sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Linchamento de uma jovem pela Imprensa


Não é muito raro que cidadãos comuns, presenciando um assalto, reajam contra o assaltante agredindo-o fisicamente. Sabem que o meliante, levado à delegacia, tem grande possibilidade de sair livre, leve e solto pela mesma porta por onde entrou. E sai, muitas vezes, antes mesmo de que o policial preencha os documentos relativos à sua captura. Ainda recentemente, o secretário de segurança do Rio Grande do Sul relatou a uma emissora de rádio que certo PM, num único turno de trabalho, prendeu duas vezes o mesmo bandido. Então, as pessoas, vez por outra, tratam de fazer justiça com as próprias mãos.

Sempre que isso ocorre, a imprensa nacional reage com justa indignação. Essa não é uma atitude civilizada! E não é mesmo. Impõe-se que a Justiça siga seu curso. Ainda que ela falhe, ainda que seja excessivamente branda, ainda que "a polícia prenda e a justiça solte", ainda que o bandido seja um indivíduo socialmente intolerável e irrecuperável, ainda que seus crimes se repitam indefinidamente, o "justiçamento" não pode ser tolerado. São severas as palavras da mídia, sempre que algo assim acontece. E têm que ser.

Há poucos dias, na Arena do Grêmio, um grupo de torcedores dirigiu palavras injuriosas ao goleiro do Santos. Chamavam-no de "macaco" e imitavam sons e movimentos simiescos. Vulgaridade, grosseria, estupidez. Entre esses torcedores havia uma jovem cuja imagem foi flagrada por câmera enquanto pronunciava, com nitidez que não gera dúvidas à leitura labial, as três sílabas da palavra macaco. Nos dias que se seguiram, a imagem dela injuriando o goleiro ocupou parte do noticiário nacional, capas de jornais e ganhou manchetes, numa reiteração cotidiana. A moça mereceu painel fotográfico, perfil biográfico, entrevistas com familiares, identificação minuciosa.

Junto com diversos torcedores, identificados uns, outros não, ela cometeu delito criminalmente tipificado como injúria racial (onde a característica racial da injúria é agravante). Correrá um processo, no qual certamente será condenada a pena branda, porque o delito não comporta mais do que reclusão de um a três anos, o que, ante a primariedade da ré, provavelmente será substituída por pena alternativa.

A questão é a seguinte: a imprensa, que tão pronta e justamente reprova a agressão a bandidos nas ruas, não percebeu o linchamento moral imposto à jovem, com a superexposição a que a submeteu? Foi desmedido e absurdo esse comportamento. Não, não foi sábio, nem prudente, nem judicioso. Antes das devidas sanções judiciais, a moça foi imediatamente penalizada com a despedida de seu emprego. Sua casa foi apedrejada. Seus familiares injuriados. Recebe ameaça de morte e precisa buscar abrigo e segurança.

Perdeu-se a noção de limites, bem ali onde se abrigam tantos árbitros dos limites alheios.



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Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+.

Suspeitas no acidente e morte de Eduardo Campos

Por José Ori Dolvin Dantas

Usei os seguintes argumentos para justificar que o acidente foi um atentado.

1 - Um jato executivo bimotor de porte médio fabricado em 2010 com 300 horas de voo é um avião novo!

2 - A aeronave estava com as inspeções gerais e periódicas previstas no programa de manutenção em dia.

3 - Equipado com sofisticados instrumentos de navegação que permitem pousos e decolagens em qualquer condição de tempo.

4 - Gravador de voz em pane? Difícil de engolir. Ou o CENIPA recebeu ordem para não divulgar o conteúdo do áudio ou o gravador foi danificado  durante o pernoite no pátio do aeroporto Santos Dumont.

5 - A voz do piloto no diálogo com a torre de controle e divulgada por uma emissora de TV logo após o acidente mostrava muita tranquilidade da tripulação, apesar da chuva e da pouca visibilidade durante os procedimentos de aproximação.

6 - Há fortes indícios de duas explosões: uma na cabine ou nas turbinas, o que fez o avião despencar; a outra, onde estavam os passageiros (motivo de os corpos terem sido totalmente esmigalhados). É tão evidente que houve esta explosão que não se achou, sequer, um pedaço de crânio, para se comparar fichas odontológicas a qualquer arcada dentária. Somente com o exame de DNA foi possível identificar o que sobrou de cada corpo.

7 - Algumas considerações: 
  • Se os pedaços da aeronave e partes significativas de corpos são encontrados em uma área extensa, pode-se afirmar que a explosão aconteceu ainda em voo. Foi o caso do atentado em 1988 ao Boeing 747 da PAN AM sobre a cidade escocesa de Lockerbie.
  • Se os pedaços da aeronave e partes significativas de corpos são encontrados concentrados em uma área, significa que a explosão aconteceu após a queda e foi ocasionada basicamente pelo combustível no momento do impacto com o chão.

8 - Neste acidente com o Cessna 560 XL, o que chama a atenção é a evidente desintegração de toda a fuselagem e o despedaçamento completo de todos os corpos.A única forma de justificar um cenário como esse é um impacto frontal da aeronave com uma parede em pleno voo (o que não aconteceu) ou uma explosão ocasionada por um artefato explosivo durante o impacto com o chão.Vejam que o noticiário mostrou que, antes da aeronave bater no solo, ela tocou na quina da cobertura de um prédio.

9 - Possivelmente foi nesse momento que a turbina foi arrancada e arremessada como um míssil para dentro de um apartamento próximo. Com certeza essa colisão diminuiu ainda mais sua velocidade. Então, de forma nenhuma podemos justificar o fator velocidade como causa do esmigalhamento dos corpos e estilhaçamento de toda a fuselagem. No acidente da TAM em Congonhas foram encontrados centenas de corpos queimados ou carbonizados, mas praticamente inteiros.

10 - Há indícios fortes de que as explosões aconteceram de dentro para fora da aeronave. Uma evidência comprovada é a porta desse ter sido encontrada longe do centro de gravidade do acidente.

11 - Dizer que acima de 8 “G” os corpos se desintegram é verdade, mas o avião estava subindo e manobrando. Caiu com velocidade muito aquém da velocidade cruzeiro.

12 - Neste voo estaria também a candidata Marina Silva. Acabaria qualquer possibilidade de haver o 2º turno e de o PT não vencer as próximas eleições. O tiro saiu pela culatra!

13 - Esta aeronave não foi guarnecida durante o seu pernoite nas instalações do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. O sabotador teve tempo mais que necessário para o seu intento.

Aécio Neves e Marina Silva que se cuidem! Celso Daniel e Toninho do PT que o digam...


Fonte: Alerta Total

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José Ori Dolvin Dantas, Coronel do Exército na reserva, é especialista em terrorismo e atentados terrorista.
Resumo dos principais cursos realizados:
  • Police Special Operations – SWAT- EUA;
  • Dignitary Protection – SWAT – EUA;
  • Chemical Agents Impact Munitions and Distraction Devices – SWAT – EUA;
  • Technical Intelligence – National Intelligence Academy – EUA;
  • Tolerância Zero – Universidade Metropolitana da Flórida – EUA;
  • Defense Planning and Resourse Management – National Defense University – EUA;
  • Avançado de Terrorismo e Contrainsurgência – National Defense University – EUA;
  • Understanding Terrorism and Terrorism Threat – University of Maryland – EUA;
  • International Human Rights Law: Prospects and Challenges – University of Duke – EUA;
  • Introduction to Human Behavioral Genetics – University of Minnesota – EUA:
  • Special Operations & Anti-terror Tactics – Israel;
  • Operaciones Tacticas Avanzadas (contraterrorismo) – Espanha;
  • Cours International de Criminologie – França;
  • Criminologia sob a ótica psicanalítica – Brasil;
  • Psicopedagogia (Especialização) – Como motivar a aprendizagem em instituições repressivas – Brasil;
  • Psicologia Comportamental (Mestrado) – Interpretação do suspeito pela linguagem do corpo – Brasil;
  • Logística de Transporte (Especialização) – Armazenamento, manuseio, transporte e distribuição de produtos perigosos – Brasil.

Pesquisas De Intenção De Voto Deixam Petistas Mais Otimistas


Pesquisas causam efeito Cinderela na campanha de Dilma


Aécio liga Marina a incerteza e diz que 'nova aventura não faria bem ao povo brasileiro'

Por Ricardo Chapola e Elizabeth Lopes

Em entrevista à rádio CBN, candidato tucano também tenta vincular adversária ao partido de Dilma e diz ser a 'mudança segura'

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, usou nesta quarta-feira, 3, o discurso do medo para atingir, numa tacada só, a presidente Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), ambas adversárias na disputa presidencial. O tucano voltou a ligar Marina à ideia de incerteza e aproveitou para atingir a petista, ao insinuar que o governo Dilma também foi uma “aventura”.

“O Brasil paga pela inexperiência da atual presidente da República, que ainda não tinha administrado nada e assumiu o governo brasileiro. Qual o preço disso? Inflação saindo do controle, recessão técnica na economia, uma perda enorme na credibilidade do País”, afirmou Aécio durante entrevista concedida ontem à rádio CBN, em São Paulo. “Uma nova aventura não faria bem ao brasileiro.”

Aécio passou a se valer mais desse discurso depois de ter perdido o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. A pesquisa Ibope publicada ontem aponta o tucano com 15%, contra 34% da candidata do PSB e 37% de Dilma.

Aécio repetiu as críticas já feitas a Marina, atacando-a pela falta de clareza em suas propostas e pelas “contradições” contidas em seu discurso. “A candidatura Marina tem as suas virtudes, e eu as respeito. Mas é uma candidatura que traz um conjunto de contradições muito grande. Ela fez toda sua história política no PT. Mas a Marina que hoje defende a política econômica do PSDB é a Marina que lá atrás votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou Aécio, ao cobrar clareza da adversária. “Chegou um momento de ela dizer com clareza o que significaria o seu governo.”

Repetitivo. Depois de insistir na crítica que tem feito desde a perda da segunda colocação nas pesquisas, Aécio voltou a dizer que sua candidatura representa uma “mudança segura”. Ele ainda aproveitou para voltar a criticar indiretamente Marina, ao acusá-la da falta de quadros no partido para colocar em prática as propostas apregoadas por ela em seu programa de governo. “Tenho certeza de que a mudança segura, a mudança qualificada, a mudança de valores é representada pela nossa candidatura. Nossa candidatura tem um projeto com começo, meio e fim, com aquilo que é essencial. E com quadros para implementá-lo”, afirmou. “Temos uma seleção brasileira pronta para entrar em campo.”

Mais tarde, em Santos, no litoral paulista, Aécio ainda teve fôlego para reforçar as críticas contra Marina e Dilma disparadas por ele anteriormente na entrevista à rádio CBN. “Estou convicto de que Dilma vai perder. Vejo a Marina com um conjunto de boas intenções, mas não consigo ver ali as condições adequadas para que a mudança que a grande maioria dos brasileiros espera aconteça”, disse o tucano durante uma breve coletiva de imprensa feita no centro da cidade litorânea.

A declaração foi dada pouco antes do que seria o início de uma caminhada pelo centro da cidade, que não aconteceu por causa de um tumulto provocado por equipes dos programas de humor Pânico e CQC, da Rede Bandeirantes.



PT Protagoniza Vexames Em Diversos Colégios Eleitorais


A grande pergunta


REALIDADE: 'Desabafo de uma brasileira' se espalha nas redes sociais e atinge milhões de pessoas



Um desabafo da consultora de vendas Maria Aluska, publicado pela mesma no site Facebook, tornou-se um viral e, republicado por dezenas de mídias, atingiu milhões de pessoas. Apenas no perfil de Aluska, mais de 100 mil pessoas compartilharam o desabafo.

Na gravação, Aluska critica e faz provocações a Lula e Dilma, comentando a situação atual do país, a saúde pública, a carga tributária, entre outros.

Programa De Marina Plagia Decreto De FHC De 2002


Dialética da covardia

Por Olavo de Carvalho

Duas ou três concessõezinhas oferecidas pela candidata à economia liberal, que no fundo em nada diferem daquelas feitas pelo primeiro mandato do sr. Lula, pouco significam em comparação com o fato de que o partido de Marina pertence ao Foro de São Paulo e, como tal, tem compromissos estratégicos internacionais.

Toda decisão covarde, quer se expresse por ação ou omissão, deixa no fundo da alma uma vergonha que, quanto menos reconhecida e confessada, mais exige rituais histéricos de compensação. Posta vergonhosamente em fuga por um golpe militar que não disparou um só tiro, a esquerda brasileira exibe até hoje os sintomas residuais do vexame enterrado, mas jamais completamente esquecido: daí sua compulsão incurável de exagerar hiperbolicamente os sofrimentos padecidos e a força ameaçadora do adversário, pintado sempre como um dragão voraz mesmo quando obviamente não passa de um cãozinho doméstico.

Exemplo típico é o historiador comunista Nelson Werneck Sodré, do qual escrevi em 2008 (v.http://www.olavodecarvalho.org/semana/080414dc.html) :

“Descrevendo no seu livro A Fúria de Calibã os horrores apocalípticos da perseguição a intelectuais logo após o golpe de 1964, que ele não hesita em nivelar ao que sucedeu na Alemanha de Hitler, acaba se traindo ao relatar que, naquele mesmo período, publicou não sei quantos livros, teve não sei quantas críticas favoráveis, algumas entusiásticas, foi brindado com alguns prêmios literários e no fim ainda recebeu uma homenagem no Instituto Brasileiro de História Militar, em cerimônia realizada na presença... do presidente da República, marechal Castelo Branco. Jamais um historiador consentiu em personificar tão escandalosamente um exemplum in contrarium da sua descrição geral dos fatos.”

Mas, evidentemente, Werneck não foi o único. A repressão foi tão violenta, tão avassaladora, que o período do governo militar (1964-1985) acabou sendo, segundo registros da Câmara Brasileira do Livro, o de maior prosperidade da indústria editorial esquerdista no país.

Paralelamente, jornalistas de esquerda dominavam as redações dos maiores jornais e eles próprios publicavam semanários “nanicos” nos quais falavam o diabo da “grande mídia burguesa”.

Intelectuais e artistas de esquerda imperavam também sobre as universidades e a indústria de espetáculos – tudo isso porque, coitadinhos, tinham sido banidos de toda atividade pública, como os dissidentes soviéticos ou cubanos. Nunca no mundo os perseguidos se refugiaram em catacumbas tão altas e vistosas.

Erik von Kuenhelt-Leddihn já ensinava que ninguém jamais entenderá a mentalidade esquerdista se não estudar muito bem o mecanismo do fingimento histérico.

Mas ninguém cairia vítima de uma neurose se dela não extraísse alguma vantagem secundária, algum lucro que pode ir muito além do mero reconforto psicológico postiço.

Exagerar o tamanho e a periculosidade do adversário dissemina entre os militantes um estado de alerta, instila neles um reflexo de autodefesa grupal que os predispõe a odiar o adversário mesmo e sobretudo quando nada sabem dele. Que partido revolucionário não precisa disso?

Quando uma compulsão neurótica se soma a um proveito objetivo, ficar cada vez mais neurótico se torna um modo de vida, uma “forma mentis” integral que acaba por absorver a personalidade inteira. Que mais pode desejar um revolucionário do que um uma engenharia cênica na qual fugir da realidade se transmuta num meio de agir sobre ela com alguma eficácia?

Dessa incongruência nasce uma segunda, também característica da mente revolucionária, que é o hábito de cantar vitória ao mesmo tempo que se imagina o adversário cada vez mais forte e indestrutível, principalmente quando este agoniza e esperneia no ar entre gemidos de impotência.

É assim que, no seu blog da "Carta Maior", o indefectível dr. Emir Sader, mais conhecido nos círculos reacionários como Marquês de Sader, explica a adesão dos liberais Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Rezende à candidatura Marina Silva como um truque maquiavélico da direita, prenúncio da restauração conservadora, quando ela é obviamente o oposto: a autodissolução de um corpo debilitado num corpo mais forte que, ao absorvê-lo, o extingue.

Duas ou três concessõezinhas oferecidas pela candidata à economia liberal, que no fundo em nada diferem daquelas feitas pelo primeiro mandato do sr. Lula, pouco significam em comparação com o fato de que o partido de Marina pertence ao Foro de São Paulo e, como tal, tem compromissos estratégicos internacionais que, no presente momento, seus aliados liberais não compreendem e nem sequer vislumbram, e que com toda a certeza prevalecerão, a longo prazo, sobre qualquer arranjo oportunista de campanha eleitoral.

Nada mais característico da debilidade direitista no Brasil, aliás, do que a pseudo-esperteza de aderir ao que não se pode vencer, receita de Maquiavel que, praticada pelo próprio inventor, só o levou de derrota em derrota até a completa humilhação final de ter de viver, na velhice, de um empreguinho chinfrim arrumado, num gesto de caridade, por um de seus velhos inimigos.

Maquiavel é o guru dos derrotados, sempre um derrotado ele próprio. Talvez por isso exerça tanta atração sobre quem não tem a mínima vocação para a vitória nem, por isso mesmo, como diria o sr. Lula, “nenhuma perspectiva de poder”.

Interpretando a debilidade como sinal de força, o Marquês de Sader, por seu lado, foge da realidade ao mesmo tempo que age sobre a mente da sua platéia com realismo exemplar: instigando nos fortes o medo do fraco para impeli-los a torná-lo mais fraco ainda.

Entre a dialética revolucionária e as astúcias teatrais do fingidor histérico, a semelhança não é jamais mera coincidência.

(Publicado no Diário do Comércio.)


"Parar de cair é uma vitória para Aécio"


PT E Governo Querem Misturar Gays E Evangélicos



REVISÃO DA LEI DA ANISTIA

Por Gen Bda Paulo Chagas

Caros amigos

O Procurador-Geral da República, Dr Rodrigo Janot, em Parecer enviado ao STF, no dia 28 de agosto de 2014, defende a revisão da interpretação atual da Lei da Anistia.

O Dr Janot, em aparente conluio com as raposeiras e estéreis investidas da Comissão Nacional da “Versão” contra a imagem do estamento militar brasileiro, defende que a Anistia não se aplica a crimes tipificados hoje como tortura, sequestro e desaparecimento forçado de opositores do regime militar.

O parecer referenda uma ação movida, desta feita, pelo PSOL, requerendo que o STF reexamine a validade da Lei para agentes que supostamente tenham praticado crimes com as características citadas.

O tema já foi definido pela Suprema Corte, em 2010, respondendo a arguição ajuizada pelo Conselho Federal da OAB, instituição que, hoje, é ensurdecedoramente silenciosa, conivente e cúmplice de sistemáticos ataques à democracia, como muito bem sublinhou, em recente artigo, o jornalista Rodrigo Constantino.

Para a silenciosa e omissa OAB, a Constituição de 1988 não havia recepcionado a extensão da Anistia aos agentes do Estado, teoricamente responsáveis por crimes contra os direitos humanos de pessoas coniventes ou acusadas da prática de terrorismo.

Para o STF, todavia, prevaleceu o entendimento de que a Lei de Anistia resultou do processo de abertura - lenta, gradual e segura - do regime militar, do debate entre o circunstancial autoritarismo e a sempre almejada democracia e que, portanto, a exclusão daqueles agentes públicos romperia com a boa fé dos atores sociais envolvidos no debate, e julgou improcedente a demanda.

O Parecer do Sr Procurador Geral da República, ao acolher nova investida, agora do “democrático” PSOL, deixa no ar um rastro de suspeição sobre o respeito funcional que deveria ter pela “boa fé dos atores sociais”.

A questão que se impõe agora é saber quanto à ética jurídica do STF ao rever sua própria decisão e proferir outro entendimento! Tudo dependerá, muito obviamente, de sobre quem recairá a nova relatoria. Se for sobre um dos seis novos ministros que aparelham a Suprema Corte, colocando-a a serviço de interesses ideológicos de partidos políticos revanchistas, sem criatividade ou argumentação construtiva, é de se esperar que a legitimidade e a coerência sejam os últimos dos argumentos a sensibilizar a maioria dos Senhores Ministros!

Apenas por simples razão de nexo, vale perguntar: Seria justo qualificar como ilegítima a declaração de inconstitucionalidade de uma norma já declarada constitucional pela mesma corte de última instância, sob a vigência da mesma constituição?

A lógica dos fatos diz, eloquentemente, que não!

A leitura do texto legal e a decisão vigente do STF não deixam qualquer dúvida de que TODOS, independente do lado em que atuaram, estão anistiados. Qualquer interpretação diferente desta é casuística.

O recente arquivamento do chamado “Caso Rio Centro”, em que vários militares foram denunciados por fato já prescrito, mostra que ainda há juízes em Berlim*, será que ainda os há na Suprema Corte?


= Nenhuma ditadura serve para o Brasil =
Grupo TERNUMA




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* A frase ainda há juízes em Berlim refere-se a um caso ocorrido na Prússia, em que um moleiro tinha o seu moinho perto do palácio do Rei, que, por isto, tentou removê-lo para longe. Como ele se negava a sair, o Rei o chamou para saber o porquê da sua resistência, ao que ele teria dito: “Ainda há juízes em Berlim”. Ou seja, ele entendia que, para a Justiça, não havia diferença entre ele e o Rei.

Contestar Marina é obrigação; recorrer ao preconceito religioso é uma boçalidade


Ninguém Pergunta Quem Será O Ministro Da Fazenda Se Marina For Eleita



Dilma fugiu de William Waack

Por Leonardo Correa
 
Sabendo que não teria condições de encarar a melhor artilharia política do jornalismo televisivo nacional, a candidata Dilma Rousseff fugiu da entrevista no Jornal da Globo (marcada para a madrugada do dia 03/09/2014).

William Waack e Christiane Pelajo – certamente – teriam deixado a "candidata-presidente" em maus lençóis. Mas, para não deixar que a fuga fosse total, o âncora e sua colega apresentaram aos telespectadores uma lista de perguntas contundentes que seriam feitas durante a entrevista. Vale a pena conferir:
  1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
  2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente, para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
  3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil no seu governo tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
  4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
  5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?
  6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?"

São questionamentos sérios, e, sem sombra de dúvidas, deixariam Dilma desequilibrada. Sublinhe-se que Waack não tem papas na língua. É um dos entrevistadores mais incisivos que temos, capaz de devastar qualquer afirmativa ilógica ou sem fundamento.

Mas, como reza o dito popular, quem cala consente. A negativa de participar da entrevista demonstra que a "candidata-presidente" não quer se expor, ou, pior, acredita que o povo não merece ouvir suas explicações.

Aliás, depois da entrevista de William Bonner (no Jornal Nacional) e de duas rodadas mornas de debates (na BAND e no SBT), a "candidata-presidente" dá sinais de fadiga. Seria sintomático, se não fosse indicativo, que, em dado momento no debate do SBT, Dilma tenha admitido: "É o nervosismo do debate, Nascimento".

Enfim, a candidata à reeleição não consegue debater, explicar ou seduzir. Seus votos, portanto, vêm apenas de uma base fiel do petismo. Ela não tem o "jogo de cintura" e o carisma de seu antecessor. Não consegue, sequer, esconder sua dureza, frieza e autoritarismo.

Detesta ser contrariada, e, justamente por isso, não consegue participar de entrevistas e debates. Marina Silva está deitando e rolando, e, enquanto isso, o candidato Tucano não dispara nenhum ataque contundente. Corre o risco, infelizmente, de perder as eleições sem levantar o tom de voz. Assim não dá! É cansativo viver em um país no qual se escolhe sempre o pior, apesar de alternativas melhores.



Filósofa diz que odeia a classe média e Lula dá risada e aplaude



A filosofa petista Marilene Chauí, declarou seu ódio à Classe Média na comemoração dos 10 anos de governo do PT. Em troca, recebeu o aplauso de Lula que, enquanto Marilene esbravejava seu desprezo pela imensa maioria dos brasileiros, gargalhava.

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Dilma Foge De Entrevista Em Emissora De Televisão


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O fenômeno Marina Silva


Na paisagem eleitoral, falta o porta-voz dos indignados com os fora da lei no poder


Dilma Rousseff perde o sono em dia de pesquisa e perde o controle dos nervosos em noite de debate. É compreensível que se apavore ao imaginar-se conversando com um jornalista independente. Ao escapar do encontro com o excelente William Waack, a fugitiva do Jornal da Globo poupou o cérebro baldio do colapso que seria inevitavelmente consumado pelas perguntas que aguardavam a entrevistada. Confiram: 
  1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
  2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
  3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
  4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
  5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de quinze anos. Por quê?
  6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?

O que há com Aécio Neves que até agora não formulou nenhuma dessas perguntas ─ claras, concisas e contundentes ─ em debates na TV ou no horário eleitoral? O que espera o terceiro colocado nas pesquisas (e em quda) para acrescentar à sequência de interrogações dezenas de outras amparadas no colosso de casos de polícia protagonizados pelo governo em decomposição? Por que não força a candidata à reeleição a afundar agarrada a respostas bisonhas e álibis mambembes? Para continuar sonhando com o segundo turno, Aécio deve gastar muito mais chumbo com a presidente sem rumo do que com Marina.  É Dilma a concorrente a ser batida.

A onda cavalgada por Marina parece exibir força e fôlego suficientes para alcançar a praia do Planalto. É na onda antipetista, de dimensões igualmente impressionantes, que Aécio Neves talvez consiga surfar. Aí reside a chance derradeira. O PT está cada vez mais grisalho e enrugado. Sumiu o Lula que instalava postes em qualquer gabinete. Quase todos os companheiros candidatos a governador estão mal no retrato. Alguns resfolegam na zona do rebaixamento. Em São Paulo, por exemplo, Alexandre Padilha, produzido e dirigido pelo chefe supremo, nem chegou aos dois dígitos.

Até agora, os milhões de indignados com os fora da lei no poder não têm porta-voz na temporada de caça ao voto. Nenhum candidato à Presidência ou a governos estaduais traduz o que vai pela mente e pela alma dos  humilhados e ofendidos por 12 anos de corrupção, descaramento, cinismo, inépcia, parcerias obscenas, cafajestagem, arrogância, agressões à liberdade e ao Estado Democrático de Direito, fora o resto.


Na paisagem eleitoral, falta o candidato da indignação. Talvez haja tempo para que Aécio Neves se transforme no que desde sempre deveria ter sido e não foi.

Disciplina


Oval Nacional - Obras aeroporto de Confins, ministros viajam e Marina Silva Metamorfose


Suplicy pagou passagem da namorada com dinheiro público, mas na campanha fala de honestidade


(Foto: Ucho Haddad)
(Foto: Ucho Haddad)
Face lenhosa – No Brasil, assim como em inúmeras partes do planeta, a política é o eterno exercício da mentira. Até porque, nove entre dez políticos creem na teoria esdrúxula de Joseph Goebbels, chefe da propaganda nazista, de que uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade.

Considerado pelo Partido dos Trabalhadores como um “aloprado” útil, que entra em cena quando a legenda enfrenta dificuldades enquanto permanece na mira dos adversários, Eduardo Suplicy, ao contrário do que diziam os “companheiros”, conseguiu legenda para tentar novo mandato no Senado Federal.

Suplicy protagonizou espetáculos pífios no Senado, como suas cantorias bizarras e a cueca vermelha que vestiu sobre a calça a pedido de Sabrina Sato, que à época integrava a equipe do humorístico “Pânico Na TV”. É verdade que o Senado da República já viveu dias melhores, principalmente nos quesitos conhecimento e capacidade dos parlamentares, mas é preciso que um senador, por mais imbecil que seja, saiba a importância da Câmara Alta no processo político e democrático. Mesmo que o rolo compressor do Palácio do Planalto seja acionado com frequência.

Na circense campanha que faz em São Paulo, na tentativa de cabalar votos entre os eleitores paulistas, Eduardo Suplicy é o segundo colocado nas pesquisas, atrás apenas do tucano José Serra, que deve conquistar a única vaga paulista no Senado que está em disputa.

Para convencer seu eleitorado, Suplicy adotou a estratégia de “vender” aos incautos sua honestidade. Tanto é assim, que seu material de campanha insiste em destacar a ética e o respeito que o senador petista devota ao dinheiro público.

É fato que cada um acredita naquilo que lhe convier, mas não se pode ignorar a realidade dos fatos, até porque honestidade na seara política é mercadoria raríssima. Apenas para desmontar o discurso oportunista de Suplicy, o senador usou parte da verba de seu gabinete para levar sua namorada a Paris. Descoberto, Eduardo Suplicy exibiu sua conhecida expressão de sonso e disse que devolveria o dinheiro aos cofres do Senado.

A devolução do dinheiro surrupiado do bolso do contribuinte não ilide o crime. É o mesmo que matar alguém a facada e diante da constatação do crime querer minimizar o estrago retirando a faca cravada no cadáver. Na ocasião, Suplicy alegou que desconhecia a proibição do uso do dinheiro público para tal fim.


Ora, se um senador da República desconhece as regras básicas da vida pública, começando pela moralidade, que deixe o cargo para quem sabe o que isso significa. A grande questão é como encontrar alguém no Brasil que saiba o significado de moralidade, uma vez que a extensa maioria dos políticos faz na vida pública aquilo que diariamente faz na privada.

Haddad, o “Selvagem da Bicicleta”. Ou: Ainda faltam 851 dias para a gente se livrar dele!


Dilma acusa Marina de ser igualzinha a Fernando Collor, que disputa a reeleição para o Senado com o apoio da acusadora


Depois de avisar que só é possível presidir o Brasil com o apoio da maioria do Congresso, o programa de Dilma Rousseff no horário eleitoral desta terça-feira descambou para o terrorismo de chanchada. A coligação que apoia Marina Silva, vaticinou o locutor, não conseguirá eleger uma bancada parlamentar suficientemente numerosa para garantir a aprovação dos planos e projetos do governo. Assim, a candidata do PSB pode até chegar à Presidência. Mas não chegará ao fim do mandato.


Especialista em mensagens oblíquas, o marqueteiro João Santana evocou dois exemplos para dar à conversa fiada ares de aula de  História e associar Marina Silva a um napoleão de hospício e a um colecionador de falcatruas. Segundo a peça eleitoreira, foi a falta de sustentação parlamentar que provocou tanto a renúncia de Jânio Quadros quanto o impeachment de Fernando Collor. Como atesta o vídeo, o primeiro apareceu com nome, sobrenome e fotografia. O segundo não deu as caras na tela.

O comercial do PT limitou-se a reproduzir a primeira página da Folha que noticia o desfecho da crise de 1992:  Vitória da Democracia: IMPEACHMENT!  Quem foi vencido pela democracia? Cadê o nome e a foto da vítima do impeachment? A resposta para as omissões escandalosas está na foto abaixo. Dilma e Collor hoje são bons amigos. Senador por Alagoas, o aventureiro despejado do Planalto pelo impeachment disputa a reeleição com o apoio ostensivo da presidente da República.

Resumo da ópera bufa: Dilma acusou Marina de ser igualzinha ao pecador que gostaria de manter no Senado. A esperteza vai acabar em tiro no pé. Mais um.


collor - dilma

O passado oculto de DILMA ROUSSEFF
BOLSONARO em defesa do General ENZO


Valores


Dilma, a grande derrotada da noite!


Comissão da Verdadeira História: Sequestro do embaixador americano



Participaram da ação: Franklin de Souza Martins (Waldir) - DI/GB; Cid Queiroz Benjamin (Vitor) - DI/GB; Fernando Paulo Nagle Gabeira (Honório) - DI/GB; Cláudio Torres da Silva (Pedro) - DI/GB; Sérgio Rubens de Araújo Torres (Rui ou Gusmão) - DI/GB; Antônio de Freitas Silva (Baiano) - DI/GB; Joaquim Câmara Ferreira (Toledo) - ALN; Virgílio Gomes da Silva (Jonas) - ALN; Manoel Cyrillo de Oliveira Netto (Sérgio) - ALN; Paulo de Tarso Venceslau (Geraldo) - ALN; Helena Bocayuva Khair (Mariana) - MR-8; Vera Silvia Araújo de Magalhães (Marta ou Dadá) - MR-8; João Lopes Salgado (Dino) - MR-8; José Sebastião Rios de Moura (Aníbal) - MR-8.


Defesa avalia reprimenda a Comandante Militar do Sul por incitar tropas a derrotarem “inimigos internos”

 
Perto de ser tirada do poder, a comandanta-em-chefa Dilma Rousseff sofreu a primeira demonstração pública de descontentamento com a situação nacional feita por um Oficial General de quatro estrelas, em serviço ativo, e no comando de um dos mais importantes cargos do nosso Exército. O Comandante Militar do Sul, General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, aproveitou um comentário no final da ordem do Dia do Comandante do Exército em 25 de agosto (Dia do Soldado), em Porto Alegre, para mandar um recado:

"Eu não poderia deixar de complementar a Ordem do Dia do Exmo Sr. Gen Peri. Dirijo-me aos meus Oficiais, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados, da ativa e da reserva. Ainda temos muitos inimigos internos que impedem o nosso caminho rumo ao progresso e à democracia. Mas se enganam aqueles que nos imaginam desprevenidos ou     despreparados. ELES QUE VENHAM!". No que a tropa, devidamente treinada, respondeu de bate pronto: "SERÃO DERROTADOS".

O recado militar ganha repercussão, circulando nos e-mails de generais da ativa e da reserva, com o título “Atenção à manobra”. As palavras do General Mourão foram ouvidas, na solenidade, pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General de Exército De Nardi. Desde ontem, no Ministério da Defesa, já se especula sobre uma “reprimenda ao General crítico” que o ministro Celso Amorim encomendaria ao Comandante do Exército, General Enzo Peri. No Palácio do Planalto, a recomendação é não colocar lenha no episódio para não fomentar o ambiente para uma crise militar em final de governo.

A mensagem do General Mourão foi interpretada como uma advertência direta à Comissão da Verdade e ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pela recente manifestação em defesa de uma reinterpretação, na prática, da Lei de Anistia de 1979, para adequá-la aos tratados internacionais do Brasil sobre direitos humanos. O jogral do General, mandando os inimigos virem, com a tropa respondendo que serão derrotados é uma prova direta da desmoralização final do governo do PT.

Em conversas reservadas, os militares já se preocupam, seriamente, com o novo governo que se desenha pela via da indução das pesquisas eleitorais. Nas Forças Armadas, uma eventual vitória de Marina Silva é vista como “um grande atraso, um retrocesso institucional” – na visão de vários oficiais generais da ativa. Mesmo que Marina, cautelosamente, já tenha repetido em entrevistas que não mexerá na Lei de Anistia, os militares a consideram “uma incógnita radical que pode acelerar a marcha do Brasil a uma hegemonia de esquerda autoritária e populista, pela via de conselhos populares e grupos de protesto organizados”.

No meio militar, a previsão é de um ano de 2015 com “crises de vários tipos”.

Done for you

O economista chefe do Itaú-Unibanco, Ilan Goldfajn, e o economista Caio Megale, assinam um paper a investidores internacionais, em inglês, advertindo que a “estratégia do comitê de política monetária do Banco Central do Brasil não contempla uma redução da taxa selic em um futuro próximo:

“No entanto, a inflação perto do limite superior da meta, aumentos adicionais dos preços administrados previstos para 2014 e 2015 e uma depreciação provável do real nos próximos trimestres parecem não deixar espaço para uma menor taxa de juros no futuro próximo, em nosso ponto de vista. Assim, mantemos o nosso apelo de que a taxa Selic será mantida em 11% até o final de 2015”.

O recado parece feito para você, investidor de fora, que deseja continuar faturando alto com os juros no Brasil...

Desgraça dos juros

O vice-presidente do Sinditêxtil-SP (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo), Francisco José Ferraroli dos Santos, acredita que, após o péssimo resultado do PIB, com recessão técnica, e o aumento da inflação, não há mais espaço para a utilização da política de juros altos, que foi mantida ontem pelo Copom do BC do B:

“Os juros altos são um remédio inútil contra a inflação, além de contribuírem para o enfraquecimento da economia nacional. Outros fatores agravantes desta situação são os impostos e taxas demasiadamente onerosos, inclusive incidentes sobre investimentos e folha de pagamentos; os fretes, cada vez mais atrasados e caros, majorados pela precariedade dos transportes e a burocracia exacerbada. Precisamos definir estratégias de longo prazo, desonerar efetivamente a produção, remover o controle artificial da inflação e oferecer ao mercado um cenário claro e transparente para estimular os investimentos produtivos”.

O triste é que nenhum dos candidatos à Presidência deixa clara a intenção de baixar os juros e mexer com rentabilidade dos bancos – grandes gargalos para a economia brasileira voltar a ser viável e produtiva para quem trabalha e investe...

Propaganda sem graça

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, na sessão desta quarta-feira, multar a presidente da Petrobras, Graça Foster, em R$ 212 mil, por propaganda veiculada pela estatal de economia mista dentro do período vedado pela lei eleitoral e com caráter eleitoral.

Graça Foster vai recorrer da decisão ao próprio TSE, com embargos declaratórios, contra a punição pela publicidade da Petrobras que tinha o seguinte texto:

"A gente faz tudo para evoluir sempre. Por isso, modernizamos nossas refinarias e hoje estamos fazendo uma gasolina com menos teor de enxofre. Um combustível com padrão internacional que já está nos postos do Brasil inteiro. Para levar o melhor para quem conta com a gente todos os dias: você".

Novidade

A multa máxima de 100 mil Ufirs foi aplicada à pessoa física da presidente da estatal e não à Petrobras.

Os ministros Luiz Fux, João Otávio Noronha e o presidente do TSE, Dias Tóffoli, concordaram com Gilmar Mendes que era preciso elevar o valor da multa, para que tivesse um “efeito educativo”.

Os ministros Admar Gonzaga, Luciana Lóssio e Maria Thereza até tentaram aliviar o valor para menos...

Quebradeira

 

Fuga global



Projeto torna hediondo crime praticado contra agente público


A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7043/14, do deputado Mendonça Prado (DEM-SE), que torna hediondo o homicídio praticado contra qualquer agente do Estado, tanto no exercício de suas funções quanto em razão de suas atividades. A proposta altera a Lei de Crimes Hediondos (8.072/90).

“Uma das formas que temos de cercear a sensação de impunidade vigente é combater a violência contra os agentes estatais, lembrando que são eles que atuam na vanguarda de proteção social”, argumenta Prado. “Já não aceitamos os ataques a aqueles que laboram incansavelmente para a proteção da sociedade”, afirma o autor.

Atualmente, são considerados hediondos os crimes de homicídio qualificado ou homicídio praticado por grupo de extermínio, de latrocínio, de extorsão qualificada, de extorsão mediante sequestro, de sequestro, de estupro, entre outros, todos esses devidamente tipificados no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), tentados ou consumados.

Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 3131/08, do Senado, que agrava as penas dos crimes cometidos por ou contra agente do Estado e foi rejeitado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. As propostas tramitam em regime de prioridade e ainda serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; e pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

Liberalismo ou Aeroportos!



Bate-papo na FGV organizado pelos alunos liberais, sobre o cenário político e econômico do Brasil.

Petistas querem, agora, de um lado, colar em Marina a pecha de “evangélica antigay” e, de outro, dar benefícios fiscais a… igrejas evangélicas. É o desespero!


Jovens desencantados


Dilma fugiu da entrevista do Jornal da Globo e as perguntas ficaram sem respostas


Oval Nacional - Ditadura na Globo, Marina Silva fashion e Lula


Por que será que Marina parou de crescer? Como é possível que, com a rejeição que tem, Dilma não caia? E Aécio joga seu futuro nos resultados de Minas Gerais.

Por  TVEJA



Amigas e amigos do blog, os esses temas que estão aí no título não são os únicos que Joice Hasselmann e eu debatemos no programa Aqui Entre Nós, de TVEJA.

Clique e veja a nossa conversa, sempre em tom informal.

E não perca amanhã, quinta-feira, às 20h30, ao vivo: o grande J. R. Guzzo, ex-diretor de Redação de VEJA por 15 anos e, hoje, articulista agudo, preciso e ferino da revista, estará abordando com Joice o atual cenário político.


Marina, a energia nuclear e os gays. Ou: Setores da imprensa criticam as bobagens menos relevantes da candidata do PSB…


Militarização


Discutindo o momento político brasileiro



Palestra realizada no dia 14 de agosto no seminário promovido pela  Westchester Financial Group em São Paulo.


O bicho vai pegar em quem?

Por Arnaldo Jabor

Marina pode ser o olho de um furacão que, claro, jamais conseguirá renovar a velha política sólida; mas ela pode criar um 'caos' na vida política.

O Brasil se move por acaso. Os rumos da História, se é que tem rumos, tendem a se enrolar em si mesmos e só fatos, traumas inesperados disparam a mutação. Que quer dizer essa frase? Que não são apenas as “relações de produção” que explicam nossa marcha, mas os detalhes, as ínfimas causas, as bobagens casuais e tragédias intempestivas fazem o Brasil andar.

Getúlio deu um tiro no peito e adiou a ditadura por dez anos. Jânio tomou um porre e pediu o boné, um micróbio entrou na barriga do Tancredo e mudou nossa vida, encarando o Sarney por cinco anos, o Collor foi eleito por sua pinta de galã renovador e acabou “impichado” por suas maracutaias. Roberto Jefferson mostrou sua carteirinha de corrupto, se denunciou junto com os mensaleiros e mudou a paisagem política. E agora Marina Silva pode ser presidente, em vez da Presidenta.

Com a população mal-informada em sua maioria (não falo dos miseráveis e analfabetos, mas de gente de terno e gravata) sobre as complexas questões da política e da economia, a emoção e a catarse movem o país.

Agora, estamos na expectativa; somos o país do eterno suspense: Marina vai ser eleita ou não? Será que o efeito “tragédia” vai se evaporar? A grande mudança seria, claro, a social-democracia apta a desfazer as boquinhas e os pavorosos erros com que o PT nos brindou. Aécio, se eleito, pode trazer a agenda correta. Mas, se Marina ganhar, teremos um outro tipo de mudança, uma virada para um “novo” desconhecido, uma virada psicológica e cultural inesperada. Não adianta analisar Marina com os instrumentos de análise costumeiros.

Agora em vez dos óbvios vexames do PT, estamos diante do mistério Marina.

Marina é “sonhática” ou não? Marina é populista? Marina é de esquerda ou não? Nada. No entanto, amigo leitor, Marina pode ser o olho de um furacão que, claro, jamais conseguirá renovar a velha política sólida; mas ela pode criar um “caos” na vida política. Talvez até um “caos progressista” pelo avesso. Que é isso que quero dizer? Marina pode vir a bagunçar mais a bagunça existente, mas poderá ser uma “bagunça crítica”, que pode trazer uma espécie de “destruição criadora” nesta zorra instalada.

Para falar em termos de “contradições negativas” que eles tanto amam, o caos que Lula, Dilma e o PT criaram na vida nacional pode ter sido o gatilho para uma revisão em busca de um modelo melhor. Se Marina vencer, será sabotada continuamente pelos vagabundos que se instalaram no Estado, será confrontada pelas barreiras fisiologistas dos parlamentares, talvez quebre a cara tentando. Mas, mesmo que fracasse, teremos um “caos mais moderno”, tirando do poder a velha cartilha regressista dos nossos bolivarianos. Mesmo que ela se perca na selva dos meliantes da política, não será mais irracional que os atuais governantes. O súbito surgimento inconcebível dessa moça da floresta e suas abstratas declarações são uma prova encarnada do delírio político do país. Com a queda do avião, houve uma grande reviravolta trágica que resultou em uma comédia de erros. Ninguém sabe o que vai nos acontecer.

Podemos decifrar, analisar, comprovar crimes ou roubos, mas nada se move, porque a maior realização deste governo foi justamente a desmontagem da Razão. Se bem que nunca antes nossos vícios ficaram tão explícitos, nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Já sabemos que a corrupção no país não é um “desvio” da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos e nas almas. O caudilhismo sindicalista de Lula serviu para entendermos melhor nossa deformação. Os comentaristas ficam desorientados diante do nada que os petistas criaram com o apoio do povo analfabeto. Os conceitos críticos como “democracia, respeito à lei, ética”, viraram insuficientes raciocínios contra um cinismo impune. Lula com seu carisma de operário sofredor nos decepcionou, revelando-se um narcisista egoísta e despreparado, enquanto o melhor governo que tivemos, do FHC, ficou no imaginário da população como um fracasso, movido pela campanha de difamação sistemática e pela babaquice dos tucanos que não se defenderam. Os petistas têm mania da ideologia da contramão. Fizeram tudo ao contrário do óbvio, movidos por uma ridícula utopia revolucionária, quando na realidade só fizeram avacalhar o país.

Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades fecundas como um adubo sagrado, belas como nossas matas, cachoeiras e flores. Ao menos, estamos mais alertas sobre a técnica do desgoverno que faz pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da terra, tudo como plano de aceleração do crescimento. Fizeram tudo para a reestatização da economia, incharam a máquina pública, invadiram as agências reguladoras, a Lei de Responsabilidade Fiscal, em busca de um getulismo tardio, com desprezo pelas reformas, horror pela administração e amor aos mecanismos de “controle” da sociedade, esta “massa atrasada” que somos nós. A esquerda psicótica continua fixada na ideia de “unidade”, de “centro”, ignorando a intrincada sociedade com bilhões de desejos e contradições. Acham que a complexidade é um complô contra eles, acham a circularidade inevitável da vida uma armação do neoliberalismo internacional.

Os petistas têm uma visão de mundo deturpada por conceitos acusatórios: luta de classes, vitimização, culpados e inocentes, traidores e traídos. Petistas só pensam no passado como vítimas ou no futuro como salvadores e heróis. O presente é ignorado, pois eles não têm reflexão crítica para entendê-lo. Reparem que Dilma na TV só fala do que “vai fazer”, se for eleita. Por que não fez antes, nos 12 anos da incompetência corrosiva? A solução é mentir: números falsos, contabilidade falsa. Antigamente, se mentia com bons álibis; hoje, as tramoias e as patranhas são deslavadas; não há mais respeito nem pela mentira. É isso aí, amigos, o bicho vai pegar. Em quem?



Dilma e Aécio fazem o certo e o esperado e questionam Marina. Ou: Debate não é baixaria