domingo, 19 de outubro de 2014

NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE


A partir de 1930, superados os tempos em que as divergências políticas se resolviam com a mão no sabre ou o dedo no gatilho, a política rio-grandense foi crescendo em civilidade. Eram fortes os confrontos entre PSD e PTB, entre Arena e MDB, entre PDS e PMDB, mas a convivência se mantinha em limites razoáveis.

Graças a isso, minha geração nunca presenciou um antipetebismo, um antipedessismo, um antiarenismo ou um antipeemedebismo. Daí uma certa surpresa com o surgimento do antipetismo, força política com inusitada disposição para agir, tanto no campo da produção intelectual quanto na militância de rua. Sobrepondo-se aos partidos, o antipetismo desempenhou papel decisivo na sucessão estadual gaúcha de 2002, definindo as surpreendentes oscilações que se observaram ao longo do processo eleitoral.

Todos os analistas que se debruçaram sobre aquele pleito, dentro e fora do PT, foram unânimes em sublinhar esse fenômeno. Tarso Genro, então derrotado, também atribuiu ao antipetismo o resultado da eleição. O cientista político Giusti Tavares qualificou tal dito como tautológico, equivalendo a dizer que o PT perdeu porque seu adversário ganhou.

Nestes dias, estamos assistindo o antipetismo surgir como força política dominante em diversas unidades da Federação. Foi ela que primeiro viu em Marina Silva uma possibilidade de interromper a hegemonia petista no pleito de outubro. Foi ela que, tão logo o petismo fez os estragos de costume na imagem da acreana, mudou-se para o Aécio Neves, produzindo a reviravolta contada pelas urnas do dia 5 deste mês. É ela que agora, no Rio Grande do Sul, se mobiliza para impedir a reeleição de Tarso Genro. É ela que, nacionalmente, motiva a ação da oposição mais visível ao governo Dilma exercida por intelectuais e jornalistas com acesso a alguns meios de comunicação. E é ela que proporciona uma intensa mobilização oposicionista de massa, cotidiana e diuturna nas redes sociais. O antipetismo encontrou nessa nova mídia, tão caseira quanto universal, uma ferramenta de difusão de informações, de ditos e contraditos, assumindo à conta própria, aquilo que a oposição político-partidária não consegue fazer.

O antipetismo, escrevi em artigo publicado no Correio do Povo em 27 de março de 2003, é a tempestade colhida pelos semeadores de ventos. Quem observou a conduta dos candidatos presidenciais nos debates da Bandeirantes e do SBT pode apreciar nas falas da presidente Dilma (e nas ensandecidas falas de Lula nos últimos dias) o modo de agir do petismo. Porque deixa de lado a ética, a verdade e o interesse nacional, essa conduta, com o tempo, concede ainda maior vigor aos que a ela e a seu partido se opõem. No coração do petismo se vai produzindo a lesão que, com o tempo, debilitará o partido e o levará à derrota.

Quantas e quantas vezes, nos últimos 12 anos, em artigos, vídeos e palestras, chamei a atenção para a descontinuidade entre o furor acusatório do PT contra o governo FHC e seu total desinteresse, após assumir o poder, em investigar aqueles a quem acusara! Assim é o petismo, sempre transformando mentiras e versões em verdades e fatos. Na oposição, bastam-lhe os danos causados pelas acusações que faz. No governo, bastam-lhe os dividendos do poder. Mas não há mal que sempre dure.


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Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Foro de São Paulo preocupado com AÉCIO NEVES

Se errarmos agora, talvez o país fique impossível de se consertar


Aécio Neves: de Minas para o Brasil


NÃO PODEMOS ESMORECER!


Nos anos 60 a 64, houve uma acirrada batalha ideológica no Brasil. A política era debatida no campo das ideias e o comunismo ganhava crescente espaço entre os estudantes. Entidades estaduais e nacionais eram disputadas palmo a palmo e constituíam imagem visível da Guerra-Fria. Lembro-me que, em fins de outubro, na sede do R.U. (Restaurante Universitário da UFRGS) as paredes se cobriam de cartazes e faixas comemorativos do aniversário da Revolução Bolchevique. Era o outubro vermelho da moçada que se deixara seduzir pelas arengas de Leonel Brizola, pelo sucesso dos rebeldes de Sierra Maestra e pelo amplo movimento internacional de solidariedade a Cuba (mal sabiam eles o que estava tendo início naquela infelicitada nação).

Em 1961 surgiu a POLOP (Organização Revolucionária Marxista Política Operária), como dissidência do PCB. Em 1962 foi constituída a organização intersindical CGT (Comando Geral dos Trabalhadores) e, no mesmo ano, nasceu a Ação Popular, aglutinando a esquerda cristã formada na JUC e na Ação Católica. Essas e outras organizações, depois de 1964, iriam para a clandestinidade e dariam origem à uma centena de movimentos e conciliábulos guerrilheiros e terroristas.

Algumas entidades que surgiram para produzir formação necessária à luta ideológica e cultural de resistência ao comunismo viveram poucos anos e deixaram má fama, acusadas de receber recursos financeiros de empresas norte-americanas e da CIA. Por outro lado, quando o governo Goulart caiu em 1964, acreditaram os defensores das liberdades democráticas que os perigos do comunismo estavam afastados e foram tratar da própria vida. Enquanto isso, nos bastidores, ano após ano, teve sequência o trabalho de infiltração e ocupação de espaços, de formação de quadros, de organização da massa; continuou o lento e sutil aparelhamento das instituições de ensino, das cátedras, dos cursos de formação para o magistério; desenvolveu-se a ocupação das redações dos veículos de comunicação, do ambiente cultural e dos seminários de formação religiosa. Assim, quando o país se redemocratizou, estávamos a um passo de dedo para que, em apenas cinco anos, um partido de massas como o PT já disputasse, com força, a presidência da República.

Desnecessário falar sobre os 12 anos de governo petista. Nós, que percebemos para onde ele vem conduzindo o Brasil, não devemos supor que uma possível derrota do governo nas urnas do dia 26 equivalha ao desmonte da máquina que está em operação no país, destruindo reputações, manipulando a sociedade, comprando votos e gerando violência. No governo, o PT desgoverna, na oposição, não deixa governar.


Portanto, precisamos unir forças e, sem esmorecimento, prosseguir trabalhando para informar e formar a consciência política da sociedade, dando vitalidade aos valores de uma sólida democracia constitucional. Sem democratas, tudo que se consegue é um arremedo de democracia. E as rãs de Esopo logo estarão pedindo um rei. Uma possível vitória oposicionista em 26 de outubro é apenas o começo de um trabalho que inicia com meio século de atraso.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Duelos prometem ser os melhores momentos da campanha deste ano lá e cá


Por que Sarney não amou um pouco mais o seu povo pobre e ignorante?


O cenário Aécio Neves


ESTADO, EDUCADOR MORAL?


Você lembra da frase símbolo do Fórum Social Mundial? Ela se espalhava pela cidade sempre que o evento ocorria aqui em Porto Alegre. "Um outro mundo é possível!", berravam, em tinta vermelha, os muros da capital. Outro mundo não é a mesma coisa que mundo melhor. Melhorá-lo, sim, claro, sempre. Ele será melhor com pessoas melhores, cultivando bons valores morais. Contudo, na visão dos discípulos de Marx e dos adoradores de Che que querem o tal outro mundo, é necessário destruir este e substituí-lo por algo ao seu gosto. Ou não? É daí e de nenhum outro lugar que procedem muitos dos males que bombardeiam a Civilização Ocidental e seus pilares.

No início deste mês, li excelente artigo assinado por Paulo Vasconcelos Jacobina. No texto, o autor, que é Procurador da República, combate o conceito infiltrado no ambiente intelectual de que não existe um "direito natural" aplicável ao ser humano e decorrente de sua natureza. O mundo pós-moderno, ao considerar tal ideia ultrapassada e intolerável, franqueia as portas ao relativismo moral, primogênito da pós-modernidade, cadeira de balanço das consciências sem rumo nem prumo. Segundo ele, nada, absolutamente nada se deduz do ser em relação ao seu dever ser. Será que os bons pais e mães que me leem concordarão com isso ao contemplarem sua amorosa função pedagógica para com os filhos? No entanto, esse mal ataca e prospera, conduzido pela letargia das consciências que, em vez de ajustarem os atos ao naturalmente bom e justo, conformam a lei aos seus atos.


Se não existir um Direito que se possa extrair da natureza do ser humano, tudo será segundo o que estiver legislado, sem que haja qualquer sentido em nos interrogarmos a respeito de seus fundamentos morais. É por isso que temos ouvido falar tanto em "empoderamento", neologismo parido na maternidade do relativismo moral, infectada pelos vícios que corroem a vida social. Empoderamento é aquisição de força para impor a lei. Ele está no cerne do debate político brasileiro nestes tempos de disputa eleitoral. É ele que explica, por exemplo, o famigerado Decreto Nº 8.243 (que cria os conselhos populares, ou sovietes, dentro da administração federal). É ele que explica, também, a ação de grupos que tentam tomar a laicidade do Estado pelo seu avesso, fazendo com que deixe de ser uma proteção dos cidadãos e suas crenças para convertê-la em escudo protetor do Estado contra as opiniões das pessoas. E o que é pior, como muito bem afirmou o autor mencionado acima, transformando o Estado em grande "educador moral", coisa que ele não é nem deve ser.

Não esperem!


HOMOETEROS


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Nós todos estamos de saco cheio com Lula, o PT e Dilma


A CASA CAIU


Sabe aqueles vídeos anunciados como contendo "cenas muitos fortes", tipo "tire as crianças de perto"? É com iguais cautelas que se deveriam abrir as matérias referentes às revelações feitas pelos dois mais famosos depoentes das últimas semanas, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa.

Quem se tenha dado ao trabalho de escutar o teor dos depoimentos deste último, disponível no YouTube, ouvirá dele que em três partidos políticos com sólida presença no Governo Federal e no Congresso Nacional se estruturaram organizações criminosas. Não que ele assim as qualifique. Não, em seu relato, Paulo Roberto Costa, o "Paulinho" de Lula, simplesmente entrega o serviço, contando, em tom monocórdio, como eram feitos os acertos e a repartição do botim das comissões entre o PT, o PMDB e o PP. Não preciso dizer qual dos três ficava com a parte do leão.

Este escândalo, tudo indica, transforma Marcos Valério em mero pivete e o Mensalão em coisa de amadores. No entorno da Petrobras circula tanto dinheiro quanto petróleo. E foi muito fácil aos profissionais da corrupção abastecer desses tanques contas bancárias que saíam - lavadas, passadas e empacotadas - da lavanderia de Youssef.

Vários anos decorrerão entre os achados de agora e o trânsito em julgado de quaisquer sentenças condenatórias. Isso significa que, muito embora os crimes em questão tenham sido praticados num ambiente político, seus efeitos eleitorais serão jogados para bem depois do pleito que agora se desenrola. Nós, cidadãos, devemos lamentar que seja assim. No entanto, se não temos como saber mais sobre os fatos e seus atores, podemos e devemos levar em conta a dança das cadeiras nos tribunais superiores em geral e no Supremo Tribunal Federal em particular. Será certamente ali, outra vez, que serão tomadas as decisões mais relevantes sobre estes casos.

O STF continuará se renovando e promovendo alterações na composição de seu quorum por aposentadoria dos atuais ministros. E aí se impõe a reflexão que quero trazer ao leitor destas linhas. As últimas indicações do governo petista para o STF têm deixado a desejar. Portanto, ainda que o julgamento definitivo vá ocorrer lá adiante, a continuidade da atual administração federal não atende aos anseios nacionais por justiça e combate à corrupção. É o que a história recente parece deixar bem claro.


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Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Mudar o mundo


Cadeia das Empreiteiras


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Memória Cívica: para você nunca mais esquecer em quem votou




Conheça a ferramenta de VEJA que vai transformar o seu voto de 2014 no mais importante da sua vida

NADA ESTÁ RESOLVIDO, AINDA


Nada está resolvido, exceto uma primeira lição aos arrogantes, aos que se julgam tutores da sociedade, pretendendo conduzi-la sob cabresto, como boiada, para as mangueiras de sua hegemonia e do totalitarismo que a acompanha.

Nada está resolvido, exceto que foi uma ilusão petista a ideia de que poderiam fazer no país o que bem entendessem. A sociedade, de modo bem consistente, deu muito mais votos à oposição do que ao governo, refletindo o que já se respirava nas ruas, oxigenando a consciência política nacional.

Ficou muito claro na voz das urnas que o governo petista, sob o ponto de vista eleitoral, só tem, como dividendos a receber, os lucros do coronelismo de Estado. O assistencialismo, elevado pelo PT à categoria das maiores realizações humanas, mantém a submissão dos carentes no ponto de calda para adoçar a vida do partido nas disputas eleitorais. E nada para elevar essa multidão a um patamar de dignidade superior.

Para o PT, estratégia eleitoral é a síntese da ação de governo. Em nome disso, tudo pode ser sacrificado, inclusive os cuidados com a estabilidade da moeda, com a moderação nos gastos públicos, com o desenvolvimento da economia segundo vetores sustentáveis. Para o PT, em já longa história recheada de exemplos, sempre valeu mais a versão do que o fato. Não é o discurso que deve convencer por sua consistência e congruência com a realidade, mas a repetição da versão com a intensidade necessária para obscurecer tudo mais.

Vem aí um segundo e definitivo turno. A nova rodada de embates, desta feita, será vis-à-vis. Tempos iguais. Olho no olho. A desproporção dos tempos de TV no primeiro turno serviu muito e bem à estratégia do PT. Em números redondos, para cada ataque de Marina a Dilma, Dilma contra-atacava sete vezes. A cada ataque de Aécio a Dilma, a presidente contra-atacava três vezes. Agora isso acabou. Retiram-se do cenário aqueles candidatos que, exceto por Marina Silva, ali só estavam buscando promoção a baixo custo. Mas ambos, Aécio e Dilma, terão por estratégia a sedução dos eleitores da acreana. Eles definirão o futuro quadriênio presidencial brasileiro. A própria Marina, preservando o compromisso de Eduardo Campos, já deixou claro que estará na oposição, trincheira que ocupou e do qual foi deslocada pela obstinada carga de cavalaria petista tão logo demonstrou que vinha para competir.

Os próximos dias serão dias para não mais esquecermos.


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Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Eleições: Deu Afta


Dilma Vs Aécio ??? 2015 Problemas vão explodir em cadeia


É hora de botar cabresto nos institutos de pesquisa


Contra 'o que está aí', Marina indica que pode apoiar Aécio no segundo turno


Marina Silva faz discurso após resultado do primeiro turnoMarina sinaliza apoio a Aécio — mas não vai sair barato

Ex-senadora não quis confirmar apoio ao candidato tucano, mas sinaliza que discutirá movimentar-se de forma 'coerente' com seu programa de governo

Em seus discursos pós-votação neste domingo, os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva fizeram um primeiro gesto na direção um do outro. Aécio disse que todos que puderem contribuir com seu projeto "serão muito bem-vindos". "Tenho enorme respeito pessoal pela ex-ministra e senadora Marina Silva", afirmou o presidenciável, que terminou o primeiro turno com 33% dos votos. Já Marina, em evento na capital paulista na noite deste domingo, lançou mão do 'marinês' para sinalizar que um apoio é possível, mas apenas se houver "coerência" com seu programa de governo. "Nossos partidos vão tomar uma decisão. Mas temos de ser coerentes com o sentimento de uma mudança qualificada. A sociedade brasileira está dizendo que não quer o que está ai", afirmou a ex-senadora, sugerindo que seu apoio terá um preço. "Vamos nos manter fiéis ao nosso programa", afirmou a senadora.

Marina ficou de fora da disputa presidencial após receber 21% dos votos neste domingo. Durante o discurso de encerramento do primeiro turno, voltou a se posicionar como líder da Rede Sustentabilidade, partido que não conseguiu cumprir todas as formalidades de criação a tempo de disputar as eleições deste ano. "Eu faço parte de um partido, ainda que seja um partido clandestino", disse Marina. Só depois ela mencionou a coligação, encabeçada pelo PSB, que lhe deu apoio na corrida presidencial: "Temos uma aliança com vários partidos e o que decidimos é que queremos tomar uma decisão conjunta. Que terá como base o nosso programa."

Emissários tucanos já se movimentam para abordar lideranças da Rede e do PSB. O economista Eduardo Giannetti, um dos principais conselheiros de Marina, já declarou apoio a Aécio. Outro "marineiro" que pode ajudar a costurar um entendimento com o PSDB é o deputado federal Walter Feldman, ex-tucano.

No PSB, a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, pode dar testemunho da amizade entre seu marido e Aécio, e abrir um palanque para o PSDB em Pernambuco — onde o candidato socialista, Paulo Câmara, venceu com 68% dos votos, e a própria Marina obteve a marca expressiva de 48%. Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina, e Márcio França, vice de Geraldo Alckmin, governador reeleito de São Paulo, são outros socialistas que devem advogar por uma aliança com o candidato tucano.

"Nossos eleitores não foram eleitores de voto útil, mas foram eleitores de um programa de governo. Nós vamos manter isso", disse Albuquerque ao site de VEJA. "Meu partido vai se reunir e nós vamos discutir isso para saber para onde vamos, mas, pessoalmente falando, eu teria muita dificuldade em votar numa candidatura que desferiu todo tipo de golpe contra nós, que é a candidatura da Dilma."

Presidente interino do PSB (e amigo de longa data do ex-presidente Lula), o pernambucano Roberto Amaral preferiu não se manifestar sobre os rumos do partido no segundo turno, mas deixou claro que as discussões começam imediatamente. "As pressões podem vir, mas quem vai decidir pelo PSB é o PSB, a partir de uma consulta que eu começo amanhã", disse.

O aceno de Aécio — Em sua coletiva à imprensa em Belo Horizonte, uma das primeiras frases proferidas pelo presidenciável tucano foi em homenagem a Eduardo Campos. Para o tucano, seu desempenho eleitoral na casa dos 33% revelou “números muito acima das melhores expectativas”. E ele emendou: "É hora de unirmos as forças. A minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político ou de um conjunto de alianças. É o sentimento mais puro de todos os brasileiros que ainda têm a capacidade de se indignar, mas principalmente a capacidade de sonhar. Vamos acreditar que é possível, como sempre acreditei, dar ao Brasil um governo que una decência e eficiência.” Sonhático. Ou quase.


NOTA PÚBLICA - ADCAP
Associação dos Profissionais dos Correios



Em 03/10/2014

A Associação dos Profissionais dos Correios - ADCAP, entidade sem fins lucrativos fundada em 20/12/1986, sem vinculação a qualquer partido político, em virtude das últimas notícias divulgadas acerca do aparelhamento político da ECT, vem a público manifestar o que se segue:

a) Nos últimos anos o aparelhamento político da ECT se acentuou com as mudanças introduzidas no Manual de Pessoal em 2011, que permitiram o acesso às funções técnicas e gerenciais por empregados e pessoas estranhas aos quadros de pessoal da Empresa sem a observância dos imperativos de competência técnica e capacidade gerencial;

b) Em decorrência dessas alterações, 18 (dezoito) dos 27 (vinte e sete) Diretores Regionais da ECT são filiados ao Partido dos Trabalhadores;
  
c) Além disso, muitas outras funções são ocupadas por critérios políticos nas Diretorias Regionais e na Administração Central da Empresa;

d) Como exemplos desse aparelhamento, registre-se que enquanto mais de 50.000 mil Carteiros labutam diariamente em condições muitas vezes desfavoráveis por uma remuneração mensal de cerca de R$ 1.500 (hum mil e quinhentos reais), outros Carteiros ligados à burocracia sindical e partidária ocupam elevadas funções em Brasília e nos diversos estados, alguns deles com remunerações superiores a R$ 20.000 (vinte mil reais);
  
e) O citado aparelhamento afeta também o Fundo de Pensão dos empregados dos Correios, o Postalis, frequentemente citado em notícias veiculadas pela imprensa contendo suspeitas de investimentos duvidosos e de operações fraudulentas;

f) O Postalis já acumula um déficit atuarial superior a R$ 2,2 bilhões em 2013/214, levando em breve a uma drástica redução dos salários e benefícios dos empregados e aposentados dos Correios e atingindo cerca de 500 mil pessoal, o que levou a ADCAP a solicitar à PREVIC, junto com outras entidades representativas de empregados, a intervenção no Postalis;

Diante do exposto, a ADCAP comunica que está avaliando as medidas judiciais cabíveis e que oportunamente se manifestará novamente sobre o assunto.
  
Atenciosamente,
Diretoria Executiva da ADCAP Nacional.

Carlinhos Vidente reafirma vitória de Aécio Neves 2014


domingo, 5 de outubro de 2014

Aécio Neves poderá ser o novo presidente da República




A derrota esmagadora do PT em São Paulo colocou Aécio Neves no segundo turno. São Paulo poderá dar a vitória a Aécio também no segundo turno, pois aqui ele poderá ter votação suficiente para compensar a perda nos colégios eleitorais cativos do bolsa-família, currais do PT.

Carta aberta ao senhor Senador e candidato à Presidência da República, AÉCIO NEVES DA CUNHA

Por Milton Simon Pires

Exmo.Sr.Senador Aécio Neves,

Ao cumprimentá-lo pela passagem para o segundo turno das eleições venho, representando os 14.000 membros do Grupo de Facebook Inglourious Doctor, declarar abertamente nosso apoio ao senhor numa campanha em que terá como adversário o “retrato do mal em si”.

Sabemos, senador Aécio, que muito mais do que o cargo para presidente, é o futuro das pessoas de bem que agora se encontra em jogo no Brasil. Desde 2003 estamos convivendo com os apóstolos da liberação das drogas, dos acordos com o narcotráfico, do aborto, do casamento gay e do alinhamento internacional com forças genocidas como a Al Qaeda, o Regime da Coréia do Norte, da China e do Estado Islâmico do Iraque e da Síria. Todas essas pessoas se reúnem sob a sigla PT (Partido dos Trabalhadores) – a mais corrupta, assassina, e estelionatária organização da história política brasileira que, sob as ordens do Foro de São Paulo, nos quer levar em direção ao regime cubano.
Senhor senador, há 20 anos sou médico, vi minha profissão ser destruída por colegas petistas que não tiveram dúvida em jogar nossa história na lata de lixo e pago hoje pessoalmente o preço de enfrentar essa gente aqui em Porto Alegre. Desde 2013 venho denuciando a farsa do Programa Mais Médicos e eu o tenho feito através do Blog Ataque Aberto, em artigos na Revista VEJA, no próprio grupo de facebook que acima mencionei, na primeira web radio conservadora do Brasil – a Rádio Vox – e na minha atividade diária.

Devo dizer ao senhor que há anos venho anulando meu voto mas que, devido à gravidade do panorama político, não tenho dúvidas agora em oferecê-lo ao senhor no segundo turno como já o fiz no primeiro. Jamais fui filiado a partido político algum e longe estou de aceitar as teses do PSDB bem como sua visão de poder como um todo, mas nada me resta a fazer senão subscrevê-los no sentindo de evitar a permanência no poder dos marginais petistas que estão destruindo nossa nação.

Comigo estão mais de 14.000 brasileiros que, comungando da mesma posição, acreditam na necessidade urgente de varrer do poder as forças que nos levam no caminho de uma ruptura constitucional completa, de uma crise econômica sem precedentes e de uma falência das nossas instituições.

Jamais em toda minha vida escrevi nada em benefício de político algum. Abro agora essa exceção, digna de mais um entre tantos milhões de brasileiros desesperados com o futuro que espera seus filhos, e despeço-me desejando ao senhor nossos melhores votos e a esperança da justa vitória.

Cordiais Saudações,
Dr.Milton Simon Pires – CREMERS 20958

Porto Alegre, 5 de outubro de 2014.


Aécio arranca e deixa 2º turno sem favorito


A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição e o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio NevesVotação do tucano, muito maior do que os institutos de pesquisa apontavam, sinaliza que o país deverá ter o segundo turno mais acirrado da história

Numa eleição marcada por uma reviravolta por semana, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, termina o primeiro turno com uma votação surpreendente. A partir desta segunda-feira, o tucano segue na disputa contra a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) numa eleição sem favoritos. Com mais de 90% das urnas apuradas, a petista tem 41% dos votos válidos e o tucano, 34%. Marina Silva tem 21%.

O resultado confirmou o enfraquecimento da candidatura de Marina Silva (PSB), que entrou na campanha como um furacão, mas sai dela com capital eleitoral similar ao que amealhou em 2010, quando marcou 19% nas urnas, ou quase 20 milhões de votos.

Ainda assim, o apoio da ex-senadora no segundo turno deve ser um fator decisivo no desfecho da disputa. Alvo da máquina de propaganda petista, que trabalhou à exaustão para desconstruir sua imagem, Marina é cortejada pelo PSDB. Já neste domingo, tucanos iniciaram conversas com dirigentes de sua campanha. Mas há obstáculos para que uma aliança se consolide. Marina pode se ver tentada a repetir a estratégia de 2010, quando se manteve neutra no segundo turno — e assim preservar seu discurso contra a “velha política”, tendo em vista a formação de seu partido, a Rede Sustentabilidade, que já reúne todos os requisitos formais para ser registrado.

Do lado do PSB, uma ala ligada ao PT, capitaneada pelo presidente interino da sigla, Roberto Amaral, pode também tentar barrar um acordo entre as duas candidaturas de oposição. Os tucanos, entretanto, apostam na memória da boa relação que Aécio tinha com o ex-governador Eduardo Campos, morto numa tragédia área em agosto. A viúva de Campos, Renata, deve ser uma interlocutora importante para que haja uma amarração. Há também alinhamento entre tucanos e pessebistas em Estados como São Paulo e Paraná.

Outros fatores podem influenciar na disputa: o apoio dos governadores eleitos, que disponibilizarão palanques vitoriosos na corrida local; a reação do mercado financeiro e a artilharia da máquina da propaganda petista – a repetição do terrorismo eleitoral que deu certo contra Marina espalhando boatos, por exemplo, sobre o fim do Bolsa Família se o PT perder a eleição.

O segundo turno ocorrerá no próximo dia 26 – até lá, Dilma e Aécio terão doze programas eleitorais na televisão com duração idêntica de dez minutos cada.



Fonte: Veja

A sociedade aguarda

Por Paulo Roberto Gotaç
 
De acordo com com o Art. 44. do seu estatuto, regulamentado por lei, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem por finalidade defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas, além de promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.

Diante da informação recentemente veiculada, dando conta de que a entidade negou a emissão da carteira representativa da classe a Joaquim Barbosa, é inevitável a perplexidade despertada pelos motivos que a levaram a assumir tal atitude.

Terá ele, Joaquim Barbosa, descumprido em algum momento a constituição?

Atacou ou tumultuou a ordem jurídica ou o Estado democrático de direito?

Agrediu de uma forma ou de outra os direitos humanos ou deixou de defender a justiça social?

Teria eventualmente aplicado mal as leis ou retardado sua aplicação?

Deixou em algum momento de melhorar a cultura e as instituições jurídicas?

Talvez, quem sabe, não tenha promovido suficientemente  a defesa, a seleção  e a disciplina dos advogados. 

Não é de conhecimento público, ao longo de sua carreira, qualquer uma de tais  transgressões.

A menos, portanto, que a direção do órgão se tenha baseado em algum caso omisso ou que tenha agido sob o impulso de um sentimento de revanchismo motivado pela sua atuação no processo do mensalão, o que é inadmissível, a sociedade, que sempre teve a OAB na mais alta consideração, aguarda com apreensão uma explicação para a decisão. 


Fonte: Alerta Total


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Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Influência dos movimentos populares murcha



Pesquisa Datafolha publicada ontem mostra subida de Aécio Neves. Marina começa a corrida embalada nos movimentos populares. Os movimentos apagaram e Marina também. Lobão e Augusto Nunes comentam.

Aécio no segundo turno




Todas as pesquisas indicam que haverá segundo turno nas eleições presidenciais e que o candidato Aécio Neves poder ser o escolhido para enfrentar novamente Dilma Roussef no segundo turno. O editorial de hoje do Estadão lista as razões para o eleitor preferir Aécio Neves a Dilma Rousseff e Marina Silva.

Os nossos novos Monarcas

Por Valmir Fonseca

Breve, brevíssimo, estaremos onde os incautos ambicionam, no fundo do poço.

Na história da humanidade, a maioria dos povos sempre amoldou - se como sobreviveria imersa na sanha de uns poucos, que sabedores de que a massa não vive, mas vegeta, assumem o poder sobre as submissas sociedades.

As sociedades, brancas, pretas, sabidas ou burras, licenciosas ou religiosas, têm como ponto comum a inércia e a inépcia.

Infelizmente, esta é a nossa história.

A massa humanoide se limita a ser mandada. Quem manda, não importa, basta que lhe brinde com algum pão e algum circo.

Nas ocasiões em que algum grupo revoltou - se, ele não representava a massa, porém algum grupo, que desejava assumir o poder e dar um basta nos abusos.

Quando isso aconteceu, em geral através das armas, os poderosos anteriores foram sumariamente anulados e um novo dono assumiu.

Assim, mudam - se os donos, mas o povinho permanece o mesmo, obediente, e seguindo a sua vidinha.

Em poucos dias, seremos mais ou muito mais comunistas. Contudo, o povinho nem sabe o que isto significa. Nem se importa.

Na prática, é como se tivéssemos enterrado as antigas monarquias, quando os herdeiros “eleitos” por um direito divino assumiam as rédeas do poder com a morte do seu falecido rei.

Tivemos os faraós, os aiatolás, os reis, os imperadores, os ditadores, os tiranos e qualquer tipo de mandante, conforme a nossa torta história humanística.

Ao povo, cabe a eterna obediência.

O comunismo, da mesma forma possui os seus herdeiros, e, por isso, adotado como o regime político de um país, só os membros privilegiados da família marxista é que serão os herdeiros do regime.

Tivemos o Lula, e depois o Lula, e depois a Dilma, em breve a Dilma ou talvez a Marina, e mais tarde o Lula, ou qualquer outro membro do partido, e assim será por centenas de anos.

O poder passa de pai para filho, seja de Marx, seja de Stalin, seja de Mao, de Fidel ou de Chávez.

O povo nem se importa, pois é submisso por sua própria natureza, tanto que na sua história admitiu que alguns nacionais eram abençoados por Deus para submetê-los aos seus desígnios.

Hoje, morto e enterrado o herdeiro de "sangue", preferem o herdeiro comunista, como se os privilegiados fossem abençoados pelo divino.

Embora ainda existam alguns idiotas como nós, que gostariam que a sociedade fosse mais esclarecida, lamentavelmente, os nativos brasileiros estão se lixando para a existência de padrões de moralidade ou de parâmetros, que julgam só poderiam prejudicar o seu doce modo de vida.

Hoje, o Brasil ocupa o topo como o pior em muitas coisas para o “orgulho nacional”. Somos o mais homicida, o mais corrupto, o mais licencioso, o mais drogado, o mais “social”, o mais carnavalesco, e o mais futebolístico.

Somos uma escória feliz, tanto que chafurdamos na lama, alegres e pernósticos. E, quando alguém fala em mudança, logo é amaldiçoado e repudiado.

Portanto, não espere um novo dia ou um novo rumo.

O povo não quer.

Quem sabe, não vai surgir um novo “grupo” para consertar as últimas décadas de incúria?


Fonte: Alerta Total


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Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada reformado.

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