continuamente nossa escuridão, guiando, aconselhando e nos instruindo; em algumas ocasiões, momentaneamente confusos e envergonhados; mas sempre prontos para se reerguer, colocar seus capacetes de papelão, montar em seus Rocinantes, e sair galopando mundo afora em novas incursões em nome dos pobres e oprimidos.

Eles são inquestionavelmente uma das maravilhas de nossa época, e irei guardar para sempre na memória, com grande estima, o espetáculo que era vê-los viajando com radiante otimismo até as regiões famintas do país, vagueando em bandos alegres por cidades esquálidas e sobrepovoadas, ouvindo com inabalável fé as insensatezes balbuciadas por guias cuidadosamente treinados e doutrinados, repetindo, assim como crianças de colégio repetem a tabuada, as falsas estatísticas e os estúpidos slogans que eram incessantemente entoados para eles.

Eis ali, pensava eu ao ver estas celebridades, um ardoroso burocrata de alguma repartição local da Liga das Nações, eis ali um devoto Quaker que já havia tomado chá com Gandhi, eis ali um feroz crítico das exigências de comprovação de renda para se tornar apto a receber programas assistenciais do governo, eis ali um ferrenho defensor da liberdade de expressão e dos direitos humanos, eis ali um indômito combatente da crueldade contra animais; eis ali meritórios e cicatrizados veteranos de centenas de batalhas em prol da verdade, da liberdade e da justiça — todos, todos eles cantando glórias a Stalin e à sua Ditadura do Proletariado.  Era como se uma sociedade vegetariana se manifestasse apaixonadamente em defesa do canibalismo, ou como se Hitler houvesse sido indicado postumamente para o Prêmio Nobel da Paz.

Este fenômeno não acabou junto com a década de 1930.  Ele perdurou até o último suspiro da farsa econômica criada pelos soviéticos.  A falência intelectual e moral dos líderes intelectuais do Ocidente, algo que vinha sendo encoberto pela própria durabilidade do regime soviético, foi finalmente exposta em 1991, quando houve o reconhecimento mundial de que os regimes marxistas não apenas haviam falido economicamente, como também eram tiranias que o Ocidente havia aceitado como sendo uma alternativa válida para o capitalismo.

Não há exemplo melhor deste auto-engano intelectual do que o de Paul Samuelson, professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o primeiro americano a ganhar o Prêmio Nobel de economia (1970), ex-colunista da revista Newsweek, e autor daquele que é, de longe, o mais influente livro-texto de economia do mundo pós-guerra (1948 — presente): pelo menos 3 milhões de cópias vendidas em 31 idiomas distintos.  Ele escreveu na edição de 1989 de seu livro-texto: "A economia soviética é a prova cabal de que, contrariamente àquilo em que muitos céticos haviam prematuramente acreditado, uma economia planificada socialista pode não apenas funcionar, como também prosperar."

Foi o economista Mark Skousen quem encontrou esta pérola.  E ele também descobriu esta outra, ainda mais condenatória.

O experimento soviético

Em sua autobiografia, Felix Somary recorda uma discussão que ele havia tido com o economista Joseph Schumpeter e com o sociólogo Max Weber em 1918.  Schumpeter foi um economista nascido na Áustria mas que não era da Escola Austríaca de economia.  Mais tarde, ele viria a escrever a mais influente monografia sobre a história do pensamento econômico.  Já Weber foi o mais prestigioso cientista social acadêmico do mundo até morrer em 1920.

Naquela ocasião, Schumpeter havia expressado alegria em relação à Revolução Russa.  A URSS seria o primeiro exemplo prático de socialismo.  Weber, por sua vez, alertou que o experimento geraria uma miséria incalculável.  Schumpeter retrucou dizendo que "Pode ser que sim, mas seria um bom laboratório."  E Weber respondeu: "Um laboratório entulhado de cadáveres humanos!".  E Schumpeter retrucou: "Exatamente igual a qualquer sala de aula de anatomia".[1]

Schumpeter era um monstro em termos morais.  Não vamos medir as palavras.  Ele foi um homem altamente sofisticado, mas, no fundo, um monstro moral.  Qualquer pessoa que menospreze a morte de milhões de pessoas desta forma é um monstro moral.  Weber saiu extremamente irritado da sala.  Não o culpo.

Weber morreu em 1920.  Foi neste ano que Mises lançou seu ensaio, O cálculo econômico sob o socialismo.  Weber o mencionou em uma nota de rodapé em sua obra-prima, publicada postumamente como Economia e Sociedade (página 107 na versão original).  Weber compreendeu sua importância tão logo leu este ensaio.  Já os economistas acadêmicos, não.  Até hoje, há poucas referências a esta obra de Mises.

Mises explicou analiticamente por que o sistema socialista é irracional: não há um mercado para os bens de capital.  Sendo assim, é impossível saber quanto cada coisa deveria custar.  Ele disse que um sistema socialista inevitavelmente se degeneraria em uma dessas duas alternativas: ou ele iria abandonar seu compromisso com um planejamento total ou ele fracassaria por completo.  Mises nunca foi perdoado por esta falta de etiqueta.  Ele estava certo, e os intelectuais, errados.  As sociedades socialistas entraram em colapso, com a exceção da Coréia do Norte e de Cuba.  Pior ainda, ele se mostrou correto em termos de simples teoria de mercado, algo que qualquer pessoa inteligente podia entender.  Exceto, aparentemente, os intelectuais do Ocidente.  E este seu ensaio é um testemunho para os intelectuais do Ocidente: "Não há pessoas mais cegas do que aquelas que se recusam a enxergar."

A prova do pudim

Mises acreditava que a real prova do pudim está em sua fórmula.  Se a pessoa que faz o pudim acrescentar sal em vez de açúcar, ele não será doce.  Você nem precisa experimentá-lo para saber disso.  Mas os acadêmicos estão oficialmente comprometidos a aceitar apenas coisas empíricas.  Eles creem que uma teoria tem de ser confirmada por testes estatísticos.  Mas os testes ocorreram durante décadas.  As economias socialistas fracassavam seguidamente, mas divulgavam estatísticas falsificadas.  E todos sabiam disso.  Mas, mesmo assim, os intelectuais do Ocidente insistiam na crença de que o ideal socialista era moralmente sólido.  Eles insistiam que os resultados iriam, no final, provar que a teoria estava certa.

Nikita Kruschev ficou famoso por haver dito isso a Nixon no famoso "debate da cozinha", em 1959.  Ele era um burocrata que havia sobrevivido aos expurgos de Stalin por ter supervisionado o massacre de dezenas de milhares de pessoas na Ucrânia.  Ele disse a Nixon: "Vamos enterrar vocês."  Ele estava errado.

Estudantes universitários não são ensinados nem sobre a teoria do socialismo nem sobre a magnitude de seus fracassos.  Nem economicamente nem demograficamente.  Na era pré-1991, tal postura era mais fácil de ser mantida do que hoje.  A intelligentsia hoje já admite que o capitalismo é mais produtivo que o socialismo.  Sendo assim, a tática agora é dizer que o capitalismo é moralmente deficiente.  Pior, que ele ignora a ecologia.  Foi exatamente esta a estratégia recomendada por Heilbroner em seu artigo de 1990.  Ele disse que os socialistas teriam de mudar de tática, parando de acusar o capitalismo de ineficiência e desperdício, e passar a acusá-lo de destruição ambiental.

Conclusão

A natureza abrangente do fracasso do socialismo não é ensinada nos livros-textos universitários.  O tópico é atenuado e minimizado sempre que possível.  Era mais fácil impor sanções contra qualquer um que se atrevesse a escrever em jornais acadêmicos ou na imprensa antes de 1991.

Deng Xiaoping anunciou sua versão da Nova Política Econômica de Lênin em 1978.  Mas isso, na época, não ganhou muita publicidade.

Em 1991, a fortaleza soviética desmoronou.  Gorbachev presidiu o último suspiro do regime em 1991.  Ele recebeu da revista Time o título de "Personalidade da Década" em 1990.  Em 1991, ele se tornou um ex-ditador desempregado.  O socialismo fracassou — totalmente.  Mas a intelligentsia ainda se recusa a aceitar a filosofia social de livre mercado de Mises, o homem que previu todas as falhas do socialismo e que forneceu todos os argumentos em prol de sua condenação universal.

É exatamente por isso que é uma boa ideia sempre prever o fracasso de políticas econômicas ruins em qualquer análise que se faça sobre elas.  Poder dizer "Eu avisei que isso iria ocorrer, e também expliquei por quê" é uma postura superior e mais respeitável do que apenas dizer "Eu avisei".


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[1] Felix Somary, The Raven of Zurich (New York: St. Martin's, 1986), p. 121.

Gary North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website.

domingo, 26 de abril de 2015

Dica para o 1º de Maio:
Panelas TramonDilma



Panelas TramonDilma
A mais DIVA entre as Panelas.

Uma Oportunidade Perdida

Por Aileda de Mattos Oliveira

O pronunciamento terceirizado da ‘comandante em chefe’, transformada em solitário recruta ao surgir estranhamente de casaco verde-oliva, nem merece comentários.

A expectativa concentrava-se na Ordem do Dia do Comandante do Exército, alusiva à data histórica da Corporação, 19 de Abril. Solenidade antecipada, domingo era o dia, descartado, certamente, para os medalhados políticos irem para as suas bases ou para outros locais que não nos dizem respeito.

Quanto aos Generais, neles sim, reside a preocupação dos bons brasileiros que temem ocorrer, por simbiose, a perda, por esses homens, da personalidade, do compromisso com os comandados, do juramento militar, das obrigações e deveres com a soberania do Brasil, como tem acontecido, infelizmente, logo que adentram o Ministério da Defesa.

A aura petista, sabemos, é de tal maneira pestilenta que até a Ordem do Dia perdeu a grandiosidade de sua forma e de seu conteúdo para se revestir do estilo a gosto da pobreza intelectual e cerceadora dos sucessivos ministros.

Apesar disso, foi com muita propriedade que o Comandante fez atravessar no tempo os 367 anos que unem o trabalho hercúleo das forças luso-brasileiras e de seus heróis miscigenados aos miscigenados e heroicos pracinhas na Itália e, ainda, aos heroicos e miscigenados, vingativamente postos na Maré, pela presidente despeitada. Fala e imagens completaram-se. Muito bom o vídeo do Comandante.

No entanto, às vezes, no afã de falarmos com melódica sonoridade, o conteúdo da mensagem sofre a vertigem de um nocaute espetacular. Foi o que aconteceu com o conflito entre palavras que, esperamos, não tenha sido efeito adverso dos elogios, sem propósito, ao anterior Comandante, no almoço com a Reserva, em Brasília.

Parodiando a frase de César, tantas vezes repetida pela verdade contida, afirmamos que ‘não basta parecer Ordem do Dia, tem que ser Ordem do Dia’.

O Estado de São Paulo (p. A6, 17 de abril) explorou politicamente a má retórica, a ponto de dizer que “o general Eduardo Villas Bôas falou quatro vezes” a frase “uma nova Força Terrestre para o mesmo Exército”.
Nesse momento, o Comandante transformou-se num demiurgo pelo milagre realizado de uma “nova” Força Terrestre no “mesmo” Exército. “Força Terrestre” não é “Exército”?

Talvez pensasse em termos de adestramento profissional, mas não ousou falar às claras, preferindo o contraditório, o jogo labiríntico das palavras, os subentendidos. Assim, agradou a gregos e a troianos, mas não àqueles que, como eu, não pertencem a nenhum dos grupos, brasileiros e patriotas que são.

Logo veio a afirmação agradável aos ouvidos dos antigos guerrilheiros, mas insustentável para nós, que queremos um Brasil livre de mafiosos e de entreguistas, e desejamos ver as cores nacionais triunfarem sobre o vermelho da traição.

Capciosa soou a declaração de que “... o mesmo Exército sempre democrático, apartidário...” (Noticiário do Exército). A palavra “apartidário” criou uma grande dúvida em nosso espírito, e a dúvida faz mais estragos que a certeza, já que a ambiguidade é incômoda à clareza e ao sossego psicológico da parte atuante da sociedade.

Se, pela acomodação do povo brasileiro e pelo apartidarismo anunciado da Força Terrestre, houver uma tentativa atrevida de implantação do regime comunista no país, esta Força manter-se-á omissa, fechada em si mesmo? Nesse caso, estará implicitamente acatando as imposições do Foro de São Paulo, deixando, portanto, de ser “apartidária” e se ombreando ao partido do governo. Ou, ao contrário, manter-se-á fiel às suas tradições, ao lado dos defensores da democracia, que não têm partido e somente defendem o Brasil?

A oportunidade de estabelecer, firmemente, a posição do Exército ante a sociedade, que concedeu à Instituição o primeiro lugar nas pesquisas de credibilidade*, assegurando-lhe a pronta presença contra todas as ameaças internas e externas, foi perdida pelo Comandante na segunda parte de seu pronunciamento, ao não imprimir nela um demonstrativo do “braço forte“ que todos nós esperávamos. A “mão amiga” foi a retórica para petista ouvir.

Se sabemos o passado do Exército, desconhecemos o que planeja no presente, e, por essa razão, deixamos registrado ao Comandante, o nosso desapontado parecer: uma Ordem do Dia redigida sob medida, visando, unicamente, à satisfação dos interesses cerceadores dos apátridas com os quais tem que conviver, não se coaduna com a Ordem do Dia ansiosamente esperada por todo o estamento militar e pelos civis, que estão aos militares irmanados.

*Jornal Inconfidência, n.º 213, p. 13; fonte: FGV.


Fonte: Alerta Total


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Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.

Esquerda - TERRORISTA


O ajuste fiscal e o Brasil: leviano e nada republicano


“O Brasil não merece o Brasil. O Brasil tá matando o Brasil...”
Da música "Querelas do Brasil", de Mauricio Tapajós e Aldir Blank, sucesso de Elis Regina.

A presidente Dilma, como o senador-candidato Aécio Neves alcunhou, tem realmente se mostrado leviana*, pois, sendo a responsável pelas atuais dificuldades político-econômicas-financeiras-sociais do país, e, apesar de  saber e propagar a necessidade do ajuste fiscal:

- mantém o almanaque de 39 ministérios, que custam ao país,  anualmente, cerca de 60 bilhões de reais, sendo desnecessária grande parte daqueles órgãos, que poderiam ser extintos ou se transformar em órgãos subordinados às estruturas de ministérios de real importância. Foram criados apenas para cooptar os partidos políticos da coalizão, ou atender ao populismo eleitoreiro. Citam-se os seguintes: da Pesca e Aquicultura; do Turismo; do Esporte; da Promoção da Igualdade Racial; das Políticas para as Mulheres; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; da Micro e Pequena Empresa; de Portos da Presidência da República; da Aviação Civil da Presidência da República...

Aliás, embora importante e absolutamente necessário, poderia riscar o da Relações Exteriores, que, de passado de excelência, se transformou em ridícula sucursal da ideologia mercosulista-bolivariana, com seguidos vexames internacionais pelas mãos de um dinossáurico e inexplicável assessor palaciano. O que é mais escandaloso é o titular da pasta se sujeitar a isso, quando ele – o titular, o ministro – é que é o assessor de RE da Presidência!!

- mantém o gasto de 214 milhões por ano com os 891.949 servidores, que se dividem em 20.922, com contratos temporários, 113.869 em cargos de confiança e comissionados, e 757.158 efetivos, sendo que os mais de 100 mil em cargos de confiança, não foram concursados!;

- não cancela e nem audita e publica os vergonhosos e misteriosos gastos com cartões corporativos, que compram, de perfumes e tapiocas, a noitadas em motéis (ah, se fosse só isso!); são mais de 12 mil cartões, cujos gastos chegam a 200 milhões de reais, de transparência negada aos contribuintes e ao Congresso!;

- sancionou  o Orçamento Geral da União para o Congresso, com um aumento de cerca de 600 milhões para o fundo partidário, mais de 200%!, enquanto a equipe econômica prepara um corte de 80 bilhões, para garantir as metas do superávit primário, na educação, saúde, defesa, transporte, direitos trabalhistas, pensões, creches,.... ou seja, em tudo que afeta a vida do povo, E, no meio desse vendaval que assola o País, o Congresso demonstra que ajuste, apertar o cinto, reduzir custos, não é com ele. Pelo contrário!;

- não cancela e reestuda as reparações chamadas de "auxilio- ditadura", que aprovou mais de 40 mil pedidos de indenizações dos que se arrogam terem lutado pela democracia, quando, na verdade, o fizeram pela implantação de ditadura comunista. Os valores dessa "reparação" já chegam a cerca de 4 bilhões de reais;

- não explica os empréstimos concedidos pelo BNDES, à revelia e aprovação do Congresso, para obras em Cuba e países africanos governados por ditadores;

- não se empenha pelas reformas política, tributária, previdenciária e trabalhista, que cortariam muitos gastos abusivos e modernizariam essas áreas, preparando o País para o futuro;

Não é sem sentido, pois, a insatisfação generalizada, as manifestações contra o governo e a péssima avaliação de seu desempenho. De um lado, passeatas espontâneas, de pessoas vestidas e portando bandeiras, verde e amarelas. Do outro, minguados e envergonhados militantes, contratados por miseráveis lanches e gorjetas, com bandeiras vermelhas, inclusive do MST, cujo titular, à margem da lei, ordena a destruição e invasão de próprios públicos e particulares, ficando tudo por isso mesmo, e ele ainda é absurdamente homenageado com a outorga da Medalha da Inconfidência, conspurcando a todos que a receberam com mérito, que, de pronto, deveriam devolvê-las. Isso foi uma audácia!!!

A imposição da medalha deveria ser respondida com uma aposição floral. Ao atrevido e nada republicano governo petista de Minas Gerais.

Nunca antes na história deste país houve tanta tolerância com a incompetência e  leviandade. E tanto desprezo à ética, à moral e ao futuro do Brasil.


Leviano significa imprudente, sem seriedade. É um adjetivo que qualifica o indivíduo que age precipitadamente, e que não tem consideração com o outro.

Leviano é aquele que expressa opinião sem ter certeza do que está informando, e também não domina o assunto.

Ser leviano é proceder sem bases verdadeiras, é ser hipócrita, maldoso e irresponsável, é aquele que tem comportamento volúvel, que age com insensatez.

O indivíduo leviano é uma pessoa fútil, medíocre, não tem noção do que é prudência, sabedoria e ponderação, transmitindo a imagem de pessoa irresponsável.

“...as coisas que não acontecem no País: a meta não atingida, a obra inacabada, a  lei que não pegou, o assassino que foi solto...; em suma, nosso problema principal é a paralisia secular", descrita uma vez por Mário
Henrique Simonsen, brilhantemente:

“O Brasil é um país sob anestesia, mas sem cirurgia. É deprimente o que o Brasil não faz” - Arnaldo Jabor


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Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.

Os 700 milhões de Graça e a roubalheira do PT em números


IMPEACHMENT, RENUNCIA, INTERVENÇÃO MILITAR...



Após as manifestações do dia 12 de Abril Marta Serrat entrevista uma série de juristas sobre varios temas aclamados por manifestantes que participaram dos protestos pela saída da Presidente Dilma no Brasil todo. Dr. Ives Gandra Martins que já tinha sido entrevistado por Marta Serrat concede mais uma entrevista para falar de Impeachment e Intervenção Militar.

Itália confirma: mensaleiro Pizzolato é criminoso


Debate na Câmara no dia da prisão de Vaccari



Grande dia de debates na Câmara seguindo a prisão de João Vaccari. Bruno Araújo, Carlos Sampaio e José Carlos Aleluia fazem discursos duros, e Jandira Feghali vê o dedo de forças ocultas nos protestos e usa a palavra 'fascistas' 25 vezes no mesmo discurso.

sábado, 25 de abril de 2015

TERROR: Investigado já trabalhou na Casa Civil


Polícia Federal apreendeu documentos na casa do advogado Marcelo Bulhões dos Santos, suspeito de manter ligações com grupos extremistas

Marcelo Bulhões dos Santos, no canto esquerdo  da foto 
(de barba): ele trabalhou por 3 anos e 9 meses na Casa Civil 
Facebook/VEJA
O advogado de Brasília que entrou no radar da Justiça por suspeita de cumplicidade com terroristas é um brasileiro que se converteu ao islamismo e já trabalhou na Casa Civil da Presidência da República durante a gestão de Dilma Rousseff. Ele também foi funcionário da própria Polícia Federal, órgão que ele viria a acusar de ser conivente com interferência internacional na CPI da Espionagem. Marcelo Bulhões dos Santos pertence à corrente sunita e frequenta com regularidade a mesquita da capital federal.

Os policiais federais que estiveram no prédio de Bulhões nesta sexta-feira apreenderam documentos e materiais eletrônicos, por ordem da Justiça Federal. Os indícios dão conta da ligação dele com extremistas estrangeiros. Como não há crime de terrorismo no país, a Justiça colhe elementos para julgá-lo por crimes acessórios, como estelionato e falsificação de documento.

Bulhões já era conhecido pela PF. Ele é ex-servidor de nível médio da corporação, onde trabalhou entre 2004 e 2007. Como fala árabe, espanhol, italiano e inglês foi lotado na Coordenação-Geral de Polícia Criminal Internacional, braço da Interpol na PF, antes de ser cedido à Presidência da República. Exercia atividades burocráticas na troca de informações e comunicados com outros escritórios centrais nacionais da Interpol. Anos depois, ele diria que havia interferência de serviços de inteligência dos Estados Unidos da PF.

Bulhões formou-se em 2009 em uma universidade particular de Brasília. Ele trabalhou por quase quatro anos como assessor da Casa Civil, durante a gestão da então ministra Dilma Rousseff. Foi nomeado por ela para um cargo de confiança: supervisor de legislação pessoal. Bulhões diz ter se desligado em 2010 por vontade própria, para se dedicar à atividades de consultoria jurídica. Hoje, atua no próprio escritório, que funciona no apartamento onde também mora sua mulher e o filho do casal. Há dois meses, passou a assessorar a embaixada de Omã na capital federal.

Espionagem - O alvo da PF também denunciou supostas atividades de contraterrorismo dos Estados Unidos no Brasil. Em setembro de 2013, Bulhões encaminhou à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), então presidente da CPI da Espionagem, um documento que reunia relatórios sobre atividades de terroristas na América do Sul. Disse que agia por "senso de responsabilidade cívica". Alguns dos documentos eram da Embaixada Americana no Brasil, vazados pelo WikiLeaks, e parte do acervo da biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Outros, datados de 1995 a 2011, pertenciam ao arquivo do Itamaraty e, segundo ele, "sugeriam atividades de espionagem norte-americana em desfavor do governo brasileiro".

O relatório americano sobre atividades criminosas e terroristas na tríplice fronteira, encaminhado por Bulhões à CPI da Espionagem, cita entre outros alvos o doleiro Alberto Youssef, delator do escândalo do petrolão. Youssef é descrito como um dos "maiores operadores de lavagem de dinheiro do país, tendo trabalhado para o traficante Fernandinho Beira-Mar".

"Há fortes indícios de que cidadãos brasileiros de origem árabe e/ou de confissão islâmica tenham sido objeto de investigação por parte de órgãos de inteligência nacionais e estrangeiros , sendo que nem sempre havia motivo plausível para tal", justificou Bulhões. "Nesse sentido, houve, inclusive, diversas ocasiões em que o ora signatário [ele mesmo] presenciou a interferência de serviços estrangeiros na atuação de órgãos do governo federal, dentre os quais é possível destacar o Departamento de Polícia Federal, do qual o subscritor é ex-servidor."

Em postagens no Facebook, Bulhões também justifica a ação do grupo terrorista Hamas, que costuma lançar mísseis sobre o território israelense. "Sem a ocupação dos sionistas de uma terra alheia nem sequer existiria o Hamas, muito menos os mísseis", disse ele em julho de 2014. O advogado prosseguiu: "Os apoiadores de Israel chamam o Hamas de 'terrorista', mas esquecem de estudar sobre o modo que se deu a formação do pseudo-estado judeu".?

Bulhões formou-se bacharel com uma monografia intitulada "O princípio da igualdade no Direito islâmico" e estudou no prestigiado Colégio Militar do Rio de Janeiro.

Em nota, a PF disse que cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça em inquérito sigiloso que apura falsificação de documentos. Segundo a PF, "os atos praticados pelo investigado não guardam relação direta com seu passado funcional ou, ainda, com suas atividades como servidor comissionado".

A decisão de Sartori sobre a dívida com a União poderá ter efeito dominó


Especialista em FRAUDE !!!


A Ordem do Dia para o Exército

 
Prezados companheiros "da luta": Estamos encerrando mais uma campanha em defesa das nossas mais caras crenças! 

Francamente, eu esperava um pouquinho mais, que fosse, na mensagem da Ordem do Dia do Exército em 2015. Os poucos "pastores de ovelhas", aqueles que ainda comungam no pensamento de que existe uma reserva "raivosa" (quanta/que injustiça), que me perdoem, mas, faltou algo mais, faltou alma, faltou a indignação, faltou o brado de "basta" ao engasgo de sapos. Faltou o recado de quem comanda...

Enaltecer o Exército, do início ao fim de uma mensagem, neste momento da vida nacional, decididamente, é muito pouco para uma Força Terrestre que precisa mais, mas muito mais do que nunca, de desagravo, de sentimento de repulsa, de projeção de brio represado.

Não, em absoluto, não sou contra a exaltação do nosso Exército.  Mas assim também o fazem, a todo o momento, aqueles que o defendem com unhas e dentes, colocando muitas vezes o sentimento sagrado de respeito à Instituição e de lealdade à Pátria acima da "disciplina militar prestante", hoje decantada, com segundas intenções, em prosa e verso, por notórios inimigos dos militares.  Assim o fazem a todo instante aqueles que não têm o rabo preso nem algo a perder. Assim o fazem a todo instante aqueles que, muitas vezes, colocam a boca no mundo, defendendo sem medo a manutenção do ESPÍRITO DE CORPO do Exército e são acusados, de forma pusilânime, de estarem concorrendo para a indisciplina ou para a desarmonia.

Que não se duvide: quem clama por BRIO, muito mais que raivoso, está, sim,indignado pela falta de atitude, pela submissão às conveniências, pela falta de "decisão de caráter moral"!

Preocupante! Não enalteceu o Exército pelo cumprimento de missão vital, em 1935 e 1964, qual seja a de livrar o País da "foice e do martelo". Medo do que? Medo de quem? Arrependimento? Vergonha? "Mea culpa"?
Ainda no dia 14 de abril, em reunião da reserva com o comando da guarnição de Santa Maria, ao final das exposições, fiz chegar pessoalmente ao excelentíssimo senhor comandante da 3ª  DE não uma pergunta, muito menos um questionamento, mas, tão somente, a solicitação de que se fizesse chegar ao alto comando a apreensão da reserva, e mesmo da ativa, quanto ao fato da nossa Medalha do Pacificador ainda estar no peito de um guerrilheiro mensaleiro. 

Devo acreditar (à esta altura, acho que ninguém mais duvida): esta preocupação seria transmitida, a quem de direito e obrigação e à viva voz, por alguns companheiros (AOS QUAIS ME INCLUO), em uma reunião na qual estivesse presente o próprio comandante da Força. Sim, porque ninguém, absolutamente ninguém, nem oficiais-generais podem estar imunes às cobranças (desde que feitas na posição de sentido), de forma a que não se afastem da exação no cumprimento de suas atribuições funcionais.

Atenção! Até sobejas provas em contrário, acho que gente desqualificada vai ser enterrada, como sempre, com a Bandeira Brasileira, só que agora, também, com o pavilhão auriverde emoldurado pela nossa Medalha do Pacificador!  QUEM VIVER VERÁ!

Em oportunidade passada alguém  já disse: -"Que ninguém se julgue perfeito neste mundo. A natureza humana é imperfeita. Quem jamais pecou, quem nunca errou, quem nunca se enganou, que atire a primeira pedra! Mas, não há como negar também aquele velho e sábio ditado: - “Errar é humano, mas persistir no erro é diabólico.”

A voz do povo é a voz de Deus, mas o clamor do Exército é o brado do soldados! E o brado da tropa, ativa e reserva, que me perdoem mais uma vez os "pastores de ovelhas", não foi ouvido, muito menos assimilado, por quem deveria ter um mínimo de sensibilidade como condutor de homens de farda.  Sentir, identificar, assumir a aspiração do subordinado é atributo/princípio de liderança. O Duque  de Caxias sentiu na carne que sua intervenção em Ytororó era o desejo de seu soldados. Osório, Sampaio, todos eles, sabiam manejar o carisma pessoal, sempre identificados com o que a tropa esperava deles em termo de atitudes. Nos últimos dias, ativa e reserva traduziram para o comando do Exército suas justas aspirações, suas expectativas de justiça, de desagravo, de imposição de auto respeito pela Força Terrestre, para seu comandante, e  ele não entendeu a mensagem.

Não, não desejamos a tal NOVA FORÇA TERRESTRE apregoada com tanta ênfase naquela ordem do dia. Eu  pelo menos prefiro a  FORÇA TERRESTRE ANTIGA,  aquela de generais como Humberto de Alencar Castelo Branco, que não levava desaforo para casa, que não admitia a convivência com declarados inimigos do Exército,  que não se afastava um milímetro do cumprimento de suas atribuições por qualquer tipo de conveniência.

Não, não sou o dono da verdade! Quem viu alguma coisa de aproveitável na dita mensagem, para a situação periclitante em que estamos mergulhados hoje (até o talo), QUE SE MANIFESTE. Mas não venha com aquela "estória para boi dormir" de que apregoo o "golpe"; com aquela excrecência injusta de que, cobrando por atitude, estou sendo indisciplinado ou que, chamando companheiros de "pastores de ovelhas", estou contribuindo para a desunião. Que estes últimos fiquem tranquilos: quando a hora da definição chegar,tenho a certeza de que estaremos do mesmo lado da trincheira. Quando a "luta" tiver lugar (e ela vai chegar), não faltará um "VELHO SOLDADO RAIVOSO"  para buscar o "PASTOR DE OVELHAS" que tenha sido ferido no combate.

O meu abraço forte a todos, "raivosos e pastores".


SELVA ! BRASIL ACIMA DE TUDO !


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Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado Maior, na reserva. 


Dilma - PANELAÇO 1º DE MAIO


Toma vergonha Lula; fala PT!



O executivo da Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto disse o que todo mundo sabia: que se encontrou sim com Lula, Dilma, Vaccari, Duque e as figuras que compõe o esquemão do propinoduto da Petrobras. Quanto mais os depoimentos acontecem, pior fica o enredo. Quando Lula tomará coragem para ao menos tentar explicar o inexplicável? A discussão está no 'Aqui entre Nós', com Joice Hasselmann e Marco Antonio Villa, que falam também sobre o Vaccariduto e as estratégias da oposição.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

A veia revolucionária do PT



Editorial do jornal O Estado de São Paulo (A Guerra do PT) analisa os documentos apresentados pelas tendências do PT para discussão no 5º Congresso do partido. Tudo uma profissão de fé no marxismo-leninismo. Tratam os brasileiros não petistas como inimigos. mas eles, os petistas, não têm a força para tomar o poder na marra. Serão derrotados nas urnas e nos tribunais que julgam a corrupção "revolucionária".

As teses do PT


Para nossa alegria, o Partido dos Trabalhadores deu à luz sua versão dos Cadernos do Cárcere de Antonio Gramsci: são os “Cadernos de Teses para o 5º Congresso Nacional do PT”. É um calhamaço que poderia ter sido assinado por Hitler, Göbbels, Mussolini ou, naturalmente, Stalin. A primeira parte do documento, que discutiremos brevemente, tem o sugestivo título de “Um Partido para Tempos de Guerra”.

Os recentes sucessos dos Movimentos Sociais Liberais - MSL e da Operação Lava-Jato alertaram o partido que ele caminha para o abismo. Conforme nós dos MSL já acusamos  (e o Deputado José Carlos Aleluia operacionalizou), a queda do PT arrastará consigo o foro de São Paulo - fSP e livrará nosso país da mais grave ameaça que pairava sobre nossas cabeças. Como o Brasil é a maior fonte de recursos desse grupo criminoso, sua destruição aqui se refletirá certamente por toda a América Latina.

Aquele bando de apátridas criou antolhos de realidade virtual que lhes permite achar progresso onde houve retrocesso, verdade onde existe a calúnia, conseguir defender ao mesmo tempo o fSP e a Soberania Nacional e ainda ver um Brasil que só existe no software por eles desenvolvido.

Em nenhum momento admitem que o caos econômico-social em que se debate o País foi obra deles mesmos. Malgrado exaustivos alertas e continuadas recomendações, o governo do PT conduziu sistematicamente o país à falência, por incompetência, por submissão ao fSP e pela paranoia da permanência no poder a qualquer custo, gastando para isso o suado dinheiro cuja guarda o povo brasileiro lhes tinha confiado. “Faremos o diabo para vencer essas eleições”. E fizeram. Mas o diabo não é um parceiro confiável. Depois de divertir-se com o espetáculo deprimente do mês de outubro, ele tinha outras tarefas mais fáceis para cumprir e foi-se embora.

Agora, se esforçam para colocar em terceiros a conta dos descalabros, que lhes cabe integralmente. Os bodes expiatórios são os de sempre: as zelites, a direita, a burguesia, o grande capital transnacional financeiro, a crise (que só existe para o Brasil) etc.
As manifestações alegres, pacíficas, democráticas e abrangentes do 15/03 e do 12/04 são descritas como manifestações de ódio contra as classes trabalhadoras.

Nesse documento, elegeram seus inimigos materiais: os militares da ativa e da reserva, juntamente com os meios de comunicação e defendem tolerância zero com aquilo que chamam de “facção golpista da direita”: “As articulações golpistas, especialmente as vindas de militares da ativa ou da reserva e de meios de comunicação, devem ser tratadas como determina a Constituição e a legislação nacional". E deixam implícito que os vandalismos das chamadas organizações sociais, invadindo, saqueando, queimando, destruindo, bloqueando estradas e ruas e semeando a baderna e a insegurança devem ser considerados como manifestações justas, legais e democráticas, com o direito de receber um tratamento paternalista e cooperativo das autoridades.

O PT reconhece que está perdendo espaço na vida política nacional. Reconhece as  derrotas ideológicas que os MSL  vem lhe impondo e reage, deixando bem clara sua intenção de intervir cada vez mais sobre a formação de nossos estudantes, adequando as  políticas de cultura e de educação com o objetivo de mudar o senso comum de nossa população, transmitindo-lhe ideias socialistas como forma de transição rumo ao comunismo.

Prega a utilização, com ênfase crescente do dinheiro público,  para pagar mecanismos de propaganda tais como os denunciados no relatório interno em que o então ministro da Comunicação Social Thomas Traumann recomendava a retomada do pagamento da rede suja do partido na internet (“Os robôs foram desligados”).

Deseja impor o controle da mídia e sua versão de reforma política, insistindo ainda na convocação de um plebiscito que possa decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte, recurso padrão de ditadores bolivarianos.

Convoca a uma autocrítica  “...que recoloque o socialismo como objetivo estratégico. Que constate que o grande capital é nosso inimigo estratégico. Que não acredite nos partidos de centro-direita como aliados. Que seja baseada na articulação entre luta social, luta institucional, luta cultural e organização partidária. Que retome a necessidade do partido dirigente e da organização do campo democrático-popular".       E que lute pela (já desgastada ideia) das “reformas de base”.

O desespero levou os petistas a abandonar a dissimulação característica da esquerda. Deixaram bem claro sua intenção de ir à guerra e identificaram muito bem seus alvos prioritários. Sun Tzu agradece.

Os MSL devem perceber que a hora é grave e não comporta vaidades pessoais ou egos inflados. É imperioso que se unam, coesos em torno do objetivo principal que é a construção de um novo Brasil, onde partidos criminosos, submetidos a organizações que contam entre seus membros grupos terroristas e narcotraficantes, não tenham mais espaço, nem para difundir suas ideias alienígenas nem para roubar desbragadamente em todos os sítios onde houver algo a ser subtraído.

Os militares devem ouvir os tambores de guerra soando ao longe e devem se preparar para o combate. Mais do que nunca, a união entre o pessoal da Ativa e o da Reserva deve prevalecer sobre qualquer outro argumento. Insisto que cada um deles tem sua missão específica. A Ativa, presa a seus compromissos e deveres constitucionais, não pode se dar à futilidade de tomar posições públicas ou revelar as táticas que tem preparadas para a eventualidade do combate. A Reserva deve confiar em que os Chefes passaram toda uma existência se preparando para o exercício do Alto Comando, que estarão prontos para a atitude adequada no momento adequado e que devem oferecer-lhes todo o apoio e suporte que estiver ao alcance dela.

A mídia constitui os olhos e os ouvidos da Nação. É a fiadora dos direitos republicanos. A ela cabe estar alerta para denunciar toda infração às normas legais e morais que constituem o repositório das tradições e do senso comum de um povo. Atacar essas regras é premissa básica do Gramscismo a que o ideário do PT desgraçadamente nos submete. A luta dela nesse instante é a da defesa da liberdade e de sua própria sobrevivência.


Eles que venham, por aqui não passarão!

Reajuste dos MILITARES. Forças Armadas falidas.


No mês passado os militares receberam a última parcela do minguado reajuste. Que não chegou, nem de longe, a cobrir as perdas inflacionárias. Com isso, enquanto sargentos, cabos e soldados são empurrados para as favelas (que em tempos de PT são chamadas de comunidades), os oficiais são empurrados para as cidades e bairros periféricos, já que os defasados salários mal dão para custear os alugueis. Comprar a casa própria está muito mais difícil, ainda mais com o enorme aumento dos juros e nenhum incentivo para militares, que segundo o governo, estão acima dos limites para ser auxiliados pelos programas-esmola como bolsa-família, bolsa energia, bolsa telefone e coisas do gênero.

Os militares do Rio de Janeiro receberam um “bônus” para sua vida já complicada. São vistos agora pela marginalidade como se fossem policiais comuns. Aqueles que residem em locais mais humildes, por questão de segurança, tem que ser extremamente discretos e se esforçar ao máximo esconder sua profissão da vizinhança.

Se antes o militar já era visto pelos marginais como inimigo em potencial, por não participar das maracutaias e se manter longe dos maus “amigos”. Agora, por participar efetivamente das ações de repressão ao tráfico, passou a ser considerado o “elemento estranho”.

Pelo que se percebe, a situação política – econômica está tão caótica que poucas categorias já se organizam com vista a exigir reajustes para o próximo ano. Os militares, que não dão sinais de que se curvarão à ideologia petista, e não têm representação política, já que não elegeram representantes para o Congresso – com exceção de Bolsonaro – como sempre, dependem de organizações montadas por esposas ou militares da reserva, como UNENFA e AMARPFA para fazer soar um pouco mais alto seus pedidos de reajuste. Ainda não se percebeu em 2015 qualquer movimentação voltada para a questão salarial a ser definida no início de 2016.

Instituições como POUPEX e bancos privados que fazem empréstimos consignados, antes eram tábua de salvação de militares endividados. Mas, agora, concedendo seguidos empréstimos para quitar dívidas de membros das Forças Armadas, acabam por ser um nó que aperta o pescoço de muitos, da ativa e reserva. Pesquisa publicada aqui mostra que ainda em 2013 cerca de 50% dos militares tinham dívidas com empréstimos que comprometiam mais de 50% de sua renda.

“73% dos militares da RESERVA OU REFORMADOS têm como principal dívida empréstimo(s) para quitar dívidas anteriores…  Mais de 80% normalmente não tem condições de quitar suas dívidas mensais.”
Pesquisa realizada pela Revista Sociedade Militar Obs: Amostras:  Ativa – 0,125% da população./ Reserva/reformados – 0,04% da população (0,0395%)  Obs. 1) As amostras, além de conter participantes de todas as forças em praticamente todos os estados da federação, representam, no caso dos militares da ativa, aproximadamente 0,12% da população total (de Aprox.288.000), um número bem expressivo. Para comparação, em São Paulo, onde a população de eleitores beira os 28.000.000, normalmente o IBOPE entrevista de 1000 a 1500 pessoas, somente cerca de 0,005% da população estudada. Para uma amostra similar a da revista elet. Sociedade Militar o IBOPE teria que entrevistar mais de 30.000 pessoas. 2) Dado o bom nível da amostra podemos acreditar que as conclusões refletem bem e com pouca margem de erro a situação da população em foco.   Dados colhidos em 2012. Estima-se que a situação piorou.

marinha de guerra falidaOs quartéis também não estão imunes ao descaso. Sabe-se que até o atendimento na área de saúde está prejudicado por conta da questão financeira. Consultas e exames são marcados para datas longínquas.      Uma leitora nossa esteve a pouco tempo em um ambulatório militar em Niterói e testemunhou o sufoco passado por alguns militares subalternos, que tinham que realizar o serviço de limpeza em banheiros e instalações, substituindo funcionários da empresa contratada, ausente por motivos financeiros. Oficiais médicos e de enfermagem têm que realizar as tarefas antes realizadas por cabos e sargentos, agora deslocados para a manutenção, o que prejudica o sistema como um todo.

Essa semana um grande jornal paulista publicou nota informando que a redução de recursos para o PAC trouxe um corte de R$ 1,6 bilhão para alguns dos projetos mais importantes da Defesa e que o forte contingenciamento em 2015 trará inúmeros prejuízos à manutenção das estruturas físicas, à aquisição de armamentos, à qualidade dos serviços prestados, incluindo, o que é muitíssimo preocupante, as atividades de formação e adestramento.

Militares ao invés de se manterem adestrados e em boas condições físicas, pelo que percebemos, serão deslocados mais para tarefas de manutenção de instalações e equipamentos, visando a preservar o que ainda resta do que foi adquirido nos anos 80 e 90.

A publicação informa que a esquadra brasileira está próxima de um colapso terrível. A fragata Constituição, capitânia da força multinacional que patrulha o litoral do Líbano, sofreu grande avaria na costa libanesa no fim do mês passado. A avaria é tão grave para o navio de quase 40 anos que foi preciso despachar emergencialmente um navio-patrulha para substituí-la. Com isso – em outro vexame internacional – o Brasil se arrisca a perder a liderança da missão, integrada por 15 países.

Por falta de recursos a Marinha deixou de fazer a manutenção necessária nas suas corvetas nacionais, da classe Inhaúma, que se encontram paradas há quase três anos.

Fala-se também da aposentadoria das fragatas classe Greenhalgh, que vieram da Inglaterra.

Todos esses navios têm por volta de 30 anos de uso.

Quem entra nos navios e percorre locais um pouco abaixo do convés principal nota facilmente que o material tem que sofrer manutenções com intervalos de tempo cada vez menores. O piso dos corredores quase sempre brilha. Mas, os equipamentos nem sempre respondem de forma tão brilhante quanto deveriam.

A Marinha de Guerra do Brasil “opera” hoje com aproximadamente: 1 submarino, 3 fragatas da classe Niterói, 2 fragatas Tipo 22, 1 corveta e 3 navios-patrulha.

A marinha brasileira possui mais de 50 almirantes.


Motivos não faltam para cassar Dilma;o que falta é vontade política


Povo e ralé


Karl Marx podia ter todos os defeitos do mundo, desde a vigarice intelectual até as hemorróidas, mas ele sabia que a palavra “proletário” significa “gente que trabalha” e não qualquer Zé-Mané. Ele combatia o capitalismo porque achava que os ricos enriqueciam tomando o dinheiro dos pobres, o que é talvez a maior extravagância matemática que já passou por um cérebro humano, mas, reconheça-se o mérito, ele nunca confundiu trabalhador com vagabundo, povo com ralé.        

Alguns discípulos bastardos do autor de “O Capital”, uns riquinhos muito frescos e pedantes, fundaram um instituto em Frankfurt com o dinheiro de um milionário argentino e resolveram que valorizar antes o trabalho honesto do que os vícios e o crime era uma deplorável concessão de Marx ao espírito burguês. Usando dos mais requintados instrumentos da dialética, começaram ponderando que o problema não era bem o capitalismo e sim a civilização, e terminaram tirando daí a conclusão lógica de que para destruir a civilização o negócio era dar força aos incivilizados contra os civilizados.
       
Os frankfurtianos não apostavam muito no paraíso socialista, mas acreditavam que a História era movida pela força do “negativo” (uma sugestão de Hegel que eles tomaram ao pé da letra), e que portanto o mais belo progresso consiste em destruir, destruir e depois destruir mais um pouco. Tentar ser razoável era apenas “razão instrumental”, artifício ideológico burguês. Séria mesmo, só a “lógica negativa”.
        
A destruição era feita em dois planos.
         
Intelectualmente, consistia em pegar um a um todos os valores, símbolos, crenças e bens culturais milenares e dar um jeito de provar que no fundo era tudo trapaça e sacanagem, que só a Escola de Frankfurt era honesta precisamente porque só acreditava em porcaria – coisa que seu presidente, Max Horkheimer, ilustrou didaticamente pagando salários de fome aos empregados que o ajudavam a denunciar a exploração burguesa dos pobres. Isso levou o nome hegeliano de “trabalho do negativo”. A premissa subjacente era:
        
-- Se alguma coisa sobrar depois que a gente destruir tudo, talvez seja até um pouco boa. Não temos a menor idéia do que será e não temos tempo para pensar em tamanha bobagem. Estamos ocupados fazendo cocô no mundo.
        
No plano da atividade militante, tudo o que é bom deveria ser substituído pelo ruim, porque nada no mundo presta e só a ruindade é boa. A norma foi seguida à risca pela indústria de artes e espetáculos. A música não podia ser melodiosa e harmônica, tinha de ser no mínimo dissonante, mas de preferência fazer um barulho dos diabos. No cinema, as cenas românticas foram substituídas pelo sexo explícito. Quando todo mundo enjoou de sexo, vieram doses mastodônticas de sangue, feridas supuradas, pernas arrancadas, olhos furados, deformidades físicas de toda sorte – fruição estética digna de uma platéia high brow. Nos filmes para crianças, os bichinhos foram substituídos por monstrengos disformes, para protegê-las da idéia perigosa de que existem coisas belas e pessoas boas. Na indumentária, mais elegante que uma barba de três dias, só mesmo vestir um smoking com sandálias havaianas -- com as unhas dos pés bem compridas e sujas, é claro. A maquiagem das mulheres deveria sugerir que estavam mortas ou pelo menos com Aids. Quem, na nossa geração, não assistiu a essa radical inversão das aparências? Ela está por toda parte.
        
Logo esse princípio estético passou a ser também sociológico. O trabalhador honesto é uma fraude, só bandidos, drogados e doentes mentais têm dignidade. Abaixo o proletariado, viva a ralé. De todos os empreendimentos humanos, os mais dignos de respeito eram o sexo grupal e o consumo de drogas. De Gyorgy Lukacs a Herbert Marcuse, a Escola de Frankfurt ilustrou seus próprios ensinamentos, descendo da mera revolta genérica contra a civilização à bajulação ostensiva da barbárie, da delinqüência e da loucura. 
        
Vocês podem imaginar o sucesso que essas idéias tiveram no meio universitário. Desde a revelação dos crimes de Stálin, em 1956, o marxismo ortodoxo estava em baixa, era considerado coisa de gente velha e careta. A proposta de jogar às urtigas a disciplina proletária e fazer a revolução por meio da gostosa rendição aos instintos mais baixos, mesmo que para isso fosse preciso a imersão preliminar em algumas páginas indecifráveis de Theodor Adorno e Walter Benjamin, era praticamente irresistível às massas estudantis que assim podiam realizar acoincidentia oppositorum do sofisticado com o animalesco.   Com toda a certeza, a influência da Escola de Frankfurt, a partir dos anos 60 do século passado, foi muito maior sobre a esquerda nacional que a do marxismo-leninismo clássico.
        
Sem isso seria impossível entender o fenômeno de um partido governante que, acuado pela revolta de uma população inteira, e não tendo já o apoio senão da ralé lumpenproletária remunerada a pão com mortadela e 35 reais, ainda se fecha obstinadamente na ilusão de ser o heróico porta-voz do povão em luta contra a “elite”.
        
Dois anos atrás, já expliquei neste mesmo jornal (v. A Luta de Classes no Brasil) que uma falha estrutural de percepção levava a esquerda nacional a confundir sistematicamente o povo com o lumpenproletariado, de tal modo que, favorecendo o banditismo e praticando-o ela própria em doses continentais, ela acreditava estar fazendo o bem às massas trabalhadoras, as quais, em justa retribuição de tamanha ofensa, hoje mostram detestá-la como à peste. 
         
O Caderno de Teses do V Congresso do PT é um dos documentos mais reveladores que já li sobre o estado subgalináceo a que os ensinamentos de Frankfurt podem reduzir os cérebros humanos.


(Publicado no Diário do Comércio.)

Faroeste Caboclo da história da Petrobras


DILMA - Não pode rasgar a Constituição !!!


Professores Marxistas, Pedófilos da Pedagogia! Abusadores de Mentes Juvenis!



A imensa e revoltante máquina de produzir atraso e destruir mentes juvenis que opera nas salas de aula do Brasil.