quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O fim de Carlos Lamarca e da VPR

Por Carlos I. S. Azambuja

No dia 7 de dezembro de 1970, uma segunda-feira, um grupo de militantes da Vanguarda Popular Revolucionária, chefiado por Carlos Lamarca, seqüestrou Giovani Enrico Bucher, embaixador da Suíça no Brasil. O seqüestro ocorreu na rua Conde de Baependi, Catete, no Rio de Janeiro. O embaixador viajava em seu carro, um Buick, dirigido por seu motorista, Hercílio Geraldo e, como sempre, acompanhado do agente da Polícia Federal Helio Carvalho de Araújo, designado para prover sua segurança.

Após o carro ter sido interceptado, Carlos Lamarca, utilizando o codinome de "Paulista", bateu no vidro da janela do agente de segurança, abriu a porta e desfechou-lhe dois tiros com um revólver calibre 38 à queima-roupa. O agente, conduzido para o Hospital Miguel Couto, faleceu 3 dias depois.

Desse seqüestro, tomaram parte diretamente seis militantes, além de Carlos Lamarca: Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Maurício Guilherme da Silveira e Herbert Eustáquio de Carvalho. José Roberto Gonçalves de Rezende e Alfredo Helio Sirkis participaram do transporte do embaixador para o "aparelho" da VPR na rua Paracatu, em Rocha Miranda. O militante Paulo Brandi de Barros Cachapuz, nesse mesmo dia - e nos dias seguintes - deu seguidos telefonemas desinformando a polícia sobre o paradeiro do embaixador.

Essa data – 7 de dezembro de 1970 – marcou o início do fim da VPR.

Naquele mesmo dia a VPR distribuiu aos meios de comunicação o "Comunicado nº 1", um "Manifesto ao Povo Brasileiro" e uma "Carta Aberta à embaixada suíça", bem como uma carta de próprio punho do embaixador.

No dia 9 de dezembro, o Ministério da Justiça, através de uma nota oficial, afirmava que "o governo brasileiro, no empenho de preservar a vida e a liberdade do embaixador", aguardava a relação nominal dos terroristas a serem liberados. Nesse mesmo dia, a VPR expediu o "Comunicado nº 2", dizendo que somente divulgaria a lista dos 70 presos a serem liberados depois de cumpridas as exigências de divulgação do "Manifesto ao Povo Brasileiro" por dois dias consecutivos na primeira página dos jornais e em todas as rádios e TVs do país, às 6, 12, 18 e 20:30 horas, o que não foi feito.

Quatro dias depois, a VPR cobrou do governo o cumprimento dessa exigência através do "Comunicado nº 3" e, no dia 16 de dezembro com o "Comunicado nº 4".
No dia 17, o governo deu garantia de que libertaria os 70 presos e, no dia seguinte, a VPR enviou o "Comunicado nº 5", com a lista dos 70.

Na segunda-feira, 21 de dezembro, o governo respondeu que aceitava libertar apenas 51 presos constantes da relação. Não concordava com os outros 19 por vários motivos: 6 haviam participado de seqüestros, 4 estavam condenados à prisão perpétua ou a penas elevadas, 3 haviam cometido homicídios, 1 não estava identificado, 1 não queria ser banido do país e 4 já estavam em liberdade.

A partir desse documento teve início uma discussão dentro da VPR para ver se o embaixador seria morto ou não, sendo realizada uma votação a respeito com o resultado de 15 a 3 a favor do "justiçamento" do embaixador. Os 3 que votaram contra foram Carlos Lamarca, Alfredo Hélio Sirkis e José Roberto Gonçalves de Rezende que não vislumbravam dividendos políticos na morte do embaixador. Lamarca, como comandante-em-chefe da VPR, exerceu seu direito de veto e sustou o "justiçamento" enviando ao governo outra lista dos presos a serem liberados.

No dia 28 de dezembro, o governo divulgou que, da nova lista, alguns não poderiam ser também libertados. No dia 30, a VPR enviou uma outra relação e, no dia 4 de janeiro, o governo divulgou a preterição de mais 9 presos, substituídos no dia seguinte, por uma nova lista enviada pela VPR. No dia 6 de janeiro, nova preterição de 4 nomes e, no dia seguinte, nova lista substituindo esses 4.

Finalmente, no dia 11 de janeiro, uma nota oficial do Ministério da Justiça condicionou a liberação e embarque para o Chile dos 70 presos a um Comunicado da VPR comprometendo-se a liberar o embaixador. No dia seguinte, a VPR cumpriu essa exigência e, às 24 horas do dia 13 de janeiro de 1971, os 70 presos, escoltados por três agentes da Polícia Federal embarcaram no Galeão, em um Boeing da Varig e, às 4:15 horas de 14 de janeiro desembarcaram no aeroporto Puhaduel, em Santiago, sendo fotografados ao lado do avião com os punhos cerrados e saudados por dezenas de militantes, brasileiros e chilenos, postados nas varandas do aeroporto, entoando a Internacional Socialista.

Dos 70 presos banidos do Brasil, 24 eram militantes da VPR e os demais 46 pertenciam a outras organizações.

No dia 15 de janeiro de 1971, Lamarca abandonou o "aparelho" e, no alvorecer do dia 16, o embaixador foi deixado próximo ao penhasco da igreja da Penha, em um Volks, por Alfredo Helio Sirkis e Gerson Teodoro de Oliveira. Pouco tempo depois, Gerson Teodoro de Oliveira, a bordo desse Volks, que estava registrado no nome frio por ele utilizado, foi morto pela polícia.

Após esse tremendo desgaste de ter que manter o embaixador confinado por 39 dias, de fazer e refazer relações de presos e de impedir o "justiçamento" do embaixador, conforme desejava a maioria da VPR, a liderança de Carlos Lamarca estava irremediavelmente desgastada.

Acolhido em um "aparelho" do MR8, na região dos Lagos, juntamente com sua amante Iara Iavelberg, Lamarca, em 22 de março de 1971, enviou um Comunicado à VPR escrito de próprio punho. Abaixo, uma cópia literal desse documento:

"Ao Comando da VPR. Assunto: Pedido de Desligamento. Caráter: Irrevogável.
Apresento, conforme normas internas da Org, o meu pedido de desligamento para apreciação no meu órgão de militância. Considero essa apreciação como necessária para a formalização de crítica e auto-crítica.

Dou caráter de irrevogabilidade à este pedido em virtude de:

1) divergir da linha política da VPR, conforme coloquei em diversos documentos internos;

2) ter constatado desvios ideológicos da VPR e a deformação que acarreta em muitos dos seus quadros;

3) não ter conseguido levar a luta interna que iniciei há um ano com a devida serenidade;

4) não conseguir romper com o culto ao sectarismo existente na VPR;

5) discordar do método de direção (apesar de ser Cmt-em-Chefe); a Org impede a liberação de potencial, não forma quadros, aliena militantes, deforma dirigentes, elimina a criatividade, impede a prática leninista – tudo como já coloquei em documentos internos.

Considero-me também deformado – na Org em que vou militar farei auto-crítica na prática. Coloco-me como deformado porque constatei, na prática, essa deformação. Na VPR não há lugar para uma auto-crítica revolucionária, em todas as vezes que fiz, foi politicamente capitalizada para a defesa de posições – persistir é aceitar a deformação.

Estarei sempre atento para responder questionamento da VPR sobre qualquer acontecimento na organização – de 24 de janeiro de 1969 até esta data 22 de março de 1971 – se me chegar por escrito. Aguardarei a análise crítica da VPR, solicitando o direito de resposta, assim como apuração de responsabilidade pessoal, em qualquer época, e no nível desejado pela VPR. Condicionarei a minha entrada em outra Organização a isto, para que fique clara a minha predisposição de assumir a responsabilidade dos meus atos na militância individual ou coletiva na VPR.

Sempre travei a luta interna e procurei a coesão sem conciliar – saio sem travar uma luta desagregadora – apesar de ter cometido uma violência ao escrever o documento CONTRA O CUPULISMO. Uma violência, mas uma deformação. A deformação é uma necessidade da VPR. Sem a violência as posições políticas não afloram – e, de deformação em deformação à degradação política.

À VPR só resta um caminho, o CONGRESSO – um longo processo de discussões e um profundo imobilismo – se tentar andar quebra.

Tenho contribuições a dar para a Revolução no Brasil, e aqui ficarei e, na Organização em que for militar farei um comunicado à esquerda apresentando os motivos do desligamento e do ingresso em outra Organização Revolucionária.

O que sei, e que possa afetar a segurança da VPR morre comigo.

OUSAR LUTAR

OUSAR VENCER

Claudio – 22- MAR - 71"

O original do documento acima foi apreendido pelo CISA no "aparelho" de Alex Polari de Alverga, pertencente ao Comando Nacional da VPR, quando de sua prisão, em maio de 1971.

Em 22 de junho de 1971, Carlos Lamarca e Iara Iavelberg, em frente a uma loja do Bob’s, na Avenida Brasil, Rio de Janeiro, embarcaram em uma Kombi que, precedida por um Volks, os levou a Salvador/BA. Foi a última viagem. Nas proximidades de Salvador, ambos passaram para o Volks e a Kombi retornou ao Rio com seu motorista. Investigações posteriores indicaram que a Kombi tinha placa de Belém/PA e pertencia a um paraense, estudante de Economia no Rio; e que o Volks, de cor branca, tinha placa de Petrópolis/RJ.

Com base nesses dois informes foram levantadas, pelo Centro de Informações da Aeronáutica, as identidades dos proprietários, dois colaboradores do MR-8. O Volks pertencia ao filho de um ex-Ministro do STF, cassado, e a Kombi pertencia, realmente, a um paraense, estudante de Economia na Universidade Gama Filho. Seus nomes serão preservados. Eles nunca foram presos. Passaram então a ser monitorados, pois poderiam, no futuro, voltar a colaborar com o MR-8 e eram uma forma da Inteligência não perder contato com a Organização.

Menos de três meses depois, em 17 de setembro de 1971, Carlos Lamarca foi morto no sertão da Bahia e o MR-8, no Rio de Janeiro e na Bahia, desmantelado. Lamarca foi o último dos chamados grandes comandantes da guerrilha a ser eliminado. Os dois outros, Carlos Marighela, e seu sucessor, Joaquim Câmara Ferreira (“Toledo”), morreram em novembro de 1969 e dezembro de 1970.

Em 1971, o balanço geral dos militantes da VPR no Chile era de que as organizações da esquerda armada haviam sido derrotadas em razão da ação da chamada “repressão” que as levou ao seu isolamento social e político. Os remanescentes da VPR no Brasil já haviam jogado a toalha com a divulgação, no dia 7 de agosto de 1971, de três documentos históricos:

O Comunicado nº 1 (Novo Comando) afirmava que “em vista dos últimos acontecimentos, fica estabelecido um novo comando na organização”; que esse novo comando “assume a organização praticamente extinta e vai tentar salvar o que sobrou”;

O Comunicado nº 2 (Medidas Imediatas) assinalava que “atualmente o que existe é o final da derrota, alguns elementos que devem ser preservados para que se possa tirar do fracasso desta experiência as lições necessárias (...) e, para isto, determina de forma imediata: a) a organização está desmobilizada; b) está convocado o II Congresso Nacional (...) por desmobilização entendemos a suspensão das ações armadas (...)”;

O Comunicado nº 3 (Aos Companheiros no Exterior): “A organização chegou agora ao esgotamento total. Estamos sem as mínimas condições de atuação e sem possibilidades por mais remotas de tirar uma definição conseqüente, que sirva de guia para uma prática revolucionária (...) A crise política da organização que se seguiu à ação do embaixador suíço levou a uma aguda crise no Comando em abril/maio deste ano, tendo como conseqüência o desligamento inusitado de dois dos companheiros do Comando Nacional. Um desses companheiros caiu a 3 de maio, outro pediu ingresso em outra organização (...) O companheiro do Comando restante estabeleceu uma assim chamada ‘Coordenação Provisória’ que teve vida curta. Sua finalidade era coordenar discussões na organização, mas já a 12 de maio caíam dois companheiros da Coordenação, restando dela um único. Na realidade, porém, a situação era muito pior: a Unidade de Combate da Guanabara perdeu de março até maio quase todos os seus quadros. Restaram alguns poucos, dos quais caíram dois entre maio e agosto. Em São Paulo já não existe Unidade de Combate, sendo alguns quadros recém recrutados, que não têm condições de, sozinhos, montar uma UC (...) Entre 1 e 5 de agosto caíram dois companheiros fundamentais no NE (...) A organização está desmobilizada (o que significa apenas reconhecer com palavras uma situação de fato que se estendia desde maio deste ano e buscar salvar o que sobrou). Convocamos o Congresso, mas para realizá-lo precisamos que os companheiros nos enviem dinheiro (...) Sem dinheiro certamente não sobrará um único remanescente no Brasil. Esperamos, com urgência, a colaboração dos companheiros”.

O ato final da VPR foi realizado no Chile, em julho de 1973, às vésperas da deposição do governo Allende: uma reunião de avaliação, da qual participaram os militantes que se encontravam foragidos ou banidos naquele país. Essa reunião formalizou a extinção da Vanguarda Popular Revolucionária e sua desmobilização por completo, pois voltar ao Brasil naquele momento para prosseguir na luta armada não fazia parte da agenda pessoal da quase totalidade dos militantes.

A VPR, constituída em março de 1968, por um grupo partidário da teoria do “foco guerrilheiro” que havia deixado a organização Política Operária, mais conhecida como POLOP, e por diversos sargentos e marinheiros expulsos das Forças Armadas, muitos com treinamento em Cuba, remanescentes do falido Movimento Nacional Revolucionário de Brizola, durante os cinco anos em que atuou, seqüestrou embaixadores, matou, “justiçou”, assaltou bancos e carros-fortes, estabelecimentos comerciais. Os que sobraram, no entanto, foram anistiados e a maioria recompensada financeiramente por tentar transformar o Brasil em uma república popular democrática.

Na realidade, apesar da audácia, da lenda e do mito, Lamarca foi um desertor, um assassino e um traidor do Exército Brasileiro. E agora, recentemente, promovido, pela justiça (assim, com letras minúsculas), ao posto de Coronel.
E é assim que deverá passar à História.

Entretanto, aquele grupo de militares e civis – muitos dos quais não mais estão entre nós - que erradicaram o terrorismo, os seqüestros, os justiçamentos, os assaltos e os assassinatos de cunho político, que sacrificaram suas vidas e a de seus familiares, impedindo que o Brasil fosse transformado em um Cubão, não merecem, hoje, o reconhecimento da Pátria ou de seus governantes. Pelo contrário! Muitos estão sendo “investigados” pela © Omissão da Verdade, criada pelo governo do Partido dito dos Trabalhadores,que acaba de ser reeleito!


Fonte: Alerta Total


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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Os líderes da oposição brasileira enfim descobriram como deve comportar-se um partido oposicionista


Petista quer o fim do "Bolsa Família"

Por Arnaldo Süssekind

O Presidente do PT sugere o fim do Bolsa-Família
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, se reuniu nesta terça-feira com a bancada do partido na Câmara para debater medidas a fim de controlar a recessão econômica enfrentada pelo governo Dilma.

Uma das propostas mais discutidas na reunião foi a de reduzir o valor do Bolsa Família em 50% já de imediato, a partir de janeiro de 2015. Também foi posto em pauta um eventual fim para o programa em 2017.

Falcão defendeu a ideia e disse que o programa "já cumpriu o seu papel e deve ser suspenso em breve".

"O Bolsa Família está em vigência há 10 anos e as estatísticas mostram que já cumpriu o seu papel. Além de resultar em um alívio na economia, a extinção do programa também irá interromper a sua transformação em uma iminente política de parasitismo. Estou certo de que esta é a decisão correta a ser tomada", disse o presidente petista.

Diante da firmeza imposta por Falcão em suas ideias, a bancada petista rachou. Há deputados que defendem o corte e outros que acreditam que o programa ainda é necessário e não deve ser mexido.

O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), destacou os avanços induzidos pelo Bolsa Família e disse que ainda "há muito o que ser feito". "A miséria foi praticamente erradicada no Brasil durante estes 10 anos do Bolsa Família. Existem ainda questões a serem resolvidas, como os altos índices de analfabetismo e analfabetismo funcional no país, e eu tenho certeza de que o Bolsa Família é fundamental para se alcançar essas resoluções", disse ele.

Aparentemente, a presidente Dilma compactua com Rui Falcão e também quer o fim do Bolsa Família. A bancada petista deve se reunir novamente nas próximas semanas para discutir mais a fundo essas medidas.




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Arnaldo Süssekind  (Grupo Resistência Democrática) - Via Portal UOL

Estamos fortes e municiados para enfrentar o PT!


Caros amigos

A derrota, em qualquer situação, é dolorida. No entanto, devemos ter sempre em mente o ditado que diz:

“Mais vale a dor da derrota do que a vergonha de não ter lutado”!

Nós lutamos! E o fizemos muito bem! Chegamos muito perto do objetivo. Tão perto que até as teorias de fraude parecem plausíveis.

Cabe a quem de direito e a quem o direito exerce por fé e convicção questionar a Justiça sobre os indícios que julgarem procedentes. É um direito e um dever dos cidadãos.

Devemos, por outro lado, analisar, mesmo que superficialmente, a situação vigente após a disputa eleitoral e dela tirar as conclusões lógicas que favorecem a nossa causa, ou seja, “fazer do limão uma limonada”!

Perdemos o pleito, mas saímos dele fortalecidos, sem dúvidas!

Somos a metade do eleitorado brasileiro, ou mais, se contarmos com a dúvida das abstenções.

Representamos o Brasil que mais produz, o Brasil responsável pela maior parte dos recursos que, por intermédio de impostos escorchantes, sustentam o “Bolsa Esmola”, absurdo curral eleitoral do PT, usado para aterrorizar ignorantes, pobres coitados que, na maioria dos casos, nem sabem que estão sendo usados e que, se depender do Lula e seus asseclas, nunca se livrarão da condição de mendigos do governo!

Temos (até que enfim!) um incontestável líder político de oposição, o Senador Aécio Neves, fortalecido e prestigiado pelo nosso apoio e por suas impecáveis e honestas performances nos debates e nas entrevistas que compuseram a essência da campanha.

Estruturamos um Congresso em que o PT não tem o domínio que teve em outras legislaturas. Elegemos e reelegemos representantes combativos e convencidos de que a proposta do PT não serve para o Brasil.

Trouxemos de volta ao Congresso personagens de importância na política nacional, vitimados pelas traições da “metamorfose ambulante”, o Sr Lula da Silva.

Teremos, em 2015 e ainda em 2014, uma Casa Legislativa que sabe o quanto perderia de poder e prestígio se não tivesse derrubado, como o fez ontem à noite, o  Decreto 8243, da Política de Participação Social, verdadeira pá de cal sobre a criação dos “sovietes” brasileiros e primeira derrota do governo reeleito!

Podemos sentir, desde já, o repúdio dos congressistas à ideia de um plebiscito que venha a decidir sobre uma reforma política que contemplará, principalmente, os interesses castradores preconizados por Havana, capital do Foro de São Paulo!

Todos enxergam que o País está quebrado, que o mercado nacional e internacional não acredita na competência da Governanta Dilma, que o custo de vida vai decolar, que a inflação vai sair do controle – se já não saiu -, que os iludidos estão endividados e inadimplentes, que a Petrobrás está em ruínas, que o preço dos combustíveis vai disparar, enfim, que, a continuar esta situação, economicamente, a Argentina e a Venezuela, são o Brasil de amanhã!

E o mais importante: o mundo todo sabe, aí incluído grande parte do eleitorado petista, que a culpa do desastre anunciado é da incompetência e da irresponsabilidade do Partido dos Trabalhadores e do seu estúpido projeto bolivariano de poder!

Se somarmos o “Petrolão – Lava Jato” e o processamento das denúncias de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef a essas evidências de força (nossa) e de fraqueza (deles), podemos ainda sonhar com a possibilidade de “impeachment” da Governanta reeleita, enviando-a para cumprir pena na Papuda em companhia do seu mentor, Lula da Silva! Basta que a PF prove e que cobremos uma atitude coerente das lideranças decentes que elegemos e que instituímos durante a campanha eleitoral!

Nossa mais grave vulnerabilidade é a possibilidade de o Senado Federal não vetar a indicação para a Suprema Corte de Justiça de mais cinco Ministros alinhados com o projeto petista, o que colocará mais este poder nas mãos do Partido dos Trabalhadores. A nossa participação é essencial neste assunto. Cabe-nos não permitir que os nossos Senadores, sob a liderança de Aécio Neves, se omitam ou estejam desatentos à manobra que, certamente, será montada para engambelá-los!

Podemos, assim, concluir este texto reafirmando, com otimismo, que perdemos a eleição para o cargo de Presidente da República, mas saímos efetivamente fortalecidos e municiados para enfrentar os desafios do último mandato petista!

 
= Nenhuma ditadura serve para o Brasil =

Vitória de Pirro

Por Paulo Roberto Gotaç
 
O Brasil se transformou, ao fim de doze anos de governo petista, por força das deteriorações econômica, política e moral alcançadas, convergindo para um quadro de desconfianças mútuas, divisões profundas e instituições fragilizadas, em um cenário no qual, qualquer que fosse o lado vitorioso na recente disputa eleitoral, este teria obtido uma autêntica vitória de Pirro, aquela que leva o vencedor a afirmar que mais uma do tipo, certamente arruinaria de tal forma seu exército que não deveria aceitar cumprimentos pelo sucesso atual.

A sensação deixada após os resultados de 26/10 é que restou uma terra arrasada que exigirá, por parte dos vencedores, um esforço hercúleo no sentido de reativá-la e oxigená-la de modo a voltar a produzir resultados que melhorem a vida de seu povo e restaurem um clima mínimo de entusiasmo e confiança.

Haja poder de persuasão para, neste momento de carência de lideranças confiáveis, tornar possível  a concretização  de tais propósitos.

Durante seu tempo no poder, o PT, inicialmente uma esperança de saudáveis mudanças para a sociedade, falhou e usou do recurso  de comprar consciências, estabelecer clientelismos e aparelhar instituições, o que o nivelou a todos as agremiações que formam a vergonhosa sopa de letras da nossa matriz partidária.

O que será feito agora que ganhou mais quatro anos de poder para recuperar um país quase em estado cataléptico? Prendamos a respiração e aguardemos com ansiedade.


Fonte: Alerta Total


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Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Um dos trogloditas da Venezuela encarregados de descer o sarrafo no povo está no Brasil e firma “acordos” com o MST, com a anuência de Dilma e de Carvalho, o que não gosta da imprensa livre. Ah, sim: o cara é o ministro dos “movimentos sociais” daquele país, como Carvalhinho…


O jornalista Claudio Tognoli informa em seu blog que decidiu entrar no site do Ministério do Poder Popular para as Comunas da Venezuela, que é um dos aparelhos daquele país que organizam as milícias chavistas, aquelas que andaram matando estudantes e oposicionistas. E descobriu coisas interessantes.

Sabem quem está em visita oficial ao Brasil? Elías Jaua, que é um vice-presidente setorial (um cargo que existe por lá) do Desenvolvimento do Socialismo Territorial da Venezuela e titular do tal Ministério das Comunas. O governo bolivariano informa que, nesta terça, foi firmada uma série de acordos, em Guararema, entre o governo venezuelano e o MST nas áreas de treinamento e desenvolvimento da produtividade comunal. Vejam vídeo.


Segundo Jaua, os “acordos têm o objetivo de incrementar a troca de experiências e formação para fortalecer o que é fundamental numa revolução socialista, que é a formação da consciência e a organização do povo para defender suas conquistas e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista.”

Ah, bom!!! Eu nem sabia que havia uma revolução socialista em curso no Brasil. Agora sei.

Deu para entender por que Gilberto Carvalho quer tanto os conselhos populares? Eis aí: depois de o chavismo — agora nas mãos de Nicolás Mauduro — ter conduzido a Venezuela ao caos, chegou a hora de “trocar experiências” com o Brasil. Imaginem vocês se um líder de alguma ditadura de direita andasse por aqui a firmar convênios com grupos organizados da sociedade. Seria uma gritaria danada! Eu mesmo seria o primeiro a protestar. Mas, como se trata de uma ditadura de esquerda, bem, nesse caso, pode.

Quando se aponta a má intenção do Decreto 8.243, de Dilma, que será sepultado pelo Congresso, é evidente que não se trata de um delírio paranoico de reacionários, como quer fazer crer o sr. Carvalho. Nada disso! Atenção! A área dos chamados “movimentos sociais”, na qual se insere o MST, é da competência do ministro, e o troglodita venezuelano que veio para cá fazer proselitismo e acordos com o movimento certamente não está no país sem o seu estímulo e a concordância do governo Dilma.

Assim, o MST, um movimento fartamente financiado com dinheiro público, firma convênios obscuros — o que a Venezuela tem a lhe ensinar? — com um governo que mata seu próprio povo na rua. Vai ver os gloriosos seguidores de Stedile querem saber como é viver num país em que se racionam a comida e o papel higiênico.

É… faz sentido! Como entra menos, sai menos. Menos rango, menos consumo de papel. É uma piada!

A presença deste senhor no Brasil é a prova da falta de inocência do decreto do senhora Dilma Rousseff. Vai ser enterrado pelo Congresso. E, do modo como ela o quer, será enterrado quantas vezes for apresentado.

A Venezuela não é e não será aqui, represidenta!

PT precisa de um controle policial da sigla




As derrotas de Dilma no Congresso foram só o começo, até porque a oposição já mostrou que aprendeu a ser oposição. A avaliação é do colunista de VEJA Augusto Nunes, que comentou também sobre a insistência do PT em tentar censurar a mídia. No "Aqui entre Nós" com Joice Hasselmann, ele ainda fala sobre a aliança vitoriosa feita pelo PT nos presídios.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A derrubada do decreto da sovietização do Estado



Ontem a Câmara de Deputados aprovou decreto que extingue o famigerado decreto do Poder Executivo de número 8.243, que instituía a sovietização do Estado brasileiro. Uma grande notícia. A propositura irá agora ao Senado Federal para receber confirmação. Analiso aqui os impactos políticos da decisão.

Entenda o Decreto Bolivariano 8243



Ontem a noite foi derrubado na Câmara dos deputados em Brasília, numa sessão acalorada e repleta de pronunciamentos medíocres, o decreto nº 8243, de interesse do PT, PSOL e PCdoB, que criava os ‘soviets’, diabolicamente chamado de “democracia direta”.

Esse decreto tinha o objetivo de criar Conselhos Populares que seriam consultados sempre que houvesse necessidade de avaliação, formulação ou proposição de políticas públicas ou para solucionar conflitos sociais, dentre eles os conflitos fundiários agrários e urbanos.

Em outras palavras iria funcionar assim: você tem uma área, uma casa ou fazenda e essa sua propriedade é invadida, ou “ocupada”, como eles gostam de chamar as invasões de propriedades privadas. No lugar de você procurar a Justiça e pedir a reintegração de posse, você iria se reunir com os invasores, perante esse “Conselho Popular” e ele decidiria se você tem ou não direito de retirar os invasores. Decidiriam se a sua propriedade pode ser sua ou é de interesse social.

Simples assim.

No papel o objetivo era descrito como “fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”.

Mas o que seria “sociedade civil”? Bem, seria “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou seja, organizações dominadas pela esquerda, que não precisariam nem de um juiz para decidir. A Justiça nestes casos caberia a elas.

Bem, esse projeto bolivariano foi derrubado ontem, mas outros virão. O presidente do PT nacional, Rui Falcão, em sua primeira entrevista após a reeleição de Dilma, disse que vai voltar com o projeto de controle social da mídia, que nada mais é que censura.

Controle social será uma espécie desses conselhos populares, que decidirá quem e o que poderá ser informado ao cidadão.

Você acha que com essa ideias borbulhantes nas mentes desses aprendizes de ditadores, nós podemos descansar ou ficar comentando sobre culinária ou moda? De jeito algum, meus amigos. Como disse Thomaz Jefferson, “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Portanto, estejamos todos em vigília.

Dilma sofre primeira derrota na Câmara após ser reeleita



Dois dias depois da reeleição de Dilma Rousseff, a Câmara dos Deputados, por ampla maioria, foi realizada em votação simbólica, com encaminhamento de lideranças, derrubou o Decreto 8.243, o dos Conselhos Populares. O PT, o PSOL, o PCdoB e o PROS tentaram desesperadamente obstruir a votação do Decreto Legislativo 1.491, que derruba o de Dilma. Não conseguiram.

Sen Jarbas Vasconcelos sugere que candidatos ao STF assumam compromisso contra censura


Gilberto Carvalho, gente!, quer cuidar de nós. Credo! Ou: A última do santo inquisidor do stalinismo cristão


O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, continua dedicado a fazer o terceiro turno da eleição, embora o seu partido tenha vencido o segundo. Sabem qual é o problema? A ele, não basta vencer. Ele precisa destruir os adversários e quer a unanimidade. Enquanto a presidente Dilma fala em dialogar, ele continua interessado na guerra. Segundo este gigante do pensamento, “sem dúvida nenhuma, essa vitória de um projeto acabou significando a derrota daqueles que usam a mídia como panfleto, como semeadores do ódio e da divisão do país, o que felizmente não aconteceu”.

Para começo de conversa, não há um “projeto”, mas um poder consolidado.

Há, sim, gente que usa “a mídia como panfleto”, dedicada “a semear o ódio e a divisão do país”. São os blogs sujos financiados pelas estatais e os sites e publicações do esgoto, que servem ao governismo. Carvalho sabe quais são. É claro, no entanto, e ninguém é inocente, que ele estava se referindo à edição de VEJA de sexta passada — na terça desta semana, já era a maior venda em banca da revista em 12 anos.

A revista informou que, em seu depoimento, Alberto Youssef afirmou à Polícia Federal e ao Ministério Público que Dilma e Lula sabiam do esquema de roubalheira montado na Petrobras. No sábado, Folha e Estadão trouxeram a mesma informação. Curiosamente, só a VEJA, como diria o poeta, excitou a fúria dos algozes. Curiosamente, Carvalho concedeu uma entrevista ao UOL, do mesmo grupo que edita a Folha, atacando a VEJA.

Carvalho, só um homem bom, está muito preocupado com a credibilidade do que chama “mídia” e diz que a “liberdade de imprensa” é intocável. É bem verdade que se trata de um governo que distribui anúncios àqueles que considera amigos e os sonega quando os veículos de comunicação não corta as cabeças que eles pedem. Mas que não se confunda isso com autoritarismo. Disse esse grande filósofo do poder:

“Eu penso que em relação à mídia, não temos que tomar nenhuma atitude que mude de repente o cenário da mídia ou que fira a liberdade de imprensa. Ela é sagrada e tem que ser mantida. Eu prefiro devolver para a mídia a reflexão. A própria mídia tem que pensar no que aconteceu no Brasil, refletir sobre os excessos que aconteceram. Ou ela se autorregulamenta e entende o que é a participação democrática na mídia, ou cada vez mais a sua credibilidade vai pelo ralo”.

De saída, noto que Gilberto Carvalho faz de conta que, se ele quisesse, poderia tolher a liberdade de imprensa. Não pode. Está na Constituição. Não depende da boa-vontade dele.

Como Gilberto Carvalho é bom! Tão bom quanto um santo inquisidor que manda as pessoas para a fogueira para que elas reflitam sobre os seus pecados, enquanto ele, muito pio, encomenda a sua alma. Carvalho, o stalinista cristão, cobra uma autocrítica disso que ele chama “mídia”, como se ela fosse um bloco, como se ela fosse “monolítica” — para empregar a palavra que Dilma deve ter descoberto por esses dias, posto que ela a empregou nas entrevistas da Record, da Globo, da Band e do SBT.

Doce Gilberto Carvalho! Ele está preocupado com a nossa “credibilidade” e pretende que os veículos de comunicação se abram à “participação democrática”. O que será que isso quer dizer? Criar “conselhos de redação”, talvez, comandados pelo “povo” — o “povo do PT”, é claro?! Saibam que aquele famigerado Plano Nacional de Direitos Humanos trazia algo muito parecido com isso.

Com a imprensa que está aí, que Carvalho diz ser contra o PT, o partido obteve o quarto mandato consecutivo e já planeja o quinto. Com a imprensa que ele tem em mente, o PT nunca mais sairia do poder, e as opiniões divergentes seriam banidas. Reitero: ele está falando essa bobajada toda vencendo a eleição. Imaginem se tivesse perdido.

Não pensem que sua investida é irrelevante. Não é, não! Muita gente, a partir desta quinta, vai se empenhar em provar para Gilberto Carvalho que ele está errado. “Você também, Reinaldo?” Eu não! Estou me lixando! Ele não é meu juiz. Sendo quem é, tê-lo como um crítico severo do meu trabalho é, para mim, uma honra adicional. Eu jamais vou me esquecer que este senhor tentou jogar no colo do governo de São Paulo os protestos violentos de rua — até que eles passassem a varrer o país e caíssem no colo de Dilma — e até os rolezinhos, nos quais, segundo o valente, havia um confronto de classes e um confronto racial. Nunca vi tamanha irresponsabilidade política.

Gilberto Carvalho ser ministro de estado é um escárnio. Ele não tem serenidade para isso, embora fale com a mansidão dos inquisidores.

STF autoriza prisão domiciliar para José Dirceu


Ministro Luís Roberto Barroso confirmou a progressão de regime após mensaleiro ter abatido pena com trabalho e estudos

José Dirceu deixa o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), em Brasília (DF), em seu primeiro dia de trabalho no escritório de advocacia de José Gerardo Grossi
José Dirceu deixa o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), em Brasília (DF), em seu primeiro dia de trabalho 
no escritório de advocacia de José Gerardo Grossi (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo/Estadão Conteúdo)
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira que o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, possa cumprir o restante da pena de sete anos e 11 meses em regime domiciliar. Relator do processo do mensalão, Barroso confirmou o benefício ao mensaleiro pelo fato de o mensaleiro ter trabalhado e estudado na cadeia e, com isso, aberto caminho para o abatimento de parte dos dias da sentença. Ele permaneceu menos de um ano atrás das grades.

José Dirceu teria direito a progredir para o regime aberto apenas em março de 2015, mas os estudos na cadeia, os livros lidos e trabalhos tanto na Papuda quanto no escritório do criminalista José Gerardo Grossi deram a ele o direito de acelerar a migração para um regime mais benéfico. Como no Distrito Federal não há casas de albergado, estabelecimentos próprios para condenados a regime aberto, a Justiça garante aos detentos nessa condição que sejam beneficiados com prisão domiciliar.

Na próxima semana, Dirceu deve comparecer à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal para receber instruções sobre o cumprimento da pena em regime aberto. Para cumprir a pena em casa, o condenado deve, via de regra, assumir o compromisso de morar no endereço declarado e avisar qualquer mudança, permanecer recolhido das 21 horas até as 5 horas da manhã e ficar recluso nos domingos e feriados por período integral nos primeiros meses da pena.

Em maio, durante mais uma tentativa de desqualificar as condenações proferidas pelo STF no julgamento do mensalão, a defesa do ex-ministro da Casa Civil chegou a apresentar recurso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), acusando o Estado brasileiro de violação de direitos. O mensaleiro, condenado a sete anos e 11 meses pelo crime de corrupção ativa, pedia ainda que a Comissão recomendasse ao Brasil a realização de um novo julgamento para Dirceu, sob a alegação de que foi desrespeitado o princípio do duplo grau de jurisdição.

Separatismo é conversa de cretinos — não importa se vermelhos ou azuis


Essa conversa sobre separatismo no Brasil é asquerosa, é revoltante. Foi inventada por Lula, e, claro!, os porta-vozes do PT na imprensa logo aderiram à tese, atribuindo a adversários do PT o rancor separatista.

Ainda voltarei ao assunto, sim. Não! Não foram Norte e Nordeste que deram a vitória a Dilma porque há lá, se me desculpam a tautologia, muitos nortistas e nordestinos. A questão é de outra natureza: está relacionada à pobreza, que se concentra, como se sabe, no Norte e Nordeste do país — onde, de fato, está o maior número de pessoas atendidas pelo Bolsa Família. A questão é bem mais séria. Um programa social, que tem apenas o condão de tirar as pessoas da miséria e da indigência social e econômica, transformou-se numa máquina de produzir votos — e isso, sim, é imoral.

A população pobre, além de vítima das circunstâncias, não pode agora ser responsabilizada por um resultado eleitoral que eu também acho ruim para o Brasil. Vou escrever sobre tudo isso com mais vagar. De imediato, acho que é hora de a gente rechaçar essas teses de Nordeste contra Sudeste, não importa quem as advogue, sejam os petistas, obedecendo à orientação de Lula, sejam os seus adversários.

Aliás, Lula, ele mesmo, deveria ter vergonha de investir nessa história: afinal, é um nordestino que se tornou a maior liderança nacional no Sudeste. Durante um bom tempo, diga-se, ele despertava temores extremos justamente na população do… Nordeste!

Rebatam essa besteira. Esse negócio de falar em separatismo é um atentado à inteligência, ao bom senso e até à decência. Voltarei a esse assunto neste blog e falarei a respeito na minha coluna de amanhã, na Folha.

Quem fala em separar o Sudeste e o Sul do resto do Brasil, lamento!, não entendeu nada. Ao contrário: precisamos é somar esforços com os pobres do Brasil, do Nordeste ou não, para que eles se libertem da caridade que hoje os escraviza e os torna alvos fáceis do terrorismo de um partido político.

Dilma, não haverá reconciliação!


No seu discurso da vitória a presidente eleita Dilma Rousseff pregou a reconciliação dos brasileiros. Este vídeos é minha resposta direta: não haverá qualquer conciliação! A oposição será forte e sistemática. O momento é de enfrentamento e luta.

Pizzolato tem razão em ter medo


Dois dias depois de reeleita, “represidenta” sofre derrota histórica na Câmara, que rejeita decreto bolivariano sobre conselhos populares


Dois dias depois da reeleição de Dilma Rousseff, a Câmara dos Deputados, por ampla maioria — foi realizada em votação simbólica, com encaminhamento de lideranças — derrubou o decreto 8.243, o dos Conselhos Populares. Acompanhei a sessão. Voltarei ao assunto com mais detalhes. O PT, o PSOL, o PCdoB e o PROS tentaram desesperadamente obstruir a votação do Decreto Legislativo 1.491, que derruba o de Dilma. Não conseguiram.

Por mais que os governistas, alguns com discursos lastimáveis, tenham afirmado que não se trata de uma derrota de Dilma, a verdade evidente é que se trata, sim. Ela perdeu, e a democracia ganhou.

Não custa lembrar trechos do monstrengo dilmiano. O Artigo 1º do decreto estabelece: “Fica instituída a Política Nacional de Participação Social – PNPS, com o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. Sei… O Inciso II do Artigo 3º sustenta ainda que uma das diretrizes do PNPS é a “complementariedade, transversalidade e integração entre mecanismos e instâncias da democracia representativa, participativa e direta”.

Certo! Então os conselhos seriam uma forma de democracia direta, né? Só que é a democracia direta que se realiza à socapa, sem que ninguém saiba. Ou o “cidadão” decide fazer parte de algum “coletivo” ou “movimento social” ou não vai participar de coisa nenhuma. O texto tem o topete de definir o que é sociedade civil logo no Inciso I do Artigo 2º: “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou por outra: é sociedade civil tudo aquilo que o poder decidir que é; e não é o que ele decidir que não é.

Fim da propriedade privada
Como observei numa coluna na Folha, O “indivíduo” só aparece no decreto para que possa ser rebaixado diante dos “coletivos” e dos “movimentos sociais institucionalizados” e “não institucionalizados”, seja lá o que signifiquem uma coisa, a outra e o seu contrário. Poucos perceberam que o decreto institui uma “justiça paralela” por intermédio da “mesa de diálogo”, assim definida: “mecanismo de debate e de negociação com a participação dos setores da sociedade civil e do governo diretamente envolvidos no intuito de prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais”.

Ai, ai, ai… Como a Soberana já definiu o que é sociedade civil, poderíamos esperar na composição dessa mesa o “indivíduo” e os movimentos “institucionalizados” e “não institucionalizados”. Se a sua propriedade for invadida por um “coletivo”, por exemplo, você poderá participar, apenas como uma das partes, de uma “mesa de negociação” com os invasores e com aqueles outros “entes”. Antes que o juiz restabeleça o seu direito, garantido em lei, será preciso formar a tal “mesa”…

Isso tem história. No dia 19 de fevereiro, o ministro Gilberto Carvalho participou de um seminário sobre mediação de conflitos. Com todas as letras, atacou a Justiça por conceder liminares de reintegração de posse e censurou o estado brasileiro por cultivar o que chamou de “uma mentalidade que se posiciona claramente contra tudo aquilo que é insurgência”. Ou por outra: a insurgência lhe é bem-vinda. Parece que ele tem a ambição de manipulá-la como insuflador e como autoridade.

Vocês se lembram do “Programa Nacional-Socialista” dos Direitos Humanos, de dezembro de 2009? É aquele que, entre outros mimos, propunha mecanismos de censura à imprensa. Qual era o Objetivo Estratégico VI? Reproduzo trecho:

“a- Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade.
(…)
d- Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos (…) como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares (…)”

Dilma voltou à carga, resolveu dar uma banana para o Congresso e, em vez de projeto de lei, que pode ser emendado pelos parlamentares, mandou logo um decreto, que não pode ser emendado por ninguém.


Quebrou a cara. E olhem que isso aconteceu com a atual composição da Câmara. A da próxima legislatura é ainda mais inóspita ao governo. A democracia respira, sim, senhores! Se Dilma quer brincar com essas coisas, que vá para Caracas.

Dilma x Oposição: não haverá lua de mel



A resposta do senador Aloysio Nunes ao diálogo proposto por Dilma mostrou que os oposicionistas enfim aprenderam a fazer oposição.

Roda Viva - Eleição 2014



O Roda Viva desta segunda-feira (27) reuniu especialistas em política brasileira para debater o resultado da eleição presidencial.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

As rãs coaxam à procura do rei que foi descansar


Plebiscito ou referendo?




A presidente Dilma Rousseff colocou novamente em pauta a reforma política, sonho antigo do PT. Comento o tema aqui, prognosticando que não será aprovado nos termos dela pelo Congresso. Sinaliza que no segundo mandato Dilma Rousseff quer mobilizar as massas petistas, intensificando a ação direta.

A pergunta de um milhão que Dilma precisa responder já



A Dilma versão 2015 terá que ser melhor que a versão 2010. A semana começou sangrenta no mercado financeiro e enquanto a presidente reeleita não responder a grande pergunta dos setores econômicos a turbulência continua.

Dilma tenta roubar da oposição luta contra corrupção, na jogada para salvar políticos na Lava Jato

 
Um plano sórdido já está em execução para impedir que os processos da Operação Lava Jato atinjam políticos com direito ao absurdo foro privilegiado em ações criminais. A estratégia consiste em minimizar os efeitos das “colaborações premiadas” a serem firmadas por Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. A tática é simples: eles terão as penas diminuídas se pouparem alguns nomes mais poderosos e não fornecerem indícios materiais suficientes para condenar outros. Assim, o Supremo Tribunal Federal termina obrigado a absolver os implicados por falta de provas – como ocorreu em várias situações no caso do Mensalão.

Outra manobra fundamental para cortar o combustível da Lava Jato é protelar, o máximo possível, os desdobramentos judiciais do escândalo na mais alta Corte do Brasil. Quanto maior a previsível e programada protelação, menor fica a chance concreta de uma condenação exemplar de vários políticos poderosos. Assim, a mais indigesta pizza com sabor de corrupção começou a ser assada no infernal forno da impunidade oficial. A jogada nazicomunopetralha para não desestabilizar o novo-velho governo Dilma Rousseff consistirá em “roubar” da oposição o discurso e a prática de combate à corrupção e à impunidade.

A reeleita Dilma aproveitou suas entrevistas amestradas concedidas ontem às Redes Globo e Record para lançar sua encenação teatral de combate à corrupção e à impunidade. A evidente intenção de Dilma é se antecipar aos eventuais desgastes que seu governo sofreria com os desdobramentos pós-eleitorais dos processos da Operação Lava Jato. Politicamente, ficaria insuportável a apuração de crimes de lavagem de R$ 10 bilhões tungados direta ou indiretamente dos cofres públicos, na ligação capimunista de negociatas entre a Petrobras, empreiteiras e políticos poderosos. Agora, com Dilma assumindo a presidência do teatro, o espetáculo fica menos desgastante e perigoso para os amigos, aliados e parceiros.

Na Record, Dilma prometeu: “No que se refere ao escândalo da Petrobras, eu vou investigar. Não vai ficar pedra sobre pedra. Mas eu tenho uma indignação com o que fizeram na última semana desta campanha”. Dilma se referiu à reportagem de capa da revista Veja, na qual o doleiro Youssef teria denunciado à Justiça Federal que ela e Lula sabiam do esquema criminoso na Petrobras.

Na Globo, Dilma avisou que vai apurar tudo, e ainda defendeu a tese de que não sofrerá os efeitos negativos de uma instabilidade política: “Neste caso da Petrobras e em qualquer outro que apareça. Não vou deixar pedra sobre pedra. Vou investigar e não é aí apenas divulgando seletivamente informações. Eu vou fazer questão que a sociedade brasileira saiba de tudo. Eu não concordo que isso leva à crise. Acho que o que leva à crise no Brasil é as suposições, as ilações e as insinuações”.

Antes disso, Dilma tinha comentado no JN: “Eu não acredito em instabilidade política por se prender e condenar corruptos e corruptores. Eu acredito que o Brasil tem uma democracia forte e tem uma institucionalidade forte. Acho que a sociedade brasileira exige uma atitude que interrompa a sistemática impunidade que ocorreu nesse país ao longo da nossa história. E isso significa: doa a quem doer, se faça justiça. E fazer justiça nesse caso é punir. Se alguém errou, tem que ser punido. Esse fator não pode levar à instabilidade política. O que deve levar à instabilidade política é a manutenção na impunidade. Eu acho que o Brasil amadureceu nesses últimos doze anos. E eu, você pode ter certeza, eu não falei contra a corrupção e a impunidade só durante a eleição. Eu não só falei durante a eleição, como você pode ter certeza que eu farei o possível para colocar às claras o que aconteceu”.

Dilma ontem já deu um passo concreto nesta operação de prometida transparência. Em comunicado oficial ao nervoso mercado, a “Petrobras assinou contratos com duas empresas independentes especializadas em investigação, uma brasileira e outra americana, com o objetivo de apurar a natureza, extensão e impacto das ações que porventura tenham sido cometidas no contexto das alegações feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, bem como apurar fatos e circunstâncias correlatos que tenham impacto material sobre os negócios da companhia”.

Na prática, o plano consiste em pegar as empreiteiras como bode expiatório, obrigando-as a um acordo judicial que pague multas elevadas, supostamente ressarcindo prejuízos. Isto acontecerá como desdobramento dos julgamentos de ações que correm na 13ª Vara Federal de Curitiba, sob comando do juiz Sérgio Fernando Moro. O governo quer se aproveitar da mão pesada do “Homem de Gelo” e atingir, somente, as empresas que tenham levado e oferecido as vantagens ilícitas em contratos superfaturados.

Já o desdobramento político do escândalo, na visão do governo, deve ser contido no Supremo Tribunal Federal – que tem a função de julgar denúncias concretas de crimes ligados ao destino do dinheiro para políticos que detêm cargos públicos. O ministro Teori Zavascki, que cuida do caso, vai depender das explosivas delações a serem refeitas, confirmada ou não, por Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e outros menos votados. Se Costa e Yousseff minimizarem as denúncias, pegando apenas alguns políticos em desgraça para bodes expiatórios e poupando os tubarões maiores, repete-se a encenação do mensalão – cujos réus já estão tecnicamente soltos, exceto Marcos Valério (que preferiu não ganhar prêmio para delatar ninguém).     

Apesar do esforço cênico e cínico interno, só por milagre (ou por ameaças covardes e criminosas), a turma de Dilma conseguirá conter a detonação de novas denúncias contra a Petrobras. Nem com o prestígio da reeleição apertadinha Dilma tem condições de conter a ira de investidores internacionais da estatal – que apoiam investigações da Corte de Nova York e da Security Exchange Comission (a SEC, que fiscaliza o mercado de capitais nos EUA, onde a Petrobras negocia ações).

Desdobramentos internos dos quase certos processos no exterior, contra dirigentes e conselheiros atuais e passados da Petrobras – incluindo Dilma Rousseff – podem redundar em ameaça de processo de impeachment. Mas é muito baixa a probabilidade disto ocorrer. Dilma hoje tem plenas condições de conter a base aliada e coagir a “oposição” a não “jogar contra a governabilidade em um momento de grave crise” (o velho papo furado de sempre). Pedido de impeachment depende de denúncia do Procurador Geral da República e de aceitação do Congresso para abertura de processo. A chance disto ocorrer é baixíssima.

Resposta fácil


A futura equipe econômica de Dilma tem condições de resgatar a confiança do mercado?

A resposta é não – ainda mais se for confirmado que Aloísio Mercadante será o futuro ministro da Fazenda no lugar de Guido Mantega – que também acumula o cargo de presidente do Conselho de Administração da Petrobras...

Mercadante será o escolhido se o atual presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, não aceitar o convite para o poderoso cargo.

Recado nazicomunopetralha

Se alguém duvida, com a reeleição de Dilma, que estamos no caminho da Venezuela, basta dar uma olhada na página 3 do documento oficial do Partido dos Trabalhadores, datado de 2 e 3 e maio, como resolução de seu 14º Encontro:

“O que significa, programaticamente, um segundo mandato superior ao
primeiro? O que significa “continuar mudando” o Brasil? Responder a estas
perguntas exige lembrar que, tanto no Brasil quanto no conjunto da América Latina, continua posta a tarefa de superar a herança maldita cujas fontes são a ditadura militar, o desenvolvimentismo conservador e a devastação neoliberal. Esta herança maldita se materializa, hoje, em três dimensões principais: o domínio imperial norte-americano; a ditadura do capital financeiro e monopolista sobre a economia; e a lógica do Estado mínimo. Superar estas três dimensões da herança maldita é uma tarefa  simultaneamente nacional e regional, motivo pelo qual defendemos o  aprofundamento da soberania nacional, a aceleração e radicalização da integração latino-americana e caribenha, uma política externa que confronte os interesses dos Estados Unidos e seus aliados”.


Conclamação


Sob a bandeira da mudança, elegemos a continuidade e a repetição


Amanhã é um novo dia


Fora do Brasil Dilma é vista como uma presidente enfraquecida e mal educada


É AGORA QUE TUDO COMEÇA


Eram 20 horas do dia 26 quando os números da eleição presidencial me caíram diante dos olhos, saídos do éter e cercados das mesmas inconfiabilidades que caracterizam as pesquisas de intenção de voto. Mas desta vez eram números para valer. Dilma e o PT ganharam mais quatro anos para destruir o Brasil e o caráter da população brasileira.

Vieram-me à mente as palavras de Mateus 11, 21-22.

“Ai de ti, Corazim e ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que fiz nas vossas ruas tivessem sido praticados em Tiro e Sidom, há muito que o seu povo se teria arrependido com vergonha e humildade. Verdadeiramente, Tiro e Sidom estarão melhor do que vocês no dia do juízo!”

Elas são bem adequadas ao momento. Qualquer outro povo que tivesse, desde 2005, quando estourou o primeiro escândalo do governo Lula, conhecido o que o Brasil conheceu, sabido do que o Brasil ficou sabendo, contemplado o futuro que o Brasil contempla, sido fatiado em alas e conflitos como o Brasil foi, andado nas companhias com que o Brasil andou, feito os negócios que no Brasil se fizeram, perdido tudo que no Brasil se jogou fora, teria enxotado seu governo a votos na primeira oportunidade. O Brasil já perdeu a terceira. Se o que acontece nas nossas ruas ocorresse em país sério, seu povo se teria arrependido com vergonha e humildade. Ainda não chegou para nós o dia em que o Brasil tomará juízo.

Felizmente, metade da nação já despertou. A disputa começou muito mais desigual. Ao longo dos últimos meses, porém, o petismo, sem meias nem peias, que se julga dono do Brasil, foi produzindo o mais incômodo de seus resultados: o antipetismo consciente, crescente e comunicante, que se irá organizar porque exatamente aqui, onde o PT julga que tudo termina, é onde tudo começa. O que era disperso ganhará coesão.

Já que o PT preferiu dividir, dividido está. E o que foi dividido saberá unir-se. Em dois anos haverá novas eleições e, desta vez, os antipetistas sabemos quem esteve e quem está com quem. Isso o PT e o Congresso Nacional ficaram sabendo: metade do Brasil é antipetista. E todo parlamentar que não for assumidamente antipetista vá cantar na sua freguesia porque terá metade da nação contra si.


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Percival Puggina  é arquiteto, empresário, escritor, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, autor de “Crônicas contra o Totalitarismo”, “Cuba, a tragédia da utopia” e “Pombas e Gaviões”.

Durma bem, gigante

'Eis o resultado da Primavera Brasileira (...) Descansem em paz, revolucionários. Durma bem, senhor gigante' 
Eis o resultado da Primavera Brasileira. O famoso movimento de junho de 2013, que levou milhões às ruas e fez os entendidos afirmarem que a palavra de ordem nacional era “mudança”, acaba de dar o seu recado final: Dilma na cabeça. Descansem em paz, revolucionários. Durma bem, senhor gigante.

Claro que vão dizer que a votação apertada é consequência da tal Primavera Brasileira. O show tem que continuar. Na vida real, a novela é outra. Um levante nacional por mudança, sucedido por um escândalo obsceno no colo do governo, termina com a reeleição da presidente da República. Perguntem ao tesoureiro do PT, personagem do escândalo da Petrobras e da campanha de Dilma, o que ele acha desse movimento por mudança. Ele responderá que acha maravilhoso. Continuem mudando tudo, rogará o tesoureiro.

Os que não são sócios da elite vermelha, por favor, parem de falar que os brasileiros entraram em ebulição pela mudança. Não se viu nas manifestações de 2013 nenhuma crítica decente às trampolinagens do governo federal. Dilma e sua turma ainda zombaram da inteligência da opinião pública (eles sabem o que fazem), oferecendo um plebiscito imaginário para a reforma política — uma piada do Porta dos Fundos. Os revolucionários caíram na pegadinha e ficaram discutindo entre si o tal plebiscito — enquanto Dilma e seu pessoal foram cuidar da vida, porque têm mais o que fazer. Muito mais, como se percebe a cada nova surpresa fétida surgida do seio do Estado brasileiro.

E as urnas acabam de dizer aos companheiros: continuem! Prossigam a todo vapor com a tecnologia que deu ao Brasil o mensalão, o petrolão, a Rosemary, o Vaccari e grande elenco aloprado. Mesmo que o bando se regenerasse magicamente para o quarto mandato, não haveria jeito. A mediocridade e o fisiologismo estão no sangue.

Há 20 anos, o Brasil desistiu da malandragem. Agora, voltou decidido a ela, para continuar depenando a riqueza criada naquele estranho surto de responsabilidade. Reserve já seu lugar no futuro: filie-se ao partido dos coitados profissionais.


Dilma não vai fazer um governo de diálogo e de pacificação


Reinaldo Azevedo “nomeia” futuro Ministro da Fazenda



O colunista de VEJA Reinaldo Azevedo, no Aqui entre Nós com Joice Hasselmann, indicou o novo Ministro da Fazenda para substituir Guido Mantega e disse que, se Dilma quiser paz, tem que demitir Gilberto Carvalho

A luta continua!



Caros amigos, companheiros de ideais e de convicções.

Não será esta derrota que definirá o futuro das nossas convicções. O momento é de perplexidade e nos aconselha ter calma para reorganizar forças e argumentos.

Não são poucos os que pensam como nós e o nosso lado é o do Brasil que produz e que não depende de esmolas do governo, basta ver os estados onde a maioria está contra o PT. Eles venceram, mas não sem esforço e estão menos fortes do que há quatro anos.

Ainda há muita sujeira a rolar pelo esgoto aberto por eles e, quando a fedentina impregnar os pulmões de todos os brasileiros, até os oportunistas verão que foram enganados, que caíram numa arapuca e que o fundo do posso está muito próximo! O País está quebrado e eles não têm competência para administrar o caos que criaram. Todos vamos pagar por isto!

Nunca gostei de apelar para o “tapetão”, mas há tantos escândalos de corrupção e roubalheira a serem investigados, expostos à sociedade e à justiça que me surpreendo a pensar em “impeachment”! Afinal, por muito menos, o PT tirou o Collor do poder. Não seria injusto “trata-lo” com o mesmo remédio!

Finalizo este comentário com outro, muito equilibrado, que recebi de um experimentado Soldado brasileiro:

“Acredito que não deva haver precipitações em situações graves envolvendo questões políticas internas e externas de qualquer país. Do alto dos meus 84, ​como coronel reformado e ainda lúcido, creio ainda poder comentar determinadas teses. Em 1964 a postura do então presidente Jango era irregular e ameaçadora às instituições estabelecidas e o povo incentivando uma intervenção armada. Hoje a turma do PT age dentro da Lei. O governo da Dilma, apesar da roubalheira escandalosa, foi eleito democraticamente e está absolutamente legal. Não há como interferir sem um motivo justo, atirando e matando gente por aí sem uma base sólida e apoio da população. Se isso acontecesse até o povão ia ficar contra os militares. Pode ficar certo que as FF AA têm consciência de suas armas e do seu poder em usar a força quando necessários. Quando a situação assim o requerer pode ter a certeza que os militares das FF AA agirão em defesa da Pátria e das instituições. Por enquanto a situação tem que ser resolvida pelo voto universal ao alcance de todos os brasileiros. Depois… vamos ver como é que fica.”



= Nenhuma ditadura serve para o Brasil – Grupo Ternuma =