domingo, 5 de abril de 2015

Situação política do Brasil antes de 1964

Por Cel Ref Carlos Alberto Brilhante Ustra

Governo João Goulart - 07/09/1961 a 31/03/1964

João Belchior Marques Goulart, “Jango”, advogado, natural de São Borja, RS, iniciou suas atividades políticas em 1946, no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Eleito deputado estadual, no período de 1946-1950, e deputado federal, em 1951, foi também ministro do Trabalho Indústria e Comércio no governo Getúlio Vargas. Candidatou-se ao Senado, em 1954, mas foi derrotado. Foi vice-presidente da República no governo Juscelino Kubitschek e, por força de dispositivo constitucional, presidente do Senado (1956-1961). Em 1960, reelegeu-se vice-presidente da República, concorrendo na chapa de oposição ao candidato da União Democrática Nacional (UDN), Jânio Quadros.

Com a renúncia de Jânio e por estar em viagem à China, o Brasil viu o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumir a Presidência da República, conforme previa a Constituição vigente.

Nessa ocasião, os ministros militares de Jânio, general Odylio Denys, da Guerra; brigadeiro Grüm Moss, da Aeronáutica; e o almirante Sílvio Heck, da Marinha, tentaram impedir, sem sucesso, a posse de Jango.

Foi constituída uma Junta Militar, composta pelos três.

Os treze dias que se seguiram foram de muita tensão. A recusa a um governo chefiado por Goulart representava a repulsa ao populismo e ao “varguismo”. Em alguns lugares, foram iniciados movimentos para empossar Jango na Presidência da República.

O Rio Grande do Sul foi o ponto-chave da reação em apoio a Jango. Leonel Brizola, governador do estado, cunhado de Goulart, manifestou-se em defesa da posse e iniciou intensa campanha de mobilização popular com o apoio da imprensa e das rádios gaúchas, criando a “Cadeia da Legalidade”, que operava com 104 emissoras da região.

A solução para a crise foi a mudança do sistema de governo, aprovada pelo Congresso Nacional, em 2 de setembro, por meio da Emenda Constitucional nº 4, que instalou o regime parlamentarista no Brasil.

Finalmente, João Goulart foi empossado na Presidência da República, em 7 de setembro de 1961, sob o regime parlamentarista, aprovado às pressas pelo Senado, para resolver a grave crise político-militar desencadeada. Tinha como primeiro-ministro Tancredo Neves - 07/09/1961 a 26/06/1962.

Os anos seguintes foram marcados, ininterruptamente, por conflitos políticos e sociais. Em parte, o desgoverno refletia a personalidade dúbia de João Goulart. Se de dia anunciava as reformas planejadas “na base do estrito respeito à Constituição”, à noite, pressionado por outras opiniões, anunciava seu propósito de fazê-las “na lei ou na marra”. Greves e mais greves, algumas criadas no próprio Ministério do Trabalho, se sucediam pelo País. Bancos, escolas, hospitais, serviços públicos, transportes, tudo era paralisado. As filas para compra de alimentos eram intermináveis. Faltavam gêneros alimentícios de primeira necessidade. A inflação era galopante.

Jango reatou relações diplomáticas com a URSS, rompidas no governo Dutra, e foi contrário às sanções impostas a Cuba. Realizou um governo contraditório. Estreitou alianças com o movimento sindical e tentou implementar uma política de estabilização, baseada na contenção salarial. Determinou a realização das chamadas reformas de base: reformas agrária, fiscal, educacional, bancária e eleitoral, condições exigidas pelo FMI para a obtenção de novos empréstimos e para a renegociação da dívida externa. Para ele, elas eram necessárias ao desenvolvimento de um “capitalismo nacional progressista”.

Limitou a remessa de capital para o exterior e nacionalizou empresas de comunicação.

A oposição ao governo aumentou com o anúncio dessas medidas. Jango perdeu suas bases e, para não se isolar, reforçou as alianças com Leonel Brizola, seu cunhado e deputado federal pela Guanabara, com a UNE e com o Partido Comunista Brasileiro que, apesar de clandestino, mantinha forte atuação nos movimentos estudantil e sindical.

A atuação das organizações subversivas era grande. Em 18 de novembro de 1961, uma delegação de comunistas brasileiros enviada ao XXII Congresso do Partido Comunista da União Soviética foi recebida no Kremlin por dirigentes russos. Lá, Luís Carlos Prestes e seus seguidores receberam instruções para o preparo político das massas operárias e camponesas e para a montagem da luta armada no Brasil.

No início de 1962, os comunistas conquistaram o domínio da UNE e da Petrobrás.

O VI Congresso dos Ferroviários mostrou o nível de infiltração comunista no setor de transportes. Um comando unificado orientava e conduzia as ações dos rodoviários, ferroviários, marítimos e aeroviários.

O jornal oficial do Partido Comunista Brasileiro circulava, diariamente, com artigos audaciosos. As vitórias da União Soviética no plano internacional estimulavam a aceleração do processo revolucionário no Brasil.

Em fevereiro de 1962, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), dissidente do PCB e recém-criado, organizou-se e passou a defender a luta armada como instrumento para a conquista do poder, seguindo o conceito chinês da “guerra popular prolongada”.

A tensão social em junho de 1962 era dramática. A excitação popular atingiu o auge em Caxias-RJ, em 5 de julho, com a greve no setor petrolífero, com expressivos prejuízos para o Brasil.

O movimento grevista crescia dia-a-dia. O Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), criado em 5 de julho de 1962, apresentou numerosas exigências, ameaçando com uma greve geral. O movimento operário levantou a bandeira da luta por um novo poder: a greve política.

O CGT emitia manifestos e instruções com as diretrizes do Partido Comunista Brasileiro. Em 14 de setembro, deflagrou nova greve geral pela antecipação do plebiscito para consulta popular sobre o sistema de governo. O movimento grevista paralisou, quase totalmente, a Nação e declarou, em manifesto, que a vitória comunista estava próxima.

“Os sinais de conspiração janguista podiam ser vistos por toda a parte, segundo Júlio Mesquita Filho. O próprio governo orientava as greves que se sucediam e incentivava a quebra da hierarquia militar, apoiando os sargentos e marinheiros em rebelião contra seus superiores. No meio da sucessão de crise, Luís Carlos Prestes chegou a dizer publicamente que os comunistas já estão no governo embora ainda não no poder.”

(O Estado de S. Paulo - caderno 2 - “Trajetória de um liberal movido pelo amor ao País” - 12/07/1999).

A disciplina militar se deteriorava rapidamente. Havia insatisfação e divergência nos quartéis. Alguns militares aliaram-se à subversão e procuraram levá-la para o interior dos quartéis.

Em março de 1962, a Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil foi fundada e tornar-se-ia mais um centro de agitação comunista.

O Exército era constantemente atacado pela imprensa comunista, particularmente pelas atividades contra as Ligas Camponesas.

A pregação comunista tornava-se franca e aberta. Preparava-se o povo para fazer a revolução.

A esquerda alegava que as dificuldades do País não provinham das ações fracas do presidente, mas, sim, dos problemas acarretados pelo regime parlamentarista.

A revogação do parlamentarismo, após um plebiscito nacional, em 6 de janeiro de 1963, levou João Goulart a assumir o governo com todos os poderes do regime presidencialista. No entanto, isso mostrou que, com mais poderes, o presidente somente deu curso a maiores desordens. Crescia a agitação política.

Na esquerda, apoiando Jango, estavam organizações como a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), os Partidos Comunistas, as Ligas Camponesas e outras.

O PCB era o núcleo dominante das decisões e seguia a orientação ditada pelo Comitê Central. Aspirava alcançar o poder em curto prazo, pelos processos que lhe pareciam menos arriscados e mais vantajosos.

Existiam, ainda, outras organizações, como o Partido Operário Revolucionário Trotsquista (PORT)), a Ação Popular (AP), a Política Operária (POLOP) e os Grupos dos Onze, de Leonel Brizola, que pretendiam atingir o poder pelas armas.

Era clara a ingerência externa para transformar o País em uma república comunista.

O Movimento de Cultura Popular, criado em Recife, com o apoio da UNE, do Ministério da Educação e com auxílio financeiro externo, se desenvolvia em todo o País. Sob o disfarce de combate ao analfabetismo, realizava abertamente a doutrinação comunista. Vindos de Moscou, substanciais fundos fortaleciam a UNE, que publicava um jornal semanal marxista e panfletos inflamados e distribuía material de leitura, “para combater o analfabetismo”. Esse material incluía o manual de guerrilhas de Che Guevara, traduzido por comunistas brasileiros. Líderes da UNE fomentavam greves estudantis e distúrbios de rua.

De 28 a 30 de março de 1963, o Partido Comunista Brasileiro promoveu o Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, reunindo, em Niterói, na sede do Sindicato dos Operários Navais, delegações de várias nacionalidades. Luís Carlos Prestes, em sua abertura, disse que gostaria que o Brasil fosse a primeira nação sul-americana a seguir o exemplo da pátria de Fidel Castro.

A revolução cubana servia de modelo para organizações revolucionárias comunistas, atuantes na época, que concordavam com a luta armada para a conquista do poder.

O ano de 1963 foi pródigo de conflitos na área rural. A violência era pregada abertamente. Grupos armados, em vários pontos do País, invadiam propriedades, com a conivência de autoridades e de membros da Igreja Católica. O movimento crescia com os discursos inflamados de Miguel Arraes, Pelópidas Silveira e outros líderes de esquerda.

Mais de 270 sindicatos rurais eram reconhecidos pelo Ministério do Trabalho, a maioria infiltrada por líderes comunistas. Enquanto fazendeiros e sindicalistas se armavam, os conflitos se multiplicavam. Dezenas de mortos e feridos era o saldo desses confrontos.

Segundo Prestes, o PCB já podia se considerar no governo. Cargos importantes nos governos federais e estaduais e no Judiciário estavam em mãos de comunistas e seus aliados.

Em 12 de setembro de 1963, apoiados pela POLOP, que deslocou para Brasília Juarez Guimarães de Brito, 600 militares, entre cabos, sargentos e sub-oficiais da Marinha e da Aeronáutica, rebelaram-se, em Brasília, contra a decisão do Supremo Tribunal Federal, que se pronunciara contra a elegibilidade do sargento Aimoré Zoch Cavalheiro, eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul. A Constituição de 1946 declarava inelegíveis os militares da ativa.

O comando geral da rebelião era liderado pelo sargento da Força Aérea Brasileira Antônio Prestes de Paula. Os revoltosos ocuparam, na capital federal, o Departamento Federal de Segurança Pública, a Estação Central de Radiopatrulha, o Ministério da Marinha e o Departamento de Telefones Urbanos e Interurbanos e, a seguir, prenderam alguns oficiais, levando-os para a Base Aérea de Brasília.

A reação à rebelião logo se fez sentir. Os blindados do Exército ocuparam pontos estratégicos de Brasília e dirigiram-se para o Ministério da Marinha, onde os rebeldes se entregaram. Alguns elementos saíram feridos. Houve dois mortos, o soldado fuzileiro Divino Dias dos Anjos, rebelde, e o motorista civil Francisco Moraes.

O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, na edição do dia 19 de setembro, publicou parte do plano dos sargentos, apreendido pelas autoridades militares.

Depoimento do ex-sargento José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, a respeito da revolta dos sargentos:

“... entramos em contacto com uma organização revolucionária muito conhecida no Brasil: a Política Operária (POLOP). A POLOP surgiu depois de 1960 e tivera uma participação muito ativa na ocupação de Brasília, em 1963. Foi a única organização que deu algum apoio político àquela ação dos sargentos.”

(CASO, Antônio. A Esquerda Armada no Brasil).

Em outubro, Jango que, um mês antes, participara de um comício comunista no centro do Rio de Janeiro, preocupado com a crescente agitação, solicitou ao Congresso a decretação do estado de sítio. Sob intensa pressão política, quatro dias depois retirou a solicitação.

João Goulart, passando a negociar diretamente com o Partido Comunista Brasileiro, recebeu seus representantes e entabulou acordos políticos que satisfizessem às pretensões do partido e aos interesses do governo, formando uma frente popular para a unificação das forças esquerdistas.

Tudo levava a crer que estava próxima, finalmente, a instalação da “República Sindicalista”. Pelo menos assim pensavam João Goulart e as organizações que o apoiavam.

Em 10 de janeiro de 1964, o secretário-geral do PCB, Luís Carlos Prestes, foi a Moscou informar a Nikita Kruschev o andamento dos planos acordados em 1961. Informou a Kruchev que “os comunistas brasileiros estavam conduzindo os setores estratégicos do governo federal e preparavam-se para tomar as rédeas”.

Prestes pintou um quadro propício ao desencadeamento da revolução, subestimando a reação e superestimando os meios disponíveis:

- poderoso movimento de massas, mantido pelo Partido Comunista e pelo poder central;

- um Exército dominado por forte movimento democrático e nacio-nalista;

- oficiais nacionalistas e comunistas dispostos a garantir, pela força, um governo nacionalista e antiimperialista; e

- luta pelas reformas de base.



“No Brasil o potencial revolucionário é enorme. Se pega fogo nessa fogueira, ninguém poderá apagá-la” (disse Mikhail Suslov, ideólogo do Partido Comunista da União Soviética).

A exemplo de 1935, a revolução começaria pelos quartéis. O dispositivo militar seria o grande trunfo.

Os comunistas brasileiros nunca estiveram tão fortes quanto em 1964. Só que, como acontecera em 1935, Prestes transmitira a Moscou uma impressão excessivamente otimista com relação ao apoio militar e ao apoio do povo.


Enquanto isso, Fidel Castro, sob os olhos complacentes de Moscou, adiantou recursos a Leonel Brizola para a insurreição político-militar.

Em 13 de março de 1964, foi realizado um comício defronte à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, patrocinado pelo Partido Comunista Brasileiro. Naquela ocasião, o presidente anunciou um elenco de mensagens radicais a serem enviadas ao Congresso. Em torno do palanque, guardado por soldados do Exército, os participantes trazidos em trens gratuitos e ônibus especiais, aplaudia, com bandeiras vermelhas e cartazes que ridicularizavam os “gorilas” do Exército.

No dia 19 de março de 1964, uma das maiores demonstrações populares, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, percorreu as ruas de São Paulo. Maria Paula Caetano da Silva, uma das fundadoras da União Cívica Feminina, foi a principal organizadora da passeata. A Marcha partiu em direção à Catedral da Sé, com cerca de um milhão de pessoas. A manifestação foi uma resposta da população civil ao restabelecimento da ordem e dos valores cívicos ameaçados.

“A marcha foi uma reação à baderna que estava tomando conta do País. Não podíamos deixar as coisas continuarem do jeito que estavam, sob o risco de os comunistas tomarem o poder”, dizia Maria Paula.

(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2001200404.htm)



Falava-se, abertamente, que, a partir de 1° de maio, o Brasil estaria completamente comunizado.

A crise econômica, marcada por inflação desenfreada, era favorável à situação revolucionária. Os meios de comunicação social - jornais, rádios, peças teatrais, músicas, etc -, infiltrados por comunistas, conclamavam à subversão.

Poucos dias mais tarde, em 25 de março, um grupo de marinheiros indisciplinados, sob a liderança de José Anselmo dos Santos, o “cabo” Anselmo, em uma reunião no Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro, revoltou-se.

Em 30 de março, o presidente da República compareceu, no Automóvel Clube do Brasil, a uma assembléia que reuniu dois mil sargentos. Ouviu, passivamente, os discursos inflamados que atentavam contra a hierarquia e disciplina militar.



Dias decisivos



A situação apontava para o caos, tudo com a conivência de um presidente fraco, sem discernimento, ansioso por manter o poder, custasse o que custasse:

- 3 de março de 1964 - estudantes impediram a aula inaugural do reitor da Universidade Federal da Bahia, Clemente Mariani;

- 13 de março de 1964 - comício na Central do Brasil;

- 19 de março de 1964 - Marcha da Família com Deus pela Liberdade / SP;

- 25 de março de 1964 - reunião dos marinheiros no Sindicato dos Metalurgicos;

- 26 de março de 1964 - Marighella declara: “O partido precisa se preparar, pois está em vias de assumir o poder”;

- 30 de março de 1964 - encerra-se, em Goiânia, o Sexto Ciclo sobre Marxismo, conduzido pelo comunista Jacob Gorender e realizado pelo DCE, com apoio da Reitoria da Universidade Federal de Goiás. Jacob Gorender estivera na URSS por dois anos, voltando em 1957;

- 30 de março de 1964 - assembléia dos sargentos, na sede do Automóvel Clube do Rio de Janeiro, com a presença de Goulart, que fez discurso de incitamento à indisciplina; e

- 31 de março de 1964 - o comandante da 4ª Região Militar, sediada em Juiz de Fora, MG, iniciou a movimentação de tropas em direção ao Rio de Janeiro.



Apesar de algumas tentativas de resistência, o presidente Goulart reconheceu a impossibilidade de oposição ao movimento militar que o destituiu.

Em documento de autocrítica posterior à revolução, intitulado “Esquema para Discussão”, editado ainda em 1964, o Partido Comunista afirma:



“... incorremos em grave subestimação da força do inimigo e não estávamos preparados para enfrentar um golpe da direita...”

“Acreditávamos em uma vitória fácil, através (sic) de um simples pronunciamento do dispositivo de Goulart, secundado pelo movimento de massas.”

“Absolutizamos (sic) a possibilidade de um caminho pacífico e não nos preparamos para enfrentar o emprego da luta armada pela reação.”


As condições “objetivas e subjetivas” para a tomada do poder, sem nenhuma dúvida, estavam presentes. Bastava somente um fato, político ou não, para que as coisas se precipitassem. Era tudo questão de mais dia ou menos dia.

Um gigante, porém, acordou de seu sono e trouxe a reação de que a Nação precisava.

Com precisão cirúrgica e, por isso, sem derramamento de sangue, o Exército Brasileiro, com o apoio das Forças Armadas co-irmãs, partiu ao encontro dos verdadeiros anseios do povo, livrando a Nação das garras dos comunistas e impondo-lhes nova e acachapante derrota.

Recordar os momentos da reação é trazer de volta emoções que passaram a ditar meus atos, a partir daí.

Tinha a mais nítida convicção de ter escolhido o lado certo: o do Brasil livre e soberano.



Fonte:  A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça  - Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra - 10ª edição  - 691 páginas  - texto das Páginas 63 a 70

sábado, 4 de abril de 2015

12 DE ABRIL - ALVORECER DE UM CHOQUE DE VALORES

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

O Movimento Cívico em 15 de março de 2015 levou milhões de brasileiros às ruas e evidenciou o sentimento de revolta da maioria da Nação, como mostraram as pesquisas de confiança no governo após as gigantescas manifestações. O mais grave é que Dilma e as lideranças políticas não têm vontade nem credibilidade para realizar as mudanças, mais morais do que econômicas, que o Brasil tanto precisa. Daí, fingirem não entender o brado das ruas. Portanto, em 12 de abril, é preciso um tsunami popular muito maior.

O contexto assemelha-se aos idos de 1964, como se constata adiante, mas o desfecho tem de ser outro. Naquela época, em um Brasil politicamente imaturo, mergulhado em um caos político, econômico e social e com instituições fracas, o presidente Jango aliara-se ao ilegal PCB, subordinado ao Partido Comunista da URSS, para implantar uma ditadura socialista-sindicalista. O líder do PCB dissera que o partido estava no governo e só lhe faltava o poder e que o Brasil disputava a glória de ser o segundo país do continente a implantar o socialismo. Em uma sociedade religiosa e conservadora, isso gerou desconfiança, insegurança e reação, afastando do governo a classe média, Igreja, imprensa, Forças Armadas (FA) e a maioria dos políticos e da população. As gigantescas Marchas da Família em todo País exigiram a intervenção das FA, únicas instituições então capazes de impedir uma guerra civil revolucionária. Jango tivera forte respaldo nacional para tomar posse em 1961, mas não teve nenhum apoio das instituições, dos partidos e do povo em 1964.

Hoje, as instituições de maior credibilidade ainda são as FA, mas não se quer uma volta ao passado. A Nação há de mostrar maturidade e vontade para impor a moralidade e defender a liberdade, mantendo a democracia. Se necessário, as FA cumprirão sua missão constitucional, protegendo os brasileiros da violência de bandos como o exército de stedile, convocado por Lula em declaração pública inconsequente e inaceitável de um ex-presidente da República. Nesse emprego, as FA enfrentarão resistências no próprio governo, mas seus comandantes, embora saibam que devem obediência e respeito a escalões superiores, têm consciência de que silêncio e omissão são injustificáveis se propiciarem graves danos à Nação, esta sim credora da lealdade das FA.

Ao PT não importa a derrocada moral, econômica e política do País desde que mantenha o poder, como reza a doutrina socialista. A corrupção sugou exponencialmente a riqueza nacional após a ascensão de governos petistas. O PT faliu o País, não assume a culpa e cobra do povo a conta pelo prejuízo causado. Lula e Dilma não investiram em programas de longo prazo na infraestrutura, educação, ciência e tecnologia, saúde e produção de bens de alto valor agregado, bases seguras de desenvolvimento. Dilapidaram recursos em programas populistas eleitoreiros, calcados em recursos de valor variável, oriundos de commodities que não garantem o progresso sustentado. Aplicam a estratégia gramcista para manter o poder, conduzindo o Programa Nacional de Direitos Humanos pelo qual buscam enfraquecer a família, as FA, os poderes Legislativo e Judiciário, amordaçar a mídia e controlar a sociedade por meio de órgãos (soviets tropicais) aparelhados pelo PT, criados no Decreto nº 8.243/2014, ainda não derrubado no Senado. Querem transformar o País em uma ditadura socialista, macaqueando a república bolivariana da Venezuela, obedientes ao Foro de São Paulo, que pretende ressuscitar na América Latina o vampiro vermelho que sugou a Europa Oriental por décadas e cujo triste resultado só os cérebros hermeticamente programados da (des)intelligentsia esquerdista não entendem ou não reconhecem.

Um longo processo de relativização de valores anestesiou a sociedade, que se omitiu e assumiu ou aceitou a falta de ética e o desprezo aos valores tradicionais. O cidadão contentou-se com a satisfação de necessidades básicas e a falsa noção de liberdade, que usa sem responsabilidade e disciplina, tornando-a um bem ilusório. Essa doença moral não será curada por partidos políticos desmoralizados ou por eleições incapazes de aperfeiçoar, por si só, a democracia como se tenta iludir a Nação.

Porém, a dose do remédio para domesticar a Nação foi além do suportável e os efeitos colaterais nos campos da moralidade e da economia geraram a reação popular que abalou o processo liberticida de socialistização do País. Um grande obstáculo ao êxito da reação moral e democrática é o amplo poder político de lideranças do Executivo e do Legislativo, carcomidas seja pelo radicalismo, seja pelo patrimonialismo e corrupção. Usurpam os bens públicos como se fossem de sua propriedade e escarnecem da Nação mentindo sobre as manobras imorais com que assaltam impunemente o tesouro nacional. Em altos escalões do Judiciário, o aparelhamento político compromete a credibilidade para julgar escândalos como o do petrolão, onde estão envolvidas lideranças de peso.

Em 2015, o que levou a população à revolta? A crise moral (corrupção, mentira, engodo), o amor à democracia ou a dor no bolso (inflação, recessão, desemprego)? Se o último motivo for o decisivo, equacionada a crise econômica, a Nação abandonará as ruas, permitindo a consolidação do projeto socialista do PT. Assim, o choque de valores terá de vir da sociedade, ser aplicado nela própria, assimilado pelas famílias e por um sistema educacional moral e profissionalmente recuperado, capaz de formar cidadãos cientes de que liberdade sem disciplina e integridade é anarquia que esgarça o tecido social.


Neste vazio de lideranças políticas patrióticas, a quem confiar o futuro do Brasil? Como ninguém tem a resposta, a pressão não pode cessar. Desperta Brasil! É a Nação que tem que salvar-se a si mesma. Em 12 de abril, ela ecoará: “a nossa Bandeira jamais será vermelha!”; e “Vem prá rua!”. Compareça de verde-amarelo e em paz, mas com firme atitude e inabalável decisão.


INIMPUTABILIDADE DOS MENORES DE 18 ANOS


Todas as tentativas de reduzir a maioridade penal, mesmo que para o patamar mínimo de 16 anos, esbarram no fato de que a Constituição Federal declara, no parágrafo 4º do artigo 60, que os direitos e garantias individuais nela estabelecidos constituem "cláusulas pétreas". Ou seja, não podem ser objeto de emenda tendente a os abolir. E nessa lista, entre quase seis dezenas de garantias, vai, como peixe em cambulhão, a inimputabilidade dos menores de 18 anos.

 Hoje, 31 de março de 2015, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC 171/93, que trata dessa redução. Com a decisão, a matéria volta a tramitar na Casa, embora o PT, que junto com o PCdoB, o PSB, o PSOL e o PPS se posicionaram contra a medida, já tenha anunciado que vai recorrer da decisão ao Poder Judiciário. É outra "velha senhora": a judicialização da política brasileira, que não serve à Justiça e não serve à Política.

 Foi muito presunçosa a atitude dos constituintes de 1988 quando decidiram listar os dispositivos constitucionais que não poderiam ser objeto de modificação. Ao fazê-lo, pretenderam cristalizar a Sociedade, a Política e a Justiça como se fotografassem um instantâneo das aspirações nacionais e decidissem torná-las imutáveis através dos séculos. Quase nada pode ser assim e a CF de 1988 foi excessiva em fazê-lo.

Cada vez mais, a criminalidade praticada por menores de 18 anos assombra a segurança pública, com os "de menor" transformados em linha de frente do crime organizado. É imperioso coibir isso.

Sempre que se fala em combater a criminalidade com medidas repressivas aparecem os protetores de bandidos. São os mesmos - exatamente os mesmos - que relegam as vítimas ao mais negligente abandono. Seu argumento é tão surrado quanto paralisante: "Só isso não resolve!", proclamam. É óbvio que só isso não resolve, mas se nada é feito, tudo fica pior a cada dia, como a experiência e as estatísticas demonstram com clareza.

É um raciocínio absolutamente lógico; de tão lógico acaba sendo absolutamente não ideológico: quanto maior o número de bandidos presos, menor o de bandidos soltos e menor a insegurança na sociedade. E vice-versa.

PARADOXAL Jean Wyllys Legalizar PROSTITUIÇÃO


Dilma Vai INVIABILIZAR Candidatura de LULA 2018 ?


Ao criticar seu próprio governo, o PT demonstra que acabou como Partido



UM CONTO DE FADAS


Era uma vez, há muitos e muitos anos, um belo país distante que se chamava, simplesmente, Reino.

Seu povo, alegre e feliz, não exigia grandes esforços dos governantes para se dar por satisfeito. Por isso, muitos funcionários do Reino aproveitavam a falta de controle e de cobrança por parte dos nobres e do povo para desviar grande parte da riqueza nacional em seu próprio proveito ou no de seus condados e castelos. Com a repetição dessa prática, ela passou a ser normal e muitas pessoas de má índole procuraram o serviço público na esperança de enriquecimento fácil e rápido e de pouco trabalho.

Para aumentar o atrativo, as carreiras públicas pagavam, em geral, salários bem acima dos praticados pela fraca e desmotivada iniciativa privada, além de oferecerem benefícios paralelos muito interessantes, como planos de saúde completos – em alguns casos, como o dos Príncipes, vitalícios, ilimitados e de alcance mundial – residências faustosas, viagens internacionais pagas com gordas diárias, automóveis com motoristas, gabinetes lotados de funcionários de sua livre escolha, inimputabilidade penal e várias outras vantagens.

A vida era risonha e feliz, principalmente para a nata da corte, que vivia na capital do Reino, a moderna cidade planejada de Fantasília.

Há muitos anos o poder maior era exercido pelo Príncipe Lalau e pela Princesa Vilma, amigos de longa data que se revezavam no poder e se encarregavam de esconder e negar os erros e falcatruas que um e outra tinham cometido na administração dos bens públicos.

Um alegre grupo de baronetes e marqueses gozava também dessas delícias, e os órgãos públicos eram cada vez mais numerosos e bem aparelhados, para comportar a crescente demanda dos cortesãos.

E assim corriam as coisas em Fantasília, enquanto, no restante do país, o povo permanecia deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo.

Periodicamente, a turma da corte viajava pelo restante do Reino, em especial na época das eleições, saudadas pela propaganda oficial, regiamente paga, como grande demonstração de civismo e liberdade do povo. Passado o périplo de promessas e juras de amor eterno aos eleitores, com a abertura das urnas – suspeita-se que viciadas – as promessas e o povo eram esquecidos, os cargos e comissões redistribuídos e multiplicados, e a vida continuava lépida e fagueira. E o povo voltava a dormir, contentando-se com muito pouco, nem lembrando o nome do candidato a quem dera seu voto, orgulhoso de participar do democrático processo de escolha dos representantes que defenderiam os interesses populares. Na verdade, os eleitos defendiam seus interesses privados.

Um dia, porém, a placidez e o belo céu azul de Fantasília foram turbados, além de se fazer ouvir nos ares secos da capital um crescente vozerio e o bater de objetos metálicos.

Era o povo do Reino, acordado de seu torpor pela Fada Madrinha que, cada vez mais hábil no emprego das modernas ferramentas da informática, ativara alguns órgãos da imprensa e enviara milhões de mensagens pelas redes sociais, até então usadas apenas para trocar fofocas, fotos sensuais e piadinhas, mobilizando a população para exigir melhor trabalho e menos corrupção.

Assim, em várias cidades do Reino – inclusive, por incrível que pareça, em Fantasília – milhares de pessoas, em passeata pelas vias públicas, clamavam por mais ética, eficiência e moralidade no governo.

Colhidos de surpresa, pois até então tinham exercido o monopólio das passeatas, acionando seus sindicatos e “movimentos sociais” para aplaudir os assuntos de seu interesse, Lalau, Vilma e os nobres da corte perceberam, desesperados, que uma séria mudança tinha acontecido e que medidas urgentes eram necessárias para satisfazer as demandas represadas. Tudo era urgente e o Tesouro do Reino, saqueado impunemente por tantos anos e por tanta gente, não dispunha de recursos para atender tais demandas.

De maneira atabalhoada e sem tempo para organizar as justificativas, vários nobres, inclusive a Princesa Vilma, lançaram desculpas esfarrapadas, na tentativa de ganhar tempo para desencadear uma resistência ou uma retirada organizada. Mas a coisa não está fácil.

Normalmente, caro leitor, nesta altura do conto haveria uma intervenção mágica da Fada Madrinha, que resolveria os problemas e todos viveriam felizes para sempre.

Contudo, nas modernas histórias de fadas, o leitor tem uma participação mais ativa, podendo, até, escolher o final da mesma.

Assim sendo, ofereço-lhe dois finais – e você poderá acrescentar quantos outros quiser.

FINAL 1 – Após um grande período de confusão, que durou diversos anos, o Reino viu-se livre da corja que o infelicitava e explorava e, reorganizando o estado e o governo, colocou a Nação no rumo do desenvolvimento sustentável e da distribuição justa dos direitos e deveres dos cidadãos, e todos viveram felizes por largo tempo, até a próxima crise, inevitável nas empresas humanas.

FINAL 2 – Em meio a grande convulsão social, os Príncipes Lalau e Vilma conseguiram firmar-se no poder, criando leis de exceção, calando a imprensa, cooptando a Fada Madrinha, enchendo as prisões com opositores e anexando o Reino a uma poderosa organização política socialista transnacional do continente, abdicando à independência e à soberania do país. E todos viveram infelizes para sempre.


FINAL 3 – …

sexta-feira, 3 de abril de 2015

GENERAL PAULO CHAGAS CONVOCA PARA O PROTESTO DE 12-04-2015


10 MOTIVOS Redução da Maioridade Penal


PT- CORRUPÇAO


Encontro da Reserva

Encontro da Ativa com a Reserva no 3º Regimento de Cavalaria de Guardas 
Porto Alegre/RS - no dia 31 de março de 2015
"Nós passamos, mas a Instituição EXÉRCITO BRASILEIRO permanece inabalável! Bela solenidade! Há quem diga e eu concordo que os cães ladram e a caravana passa, ontem, hoje e amanhã!" - Gen Ex José Carlos  Leite

Magnifica Cerimônia Militar, de confraternização entre os militares da Ativa e da Reserva,
promovida pelo General de Exército, Antônio Hamilton Martins Mourão, CMt do Comando
Militar do Sul, no dia 31 de março de 2015.

Parabéns, General Mourão!

Como as comemorações da Contra-Revolução de 1964 são proibidas, o Gen Mourão, Cmt do Comando Militar do Sul, promoveu um “Encontro da Reserva” no dia 31 de março , e fez um discurso incisivo e enérgico sobre a situação atual do país. Fez uma apresentação didática à tropa do clima político de 1964, comparando com o atual e enfatizando que, como dantes, o EB agirá sempre em defesa das instituições.


MITO decadente - LULA está MORTO !!!


Golpe de 1964 foi a grande mentira que engolimos


A impunidade e a devassidão alimentam a criminalidade em todo o Brasil



Maioridade penal 18 anos é mais uma das FARSAS HOMICIDAS !!!


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sou a favor de meter bandido de 16 anos na cadeia


'O PT não tem superego e está se lixando para a moral'



Vice-líder da oposição na Câmara, o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), diz que a desfaçatez e a forma com que o PT comete crimes e abocanha o dinheiro público é uma espécie de "psicopatia da corrupção". O parlamentar, que nesta terça-feira estará com o procurador-geral da República Rodrigo Janot para cobrar uma investigação contra a presidente, afirma a Joice Hasselmann que "Lula empareda Dilma" e avalia que a presidente "manda muito pouco na vida econômica e política do país". Ao final, Jungmann se emociona ao falar sobre a ditadura militar. Acompanhe.

O poste é inseparável do fabricante: Dilma será para Lula o que Pitta foi para Maluf


CAPA1PT1BSB1Como um punguista de antigamente depois de afanada a carteira da vítima, Lula tenta afastar-se de Dilma Rousseff com cara de paisagem, assoviando um sambinha enquanto caminha nem tão depressa que pareça medo nem tão devagar que pareça provocação. A malandragem deu certo no escândalo do mensalão. O chefão caiu fora da cena do crime e a patente de comandante do bando acabou enfeitando os ombros do subchefe José Dirceu.

Mas não se terceiriza o pessoal e intransferível. A segunda-dama Rose Noronha, o prefeito Fernando Haddad e a instalação de uma usina de maracutaias nas catacumbas da Petrobras, por exemplo, são coisa de Lula. Dilma Rousseff também. Lula logo aprenderá que um poste é inseparável de quem o inventou — e um produto de péssima qualidade pode levar seu fabricante à falência política. Dilma Rousseff será para Lula o que Celso Pitta foi para Paulo Maluf.

Ambos deslumbrados com os altos índices de aprovação reiterados pelas usinas de pesquisas, o prefeito Maluf em 1995 e o presidente Lula em 2007 resolveram mostrar que conseguiriam transformar qualquer nulidade em ocupante provisório do trono. Para que os escolhidos cumprissem sem resmungos a missão de guardar o lugar até que o chefe voltasse, constatou um post de 2010, o marajá de São Paulo e o reizinho do Brasil decidiram-se, sem consultar ninguém, por figuras sem autonomia de voo nem luz própria.

O primeiro pinçou na Secretaria de Finanças do município um negro economista. O segundo pinçou na Casa Civil uma mulher economista. Ao apresentar o sucessor, o prefeito repetiu que foi Maluf quem fez São Paulo.Mas quem arranjou o dinheiro, revelou, foi aquele gênio da raça chamado Celso Pitta. Ao apresentar a sucessora, o presidente reterou que foi Lula o parteiro do Brasil Maravilha. Mas quem amamentou o colosso, ressalvou, foi aquela sumidade político-administrativa por ele promovida a Mãe do PAC.

Obediente a Maluf e monitorado pelo marqueteiro Duda Mendonça, Pitta atravessou a campanha driblando debates e entrevistas, declamando obviedades e louvando o criador de meia em meia hora. Como herdaria uma cidade sem problemas, sua missão seria torná-la mais que perfeita com espantos de matar de inveja a rainha da Inglaterra. Grávido de orgulho, o padrinho ordenou aos eleitores que nunca mais votassem em Paulo Maluf se o afilhado fracassasse.

Obediente a Lula e tutelada pelo marqueteiro João Santana,  Dilma percorreu o atallho para o Planalto desconversando em debates e entrevistas, gaguejando platitudes e bajulando o criador a cada 15 minutos. Como lhe cairia no colo um país pronto, caberia à herdeira tocar em frente o pouco que faltava para torná-lo uma espécie de Noruega com praia, mulher bonita e carnaval. Grávido de confiança, o padrinho comunicou ao eleitorado que ele e ela eram a mesma coisa. Votar em Dilma seria a mesma coisa que votar no maior dos governantes desde o Descobrimento.

São Paulo demorou três anos para entender que estava nas mãos do pior prefeito de todos os tempos. Descoberta a tapeação, milhões de iludidos escorraçaram Pitta do emprego e atenderam à vontade do seu inventor: nunca mais Paulo Maluf foi eleito para qualquer cargo executivo. O Brasil demorou quatro anos para compreender que, ao conferir um segundo mandato a Dilma Rousseff, ratificara a mais desastrosa opção presidencial de todos os tempos.

Pena que as multidões não tenham acordado algumas semanas mais cedo. Mas enfim despertaram — e despertaram de vez, berram as manifestações de rua e o sumiço do único “líder de massas” do mundo que só discursa para plateias amestradas. Antes do fiasco de Alexandre Padilha nas urnas de outubro, Lula caprichou na ironia presunçosa: “De poste em poste estou iluminando o Brasil”, repetia.


O terceiro poste afundou a muitas léguas do Palácio dos Bandeirantes. O segundo, Fernando Haddad, pedala no mundaréu de ciclovias para fugir do naufrágio inevitável. O poste inaugural vai sendo tragada pelo mar de corrupção e incompetência. Dilma Rousseff debate-se furiosamente milímetros acima da superfície. Lula quer que afunde sozinha. Mas não escapará do abraço de afogado.

CARA-DE-PAU: Em dircurso Lula diz que está indignado com a corrupção no Brasil



"Estou indignado com a corrupção", disse o ex-presidente Lula em ato em defesa do governo nesta terça-feira (31) para sindicalistas e lideranças políticas de esquerda no Sindicato dos Bancários de São Paulo.

PETISTAS COMETEM SUICÍDIO COLETIVO - Presidente do PT diz ser “impensável” acusar partido de corrupção!


PETISTAS COMETEM SUICÍDIO COLETIVO – Diretórios estaduais redigem um documento aloprado, com a anuência de Lula e Falcão, em que insistem em hostilizar os brasileiros. Presidente do PT diz ser “impensável” acusar partido de corrupção!

Caramba! Chega a dar medo! O maior fator de risco hoje no país é o grau de alienação dos petistas. Os companheiros estão vivendo numa realidade paralela.  Perderam o bonde! Nesta segunda, dirigentes dos 27 diretórios estaduais do PT se reuniram e lançaram um manifesto, com o aval de Lula e de Rui Falcão, presidente do partido, que discursaram. A íntegra do texto está aqui, no site do partido. Seria cômico se aquilo não fosse uma tentativa de falar a sério.

Esses caras ainda acabarão fazendo uma grande bobagem. Eles estão doidinhos para ver cumpridas as suas piores — ou seriam as melhores para eles? — expectativas. Há momentos notavelmente aloprados no texto, mas, a meu juízo, o ápice está aqui, prestem atenção, quando tentam identificar por que os adversários não gostam do partido:

“Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.”

Entenderam?

Os brasileiros não estão enojados com a corrupção na Petrobras.

Os brasileiros não estão descontentes com a inflação acima de 8%.

Os brasileiros não estão insatisfeitos com juros de 12,75% ao ano.

Os brasileiros não estão inconformados com uma recessão que pode chegar perto de 2%.

Os brasileiros não estão furiosos com a penca de estelionatos eleitorais.

Os brasileiros não estão cansados de uma saúde capenga.

Os brasileiros não estão furiosos com uma educação medíocre.

Os brasileiros não estão fartos da incompetência arrogante.

Os brasileiros não estão estupefatos ao ver a Petrobras na lona.

Nada disso! Por que, afinal, a população iria se zangar com essas bobagens? Por que, afinal, esse povo bom e generoso iria reagir mal ao fato de um simples gerente da Petrobras aceitar devolver US$ 97 milhões que ele confessa oriundos da propina? Por que, afinal, a nossa brava gente se espantaria que José Dirceu tenha faturado quase R$ 2 milhões em consultorias só no período em que estava em cana? Nada disso é motivo!

Segundo o partido, seus adversários não suportam mesmo é ver supostos 36 milhões de pessoas saindo da miséria. A afirmação é de uma estupidez ímpar. Houve um tempo em que essa ladainha colava. Eis aí, leitor, revelado o verdadeiro espírito “petralha”. Quando criei a palavra, referia-me exatamente a isto: à justificação da roubalheira, do assalto aos cofres públicos, da ladroagem mais descarada, em nome da igualdade social.

O manifesto aloprado segue adiante:

“O PT precisa identificar melhor e enfrentar a maré conservadora em marcha. Combater, com argumentos e mobilização, a direita e a extrema-direita minoritárias que buscam converter-se em maioria todas as vezes que as mudanças aparecem no horizonte. Para isso, para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem. Com a retomada de valores de nossas origens, entre as quais a ideia fundadora da construção de uma nova sociedade.”

Uau! Então os milhões que saíram às ruas são “de direita e extrema direita” e estão se opondo “às mudanças”, não à “sem-vergonhice”? Querem saber! Estou aqui vibrando com essa análise. Ela conduz o partido à extinção. Ninguém precisará, como diz o texto, “acabar com essa raça”. Essa raça está cometendo suicídio. A propósito: o texto diz que é preciso enfrentar os adversários com “argumento e mobilização”. Tá. Sei o que é “argumento”. Mas o que vem a ser “mobilização” nesse contexto?

O texto, na sua burrice teórica, abriga este notável momento:

“Ao nosso 5º Congresso, já em andamento, caberá promover um reencontro com o PT dos anos 80, quando nos constituímos num partido com vocação democrática e transformação da sociedade – e não num partido do ‘melhorismo’. Quando lutávamos por formas de democracia participativa no Brasil, cuja ausência, entre nós também, é causa direta de alguns desvios que abalaram a confiança no PT.”

O partido gigante, que se apoderou de todas as estruturas do estado, que aparelha estatais, fundos de pensão, autarquias e universidades; que se imiscui até em fundações de direito privado para impor a linha justa, essa máquina gigante deveria, na visão dos valentes, se comportar como um partido pequeno, em formação, capaz de falar em nome da pureza, mesmo tendo nas costas o mensalão e o petrolão, entre outras barbaridades.

O documento lista ainda dez medidas a serem defendidas pelo partido. Entre elas, estão: campanha de agitação e defesa do PT; controle da mídia e imposto sobre grandes fortunas. E, claro!, a formação da tal frente ampla, formada por “partidos e setores partidários progressistas, centrais sindicais, movimentos sociais da cidade e do campo”. Entendi! O PT está com o saco cheio da sociedade brasileira. Acha que é hora de substituí-la.

Na minha coluna de sexta, na Folha, afirmei, apelando ironicamente a Karl Marx — que as esquerdas citam sem ler — que o PT hoje é “vítima de sua própria concepção de mundo”. Eis aí. Ah, sim: Lula também discursou e disse que seus sequazes têm de levantar a cabeça. De que adianta se eles se negam a abrir os olhos?

Numa entrevista depois do evento, Falcão teve a coragem de dizer: “É impensável que a gente possa ser acusado de corrupção”. Dizer o quê? Vai ver corrupção praticada por petista deva ser chamada de obra humanitária. A única chance de Dilma, se é que lhe resta alguma, é se afastar desse hospício.

Eduardo Cunha é recebido com algazarra pelas minorias complexadas

Por Rachel Sheherazade


Meu destaque final vai para o show de intolerância protagonizado pelos quase 50 manifestantes de esquerda que vaiaram o presidente da Câmara dos Deputados, ontem, no Rio Grande do Sul. Eduardo Cunha foi convidado para um debate sobre a reforma política, mas foi recebido por uma claque fascistóide apoiada por partidecos de esquerda como PSOL E PSTU. 

ALOPRADOS - PT se faz de vítima em manifesto !

Por Reinaldo Azevedo


O maior inimigo do Brasil

Por Onyx Lorenzoni


Foro de São Paulo: o que importa para Lula/PT/Governo é a ideologia do partido e não o Brasil e os brasileiros.

Fonte: YouTube

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Corrupção no país se espalhou por quase todas as instituições públicas


O cinismo de Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação de Dilma Rousseff




Lula cogita criação de novo partido


VOCÊ QUER FINANCIAR AS CAMPANHAS ELEITORAIS DO PT, PCdoB, PCB, PSOL, PSTU E PCO ?


Na última terça-feira, dia 24, a CNBB cobrou do STF uma deliberação sobre a proposta, há um ano em mãos do ministro Gilmar Mendes, que acaba com o financiamento privado das campanhas eleitorais. Essa permanente dedicação da CNBB às pautas políticas sempre me impressiona. No caso, mais uma vez, a tese que a Conferência abraça é a tese do PT.

 O partido reinante, há bom tempo, vem reafirmando seu desejo de que o financiamento das campanhas seja proporcionado pelo Orçamento da União. Orçamento "da União", você sabe, é aquele documento que autoriza o governo a usar nosso dinheiro. Embora a maioria dos brasileiros acredite que os recursos do erário são "do governo", o fato é que o governo não tem recursos próprios. Todo esse dinheiro procede do povo brasileiro, por ele é gerado, a ele pertence e para ele deve retornar em bons serviços e investimentos. Você concorda com incluir entre suas obrigações o financiamento das campanhas eleitorais?

 O PT parece já haver convencido muita gente de que sim, de que essa conta tem que ser paga por nós. Entre os fieis adeptos da tese se inclui a CNBB, parceira nas boas e más horas petistas. No entanto, é bom sabermos que essa moeda tem dois lados e dois beneficiários. A decisão de acabar com o financiamento privado cria a obrigação de fazê-lo com recursos tomados do nosso bolso e define que o PT e o PMDB serão os principais beneficiados. Por serem a dupla hegemônica da política nacional, ambos abocanharão a parcela maior desses recursos.

 Depois de tudo que se ficou sabendo através da operação Lava Jato e do petrolão, depois de conhecida a lavagem de dinheiro público em empresas privadas para financiamento dos partidos da base do governo, essa dedicação à tese do financiamento público é de uma hipocrisia estarrecedora. Ademais, não há como impedir com segurança absoluta o financiamento privado através de caixa 2.

Por fim, o financiamento público obrigatório comete contra os cidadãos uma violência que, no meu caso, se configura assim: o dinheiro dos impostos que eu pago será usado, contra a minha vontade, para financiar campanhas eleitorais de todos os partidos. Certo? Então, meu suado dinheirinho apropriado pelo Estado estará financiando as campanhas do PT, do PSOL, do PSTU, do PCdoB, do PCB, do PCO e assemelhados. Me digam se isso não é um completo disparate.

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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

TV AMERICANA ENTREVISTA OLAVO DE CARVALHO


'O EXÉRCITO BRASILEIRO É CONSTITUCIONALISTA'

Por Valmir Custódio - iFronteira.com 

Generais do Exército em visita a Presidente Prudente
(Foto: Valmir Custódio/iFronteira)
'Vivemos em uma democracia', afirma general do Exército em visita a Prudente

Ao analisar o pedido pela volta do regime militar, feito em manifestações de rua pelo país, o comandante da 2ª Região Militar disse que 'o Exército Brasileiro é constitucionalista'.

Cumprindo uma agenda de visitas aos Tiros de Guerra (TG) do Exército Brasileiro, estiveram em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (26), os generais João Camilo Pires de Campos – comandante militar do Sudeste (CMSE) -, o de Divisão, Cláudio Coscia Moura – comandante da 2ª Região Militar - e o de Brigada, Riyuzo Ikeda – chefe do Estado Maior do CMSE.

Entre os assuntos, Campos falou de sua aproximação familiar com o município e sobre as instalações do TG do município. O pedido pela volta do regime militar, visto nas ruas durante as manifestações pelo Brasil, também foi abordado pelo iFronteira.

As patentes altas do comando do Exército chegaram ao Aeroporto Estadual de Presidente Prudente por volta das 10h. Já no saguão, os generais foram recebidos pelo prefeito Milton Carlos de Mello “Tupã” (PTB), por representantes do Executivo e do Legislativo municipais, das polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da classe de empresários, além de representantes religiosos e de educação.

Depois, os generais seguiram para o TG de Presidente Prudente, onde os subtenentes Alex Sandro da Costa Dias e Alexandre da Silva Vilmar apresentaram as dependências da unidade aos oficiais.

“O Tiro de Guerra de Presidente Prudente demonstra o carinho que a comunidade tem com ele. Um dos melhores que conheci, e a cidade está de parabéns por isso”, destacou o general Campos ao iFronteira. “O reservista de 2ª categoria não é de 2ª classe, apenas eles têm uma carga horária de instrução menor. Mas ao final do ano eles levam valores, trabalhos e experiência para o resto de suas vidas”, acrescentou Campos.

“Nós temos 74 Tiros de Guerra e isso representa cerca de 5,4 mil soldados. O TG aproxima e interage sempre com a sociedade, mantemos os laços de confraternização, de orientação. Nós aproveitamos a educação que a pessoa recebe em casa, sua formação e damos a ela mais valores éticos para que se torne um bom cidadão”, completou o general Moura.

Laços prudentinos

Na ocasião, o comandante João Camilo Pires de Campos também falou de sua aproximação familiar com a cidade de Presidente Prudente, e do orgulho de ter se tornado um oficial.

“Sou filho de João Pires de Campos e neto de Jonas Pires de Campos, que foram moradores, pioneiros desta cidade, moravam na Rua José Bonifácio. Volto a Prudente, portanto, muito feliz porque aqui morou também um tio, Ataliba, que chegou a ser presidente da Câmara, mas que, lamentavelmente, esses mais velhos já se foram.

O que me deixa bastante emocionado em voltar aqui é que sequer imaginariam que esse filho de prudentino pudesse ser hoje um dos membros do alto comando do Exército brasileiro. Acredito que essa seja uma oportunidade ímpar de rever a terra deles com carinho, com muito apreço”, revelou o general Campos.

Depois de tomarem café da manhã, os oficiais foram ao Cemitério Municipal São João Batista para acompanhar a visita do general Campos aos seus parentes sepultados no local. Depois, os representantes do Exército visitaram a Cidade da Criança.

A agenda dos oficiais nesta quinta-feira (25) ainda previa visitas aos Tiros de Guerra de Adamantina e Osvaldo Cruz.

Regime militar

Durante as recentes manifestações populares ocorridas no Brasil contra o governo da presidente Dilma Rousseff, muitos participantes exibiram faixas e cartazes pedindo a volta do regime militar no Brasil – que foi instalado no país entre 1964 e 1985. A reportagem do iFronteira perguntou ao general Cláudio Coscia Moura como o Exército se posiciona sobre o assunto.

“Nós não comentamos e não nos posicionamos sobre isso, que achamos ter um lado político. Mas posso dizer que vivemos em uma democracia, e o Exército Brasileiro é constitucionalista, ou seja, ele segue a Constituição Federal”, concluiu Moura.


Fonte: DefesaNet