sábado, 9 de agosto de 2014

Por dentro do Jihad

Por Carlos I. S. Azambuja


Entre 1994 e 2000, Omar Nasiri trabalhou como agente secreto para os principais serviços externos de Inteligência da Europa - incluindo a DGSE (Direction Genérale de la Securité Exterieure), da França, e o MI5 e MI6, da Grã-bretanha. Do submundo das células islâmicas da Bélgica até os campos de treinamento do Afeganistão e as mesquitas radicais de Londres, ele arriscou a vida para derrotar a emergente rede global que o Ocidente viria a conhecer como Al-Qaeda.

Agora, pela primeira vez, em um livro editado pela Editora Record - "Por dentro do Jihad" - (1), Nasiri compartilha a história de sua vida - precariamente equilibrada entre o mundo dos jihadistasislâmicos e dos espiões que os perseguem. Como árabe e muçulmano, ele pôde infiltrar-se nos rigidamente controlados campos de treinamento afegãos, onde encontrou homens que mais tarde se tornariam os terroristas mais procurados da Terra: Ibn al-Sheikh al-Libi, Abu Zubayda e Abukhabab al-Masri. Enviado de volta à Europa, Nasiri tornou-se um intermediário de mensagens trocas entre o recrutador-chefe da Al-Qaeda no Paquistão e o clérigo radical de Londres, Abu Qatada.

Em suma, "Por dentro do Jihad" oferece uma perspectiva inteiramente original da batalha que se desenvolve contra a Al-Qaeda. Omar Nasiri, nome fictício, nasceu no Marrocos e atualmente vive na Alemanha.

Eis um trecho de "Por Dentro do Jihad":

"Em algumas noites (no Afeganistão) nós praticávamos tajwid (2) em outras estudávamos o Corão e a hadith, o conjunto de tradições estabelecidas pelas palavras e ações do profeta Maomé (...).

Nós aprendíamos muito todas as noites nessas aulas mas, acima de tudo, aprendíamos sobre as leis do jihad. Existem mais de 150 versos no Corão sobre o jihad e centenas de referências na hadith. (...) Foi somente quando cheguei a Khaldan (3) que comecei a aprender o que o Corão tinha realmente a dizer sobre o jihad.

Naturalmente, há muitos tipos diferentes de jihad. Existe o jihad interior, que é algo que todos os verdadeiros muçulmanos praticam constantemente. Existe o jihad da língua, que tem todos os tipos de forma. Pode significar o proselitismo, como eu vira no Tabligh (4). Ou pode significar manifestar-se politicamente, através de sermões ou protestos ou, até mesmo, de propaganda como o Al Ansar (5). Existe o jihad realizado por meio de ações, tais como fazer a peregrinação hajj (6) até Meca. Ou mesmo dando dinheiro para apoiar o jihad supremo, a kutila fi sabilillah. A guerra santa.

Nós falávamos quase que exclusivamente sobre esta última forma de jihad. Nós aprendemos todas as regras de combate. A força deve ser evitada, a menos que seja absolutamente necessária e, mesmo assim, deve ser empregada somente em proporção ao poderio do inimigo.

Mas, uma vez que a força torna-se necessária, ninguém pode fugir do seu dever. Se uma mulher do outro lado do mundo é estuprada ou tirada de sua família, todos os muçulmanos devem unir-se para lutar até que a injustiça seja corrigida. É uma exigência de Deus.

Antes de lutar, um irmão deve preparar-se. Primeiro, e acima de tudo, ele deve se preparar espiritualmente. Com fé, um exército pode derrotar um oponente dez vezes maior.

Outros tipos de preparação também são vitais. Um mujahid (7) deve estar moralmente preparado; ele deve evitar todos os pecados e purificar-se diante de Deus. Ele também deve preparar seu corpo e fortalecê-lo o máximo possível. E todo irmão deve aprender tudo o que conseguir sobre ciência e tecnologia, para que sua superioridade sobre o inimigo seja total.

Uma vez em combate, um mujahid deve obedecer leis muito rígidas. São proibidos o massacre de inocentes, a matança indiscriminada, a morte de mulheres e crianças, a mutilação dos cadáveres dos inimigos e a destruição de escolas, igrejas, fontes de água ou, até mesmo, campos e rebanhos. Ninguém deve ser assassinado enquanto está rezando, independentemente de as orações serem muçulmanas, cristãs, judaicas ou quaisquer outras.

Um mujahid deve lutar somente por Deus, não por ganhos materiais, não por política. Ele luta com a razão a seu lado e luta para servir à criação de Deus. Quanto mais profunda for sua fé em Deus, maior será sua capacidade de honrar a obra de Deus.

Os verdadeiros fiéis são aqueles cujas vidas Deus obteve em troca da promessa do paraíso. Eles não devem fugir da batalha, ainda que estejam diante da morte certa. Um homem que dá as costas aos infiéis e corre, diz o Corão, sujeitou-se, de fato, à severa punição de Deus e seu refúgio final é o fogo; quão abomináveis são o retorno e a destinação que o aguardam?

Fiquei surpreso ao aprender como são tão específicas as leis do jihad, muito mais do que quaisquer convenções sobre direitos humanos sonhadas no Ocidente. Na verdade, nossos professores repetiam para nós incontáveis vezes que esses princípios são os que diferenciam muçulmanos de não-muçulmanos. Os infiéis são aqueles que matam indiscriminadamente, sem lei. Eles destroem cidades inteiras, até mesmo populações inteiras. Eles bombardeiam igrejas, mesquitas e escolas.

Nós aprendemos sobre os ingleses e os franceses, que conquistaram povos em todo o mundo e roubaram as terras para suas colônias. Nós aprendemos sobre Hitler e seus campos de concentração. Aprendemos como os americanos tinham massacrado coreanos e vietnamitas. Aprendemos sobre Hiroshima, Nagasaki e os bombardeios em massa no final da Segunda Guerra Mundial. E, é claro, aprendemos sobre os horrores que os israelenses perpetraram na Palestina, mas isso todos nós já sabíamos. Os infiéis massacravam, bombardeavam e destruíam tudo em seu caminho. Eles eram uns animais.

Naturalmente, aprender tudo isso me faz pensar de novo a respeito do que eu sabia sobre a guerra na Argélia. O GIA fizera muitas das coisas proibidas na lei islâmica. Eles haviam matado civis, disparando até mesmo contra escolas inteiras. Mas, com o tempo, aprendi algo sobre as leis do jihad: há espaço. Há espaço dentro dos limites da lei para todos os tipos de interpretação.

Há espaço, particularmente na hora de definir quem são os inimigos e quem são os inocentes. Parece simples, é claro - os inimigos são aqueles com as armas. Entretanto, de acordo com as leis do jihad, a definição de "inimigo" pode ser expandida para incluir toda a cadeia de suprimentos: quem quer que apóie o inimigo com dinheiro ou armas, ou mesmo com comida ou água; até mesmo aqueles que dão apoio moral - jornalistas, por exemplo, que escrevem em defesa da causa do inimigo. Ms até onde, me perguntei, a cadeia de suprimentos vai? Até aquele que vota em um regime inimigo? E quanto àqueles que não escolhem um lado? Até onde vai?

Mulheres geralmente são consideradas inocentes; mas elas também podem ser o inimigo. Se uma mulher reza a Deus para proteger o marido, então ela não é um inimigo. Mas se reza a Deus para matar um muçulmano, então ela é. Com as crianças é parecido. Um menino pode ser perdoado por suas orações; ele é jovem demais para ser responsável por isso. Mas se ele leva comida, ou até mesmo uma mensagem, para um combatente inimigo, então se torna um inimigo.

Acabei compreendendo como, na mente de um extremista, quase todo o mundo pode tornar-se um inimigo".

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Notas:
(1) - Jihad - conceito essencial da religião islâmica. Pode ser entendido como uma luta de busca e conquista da fé perfeita. Ao contrário do que muitos pensam, jihad não significa "guerra santa"
(2) - Tajwid - Corão cantado
(3) - Kaldhan - um dos campos de treinamento no Afeganistão
(4) - Tabligh - grupo fundamentalista
(5) - Al Ansar - jornal do grupo radical muçulmano GIA, da Argélia
(6) - Hajj - Denominação dada pelos muçulmanos à peregrinação à cidade santa de Meca
(7) - Mujahid - muçulmano envolvido no que ele considera ser uma jihad



Entre 1994 e 2000, Omar Nasiri trabalhou como agente secreto para os principais serviços externos de Inteligência da Europa - incluindo a DGSE (Direction Genérale de la Securité Exterieure), da França, e o MI5 e MI6, da Grã-bretanha. Do submundo das células islâmicas da Bélgica até os campos de treinamento do Afeganistão e as mesquitas radicais de Londres, ele arriscou a vida para derrotar a emergente rede global que o Ocidente viria a conhecer como Al-Qaeda.

Agora, pela primeira vez, em um livro editado pela Editora Record - "Por dentro do Jihad" - (1), Nasiri compartilha a história de sua vida - precariamente equilibrada entre o mundo dos jihadistas islâmicos e dos espiões que os perseguem. Como árabe e muçulmano, ele pôde se infiltrar nos rigidamente controlados campos de treinamento afegãos, onde encontrou homens que mais tarde se tornariam os terroristas mais procurados da Terra: Ibn al-Sheikh al-Libi, Abu Zubayda e Abukhabab al-Masri. Enviado de volta à Europa, Nasiri tornou-se um intermediário de mensagens trocas entre o recrutador-chefe da Al-Qaeda no Paquistão e o clérigo radical de Londres, Abu Qatada. 

Em suma, "Por dentro do Jihad" oferece uma perspectiva inteiramente original da batalha que se desenvolve contra a Al-Qaeda. Omar Nasiri, nome fictício, nasceu no Marrocos e atualmente vive na Alemanha.
Eis mais um trecho de "Por Dentro do Jihad":

“Em Durunta (um dos centros de treinamento de guerrilheiros internacionalistas no Afeganistão), começamos o treinamento com explosivos. Havia uma espécie de sala de aula em um dos alojamentos e Assad Allah escrevia fórmulas no quadro negro ou fazia demonstrações em uma grande mesa. Antes de mais nada, ele nos ensinou procedimentos de segurança. Passamos dias nisso, memorizando as temperaturas e umidades adequadas para a estocagem de diferentes componentes e aprendendo sobre os vários equipamentos de segurança – luvas, máscaras contra gazes, óculos – a serem usados com inúmeros produtos químicos e explosivos, Assad Allah também ensinou o que fazer se alguma experiência desse errado.

Ele não se cansava de dar o mesmo aviso:

Vocês têm um visto e devem trazê-lo todos os dias à aula. Mas eu posso tirar o visto a qualquer momento. Se vocês violarem os procedimentos de segurança, eu os mandarei para casa imediatamente. Nós sabíamos que ele não estava brincando.

Nós ficávamos no laboratório ou na sala de aula todos os dias pro cerca de 10 horas. Só parávamos para comer e fazer a salat (1). Trabalhávamos com química e matemática bastante complicadas e tínhamos que ter extrema concentração. Aprendemos a fazer todos os explosivos a partir do zero, Essa era a idéia: para onde quer que fôssemos, nós não teríamos acesso a explosivos de categoria militar ou material industrial. Nós teríamos que nos virar com o que conseguíssemos encontrar.

Aprendemos a fazer as mais diferentes coisas: pólvora, RDX, tetril, TNT, dinamite, C2, C3, C4, Semtex, nitroglicerina e daí por diante. Aprendemos a fazer cada um com produtos que poderíamos encontrar em lojas ou roubar de laboratórios escolares. Xarope de milho, tintura para cabelo, limões, lápis, açucar, café, sal de Epsom, naftalina, baterias, fósforos, tintas, produtos de limpeza, água sanitária, fluido de freios, fertilizantes, areia. Cada um desses contém componentes de diferentes tipos de materiais explosivos. Aprendemos como decompor esses produtos e como transformá-los em bombas. Eu até mesmo aprendi como fazer uma bomba com a minha própria urina.

Nós testávamos os explosivos perto de algumas ruínas na extremidade do campo. Quase sempre usávamos quantidades muito pequenas, mas medíamos a velocidade da explosão para calcular quais seriam os efeitos com cargas maiores. Falamos como e quando usar diferentes tipos de explosivos. Aprendemos quais materiais deveríamos utilizar para explodir um trem, quanto de explosivos precisaríamos e como posicioná-lo nos trilhos para obter o máximo de impacto. Aprendemos a explodir carros e prédios.

Falávamos bastante sobre aviões. Estes eram difíceis de explodir devido à segurança nos aeroportos. Ficamos sabendo que Semtex era o mais fácil de levar à bordo, por ser quase impossível de detectar. Mas o Semtex era difícil de se obter, Assad Allah lembrava-nos. Também aprendemos sobre explosivos líquidos.

Fazíamos anotações sobre tudo nos cadernos pequenos que ganhamos no campo. Mas, no fim, eles esperavam que soubéssemos tudo de cor. Quando chegasse a hora de usar os explosivos, nós não teríamos um manual diante de nós. Assim, passávamos pelas fórmulas infindáveis vezes até conseguirmos repeti-las durante o sono. E Assad Allah nos submetia a provas todos os domingos, para se assegurar que havíamos aprendido.

Certa ocasião, Assad Allah falou sobre um incidente que ocorrera durante seu próprio treinamento em explosivos. O seu grupo estava aprendendo a fazer nitroglicerina e um dos irmãos não prestava atenção. Ele deixou os materiais esquentaram mais do que o permitido. Felizmente, o instrutor viu o termômetro bem a tempo de evitar que os materiais explodissem. Havia mais 7 pessoas no laboratório e todas poderiam ter morrido.

- Vai explodir! – ele gritou para o irmão.

Havia uma pia cheia de gelo bem ao lado do recruta e ele deveria ter jogado o material ali para esfriar. Mas, em vez disso, ele correu para a porta com a bomba-relógio líquida nas mãos. Assim que saiu, a mistura explodiu. A explosão arrancou os dois braços na hora e destruiu um dos olhos.

- O irmão sobreviveu? – perguntei.

- Sim – Assad Allah responde – Ele vive agora em Londres e prega nas mesquitas. Seu nome é Abu Hamza.

Na época eu não tinha idéia de quem era esse homem e nem a importância que ele viria a ter em minha vida.

Um dia, Abdul Kerim e eu entramos em uma mesquita e vimos alguém pendurado nas vigas pelos tornozelos. Seus olhos estavam vendados e ele gritava. Havia vários irmãos parados ao redor. Eles gritavam com o prisioneiro e um apontava uma arma para a sua cabeça.

Senti calafrios. É isso que fazem com espiões, pensei. Isso é o que vai acontecer comigo, se eu for pego. Meu estômago revirou, mas não tive muito tempo para pensar nisso porque Abu Mousa veio por trás e nos tirou da mesquita.

- O que está acontecendo? – perguntei.

- Eles são do outro campo – falou. – Um dos irmãos vai numa missão. Os outros estão preparando-o para o interrogatório, no caso de ser pego. Não sabemos o que ele vai dizer. Ele pode revelar alguma coisa sobre sua missão e vocês não devem saber nada sobre ela..

Ele deve ter percebido nossa decepção e, logo depois, passou a ler um livro, em voz alta, escrito em árabe, sobre interrogatórios. Desde as primeiras frases o livro era fascinante, e incrivelmente detalhado. Começava listando os diferentes estágios de um interrogatório: da prisão, passando pelas perguntas iniciais, até as ameaças e a tortura. E, aí, vinha a série de todas as diferentes coisas que os interrogadores poderiam fazer: pendurá-lo de cabeça para baixo em sua cela, espancá-lo com as mãos, cassetetes ou fios elétricos, deixá-lo nu por vários dias, arrancar as unhas, queimar a pele com cigarros ou fogo, atacá-lo com cães, acertá-lo na virilha ou dar choques nos genitais. A lista não tinha fim e Abu Mousa disse que todas essas técnicas haviam sido empregadas em irmãos em diferentes países.

A primeira lição era simples: um mujahid (2) deve guardar tudo para si mesmo. A melhor maneira de impedir a revelação de segredos era, antes de mais nada, não os ter. Percebi que era por isso que, desde o primeiro dia, nós recebemos ordens de nunca falar com outros sobre nossa vida fora dos campos. Não era apenas porque tinham medo de espiões. Era porque queriam se assegurar de que nenhum dos irmãos pudesse revelar muita coisa se cedesse sob pressão.

Mas a fé, e não o segredo, era, de longe, a arma mais importante à disposição do mujahid. Um verdadeiro mujahid pode suportar qualquer coisa se estiver sofrendo por Deus. Ele deve se preparar para o interrogatório e a tortura do mesmo modo que se prepara para qualquer outro tipo de batalha. Abu Mousa foi bastante claro quanto a isso: o interrogatório era uma espécie de guerra psicológica. E assim, como na guerra de verdade, não havia como um irmão pudesse perder. Ou ele derrotava o inimigo ou morria como um mártir.

for capturado, o irmão não deve, jamais, ceder qualquer informação e deve compreender que nenhuma vantagem pode ser conseguida assim. Somente levaria a mais tortura, porque os interrogadores perceberiam que o prisioneiro teria segredos para revelar. Mas os interrogadores jamais o matariam, porque não teria utilidade morto.

Como explicado por Abu Mousa, o interrogatório era uma grande oportunidade para um irmão. Ele poderia aprender mais sobre o inimigo e disseminar contra-informação que ajudasse seu grupo a atingir o objetivo. Esse tipo de manipulação exige habilidade e os irmãos devem praticar isso, assim como treinam para o uso de uma arma. Ele deve aprender a fazer os interrogadores falarem. Quanto mais durar o interrogatório, mais informações os interrogadores revelarão sobre o que sabem e sobre sua estratégia. O irmão pode usar essas informações para delinear suas próprias respostas, para dizer ao inimigo mentiras que pareçam verdades. Para um mujahid, o contra-interrogatório é apenas mais uma batalha tática.

Muitos anos depois eu pensaria novamente nessa lição, quando comecei a aprender mais sobre Ibn al-Sheikh al-Libi e seu papel dentro do que veio a ser conhecido por al-Qaeda. Ibn Shekh continuou a dirigir campos de treinamento no Afeganistão durante os anos 1990 e era próximo a bin-Laden. Ele foi capturado logo após a invasão dos americanos ao Afeganistão depois dos ataques de 11 de setembro, sendo levado de avião para o Egito, onde foi torturado pela CIA. Lá, ele disse aos interrogadores que Saddam Hussein dera à al-Qaeda informações sobre a confecção de armas químicas. Era às informações de Ibn Shekh que George W. Bush e Collin Powell se referiam quando disseram ter provas de que Saddam Hussein tinha conexões com a al-Qaeda. Eles usaram o que Ibn Sheikh lhes contara para justificar a invasão do Iraque.

Mas tarde Ibn Shekh disse que a historia a respeito de Saddam Hussein não era verdadeira. Na verdade, a CIA sabia que a história de Ibn Shekh não era confiável bem antes de Collin Powell se referir a ela em seu famoso discurso na ONU. Mas, quando esse fato emergiu, já não tinha mais importância. A América já estava em guerra.

Muitos dizem que Ibn Shekh mentiu aos captores por desespero, porque estava sendo torturado brutalmente. Eu sei que isso não é verdade. Ela havia sido preparado para interrogatórios, do mesmo modo que o irmão da mesquita estava se preparando. Ele sabia o que fazer.       

Não. Ibn Sheikh não cedeu à pressão da tortura. Ele manipulou seus interrogadores com a mesma habilidade com que empunhava sua arma. Ele sabia o que seus interrogadores queriam e ficou contente em dar-lhes. Elequeria ver Saddam derrubado ainda mais do que os americanos. Como ele nos disse em Khaldan, o Iraque era o próximo grande jihad                                                                                                                                                                                 
Em algum lugar, numa câmara de tortura secreta. Ibn Sheikh venceu sua batalha”.
                         
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Notas:
(1)   Salat ou Salah (árabe:صلاة ) refere-se às cinco orações rituais que cada muçulmano deve realizar diariamente voltado para Meca. É um dos Cinco Pilares do Islão (arkan al-Islam). Em outras línguas estas orações são chamadas de Namaz.
(2) Mujahid - muçulmano envolvido no que ele considera ser uma jihad



Os ataques de 11 de setembro de 2001 não vieram do nada. Durante os anos 1990, uma série de movimentos islâmicos violentos começou a se congregar, desviando seu foco dos conflitos locais, em seus países, para o “inimigo distante” dos EUA e do Ocidente. A organização emergente ficaria conhecida como Al-Qaeda. O relato de Omar Nasiri, autor de Por Dentro do Jihad apresenta uma percepção particular desse período crucial que parece pouco compreendido.

Sua história é única, especialmente porque ele fornece a perspectiva incomum de alguém que se infiltrou nessas redes terroristas. A noção freqüentemente repetida de que a derrota do terrorismo exige um bom serviço de Inteligência e a coleta de dados de Inteligência exige indivíduos dispostos a arriscar suas vidas para se transformarem em espiões, E suas histórias raramente são contadas.

Esse foi o início da introdução ao livro de Omar Nasiri, escrita em setembro de 2006 por Gordon Corera, correspondente da BBC para Assuntos de Segurança.Este texto é um resumo do que escreveu Gordon Corera.

Tendo passado mais de sete anos trabalhando para os Serviços de Inteligência franceses, britânicos e alemães, Nasisi apresenta a visão de quem está por dentro de como essas agências funcionam e seu relato de reuniões, conversas e técnicas de espionagem dos vários serviços é de um raro detalhamento.

Mas o que fica claro de seu relato é que a rede emergente era muito mais organizada e determinada do se supunha. Os campos de treinamento afegãos foram a incubadora da atual ameaça terrorista, e Nasiri oferece o quadro mais detalhado até agora da vida dentro desses campos – um quadro bem mais rico e preocupante do que qualquer outro já visto (1)

Embora nascido no Marrocos, os argelinos desempenham um papel central no relato de Nasisi, já que eles constituíam o núcleo da rede terrorista islâmica na Europa antes do 11 de setembro. A Argélia mergulhou em uma sangrenta guerra civil após o Exército ter cancelado as eleições de janeiro de 1992 para impedir que a Frente Islâmica de Salvação (FIS) conquistasse o poder.

A violência eclodiu e um conjunto de grupos insurgentes apareceu. O mais violento era o Grupo Islâmico Armado (GIA). Acredita-se que até 3 mil argelinos tenham combatido os soviéticos no Afeganistão nos anos 1980 e a Argélia foi o primeiro país a sentir o impacto do retorno dos veteranos da guerra afegã. O GIA era liderado por centenas de homens endurecidos pela guerra que voltaram radicalizados e dispostos a empregar táticas cada vez mais brutais. O GIA atraiu o apoio de redes dentro das comunidades de imigrantes na Europa. A princípio essas redes de apoio lidavam principalmente com propaganda, mas logo passaram a oferecer dinheiro, auxílio logístico, como passaportes falsos e, por fim, armas ao GIA.

Quando regressou à Bélgica em 1994, Nasiri descobriu que a casa de sua mãe havia se tornado um importante centro de operações do GIA. O boletim informativo Al Ansar era feito e distribuído ali. Ele emergiu como a publicação oficial do GIA, embora com o passar do tempo artigos de outras fontes começassem a ser divulgados, inclusive de outras organizações islâmicas, como o Grupo Combatente Islâmico líbio, grupos
marroquinos e grupos egípcios ligados a Aiman al-Zawahiri. O Al Ansar foi o pioneiro da união de redes militantes islâmicas nacionais em um movimento global e seus textos eram um alerta às autoridades do que vinha pela frente.

Não demorou muito para que o sangrento conflito na Argélia começasse a se alastrar para a Europa. A França, o antigo senhor colonial da Argélia, na visão dos jihadistas, havia apoiado o golpe e, desse modo, tornou-se um alvo. A primeira ilustração dramática da ameaça surgiu quando um grupo de terroristas do GIA dominou um jato da Air-France na pista do aeroporto de Argel em 24 de dezembro de 1994.

Em março de 1995 uma série de buscas foram iniciadas pelas autoridades belgas e, durante uma busca em um veículo foi encontrado um pacote contendo um manual de treinamento terrorista de 8 mil páginas, cujo frontispício o dedicava a Bin Laden. O manual revelou um verdadeiro tesouro de informações e uma das primeiras indicações da extensão da rede e do papel de Bin Laden em suas operações. Isso foi confirmado poucos meses depois, no verão de 1995, quando uma onda de atentados a bomba atingiu a França, inclusive o metrô de Paris.

Uma corrente de pensamento sustenta que o GIA desde o começo estava tomado por espiões do serviço secreto argelino. E mais, que estes incluíam agentes provocadores que, por volta de 1995, estavam deliberadamente direcionando a campanha de violência para a França, para tentar atrair Paris para o conflito, opondo-se aos islâmicos apoiando o Estado argelino.

De acordo com um ex-oficial de Inteligência, cerca de cem a duzentos residentes franceses viajaram para o Afeganistão para receber treinamento durante a década de 1990. Alguns filiaram-se ao jihad internacional, outros simplesmente queriam poder voltar para casa e apregoar que sabiam manejar um AK-47

Nasiri mostrou-se capaz de cumprir sua missão e o relato de suas viagens oferece um retrato pessoal extremamente revelador de como se infiltrou em círculos jihadistas e abriu caminho até o núcleo da Al-Aqeda. Viajando através da Turquia e depois Paquistão, ele infiltrou-se em grupos islâmicos radicais.

Em Peshawar, Paquistão, Nasiri conheceu o palestino Abu Zubayda, coordenador e controlador do acesso a vários campos de treinamento afegãos. “Ele era um homem que fazia as coisas acontecerem, no sentido administrativo”, explica Mike Scheuer, chefe da unidade Bin Laden da CIA de 1996 a 1989. Abu Subayda acabou sendo preso em março de 2002.

Cerca de duas dúzias de campos de treinamento foram montados no Afeganistão. Os campos tiveram um papel fundamental na transição do jihad original dos anos 1980, para o jihad de múltiplas nações dos anos 1990, bem como na emergência do final da década de 1990 de umjihad global sob a Al-Qaeda. Eles foram o caldeirão nos quais diferentes grupos começaram a trabalhar juntos, forjando uma identidade comum,

Não existia uma única fonte de recursos ou controle dos campos. O Afeganistão estava mergulhado no caos em meados dos anos 1990. Os soviéticos tinham sido expulsos em 1989. Um governo submisso liderado por Mohammad Najibullah, durou até 2002, quando foi derrubado pelas facções mujahidin, que começaram a lutar entre si pelo poder, sendo que vários chefes tribais ficaram com o controle de bolsões do país.

Embora Bin Laden tenha deixado o Afeganistão após o fim da guerra com os soviéticos e residisse no Sudão no começo dos anos 1990, ele continuou a financiar alojamentos e instalações de treinamento dentro do Afeganistão, inclusive, segundo Nasiri, a alimentação no campo que freqüentou.

Pouco depois, o ISI - Serviço de Inteligência do Paquistão (1) - começou a apoiar o Talibã como uma força proposta para estabilizar o Afeganistão e fortalecer os interesses de segurança do Paquistão.

Em meados dos anos 1990 o número de nacionalidades representadas e a disciplina de treinamento eram notáveis e muito maiores do que anteriormente se suspeitava. Grupos da Argélia, Chechênia, Caxemira, Quirguistão, Filipinas, Tadjiquistão e Uzbesquistão recebiam treinamento militar que colocariam em prática quando retornassem a seus países. Grande número de árabes, especialmente da Arábia Saudita, Egito, Jordânia e Iêmen, também passaram por lá, assim como terroristas da Europa, África do Norte e outras regiões, que desejavam participar dojihad.

O treinamento que Nasiri recebeu em Khaldan era altamente organizado e extensivo. Boa parte do aprendizado baseava-se em manuais de treinamento dos EUA obtidos durante a luta contra os soviéticos. Os participantes também passavam quase o mesmo tempo em treinamento religioso. A preparação espiritual era considerada um aspecto central do jihad, mais importante que o treinamento físico.

Entre os que passaram por Khaldan havia terroristas envolvidos nos dois ataques, de 1993 e 2001, Ao World Trade Center (inclusive Mohammad Atta, líder dos ataques do 11 de setembro); pessoas envolvidas nos atentados a bomba de 1998 contra embaixadas dos EUA, Ahmed Ressam, o fracassado bombardeador do milênio, os dois britânicos dos “sapatos-bombas”, Richard Reid e Sajid Badat; e Zacarias Moussaoui, sentenciado em 2006 à prisão perpétua pelo envolvimento no complô do 11 de setembro. Mas o líder de Khaldan em meados dos anos 1990 era um homem chamado Ibn al-Sheikh al-Libi, com quem Nasiri passou um tempo considerável. al-Libi havia combatido no Afeganistão da década de 1980.

Preso em novembro de 2001, al-Libi foi o primeiro membro do alto escalão da Al-Qaeda a ser capturado pelos EUA após os ataques. Depois de uma disputa entre o FBI e a CIA ele foi entregue ao Egito, onde pode ter sido submetido a maus tratos sendo que informações extraídas de seu interrogatório foram utilizadas por autoridades dos EUA para declarar a existência de vínculos entre o Iraque e a Al-Qaeda, com base na alegação de al-Libi de que o Iraque oferecera treinamento à Al-Qaeda a partir de dezembro de 2000. Isso foi citado pelo vice-presidente Cheney , pelo secretário de Estado Collin Powell, em seu decisivo discurso na ONU em fevereiro de 2003, e pelo presidente George Bush, em Cincinnati, em outubro de 2002, quando declarou que “ficamos sabendo que o Iraque treinou membros da Al-Qaeda na produção de bombas, venenos e gazes”.

O problema era que al-Libi mentiu. Em janeiro de 2004, al-Libi desmentiu suas declarações sobre o Iraque, forçando a CIA a cancelar inúmeros relatórios de Inteligência baseados em suas declarações.

Especulou-se que ele estaria deliberadamente fornecendo informações falsas para fazer os EUA atacarem o Iraque, pois expressava seu desagrado pelo regime secular de Saddam Hussein no Iraque e era um homem altamente treinado para resistir a interrogatórios. Na primavera de 2006, segundo alguns relatos, al-Libi foi entregue às autoridades líbias.

Em Khaldan, a formação de Nasiri parece tê-lo diferenciado dos demais recrutas, tanto assim que ele foi um dos poucos selecionados para seguir ao campo de Durunta, mais avançado. Durunta fornecia um treinamento mais individualizado em explosivos e terrorismo. Em Khaldan os recrutas aprendiam a detonar explosivos; em Durunta eles aprendiam a fazer explosivos e detonadores a partir do zero. Em Durunta o treinamento não era para o combate militar, mas para serem indivíduos solitários que agiriam como os clássicos agentes terroristas que ficam na espera até chegar a hora da ação – um agente dormente – necessitando assim de um conjunto diferente de habilidades.

Entre os que se formaram em Durunta antes da sua destruição por ataques aéreos dos EUA no fim de outubro de 2001, está Ahmed Ressam, mas tarde condenado por envolvimento no complô de atentado a bomba contra o Aeroporto Internacional de Los Angeles.

Havia agentes de Inteligência nos campos perto da fronteira paquistanesa, mas outros campos, como os de Durunta, eram muito mais difíceis de serem infiltrados. Algumas estimativas afirmam que, entre 1996 e os ataques de 11 de setembro , de 10 mil a 20 mil terroristas passaram pelos campos para serem treinados. Outros acreditam que esse número pode chegar a 100 mil. Ninguém apurou para onde foram esses terroristas, ou quem eles, por sua vez, foram treinar.

No momento em que Nasiri saiu do Afeganistão, na primavera de 1996, Bin-Laden retornou e chegou num momento crucial, em que o Talibã estava conquistando o poder.. Em setembro o Talibã já havia tomado Jalalabad e forneceria a Bin-Laden e à Al-Qaeda um porto seguro no qual começariam a planejar operações mais drásticas.



CAPÍTULO 4 

Após a volta do Afeganistão e um longo período sem contato, Nasiri encontrou-se com o DGSE e recebeu uma nova missão. Com a repressão na França e Bélgica, foi para o ambiente mais tolerante de Londres que muitos dos jihadistas começaram a se mudar. “Londres era o foco”, explica Alain Grignard um oficial antiterrorista belga, pois o local servia de trampolim para a passagem da era de extremistas islâmicos nacionais para a rede global fundada no caldeirão afegão.

A segunda metade da década de 1990 foi o período em que a capital britânica ganhou o apelido de “Londrestão”, um título dado por autoridades francesas enfurecidas com a crescente presença de radicais islâmicos em Londres e com a omissão das autoridades britânicas frente ao problema. Historicamente, Londres sempre foi um lar para os dissidentes e desde os anos 1980 cada vez mais se tornou refúgio para extremistas islâmicos que ganhavam asilo de autoridades pouco conscientes de suas atividades.

Pouco depois de chegar a Londres, Nasiri mais uma vez travou contato com o Al Ansar, agora impresso na capital britânica. Entre os que estavam envolvidos com Al Ansar em Londres estava Rachid Ramda, que fora visto na França e na Bélgica freqüentando círculos do GIA. Quando o juiz contra-terrorista francês Jean Louis Brugière pediu à Grã-Bretanha que prendesse Ramda, que era procurado por conexões com o financiamento dos atentados a bomba no metrô de Paris, a reação britânica foi dizer que não poderia prendê-lo, pois ele nada fizera de errado no Reino Unido. Ramda finalmente foi detido, mas lutou contra a extradição por dez anos, para a crescente irritação dos franceses. Somente em dezembro de 2005 foi que as autoridades da Grã-Bretanha o transferiram para a custódia francesa, sendo que ele viria a ser condenado, em Paris, em março de 2006 pelos atentados a bomba de meados dos anos 1990.

Em Londres, Nasiri foi comandado pelos serviços de Inteligência franceses e britânicos, recebendo a missão de se infiltrar na comunidade de radicais.

Abu Hamza e seus seguidores haviam transformado a mesquita de Finsbury Park no principal santuário e centro de conexões, não apenas da Grã-Bretanha, mas de toda a Europa, para aqueles comprometidos com o jihad internacional. Cerca de 200 pessoas dormiam no subsolo da mesquita. Uma estimativa calcula que 50 freqüentadores da mesquita morreram em operações terroristas e ataques insurgentes em conflitos no exterior.

A mesquita funcionava como um centro de recrutamento para grupos aliados à Al-Qaeda. Terroristas eram mandados ao Afeganistão com passagens aéreas, dinheiro e cartas de apresentação de Abu Hamza para entrar em Khaldan.

A tolerância dos britânicos, bem como sua tradição de liberdade de expressão, multiculturalismo e concessão de asilos, foram exploradas e as autoridades não desejando interferir na liberdade de expressão, não conseguiram compreender o tipo de retórica inflamada que emanava da mesquita de Finsbury Park e tampouco suas atividades.

Muitos países, além da França reclamaram dessa mesquita, mas nada foi feito. Somente em janeiro de 2003 é que as autoridades britânicas decidiram agir, fechando-a temporariamente, mas Abu Hamza continuou livre, pregando na rua em frente à mesquita. Somente quando os EUA emitiram um pedido de extradição é que as autoridades britânicas agiram, em parte pelo constrangimento causado pela pressão americana. Em outubro de 2004, Abu Hamza foi acusado e por fim condenado por ser o mentor de assassinatos e outros crimes.

Outra figura-chave espionada por Nasiri foi Abu-Watada, um palestino-jordaniano que havia entrado no Reino Unido em 1993 com um passaporte falso . A Jordânia exigiu a sua extradição, mas a Grã-Bretanha não a concedeu.

Para os militantes islâmicos a necessidade de autoridade religiosa é de grande importância. Os nomes daqueles que se acredita terem recebido treinamento religioso de Abu Qatada forma um “quem é quem” de militantes islâmicos baseados na Europa. Fitas com sermões de Abu Qatada foram encontradas no apartamento de Hamburgo usado por Muhammad Atta, um dos atacantes do 11 de setembro.

A base de operações de Abu Qatada ficava no Four Feathers Club, em Londres. Nasiri diz que autoridades britânicas mandaram-lhe deixar Abu Qatada em paz e centrar suas atividades em Hamza. Acredita-se que Qatada também tivesse contatos com o MI5, mas não está claro quem manipulava quem.

Finalmente, em fevereiro de 2001 Abu Qatada foi interrogado pela Polícia, que encontrou 170 mil libras, em dinheiro, em sua casa, parte dessa quantia dentro de um envelope onde se lia “para os mujhadin da Chechênia”.

Autoridades britânicas citam a estrutura legislativa como um problema. Em meados dos anos 1990, conspirar dentro da Grã-Bretanha para cometer atos terroristas no exterior não era crime. Assim grupos como o Hamas e os Tamil Tigers, bem como o GIA, começaram a usar o Reino Unido como pólo central. A Polícia investigava um problema apenas se existissem evidências de que leis tivessem sido desobedecidas. A Polícia e os Serviços Secretos não priorizavam a coleta de informações sobre esses grupos. Os especialistas em contraterrorismo britânicos continuavam focados no terrorismo republicano irlandês, em vez do terrorismo islâmico.

Em fevereiro de 1996, uma bomba de meia tonelada explodiu na região portuária de Londres sinalizando uma nova fase de atividades após o cessar fogo irlandês. O MI5 e a Polícia estavam envolvidos em uma disputa burocrática sobre quem comandaria a política contraterrorista na Irlanda do Norte – por fim, vencida pelo MI5 – que também canalizava recursos e energia nessa direção.

Foi somente no início de 1998 que as autoridades britânicas começaram a ouvir mais sobre a Al-Qaeda. Na época ninguém se preocupava com Abu Qatada, Abu Hamza ou as redes do Norte da África. A preocupação girava em torno de grupos de árabes que haviam chegado por volta de 1998, predominantemente do Egito, bem como de outros árabes associados a Bin-Laden, como Khalid al-Fawwaz, que se acreditava vinha administrando o escritório de mídia de Bin Laden em Londres, organizando entrevistas para jornalistas ocidentais e publicando declarações em seu nome.
Khalid al-Fawwaz foi posto sob custódia britânica à espera de extradição para os EUA.

Embora as autoridades britânicas tenham começado a considerar a ameaça da Al Qaeda a partir do início de 1998, ela era percebida como distinta de figuras como Abu Qatada, Abu Hamza e os argelinos operando no Reino Unido.

O terrorismo internacional e particularmente o terrorismo ligado aos islâmicos, não era visto como algo que ameaçasse diretamente o país. A França poderia ser um alvo primário, devido ao seu envolvimento na Argélia, mas não o Reino Unido.

A Grã Bretanha está sentindo agora o impacto do longo prazo de sua tolerância para com os elementos radicais nos anos 1990-. A radicalização que se espalhou em algumas comunidades britânicas não se estabeleceu da noite para o dia.

Em 1998, um novo conjunto de ações da Polícia na Bélgica resultou em mais provas de natureza internacional das redes jihadistas e da ameaça que representavam. Os detidos vinham da Argélia, Marrocos, Síria e Tunísia e tinham conexões com inúmeros grupos islâmicos diferentes, bem como com Abu Zubayda, Afeganistão, Bósnia e Paquistão. Foram descobertos detonadores e materiais para a fabricação de explosivos e havia suspeitas de que a Copa do Mundo, que se realizaria na França no meio daquele ano, seria um alvo.

A Europa sempre foi uma base central de operações da Al Qaeda, um lugar no qual diferentes grupos islâmicos radicais forjaram suas alianças. Os sinais de alerta estavam ali, mas somente uns poucos os compreenderam.

Cinco anos após os ataques de 11 de setembro, é a Europa – e o Reino Unido em particular – não os EUA, que se defronta com o maior desafio do terrorismo.

Foi uma conquista de Bin Laden a globalização da noção de jihad. Reunir grupos que antes se concentravam unicamente em seus próprios conflitos locais – na Argélia, Ásia Central, Chechênia e outras regiões - e convencê-los a fazer parte de uma luta maior. Uma luta contra o “inimigo distante” - os EUA -, que apoiava os governos aos quais se opunham. Uma luta que devia ser travada sob a bandeira da Al Qaeda.

Em fevereiro de 1998 Bin Laden divulgou uma nota declarando a formação da Frente Islâmica Mundial para a Jihad contra Judeus e Cruzados. Ele anunciou uma fatwa de que “matar os americanos e seus aliados – civis e militares – é um dever pessoal de cada muçulmano que puder fazê-lo em qualquer país em que for possível fazê-lo” . Pouco depois, em agosto de 1998 veio a primeira operação de grande escala da Al Qaeda contra os EUA, atacando suas embaixadas na Tanzânia e no Quênia.

A história de Omar Nasiri termina quando ele se muda para a Alemanha. Lá, em relação aos serviços secretos alemães, entra em colapso. Na sua visão, eles o abandonaram sem jamais fornecerem proteção e a nova identidade que os franceses haviam prometido inicialmente. Quase quatro anos depois, enquanto assistia aos atentados a bomba em Londres em 7 de julho de 2005, ele decidiu que queria contar a sua história. Isso o fez procurar a BBC e a escrever o relato dos sete anos em que viveu como espião no emergente movimento jihadista.


Esse relato foi resumido nestes quatro capítulos.


Fonte: Alerta Total


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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

A covardia da classe letrada



Comento artigo do Embaixador Rubem Barbosa, publicado no Estadão, sobre o famigerado decreto (DL 8243) que instituiu o Sistema Nacional de Participação Social.

Mais vozes contra o DECRETO 8243 dos “Conselhos Populares" - GOLPE DO PT


Documento comprova mais de meio milhão de mortos por FIDEL CASTRO



Um rapaz que acompanha nossos canais enviou uma mensagem nos dizendo que devemos apoiar a iniciativa do governo brasileiro de financiar a ditadura cubana com nosso dinheiros pagos por altos impostos, já que no futuro tiraremos vantagens. Enquanto isso uma senhora cubana,nos enviou este vídeo alertando o Brasil, dos riscos eminentes em apoiar os exterminadores cubanos.

Começamos respondendo o rapaz : Não temos procuração para julgar os que se deslumbram fácil com as promessas e riquezas do diabo. Cuba encontra-se devastada pelos rios de sangue de inocentes exterminados por Fidel Castro, que não sabe fazer outra coisa que enganar, saquear, censurar , repreender e assassinar brutalmente irmãos contrários as suas idéias macabras. Como podemos aplaudir, abraçar e financiar a monstruosidade dos satânicos.

Mostra-me com quem tu andas, que eu direi quem tu és, essa verdade não pode ser alterada. Esperar heranças, e vantages de quem só sabe roubar, é tolice ou loucura. Vejam os exemplos da aliança recente de Cuba com a Bolivia e Venezuela, vivem hoje o caos generalizado, tirania, inflação, repressão, e mortes de inocentes. O diabo é pai da mentira, do atraso e das trevas, os rios de sangue dos cubanos exterminados pela ditadura de Fidel manchará qualquer país ou povo que não clamar por a justiça humana e as providencias de Deus. Caro jovem, não aceite com facilidade o mundo do tirar-vantagens em tudo. Cara senhora, meus profundos sentimentos e solidariedade pelas dores das famílias cubanas oprimidas na magoa dos seus entes queridos assassinados. Aceito de coração, seu pedido de preces a Deus para que não tenhamos que viver cubanamente no Brasil.

Líder do PT acha “natural” montar farsa...

Por Ana Lima, via Facebook

Líder do PT acha “natural” montar farsa pois Senado não é delegacia de polícia
Humberto Costa, líder do PT no Senado, acha uma “bobajada” essa coisa de montar um teatro na CPI. Fonte: GLOBO

A emenda saiu pior do que o soneto. Ao tentar defender o indefensável, os petistas perderam de vez as estribeiras que nunca tiveram, mas que fingiam ter. O líder do PT no Senado, Humberto Costa, achou tudo muito “natural”, e fez aquilo que seu partido é mestre em fazer: acusar os outros de práticas similares. Falso. Jamais tivemos um caso como este, com provas visuais mostrando uma completa encenação em uma CPI. Costa disse, após chamar tudo de “bobajada”:

Essa aqui é uma casa política e não uma delegacia de polícia. Estamos aqui para investigar, mas também para defender o governo que está aí e que elegemos. Qual é a farsa? Qual é a fraude nisso? Onde está o erro de funcionários da Petrobras fornecerem à CPI informações? As assessorias existem para isso. Não há crime. Apontem-se os crimes. Quais crimes cometidos pelo relator ou por assessores? É preciso forçar muito a barra.

Em seguida, Costa acusou a oposição de criar uma “cortina de fumaça”, e acrescentou:

É isso que a oposição sabe fazer. Não pensem que vamos ficar na defensiva. Não vamos. A oposição ficou do lado de fora. E o que a CPMI avançou mais do que a CPI do Senado? Nada. O que um assessor poderia dar de pergunta nova a José Sérgio Gabrielli, Nestor Cerveró, a Graça Foster, quando eles já tinham ido à Câmara, mais de uma vez?

O Senado, de fato, não é uma delegacia de polícia. É a casa superior que representa o povo brasileiro em nossa democracia, e a prerrogativa de uma CPI serve justamente para investigar eventuais malfeitos envolvendo políticos. Ou seja, a diferença é que a CPI do Senado não tem a intenção ou o poder de prender o acusado, mas sim de descobrir a verdade sobre os fatos.

Ao afirmar, sem um pingo de vergonha na cara, que aqueles senadores estão ali para “defender o governo”, o senador petista admite que sua prioridade não é a verdade, tampouco o bem-estar do povo brasileiro, e sim a reeleição da presidente Dilma e seu partido. É um acinte! Os senadores estão ali para cobrar respostas que ajudem a apurar os fatos e, se for o caso, revelar esquemas de corrupção que desviam recursos públicos. Como assim, estão ali para defender o governo?

“Onde está o erro de funcionários da Petrobras fornecerem à CPI informações?”, pergunta de forma retórica Humberto Costa. Fornecerem informações? O senador por acaso viu o vídeo denunciado por Veja? O que temos ali é uma combinação de cartas marcadas, perguntas e respostas ensaiadas previamente, para simular um interrogatório imparcial. Isso só não é farsa na cabeça oca de petistas, que acham que a própria democracia é uma farsa para se chegar ao poder, como o próprio Lula teria dito, segundo o Le Monde.

Mas Humberto Costa, líder do PT no Senado, que deveria ter uma postura mais exemplar, aderiu ao estilo petista de ser e partiu para o ataque. Disse que não vão ficar na defensiva, ou seja, para o inferno com essa coisa de se explicar! Vão é atacar. E emendou a pergunta espantosa: “O que um assessor poderia dar de pergunta nova a José Sérgio Gabrielli, Nestor Cerveró, a Graça Foster, quando eles já tinham ido à Câmara, mais de uma vez?”

Entenderam? O senador diz com todas as letras que não havia nada para perguntar mesmo, que os senadores não tinham o que tentar extrair dos funcionários da Petrobras envolvidos no escândalo, e que por isso não há mal algum em simular perguntas e respostas, acordadas antes para causar a impressão de seriedade e isenção. De tabela, ainda fizeram propaganda da estatal, apesar de ser hoje uma empresa altamente endividada, com bilhões de reais de valor derretidos no governo Dilma.

O PT está realmente em pânico. O medo de perder as tetas estatais que alimentam infindáveis boquinhas tem feito a turma entrar em desespero. A reação é temerária. A cada nova fala, mais um ataque aos valores democráticos e republicanos. Essa gente perdeu qualquer noção do ridículo.


O Senado não é uma delegacia de polícia mesmo. Mas muitos senadores deveriam prestar depoimentos numa, pois o PT deixou há muito tempo de ser um caso de política, tornando-se um caso de polícia.


Inconsciente


Mensalão: Genoino deve deixar a Papuda na terça-feira

O ex-deputado José Genoino faz exames médicos em Brasília - 12/04/2014
O ex-deputado José Genoino faz exames médicos em Brasília - 12/04/2014 (Wilson Dias/Agência Brasil/VEJA)
Ex-presidente do PT, condenado por corrupção, receberá orientações da Justiça antes de migrar para o regime de prisão domiciliar

Depois de pouco mais de três meses cumprindo pena no Complexo Penitenciário da Papuda, o ex-presidente do PT José Genoino, condenado no julgamento do mensalão, deve deixar a cadeia na próxima terça-feira. Nessa data, ele receberá instruções sobre regras e procedimentos do regime aberto – horários para retornar à sua casa e a ressalva de que só pode deixar a cidade com autorização judicial.

O petista foi autorizado a cumprir o restante da sentença em prisão domiciliar porque conseguiu abater parte do tempo da sentença trabalhando no presídio e completando cursos à distância. A Lei de Execução Penal prevê a redução de um dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar e um dia a cada três dias trabalhados. Como o Distrito Federal não tem as chamadas casas de albergado, estabelecimento definido por lei para condenados em regime aberto, o petista será encaminhado para prisão domiciliar.

De acordo com o Tribunal de Justiça do DF, o juiz da Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas (Vepema), Nelson Ferreira Junior, dará instruções sobre como Genoino deve se comportar no cumprimento da pena em regime aberto.

Desde que teve a prisão decretada, em 15 de novembro, Genoino passou mais de 160 dias em prisão domiciliar temporária e passagens pelo hospital – ele teve complicações decorrentes de cirurgia cardíaca. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e oito meses de detenção por corrupção ativa, o mensaleiro voltou para a Papuda no início de maio após determinação do antigo relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa. Preso, varreu o pátio em frente às celas e fez dois cursos de educação à distância – introdução à informática e internet e Direito Constitucional –, garantindo o abatimento da pena final.

Ao longo do julgamento do mensalão, a defesa do ex-presidente do PT apresentou uma série de pedidos para que ele  conseguisse autorização definitiva para ficar em prisão domiciliar. Embora o Plenário do STF tenha negado o pedido, alegando que outros condenados apresentam estado de saúde mais frágil do que o mensaleiro, o benefício da prisão domiciliar foi autorizado nesta quinta-feira após a comprovação do abatimento da pena do condenado.

Na próxima terça, o ex-tesoureiro do extinto PL (atual PR) Jacinto Lamas também receberá instruções similares da migração para o regime aberto.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Dilma Pagou com Traição


Investidores minoritários preparam denúncia à Corte Penal Internacional sobre escândalos na Petrobras

 
Prevendo o alto risco de pizza na CPMI da Petrobras no Congresso, investidores brasileiros e estrangeiros da petrolífera resolveram apelar a uma outra “CPI” – realmente independente para receber denúncias e julgar com isenção técnica uma longa lista de escândalos com repercussão transnacional. Cansados de prejuízos, os acionistas minoritários vão recorrer à Corte Internacional Penal (CPI) – também conhecida como Tribunal Penal Internacional (TPI) -, sediada em Haia, na Holanda, partindo de provas obtidas pela Operação Lava Jato: lavagem de dinheiro obtido com contratos ilícitos que geraram prejuízos à empresa e a seus acionistas. Ação semelhante pode ser demandada na Corte de Nova York. Tais ações apavoram a petralhada.

Os investidores vão usar a lógica de um precedente aberto pelo julgamento de uma outra corte, sediada em Estrasburgo, no Leste da França. O Tribunal Europeu de Direitos Humanos julgou, com rigor, o caso Yukos – uma petrolífera russa expropriada pelo governo em 2004, no qual o governo da Rússia acabou obrigado a indenizar, em bilhões de euros, antigos acionistas minoritários lesados. Embora cuide de casos de violação dos direitos individuais (direito à vida, segurança pessoal e liberdade), o TEDH tem recebido denúncias contra empresas, relacionadas a crimes fiscais e financeiros. O mesmo pode ocorrer com a CPI de Haia, se for provocada.

A Petrobras é alvo de escândalos de extrema gravidade. O caso Pasadena, alvo da CPMI sob suspeita de manipulação pelo governo federal, parece peixe pequeno. Merecem investigação séria e isenta vários focos de prejuízos no sistema Petrobras: BR Distribuidora, PFICO (braço financeiro internacional da companhia), Fundo BB Millenium 6 (e outros menos votados), a refinaria Abreu e Lima (também a mais votada entre outras que merecem investigação por superfaturamento), o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (que corre o risco de ser tudo, menos petroquímico).

Os alvos prioritários na denúncia internacional dos investidores serão as caixas pretas das Sociedades de Propósito Específico, firmadas pela Petrobras com transnacionais brasileiras e estrangeiras, com destaque para o caso Gemini e o aluguel de plataformas). Nesta dança também entram os contratos de terceirização de mão de obra (que podem ser fontes milionárias de mensalões), sem falar nos claros conflitos de interesse entre governo, membros dos conselhos de administração e empresas que fazem negócios com a Petrobras. Na CPI de Haia também pode ser questionada a capitalização da Petrobras - um show de contabilidade criativa com detalhes que, se forem investigados a fundo, podem render bilhões em problemas.

Se tudo isso for investigado com rigor, a República Sindicalista do Brasil cai de podre. Lula e Dilma só se livram dos problemas na Petrobras porque o Brasil é o Pais da impunidade. A regra é claríssima. Como a Petrobras é uma empresa controlada pela União, o Presidente da República, sua diretoria e conselheiros administrativos e fiscais são os responsáveis diretos por seu sucesso ou fracasso de gestão. Por isso, o Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva e a Presidenta Dilma Rousseff, junto com o conselho diretor da estatal de economia mista, têm de responder, individualmente, na Justiça, por prejuízos gerados por tomadas de decisão com característica de má gestão ou comprovada corrupção.

Basta uma denúncia contra todos eles em um Judiciário independente e livre de suas influências, como a Corte de Nova York ou a Corte de Haia, para a casa desabar.


Tem uma lógica: Se a Argentina recorreu à Haia contra os fundos abutres, os brasileiros também precisam ir contra bandidos e gestores de questionável competência que levam o Brasil e uma empresa do tamanho da Petrobras ao fundo do poço...

Calote até na ONU?

 

Erremos feio, mas consertemos...

Erramos ao Publicar ontem que o Boston Consulting Group está prestando consultoria à Petrobras (e nosso redator, pela burrice já ganhou uma passagem para um passeio, com tudo grátis, na Faixa de Gaza, e, se voltar de lá, um ingresso grátis para o próximo jogo do Flamengo).

Essa gigante de consultoria, apesar do nome, nada tem a ver com o Bank Boston.

Na verdade, informações de bastidores na empresa, revelam que é o próprio Bank Boston – do qual Henrique Meirelles foi dirigente global –, atualmente uma subsidiária do Bank os America, que desenha um futuro estratégico para a empresa, junto com outros grandes bancos credores da companhia.

Tal plano futuro não agrada a ala sindical da empresa, em polvorosa com o estranho processo de terceirização de mais de 300 mil funcionários...

Peritagem


Meu bem, meu mal...


Naufrágio do PTitanic


Gráfica de fachada


Dilma insinua que adversários acabarão com valorização do salário mínimo

 
SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição em outubro, aproveitou um evento em que recebeu apoio de seis centrais sindicais nesta quinta-feira para insinuar que seus adversários irão acabar com a política de valorização do salário mínimo caso vençam a eleição.

Dilma voltou a repetir a uma plateia de sindicalistas, reunidos no Ginásio da Portuguesa, em São Paulo, que seus três principais compromissos são a valorização do salário mínimo, a manutenção dos empregos e dos direitos trabalhistas.

Sem citar nominalmente o candidato do PSDB, Aécio Neves, que está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto atrás da presidente, Dilma disse que quando o tucano cita "medidas impopulares", ele fala em acabar com a valorização do salário mínimo. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, do PSB, aparece em terceiro lugar na corrida presidencial.

"Sabe qual é a medida impopular a que eles se referem? É acabar com a política de valorização do salário mínimo. Essa é a medida", disse a presidente.

Aécio chegou a afirmar em entrevistas que, se eleito, estará preparado para adotar "medidas impopulares" caso as considere necessárias para o país, mas à época não chegou a esclarecer quais seriam essas medidas.

No seu discurso, Dilma manteve o ataque aos adversários e disse que o projeto que representa, iniciado com a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, é diferente do representado pelos seus rivais no pleito de outubro.

"Eles (adversários) acham que é muito perigoso a gente viver numa situação de pleno emprego, sabem por quê? Porque numa situação de pleno emprego o trabalhador tem mais poder", disparou.

"Sempre falam em modificar a CLT (consolidação das leis trabalhistas). Querem modificar para tirar direitos trabalhistas", disse.

Entre as centrais sindicais que declararam apoio a Dilma está a Força Sindical, que já foi liderada pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), que atualmente preside o Solidariedade e apoia Aécio, além de ser um feroz crítico de Dilma.

Paulinho esteve com o tucano na manhã desta quinta-feira na porta de uma fábrica em São Paulo e, na ocasião, o candidato tucano se comprometeu a garantir a valorização do salário mínimo e prometeu corrigir a tabela do imposto de renda.

Dilma no palanque depois de encontro com Lula: terrorismo, chantagem, inverdades clamorosas


A presidente-candidata Dilma Rousseff esteve num evento em São Paulo em que cinco centrais sindicais lhe empenharam apoio: CUT, UGT, CTB, NCST e CSB. Você não tem culpa nenhuma se jamais ouviu falar de algumas siglas. A maioria dos trabalhadores também não. São meros aparelhos, alimentados pela mamata do imposto sindical obrigatório. Não são centrais, mas cartórios de burocratas, que tomam, de maneira vergonhosa, um dia do trabalho de cada brasileiro que tem emprego formal. Antes de falar aos presentes, Dilma se reuniu privadamente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele anda descontente com os rumos da campanha. Segundo consta, quer, vamos dizer, um embate um pouco mais sangrento.

Parece que o encontro de ontem surtiu efeito. Dilma subiu no palanque e resolveu retomar aquela velha patacoada petista da luta do Bem contra o Mal, do “nós” contra “eles”. E, quando é assim, vocês sabem, a verdade é sempre a primeira vítima.

A presidente mandou ver, referindo-se aos tucanos: “Eles quebraram o Brasil três vezes; por três vezes, eles levaram o Brasil ao Fundo Monetário Internacional. No nosso período de governo Lula, fomos lá e pagamos. Eles levaram a inflação à estratosfera antes de entregar para nós o governo”. Dizer o quê? Há um único fato verdadeiro a ancorar uma porção de inverdades.

Na gestão tucana, é apenas um fato, o Brasil não quebrou nem três, nem duas, nem uma única vez. Trata-se de uma mentira escandalosa. O país recorreu ao FMI justamente para “não quebrar”, se é o caso de usar tal termo. “Quebrar” é deixar de honrar compromissos. Em oito anos, o país enfrentou ao menos cinco crises internacionais enquanto, atenção!, cuidava de debelar a inflação entranhada na economia. Como esquecer, e isto também é um fato, que o PT, o partido de Lula e Dilma, tentaram inviabilizar o Plano Real, recorrendo, inclusive, ao STF?

E Dilma seguiu adiante: “Sabe qual é a medida impopular que ele vai tomar? É acabar com a valorização do salário. É essa medida impopular que nós durante todo esse tempo mantivemos e que reparou a injustiça do passado e deu justiça no presente aos trabalhadores”.

Um candidato tem o direito de contestar a proposta de um adversário, mas não é moral e eticamente lícito lhe atribuir uma intenção que não tem. Mais uma vez, quero falar de fatos, de dados, de números. Dilma, que é candidata, mas é também presidente da República, tem de ter um compromisso com a verdade. Nos oito anos de governo FHC, o salário mínimo teve valorização real (descontada a inflação, pelo IPCA), de 85,04%; nos oito anos de Lula, foi um pouco maior: 98,32%; nos quatro anos da atual presidente, deverá ser de apenas 15,44%. Assim, sem que falte clamorosamente com a verdade, a petista não pode afirmar que os tucanos não promoveram a valorização real do salário mínimo. Promoveram, sim, e em condições bem mais adversas do que as enfrentadas por Lula.

Mas quê… O presidente da CUT, Vagner Freitas, mandou bala: “Se eleger Aécio ou Eduardo, eles vão jogar fora a política de valorização do salário mínimo. É por isso que eu sou Dilma. Não é por conta dela, é por conta de um projeto. Eles são os candidatos do patrão”.

Na manhã desta quinta, Aécio também se encontrou com trabalhadores. Participou de um minicomício na porta da Voith, fábrica de máquinas e equipamentos para indústria, no bairro do Jaraguá, zona norte de São Paulo. O evento foi organizado pela Força Sindical. O tucano fez um convite a Dilma: “Eu estimulo muito que ela vá às ruas, e não apenas nos eventos organizados e programados, que ela vá olhar nos olhos das pessoas e possa perceber que o sentimento do brasileiro hoje é de desânimo”.

Fim da chantagem

A política brasileira não pode mais ser feita na base do terrorismo e da chantagem. Até outro dia, o PT se colocava como único garantidor do Bolsa Família — e espalhava aos quatro ventos que seus adversários pretendiam extingui-lo. A oposição pôs fim a essa cascata propondo que o programa não dependa mais da boa vontade de governos.

Agora, creio que é preciso desmontar a outra falácia: a da suposta desvalorização do salário mínimo caso se eleja um candidato de oposição. Pelas regras atuais, o ano de 2015 será o último no qual será adotada a atual fórmula de correção: variação da inflação do ano anterior e do PIB de dois anos antes. Isso foi definido pelo Congresso Nacional no início de 2011.

Que os oposicionistas se organizem já e enviem ao Congresso uma proposta prorrogando a atual fórmula até 2019. E fim de papo! Vamos debater os reais problemas do Brasil e tirar os bodes e os fantasmas da sala. O PT vai ter de aprender a fazer campanha sem usar o Bolsa Família e o salário mínimo para fazer terrorismo e chantagem.

A propósito: o partido não tem nenhuma proposta a fazer sobre o futuro? Passará toda a campanha mentindo sobre o passado alheio e o próprio passado?

Aberração no Conselho Estadual da Educação do RS


Nem a mulher do governador está segura em Porto Alegre


Sabem o que estão fazendo...


Oval Nacional: André Vargas cassado, Olimpíadas 2016, Silvio Santos aposenta


Um pouco de humor: Reinaldo Azevedo imitando Lula
(Sobre a terra não ser quadrada!)




Veja o "original" e compare


Lula: Se a terra fosse quadrada...


O verbo for

Por João Ubaldo Ribeiro

Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).

O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.

Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.

— Traduza aí quousque tandem, Catilina, patientia nostra — dizia ele ao entanguido vestibulando.
— "Catilina, quanta paciência tens?" — retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
— Ai, minha barriga! — exclamava ele. — Deus, oh Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária. Senhor meu Pai!

Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar, sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas, na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.

O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo "dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:

— Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
— As margens plácidas — respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
— Por que não é indeterminado, "ouviram, etc."?
— Porque o "as" de "as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. "Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: "quem te adora." Se pusermos na ordem direta...
— Chega! — berrou ele. — Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!

Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser" quanto do verbo "ir". Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.

— Esse "for" aí, que verbo é esse?

Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.

— Verbo for.
— Verbo o quê?
— Verbo for.
— Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.
— Eu fonho, tu fões, ele fõe - recitou ele, impávido. — Nós fomos, vós fondes, eles fõem.

Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe!


Kirchner culpa Brasil por queda do PIB argentino: o dia de estátua


A culpa é sua, Dilma!
É, meus caros, na vida é preciso aceitar que há os dias em que somos os pombos e os dias em que somos a estátua. Hoje o Brasil acordou estátua. E levando logo uma defecada com mira certeira de ninguém menos do que Cristina Kirchner, a companheira bolivariana da presidente Dilma. A presidente da Argentina simplesmente resolveu culpar o Brasil pelo fraco desempenho em sua economia:

A presidente Cristina Kirchner disse que a recessão pela qual a Argentina passa não é isolada de outras nações e citou o baixo crescimento do Brasil como uma das razões pelas quais seu país teve dois trimestres seguidos de recuo econômico.

“O Brasil tem crescimento previsto de 1,3% em 2014 e é o nosso principal sócio comercial”, afirmou em discurso, aludindo à projeção do FMI. Ela citou um desempenho ruim da indústria automotiva brasileira e disse que isso tem efeitos nas exportações argentinas de autopeças.

Ou seja, não bastasse as trapalhadas da Dilma causarem enorme estrago na nossa economia, agora elas são as responsáveis pela recessão de nossos vizinhos também. Estamos diante de um estrago internacional.

E ai da Dilma ou dos petistas se reclamarem com os companheiros! Ora, não é justamente o que a esquerda faz em todo lugar, aqui e alhures? Adota medidas estúpidas, os resultados são sofríveis nas melhores hipóteses, e depois basta culpar algum “imperialismo” qualquer, os gringos “loiros de olhos azuis”.

Além das vaias, vem aí o “panelaço” contra a Dilma
Kirchner aprendeu bem a lição, apenas isso. Somos o “imperialismo” para eles, e os petistas são os “gringos de olhos azuis”. Os bodes expiatórios a serem sacrificados para tirar o pecado se não do mundo, ao menos do governo local. Funciona para Dilma, por que não haveria de funcionar para Kirchner?

Agora, seria bom nossa “presidenta” começar a se preparar, pois se o povo brasileiro é mais pacato, apesar de ensaiar uma reação espontânea em junho de 2013, logo abortada pela invasão dos vagabundos mascarados de esquerda, lá o buraco é mais embaixo: já antevejo um enorme “panelaço” dos portenhos xingando a presidente Dilma. E vimos como os argentinos são barulhentos durante a Copa.

Que se juntem, então, ao coro da vaia contra a presidente Dilma. É a culpada pelas desgraças brasileira e argentina juntas!

PS: Será que Lula vai pedir a demissão de Kirchner como “presidenta” da Argentina agora?

Foguetes vindos de Gaza violam a trégua e atingem Israel - Disparos aconteceram horas antes do final do cessar-fogo de 3 dias na região

Por VEJA

Ataque aéreo israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em 08/07/2014
Ataque aéreo israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, 
em 08/07/2014 - Ibraheem Abu Mustafa/Reuters/VEJA
Israel retomou os bombardeios contra a Faixa de Gaza nesta sexta-feira, em resposta ao lançamento de cerca de vinte foguetes contra o seu território. Os disparos vindos de Gaza aconteceram logo após o encerramento do cessar-fogo de três dias, que expirou às 8h locais (2h de Brasília), depois que o Hamas rejeitou as ofertas para um prolongamento da trégua. A Jihad Islâmica, uma das milícias palestinas que atuam em Gaza, assumiu a autoria dos lançamentos. "Esta manhã, depois do reatamento do lançamento de foguetes contra Israel, as Forças de Defesa atacaram posições terroristas em Gaza", informou um boletim militar israelense.

O cessar-fogo de 72 horas entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza chegou ao fim na madrugada desta sexta-feira sem um acordo de prolongamento. Menos de uma hora antes do encerramento, o Hamas declarou que Israel não havia aceitado suas exigências nas negociações e que, por isso, a trégua não seria mantida – o grupo deseja o fim imediato do bloqueio marítimo a Gaza. Com Israel disposto a estender o cessar-fogo por mais três dias, os mediadores egípcios tentaram até o fim amenizar as exigências do Hamas para concretizar a ampliação da trégua. O Egito argumentou que as demandas mais complexas dos dois lados deveriam ser discutidas como parte de um acordo de longo prazo, e não como condições para um cessar-fogo imediato. O Hamas, no entanto, rejeitou a proposta.

Depois de quase um mês de confrontos na Faixa de Gaza, o cessar-fogo de três dias interrompeu as hostilidades entre os dois lados e permitiu a abertura de negociações mediadas pelo Egito no Cairo. Apenas na madrugada desta sexta, cerca de três horas antes do encerramento, dois foguetes vindos de Gaza violaram a trégua e atingiram Israel sem deixar vítimas.


Números – A ofensiva israelense contra o Hamas teve início no dia 8 de julho e deixou 1.893 mortos do lado palestino, segundo números divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde de Gaza. Do total de mortos, 446 eram crianças e houve ainda quase 10.000 feridos. A ONU estima que ao menos 70% das vítimas eram civis e que cerca de 65.000 moradores tiveram suas casas destruídas. As Forças de Defesa de Israel afirmam ter matado cerca de 900 terroristas. Sessenta e quatro soldados e três civis israelenses morreram durante a operação.



(Com agência France-Presse)

Iraque: Estados Unidos bombardeiam posições do Estado Islâmico

Por Agência Lusa

Os Estados Unidos bombardearam posições de artilharia do Estado Islâmico no Iraque, que ameaçavam o pessoal norte-americano na Base de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou hoje (8) o Pentágono.

“Aviões militares americanos lançaram ataques contra a artilharia do Estado Islâmico. A artilharia foi utilizada contra as forças curdas que defendem Erbil”, declarou, no Twitter, o porta-voz do Pentágono, almirante John Kirrby.

Ele informou que dois caças F/A 18 lançaram bombas de 250 quilos, guiadas por laser, sobre uma peça de artilharia móvel perto de Erbil.

Segundo o representante do Pentágono, a peça de artilharia destinava-se a bombardear as forças curdas em Erbil, no Curdistão iraquiano, e ameaçava o pessoal militar e civil norte-americano na cidade.

“A decisão de atacar foi tomada no centro de comando americano, com a autorização do comandante em chefe, Barack Obama", acrescentou.

Nessa quinta-feira, os combatentes do Estado Islâmico tomaram Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque, e ainda a maior barragem do país, em Mossul, cidade que controlam desde 10 de junho.

Desde domingo (3), o avanço das forças no Norte do país causou a fuga de milhares de pessoas. O presidente dos Estados Unidos autorizou, na quinta-feira, ataques aéreos selecionados para “evitar um genocídio” e travar o avanço dos combatentes islâmicos.

Obama acusou o Estado Islâmico de querer “a destruição sistemática da totalidade (…) do povo [yazidi], o que constituiria um genocídio”. Também avisou aos jihadistas que seriam alvo de eventuais ataques aéreos caso tentassem marchar sobre Erbil.

“Vamos permanecer vigilantes e tomar medidas se [os jihadistas] ameaçarem as nossas instalações em qualquer zona do Iraque, em particular o consulado [norte-americano] em Erbil e a embaixada em Bagdá”, declarou Obama.

Dois anos e meio após a partida do último soldado norte-americano do Iraque, a aviação norte-americana tem lançado, nos últimos dias, por paraquedas, alimentos e água para os civis que se refugiaram nas montanhas.



Grupo Islâmico ISIS praticando genocídio cidade após cidade e decapitando crianças de pais cristãos


unnamedÉ com indignação que recebo neste momento a  informação que o grupo ISIS liderado por  Abu Bakr, seu auto proclamado Califa, está decapitando sistematicamente crianças no Iraque.  A alguns dias este grupo levou meio milhão de pessoas em Mossul no Iraque, a fugir em apenas  dois dias da cidade com três milhões de habitantes, e Bagadá a capital de seis milhões a fechar-se em casa. Neste momento estão subjugando como escravos a milhares no Iraque e na Síria ao passo que estão fazendo 200.000 da religião Yazid, que somam ao todo 700.000 no mundo, a fugirem por suas vidas. Ao dominarem Mossul deram um ultimato aos cristãos para que  se convertessem ao Islã ou fossem mortos pela espada. Imaginem uma cidade do tamanho de Brasília sendo obrigada a força a  mudar de religião sob pena de morte!

yazidiTNM
Grupo da fé Yazid sendo levados para escravidão 
ou execução no Iraque por serem considerados “infiéis”.
O Governo local aparelhado no passado pelos Estados Unidos e supervisionado pelos próprios iraquianos simplesmente fogem ou deixam para trás equipamento e carros de guerras de ultima geração que cai então nas mãos deste grupo temido até mesmo pela Al Qaeda. Há uma tribulação ou desordem generalizada nesta região que se não for contida, segundo analistas internacionais, pode espalhar-se pelo mundo. Líderes evangélicos americanos estão pedindo socorro em vista das atrocidades regulares cometidas contra “cristãos” que estão sendo mortos ali. Há relatos de mães estupradas diante da família e pais pendurados. Crianças sendo decapitadas de modo impiedoso. Algo que segundo alguns, não ocorre em tamanha proporção a séculos. O Mundo ainda está sabendo pouco do que está realmente acontecendo ali. 99% dos cristãos de Mossul fugiram e 5% se “converteram”. “Eles estão marcando a letra N  nas casas dos cristãos e voltando para matarem quem não se converteram ou fugiram” disse Mark Arabo líder da Comunidade cristã Chaldean- American.   Na verdade este grupo ISIS surgiu quando alguns países começaram a ajudar o povo a derrubar o ditador Sírio Bashar Al Assad. Aproveitando-se da ajuda financeira de países como a Arábia Saudita e o katar, entre outros, fundamentalistas islâmicos começaram a crescer em força e poder e decidiram ao invés de continuar sua incursão em direção a Damasco, capital da Síria, tomar o norte da Síria e parte do Iraque. O que fizeram com êxito até agora. (1 João 5:19)

Espero atualizar este artigo a medida que os acontecimentos se desenrolam. Oremos pelos que estão ali promovendo os interesses do Reino de Deus e pregando a palavra de Jeová!

LINKS ADICIONAIS PARA PESQUISA:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/6947716.stm

http://edition.cnn.com/2014/08/07/opinion/iraq-yazidi-isis-nawaz/index.html?hpt=hp_c1

ATENÇÃO: o link abaixo contém cenas de genocídio


http://www.globalresearch.ca/graphic-mass-execution-of-iraqi-soldiers-civilians-by-us-sponsored-isis-terrorists/5387170

Enquanto partidos de esquerda demonstram ódio a Israel, grupo de evangélicos sai em defesa dos judeus e critica Dilma


PSOL IsraelNão sei quem é alvo de mais ódio da esquerda radical brasileira: os judeus ou os evangélicos. Essa esquerda, como todos sabem, fala em “diversidade” e “igualdade” o tempo todo, e condena todo tipo de preconceito. Mas contra judeus e cristãos, principalmente os evangélicos, todo preconceito é não só tolerado e permitido, como fomentado.

Vejam o que alguns partidos oficiais fizeram em passeatas recentes. Havia um cartaz com o nome do PSOL demandando nada menos do que o fim de Israel! Ou seja, um partido de esquerda demandando o extermínio de uma nação, o término da representação legítima de um povo em forma de estado.

Isso não chega a ser novidade, quando lembramos que um deputado do partido queimou a bandeira de Israel em local público:


Menina suasticaAgora, o absurdo mesmo foi colocarem, desta vez, uma criança para segurar uma bandeira com uma suástica, como se fosse o símbolo de Israel no lugar da estrela de Davi. Isso é um golpe baixo até para os padrões pantanosos dessa esquerda abjeta. A menina sequer sabe o que foi o Holocausto, e a utilizam como massa de manobra para propaganda política da forma mais nefasta que existe:

Enquanto isso, sabe aqueles evangélicos, ridicularizados pela esquerda como alienados, idiotas, massas manipuláveis? Pois bem: veja que vários líderes evangélicos saíram em defesa de Israel e criticaram a presidente Dilma:

A mobilização evangélica teve início em 23 de julho, quando o governo federal divulgou uma nota condenando os ataques israelenses em Gaza e convocando o embaixador brasileiro em Tel Aviv para consultas.

Fonte: BBC
No dia seguinte, cerca de 80 pessoas – em sua maioria evangélicos – foram ao Ministério de Relações Exteriores protestar contra a decisão.

Uma das organizadoras do ato, a pastora Jane Silva – que preside a Associação Cristã de Homens e Mulheres de Negócios e a Comunidade Brasil-Israel – diz que líderes evangélicos de vários Estados e de diferentes igrejas compareceram à manifestação.

Com o apoio do deputado federal Lincoln Portela (PR-MG), um dos principais nomes da bancada evangélica no Congresso, Silva marcou uma audiência no Itamaraty para expressar a insatisfação do grupo. Eles foram recebidos pelo embaixador Paulo Cordeiro, subsecretário-geral do órgão para África e Oriente Médio.

“Ficamos ofendidos e magoados com a postura do governo brasileiro, que para nós não
condiz com a posição da população cristã brasileira em relação ao conflito”, diz a pastora à BBC Brasil. Não há dados, no entanto, que confirmem a avaliação da pastora.

“Quando o governo fala mal de Israel, fala mal de nosso Jesus. E Israel tem o direito de se defender e de existir.” “Israel é palco da história bíblica e está muito claro para nós que o Hamas é um grupo terrorista que quer destruí-lo”, acrescentou.

Pois é, leitor. Da próxima vez que você se deparar com um “tolerante” esquerdista, desses que demonstra uma abnegação típica de um Hitler ou um Stalin, que queima bandeiras de outras nações demandando seu extermínio, e escutar dele que os evangélicos é que são um atraso de vida, uma massa de ignorantes e alienados, pense duas vezes antes de concordar com ele.

E claro: lembre-se de quem é o verdadeiro intolerante, radical, raivoso, extremista nessa história toda na hora do voto. Se, depois disso tudo, a esquerda radical brasileira (e isso inclui o PT) receber um só voto de algum judeu ou evangélico é porque a cegueira é crônica mesmo…

Lembrando 1964:
Marcha da Família com Deus pela Liberdade

Por Jornal do Brasil

Ministro do STF autoriza Genoino a cumprir pena em regime aberto


O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou hoje (7) o ex-deputado federal José Genoino, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, a progredir para o regime aberto. Com a decisão, Genoino cumprirá o restante de sua pena em casa, onde terá que seguir regras estabelecidas pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que vai efetivar a decisão.

Segundo Barroso, Genoino cumpriu um sexto da pena de quatro anos e oito meses de prisão no regime semiaberto, requisito para a passagem ao aberto. “Tendo em vista a documentação que instrui o pedido, considero atendido o requisito objetivo para a progressão de regime na data de 21 de julho de 2014. Da mesma forma, tenho por satisfeito o requisito subjetivo exigido pelo Artigo 112 da Lei de Execuções Penais, na medida em que, conforme já referido, há nos autos o atestado de bom comportamento carcerário e inexistem anotações de prática de infrações disciplinares pelo condenado”, decidiu o ministro.

De acordo com o Código Penal, o regime aberto deve ser cumprido nas chamadas casas do albergado, para onde os presos voltam somente para dormir. Em muitos casos, diante da inexistência desse tipo de estabelecimento nos sistemas prisionais estaduais, os juízes determinam que o preso fique em casa e cumpra algumas regras, como horário para chegar, não sair da cidade sem autorização da Justiça e manter endereço fixo.


Genoino teve prisão decretada no dia 15 de novembro do ano passado e chegou a ser levado para o Presídio da Papuda, no Distrito Federal. Mas, por determinação do presidente do STF, Joaquim Barbosa, ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária uma semana após a decretação da prisão. Em abril, o ex-parlamentar voltou a cumprir pena no presídio.

Ortega e a 1ª Guerra Mundial




Entrevista com Jair Bolsonaro - Programa Mulheres